| |
|
|
Concelho
de Aguiar da Beira
|
|
|
A
análise do património arqueológico na região
sugere a hipótese de que a ocupação humana
remonta, pelo menos, até ao IV milénio a.C., teoria
alicerçada nas investigações levadas a cabo
no Núcleo Megalítico de Carapito, constituído
por quatro estruturas megalíticas, de entre as quais se
destaca o Dólmen de Carapito, (classificado como Monumento
Nacional pelo decreto-lei n.º 735/74 de 21 de Dezembro).
Do período proto-histórico existem três
povoados, de possíveis origens castrejas, nomeadamente
o Castro de Carapito, o Castro da Gralheira e o Castro das Abelhas,
sendo possível aí vislumbrar vestígios de
construções. A presença de tegulae (telhas)
romanas no Castro das Abelhas e Gralheira parecem apontar ainda
para posterior ocupação romana.
Da presença romana na região subsistem também
outros vestígios, como é o caso de uma edícula
em granito, descoberta na aldeia de Penaverde (e actualmente
conservada no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa), e vários
silhares almofadados que foram reutilizados na construção
do pano da muralha do castelo medieval da vila de Aguiar da Beira,
bem como mais exemplares encontrados em restantes aldeias do
concelho, na maioria dos casos fazendo parte do aparelho de construção
de casas de habitação.
Após o século V, e apesar da instabilidade provocada
por sucessivos conflitos consequentes da derrocada da administração
romana (invasões bárbaras, ocupação
islâmica, guerras da Reconquista) e do fenómeno
de ermamento que se verificou em muitas zonas do interior do
país, a ocupação da região manteve-se
durante a Alta Idade Média, o que talvez possa ser comprovado
pela existência de sepulturas talhadas na rocha, bem como
sarcófagos, que em algumas áreas constituem autênticas
necrópoles, como acontece em Aguiar da Beira (Núcleo
de Sepulturas da Regada) e Moreira, enquanto noutros casos se
encontram totalmente isoladas, como se observa em Penaverde ou
Mosteiro. Mais exemplos de semelhantes sepulturas e sarcófagos
podem ser encontradas em Colherinhas, Pinheiro e Sequeiros. Estes
espaços de morte apontam para presença humana entre
os séculos VII e XII. À Baixa Idade Média, com a relativa pacificação
do território, corresponde uma fase de reforço
da administração, e desenvolvimento de um novo
sistema judicial e socioeconómico, que encontra expressão
na concessão de cartas de foral a determinadas regiões,
com o objectivo de fomentar a ocupação de determinado
espaço, ou legalizá-la, caso ela já exista. É assim
que Aguiar da Beira, bem como Penaverde, receberão os
seus forais no século XIII. Em inícios do século
XVI também Carapito será elevado ao estatuto de
Concelho, por via de carta de foral, reinando então D.
Manuel. A concessão de Carta de Feira à vila de
Aguiar da Beira por D. Dinis, em 1308, é revelador da
importância que este aglomerado assumia já na altura
em termos de dinâmica económica. Após o século
XVI, e durante toda a época moderna, o território
actualmente compreendido pelo Concelho de Aguiar da Beira estava
dividido entre os Concelhos de Aguiar, Carapito e Penaverde.
Circunscrição que se haveria de manter até ao
século XIX, altura em que a reforma administrativa levada
a cabo pelo governo liberal dissolveu, em 1836, os Concelhos
de Carapito e Penaverde, sendo o primeiro incorporado no Concelho
de Aguiar da Beira, e tornando-se o segundo uma freguesia de
Trancoso, vindo posteriormente (1840) a transitar para o Concelho
de Aguiar. Também este último chegou, por um breve
período, a perder a sua autonomia, a partir de 1896, altura
em que se tornou freguesia do Concelho de Trancoso, vindo a readquirir
o seu estatuto concelhio em 1898, agregando a si os antigos concelhos
de Carapito e Penaverde.
No que a património histórico se refere existem
elementos de destaque no Concelho de Aguiar da Beira. Para além
das já mencionadas estruturas pré-históricas
e castrejas é possível ao visitante contemplar
património histórico e artístico de épocas
posteriores, de não menor interesse e importância.
A nível de arquitectura religiosa, é de destacar,
na própria vila de Aguiar da Beira, a antiga Capela de
Nossa Senhora do Castelo, ou de Nossa Senhora do Leite, edifício
medieval, de fundações românicas (século
XIII?), bem como a Igreja da Misericórdia, edifício
do século XVIII, em estilo barroco. Na freguesia de Forninhos, pode visitar-se a Capela de Nossa
Senhora dos Verdes, seguindo também uma estética
barroca, com decoração interior constituída
por altar-mor e arco triunfal revestidos a talha dourada, sendo
a cobertura do santuário totalmente preenchida por caixotões
em talha representando santos, assim como cenas da vida de Cristo
e da Virgem Maria. O imóvel beneficiou de protecção
legal, sendo considerado de interesse público. Para além destas já referidas, inúmeras
outras capelas e igrejas podem ser visitadas em praticamente
todas as freguesias do Concelho de Aguiar onde, além de
apreciar a arquitectura, o observador pode desfrutar do espólio
de arte sacra, como é o caso dos altares barrocos, em
talha, ou vários exemplares escultóricos indo desde
o gótico até à actualidade. Também na arquitectura civil se encontram elementos de
invulgar interesse por todo o concelho de Aguiar da Beira. Coroando
a própria vila de Aguiar destacam-se as ruínas
do castelo, estrutura inserida dentro do género dos castelos
roqueiros, e cuja origem será provavelmente anterior à nacionalidade
(séculos VII a XI), destinada talvez a funções
de vigilância e posto avançado para a zona de defesa
fronteiriça do vale do Mondego e Távora. Não
muito longe das ruínas da fortificação,
e na parte da vila conhecida por “Largo dos Monumentos”,
encontra-se implantado o Pelourinho Manuelino (séc. XVI),
a antiga Torre do Relógio , e a Fonte Ameada , sendo estas
três estruturas um dos principais ex-libris da vila, e
beneficiando cada uma delas de protecção legal,
enquanto imóveis de interesse público. Também
neste largo se encontram a Casa dos Magistrados (séc.
XV) e o edifício dos antigos Paços do Concelho
(séc. XVIII). Para além de Aguiar, também na aldeia de Penaverde
e Carapito se podem ver os pelourinhos (ambos de origem quinhentista),
símbolos de estatuto e autonomia concelhias. O pelourinho
de Penaverde apresenta-se muito delapidado, tendo perdido o escudo
e esfera armilar que antes possuía. Quanto ao pelourinho
de Carapito, este apresenta um remate em forma de gaiola relativamente
bem conservado, sendo o mais elaborado e completo de todos os
três. Por todo o concelho encontram-se vários exemplos
de casas senhoriais (grande parte delas edificada por volta de
finais do século XVII / XVIII), reflexo da prosperidade
ou categoria nobiliárquica de alguns habitantes. Em muitas
casas de aldeias do Concelho foram identificadas marcas cruciformes,
que indiciam a permanência na região de comunidades
de cristãos-novos, que através da exibição
deste tipo de símbolos, pretendiam evitar qualquer suspeita
de práticas judaízantes. Contudo, estas marcas
cumpririam ao mesmo tempo funções de agregação
(contribuindo para a coesão dos elementos de tais minorias),
bem como de discriminação (de maneira a que todos
os cristãos-velhos tivessem consciência de que tais
indivíduos tinham sangue judaico), para além de
actuarem como símbolos de protecção contra
as forças do mal. Finalmente, refira-se ainda a Ponte do Candal que atravessa
o rio Coja, na freguesia de Coruche, ponte de origem medieval,
talvez anterior à fundação da nacionalidade,
e que apesar da simplicidade da estrutura, se oferece como exemplo
da engenharia medieval.
(Veja Mais em Câmara
Municipal de Aguiar da Beira)
|
|
|
|
|
Concelho
de Almeida
|
|
|
Roteiro
todo Terreno
Pela estrela fortificada...
No recorte do horizonte, surge o encadeamento da muralha da
fortaleza. O baluarte representa um símbolo sempre presente
na memória das gentes de Portugal. Num concelho onde o
planalto une o céu e a terra, partimos à descoberta
da terra das gentes da raia numa alma grande até Almeida…
Desde cedo a situação estratégica de Almeida
serviu de pano de fundo à fixação da população
por entre todas as vicissitudes da história. O território
do concelho reparte-se entre as planuras e as profundezas do
vale do rio Côa. Os vestígios da ocupação
humana perdem-se na pré-história. Contudo, a maior
visibilidade de testemunhos marcam-se a partir de um facto incontornável:
a localização estratégica do lugar. É inevitável
fazer uma abordagem histórica do topónimo “Almeida” sem
passarmos pelas referências muçulmanas. Para alguns
historiadores, a palavra deriva do árabe “al meda” ou
até “talameyda” que significava “mesa” numa
clara alusão ao território planáltico do
lugar. Para outros, a palavra deriva de “atmeidan” que
significaria “campo” ou “lugar de corrida de
cavalos” uma actividade tão comum por entre o povo árabe.
Almeida foi sempre marcada por uma história de consolidação
de territórios. Desde sempre foi ponto de contenda territorial
mas a grande afirmação histórica tem início
durante a Reconquista Cristã. O lugar deveria ter sido
tomado aos mouros, pela primeira vez, por D. Fernando Magno de
Castela em 1039. Sem dúvidas históricas foi a tomada
de Almeida pelo rei D. Dinis em 1296 onde se incluem os territórios
da margem direita do Côa. O território definido
veio a ser confirmado pelo Tratado de Alcanizes tendo D. Manuel
estabelecido o foral em 1510.A vila de Almeida está rodeada
por um polígono defensivo de forma hexagonal de muralhas
que constituem um raro exemplar da arquitectura militar. Da história
da região ficam factos importantes que marcaram a individualidade
do território e da nação de Portugal. Para
trás ficou a crise dinástica de D. Fernando e as
guerras da Restauração tendo D. João IV
reforçado a sua defesa. Na terceira invasão francesa,
Massena cercou a praça em 1810. Almeida aguentou com valentia
mas a explosão de um paiol desmoralizou o governador da
praça Costa e Almeida que acabou por entregar a vila.
Em 1811 Wellington sitia e retoma a praça. Durante as
lutas liberais, o conde de Bonfim revoltou-se contra o ministério
cabralista e refugiou-se na vila com outros revoltosos entre
os quais José Estêvão. O barão da
Fonte Nova pôs-lhe cerco fazendo-os capitular em 1844 exilando-se
Bonfim em Espanha. É esta história que vai estar
patente ao longo do percurso dividido por dois trajectos onde
vamos encontrar alguns recantos plenos de simbolismo. Não
se esqueça de passar pelo Turismo, magnificamente instalado
nas portas de S. Francisco, onde poderá recolher preciosa
informação de locais a visitar: a si de descobrir.
A primeira parte leva-nos às terras fronteiriças
do concelho fazendo mesmo uma incursão em território
espanhol. Na segunda parte, vamos descobrir um pouco do interior
destas terras num trajecto que liga a aldeia histórica
de Castelo Mendo a Almeida. Para o primeiro percurso, dirija-se à porta
da muralha junto à Pousada de Almeida. Coloque aí os
km a zero. O trajecto é simples e sem qualquer tipo de
dificuldades em termos de acidentado do percurso. Logo a seguir à travessia
da ponte romana, em Malpartida, vire à direita e prossiga
pelo caminho principal. Quando chegar a Vale de Coelha, está quase
a pisar território espanhol. É só atravessar
a vau a ribeira de Toirões. Apesar de nunca levar muita água,
tenha sempre cuidado… Pouco depois, vai entrar num estradão
espanhol que convida a acelerar... Não caia em tentação
até porque existe muito trânsito local. Já na
parte final do percurso, vai circular por um caminho agrícola,
asfaltado recentemente, onde mal cabe o carro... e que termina
na bonita e antiga estação de caminhos de ferro
de Vilar Formoso. Na segunda parte do percurso, estamos de volta
a Almeida. Mas vamos primeiro até Castelo Mendo para uma
visita a uma das aldeias históricas da Beira Interior.
Também aqui a memória do passado é rica.
Saímos de Vilar Formoso pela EN 16 em direcção à Guarda
e depois de Castelo Bom, cuja visita também aconselhamos,
e depois de passarmos o rio Côa, um pouco mais acima, encontramos
o cruzamento que nos dá acesso à localidade. Castelo
Mendo é uma vila antiga que espreita numa cintura de muralhas
virada para o vale do rio Côa. Fundada por D. Sancho II
em 1239, Castelo Mendo teria até passado para a coroa
portuguesa, como dote da rainha Santa Isabel, em 1282. D. Manuel
I renovou-lhe o foral em 1510. Depois de entrarmos, podemos apreciar
alguns exemplos conservados de um casario quinhentista, o pelourinho
manuelino de gaiola e colunelos junto do largo a igreja de S.
Vicente. A rua principal leva-nos até ao alto de Castelo
Mendo onde pontifica a velha igreja matriz de estilo românico.
De destacar a antiga feira de Castelo Mendo provavelmente a primeira
feira portuguesa a ter uma periodicidade decretada por lei régia.
O percurso de regresso a Almeida não se reveste de qualquer
tipo de dificuldade colocando-se os quilómetros a zero
na saída das muralhas. Perto do final, e depois de atravessar
a ponte sobre o rio Côa, suba até encontrar o asfalto.
Para a sua esquerda fica a Quinta da Barca, que poderá visitar,
para a direita segue em direcção a Almeida. Não
os deixamos sem antes lhe recomendar bons pratos… Da gastronomia
de Almeida destacam-se os pratos de caça, o arroz de lebre
ou de coelho bravo, o cabrito assado ou a prova de alguns enchidos
tradicionais. Para o final, arroz doce, requeijão e doce
de abóbora, bola doce, tigelada e, claro está,
uma famosa ginjinha… |
|
|
|
|
|
Concelho
de Belmonte
|
|
|
|
PEDRO ÁLVARES CABRAL DESCOBRIU O BRASIL EM
1500
Nasceu em Belmonte, por 1467-1468. Filho de Fernão Cabral,
alcaide-mor de Belmonte.
|
| |
PATRIMÓNIO TURÍSTICO
CASTELO DE BELMONTE
BELMONTE
Construção militar dos séc. XII/XIII. Em 1466
foi doado a Fernão Cabral, a título hereditário,
por D. Afonso V. Passou de castelo fortificado a residência
senhorial. Foi residência da família Cabral até finais
do século XVII, tendo sido abandonado devido a um violento
incêndio. Sofreu várias remodelações.
Hoje possui um anfiteatro ao ar livre. Encontra-se aqui o posto
de turismo e uma loja do IPPAR.
PELOURINHO
BELMONTE
Simbolo medieval de poder municipal, era junto dele que era aplicada
a justiça e anunciadas publicamente as posturas municipais
e as directrizes de poder central. Representa uma prensa de azeite.
Destruído no século XIX, foi reconstruído
nos anos 80.
IGREJA MATRIZ
BELMONTE
Construção recente dos anos 40, alberga a imagem
quatrocentista de Nossa Senhora da Esperança, que segundo
a tradição acompanhou Pedro Álvares Cabral
na viagem da descoberta do Brasil.
SOLAR DOS CABRAIS
BELMONTE
Segunda residência da família Cabral, foi construído
no século XVIII, para substituir o Paço do Castelo
que havia sido afectado por um incêndio no século
XVII. O brasão é do século XIX.
TULHA
BELMONTE
Edificio do século XVIII. Destinava-se ao armazenamento
das rendas da família Cabral. Actualmente, encontra-se aqui
instalado o Ecomuseu do Zêzere, uma estrutura que aborda
o rio Zêzere numa perspectiva do seu património natural
e cultural, privilegiando os aspectos ligados à fauna, flora,
uso do solo e povoamento.
CAPELAS DE STO ANTÓNIO E DO CALVÁRIO
BELMONTE
Conjunto formado por dois pequenos edifícios. Ainda há dúvidas
, mas tudo indica que a Capela de Sto António é a
mais antiga (séc. XI/XVII).Nesta capela encontra-se um brasão
com as armas das famílias Queiroz, Gouveia e Cabral. A Capela
do Calvário será já uma construção
do século XIX.
IGREJA DE SÃO TIAGO
BELMONTE
Templo românico do século XIII, foi sofrendo alterações.
No século XIV é construída a Capela de Nossa
Senhora da Piedade, formando um interessante conjunto gótico.
Em finais do século XV é-lhe anexado o Panteão
dos Cabrais, restaurado no século XVII, onde hoje estão
depositadas as cinzas de Pedro Álvares Cabral. No século
XVIII, a sua fachada é remodelada e a torre sineira erigida.
SINAGOGA |
BELMONTE
Templo da comunidade judaica em Belmonte.
JANELA MANUELINA DA CASA DA Câmara |
CARIA
CASA DA RODA DOS EXPOSTOS |
CARIA
CAPELA DE SANTO ANTÓNIO |
CARIA
IGREJA MATRIZ |
CARIA
RETÁBULO E TRONO DO ALTAR-MOR DA IGREJA MATRIZ |
CARIA
TORRE DE CENTUM-CELLAS |
COLMEAL DA TORRE
IGREJA MATRIZ |
COLMEAL DA TORRE
ALTAR DA IGREJA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA |
COLMEAL DA TORRE
CAPELA DE NOSSA SENHORA DA ESTRELA |
INGUIAS
ALTAR DA IGREJA DE SÃO SILVESTRE |
INGUIAS
CAPELA DO ESPÍRITO SANTO |
MAÇAINHAS
IGREJA MATRIZ |
MAÇAINHAS
(Veja Mais em Câmara
Municipal de Belmonte)
|
|
|
|
|
Concelho
de Carregal do Sal
|
|
|
|
Carregal do Sal caracteriza-se como um Concelho rico em
termos culturais. Disso são prova os Solares e Casas
Solarengas dos séculos XVII -XVIII, as lagaretas
e Túmulos rupestres espalhados por várias
localidades e as alminhas que são, igualmente, prova
inequívoca de um passado histórico que a
Câmara Municipal insiste em preservar.
|
PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO
A actual área geográfico-administrativa que integra
o concelho de Carregal do Sal é, pela sua génese
geomorfológica e orográfica, um espaço que
viria a proporcionar excelentes condições naturais
de fixação humana, já desde o período
Pré-histórico, sendo, no presente, um facto comprovado
pelo elevado e diversificado número de testemunhos arqueológicos
inventariados atribuíveis aos Períodos Neolítico,
Calcolítico e Idade do Bronze, passando pelos vestígios
de ocupação romana, até à Idade Média.
