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Concelho de Abrantes


Abrantes é uma cidade portuguesa pertencente ao distrito de Santarém, na sub-região do Médio Tejo, na região Centro, com cerca de 19 182 habitantes.[2] Pertencia ainda à antiga província do Ribatejo, hoje porém sem qualquer significado político-administrativo.
É sede de um município com 714,73 km² de área e 39 362 habitantes (2011),[1] subdividido em 19 freguesias. A densidade demográfica é de 56 habitantes por km².
O município é limitado a norte pelos municípios de Vila de Rei, Sardoal e Mação, a leste por Gavião, a sul por Ponte de Sor e a oeste por Chamusca, Constância, Vila Nova da Barquinha e Tomar.
O município inclui uma cidade, Abrantes, e uma vila, o Tramagal. (in Wikipedia)



Caracterização Geral

Sobem as temperaturas, sopra uma brisa fresca florescem os prados e as flores embalam ao sabor do vento, apetece o sol e a água, é a Primavera que chega com todos os seus encantos. O cheiro dos campos lavrados invade toda a região que se ergue à beira do Tejo.

Localizado nas proximidades dos largos dominios dos latifundios surge o bastião da segurança da Beira e do Alentejo, com o seu castelo altaneiro que fez parte da linha de castelos do norte do Tejo em época de reconquistas. O património natural que mais deslumbra o visitante é a Albufeira do Castelo do Bode, o Rio Zêzere o magestoso rio Tejo com a sua belíssima praia fluvial. Também a Zona Florestal preenchida por um vasto manto de eucaliptos e pinheiros, para além de uma vasta variedade de outras espécies, proporciona um reconhecido espaço de lazer e de rara beleza ao ser observado do Miradouro da Porta da Traição e do da Torre de Menagem.

Do seu património cultural monumental é de realçar o interior da muralha, onde se situa a Igreja de Stª Maria do Castelo de feição gótica, bem como a exuberante Igreja de S. Vicente com um valioso interior de impressionante riqueza decorativa, tal como quadros cerâmicos, duas raríssimas naus de S. Vicente, retábulos seiscentistas no altar-mor e baptistério, etc. Na representação do esplendor do estilo renascentista a Igreja de S. João Baptista é a obra exemplar em todo o Estado Luso.

Dignas de visita são também as restantes Igrejas pois todas elas possuem pinturas, azulejos e outros valiosos tesouros.

Do seu património artístico são de salientar, nas belas ruelas perfumadas de rosas e brincos-de-princesa onde se encontram as pitorescas calçadas de seixo do rio, as actividades de artesanato típicas de decoração como são exemplo, os palmitos, a tecelagem, a cestaria , os bonecos e os tipicos assentos empalhados. Também a azulejaria, primordialmente na Casa do Definitório, merecem um olhar mais atento.

Informação gentilmente cedida pela Região de Turismo dos Templários

Monumentos

Castelo de Abrantes

Antigo Convento de S. Domingos

Casa da Câmara Municipal

Convento de Santo António e o aqueduto

Fonte de São José

Hospital da Misericórdia de Abrantes

Ermida de Santa Ana

Ermida de São Lourenço

Igreja da Misericórdia de Abrantes

Igreja de Santa Maria do Castelo

Igreja de São João Baptista

Igreja de São Vicente

Ponte romana de Alferrarede

Convento da Esperança

 

(in: ribatejo.com)



(Veja Mais em Municipio de Abrantes)

 
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Concelho de Aguiar da Beira

A análise do património arqueológico na região sugere a hipótese de que a ocupação humana remonta, pelo menos, até ao IV milénio a.C., teoria alicerçada nas investigações levadas a cabo no Núcleo Megalítico de Carapito, constituído por quatro estruturas megalíticas, de entre as quais se destaca o Dólmen de Carapito, (classificado como Monumento Nacional pelo decreto-lei n.º 735/74 de 21 de Dezembro).
Do período proto-histórico existem três povoados, de possíveis origens castrejas, nomeadamente o Castro de Carapito, o Castro da Gralheira e o Castro das Abelhas, sendo possível aí vislumbrar vestígios de construções. A presença de tegulae (telhas) romanas no Castro das Abelhas e Gralheira parecem apontar ainda para posterior ocupação romana.
Da presença romana na região subsistem também outros vestígios, como é o caso de uma edícula em granito, descoberta na aldeia de Penaverde (e actualmente conservada no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa), e vários silhares almofadados que foram reutilizados na construção do pano da muralha do castelo medieval da vila de Aguiar da Beira, bem como mais exemplares encontrados em restantes aldeias do concelho, na maioria dos casos fazendo parte do aparelho de construção de casas de habitação.
Após o século V, e apesar da instabilidade provocada por sucessivos conflitos consequentes da derrocada da administração romana (invasões bárbaras, ocupação islâmica, guerras da Reconquista) e do fenómeno de ermamento que se verificou em muitas zonas do interior do país, a ocupação da região manteve-se durante a Alta Idade Média, o que talvez possa ser comprovado pela existência de sepulturas talhadas na rocha, bem como sarcófagos, que em algumas áreas constituem autênticas necrópoles, como acontece em Aguiar da Beira (Núcleo de Sepulturas da Regada) e Moreira, enquanto noutros casos se encontram totalmente isoladas, como se observa em Penaverde ou Mosteiro. Mais exemplos de semelhantes sepulturas e sarcófagos podem ser encontradas em Colherinhas, Pinheiro e Sequeiros. Estes espaços de morte apontam para presença humana entre os séculos VII e XII.
À Baixa Idade Média, com a relativa pacificação do território, corresponde uma fase de reforço da administração, e desenvolvimento de um novo sistema judicial e socioeconómico, que encontra expressão na concessão de cartas de foral a determinadas regiões, com o objectivo de fomentar a ocupação de determinado espaço, ou legalizá-la, caso ela já exista. É assim que Aguiar da Beira, bem como Penaverde, receberão os seus forais no século XIII. Em inícios do século XVI também Carapito será elevado ao estatuto de Concelho, por via de carta de foral, reinando então D. Manuel. A concessão de Carta de Feira à vila de Aguiar da Beira por D. Dinis, em 1308, é revelador da importância que este aglomerado assumia já na altura em termos de dinâmica económica. Após o século XVI, e durante toda a época moderna, o território actualmente compreendido pelo Concelho de Aguiar da Beira estava dividido entre os Concelhos de Aguiar, Carapito e Penaverde. Circunscrição que se haveria de manter até ao século XIX, altura em que a reforma administrativa levada a cabo pelo governo liberal dissolveu, em 1836, os Concelhos de Carapito e Penaverde, sendo o primeiro incorporado no Concelho de Aguiar da Beira, e tornando-se o segundo uma freguesia de Trancoso, vindo posteriormente (1840) a transitar para o Concelho de Aguiar. Também este último chegou, por um breve período, a perder a sua autonomia, a partir de 1896, altura em que se tornou freguesia do Concelho de Trancoso, vindo a readquirir o seu estatuto concelhio em 1898, agregando a si os antigos concelhos de Carapito e Penaverde.

No que a património histórico se refere existem elementos de destaque no Concelho de Aguiar da Beira. Para além das já mencionadas estruturas pré-históricas e castrejas é possível ao visitante contemplar património histórico e artístico de épocas posteriores, de não menor interesse e importância. A nível de arquitectura religiosa, é de destacar, na própria vila de Aguiar da Beira, a antiga Capela de Nossa Senhora do Castelo, ou de Nossa Senhora do Leite, edifício medieval, de fundações românicas (século XIII?), bem como a Igreja da Misericórdia, edifício do século XVIII, em estilo barroco.

Na freguesia de Forninhos, pode visitar-se a Capela de Nossa Senhora dos Verdes, seguindo também uma estética barroca, com decoração interior constituída por altar-mor e arco triunfal revestidos a talha dourada, sendo a cobertura do santuário totalmente preenchida por caixotões em talha representando santos, assim como cenas da vida de Cristo e da Virgem Maria. O imóvel beneficiou de protecção legal, sendo considerado de interesse público.

Para além destas já referidas, inúmeras outras capelas e igrejas podem ser visitadas em praticamente todas as freguesias do Concelho de Aguiar onde, além de apreciar a arquitectura, o observador pode desfrutar do espólio de arte sacra, como é o caso dos altares barrocos, em talha, ou vários exemplares escultóricos indo desde o gótico até à actualidade.

Também na arquitectura civil se encontram elementos de invulgar interesse por todo o concelho de Aguiar da Beira. Coroando a própria vila de Aguiar destacam-se as ruínas do castelo, estrutura inserida dentro do género dos castelos roqueiros, e cuja origem será provavelmente anterior à nacionalidade (séculos VII a XI), destinada talvez a funções de vigilância e posto avançado para a zona de defesa fronteiriça do vale do Mondego e Távora. Não muito longe das ruínas da fortificação, e na parte da vila conhecida por “Largo dos Monumentos”, encontra-se implantado o Pelourinho Manuelino (séc. XVI), a antiga Torre do Relógio , e a Fonte Ameada , sendo estas três estruturas um dos principais ex-libris da vila, e beneficiando cada uma delas de protecção legal, enquanto imóveis de interesse público. Também neste largo se encontram a Casa dos Magistrados (séc. XV) e o edifício dos antigos Paços do Concelho (séc. XVIII).

Para além de Aguiar, também na aldeia de Penaverde e Carapito se podem ver os pelourinhos (ambos de origem quinhentista), símbolos de estatuto e autonomia concelhias. O pelourinho de Penaverde apresenta-se muito delapidado, tendo perdido o escudo e esfera armilar que antes possuía. Quanto ao pelourinho de Carapito, este apresenta um remate em forma de gaiola relativamente bem conservado, sendo o mais elaborado e completo de todos os três. Por todo o concelho encontram-se vários exemplos de casas senhoriais (grande parte delas edificada por volta de finais do século XVII / XVIII), reflexo da prosperidade ou categoria nobiliárquica de alguns habitantes. Em muitas casas de aldeias do Concelho foram identificadas marcas cruciformes, que indiciam a permanência na região de comunidades de cristãos-novos, que através da exibição deste tipo de símbolos, pretendiam evitar qualquer suspeita de práticas judaízantes. Contudo, estas marcas cumpririam ao mesmo tempo funções de agregação (contribuindo para a coesão dos elementos de tais minorias), bem como de discriminação (de maneira a que todos os cristãos-velhos tivessem consciência de que tais indivíduos tinham sangue judaico), para além de actuarem como símbolos de protecção contra as forças do mal.

Finalmente, refira-se ainda a Ponte do Candal que atravessa o rio Coja, na freguesia de Coruche, ponte de origem medieval, talvez anterior à fundação da nacionalidade, e que apesar da simplicidade da estrutura, se oferece como exemplo da engenharia medieval.




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Complexo das Nascentes do Alviela

O melhor da Natureza, para desfrutar e preservar!

Em pleno Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, o Complexo das Nascentes do Alviela oferece aos seus visitantes as mais variadas experiências de contacto com a Natureza, num ambiente bucólico de rara beleza paisagística. Repousar na Praia Fluvial, descobrir os caminhos que a água percorre até chegar à Nascente ou praticar desporto ao ar livre são apenas algumas das ofertas disponíveis no local.

A escassos quilómetros da vila de Alcanena, bem no centro de Portugal, as Nascentes do Alviela anunciam-se como um local ideal para descontrair e recarregar baterias, beneficiando do melhor que a Natureza tem para lhe dar.

NASCENTE dos OLHOS D´ÁGUA do ALVIELA

A Nascente dos Olhos de Água do Alviela é uma das mais importantes do nosso país, chegando a debitar 17 mil litros por segundo, ou seja, 1,5 milhões de metros cúbicos de água por dia (pico de cheia). Desde 1880 até bem próximo da actualidade, a Nascente foi uma das principais fontes de abastecimento de água à cidade de Lisboa (através da EPAL), e ainda hoje “abre portas” a um dos maiores reservatórios de água doce do país.

A bacia de alimentação da Nascente estende-se ao longo de cerca de 180 km2, onde a água percorre verdadeiros labirintos subterrâneos até chegar aos Olhos de Água. Mas nada melhor que uma passagem pelo Centro Ciência Viva do Alviela - CARSOSCÓPIO para compreender a importância da Nascente e sua envolvente natural, assim como os fenómenos geológicos que estiveram na sua origem.

 




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Concelho de Almeida
Roteiro todo Terreno

Pela estrela fortificada...

No recorte do horizonte, surge o encadeamento da muralha da fortaleza. O baluarte representa um símbolo sempre presente na memória das gentes de Portugal. Num concelho onde o planalto une o céu e a terra, partimos à descoberta da terra das gentes da raia numa alma grande até Almeida…
Desde cedo a situação estratégica de Almeida serviu de pano de fundo à fixação da população por entre todas as vicissitudes da história. O território do concelho reparte-se entre as planuras e as profundezas do vale do rio Côa. Os vestígios da ocupação humana perdem-se na pré-história. Contudo, a maior visibilidade de testemunhos marcam-se a partir de um facto incontornável: a localização estratégica do lugar. É inevitável fazer uma abordagem histórica do topónimo “Almeida” sem passarmos pelas referências muçulmanas. Para alguns historiadores, a palavra deriva do árabe “al meda” ou até “talameyda” que significava “mesa” numa clara alusão ao território planáltico do lugar. Para outros, a palavra deriva de “atmeidan” que significaria “campo” ou “lugar de corrida de cavalos” uma actividade tão comum por entre o povo árabe. Almeida foi sempre marcada por uma história de consolidação de territórios. Desde sempre foi ponto de contenda territorial mas a grande afirmação histórica tem início durante a Reconquista Cristã. O lugar deveria ter sido tomado aos mouros, pela primeira vez, por D. Fernando Magno de Castela em 1039. Sem dúvidas históricas foi a tomada de Almeida pelo rei D. Dinis em 1296 onde se incluem os territórios da margem direita do Côa. O território definido veio a ser confirmado pelo Tratado de Alcanizes tendo D. Manuel estabelecido o foral em 1510.A vila de Almeida está rodeada por um polígono defensivo de forma hexagonal de muralhas que constituem um raro exemplar da arquitectura militar. Da história da região ficam factos importantes que marcaram a individualidade do território e da nação de Portugal. Para trás ficou a crise dinástica de D. Fernando e as guerras da Restauração tendo D. João IV reforçado a sua defesa. Na terceira invasão francesa, Massena cercou a praça em 1810. Almeida aguentou com valentia mas a explosão de um paiol desmoralizou o governador da praça Costa e Almeida que acabou por entregar a vila. Em 1811 Wellington sitia e retoma a praça. Durante as lutas liberais, o conde de Bonfim revoltou-se contra o ministério cabralista e refugiou-se na vila com outros revoltosos entre os quais José Estêvão. O barão da Fonte Nova pôs-lhe cerco fazendo-os capitular em 1844 exilando-se Bonfim em Espanha. É esta história que vai estar patente ao longo do percurso dividido por dois trajectos onde vamos encontrar alguns recantos plenos de simbolismo. Não se esqueça de passar pelo Turismo, magnificamente instalado nas portas de S. Francisco, onde poderá recolher preciosa informação de locais a visitar: a si de descobrir. A primeira parte leva-nos às terras fronteiriças do concelho fazendo mesmo uma incursão em território espanhol. Na segunda parte, vamos descobrir um pouco do interior destas terras num trajecto que liga a aldeia histórica de Castelo Mendo a Almeida. Para o primeiro percurso, dirija-se à porta da muralha junto à Pousada de Almeida. Coloque aí os km a zero. O trajecto é simples e sem qualquer tipo de dificuldades em termos de acidentado do percurso. Logo a seguir à travessia da ponte romana, em Malpartida, vire à direita e prossiga pelo caminho principal. Quando chegar a Vale de Coelha, está quase a pisar território espanhol. É só atravessar a vau a ribeira de Toirões. Apesar de nunca levar muita água, tenha sempre cuidado… Pouco depois, vai entrar num estradão espanhol que convida a acelerar... Não caia em tentação até porque existe muito trânsito local. Já na parte final do percurso, vai circular por um caminho agrícola, asfaltado recentemente, onde mal cabe o carro... e que termina na bonita e antiga estação de caminhos de ferro de Vilar Formoso. Na segunda parte do percurso, estamos de volta a Almeida. Mas vamos primeiro até Castelo Mendo para uma visita a uma das aldeias históricas da Beira Interior. Também aqui a memória do passado é rica. Saímos de Vilar Formoso pela EN 16 em direcção à Guarda e depois de Castelo Bom, cuja visita também aconselhamos, e depois de passarmos o rio Côa, um pouco mais acima, encontramos o cruzamento que nos dá acesso à localidade. Castelo Mendo é uma vila antiga que espreita numa cintura de muralhas virada para o vale do rio Côa. Fundada por D. Sancho II em 1239, Castelo Mendo teria até passado para a coroa portuguesa, como dote da rainha Santa Isabel, em 1282. D. Manuel I renovou-lhe o foral em 1510. Depois de entrarmos, podemos apreciar alguns exemplos conservados de um casario quinhentista, o pelourinho manuelino de gaiola e colunelos junto do largo a igreja de S. Vicente. A rua principal leva-nos até ao alto de Castelo Mendo onde pontifica a velha igreja matriz de estilo românico. De destacar a antiga feira de Castelo Mendo provavelmente a primeira feira portuguesa a ter uma periodicidade decretada por lei régia. O percurso de regresso a Almeida não se reveste de qualquer tipo de dificuldade colocando-se os quilómetros a zero na saída das muralhas. Perto do final, e depois de atravessar a ponte sobre o rio Côa, suba até encontrar o asfalto. Para a sua esquerda fica a Quinta da Barca, que poderá visitar, para a direita segue em direcção a Almeida. Não os deixamos sem antes lhe recomendar bons pratos… Da gastronomia de Almeida destacam-se os pratos de caça, o arroz de lebre ou de coelho bravo, o cabrito assado ou a prova de alguns enchidos tradicionais. Para o final, arroz doce, requeijão e doce de abóbora, bola doce, tigelada e, claro está, uma famosa ginjinha…

 
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Concelho de Belmonte
PEDRO ÁLVARES CABRAL DESCOBRIU O BRASIL EM 1500
Nasceu em Belmonte, por 1467-1468. Filho de Fernão Cabral, alcaide-mor de Belmonte.

 

PATRIMÓNIO TURÍSTICO

CASTELO DE BELMONTE
BELMONTE
Construção militar dos séc. XII/XIII. Em 1466 foi doado a Fernão Cabral, a título hereditário, por D. Afonso V. Passou de castelo fortificado a residência senhorial. Foi residência da família Cabral até finais do século XVII, tendo sido abandonado devido a um violento incêndio. Sofreu várias remodelações. Hoje possui um anfiteatro ao ar livre. Encontra-se aqui o posto de turismo e uma loja do IPPAR.


PELOURINHO
BELMONTE
Simbolo medieval de poder municipal, era junto dele que era aplicada a justiça e anunciadas publicamente as posturas municipais e as directrizes de poder central. Representa uma prensa de azeite. Destruído no século XIX, foi reconstruído nos anos 80.

IGREJA MATRIZ
BELMONTE
Construção recente dos anos 40, alberga a imagem quatrocentista de Nossa Senhora da Esperança, que segundo a tradição acompanhou Pedro Álvares Cabral na viagem da descoberta do Brasil.



SOLAR DOS CABRAIS
BELMONTE
Segunda residência da família Cabral, foi construído no século XVIII, para substituir o Paço do Castelo que havia sido afectado por um incêndio no século XVII. O brasão é do século XIX.


TULHA
BELMONTE
Edificio do século XVIII. Destinava-se ao armazenamento das rendas da família Cabral. Actualmente, encontra-se aqui instalado o Ecomuseu do Zêzere, uma estrutura que aborda o rio Zêzere numa perspectiva do seu património natural e cultural, privilegiando os aspectos ligados à fauna, flora, uso do solo e povoamento.


CAPELAS DE STO ANTÓNIO E DO CALVÁRIO
BELMONTE
Conjunto formado por dois pequenos edifícios. Ainda há dúvidas , mas tudo indica que a Capela de Sto António é a mais antiga (séc. XI/XVII).Nesta capela encontra-se um brasão com as armas das famílias Queiroz, Gouveia e Cabral. A Capela do Calvário será já uma construção do século XIX.

IGREJA DE SÃO TIAGO
BELMONTE
Templo românico do século XIII, foi sofrendo alterações. No século XIV é construída a Capela de Nossa Senhora da Piedade, formando um interessante conjunto gótico. Em finais do século XV é-lhe anexado o Panteão dos Cabrais, restaurado no século XVII, onde hoje estão depositadas as cinzas de Pedro Álvares Cabral. No século XVIII, a sua fachada é remodelada e a torre sineira erigida.



SINAGOGA | BELMONTE
Templo da comunidade judaica em Belmonte.


JANELA MANUELINA DA CASA DA Câmara | CARIA

CASA DA RODA DOS EXPOSTOS | CARIA

CAPELA DE SANTO ANTÓNIO | CARIA

IGREJA MATRIZ | CARIA

RETÁBULO E TRONO DO ALTAR-MOR DA IGREJA MATRIZ | CARIA

TORRE DE CENTUM-CELLAS | COLMEAL DA TORRE

IGREJA MATRIZ | COLMEAL DA TORRE

ALTAR DA IGREJA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA | COLMEAL DA TORRE

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA ESTRELA | INGUIAS


ALTAR DA IGREJA DE SÃO SILVESTRE | INGUIAS

CAPELA DO ESPÍRITO SANTO | MAÇAINHAS

IGREJA MATRIZ | MAÇAINHAS

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Concelho de Carregal do Sal

Carregal do Sal caracteriza-se como um Concelho rico em termos culturais. Disso são prova os Solares e Casas Solarengas dos séculos XVII -XVIII, as lagaretas e Túmulos rupestres espalhados por várias localidades e as alminhas que são, igualmente, prova inequívoca de um passado histórico que a Câmara Municipal insiste em preservar.


PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO

A actual área geográfico-administrativa que integra o concelho de Carregal do Sal é, pela sua génese geomorfológica e orográfica, um espaço que viria a proporcionar excelentes condições naturais de fixação humana, já desde o período Pré-histórico, sendo, no presente, um facto comprovado pelo elevado e diversificado número de testemunhos arqueológicos inventariados atribuíveis aos Períodos Neolítico, Calcolítico e Idade do Bronze, passando pelos vestígios de ocupação romana, até à Idade Média.

Para além destes, outros vestígios de natureza arquitectónica conferem ao Concelho de Carregal do Sal um estatuto privilegiado no que à cultura diz respeito. Anote-se a existência de monumentos de interesse nacional e que foram classificados como tal pelo Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico dos quais se destaca o Dólmen da Orca em Fiais da Telha e o túmulo de Fernão Gomes de Góis na Igreja Matriz de Oliveira do Conde que atesta, entre outros, a passagem de ilustres figuras da história nacional por este Concelho.

Mas não é só de passagens de tempos longínquos que é feita a cultura do Município. A Câmara Municipal tem-se preocupado com a edificação de espaços (por exemplo, a Biblioteca Municipal inaugurada no dia 25 de Abril de 2000, o Complexo das Piscinas Municipais e mais recentemente o Museu Municipal) e com o apoio a colectividades que mantêm viva a cultura local.

De referir é, igualmente, aquele que constitui já um cartaz turístico da Região e do País - o Carnaval de Cabanas de Viriato - que sobrevive e se assume, a cada ano que passa, como um ex-libris cultural do Concelho. Ainda em Cabanas merece destaque a estátua do Cristo-Rei , bem no alto, de onde avista as casas em granito, os jardins em flor, as ruas calcetadas... E é também em Cabanas que voltamos atrás no tempo para recordar um feito notável perpetrado por um natural do Concelho - Aristides de Sousa Mendes, o Cônsul Português em Bordéus que, durante o holocausto nazi, passou inúmeros vistos salvando a vida a milhares de judeus. A casa onde viveu aquele que podemos apelidar de Óscar Schindler português vai ser recuperada para imortalizar o acto heróico deste cabanense ( o projecto já está concluído ) e ali passará a funcionar a Fundação Aristides de Sousa Mendes constituindo a justa homenagem a quem arriscou a própria vida por um ideal tão nobre.

E a oferta cultural do concelho não se fica por aqui. Não podemos esquecer as romarias e festas tradicionais que, sendo , na sua maioria, religiosas, mantêm características inéditas. Neste âmbito incluem-se as tradicionais Festas do Concelho onde se revivem tradições com a prática de jogos como a subida ao pau ensebado ou a quebra de panelas .


Em termos religiosos destacam-se outras realizações: a Festa da Senhora dos Milagres que se realiza a 15 de Agosto nas Laceiras e que traz ao Concelho um sem número de emigrantes de outras paragens e a Festa de Santo António, em Fiais da Telha, que ainda inclui o desfile em corrida de rebanhos de ovelhas enfeitadas e que só termina quando cada rebanho circunda, por completo, a Igreja desenhando um círculo.


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Concelho de Castelo Branco
ROTEIRO

A cidade desenvolve-se na encosta nascente de uma pequena elevação, que se ergue duma vasta região planáltica. Assim a descreveu Alexandre Herculano em 1851: "Beira Baixa olhando em volta parece um plano onde se eleva ao centro o monte de Castelo Branco em cuja encosta oriental alveja a cidade".Este sítio conferiu a Castelo Branco todas as características de um aglomerado de fortaleza e condicionou, durante séculos, os destinos e as funções da cidade. Da antiga função defensiva é testemunha o Castelo, erguido em boa posição estratégica e donde se avista, em dias de céu claro, todo o curso superior do Tejo até à zona raiana.
Comece a visita pelo Castelo, hoje resultado de sucessivas intervenções. A Igreja de Sta. Maria do Castelo é um templo de fundação românica que conserva, no seu interior despido, a lápide funerária do poeta do Cancioneiro Geral, João Roiz de Castelo Branco. Desça em direcção à Praça Velha, centro do burgo até ao séc.XIX. Aí se encontravam a antiga Casa da Câmara, o Celeiro da Ordem de Cristo, o Pelourinho (entretanto destruído) e o primeiro Paço do Bispo da Guarda, que a toponímia guardou na memória- Rua do Arco do Bispo.
Siga agora em direcção à Sé, pela rua de S. Sebastião, com as suas casas apalaçadas, de meados do séc.XIX, num ecletismo próprio da época. A Igreja de S. Miguel, hoje Sé Concatedral, começou por ser uma estrutura gótica muito modificada no séc.XVII. Com a elevação de Castelo Branco a cidade, em 1771 e com a criação do respectivo bispado, passou a ser um dos edifícios mais representativos dos creres e viveres da comunidade. O interior transmite-nos todas as estéticas artísticas dos finais do séc.XVI ao séc.XIX, da imaginária à pintura, passando pela talha, mobiliário, alfaias e paramentos. Na sacristia, a que se acede por uma porta encimada com as armas episcopais do segundo bispo de Castelo Branco, notável trabalho de cantaria regional, existe um interessante museu de arte sacra.
Dirija-se agora ao Jardim do Paço, passando pelo belo Cruzeiro quinhentista de S. João. O antigo paço, construção dos finais do séc.XVI, foi mandado edificar como residência Inverno por D. Nuno de Noronha, bispo da Guarda. D. João de Mendonça funda os Jardins anexos ao paço, sob evocação de S. João Batista, em 1725. D.Vicente Ferrer da Rocha, 2º Bispo de Castelo Branco, acrescentou e embelezou, o jardim em 1782. Entre alamedas de buxo, encontram-se várias estátuas de granito (trabalhos muito prováveis de cantaria local). As quatro partes do Mundo então conhecido (Europa, Ásia, África e Índia), os signos do Zodíaco, a ciclicidade das estações e dos meses do ano, o ar e o fogo pilares do Universo na concepção grega, os Novíssimos do Homem (Morte, Juízo, Inferno e Paraíso), as Virtudes Teologais (Fé, Esperança e Caridade) e as Virtudes Morais (Fortaleza, Justiça, Prudência e Temperança), tudo se funde, lembrando, a efemeridade da vida e o carácter contemplativo do jardim. O grande lago, encimado pela cascata, que é rematada com as representações de Moisés, de Sta. Ana e da Samaritana, recorda-nos a presença na construção de um outro elemento do Universo: a água. Dessa plataforma acede-se a outra situada num plano inferior, ladeada pelas escadarias dos Apóstolos, com toda a simbólica de vida ou de morte, e dos Reis, de D Afonso Henriques a D. José.

