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Concelho de Aguiar da Beira

A análise do património arqueológico na região sugere a hipótese de que a ocupação humana remonta, pelo menos, até ao IV milénio a.C., teoria alicerçada nas investigações levadas a cabo no Núcleo Megalítico de Carapito, constituído por quatro estruturas megalíticas, de entre as quais se destaca o Dólmen de Carapito, (classificado como Monumento Nacional pelo decreto-lei n.º 735/74 de 21 de Dezembro).
Do período proto-histórico existem três povoados, de possíveis origens castrejas, nomeadamente o Castro de Carapito, o Castro da Gralheira e o Castro das Abelhas, sendo possível aí vislumbrar vestígios de construções. A presença de tegulae (telhas) romanas no Castro das Abelhas e Gralheira parecem apontar ainda para posterior ocupação romana.
Da presença romana na região subsistem também outros vestígios, como é o caso de uma edícula em granito, descoberta na aldeia de Penaverde (e actualmente conservada no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa), e vários silhares almofadados que foram reutilizados na construção do pano da muralha do castelo medieval da vila de Aguiar da Beira, bem como mais exemplares encontrados em restantes aldeias do concelho, na maioria dos casos fazendo parte do aparelho de construção de casas de habitação.
Após o século V, e apesar da instabilidade provocada por sucessivos conflitos consequentes da derrocada da administração romana (invasões bárbaras, ocupação islâmica, guerras da Reconquista) e do fenómeno de ermamento que se verificou em muitas zonas do interior do país, a ocupação da região manteve-se durante a Alta Idade Média, o que talvez possa ser comprovado pela existência de sepulturas talhadas na rocha, bem como sarcófagos, que em algumas áreas constituem autênticas necrópoles, como acontece em Aguiar da Beira (Núcleo de Sepulturas da Regada) e Moreira, enquanto noutros casos se encontram totalmente isoladas, como se observa em Penaverde ou Mosteiro. Mais exemplos de semelhantes sepulturas e sarcófagos podem ser encontradas em Colherinhas, Pinheiro e Sequeiros. Estes espaços de morte apontam para presença humana entre os séculos VII e XII.
À Baixa Idade Média, com a relativa pacificação do território, corresponde uma fase de reforço da administração, e desenvolvimento de um novo sistema judicial e socioeconómico, que encontra expressão na concessão de cartas de foral a determinadas regiões, com o objectivo de fomentar a ocupação de determinado espaço, ou legalizá-la, caso ela já exista. É assim que Aguiar da Beira, bem como Penaverde, receberão os seus forais no século XIII. Em inícios do século XVI também Carapito será elevado ao estatuto de Concelho, por via de carta de foral, reinando então D. Manuel. A concessão de Carta de Feira à vila de Aguiar da Beira por D. Dinis, em 1308, é revelador da importância que este aglomerado assumia já na altura em termos de dinâmica económica. Após o século XVI, e durante toda a época moderna, o território actualmente compreendido pelo Concelho de Aguiar da Beira estava dividido entre os Concelhos de Aguiar, Carapito e Penaverde. Circunscrição que se haveria de manter até ao século XIX, altura em que a reforma administrativa levada a cabo pelo governo liberal dissolveu, em 1836, os Concelhos de Carapito e Penaverde, sendo o primeiro incorporado no Concelho de Aguiar da Beira, e tornando-se o segundo uma freguesia de Trancoso, vindo posteriormente (1840) a transitar para o Concelho de Aguiar. Também este último chegou, por um breve período, a perder a sua autonomia, a partir de 1896, altura em que se tornou freguesia do Concelho de Trancoso, vindo a readquirir o seu estatuto concelhio em 1898, agregando a si os antigos concelhos de Carapito e Penaverde.

No que a património histórico se refere existem elementos de destaque no Concelho de Aguiar da Beira. Para além das já mencionadas estruturas pré-históricas e castrejas é possível ao visitante contemplar património histórico e artístico de épocas posteriores, de não menor interesse e importância. A nível de arquitectura religiosa, é de destacar, na própria vila de Aguiar da Beira, a antiga Capela de Nossa Senhora do Castelo, ou de Nossa Senhora do Leite, edifício medieval, de fundações românicas (século XIII?), bem como a Igreja da Misericórdia, edifício do século XVIII, em estilo barroco.

Na freguesia de Forninhos, pode visitar-se a Capela de Nossa Senhora dos Verdes, seguindo também uma estética barroca, com decoração interior constituída por altar-mor e arco triunfal revestidos a talha dourada, sendo a cobertura do santuário totalmente preenchida por caixotões em talha representando santos, assim como cenas da vida de Cristo e da Virgem Maria. O imóvel beneficiou de protecção legal, sendo considerado de interesse público.

Para além destas já referidas, inúmeras outras capelas e igrejas podem ser visitadas em praticamente todas as freguesias do Concelho de Aguiar onde, além de apreciar a arquitectura, o observador pode desfrutar do espólio de arte sacra, como é o caso dos altares barrocos, em talha, ou vários exemplares escultóricos indo desde o gótico até à actualidade.

Também na arquitectura civil se encontram elementos de invulgar interesse por todo o concelho de Aguiar da Beira. Coroando a própria vila de Aguiar destacam-se as ruínas do castelo, estrutura inserida dentro do género dos castelos roqueiros, e cuja origem será provavelmente anterior à nacionalidade (séculos VII a XI), destinada talvez a funções de vigilância e posto avançado para a zona de defesa fronteiriça do vale do Mondego e Távora. Não muito longe das ruínas da fortificação, e na parte da vila conhecida por “Largo dos Monumentos”, encontra-se implantado o Pelourinho Manuelino (séc. XVI), a antiga Torre do Relógio , e a Fonte Ameada , sendo estas três estruturas um dos principais ex-libris da vila, e beneficiando cada uma delas de protecção legal, enquanto imóveis de interesse público. Também neste largo se encontram a Casa dos Magistrados (séc. XV) e o edifício dos antigos Paços do Concelho (séc. XVIII).

Para além de Aguiar, também na aldeia de Penaverde e Carapito se podem ver os pelourinhos (ambos de origem quinhentista), símbolos de estatuto e autonomia concelhias. O pelourinho de Penaverde apresenta-se muito delapidado, tendo perdido o escudo e esfera armilar que antes possuía. Quanto ao pelourinho de Carapito, este apresenta um remate em forma de gaiola relativamente bem conservado, sendo o mais elaborado e completo de todos os três. Por todo o concelho encontram-se vários exemplos de casas senhoriais (grande parte delas edificada por volta de finais do século XVII / XVIII), reflexo da prosperidade ou categoria nobiliárquica de alguns habitantes. Em muitas casas de aldeias do Concelho foram identificadas marcas cruciformes, que indiciam a permanência na região de comunidades de cristãos-novos, que através da exibição deste tipo de símbolos, pretendiam evitar qualquer suspeita de práticas judaízantes. Contudo, estas marcas cumpririam ao mesmo tempo funções de agregação (contribuindo para a coesão dos elementos de tais minorias), bem como de discriminação (de maneira a que todos os cristãos-velhos tivessem consciência de que tais indivíduos tinham sangue judaico), para além de actuarem como símbolos de protecção contra as forças do mal.

Finalmente, refira-se ainda a Ponte do Candal que atravessa o rio Coja, na freguesia de Coruche, ponte de origem medieval, talvez anterior à fundação da nacionalidade, e que apesar da simplicidade da estrutura, se oferece como exemplo da engenharia medieval.




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Concelho de Almeida
Roteiro todo Terreno

Pela estrela fortificada...

No recorte do horizonte, surge o encadeamento da muralha da fortaleza. O baluarte representa um símbolo sempre presente na memória das gentes de Portugal. Num concelho onde o planalto une o céu e a terra, partimos à descoberta da terra das gentes da raia numa alma grande até Almeida…
Desde cedo a situação estratégica de Almeida serviu de pano de fundo à fixação da população por entre todas as vicissitudes da história. O território do concelho reparte-se entre as planuras e as profundezas do vale do rio Côa. Os vestígios da ocupação humana perdem-se na pré-história. Contudo, a maior visibilidade de testemunhos marcam-se a partir de um facto incontornável: a localização estratégica do lugar. É inevitável fazer uma abordagem histórica do topónimo “Almeida” sem passarmos pelas referências muçulmanas. Para alguns historiadores, a palavra deriva do árabe “al meda” ou até “talameyda” que significava “mesa” numa clara alusão ao território planáltico do lugar. Para outros, a palavra deriva de “atmeidan” que significaria “campo” ou “lugar de corrida de cavalos” uma actividade tão comum por entre o povo árabe. Almeida foi sempre marcada por uma história de consolidação de territórios. Desde sempre foi ponto de contenda territorial mas a grande afirmação histórica tem início durante a Reconquista Cristã. O lugar deveria ter sido tomado aos mouros, pela primeira vez, por D. Fernando Magno de Castela em 1039. Sem dúvidas históricas foi a tomada de Almeida pelo rei D. Dinis em 1296 onde se incluem os territórios da margem direita do Côa. O território definido veio a ser confirmado pelo Tratado de Alcanizes tendo D. Manuel estabelecido o foral em 1510.A vila de Almeida está rodeada por um polígono defensivo de forma hexagonal de muralhas que constituem um raro exemplar da arquitectura militar. Da história da região ficam factos importantes que marcaram a individualidade do território e da nação de Portugal. Para trás ficou a crise dinástica de D. Fernando e as guerras da Restauração tendo D. João IV reforçado a sua defesa. Na terceira invasão francesa, Massena cercou a praça em 1810. Almeida aguentou com valentia mas a explosão de um paiol desmoralizou o governador da praça Costa e Almeida que acabou por entregar a vila. Em 1811 Wellington sitia e retoma a praça. Durante as lutas liberais, o conde de Bonfim revoltou-se contra o ministério cabralista e refugiou-se na vila com outros revoltosos entre os quais José Estêvão. O barão da Fonte Nova pôs-lhe cerco fazendo-os capitular em 1844 exilando-se Bonfim em Espanha. É esta história que vai estar patente ao longo do percurso dividido por dois trajectos onde vamos encontrar alguns recantos plenos de simbolismo. Não se esqueça de passar pelo Turismo, magnificamente instalado nas portas de S. Francisco, onde poderá recolher preciosa informação de locais a visitar: a si de descobrir. A primeira parte leva-nos às terras fronteiriças do concelho fazendo mesmo uma incursão em território espanhol. Na segunda parte, vamos descobrir um pouco do interior destas terras num trajecto que liga a aldeia histórica de Castelo Mendo a Almeida. Para o primeiro percurso, dirija-se à porta da muralha junto à Pousada de Almeida. Coloque aí os km a zero. O trajecto é simples e sem qualquer tipo de dificuldades em termos de acidentado do percurso. Logo a seguir à travessia da ponte romana, em Malpartida, vire à direita e prossiga pelo caminho principal. Quando chegar a Vale de Coelha, está quase a pisar território espanhol. É só atravessar a vau a ribeira de Toirões. Apesar de nunca levar muita água, tenha sempre cuidado… Pouco depois, vai entrar num estradão espanhol que convida a acelerar... Não caia em tentação até porque existe muito trânsito local. Já na parte final do percurso, vai circular por um caminho agrícola, asfaltado recentemente, onde mal cabe o carro... e que termina na bonita e antiga estação de caminhos de ferro de Vilar Formoso. Na segunda parte do percurso, estamos de volta a Almeida. Mas vamos primeiro até Castelo Mendo para uma visita a uma das aldeias históricas da Beira Interior. Também aqui a memória do passado é rica. Saímos de Vilar Formoso pela EN 16 em direcção à Guarda e depois de Castelo Bom, cuja visita também aconselhamos, e depois de passarmos o rio Côa, um pouco mais acima, encontramos o cruzamento que nos dá acesso à localidade. Castelo Mendo é uma vila antiga que espreita numa cintura de muralhas virada para o vale do rio Côa. Fundada por D. Sancho II em 1239, Castelo Mendo teria até passado para a coroa portuguesa, como dote da rainha Santa Isabel, em 1282. D. Manuel I renovou-lhe o foral em 1510. Depois de entrarmos, podemos apreciar alguns exemplos conservados de um casario quinhentista, o pelourinho manuelino de gaiola e colunelos junto do largo a igreja de S. Vicente. A rua principal leva-nos até ao alto de Castelo Mendo onde pontifica a velha igreja matriz de estilo românico. De destacar a antiga feira de Castelo Mendo provavelmente a primeira feira portuguesa a ter uma periodicidade decretada por lei régia. O percurso de regresso a Almeida não se reveste de qualquer tipo de dificuldade colocando-se os quilómetros a zero na saída das muralhas. Perto do final, e depois de atravessar a ponte sobre o rio Côa, suba até encontrar o asfalto. Para a sua esquerda fica a Quinta da Barca, que poderá visitar, para a direita segue em direcção a Almeida. Não os deixamos sem antes lhe recomendar bons pratos… Da gastronomia de Almeida destacam-se os pratos de caça, o arroz de lebre ou de coelho bravo, o cabrito assado ou a prova de alguns enchidos tradicionais. Para o final, arroz doce, requeijão e doce de abóbora, bola doce, tigelada e, claro está, uma famosa ginjinha…

 
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Concelho de Belmonte
PEDRO ÁLVARES CABRAL DESCOBRIU O BRASIL EM 1500
Nasceu em Belmonte, por 1467-1468. Filho de Fernão Cabral, alcaide-mor de Belmonte.

 

PATRIMÓNIO TURÍSTICO

CASTELO DE BELMONTE
BELMONTE
Construção militar dos séc. XII/XIII. Em 1466 foi doado a Fernão Cabral, a título hereditário, por D. Afonso V. Passou de castelo fortificado a residência senhorial. Foi residência da família Cabral até finais do século XVII, tendo sido abandonado devido a um violento incêndio. Sofreu várias remodelações. Hoje possui um anfiteatro ao ar livre. Encontra-se aqui o posto de turismo e uma loja do IPPAR.


PELOURINHO
BELMONTE
Simbolo medieval de poder municipal, era junto dele que era aplicada a justiça e anunciadas publicamente as posturas municipais e as directrizes de poder central. Representa uma prensa de azeite. Destruído no século XIX, foi reconstruído nos anos 80.

IGREJA MATRIZ
BELMONTE
Construção recente dos anos 40, alberga a imagem quatrocentista de Nossa Senhora da Esperança, que segundo a tradição acompanhou Pedro Álvares Cabral na viagem da descoberta do Brasil.



SOLAR DOS CABRAIS
BELMONTE
Segunda residência da família Cabral, foi construído no século XVIII, para substituir o Paço do Castelo que havia sido afectado por um incêndio no século XVII. O brasão é do século XIX.


TULHA
BELMONTE
Edificio do século XVIII. Destinava-se ao armazenamento das rendas da família Cabral. Actualmente, encontra-se aqui instalado o Ecomuseu do Zêzere, uma estrutura que aborda o rio Zêzere numa perspectiva do seu património natural e cultural, privilegiando os aspectos ligados à fauna, flora, uso do solo e povoamento.


CAPELAS DE STO ANTÓNIO E DO CALVÁRIO
BELMONTE
Conjunto formado por dois pequenos edifícios. Ainda há dúvidas , mas tudo indica que a Capela de Sto António é a mais antiga (séc. XI/XVII).Nesta capela encontra-se um brasão com as armas das famílias Queiroz, Gouveia e Cabral. A Capela do Calvário será já uma construção do século XIX.

IGREJA DE SÃO TIAGO
BELMONTE
Templo românico do século XIII, foi sofrendo alterações. No século XIV é construída a Capela de Nossa Senhora da Piedade, formando um interessante conjunto gótico. Em finais do século XV é-lhe anexado o Panteão dos Cabrais, restaurado no século XVII, onde hoje estão depositadas as cinzas de Pedro Álvares Cabral. No século XVIII, a sua fachada é remodelada e a torre sineira erigida.



SINAGOGA | BELMONTE
Templo da comunidade judaica em Belmonte.


JANELA MANUELINA DA CASA DA Câmara | CARIA

CASA DA RODA DOS EXPOSTOS | CARIA

CAPELA DE SANTO ANTÓNIO | CARIA

IGREJA MATRIZ | CARIA

RETÁBULO E TRONO DO ALTAR-MOR DA IGREJA MATRIZ | CARIA

TORRE DE CENTUM-CELLAS | COLMEAL DA TORRE

IGREJA MATRIZ | COLMEAL DA TORRE

ALTAR DA IGREJA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA | COLMEAL DA TORRE

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA ESTRELA | INGUIAS


ALTAR DA IGREJA DE SÃO SILVESTRE | INGUIAS

CAPELA DO ESPÍRITO SANTO | MAÇAINHAS

IGREJA MATRIZ | MAÇAINHAS

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Concelho de Carregal do Sal

Carregal do Sal caracteriza-se como um Concelho rico em termos culturais. Disso são prova os Solares e Casas Solarengas dos séculos XVII -XVIII, as lagaretas e Túmulos rupestres espalhados por várias localidades e as alminhas que são, igualmente, prova inequívoca de um passado histórico que a Câmara Municipal insiste em preservar.


PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO

A actual área geográfico-administrativa que integra o concelho de Carregal do Sal é, pela sua génese geomorfológica e orográfica, um espaço que viria a proporcionar excelentes condições naturais de fixação humana, já desde o período Pré-histórico, sendo, no presente, um facto comprovado pelo elevado e diversificado número de testemunhos arqueológicos inventariados atribuíveis aos Períodos Neolítico, Calcolítico e Idade do Bronze, passando pelos vestígios de ocupação romana, até à Idade Média.

Para além destes, outros vestígios de natureza arquitectónica conferem ao Concelho de Carregal do Sal um estatuto privilegiado no que à cultura diz respeito. Anote-se a existência de monumentos de interesse nacional e que foram classificados como tal pelo Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico dos quais se destaca o Dólmen da Orca em Fiais da Telha e o túmulo de Fernão Gomes de Góis na Igreja Matriz de Oliveira do Conde que atesta, entre outros, a passagem de ilustres figuras da história nacional por este Concelho.

Mas não é só de passagens de tempos longínquos que é feita a cultura do Município. A Câmara Municipal tem-se preocupado com a edificação de espaços (por exemplo, a Biblioteca Municipal inaugurada no dia 25 de Abril de 2000, o Complexo das Piscinas Municipais e mais recentemente o Museu Municipal) e com o apoio a colectividades que mantêm viva a cultura local.