Para além destes, outros vestígios de natureza
arquitectónica conferem ao Concelho de Carregal do Sal
um estatuto privilegiado no que à cultura diz respeito.
Anote-se a existência de monumentos de interesse nacional
e que foram classificados como tal pelo Instituto Português
do Património Arquitectónico e Arqueológico
dos quais se destaca o Dólmen da Orca em Fiais da Telha
e o túmulo de Fernão Gomes de Góis na Igreja
Matriz de Oliveira do Conde que atesta, entre outros, a passagem
de ilustres figuras da história nacional por este Concelho.
Mas
não é só de passagens
de tempos longínquos
que é feita a cultura do Município. A Câmara
Municipal tem-se preocupado com a edificação de
espaços (por exemplo, a Biblioteca Municipal inaugurada
no dia 25 de Abril de 2000, o Complexo das Piscinas Municipais
e mais recentemente o Museu Municipal) e com o apoio a colectividades
que mantêm viva a cultura local.
De referir é, igualmente, aquele que constitui já um
cartaz turístico da Região e do País - o
Carnaval de Cabanas de Viriato - que sobrevive e se assume, a
cada ano que passa, como um ex-libris cultural do Concelho. Ainda
em Cabanas merece destaque a estátua do Cristo-Rei , bem
no alto, de onde avista as casas em granito, os jardins em flor,
as ruas calcetadas... E é também em Cabanas que
voltamos atrás no tempo para recordar um feito notável
perpetrado por um natural do Concelho - Aristides de Sousa Mendes,
o Cônsul Português em Bordéus que, durante
o holocausto nazi, passou inúmeros vistos salvando a vida
a milhares de judeus. A casa onde viveu aquele que podemos apelidar
de Óscar Schindler português vai ser recuperada
para imortalizar o acto heróico deste cabanense ( o projecto
já está concluído ) e ali passará a
funcionar a Fundação Aristides de Sousa Mendes
constituindo a justa homenagem a quem arriscou a própria
vida por um ideal tão nobre.
E a oferta cultural do concelho não se fica por aqui.
Não podemos esquecer as romarias e festas tradicionais
que, sendo , na sua maioria, religiosas, mantêm características
inéditas. Neste âmbito incluem-se as tradicionais
Festas do Concelho onde se revivem tradições com
a prática de jogos como a subida ao pau ensebado ou a
quebra de panelas .
Em termos religiosos destacam-se outras realizações:
a Festa da Senhora dos Milagres que se realiza a 15 de Agosto
nas Laceiras e que traz ao Concelho um sem número de emigrantes
de outras paragens e a Festa de Santo António, em Fiais
da Telha, que ainda inclui o desfile em corrida de rebanhos de
ovelhas enfeitadas e que só termina quando cada rebanho
circunda, por completo, a Igreja desenhando um círculo.
Veja Mais em Câmara
Municipal de Carregal do Sal
|
|
|
|
|
Concelho
de Castelo Branco
|
|
|
| ROTEIRO
A cidade desenvolve-se na encosta nascente de uma pequena elevação,
que se ergue duma vasta região planáltica. Assim a
descreveu Alexandre Herculano em 1851: "Beira Baixa olhando
em volta parece um plano onde se eleva ao centro o monte de Castelo
Branco em cuja encosta oriental alveja a cidade".Este sítio
conferiu a Castelo Branco todas as características de um aglomerado
de fortaleza e condicionou, durante séculos, os destinos e
as funções da cidade. Da antiga função
defensiva é testemunha o Castelo, erguido em boa posição
estratégica e donde se avista, em dias de céu claro,
todo o curso superior do Tejo até à zona raiana.
Comece a visita pelo Castelo, hoje resultado de sucessivas intervenções.
A Igreja de Sta. Maria do Castelo é um templo de fundação
românica que conserva, no seu interior despido, a lápide
funerária do poeta do Cancioneiro Geral, João Roiz
de Castelo Branco. Desça em direcção à Praça
Velha, centro do burgo até ao séc.XIX. Aí se
encontravam a antiga Casa da Câmara, o Celeiro da Ordem de
Cristo, o Pelourinho (entretanto destruído) e o primeiro
Paço do Bispo da Guarda, que a toponímia guardou
na memória- Rua do Arco do Bispo.
Siga agora em direcção à Sé, pela
rua de S. Sebastião, com as suas casas apalaçadas,
de meados do séc.XIX, num ecletismo próprio da época.
A Igreja de S. Miguel, hoje Sé Concatedral, começou
por ser uma estrutura gótica muito modificada no séc.XVII.
Com a elevação de Castelo Branco a cidade, em 1771
e com a criação do respectivo bispado, passou a ser
um dos edifícios mais representativos dos creres e viveres
da comunidade. O interior transmite-nos todas as estéticas
artísticas dos finais do séc.XVI ao séc.XIX,
da imaginária à pintura, passando pela talha, mobiliário,
alfaias e paramentos. Na sacristia, a que se acede por uma porta
encimada com as armas episcopais do segundo bispo de Castelo Branco,
notável trabalho de cantaria regional, existe um interessante
museu de arte sacra.
Dirija-se agora ao Jardim do Paço, passando pelo belo Cruzeiro
quinhentista de S. João. O antigo paço, construção
dos finais do séc.XVI, foi mandado edificar como residência
Inverno por D. Nuno de Noronha, bispo da Guarda. D. João
de Mendonça funda os Jardins anexos ao paço, sob
evocação de S. João Batista, em 1725. D.Vicente
Ferrer da Rocha, 2º Bispo de Castelo Branco, acrescentou e
embelezou, o jardim em 1782. Entre alamedas de buxo, encontram-se
várias estátuas de granito (trabalhos muito prováveis
de cantaria local). As quatro partes do Mundo então conhecido
(Europa, Ásia, África e Índia), os signos
do Zodíaco, a ciclicidade das estações e dos
meses do ano, o ar e o fogo pilares do Universo na concepção
grega, os Novíssimos do Homem (Morte, Juízo, Inferno
e Paraíso), as Virtudes Teologais (Fé, Esperança
e Caridade) e as Virtudes Morais (Fortaleza, Justiça, Prudência
e Temperança), tudo se funde, lembrando, a efemeridade da
vida e o carácter contemplativo do jardim. O grande lago,
encimado pela cascata, que é rematada com as representações
de Moisés, de Sta. Ana e da Samaritana, recorda-nos a presença
na construção de um outro elemento do Universo: a água.
Dessa plataforma acede-se a outra situada num plano inferior, ladeada
pelas escadarias dos Apóstolos, com toda a simbólica
de vida ou de morte, e dos Reis, de D Afonso Henriques a D. José.
PATRIMÓNIO
PAÇO EPISCOPAL (Museu Tavares Proença Júnior)-M.N.
Foi mandado construir pelo Bispo da Guarda, D. Nuno de Noronha,
entre 1596 e 1598, como no-lo atesta uma inscrição
que "encima" o portal da entrada no pátio. Não
se conhecem outras notícias concretas de obras que o mesmo
edifício sofreu, à excepção de uma
profunda intervenção, já no século
XVIII, levada a cabo pelo Bispo da Guarda D. João de Mendonça.
A partir de 1771, depois de Castelo Branco ter sido erigida em
sede de Bispado, o mesmo edifício foi adoptado como paço
de residência dos Bispos de Castelo Branco (como o tinha
sido para os da Guarda). Durante o reinado eclesiástico
de D. Vicente Ferrer da Rocha (1782-1814), procedeu-se a grandes
transformações, nomeadamente no interior e na reconstrução
do peristilo que se situa na banda norte. A partir de 1831, após
a Diocese Albicastrense ter ficado "sede vacante", instalaram-se
no edifício vários serviços públicos
que muito contribuíram para a danificação
do imóvel. No século XX, de 1911, até 1946,
serviu de Liceu Central (que ainda tomaria o nome de Nun'Álvares,
por proposta do Dr. Augusto Sousa Tavares); também aí funcionou
a Escola Normal e a Escola Comercial; abriu as portas como Museu
F. Tavares Proença Júnior em 1971 e assim se mantém.
O edifício do Paço Episcopal é de ponta rectangular,
formado por dois corpos alinhados em ângulo recto, com ressalto
no ângulo norte, formado pelo peristilo. A fachada principal é virada
a norte, ínsitas nela vêem-se dez janelas de sacada
de lintel recto rematadas por frontão curvilíneo,
oito janelas de frontão recto e moldura simples. O acesso
ao peristilo é feito por uma escadaria, de dois lanços,
de 22 degraus de cantaria. O alpendre é sustentado por sete
colunas jónicas unidas pelas pela balaustrada. O telhado é de
cinco águas.
LARGO E CRUZEIRO DE S. JOÃO - M.N., Avista-se deste largo
um magnífico cruzeiro de estilo manuelino, que constitui
um belo exemplar de trabalho no granito da região. Assente
numa base octogonal decorada com elementos vegetalistas, tem um
fuste espiralado onde assenta um anel, decorado com uma corda e
plantas estilizadas que serve de base à cruz, a qual por
sua vez ostenta Cristo crucificado.
PALÁCIO DOS VISCONDES DE PORTALEGRE - I.I.P.
No extremo da antiga Devesa, ergue-se o Solar dos Viscondes de
Portalegre desde 1743 (propriedade da família Coutinho
Refoios). É um edifício de marcas acentuadamente
renascentistas. A sua fachada apresenta uma disposição
simétrica no que concerne aos elementos arquitectónicos.
Neste conjunto destaca-se, as janelas de sacada, pela harmonia
e beleza visual. É desde finais do século XIX sede
do Governo Civil do Distrito de Castelo Branco. No seu interior,
além de um quadro a óleo de um dos proprietários,
deve visitar-se a sala da música.
ERMIDA DE NOSSA SENHORA DE MÉRCOLES - I.P.P.
A Ermida de Nossa Senhora de Mércoles está situada
nos arredores da cidade de Castelo Branco. Não se sabe quem
a construiu, mas a tradição atribuiu a sua edificação
aos freires da Ordem do Templo. Embora haja autores que sustentam
a existência de um Templo do período Romano. O portal
da entrada e dois portais laterais são ogivais. O pavimento
da capela está em plano inferior ao do terreno, sendo, por
isso, necessário cinco degraus para se descer, também
há vestígios de frescos no interior. É constituída
por uma só nave e uma capela absidal. Sofreu obras de relevo
nos séculos XVII, XVIII e XIX.
|
|
|
|
|
|
Concelho
de Castro Daire
|
|
|
Caracterização
A Vila de Castro Daire, freguesia e sede de concelho, é composta
por aldeias limítrofes numa área dos cerca de 32,9
quilómetros quadrados: Arinho, Baltar, Braços, Custilhão,
Farejinhas, Fareja, Folgosa, Lamelas, Mortolgos, Mosteiro, Santa
Margarida, Vale de Matos e Vila Pouca, contendo 4578 habitantes.
Geograficamente encontra-se situada num cume de um monte, o seu
topónimo tem origem num antigo castro que se encontrava
na parte mais alta deste lugar.
Sabe-se que aqui habitaram romanos devido ao aparecimento de documentos
epigráficos. Havia várias pontes romanas, entre elas,
a Ponte Pedrinha, demolida em 1877 construindo-se a que ainda hoje
possui a mesma designação e onde se encontrou uma
lápide podendo data-la da altura do imperador Caio Júlio
César.
Está historicamente comprovado que Castro Daire fez parte
do padroado real e posteriormente à Casa do Infantado.
Castro Daire foi dominado pelo julgado da Terra de Moção,
cabeça de concelho do mesmo nome com foral antigo, crê-se
de D. Afonso III e foral novo no século XVI. Teve carta
de foro por D. Afonso Henriques e carta de privilégios dada
por D. Dinis. D. Manuel concedeu-lhe foral novo em Lisboa a 14
de Março de 1514.
No que concerne ao património arquitectónico edificado
na freguesia evidenciam-se insígnias de um passado aristocrático,
nomeadamente, a casa dos Fidalgos da Cerca, do século XVIII,
que é referenciada por Camilo no “Amor de Perdição”,
e a Casa brasonada dos Aguilares.
Actividades económicas
Agricultura e pecuária
Transformação de madeira
Hotelaria
Serralharias de alumínio
Fábrica de têxteis
Panificação
Construção civil
Comércio
Serviços
Feiras: Bimensal (2ª Segunda-Feira de cada mês e
Segunda -Feira a seguir ao 4º Domingo)
Orago: S. Pedro
Festas e romarias
S. Antão – Vila Pouca (Junho)
S. João – Fareja (24 Junho)
S. Pedro - Castro Daire (29 Junho)
Sra da Guia – Vale de Matos
Nossa Senhora do Presépio – Mosteiro (Julho)
S. Tiago – Baltar (Julho)
S. Geraldo – Folgosa (Agosto)
Nossa Sra. da Soledade – Castro Daire (15 de Agosto)
Sr. Dos Aflitos – Santa Margarida (Agosto)
S. Martinho – Farejinhas (Agosto)
Nossa Sra dos Remédios – Lamelas (Setembro)
Património cultural e edificado
Igreja matriz
Capela das Carrancas
Chafariz
Capela de Mártir de S. Sebastião
Capela de Irmandade dos Passos
Capela Nossa Sra da Lapa
Capela do Desterro
Capela da Nossa Sra da Soledade
Palácio da Justiça
Locais turísticos
Museu Municipal
Casa da Cerca
Casa dos Aguilares
Praia Fluvial de Folgosa
Pombeira (Lamelas)
Calvário
Gastronomia
Cabrito assado
Truta do Paiva
Pão-de-ló
Bolo-podre
Artesanato
Cestaria (Lamelas)
Tamancaria (Baltar e Vila Pouca)
|
|
|
|
|
|
|
Concelho
de Celorico da Beira
|
|
|
» Património
Natural Penha de Prados - 1134m de altitude » Serra de Linhares
da Beira - 900m de altitude » Castro de Monte Verão
- Vale de Azares (1100m de altitude) » Pedra sobreposta -
Rapa / Prados (1000m altitude)
» Barroco d
'El Rei - Celorico da Beira » Barragem de Salgueirais
» Praias Fluviais - da
Mesquitela, de Vale de Azares, de Vila Boa do Mondego e Praia
dos Doutores » Solar dos Corte-Real - Linhares » Necrópole
de S. Gens - Fornotelheiro » Forca de Fornotelheiro
|
| |
Roteiro Turístico do Concelho de Celorico da Beira
Itinerários
Visita ao Centro Histórico de Celorico da Beira
Igreja da Misericórdia, Solares brasonados, Janelas Manuelinas,
Igreja de Santa Maria ( Igreja Matriz ), Solar do Queijo Serra
da Estrela, Torre do Relógio, Castelo, Igreja de São
Pedro
Visita à Aldeia do Fornotelheiro
Igreja Matriz, Forca, Necrópole de S. Gens
Visita à Aldeia de Açores
Igreja Matriz, Pelourinho
Visita a Linhares da Beira (Aldeia Histórica)
Calçada Romana, Igreja da Misericórdia, Casa Fortaleza,
Palácio e Solares brasonados, Janelas Manuelinas, Casa da
Câmara, Pelourinho, Fórum, Casa do Judeu, Igreja Matriz,
Castelo
PATRIMÓNIO
Situado no sopé da Serra da Estrela e atravessado pelo Rio
Mondego, o Concelho de Celorico da Beira oferece a quem o visita
todos os encantos da paisagem de montanha, possuindo um vasto património
de grande beleza, quer ao nível paisagístico, quer
monumental e artístico.
Percorrer esta região, é verdadeiramente partir à descoberta
de Portugal nas suas mais belas vertentes da história, da
arte, das paisagens e das gentes, pois em cada lugar, em cada aldeia,
existem marcas de outros tempos dignas de serem admiradas: imponentes
solares com as suas belíssimas pedras de armas, lindas igrejas
e capelas, pelourinhos, cruzeiros, pontes e vias romanas.
A testemunhar a ancestralidade de Celorico da Beira, está não
só um vasto património histórico-arquitectónico,
monumentos civis, religiosos e militares de várias épocas,
mas também um vasto leque de usos, costumes e tradições.
Uma visita por estas paragens pode revelar-se como uma contínua
descoberta de séculos e séculos de história,
num ambiente de paisagem de montanha onde o granito é rei,
recortada por ribeiros e levadas de água cristalina.
Castelo de Celorico da Beira
Celorico da Beira tem como ex-libris o seu imponente Castelo,
estrategicamente colocado, e do qual se pode admirar uma extensa
paisagem de rara beleza.
Fundado pelos Capitães romanos Nigro, Servio e Junio no
tempo do Imperador Augusto César, situa-se a cerca de 800m
de altitude.
Toda a defesa de Portugal perante as invasões castelhanas
esteve ligada a este castelo. Foi restaurado no tempo de D. Dinis,
e mais tarde em 1940 foi dada à torre a sua primitiva feição
repondo-lhe as ameias, soalhando os andares e alteando a muralha.
Por mais de uma vez, esta fortaleza esteve debaixo de cerco, não
faltando sequer a lenda, hoje imortalizada pelo brasão de
armas de Celorico na qual é revelada a astúcia a
fidelidade das gentes de Celorico para com o seu monarca.
Museu do Agricultor e do Queijo
Em homenagem ao pastor/agricultor, a Autarquia recuperou um antigo
edifício, situado numa das entradas da vila…, para
aí instalar o Museu do Agricultor e do Queijo.
Este museu insere-se numa óptica de valorização
deste produto, que tem subjacente uma “rota” do Queijo
Serra da Estrela.
O Museu pretende transmitir a esta geração e vindouras,
a diversidade, a riqueza e o carácter multifacetado da cultura
da nossa região, conseguida com muito esforço, sofrimento
e muitas vezes até fome. Daí o podermos afirmá-lo
com orgulho, uma vez que corresponde ao que de melhor estas gentes
foram construindo, nas condições particulares difíceis,
a que uma situação da interioridade obriga. Através
do Museu do Agricultor e do Queijo, queremos manter vivas as nossas
tradições, através de um espaço vivo,
mostrando e demonstrando como as pessoas viviam e produziam alguns
dos nossos produtos agrícolas e, nomeadamente o nosso famoso “Queijo
Serra da Estrela”. Pelo que, uma das actividades, integradas
no âmbito do percurso deste museu, seja a de mostrar a arte
milenar de produzir o queijo artesanal.
Convidamo-lo assim, a visitar este Museu. Esta visita fá-lo-á a
acompanhar o percurso por esta História de gente simples,
de ontem e de hoje, que trabalham arduamente a terra e, sabiamente,
retiram da ovelha o leite, com que produzem aquele que é considerado
o queijo “Melhor do Mundo”.