 

PATRIMÓNIO

PAÇO EPISCOPAL (Museu Tavares Proença Júnior)-M.N.
Foi mandado construir pelo Bispo da Guarda, D. Nuno de Noronha, entre 1596 e 1598, como no-lo atesta uma inscrição que "encima" o portal da entrada no pátio. Não se conhecem outras notícias concretas de obras que o mesmo edifício sofreu, à excepção de uma profunda intervenção, já no século XVIII, levada a cabo pelo Bispo da Guarda D. João de Mendonça. A partir de 1771, depois de Castelo Branco ter sido erigida em sede de Bispado, o mesmo edifício foi adoptado como paço de residência dos Bispos de Castelo Branco (como o tinha sido para os da Guarda). Durante o reinado eclesiástico de D. Vicente Ferrer da Rocha (1782-1814), procedeu-se a grandes transformações, nomeadamente no interior e na reconstrução do peristilo que se situa na banda norte. A partir de 1831, após a Diocese Albicastrense ter ficado "sede vacante", instalaram-se no edifício vários serviços públicos que muito contribuíram para a danificação do imóvel. No século XX, de 1911, até 1946, serviu de Liceu Central (que ainda tomaria o nome de Nun'Álvares, por proposta do Dr. Augusto Sousa Tavares); também aí funcionou a Escola Normal e a Escola Comercial; abriu as portas como Museu F. Tavares Proença Júnior em 1971 e assim se mantém. O edifício do Paço Episcopal é de ponta rectangular, formado por dois corpos alinhados em ângulo recto, com ressalto no ângulo norte, formado pelo peristilo. A fachada principal é virada a norte, ínsitas nela vêem-se dez janelas de sacada de lintel recto rematadas por frontão curvilíneo, oito janelas de frontão recto e moldura simples. O acesso ao peristilo é feito por uma escadaria, de dois lanços, de 22 degraus de cantaria. O alpendre é sustentado por sete colunas jónicas unidas pelas pela balaustrada. O telhado é de cinco águas.

LARGO E CRUZEIRO DE S. JOÃO - M.N., Avista-se deste largo um magnífico cruzeiro de estilo manuelino, que constitui um belo exemplar de trabalho no granito da região. Assente numa base octogonal decorada com elementos vegetalistas, tem um fuste espiralado onde assenta um anel, decorado com uma corda e plantas estilizadas que serve de base à cruz, a qual por sua vez ostenta Cristo crucificado.

PALÁCIO DOS VISCONDES DE PORTALEGRE - I.I.P.
No extremo da antiga Devesa, ergue-se o Solar dos Viscondes de Portalegre desde 1743 (propriedade da família Coutinho Refoios). É um edifício de marcas acentuadamente renascentistas. A sua fachada apresenta uma disposição simétrica no que concerne aos elementos arquitectónicos. Neste conjunto destaca-se, as janelas de sacada, pela harmonia e beleza visual. É desde finais do século XIX sede do Governo Civil do Distrito de Castelo Branco. No seu interior, além de um quadro a óleo de um dos proprietários, deve visitar-se a sala da música.

ERMIDA DE NOSSA SENHORA DE MÉRCOLES - I.P.P.
A Ermida de Nossa Senhora de Mércoles está situada nos arredores da cidade de Castelo Branco. Não se sabe quem a construiu, mas a tradição atribuiu a sua edificação aos freires da Ordem do Templo. Embora haja autores que sustentam a existência de um Templo do período Romano. O portal da entrada e dois portais laterais são ogivais. O pavimento da capela está em plano inferior ao do terreno, sendo, por isso, necessário cinco degraus para se descer, também há vestígios de frescos no interior. É constituída por uma só nave e uma capela absidal. Sofreu obras de relevo nos séculos XVII, XVIII e XIX.

 
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Concelho de Castro Daire
Caracterização

A Vila de Castro Daire, freguesia e sede de concelho, é composta por aldeias limítrofes numa área dos cerca de 32,9 quilómetros quadrados: Arinho, Baltar, Braços, Custilhão, Farejinhas, Fareja, Folgosa, Lamelas, Mortolgos, Mosteiro, Santa Margarida, Vale de Matos e Vila Pouca, contendo 4578 habitantes.
Geograficamente encontra-se situada num cume de um monte, o seu topónimo tem origem num antigo castro que se encontrava na parte mais alta deste lugar.
Sabe-se que aqui habitaram romanos devido ao aparecimento de documentos epigráficos. Havia várias pontes romanas, entre elas, a Ponte Pedrinha, demolida em 1877 construindo-se a que ainda hoje possui a mesma designação e onde se encontrou uma lápide podendo data-la da altura do imperador Caio Júlio César.
Está historicamente comprovado que Castro Daire fez parte do padroado real e posteriormente à Casa do Infantado.
Castro Daire foi dominado pelo julgado da Terra de Moção, cabeça de concelho do mesmo nome com foral antigo, crê-se de D. Afonso III e foral novo no século XVI. Teve carta de foro por D. Afonso Henriques e carta de privilégios dada por D. Dinis. D. Manuel concedeu-lhe foral novo em Lisboa a 14 de Março de 1514.
No que concerne ao património arquitectónico edificado na freguesia evidenciam-se insígnias de um passado aristocrático, nomeadamente, a casa dos Fidalgos da Cerca, do século XVIII, que é referenciada por Camilo no “Amor de Perdição”, e a Casa brasonada dos Aguilares.

Actividades económicas
Agricultura e pecuária
Transformação de madeira
Hotelaria
Serralharias de alumínio
Fábrica de têxteis
Panificação
Construção civil
Comércio
Serviços

Feiras: Bimensal (2ª Segunda-Feira de cada mês e Segunda -Feira a seguir ao 4º Domingo)

Orago: S. Pedro

Festas e romarias
S. Antão – Vila Pouca (Junho)
S. João – Fareja (24 Junho)
S. Pedro - Castro Daire (29 Junho)
Sra da Guia – Vale de Matos
Nossa Senhora do Presépio – Mosteiro (Julho)
S. Tiago – Baltar (Julho)
S. Geraldo – Folgosa (Agosto)
Nossa Sra. da Soledade – Castro Daire (15 de Agosto)
Sr. Dos Aflitos – Santa Margarida (Agosto)
S. Martinho – Farejinhas (Agosto)
Nossa Sra dos Remédios – Lamelas (Setembro)

Património cultural e edificado
Igreja matriz
Capela das Carrancas
Chafariz
Capela de Mártir de S. Sebastião
Capela de Irmandade dos Passos
Capela Nossa Sra da Lapa
Capela do Desterro
Capela da Nossa Sra da Soledade
Palácio da Justiça

Locais turísticos
Museu Municipal
Casa da Cerca
Casa dos Aguilares
Praia Fluvial de Folgosa
Pombeira (Lamelas)
Calvário

Gastronomia
Cabrito assado
Truta do Paiva
Pão-de-ló
Bolo-podre

Artesanato
Cestaria (Lamelas)
Tamancaria (Baltar e Vila Pouca)

 
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Concelho de Celorico da Beira
» Património Natural Penha de Prados - 1134m de altitude
» Serra de Linhares da Beira - 900m de altitude
» Castro de Monte Verão - Vale de Azares (1100m de altitude)
» Pedra sobreposta - Rapa / Prados (1000m altitude)
» Barroco d 'El Rei - Celorico da Beira
» Barragem de Salgueirais
» Praias Fluviais - da Mesquitela, de Vale de Azares, de Vila Boa do Mondego e Praia dos Doutores
» Solar dos Corte-Real - Linhares
» Necrópole de S. Gens - Fornotelheiro
» Forca de Fornotelheiro
 

Roteiro Turístico do Concelho de Celorico da Beira
Itinerários

Visita ao Centro Histórico de Celorico da Beira
Igreja da Misericórdia, Solares brasonados, Janelas Manuelinas, Igreja de Santa Maria ( Igreja Matriz ), Solar do Queijo Serra da Estrela, Torre do Relógio, Castelo, Igreja de São Pedro

Visita à Aldeia do Fornotelheiro
Igreja Matriz, Forca, Necrópole de S. Gens

Visita à Aldeia de Açores
Igreja Matriz, Pelourinho

Visita a Linhares da Beira (Aldeia Histórica)
Calçada Romana, Igreja da Misericórdia, Casa Fortaleza, Palácio e Solares brasonados, Janelas Manuelinas, Casa da Câmara, Pelourinho, Fórum, Casa do Judeu, Igreja Matriz, Castelo

PATRIMÓNIO

Situado no sopé da Serra da Estrela e atravessado pelo Rio Mondego, o Concelho de Celorico da Beira oferece a quem o visita todos os encantos da paisagem de montanha, possuindo um vasto património de grande beleza, quer ao nível paisagístico, quer monumental e artístico.

Percorrer esta região, é verdadeiramente partir à descoberta de Portugal nas suas mais belas vertentes da história, da arte, das paisagens e das gentes, pois em cada lugar, em cada aldeia, existem marcas de outros tempos dignas de serem admiradas: imponentes solares com as suas belíssimas pedras de armas, lindas igrejas e capelas, pelourinhos, cruzeiros, pontes e vias romanas.

A testemunhar a ancestralidade de Celorico da Beira, está não só um vasto património histórico-arquitectónico, monumentos civis, religiosos e militares de várias épocas, mas também um vasto leque de usos, costumes e tradições.

Uma visita por estas paragens pode revelar-se como uma contínua descoberta de séculos e séculos de história, num ambiente de paisagem de montanha onde o granito é rei, recortada por ribeiros e levadas de água cristalina.

Castelo de Celorico da Beira

Celorico da Beira tem como ex-libris o seu imponente Castelo, estrategicamente colocado, e do qual se pode admirar uma extensa paisagem de rara beleza.

Fundado pelos Capitães romanos Nigro, Servio e Junio no tempo do Imperador Augusto César, situa-se a cerca de 800m de altitude.

Toda a defesa de Portugal perante as invasões castelhanas esteve ligada a este castelo. Foi restaurado no tempo de D. Dinis, e mais tarde em 1940 foi dada à torre a sua primitiva feição repondo-lhe as ameias, soalhando os andares e alteando a muralha.

Por mais de uma vez, esta fortaleza esteve debaixo de cerco, não faltando sequer a lenda, hoje imortalizada pelo brasão de armas de Celorico na qual é revelada a astúcia a fidelidade das gentes de Celorico para com o seu monarca.

Museu do Agricultor e do Queijo

Em homenagem ao pastor/agricultor, a Autarquia recuperou um antigo edifício, situado numa das entradas da vila…, para aí instalar o Museu do Agricultor e do Queijo.

Este museu insere-se numa óptica de valorização deste produto, que tem subjacente uma “rota” do Queijo Serra da Estrela.

O Museu pretende transmitir a esta geração e vindouras, a diversidade, a riqueza e o carácter multifacetado da cultura da nossa região, conseguida com muito esforço, sofrimento e muitas vezes até fome. Daí o podermos afirmá-lo com orgulho, uma vez que corresponde ao que de melhor estas gentes foram construindo, nas condições particulares difíceis, a que uma situação da interioridade obriga. Através do Museu do Agricultor e do Queijo, queremos manter vivas as nossas tradições, através de um espaço vivo, mostrando e demonstrando como as pessoas viviam e produziam alguns dos nossos produtos agrícolas e, nomeadamente o nosso famoso “Queijo Serra da Estrela”. Pelo que, uma das actividades, integradas no âmbito do percurso deste museu, seja a de mostrar a arte milenar de produzir o queijo artesanal.

Convidamo-lo assim, a visitar este Museu. Esta visita fá-lo-á a acompanhar o percurso por esta História de gente simples, de ontem e de hoje, que trabalham arduamente a terra e, sabiamente, retiram da ovelha o leite, com que produzem aquele que é considerado o queijo “Melhor do Mundo”.

É este “savoir-faire” que queremos preservar e dar a conhecer, como forma de mantermos a nossa própria identidade.

Poderá consultar ainda no Museu do Agricultor e do Queijo o “Caderno de Legislação referente ao Queijo Serra da Estrela” e também “Literatura sobre Queijo e Pastorícia" 



(Veja Mais em Câmara Municipal de Celorico da Beira)

 
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Concelho de Constância

Constância, Vila Ribeirinha que nasce no verdejante encontro do Tejo com o Zêzere! Antiga Punhete, nome derivado do romano “pugna tagi” (luta do Tejo) pela rebeldia das águas na confluência dos rios. D. Maria II mudou-lhe o nome para Constância em 1836, pela “constância” que os seus habitantes demonstraram no apoio à causa liberal. Terra intimamente ligada aos rios que a abraçam, hoje vive essencialmente do aproveitamento turístico das suas belas paisagens, da fruição de todo o POMTEZE (Plano de Ordenamento das Margens do Tejo e do Zêzere) e da tranquilidade das águas que passam aos seus pés.

A Igreja de Nossa Senhora dos Mártires, o Pelourinho, a Igreja da Misericórdia, a Casa Memória de Camões, a Torre do Relógio e a Capela de Sant’Ana são apenas alguns elementos do Património desta lindíssima vila que guarda dentro das suas portas pedacinhos preciosos da nossa História, os quais originam magníficos Roteiros Turísticos. De posição altaneira espreita a Igreja Matriz. Construída a partir de uma capela inicial da segunda metade do século XVI, ostenta um tecto pintado por José Malhoa em 1898. Lá do cimo até ao Tejo é como se percorrêssemos um presépio, cheio de vida.

No alto de Santa Bárbara, encontra-se o Centro Ciência Viva – Parque de Astronomia, uma infra-estrutura que constitui um convite à participação em actividades baseadas na Astronomia e noutras áreas científicas. Com parte considerável dos equipamentos instalados ao ar livre, num ambiente de intensa arborização, o convívio com a ciência neste Centro proporciona, simultaneamente, um pleno contacto com a natureza.

Na margem Norte do Tejo estende-se Montalvo, onde se situam o Mosteiro de Nossa Senhora da Boa Esperança, habitado por uma comunidade de irmãs Clarissas, e a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, do século XVIII.

A Sul fica Santa Margarida da Coutada. A sua Igreja Matriz, seiscentista, guarda uma imponente imagem em pedra da Santíssima Trindade, do século XVI, de grande valor artístico. É também nesta freguesia que se localiza o Parque Ambiental de Santa Margarida, um espaço de seis hectares onde, para além de desfrutar de momentos de calma, contemplação e convívio, pode encontrar informação e formação ambiental. Além do prazer de uma visita ao Parque, este espaço ambiental oferece ao público uma agenda recheada de múltiplas iniciativas.

Situado numa zona muito central do país, bem servido de Acessibilidades, através da A 1, da A 23, da Estrada Nacional 3 e do Caminho-de-Ferro do Leste, o Concelho de Constância é um pequeno município que guarda grandes riquezas do Passado e encara com optimismo o seu Futuro, assente na diversidade dos seus recursos e na complementariedade do trabalho da sua população.

Fruto dos excelentes recursos naturais, nos quais o Concelho é riquíssimo, Constância dispõe de uma panóplia de actividades de Turismo Activo, direccionadas para os diversos segmentos da população. Durante todo o ano são muitas as actividades que temos para lhe oferecer, muitas das quais se intensificam por ocasião das nossas Festas, Feiras e Romarias.

Depois de lhe apresentarmos o Concelho, esperamos pela sua visita e pela sua estadia. Desfrute dos sabores da nossa Gastronomia, disponível nos restaurantes e estabelecimentos da vila e aprecie o nosso Artesanato típico de um concelho cujas raízes assentam nas memórias dos rios e no saber da terra.

HISTORIA
No encontro do Zêzere com o Tejo nasceu a antiga Punhete, terra cuja História está intimamente ligada aos rios e às actividades que eles proporcionavam: o transporte fluvial, a construção e a reparação naval, a travessia e a pesca.

D. Sebastião elevou-a a vila e criou o Concelho, em 1571, reconhecendo o desenvolvimento que já então alcançara. D. Maria II, em 1836, mudou-lhe o nome para Constância, em atenção à constância que os seus habitantes demonstraram no apoio à causa liberal.

Terra de sedução e de poesia, diz a tradição que acolheu Luís de Camões por algum tempo, e a memória do Épico faz parte da alma da vila.

A chegada do caminho-de-ferro, no século XIX, e do transporte rodoviário, em meados do século XX, a par da construção das barragens, provocaram a decadência das actividades tradicionais e a vila teve de mudar de vida, virando-se para o aproveitamento turístico das suas belezas, do encanto das suas paisagens e da tranquilidade dos seus rios.

Dos tempos antigos guarda a memória dos marítimos e da sua faina, através da Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem, um dos maiores acontecimentos do seu género em Portugal.

O Concelho integra também as freguesias de Montalvo e de Santa Margarida da Coutada, uma de cada lado do Tejo. Em Montalvo, que ainda preserva muito do seu carácter rural, numa paisagem de quintas, hortas e olivais, está em plena actividade uma Zona Industrial que cria postos de trabalho e fixa população. Santa Margarida, que acolhe a maior concentração militar do nosso país, é uma freguesia predominantemente ocupada por floresta, onde se encontra instalado o Parque Ambiental que proporciona excelentes condições para actividades de lazer, de ar livre e de conhecimento da natureza.

Bem servido de acessibilidades, através do caminho-de-ferro do Leste e da A23, e situado numa zona muito central do país, o Concelho de Constância é um pequeno município que guarda grandes riquezas do Passado e encara com optimismo o seu Futuro, assente na diversidade dos seus recursos e na complementaridade do trabalho da sua população.

António Matias Coelho


Parque do Almourol

O Projecto "Parque do Almourol" pretende dinamizar economicamente uma área de 12km do rio Tejo num espaço compreendido entre Constância, Arripiado e Vila Nova da Barquinha.

O principal objectivo deste projecto de investimento consiste em transformar este espaço no principal centro de turismo activo e de aventura, de natureza, de lazer, e de formação outdoor do país. Os promotores deste projecto são as Câmaras Municipais de Chamusca, Constância, Vila Nova da Barquinha e a Associação Empresarial - NERSANT, através da criação de uma sociedade de capitais mistos, Sociedade Parque Almourol, Lda.

Está-se a implementar um projecto de investimento que ronda os 33.6 milhões de euros, repartindo-se pelas autarquias, pela Sociedade Parque Almourol e também por privados. O management do projecto e a sua coordenação foi efectuada pela Sociedade Parque Almourol.

Parque do Almourol - Promoção e Desenvolvimento Turistico, Lda.
Centro de Empresas de Constância - Rua Luís de Camões nº9 - 2250 Constância
Telefone: 249 730 270 - Fax: 249 730 279

Web: http://www.parquealmourol.com



 
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Concelho de Covilhã
PISTAS DE ESQUI


O ponto mais alto da Serra da Estrela - a Torre -oferece condições para os amantes de desportos de Inverno, cada vez há mais gente nas pistas de esqui, nos trenós ou nas pranchas de snow-board.

Contactos:
Turistrela
Edifício CTT, 3º, Centro Cívico
Apartado 332
6200-073 Covilhã
Telef: 275 334 933
Fax: 275 325 400
Site: www.turistrela.pt

 


PARQUE NATURAL


Conta o povo que o nome Serra da Estrela foi dado em tempos que já lá vão por um pastor que vivia em parte incerta no Vale do Mondego. Passava as noites a contemplar uma estrela que brilhava tanto que iluminava o cimo de uma serra próxima. Até que se decidiu e foi ao encontro daquela luz cintilante que o atraía tanto, na companhia do seu fiel cão. Depois de muitos dias de subida chegaram ao cume. Impressionado com a luminosidade da estrela, disse para o seu cão: "a este lugar que parece favorito dos astros vou chamar Serra da Estrela e a ti que me acompanhaste vou dar-te o mesmo nome."

O maciço rochoso da Serra da Estrela corresponde à maior Serra portuguesa, situando-se aqui o ponto mais elevado de Portugal continental- Torre -a 1993 metros. Este maciço rochoso constitui o Parque Natural da Serra da Estrela, criado em Julho de 1976, abrangendo vários concelhos. No maior maciço da cordilheira central aparece um vasto planalto, rasgado por vales onde correm os rios que aqui nascem, o Mondego, o Zêzere e o Alva.

Vales em U, covões e lagoas de origem glaciária são as marcas que toda esta zona sofreu com a intensa acção dos gelos durante a era quaternária.

De tudo podemos ver nesta grande serra, desde casais isolados entre as pastagens e os campos de centeio, a povoações, como Loriga e Alvoca, alcandoradas em espigões rochosos, a campos férteis de milho e vinha, a locais onde só a giesta cresce.

O povoamento da Serra fez-se desde a Idade Média a partir da base. Mas encontram-se vestígios de outros tempos. Os romanos construíram uma via que ligava Mérida a Braga; Os árabes deixaram sistemas de rega e a cultura das árvores de fruto e os visigodos deixaram a organização do espaço rural através do "Código Visigótico".

Hoje, pratica-se em toda a Serra uma economia de montanha centrada na agricultura, pastorícia e fabrico do queijo da Serra. O turismo constitui um importante recurso, visto as encostas da Serra atraírem os aficcionados da prática do esqui, no Inverno, e os apreciadores da Natureza, no Verão.


Á rea: 101 060 hectares;
Concelhos: Covilhã, Celorico da Beira, Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia;
Fauna: A sua fauna é diversificada sendo a espécie mais emblemática, o urso, já extinto. O lobo, por seu lado, só aparece muito esporadicamente. A rara lagartixa da montanha encontra aqui o seu lugar favorito, não se encontrando vestígios desta espécie em nenhum outro local de Portugal. A lontra, a geneta, o texugo, gatos-bravos e toupeiras de água são outras espécies que se podem aqui encontrar;
Flora: A flora é também muito diversificada. Pode ver-se por cá o carvalho-negral, a azinheira, o sobreiro, o medronheiro, o pinheiro manso e bravo, a giesta, as orquídeas, o zimbro, a madressilva-das-boticas, entre muitas outras espécies.

PENHAS DA SAÚDE

As Penhas da Saúde são uma estância de turismo e de férias a 1500 metros de altitude, óptima para repouso pois proporciona ar puro e clima saudável.


LANÇADO ÚNICO ALDEAMENTO DE MONTANHA DO PAÍS
Despertar o gigante adormecido da Serra da Estrela é o objectivo. A tão esperada recuperação urbanística das Penhas da Saúde é uma realidade com obra visível. O primeiro aldeamento de montanha de Portugal estará pronto dentro de dez anos e será capaz de fazer parte das rotas de turismo de montanha da Península Ibérica.
Considerado um dos projectos "mais arrojados" da Câmara Municipal da Covilhã, representa um investimento global de cerca de sete milhões e meio de Euros, financiados pelo III Quadro Comunitário de Apoio, Estado, autarquia e empresas privadas e que implica a recuperação faseada em várias zonas das Penhas.

UMA VILA DE MONTANHA
Para esta área da Estrela está prevista a construção de uma vila de montanha, semelhante a algumas existentes na Europa, com cerca de 500 habitações e zonas de comércio que serão apoiadas por diversos equipamentos sociais, culturais e desportivos. Este é um benefício para o País, que poderá concorrer com os mais importantes aldeamentos turísticos de montanha da Europa. Uma área de projecção nacional e internacional, com que Portugal possa concorrer em termos de turismo de montanha com outras da Europa, nas cidades dos maciços mais conhecidos, como os Alpes ou os Pirinéus.
A autarquia ambiciona ainda a criação de um Pavilhão de Gelo, uma zona multiusos para desportos e festividades e a construção de um posto da GNR.

ESTÂNCIA DE TURISMO
Ao longo dos anos foram várias as edificações naquela zona. A beleza natural deu lugar a construções desordenadas que contribuíram para um impacto paisagístico desadequado. Agora a autarquia quer pôr termo a esta situação e requalificar globalmente uma área a 1500 metros de altitude, inserida no Parque Natural da Serra da Estrela.
Esta intervenção demonstra que a autarquia passou das intenções à prática.


 
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CASTELO BRANCO NELAS TAROUCA
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FERREIRA DO ZEZERE PENAMACOR VILA N. BARQUINHA
FIGUEIRA C. RODRIGO PENEDONO VILA NOVA DE PAIVA
FORNOS ALGODRES PINHEL VILA VELHA RÓDÃO
FUNDÃO PROENÇA-A-NOVA VISEU
GOUVEIA SABUGAL VOUZELA
GUARDA SANTA COMBA DÃO  
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Concelho de Entroncamento

História
O Entroncamento é cidade e sede de concelho com 13,8 quilómetros quadrados e 18.174 habitantes (Censos 2001). Localiza-se no Vale do Tejo e pertence à Região Centro, sub-região do Médio Tejo. Situado no centro do Ribatejo, beneficia da sua inserção geoestratégica na região do Vale do Tejo e de boas acessibilidades ferroviárias e rodoviárias. Tem duas freguesias, uma de cada lado da linha férrea que atravessa o concelho. Confina com o concelho da Golegã a sul, com o de Torres Novas a poente e a norte, e com o concelho de Vila Nova da Barquinha a nascente. Dista 7 km de Torres Novas, 19 km de Tomar, 43 km de Santarém e 120 km de Lisboa.

Nasceu em meados do séc. XIX, com os alvores da construção ferroviária, e começou por ser uma simples estação de caminhos de ferro. Por perto existiam dois lugarejos de poucos habitantes (o Casal das Vaginhas e o Casal das Gouveias), onde se vieram estabelecer os primeiros trabalhadores. Os técnicos eram, na sua maior parte, estrangeiros, a mão de obra veio, numa primeira fase, de diversos pontos do país, depois acentuou-se o afluxo de trabalhadores vindos da Beira Baixa e Alentejo.