De referir é, igualmente, aquele que constitui já um cartaz turístico da Região e do País - o Carnaval de Cabanas de Viriato - que sobrevive e se assume, a cada ano que passa, como um ex-libris cultural do Concelho. Ainda em Cabanas merece destaque a estátua do Cristo-Rei , bem no alto, de onde avista as casas em granito, os jardins em flor, as ruas calcetadas... E é também em Cabanas que voltamos atrás no tempo para recordar um feito notável perpetrado por um natural do Concelho - Aristides de Sousa Mendes, o Cônsul Português em Bordéus que, durante o holocausto nazi, passou inúmeros vistos salvando a vida a milhares de judeus. A casa onde viveu aquele que podemos apelidar de Óscar Schindler português vai ser recuperada para imortalizar o acto heróico deste cabanense ( o projecto já está concluído ) e ali passará a funcionar a Fundação Aristides de Sousa Mendes constituindo a justa homenagem a quem arriscou a própria vida por um ideal tão nobre.

E a oferta cultural do concelho não se fica por aqui. Não podemos esquecer as romarias e festas tradicionais que, sendo , na sua maioria, religiosas, mantêm características inéditas. Neste âmbito incluem-se as tradicionais Festas do Concelho onde se revivem tradições com a prática de jogos como a subida ao pau ensebado ou a quebra de panelas .


Em termos religiosos destacam-se outras realizações: a Festa da Senhora dos Milagres que se realiza a 15 de Agosto nas Laceiras e que traz ao Concelho um sem número de emigrantes de outras paragens e a Festa de Santo António, em Fiais da Telha, que ainda inclui o desfile em corrida de rebanhos de ovelhas enfeitadas e que só termina quando cada rebanho circunda, por completo, a Igreja desenhando um círculo.


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Concelho de Castelo Branco
ROTEIRO

A cidade desenvolve-se na encosta nascente de uma pequena elevação, que se ergue duma vasta região planáltica. Assim a descreveu Alexandre Herculano em 1851: "Beira Baixa olhando em volta parece um plano onde se eleva ao centro o monte de Castelo Branco em cuja encosta oriental alveja a cidade".Este sítio conferiu a Castelo Branco todas as características de um aglomerado de fortaleza e condicionou, durante séculos, os destinos e as funções da cidade. Da antiga função defensiva é testemunha o Castelo, erguido em boa posição estratégica e donde se avista, em dias de céu claro, todo o curso superior do Tejo até à zona raiana.
Comece a visita pelo Castelo, hoje resultado de sucessivas intervenções. A Igreja de Sta. Maria do Castelo é um templo de fundação românica que conserva, no seu interior despido, a lápide funerária do poeta do Cancioneiro Geral, João Roiz de Castelo Branco. Desça em direcção à Praça Velha, centro do burgo até ao séc.XIX. Aí se encontravam a antiga Casa da Câmara, o Celeiro da Ordem de Cristo, o Pelourinho (entretanto destruído) e o primeiro Paço do Bispo da Guarda, que a toponímia guardou na memória- Rua do Arco do Bispo.
Siga agora em direcção à Sé, pela rua de S. Sebastião, com as suas casas apalaçadas, de meados do séc.XIX, num ecletismo próprio da época. A Igreja de S. Miguel, hoje Sé Concatedral, começou por ser uma estrutura gótica muito modificada no séc.XVII. Com a elevação de Castelo Branco a cidade, em 1771 e com a criação do respectivo bispado, passou a ser um dos edifícios mais representativos dos creres e viveres da comunidade. O interior transmite-nos todas as estéticas artísticas dos finais do séc.XVI ao séc.XIX, da imaginária à pintura, passando pela talha, mobiliário, alfaias e paramentos. Na sacristia, a que se acede por uma porta encimada com as armas episcopais do segundo bispo de Castelo Branco, notável trabalho de cantaria regional, existe um interessante museu de arte sacra.
Dirija-se agora ao Jardim do Paço, passando pelo belo Cruzeiro quinhentista de S. João. O antigo paço, construção dos finais do séc.XVI, foi mandado edificar como residência Inverno por D. Nuno de Noronha, bispo da Guarda. D. João de Mendonça funda os Jardins anexos ao paço, sob evocação de S. João Batista, em 1725. D.Vicente Ferrer da Rocha, 2º Bispo de Castelo Branco, acrescentou e embelezou, o jardim em 1782. Entre alamedas de buxo, encontram-se várias estátuas de granito (trabalhos muito prováveis de cantaria local). As quatro partes do Mundo então conhecido (Europa, Ásia, África e Índia), os signos do Zodíaco, a ciclicidade das estações e dos meses do ano, o ar e o fogo pilares do Universo na concepção grega, os Novíssimos do Homem (Morte, Juízo, Inferno e Paraíso), as Virtudes Teologais (Fé, Esperança e Caridade) e as Virtudes Morais (Fortaleza, Justiça, Prudência e Temperança), tudo se funde, lembrando, a efemeridade da vida e o carácter contemplativo do jardim. O grande lago, encimado pela cascata, que é rematada com as representações de Moisés, de Sta. Ana e da Samaritana, recorda-nos a presença na construção de um outro elemento do Universo: a água. Dessa plataforma acede-se a outra situada num plano inferior, ladeada pelas escadarias dos Apóstolos, com toda a simbólica de vida ou de morte, e dos Reis, de D Afonso Henriques a D. José.

 

PATRIMÓNIO

PAÇO EPISCOPAL (Museu Tavares Proença Júnior)-M.N.
Foi mandado construir pelo Bispo da Guarda, D. Nuno de Noronha, entre 1596 e 1598, como no-lo atesta uma inscrição que "encima" o portal da entrada no pátio. Não se conhecem outras notícias concretas de obras que o mesmo edifício sofreu, à excepção de uma profunda intervenção, já no século XVIII, levada a cabo pelo Bispo da Guarda D. João de Mendonça. A partir de 1771, depois de Castelo Branco ter sido erigida em sede de Bispado, o mesmo edifício foi adoptado como paço de residência dos Bispos de Castelo Branco (como o tinha sido para os da Guarda). Durante o reinado eclesiástico de D. Vicente Ferrer da Rocha (1782-1814), procedeu-se a grandes transformações, nomeadamente no interior e na reconstrução do peristilo que se situa na banda norte. A partir de 1831, após a Diocese Albicastrense ter ficado "sede vacante", instalaram-se no edifício vários serviços públicos que muito contribuíram para a danificação do imóvel. No século XX, de 1911, até 1946, serviu de Liceu Central (que ainda tomaria o nome de Nun'Álvares, por proposta do Dr. Augusto Sousa Tavares); também aí funcionou a Escola Normal e a Escola Comercial; abriu as portas como Museu F. Tavares Proença Júnior em 1971 e assim se mantém. O edifício do Paço Episcopal é de ponta rectangular, formado por dois corpos alinhados em ângulo recto, com ressalto no ângulo norte, formado pelo peristilo. A fachada principal é virada a norte, ínsitas nela vêem-se dez janelas de sacada de lintel recto rematadas por frontão curvilíneo, oito janelas de frontão recto e moldura simples. O acesso ao peristilo é feito por uma escadaria, de dois lanços, de 22 degraus de cantaria. O alpendre é sustentado por sete colunas jónicas unidas pelas pela balaustrada. O telhado é de cinco águas.

LARGO E CRUZEIRO DE S. JOÃO - M.N., Avista-se deste largo um magnífico cruzeiro de estilo manuelino, que constitui um belo exemplar de trabalho no granito da região. Assente numa base octogonal decorada com elementos vegetalistas, tem um fuste espiralado onde assenta um anel, decorado com uma corda e plantas estilizadas que serve de base à cruz, a qual por sua vez ostenta Cristo crucificado.

PALÁCIO DOS VISCONDES DE PORTALEGRE - I.I.P.
No extremo da antiga Devesa, ergue-se o Solar dos Viscondes de Portalegre desde 1743 (propriedade da família Coutinho Refoios). É um edifício de marcas acentuadamente renascentistas. A sua fachada apresenta uma disposição simétrica no que concerne aos elementos arquitectónicos. Neste conjunto destaca-se, as janelas de sacada, pela harmonia e beleza visual. É desde finais do século XIX sede do Governo Civil do Distrito de Castelo Branco. No seu interior, além de um quadro a óleo de um dos proprietários, deve visitar-se a sala da música.

ERMIDA DE NOSSA SENHORA DE MÉRCOLES - I.P.P.
A Ermida de Nossa Senhora de Mércoles está situada nos arredores da cidade de Castelo Branco. Não se sabe quem a construiu, mas a tradição atribuiu a sua edificação aos freires da Ordem do Templo. Embora haja autores que sustentam a existência de um Templo do período Romano. O portal da entrada e dois portais laterais são ogivais. O pavimento da capela está em plano inferior ao do terreno, sendo, por isso, necessário cinco degraus para se descer, também há vestígios de frescos no interior. É constituída por uma só nave e uma capela absidal. Sofreu obras de relevo nos séculos XVII, XVIII e XIX.

 
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Distrito de Viseu
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ALMEIDA MORTÁGUA SERTÃ
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CASTELO BRANCO OLIVEIRA HOSPITAL TOMAR
CASTRO DAIRE OLIVEIRA DE FRADES TONDELA
CELORICO DA BEIRA PAMPILHOSA SERRA TORRES NOVAS
COVILHÃ PENALVA DO CASTELO TRANCOSO
FIGUEIRA C. RODRIGO PENAMACOR VILA DE REI
FORNOS ALGODRES PENEDONO VILA NOVA DE PAIVA
FUNDÃO PINHEL VILA VELHA RÓDÃO
GOUVEIA PROENÇA-A-NOVA VISEU
GUARDA SABUGAL VOUZELA
IDANHA-A-NOVA SANTA COMBA DÃO  
MAÇÃO SÃO PEDRO DO SUL  
MANGUALDE SARDOAL  
MANTEIGAS SÁTÃO  
MEDA SEIA  
     
Concelho de Castro Daire
Caracterização

A Vila de Castro Daire, freguesia e sede de concelho, é composta por aldeias limítrofes numa área dos cerca de 32,9 quilómetros quadrados: Arinho, Baltar, Braços, Custilhão, Farejinhas, Fareja, Folgosa, Lamelas, Mortolgos, Mosteiro, Santa Margarida, Vale de Matos e Vila Pouca, contendo 4578 habitantes.
Geograficamente encontra-se situada num cume de um monte, o seu topónimo tem origem num antigo castro que se encontrava na parte mais alta deste lugar.
Sabe-se que aqui habitaram romanos devido ao aparecimento de documentos epigráficos. Havia várias pontes romanas, entre elas, a Ponte Pedrinha, demolida em 1877 construindo-se a que ainda hoje possui a mesma designação e onde se encontrou uma lápide podendo data-la da altura do imperador Caio Júlio César.
Está historicamente comprovado que Castro Daire fez parte do padroado real e posteriormente à Casa do Infantado.
Castro Daire foi dominado pelo julgado da Terra de Moção, cabeça de concelho do mesmo nome com foral antigo, crê-se de D. Afonso III e foral novo no século XVI. Teve carta de foro por D. Afonso Henriques e carta de privilégios dada por D. Dinis. D. Manuel concedeu-lhe foral novo em Lisboa a 14 de Março de 1514.
No que concerne ao património arquitectónico edificado na freguesia evidenciam-se insígnias de um passado aristocrático, nomeadamente, a casa dos Fidalgos da Cerca, do século XVIII, que é referenciada por Camilo no “Amor de Perdição”, e a Casa brasonada dos Aguilares.

Actividades económicas
Agricultura e pecuária
Transformação de madeira
Hotelaria
Serralharias de alumínio
Fábrica de têxteis
Panificação
Construção civil
Comércio
Serviços

Feiras: Bimensal (2ª Segunda-Feira de cada mês e Segunda -Feira a seguir ao 4º Domingo)

Orago: S. Pedro

Festas e romarias
S. Antão – Vila Pouca (Junho)
S. João – Fareja (24 Junho)
S. Pedro - Castro Daire (29 Junho)
Sra da Guia – Vale de Matos
Nossa Senhora do Presépio – Mosteiro (Julho)
S. Tiago – Baltar (Julho)
S. Geraldo – Folgosa (Agosto)
Nossa Sra. da Soledade – Castro Daire (15 de Agosto)
Sr. Dos Aflitos – Santa Margarida (Agosto)
S. Martinho – Farejinhas (Agosto)
Nossa Sra dos Remédios – Lamelas (Setembro)

Património cultural e edificado
Igreja matriz
Capela das Carrancas
Chafariz
Capela de Mártir de S. Sebastião
Capela de Irmandade dos Passos
Capela Nossa Sra da Lapa
Capela do Desterro
Capela da Nossa Sra da Soledade
Palácio da Justiça

Locais turísticos
Museu Municipal
Casa da Cerca
Casa dos Aguilares
Praia Fluvial de Folgosa
Pombeira (Lamelas)
Calvário

Gastronomia
Cabrito assado
Truta do Paiva
Pão-de-ló
Bolo-podre

Artesanato
Cestaria (Lamelas)
Tamancaria (Baltar e Vila Pouca)

 
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Distrito da Guarda
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Concelho de Celorico da Beira
» Património Natural Penha de Prados - 1134m de altitude
» Serra de Linhares da Beira - 900m de altitude
» Castro de Monte Verão - Vale de Azares (1100m de altitude)
» Pedra sobreposta - Rapa / Prados (1000m altitude)
» Barroco d 'El Rei - Celorico da Beira
» Barragem de Salgueirais
» Praias Fluviais - da Mesquitela, de Vale de Azares, de Vila Boa do Mondego e Praia dos Doutores
» Solar dos Corte-Real - Linhares
» Necrópole de S. Gens - Fornotelheiro
» Forca de Fornotelheiro
 

Roteiro Turístico do Concelho de Celorico da Beira
Itinerários

Visita ao Centro Histórico de Celorico da Beira
Igreja da Misericórdia, Solares brasonados, Janelas Manuelinas, Igreja de Santa Maria ( Igreja Matriz ), Solar do Queijo Serra da Estrela, Torre do Relógio, Castelo, Igreja de São Pedro

Visita à Aldeia do Fornotelheiro
Igreja Matriz, Forca, Necrópole de S. Gens

Visita à Aldeia de Açores
Igreja Matriz, Pelourinho

Visita a Linhares da Beira (Aldeia Histórica)
Calçada Romana, Igreja da Misericórdia, Casa Fortaleza, Palácio e Solares brasonados, Janelas Manuelinas, Casa da Câmara, Pelourinho, Fórum, Casa do Judeu, Igreja Matriz, Castelo

PATRIMÓNIO

Situado no sopé da Serra da Estrela e atravessado pelo Rio Mondego, o Concelho de Celorico da Beira oferece a quem o visita todos os encantos da paisagem de montanha, possuindo um vasto património de grande beleza, quer ao nível paisagístico, quer monumental e artístico.

Percorrer esta região, é verdadeiramente partir à descoberta de Portugal nas suas mais belas vertentes da história, da arte, das paisagens e das gentes, pois em cada lugar, em cada aldeia, existem marcas de outros tempos dignas de serem admiradas: imponentes solares com as suas belíssimas pedras de armas, lindas igrejas e capelas, pelourinhos, cruzeiros, pontes e vias romanas.

A testemunhar a ancestralidade de Celorico da Beira, está não só um vasto património histórico-arquitectónico, monumentos civis, religiosos e militares de várias épocas, mas também um vasto leque de usos, costumes e tradições.

Uma visita por estas paragens pode revelar-se como uma contínua descoberta de séculos e séculos de história, num ambiente de paisagem de montanha onde o granito é rei, recortada por ribeiros e levadas de água cristalina.

Castelo de Celorico da Beira

Celorico da Beira tem como ex-libris o seu imponente Castelo, estrategicamente colocado, e do qual se pode admirar uma extensa paisagem de rara beleza.

Fundado pelos Capitães romanos Nigro, Servio e Junio no tempo do Imperador Augusto César, situa-se a cerca de 800m de altitude.

Toda a defesa de Portugal perante as invasões castelhanas esteve ligada a este castelo. Foi restaurado no tempo de D. Dinis, e mais tarde em 1940 foi dada à torre a sua primitiva feição repondo-lhe as ameias, soalhando os andares e alteando a muralha.

Por mais de uma vez, esta fortaleza esteve debaixo de cerco, não faltando sequer a lenda, hoje imortalizada pelo brasão de armas de Celorico na qual é revelada a astúcia a fidelidade das gentes de Celorico para com o seu monarca.

Museu do Agricultor e do Queijo

Em homenagem ao pastor/agricultor, a Autarquia recuperou um antigo edifício, situado numa das entradas da vila…, para aí instalar o Museu do Agricultor e do Queijo.

Este museu insere-se numa óptica de valorização deste produto, que tem subjacente uma “rota” do Queijo Serra da Estrela.

O Museu pretende transmitir a esta geração e vindouras, a diversidade, a riqueza e o carácter multifacetado da cultura da nossa região, conseguida com muito esforço, sofrimento e muitas vezes até fome. Daí o podermos afirmá-lo com orgulho, uma vez que corresponde ao que de melhor estas gentes foram construindo, nas condições particulares difíceis, a que uma situação da interioridade obriga. Através do Museu do Agricultor e do Queijo, queremos manter vivas as nossas tradições, através de um espaço vivo, mostrando e demonstrando como as pessoas viviam e produziam alguns dos nossos produtos agrícolas e, nomeadamente o nosso famoso “Queijo Serra da Estrela”. Pelo que, uma das actividades, integradas no âmbito do percurso deste museu, seja a de mostrar a arte milenar de produzir o queijo artesanal.

Convidamo-lo assim, a visitar este Museu. Esta visita fá-lo-á a acompanhar o percurso por esta História de gente simples, de ontem e de hoje, que trabalham arduamente a terra e, sabiamente, retiram da ovelha o leite, com que produzem aquele que é considerado o queijo “Melhor do Mundo”.

É este “savoir-faire” que queremos preservar e dar a conhecer, como forma de mantermos a nossa própria identidade.

Poderá consultar ainda no Museu do Agricultor e do Queijo o “Caderno de Legislação referente ao Queijo Serra da Estrela” e também “Literatura sobre Queijo e Pastorícia"

 



(Veja Mais em Câmara Municipal de Celorico da Beira)

 
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Distrito de Castelo Branco
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Concelho de Covilhã
PISTAS DE ESQUI


O ponto mais alto da Serra da Estrela - a Torre -oferece condições para os amantes de desportos de Inverno, cada vez há mais gente nas pistas de esqui, nos trenós ou nas pranchas de snow-board.