É este “savoir-faire” que queremos preservar
e dar a conhecer, como forma de mantermos a nossa própria
identidade.
Poderá consultar ainda no Museu do Agricultor e do Queijo
o “Caderno de Legislação referente ao Queijo
Serra da Estrela” e também “Literatura sobre
Queijo e Pastorícia"
(Veja Mais em Câmara
Municipal de Celorico da Beira)
|
|
|
|
|
Concelho
de Covilhã
|
|
|
PISTAS
DE ESQUI
O ponto mais alto da Serra da Estrela - a Torre -oferece condições
para os amantes de desportos de Inverno, cada vez há mais
gente nas pistas de esqui, nos trenós ou nas pranchas
de snow-board.
Contactos:
Turistrela
Edifício CTT, 3º, Centro Cívico
Apartado 332
6200-073 Covilhã
Telef: 275 334 933
Fax: 275 325 400
Site: www.turistrela.pt
|
| |
PARQUE NATURAL
Conta o povo que o nome Serra da Estrela foi dado em tempos que
já lá vão por um pastor que vivia em parte
incerta no Vale do Mondego. Passava as noites a contemplar
uma estrela que brilhava tanto que iluminava o cimo de uma
serra próxima. Até que se decidiu e foi ao encontro
daquela luz cintilante que o atraía tanto, na companhia
do seu fiel cão. Depois de muitos dias de subida chegaram
ao cume. Impressionado com a luminosidade da estrela, disse
para o seu cão: "a este lugar que parece favorito
dos astros vou chamar Serra da Estrela e a ti que me acompanhaste
vou dar-te o mesmo nome."
O maciço rochoso da Serra da Estrela corresponde à maior
Serra portuguesa, situando-se aqui o ponto mais elevado de Portugal
continental- Torre -a 1993 metros. Este maciço rochoso
constitui o Parque Natural da Serra da Estrela, criado em Julho
de 1976, abrangendo vários concelhos. No maior maciço
da cordilheira central aparece um vasto planalto, rasgado por
vales onde correm os rios que aqui nascem, o Mondego, o Zêzere
e o Alva.
Vales em U, covões e lagoas de origem glaciária
são as marcas que toda esta zona sofreu com a intensa
acção dos gelos durante a era quaternária.
De tudo podemos ver nesta grande serra, desde casais isolados
entre as pastagens e os campos de centeio, a povoações,
como Loriga e Alvoca, alcandoradas em espigões rochosos,
a campos férteis de milho e vinha, a locais onde só a
giesta cresce.
O povoamento da Serra fez-se desde a Idade Média a partir
da base. Mas encontram-se vestígios de outros tempos.
Os romanos construíram uma via que ligava Mérida
a Braga; Os árabes deixaram sistemas de rega e a cultura
das árvores de fruto e os visigodos deixaram a organização
do espaço rural através do "Código
Visigótico".
Hoje, pratica-se em toda a Serra uma economia de montanha centrada
na agricultura, pastorícia e fabrico do queijo da Serra.
O turismo constitui um importante recurso, visto as encostas
da Serra atraírem os aficcionados da prática do
esqui, no Inverno, e os apreciadores da Natureza, no Verão.
Á
rea: 101 060 hectares;
Concelhos: Covilhã, Celorico da Beira, Gouveia, Guarda,
Manteigas e Seia;
Fauna: A sua fauna é diversificada sendo a espécie
mais emblemática, o urso, já extinto. O lobo, por
seu lado, só aparece muito esporadicamente. A rara lagartixa
da montanha encontra aqui o seu lugar favorito, não se
encontrando vestígios desta espécie em nenhum outro
local de Portugal. A lontra, a geneta, o texugo, gatos-bravos
e toupeiras de água são outras espécies
que se podem aqui encontrar;
Flora: A flora é também muito diversificada. Pode
ver-se por cá o carvalho-negral, a azinheira, o sobreiro,
o medronheiro, o pinheiro manso e bravo, a giesta, as orquídeas,
o zimbro, a madressilva-das-boticas, entre muitas outras espécies.
PENHAS DA SAÚDE
As Penhas da Saúde são uma estância de turismo
e de férias a 1500 metros de altitude, óptima para
repouso pois proporciona ar puro e clima saudável.
LANÇADO ÚNICO ALDEAMENTO DE MONTANHA DO PAÍS
Despertar o gigante adormecido da Serra da Estrela é o
objectivo. A tão esperada recuperação urbanística
das Penhas da Saúde é uma realidade com obra
visível. O primeiro aldeamento de montanha de Portugal
estará pronto dentro de dez anos e será capaz de fazer
parte das rotas de turismo de montanha da Península Ibérica.
Considerado um dos projectos "mais arrojados" da Câmara
Municipal da Covilhã, representa um investimento global
de cerca de sete milhões e meio de Euros, financiados
pelo III Quadro Comunitário de Apoio, Estado, autarquia
e empresas privadas e que implica a recuperação
faseada em várias zonas das Penhas.
UMA VILA DE MONTANHA
Para esta área da Estrela está prevista a construção
de uma vila de montanha, semelhante a algumas existentes na Europa,
com cerca de 500 habitações e zonas de comércio
que serão apoiadas por diversos equipamentos sociais,
culturais e desportivos. Este é um benefício
para o País, que poderá concorrer com os mais importantes
aldeamentos turísticos de montanha da Europa. Uma área
de projecção nacional e internacional, com que
Portugal possa concorrer em termos de turismo de montanha com
outras da Europa, nas cidades dos maciços mais conhecidos,
como os Alpes ou os Pirinéus.
A autarquia ambiciona ainda a criação de um
Pavilhão de Gelo, uma zona multiusos para desportos e
festividades e a construção de um posto da GNR.
ESTÂNCIA DE TURISMO
Ao longo dos anos foram várias as edificações
naquela zona. A beleza natural deu lugar a construções
desordenadas que contribuíram para um impacto paisagístico
desadequado. Agora a autarquia quer pôr termo a esta situação
e requalificar globalmente uma área a 1500 metros de altitude,
inserida no Parque Natural da Serra da Estrela.
Esta intervenção demonstra que a autarquia passou
das intenções à prática.
|
|
|
|
|
|
Concelho
de Figueira de Castelo Rodrigo
|
|
|
O Concelho encerra potencialidades turísticas variadas,
que vão desde a beleza paisagística a valores históricos,
arqueológicos e arquitectónicos, desde a diversidade
artesanal e gastronómica a festas e romarias bem características,
passando por capacidades piscícolas e cinegéticas.
Quem
visitar a nossa região, não pode deixar de
ficar agradavelmente impressionado, principalmente na primavera,
ao contemplar o belo panorama que nele se desfruta. Os vales profundos
dos rios Águeda e Côa, o Douro internacional e o seu
cais fluvial, a serra da Marofa que oferece magnificas vistas,
constituem, não raras vezes, a motivação para
a deslocação dos visitantes, mobilizados pelo deslumbramento
de uma paisagem única, onde a existência de miradouros,
quer naturais quer construídos, lhes proporciona um quadro
de grande qualidade e rara beleza.
Nos meses de Fevereiro e Março,
as amendoeiras em flor, oferecem aos nossos olhos uma beleza de
estonteante cromatismo.
Os produtos regionais de excepcional qualidade
e a riqueza da cozinha tradicional, são mais um factor a cativar os visitantes.
Descubra e faça descobrir este concelho pleno de História,
encanto e magia.
Património
Algodres
Igreja Matriz, com original Capela do Sagrado Coração
de Jesus
Fonte do Cabeço
Capela românica Capela do Senhor dos Aflitos, com imagem
de Cristo, em estilo barroco
Almofala
Ruínas do Templo romano (Torre das Águias)
Santo André, Miradouro natural com vista espectacular das
arribas do Águeda
Cruzeiro Roquilho, do séc. XVI
Cruzeiro histórico no Adro da Igreja
Igreja Matriz
Castelo Rodrigo
Muralhas
Ruínas do Palácio Cristovão de Moura
Igreja Matriz
Cisterna com porta de arco em ferradura e outra de arco quebrado
Pelourinho do séc. XVII
Chafariz da Casqueira, histórico
Convento Santa Maria de Aguiar, do séc. XII
Janelas Manuelinas
Fonte da Vila
Miradouro natural da Serra da Marofa
Cinco Vilas
Igreja Matriz
Capela de S. Julião
Capela de N.ª S.ª do Pranto
Colmeal
Ruínas do Solar de Pedro Alvares Cabral
Capela de N.ª Sr.ª de Monforte (Quinta do Ruivo)
Ruínas do Castelo de Monforte
Igreja dos Luzelos
Escalhão
Igreja Matriz Teçto da sacristia com figuras policromadas
Ponte romana
Miradouro natural do Alto da Sapinha
Cruzeiro histórico
Barca D’ Alva
Escarigo
Igreja Matriz, onde sobressai o tecto mudéjar da capela-mor
Portal renascença numa casa da povoação
Porta e janela manuelina, na antiga albergaria «alminhas» emolduradas
com friso manuelino
Cruz de S. Alvim, de 1673
Figueira de Castelo Rodrigo
Igreja Matriz
Azulejos do átrio do edifício da Câmara Municipal
Capela da N.ª S.ª da Conceição e toda a
sua envolvente
Capela de São Pedro e Capela N.ª S.ª das Neves
Chafariz dos pretos
Largos Serpa Pinto e Mateus de Castro
Freixeda do Torrão
Igreja Matriz com o primitivo portal românico
Altar seiscentista, em pedra trabalhada
Solar e torre dos Metelos (ruínas)
Mata de Lobos
Capela de Santa Marinha (ruínas), séc. XII /XIII
Igreja Matriz
Cruz de Pedro Jacques de Magalhães
Túmulos antropomórficos
Torre sineira, com linda vista circundante, do alto
Cruzeiro histórico
Penha de Águia
Igreja Matriz, do séc. XVII
Ruínas da primitiva Capela de Santa Marinha
Miradouro natural do cimo do penhasco que deu o nome à freguesia
Quintã de Pêro Martins
Igreja Matriz
Capela de São Sebastião
Lagar
Casas de arquitectura tradicional
Reigada
Igreja Matriz
Calvário
Torre do relógio
Vale de Afonsinho
Igreja Matriz
Tábuas quinhentistas, policromadas, na sacristia
Vermiosa
Igreja Matriz
Tecto da sacristia com pinturas do séc. XVIII
Ponte romana
«
Casa do Juiz» com porta e janela quinhentistas
Cruzeiro histórico
Vilar de Amargo
Igreja Matriz
Capela da Misericórdia
Capela de S. Sebastião
Fonte romana
Vilar Torpim
Igreja Matriz
Capela Tumular
Torre do Relógio
Solar dos Saraivas, do séc. XVIII
|
|
|
|
Concelho
de Fornos de Algodres
|
|
|
» Património
Natural Vale da Ribeira de Linhares - Cadoiço. » Vale
do Rio Mondego » Lagariça Medieval - Quinta da Alagoa. -
Cortiçô. » Ara votiva romana epigrafada (séc.
III) - Furtado. » Dólmen de Corga da Matança - tem
nove esteios com câmara poligonal, com cerca de 4
metros de altura - data do neolítico (V milénio
A.C.) -Matança. » Calçada Romana, junto à ponte de
origem medieval - Matança. » Necrópole Medieval (séc. VII / VIII)-
conjunto de 25 sepulturas, de planta rectangular, não
antropomórficas, escavadas na rocha - Forcadas. » Posto de Artesanato (Vinho do Dão,
jeropiga, aguardente, enchidos) - Maceira.
|
Queijo Serra da Estrela
«O interesse regional e nacional justifica
plenamente a promoção de acções que
defendam o mais afamado de todos os queijos regionais - o Queijo
Serra da Estrela - que, a par das suas características de
qualidade, tem mantido há centenas de anos o cunho artesanal,
donde pode integrar-se com inteira propriedade no vasto e rico
património cultural do planalto beirão. A produção
do queijo Serra da Estrela, embora já assuma importância
relevante, poderá, no entanto, ser desenvolvida, quer no
aspecto quantitativo, quer melhorando e defendendo a sua qualidade
e genuinidade, explorando as condições potenciais
existentes e promovendo a elevação do nível
sócio-económico das populações da região.»
Decreto Regulamentar n.º 42 / 85 de 5 de Julho
O CONCELHO
Com mais de 5 mil anos de história,
Fornos de Algodres preserva um importante património histórico-arqueológico,
desde os vestígios monumentais e artísticos aos de
carácter mais singelo, mas igualmente importantes, e que
marcam a evolução da presença humana na região,
desde a Pré-História à actualidade. Os Dólmens
ou Antas são vestígios mais antigos da Pré-História
do concelho. Tinham uma função essencialmente funerária
e religiosa, reflectindo a práctica de culto dos mortos
no seu interior, por vezes decorado com pinturas ou insculturas
abstractas ou cenas da vida quotidiana.
O Dólmen de Corgas de Matança, a 2 km a norte do
Furtado, é formado por uma câmara poligonal de 9 esteios,
tendo cerca de 4m de altura, datando do Néolitico. A Este,
na estrada que liga Algodres a Maceira está o Dólmen
de Cortiçô, outro exemplo de arquitectura megalítica
da região. Na povoação de Forcadas pode visitar-se
uma necrópole medieval, situada entre a aldeia e a ribeira,
sendo composta por 25 sepulturas escavadas na rocha.
Em direcção a Queiriz, na Fraga da Pena, encontrará um
importante povoado pré-histórico da Idade do Bronze,
que apresenta uma imponente estrutura defensiva. No seu interior
foram encontrados objectos de uso quotidiano (cerâmicas,
machados de pedra, pontas de flecha) e de carácter religioso
e adorno (pendente de colar e idole).
Em Maceira, pode ser visto
um troço de
calçada romana
que liga esta povoação à de Sobral Pichorro.
Caminhando mais para Sul, é possível visitar o Castro
de Santiago, outro povoado fortificado da pré-história,
datando da Idade do Cobre. Para além da grande muralha são
visíveis vestígios de cabanas que seriam construídas
com ramagens.
Voltando à Idade Média, em Vila Ruiva,
entre Fornos de Algodres e Gouveia é conhecida outra Necrópole
Medieval formada por 22 sepulturas escavadas na rocha.
Em Fornos,
junto à Capela de Nossa Senhora da Graça,
preserva-se um troço de uma calçada romana pertencente à rede
viária centrada na ligação de Mérida
a Viseu, que passava por Idanha-a-Velha e Guarda.
Ainda do período Romano, são de visitar a lápide
de Infías dedicada ao deus Mercúrio (incrustada na
parede da Igreja local) e a Ara votiva epigrafada do século
III, na Capela de S. Clemente, no Furtado.
Em Algodres, para além do busto do "Algodres",
gravação em pedra traseira da capela-mor da Igreja
Matriz e, que, segundo a tradição, seria o fundador
da povoação, poderá observar o portal gótico
da mesma Igreja, com padrões de medida gravados na coluna
da esquerda, sendo igualmente interessante observar o pelourinho
manuelino.
O património legado pelas sucessivas épocas e civilizações
que ocuparam este território e que se manifesta não
só ao nível da arqueologia (os castros, os monumentos
megalíticos, as necrópoles rupestres), mas também
em termos arquitectónicos e artísticos (os monumentos
religiosos, os palacetes, os pelourinhos, as pontes romanas), e
em termos culturais (as tradições, usos e costumes), é particularmente
rico.
Entre aquilo que aqui não foi referido
merecem a sua visita o Lagar de Azeite da Casa do Cabo / Museu
Etnográfico
em Cortiçô,
e o Moinho de Vento em Maceira
|
|
|
|
Repleto de contrastes, o Concelho do Fundão
apresenta uma multiplicidade de eventos e atracções
turísticas que, ao longo de todo o ano o convidam para
viver mais intensamente e de forma mais garrida o que o Fundão
tem para oferecer de melhor.
Aldeias Históricas e Aldeias do Xisto são um convite
para se aventurar à descoberta e se perder na tranquilidade
do campo, sempre bem acompanhado de uma oferta cultural diversificada.
Do universo poético da terra natal de Eugénio de
Andrade à Moagem Cidade do Engenho e das Artes, pode ainda
descobrir, ao seu ritmo, o Museu Arqueológico José Alves
Monteiro proporcionando-lhe uma viagem ao passado milenar da
região.
A gastronomia e os vinhos regionais proporcionarão aos,
amantes da boa mesa, momentos plenos e inesquecíveis.
Esparto, cestaria e linhos são alguns dos muitos produtos
do artesanato local de alta qualidade da região que poderá descobrir
por si e por último e, a não esquecer, vermelhas
doces e sumarentas, as Cerejas…
|
|
Visitas
Guiadas
Aldeia Histórica de Castelo Novo, Cidade do Fundão - Zona Antiga
e Exposição Eugénio de Andrade.
Roteiros Turisticos:
Rota por Gardunha Viva
O percurso inicia-se na Aldeia Histórica de Castelo Novo, onde poderão
usufruir de uma visita guiada à aldeia através do posto de turismo
onde poderá visitar: Igreja Matriz, Capelas de Santo António,
de São Brás, da Misericórdia e Santa Ana, Casa da Câmara,
Casa da Família Falcão, Castelo e torre de Menagem, Pelourinho,
Cruzeiro, Chafarizes da bica e da Praça, Ponte e Estradas Romanas, Lagariça
e Lápide das Alminhas, Fontes de Cal e Paio Pires.
No final da visita poderá subir de carro à casa do guarda-florestal
através de um caminho em terra e aí se deliciarem com a magnífica
paisagem da Serra da Gardunha.
Regressando a Castelo Novo, pelo mesmo caminho, siga agora em direcção
a Alpedrinha (Sintra da Beira) freguesia situada na encosta sul da Serra da
Gardunha, onde terá hipótese de conhecer uma vila cheia de curiorisidades
arqueológicas e relíquias artísticas que a tornam, no
seu todo, um verdadeiro monumento.No seu valioso património destacamos:
Igreja Matriz, Capelas da Misericórdia, do Leão, de S.Sebastião,
de Santo António, do Menino Deus e do Espirito Santo, Casas de Câmara,
da Comenda e da Senhora do Rosário, Palácio do Picadeiro, Pelourinho,
Chafariz de D.João V, Calvário e Calçada Romana, e ainda
vários Museus.