O nome da cidade deriva do entroncamento ferroviário que aqui se formou, com a junção das Linhas do Norte e do Leste, em 1864. Charneira das ligações com o Leste e Beira Baixa, a estação do Entroncamento foi, durante décadas, ponto de paragem obrigatória para quem mudava da linha do Norte para a do Leste e vice-versa, quando o comboio era o meio de transporte mais utilizado. Nesse tempo, muitos viajantes ilustres vindos da Europa pela Linha do Leste, ou fazendo o percurso inverso, almoçaram ou jantaram no restaurante da estação. Nas suas obras literárias, vários escritores se lhe referiram: Hans Christian Andersen, Ramalho Ortigão, Eça de Queiroz, Alberto Pimentel, Luzia (pseudónimo de Luísa de Freitas Lomelino) e Eduardo Meneres.

A estação do Entroncamento conheceu figuras da cena política, desde a realeza até ao pós-25 de Abril. Assistiu, em 1915, ao atentado a João Chagas, político e jornalista, que seguia para Lisboa para assumir a direcção de um novo governo, após a ditadura do general Pimenta de Castro.

Embora pequena, a povoação nascente pertencia a duas freguesias e a dois concelhos, porque a via férrea assim determinara: a poente das linhas, situava-se na freguesia de Santiago, concelho de Torres Novas, a nascente da via, o território pertencia à freguesia de Nossa Senhora da Assunção da Atalaia, concelho de Vila Nova da Barquinha.
A pequena aldeia foi crescendo, devido ao desenvolvimento dos transportes ferroviários e às respectivas estruturas de apoio aqui construídas – oficinas e escritórios. A instalação de aquartelamentos militares, a partir de 1916, determinada pela situação geográfica e as acessibilidades ferroviárias, aumentou ainda mais a importância estratégica deste lugar em pleno desenvolvimento e, consequentemente, aumentou também a população. Aos ferroviários vieram juntar-se os militares e respectivas famílias.

Em 25 de Agosto de 1926 a povoação foi elevada a freguesia, em 1932 a vila e em 24 de Novembro de 1945 foi promovida a concelho. Aos 20 dias do mês de Junho de 1991 o Entroncamento é elevado a cidade. Entre estas datas, o percurso foi de emancipação progressiva dos concelhos a que tinha pertencido, libertando-se, em primeiro lugar, de Torres Novas e depois da Barquinha. Ser, no mesmo século, aldeia, vila e cidade talvez seja um destino pouco comum na história das terras portuguesas.

Do pequeno núcleo de operários e respectivas famílias que povoaram esta terra no final do século passado, chegou-se aos anos trinta com mais de 3.000 habitantes, em 1945 eram já 8.000 e esta progressão foi continuando ao longo do tempo. Em Março de 2005, estima-se a população actual em cerca de 18.780 residentes (cálculo efectuado com base no número de eleitores, multiplicado pelo índice 1,2). O aumento populacional e a expansão contínua da área habitada justificaram que, em 2003, fosse criada uma segunda freguesia (Lei 68/2003, de 26 de Agosto). Voltou-se, assim, à situação inicial: uma freguesia a poente da via férrea (Nossa Senhora de Fátima), a outra a nascente (São João Baptista), mas as duas pertencendo agora ao concelho do Entroncamento.

A taxa de crescimento demográfico desta localidade, entre 1981 e 1991, foi de 18,8%, a mais elevada do Médio Tejo, contrariando a tendência geral nesta região para um declínio acentuado da fecundidade e acentuado envelhecimento populacional. De 1991 a 1996, a população aumentou de 14.226 habitantes para 15.500, com uma taxa de crescimento mais baixa do que nos anos anteriores (9%), mas que fez do Entroncamento o concelho do Médio Tejo com maior densidade populacional. O número estimado para a população actual (18.780) não contempla os residentes recenseados noutras localidades nem a população flutuante, dependente de trabalhos temporários. Efectivamente, é tido como certo que o Entroncamento tem mais de 20.000 habitantes.

Nos anos quarenta do século XX, o Entroncamento era, depois do Barreiro, o segundo meio operário do país, representando o operariado mais de metade da sua população. A CP dotara a povoação de uma série de estruturas de apoio social, de uma dimensão talvez única a nível nacional, criando bairros para os empregados, uma escola, um armazém de víveres, um dispensário anti-tuberculoso que funcionava como um centro de saúde, e ainda fomentava actividades desportivas. Paralelamente, com a evolução das tecnologias e o desenvolvimento das actividades ferroviárias, ia expandindo a área oficinal e reforçando a formação de pessoal, que teve o seu ponto alto na criação de um centro de formação, hoje designado por FERNAVE, um enorme edifício criado de raiz para estas funções, e que albergou o Instituto Superior de Transportes.

A partir dos anos setenta, devido a alterações conjunturais ditadas pela história e pelo passar do tempo, esta situação inverteu-se. Com a gradual substituição da tracção a vapor pelo equipamento diesel e eléctrico e a introdução de novas tecnologias, assistiu-se à diminuição da mão de obra e à implementação de novas profissões, surgiram outros centros de interesse e de actividade profissional. Hoje, o Entroncamento ainda tem muitos residentes ligados profissionalmente aos caminhos de ferro, mas sem a dimensão do passado. As principais actividades do concelho são agora o comércio e serviços, e indústrias ligadas à construção civil. Dados recentes, do INE, sobre o poder de compra concelhio em 2004, apresentam o Entroncamento como o concelho que evidencia maior poder de compra no distrito de Santarém.

Neste novo quadro social e económico, a matriz primeira do Entroncamento não está esquecida. Consciente das suas raízes e da importância do seu complexo ferroviário na história dos caminhos de ferro portugueses, a 24 de Novembro de 2004, data de aniversário da fundação do concelho, a cidade acolheu com entusiasmo e expectativa a apresentação da proposta preliminar de ordenamento (revisão do plano director) do Museu Nacional Ferroviário Armando Ginestal Machado e da Fundação que o vai gerir, sua legítima aspiração desde os anos setenta do século passado.

Escola Camões
A Escola Camões foi construída para substituir uma outra escola com o mesmo nome, da Companhia dos Caminhos de Ferro, e localizada na Rua D. Afonso Henriques, perto do actual Dormitório da C.P. A primitiva, que datava de 1883, ainda coexistiu com a segunda (mantendo ambas o mesmo nome) cerca de 22 anos. Foi demolida em 1950.

Pouco se tem falado sobre a origem do nome Camões, e para o explicar há que ir às raízes da primeira Escola. O projecto foi aprovado em 1879 e, em 1880, foi escolhido o nome do poeta, para acompanhar o movimento comemorativo do centenário de Camões, o que significa que a Escola Camões já ultrapassou um século de vida, não como edifício, mas como instituição.

A actual Escola Camões foi projectada pelos arquitectos Luís da Cunha e Cottinelli Telmo, assim como o Bairro circundante, inspirado nos modelos da “cidade jardim”. Chegou a ser considerado o melhor edifício escolar do país, devido à sua arquitectura e instalações.

Recebeu os primeiros alunos em Janeiro de 1928. A Escola destinava-se aos filhos dos funcionários da C.P., mas recebia também alunos filhos de não ferroviários. À noite, frequentavam as aulas os funcionários da Companhia que queriam completar a escolaridade elementar.

Ao longo dos anos, a Escola foi tendo várias funcionalidades. Depois de Escola Primária foi Externato, Escola de Aprendizes da C.P., Liceu e Centro de Ensino e Recuperação de crianças e jovens com deficiências. Actualmente encontra-se encerrada.




Museu Nacional Ferroviario



O Museu Nacional Ferroviário (MNF), inaugurado a 18 de Maio de 2007, apresenta-se como uma instituição museológica polinucleada, constituída por um Museu Central, situado no Entroncamento, e diversos Núcleos Museológicos distribuídos pelo território nacional .

O perímetro museológico central ocupa uma área de 4,5 hectares e integra dezanove linhas de caminhos de ferro, a Sede da Fundação, o antigo Armazém de Víveres e outros edifícios de relevante importância histórica, todos eles em fase de readaptação a espaços de Exposição, Reserva e instalação dos Serviços de Apoio.

Os Núcleos Museológicosdistribuem-se actualmente por Arco do Baúlhe, Bragança, Chaves, Lagos, Lousado, Macinhata do Vouga, Nine, Santarém e Valença, sendo que nestes espaços a filosofia das exposições, das incorporações, da inventariação e da conservação do património ferroviário obedece aos princípios emanados pelo Museu Central. Não obstante, a FMNF pode acordar com as Câmaras Municipais onde esses núcleos se encontram sediados formas de gestão partilhada, tal como ocorre actualmente com os núcleos de Lousado, Chaves e Macinhata do Vouga.
Dada a complexidade científica e técnica do seu acervo patrimonial, o Museu Nacional Ferroviário integra-se no ramo da Museologia Industrial, enquanto disciplina académica, coincidindo cronologicamente com a definição, implementação e projecção da cultura ferroviária, a um nível nacional e internacional, desde os finais do século XVIII até à actualidade.
Neste sentido, interessa ao Museu Nacional Ferroviário a identificação, conservação e valorização deste património, respeitando as suas diferentes fases tecnológicas, bem como a sua relação intrínseca com a história dos transportes e da produção industrial, atendendo à evolução própria dos diferentes serviços e equipamentos relacionados com a exploração ferroviária.

Atendendo a estes princípios, as mostras expositivas do Museu e respectivos Núcleos Museológicos integram um conjunto variado de colecções associadas à temática ferroviária, as quais constituem o acervo patrimonial nacional, com destaque para o material circulante e todo um conjunto de objectos que o complementam.
O Museu Nacional Ferroviário pretende assim afirmar-se no contexto da museologia ferroviária nacional e internacional, não só pela qualidade do seu espólio, mas também pelo rigor científico e técnico das suas intervenções, pelo interesse, importância e carácter inovador dos seus projectos e pelo carácter pedagógico e apelativo das suas actividades, dirigidas a um público cada vez mais alargado.




(Veja Mais em Câmara Municipal de Entroncamento)

 
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Concelho de Ferreira do Zêzere


Toda a região em que se insere este concelho é muito acidentada e com estrutura geológica variada. A maior parte é constituída por terrenos provenientes da desagregação de xistos, quartezitos e grês, existindo na periferia da vila terrenos de várzea bastante férteis.

Sob o ponto de vista topográfico, a vila situa-se numa pequena "crista" com uma altitude média de 350m. A única depressão com maior significado situa-se a norte do aglomerado, a que corresponde uma linha de água que torna essa zona mais húmida. Assim, o relevo não teve influência directa e decisiva no desenvolvimento da Vila, pois embora o núcleo embrionário apareça no cabeço, a sua expansão fez-se de uma forma radial, no sentido de todos os pontos cardeais, ao longo do traçado de vias de comunicação, que, estas sim, foram directamente marcadas pela sinuosidade própria das elevações.

O concelho é limitado a nascente pelo importante curso de água - Rio Zêzere, que deu nome à vila, e no qual se situa uma importante obra de hidráulica - albufeira do Castelo de Bode. Toda a região tem um subsolo bastante rico em água, excepto a zona de Chãos.



Origem do nome
No início do século XIII, Pedro Ferreiro, besteiro de D. Sancho, a quem este doara parte da área actual deste município, atribui foral a então denominada Vila ferreiro.
Dada a proximidade do rio Zêzere, já em tempo da monarquia liberal, a vila vem chamar-se Ferreira do Zêzere.

História
Em 1159, D. Afonso Henriques doa à Ordem dos Templários o termo de Cêras, que inclui cerca de metade da área do Concelho. Assim pela primeira vez, é feita referência ás terras de riba-Zêzere na documentação de doação.

Em 1190, D. Sancho e sua mulher doam a sua herdade de Vale de Orjais a Pedro Ferreiro, um besteiro do rei, como recompensa pela sua bravura contra os mouros na defesa de Montemor – o – Novo.

Trinta e dois anos mais tarde, é atribuído foral a Vila Ferreiro por Pedro Ferreiro e Maria Vasques, A partir de 1306 passa a pertencer aos Templários. Em 1319 transita para a Ordem de Cristo, dividida em diversas comendas (células administrativas concedidas a eclesiásticos e cavaleiros de ordens militares).

D. Nuno Rodrigues, mestre desta ordem, coloca a primeira pedra para construção dos paços de Ferreira do Zêzere em 1362.

Corre o ano de 1517, quando as populações se recusam a prestar juramento em Vila de Rei e o Rei D. Miguel termina o conflito, decidindo que Ferreira do Zêzere tenha forca e pelourinho próprios. Mais tarde, em 1531, D. João III torna-a Vila.

Durante o século XVI este local conhece inúmeros lugarejos devido à forte dispersão de localidades.

Ao longo dos tempos é alvo de grandes impasses no seu desenvolvimento, tais como a peste e as invasões Francesas.

A configuração do actual concelho é delimitada em 1836 pela reforma administrativa de Rodrigo da Fonseca Magalhães, entre 1940 e 1950.

 




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Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo


O Concelho encerra potencialidades turísticas variadas, que vão desde a beleza paisagística a valores históricos, arqueológicos e arquitectónicos, desde a diversidade artesanal e gastronómica a festas e romarias bem características, passando por capacidades piscícolas e cinegéticas.
Quem visitar a nossa região, não pode deixar de ficar agradavelmente impressionado, principalmente na primavera, ao contemplar o belo panorama que nele se desfruta. Os vales profundos dos rios Águeda e Côa, o Douro internacional e o seu cais fluvial, a serra da Marofa que oferece magnificas vistas, constituem, não raras vezes, a motivação para a deslocação dos visitantes, mobilizados pelo deslumbramento de uma paisagem única, onde a existência de miradouros, quer naturais quer construídos, lhes proporciona um quadro de grande qualidade e rara beleza.
Nos meses de Fevereiro e Março, as amendoeiras em flor, oferecem aos nossos olhos uma beleza de estonteante cromatismo.
Os produtos regionais de excepcional qualidade e a riqueza da cozinha tradicional, são mais um factor a cativar os visitantes. Descubra e faça descobrir este concelho pleno de História, encanto e magia.

Património

Algodres

Igreja Matriz, com original Capela do Sagrado Coração de Jesus
Fonte do Cabeço
Capela românica Capela do Senhor dos Aflitos, com imagem de Cristo, em estilo barroco

Almofala

Ruínas do Templo romano (Torre das Águias)
Santo André, Miradouro natural com vista espectacular das arribas do Águeda
Cruzeiro Roquilho, do séc. XVI
Cruzeiro histórico no Adro da Igreja
Igreja Matriz

Castelo Rodrigo

Muralhas
Ruínas do Palácio Cristovão de Moura
Igreja Matriz
Cisterna com porta de arco em ferradura e outra de arco quebrado
Pelourinho do séc. XVII
Chafariz da Casqueira, histórico
Convento Santa Maria de Aguiar, do séc. XII
Janelas Manuelinas
Fonte da Vila
Miradouro natural da Serra da Marofa

Cinco Vilas

Igreja Matriz
Capela de S. Julião
Capela de N.ª S.ª do Pranto

Colmeal

Ruínas do Solar de Pedro Alvares Cabral
Capela de N.ª Sr.ª de Monforte (Quinta do Ruivo)
Ruínas do Castelo de Monforte
Igreja dos Luzelos

Escalhão

Igreja Matriz Teçto da sacristia com figuras policromadas
Ponte romana
Miradouro natural do Alto da Sapinha
Cruzeiro histórico
Barca D’ Alva

Escarigo

Igreja Matriz, onde sobressai o tecto mudéjar da capela-mor
Portal renascença numa casa da povoação
Porta e janela manuelina, na antiga albergaria «alminhas» emolduradas com friso manuelino
Cruz de S. Alvim, de 1673

Figueira de Castelo Rodrigo

Igreja Matriz
Azulejos do átrio do edifício da Câmara Municipal
Capela da N.ª S.ª da Conceição e toda a sua envolvente
Capela de São Pedro e Capela N.ª S.ª das Neves
Chafariz dos pretos
Largos Serpa Pinto e Mateus de Castro

Freixeda do Torrão

Igreja Matriz com o primitivo portal românico
Altar seiscentista, em pedra trabalhada
Solar e torre dos Metelos (ruínas)

Mata de Lobos

Capela de Santa Marinha (ruínas), séc. XII /XIII
Igreja Matriz
Cruz de Pedro Jacques de Magalhães
Túmulos antropomórficos
Torre sineira, com linda vista circundante, do alto
Cruzeiro histórico

Penha de Águia

Igreja Matriz, do séc. XVII
Ruínas da primitiva Capela de Santa Marinha
Miradouro natural do cimo do penhasco que deu o nome à freguesia

Quintã de Pêro Martins

Igreja Matriz
Capela de São Sebastião
Lagar
Casas de arquitectura tradicional

Reigada

Igreja Matriz
Calvário
Torre do relógio

Vale de Afonsinho

Igreja Matriz
Tábuas quinhentistas, policromadas, na sacristia

Vermiosa

Igreja Matriz
Tecto da sacristia com pinturas do séc. XVIII
Ponte romana
« Casa do Juiz» com porta e janela quinhentistas
Cruzeiro histórico

Vilar de Amargo

Igreja Matriz
Capela da Misericórdia
Capela de S. Sebastião
Fonte romana

Vilar Torpim

Igreja Matriz
Capela Tumular
Torre do Relógio
Solar dos Saraivas, do séc. XVIII




 
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Concelho de Fornos de Algodres
» Património Natural Vale da Ribeira de Linhares - Cadoiço.
» Vale do Rio Mondego
» Lagariça Medieval - Quinta da Alagoa. - Cortiçô.
» Ara votiva romana epigrafada (séc. III) - Furtado.
» Dólmen de Corga da Matança - tem nove esteios com câmara poligonal, com cerca de 4 metros de altura - data do neolítico (V milénio A.C.) -Matança.
» Calçada Romana, junto à ponte de origem medieval - Matança.
» Necrópole Medieval (séc. VII / VIII)- conjunto de 25 sepulturas, de planta rectangular, não antropomórficas, escavadas na rocha - Forcadas.
» Posto de Artesanato (Vinho do Dão, jeropiga, aguardente, enchidos) - Maceira.

Queijo Serra da Estrela

«O interesse regional e nacional justifica plenamente a promoção de acções que defendam o mais afamado de todos os queijos regionais - o Queijo Serra da Estrela - que, a par das suas características de qualidade, tem mantido há centenas de anos o cunho artesanal, donde pode integrar-se com inteira propriedade no vasto e rico património cultural do planalto beirão. A produção do queijo Serra da Estrela, embora já assuma importância relevante, poderá, no entanto, ser desenvolvida, quer no aspecto quantitativo, quer melhorando e defendendo a sua qualidade e genuinidade, explorando as condições potenciais existentes e promovendo a elevação do nível sócio-económico das populações da região.»

Decreto Regulamentar n.º 42 / 85 de 5 de Julho

O CONCELHO

Com mais de 5 mil anos de história, Fornos de Algodres preserva um importante património histórico-arqueológico, desde os vestígios monumentais e artísticos aos de carácter mais singelo, mas igualmente importantes, e que marcam a evolução da presença humana na região, desde a Pré-História à actualidade. Os Dólmens ou Antas são vestígios mais antigos da Pré-História do concelho. Tinham uma função essencialmente funerária e religiosa, reflectindo a práctica de culto dos mortos no seu interior, por vezes decorado com pinturas ou insculturas abstractas ou cenas da vida quotidiana.

O Dólmen de Corgas de Matança, a 2 km a norte do Furtado, é formado por uma câmara poligonal de 9 esteios, tendo cerca de 4m de altura, datando do Néolitico. A Este, na estrada que liga Algodres a Maceira está o Dólmen de Cortiçô, outro exemplo de arquitectura megalítica da região. Na povoação de Forcadas pode visitar-se uma necrópole medieval, situada entre a aldeia e a ribeira, sendo composta por 25 sepulturas escavadas na rocha.

Em direcção a Queiriz, na Fraga da Pena, encontrará um importante povoado pré-histórico da Idade do Bronze, que apresenta uma imponente estrutura defensiva. No seu interior foram encontrados objectos de uso quotidiano (cerâmicas, machados de pedra, pontas de flecha) e de carácter religioso e adorno (pendente de colar e idole).

Em Maceira, pode ser visto um troço de calçada romana que liga esta povoação à de Sobral Pichorro. Caminhando mais para Sul, é possível visitar o Castro de Santiago, outro povoado fortificado da pré-história, datando da Idade do Cobre. Para além da grande muralha são visíveis vestígios de cabanas que seriam construídas com ramagens.

Voltando à Idade Média, em Vila Ruiva, entre Fornos de Algodres e Gouveia é conhecida outra Necrópole Medieval formada por 22 sepulturas escavadas na rocha.

Em Fornos, junto à Capela de Nossa Senhora da Graça, preserva-se um troço de uma calçada romana pertencente à rede viária centrada na ligação de Mérida a Viseu, que passava por Idanha-a-Velha e Guarda.

Ainda do período Romano, são de visitar a lápide de Infías dedicada ao deus Mercúrio (incrustada na parede da Igreja local) e a Ara votiva epigrafada do século III, na Capela de S. Clemente, no Furtado.

Em Algodres, para além do busto do "Algodres", gravação em pedra traseira da capela-mor da Igreja Matriz e, que, segundo a tradição, seria o fundador da povoação, poderá observar o portal gótico da mesma Igreja, com padrões de medida gravados na coluna da esquerda, sendo igualmente interessante observar o pelourinho manuelino.

O património legado pelas sucessivas épocas e civilizações que ocuparam este território e que se manifesta não só ao nível da arqueologia (os castros, os monumentos megalíticos, as necrópoles rupestres), mas também em termos arquitectónicos e artísticos (os monumentos religiosos, os palacetes, os pelourinhos, as pontes romanas), e em termos culturais (as tradições, usos e costumes), é particularmente rico.

Entre aquilo que aqui não foi referido merecem a sua visita o Lagar de Azeite da Casa do Cabo / Museu Etnográfico em Cortiçô, e o Moinho de Vento em Maceira

 

 
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Concelho do Fundão

Repleto de contrastes, o Concelho do Fundão apresenta uma multiplicidade de eventos e atracções turísticas que, ao longo de todo o ano o convidam para viver mais intensamente e de forma mais garrida o que o Fundão tem para oferecer de melhor.

Aldeias Históricas e Aldeias do Xisto são um convite para se aventurar à descoberta e se perder na tranquilidade do campo, sempre bem acompanhado de uma oferta cultural diversificada.
Do universo poético da terra natal de Eugénio de Andrade à Moagem Cidade do Engenho e das Artes, pode ainda descobrir, ao seu ritmo, o Museu Arqueológico José Alves Monteiro proporcionando-lhe uma viagem ao passado milenar da região.

A gastronomia e os vinhos regionais proporcionarão aos, amantes da boa mesa, momentos plenos e inesquecíveis. Esparto, cestaria e linhos são alguns dos muitos produtos do artesanato local de alta qualidade da região que poderá descobrir por si e por último e, a não esquecer, vermelhas doces e sumarentas, as Cerejas…

Visitas Guiadas

Aldeia Histórica de Castelo Novo, Cidade do Fundão - Zona Antiga e Exposição Eugénio de Andrade.

Roteiros Turisticos:

Rota por Gardunha Viva
O percurso inicia-se na Aldeia Histórica de Castelo Novo, onde poderão usufruir de uma visita guiada à aldeia através do posto de turismo onde poderá visitar: Igreja Matriz, Capelas de Santo António, de São Brás, da Misericórdia e Santa Ana, Casa da Câmara, Casa da Família Falcão, Castelo e torre de Menagem, Pelourinho, Cruzeiro, Chafarizes da bica e da Praça, Ponte e Estradas Romanas, Lagariça e Lápide das Alminhas, Fontes de Cal e Paio Pires.
No final da visita poderá subir de carro à casa do guarda-florestal através de um caminho em terra e aí se deliciarem com a magnífica paisagem da Serra da Gardunha.
Regressando a Castelo Novo, pelo mesmo caminho, siga agora em direcção a Alpedrinha (Sintra da Beira) freguesia situada na encosta sul da Serra da Gardunha, onde terá hipótese de conhecer uma vila cheia de curiorisidades arqueológicas e relíquias artísticas que a tornam, no seu todo, um verdadeiro monumento.No seu valioso património destacamos: Igreja Matriz, Capelas da Misericórdia, do Leão, de S.Sebastião, de Santo António, do Menino Deus e do Espirito Santo, Casas de Câmara, da Comenda e da Senhora do Rosário, Palácio do Picadeiro, Pelourinho, Chafariz de D.João V, Calvário e Calçada Romana, e ainda vários Museus.
Siga agora para Alcongosta(capital da cereja), freguesia situada em plena Serra da Gardunha, que deve ser um dos maiores centros produtores de cestos de verga do nosso País. Esta actividade de cestaria é hoje, de certo modo, paralela à maior produção; da freguesia: a cereja. Aqui poderá ver ao vivo algum cesteiro a trabalhar a verga bem como o esparto. No final de Março princípio de Abril é a altura onde a paisagem se torna única com as cerejeiras em flor que pinta todo o vale de branco. Como património destacamos a Igreja Matriz, Capelas de Santa Bárbara, de São Sebastião e do Espírito Santo, caminho romano e casa brasonada.
Suba à Serra até à Casa do Guarda, com a bela alameda de castanheiros onde poderá descansar.No verão poderá deliciar-se com um mergulho na piscina bem como uma bebida fresca no bar do Parque de Merendas.Caso queira ter uma panorâmica maior da Serra siga o "estradão" (a pé ou de carro) para o posto de vigia, onde a vista pasma de espanto pelo dorso da Serra e pelas baixas imensas da Cova da Beira com a Serra da Estrela de Fundo.
Depois de voltar novamente a Alcongosta siga pela estrada em direcção à aldeia de Souto da Casa.É nesta saída da aldeia, antes de entrar na estrada de alcatrão, que poderá saborear a doçaria artesanal (Sabores da Gardunha) com cerca de 20 qualidades diferentes de doces.
Retomando a estrada irá atravessar o Vale do Alcambar onde se situa a maior plantação de cerejeiras que, em finais de Março e principio de Abril, pintam este vale de branco na altura das cerejeiras em flor.Um quadro digno de se ver.
Souto da Casa, freguesia implantada na encosta norte da Serra da Gardunha, possui histórias e tradições riquíssimas.É famoso pela cereja, outrora era a castanha o alimento base e sustento da maioria dos seus moradores. Daí serem ainda hoje conhecido como "as gentes da rama do castanheiro".
Aqui destacamos: Igreja Matriz, Capelas de São Gonçalo, de São Lourenço, de Santo António do Senhor da Sáude, do Senhor do Rosário, da Senhora da Gardunha, da Senhora do Bom Parto e da Senhora das Preces, Fonte do Meio, portadas da rua 5 de Outubro e museus que constituem o "Circuito Museológico de Souto da Casa", a azenha da Figueira com Parque de Lazer, azenhas e praia fluvial e ainda no coração da Serra, o sítio do Carvalhal com parque de merendas e onde se desenrolou a história do Carvalhal que ainda hoje leva a população, todas as quartas feiras de cinzas àquele local gritar " O Carvalhal é nosso".
Durante a viagem não se esqueça de provar a maravilhosa gastronomia da região.