Contactos:
Turistrela
Edifício CTT, 3º, Centro Cívico
Apartado 332
6200-073 Covilhã
Telef: 275 334 933
Fax: 275 325 400
Site: www.turistrela.pt

 


PARQUE NATURAL


Conta o povo que o nome Serra da Estrela foi dado em tempos que já lá vão por um pastor que vivia em parte incerta no Vale do Mondego. Passava as noites a contemplar uma estrela que brilhava tanto que iluminava o cimo de uma serra próxima. Até que se decidiu e foi ao encontro daquela luz cintilante que o atraía tanto, na companhia do seu fiel cão. Depois de muitos dias de subida chegaram ao cume. Impressionado com a luminosidade da estrela, disse para o seu cão: "a este lugar que parece favorito dos astros vou chamar Serra da Estrela e a ti que me acompanhaste vou dar-te o mesmo nome."

O maciço rochoso da Serra da Estrela corresponde à maior Serra portuguesa, situando-se aqui o ponto mais elevado de Portugal continental- Torre -a 1993 metros. Este maciço rochoso constitui o Parque Natural da Serra da Estrela, criado em Julho de 1976, abrangendo vários concelhos. No maior maciço da cordilheira central aparece um vasto planalto, rasgado por vales onde correm os rios que aqui nascem, o Mondego, o Zêzere e o Alva.

Vales em U, covões e lagoas de origem glaciária são as marcas que toda esta zona sofreu com a intensa acção dos gelos durante a era quaternária.

De tudo podemos ver nesta grande serra, desde casais isolados entre as pastagens e os campos de centeio, a povoações, como Loriga e Alvoca, alcandoradas em espigões rochosos, a campos férteis de milho e vinha, a locais onde só a giesta cresce.

O povoamento da Serra fez-se desde a Idade Média a partir da base. Mas encontram-se vestígios de outros tempos. Os romanos construíram uma via que ligava Mérida a Braga; Os árabes deixaram sistemas de rega e a cultura das árvores de fruto e os visigodos deixaram a organização do espaço rural através do "Código Visigótico".

Hoje, pratica-se em toda a Serra uma economia de montanha centrada na agricultura, pastorícia e fabrico do queijo da Serra. O turismo constitui um importante recurso, visto as encostas da Serra atraírem os aficcionados da prática do esqui, no Inverno, e os apreciadores da Natureza, no Verão.


Á rea: 101 060 hectares;
Concelhos: Covilhã, Celorico da Beira, Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia;
Fauna: A sua fauna é diversificada sendo a espécie mais emblemática, o urso, já extinto. O lobo, por seu lado, só aparece muito esporadicamente. A rara lagartixa da montanha encontra aqui o seu lugar favorito, não se encontrando vestígios desta espécie em nenhum outro local de Portugal. A lontra, a geneta, o texugo, gatos-bravos e toupeiras de água são outras espécies que se podem aqui encontrar;
Flora: A flora é também muito diversificada. Pode ver-se por cá o carvalho-negral, a azinheira, o sobreiro, o medronheiro, o pinheiro manso e bravo, a giesta, as orquídeas, o zimbro, a madressilva-das-boticas, entre muitas outras espécies.

PENHAS DA SAÚDE

As Penhas da Saúde são uma estância de turismo e de férias a 1500 metros de altitude, óptima para repouso pois proporciona ar puro e clima saudável.


LANÇADO ÚNICO ALDEAMENTO DE MONTANHA DO PAÍS
Despertar o gigante adormecido da Serra da Estrela é o objectivo. A tão esperada recuperação urbanística das Penhas da Saúde é uma realidade com obra visível. O primeiro aldeamento de montanha de Portugal estará pronto dentro de dez anos e será capaz de fazer parte das rotas de turismo de montanha da Península Ibérica.
Considerado um dos projectos "mais arrojados" da Câmara Municipal da Covilhã, representa um investimento global de cerca de sete milhões e meio de Euros, financiados pelo III Quadro Comunitário de Apoio, Estado, autarquia e empresas privadas e que implica a recuperação faseada em várias zonas das Penhas.

UMA VILA DE MONTANHA
Para esta área da Estrela está prevista a construção de uma vila de montanha, semelhante a algumas existentes na Europa, com cerca de 500 habitações e zonas de comércio que serão apoiadas por diversos equipamentos sociais, culturais e desportivos. Este é um benefício para o País, que poderá concorrer com os mais importantes aldeamentos turísticos de montanha da Europa. Uma área de projecção nacional e internacional, com que Portugal possa concorrer em termos de turismo de montanha com outras da Europa, nas cidades dos maciços mais conhecidos, como os Alpes ou os Pirinéus.
A autarquia ambiciona ainda a criação de um Pavilhão de Gelo, uma zona multiusos para desportos e festividades e a construção de um posto da GNR.

ESTÂNCIA DE TURISMO
Ao longo dos anos foram várias as edificações naquela zona. A beleza natural deu lugar a construções desordenadas que contribuíram para um impacto paisagístico desadequado. Agora a autarquia quer pôr termo a esta situação e requalificar globalmente uma área a 1500 metros de altitude, inserida no Parque Natural da Serra da Estrela.
Esta intervenção demonstra que a autarquia passou das intenções à prática.


 
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Distrito da Guarda
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Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo


O Concelho encerra potencialidades turísticas variadas, que vão desde a beleza paisagística a valores históricos, arqueológicos e arquitectónicos, desde a diversidade artesanal e gastronómica a festas e romarias bem características, passando por capacidades piscícolas e cinegéticas.
Quem visitar a nossa região, não pode deixar de ficar agradavelmente impressionado, principalmente na primavera, ao contemplar o belo panorama que nele se desfruta. Os vales profundos dos rios Águeda e Côa, o Douro internacional e o seu cais fluvial, a serra da Marofa que oferece magnificas vistas, constituem, não raras vezes, a motivação para a deslocação dos visitantes, mobilizados pelo deslumbramento de uma paisagem única, onde a existência de miradouros, quer naturais quer construídos, lhes proporciona um quadro de grande qualidade e rara beleza.
Nos meses de Fevereiro e Março, as amendoeiras em flor, oferecem aos nossos olhos uma beleza de estonteante cromatismo.
Os produtos regionais de excepcional qualidade e a riqueza da cozinha tradicional, são mais um factor a cativar os visitantes. Descubra e faça descobrir este concelho pleno de História, encanto e magia.

Património

Algodres

Igreja Matriz, com original Capela do Sagrado Coração de Jesus
Fonte do Cabeço
Capela românica Capela do Senhor dos Aflitos, com imagem de Cristo, em estilo barroco

Almofala

Ruínas do Templo romano (Torre das Águias)
Santo André, Miradouro natural com vista espectacular das arribas do Águeda
Cruzeiro Roquilho, do séc. XVI
Cruzeiro histórico no Adro da Igreja
Igreja Matriz

Castelo Rodrigo

Muralhas
Ruínas do Palácio Cristovão de Moura
Igreja Matriz
Cisterna com porta de arco em ferradura e outra de arco quebrado
Pelourinho do séc. XVII
Chafariz da Casqueira, histórico
Convento Santa Maria de Aguiar, do séc. XII
Janelas Manuelinas
Fonte da Vila
Miradouro natural da Serra da Marofa

Cinco Vilas

Igreja Matriz
Capela de S. Julião
Capela de N.ª S.ª do Pranto

Colmeal

Ruínas do Solar de Pedro Alvares Cabral
Capela de N.ª Sr.ª de Monforte (Quinta do Ruivo)
Ruínas do Castelo de Monforte
Igreja dos Luzelos

Escalhão

Igreja Matriz Teçto da sacristia com figuras policromadas
Ponte romana
Miradouro natural do Alto da Sapinha
Cruzeiro histórico
Barca D’ Alva

Escarigo

Igreja Matriz, onde sobressai o tecto mudéjar da capela-mor
Portal renascença numa casa da povoação
Porta e janela manuelina, na antiga albergaria «alminhas» emolduradas com friso manuelino
Cruz de S. Alvim, de 1673

Figueira de Castelo Rodrigo

Igreja Matriz
Azulejos do átrio do edifício da Câmara Municipal
Capela da N.ª S.ª da Conceição e toda a sua envolvente
Capela de São Pedro e Capela N.ª S.ª das Neves
Chafariz dos pretos
Largos Serpa Pinto e Mateus de Castro

Freixeda do Torrão

Igreja Matriz com o primitivo portal românico
Altar seiscentista, em pedra trabalhada
Solar e torre dos Metelos (ruínas)

Mata de Lobos

Capela de Santa Marinha (ruínas), séc. XII /XIII
Igreja Matriz
Cruz de Pedro Jacques de Magalhães
Túmulos antropomórficos
Torre sineira, com linda vista circundante, do alto
Cruzeiro histórico

Penha de Águia

Igreja Matriz, do séc. XVII
Ruínas da primitiva Capela de Santa Marinha
Miradouro natural do cimo do penhasco que deu o nome à freguesia

Quintã de Pêro Martins

Igreja Matriz
Capela de São Sebastião
Lagar
Casas de arquitectura tradicional

Reigada

Igreja Matriz
Calvário
Torre do relógio

Vale de Afonsinho

Igreja Matriz
Tábuas quinhentistas, policromadas, na sacristia

Vermiosa

Igreja Matriz
Tecto da sacristia com pinturas do séc. XVIII
Ponte romana
« Casa do Juiz» com porta e janela quinhentistas
Cruzeiro histórico

Vilar de Amargo

Igreja Matriz
Capela da Misericórdia
Capela de S. Sebastião
Fonte romana

Vilar Torpim

Igreja Matriz
Capela Tumular
Torre do Relógio
Solar dos Saraivas, do séc. XVIII




 
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Distrito da Guarda
AGUIAR DA BEIRA MOIMENTA DA BEIRA SERNANCELHE
ALMEIDA MORTÁGUA SERTÃ
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CARREGAL DO SAL OLEIROS TAROUCA
CASTELO BRANCO OLIVEIRA HOSPITAL TOMAR
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CELORICO DA BEIRA PAMPILHOSA SERRA TORRES NOVAS
COVILHÃ PENALVA DO CASTELO TRANCOSO
FIGUEIRA C. RODRIGO PENAMACOR VILA DE REI
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FUNDÃO PINHEL VILA VELHA RÓDÃO
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Concelho de Fornos de Algodres
» Património Natural Vale da Ribeira de Linhares - Cadoiço.
» Vale do Rio Mondego
» Lagariça Medieval - Quinta da Alagoa. - Cortiçô.
» Ara votiva romana epigrafada (séc. III) - Furtado.
» Dólmen de Corga da Matança - tem nove esteios com câmara poligonal, com cerca de 4 metros de altura - data do neolítico (V milénio A.C.) -Matança.
» Calçada Romana, junto à ponte de origem medieval - Matança.
» Necrópole Medieval (séc. VII / VIII)- conjunto de 25 sepulturas, de planta rectangular, não antropomórficas, escavadas na rocha - Forcadas.
» Posto de Artesanato (Vinho do Dão, jeropiga, aguardente, enchidos) - Maceira.

Queijo Serra da Estrela

«O interesse regional e nacional justifica plenamente a promoção de acções que defendam o mais afamado de todos os queijos regionais - o Queijo Serra da Estrela - que, a par das suas características de qualidade, tem mantido há centenas de anos o cunho artesanal, donde pode integrar-se com inteira propriedade no vasto e rico património cultural do planalto beirão. A produção do queijo Serra da Estrela, embora já assuma importância relevante, poderá, no entanto, ser desenvolvida, quer no aspecto quantitativo, quer melhorando e defendendo a sua qualidade e genuinidade, explorando as condições potenciais existentes e promovendo a elevação do nível sócio-económico das populações da região.»

Decreto Regulamentar n.º 42 / 85 de 5 de Julho

O CONCELHO

Com mais de 5 mil anos de história, Fornos de Algodres preserva um importante património histórico-arqueológico, desde os vestígios monumentais e artísticos aos de carácter mais singelo, mas igualmente importantes, e que marcam a evolução da presença humana na região, desde a Pré-História à actualidade. Os Dólmens ou Antas são vestígios mais antigos da Pré-História do concelho. Tinham uma função essencialmente funerária e religiosa, reflectindo a práctica de culto dos mortos no seu interior, por vezes decorado com pinturas ou insculturas abstractas ou cenas da vida quotidiana.

O Dólmen de Corgas de Matança, a 2 km a norte do Furtado, é formado por uma câmara poligonal de 9 esteios, tendo cerca de 4m de altura, datando do Néolitico. A Este, na estrada que liga Algodres a Maceira está o Dólmen de Cortiçô, outro exemplo de arquitectura megalítica da região. Na povoação de Forcadas pode visitar-se uma necrópole medieval, situada entre a aldeia e a ribeira, sendo composta por 25 sepulturas escavadas na rocha.

Em direcção a Queiriz, na Fraga da Pena, encontrará um importante povoado pré-histórico da Idade do Bronze, que apresenta uma imponente estrutura defensiva. No seu interior foram encontrados objectos de uso quotidiano (cerâmicas, machados de pedra, pontas de flecha) e de carácter religioso e adorno (pendente de colar e idole).

Em Maceira, pode ser visto um troço de calçada romana que liga esta povoação à de Sobral Pichorro. Caminhando mais para Sul, é possível visitar o Castro de Santiago, outro povoado fortificado da pré-história, datando da Idade do Cobre. Para além da grande muralha são visíveis vestígios de cabanas que seriam construídas com ramagens.

Voltando à Idade Média, em Vila Ruiva, entre Fornos de Algodres e Gouveia é conhecida outra Necrópole Medieval formada por 22 sepulturas escavadas na rocha.

Em Fornos, junto à Capela de Nossa Senhora da Graça, preserva-se um troço de uma calçada romana pertencente à rede viária centrada na ligação de Mérida a Viseu, que passava por Idanha-a-Velha e Guarda.

Ainda do período Romano, são de visitar a lápide de Infías dedicada ao deus Mercúrio (incrustada na parede da Igreja local) e a Ara votiva epigrafada do século III, na Capela de S. Clemente, no Furtado.

Em Algodres, para além do busto do "Algodres", gravação em pedra traseira da capela-mor da Igreja Matriz e, que, segundo a tradição, seria o fundador da povoação, poderá observar o portal gótico da mesma Igreja, com padrões de medida gravados na coluna da esquerda, sendo igualmente interessante observar o pelourinho manuelino.

O património legado pelas sucessivas épocas e civilizações que ocuparam este território e que se manifesta não só ao nível da arqueologia (os castros, os monumentos megalíticos, as necrópoles rupestres), mas também em termos arquitectónicos e artísticos (os monumentos religiosos, os palacetes, os pelourinhos, as pontes romanas), e em termos culturais (as tradições, usos e costumes), é particularmente rico.

Entre aquilo que aqui não foi referido merecem a sua visita o Lagar de Azeite da Casa do Cabo / Museu Etnográfico em Cortiçô, e o Moinho de Vento em Maceira

 

 
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Distrito de Castelo Branco
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Concelho do Fundão

Repleto de contrastes, o Concelho do Fundão apresenta uma multiplicidade de eventos e atracções turísticas que, ao longo de todo o ano o convidam para viver mais intensamente e de forma mais garrida o que o Fundão tem para oferecer de melhor.

Aldeias Históricas e Aldeias do Xisto são um convite para se aventurar à descoberta e se perder na tranquilidade do campo, sempre bem acompanhado de uma oferta cultural diversificada.
Do universo poético da terra natal de Eugénio de Andrade à Moagem Cidade do Engenho e das Artes, pode ainda descobrir, ao seu ritmo, o Museu Arqueológico José Alves Monteiro proporcionando-lhe uma viagem ao passado milenar da região.

A gastronomia e os vinhos regionais proporcionarão aos, amantes da boa mesa, momentos plenos e inesquecíveis. Esparto, cestaria e linhos são alguns dos muitos produtos do artesanato local de alta qualidade da região que poderá descobrir por si e por último e, a não esquecer, vermelhas doces e sumarentas, as Cerejas…

Visitas Guiadas

Aldeia Histórica de Castelo Novo, Cidade do Fundão - Zona Antiga e Exposição Eugénio de Andrade.

Roteiros Turisticos:

Rota por Gardunha Viva
O percurso inicia-se na Aldeia Histórica de Castelo Novo, onde poderão usufruir de uma visita guiada à aldeia através do posto de turismo onde poderá visitar: Igreja Matriz, Capelas de Santo António, de São Brás, da Misericórdia e Santa Ana, Casa da Câmara, Casa da Família Falcão, Castelo e torre de Menagem, Pelourinho, Cruzeiro, Chafarizes da bica e da Praça, Ponte e Estradas Romanas, Lagariça e Lápide das Alminhas, Fontes de Cal e Paio Pires.
No final da visita poderá subir de carro à casa do guarda-florestal através de um caminho em terra e aí se deliciarem com a magnífica paisagem da Serra da Gardunha.
Regressando a Castelo Novo, pelo mesmo caminho, siga agora em direcção a Alpedrinha (Sintra da Beira) freguesia situada na encosta sul da Serra da Gardunha, onde terá hipótese de conhecer uma vila cheia de curiorisidades arqueológicas e relíquias artísticas que a tornam, no seu todo, um verdadeiro monumento.No seu valioso património destacamos: Igreja Matriz, Capelas da Misericórdia, do Leão, de S.Sebastião, de Santo António, do Menino Deus e do Espirito Santo, Casas de Câmara, da Comenda e da Senhora do Rosário, Palácio do Picadeiro, Pelourinho, Chafariz de D.João V, Calvário e Calçada Romana, e ainda vários Museus.
Siga agora para Alcongosta(capital da cereja), freguesia situada em plena Serra da Gardunha, que deve ser um dos maiores centros produtores de cestos de verga do nosso País. Esta actividade de cestaria é hoje, de certo modo, paralela à maior produção; da freguesia: a cereja. Aqui poderá ver ao vivo algum cesteiro a trabalhar a verga bem como o esparto. No final de Março princípio de Abril é a altura onde a paisagem se torna única com as cerejeiras em flor que pinta todo o vale de branco. Como património destacamos a Igreja Matriz, Capelas de Santa Bárbara, de São Sebastião e do Espírito Santo, caminho romano e casa brasonada.
Suba à Serra até à Casa do Guarda, com a bela alameda de castanheiros onde poderá descansar.No verão poderá deliciar-se com um mergulho na piscina bem como uma bebida fresca no bar do Parque de Merendas.Caso queira ter uma panorâmica maior da Serra siga o "estradão" (a pé ou de carro) para o posto de vigia, onde a vista pasma de espanto pelo dorso da Serra e pelas baixas imensas da Cova da Beira com a Serra da Estrela de Fundo.
Depois de voltar novamente a Alcongosta siga pela estrada em direcção à aldeia de Souto da Casa.É nesta saída da aldeia, antes de entrar na estrada de alcatrão, que poderá saborear a doçaria artesanal (Sabores da Gardunha) com cerca de 20 qualidades diferentes de doces.
Retomando a estrada irá atravessar o Vale do Alcambar onde se situa a maior plantação de cerejeiras que, em finais de Março e principio de Abril, pintam este vale de branco na altura das cerejeiras em flor.Um quadro digno de se ver.
Souto da Casa, freguesia implantada na encosta norte da Serra da Gardunha, possui histórias e tradições riquíssimas.É famoso pela cereja, outrora era a castanha o alimento base e sustento da maioria dos seus moradores. Daí serem ainda hoje conhecido como "as gentes da rama do castanheiro".
Aqui destacamos: Igreja Matriz, Capelas de São Gonçalo, de São Lourenço, de Santo António do Senhor da Sáude, do Senhor do Rosário, da Senhora da Gardunha, da Senhora do Bom Parto e da Senhora das Preces, Fonte do Meio, portadas da rua 5 de Outubro e museus que constituem o "Circuito Museológico de Souto da Casa", a azenha da Figueira com Parque de Lazer, azenhas e praia fluvial e ainda no coração da Serra, o sítio do Carvalhal com parque de merendas e onde se desenrolou a história do Carvalhal que ainda hoje leva a população, todas as quartas feiras de cinzas àquele local gritar " O Carvalhal é nosso".
Durante a viagem não se esqueça de provar a maravilhosa gastronomia da região.