Siga agora para Alcongosta(capital da cereja), freguesia situada em plena Serra
da Gardunha, que deve ser um dos maiores centros produtores de cestos de verga
do nosso País. Esta actividade de cestaria é hoje, de certo modo,
paralela à maior produção; da freguesia: a cereja. Aqui
poderá ver ao vivo algum cesteiro a trabalhar a verga bem como o esparto.
No final de Março princípio de Abril é a altura onde a
paisagem se torna única com as cerejeiras em flor que pinta todo o vale
de branco. Como património destacamos a Igreja Matriz, Capelas de Santa
Bárbara, de São Sebastião e do Espírito Santo,
caminho romano e casa brasonada.
Suba à Serra até à Casa do Guarda, com a bela alameda
de castanheiros onde poderá descansar.No verão poderá deliciar-se
com um mergulho na piscina bem como uma bebida fresca no bar do Parque de Merendas.Caso
queira ter uma panorâmica maior da Serra siga o "estradão" (a
pé ou de carro) para o posto de vigia, onde a vista pasma de espanto
pelo dorso da Serra e pelas baixas imensas da Cova da Beira com a Serra da
Estrela de Fundo.
Depois de voltar novamente a Alcongosta siga pela estrada em direcção à aldeia
de Souto da Casa.É nesta saída da aldeia, antes de entrar na
estrada de alcatrão, que poderá saborear a doçaria artesanal
(Sabores da Gardunha) com cerca de 20 qualidades diferentes de doces.
Retomando a estrada irá atravessar o Vale do Alcambar onde se situa
a maior plantação de cerejeiras que, em finais de Março
e principio de Abril, pintam este vale de branco na altura das cerejeiras em
flor.Um quadro digno de se ver.
Souto da Casa, freguesia implantada na encosta norte da Serra da Gardunha,
possui histórias e tradições riquíssimas.É famoso
pela cereja, outrora era a castanha o alimento base e sustento da maioria dos
seus moradores. Daí serem ainda hoje conhecido como "as gentes
da rama do castanheiro".
Aqui destacamos: Igreja Matriz, Capelas de São Gonçalo, de São
Lourenço, de Santo António do Senhor da Sáude, do Senhor
do Rosário, da Senhora da Gardunha, da Senhora do Bom Parto e da Senhora
das Preces, Fonte do Meio, portadas da rua 5 de Outubro e museus que constituem
o "Circuito Museológico de Souto da Casa", a azenha da Figueira
com Parque de Lazer, azenhas e praia fluvial e ainda no coração
da Serra, o sítio do Carvalhal com parque de merendas e onde se desenrolou
a história do Carvalhal que ainda hoje leva a população,
todas as quartas feiras de cinzas àquele local gritar " O Carvalhal é nosso".
Durante a viagem não se esqueça de provar a maravilhosa gastronomia
da região.
Outras Rotas:
Rota dos Castros (1)
Rota dos Castros (2)
Aldeia Histórica de Castelo Novo
Gravuras Rupestres do Alto Zêzere |
|
|
|
PATRIMÓNIO
Bairros de Gouveia
Gouveia caracteriza-se pela existência de bairros que ajudam a compreender
a história e o passado da cidade. O mais emblemático e por muitos
considerado o berço de Gouveia, é o Bairro do Castelo. O denso
casario é entrecortado por ruas estreitas e tortuosas que conduzem à Igreja
paroquial de S. Julião, edifício barroco de traçado simples,
onde sobressai a torre sineira única. No interior encontram-se sete retábulos
de talha que foram transladados da Igreja do Convento de S. Francisco. O Bairro
da Biqueira situa-se na Rua da República. A Biqueira foi como que a “Alfama” de
Gouveia, um bairro onde, no século XIV, residia a comunidade judaica.
Ainda na freguesia de S. Pedro destacamos o Bairro do Toural e a sua Rua Direita,
via sinuosa onde se situa a Fonte do Assento e a Igreja Matriz. No seu seguimento
pode apreciar-se a Casa da Torre, com a sua janela manuelina classificada como
monumento nacional em 1928 e o Museu Abel Manta. É igualmente de referir
o Bairro do Outeiro. Este bairro é um aglomerado populacional cujo padroeiro é S.
Miguel Arcanjo. Aí se encontra, com efeito, a capela de S. Miguel e o
seu Cruzeiro de construção em granito.
Convento de S. Francisco
À saída de Gouveia, no meio de campos e rodeado de pequenos bosques,
fica o Convento de S. Francisco (ou do Espírito Santo). Trata-se de um
interessante imóvel privado que desperta a atenção do visitante
pelo seu carácter místico. Embora não seja possível
precisar a data da sua fundação, é de crer que esta tenha
tido lugar no século XII. A actual estrutura remonta ao século
XVIII. Sabe-se que em 1752 foram ali levadas a cabo importantes obras de restauro.
Hoje, pode admirar-se a torre sineira, a frontaria da igreja com nicho e a imagem
de S. Francisco, bem como a grandiosa e inesperada ala poente.
Gastronomia e Artesanato
Neste domínio a referência vai inevitavelmente para o Queijo da
Serra, por muitos considerado o melhor queijo do Mundo. Mas há muito mais,
porque a gastronomia do concelho é rica e saborosa. São também
deliciosos o pão de centeio, a morcela, o chouriço, a farinheira,
o cabrito assado, a alambicada de borrego, as feijocas “à pastor”,
a sopa de moiros, a sopa de bacalhau, o caldo de castanha, o arroz de carqueja
e as bôlas de carne. No âmbito das sobremesas, destacam-se o arroz
doce confeccionado com leite de ovelha, o doce de castanha, o leite-creme, o
doce de abóbora e os bolos doces. Acompanhar, não pode faltar o
bom vinho da região. No que respeita ao artesanato merecem especial destaque
os trabalhos de tecelagem manuais, as camisas e casacos de pastor, os chinelos
e mantas de trapos, as botas cardadas, a olaria e tanoaria tradicionais.
(Veja Mais em Câmara
Municipal do Gouveia)
|
| |
|
|
|
|
Concelho
da Guarda
|
|
|
» Património
Natural Miradouros: Mocho Real
»
Albufeira do Caldeirão
»
Rio Zêzere
»
Parque Natural da Serra da Estrela
»
Aldeias Serranas: Cubo, Prado, Chãos, Faia,
Ramalhosa, Mizarela, Trinta, Valhelhas, Famalicão...
»
Moinhos: aldeias de Pêro Soares e Vila
Soeiro.
(in ADRUSE
- Associação de Desenvolvimento
Rural da Serra da Estrela)
Alameda de Santo
André
Chafariz da Família Refoios
Saraiva. Foi transferido da povoação
da Vela para o largo de Sto. André,
junto à entrada para o Sanatório.
Trata-se de um magnífico exemplar
barroco-rocócó.
A Judiaria
A Judiaria, é um dos recantos
mais castiços da Guarda primitiva.
Os edifícios são modestos.
Apresentam uma feição rural.
O comércio e o desenvolvimento agrícola
modificam esse ruralismo, introduzindo
a arquitectura pesada dos séculos
XVI e XVII, com cornijas salientes, gárgulas
de canhão, pátios vastos
e salões amplos.
Este lugar, hoje composto pela rua do Amparo e anexas, estava completamente
isolado do resto da cidade, pois o seu acesso só se podia
fazer por duas ruas. Ali tinham os Judeus um mundo àparte.
Comunicando com a Judiaria e a ela ligada, está o bairro do
Poço do Gado, que foi até alguns anos atrás
o bairro das meretrizes, também isolado da cidade.
Fonte: Monografia Artistica
da Guarda, de Adriano Vasco Rodrigues
Janela Renascentista
A Janela da Rua Direita, é uma
janela característicamente renascentista.
Destaca-se do muro com uma moldura em meia
cana, onde se desenvolvem caireis e no
alto remata em elegante trilobado, encimado
por esferas e argolas ao gosto florentino. Òobranceiro
a este remate e desligado da moldura existe
um quebra água no centro do qual
se destaca uma cabeça de anjo. Dentro
da moldura e em torno dum caixilho rectangular
sobressaiem adornos em relevo de dois tipos,
ou seja de fitaria e de zodaria. Os primeiros
compreenderam motivos da flora e os segundos
motivos do reino animal. Evidencia-se,
também, o elemento de Candelieri,
típico da arte renescantista italiana.
À
direita e à esquerda, no sentido
da altura, a moldura toma a forma ascendente,
há um querubim, um diabo, duas cornocópias
formando laço, dois golfinhos com
as cabeças voltadas para baixo e
as caudas enroladas em espiral. A parte
superior é uma fina renda de elementos
vegetais onde se inscrevem sob os trilobados,
flores de liz estilizadas. Do lado direito
do observador, em sentido descendente,
há duas aves que se beijam, um elemento
de Candelieri, um medalhão de guerreiro
com elmo, um querubim, duas cornocópias
e outros elementos vegetais.
No peitoril um medalhão com um perfil de guerreiro, com elmo
e viseira levantada, ladeado por duas sereias aladas. Sant'Anna Dionísio
considera esta figura como esfinges. Quanto a nós parecem-nos
sereias: as cabeças são femininas; o corpo é de
peixe e a cauda. O facto de se apresentarem com asas não significa
que sejam esfinges.
Há muitas semelhanças entre esta janela e a portada
da Capela dos Pinas, na Catedral. Quanto a nós são
coevas as duas obras e deviam ter sido ideadas pelo mesmo artista.
Infelizmente não temos nenhum documento que nos indique o
nome do autor.
Solar de Alarcão
O edifício da família
Alarcão próximo do Liceu é dos
finais do séc. XVII, como se vê de
uma inscrição existente na
fachada da capela de referido solar (1686).
Tem uma interessante galeria coberta e
escadório de volutas no corrimão
de pedra. No interior havia belos tectos
artesoados. Ainda se conserva o do salão.
Fonte: Monografia Artistica da Guarda,
de Adriano Vasco Rodrigues
Visite também
O Seminário e o Paço
Cerca ou Muralhas da
Cidade
Igreja da Misericórdia
Torre de Menagem
Capela do Mileu
Museu da Guarda
Igreja de São Vicente
Portas da Cidade
Sé Catedral da
Guarda
|
|
|
|
Concelho
de Idanha-a-Velha
|
|
|
Aldeias Históricas
» Monsanto - "Aldeia mais Portuguesa
de Portugal"
Património Natural e Construído
Monsanto é o resultado de uma fusão harmoniosa
da natureza com a obra humana operada ao correr do tempo.
O mimetismo entre a acção do homem e os acidentes
geográficos deu origem a curiosas utilizações
de grutas e penedos integralmente convertidos em peças
de construção. Os penedos graníticos,
enormes, estão de tal modo ligados às habitações,
que tanto lhes servem de chão, como de paredes ou
tectos.
Para além do próprio conjunto urbano
e do castelo, Monsanto conserva variados exemplares de
arquitectura
militar e religiosa.
Dentro das muralhas existem duas capelas.
Na Capela de Santiago podem ser apreciados um portal românico
e, voltada a norte, uma arcada ogival. A Capela de Santa
Maria do Castelo é rodeada por um cemitério
em que sepulturas de formas antropomórficas foram
escavadas na rocha.
A mais importante Capela de Monsanto é, no entanto,
a Capela Românica de São Miguel (em estado
de ruína). Situada entre o castelo e a torre de
vigia medieval, designada de Torre do Peão, ela é indício
de uma primitiva povoação - S. Miguel - e
sobrepõe-se a um monumento que se supõe de
culto a Marte e a outros deuses pagãos. É rodeada
igualmente por sepulturas escavadas na rocha granítica
(cemitério paleo-cristão).
Junto à porta da povoação, aberta
na muralha no reinado de D. Manuel, encontra-se a Capela
de Santo António, da mesma época, com um
portal de quatro arquivoltas, ladeado por dois bastões
ornamentados por flores de liz. Também apreciável é a
abóbada da capela-mor, de estilo gótico.
Do
outro lado da "vila", encostada ao arco da
Porta de S. Sebastião,encontra-se a Capela do Espírito
Santo, construída nos séculos XVl e XVIl.
No percurso entre estas duas capelas encontra-se ainda
a lgreja da Misericórdia, de raíz Românica,
e a lgreja Matriz ou de São Salvador, com fachada
do século XVlll, no interior da qual jaz o seu fundador,
num túmulo com a inscrição de 1630.
Nos seus altares existem imagens de grande valor artístico,
nomeadamente algumas esculpidas em granito.
Na base do
monte, nos arredores da povoação,
situa-se a Capela de S.Pedro de Vir-a-Corça (ou
de Vila Corça, como também é designada),
construída em granito, possivelmente do século
XIll, em que se destaca uma rosácea.
Perto da lgreja
da Misericórdia pode visitar-se
a Torre do Relógio ou Torre de Lucano, construída
no século XlV, torre sineira onde foi colocada uma
réplica do Galo de Prata (troféu atribuído
a Monsanto por ter conquistado o titulo de "a aldeia
mais portuguesa de Portugal" num concurso lançado
pelo SNl em 1938).
Quadro Histórico
Trata-se de um
local muito antigo, com registo de presença
humana desde o Paleolítico. A falta de trabalho
aprofundado de carácter científico no campo
da arqueologia faz com que certos períodos da pré e
proto-história do lugar permaneçam envoltos
numa certa obscuridade. De qualquer forma, vestígios
arqueológicos dão conta de um castro lusitano
e de villae e termas romanas no denominado campo de S.
Lourenço, no sopé do monte.
Terra conquistada
aos Mouros por D. Afonso Henriques, em 1165, foi doada à Ordem dos Templários
que lhe edificaram o castelo, sob as ordens de D. Gualdim
Pais. Em 1174 Monsanto recebeu foral do mesmo monarca,
o qual foi confirmado por D. Sancho I, em 1190, que, ao
mesmo tempo, a mandou repovoar e reedificar a fortaleza
desmantelada nas lutas contra Leão; mais tarde,
em 1217, D. Afonso II confirmou novamente o primeiro foral.
A Ordem do Templo mandou reedificar a fortaleza e as muralhas
em 1293. Com D. Dinis obteve, em 1308, Carta de Feira na
ermida de S. Pedro de Vir-a-Corça.
O rei D.Manuel
I outorgou-lhe novo foral e deu-lhe a categoria de vila
no ano de 1510.
Em 1758 Monsanto era sede de concelho, privilégio
que manteve até 1853. Daqui decorre a designação
de "vila" ainda hoje atribuída pelos monsantinos à sede
da freguesia.
Em meados do séc. XVII D. Luis de Haro, ministro
de Filipe IV, tentou o cerco a Monsanto, sem sucesso. Mais
tarde, no inicio do século XVIII,o Duque de Berwick
põe também cerco a Monsanto. O exército
português, comandado pelo Marquês de Minas,
derrotou o invasor nos contrafortes da escarpada elevação.
Já no século XIX, o imponente castelo medieval
de Monsanto foi parcialmente destruido pela explosão
acidental do paiol de munições, numa noite
de Natal, restando actualmente apenas duas torres, a do
Peão e a de Menagem, para além das belíssimas
ruínas da Capela de S.Miguel (séc. XII).
» Penha Garcia - "Maravilha da Natureza
e do Homem"
Penha Garcia impressiona pela majestade da sua posição,
no cimo das cristas quartzíticas da Serra com o
mesmo nome. Antiga fortaleza, foi "couto de homiziados" até aos
finais do século XVIII.
Das glórias passadas ainda se encontram o Castelo,
a igreja matriz (com uma interessante figura da senhora
do Leite, classificada como monumento nacional), o Pelourinho
e as peças de canhão abandonadas desde o
tempo das invasões francesas.
Por ruas estreitas
e becos, por pequenos pátios
e escadinhas e por entre casas de pedra pode subir-se ao
Castelo de onde se avista o deslumbrante vale encaixado
do rio Pônsul, com o seu famoso conjunto de antigos
moinhos. Ambiente de grande exotismo, onde a Natureza caprichou,
pondo a descoberto interessantes estruturas geomorfológicas
e exemplares raros de fósseis – as bilobites.
Lembre-as que ainda não vão longe os tempos
em que se podiam observar os garimpeiros a procurar pepitas
de ouro nas areias do rio.
Para os que gostam de emoções fortes, sugere-se
um subida pelas escombreiras das encostas, até às
Fragas mais elevadas, donde se pode disfrutar outro panorama
inesquecível – com a barragem, o vale e as
azenhas aos pés e, alcançando para Norte
até à Serra de Malcata, para Este até à Serra
da Gata (em Espanha), para Sul a planura interrompida pela
imponente colina de Monsanto, e para Oeste até à Serra
da Estrela.
A riqueza geológica (desde as formações
quartzíticas às bilobites)m botânica
(a Mata de Penha Garciam – Vale Feitoso), zoológica
(geneta, veado, bufo-real, cegonha, etc.) e paisagísticas
e os habitats que encerra, motivaram a classificação
da área como biótopo – Biótopo
da Serra de Penha Garcia.
Sublinhe-se, também, que Penha Garcia é uma
das localidades onde antigos costumes continuam muito vivos.
Para além de teares, existe um antigo forno comunitário
para pão e, mediante encomenda, pode saborear-se
um cabrito no forno ou um prato de grelos com enchidos
caseiros. Periodicamente, organizações locais
realizam uma semana etnográfica . "Penha Garcia
Antiga", em que se recordam as artes e ofícios
tradicionais e se procede à venda de produtos locais.
» Idanha-a-Velha - "Aldeia de Casario Granítico e Ambiente
Pitoresco"
Idanha-a-Velha localiza-se a 15 Km da vila de Idanha-a-Nova (sede de concelho),
a 12 Km da aldeia de Monsanto e a 31 Km das Termas de Monfortinho, localidade
termal que faz fronteira com Espanha.
Conhecida pela sua beleza natural e pelos
vestígios
históricos que encerra, a aldeia de Idanha-a-Velha
ocupa uma área de 4,5 hectares em duas pequenas
elevações, abraçadas a sudoeste e
oeste por um apertado meandro do rio Ponsul, tributário
do rio Tejo. A sua implantação faz com que
apareça denominada paisagísticamente pela
fortaleza de Monsanto.
Quadro Histórico
Idanha-a-Velha
- capital da civicas Igaeditanorum da época
romana - foi possívelmente fundada no período
de Augusto (séc. I a.C.) e terá sido o resultado
da política de apaziguamento e ordenamento do território,
por parte de Roma, e da necessidade de criar um ponto de
paragem intermédio entre a Guarda e Mérida.
Torna-se,
assim, credível que os primeiros habitantes
da cidade tenham sido oriundos de um núcleo populacional
pré-romano fortificado, localizado nas imediações,
designado por Cabeço dos Mouros. Fortalece esta
hipótese o facto de, até ao momento, não
terem sido encontrados materiais arqueológicos que
sugiram uma ocupação do sítio anterior à época
romana.