Outras Rotas:

Rota dos Castros (1)
Rota dos Castros (2)
Aldeia Histórica de Castelo Novo
Gravuras Rupestres do Alto Zêzere

Saiba Mais em Fundão Turismo
 
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Concelho do Gouveia

PATRIMÓNIO

Bairros de Gouveia


Gouveia caracteriza-se pela existência de bairros que ajudam a compreender a história e o passado da cidade. O mais emblemático e por muitos considerado o berço de Gouveia, é o Bairro do Castelo. O denso casario é entrecortado por ruas estreitas e tortuosas que conduzem à Igreja paroquial de S. Julião, edifício barroco de traçado simples, onde sobressai a torre sineira única. No interior encontram-se sete retábulos de talha que foram transladados da Igreja do Convento de S. Francisco. O Bairro da Biqueira situa-se na Rua da República. A Biqueira foi como que a “Alfama” de Gouveia, um bairro onde, no século XIV, residia a comunidade judaica. Ainda na freguesia de S. Pedro destacamos o Bairro do Toural e a sua Rua Direita, via sinuosa onde se situa a Fonte do Assento e a Igreja Matriz. No seu seguimento pode apreciar-se a Casa da Torre, com a sua janela manuelina classificada como monumento nacional em 1928 e o Museu Abel Manta. É igualmente de referir o Bairro do Outeiro. Este bairro é um aglomerado populacional cujo padroeiro é S. Miguel Arcanjo. Aí se encontra, com efeito, a capela de S. Miguel e o seu Cruzeiro de construção em granito.


Convento de S. Francisco

À saída de Gouveia, no meio de campos e rodeado de pequenos bosques, fica o Convento de S. Francisco (ou do Espírito Santo). Trata-se de um interessante imóvel privado que desperta a atenção do visitante pelo seu carácter místico. Embora não seja possível precisar a data da sua fundação, é de crer que esta tenha tido lugar no século XII. A actual estrutura remonta ao século XVIII. Sabe-se que em 1752 foram ali levadas a cabo importantes obras de restauro. Hoje, pode admirar-se a torre sineira, a frontaria da igreja com nicho e a imagem de S. Francisco, bem como a grandiosa e inesperada ala poente.


Gastronomia e Artesanato

Neste domínio a referência vai inevitavelmente para o Queijo da Serra, por muitos considerado o melhor queijo do Mundo. Mas há muito mais, porque a gastronomia do concelho é rica e saborosa. São também deliciosos o pão de centeio, a morcela, o chouriço, a farinheira, o cabrito assado, a alambicada de borrego, as feijocas “à pastor”, a sopa de moiros, a sopa de bacalhau, o caldo de castanha, o arroz de carqueja e as bôlas de carne. No âmbito das sobremesas, destacam-se o arroz doce confeccionado com leite de ovelha, o doce de castanha, o leite-creme, o doce de abóbora e os bolos doces. Acompanhar, não pode faltar o bom vinho da região. No que respeita ao artesanato merecem especial destaque os trabalhos de tecelagem manuais, as camisas e casacos de pastor, os chinelos e mantas de trapos, as botas cardadas, a olaria e tanoaria tradicionais.




(Veja Mais em Câmara Municipal do Gouveia)

 

 
 
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» Património Natural Miradouros: Mocho Real
» Albufeira do Caldeirão
» Rio Zêzere
» Parque Natural da Serra da Estrela
» Aldeias Serranas: Cubo, Prado, Chãos, Faia, Ramalhosa, Mizarela, Trinta, Valhelhas, Famalicão...
» Moinhos: aldeias de Pêro Soares e Vila Soeiro.


(in ADRUSE - Associação de Desenvolvimento Rural da Serra da Estrela)

Alameda de Santo André
Chafariz da Família Refoios Saraiva. Foi transferido da povoação da Vela para o largo de Sto. André, junto à entrada para o Sanatório. Trata-se de um magnífico exemplar barroco-rocócó.

A Judiaria
A Judiaria, é um dos recantos mais castiços da Guarda primitiva. Os edifícios são modestos. Apresentam uma feição rural. O comércio e o desenvolvimento agrícola modificam esse ruralismo, introduzindo a arquitectura pesada dos séculos XVI e XVII, com cornijas salientes, gárgulas de canhão, pátios vastos e salões amplos.
Este lugar, hoje composto pela rua do Amparo e anexas, estava completamente isolado do resto da cidade, pois o seu acesso só se podia fazer por duas ruas. Ali tinham os Judeus um mundo àparte. Comunicando com a Judiaria e a ela ligada, está o bairro do Poço do Gado, que foi até alguns anos atrás o bairro das meretrizes, também isolado da cidade.

Fonte: Monografia Artistica da Guarda, de Adriano Vasco Rodrigues

 

Janela Renascentista
A Janela da Rua Direita, é uma janela característicamente renascentista. Destaca-se do muro com uma moldura em meia cana, onde se desenvolvem caireis e no alto remata em elegante trilobado, encimado por esferas e argolas ao gosto florentino. Òobranceiro a este remate e desligado da moldura existe um quebra água no centro do qual se destaca uma cabeça de anjo. Dentro da moldura e em torno dum caixilho rectangular sobressaiem adornos em relevo de dois tipos, ou seja de fitaria e de zodaria. Os primeiros compreenderam motivos da flora e os segundos motivos do reino animal. Evidencia-se, também, o elemento de Candelieri, típico da arte renescantista italiana.
À direita e à esquerda, no sentido da altura, a moldura toma a forma ascendente, há um querubim, um diabo, duas cornocópias formando laço, dois golfinhos com as cabeças voltadas para baixo e as caudas enroladas em espiral. A parte superior é uma fina renda de elementos vegetais onde se inscrevem sob os trilobados, flores de liz estilizadas. Do lado direito do observador, em sentido descendente, há duas aves que se beijam, um elemento de Candelieri, um medalhão de guerreiro com elmo, um querubim, duas cornocópias e outros elementos vegetais.
No peitoril um medalhão com um perfil de guerreiro, com elmo e viseira levantada, ladeado por duas sereias aladas. Sant'Anna Dionísio considera esta figura como esfinges. Quanto a nós parecem-nos sereias: as cabeças são femininas; o corpo é de peixe e a cauda. O facto de se apresentarem com asas não significa que sejam esfinges.
Há muitas semelhanças entre esta janela e a portada da Capela dos Pinas, na Catedral. Quanto a nós são coevas as duas obras e deviam ter sido ideadas pelo mesmo artista. Infelizmente não temos nenhum documento que nos indique o nome do autor.

Solar de Alarcão
O edifício da família Alarcão próximo do Liceu é dos finais do séc. XVII, como se vê de uma inscrição existente na fachada da capela de referido solar (1686). Tem uma interessante galeria coberta e escadório de volutas no corrimão de pedra. No interior havia belos tectos artesoados. Ainda se conserva o do salão.


Fonte: Monografia Artistica da Guarda, de Adriano Vasco Rodrigues


Visite também
O Seminário e o Paço
Cerca ou Muralhas da Cidade
Igreja da Misericórdia
Torre de Menagem
Capela do Mileu
Museu da Guarda
Igreja de São Vicente
Portas da Cidade
Sé Catedral da Guarda

 

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Aldeias Históricas

» Monsanto - "Aldeia mais Portuguesa de Portugal"

Património Natural e Construído
Monsanto é o resultado de uma fusão harmoniosa da natureza com a obra humana operada ao correr do tempo. O mimetismo entre a acção do homem e os acidentes geográficos deu origem a curiosas utilizações de grutas e penedos integralmente convertidos em peças de construção. Os penedos graníticos, enormes, estão de tal modo ligados às habitações, que tanto lhes servem de chão, como de paredes ou tectos.
Para além do próprio conjunto urbano e do castelo, Monsanto conserva variados exemplares de arquitectura militar e religiosa.
Dentro das muralhas existem duas capelas. Na Capela de Santiago podem ser apreciados um portal românico e, voltada a norte, uma arcada ogival. A Capela de Santa Maria do Castelo é rodeada por um cemitério em que sepulturas de formas antropomórficas foram escavadas na rocha.
A mais importante Capela de Monsanto é, no entanto, a Capela Românica de São Miguel (em estado de ruína). Situada entre o castelo e a torre de vigia medieval, designada de Torre do Peão, ela é indício de uma primitiva povoação - S. Miguel - e sobrepõe-se a um monumento que se supõe de culto a Marte e a outros deuses pagãos. É rodeada igualmente por sepulturas escavadas na rocha granítica (cemitério paleo-cristão).
Junto à porta da povoação, aberta na muralha no reinado de D. Manuel, encontra-se a Capela de Santo António, da mesma época, com um portal de quatro arquivoltas, ladeado por dois bastões ornamentados por flores de liz. Também apreciável é a abóbada da capela-mor, de estilo gótico.
Do outro lado da "vila", encostada ao arco da Porta de S. Sebastião,encontra-se a Capela do Espírito Santo, construída nos séculos XVl e XVIl.
No percurso entre estas duas capelas encontra-se ainda a lgreja da Misericórdia, de raíz Românica, e a lgreja Matriz ou de São Salvador, com fachada do século XVlll, no interior da qual jaz o seu fundador, num túmulo com a inscrição de 1630. Nos seus altares existem imagens de grande valor artístico, nomeadamente algumas esculpidas em granito.
Na base do monte, nos arredores da povoação, situa-se a Capela de S.Pedro de Vir-a-Corça (ou de Vila Corça, como também é designada), construída em granito, possivelmente do século XIll, em que se destaca uma rosácea.
Perto da lgreja da Misericórdia pode visitar-se a Torre do Relógio ou Torre de Lucano, construída no século XlV, torre sineira onde foi colocada uma réplica do Galo de Prata (troféu atribuído a Monsanto por ter conquistado o titulo de "a aldeia mais portuguesa de Portugal" num concurso lançado pelo SNl em 1938).

Quadro Histórico
Trata-se de um local muito antigo, com registo de presença humana desde o Paleolítico. A falta de trabalho aprofundado de carácter científico no campo da arqueologia faz com que certos períodos da pré e proto-história do lugar permaneçam envoltos numa certa obscuridade. De qualquer forma, vestígios arqueológicos dão conta de um castro lusitano e de villae e termas romanas no denominado campo de S. Lourenço, no sopé do monte.
Terra conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques, em 1165, foi doada à Ordem dos Templários que lhe edificaram o castelo, sob as ordens de D. Gualdim Pais. Em 1174 Monsanto recebeu foral do mesmo monarca, o qual foi confirmado por D. Sancho I, em 1190, que, ao mesmo tempo, a mandou repovoar e reedificar a fortaleza desmantelada nas lutas contra Leão; mais tarde, em 1217, D. Afonso II confirmou novamente o primeiro foral. A Ordem do Templo mandou reedificar a fortaleza e as muralhas em 1293. Com D. Dinis obteve, em 1308, Carta de Feira na ermida de S. Pedro de Vir-a-Corça.
O rei D.Manuel I outorgou-lhe novo foral e deu-lhe a categoria de vila no ano de 1510.
Em 1758 Monsanto era sede de concelho, privilégio que manteve até 1853. Daqui decorre a designação de "vila" ainda hoje atribuída pelos monsantinos à sede da freguesia.
Em meados do séc. XVII D. Luis de Haro, ministro de Filipe IV, tentou o cerco a Monsanto, sem sucesso. Mais tarde, no inicio do século XVIII,o Duque de Berwick põe também cerco a Monsanto. O exército português, comandado pelo Marquês de Minas, derrotou o invasor nos contrafortes da escarpada elevação.
Já no século XIX, o imponente castelo medieval de Monsanto foi parcialmente destruido pela explosão acidental do paiol de munições, numa noite de Natal, restando actualmente apenas duas torres, a do Peão e a de Menagem, para além das belíssimas ruínas da Capela de S.Miguel (séc. XII).


» Penha Garcia - "Maravilha da Natureza e do Homem"

Penha Garcia impressiona pela majestade da sua posição, no cimo das cristas quartzíticas da Serra com o mesmo nome. Antiga fortaleza, foi "couto de homiziados" até aos finais do século XVIII.
Das glórias passadas ainda se encontram o Castelo, a igreja matriz (com uma interessante figura da senhora do Leite, classificada como monumento nacional), o Pelourinho e as peças de canhão abandonadas desde o tempo das invasões francesas.
Por ruas estreitas e becos, por pequenos pátios e escadinhas e por entre casas de pedra pode subir-se ao Castelo de onde se avista o deslumbrante vale encaixado do rio Pônsul, com o seu famoso conjunto de antigos moinhos. Ambiente de grande exotismo, onde a Natureza caprichou, pondo a descoberto interessantes estruturas geomorfológicas e exemplares raros de fósseis – as bilobites. Lembre-as que ainda não vão longe os tempos em que se podiam observar os garimpeiros a procurar pepitas de ouro nas areias do rio.
Para os que gostam de emoções fortes, sugere-se um subida pelas escombreiras das encostas, até às Fragas mais elevadas, donde se pode disfrutar outro panorama inesquecível – com a barragem, o vale e as azenhas aos pés e, alcançando para Norte até à Serra de Malcata, para Este até à Serra da Gata (em Espanha), para Sul a planura interrompida pela imponente colina de Monsanto, e para Oeste até à Serra da Estrela.
A riqueza geológica (desde as formações quartzíticas às bilobites)m botânica (a Mata de Penha Garciam – Vale Feitoso), zoológica (geneta, veado, bufo-real, cegonha, etc.) e paisagísticas e os habitats que encerra, motivaram a classificação da área como biótopo – Biótopo da Serra de Penha Garcia.
Sublinhe-se, também, que Penha Garcia é uma das localidades onde antigos costumes continuam muito vivos. Para além de teares, existe um antigo forno comunitário para pão e, mediante encomenda, pode saborear-se um cabrito no forno ou um prato de grelos com enchidos caseiros. Periodicamente, organizações locais realizam uma semana etnográfica . "Penha Garcia Antiga", em que se recordam as artes e ofícios tradicionais e se procede à venda de produtos locais.


» Idanha-a-Velha - "Aldeia de Casario Granítico e Ambiente Pitoresco"
Idanha-a-Velha localiza-se a 15 Km da vila de Idanha-a-Nova (sede de concelho), a 12 Km da aldeia de Monsanto e a 31 Km das Termas de Monfortinho, localidade termal que faz fronteira com Espanha.
Conhecida pela sua beleza natural e pelos vestígios históricos que encerra, a aldeia de Idanha-a-Velha ocupa uma área de 4,5 hectares em duas pequenas elevações, abraçadas a sudoeste e oeste por um apertado meandro do rio Ponsul, tributário do rio Tejo. A sua implantação faz com que apareça denominada paisagísticamente pela fortaleza de Monsanto.

Quadro Histórico
Idanha-a-Velha - capital da civicas Igaeditanorum da época romana - foi possívelmente fundada no período de Augusto (séc. I a.C.) e terá sido o resultado da política de apaziguamento e ordenamento do território, por parte de Roma, e da necessidade de criar um ponto de paragem intermédio entre a Guarda e Mérida.
Torna-se, assim, credível que os primeiros habitantes da cidade tenham sido oriundos de um núcleo populacional pré-romano fortificado, localizado nas imediações, designado por Cabeço dos Mouros. Fortalece esta hipótese o facto de, até ao momento, não terem sido encontrados materiais arqueológicos que sugiram uma ocupação do sítio anterior à época romana.
Do nome da cidade pouco se conhece. As fontes mais antigas apenas a referem enquanto a circunscrição administrativa Cívicas Igaeditanorum, nome derivado da designação do povo pré-romano que habitava a região onde a nova cidade se implantou (os igaeditani). A forma actual deriva da forma visigótica Egitania e da árabe Idania.
Também pouco se conhece da história da cidade durante o período romano, embora ela deva ter tido um período de grande prosperidade durante o Alto Império.
No seu período de maior florescimento a cidade estendia-se seguramente desde a actual entrada norte até às margens do rio Ponsul, ocupando praticamente toda a área interior do meandro do rio. Alguns vestígios de uma rica habitação detectados na margem esquerda, no Olival das Almas, sugerem mesmo uma extensão ainda maior.
No centro da cidade encontrava-se o forum, certamente uma construção do séc. I, eventualmente do tempo de Augusto. Trata-se de um espaço rectangular definido por um muro a toda a volta, hoje praticamente irreconhecível, com a entrada a leste. Na cabeceira oeste encontra-se o podium do templo, provavelmente dedicado a Vénus. Para sul do forum encontravam-se as termas.
As dimensões das estruturas já escavadas sugerem tratar-se de um edifício público. Os abundantes elementos de construção romanos, reaproveitados na muralha, indicam a existência de numerosos edifícios. Porém, as escavações arqueológicas até agora realizadas nada mais deram a conhecer do núcleo urbano da cidade.
Nos arredores foram encontrados um forno cerâmico e uma barragem que talvez abastecesse de água a cidade.
Nos séc. III-IV o perímetro urbano contraiu-se com a construção de uma forte muralha que cercava apenas uma pequena parte daquilo que foi a cidade do Alto Império. As muralhas mostram, aliás, nitidamente terem sido reconstruídas e modificadas ao longo do tempo. As portas actuais não parecem corresponder às romanas. Antes se devem atribuir ao período muçulmano, como sugere o investigador histórico Cláudio Torres, ou mesmo ao período da Reconquista.
Com as invasões germânicas peninsulares do início do séc. V a cidade passou a integrar o reino dos suevos. Deste período também pouco se sabe. A informação disponível respeita à criação da diocese da Egitania, com sede em Idanha-a-Velha, talvez por determinação do rei Teodomiro. Em 569 a cidade fez-se representar no Concílio de Lugo.
Em 585 o reino dos suevos foi integrado no reino visigótico. Idanha-a-Velha terá ganho um novo impulso económico e político-administrativo. A cunhagem de moeda em ouro parece ser uma demonstração inequívoca daquele período de prosperidade. Os abundantes elementos de construção ricamente decorados corroboram também esta tese.
O edifício actualmente designado por Sé Catedral é tradicionalmente atribuído àquele período. No entanto, o mais provável é que as suas estruturas assentem sobre um edifício Visigótico que pouco terá a ver com o actual.
O baptistério, datável dos séc. Vl-VII, junto à porta sul da Sé, deve ser interpretado como o vestígio da primeira basílica paleocristã. Como a sua planta parece discordante da planta do actual edifício, é de admitir que corresponda ainda ao primeiro templo suevo, sobre o qual os bispos visigóticos erigiram a nova catedral que, sucessivamente reconstruída, deu o actual templo. Idanha-a-Velha foi tomada ao reino visigótico pelos muçulmanos no ano de 713.
Durante o período de ocupação muçulmana a cidade terá atingido uma grande dimensão, se comparada com outros importantes centros urbanos da época como Silves, Beja ou mesmo Lisboa. Alguns autores contemporâneos referem-se-lhe como sendo uma cidade "rica". Nesse período a Sé visigótica foi adaptada a mesquita, com obras de algum vulto. A Porta Norte deve ser atribuída àquela época, assim como os torreões de planta circular adoçados à muralha.
Em 1114, D. Teresa faz a doação de Idanha a D. Egas Gosendiz e a sua mulher dizendo "que há muito está deserta ". Afonso Henriques mandou ocupar Idanha e doou-a a Gualdim Pais, da Ordem dos Templários. Tendo sido novamente ocupada pelos mouros, é reconquistada aos muçulmanos no reinado de Sancho I que a volta a entregar aos Templários. No entanto, dada a sua posição, novamente cai nas mãos dos muçulmanos. No tempo de D. Sancho II Idanha-a-Velha encontrava-se já numa situação de decadência e despovoamento de tal ordem que D. Sancho manda, em 10 de Março de 1240, que "fosse todo o povoado até ao último dia do próximo mês de maio, sob pena de perderem o que seu fosse os que não viessem povoar". Em 1244 foi doada novamente à Ordem dos Templários.
A Ordem efectuou algumas obras militares das quais a mais conhecida é a torre que assenta sobre o podium do templo do forum. Porém, a deslocação da fronteira cada vez mais para sul e para leste, juntamente com a pouca aptidão defensiva do sítio, provocou um inexorável processo de decadência. Depois de sucessivas tentativas de fixação da população em Idanha, através da concessão de múltiplas benesses, D.Manuel I concede-lhe Foral Novo, em 1 de Junho de 1510, tendo esta sido uma última e frustrada tentativa régia de devolver à cidade o seu prestígio e importância.

Património Natural e Construído
Conhecida pelo vasto património histórico que se encontra no interior das suas muralhas, Idanha-a-Velha tem sido campo de estudo de diversos investigadores, principalmente no domínio da arqueologia, atraindo também, por esse motivo, cada vez mais visitantes. Reconhecida a sua importancia no contexto da história regional, e mesmo nacional, o interesse histórico e científico do sítio tem vindo a ser redescoberto e amplamente revisto ao longo dos últimos anos.
Ao interesse das ocupações romana e visigótica -períodos que quase exclusivamente atraíram os primeiros investigadores - parecem equiparar-se, por justiga e fidelidade à história, as ocupações muçulmana e medieval, a que os investigadores nos tempos mais recentes têm dado realce. De qualquer modo, o interesse histórico-científico da aldeia reside precisamente na sucessão das ocupações de diferentes povos e culturas e não na hegemonia e superioridade de uma determinada ocupação.
O interesse em estudar Idanha-a-Velha remonta ao Renascimento, já que a abundante colecção de inscrições latinas desde cedo recebeu a atenção de diversos humanistas. Foi, no entanto, entre finais do século passado e inícios deste que José Leite de Vasconcelos e Félix Alves Pereira redescobriram e divulgaram a aldeia, nomeadamente nos aspectos relacionados com a sua ocupação romana. A estes dois investigadores devem-se os primeiros estudos monográficos com carácter científico. Foram também os primeiros a recolher materiais arqueológicos, actualmente depositados no Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia. Ainda naquele período, Francisco Tavares de Proença Júnior, um dos mais ilustres investigadores regionais, publicou alguns estudos sobre materiais arqueológicos de Idanha-a-Velha.
Nos anos seguintes a aldeia caiu novamente no esquecimento, interrompido esporadicamente por uma ou outra referência ou pequeno artigo em revistas de arqueologia. A investigação arqueológica só viria a ser retomada no início dos anos 50, por intermédio do investigador Fernando de Almeida, a quem se deve a projecção de que o sítio goza actualmente. Com efeito, este investigador compilou toda a informação dispersa e recolheu no terreno uma massa considerável de dados. A obra Egitania - História e Arqueologia, publicada em 1956, resultado daquele trabalho académico,constitui a primeira, e até agora única, síntese sobre o sítio. Em 11 de Agosto de 1982 a Catedral e as ruínas envolventes, classificadas como "Imóvel de Interesse Público" desde 1956, ficaram afectas ao então Instituto Português do Património Cultural (IPPC).

 

 
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Concelho de Mação

O Concelho de Mação tem um nome para o qual tem sido apontadas várias origens etimológicas. Seria manso-mansionis latino, que deu o nosso mansão, com os significados de residência, lugar, sítio, os romanos davam-lhe vários significados. Cícero dava-lhe o significado da paragem, demora em algum lugar. Suctónio dava-lhe o significado de estalagem. Plínio empregava-o viagem de um dia.
Uma outra hipótese etimológica é a de atribuir a origem do nome da terra aos francos. Do francês Maçon (pedreiro). Seria o caso de um pedreiro franco se fixar aqui e no exercício da sua profissão dar o nome ao povoado?
Uma outra é a de ter início à povoação um nome de nome Maçam que era a forma portuguesa de Marçal.
Toda esta região ligada fisicamente à Beira Baixa, remonta ao período do Paleolítico, na Pré-história, era da qual se encontram muitos vestígios.
A Região da Beira é tida como uma região erma, cujo despovoamento se terá dado entre a invasão árabe e o início da primeira dinastia, mas existem inúmeros vestígios romanos, levando a crer que este império tenha dominado a região nos primeiros séculos da nacionalidade.
Mação era nos começos da nacionalidade um pequeno lugar que pertenceu até ao 1.º quartel do séc. 14, ao Termo de Belver na Ordem de Malta.
A Rainha Santa Isabel outorgou-lhe o 1º foral, em data indeterminada.
O 2º foral foi-lhe concedido por D. Pedro I em 15 de Novembro de 1355.
No reinado de D. João III foi passada carta de aforamento de uma das terras no termo da Vila de Mação a João Alves Castelhano.
Já no começo do séc. XVIII era sede do Cabeção das Cizas, das cinco Vilas: Mação, Amêndoa, Carvoeiro, Envendos e Belver.
A Vila de Mação foi quartel-general dos exércitos portugueses e ingleses comandados pelo Marechal Inglês Conde Lippe em 1762 onde estiveram aquartelados cerca de 15000 soldados.
Em 1807, Mação foi pilhado pelos franceses durante a primeira invasão Napoleónica no nosso país. Com a constituição surgem as lutas entre Liberais e Miguelistas que tomaram grande dimensão neste concelho.
Em 1834 foram extintos os Concelhos de Belver, Envendos e Carvoeiro sendo incorporados em Mação
Em 1867 o Concelho de Mação foi suprimido e passou a pertencer ao de Proença-a-Nova até 10 de janeiro de 1868 data em que foi restaurado.
Em 1930 foi aprovado o Brasão após estudo do arqueólogo Afonso de Ornelas. O Brasão é vermelho com uma ovelha ao centro. Em chefe, um cacho de uvas folhado e acompanhado por duas abelhas, tudo em ouro. Orla de prata cortada por fachas onduladas de azul. Coroa mural de prata de quatro torres. Bandeira amarela com listel branco com letras pretas. Cordões e borla de ouro. Lança e haste douradas.
Perante as leis de heráldica eis o significado: Mação serviu de Quartel General das tropas de Lippe em 1762, que terminaram com a invasão. Sendo assim o campo de escudo, vermelho, pois este esmalte significa vitórias, ardis e guerras.
A vida económica de Mação consistiu durante centúrias, na indústria de tecelagem de lãs, fabricação de curtumes e exportação de gados. Com uma só peça heráldica, uma ovelha - poderá significar-se estas indústrias. O vinho e o mel, enfim a agricultura, é também uma das riquezas locais: portanto com uvas e abelhas fica simbolizada a riqueza agrícola em todos os seus aspectos.
Como o que dá origem a tudo isto, às condições de riqueza na indústria e na agricultura de Mação é a quantidade de água que passa e rega a farta região, o Tejo: o ribeiro de Mação, as ribeiras de Eiras, de Coadouro e ainda outras de menor importância, ficam estas heraldicamente representadas por faixas onduladas de azul e prata.