Outras Rotas:

Rota dos Castros (1)
Rota dos Castros (2)
Aldeia Histórica de Castelo Novo
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Concelho do Gouveia

PATRIMÓNIO

Bairros de Gouveia


Gouveia caracteriza-se pela existência de bairros que ajudam a compreender a história e o passado da cidade. O mais emblemático e por muitos considerado o berço de Gouveia, é o Bairro do Castelo. O denso casario é entrecortado por ruas estreitas e tortuosas que conduzem à Igreja paroquial de S. Julião, edifício barroco de traçado simples, onde sobressai a torre sineira única. No interior encontram-se sete retábulos de talha que foram transladados da Igreja do Convento de S. Francisco. O Bairro da Biqueira situa-se na Rua da República. A Biqueira foi como que a “Alfama” de Gouveia, um bairro onde, no século XIV, residia a comunidade judaica. Ainda na freguesia de S. Pedro destacamos o Bairro do Toural e a sua Rua Direita, via sinuosa onde se situa a Fonte do Assento e a Igreja Matriz. No seu seguimento pode apreciar-se a Casa da Torre, com a sua janela manuelina classificada como monumento nacional em 1928 e o Museu Abel Manta. É igualmente de referir o Bairro do Outeiro. Este bairro é um aglomerado populacional cujo padroeiro é S. Miguel Arcanjo. Aí se encontra, com efeito, a capela de S. Miguel e o seu Cruzeiro de construção em granito.


Convento de S. Francisco

À saída de Gouveia, no meio de campos e rodeado de pequenos bosques, fica o Convento de S. Francisco (ou do Espírito Santo). Trata-se de um interessante imóvel privado que desperta a atenção do visitante pelo seu carácter místico. Embora não seja possível precisar a data da sua fundação, é de crer que esta tenha tido lugar no século XII. A actual estrutura remonta ao século XVIII. Sabe-se que em 1752 foram ali levadas a cabo importantes obras de restauro. Hoje, pode admirar-se a torre sineira, a frontaria da igreja com nicho e a imagem de S. Francisco, bem como a grandiosa e inesperada ala poente.


Gastronomia e Artesanato

Neste domínio a referência vai inevitavelmente para o Queijo da Serra, por muitos considerado o melhor queijo do Mundo. Mas há muito mais, porque a gastronomia do concelho é rica e saborosa. São também deliciosos o pão de centeio, a morcela, o chouriço, a farinheira, o cabrito assado, a alambicada de borrego, as feijocas “à pastor”, a sopa de moiros, a sopa de bacalhau, o caldo de castanha, o arroz de carqueja e as bôlas de carne. No âmbito das sobremesas, destacam-se o arroz doce confeccionado com leite de ovelha, o doce de castanha, o leite-creme, o doce de abóbora e os bolos doces. Acompanhar, não pode faltar o bom vinho da região. No que respeita ao artesanato merecem especial destaque os trabalhos de tecelagem manuais, as camisas e casacos de pastor, os chinelos e mantas de trapos, as botas cardadas, a olaria e tanoaria tradicionais.




(Veja Mais em Câmara Municipal do Gouveia)

 

 
 
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» Património Natural Miradouros: Mocho Real
» Albufeira do Caldeirão
» Rio Zêzere
» Parque Natural da Serra da Estrela
» Aldeias Serranas: Cubo, Prado, Chãos, Faia, Ramalhosa, Mizarela, Trinta, Valhelhas, Famalicão...
» Moinhos: aldeias de Pêro Soares e Vila Soeiro.


(in ADRUSE - Associação de Desenvolvimento Rural da Serra da Estrela)

Alameda de Santo André
Chafariz da Família Refoios Saraiva. Foi transferido da povoação da Vela para o largo de Sto. André, junto à entrada para o Sanatório. Trata-se de um magnífico exemplar barroco-rocócó.

A Judiaria
A Judiaria, é um dos recantos mais castiços da Guarda primitiva. Os edifícios são modestos. Apresentam uma feição rural. O comércio e o desenvolvimento agrícola modificam esse ruralismo, introduzindo a arquitectura pesada dos séculos XVI e XVII, com cornijas salientes, gárgulas de canhão, pátios vastos e salões amplos.
Este lugar, hoje composto pela rua do Amparo e anexas, estava completamente isolado do resto da cidade, pois o seu acesso só se podia fazer por duas ruas. Ali tinham os Judeus um mundo àparte. Comunicando com a Judiaria e a ela ligada, está o bairro do Poço do Gado, que foi até alguns anos atrás o bairro das meretrizes, também isolado da cidade.

Fonte: Monografia Artistica da Guarda, de Adriano Vasco Rodrigues

 

Janela Renascentista
A Janela da Rua Direita, é uma janela característicamente renascentista. Destaca-se do muro com uma moldura em meia cana, onde se desenvolvem caireis e no alto remata em elegante trilobado, encimado por esferas e argolas ao gosto florentino. Òobranceiro a este remate e desligado da moldura existe um quebra água no centro do qual se destaca uma cabeça de anjo. Dentro da moldura e em torno dum caixilho rectangular sobressaiem adornos em relevo de dois tipos, ou seja de fitaria e de zodaria. Os primeiros compreenderam motivos da flora e os segundos motivos do reino animal. Evidencia-se, também, o elemento de Candelieri, típico da arte renescantista italiana.
À direita e à esquerda, no sentido da altura, a moldura toma a forma ascendente, há um querubim, um diabo, duas cornocópias formando laço, dois golfinhos com as cabeças voltadas para baixo e as caudas enroladas em espiral. A parte superior é uma fina renda de elementos vegetais onde se inscrevem sob os trilobados, flores de liz estilizadas. Do lado direito do observador, em sentido descendente, há duas aves que se beijam, um elemento de Candelieri, um medalhão de guerreiro com elmo, um querubim, duas cornocópias e outros elementos vegetais.
No peitoril um medalhão com um perfil de guerreiro, com elmo e viseira levantada, ladeado por duas sereias aladas. Sant'Anna Dionísio considera esta figura como esfinges. Quanto a nós parecem-nos sereias: as cabeças são femininas; o corpo é de peixe e a cauda. O facto de se apresentarem com asas não significa que sejam esfinges.
Há muitas semelhanças entre esta janela e a portada da Capela dos Pinas, na Catedral. Quanto a nós são coevas as duas obras e deviam ter sido ideadas pelo mesmo artista. Infelizmente não temos nenhum documento que nos indique o nome do autor.

Solar de Alarcão
O edifício da família Alarcão próximo do Liceu é dos finais do séc. XVII, como se vê de uma inscrição existente na fachada da capela de referido solar (1686). Tem uma interessante galeria coberta e escadório de volutas no corrimão de pedra. No interior havia belos tectos artesoados. Ainda se conserva o do salão.


Fonte: Monografia Artistica da Guarda, de Adriano Vasco Rodrigues


Visite também
O Seminário e o Paço
Cerca ou Muralhas da Cidade
Igreja da Misericórdia
Torre de Menagem
Capela do Mileu
Museu da Guarda
Igreja de São Vicente
Portas da Cidade
Sé Catedral da Guarda

Veja Mais em Câmara Municipal de Guarda
 
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Concelho de Idanha-a-Velha

 

Aldeias Históricas

» Monsanto - "Aldeia mais Portuguesa de Portugal"

Património Natural e Construído
Monsanto é o resultado de uma fusão harmoniosa da natureza com a obra humana operada ao correr do tempo. O mimetismo entre a acção do homem e os acidentes geográficos deu origem a curiosas utilizações de grutas e penedos integralmente convertidos em peças de construção. Os penedos graníticos, enormes, estão de tal modo ligados às habitações, que tanto lhes servem de chão, como de paredes ou tectos.
Para além do próprio conjunto urbano e do castelo, Monsanto conserva variados exemplares de arquitectura militar e religiosa.
Dentro das muralhas existem duas capelas. Na Capela de Santiago podem ser apreciados um portal românico e, voltada a norte, uma arcada ogival. A Capela de Santa Maria do Castelo é rodeada por um cemitério em que sepulturas de formas antropomórficas foram escavadas na rocha.
A mais importante Capela de Monsanto é, no entanto, a Capela Românica de São Miguel (em estado de ruína). Situada entre o castelo e a torre de vigia medieval, designada de Torre do Peão, ela é indício de uma primitiva povoação - S. Miguel - e sobrepõe-se a um monumento que se supõe de culto a Marte e a outros deuses pagãos. É rodeada igualmente por sepulturas escavadas na rocha granítica (cemitério paleo-cristão).
Junto à porta da povoação, aberta na muralha no reinado de D. Manuel, encontra-se a Capela de Santo António, da mesma época, com um portal de quatro arquivoltas, ladeado por dois bastões ornamentados por flores de liz. Também apreciável é a abóbada da capela-mor, de estilo gótico.
Do outro lado da "vila", encostada ao arco da Porta de S. Sebastião,encontra-se a Capela do Espírito Santo, construída nos séculos XVl e XVIl.
No percurso entre estas duas capelas encontra-se ainda a lgreja da Misericórdia, de raíz Românica, e a lgreja Matriz ou de São Salvador, com fachada do século XVlll, no interior da qual jaz o seu fundador, num túmulo com a inscrição de 1630. Nos seus altares existem imagens de grande valor artístico, nomeadamente algumas esculpidas em granito.
Na base do monte, nos arredores da povoação, situa-se a Capela de S.Pedro de Vir-a-Corça (ou de Vila Corça, como também é designada), construída em granito, possivelmente do século XIll, em que se destaca uma rosácea.
Perto da lgreja da Misericórdia pode visitar-se a Torre do Relógio ou Torre de Lucano, construída no século XlV, torre sineira onde foi colocada uma réplica do Galo de Prata (troféu atribuído a Monsanto por ter conquistado o titulo de "a aldeia mais portuguesa de Portugal" num concurso lançado pelo SNl em 1938).

Quadro Histórico
Trata-se de um local muito antigo, com registo de presença humana desde o Paleolítico. A falta de trabalho aprofundado de carácter científico no campo da arqueologia faz com que certos períodos da pré e proto-história do lugar permaneçam envoltos numa certa obscuridade. De qualquer forma, vestígios arqueológicos dão conta de um castro lusitano e de villae e termas romanas no denominado campo de S. Lourenço, no sopé do monte.
Terra conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques, em 1165, foi doada à Ordem dos Templários que lhe edificaram o castelo, sob as ordens de D. Gualdim Pais. Em 1174 Monsanto recebeu foral do mesmo monarca, o qual foi confirmado por D. Sancho I, em 1190, que, ao mesmo tempo, a mandou repovoar e reedificar a fortaleza desmantelada nas lutas contra Leão; mais tarde, em 1217, D. Afonso II confirmou novamente o primeiro foral. A Ordem do Templo mandou reedificar a fortaleza e as muralhas em 1293. Com D. Dinis obteve, em 1308, Carta de Feira na ermida de S. Pedro de Vir-a-Corça.
O rei D.Manuel I outorgou-lhe novo foral e deu-lhe a categoria de vila no ano de 1510.
Em 1758 Monsanto era sede de concelho, privilégio que manteve até 1853. Daqui decorre a designação de "vila" ainda hoje atribuída pelos monsantinos à sede da freguesia.
Em meados do séc. XVII D. Luis de Haro, ministro de Filipe IV, tentou o cerco a Monsanto, sem sucesso. Mais tarde, no inicio do século XVIII,o Duque de Berwick põe também cerco a Monsanto. O exército português, comandado pelo Marquês de Minas, derrotou o invasor nos contrafortes da escarpada elevação.
Já no século XIX, o imponente castelo medieval de Monsanto foi parcialmente destruido pela explosão acidental do paiol de munições, numa noite de Natal, restando actualmente apenas duas torres, a do Peão e a de Menagem, para além das belíssimas ruínas da Capela de S.Miguel (séc. XII).


» Penha Garcia - "Maravilha da Natureza e do Homem"

Penha Garcia impressiona pela majestade da sua posição, no cimo das cristas quartzíticas da Serra com o mesmo nome. Antiga fortaleza, foi "couto de homiziados" até aos finais do século XVIII.
Das glórias passadas ainda se encontram o Castelo, a igreja matriz (com uma interessante figura da senhora do Leite, classificada como monumento nacional), o Pelourinho e as peças de canhão abandonadas desde o tempo das invasões francesas.
Por ruas estreitas e becos, por pequenos pátios e escadinhas e por entre casas de pedra pode subir-se ao Castelo de onde se avista o deslumbrante vale encaixado do rio Pônsul, com o seu famoso conjunto de antigos moinhos. Ambiente de grande exotismo, onde a Natureza caprichou, pondo a descoberto interessantes estruturas geomorfológicas e exemplares raros de fósseis – as bilobites. Lembre-as que ainda não vão longe os tempos em que se podiam observar os garimpeiros a procurar pepitas de ouro nas areias do rio.
Para os que gostam de emoções fortes, sugere-se um subida pelas escombreiras das encostas, até às Fragas mais elevadas, donde se pode disfrutar outro panorama inesquecível – com a barragem, o vale e as azenhas aos pés e, alcançando para Norte até à Serra de Malcata, para Este até à Serra da Gata (em Espanha), para Sul a planura interrompida pela imponente colina de Monsanto, e para Oeste até à Serra da Estrela.
A riqueza geológica (desde as formações quartzíticas às bilobites)m botânica (a Mata de Penha Garciam – Vale Feitoso), zoológica (geneta, veado, bufo-real, cegonha, etc.) e paisagísticas e os habitats que encerra, motivaram a classificação da área como biótopo – Biótopo da Serra de Penha Garcia.
Sublinhe-se, também, que Penha Garcia é uma das localidades onde antigos costumes continuam muito vivos. Para além de teares, existe um antigo forno comunitário para pão e, mediante encomenda, pode saborear-se um cabrito no forno ou um prato de grelos com enchidos caseiros. Periodicamente, organizações locais realizam uma semana etnográfica . "Penha Garcia Antiga", em que se recordam as artes e ofícios tradicionais e se procede à venda de produtos locais.


» Idanha-a-Velha - "Aldeia de Casario Granítico e Ambiente Pitoresco"
Idanha-a-Velha localiza-se a 15 Km da vila de Idanha-a-Nova (sede de concelho), a 12 Km da aldeia de Monsanto e a 31 Km das Termas de Monfortinho, localidade termal que faz fronteira com Espanha.
Conhecida pela sua beleza natural e pelos vestígios históricos que encerra, a aldeia de Idanha-a-Velha ocupa uma área de 4,5 hectares em duas pequenas elevações, abraçadas a sudoeste e oeste por um apertado meandro do rio Ponsul, tributário do rio Tejo. A sua implantação faz com que apareça denominada paisagísticamente pela fortaleza de Monsanto.