Do nome da cidade pouco se conhece. As fontes mais
antigas apenas a referem enquanto a circunscrição
administrativa Cívicas Igaeditanorum, nome derivado
da designação do povo pré-romano que
habitava a região onde a nova cidade se implantou
(os igaeditani). A forma actual deriva da forma visigótica
Egitania e da árabe Idania.
Também pouco se conhece da história da cidade
durante o período romano, embora ela deva ter tido
um período de grande prosperidade durante o Alto
Império.
No seu período de maior florescimento a cidade
estendia-se seguramente desde a actual entrada norte até às
margens do rio Ponsul, ocupando praticamente toda a área
interior do meandro do rio. Alguns vestígios de
uma rica habitação detectados na margem esquerda,
no Olival das Almas, sugerem mesmo uma extensão
ainda maior.
No centro da cidade encontrava-se o forum,
certamente uma construção do séc. I, eventualmente
do tempo de Augusto. Trata-se de um espaço rectangular
definido por um muro a toda a volta, hoje praticamente
irreconhecível, com a entrada a leste. Na cabeceira
oeste encontra-se o podium do templo, provavelmente dedicado
a Vénus. Para sul do forum encontravam-se as termas.
As dimensões das estruturas já escavadas
sugerem tratar-se de um edifício público.
Os abundantes elementos de construção romanos,
reaproveitados na muralha, indicam a existência de
numerosos edifícios. Porém, as escavações
arqueológicas até agora realizadas nada mais
deram a conhecer do núcleo urbano da cidade.
Nos
arredores foram encontrados um forno cerâmico
e uma barragem que talvez abastecesse de água a
cidade.
Nos séc. III-IV o perímetro urbano contraiu-se
com a construção de uma forte muralha que
cercava apenas uma pequena parte daquilo que foi a cidade
do Alto Império. As muralhas mostram, aliás,
nitidamente terem sido reconstruídas e modificadas
ao longo do tempo. As portas actuais não parecem
corresponder às romanas. Antes se devem atribuir
ao período muçulmano, como sugere o investigador
histórico Cláudio Torres, ou mesmo ao período
da Reconquista.
Com as invasões germânicas peninsulares do
início do séc. V a cidade passou a integrar
o reino dos suevos. Deste período também
pouco se sabe. A informação disponível
respeita à criação da diocese da Egitania,
com sede em Idanha-a-Velha, talvez por determinação
do rei Teodomiro. Em 569 a cidade fez-se representar no
Concílio de Lugo.
Em 585 o reino dos suevos foi integrado
no reino visigótico.
Idanha-a-Velha terá ganho um novo impulso económico
e político-administrativo. A cunhagem de moeda em
ouro parece ser uma demonstração inequívoca
daquele período de prosperidade. Os abundantes elementos
de construção ricamente decorados corroboram
também esta tese.
O edifício actualmente designado por Sé Catedral é tradicionalmente
atribuído àquele período. No entanto,
o mais provável é que as suas estruturas
assentem sobre um edifício Visigótico que
pouco terá a ver com o actual.
O baptistério, datável dos séc. Vl-VII,
junto à porta sul da Sé, deve ser interpretado
como o vestígio da primeira basílica paleocristã.
Como a sua planta parece discordante da planta do actual
edifício, é de admitir que corresponda ainda
ao primeiro templo suevo, sobre o qual os bispos visigóticos
erigiram a nova catedral que, sucessivamente reconstruída,
deu o actual templo. Idanha-a-Velha foi tomada ao reino
visigótico pelos muçulmanos no ano de 713.
Durante o período de ocupação muçulmana
a cidade terá atingido uma grande dimensão,
se comparada com outros importantes centros urbanos da época
como Silves, Beja ou mesmo Lisboa. Alguns autores contemporâneos
referem-se-lhe como sendo uma cidade "rica".
Nesse período a Sé visigótica foi
adaptada a mesquita, com obras de algum vulto. A Porta
Norte deve ser atribuída àquela época,
assim como os torreões de planta circular adoçados à muralha.
Em
1114, D. Teresa faz a doação de Idanha
a D. Egas Gosendiz e a sua mulher dizendo "que há muito
está deserta ". Afonso Henriques mandou ocupar
Idanha e doou-a a Gualdim Pais, da Ordem dos Templários.
Tendo sido novamente ocupada pelos mouros, é reconquistada
aos muçulmanos no reinado de Sancho I que a volta
a entregar aos Templários. No entanto, dada a sua
posição, novamente cai nas mãos dos
muçulmanos. No tempo de D. Sancho II Idanha-a-Velha
encontrava-se já numa situação de
decadência e despovoamento de tal ordem que D. Sancho
manda, em 10 de Março de 1240, que "fosse todo
o povoado até ao último dia do próximo
mês de maio, sob pena de perderem o que seu fosse
os que não viessem povoar". Em 1244 foi doada
novamente à Ordem dos Templários.
A Ordem
efectuou algumas obras militares das quais a mais conhecida é a torre que assenta sobre o podium do
templo do forum. Porém, a deslocação
da fronteira cada vez mais para sul e para leste, juntamente
com a pouca aptidão defensiva do sítio, provocou
um inexorável processo de decadência. Depois
de sucessivas tentativas de fixação da população
em Idanha, através da concessão de múltiplas
benesses, D.Manuel I concede-lhe Foral Novo, em 1 de Junho
de 1510, tendo esta sido uma última e frustrada
tentativa régia de devolver à cidade o seu
prestígio e importância.
Património Natural e Construído
Conhecida
pelo vasto património histórico
que se encontra no interior das suas muralhas, Idanha-a-Velha
tem sido campo de estudo de diversos investigadores, principalmente
no domínio da arqueologia, atraindo também,
por esse motivo, cada vez mais visitantes. Reconhecida
a sua importancia no contexto da história regional,
e mesmo nacional, o interesse histórico e científico
do sítio tem vindo a ser redescoberto e amplamente
revisto ao longo dos últimos anos.
Ao interesse das
ocupações romana e visigótica
-períodos que quase exclusivamente atraíram
os primeiros investigadores - parecem equiparar-se, por
justiga e fidelidade à história, as ocupações
muçulmana e medieval, a que os investigadores nos
tempos mais recentes têm dado realce. De qualquer
modo, o interesse histórico-científico da
aldeia reside precisamente na sucessão das ocupações
de diferentes povos e culturas e não na hegemonia
e superioridade de uma determinada ocupação.
O
interesse em estudar Idanha-a-Velha remonta ao Renascimento,
já que a abundante colecção de inscrições
latinas desde cedo recebeu a atenção de diversos
humanistas. Foi, no entanto, entre finais do século
passado e inícios deste que José Leite de
Vasconcelos e Félix Alves Pereira redescobriram
e divulgaram a aldeia, nomeadamente nos aspectos relacionados
com a sua ocupação romana. A estes dois investigadores
devem-se os primeiros estudos monográficos com carácter
científico. Foram também os primeiros a recolher
materiais arqueológicos, actualmente depositados
no Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia. Ainda naquele
período, Francisco Tavares de Proença Júnior,
um dos mais ilustres investigadores regionais, publicou
alguns estudos sobre materiais arqueológicos de
Idanha-a-Velha.
Nos anos seguintes a aldeia caiu novamente
no esquecimento, interrompido esporadicamente por uma ou
outra referência
ou pequeno artigo em revistas de arqueologia. A investigação
arqueológica só viria a ser retomada no início
dos anos 50, por intermédio do investigador Fernando
de Almeida, a quem se deve a projecção de
que o sítio goza actualmente. Com efeito, este investigador
compilou toda a informação dispersa e recolheu
no terreno uma massa considerável de dados. A obra
Egitania - História e Arqueologia, publicada em
1956, resultado daquele trabalho académico,constitui
a primeira, e até agora única, síntese
sobre o sítio. Em 11 de Agosto de 1982 a Catedral
e as ruínas envolventes, classificadas como "Imóvel
de Interesse Público" desde 1956, ficaram afectas
ao então Instituto Português do Património
Cultural (IPPC).
|
|
|
|
|
Concelho
de Mação
|
|
|
O Concelho de Mação tem um nome para
o qual tem sido apontadas várias origens etimológicas.
Seria manso-mansionis latino, que deu o nosso mansão,
com os significados de residência, lugar, sítio,
os romanos davam-lhe vários significados. Cícero
dava-lhe o significado da paragem, demora em algum lugar.
Suctónio dava-lhe o significado de estalagem.
Plínio empregava-o viagem de um dia.
Uma outra hipótese etimológica é a
de atribuir a origem do nome da terra aos francos. Do
francês Maçon (pedreiro). Seria o caso de
um pedreiro franco se fixar aqui e no exercício
da sua profissão dar o nome ao povoado?
Uma outra é a de ter início à povoação
um nome de nome Maçam que era a forma portuguesa
de Marçal.
Toda esta região ligada fisicamente à Beira
Baixa, remonta ao período do Paleolítico,
na Pré-história, era da qual se encontram
muitos vestígios.
A Região da Beira é tida como uma região
erma, cujo despovoamento se terá dado entre a
invasão árabe e o início da primeira
dinastia, mas existem inúmeros vestígios
romanos, levando a crer que este império tenha
dominado a região nos primeiros séculos
da nacionalidade.
Mação era nos começos da nacionalidade
um pequeno lugar que pertenceu até ao 1.º quartel
do séc. 14, ao Termo de Belver na Ordem de Malta.
A Rainha Santa Isabel outorgou-lhe o 1º foral, em
data indeterminada.
O 2º foral foi-lhe concedido por D. Pedro I em 15
de Novembro de 1355.
No reinado de D. João III foi passada carta de
aforamento de uma das terras no termo da Vila de Mação
a João Alves Castelhano.
Já no começo do séc. XVIII era sede
do Cabeção das Cizas, das cinco Vilas:
Mação, Amêndoa, Carvoeiro, Envendos
e Belver.
A Vila de Mação foi quartel-general dos
exércitos portugueses e ingleses comandados pelo
Marechal Inglês Conde Lippe em 1762 onde estiveram
aquartelados cerca de 15000 soldados.
Em 1807, Mação foi pilhado pelos franceses
durante a primeira invasão Napoleónica
no nosso país. Com a constituição
surgem as lutas entre Liberais e Miguelistas que tomaram
grande dimensão neste concelho.
Em 1834 foram extintos os Concelhos de Belver, Envendos
e Carvoeiro sendo incorporados em Mação
Em 1867 o Concelho de Mação foi suprimido
e passou a pertencer ao de Proença-a-Nova até 10
de janeiro de 1868 data em que foi restaurado.
Em 1930
foi aprovado o Brasão após estudo
do arqueólogo Afonso de Ornelas. O Brasão é vermelho
com uma ovelha ao centro. Em chefe, um cacho de uvas
folhado e acompanhado por duas abelhas, tudo em ouro.
Orla de prata cortada por fachas onduladas de azul. Coroa
mural de prata de quatro torres. Bandeira amarela com
listel branco com letras pretas. Cordões e borla
de ouro. Lança e haste douradas.
Perante as leis
de heráldica eis o significado:
Mação serviu de Quartel General das tropas
de Lippe em 1762, que terminaram com a invasão.
Sendo assim o campo de escudo, vermelho, pois este esmalte
significa vitórias, ardis e guerras.
A vida económica de Mação consistiu
durante centúrias, na indústria de tecelagem
de lãs, fabricação de curtumes e
exportação de gados. Com uma só peça
heráldica, uma ovelha - poderá significar-se
estas indústrias. O vinho e o mel, enfim a agricultura, é também
uma das riquezas locais: portanto com uvas e abelhas
fica simbolizada a riqueza agrícola em todos os
seus aspectos.
Como o que dá origem a tudo isto, às condições
de riqueza na indústria e na agricultura de Mação é a
quantidade de água que passa e rega a farta região,
o Tejo: o ribeiro de Mação, as ribeiras
de Eiras, de Coadouro e ainda outras de menor importância,
ficam estas heraldicamente representadas por faixas onduladas
de azul e prata.
|
|
|
|
|
|
Concelho
de Mangualde
|
|
|
Anta da Cunha Baixa
Localiza-se numa área de vale aberto. a escassas
dezenas de metros do Rio Castelo, freguesia da Cunha
Baixa.
Monumento funerário em granito, composto por uma câmara poligonal
tendencialmente rectangular e corredor longo diferenciado em planta e alçado.
A escavação do interior da Câmara revelou a existência
de um lajeado - placas de granito pouco espessas - correspondendo ao primitivo
piso deposicional funerário. À entrada da câmara, acentuando
a separação entre este espaço e o corredor, preservou-se
um pequeno pilar. O montículo artificial que primitivamente o envolveria
(mamoa), terá sido destruído ao longo dos tempos face ao aproveitamento
agrícola do local.
O espólio das suas deposições primárias,
indica uma ocupação em torno do último
quartel do IV milénio a.C., tendo sido posteriormente
reutilizado ao longo do III milénio.
Foi classificada Monumento Nacional pelo Decreto-Lei
de 16 de Junho de 1910.
Bibliografia:
Monteiro, Paulo Celso Fernandes; Arqueohoje, Lda., Patrimonium
Mangualde 900, Câmara Municipal de Mangualde; Arqueohoje,
Lda, 2003
Ermida da Nossa Senhora do Castelo
No começo do séc. XV foi levantada uma capelinha dedicada a Santa
Maria do Castelo num terraço não longe do cimo do monte em lembrança
da batalha travada em Trancoso entre soldados de Portugal e de Castela.
Mais tarde outra capela se ergueu, substituindo a primeira. E esta capela se
manteve até 1832, data da entronização da imagem da Senhora
do Castelo no templo que ainda hoje se ergue no aplainado cume da colina, mandado
levantar pela piedade de MiguelPais de Sá Menezes.
A capela é uma construção de linhas esbeltas mas simples
onde ressalta a singularidade da altíssima torre elevada a prumo sobre
a fachada. O interior do templo luminoso mostra uma elegante capela-mor cujo
retábulo de sabor neoclássico se levanta sobre altos degraus. A
imagem soberana da Virgem com seu menino campeia no trono Central.
Igreja da Misericórdia
de Mangualde
A construção deste belíssimo imóvel
sucedeu entre 1720 e 1764, segundo risco de Gaspar Ferreira,
arquitecto de Coimbra.
Igreja e Sacristia, Casa de Despacho, Torre, Casas de
Capelão e arrumações de rés-do-chão,
constituem um todo harmonioso onde ressalta a originalidade
de uma varandaaberta sobre um pátio dando ares
de residência fidalga a tal conjunto.
O interior da igreja é de uma extraordinária
beleza. A capela-mor possui o mais artístico retábulo
joanino da diocese de Viseu, o tecto mostra 15 formosos
painéis pintados em Lisboa no séc. XVIII
e os azulejos vieram de Coimbra em 1724 (capela-mor)
e 1746 (nave) representando símbolos marianos
e diversas cenas como as Bodas de Caná, S. Martinho,
Multiplicação dos Pães e Queda de
Maná.
A igreja foi considerada Imóvel de Interesse Público,
através do Dec. 129/77, Diário da República
226, de 29 de Setembro.
Real Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão
Fundado no séc. XII por D. Soeiro e seus companheiros,
inicialmente obediente à Regra de S. Bento, cedo
abraçaram seus monges a regra de Cister tornando-se
obedientes a Alcobaça. O favor dasgentes e o patrocínio
dos reis que o tornaram, pela sua protecção,
um Real Mosteiro, trouxeram o crescimento da casa e seus
bens.
Distinguem-se as seguintes partes na sua arquitectura:
a torre medieval levantada entre os séculos XII-XV
com os seus três pisos de adega e celeiro, hoje relativamente
bem conservada; as edificações monásticas
do séc. XVIII que tinham no piso térreo o
claustro com fonte, a sala do capítulo, o refeitório,
a cozinha, a adega, etc. e no piso superior os aposentos
do Abade, a biblioteca, a enfermaria e as celas; a Igreja
de Nossa Sra. da Assunção (séc. XVIII)
apresenta uma singular frontaria em tronco de cilindro
com as armas reais sobre a entrada.
Ao lado, ergue-se a torre sineira. O corpo da igreja tem uma forma elíptica,
com abóboda de tijolo.
Foi classificado Monumento Nacional, Dec. n.º 5/2002, Diário da República
42, de 19 Fevereiro.
|
|
|
|
|
|
Concelho
de Manteigas
|
|
|
» Património
Natural Cântaros: Magro, Raso e Gordo. » Miradouro do Fragão
do Corvo. » Mondeguinho. » Penhas Douradas e da Saúde. » Lagoa
Comprida. » Poço do Inferno. » Torre. » Vale Glaciar do Zêzere.
(in ADRUSE
- Associação de Desenvolvimento Rural
da Serra da Estrela)
Para além das paisagens naturais, Manteigas possui também o património edificado que merece uma especial e atenta visita, como o caso da Igreja Matriz de Santa Maria, Igreja de São Pedro, Capela da Senhora dos Verdes, Igreja da Misericórdia, Igreja de Sameiro, Capela de Santa Eufêmia, Igreja de Vale de Amoreira, para além de outras capelas dispersas pelo Concelho, autênticos testemunhos vivos da fé e história
dos nossos antepassados.
No que concerne a Património, uma referência para a Casa das Obras, Solar construído no Século
XVIII.
Quem visita Manteigas poderá ainda saborear e apreciar a Gastronomia Tradicional, como o caso da chanfana, trutas, enchidos regionais, arroz doce, requeijão
e queijo da Serra da Estrela.
O artesanato assente na tecelagem tradicional, trabalhos em madeira e pele é referência obrigatória no roteiro turístico
do Concelho.
Se na época do Inverno Manteigas é procurada pela neve, no Verão a beleza natural domina as atenções
dos visitantes.
PATRIMONIO
O Concelho de Manteigas possui um Património valioso disperso pelas
quatro freguesias, sendo este património constituído essencialmente
por mostras da religião e fé que sempre acompanhou o Manteiguense
ao longo da sua história.
A Igreja da Misericórdia de Manteigas é composta por duas partes
de épocas distintas. A fachada principal e a nave são do século
XVII ou XVIII, mas a Capela-mor e anexas são anteriores, do século
XV ou XVI. De referir o facto de existir no interior da igreja uma têmpera
com um texto em português arcaico onde se pode ler que foi celebrada
uma missa no ano de 1688.