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Concelho de Mangualde

Anta da Cunha Baixa
Localiza-se numa área de vale aberto. a escassas dezenas de metros do Rio Castelo, freguesia da Cunha Baixa.
Monumento funerário em granito, composto por uma câmara poligonal tendencialmente rectangular e corredor longo diferenciado em planta e alçado. A escavação do interior da Câmara revelou a existência de um lajeado - placas de granito pouco espessas - correspondendo ao primitivo piso deposicional funerário. À entrada da câmara, acentuando a separação entre este espaço e o corredor, preservou-se um pequeno pilar. O montículo artificial que primitivamente o envolveria (mamoa), terá sido destruído ao longo dos tempos face ao aproveitamento agrícola do local.
O espólio das suas deposições primárias, indica uma ocupação em torno do último quartel do IV milénio a.C., tendo sido posteriormente reutilizado ao longo do III milénio.
Foi classificada Monumento Nacional pelo Decreto-Lei de 16 de Junho de 1910.
Bibliografia: Monteiro, Paulo Celso Fernandes; Arqueohoje, Lda., Patrimonium Mangualde 900, Câmara Municipal de Mangualde; Arqueohoje, Lda, 2003


Ermida da Nossa Senhora do Castelo
No começo do séc. XV foi levantada uma capelinha dedicada a Santa Maria do Castelo num terraço não longe do cimo do monte em lembrança da batalha travada em Trancoso entre soldados de Portugal e de Castela.
Mais tarde outra capela se ergueu, substituindo a primeira. E esta capela se manteve até 1832, data da entronização da imagem da Senhora do Castelo no templo que ainda hoje se ergue no aplainado cume da colina, mandado levantar pela piedade de MiguelPais de Sá Menezes.
A capela é uma construção de linhas esbeltas mas simples onde ressalta a singularidade da altíssima torre elevada a prumo sobre a fachada. O interior do templo luminoso mostra uma elegante capela-mor cujo retábulo de sabor neoclássico se levanta sobre altos degraus. A imagem soberana da Virgem com seu menino campeia no trono Central.

Igreja da Misericórdia de Mangualde
A construção deste belíssimo imóvel sucedeu entre 1720 e 1764, segundo risco de Gaspar Ferreira, arquitecto de Coimbra.
Igreja e Sacristia, Casa de Despacho, Torre, Casas de Capelão e arrumações de rés-do-chão, constituem um todo harmonioso onde ressalta a originalidade de uma varandaaberta sobre um pátio dando ares de residência fidalga a tal conjunto.
O interior da igreja é de uma extraordinária beleza. A capela-mor possui o mais artístico retábulo joanino da diocese de Viseu, o tecto mostra 15 formosos painéis pintados em Lisboa no séc. XVIII e os azulejos vieram de Coimbra em 1724 (capela-mor) e 1746 (nave) representando símbolos marianos e diversas cenas como as Bodas de Caná, S. Martinho, Multiplicação dos Pães e Queda de Maná.
A igreja foi considerada Imóvel de Interesse Público, através do Dec. 129/77, Diário da República 226, de 29 de Setembro.


Real Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão
Fundado no séc. XII por D. Soeiro e seus companheiros, inicialmente obediente à Regra de S. Bento, cedo abraçaram seus monges a regra de Cister tornando-se obedientes a Alcobaça. O favor dasgentes e o patrocínio dos reis que o tornaram, pela sua protecção, um Real Mosteiro, trouxeram o crescimento da casa e seus bens.
Distinguem-se as seguintes partes na sua arquitectura: a torre medieval levantada entre os séculos XII-XV com os seus três pisos de adega e celeiro, hoje relativamente bem conservada; as edificações monásticas do séc. XVIII que tinham no piso térreo o claustro com fonte, a sala do capítulo, o refeitório, a cozinha, a adega, etc. e no piso superior os aposentos do Abade, a biblioteca, a enfermaria e as celas; a Igreja de Nossa Sra. da Assunção (séc. XVIII) apresenta uma singular frontaria em tronco de cilindro com as armas reais sobre a entrada.
Ao lado, ergue-se a torre sineira. O corpo da igreja tem uma forma elíptica, com abóboda de tijolo.
Foi classificado Monumento Nacional, Dec. n.º 5/2002, Diário da República 42, de 19 Fevereiro.

 
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Concelho de Manteigas
» Património Natural Cântaros: Magro, Raso e Gordo.
» Miradouro do Fragão do Corvo.
» Mondeguinho.
» Penhas Douradas e da Saúde.
» Lagoa Comprida.
» Poço do Inferno.
» Torre.
» Vale Glaciar do Zêzere.


(in ADRUSE - Associação de Desenvolvimento Rural da Serra da Estrela)


 

Para além das paisagens naturais, Manteigas possui também o património edificado que merece uma especial e atenta visita, como o caso da Igreja Matriz de Santa Maria, Igreja de São Pedro, Capela da Senhora dos Verdes, Igreja da Misericórdia, Igreja de Sameiro, Capela de Santa Eufêmia, Igreja de Vale de Amoreira, para além de outras capelas dispersas pelo Concelho, autênticos testemunhos vivos da fé e história dos nossos antepassados.


No que concerne a Património, uma referência para a Casa das Obras, Solar construído no Século XVIII.
Quem visita Manteigas poderá ainda saborear e apreciar a Gastronomia Tradicional, como o caso da chanfana, trutas, enchidos regionais, arroz doce, requeijão e queijo da Serra da Estrela.
O artesanato assente na tecelagem tradicional, trabalhos em madeira e pele é referência obrigatória no roteiro turístico do Concelho.
Se na época do Inverno Manteigas é procurada pela neve, no Verão a beleza natural domina as atenções dos visitantes.

PATRIMONIO
O Concelho de Manteigas possui um Património valioso disperso pelas quatro freguesias, sendo este património constituído essencialmente por mostras da religião e fé que sempre acompanhou o Manteiguense ao longo da sua história.
A Igreja da Misericórdia de Manteigas é composta por duas partes de épocas distintas. A fachada principal e a nave são do século XVII ou XVIII, mas a Capela-mor e anexas são anteriores, do século XV ou XVI. De referir o facto de existir no interior da igreja uma têmpera com um texto em português arcaico onde se pode ler que foi celebrada uma missa no ano de 1688.
Construída em Manteigas, na segunda metade do século XVIII, a Casa das Obras, de robusta construção de tipo solarengo, encimada por um brasão a conferir o título da nobreza, impõe-se pelas suas dimensões e qualidade. O nome da Casa das Obras está de certo relacionado com a duração e expectativa da sua construção, que deve ter durado, pelo menos de 1770 ao primeiro quartel do Século XIX, ou seja, cerca de 50 anos. O Solar das Obras, considerado a partir de 27 de Fevereiro de 1978 como «Imóvel de Interesse Público (IIP)», está actualmente transformado em Turismo de Habitação.

 

(Veja Mais em Câmara Municipal de Manteigas)

 
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Concelho de Mêda

Paisagens

A paisagem do Concelho da Meda é sempre bela e variada, muito especialmente a partir de Fevereiro, altura em que começam a florir as amendoeiras, um espectáculo digno de ser visto. Os campos, nessa altura, nas zonas de amendoeiras, parecem salpicados de manchas floridas de branco ou rosa, como se fossem enfeites mimosos bordados em vestido de noiva. - (v. "O Concelho da Meda - 1838-1999", de Jorge António de Lima Saraiva).
Ao longo das ribeiras e riachos crescem os choupos, os amieiros, os freixo e os salgueiros. Nas encostas mais íngremes e nas zonas planálticas incultas abunda um mato rasteiro constituído por esteva, rosmaninho, giesta e trovisco, alternando com o verde dos pinhais e dos soutos.
A fauna doméstica está a empobrecer-se por dois factores: a aplicação da maquinaria agrícola nos amanhos das terras e o desenvolvimento da pecuária. Aparecem ainda o burro, o macho, o boi, o cavalo, o porco, a cabra e as aves de capoeira. A zona era rica em caça: coelho, perdiz, lebre, texugo, tordo, pomba, rola. Encontramos, ainda, grande variedade de aves: melro, pintassilgo, cotovia, gaio, rouxinol, boeira, coruja, pardal, corvo, mocho, poupa, andorinha, cuco, milhafre, gavião. Entre os animais selvagens referimos: doninha, ouriço cacheiro, raposa, lobo e javali, este, ultimamente, em expansão.
Encontra-se ainda nas ribeiras e rios algum peixe. Na Teja abunda o barbo e, no rio Torto, dão-se bem as enguias e os barbos, muito procurados pelos desportistas da pesca.




Termas de Longroiva



As águas sulfurosas que servem o actual balneário termal, datado do século XIX, foram desde sempre aproveitadas pelo homem - pensa-se que desde a pré-história e com maior utilização na época dos romanos. Na idade média, a termas pertenceram à Ordem dos Templários, mas passariam para a Ordem de Cristo no reinado de D. Dinis. Os banhos sempre estiveram ligados ao culto da Senhora do Torrão, padroeira da freguesia. O povo até diz que cada banho tomado no dia oito de Setembro, dia dedicado à santa, equivale a oito. E conta-se que a Rainha Santa Isabel ter-se-á banhado nas águas sulfurosas de Longroiva, aquando da sua vinda de Aragão para casar, em Trancoso, com D. Dinis.
O professor Adriano Vasco Rodrigues, na monografia "Terras da Meda", de sua autoria, conta que desde os finais do século XIX até aos anos quarenta do século XX, "os banhos de Longroiva atraíam inúmeros banhistas de Trás-os-Montes, Beira Douro e Alto Douro" e que "as pessoas anémicas iam às águas férreas beber um copinho". Conta ainda que depois dos anos 40 "acentuou-se a degradação das termas e a câmara não foi capaz de transformar Longroiva numa estância termal capaz ou de repouso".
Precisamente o contrário, é o que pretende fazer, a partir deste ano, a Empresa Municipal Termas de Longroiva, tendo previsto o investimento de três milhões de euros num novo balneário. O terreno já está escolhido e o grosso do financiamento será assegurado pela Acção Integrada de Base Territorial do Côa, com recurso a fundos comunitários. Quando o projecto de requalificação das termas estiver executado, estarão investidos no complexo cerca de cinco milhões de euros. Para o futuro fica idealizada a construção de uma unidade hoteleira, para poder acolher os aquistas.

Tratamentos com provas dadas
As Termas de Longroiva possuem um caudal permanente de 30 mil litros de água sulfurosa por hora, a uma temperatura de 44 graus centígrados, e são especialmente indicadas para tratamento de doenças reumáticas, nervosas e de pele. Uma equipa médica e de enfermagem garante a indicação terapêutica aos utentes, de acordo com as suas necessidades. Entre as diversas maleitas que podem ser tratadas com a ajuda das águas de Longroiva destaca-se a Rino-sinusite, através de irrigação nasal, pulverização faríngea, nebulização ou aerossol termal; a Psoríase, através de aerobanho ou imersão; e as Lombalgias por Espondilartrose Lombar, por meio de hidromassagem, duche jacto, Bertholett ou Duche Vichy.

A terra das águas
Além das águas sulfurosas, Longroiva possui uma nascente de águas purgativas, perto da ribeira do Gricho; na Fonte Ferrada e na ribeira da Concelha correm águas férreas, Na Fonte Nova, perto do Valoiro, há águas minerais. A Concelha possui uma água potável leve e muito apreciada. A riqueza aqüífera da zona está ligada à composição dos solos. A prova é que antes do início da segunda guerra mundial um alemão pretendeu fazer uma plantação de chã na encosta do ribeiro do Gricho e do Barral, onde brotam as águas purgativas, considerando que aquele terreno era o ideal para tal fim. "Há três coisas em Longroiva, que bem empregadas

Época Termal
A época termal tem actualmente a duração de 7 meses, Maio a Novembro.
Horário de funcionamento
De 2ª a Sábado, das 08h00 às 13h00 e das 15h00 às 20h00

 
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Concelho de Moimenta da Beira

Moimenta da Beira é uma vila portuguesa no Distrito de Viseu, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 2 400 habitantes.

É sede de um município com 219,75 km² de área e 11 074 habitantes (2001), subdividido em 20 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo município de Tabuaço, a sueste por Sernancelhe, a sul por Sátão, a oeste por Vila Nova de Paiva e Tarouca e a noroeste por Armamar.

A localização geográfica do concelho de Moimenta da Beira, entre o vale do Douro, de clima tipicamente mediterrânico e as terras altas da Beira Alta, de clima de montanha, propicia a existência de comunidades vegetais e animais variadas. Famosa pela produção de vinho, de maçã, principalmente da espécie "bravo esmolfe"(?), e, também, por ter sido o concelho onde Aquilino Ribeiro viveu em várias fases da sua vida, mais propriamente na pequena aldeia de Soutosa.

(in Wikipédia)

Locais de interesse a visitar
Igreja e Mosteiro de Nossa Senhora da Purificação (séc. XII)
Pelourinho de Castelo IIP
Pelourinho de Vila da Rua MN
Solar dos Guedes (séc. XVIII) (Ma da Beira)
Pelourinho de Passô IIP
Solar do Sarzedo na freguesia de Sarzedo IIP
Casa da Moimenta (séc. XVII)
Casa de Aquilino Ribeiro
Dólmens e Sepulturas da Serra da Nave
Terreiro das Freiras – conjunto de casas solarengas XVIII
Pelourinho de Leomil - séc. XVI
Casa dos Coutinhos - séc. XVIII (Leomil)
Casa dos Viscondes de Balsemão(Leomil)
Igreja Matriz - séc. XVII/XIX (Leomil)
Santuário de Nossa Senhora da Conceição
Santuário de São Torquato
Santa Eufemia (Arcozelos)
Ponte Nova (Ariz)
Penedo da Fonte Santa (Peravelha)
Pelourinho de Sever
Igreja Paroquial de Segões
Igreja Paroquial de Nacomba
Igreja Matriz de Sarzedo
Igreja Matriz de Peva
Igreja Matriz de Paradinha
Igreja Matriz de Nagosa
Igreja Matriz de Caria (Séc XVIII)
Igreja Matriz de Cabaços (XVII e XVIII)
Igreja Matriz de Baldos
Igreja Matriz de Ariz
Igreja Matriz da Vila da Rua (XVII / XVIII)
Igreja Matriz de S. Miguel (Peravelha)
Igreja de S. Bartolomeu
Igreja Matriz de Paçô
Fonte dos Baptizados (Arcozelos)
Convento de S. Francisco (XVII / XVIII)
Castro de Sanfins
Castro de Peravelha
Castro de Ariz
Casa dos Mergulhões (Nagosa)
Casa da Quinta (Castelo)
Capela do Senhora da Agonia (Baldos)
Capela do Mártir S. Sebastião
Capela de Santo António (Arcozelos)
Capela de Santa Bárbara (Ald. Nacomba)
Capela de Nossa Senhora do Carmo (Arcozelos)
Capela de Nossa Senhora das Portas Abertas(Ald. Nacomba)
Capela de Nossa Senhora da Cabeça(Arcozelos)
Capela da Senhora da Guia (Caria)
Capela / Miradouro de S. Antão (Peva)
Antiga Igreja Matriz dos Arcozelos
Anta de Lameiras (Peravelha)
Fonte da Pipa (Mta da Beira)

(sugestões Moimenta na Net)

Bem-vindo ao Município de Moimenta da Beira, retalho Aquiliniano do Centro Norte de Portugal, povoado por gentes afáveis e hospitaleiras que desbravaram as Terras do Demo e a moldaram com a sua identidade.

Calcorreando serranias e zonas ribeirinhas, o visitante encontra inspiração e vivências únicas recheadas de emoção nos recantos inóspitos habitados por uma diversidade de património natural.

Convidamos os “amantes” da natureza a desfrutarem da nossa paisagem.

Deambulando por entre o património arquitectónico secular que ornamenta praças emblemáticas , ruelas de carácter popular, montes ermos com referências religiosas, o visitante absorve a historicidade deste município, corredor de povos errantes, que marcaram, de forma indelével, o “Modus Vivendi” e a Cultura das nossas gentes.

Façam um Touring pelo Município, e conheça a nossa História.

No final do seu périplo pelas Terras de Moimenta, saboreie as iguarias gastronómicas, acompanhadas do Vinhos Terras do Demo. À mesa com os enchido e queijos artesanais, um prato de caça ou um prato da quinta, sinta o prazer de degustar a autenticidade da nossa gastronomia, regada com o vinho branco ou tinto Terras do Demo. A finalizar este repasto, delicie-se com um suculento bolo de maçã ou de frutos secos, acompanhado do nosso leve e fino espumante.

Visite Moimenta da Beira e leve consigo os sabores autênticos da Gastronomia das Terras do Demo.

 

 
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Concelho de Mortágua
Convidamo-lo a partir à descoberta do Concelho de Mortágua. Se é amante dos desportos motorizados e do contacto com a Natureza, temos para oferecer-lhe uma das mais extensas áreas florestais do país e uma labiríntica rede de estradões florestais que poderão ser o palco de inesquecíveis aventuras. Se, para além disso, não dispensa a pesca ou a prática de desportos aquáticos, saiba que a albufeira da Barragem da Aguieira reúne condições ímpares em toda a Região Centro, para além da indiscutível beleza das suas margens arborizadas e muito recortadas.
Suba a miradouros sacralizados, participe nas nossas romarias, aprecie o nosso folclore, visite as aldeias em pedra de xisto, desça aos vales agrícolas e percorra caminhos rurais, contactando com uma cultura centenária. Tente-se com a riqueza do nosso artesanato, em especial o barro vermelho da Gândara, e deleite-se com os prazares da mesa nos nossos restaurantes, onde se destaca uma excelente Chanfana. Acomode-se nas hospitaleiras pensões locais. Deixe-se seduzir pelo encanto e simpatia das nossas gentes, conviva, divirta-se... e parta com saudades.
O Concelho de Mortágua tem em si um espaço turístico à espera de ser descoberto por quem gosta de desfrutar a vida ao ar livre.
São variados os tesouros da natureza que poderemos encontrar ainda em estado virgem no nosso Concelho.
Fazendo juz ao seu nome, a água é um recurso que existe em abundância no Concelho e é um desses tesouros.
Correndo livremente por entre montes e vales podemos encontrar inúmeros rios e ribeiros de águas cristalinas que junto de si albergam, escondem e salvaguardam algumas espécies florestais autóctones.
Fruto da intervenção humana, existe também um extenso manto de água que oferece a quem o visita recantos paradisíacos e que vale a pena descobrir – a Albufeira da Aguieira.
De barco, água dentro, são muitos os encantos com que a albufeira nos surpreende e seduz.
Há locais que apenas os pescadores parecem conhecer. Mas contra o sol lá estão as suas silhuetas expectantes. Ao fim de um dia há sempre histórias de boas pescarias.
Há quem vá para a albufeira por um bom banho de sol. E há quem descubra todos os seus recantos de canoa.
Há ainda pequenas ilhotas na albufeira. Ancoradouros temporários para a descoberta de locais, também temporariamente, só nossos. É por este imenso lago azul que se deve deixar seduzir.
O verde e o cheiro da floresta complementam este quadro pintado pela natureza e demonstram que este é um dos nossos tesouros mais preciosos.
À água e à floresta, podemos acrescentar uma paisagem humanizada que conserva em si algumas aldeias de genuína ruralidade com inúmero património rural edificado em que o xisto marca a sua presença e, sobretudo, as nossas preciosas gentes que sabem e gostam de bem receber quem nos visita.
Com este enquadramento humano e paisagístico, o Concelho de Mortágua contém em si óptimas condições para o desenvolvimento de actividades turísticas de qualidade.
Contudo, e apesar das inúmeras potencialidades locais, este é ainda um sector com um significado relativo para o concelho.
A construção do Empreendimento Turístico do Vale d’ Aguieira soube aproveitar o excelente enquadramento paisagístico e integrar harmoniosamente as componentes da hotelaria, da animação e lazer e da habitação, significando um primeiro passo no sentido do desenvolvimento turístico do Concelho. Mas esta é ainda uma aposta de futuro!
Actualmente, e em termos de infra-estruturas de alojamento, o Concelho tem apenas a “Pensão Juiz de Fora”; a residencial “Pôr do Sol” e “Lagoa Azul”.
O turismo e as actividades que lhe são complementares (alojamento, restauração, animação cultural, etc.) são, pois, áreas de investimento onde é ainda necessário apostar.
Quanto a comeres esperam-nos agradáveis surpresas: à Chanfana deve acrescentar-se um delicioso arroz doce e um inesperado Bolo de Cornos que podem ser acompanhadas pela famosa qualidade dos vinhos do Dão.
Há neste Concelho um pouco do Portugal genuíno que vale a pena conhecer! Visite-nos, pois queremos que às imagens possa acrescentar as emoções!
 
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Concelho de Nelas
“Nelas é um Concelho perdido no Planalto Beirão, varanda da Serra da Estrela e do Caramulo, sulcado pelos vales do Dão e do Mondego. Coberto de pinhais e vinhedos, o Concelho é o Coração da Região Demarcada dos Vinhos do Dão e possuindo intramuros o centro Termal das Caldas da Felgueira, assume-se como Concelho modelo, a partir do trabalho, da generosidade e da fidalguia das suas gentes. São célebres os solares de Santar, de Vilar Seco e de Canas de Senhorim, como são afamados os seus requintados vinhos e a sua excelente gastronomia. Com paisagens magníficas, onde regatos sussurrantes embalam o espírito e convidam ao sonho, o Concelho caminha, de forma regular e determinada, para o progresso que hoje é claramente manifesto no ensino, na saúde, nos transportes e nas acessibilidades. Por tudo isto, visite o Concelho de Nelas.”

O Concelho de Nelas pertence ao Distrito de Viseu, faz fronteira com o Município de Mangualde a nascente e com o Município de Carregal do Sal a poente. Situa-se na margem direita do rio Mondego, que o separa dos Municípios de Seia e Oliveira do Hospital, e na margem esquerda do Rio Dão, que o separa do Concelho de Viseu.


História
Nascido das reformas liberais do século passado, que racionalizaram a caótica administração local, com a existência de mais de 800 municípios a debaterem-se com a falta de recursos, o Município de Nelas reuniu os anteriores Concelhos de Senhorim (com sede em Vilar Seco) e de Canas de Senhorim.
Por Decreto de 9/12/1852, sendo Rainha de Portugal D. Maria II e Ministro do Reino Rodrigo da Fonseca Magalhães, foi “mandado reunir os Concelhos de Senhorim e Canas de Senhorim em um só concelho com o nome de Concelho de Nelas.
Nos 152 anos que se seguiram, o Concelho de Nelas caminhou no sentido de uma crescente afirmação, beneficiando de uma privilegiada situação geográfica, no cruzamento das estradas, que da fronteira conduz ao litoral e de Viseu liga à Serra da Estrela, e também da passagem do caminho de ferro. Este factor geográfico, aliado ao dinamismo das suas gentes, fizeram com que Nelas, durante todo o séc. XX, assumisse a primazia industrial no Distrito de Viseu. Primeiro, com os Fornos Eléctricos e as Minas da Urgeiriça, em Canas de Senhorim, na actualidade, após a decadência daquelas empresas, com o surto de industrialização de Nelas.
Orgulhoso do radioso presente que soube construir, o Município de Nelas está porém virado para o futuro, procurando aproveitar todas as potencialidades que a Região do Dão, de que é o coração, lhe pode proporcionar.
É assim com o Vinho, marca de referência da região. Em Nelas produzem-se os melhores vinhos Dão, está aqui sediado o Centro de Estudos Vitivinícolas, é em Nelas que se realiza a Festa/Feira do Vinho do Dão, o maior evento de promoção deste produto com tão grandes potencialidades de crescimento. Mas, associado ao vinho, também temos um magnífico Queijo da Serra, de cuja Região Demarcada fazemos parte, e uma rica Gastronomia, patente em excelentes restaurantes do Concelho. Outro produto de referência, o Azeite, fabricado num moderno, funcional e ecológico Lagar recentemente construído.
Esta região, situada entre o Dão e o Mondego, debruada mais ao longe pelas Serras da Estrela e do Caramulo, possui uma rara beleza. Por isso, o turismo tem aqui enormes potencialidades, quer para desfrutar de uma inigualável paisagem natural, quer para usufruir da riqueza termal das modernas Caldas da Felgueira, quer para visitar e admirar o valioso património arquitectónico. Referimo-nos aos solares e casas solarengas, testemunhos de um rico passado histórico. Finalmente, a indústria. Fruto de uma inteligente e pioneira política de industrialização, instalaram-se em Nelas modernas empresas, que criaram emprego para toda a região e geraram rendimento bastante para pôr em marcha, o comércio e os serviços.
Nelas e o Concelho estão a crescer, sem pôr em causa a beleza e o equilíbrio naturais e sem desprezar sectores económicos tradicionais. Pelo contrário, estes também se reestruturaram e são hoje marcas de referência do Concelho e da Região.
Concluída a fase das infra-estruturas básicas, a Câmara Municipal, que muitas vezes foi locomotiva daquela transformação, virou-se já para os equipamentos sociais, culturais e desportivos. É uma melhor qualidade de vida que se almeja, para que a nossa juventude sinta gosto em viver em Nelas e na região, abandonando a quimera da grande cidade.
 
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Distrito de Castelo Branco
     
ABRANTES MAÇÃO SARDOAL
AGUIAR DA BEIRA MANGUALDE SÁTÃO
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ALMEIDA MEDA SERNANCELHE
BELMONTE MOIMENTA DA BEIRA SERTÃ
CARREGAL DO SAL MORTÁGUA TÁBUA
CASTELO BRANCO NELAS TAROUCA
CASTRO DAIRE OLEIROS TOMAR
CELORICO DA BEIRA OLIVEIRA HOSPITAL TONDELA
CONSTANCIA OLIVEIRA DE FRADES TORRES NOVAS
COVILHÃ PAMPILHOSA SERRA TRANCOSO
ENTRONCAMENTO PENALVA DO CASTELO VILA DE REI
FERREIRA DO ZEZERE PENAMACOR VILA N. BARQUINHA
FIGUEIRA C. RODRIGO PENEDONO VILA NOVA DE PAIVA
FORNOS ALGODRES PINHEL VILA VELHA RÓDÃO
FUNDÃO PROENÇA-A-NOVA VISEU
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Concelho de Oleiros

Património Natural

Ribeira de Oleiros
Este é um sítio muito aprazível “...corre todo o ano por entre árvores que, debruçadas em muitos sítios sobre as águas, e movidas pelo vento, parecem querer beijá-la....” (Pimentel, 1881).
Esta ribeira apresenta caudal ao longo de todo o ano, apresentando continuidade mesmo nos meses de Verão. Na época de maior precipitação, a água chega a inundar algumas zonas adjacentes, para além das margens. Apresenta alguns poços naturais, próprios da diferente profundidade do seu leito (Ex.: Moinhos da Lameira e da Tojeira).
Muitos rouxinóis e outras aves, atraídas pela frescura verdejante do local, celebram de dia e de noite com os seus cânticos, formando uma sinfonia única em conjunto com o som harmonioso da corrente.
Esta ribeira representa um belo viveiro natural de trutas, barbos e bogas. As trutas, com os seus tons de prata, representam autênticas jóias desta ribeira.
Encontram-se igualmente cobras d´água, lagostins e anfíbios, mas sem dúvida que a lontra (Lutra lutra) é o seu habitante que reúne mais simpatizantes.
O povoamento arbóreo é constituído quase exclusivamente por espécies autóctones características das galerias ripícolas existentes ao longo das linhas de água, sendo as espécies mais representativas o amieiro (Alnus glutinosa), o choupo (Populus sp.) e salgueiro (Salix sp). Para além destas, mas menos representativas, ainda se encontram alguns freixos (Fraxinus angustifolia) e sabugueiros (Sambuxus nigra).
A água da Ribeira é aproveitada, em muitos pontos, para rega de terrenos agrícolas adjacentes, para abastecimento, para fins energéticos e para pesca e actividades de lazer.
As margens são um encanto, tendo recantos paradisíacos, que podem proporcionar um passeio delicioso, óptimo para recarregar baterias. Ao longo da ribeira vislumbram-se algumas quedas de água, compondo ainda mais este cenário idílico e convidativo ao descanso.