Quadro Histórico
Idanha-a-Velha - capital da civicas Igaeditanorum da época romana - foi possívelmente fundada no período de Augusto (séc. I a.C.) e terá sido o resultado da política de apaziguamento e ordenamento do território, por parte de Roma, e da necessidade de criar um ponto de paragem intermédio entre a Guarda e Mérida.
Torna-se, assim, credível que os primeiros habitantes da cidade tenham sido oriundos de um núcleo populacional pré-romano fortificado, localizado nas imediações, designado por Cabeço dos Mouros. Fortalece esta hipótese o facto de, até ao momento, não terem sido encontrados materiais arqueológicos que sugiram uma ocupação do sítio anterior à época romana.
Do nome da cidade pouco se conhece. As fontes mais antigas apenas a referem enquanto a circunscrição administrativa Cívicas Igaeditanorum, nome derivado da designação do povo pré-romano que habitava a região onde a nova cidade se implantou (os igaeditani). A forma actual deriva da forma visigótica Egitania e da árabe Idania.
Também pouco se conhece da história da cidade durante o período romano, embora ela deva ter tido um período de grande prosperidade durante o Alto Império.
No seu período de maior florescimento a cidade estendia-se seguramente desde a actual entrada norte até às margens do rio Ponsul, ocupando praticamente toda a área interior do meandro do rio. Alguns vestígios de uma rica habitação detectados na margem esquerda, no Olival das Almas, sugerem mesmo uma extensão ainda maior.
No centro da cidade encontrava-se o forum, certamente uma construção do séc. I, eventualmente do tempo de Augusto. Trata-se de um espaço rectangular definido por um muro a toda a volta, hoje praticamente irreconhecível, com a entrada a leste. Na cabeceira oeste encontra-se o podium do templo, provavelmente dedicado a Vénus. Para sul do forum encontravam-se as termas.
As dimensões das estruturas já escavadas sugerem tratar-se de um edifício público. Os abundantes elementos de construção romanos, reaproveitados na muralha, indicam a existência de numerosos edifícios. Porém, as escavações arqueológicas até agora realizadas nada mais deram a conhecer do núcleo urbano da cidade.
Nos arredores foram encontrados um forno cerâmico e uma barragem que talvez abastecesse de água a cidade.
Nos séc. III-IV o perímetro urbano contraiu-se com a construção de uma forte muralha que cercava apenas uma pequena parte daquilo que foi a cidade do Alto Império. As muralhas mostram, aliás, nitidamente terem sido reconstruídas e modificadas ao longo do tempo. As portas actuais não parecem corresponder às romanas. Antes se devem atribuir ao período muçulmano, como sugere o investigador histórico Cláudio Torres, ou mesmo ao período da Reconquista.
Com as invasões germânicas peninsulares do início do séc. V a cidade passou a integrar o reino dos suevos. Deste período também pouco se sabe. A informação disponível respeita à criação da diocese da Egitania, com sede em Idanha-a-Velha, talvez por determinação do rei Teodomiro. Em 569 a cidade fez-se representar no Concílio de Lugo.
Em 585 o reino dos suevos foi integrado no reino visigótico. Idanha-a-Velha terá ganho um novo impulso económico e político-administrativo. A cunhagem de moeda em ouro parece ser uma demonstração inequívoca daquele período de prosperidade. Os abundantes elementos de construção ricamente decorados corroboram também esta tese.
O edifício actualmente designado por Sé Catedral é tradicionalmente atribuído àquele período. No entanto, o mais provável é que as suas estruturas assentem sobre um edifício Visigótico que pouco terá a ver com o actual.
O baptistério, datável dos séc. Vl-VII, junto à porta sul da Sé, deve ser interpretado como o vestígio da primeira basílica paleocristã. Como a sua planta parece discordante da planta do actual edifício, é de admitir que corresponda ainda ao primeiro templo suevo, sobre o qual os bispos visigóticos erigiram a nova catedral que, sucessivamente reconstruída, deu o actual templo. Idanha-a-Velha foi tomada ao reino visigótico pelos muçulmanos no ano de 713.
Durante o período de ocupação muçulmana a cidade terá atingido uma grande dimensão, se comparada com outros importantes centros urbanos da época como Silves, Beja ou mesmo Lisboa. Alguns autores contemporâneos referem-se-lhe como sendo uma cidade "rica". Nesse período a Sé visigótica foi adaptada a mesquita, com obras de algum vulto. A Porta Norte deve ser atribuída àquela época, assim como os torreões de planta circular adoçados à muralha.
Em 1114, D. Teresa faz a doação de Idanha a D. Egas Gosendiz e a sua mulher dizendo "que há muito está deserta ". Afonso Henriques mandou ocupar Idanha e doou-a a Gualdim Pais, da Ordem dos Templários. Tendo sido novamente ocupada pelos mouros, é reconquistada aos muçulmanos no reinado de Sancho I que a volta a entregar aos Templários. No entanto, dada a sua posição, novamente cai nas mãos dos muçulmanos. No tempo de D. Sancho II Idanha-a-Velha encontrava-se já numa situação de decadência e despovoamento de tal ordem que D. Sancho manda, em 10 de Março de 1240, que "fosse todo o povoado até ao último dia do próximo mês de maio, sob pena de perderem o que seu fosse os que não viessem povoar". Em 1244 foi doada novamente à Ordem dos Templários.
A Ordem efectuou algumas obras militares das quais a mais conhecida é a torre que assenta sobre o podium do templo do forum. Porém, a deslocação da fronteira cada vez mais para sul e para leste, juntamente com a pouca aptidão defensiva do sítio, provocou um inexorável processo de decadência. Depois de sucessivas tentativas de fixação da população em Idanha, através da concessão de múltiplas benesses, D.Manuel I concede-lhe Foral Novo, em 1 de Junho de 1510, tendo esta sido uma última e frustrada tentativa régia de devolver à cidade o seu prestígio e importância.

Património Natural e Construído
Conhecida pelo vasto património histórico que se encontra no interior das suas muralhas, Idanha-a-Velha tem sido campo de estudo de diversos investigadores, principalmente no domínio da arqueologia, atraindo também, por esse motivo, cada vez mais visitantes. Reconhecida a sua importancia no contexto da história regional, e mesmo nacional, o interesse histórico e científico do sítio tem vindo a ser redescoberto e amplamente revisto ao longo dos últimos anos.
Ao interesse das ocupações romana e visigótica -períodos que quase exclusivamente atraíram os primeiros investigadores - parecem equiparar-se, por justiga e fidelidade à história, as ocupações muçulmana e medieval, a que os investigadores nos tempos mais recentes têm dado realce. De qualquer modo, o interesse histórico-científico da aldeia reside precisamente na sucessão das ocupações de diferentes povos e culturas e não na hegemonia e superioridade de uma determinada ocupação.
O interesse em estudar Idanha-a-Velha remonta ao Renascimento, já que a abundante colecção de inscrições latinas desde cedo recebeu a atenção de diversos humanistas. Foi, no entanto, entre finais do século passado e inícios deste que José Leite de Vasconcelos e Félix Alves Pereira redescobriram e divulgaram a aldeia, nomeadamente nos aspectos relacionados com a sua ocupação romana. A estes dois investigadores devem-se os primeiros estudos monográficos com carácter científico. Foram também os primeiros a recolher materiais arqueológicos, actualmente depositados no Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia. Ainda naquele período, Francisco Tavares de Proença Júnior, um dos mais ilustres investigadores regionais, publicou alguns estudos sobre materiais arqueológicos de Idanha-a-Velha.
Nos anos seguintes a aldeia caiu novamente no esquecimento, interrompido esporadicamente por uma ou outra referência ou pequeno artigo em revistas de arqueologia. A investigação arqueológica só viria a ser retomada no início dos anos 50, por intermédio do investigador Fernando de Almeida, a quem se deve a projecção de que o sítio goza actualmente. Com efeito, este investigador compilou toda a informação dispersa e recolheu no terreno uma massa considerável de dados. A obra Egitania - História e Arqueologia, publicada em 1956, resultado daquele trabalho académico,constitui a primeira, e até agora única, síntese sobre o sítio. Em 11 de Agosto de 1982 a Catedral e as ruínas envolventes, classificadas como "Imóvel de Interesse Público" desde 1956, ficaram afectas ao então Instituto Português do Património Cultural (IPPC).

 

 
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Distrito de Santarém
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Concelho de Mação

O Concelho de Mação tem um nome para o qual tem sido apontadas várias origens etimológicas. Seria manso-mansionis latino, que deu o nosso mansão, com os significados de residência, lugar, sítio, os romanos davam-lhe vários significados. Cícero dava-lhe o significado da paragem, demora em algum lugar. Suctónio dava-lhe o significado de estalagem. Plínio empregava-o viagem de um dia.
Uma outra hipótese etimológica é a de atribuir a origem do nome da terra aos francos. Do francês Maçon (pedreiro). Seria o caso de um pedreiro franco se fixar aqui e no exercício da sua profissão dar o nome ao povoado?
Uma outra é a de ter início à povoação um nome de nome Maçam que era a forma portuguesa de Marçal.
Toda esta região ligada fisicamente à Beira Baixa, remonta ao período do Paleolítico, na Pré-história, era da qual se encontram muitos vestígios.
A Região da Beira é tida como uma região erma, cujo despovoamento se terá dado entre a invasão árabe e o início da primeira dinastia, mas existem inúmeros vestígios romanos, levando a crer que este império tenha dominado a região nos primeiros séculos da nacionalidade.
Mação era nos começos da nacionalidade um pequeno lugar que pertenceu até ao 1.º quartel do séc. 14, ao Termo de Belver na Ordem de Malta.
A Rainha Santa Isabel outorgou-lhe o 1º foral, em data indeterminada.
O 2º foral foi-lhe concedido por D. Pedro I em 15 de Novembro de 1355.
No reinado de D. João III foi passada carta de aforamento de uma das terras no termo da Vila de Mação a João Alves Castelhano.
Já no começo do séc. XVIII era sede do Cabeção das Cizas, das cinco Vilas: Mação, Amêndoa, Carvoeiro, Envendos e Belver.
A Vila de Mação foi quartel-general dos exércitos portugueses e ingleses comandados pelo Marechal Inglês Conde Lippe em 1762 onde estiveram aquartelados cerca de 15000 soldados.
Em 1807, Mação foi pilhado pelos franceses durante a primeira invasão Napoleónica no nosso país. Com a constituição surgem as lutas entre Liberais e Miguelistas que tomaram grande dimensão neste concelho.
Em 1834 foram extintos os Concelhos de Belver, Envendos e Carvoeiro sendo incorporados em Mação
Em 1867 o Concelho de Mação foi suprimido e passou a pertencer ao de Proença-a-Nova até 10 de janeiro de 1868 data em que foi restaurado.
Em 1930 foi aprovado o Brasão após estudo do arqueólogo Afonso de Ornelas. O Brasão é vermelho com uma ovelha ao centro. Em chefe, um cacho de uvas folhado e acompanhado por duas abelhas, tudo em ouro. Orla de prata cortada por fachas onduladas de azul. Coroa mural de prata de quatro torres. Bandeira amarela com listel branco com letras pretas. Cordões e borla de ouro. Lança e haste douradas.
Perante as leis de heráldica eis o significado: Mação serviu de Quartel General das tropas de Lippe em 1762, que terminaram com a invasão. Sendo assim o campo de escudo, vermelho, pois este esmalte significa vitórias, ardis e guerras.
A vida económica de Mação consistiu durante centúrias, na indústria de tecelagem de lãs, fabricação de curtumes e exportação de gados. Com uma só peça heráldica, uma ovelha - poderá significar-se estas indústrias. O vinho e o mel, enfim a agricultura, é também uma das riquezas locais: portanto com uvas e abelhas fica simbolizada a riqueza agrícola em todos os seus aspectos.
Como o que dá origem a tudo isto, às condições de riqueza na indústria e na agricultura de Mação é a quantidade de água que passa e rega a farta região, o Tejo: o ribeiro de Mação, as ribeiras de Eiras, de Coadouro e ainda outras de menor importância, ficam estas heraldicamente representadas por faixas onduladas de azul e prata.

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Concelho de Mangualde

Anta da Cunha Baixa
Localiza-se numa área de vale aberto. a escassas dezenas de metros do Rio Castelo, freguesia da Cunha Baixa.
Monumento funerário em granito, composto por uma câmara poligonal tendencialmente rectangular e corredor longo diferenciado em planta e alçado. A escavação do interior da Câmara revelou a existência de um lajeado - placas de granito pouco espessas - correspondendo ao primitivo piso deposicional funerário. À entrada da câmara, acentuando a separação entre este espaço e o corredor, preservou-se um pequeno pilar. O montículo artificial que primitivamente o envolveria (mamoa), terá sido destruído ao longo dos tempos face ao aproveitamento agrícola do local.
O espólio das suas deposições primárias, indica uma ocupação em torno do último quartel do IV milénio a.C., tendo sido posteriormente reutilizado ao longo do III milénio.
Foi classificada Monumento Nacional pelo Decreto-Lei de 16 de Junho de 1910.
Bibliografia: Monteiro, Paulo Celso Fernandes; Arqueohoje, Lda., Patrimonium Mangualde 900, Câmara Municipal de Mangualde; Arqueohoje, Lda, 2003


Ermida da Nossa Senhora do Castelo
No começo do séc. XV foi levantada uma capelinha dedicada a Santa Maria do Castelo num terraço não longe do cimo do monte em lembrança da batalha travada em Trancoso entre soldados de Portugal e de Castela.
Mais tarde outra capela se ergueu, substituindo a primeira. E esta capela se manteve até 1832, data da entronização da imagem da Senhora do Castelo no templo que ainda hoje se ergue no aplainado cume da colina, mandado levantar pela piedade de MiguelPais de Sá Menezes.
A capela é uma construção de linhas esbeltas mas simples onde ressalta a singularidade da altíssima torre elevada a prumo sobre a fachada. O interior do templo luminoso mostra uma elegante capela-mor cujo retábulo de sabor neoclássico se levanta sobre altos degraus. A imagem soberana da Virgem com seu menino campeia no trono Central.

Igreja da Misericórdia de Mangualde
A construção deste belíssimo imóvel sucedeu entre 1720 e 1764, segundo risco de Gaspar Ferreira, arquitecto de Coimbra.
Igreja e Sacristia, Casa de Despacho, Torre, Casas de Capelão e arrumações de rés-do-chão, constituem um todo harmonioso onde ressalta a originalidade de uma varandaaberta sobre um pátio dando ares de residência fidalga a tal conjunto.
O interior da igreja é de uma extraordinária beleza. A capela-mor possui o mais artístico retábulo joanino da diocese de Viseu, o tecto mostra 15 formosos painéis pintados em Lisboa no séc. XVIII e os azulejos vieram de Coimbra em 1724 (capela-mor) e 1746 (nave) representando símbolos marianos e diversas cenas como as Bodas de Caná, S. Martinho, Multiplicação dos Pães e Queda de Maná.
A igreja foi considerada Imóvel de Interesse Público, através do Dec. 129/77, Diário da República 226, de 29 de Setembro.


Real Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão
Fundado no séc. XII por D. Soeiro e seus companheiros, inicialmente obediente à Regra de S. Bento, cedo abraçaram seus monges a regra de Cister tornando-se obedientes a Alcobaça. O favor dasgentes e o patrocínio dos reis que o tornaram, pela sua protecção, um Real Mosteiro, trouxeram o crescimento da casa e seus bens.
Distinguem-se as seguintes partes na sua arquitectura: a torre medieval levantada entre os séculos XII-XV com os seus três pisos de adega e celeiro, hoje relativamente bem conservada; as edificações monásticas do séc. XVIII que tinham no piso térreo o claustro com fonte, a sala do capítulo, o refeitório, a cozinha, a adega, etc. e no piso superior os aposentos do Abade, a biblioteca, a enfermaria e as celas; a Igreja de Nossa Sra. da Assunção (séc. XVIII) apresenta uma singular frontaria em tronco de cilindro com as armas reais sobre a entrada.
Ao lado, ergue-se a torre sineira. O corpo da igreja tem uma forma elíptica, com abóboda de tijolo.
Foi classificado Monumento Nacional, Dec. n.º 5/2002, Diário da República 42, de 19 Fevereiro.

 
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Concelho de Manteigas
» Património Natural Cântaros: Magro, Raso e Gordo.
» Miradouro do Fragão do Corvo.
» Mondeguinho.
» Penhas Douradas e da Saúde.
» Lagoa Comprida.
» Poço do Inferno.
» Torre.
» Vale Glaciar do Zêzere.


(in ADRUSE - Associação de Desenvolvimento Rural da Serra da Estrela)


 

Para além das paisagens naturais, Manteigas possui também o património edificado que merece uma especial e atenta visita, como o caso da Igreja Matriz de Santa Maria, Igreja de São Pedro, Capela da Senhora dos Verdes, Igreja da Misericórdia, Igreja de Sameiro, Capela de Santa Eufêmia, Igreja de Vale de Amoreira, para além de outras capelas dispersas pelo Concelho, autênticos testemunhos vivos da fé e história dos nossos antepassados.


No que concerne a Património, uma referência para a Casa das Obras, Solar construído no Século XVIII.
Quem visita Manteigas poderá ainda saborear e apreciar a Gastronomia Tradicional, como o caso da chanfana, trutas, enchidos regionais, arroz doce, requeijão e queijo da Serra da Estrela.
O artesanato assente na tecelagem tradicional, trabalhos em madeira e pele é referência obrigatória no roteiro turístico do Concelho.
Se na época do Inverno Manteigas é procurada pela neve, no Verão a beleza natural domina as atenções dos visitantes.

PATRIMONIO
O Concelho de Manteigas possui um Património valioso disperso pelas quatro freguesias, sendo este património constituído essencialmente por mostras da religião e fé que sempre acompanhou o Manteiguense ao longo da sua história.
A Igreja da Misericórdia de Manteigas é composta por duas partes de épocas distintas. A fachada principal e a nave são do século XVII ou XVIII, mas a Capela-mor e anexas são anteriores, do século XV ou XVI. De referir o facto de existir no interior da igreja uma têmpera com um texto em português arcaico onde se pode ler que foi celebrada uma missa no ano de 1688.
Construída em Manteigas, na segunda metade do século XVIII, a Casa das Obras, de robusta construção de tipo solarengo, encimada por um brasão a conferir o título da nobreza, impõe-se pelas suas dimensões e qualidade. O nome da Casa das Obras está de certo relacionado com a duração e expectativa da sua construção, que deve ter durado, pelo menos de 1770 ao primeiro quartel do Século XIX, ou seja, cerca de 50 anos. O Solar das Obras, considerado a partir de 27 de Fevereiro de 1978 como «Imóvel de Interesse Público (IIP)», está actualmente transformado em Turismo de Habitação.

 

(Veja Mais em Câmara Municipal de Manteigas)

 
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Concelho de Mêda

Paisagens

A paisagem do Concelho da Meda é sempre bela e variada, muito especialmente a partir de Fevereiro, altura em que começam a florir as amendoeiras, um espectáculo digno de ser visto. Os campos, nessa altura, nas zonas de amendoeiras, parecem salpicados de manchas floridas de branco ou rosa, como se fossem enfeites mimosos bordados em vestido de noiva. - (v. "O Concelho da Meda - 1838-1999", de Jorge António de Lima Saraiva).
Ao longo das ribeiras e riachos crescem os choupos, os amieiros, os freixo e os salgueiros. Nas encostas mais íngremes e nas zonas planálticas incultas abunda um mato rasteiro constituído por esteva, rosmaninho, giesta e trovisco, alternando com o verde dos pinhais e dos soutos.
A fauna doméstica está a empobrecer-se por dois factores: a aplicação da maquinaria agrícola nos amanhos das terras e o desenvolvimento da pecuária. Aparecem ainda o burro, o macho, o boi, o cavalo, o porco, a cabra e as aves de capoeira. A zona era rica em caça: coelho, perdiz, lebre, texugo, tordo, pomba, rola. Encontramos, ainda, grande variedade de aves: melro, pintassilgo, cotovia, gaio, rouxinol, boeira, coruja, pardal, corvo, mocho, poupa, andorinha, cuco, milhafre, gavião. Entre os animais selvagens referimos: doninha, ouriço cacheiro, raposa, lobo e javali, este, ultimamente, em expansão.
Encontra-se ainda nas ribeiras e rios algum peixe. Na Teja abunda o barbo e, no rio Torto, dão-se bem as enguias e os barbos, muito procurados pelos desportistas da pesca.