Construída em Manteigas, na segunda metade do século XVIII, a
Casa das Obras, de robusta construção de tipo solarengo, encimada
por um brasão a conferir o título da nobreza, impõe-se
pelas suas dimensões e qualidade. O nome da Casa das Obras está de
certo relacionado com a duração e expectativa da sua construção,
que deve ter durado, pelo menos de 1770 ao primeiro quartel do Século
XIX, ou seja, cerca de 50 anos. O Solar das Obras, considerado a partir de
27 de Fevereiro de 1978 como «Imóvel de Interesse Público
(IIP)», está actualmente transformado em Turismo de Habitação.
(Veja Mais em Câmara
Municipal de Manteigas)
|
|
|
|
|
Concelho
de Mêda
|
|
|
|
Paisagens
A paisagem do Concelho da Meda é sempre bela e variada,
muito especialmente a partir de Fevereiro, altura em que começam
a florir as amendoeiras, um espectáculo digno de ser visto.
Os campos, nessa altura, nas zonas de amendoeiras, parecem salpicados
de manchas floridas de branco ou rosa, como se fossem enfeites mimosos
bordados em vestido de noiva. - (v. "O Concelho da Meda - 1838-1999",
de Jorge António de Lima Saraiva).
Ao longo das ribeiras e
riachos crescem os choupos, os amieiros, os freixo e os salgueiros.
Nas encostas mais íngremes
e nas zonas planálticas incultas abunda um mato rasteiro
constituído por esteva, rosmaninho, giesta e trovisco,
alternando com o verde dos pinhais e dos soutos.
A fauna doméstica está a empobrecer-se por dois
factores: a aplicação da maquinaria agrícola
nos amanhos das terras e o desenvolvimento da pecuária.
Aparecem ainda o burro, o macho, o boi, o cavalo, o porco, a
cabra e as aves de capoeira. A zona era rica em caça:
coelho, perdiz, lebre, texugo, tordo, pomba, rola. Encontramos,
ainda, grande variedade de aves: melro, pintassilgo, cotovia,
gaio, rouxinol, boeira, coruja, pardal, corvo, mocho, poupa,
andorinha, cuco, milhafre, gavião. Entre os animais selvagens
referimos: doninha, ouriço cacheiro, raposa, lobo e javali,
este, ultimamente, em expansão.
Encontra-se ainda nas ribeiras
e rios algum peixe. Na Teja abunda o barbo e, no rio Torto,
dão-se
bem as enguias e os barbos, muito procurados pelos desportistas
da pesca.
Termas
de Longroiva
As águas sulfurosas que servem o actual balneário termal, datado
do século XIX, foram desde sempre aproveitadas pelo homem - pensa-se que
desde a pré-história e com maior utilização na época
dos romanos. Na idade média, a termas pertenceram à Ordem dos Templários,
mas passariam para a Ordem de Cristo no reinado de D. Dinis. Os banhos sempre
estiveram ligados ao culto da Senhora do Torrão, padroeira da freguesia.
O povo até diz que cada banho tomado no dia oito de Setembro, dia dedicado à santa,
equivale a oito. E conta-se que a Rainha Santa Isabel ter-se-á banhado
nas águas sulfurosas de Longroiva, aquando da sua vinda de Aragão
para casar, em Trancoso, com D. Dinis.
O professor Adriano Vasco Rodrigues, na monografia "Terras da Meda",
de sua autoria, conta que desde os finais do século XIX até aos
anos quarenta do século XX, "os banhos de Longroiva atraíam
inúmeros banhistas de Trás-os-Montes, Beira Douro e Alto Douro" e
que "as pessoas anémicas iam às águas férreas
beber um copinho". Conta ainda que depois dos anos 40 "acentuou-se
a degradação das termas e a câmara não foi capaz de
transformar Longroiva numa estância termal capaz ou de repouso".
Precisamente o contrário, é o que pretende fazer, a partir deste
ano, a Empresa Municipal Termas de Longroiva, tendo previsto o investimento
de três milhões de euros num novo balneário. O terreno
já está escolhido e o grosso do financiamento será assegurado
pela Acção Integrada de Base Territorial do Côa, com recurso
a fundos comunitários. Quando o projecto de requalificação
das termas estiver executado, estarão investidos no complexo cerca de
cinco milhões de euros. Para o futuro fica idealizada a construção
de uma unidade hoteleira, para poder acolher os aquistas.
Tratamentos com provas dadas
As Termas de Longroiva possuem um caudal permanente
de 30 mil litros de água
sulfurosa por hora, a uma temperatura de 44 graus centígrados, e são
especialmente indicadas para tratamento de doenças reumáticas,
nervosas e de pele. Uma equipa médica e de enfermagem garante a indicação
terapêutica aos utentes, de acordo com as suas necessidades. Entre as
diversas maleitas que podem ser tratadas com a ajuda das águas de Longroiva
destaca-se a Rino-sinusite, através de irrigação nasal,
pulverização faríngea, nebulização ou aerossol
termal; a Psoríase, através de aerobanho ou imersão;
e as Lombalgias por Espondilartrose Lombar, por meio de hidromassagem,
duche
jacto, Bertholett ou Duche Vichy.
A terra das águas
Além das águas sulfurosas, Longroiva possui uma nascente de águas
purgativas, perto da ribeira do Gricho; na Fonte Ferrada e na ribeira da Concelha
correm águas férreas, Na Fonte Nova, perto do Valoiro, há águas
minerais. A Concelha possui uma água potável leve e muito apreciada.
A riqueza aqüífera da zona está ligada à composição
dos solos. A prova é que antes do início da segunda guerra mundial
um alemão pretendeu fazer uma plantação de chã na
encosta do ribeiro do Gricho e do Barral, onde brotam as águas purgativas,
considerando que aquele terreno era o ideal para tal fim. "Há três
coisas em Longroiva, que bem empregadas Época Termal
A época termal tem actualmente a duração
de 7 meses, Maio a Novembro.
Horário de funcionamento
De 2ª a Sábado, das 08h00 às 13h00 e das 15h00 às
20h00
|
|
|
|
|
Concelho
de Moimenta da Beira
|
|
|
Moimenta da Beira é uma vila portuguesa no Distrito de
Viseu, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de
2 400 habitantes.
É sede de um município com 219,75 km² de área
e 11 074 habitantes (2001), subdividido em 20 freguesias. O município é limitado
a nordeste pelo município de Tabuaço, a sueste por Sernancelhe,
a sul por Sátão, a oeste por Vila Nova de Paiva e Tarouca
e a noroeste por Armamar.
A localização geográfica do concelho de Moimenta
da Beira, entre o vale do Douro, de clima tipicamente mediterrânico
e as terras altas da Beira Alta, de clima de montanha, propicia a existência
de comunidades vegetais e animais variadas. Famosa pela produção
de vinho, de maçã, principalmente da espécie "bravo
esmolfe"(?), e, também, por ter sido o concelho onde Aquilino
Ribeiro viveu em várias fases da sua vida, mais propriamente
na pequena aldeia de Soutosa.
(in Wikipédia)
Locais de interesse a visitar
Igreja e Mosteiro de Nossa Senhora da Purificação
(séc. XII)
Pelourinho de Castelo IIP
Pelourinho de Vila da Rua MN
Solar dos Guedes (séc. XVIII) (Ma da Beira)
Pelourinho de Passô IIP
Solar do Sarzedo na freguesia de Sarzedo IIP
Casa da Moimenta (séc. XVII)
Casa de Aquilino Ribeiro
Dólmens e Sepulturas da Serra da Nave
Terreiro das Freiras – conjunto de casas solarengas XVIII
Pelourinho de Leomil - séc. XVI
Casa dos Coutinhos - séc. XVIII (Leomil)
Casa dos Viscondes de Balsemão(Leomil)
Igreja Matriz - séc. XVII/XIX (Leomil)
Santuário de Nossa Senhora da Conceição
Santuário de São Torquato
Santa Eufemia (Arcozelos)
Ponte Nova (Ariz)
Penedo da Fonte Santa (Peravelha)
Pelourinho de Sever
Igreja Paroquial de Segões
Igreja Paroquial de Nacomba
Igreja Matriz de Sarzedo
Igreja Matriz de Peva
Igreja Matriz de Paradinha
Igreja Matriz de Nagosa
Igreja Matriz de Caria (Séc XVIII)
Igreja Matriz de Cabaços (XVII e XVIII)
Igreja Matriz de Baldos
Igreja Matriz de Ariz
Igreja Matriz da Vila da Rua (XVII / XVIII)
Igreja Matriz de S. Miguel (Peravelha)
Igreja de S. Bartolomeu
Igreja Matriz de Paçô
Fonte dos Baptizados (Arcozelos)
Convento de S. Francisco (XVII / XVIII)
Castro de Sanfins
Castro de Peravelha
Castro de Ariz
Casa dos Mergulhões (Nagosa)
Casa da Quinta (Castelo)
Capela do Senhora da Agonia (Baldos)
Capela do Mártir S. Sebastião
Capela de Santo António (Arcozelos)
Capela de Santa Bárbara (Ald. Nacomba)
Capela de Nossa Senhora do Carmo (Arcozelos)
Capela de Nossa Senhora das Portas Abertas(Ald. Nacomba)
Capela de Nossa Senhora da Cabeça(Arcozelos)
Capela da Senhora da Guia (Caria)
Capela / Miradouro de S. Antão (Peva)
Antiga Igreja Matriz dos Arcozelos
Anta de Lameiras (Peravelha)
Fonte da Pipa (Mta da Beira)
(sugestões Moimenta
na Net)
|
|
|
|
|
|
Concelho
de Mortágua
|
|
|
|
Convidamo-lo a partir à descoberta
do Concelho de Mortágua. Se é amante dos desportos
motorizados e do contacto com a Natureza, temos para oferecer-lhe
uma das mais extensas áreas florestais do país
e uma labiríntica rede de estradões florestais
que poderão ser o palco de inesquecíveis aventuras.
Se, para além disso, não dispensa a pesca ou a
prática de desportos aquáticos, saiba que a albufeira
da Barragem da Aguieira reúne condições ímpares
em toda a Região Centro, para além da indiscutível
beleza das suas margens arborizadas e muito recortadas.
Suba a
miradouros sacralizados, participe nas nossas romarias, aprecie
o nosso folclore, visite as aldeias em pedra de xisto,
desça aos vales agrícolas e percorra caminhos rurais,
contactando com uma cultura centenária. Tente-se com a
riqueza do nosso artesanato, em especial o barro vermelho da
Gândara, e deleite-se com os prazares da mesa nos nossos
restaurantes, onde se destaca uma excelente Chanfana. Acomode-se
nas hospitaleiras pensões locais. Deixe-se seduzir pelo
encanto e simpatia das nossas gentes, conviva, divirta-se...
e parta com saudades.
O Concelho de Mortágua tem em si um espaço turístico à espera
de ser descoberto por quem gosta de desfrutar a vida ao ar livre.
São
variados os tesouros da natureza que poderemos encontrar ainda
em estado virgem no nosso Concelho.
Fazendo juz ao seu nome, a água é um recurso
que existe em abundância no Concelho e é um desses
tesouros.
Correndo livremente por entre montes e vales podemos encontrar
inúmeros rios e ribeiros de águas cristalinas
que junto de si albergam, escondem e salvaguardam algumas espécies
florestais autóctones.
Fruto da intervenção humana, existe também
um extenso manto de água que oferece a quem o visita
recantos paradisíacos e que vale a pena descobrir – a
Albufeira da Aguieira.
De barco, água dentro, são muitos os encantos
com que a albufeira nos surpreende e seduz.
Há locais que apenas os pescadores parecem conhecer.
Mas contra o sol lá estão as suas silhuetas expectantes.
Ao fim de um dia há sempre histórias de boas
pescarias.
Há quem vá para a albufeira por um bom banho
de sol. E há quem descubra todos os seus recantos de
canoa.
Há ainda pequenas ilhotas na albufeira. Ancoradouros
temporários para a descoberta de locais, também
temporariamente, só nossos. É por este imenso
lago azul que se deve deixar seduzir.
O verde e o cheiro da floresta complementam este quadro pintado
pela natureza e demonstram que este é um dos nossos
tesouros mais preciosos. À água e à floresta, podemos acrescentar
uma paisagem humanizada que conserva em si algumas aldeias
de genuína ruralidade com inúmero património
rural edificado em que o xisto marca a sua presença
e, sobretudo, as nossas preciosas gentes que sabem e gostam
de bem receber quem nos visita.
Com este enquadramento humano e paisagístico, o Concelho
de Mortágua contém em si óptimas condições
para o desenvolvimento de actividades turísticas de
qualidade.
Contudo, e apesar das inúmeras potencialidades locais,
este é ainda um sector com um significado relativo para
o concelho.
A construção do Empreendimento Turístico
do Vale d’ Aguieira soube aproveitar o excelente enquadramento
paisagístico e integrar harmoniosamente as componentes
da hotelaria, da animação e lazer e da habitação,
significando um primeiro passo no sentido do desenvolvimento
turístico do Concelho. Mas esta é ainda uma aposta
de futuro!
Actualmente, e em termos de infra-estruturas de alojamento,
o Concelho tem apenas a “Pensão Juiz de Fora”;
a residencial “Pôr do Sol” e “Lagoa
Azul”.
O turismo e as actividades que lhe são complementares
(alojamento, restauração, animação
cultural, etc.) são, pois, áreas de investimento
onde é ainda necessário apostar.
Quanto a comeres esperam-nos agradáveis surpresas: à Chanfana
deve acrescentar-se um delicioso arroz doce e um inesperado
Bolo de Cornos que podem ser acompanhadas pela famosa qualidade
dos vinhos do Dão.
Há neste Concelho um pouco do Portugal genuíno
que vale a pena conhecer! Visite-nos, pois queremos que às
imagens possa acrescentar as emoções!
|
|
|
|
|
|
Concelho
de Nelas
|
|
|
“Nelas é um Concelho perdido no
Planalto Beirão, varanda da Serra da Estrela e do Caramulo,
sulcado pelos vales do Dão e do Mondego. Coberto de pinhais
e vinhedos, o Concelho é o Coração da Região
Demarcada dos Vinhos do Dão e possuindo intramuros o centro
Termal das Caldas da Felgueira, assume-se como Concelho modelo,
a partir do trabalho, da generosidade e da fidalguia das suas gentes.
São célebres os solares de Santar, de Vilar Seco
e de Canas de Senhorim, como são afamados os seus requintados
vinhos e a sua excelente gastronomia. Com paisagens magníficas,
onde regatos sussurrantes embalam o espírito e convidam
ao sonho, o Concelho caminha, de forma regular e determinada, para
o progresso que hoje é claramente manifesto no ensino, na
saúde, nos transportes e nas acessibilidades. Por tudo isto,
visite o Concelho de Nelas.”
O Concelho de Nelas pertence ao Distrito de Viseu, faz fronteira
com o Município de Mangualde a nascente e com o Município
de Carregal do Sal a poente. Situa-se na margem direita do
rio Mondego, que o separa dos Municípios de Seia e Oliveira
do Hospital, e na margem esquerda do Rio Dão, que o
separa do Concelho de Viseu.
História
Nascido das reformas liberais do século passado, que racionalizaram
a caótica administração local, com a existência
de mais de 800 municípios a debaterem-se com a falta de recursos, o
Município de Nelas reuniu os anteriores Concelhos de Senhorim (com sede
em Vilar Seco) e de Canas de Senhorim.
Por Decreto de 9/12/1852, sendo Rainha de Portugal
D. Maria II e Ministro do Reino Rodrigo da Fonseca
Magalhães, foi “mandado reunir os
Concelhos de Senhorim e Canas de Senhorim em um
só concelho com o nome de Concelho de Nelas.
Nos 152 anos que se seguiram, o Concelho de Nelas
caminhou no sentido de uma crescente afirmação,
beneficiando de uma privilegiada situação
geográfica, no cruzamento das estradas,
que da fronteira conduz ao litoral e de Viseu liga à Serra
da Estrela, e também da passagem do caminho
de ferro. Este factor geográfico, aliado
ao dinamismo das suas gentes, fizeram com que Nelas,
durante todo o séc. XX, assumisse a primazia
industrial no Distrito de Viseu. Primeiro, com
os Fornos Eléctricos e as Minas da Urgeiriça,
em Canas de Senhorim, na actualidade, após
a decadência daquelas empresas, com o surto
de industrialização de Nelas.
Orgulhoso do radioso presente que soube construir,
o Município de Nelas está porém
virado para o futuro, procurando aproveitar todas
as potencialidades que a Região do Dão,
de que é o coração, lhe pode
proporcionar. É assim com o Vinho, marca de referência
da região. Em Nelas produzem-se os melhores
vinhos Dão, está aqui sediado o Centro
de Estudos Vitivinícolas, é em Nelas
que se realiza a Festa/Feira do Vinho do Dão,
o maior evento de promoção deste
produto com tão grandes potencialidades
de crescimento. Mas, associado ao vinho, também
temos um magnífico Queijo da Serra, de cuja
Região Demarcada fazemos parte, e uma rica
Gastronomia, patente em excelentes restaurantes
do Concelho. Outro produto de referência,
o Azeite, fabricado num moderno, funcional e ecológico
Lagar recentemente construído.
Esta região, situada entre o Dão
e o Mondego, debruada mais ao longe pelas Serras
da Estrela e do Caramulo, possui uma rara beleza.
Por isso, o turismo tem aqui enormes potencialidades,
quer para desfrutar de uma inigualável paisagem
natural, quer para usufruir da riqueza termal das
modernas Caldas da Felgueira, quer para visitar
e admirar o valioso património arquitectónico.
Referimo-nos aos solares e casas solarengas, testemunhos
de um rico passado histórico. Finalmente,
a indústria. Fruto de uma inteligente e
pioneira política de industrialização,
instalaram-se em Nelas modernas empresas, que criaram
emprego para toda a região e geraram rendimento
bastante para pôr em marcha, o comércio
e os serviços.
Nelas e o Concelho estão a crescer, sem
pôr em causa a beleza e o equilíbrio
naturais e sem desprezar sectores económicos
tradicionais. Pelo contrário, estes também
se reestruturaram e são hoje marcas de referência
do Concelho e da Região.
Concluída a fase das infra-estruturas básicas,
a Câmara Municipal, que muitas vezes foi
locomotiva daquela transformação,
virou-se já para os equipamentos sociais,
culturais e desportivos. É uma melhor qualidade
de vida que se almeja, para que a nossa juventude
sinta gosto em viver em Nelas e na região,
abandonando a quimera da grande cidade.
|
|
|
|
|
|
Concelho
de Oleiros
|
|
|
Património Natural
Ribeira de Oleiros
Este é um sítio muito aprazível “...corre
todo o ano por entre árvores que, debruçadas em muitos
sítios sobre as águas, e movidas pelo vento, parecem
querer beijá-la....” (Pimentel, 1881).