Moinhos
No concelho de Oleiros existem inúmeros moinhos de água ao longo das margens das ribeiras. Estes constituem um marco distintivo da paisagem rural, criando ambientes de rara beleza.
Evidenciando sabedoria e técnica popular no aproveitamento das potencialidades do meio envolvente, são movidos pela força da corrente das ribeiras.
A água, força motriz deste engenho, é canalizada em levadas e impulsiona o sistema que faz mover o rodízio/azenha, fazendo rodar a mó. A mó, por sua vez, tritura as sementes, transformando-as em farinha. Este precioso pó é então ensacado para dar origem ao pão de trigo, de centeio, de mistura e à broa de milho.
A proliferação destas construções rurais esteve a par da introdução da cultura do milho na região. Podiam ser pertença de um proprietário singular, funcionando como pequena indústria transformadora; ou a um grupo de proprietários, normalmente familiares, tendo cada um o seu quinhão.
Sendo a região rica em água e terrenos xistosos, que a retêm, evidencia-se aqui um outro uso alternativo deste recurso, para além do aproveitamento em termos agrícolas.
Estes moinhos são pequenos edifícios de xisto construídos sob a levada, tendo todo este património enormes potencialidades de criar aprazíveis locais destinados ao lazer e à cultura, por exemplo.
Associados a estas construções de xisto, observam-se açudes que aqui se edificam de modo a manter o nível da água. Este magnífico enquadramento constitui uma paisagem bucólica, propícia para relaxar e descansar.

Pontos Panorâmicos

Paisagem Natural, Rio Zêzere, Abitureira
Entardecer no Rio Zêzere, Abitureira
Vista panorâmica a partir da Serra do Muradal
Pôr do Sol no Cabeço Rainha
Rio Zêzere, junto a Álvaro
Muralha natural de Metaquartzito em Ademoço, Cambas
Barragem da Lontreira, vista do Cabeço Rainha
Metaquartzito, limite do Concelho, Ademoço, Cambas
Fraga de Águad'Alta, Orvalho
Vista geral a partir do miradouro do Zebro, Estreito
Vista do Cabeço das Eiras, ao fundo a aldeia de Álvaro, junto ao Rio Zêzere

 
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Concelho de Oliveira do Hospital

Oliveira do Hospital é uma cidade portuguesa no Distrito de Coimbra, região Centro e subregião do Pinhal Interior Norte, com cerca de 4 400 habitantes.
É sede de um município com 234,55 km² de área e 22 112 habitantes (2001), subdividido em 21 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Nelas, a leste por Seia, a sul por Arganil, a oeste pela Tábua e a noroeste por Carregal do Sal
História
A região onde se encontra hoje o concelho de Oliveira do Hospital é habitado desde a pré-história, uma vez que abundam pelo concelho vestígios megalíticos (nomeadamente nas freguesias de Bobadela, Ervedal da Beira e Seixo da Beira).
Na década de 70 de século XX foram descobertas as provas daquilo que se suspeitava há muito: os Romanos também colonizaram a zona, uma vez que se descobriu na freguesia da Bobadela um anfiteatro romano.
Durante as invasões Árabes sabe-se que estes também estiveram no concelho, uma vez que existe uma igreja moçarabe na freguesia de Lourosa..(in wikipedia)


Na rota do Queijo Serra da Estrela
A Câmara Municipal, reconhecendo a importância que o Queijo da Serra da Estrela assume como produto de excelência, contribuindo para a promoção do concelho e para a dinamização da economia local, decidiu reeditar um roteiro, em que para além das características deste produto endógeno, os interessados têm a possibilidade de conhecer os produtores licenciados para o fabrico e comercialização do mesmo.

Características do Queijo Serra da Estrela
É um queijo de ovelha curado, de pasta semi-mole amanteigada, branca ou ligeiramente amarelada, com poucos ou nenhuns olhos. É composto exclusivamente por leite crú inteiro de Ovelha Serra da Estrela, sal e cardo. A forma é a de cilindro baixo com abaulamento lateral e um pouco na face superior, sem bordos definidos. O seu diâmetro varia entre os 13 e 20 cm e a altura entre 4 a 6 cm. O peso varia entre 0,7 e 1,7 Kg. O Queijo Serra da Estrela deve ostentar a marca de certificação aposta pela respectiva entidade certificadora.

 
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Concelho de Oliveira de Frades


Oliveira de Frades é uma vila portuguesa no Distrito de Viseu, região Centro e subregião do Dão-Lafões, com cerca de 2 400 habitantes.

É sede de um município com 147,45 km² de área e 10 585 habitantes (2001), subdividido em 12 freguesias. Trata-se de um dos poucos municípios de Portugal territorialmente descontínuos (os outros são Montijo e Vila Real de Santo António), consistindo de duas porções, uma principal, de maiores dimensões, onde se situa a vila, e a outra menor, poucos quilómetros para sueste. O território principal é limitado a nordeste pelo município de São Pedro do Sul, a sueste por Vouzela, a sudoeste por Águeda, a oeste por Sever do Vouga e a noroeste por Vale de Cambra. O território secundário é limitado a norte e nordeste por Vouzela, a sul e sudoeste por Tondela e a oeste por Águeda.

Concelho criado em 1836 por desmembramento do concelho de Lafões nos actuais concelhos de Oliveira de Frades, São Pedro do Sul e Vouzela.

(in Wikipedia)

 

 
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Concelho de Pampilhosa da Serra

Locais a Visitar

Pampilhosa da Serra
Igreja Matriz de Pampilhosa da Serra
Capela da Misericórdia
Solar dos Melos (actualmente da família Barata)
Museu Municipal e Posto de Turismo de Pampilhosa da Serra
Edifício Multiusos
Miradouro do Cristo Rei
Casa-Museu de Carvalho

Janeiro de Baixo
Aldeia de Xisto de Janeiro de Baixo
Igreja Paroquial
Moinho Cravado na Rocha
Central Hidroelectrica
Parque de Campismo Rural
Praia Fluvial
Campo de Tiro

Cabril
Igreja Paroquial de S. Domingos
Torre de Pedra da Antiga Igreja Paroquial

Dornelas do Zêzere
Igreja Paroquial de Nossa Senhora das Neves
Museu Etnográfico de Dornelas do Zêzere
Miradouro
Praia Fluvial
Santuário

Fajão

Igreja Paroquial
Antiga Casa da Câmara e Cadeia
Museu Monsenhor Nunes Pereira

Penedos de Fajão
Piscinas de Fajão
Barragem do Alto Ceira

Machio
Igreja Paroquial
Lagar de Vara (Machio de Cima)
Capela de Maria Gomes

Pessegueiro
Igreja Paroquial
Lagar de Pessegueiro
Museu Etnográfico da Freguesia de Pessegueiro
Bungalows e Praia fluvial de Pessegueiro

Portela do Fojo
Igreja Paroquial
Ilha de Padrões
Piscina flutuante e Parque de Merendas do Vilar
Zona de Pesca do Vilar

Unhais-o-Velho
Igreja Paroquial
Capela Sextavada

Vidual
Igreja Paroquial
Miradouro sobre a Barragem de Santa Luzia
Barragem de Santa Luzia

Turismo Cultural / Turismo de Aldeia / Alojamento / Gastronomia e Receitas / Ambiente e Lazer / Desportos Radicais

 
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Concelho de Penalva do Castelo

ORIGENS
O Nome teve origem na existência de antiquissíma fortaleza (na margem esquerda do Rio Dão) de que não restam vestígios. O primitivo núcleo da vila, entre os rios Dão e Côja, terá tido assento noutro lugar, nas margens do Rio Om (actual Dão). Durante a Reconquista Cristã, as Terras de Penalva eram um ponto estratégico muito importante, e foram escolhidas para a construção do primeiro da Ordem do Santo Sepulcro em Portugal.
Por isso, ficou conhecida durante algum tempo por VIla Nova de Santo Sepulcro. As "terras de Penalva" foram habitadas desde há muito tempo, existindo muitos vestígios pré-históricos, como a Anta do Penedo de Com.
A 10 de Fevereiro de 1491, D.Manuel I, o Venturoso, atribui-lhes o Foral Novo, e renova-lhes os anteriores direitos e privilégios. Situado em pleno coração da Beira Alta, o actual concelho com sede em Penalva do Castelo (vila que até 1957 se denominava Castendo), tem uma população entre 8.000 a 9.000 pessoas e uma area aproximada de 140km2, e com treze freguesias, sendo elas : Antas, Castelo de Penalva, Esmolfe, Germil, Ínsua, Lusinde, Mareco, Matela, Pindo, Real, Sezures, Trancoselos e Vila Cova do Covelo.
O Concelho de Penalva do Castelo faz fronteira com os concelhos de Aguiar da Beira, Fornos de Algodres, Mangualde, Satão e Viseu.

Maça Bravo de Esmolfe

Como próprio nome indica , esta variedade terá aparecido na aldeia de Esmolfe , no Concelho de Penalva do Castelo , há cerca de 200 anos . Provavelmente terá sido obtida a partir de uma arvore de semente , cujos frutos foram muito apreciados , originando uma intensa procura de material e enxertia e a disseminação da variedade.

Queijo Serra de Estrela

A área geográfica de produção abrange os concelhos de Carregal do Sal, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Gouveia, Mangualde, Manteigas, Nelas, Oliveira do Hospital, Penalva do Castelo e Seia e algumas freguesias dos concelhos de Aguiar da Beira, Arganil, Covilhã, Guarda, Tábua, Tondela, Trancoso e Viseu.


Vinho "Dão de Penalva do Castelo"

Durante séculos , o vinho foi associado á alegria de viver , um elemento significante para a união de amigos e a inspiração de muitos artistas que enriqueceram a cultura e o folclore de muitos povos.

 
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Concelho de Penamacor

Monumentos

Castelo de Penamacor - Torre de Menagem

Logo após a reconquista cristã, por volta de 1182, Penamacor foi vila régia por determinação de D. Sancho I, que a fortifica e lhe outorga Carta de Foral em 1189, rectificado em 1209. Nos séculos seguintes, o Castelo foi reforçado e ampliado à medida que a população aumentava e a ameaça muçulmana dava lugar à ameaça castelhana. D. Dinis (século XIII-XIV) manda reforçar as muralhas, o mesmo sucedendo com D. Manuel I. Durante as Guerras da Restauração (Século XVII), Penamacor vê as suas linhas de defesa actualizadas e aumentadas, surgindo uma estrutura abaluartada que envolve toda a vila e faz a ligação ao antigo castelo medieval, incluindo seis baluartes e três meios baluartes. O castelo, com uma estrutura defensiva activa típica do gótico (implantado em promontório rochoso, aproveita as condições naturais, que permitem alcançar largas vistas e fazer comunicação com o castelo de Monsanto), integrava a rede da linha de defesa activa da fronteira da Beira com o antigo reino de Castela. A alcáçova, de pequenas dimensões e com planta irregular, possuía duas portas: a porta falsa, dita da traição, situada nas imediações da Torre de Menagem, que dava directamente para o exterior do lado nascente, permitindo a fuga em caso de perigo; e a porta virada a poente, que comunicava com o interior do burgo amuralhado. Hoje, a Torre de Menagem é tudo o que resta da alcáçova de um dos mais poderosos castelos da Beira. A entrada processava-se por uma das dependências assobradas da alcáçova, através da única porta, que se situa a cerca de seis metros da base e à qual se acede hoje por escada exterior.




Torre do Relógio- Penamacor

Adossada à muralha medieval, esta torre foi peça importante na defesa das portas da vila. A sua construção remonta, provavelmente, aos inícios do séc.XIV. As actuais ameias e campanário são fruto da reconstrução operada em meados do séc. XX para receber o novo relógio carrilhão instalado em 1956, em substituição do velho relógio que já vinha do séc. XIX. As numerosas inscrições que se observam no aparelho de cantaria são marcas de canteiro.




Domus Municipalis - Penamacor

A Domus Municipalis, tem uma porta de entrada para o cimo de vila, é contígua ao conjunto de muralhas, que se encontram em razoável estado de conservação. Na fachada voltada para as cercanias, podem ver-se duas harmoniosas janelas e entre elas o brasão de armas de Penamacor, com as esferas de D. Manuel I. Este brasão tem a data de 1568, a mesma do pelourinho. Pensa-se ter sido reconstruída no século XVI e século XVIII.



Igreja de S.Tiago - Penamacor

A igreja de S. Tiago é a igreja matriz. É datada de 1555 e apresenta traços renascentistas. Terá sido Sé Episcopal, e já sofreu inúmeras transformações. O tecto da capela mor deste Templo é em abóbada. É venerada nesta igreja, entre outros, aimagem de Jesus Crucificado. Era nesta igreja que os crentes vinham rezar, pedindo a Deus forças para defender a sua terra.



Capela de S. Cristo

Está situada no alto de uma das colinas desta vila. É composta pelo corpo da capela propriamente dito e por um alpendre. O púlpito foi pertença da igreja da misericórdia e nele consta a data de 1865. Nas colunas da frente, vê-se, numa, inscrita a palavra Março, e na outra a data de 1705. Numa terceira está a data de 1617, com algarismos invertidos.



Igreja da Misericórdia - Penamacor

Com harmonioso portal, terá sido construida em consequência da fundação da mesiricórdia, por D. Leonor. Existe nesta Igreja, uma imagem do Senhor dos Paços, em tamanho natural. Na fachada Sul, no canto direito, existe um campanário, onde se encontra um sino. Quando alguém morre, é este sino que toca, anunciando a triste nova. O terreno contínuo à igreja, conhecido pelo Quintal da Mesiricórdia, dizem que em tempos serviu de cemitério.



Igreja de S. Pedro - Penamacor

Pensa-se ser a igreja mais antiga de Penamacor. Fica situada dentro da muralha do castelo. É um templo pequeno e dizem ter sido sede de freguesia. O 1º altar que teve foi oferta de D. Barbara Tavares da Silva e esteve inicialmente na igreja da Misericórdia. Num dos lados da fachada principal, existe um torreão com duas sineiras, com um pequeno sino. Nesta igreja são veneradas as imagens de S. Pedro e de Santa Maria.



Convento de S. António - Penamacor

O Convento de S. António pertenceu à ordem dos Frades Capuchos e foi fundado em 1571, por um fidalgo da Casa Real, de nome Gaspar Elvas de Campos, então Alferes-mor de Penamacor. Nesse mesmo ano foi a Portalegre, à Ordem dos Frades Capuchos, pedir religiosos para o convento, o que conseguiu. No claustro e na capela, estão sepultados os monges que pertenceram a este convento, assim como a população da altura. É uma obra de fortes traços renascentistas, de linhas clássicas. O Púlpito da igreja do convento, é uma obra de riquíssima e preciosa talha do sécilo XVI.



Pelourinho - Penamacor

O pelourinho situado junto à antiga porta de entrada da Cidadela, do lado exterior à cerca, data de 1565. Conserva ainda os ganchos de ferro forjado, com as argolas originais. O espaço envolvente foi inicialmente Praça Pública, onde se efectuavam todo tipo de vendas, e, mais tarde, convertido em cemitério, que foi extinto em 1857.


 
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Concelho de Penedono

Monumentos

Castelo de Penedono

O castelo, classificado como monumento nacional (Decreto de 16 de Junho de 1910), ergue-se a 930 m. de altitude, em plena serra de Serigo, dominando ao redor um vastíssimo panorama, apenas limitado, ao longe, pelos mais elevados relevos das Beiras e Além - Douro e terras castelhanas do antigo reino Leão.
Galhardamente fincado no seu pedestal granítico, lembra, pelo fino recorte das suas linhas, uma graciosa aguarela romântica ou cenário de conto de fadas. É, sem dúvida, o mais formoso monumento do seu género, existente em terras beiroas.
De planta hexagonal irregular, com o perímetro de, aproximadamente, setenta metros escassos, foi edificado, talvez, no século XIV, por D. Vasco Fernandes Coutinho, senhor do Couto de Leomil e vassalo de el-rei, a quem D. Fernando o doara, juntamente com a vila de Numão e outros lugares, em recompensa de revelantes serviços prestado à Coroa. O escudo das armas dos Coutinhos: as cinquo estrelas sanguinhas / em campo dourado pintadas – colocado acima do portal da entrada, assim o dá a entender.
Dois esguios cubelos flanqueiam o portal, aberto ao sul, enquanto outros três se escalonam a intervalos irregulares, ao longo do anel das altas cortinas ameadas.


Pelourinho de Penedono

É alto o trono em que assenta a coluna monolítica do pelourinho, constituído por cinco degraus octogonais com faces em grosso rebordo, sendo o primeiro degrau incompleto devido ao desnivelamento do arruamento. Do centro da plataforma ou degrau superior, ergue-se o fuste prismático de oito faces com base quadrada, liso e concordante com os degraus. Na parte terminal possui um listel plano ao jeito de remate.
O capitel é formado por uma sucessão de molduras, sendo a primeira relevada em anel circundante seguida de rebaixo em gola. Superiormente existem dois sulcos em maior área seguindo-se de espaço retraído em nova gola.
A gaiola estilizada em leves formas é provida de oito colunetas alinhados com as quinas do fuste. São quatro de secção quadrada e os restantes de secção cilíndrica. Superiormente termina em pináculo com desenhos diversos. Na cúpula semi-esférica assenta corucheu cilíndrico onde pousa grimpa metálica.

Pelourinho de Souto

Tem quatro degraus, a base deste monumento. São de secção quadrada, sendo o inferior incompleto devido ao desnível do pavimento da Praça . O degrau superior é constituído por uma só peça, talhada em esquadria e não tem qualquer rebordo assim como os restantes degraus.
A coluna octogonal eleva-se do olhal da plataforma em aperfeiçoamento inferior quadrado, com pouca altura. Tem cerca de três metros o fuste poligonal com superfícies lisas. Nota-se, na coluna furo de fixação de ferros de sujeição.
Sobre a coluna assenta a peça do remate que, na parte inicial, tem a forma quadrada vindo a alargar-se em mesa de igual formato. É precedida de cornija de dupla moldura que contorna o capitel. Da reentrância situada entre os dois aperfeiçoamentos, sobe conjunto de molduras em ordem crescente. Sobre este tabuleiro assenta pirâmide de forma quadrada. Do lado oriental sobressai um escudo com as armas de Portugal.


(...)

GASTRONOMIA

Merecendo especial atenção, o Concelho de Penedono conserva memórias de sabores e saberes, pratos simples e rústicos do dia a dia, deitando mãos aos recursos que a terra lhe oferece. Um doce típico desta região, são as cavacas habilidosamente confeccionadas na freguesia de Castainço, que com o passar dos dias se encontram quase extintas, embora ainda hoje haja quem as faça quando encomendadas. Tradicionais, são também as filhós, o queijo fresco, a carne de porco (marrã) e todos os pratos e doces derivados da castanha. (...)

 

 

 
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Concelho de Pinhel

Locais históricos a visitar no Concelho de Pinhel

Pelourinho - Alverca da Beira
Situa-se em local plano, na proximidade da Igreja Matriz e da antiga Casa da Câmara e Tribunal, edifício setecentista cujo alçado principal tem frontão enquadrando as armas reais.
Soco constituído por quatro degraus circulares de aresta viva, o primeiro parcialmente enterrado no solo. Coluna com base quadrada chanfrada nos ângulos e de fuste octogonal, tendo capitel, que constitui a base da gaiola, em forma de pirâmide invertida truncada de base octogonal. A gaiola tem oito colunelos cilíndricos lisos, com chapéu piramidal, de base octogonal, coroada por esfera estriada.
Pelourinho de gaiola, com fuste octogonal de superfície plana. Capitel de secção octogonal em forma de pirâmide invertida truncada, tendo a gaiola como remate decorativo, de chapéu piramidal. Ausência de elementos decorativos. Os colunelos assentam no meio das faces do fuste.

Solar dos Távoras - Souropires
Fica situado em Souropires o Solar dos Távoras, considerado monumento nacional (um dos mais importantes do concelho de Pinhel), construído no Séc. XV.
Arquitectura civil residencial, renascentista. Solar de planta rectangular, com fachadas simétricas, com zona central mais baixa e lateralmente com torres. Integra capela autónoma de planta quadrada. Iluminação efectuada por frestas de lintel recto, janela com moldura decorada. Portal em arco pleno. Existência de janelas maineladas de lintel recto decorado por motivos fitomórficos e mainel de mármore com capitel de decoração vegetalista, bem como janela de ângulo com mainel de fuste canelado.
Tem como características Particulares, a conjugação da estrutura medieval, corpo central ladeado por torres, com janelas renascentistas. Integração da capela como volume autónomo. Encontra-se em ruínas. Decoração de janela com meias esferas.


Solar - Stª Eufémia
A barroca Casa dos Fidalgos ofendida por execráveis molduras de alumínio anodisado nas janelas da fachada e cuja capela se tornou paroquial, com altar de boa talha para nos mostrar.
Com efeito, a antiga igreja foi abandonada por ser pequena, servindo presentemente de paroquial a capela do solar dos fidalgos. O edifício e a igreja que no mesmo está integrada, formam, no seu todo arquitectónico, um conjunto de grande harmonia com linhas imponentes e bem delineadas.

Cruzeiro - Cidadelhe
Urbano, em terreno elevado, sobre maciço rochoso granítico, situando-se lateralmente ao eixo viário que dá entrada na povoação, paralelo à Capela de São Sebastião e ao edifício da Junta de Freguesia de Cidadelhe.
Cruzeiro com base de planta quadrangular regular, constituída por três degraus lisos. A coluna, de fuste com soco quadrangular de ângulos biselados, assenta directamente sobre a base, apresentando apenas um ligeiro alargamento na parte inferior, correspondente ao arranque do biselado. Na parte superior da coluna, sob o capitel, fecha-se o ângulo em bisel, alargando-se o fuste. O capitel, liso e de bordos com moldura saliente, serve de base à cruz latina que coroa o cruzeiro, com hastes poligonais com as faces lisas. Sobre o capitel estão aplicadas quatro placas de mármore com três cronogramas dos centenários - "1140", "1640" e "1840" - e a inscrição "Cidadelhe", gravados e preenchidos a preto.
Tem como características particulares, fuste com os ângulos biselados, tendo o capitel placas de mármore cronografadas.

Capela de S. Sebastião - Cidadelhe
Capela de planta longitudinal simples e de expressão vincadamente horizontalizante, com alpendre e cobertura homogénea de três águas. O telhado assenta directamente sobre o paramento mural e, no alpendre, sobre travejamento de madeira. Fachada principal, voltada a O. com o alpendre a prolongar as fachadas da capela, através de guardas em granito com dois pilares de secção quadrada a suportarem o telhado. Internamente, apresenta cobertura de forro de madeira, onde se inscreve uma cruz em relevo, tendo, na haste vertical, um cálice eucarístico encimado por resplendor, tendo, na horizontal, o cronograma "1652". Portal principal de verga recta, encimado por pintura a fresco, representando um Calvário, com o Crucificado ao centro, ladeado pela Virgem, à direita, e São João Evangelista, à esquerda, sobre fundo de casario. Interior com pavimento em lajes de granito e cobertura de caixotões de madeira pintados, com o ciclo da vida da Virgem e da Paixão de Cristo, enquadrados por marcenaria marmoreada, repousando sobre cornija também marmoreada.

Gravuras (Núcleo de Arte rupestre) – Cidadelhe
Arte rupestre paleolítica de ar livre. Gravuras picotadas, abradidas e pintadas representando motivos zoomórficos naturalistas de estilo atribuível ao Magdalenense. Arte rupestre neolítica. Pinturas de motivos zoomórficos semi-naturalistas e antropomórficos semi-esquemáticos. Arte rupestre do neolítico final ou calcolítico. Pinturas de antropomorfos esquemáticos.
Ú nico caso no contexto do Vale do Côa em que está documentada a presença de pinturas atribuíveis ao período Paleolítico em associação com motivos gravados do mesmo período. O facto de ter sido utilizado apenas nestes núcleos da Faia um suporte granítico para a gravação e pintura dos motivos, combinado com a constatação que a pintura a ocre excepcionalmente conservada na cabeça de bovídeo se situa na zona mais resguardada do painel, levou os investigadores a colocarem a hipótese de muitos outros motivos da arte paleolítica do Côa poderem ter sido pintados tendo a pintura desaparecido por acção combinada dos vários agentes erosivos.


Pelourinho - Lamegal
Situa-se em local plano, atravessado pela principal via do aglomerado, rodeado por algumas construções rústicas e assenta directamente em afloramento rochoso, não tendo degraus. Coluna com base quadrada chanfrada nos ângulos, de fuste octogonal decorado com fiadas verticais de meias esferas na metade superior, em quatro das suas faces. Remate com peça quadrangular, na qual se insere a extremidade do fuste e cujas faces se retraem superiormente formando um coroamento em forma de pirâmide truncada irregular.

Igreja Matriz– Bogalhal
Arquitectura religiosa, românico-gótica e barroca. Igreja reconstruída no séc. 20, mas mantendo a estrutura original, de planta longitudinal, composta por nave de três tramos divididos por arcos diafragma apontados, capela-mor seiscentista e sacristia adossada à fachada lateral esquerda. Fachada principal com portal de volta perfeita e campanário de sineira dupla. Fachadas laterais marcadas pelos contrafortes, por portas travessas de volta perfeita, janelas e remate em cornija. Coberturas de madeira, a da capela-mor formando falsa abóbada de berço, sendo os retábulos de talha dourada e pintada do período rococó e baptistério e púlpito no lado do Evangelho.
Igreja medieval de transição do românico para o gótico, com capela-mor seiscentista, mais elevada que a nave. Fachada lateral S. apresenta cornija e cachorrada decoradas com motivos geométricos e simbólicos. Púlpito de planta centralizada, sobre colunelo de cantaria. Cobertura da capela-mor de madeira pintada.