Termas de Longroiva



As águas sulfurosas que servem o actual balneário termal, datado do século XIX, foram desde sempre aproveitadas pelo homem - pensa-se que desde a pré-história e com maior utilização na época dos romanos. Na idade média, a termas pertenceram à Ordem dos Templários, mas passariam para a Ordem de Cristo no reinado de D. Dinis. Os banhos sempre estiveram ligados ao culto da Senhora do Torrão, padroeira da freguesia. O povo até diz que cada banho tomado no dia oito de Setembro, dia dedicado à santa, equivale a oito. E conta-se que a Rainha Santa Isabel ter-se-á banhado nas águas sulfurosas de Longroiva, aquando da sua vinda de Aragão para casar, em Trancoso, com D. Dinis.
O professor Adriano Vasco Rodrigues, na monografia "Terras da Meda", de sua autoria, conta que desde os finais do século XIX até aos anos quarenta do século XX, "os banhos de Longroiva atraíam inúmeros banhistas de Trás-os-Montes, Beira Douro e Alto Douro" e que "as pessoas anémicas iam às águas férreas beber um copinho". Conta ainda que depois dos anos 40 "acentuou-se a degradação das termas e a câmara não foi capaz de transformar Longroiva numa estância termal capaz ou de repouso".
Precisamente o contrário, é o que pretende fazer, a partir deste ano, a Empresa Municipal Termas de Longroiva, tendo previsto o investimento de três milhões de euros num novo balneário. O terreno já está escolhido e o grosso do financiamento será assegurado pela Acção Integrada de Base Territorial do Côa, com recurso a fundos comunitários. Quando o projecto de requalificação das termas estiver executado, estarão investidos no complexo cerca de cinco milhões de euros. Para o futuro fica idealizada a construção de uma unidade hoteleira, para poder acolher os aquistas.

Tratamentos com provas dadas
As Termas de Longroiva possuem um caudal permanente de 30 mil litros de água sulfurosa por hora, a uma temperatura de 44 graus centígrados, e são especialmente indicadas para tratamento de doenças reumáticas, nervosas e de pele. Uma equipa médica e de enfermagem garante a indicação terapêutica aos utentes, de acordo com as suas necessidades. Entre as diversas maleitas que podem ser tratadas com a ajuda das águas de Longroiva destaca-se a Rino-sinusite, através de irrigação nasal, pulverização faríngea, nebulização ou aerossol termal; a Psoríase, através de aerobanho ou imersão; e as Lombalgias por Espondilartrose Lombar, por meio de hidromassagem, duche jacto, Bertholett ou Duche Vichy.

A terra das águas
Além das águas sulfurosas, Longroiva possui uma nascente de águas purgativas, perto da ribeira do Gricho; na Fonte Ferrada e na ribeira da Concelha correm águas férreas, Na Fonte Nova, perto do Valoiro, há águas minerais. A Concelha possui uma água potável leve e muito apreciada. A riqueza aqüífera da zona está ligada à composição dos solos. A prova é que antes do início da segunda guerra mundial um alemão pretendeu fazer uma plantação de chã na encosta do ribeiro do Gricho e do Barral, onde brotam as águas purgativas, considerando que aquele terreno era o ideal para tal fim. "Há três coisas em Longroiva, que bem empregadas

Época Termal
A época termal tem actualmente a duração de 7 meses, Maio a Novembro.
Horário de funcionamento
De 2ª a Sábado, das 08h00 às 13h00 e das 15h00 às 20h00

 
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Concelho de Moimenta da Beira

Moimenta da Beira é uma vila portuguesa no Distrito de Viseu, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 2 400 habitantes.

É sede de um município com 219,75 km² de área e 11 074 habitantes (2001), subdividido em 20 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo município de Tabuaço, a sueste por Sernancelhe, a sul por Sátão, a oeste por Vila Nova de Paiva e Tarouca e a noroeste por Armamar.

A localização geográfica do concelho de Moimenta da Beira, entre o vale do Douro, de clima tipicamente mediterrânico e as terras altas da Beira Alta, de clima de montanha, propicia a existência de comunidades vegetais e animais variadas. Famosa pela produção de vinho, de maçã, principalmente da espécie "bravo esmolfe"(?), e, também, por ter sido o concelho onde Aquilino Ribeiro viveu em várias fases da sua vida, mais propriamente na pequena aldeia de Soutosa.

(in Wikipédia)

Locais de interesse a visitar
Igreja e Mosteiro de Nossa Senhora da Purificação (séc. XII)
Pelourinho de Castelo IIP
Pelourinho de Vila da Rua MN
Solar dos Guedes (séc. XVIII) (Ma da Beira)
Pelourinho de Passô IIP
Solar do Sarzedo na freguesia de Sarzedo IIP
Casa da Moimenta (séc. XVII)
Casa de Aquilino Ribeiro
Dólmens e Sepulturas da Serra da Nave
Terreiro das Freiras – conjunto de casas solarengas XVIII
Pelourinho de Leomil - séc. XVI
Casa dos Coutinhos - séc. XVIII (Leomil)
Casa dos Viscondes de Balsemão(Leomil)
Igreja Matriz - séc. XVII/XIX (Leomil)
Santuário de Nossa Senhora da Conceição
Santuário de São Torquato
Santa Eufemia (Arcozelos)
Ponte Nova (Ariz)
Penedo da Fonte Santa (Peravelha)
Pelourinho de Sever
Igreja Paroquial de Segões
Igreja Paroquial de Nacomba
Igreja Matriz de Sarzedo
Igreja Matriz de Peva
Igreja Matriz de Paradinha
Igreja Matriz de Nagosa
Igreja Matriz de Caria (Séc XVIII)
Igreja Matriz de Cabaços (XVII e XVIII)
Igreja Matriz de Baldos
Igreja Matriz de Ariz
Igreja Matriz da Vila da Rua (XVII / XVIII)
Igreja Matriz de S. Miguel (Peravelha)
Igreja de S. Bartolomeu
Igreja Matriz de Paçô
Fonte dos Baptizados (Arcozelos)
Convento de S. Francisco (XVII / XVIII)
Castro de Sanfins
Castro de Peravelha
Castro de Ariz
Casa dos Mergulhões (Nagosa)
Casa da Quinta (Castelo)
Capela do Senhora da Agonia (Baldos)
Capela do Mártir S. Sebastião
Capela de Santo António (Arcozelos)
Capela de Santa Bárbara (Ald. Nacomba)
Capela de Nossa Senhora do Carmo (Arcozelos)
Capela de Nossa Senhora das Portas Abertas(Ald. Nacomba)
Capela de Nossa Senhora da Cabeça(Arcozelos)
Capela da Senhora da Guia (Caria)
Capela / Miradouro de S. Antão (Peva)
Antiga Igreja Matriz dos Arcozelos
Anta de Lameiras (Peravelha)
Fonte da Pipa (Mta da Beira)

(sugestões Moimenta na Net)

 

 
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Concelho de Mortágua
Convidamo-lo a partir à descoberta do Concelho de Mortágua. Se é amante dos desportos motorizados e do contacto com a Natureza, temos para oferecer-lhe uma das mais extensas áreas florestais do país e uma labiríntica rede de estradões florestais que poderão ser o palco de inesquecíveis aventuras. Se, para além disso, não dispensa a pesca ou a prática de desportos aquáticos, saiba que a albufeira da Barragem da Aguieira reúne condições ímpares em toda a Região Centro, para além da indiscutível beleza das suas margens arborizadas e muito recortadas.
Suba a miradouros sacralizados, participe nas nossas romarias, aprecie o nosso folclore, visite as aldeias em pedra de xisto, desça aos vales agrícolas e percorra caminhos rurais, contactando com uma cultura centenária. Tente-se com a riqueza do nosso artesanato, em especial o barro vermelho da Gândara, e deleite-se com os prazares da mesa nos nossos restaurantes, onde se destaca uma excelente Chanfana. Acomode-se nas hospitaleiras pensões locais. Deixe-se seduzir pelo encanto e simpatia das nossas gentes, conviva, divirta-se... e parta com saudades.
O Concelho de Mortágua tem em si um espaço turístico à espera de ser descoberto por quem gosta de desfrutar a vida ao ar livre.
São variados os tesouros da natureza que poderemos encontrar ainda em estado virgem no nosso Concelho.
Fazendo juz ao seu nome, a água é um recurso que existe em abundância no Concelho e é um desses tesouros.
Correndo livremente por entre montes e vales podemos encontrar inúmeros rios e ribeiros de águas cristalinas que junto de si albergam, escondem e salvaguardam algumas espécies florestais autóctones.
Fruto da intervenção humana, existe também um extenso manto de água que oferece a quem o visita recantos paradisíacos e que vale a pena descobrir – a Albufeira da Aguieira.
De barco, água dentro, são muitos os encantos com que a albufeira nos surpreende e seduz.
Há locais que apenas os pescadores parecem conhecer. Mas contra o sol lá estão as suas silhuetas expectantes. Ao fim de um dia há sempre histórias de boas pescarias.
Há quem vá para a albufeira por um bom banho de sol. E há quem descubra todos os seus recantos de canoa.
Há ainda pequenas ilhotas na albufeira. Ancoradouros temporários para a descoberta de locais, também temporariamente, só nossos. É por este imenso lago azul que se deve deixar seduzir.
O verde e o cheiro da floresta complementam este quadro pintado pela natureza e demonstram que este é um dos nossos tesouros mais preciosos.
À água e à floresta, podemos acrescentar uma paisagem humanizada que conserva em si algumas aldeias de genuína ruralidade com inúmero património rural edificado em que o xisto marca a sua presença e, sobretudo, as nossas preciosas gentes que sabem e gostam de bem receber quem nos visita.
Com este enquadramento humano e paisagístico, o Concelho de Mortágua contém em si óptimas condições para o desenvolvimento de actividades turísticas de qualidade.
Contudo, e apesar das inúmeras potencialidades locais, este é ainda um sector com um significado relativo para o concelho.
A construção do Empreendimento Turístico do Vale d’ Aguieira soube aproveitar o excelente enquadramento paisagístico e integrar harmoniosamente as componentes da hotelaria, da animação e lazer e da habitação, significando um primeiro passo no sentido do desenvolvimento turístico do Concelho. Mas esta é ainda uma aposta de futuro!
Actualmente, e em termos de infra-estruturas de alojamento, o Concelho tem apenas a “Pensão Juiz de Fora”; a residencial “Pôr do Sol” e “Lagoa Azul”.
O turismo e as actividades que lhe são complementares (alojamento, restauração, animação cultural, etc.) são, pois, áreas de investimento onde é ainda necessário apostar.
Quanto a comeres esperam-nos agradáveis surpresas: à Chanfana deve acrescentar-se um delicioso arroz doce e um inesperado Bolo de Cornos que podem ser acompanhadas pela famosa qualidade dos vinhos do Dão.
Há neste Concelho um pouco do Portugal genuíno que vale a pena conhecer! Visite-nos, pois queremos que às imagens possa acrescentar as emoções!
 
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Distrito de Viseu
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Concelho de Nelas
“Nelas é um Concelho perdido no Planalto Beirão, varanda da Serra da Estrela e do Caramulo, sulcado pelos vales do Dão e do Mondego. Coberto de pinhais e vinhedos, o Concelho é o Coração da Região Demarcada dos Vinhos do Dão e possuindo intramuros o centro Termal das Caldas da Felgueira, assume-se como Concelho modelo, a partir do trabalho, da generosidade e da fidalguia das suas gentes. São célebres os solares de Santar, de Vilar Seco e de Canas de Senhorim, como são afamados os seus requintados vinhos e a sua excelente gastronomia. Com paisagens magníficas, onde regatos sussurrantes embalam o espírito e convidam ao sonho, o Concelho caminha, de forma regular e determinada, para o progresso que hoje é claramente manifesto no ensino, na saúde, nos transportes e nas acessibilidades. Por tudo isto, visite o Concelho de Nelas.”

O Concelho de Nelas pertence ao Distrito de Viseu, faz fronteira com o Município de Mangualde a nascente e com o Município de Carregal do Sal a poente. Situa-se na margem direita do rio Mondego, que o separa dos Municípios de Seia e Oliveira do Hospital, e na margem esquerda do Rio Dão, que o separa do Concelho de Viseu.


História
Nascido das reformas liberais do século passado, que racionalizaram a caótica administração local, com a existência de mais de 800 municípios a debaterem-se com a falta de recursos, o Município de Nelas reuniu os anteriores Concelhos de Senhorim (com sede em Vilar Seco) e de Canas de Senhorim.
Por Decreto de 9/12/1852, sendo Rainha de Portugal D. Maria II e Ministro do Reino Rodrigo da Fonseca Magalhães, foi “mandado reunir os Concelhos de Senhorim e Canas de Senhorim em um só concelho com o nome de Concelho de Nelas.
Nos 152 anos que se seguiram, o Concelho de Nelas caminhou no sentido de uma crescente afirmação, beneficiando de uma privilegiada situação geográfica, no cruzamento das estradas, que da fronteira conduz ao litoral e de Viseu liga à Serra da Estrela, e também da passagem do caminho de ferro. Este factor geográfico, aliado ao dinamismo das suas gentes, fizeram com que Nelas, durante todo o séc. XX, assumisse a primazia industrial no Distrito de Viseu. Primeiro, com os Fornos Eléctricos e as Minas da Urgeiriça, em Canas de Senhorim, na actualidade, após a decadência daquelas empresas, com o surto de industrialização de Nelas.
Orgulhoso do radioso presente que soube construir, o Município de Nelas está porém virado para o futuro, procurando aproveitar todas as potencialidades que a Região do Dão, de que é o coração, lhe pode proporcionar.
É assim com o Vinho, marca de referência da região. Em Nelas produzem-se os melhores vinhos Dão, está aqui sediado o Centro de Estudos Vitivinícolas, é em Nelas que se realiza a Festa/Feira do Vinho do Dão, o maior evento de promoção deste produto com tão grandes potencialidades de crescimento. Mas, associado ao vinho, também temos um magnífico Queijo da Serra, de cuja Região Demarcada fazemos parte, e uma rica Gastronomia, patente em excelentes restaurantes do Concelho. Outro produto de referência, o Azeite, fabricado num moderno, funcional e ecológico Lagar recentemente construído.
Esta região, situada entre o Dão e o Mondego, debruada mais ao longe pelas Serras da Estrela e do Caramulo, possui uma rara beleza. Por isso, o turismo tem aqui enormes potencialidades, quer para desfrutar de uma inigualável paisagem natural, quer para usufruir da riqueza termal das modernas Caldas da Felgueira, quer para visitar e admirar o valioso património arquitectónico. Referimo-nos aos solares e casas solarengas, testemunhos de um rico passado histórico. Finalmente, a indústria. Fruto de uma inteligente e pioneira política de industrialização, instalaram-se em Nelas modernas empresas, que criaram emprego para toda a região e geraram rendimento bastante para pôr em marcha, o comércio e os serviços.
Nelas e o Concelho estão a crescer, sem pôr em causa a beleza e o equilíbrio naturais e sem desprezar sectores económicos tradicionais. Pelo contrário, estes também se reestruturaram e são hoje marcas de referência do Concelho e da Região.
Concluída a fase das infra-estruturas básicas, a Câmara Municipal, que muitas vezes foi locomotiva daquela transformação, virou-se já para os equipamentos sociais, culturais e desportivos. É uma melhor qualidade de vida que se almeja, para que a nossa juventude sinta gosto em viver em Nelas e na região, abandonando a quimera da grande cidade.
 
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Distrito de Castelo Branco
AGUIAR DA BEIRA MOIMENTA DA BEIRA SERNANCELHE
ALMEIDA MORTÁGUA SERTÃ
BELMONTE NELAS TÁBUA
CARREGAL DO SAL OLEIROS TAROUCA
CASTELO BRANCO OLIVEIRA HOSPITAL TOMAR
CASTRO DAIRE OLIVEIRA DE FRADES TONDELA
CELORICO DA BEIRA PAMPILHOSA SERRA TORRES NOVAS
COVILHÃ PENALVA DO CASTELO TRANCOSO
FIGUEIRA C. RODRIGO PENAMACOR VILA DE REI
FORNOS ALGODRES PENEDONO VILA NOVA DE PAIVA
FUNDÃO PINHEL VILA VELHA RÓDÃO
GOUVEIA PROENÇA-A-NOVA VISEU
GUARDA SABUGAL VOUZELA
IDANHA-A-NOVA SANTA COMBA DÃO  
MAÇÃO SÃO PEDRO DO SUL  
MANGUALDE SARDOAL  
MANTEIGAS SÁTÃO  
MEDA SEIA  
     
Concelho de Oleiros

Património Natural

Ribeira de Oleiros
Este é um sítio muito aprazível “...corre todo o ano por entre árvores que, debruçadas em muitos sítios sobre as águas, e movidas pelo vento, parecem querer beijá-la....” (Pimentel, 1881).
Esta ribeira apresenta caudal ao longo de todo o ano, apresentando continuidade mesmo nos meses de Verão. Na época de maior precipitação, a água chega a inundar algumas zonas adjacentes, para além das margens. Apresenta alguns poços naturais, próprios da diferente profundidade do seu leito (Ex.: Moinhos da Lameira e da Tojeira).
Muitos rouxinóis e outras aves, atraídas pela frescura verdejante do local, celebram de dia e de noite com os seus cânticos, formando uma sinfonia única em conjunto com o som harmonioso da corrente.
Esta ribeira representa um belo viveiro natural de trutas, barbos e bogas. As trutas, com os seus tons de prata, representam autênticas jóias desta ribeira.
Encontram-se igualmente cobras d´água, lagostins e anfíbios, mas sem dúvida que a lontra (Lutra lutra) é o seu habitante que reúne mais simpatizantes.
O povoamento arbóreo é constituído quase exclusivamente por espécies autóctones características das galerias ripícolas existentes ao longo das linhas de água, sendo as espécies mais representativas o amieiro (Alnus glutinosa), o choupo (Populus sp.) e salgueiro (Salix sp). Para além destas, mas menos representativas, ainda se encontram alguns freixos (Fraxinus angustifolia) e sabugueiros (Sambuxus nigra).
A água da Ribeira é aproveitada, em muitos pontos, para rega de terrenos agrícolas adjacentes, para abastecimento, para fins energéticos e para pesca e actividades de lazer.
As margens são um encanto, tendo recantos paradisíacos, que podem proporcionar um passeio delicioso, óptimo para recarregar baterias. Ao longo da ribeira vislumbram-se algumas quedas de água, compondo ainda mais este cenário idílico e convidativo ao descanso.