Esta ribeira
apresenta caudal ao longo de todo o ano, apresentando continuidade
mesmo nos meses de Verão. Na época
de maior precipitação, a água chega a inundar
algumas zonas adjacentes, para além das margens. Apresenta
alguns poços naturais, próprios da diferente profundidade
do seu leito (Ex.: Moinhos da Lameira e da Tojeira).
Muitos rouxinóis e outras aves, atraídas pela
frescura verdejante do local, celebram de dia e de noite com
os seus cânticos, formando uma sinfonia única em
conjunto com o som harmonioso da corrente.
Esta ribeira representa
um belo viveiro natural de trutas, barbos e bogas. As trutas,
com os seus tons de prata, representam autênticas
jóias desta ribeira.
Encontram-se igualmente cobras d´água, lagostins
e anfíbios, mas sem dúvida que a lontra (Lutra
lutra) é o seu habitante que reúne mais simpatizantes.
O
povoamento arbóreo é constituído quase
exclusivamente por espécies autóctones características
das galerias ripícolas existentes ao longo das linhas
de água, sendo as espécies mais representativas
o amieiro (Alnus glutinosa), o choupo (Populus sp.) e salgueiro
(Salix sp). Para além destas, mas menos representativas,
ainda se encontram alguns freixos (Fraxinus angustifolia) e sabugueiros
(Sambuxus nigra).
A água da Ribeira é aproveitada, em muitos pontos,
para rega de terrenos agrícolas adjacentes, para abastecimento,
para fins energéticos e para pesca e actividades de lazer.
As
margens são um encanto, tendo recantos paradisíacos,
que podem proporcionar um passeio delicioso, óptimo para
recarregar baterias. Ao longo da ribeira vislumbram-se algumas
quedas de água, compondo ainda mais este cenário
idílico e convidativo ao descanso.
Moinhos
No concelho de Oleiros existem inúmeros moinhos de água
ao longo das margens das ribeiras. Estes constituem um marco
distintivo da paisagem rural, criando ambientes de rara beleza.
Evidenciando
sabedoria e técnica popular no aproveitamento
das potencialidades do meio envolvente, são movidos pela
força da corrente das ribeiras.
A água, força motriz deste engenho, é canalizada
em levadas e impulsiona o sistema que faz mover o rodízio/azenha,
fazendo rodar a mó. A mó, por sua vez, tritura
as sementes, transformando-as em farinha. Este precioso pó é então
ensacado para dar origem ao pão de trigo, de centeio,
de mistura e à broa de milho.
A proliferação destas construções
rurais esteve a par da introdução da cultura do
milho na região. Podiam ser pertença de um proprietário
singular, funcionando como pequena indústria transformadora;
ou a um grupo de proprietários, normalmente familiares,
tendo cada um o seu quinhão.
Sendo a região rica em água e terrenos xistosos,
que a retêm, evidencia-se aqui um outro uso alternativo
deste recurso, para além do aproveitamento em termos agrícolas.
Estes
moinhos são pequenos edifícios de xisto
construídos sob a levada, tendo todo este património
enormes potencialidades de criar aprazíveis locais destinados
ao lazer e à cultura, por exemplo.
Associados a estas construções de xisto, observam-se
açudes que aqui se edificam de modo a manter o nível
da água. Este magnífico enquadramento constitui
uma paisagem bucólica, propícia para relaxar e
descansar.
Pontos Panorâmicos
Paisagem Natural, Rio Zêzere, Abitureira
Entardecer no Rio Zêzere, Abitureira
Vista panorâmica a partir da Serra do Muradal
Pôr do Sol no Cabeço Rainha
Rio Zêzere, junto a Álvaro
Muralha natural de Metaquartzito em Ademoço, Cambas
Barragem da Lontreira, vista do Cabeço Rainha
Metaquartzito, limite do Concelho, Ademoço, Cambas
Fraga de Águad'Alta, Orvalho
Vista geral a partir do miradouro do Zebro, Estreito
Vista do Cabeço das Eiras, ao fundo a aldeia de Álvaro, junto ao
Rio Zêzere
|
|
|
|
|
|
Concelho
de Oliveira do Hospital
|
|
|
Oliveira do Hospital é uma cidade portuguesa no Distrito
de Coimbra, região Centro e subregião do Pinhal
Interior Norte, com cerca de 4 400 habitantes. É
sede de um município com 234,55 km² de área
e 22 112 habitantes (2001), subdividido em 21 freguesias. O município é limitado
a norte pelo município de Nelas, a leste por Seia, a sul
por Arganil, a oeste pela Tábua e a noroeste por Carregal
do Sal
História
A região onde se encontra hoje o concelho de Oliveira
do Hospital é habitado desde a pré-história,
uma vez que abundam pelo concelho vestígios megalíticos
(nomeadamente nas freguesias de Bobadela, Ervedal da Beira e
Seixo da Beira).
Na década de 70 de século XX foram descobertas
as provas daquilo que se suspeitava há muito: os Romanos
também colonizaram a zona, uma vez que se descobriu na
freguesia da Bobadela um anfiteatro romano.
Durante as invasões Árabes sabe-se que estes também
estiveram no concelho, uma vez que existe uma igreja moçarabe
na freguesia de Lourosa..(in wikipedia)
Na rota do Queijo Serra da Estrela
A Câmara Municipal, reconhecendo a importância que
o Queijo da Serra da Estrela assume como produto de excelência,
contribuindo para a promoção do concelho e para
a dinamização da economia local, decidiu reeditar
um roteiro, em que para além das características
deste produto endógeno, os interessados têm a possibilidade
de conhecer os produtores licenciados para o fabrico e comercialização
do mesmo.
Características do Queijo Serra da Estrela
É
um queijo de ovelha curado, de pasta semi-mole amanteigada, branca
ou ligeiramente amarelada, com poucos ou nenhuns olhos. É composto
exclusivamente por leite crú inteiro de Ovelha Serra da
Estrela, sal e cardo. A forma é a de cilindro baixo com
abaulamento lateral e um pouco na face superior, sem bordos definidos.
O seu diâmetro varia entre os 13 e 20 cm e a altura entre
4 a 6 cm. O peso varia entre 0,7 e 1,7 Kg. O Queijo Serra da
Estrela deve ostentar a marca de certificação aposta
pela respectiva entidade certificadora.
|
|
|
|
|
Concelho
de Oliveira de Frades
|
|
|
Oliveira de Frades é uma vila portuguesa no Distrito de
Viseu, região Centro e subregião do Dão-Lafões,
com cerca de 2 400 habitantes.
É sede de um município com 147,45 km² de área
e 10 585 habitantes (2001), subdividido em 12 freguesias. Trata-se
de um dos poucos municípios de Portugal territorialmente
descontínuos (os outros são Montijo e Vila Real
de Santo António), consistindo de duas porções,
uma principal, de maiores dimensões, onde se situa a vila,
e a outra menor, poucos quilómetros para sueste. O território
principal é limitado a nordeste pelo município
de São Pedro do Sul, a sueste por Vouzela, a sudoeste
por Águeda, a oeste por Sever do Vouga e a noroeste por
Vale de Cambra. O território secundário é limitado
a norte e nordeste por Vouzela, a sul e sudoeste por Tondela
e a oeste por Águeda.
Concelho criado em 1836 por desmembramento do concelho de Lafões
nos actuais concelhos de Oliveira de Frades, São Pedro
do Sul e Vouzela.
(in Wikipedia)
|
|
|
|
|
Concelho
de Pampilhosa da Serra
|
|
|
Locais a Visitar
Pampilhosa da Serra
Igreja Matriz de Pampilhosa da Serra
Capela da Misericórdia
Solar dos Melos (actualmente da família Barata)
Museu Municipal e Posto de Turismo de Pampilhosa da Serra
Edifício Multiusos
Miradouro do Cristo Rei
Casa-Museu de Carvalho
Janeiro de Baixo
Aldeia de Xisto de Janeiro de Baixo
Igreja Paroquial
Moinho Cravado na Rocha
Central Hidroelectrica
Parque de Campismo Rural
Praia Fluvial
Campo de Tiro
Cabril
Igreja Paroquial de S. Domingos
Torre de Pedra da Antiga Igreja Paroquial
Dornelas do Zêzere
Igreja Paroquial de Nossa Senhora das Neves
Museu Etnográfico de Dornelas do Zêzere
Miradouro
Praia Fluvial
Santuário
Fajão
Igreja Paroquial
Antiga Casa da Câmara e Cadeia
Museu Monsenhor Nunes Pereira
Penedos de Fajão
Piscinas de Fajão
Barragem do Alto Ceira
Machio
Igreja Paroquial
Lagar de Vara (Machio de Cima)
Capela de Maria Gomes
Pessegueiro
Igreja Paroquial
Lagar de Pessegueiro
Museu Etnográfico da Freguesia de Pessegueiro
Bungalows e Praia fluvial de Pessegueiro
Portela do Fojo
Igreja Paroquial
Ilha de Padrões
Piscina flutuante e Parque de Merendas do Vilar
Zona de Pesca do Vilar
Unhais-o-Velho
Igreja Paroquial
Capela Sextavada
Vidual
Igreja Paroquial
Miradouro sobre a Barragem de Santa Luzia
Barragem de Santa Luzia
Turismo Cultural /
Turismo de Aldeia /
Alojamento /
Gastronomia e Receitas /
Ambiente e Lazer /
Desportos Radicais
|
|
|
|
|
Concelho
de Penalva do Castelo
|
|
|
ORIGENS
O Nome teve origem na existência de antiquissíma
fortaleza (na margem esquerda do Rio Dão) de que não
restam vestígios. O primitivo núcleo da vila, entre
os rios Dão e Côja, terá tido assento noutro
lugar, nas margens do Rio Om (actual Dão). Durante a Reconquista
Cristã, as Terras de Penalva eram um ponto estratégico
muito importante, e foram escolhidas para a construção
do primeiro da Ordem do Santo Sepulcro em Portugal.
Por isso,
ficou conhecida durante algum tempo por VIla Nova de Santo Sepulcro.
As "terras de Penalva" foram habitadas
desde há muito tempo, existindo muitos vestígios
pré-históricos, como a Anta do Penedo de Com.
A 10 de Fevereiro de 1491, D.Manuel I, o Venturoso, atribui-lhes
o Foral Novo, e renova-lhes os anteriores direitos e privilégios.
Situado em pleno coração da Beira Alta, o actual
concelho com sede em Penalva do Castelo (vila que até 1957
se denominava Castendo), tem uma população entre
8.000 a 9.000 pessoas e uma area aproximada de 140km2, e com
treze freguesias, sendo elas : Antas, Castelo de Penalva, Esmolfe,
Germil, Ínsua, Lusinde, Mareco, Matela, Pindo, Real,
Sezures, Trancoselos e Vila Cova do Covelo.
O Concelho de Penalva do Castelo faz fronteira com os concelhos
de Aguiar da Beira, Fornos de Algodres, Mangualde, Satão
e Viseu.
Maça Bravo de Esmolfe
Como próprio nome indica , esta variedade terá aparecido na aldeia
de Esmolfe , no Concelho de Penalva do Castelo , há cerca de 200 anos
. Provavelmente terá sido obtida a partir de uma arvore de semente , cujos
frutos foram muito apreciados , originando uma intensa procura de material e
enxertia e a disseminação da variedade.
Queijo Serra de Estrela
A área geográfica de produção abrange os concelhos
de Carregal do Sal, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Gouveia, Mangualde,
Manteigas, Nelas, Oliveira do Hospital, Penalva do Castelo e Seia e algumas freguesias
dos concelhos de Aguiar da Beira, Arganil, Covilhã, Guarda, Tábua,
Tondela, Trancoso e Viseu.
Vinho "Dão de Penalva do Castelo"
Durante séculos , o vinho foi associado á alegria de viver , um
elemento significante para a união de amigos e a inspiração
de muitos artistas que enriqueceram a cultura e o folclore de muitos povos.
|
|
|
|
|
Concelho
de Penamacor
|
|
|
Monumentos
Castelo de Penamacor - Torre de Menagem
Logo após a reconquista cristã, por volta de 1182,
Penamacor foi vila régia por determinação
de D. Sancho I, que a fortifica e lhe outorga Carta de Foral
em 1189, rectificado em 1209. Nos séculos seguintes, o
Castelo foi reforçado e ampliado à medida que a
população aumentava e a ameaça muçulmana
dava lugar à ameaça castelhana. D. Dinis (século
XIII-XIV) manda reforçar as muralhas, o mesmo sucedendo
com D. Manuel I. Durante as Guerras da Restauração
(Século XVII), Penamacor vê as suas linhas de defesa
actualizadas e aumentadas, surgindo uma estrutura abaluartada
que envolve toda a vila e faz a ligação ao antigo
castelo medieval, incluindo seis baluartes e três meios
baluartes. O castelo, com uma estrutura defensiva activa típica
do gótico (implantado em promontório rochoso, aproveita
as condições naturais, que permitem alcançar
largas vistas e fazer comunicação com o castelo
de Monsanto), integrava a rede da linha de defesa activa da fronteira
da Beira com o antigo reino de Castela. A alcáçova,
de pequenas dimensões e com planta irregular, possuía
duas portas: a porta falsa, dita da traição, situada
nas imediações da Torre de Menagem, que dava directamente
para o exterior do lado nascente, permitindo a fuga em caso de
perigo; e a porta virada a poente, que comunicava com o interior
do burgo amuralhado. Hoje, a Torre de Menagem é tudo o
que resta da alcáçova de um dos mais poderosos
castelos da Beira. A entrada processava-se por uma das dependências
assobradas da alcáçova, através da única
porta, que se situa a cerca de seis metros da base e à qual
se acede hoje por escada exterior.
Torre do Relógio- Penamacor
Adossada à muralha medieval, esta torre foi peça
importante na defesa das portas da vila. A sua construção
remonta, provavelmente, aos inícios do séc.XIV.
As actuais ameias e campanário são fruto da reconstrução
operada em meados do séc. XX para receber o novo relógio
carrilhão instalado em 1956, em substituição
do velho relógio que já vinha do séc. XIX.
As numerosas inscrições que se observam no aparelho
de cantaria são marcas de canteiro.
Domus Municipalis - Penamacor
A Domus Municipalis, tem uma porta de entrada para o cimo de
vila, é contígua ao conjunto de muralhas, que se
encontram em razoável estado de conservação.
Na fachada voltada para as cercanias, podem ver-se duas harmoniosas
janelas e entre elas o brasão de armas de Penamacor, com
as esferas de D. Manuel I. Este brasão tem a data de 1568,
a mesma do pelourinho. Pensa-se ter sido reconstruída
no século XVI e século XVIII.
Igreja de S.Tiago - Penamacor
A igreja de S. Tiago é a igreja matriz. É datada
de 1555 e apresenta traços renascentistas. Terá sido
Sé Episcopal, e já sofreu inúmeras transformações.
O tecto da capela mor deste Templo é em abóbada. É venerada
nesta igreja, entre outros, aimagem de Jesus Crucificado. Era
nesta igreja que os crentes vinham rezar, pedindo a Deus forças
para defender a sua terra.
Capela de S. Cristo
Está situada no alto de uma das colinas desta vila. É composta
pelo corpo da capela propriamente dito e por um alpendre. O púlpito
foi pertença da igreja da misericórdia e nele consta
a data de 1865. Nas colunas da frente, vê-se, numa, inscrita
a palavra Março, e na outra a data de 1705. Numa terceira
está a data de 1617, com algarismos invertidos.
Igreja da Misericórdia - Penamacor
Com harmonioso portal, terá sido construida em consequência
da fundação da mesiricórdia, por D. Leonor.
Existe nesta Igreja, uma imagem do Senhor dos Paços, em
tamanho natural. Na fachada Sul, no canto direito, existe um
campanário, onde se encontra um sino. Quando alguém
morre, é este sino que toca, anunciando a triste nova.
O terreno contínuo à igreja, conhecido pelo Quintal
da Mesiricórdia, dizem que em tempos serviu de cemitério.
Igreja de S. Pedro - Penamacor
Pensa-se ser a igreja mais antiga de Penamacor. Fica situada
dentro da muralha do castelo. É um templo pequeno e dizem
ter sido sede de freguesia. O 1º altar que teve foi oferta
de D. Barbara Tavares da Silva e esteve inicialmente na igreja
da Misericórdia. Num dos lados da fachada principal, existe
um torreão com duas sineiras, com um pequeno sino. Nesta
igreja são veneradas as imagens de S. Pedro e de Santa
Maria.
Convento de S. António - Penamacor
O Convento de S. António pertenceu à ordem dos
Frades Capuchos e foi fundado em 1571, por um fidalgo da Casa
Real, de nome Gaspar Elvas de Campos, então Alferes-mor
de Penamacor. Nesse mesmo ano foi a Portalegre, à Ordem
dos Frades Capuchos, pedir religiosos para o convento, o que
conseguiu. No claustro e na capela, estão sepultados os
monges que pertenceram a este convento, assim como a população
da altura. É uma obra de fortes traços renascentistas,
de linhas clássicas. O Púlpito da igreja do convento, é uma
obra de riquíssima e preciosa talha do sécilo XVI.
Pelourinho - Penamacor
O pelourinho situado junto à antiga porta de entrada
da Cidadela, do lado exterior à cerca, data de 1565. Conserva
ainda os ganchos de ferro forjado, com as argolas originais.
O espaço envolvente foi inicialmente Praça Pública,
onde se efectuavam todo tipo de vendas, e, mais tarde, convertido
em cemitério, que foi extinto em 1857.
|
|
|
|
|
Concelho
de Penedono
|
|
|
Monumentos
Castelo de Penedono
O castelo, classificado como monumento nacional
(Decreto de 16 de Junho de 1910), ergue-se a 930 m. de altitude,
em plena
serra de Serigo, dominando ao redor um vastíssimo panorama,
apenas limitado, ao longe, pelos mais elevados relevos das Beiras
e Além - Douro e terras castelhanas do antigo reino Leão.
Galhardamente
fincado no seu pedestal granítico, lembra,
pelo fino recorte das suas linhas, uma graciosa aguarela romântica
ou cenário de conto de fadas. É, sem dúvida,
o mais formoso monumento do seu género, existente em terras
beiroas.