Cruzeiro - Azevo
Situado no entroncamento do caminho vicinal que dá serventia a propriedades rústicas com o eixo viário que faz a ligação da freguesia do Azevo com a sua anexa da Madalena, junto do cemitério do lugar de Madalena.
Cruzeiro constituído por base e cruz, apresentando, a primeira, planta rectangular regular constituída por quatro degraus lisos. O terceiro e quarto degraus superiores têm dimensões muito aproximadas, o que lhes dá a aparência de um soco alto. A cruz, do tipo latino, assenta directamente sobre os degraus. A haste vertical tem seco quadrangular e remate trilobado, mostrando, a face principal, voltada a N., relevos e uma placa de mármore com inscrição em capitais: "VIII / CENTENÁRIO / DA FUNDAÇÃO / III DA RESTAURAÇÃO / 1940 //", cravada na parte inferior. À face, dentro de moldura escavada, identificam-se, de baixo para cima, um cálice eucarístico, um ornato em forma de rombo, um sol raiado e, no topo, uma cruz em haspa, esculpidos em baixo relevo.

Igreja Matriz – Vale de Madeira
Arquitectura religiosa, quinhentista. Igreja paroquial com reedificação setecentista, de características chãs. Apresenta planta longitudinal composta por nave única e capela-mor mais estreita, com sacristia e sala anexa integradas em reconstrução posterior. A fachada principal tem um andar e pano únicos, empena triangular, portal de entrada de arco ligeiramente apontado, e é ladeada por torre sineira de dois andares. As fachadas laterais, rebocadas e caiadas, apresentam vãos de ombreiras e lintéis rectos em granito, excepto a parede testeira da capela mor que é cega. O interior é de nave única, pavimentada com lajes de granito e com cobertura em masseira, separada da capela-mor por arco quebrado quinhentista assente sobre impostas em ressalto.
Igreja paroquial de construção quinhentista, documentada pelo portal principal, pelo arco cruzeiro e ornatos remanescentes no púlpito, com reedificação setecentista de características chãs, documentadas na tipologia da torre sineira, assim como na morfologia dos elementos secundários e ornamentais.


Núcleo de sepulturas escavadas na rocha - Vascoveiro
Necrópole constituída por trinta e uma sepulturas escavadas na rocha distribuídas por agrupamentos de número e orientação variada, algumas escavadas nos afloramentos de rocha granítica e outras já mutiladas, soltas pelo terreno ou integradas nos muros de divisão de propriedade. Todas se apresentam sem tampa ou restos ósseos, e algumas fracturadas.
De formas trapezoidais e também rectangulares com laterais arqueados apresentam na generalidade cabeceiras e leitos com desnível; algumas das sepulturas ainda apresentam rebordos. A área disponível do afloramento foi intensamente aproveitada, apresentando-se grupos com existência de alinhamento entre as sepulturas, que ocupam o mesmo maciço rochoso, outros grupos que não possuem alinhamento interno, grupos que se encontram alinhados entre si e ainda, sepulturas isoladas cuja orientação do eixo principal não se relaciona com as outras.

Ponte medieval – Valbom
Ponte construída em cantaria de granito, de cavalete muito pronunciado, constituída por um só arco de volta perfeita. As guardas, compostas de duas fiadas de silhares de corte regular, acompanham o perfil do cavalete sobre o centro do tabuleiro e prolongam-se pelas margens, abrindo a área do tabuleiro à entrada e à saída. Do lado S., são visíveis dois socalcos de cantaria, tratando-se possivelmente da parte superior de um talhamar cujo embasamento inferior se encontra encoberto pelo depósito de terra de aluvião agricultadas.

 

 
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Locais de Interesse

Alvito da Beira
» Moinhos de água em xisto na Ribeira do Alvito
» Praia Fluvial da Couca na Cerejeira
» Poço das Andorinhas em Alvito da Beira

Montes da Senhora
» Moinhos de água

» Zona piscatória
» Buraca da Moura na Serra das Talhadas


Peral
» Cruzeiro do Cabeço

» Moinhos de água
» Zona piscatória
» Campo de Tiro de Nave à Metade
» Sítio da Conheira


Proença-a-Nova
» Igreja Matriz de Proença-a-Nova
» Cruzeiro em Proença-a-Nova
» Capela da Misericórdia em Proença-a-Nova
» Ponte Filipina do Malhadal
» Praia Fluvial de Aldeia Ruiva
» Praia Fluvial de Malhadal
» Zona piscatória
» Moinhos de água
» Jardim de Santa Margarida em Proença-a-Nova
» Jardim da Devesa em Proença-a-Nova
» Fonte Luminosa no Largo das 3 Bicas em Proença-a-Nova

 

 
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Concelho de Sabugal

A Visitar

SORTELHA
SABUGAL - Castelo; Praia Fluvial; Museu Municipal; Barragem; Rio Côa; Jardins
TERMAS DO CRÓ
PONTE DE SEQUEIROS
CASTELO DE VILA DO TOURO
VILAR MAIOR
ALFAIATES - Castelo; Sacaparte
VALE DE ESPINHO - Viveiro da Trutas
PRAIA FLUVIAL DOS FÓIOS
PRAIA FLUVIAL DE QUADRAZAIS
QUEIJARIA DE MALCATA

Veja mais em: Câmara Municipal de Sabugal

 

Antecedentes
A primitiva ocupação humana do local remonta à pré-história, possívelmente a um castro Neolítico. Atraídos pela riqueza mineral da região e pela posição estratégica do local, este teria sido sucessivamente ocupado por Romanos, Visigodos e Muçulmanos.


O castelo medieval

Castelo de Sortelha, Portugal: praça da vila.À época da Reconquista cristã da península Ibérica, Pena Sortelha, como então era chamada, constituiu-se em defesa da região fronteiriça, disputada entre Portugal e Castela. A partir de 1187, D. Sancho I (1185-1211) tomou medidas para repovoar o lugar, e foi o seu neto homónimo, D. Sancho II que concedeu foral à vila (1228), época provável da edificação do castelo. A cerca da vila seria beneficiada por D. Dinis no século XIII que, a partir da assinatura do Tratado de Alcanises (1297), fixou as fronteiras para além das terras de Riba-Côa. No século seguinte, foi erguida uma nova cerca por iniciativa de D. Fernando.

No século XV sabe-se que o alcaide do castelo era Manuel Sardinha, sucedendo-lhe Pêro Zuzarte.

Em 1510, D. Manuel I (1495-1521) renovou o foral da Vila, mencionando que os seus habitantes não estavam obrigados a dar hospedaria aos grandes e pequenos do reino, se essa fosse a vontade do povo de Sortelha. Esse soberano também iniciou uma campanha de obras no castelo, dentre as quais subsiste a emblemática manuelina sobre a porta. Em 1522 Garcia Zuzarte tornou-se alcaide-mor. Nesse século ainda, o nobre D. Luís da Silveira, guarda-mor de D. Manuel I e de D. João III (1521-1557), adquiriu o castelo, tornando-se seu alcaide, conferindo-lhe D. João III o título de Conde de Sortelha.


[editar] Da Guerra da Restauração aos nossos dias
Com a Restauração da independência, após 1640, foi iniciada a adaptação da estrutura defensiva às novas técnicas militares, adaptando-a ao fogo da artilharia. Nesta fase, o Castelo esteve envolvido em diversas operações militares contra forças de Castela em acção na fronteira, o mesmo se repetindo no século XVIII contra o mesmo inimigo e, posteriormente, no início do século XIX, no contexto da Guerra Peninsular, contra as forças francesas de Napoleão.

Desguarnecido posteriormente, quando a sede do Conselho foi extinta em 1855 tanto a vila quanto o seu castelo entraram em processo de decadência.

Encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910. Posteriormente sofreu intervenções de conservação e restauro a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).

(in: wikipedia)

 
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Concelho de Santa Comba Dão

Monumentos

Igreja Matriz de Santa Comba Dão
Datada do século XVIII a Igreja Matriz surge como um dos vários exemplares da arquitectura barroca, apresentando duas torres sineiras.

Casa dos Arcos
Antigo solar dos Horta e Costa, barões de Santa Comba, e popularmente conhecida por Casa dos Arcos, graças à sua galeria exterior com três colunas assentes num alpendre em arcada. Junto a portão armoriado, existe uma placa, em mármore, que indica a passagem por aquela casa da Rainha Catarina da Grã-Bretanha, em 1692, D. Pedro II em 1704 e o infante D. Manuel e, 1738. A Casa dos Arcos foi classificada como monumento de Interesse Público em 1943. Actualmente encontra-se em funcionamento no primeiro andar a Biblioteca Municipal e no rés-do-chão, um estabelecimento de restauração.

Casa de Joaquim Alves Mateus
Casa modesta, próxima à Casa dos Arcos, de 1551 e reedificada no século XVIII, apresenta características arquitectónicas do renascimento, bem patentes na sua fachada principal. Aqui nasceu em 1831 Joaquim de Alves Mateus, cónego e notável orador sagrado, deputado do Partido Reformista e Par do Reino.

Pelourinhos
No concelho de Santa Comba são diversas as localidades (Couto do Mosteiro, Óvoa, Pinheiro de Ázere, Santa Comba Dão e São João de Areias), que pela importância alcançada no passado, possuem um pelourinho. Na sua maioria são construídos em granito (excepto o de Óvoa em que a matéria prima é a pedra de Ançã) e datam dos séculos XVI ou XVII (com excepção para o pelourinho de Santa Comba Dão que é um a reconstituição do século XIX).

Igreja da Santa Casa da Misericórdia
As novas instalações começaram a ser construídas em 1737, tendo sido inauguradas a 2 de Julho de 1755. A planta foi concebida pelo arquitecto Gaspar Ferreira e a construção foi dirigida por António Ribeiro Alves. A tribuna da capela-mor foi entalhada por João da Fonseca, em 1774 e dourada e pintada por Arcângelo de Almeida em 1782.

Solar dos Costas (Couto do Mosteiro)
Construção típica da nobreza rural, data do século XVIII e pertence ao estilo barroco. Apresenta um ar imponente, mas pesado, onde ainda hoje podemos encontrar azulejos do referido século. Possui capela privativa de grande interesse arqueológico com a Nossa Senhora de Cristo.

Igreja Matriz de Couto do Mosteiro
Edificada em 1150 e reconstruída em 1661, esta igreja pertence ao estilo barroco. É hoje um edifício de rara beleza e simplicidade, com tectos abobadados que apresentam pinturas de 1550, de temática religiosa de relativo valor artístico. O orago de Couto de Mosteiro é Santa Columba.


Igreja Matriz de Óvoa
Edifico de feição barroca, construído em 1725. Apresenta uma planta rectangular simples que contrasta com a sua sobriedade estrutural. A decoração dos interiores, em talha dourada, apresenta grande valor artístico. Em frente à igreja, existe uma casa solarenga do século XVIII, que serve como residência paroquial.

Capela da Senhora da Ribeira (Pinheiro de Ázere)
Data do século XVII e foi transladada no século XX aquando da construção da Barragem da Aguieira. É considerado um dos mais célebres santuários da região. O estilo é de inspiração neoclássica e conserva a imagem da Virgem de Nossa Senhora do Pranto, que segundo a lenda, foi encontrada entre rochedos por caçadores no local hoje conhecido por Monte da Senhora.

Solar dos Corte Real
Situado no Rojão Pequeno, freguesia de Pinheiro de Ázere. Pertence ao estilo Barroco Pombalino e possui brasão do século XVIII. Presume-se que já existia nos anos 1657-1751, com a designação de “Quinta do Rojão”.

Igreja Matriz de São Joaninho
Data do século XVI ou XVII, mas a fachada apresenta elementos do estilo neoclássico. Uma tradição antiga refere que parte desta igreja teria pertencido ao Mosteiro de São Jorge, entretanto desaparecido.

Igreja Matriz de São João de Areias
Datada da segunda metade do século XVIII, constitui-se como um belo exemplar da arquitectura barroca, com duas torres sineiras e com uma belíssima talha dourada.

Igreja Matriz de Treixedo
Edifício do estilo barroco, cuja construção teve inicio em 1712 e é dedicado a Nossa Senhora da Assunção. A sua planta em forma de cruz é constituída pelo majestoso altar-mor e o corpo da igreja com dois altares laterais e outros dois altares. A sua implantação no terreno é excepcional: a entrada principal está virada para nascente e o sacrário para poente. Destaque ainda para a presença da talha dourada no altar-mor, baptistério, fresco, púlpito, a lápide do túmulo do Padre Simões Pães do Amaral.

Casa de António de Oliveira Salazar
Casa onde nasceu, a 28 de Abril de 1889, o estadista português. Situa-se na freguesia do Vimieiro. Encontra-se em estado avançado de degradação.

 
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Concelho de São Pedro do Sul

S. Pedro do Sul é uma vila beirã que se situa em pleno vale de Lafões, emoldurada pelos maciços das serras da Arada, Gralheira e S. Macário. Estas serranias com as suas paisagens verdejantes, os seus riachos de água fria e cristalina, as suas aldeias escondidas nos vales e montanhas aliadas ao magnífico pôr e raiar do sol, dos quais se pode desfrutar, constituem um pedaço do mundo que serve de refúgio aos Deuses da inspiração.
Do alto da serra do S. Macário o raiar do sol é mais bonito, as cores fortes que se deslumbram, nas paisagens são um regalo para as vistas, todos dizem serem de criação divina. Dos 1054 m. Do monte podem-se avistar as serras do Montemuro, da Estrela e a serra do Caramulo, vê-se todo o verdejante vale de Lafões e em dias de maior nitidez avista-se, no Porto, a Torre dos Clérigos.

Nas serranias a vida corre ao sabor da calmaria do tempo e num espaço que chega para que todos vivam em harmonia com a natureza e é desta que se extrai o xisto para construir as casas típicas, das típicas aldeias da Pena, do Fujaco, de Covas do Monte ou Covas do Rio. Aldeias abençoadas pelas centenárias capelas de S. Macário de cima e a ermita S. Macário de baixo. Todo este maciço montanhoso do “Monte Magaio” vive envolto em tradições, rituais, mitos, lendas, crenças de cabras que matam lobos, de serpentes que comem homens e de santos que transportam brasas acesas nas mãos, cujas memórias não se apagaram no correr dos novos tempos.

Quem sobe a serra da Arada depara-se com uma sumptuosa simplicidade de fragas e desfiladeiros com pequenas aldeias e águas límpidas a verem-se no verde dos vales, que contrasta com o tom das rochas comuns nas elevações da Arada.
A aldeia da Coelheira é marcada pelo magnífico tapete de carqueijal, bem aparado pelos rebanhos de ovelhas, cabras e cabritos que por ali são habituais clientes. Também um lago, num planalto da serra, com as suas trutas saltando e borbulhando, faz parte de um horizonte pastoral e sereno.
Mais adiante, seguindo a estrada, fica a aldeia do Candal, com os seus típicos conjuntos rurais. Quem vier pode ficar no parque de campismo da coelheira ou numa das aconchegantes casas de Turismo Rural que também lá existem. Estes são equipamentos de grande procura, pois o turismo de Montanha está a ganhar cada vez mais adeptos, e com montanhas como as do concelho de S. Pedro do Sul vale bem a pena!
A serra da Gralheira é um maciço que se começa a elevar a partir das margens do rio Baroso, onde se situa o antiquíssimo “Real Mosteiro de S. Cristóvão de Lafões” , remontando a sua origem a um período anterior á fundação da nação, e num local, onde a proximidade com os elementos da natureza faz estimular as virtudes do espírito.

Começando a subir, serra acima, chega-se aquela que já foi a aldeia mais portuguesa de Portugal, estamos a falar da aldeia de Manhouce, com todas as suas tradições etnográficas, artísticas e gastronómicas, muito apreciado é o cabrito assado da Gralheira. Logo, ali perto, fica o Porto, cidade mãe de muitos daqueles que nos visitam e que bons fins de semana passam na chamada “Sintra da Beira”.
A gentil franqueza dos povos serranos faz-se notar na fraternidade com que nos obsequeiam, com o bom presunto e broa caseira, a também caseira chouriça e a tradicional aguardente ou o fino copo de vinho verde de Lafões. São pessoas afáveis e sinceras, sempre dispostas a dar preciosas informações acerca da região e dos seus lugares escondidos que merecem uma visita.
S. Pedro do Sul, o canteiro mais florido de Lafões, contém em si as paisagens infinitas que os nossos olhos podem ver; povoadas de mil cores e cheiros que as muitas árvores e flores exaltam o suave perfume agreste; de cima das verdes ramagens vê harmoniosas melodias com que os rouxinóis nos saúdam e a fome e a sede podem ser mortas com sabores da serra.

Parafraseando um verso do “ Hino de Lafões”, não há maior verdade dizermos que :” Lafões é um jardim e não há no mundo um lugar assim”.
(...)

O concelho de S. Pedro do Sul é delimitado pelos maciços das Serras da Arada, Gralheira e S. Macário, beneficiando de uma natureza exuberante, onde os rios, vales e montanhas se encontram numa combinação harmoniosa. Com 19 freguesias de 348 Km2, este é um concelho que vive essencialmente do turismo termal e da montanha.

O seu riquíssimo e belo património natural, histórico e cultural faz desta região uma das mais procuradas de todo o país. Os circuitos, os roteiros animados e o pedestrianismo promovem e contribuem para um turismo mais activo.

 

 
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Concelho de Sardoal

Património

Capela de São Sebastião

É uma capela quinhentista, simples na sua decoração, de uma só nave e capela-mor. O retábulo é madeira policroma, albergando no nicho central a imagem do santo padroeiro, escultura de pedra do século XVI., ladeada à direita por Santo Amaro e à esquerda por Santa Bárbara.
A encimar o retábulo encontra-se uma imagem de Nossa Senhora ladeada por puttis numa mandorla, que por sua vez é ladeada por dois anjos, o da direita segura flores e o da esquerda segura setas.
O tecto de abóbada de berço é pintado com caixotões fingidos, policromados com elementos vegetalistas.
Em diversos documentos do arquivo da Igreja Matriz fazem-se referência à existência de um púlpito nesta Capela, hoje desaparecido.
Até ao século XIX, era a única capela considerada pública da vila.
A devoção a S. Sebastião remonta a períodos de grandes maleitas, de peste, os locais que não eram atingidos pelas doenças, edificavam igrejas ou capelas em sua honra, como agradecimento.
Imagem muito venerada pelos soldados que combateram na Guerra Colonial, os quais ainda hoje em dia fazem questão de transportarem o andor com a imagem de S. Sebastião no dia de sua festa, a qual não é comemorada.

Capela do Espírito Santo
Ao chegarmos ao Pelourinho, hoje centro da vila, encontramos uma das únicas capelas de Sardoal que se encontra sempre aberta- a Capela do Espírito Santo. Data do Século XVI, tendo no pórtico a inscrição da data de 1603, a qual corresponde a obras.
Capela num patamar mais elevado, sendo acedida por escadas, com um pórtico de execução simples, encimado por uma cruz, sobre esta encontra-se um óculo.
De uma só nave, com capela-mor, de onde se destaca o seu belíssimo retábulo em talha dourada, com a cena do Pentecostes ao centro.
Em baixo encontra-se uma escultura de pedra da Santíssima Trindade, quinhentista, no estilo dos tronos de Guimarães.
Nas mísulas laterais encontram-se dois vestígios de duas antigas capelas desaparecidas; à direita a escultura de Santa Maria Madalena, que lembra a Melancolia de Dürer , havendo referências à existência de uma Irmandade de Maria Madalena; e na esquerda encontra-se a imagem de S. Francisco.
A parede é rasgada por uma janela que ilumina a capela-mor. No chão da nave encontra-se uma campa rasa, desconhecendo-se a quem pertence.
O culto do Espírito Santo ou Festa do Bodo na vila de Sardoal, remonta ao reinado de D. Afonso V, por volta de 1470, tendo sido recuperado nos anos 80 do século XX, realizando-se no Dia de Pentecostes a Festa, com missa e cortejo com o pão bento, transportado pelas meninas do Bodo. Após a cerimónia religiosa, a autarquia oferece a toda a população o almoço.

Capela de Santa Ana
Capela construída no século XVIII, também ela capela privada, doada ao Cónego Silva Martins, que por sua vez, doou à Paróquia de Sardoal.
Tem uma arquitectura mais rebuscada em comparação com as anteriores, com frontão triangular sobre a porta, sobre o acrotério encontram-se urnas e uma cruz.
Apresenta ainda um nicho, usado na Semana Santa e na Procissão dos Passos para colocar uma pintura alusiva à paixão, actualmente é colocada à entrada da porta sobre uma mesa. Interior de uma só nave, com capela-mor, destaca-se na nave o púlpito no lado esquerdo, adossado à parede, de madeira policroma com marmoreados.
O retábulo da capela-mor de madeira dourada e marmoreada, de estilo rococó, alberga ao centro uma imagem muito curiosa de Santa Ana, com a Virgem ao colo, que por sua vez tem ao colo o Menino Jesus.
Sendo a santa a protectora das grávidas, é muito procurada pelas futuras mães, as quais fazem diversas promessas à santa, pedindo uma “boa hora”, sendo conhecida como a imagem das “Santas Mães”.

Capela de Santa Catarina
Capela que foi privativa do solar da família Serrão da Motta, construída durante do século XVIII. De grande simplicidade arquitectónica, com um pórtico simples, com arco de volta perfeita, encimado por volutas, sob estas uma cruz ladeada por duas setas.
De uma nave, com capela-mor decorada por um retábulo de estuque, com nichos para as imagens expostas.
Ao centro, uma interessante imagem de Santa Catarina, com o Anjo da Guarda à esquerda e à direita um santo.

+ Informação em Breve

Mais informações em:Câmara Municipal de Sardoal

 

 
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Concelho de Sátão

Historial

Este Concelho está repleto de histórias, quer sobre os seus monumentos, quer sobre a sua formação.

Poderemos dar como exemplo o crescimento da Vila de Sátão. Este cresceu em 3 fases. Na primeira, dizia o Dr. Hilário de Almeida Pereira, em 1946, que a Vila do Sátão era considerada, nessa altura, a mais pequena.


O seu primeiro passo foi comprar a Quinta da Miuzã, onde agora estão os Paços do Concelho, a Praça Paulo VI e a Escola Preparatória, os Correios, a Pensão Império, o Cine-Teatro e muitas outras construções de relevo. Apesar dos meios financeiros de que disponha serem poucos, a força de vontade era muita. O Dr. Hilário de Almeida Pereira, depois de continuar a engrandecer o Sátão, fundou a grande Feira de São Bernardo, núcleo donde, com o rolar dos anos, derivaram as já famosas Festas do Sátão.

Na segunda fase, sequência da primeira, assistui-se à construção do novo e belo edifício dos Paços do Concelho, em granito do mais puro e a Praça Municipal Paulo VI , hoje unanimemente considerada uma das mais amplas e airosas do distrito. Houve uma grande expansão da Vila; então quase tudo mudou de sítio. Construiu-se a primeira Pensão, a nível moderno. Abriu o primeiro café e começou a funcionar o primeiro posto de abastecimento de combustível.

A terceira manifestou-se, de há uns 20 anos para cá, com o poder local, o fenómeno imprevisto da emigração, plano orientador a nível municipal, que veio dar à Vila um aspecto de terra mais nova, pujante e bem articulada. Nesta terceira fase, a Vila de Sátão cresceu extraordinariamente cafés, restaurantes, casas bancárias, jardins, fazem todos os dias esta nossa terra. A robustez do Gratino. A musicalidade das ramagens ao vento.

O azul do céu reflectido nas águas espelhadas dos açudes.
O som repousante das cascatas. O verde florido dos campos.
O cheiro agradável do pinheiro e da giesta. Os monumentos onde o tempo se sente.
A autenticidade...

 

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Concelho de Seia
» Património Natural Cabeça da Velha - Freguesia de S. Romão.
» Covão Grande.
» Lagoa Comprida.
» Miradouro da Srª do Espinheiro.
» Rio Alva
» Casa das Obras (séc. XVIII) - foi outrora o antigo Solar dos Albuquerques e Quartel General de Welligton, durante as últimas invasões francesas. Actualmente alberga os Paços do Concelho.
» Solar da Família Botelho (séc. XVI) - decorada com três janelas manuelinas de suprema elegância.
» Solar da Família Veigas - de estilo setecentista, é hoje a Estalagem da Estrela.
» Fonte das Quatro Bicas - Praça da República.


(in ADRUSE - Associação de Desenvolvimento Rural da Serra da Estrela)

Aldeias de Montanha
A Câmara de Seia editou um roteiro turístico das Aldeias de Montanha em redor do maciço central da Serra da Estrela.

A brochura turística refere sucintamente as potencialidades naturais das povoações situadas em plena Serra da Estrela, como é o caso das freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Lapa dos Dinheiros, Loriga, Sabugueiro, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim e Vide.

Tendo em conta a localização privilegiada destas freguesias, que se encontram alojadas em vales cavados por rios e ribeiras, que têm as suas nascentes no alto da serra, estas “aldeias” são, sem dúvida, palco para um encontro privilegiado com as maravilhas naturais, e com as populações, que mantêm ainda hoje as tradições de sempre.

O objectivo deste projecto é preservar e requalificar o património e ligar as várias aldeias em rede, elaborando roteiros integrados cujo objectivo fundamental passa pelo desenvolvimento dessas mesmas zonas através do turismo, até porque a Serra da Estrela aparece como um palco privilegiado para a demonstração de um novo conceito de turismo: o turismo da natureza.




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Concelho de Sernancelhe

AS IGREJAS


ARNAS - A igreja seiscentista (1611), dedicada a Nossa Senhora Conceição assenta airosamente no cimo da aldeia, linda no seu granito levemente dourado. Os altares e a imaginária impressionarão o viajante que também ficará surpreendido pelo tecto da nave, o qual ostenta uma enorme pintura de N.ª Sr.ª da Conceição com uma singular iconografia onde um dragão aparece ferido por um raio de fogo atirado simbolicamente por uma criança.

CARREGAL - Instituída no século XVI (1545) pelos donatários Álvaro da Costa e D. Maria Rebelo, a igreja matriz de Carregal dedicada ao Espírito Santo e simboliza a memória do nascimento de Aquilino Ribeiro. Subsiste ainda a lindíssima e rara capela da Misericórdia cuja origem e fundação se desconhecem.

CHOSENDO - A Igreja Matriz datada de 1732, dedicada a S. Miguel, define a principal praça da Aldeia que o negrilho gigante sombreia.
A capela-mor da Igreja tem um altar de talha dourada de finais do séc..XVII com uma belíssima tribuna.


CUNHA - A igreja, dedicada a S. Facundo, fica no terreno chão. O altar-mor, no resguardo da capela, tem bonita talha do Séc.XVIII e duas pinturas sobre tábua representando S. Francisco e St.º António. A cruz de malta indica os seus fundadores. A melhor jóia da igreja é todavia o seu singelo pórtico românico, assim como a Capela de S. João Baptista com retábulo maneirista, uma bela imagem de madeira estofada e duas tábuas pintadas com S. Franscisco e St.ª Catarina. No início do séc. XVII foi restaurada quase radicalmente. Quem examinar a cantaria desse restauro, que abrange quase toda a igreja, e conhecer o da igreja de Sernancelhe, facilmente nota que foi levado a efeito na mesma data(1638) e nele parece que trabalharam os mesmos artistas. Ambos os templos eram do Padroado da Comenda de Malta, que, além do direito da apresentação dos respectivos curas, tinha o encargo das reparações dos Templos.