Moinhos
No concelho de Oleiros existem inúmeros moinhos de água ao longo das margens das ribeiras. Estes constituem um marco distintivo da paisagem rural, criando ambientes de rara beleza.
Evidenciando sabedoria e técnica popular no aproveitamento das potencialidades do meio envolvente, são movidos pela força da corrente das ribeiras.
A água, força motriz deste engenho, é canalizada em levadas e impulsiona o sistema que faz mover o rodízio/azenha, fazendo rodar a mó. A mó, por sua vez, tritura as sementes, transformando-as em farinha. Este precioso pó é então ensacado para dar origem ao pão de trigo, de centeio, de mistura e à broa de milho.
A proliferação destas construções rurais esteve a par da introdução da cultura do milho na região. Podiam ser pertença de um proprietário singular, funcionando como pequena indústria transformadora; ou a um grupo de proprietários, normalmente familiares, tendo cada um o seu quinhão.
Sendo a região rica em água e terrenos xistosos, que a retêm, evidencia-se aqui um outro uso alternativo deste recurso, para além do aproveitamento em termos agrícolas.
Estes moinhos são pequenos edifícios de xisto construídos sob a levada, tendo todo este património enormes potencialidades de criar aprazíveis locais destinados ao lazer e à cultura, por exemplo.
Associados a estas construções de xisto, observam-se açudes que aqui se edificam de modo a manter o nível da água. Este magnífico enquadramento constitui uma paisagem bucólica, propícia para relaxar e descansar.

Pontos Panorâmicos

Paisagem Natural, Rio Zêzere, Abitureira
Entardecer no Rio Zêzere, Abitureira
Vista panorâmica a partir da Serra do Muradal
Pôr do Sol no Cabeço Rainha
Rio Zêzere, junto a Álvaro
Muralha natural de Metaquartzito em Ademoço, Cambas
Barragem da Lontreira, vista do Cabeço Rainha
Metaquartzito, limite do Concelho, Ademoço, Cambas
Fraga de Águad'Alta, Orvalho
Vista geral a partir do miradouro do Zebro, Estreito
Vista do Cabeço das Eiras, ao fundo a aldeia de Álvaro, junto ao Rio Zêzere

 
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Distrito de Coimbra
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ALMEIDA MORTÁGUA SERTÃ
BELMONTE NELAS TÁBUA
CARREGAL DO SAL OLEIROS TAROUCA
CASTELO BRANCO OLIVEIRA HOSPITAL TOMAR
CASTRO DAIRE OLIVEIRA DE FRADES TONDELA
CELORICO DA BEIRA PAMPILHOSA SERRA TORRES NOVAS
COVILHÃ PENALVA DO CASTELO TRANCOSO
FIGUEIRA C. RODRIGO PENAMACOR VILA DE REI
FORNOS ALGODRES PENEDONO VILA NOVA DE PAIVA
FUNDÃO PINHEL VILA VELHA RÓDÃO
GOUVEIA PROENÇA-A-NOVA VISEU
GUARDA SABUGAL VOUZELA
IDANHA-A-NOVA SANTA COMBA DÃO  
MAÇÃO SÃO PEDRO DO SUL  
MANGUALDE SARDOAL  
MANTEIGAS SÁTÃO  
MEDA SEIA  
     
Concelho de Oliveira do Hospital

Oliveira do Hospital é uma cidade portuguesa no Distrito de Coimbra, região Centro e subregião do Pinhal Interior Norte, com cerca de 4 400 habitantes.
É sede de um município com 234,55 km² de área e 22 112 habitantes (2001), subdividido em 21 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Nelas, a leste por Seia, a sul por Arganil, a oeste pela Tábua e a noroeste por Carregal do Sal
História
A região onde se encontra hoje o concelho de Oliveira do Hospital é habitado desde a pré-história, uma vez que abundam pelo concelho vestígios megalíticos (nomeadamente nas freguesias de Bobadela, Ervedal da Beira e Seixo da Beira).
Na década de 70 de século XX foram descobertas as provas daquilo que se suspeitava há muito: os Romanos também colonizaram a zona, uma vez que se descobriu na freguesia da Bobadela um anfiteatro romano.
Durante as invasões Árabes sabe-se que estes também estiveram no concelho, uma vez que existe uma igreja moçarabe na freguesia de Lourosa..(in wikipedia)


Na rota do Queijo Serra da Estrela
A Câmara Municipal, reconhecendo a importância que o Queijo da Serra da Estrela assume como produto de excelência, contribuindo para a promoção do concelho e para a dinamização da economia local, decidiu reeditar um roteiro, em que para além das características deste produto endógeno, os interessados têm a possibilidade de conhecer os produtores licenciados para o fabrico e comercialização do mesmo.

Características do Queijo Serra da Estrela
É um queijo de ovelha curado, de pasta semi-mole amanteigada, branca ou ligeiramente amarelada, com poucos ou nenhuns olhos. É composto exclusivamente por leite crú inteiro de Ovelha Serra da Estrela, sal e cardo. A forma é a de cilindro baixo com abaulamento lateral e um pouco na face superior, sem bordos definidos. O seu diâmetro varia entre os 13 e 20 cm e a altura entre 4 a 6 cm. O peso varia entre 0,7 e 1,7 Kg. O Queijo Serra da Estrela deve ostentar a marca de certificação aposta pela respectiva entidade certificadora.

 
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Distrito de Viseu
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Concelho de Oliveira de Frades


Oliveira de Frades é uma vila portuguesa no Distrito de Viseu, região Centro e subregião do Dão-Lafões, com cerca de 2 400 habitantes.

É sede de um município com 147,45 km² de área e 10 585 habitantes (2001), subdividido em 12 freguesias. Trata-se de um dos poucos municípios de Portugal territorialmente descontínuos (os outros são Montijo e Vila Real de Santo António), consistindo de duas porções, uma principal, de maiores dimensões, onde se situa a vila, e a outra menor, poucos quilómetros para sueste. O território principal é limitado a nordeste pelo município de São Pedro do Sul, a sueste por Vouzela, a sudoeste por Águeda, a oeste por Sever do Vouga e a noroeste por Vale de Cambra. O território secundário é limitado a norte e nordeste por Vouzela, a sul e sudoeste por Tondela e a oeste por Águeda.

Concelho criado em 1836 por desmembramento do concelho de Lafões nos actuais concelhos de Oliveira de Frades, São Pedro do Sul e Vouzela.

(in Wikipedia)

 

 
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Distrito de Coimbra
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Concelho de Pampilhosa da Serra

Locais a Visitar

Pampilhosa da Serra
Igreja Matriz de Pampilhosa da Serra
Capela da Misericórdia
Solar dos Melos (actualmente da família Barata)
Museu Municipal e Posto de Turismo de Pampilhosa da Serra
Edifício Multiusos
Miradouro do Cristo Rei
Casa-Museu de Carvalho

Janeiro de Baixo
Aldeia de Xisto de Janeiro de Baixo
Igreja Paroquial
Moinho Cravado na Rocha
Central Hidroelectrica
Parque de Campismo Rural
Praia Fluvial
Campo de Tiro

Cabril
Igreja Paroquial de S. Domingos
Torre de Pedra da Antiga Igreja Paroquial

Dornelas do Zêzere
Igreja Paroquial de Nossa Senhora das Neves
Museu Etnográfico de Dornelas do Zêzere
Miradouro
Praia Fluvial
Santuário

Fajão

Igreja Paroquial
Antiga Casa da Câmara e Cadeia
Museu Monsenhor Nunes Pereira

Penedos de Fajão
Piscinas de Fajão
Barragem do Alto Ceira

Machio
Igreja Paroquial
Lagar de Vara (Machio de Cima)
Capela de Maria Gomes

Pessegueiro
Igreja Paroquial
Lagar de Pessegueiro
Museu Etnográfico da Freguesia de Pessegueiro
Bungalows e Praia fluvial de Pessegueiro

Portela do Fojo
Igreja Paroquial
Ilha de Padrões
Piscina flutuante e Parque de Merendas do Vilar
Zona de Pesca do Vilar

Unhais-o-Velho
Igreja Paroquial
Capela Sextavada

Vidual
Igreja Paroquial
Miradouro sobre a Barragem de Santa Luzia
Barragem de Santa Luzia

Turismo Cultural / Turismo de Aldeia / Alojamento / Gastronomia e Receitas / Ambiente e Lazer / Desportos Radicais

 
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Distrito de Viseu
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Concelho de Penalva do Castelo

ORIGENS
O Nome teve origem na existência de antiquissíma fortaleza (na margem esquerda do Rio Dão) de que não restam vestígios. O primitivo núcleo da vila, entre os rios Dão e Côja, terá tido assento noutro lugar, nas margens do Rio Om (actual Dão). Durante a Reconquista Cristã, as Terras de Penalva eram um ponto estratégico muito importante, e foram escolhidas para a construção do primeiro da Ordem do Santo Sepulcro em Portugal.
Por isso, ficou conhecida durante algum tempo por VIla Nova de Santo Sepulcro. As "terras de Penalva" foram habitadas desde há muito tempo, existindo muitos vestígios pré-históricos, como a Anta do Penedo de Com.
A 10 de Fevereiro de 1491, D.Manuel I, o Venturoso, atribui-lhes o Foral Novo, e renova-lhes os anteriores direitos e privilégios. Situado em pleno coração da Beira Alta, o actual concelho com sede em Penalva do Castelo (vila que até 1957 se denominava Castendo), tem uma população entre 8.000 a 9.000 pessoas e uma area aproximada de 140km2, e com treze freguesias, sendo elas : Antas, Castelo de Penalva, Esmolfe, Germil, Ínsua, Lusinde, Mareco, Matela, Pindo, Real, Sezures, Trancoselos e Vila Cova do Covelo.
O Concelho de Penalva do Castelo faz fronteira com os concelhos de Aguiar da Beira, Fornos de Algodres, Mangualde, Satão e Viseu.

Maça Bravo de Esmolfe

Como próprio nome indica , esta variedade terá aparecido na aldeia de Esmolfe , no Concelho de Penalva do Castelo , há cerca de 200 anos . Provavelmente terá sido obtida a partir de uma arvore de semente , cujos frutos foram muito apreciados , originando uma intensa procura de material e enxertia e a disseminação da variedade.

Queijo Serra de Estrela

A área geográfica de produção abrange os concelhos de Carregal do Sal, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Gouveia, Mangualde, Manteigas, Nelas, Oliveira do Hospital, Penalva do Castelo e Seia e algumas freguesias dos concelhos de Aguiar da Beira, Arganil, Covilhã, Guarda, Tábua, Tondela, Trancoso e Viseu.


Vinho "Dão de Penalva do Castelo"

Durante séculos , o vinho foi associado á alegria de viver , um elemento significante para a união de amigos e a inspiração de muitos artistas que enriqueceram a cultura e o folclore de muitos povos.

 
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Distrito de Castelo Branco
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Concelho de Penamacor

Monumentos

Castelo de Penamacor - Torre de Menagem

Logo após a reconquista cristã, por volta de 1182, Penamacor foi vila régia por determinação de D. Sancho I, que a fortifica e lhe outorga Carta de Foral em 1189, rectificado em 1209. Nos séculos seguintes, o Castelo foi reforçado e ampliado à medida que a população aumentava e a ameaça muçulmana dava lugar à ameaça castelhana. D. Dinis (século XIII-XIV) manda reforçar as muralhas, o mesmo sucedendo com D. Manuel I. Durante as Guerras da Restauração (Século XVII), Penamacor vê as suas linhas de defesa actualizadas e aumentadas, surgindo uma estrutura abaluartada que envolve toda a vila e faz a ligação ao antigo castelo medieval, incluindo seis baluartes e três meios baluartes. O castelo, com uma estrutura defensiva activa típica do gótico (implantado em promontório rochoso, aproveita as condições naturais, que permitem alcançar largas vistas e fazer comunicação com o castelo de Monsanto), integrava a rede da linha de defesa activa da fronteira da Beira com o antigo reino de Castela. A alcáçova, de pequenas dimensões e com planta irregular, possuía duas portas: a porta falsa, dita da traição, situada nas imediações da Torre de Menagem, que dava directamente para o exterior do lado nascente, permitindo a fuga em caso de perigo; e a porta virada a poente, que comunicava com o interior do burgo amuralhado. Hoje, a Torre de Menagem é tudo o que resta da alcáçova de um dos mais poderosos castelos da Beira. A entrada processava-se por uma das dependências assobradas da alcáçova, através da única porta, que se situa a cerca de seis metros da base e à qual se acede hoje por escada exterior.




Torre do Relógio- Penamacor

Adossada à muralha medieval, esta torre foi peça importante na defesa das portas da vila. A sua construção remonta, provavelmente, aos inícios do séc.XIV. As actuais ameias e campanário são fruto da reconstrução operada em meados do séc. XX para receber o novo relógio carrilhão instalado em 1956, em substituição do velho relógio que já vinha do séc. XIX. As numerosas inscrições que se observam no aparelho de cantaria são marcas de canteiro.




Domus Municipalis - Penamacor

A Domus Municipalis, tem uma porta de entrada para o cimo de vila, é contígua ao conjunto de muralhas, que se encontram em razoável estado de conservação. Na fachada voltada para as cercanias, podem ver-se duas harmoniosas janelas e entre elas o brasão de armas de Penamacor, com as esferas de D. Manuel I. Este brasão tem a data de 1568, a mesma do pelourinho. Pensa-se ter sido reconstruída no século XVI e século XVIII.



Igreja de S.Tiago - Penamacor

A igreja de S. Tiago é a igreja matriz. É datada de 1555 e apresenta traços renascentistas. Terá sido Sé Episcopal, e já sofreu inúmeras transformações. O tecto da capela mor deste Templo é em abóbada. É venerada nesta igreja, entre outros, aimagem de Jesus Crucificado. Era nesta igreja que os crentes vinham rezar, pedindo a Deus forças para defender a sua terra.



Capela de S. Cristo

Está situada no alto de uma das colinas desta vila. É composta pelo corpo da capela propriamente dito e por um alpendre. O púlpito foi pertença da igreja da misericórdia e nele consta a data de 1865. Nas colunas da frente, vê-se, numa, inscrita a palavra Março, e na outra a data de 1705. Numa terceira está a data de 1617, com algarismos invertidos.



Igreja da Misericórdia - Penamacor

Com harmonioso portal, terá sido construida em consequência da fundação da mesiricórdia, por D. Leonor. Existe nesta Igreja, uma imagem do Senhor dos Paços, em tamanho natural. Na fachada Sul, no canto direito, existe um campanário, onde se encontra um sino. Quando alguém morre, é este sino que toca, anunciando a triste nova. O terreno contínuo à igreja, conhecido pelo Quintal da Mesiricórdia, dizem que em tempos serviu de cemitério.



Igreja de S. Pedro - Penamacor

Pensa-se ser a igreja mais antiga de Penamacor. Fica situada dentro da muralha do castelo. É um templo pequeno e dizem ter sido sede de freguesia. O 1º altar que teve foi oferta de D. Barbara Tavares da Silva e esteve inicialmente na igreja da Misericórdia. Num dos lados da fachada principal, existe um torreão com duas sineiras, com um pequeno sino. Nesta igreja são veneradas as imagens de S. Pedro e de Santa Maria.



Convento de S. António - Penamacor

O Convento de S. António pertenceu à ordem dos Frades Capuchos e foi fundado em 1571, por um fidalgo da Casa Real, de nome Gaspar Elvas de Campos, então Alferes-mor de Penamacor. Nesse mesmo ano foi a Portalegre, à Ordem dos Frades Capuchos, pedir religiosos para o convento, o que conseguiu. No claustro e na capela, estão sepultados os monges que pertenceram a este convento, assim como a população da altura. É uma obra de fortes traços renascentistas, de linhas clássicas. O Púlpito da igreja do convento, é uma obra de riquíssima e preciosa talha do sécilo XVI.



Pelourinho - Penamacor

O pelourinho situado junto à antiga porta de entrada da Cidadela, do lado exterior à cerca, data de 1565. Conserva ainda os ganchos de ferro forjado, com as argolas originais. O espaço envolvente foi inicialmente Praça Pública, onde se efectuavam todo tipo de vendas, e, mais tarde, convertido em cemitério, que foi extinto em 1857.


 
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Concelho de Penedono

Monumentos

Castelo de Penedono

O castelo, classificado como monumento nacional (Decreto de 16 de Junho de 1910), ergue-se a 930 m. de altitude, em plena serra de Serigo, dominando ao redor um vastíssimo panorama, apenas limitado, ao longe, pelos mais elevados relevos das Beiras e Além - Douro e terras castelhanas do antigo reino Leão.
Galhardamente fincado no seu pedestal granítico, lembra, pelo fino recorte das suas linhas, uma graciosa aguarela romântica ou cenário de conto de fadas. É, sem dúvida, o mais formoso monumento do seu género, existente em terras beiroas.
De planta hexagonal irregular, com o perímetro de, aproximadamente, setenta metros escassos, foi edificado, talvez, no século XIV, por D. Vasco Fernandes Coutinho, senhor do Couto de Leomil e vassalo de el-rei, a quem D. Fernando o doara, juntamente com a vila de Numão e outros lugares, em recompensa de revelantes serviços prestado à Coroa. O escudo das armas dos Coutinhos: as cinquo estrelas sanguinhas / em campo dourado pintadas – colocado acima do portal da entrada, assim o dá a entender.
Dois esguios cubelos flanqueiam o portal, aberto ao sul, enquanto outros três se escalonam a intervalos irregulares, ao longo do anel das altas cortinas ameadas.