De planta hexagonal irregular, com o perímetro de, aproximadamente,
setenta metros escassos, foi edificado, talvez, no século
XIV, por D. Vasco Fernandes Coutinho, senhor do Couto de Leomil
e vassalo de el-rei, a quem D. Fernando o doara, juntamente com
a vila de Numão e outros lugares, em recompensa de revelantes
serviços prestado à Coroa. O escudo das armas dos
Coutinhos: as cinquo estrelas sanguinhas / em campo dourado pintadas – colocado
acima do portal da entrada, assim o dá a entender.
Dois
esguios cubelos flanqueiam o portal, aberto ao sul, enquanto
outros três se escalonam a intervalos irregulares, ao longo
do anel das altas cortinas ameadas.
Pelourinho de Penedono
É alto o trono em que assenta a coluna monolítica
do pelourinho, constituído por cinco degraus octogonais
com faces em grosso rebordo, sendo o primeiro degrau incompleto
devido ao desnivelamento do arruamento. Do centro da plataforma
ou degrau superior, ergue-se o fuste prismático de oito
faces com base quadrada, liso e concordante com os degraus. Na
parte terminal possui um listel plano ao jeito de remate.
O capitel é formado por uma sucessão de molduras,
sendo a primeira relevada em anel circundante seguida de rebaixo
em gola. Superiormente existem dois sulcos em maior área
seguindo-se de espaço retraído em nova gola.
A gaiola
estilizada em leves formas é provida de oito
colunetas alinhados com as quinas do fuste. São quatro
de secção quadrada e os restantes de secção
cilíndrica. Superiormente termina em pináculo com
desenhos diversos. Na cúpula semi-esférica assenta
corucheu cilíndrico onde pousa grimpa metálica.
Pelourinho de Souto
Tem quatro degraus, a base deste monumento.
São de secção
quadrada, sendo o inferior incompleto devido ao desnível
do pavimento da Praça . O degrau superior é constituído
por uma só peça, talhada em esquadria e não
tem qualquer rebordo assim como os restantes degraus.
A coluna
octogonal eleva-se do olhal da plataforma em aperfeiçoamento
inferior quadrado, com pouca altura. Tem cerca de três
metros o fuste poligonal com superfícies lisas. Nota-se,
na coluna furo de fixação de ferros de sujeição.
Sobre
a coluna assenta a peça do remate que, na parte
inicial, tem a forma quadrada vindo a alargar-se em mesa de igual
formato. É precedida de cornija de dupla moldura que contorna
o capitel. Da reentrância situada entre os dois aperfeiçoamentos,
sobe conjunto de molduras em ordem crescente. Sobre este tabuleiro
assenta pirâmide de forma quadrada. Do lado oriental sobressai
um escudo com as armas de Portugal.
(...)
GASTRONOMIA
Merecendo especial atenção, o Concelho de Penedono
conserva memórias de sabores e saberes, pratos simples
e rústicos do dia a dia, deitando mãos aos recursos
que a terra lhe oferece. Um doce típico desta região,
são as cavacas habilidosamente confeccionadas na freguesia
de Castainço, que com o passar dos dias se encontram quase
extintas, embora ainda hoje haja quem as faça quando encomendadas.
Tradicionais, são também as filhós, o queijo
fresco, a carne de porco (marrã) e todos os pratos e doces
derivados da castanha. (...)
|
|
|
|
|
Concelho
de Pinhel
|
|
|
Locais históricos a visitar no Concelho de Pinhel
Pelourinho - Alverca da Beira
Situa-se
em local plano, na proximidade da Igreja Matriz e da antiga Casa
da Câmara e Tribunal, edifício setecentista
cujo alçado principal tem frontão enquadrando as
armas reais.
Soco constituído por quatro degraus circulares de aresta
viva, o primeiro parcialmente enterrado no solo. Coluna com
base quadrada chanfrada nos ângulos e de fuste octogonal,
tendo capitel, que constitui a base da gaiola, em forma de
pirâmide invertida truncada de base octogonal. A gaiola
tem oito colunelos cilíndricos lisos, com chapéu
piramidal, de base octogonal, coroada por esfera estriada.
Pelourinho de gaiola, com fuste octogonal de superfície
plana. Capitel de secção octogonal em forma de
pirâmide invertida truncada, tendo a gaiola como remate
decorativo, de chapéu piramidal. Ausência de elementos
decorativos. Os colunelos assentam no meio das faces do fuste.
Solar dos Távoras - Souropires
Fica situado em Souropires
o Solar dos Távoras, considerado
monumento nacional (um dos mais importantes do concelho de Pinhel),
construído no Séc. XV.
Arquitectura civil residencial, renascentista. Solar de planta
rectangular, com fachadas simétricas, com zona central
mais baixa e lateralmente com torres. Integra capela autónoma
de planta quadrada. Iluminação efectuada por frestas
de lintel recto, janela com moldura decorada. Portal em arco
pleno. Existência de janelas maineladas de lintel recto
decorado por motivos fitomórficos e mainel de mármore
com capitel de decoração vegetalista, bem como
janela de ângulo com mainel de fuste canelado.
Tem como características Particulares, a conjugação
da estrutura medieval, corpo central ladeado por torres, com
janelas renascentistas. Integração da capela como
volume autónomo. Encontra-se em ruínas. Decoração
de janela com meias esferas.
Solar - Stª Eufémia
A barroca Casa dos Fidalgos ofendida
por execráveis molduras
de alumínio anodisado nas janelas da fachada e cuja capela
se tornou paroquial, com altar de boa talha para nos mostrar.
Com efeito, a antiga igreja foi abandonada por ser pequena, servindo
presentemente de paroquial a capela do solar dos fidalgos. O
edifício e a igreja que no mesmo está integrada,
formam, no seu todo arquitectónico, um conjunto de grande
harmonia com linhas imponentes e bem delineadas.
Cruzeiro - Cidadelhe
Urbano, em terreno elevado, sobre maciço rochoso granítico,
situando-se lateralmente ao eixo viário que dá entrada
na povoação, paralelo à Capela de São
Sebastião e ao edifício da Junta de Freguesia de
Cidadelhe.
Cruzeiro com base de planta quadrangular regular, constituída
por três degraus lisos. A coluna, de fuste com soco quadrangular
de ângulos biselados, assenta directamente sobre a base,
apresentando apenas um ligeiro alargamento na parte inferior,
correspondente ao arranque do biselado. Na parte superior da
coluna, sob o capitel, fecha-se o ângulo em bisel, alargando-se
o fuste. O capitel, liso e de bordos com moldura saliente, serve
de base à cruz latina que coroa o cruzeiro, com hastes
poligonais com as faces lisas. Sobre o capitel estão aplicadas
quatro placas de mármore com três cronogramas dos
centenários - "1140", "1640" e "1840" -
e a inscrição "Cidadelhe", gravados e
preenchidos a preto.
Tem como características particulares, fuste com os ângulos
biselados, tendo o capitel placas de mármore cronografadas.
Capela de S. Sebastião - Cidadelhe
Capela de planta
longitudinal simples e de expressão
vincadamente horizontalizante, com alpendre e cobertura homogénea
de três águas. O telhado assenta directamente sobre
o paramento mural e, no alpendre, sobre travejamento de madeira.
Fachada principal, voltada a O. com o alpendre a prolongar as
fachadas da capela, através de guardas em granito com
dois pilares de secção quadrada a suportarem o
telhado. Internamente, apresenta cobertura de forro de madeira,
onde se inscreve uma cruz em relevo, tendo, na haste vertical,
um cálice eucarístico encimado por resplendor,
tendo, na horizontal, o cronograma "1652". Portal principal
de verga recta, encimado por pintura a fresco, representando
um Calvário, com o Crucificado ao centro, ladeado pela
Virgem, à direita, e São João Evangelista, à esquerda,
sobre fundo de casario. Interior com pavimento em lajes de granito
e cobertura de caixotões de madeira pintados, com o ciclo
da vida da Virgem e da Paixão de Cristo, enquadrados por
marcenaria marmoreada, repousando sobre cornija também
marmoreada.
Gravuras (Núcleo de Arte rupestre) – Cidadelhe
Arte rupestre paleolítica de ar livre. Gravuras picotadas,
abradidas e pintadas representando motivos zoomórficos
naturalistas de estilo atribuível ao Magdalenense. Arte
rupestre neolítica. Pinturas de motivos zoomórficos
semi-naturalistas e antropomórficos semi-esquemáticos.
Arte rupestre do neolítico final ou calcolítico.
Pinturas de antropomorfos esquemáticos.
Ú
nico caso no contexto do Vale do Côa em que está documentada
a presença de pinturas atribuíveis ao período
Paleolítico em associação com motivos gravados
do mesmo período. O facto de ter sido utilizado apenas
nestes núcleos da Faia um suporte granítico para
a gravação e pintura dos motivos, combinado com
a constatação que a pintura a ocre excepcionalmente
conservada na cabeça de bovídeo se situa na zona
mais resguardada do painel, levou os investigadores a colocarem
a hipótese de muitos outros motivos da arte paleolítica
do Côa poderem ter sido pintados tendo a pintura desaparecido
por acção combinada dos vários agentes erosivos.
Pelourinho - Lamegal
Situa-se em local plano, atravessado pela principal via
do aglomerado, rodeado por algumas construções rústicas
e assenta directamente em afloramento rochoso, não tendo
degraus. Coluna com base quadrada chanfrada nos ângulos,
de fuste octogonal decorado com fiadas verticais de meias esferas
na metade superior, em quatro das suas faces. Remate com peça
quadrangular, na qual se insere a extremidade do fuste e cujas
faces se retraem superiormente formando um coroamento em forma
de pirâmide truncada irregular.
Igreja Matriz– Bogalhal
Arquitectura religiosa, românico-gótica e barroca.
Igreja reconstruída no séc. 20, mas mantendo a
estrutura original, de planta longitudinal, composta por nave
de três tramos divididos por arcos diafragma apontados,
capela-mor seiscentista e sacristia adossada à fachada
lateral esquerda. Fachada principal com portal de volta perfeita
e campanário de sineira dupla. Fachadas laterais marcadas
pelos contrafortes, por portas travessas de volta perfeita, janelas
e remate em cornija. Coberturas de madeira, a da capela-mor formando
falsa abóbada de berço, sendo os retábulos
de talha dourada e pintada do período rococó e
baptistério e púlpito no lado do Evangelho.
Igreja medieval de transição do românico
para o gótico, com capela-mor seiscentista, mais elevada
que a nave. Fachada lateral S. apresenta cornija e cachorrada
decoradas com motivos geométricos e simbólicos.
Púlpito de planta centralizada, sobre colunelo de cantaria.
Cobertura da capela-mor de madeira pintada.
Cruzeiro - Azevo
Situado no entroncamento do caminho vicinal que dá serventia
a propriedades rústicas com o eixo viário que faz
a ligação da freguesia do Azevo com a sua anexa
da Madalena, junto do cemitério do lugar de Madalena.
Cruzeiro constituído por base e cruz, apresentando, a
primeira, planta rectangular regular constituída por quatro
degraus lisos. O terceiro e quarto degraus superiores têm
dimensões muito aproximadas, o que lhes dá a aparência
de um soco alto. A cruz, do tipo latino, assenta directamente
sobre os degraus. A haste vertical tem seco quadrangular e remate
trilobado, mostrando, a face principal, voltada a N., relevos
e uma placa de mármore com inscrição em
capitais: "VIII / CENTENÁRIO / DA FUNDAÇÃO
/ III DA RESTAURAÇÃO / 1940 //", cravada na
parte inferior. À face, dentro de moldura escavada, identificam-se,
de baixo para cima, um cálice eucarístico, um ornato
em forma de rombo, um sol raiado e, no topo, uma cruz em haspa,
esculpidos em baixo relevo.
Igreja Matriz – Vale de Madeira
Arquitectura religiosa,
quinhentista. Igreja paroquial com reedificação
setecentista, de características chãs. Apresenta
planta longitudinal composta por nave única e capela-mor
mais estreita, com sacristia e sala anexa integradas em reconstrução
posterior. A fachada principal tem um andar e pano únicos,
empena triangular, portal de entrada de arco ligeiramente apontado,
e é ladeada por torre sineira de dois andares. As fachadas
laterais, rebocadas e caiadas, apresentam vãos de ombreiras
e lintéis rectos em granito, excepto a parede testeira
da capela mor que é cega. O interior é de nave única,
pavimentada com lajes de granito e com cobertura em masseira,
separada da capela-mor por arco quebrado quinhentista assente
sobre impostas em ressalto.
Igreja paroquial de construção quinhentista, documentada
pelo portal principal, pelo arco cruzeiro e ornatos remanescentes
no púlpito, com reedificação setecentista
de características chãs, documentadas na tipologia
da torre sineira, assim como na morfologia dos elementos secundários
e ornamentais.
Núcleo de sepulturas escavadas na rocha - Vascoveiro
Necrópole constituída por trinta e uma sepulturas
escavadas na rocha distribuídas por agrupamentos de número
e orientação variada, algumas escavadas nos afloramentos
de rocha granítica e outras já mutiladas, soltas
pelo terreno ou integradas nos muros de divisão de propriedade.
Todas se apresentam sem tampa ou restos ósseos, e algumas
fracturadas.
De formas trapezoidais e também rectangulares com laterais
arqueados apresentam na generalidade cabeceiras e leitos com
desnível; algumas das sepulturas ainda apresentam rebordos.
A área disponível do afloramento foi intensamente
aproveitada, apresentando-se grupos com existência de alinhamento
entre as sepulturas, que ocupam o mesmo maciço rochoso,
outros grupos que não possuem alinhamento interno, grupos
que se encontram alinhados entre si e ainda, sepulturas isoladas
cuja orientação do eixo principal não se
relaciona com as outras.
Ponte medieval – Valbom
Ponte construída em cantaria de granito, de cavalete
muito pronunciado, constituída por um só arco de
volta perfeita. As guardas, compostas de duas fiadas de silhares
de corte regular, acompanham o perfil do cavalete sobre o centro
do tabuleiro e prolongam-se pelas margens, abrindo a área
do tabuleiro à entrada e à saída. Do lado
S., são visíveis dois socalcos de cantaria, tratando-se
possivelmente da parte superior de um talhamar cujo embasamento
inferior se encontra encoberto pelo depósito de terra
de aluvião agricultadas.
|
|
|
Concelho
de Proença-a-Nova
|
|
|
Locais de Interesse
Alvito da Beira
»
Moinhos de água em xisto na Ribeira do Alvito
»
Praia Fluvial da Couca na Cerejeira
»
Poço das Andorinhas em Alvito da Beira
Montes da Senhora
»
Moinhos de água
»
Zona piscatória
»
Buraca da Moura na Serra das Talhadas
Peral
»
Cruzeiro do Cabeço
»
Moinhos de água
»
Zona piscatória
»
Campo de Tiro de Nave à Metade
»
Sítio da Conheira
Proença-a-Nova
»
Igreja Matriz de Proença-a-Nova
»
Cruzeiro em Proença-a-Nova
»
Capela da Misericórdia em Proença-a-Nova
» Ponte Filipina do Malhadal
» Praia Fluvial de Aldeia Ruiva
» Praia Fluvial de Malhadal
»
Zona piscatória
»
Moinhos de água
»
Jardim de Santa Margarida em Proença-a-Nova
»
Jardim da Devesa em Proença-a-Nova
»
Fonte Luminosa no Largo das 3 Bicas em Proença-a-Nova
|
|
|
|
|
Concelho
de Sabugal
|
|
|
A Visitar
SORTELHA
SABUGAL - Castelo;
Praia Fluvial;
Museu Municipal;
Barragem;
Rio Côa;
Jardins
TERMAS DO CRÓ
PONTE DE SEQUEIROS
CASTELO DE VILA DO TOURO
VILAR MAIOR
ALFAIATES - Castelo;
Sacaparte
VALE DE ESPINHO -
Viveiro da Trutas
PRAIA FLUVIAL DOS FÓIOS
PRAIA FLUVIAL DE QUADRAZAIS
QUEIJARIA DE MALCATA
Veja mais em: Câmara
Municipal de Sabugal
Antecedentes
A primitiva ocupação humana do local remonta à pré-história,
possívelmente a um castro Neolítico. Atraídos
pela riqueza mineral da região e pela posição
estratégica do local, este teria sido sucessivamente ocupado
por Romanos, Visigodos e Muçulmanos.
O castelo medieval
Castelo de Sortelha, Portugal: praça da vila.À época
da Reconquista cristã da península Ibérica,
Pena Sortelha, como então era chamada, constituiu-se em
defesa da região fronteiriça, disputada entre Portugal
e Castela. A partir de 1187, D. Sancho I (1185-1211) tomou medidas
para repovoar o lugar, e foi o seu neto homónimo, D. Sancho
II que concedeu foral à vila (1228), época provável
da edificação do castelo. A cerca da vila seria
beneficiada por D. Dinis no século XIII que, a partir
da assinatura do Tratado de Alcanises (1297), fixou as fronteiras
para além das terras de Riba-Côa. No século
seguinte, foi erguida uma nova cerca por iniciativa de D. Fernando.
No século XV sabe-se que o alcaide do castelo era Manuel
Sardinha, sucedendo-lhe Pêro Zuzarte.
Em 1510, D. Manuel I (1495-1521) renovou o foral da Vila, mencionando
que os seus habitantes não estavam obrigados a dar hospedaria
aos grandes e pequenos do reino, se essa fosse a vontade do povo
de Sortelha. Esse soberano também iniciou uma campanha
de obras no castelo, dentre as quais subsiste a emblemática
manuelina sobre a porta. Em 1522 Garcia Zuzarte tornou-se alcaide-mor.
Nesse século ainda, o nobre D. Luís da Silveira,
guarda-mor de D. Manuel I e de D. João III (1521-1557),
adquiriu o castelo, tornando-se seu alcaide, conferindo-lhe D.
João III o título de Conde de Sortelha.
[editar] Da Guerra da Restauração aos nossos dias
Com a Restauração da independência, após
1640, foi iniciada a adaptação da estrutura defensiva às
novas técnicas militares, adaptando-a ao fogo da artilharia.
Nesta fase, o Castelo esteve envolvido em diversas operações
militares contra forças de Castela em acção
na fronteira, o mesmo se repetindo no século XVIII contra
o mesmo inimigo e, posteriormente, no início do século
XIX, no contexto da Guerra Peninsular, contra as forças
francesas de Napoleão.
Desguarnecido posteriormente, quando a sede do Conselho foi
extinta em 1855 tanto a vila quanto o seu castelo entraram em
processo de decadência.
Encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto
publicado em 23 de Junho de 1910. Posteriormente sofreu intervenções
de conservação e restauro a cargo da Direcção-Geral
dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).
(in: wikipedia)
|
|