Pelourinho de Penedono

É alto o trono em que assenta a coluna monolítica do pelourinho, constituído por cinco degraus octogonais com faces em grosso rebordo, sendo o primeiro degrau incompleto devido ao desnivelamento do arruamento. Do centro da plataforma ou degrau superior, ergue-se o fuste prismático de oito faces com base quadrada, liso e concordante com os degraus. Na parte terminal possui um listel plano ao jeito de remate.
O capitel é formado por uma sucessão de molduras, sendo a primeira relevada em anel circundante seguida de rebaixo em gola. Superiormente existem dois sulcos em maior área seguindo-se de espaço retraído em nova gola.
A gaiola estilizada em leves formas é provida de oito colunetas alinhados com as quinas do fuste. São quatro de secção quadrada e os restantes de secção cilíndrica. Superiormente termina em pináculo com desenhos diversos. Na cúpula semi-esférica assenta corucheu cilíndrico onde pousa grimpa metálica.

Pelourinho de Souto

Tem quatro degraus, a base deste monumento. São de secção quadrada, sendo o inferior incompleto devido ao desnível do pavimento da Praça . O degrau superior é constituído por uma só peça, talhada em esquadria e não tem qualquer rebordo assim como os restantes degraus.
A coluna octogonal eleva-se do olhal da plataforma em aperfeiçoamento inferior quadrado, com pouca altura. Tem cerca de três metros o fuste poligonal com superfícies lisas. Nota-se, na coluna furo de fixação de ferros de sujeição.
Sobre a coluna assenta a peça do remate que, na parte inicial, tem a forma quadrada vindo a alargar-se em mesa de igual formato. É precedida de cornija de dupla moldura que contorna o capitel. Da reentrância situada entre os dois aperfeiçoamentos, sobe conjunto de molduras em ordem crescente. Sobre este tabuleiro assenta pirâmide de forma quadrada. Do lado oriental sobressai um escudo com as armas de Portugal.


(...)

GASTRONOMIA

Merecendo especial atenção, o Concelho de Penedono conserva memórias de sabores e saberes, pratos simples e rústicos do dia a dia, deitando mãos aos recursos que a terra lhe oferece. Um doce típico desta região, são as cavacas habilidosamente confeccionadas na freguesia de Castainço, que com o passar dos dias se encontram quase extintas, embora ainda hoje haja quem as faça quando encomendadas. Tradicionais, são também as filhós, o queijo fresco, a carne de porco (marrã) e todos os pratos e doces derivados da castanha. (...)

 

 

 
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Concelho de Pinhel

Locais históricos a visitar no Concelho de Pinhel

Pelourinho - Alverca da Beira
Situa-se em local plano, na proximidade da Igreja Matriz e da antiga Casa da Câmara e Tribunal, edifício setecentista cujo alçado principal tem frontão enquadrando as armas reais.
Soco constituído por quatro degraus circulares de aresta viva, o primeiro parcialmente enterrado no solo. Coluna com base quadrada chanfrada nos ângulos e de fuste octogonal, tendo capitel, que constitui a base da gaiola, em forma de pirâmide invertida truncada de base octogonal. A gaiola tem oito colunelos cilíndricos lisos, com chapéu piramidal, de base octogonal, coroada por esfera estriada.
Pelourinho de gaiola, com fuste octogonal de superfície plana. Capitel de secção octogonal em forma de pirâmide invertida truncada, tendo a gaiola como remate decorativo, de chapéu piramidal. Ausência de elementos decorativos. Os colunelos assentam no meio das faces do fuste.

Solar dos Távoras - Souropires
Fica situado em Souropires o Solar dos Távoras, considerado monumento nacional (um dos mais importantes do concelho de Pinhel), construído no Séc. XV.
Arquitectura civil residencial, renascentista. Solar de planta rectangular, com fachadas simétricas, com zona central mais baixa e lateralmente com torres. Integra capela autónoma de planta quadrada. Iluminação efectuada por frestas de lintel recto, janela com moldura decorada. Portal em arco pleno. Existência de janelas maineladas de lintel recto decorado por motivos fitomórficos e mainel de mármore com capitel de decoração vegetalista, bem como janela de ângulo com mainel de fuste canelado.
Tem como características Particulares, a conjugação da estrutura medieval, corpo central ladeado por torres, com janelas renascentistas. Integração da capela como volume autónomo. Encontra-se em ruínas. Decoração de janela com meias esferas.


Solar - Stª Eufémia
A barroca Casa dos Fidalgos ofendida por execráveis molduras de alumínio anodisado nas janelas da fachada e cuja capela se tornou paroquial, com altar de boa talha para nos mostrar.
Com efeito, a antiga igreja foi abandonada por ser pequena, servindo presentemente de paroquial a capela do solar dos fidalgos. O edifício e a igreja que no mesmo está integrada, formam, no seu todo arquitectónico, um conjunto de grande harmonia com linhas imponentes e bem delineadas.

Cruzeiro - Cidadelhe
Urbano, em terreno elevado, sobre maciço rochoso granítico, situando-se lateralmente ao eixo viário que dá entrada na povoação, paralelo à Capela de São Sebastião e ao edifício da Junta de Freguesia de Cidadelhe.
Cruzeiro com base de planta quadrangular regular, constituída por três degraus lisos. A coluna, de fuste com soco quadrangular de ângulos biselados, assenta directamente sobre a base, apresentando apenas um ligeiro alargamento na parte inferior, correspondente ao arranque do biselado. Na parte superior da coluna, sob o capitel, fecha-se o ângulo em bisel, alargando-se o fuste. O capitel, liso e de bordos com moldura saliente, serve de base à cruz latina que coroa o cruzeiro, com hastes poligonais com as faces lisas. Sobre o capitel estão aplicadas quatro placas de mármore com três cronogramas dos centenários - "1140", "1640" e "1840" - e a inscrição "Cidadelhe", gravados e preenchidos a preto.
Tem como características particulares, fuste com os ângulos biselados, tendo o capitel placas de mármore cronografadas.

Capela de S. Sebastião - Cidadelhe
Capela de planta longitudinal simples e de expressão vincadamente horizontalizante, com alpendre e cobertura homogénea de três águas. O telhado assenta directamente sobre o paramento mural e, no alpendre, sobre travejamento de madeira. Fachada principal, voltada a O. com o alpendre a prolongar as fachadas da capela, através de guardas em granito com dois pilares de secção quadrada a suportarem o telhado. Internamente, apresenta cobertura de forro de madeira, onde se inscreve uma cruz em relevo, tendo, na haste vertical, um cálice eucarístico encimado por resplendor, tendo, na horizontal, o cronograma "1652". Portal principal de verga recta, encimado por pintura a fresco, representando um Calvário, com o Crucificado ao centro, ladeado pela Virgem, à direita, e São João Evangelista, à esquerda, sobre fundo de casario. Interior com pavimento em lajes de granito e cobertura de caixotões de madeira pintados, com o ciclo da vida da Virgem e da Paixão de Cristo, enquadrados por marcenaria marmoreada, repousando sobre cornija também marmoreada.

Gravuras (Núcleo de Arte rupestre) – Cidadelhe
Arte rupestre paleolítica de ar livre. Gravuras picotadas, abradidas e pintadas representando motivos zoomórficos naturalistas de estilo atribuível ao Magdalenense. Arte rupestre neolítica. Pinturas de motivos zoomórficos semi-naturalistas e antropomórficos semi-esquemáticos. Arte rupestre do neolítico final ou calcolítico. Pinturas de antropomorfos esquemáticos.
Ú nico caso no contexto do Vale do Côa em que está documentada a presença de pinturas atribuíveis ao período Paleolítico em associação com motivos gravados do mesmo período. O facto de ter sido utilizado apenas nestes núcleos da Faia um suporte granítico para a gravação e pintura dos motivos, combinado com a constatação que a pintura a ocre excepcionalmente conservada na cabeça de bovídeo se situa na zona mais resguardada do painel, levou os investigadores a colocarem a hipótese de muitos outros motivos da arte paleolítica do Côa poderem ter sido pintados tendo a pintura desaparecido por acção combinada dos vários agentes erosivos.


Pelourinho - Lamegal
Situa-se em local plano, atravessado pela principal via do aglomerado, rodeado por algumas construções rústicas e assenta directamente em afloramento rochoso, não tendo degraus. Coluna com base quadrada chanfrada nos ângulos, de fuste octogonal decorado com fiadas verticais de meias esferas na metade superior, em quatro das suas faces. Remate com peça quadrangular, na qual se insere a extremidade do fuste e cujas faces se retraem superiormente formando um coroamento em forma de pirâmide truncada irregular.

Igreja Matriz– Bogalhal
Arquitectura religiosa, românico-gótica e barroca. Igreja reconstruída no séc. 20, mas mantendo a estrutura original, de planta longitudinal, composta por nave de três tramos divididos por arcos diafragma apontados, capela-mor seiscentista e sacristia adossada à fachada lateral esquerda. Fachada principal com portal de volta perfeita e campanário de sineira dupla. Fachadas laterais marcadas pelos contrafortes, por portas travessas de volta perfeita, janelas e remate em cornija. Coberturas de madeira, a da capela-mor formando falsa abóbada de berço, sendo os retábulos de talha dourada e pintada do período rococó e baptistério e púlpito no lado do Evangelho.
Igreja medieval de transição do românico para o gótico, com capela-mor seiscentista, mais elevada que a nave. Fachada lateral S. apresenta cornija e cachorrada decoradas com motivos geométricos e simbólicos. Púlpito de planta centralizada, sobre colunelo de cantaria. Cobertura da capela-mor de madeira pintada.


Cruzeiro - Azevo
Situado no entroncamento do caminho vicinal que dá serventia a propriedades rústicas com o eixo viário que faz a ligação da freguesia do Azevo com a sua anexa da Madalena, junto do cemitério do lugar de Madalena.
Cruzeiro constituído por base e cruz, apresentando, a primeira, planta rectangular regular constituída por quatro degraus lisos. O terceiro e quarto degraus superiores têm dimensões muito aproximadas, o que lhes dá a aparência de um soco alto. A cruz, do tipo latino, assenta directamente sobre os degraus. A haste vertical tem seco quadrangular e remate trilobado, mostrando, a face principal, voltada a N., relevos e uma placa de mármore com inscrição em capitais: "VIII / CENTENÁRIO / DA FUNDAÇÃO / III DA RESTAURAÇÃO / 1940 //", cravada na parte inferior. À face, dentro de moldura escavada, identificam-se, de baixo para cima, um cálice eucarístico, um ornato em forma de rombo, um sol raiado e, no topo, uma cruz em haspa, esculpidos em baixo relevo.

Igreja Matriz – Vale de Madeira
Arquitectura religiosa, quinhentista. Igreja paroquial com reedificação setecentista, de características chãs. Apresenta planta longitudinal composta por nave única e capela-mor mais estreita, com sacristia e sala anexa integradas em reconstrução posterior. A fachada principal tem um andar e pano únicos, empena triangular, portal de entrada de arco ligeiramente apontado, e é ladeada por torre sineira de dois andares. As fachadas laterais, rebocadas e caiadas, apresentam vãos de ombreiras e lintéis rectos em granito, excepto a parede testeira da capela mor que é cega. O interior é de nave única, pavimentada com lajes de granito e com cobertura em masseira, separada da capela-mor por arco quebrado quinhentista assente sobre impostas em ressalto.
Igreja paroquial de construção quinhentista, documentada pelo portal principal, pelo arco cruzeiro e ornatos remanescentes no púlpito, com reedificação setecentista de características chãs, documentadas na tipologia da torre sineira, assim como na morfologia dos elementos secundários e ornamentais.


Núcleo de sepulturas escavadas na rocha - Vascoveiro
Necrópole constituída por trinta e uma sepulturas escavadas na rocha distribuídas por agrupamentos de número e orientação variada, algumas escavadas nos afloramentos de rocha granítica e outras já mutiladas, soltas pelo terreno ou integradas nos muros de divisão de propriedade. Todas se apresentam sem tampa ou restos ósseos, e algumas fracturadas.
De formas trapezoidais e também rectangulares com laterais arqueados apresentam na generalidade cabeceiras e leitos com desnível; algumas das sepulturas ainda apresentam rebordos. A área disponível do afloramento foi intensamente aproveitada, apresentando-se grupos com existência de alinhamento entre as sepulturas, que ocupam o mesmo maciço rochoso, outros grupos que não possuem alinhamento interno, grupos que se encontram alinhados entre si e ainda, sepulturas isoladas cuja orientação do eixo principal não se relaciona com as outras.

Ponte medieval – Valbom
Ponte construída em cantaria de granito, de cavalete muito pronunciado, constituída por um só arco de volta perfeita. As guardas, compostas de duas fiadas de silhares de corte regular, acompanham o perfil do cavalete sobre o centro do tabuleiro e prolongam-se pelas margens, abrindo a área do tabuleiro à entrada e à saída. Do lado S., são visíveis dois socalcos de cantaria, tratando-se possivelmente da parte superior de um talhamar cujo embasamento inferior se encontra encoberto pelo depósito de terra de aluvião agricultadas.

 

 
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Distrito de Castelo Branco
AGUIAR DA BEIRA MOIMENTA DA BEIRA SERNANCELHE
ALMEIDA MORTÁGUA SERTÃ
BELMONTE NELAS TÁBUA
CARREGAL DO SAL OLEIROS TAROUCA
CASTELO BRANCO OLIVEIRA HOSPITAL TOMAR
CASTRO DAIRE OLIVEIRA DE FRADES TONDELA
CELORICO DA BEIRA PAMPILHOSA SERRA TORRES NOVAS
COVILHÃ PENALVA DO CASTELO TRANCOSO
FIGUEIRA C. RODRIGO PENAMACOR VILA DE REI
FORNOS ALGODRES PENEDONO VILA NOVA DE PAIVA
FUNDÃO PINHEL VILA VELHA RÓDÃO
GOUVEIA PROENÇA-A-NOVA VISEU
GUARDA SABUGAL VOUZELA
IDANHA-A-NOVA SANTA COMBA DÃO  
MAÇÃO SÃO PEDRO DO SUL  
MANGUALDE SARDOAL  
MANTEIGAS SÁTÃO  
MEDA SEIA  
     
Concelho de Proença-a-Nova

 

Locais de Interesse

Alvito da Beira
» Moinhos de água em xisto na Ribeira do Alvito
» Praia Fluvial da Couca na Cerejeira
» Poço das Andorinhas em Alvito da Beira

Montes da Senhora
» Moinhos de água

» Zona piscatória
» Buraca da Moura na Serra das Talhadas


Peral
» Cruzeiro do Cabeço

» Moinhos de água
» Zona piscatória
» Campo de Tiro de Nave à Metade
» Sítio da Conheira


Proença-a-Nova
» Igreja Matriz de Proença-a-Nova
» Cruzeiro em Proença-a-Nova
» Capela da Misericórdia em Proença-a-Nova
» Ponte Filipina do Malhadal
» Praia Fluvial de Aldeia Ruiva
» Praia Fluvial de Malhadal
» Zona piscatória
» Moinhos de água
» Jardim de Santa Margarida em Proença-a-Nova
» Jardim da Devesa em Proença-a-Nova
» Fonte Luminosa no Largo das 3 Bicas em Proença-a-Nova

 

 
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Distrito da Guarda
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COVILHÃ PENALVA DO CASTELO TRANCOSO
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FORNOS ALGODRES PENEDONO VILA NOVA DE PAIVA
FUNDÃO PINHEL VILA VELHA RÓDÃO
GOUVEIA PROENÇA-A-NOVA VISEU
GUARDA SABUGAL VOUZELA
IDANHA-A-NOVA SANTA COMBA DÃO  
MAÇÃO SÃO PEDRO DO SUL  
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MEDA SEIA  
     
Concelho de Sabugal

A Visitar

SORTELHA
SABUGAL - Castelo; Praia Fluvial; Museu Municipal; Barragem; Rio Côa; Jardins
TERMAS DO CRÓ
PONTE DE SEQUEIROS
CASTELO DE VILA DO TOURO
VILAR MAIOR
ALFAIATES - Castelo; Sacaparte
VALE DE ESPINHO - Viveiro da Trutas
PRAIA FLUVIAL DOS FÓIOS
PRAIA FLUVIAL DE QUADRAZAIS
QUEIJARIA DE MALCATA

Veja mais em: Câmara Municipal de Sabugal

 

Antecedentes
A primitiva ocupação humana do local remonta à pré-história, possívelmente a um castro Neolítico. Atraídos pela riqueza mineral da região e pela posição estratégica do local, este teria sido sucessivamente ocupado por Romanos, Visigodos e Muçulmanos.


O castelo medieval

Castelo de Sortelha, Portugal: praça da vila.À época da Reconquista cristã da península Ibérica, Pena Sortelha, como então era chamada, constituiu-se em defesa da região fronteiriça, disputada entre Portugal e Castela. A partir de 1187, D. Sancho I (1185-1211) tomou medidas para repovoar o lugar, e foi o seu neto homónimo, D. Sancho II que concedeu foral à vila (1228), época provável da edificação do castelo. A cerca da vila seria beneficiada por D. Dinis no século XIII que, a partir da assinatura do Tratado de Alcanises (1297), fixou as fronteiras para além das terras de Riba-Côa. No século seguinte, foi erguida uma nova cerca por iniciativa de D. Fernando.

No século XV sabe-se que o alcaide do castelo era Manuel Sardinha, sucedendo-lhe Pêro Zuzarte.

Em 1510, D. Manuel I (1495-1521) renovou o foral da Vila, mencionando que os seus habitantes não estavam obrigados a dar hospedaria aos grandes e pequenos do reino, se essa fosse a vontade do povo de Sortelha. Esse soberano também iniciou uma campanha de obras no castelo, dentre as quais subsiste a emblemática manuelina sobre a porta. Em 1522 Garcia Zuzarte tornou-se alcaide-mor. Nesse século ainda, o nobre D. Luís da Silveira, guarda-mor de D. Manuel I e de D. João III (1521-1557), adquiriu o castelo, tornando-se seu alcaide, conferindo-lhe D. João III o título de Conde de Sortelha.


[editar] Da Guerra da Restauração aos nossos dias
Com a Restauração da independência, após 1640, foi iniciada a adaptação da estrutura defensiva às novas técnicas militares, adaptando-a ao fogo da artilharia. Nesta fase, o Castelo esteve envolvido em diversas operações militares contra forças de Castela em acção na fronteira, o mesmo se repetindo no século XVIII contra o mesmo inimigo e, posteriormente, no início do século XIX, no contexto da Guerra Peninsular, contra as forças francesas de Napoleão.

Desguarnecido posteriormente, quando a sede do Conselho foi extinta em 1855 tanto a vila quanto o seu castelo entraram em processo de decadência.

Encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910. Posteriormente sofreu intervenções de conservação e restauro a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).

(in: wikipedia)

 
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