ESCURQUELA - Igreja Matriz de S. Domingos, de traça antiga, dotada de talha dourada e de um belíssimo tecto pintado no Séc.XVIII.

FAIA - A Igreja Matriz dedicada a S. Martinho, de boa traça, É uma das construções da Universidade de Coimbra. Esta foi transladada para o local onde hoje se encontra, devido à construção da Barragem do Távora que alagou a velha aldeia.

FERREIRIM - A Igreja Matriz dedicada a St.º Estevão, de boa cantaria de granito amelado da região, caracteriza-se pela sua simplicidade. Uma das construções modernas (séulo XVII), do modelo de outras iguais mandadas construir pela Universidade de Coimbra e recentemente restaurada e ampliada.

FONTE ARCADA - A Igreja Matriz, dedicada a Nossa Senhora da Assunção, digna de notar-se pela sua estrutura primitiva. De facto, trata-se de um templo de raiz românica, restaurado no séc.XVI(1502). A porta da fachada é de duas arcadas de volta quebrada, apoiadas nos ábacos. O arco interno adornado de esferas que se repetem nos ábacos e descem até ao meio da ombreira, que segue em arestas vivas. O outro arco liso e boleado em toro. Do lado direito do pórtico, sobrepujando a fachada, ergue-se um campanário ogival, vasado por duas sineiras; no lado esquerdo, aparecem duas cruzes em nimbo; na caleira da empenha esquerda salienta-se uma goteira primitiva. Esta igreja guarda um retábulo de pintura do princulo do Séc.XVI, de influência flamenga, com a primitiva moldura de talha renascença formado por três tábuas: "O Casamento da Virgem", "A Crucificação" e "O Sacrifício".No adro, do lado direito, encontram-se duas sepulturas, cavadas na rocha, com os contornos dum corpo humano. Devem ser anteriores ao séc.XIV, visto que meio século antes, já se faziam enterramentos dentro da igrejas. A capela-mór, rectangular, como o corpo principal, tem dois pares de colunas, altas, cilíndricas e lisas, apoiadas em garras de clássico românico, formando nesta parte do templo como que três naves. Dentro da igreja, encontram-se três capelas, cuja fundação se liga a Francisco de Gouveia, o mordomo do Infante D. Fernando, e seus descendentes. São elas a da Invocação de Nossa Senhora do Rosário, a da Invocação das Chagas, e de António de Gouveia Coutinho. Foi recentemente integrada nos Itinerários Turísticos Culturais do Douro elaborados pela Associação Comercial e Industrial de Lamego e Vale do Douro Sul.


FREIXINHO - A Igreja Matriz de S. Miguel Arcanjo, refeita entre os séculos XVII - XVIII, levanta-se no meio do povoado com pesada traça. Trata-se de uma construção do século XVI, longa, estreita e esplendorosa. O altar-mor, de talha da renascença, apoia-se em quatro colunas sustentadas por quatro figuras esculturadas- obra da arte popular do tempo - e termina por engraçada concha que forma o dossel do Tabernáculo. O tecto da capela do Santíssimo apainelado. Do lado direito desta capela, encontramos um túmulo com os ossos do fundador, segundo a inscrição o gravada em caracteres latinos. No corpo da igreja, há duas capelas: uma dedicada a Nossa Senhora da Conceção, a outra, a São José.

LAMOSA - A Igreja Matriz de Lamosa insere-se num contexto histórico que remete para o séc. XVI em que os Jesuitas ergueram esta localidade a freguesia. Quando foram espulsos de Lapa, foi dada a sua igreja como a de Cárquere e da Universidade de Coimbra. Que esta igreja (a de Lamosa) lhe pertenceu prova-se pela nota do Arcipreste respectivo, laçada no Livro das Visitções da freguesia, no qual se ordena ao pároco que oficia a Universidade para mandar reparar a Igreja que ameaça em ruínas. E a igreja foi reparada pela Universidade. A actual igreja nova caracteriza-se pelo vultuoso trabalho granítico da capela-mor e pela estrutura arquitectónica de harmoniosas proporções.

GRANJAL - A Igreja Matriz foi construída no séc.XVI e de boa cantaria. Apresenta a singularidade do granito da sua construção pelos senhores da Comenda de Malta. Um marco colocado na entrada da porta do adro assinala esta posse bem como a designação de seu patrono, Nossa Senhora do Hospital, hoje Nossa Senhora das Neves. O interior, vítima de incêndio no Séc.XIX, e sóbrio, para além da capela abobadada de santa Ana mandada edificar pelo licenciado Sebastião da Costa Amaral em 1633 para sepultura de uma tia . A talha dos seus três altares é moderna. Dentro do Templo, existem duas capelas - a do Espírito Santo, fundada por João Manuel, da casa do Vilaroco, com Brasão meio apagado; e a de Santa Ana, de cúpula elevada, do gosto da renascença.

LAPA - O santuário foi construído sob a orientação dos Jesuítasas. Era, segundo o Abade Moreira "grandioso, com escadaria cavada na rocha viva que alto arco sobrepuja".A igreja compõe-se de duas partes que se completam: o corpo e a capela-mor.

O Santuário guarda na capela-mor o rochedo milagroso com a imagem da Senhora da Lapa. De salientar tesouros sem conta oferecidos até por reis e rainhas, a cenografia dos altares da Crucificação e da Morte de S. José que comovia até lágrimas, a fortíssima atracção do Presépio implantado no rochedo. O altar de Nossa Senhora da Lapa foi erguido no local onde, segundo a lenda, a pastora Joana encontrou a imagem escondida pelas religiosas. Ali se venera cerca de quatro Séculos, como as multidões da Beira sabem venerar, aquela em quem veêm a luz nas suas trevas e o consolo nas angústias do coraçãoo. Também o altar da Virgem Adormecida, a Casa dos Milagres, cheia de quadros pintados, balanças pesando meninos de trigo, o lagarto da Lapa, temeroso, preso ao tecto por uma cadeia de ferro, entravam no imaginário de romeiros que enchia de histórias a noite de seus filhos. A Senhora da Lapa, em Portugal e Santiago de Compostela, na Espanha, chegaram a ser, em tempos, os dois santuários mais importantes da Península Ibérica.

MACIEIRA - A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação fica situada sobre horizontes de norte. As belíssimas imagens de madeira estofada e de pedra Ançã, como a da padroeira, seu um encanto para o olhar. Em 1995, com as grandes obras de recuperação com que a igreja foi contemplada, Macieira ficou com um complexo religioso mais valorizado.


PENSO - Construída na margem esquerda do rio Guimar, a igreja de Penso é a obra monumental mais importante da freguesia. Infelizmente não se conhecem os nomes dos artistas que a levantaram. Data de uma época em que na povoação muitas outras obras de vulto se edificaram, a avaliar pelos muros, casas, portais e quinteiros ainda hoje existentes. A data bem legível na parede da capela-mor, num losango colocado no ângulo superior do triângulo do tecto, ostentando simultaneamente os três cravos da crucificação - 1722. A construção, de estilo neo-clássico, sóbria, elegante, simples e digna: A planta da igreja, de uma só nave, está orientada de poente para nascente. Divide-se em duas partes. a capela-mor, como altar principal, e o corpo da igreja, com dois altares laterais junto ao arco. Se não tivermos em consideração as aberturas laterais das portas, verificamos como a base do templo é composta por dois rectângulos, desiguais. A pequena pia de água benta do século XV, certamente vinda para ali de capela ou igreja mais antiga, desperta a atenção. Esta pia de granito da região é cercada exteriormente por três molduras e duas séries de esferas que a cingem no rebordo e no fundo. Esta igreja foi mandada reformar em 1919 por F. H. Pinto, nos dizeres de uma cartela e foi renovada recentemente: de facto, foram feitos nas últimas décadas vários empreendimentos na igreja. Como obras de maior vulto refiram-se as seguintes: ampliação da sacristia, com a abertura da capela do senhor dos Aflitos (1951), colocação do relógio na torre, telhado novo, bancos, electrificação da igreja (1962), modificação nas mesas dos altares(1971), remoção do altar do S. Coração de Jesus, instalação sonora(1975).


SARZEDA - A Igreja Matriz foi levantada no século XVII, com o fundamental da traça actual, pelo Comendador da Ordem de Malta. Sobre a parede da capela-mor coberta pelo retábulo petrino de talha barroca, escondem-se duas belíssimas pinturas a fresco representando S. Bartolomeu e uns Santos Mártires. Tem ainda uma belíssima imagem da Senhora do Rosário, de pedra de Ançã, policromada.

SERNANCELHE - A Igreja Matriz, é o mais significativo monumento da vila. Foi construida em fins do Século XII (1172 data inscrita num silhar da cabeceira). O traçado românico, genuíno e purificado, está presente na singular cachorrada que envolve a capela-mor com uma iconografia obediente aos esquemas do tempo, na cercadura de esferas que percorre as empenas da ábside, nas multiplicadas siglas e na originalidade do pórtico, constituído por três arquivoltas (simples as exteriores, a do centro formada por uma teoria de dez arcanjos de asas abertas). De um e outro lado do portal abrem-se dois nichos cada um ocupado por três figuras, sob um dossel, tão fortemente impressivas que nos esquecemos a olhar, a divinhar o seu mistério, a celebrar a sua missão de apóstolos . A torre sineira, de planta quadrangular, ostenta a data de 1636, época de grande remodelação no corpo da igreja. O interior da igreja é um espaço museológico privilegiado. A talha de muitos altares, um corpo de imaginária ímpar de qualidade, a existência de duas tábuas pintadas pelos meados do século XVI (Degolação de S. João Baptista e Anunciação) e de telas setecentistas, um provável capitel visigótico utilizado como pia de água benta, a presença de pintura a fresco nas faces do arco cruzeiro onde se apresenta Nossa Senhora do Rosário (Direita) e Santa Margarida (esquerda) datando certamente ainda dos fins dos séculos XIV, a força do túmulo quatrocentista com belíssima inscrição gótica, sob o arco sóbrio de capela lateral, as ricas alfaias litúrgicas .

VILA DA PONTE - A igreja Matriz dedicada a Nossa Senhora do Ameal, de boa traça, seiscentista. No seu interior existe a capela de S. Miguel com preciosos quadros quinhentistas.

A Igreja foi, por ocasião das invasões, devastada pelos franceses, aqui acantonados mais de três meses, fazendo do templo depósito de munições de guerra. Muito do seu recheio foi danificado, abrindo-se visível excepção para a capela do Arcanjo por quem os visitantes tiveram sempre um escrupuloso respeito


VEJA AINDA PELOURINHOS E SOLARES

 

 
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Concelho de Sertã

Locais de interesse Turistico

Sertã
Igreja da Misericórdia
Data dos séculos XVI/XVII.
Possui altar-mor em talha dourada, ricos painéis de azulejos do século XVIII, pórtico renascentista e janela gótica.

Igreja Matriz
Imóvel de Interesse Público A sua construção data do século XV e é composta por três naves, enquadrando-se no estilo gótico. No seu interior ressaltam as talhas douradas barrocas e os azulejos dos séculos XVI/XVII. Na sacristia encontra-se um retábulo de S. Pedro no Trono atribuído à Escola de Grão Vasco.
Orago: S. Pedro, Padroeiro da freguesia e do concelho.

Castelo
Segundo a lenda, o castelo da Sertã teria sido fundado por Sertório, capitão romano, em 74 a.C.. As escavações arqueológicas efectuadas no local datam a sua ocupação inicial do período islâmico (séculos X/XI). No seu recinto, ergue-se a capela de S. João Baptista, primeira Igreja Matriz da vila, datada do século XVII, construída sobre a primitiva igreja medieval. Reza a lenda que o castelo da Sertã foi atacado por soldados romanos. Neste ataque ficou ferido de morte o capitão do castelo. Celinda, sua esposa, que estava frigindo ovos numa sertã, ao saber do sucedido, insurgiu-se sobre os atacantes, matando alguns e cegando outros com o azeite a ferver, salvando, deste modo, o castelo. Esta lenda estará na origem do concelho.

Edifício dos Paços do Concelho
Erigido em 1934, segundo projecto do conceituado arquitecto Cassiano Branco, após um incêndio no interior edifício da Câmara Municipal.
O interior do edifício merece uma visita, destacando-se os pilares centrais e seus arcos, o relógio e a escadaria central, entre outros pormenores com o cunho de Cassiano Branco.

Ponte da Carvalha
Situada ao fundo da Alameda da Carvalha, sobre a Ribeira da Sertã, podemos encontrar uma nobre e interessante ponte, que diz-se ter sido construída no tempo dos Filipes.
A beleza desta construção é realçada pela envolvente natural propícia ao lazer e à fruição dos sons e cores, como sejam a água que cai do açude, o verde abundante, as garças ou as lontras que ali habitam.
Praia Fluvial da Ribeira Grande
Localizada no centro da vila, é um local muito apetecido durante o verão: permite o acesso às margens da ribeira através de duas pontes sobre o açude. Nas infraestruturas de apoio, disponibiliza parque de merendas com bancos, mesas e espaço para churrasco, assim como parque infantil e campo de jogos. Situa-se junto às instalações da Piscina Municipal da Sertã.
Capela de Nossa Senhora dos Remédios
Capela simples de traça medieval, pode observar-se o típico arco gótico da entrada e a tradicional estela que está por cima da porta lateral .

Lenda
“ Andando à caça, um fidalgo foi acometido duma formidável serpente, que vivia no espesso mato que ali existia. Horrorizado com semelhante aparição, trepou para cima duma árvore e possuído de grande susto invocou o auxílio de N.ª Sr.ª dos Remédios e com tanta fé pediu a N.ª Sr.ª que esta o ouviu, porque logo se achou tão encorajado que logo carregou a espingarda e com tal firmeza e felicidade disparou sobre o horroroso animal, matando-o imediatamente.”
In: Farinha, Padre António Lourenço, A Sertã e o seu Concelho, Escola Tip. Oficinas de S. José, Lisboa, 1930
Convento de Santo António
Edifício construído no século XVII, pertença de frades Capuchos reformados.
Foi propriedade privada até finais do século XIX. Mais recentemente esteve ali instalado o quartel da Guarda Nacional da Republicana.
É propriedade do Município da Sertã.


Cernache do Bonjardim

O nome de Bonjardim revela a qualidade dos solos, que, situados num local rico em águas, possui uma vegetação mimosa. Ainda hoje é vulgar a produção de cereais, azeite, frutas e produtos hortícolas. Foi em Cernache do Bonjardim que nasceu o Condestável Nuno Álvares Pereira ( 24 de Junho de 1360), insigne estratego militar, herói em Aljubarrota, Atoleiros, e outras campanhas que travaram as forças do reino de Castela durante a crise de 1383 - 1385. A vila começou a desenvolver-se bastante a partir da fundação do seminário, já nos últimos anos do século XVIII. Cernache do Bonjardim possui alguns imóveis de interesse arquitectónico.
Capela do Bom Jesus
Esta capela foi mandada edificar no século XVI por Jerónimo Leitão.
No seu interior encontra-se um retábulo representativo do Senhor Crucificado bem como uma imagem do Senhor Morto.

Igreja Matriz
Imóvel de Interesse Público
A Igreja Matriz de Cernache do Bonjardim foi erigida no século XVI em louvor a S. Sebastião, Padroeiro da freguesia.
Num estilo similar ao gótico, esta igreja é composta pelo altar-mor e seis altares laterais, e contempla azulejos setecentistas que revestem as paredes da capela-mor, sendo os tectos das naves forrados a madeira.
Capela de Nossa Senhora de Lourdes
A Capela de Nossa Senhora de Lourdes, situada na povoação de Mendeira, foi benta no dia 13 de Setembro de 1903, após ter sido mandada edificar por Joaquim Godinho da Silva.

A capela, de proporções regulares, tem um pequeno coro, sacristia e sino. Merece destaque a imagem de Nossa Senhora de Lourdes no acto da aparição à bem-aventurada Bernardete.

Capela de Nossa Senhora do Desterro
Esta capela foi erigida em 1677.
No seu interior encontram-se as imagens de Nossa Senhora do Desterro, de S. José e do Menino Jesus.

Capela de Santa Maria Madalena
Situada a poucos quilómetros da vila, a Capela de Santa Maria Madalena está edificada no cimo da serra com o mesmo nome.
Aqui realiza-se em Maio uma grande romaria de louvor a Santa Maria Madalena e a S. Macário. Na sua envolvente, há vestígios de um castro datado do primeiro milénio antes de Cristo.

Paços do Bonjardim
Existiu em Sernache do Bom Jardim um mosteiro de freires da ordem do Hospital, que estiveram na Batalha do Salado.
Ao lado deste mosteiro, D. Álvaro Gonçalves Pereira, Grão Prior do Crato, fundou, no século XIV, o Castelo e Paços do Bom Jardim, onde nasceu Nuno Álvares Pereira.

Seminário das Missões
Fundado no século XVIII com nome de Seminário do Crato, tinha como objectivo preparar sacerdotes para o Grão Priorado do Crato. Em 1855 torna-se Colégio das Missões com a anexação da cerca envolvente. Foi nesta cerca, propriedade do Grão Priorado do Crato, que nasceu a 24 de Junho de 1360, D. Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável, Patrono do Concelho. Para além de possuir um vasto património artístico e cultural, como a sua famosa biblioteca, o seminário explora a vertente agrícola através de uma larga produção de vinho comercializado sob a marca “Terras de D. Nuno”. Na Igreja, merecem atenção o altar-mor de estilo hispano-árabe e o magnífico órgão de fole do século XVIII. Actualmente o Seminário das Missões é pertença da Sociedade Missionária.
Quadro do Mestre Bento Coelho da Silveira(1620-1708).
A Igreja do Seminário das Missões, possui vários quadros de Bento Coelho da Silveira representativos dos 12 apóstolos. O óleo sobre tela “São Mateus” é uma das obras mais apreciadas do autor.

Atelier Túllio Victorino
Imóvel de Interesse Municipal
Pintor impressionista, Natural de Cernache do Bonjardim, Túllio Victorino (14.12.1896 – 23.03.1969) recebeu influência directa do mestre Malhôa. A sua obra está representada em vários museus nacionais e internacionais. O seu atelier inscreve-se num estilo arquitectónico neo-árabe. É património do Município da Sertã.


Pedrógão Pequeno
Vila sobranceira ao Zêzere, junto à barragem do Cabril, Pedrógão Pequeno, com suas ruas e ruelas bem típicas, é conhecida como a “Jóia da Beira Baixa”. De facto, uma rápida visita pela vila e seus arredores revelam um património edificado e natural cuidado e bastante interessante. A casa onde actualmente funciona a Junta de Freguesia tem um peristilo curioso, para além de algumas imponentes bases e capitéis de outras colunas. No cimo do monte, dominado por uma paisagem envolvente, encontra-se a Ermida de Nossa Senhora da Confiança, onde, em Setembro, se realiza uma grande romaria.

Pelourinho
Imóvel de interesse público
Foi reconstruído a 29 de Julho de 1937. Apresenta uma esfera com nove meridianos salientes e oito de menor relevo e a esfera armilar. Data da época manuelina, aquando da atribuição de foral a esta povoação.

Igreja Matriz
Não se conhece a data exacta da sua fundação mas consta que em 1758 já existiam os altares do Espírito Santo, de S. Vicente Ferrer, de Nossa Senhora do Rosário, e o altar das Almas.
A sua construção inscreve-se numa arquitectura de estilo maneirista.

Ponte Filipina do Cabril
Monumento Nacional
A ponte do Cabril foi construída no início do século XVII. Conta com três arcos e 62 metros de altura. Esta ponte veio substituir a antiga ponte romana, segundo documentos que datam de 1419.

Moinho das Freiras
Aprazível lugar junto ao Rio Zêzere, propício ao descanso, convívio, prática de desporto.
Poderá ainda fazer uma saudável caminhada ao longo do desfiladeiro do Cabril, atravessando um túnel até à Ponte Filipina.

Capela de Nossa Senhora da Confiança
À saída de Pedrógão Pequeno, em direcção à Barragem do Cabril, num aprazível monte com excepcional vista sobre a vila, situa-se a Capela de Nossa Senhora da Confiança.
A edificação data do início do século XX e foi mandada construir pela família Conceição e Silva de Pedrógão Pequeno, sucedendo a uma outra mais antiga. Em tempos idos, a capela tinha a designação de Capela do Calvário, local onde terminava a Procissão dos Passos por altura da Quaresma, uma tradição mantida até aos dias de hoje. Em seu redor há vestígios de um castro, provavelmente romanizado.

E ainda no concelho...

Serra do Cabeço Rainho
É o ponto mais elevado do Concelho, encontrando-se a 1.080 metros de altitude e com declives na ordem dos trinta por cento. Com a instalação do picoto, a altitude altera-se para os 1100 metros. Outro ponto de interesse reside no facto da serra ser o limite natural entre o Concelho da Sertã e de Oleiros.

A encosta virada a Sul localiza-se na freguesia da Ermida, enquanto que a vertente exposta a Norte encontra-se na freguesia do Troviscal. A Serra do Cabeço Rainho é um local de contemplação paisagística, com imensa flora arbustiva e uma excelente bacia de visiblidade, podendo observar-se as serras de Alvéolos, Moradal e da Gardunha, a cidade de Castelo Branco e outras localidades.

Centro Náutico do Zêzere
Localizado na albufeira de Castelo de Bode, junto à localidade de Trízio, freguesia de Palhais, o Centro Náutico do Zêzere convida à prática de variados desportos fluviais como o jetski, a canoagem ou a vela.

Praia Fluvial da Azinheira
Localizado na E.N. 244, entre Marmeleiro e S. João do Peso, junto à ponte que une os concelhos de Sertã e Vila de Rei.

Praia Fluvial do Troviscal
Localizada junto à ponte do Troviscal, esta praia fluvial proporciona uma beleza paisagística especial. Na sua estrutura de apoio conta com o serviço de bar e casas de banho com acesso facilitado a pessoas com mobilidade condicionada. Esta praia fluvial possui parque de merendas com bancos, mesas e espaço para churrasco. Para os mais pequenos, foi construída uma zona fluvial de menor profundidade e um parque infantil para inesquecíveis momentos de diversão.

Ponte dos Três Concelhos
Imóvel de Interesse Público
A ponte dos Três Concelhos situa-se junto à povoação de Sambale, na freguesia do Marmeleiro, sobre a ribeira da Isna, fazendo fronteira com os concelhos de Vila de Rei e Mação. Esta ponte romana fazia parte de uma antiga via romana entre Mérida (Espanha) e Conimbriga.
Serra de Alvéolos

O concelho da Sertã faz limite com a serra de Álveolos perto da povoação de Currais, freguesia de Troviscal.

O picoto da Serra dos Covões tem a altitude de 895 metros.

 

 

Veja mais em: Câmara Municipal de Sertã

 

 
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Concelho de Tábua

Pontos de Interesse

O concelho de Tábua fica situado no centro de Portugal e é constituído por montes de reduzida elevação, vales férteis e vários rios e ribeiras que atravessam a zona.

Pequenas aldeias típicas de casas de granito com varandas de madeira, muitas vezes decoradas com flores e verdura, como as que se podem ver em Covas, ou velhos solares e palacetes, como os de Midões, também caracterizam este concelho, uma zona essencialmente agrícola que se dedica à criação de gado e ao cultivo de milho, vinho, castanha, cortiça e azeite.

Tábua é uma pequena vila agradável que exibe a Igreja de Santa Maria Maior, do século XIX, a Capela do Senhor dos Milagres (octogonal, com dois portais e altares de talha em estilo barroco), do século XVIII, e ainda a interessante Biblioteca e Casa-Museu Sara Beirão.

Em Midões, para além das casas senhoriais dos séculos XVII ao XIX, vale a pena admirar o pelourinho, a vizinha Capela de São Sebastião, com lápides romanas, e a Igreja de São Miguel, que se ergue no cimo de um monte e oferece uma esplendida vista panorâmica sobre a região planáltica.

O património natural do concelho de Tábua inclui outros pontos de interesse, como a praia fluvial do Alva, em Mouronho, o «penedo oscilante» ou «penedo cama» da Póvoa de Midões, ou as águas minero-medicinais de São Geraldo, em Covas, e da Várzea Negra, na freguesia de Póvoa de Midões.

 
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Concelho de Tarouca

A história da cidade de Tarouca, como, aliás, de todo o Concelho, não deixa dúvidas quanto à sua importância no contexto regional e mesmo nacional.

Tarouca teve uma preponderância fora do comum ao longo da Idade Média com relevo nos alvores da fundação da nacionalidade. Nesse período Tarouca foi cabeça de um distrito que atingia os rios Paiva e Távora, absorvendo, após o século XI, as Terras de Caria.

A primeira referência escrita a Tarouca reporta-se ao séc. VI. Tarouca era, então, uma das seis paróquias da Diocese de Lamego, ocupando uma vasta área que se estendia até ao Rio Paiva.

Em 1057 o seu castelo foi definitivamente conquistado aos mouros por Fernando Magno, Rei de Leão.

O início da nacionalidade está intimamente ligado a Tarouca, quer pelo nosso primeiro rei, cuja figura está associada à construção do Mosteiro de S. João de Tarouca, quer ainda por Egas Moniz que foi Senhor da Honra de Dalvares e cuja esposa, Dona Teresa Afonso, mandou erigir o Convento de Santa Maria de Salzedas. Paio Cortês, monteiro-mor de D. Afonso Henriques, foi Senhor da Honra de Gouviães.

Em 1140 iniciaram-se as obras do que viria a ser o primeiro mosteiro da Ordem de Cister em Portugal: São João de Tarouca. De 1163 data o primeiro documento que referencia a Igreja de São Pedro de Tarouca como abadia uma das primeiras igrejas de Riba Douro. Este vetusto templo românico-gótico está situado no coração da vila, situando-se, em seu redor, o centro histórico de Tarouca, recentemente requalificado. Em 1168 iniciou-se a fundação do Mosteiro de Salzedas. Passado um ano, seria a sagração da Igreja de São João de Tarouca, estando, então, presentes os Bispos de Lamego, Porto e Viseu. No ano de 1227 surgiu a notícia da nomeação de Soeiro Bezerra como «Tenente Taraucam». Em 1262, D. Afonso III concedeu Carta de Foro a Tarouca, com a designação de Castro-Rei. Contudo, este nome não subsistiria mais de uma centena de anos, pois em 1364, surgiram novamente referências, com o nome de Tarouca. Em 1297, D. Dinis fez a doação da Igreja de S. Pedro de Tarouca ao Mosteiro de Salzedas. Em 1354, deu-se a morte de D. Pedro Afonso, Conde de Barcelos, que havia sido Senhor das Terras de Tarouca e da Honra de Várzea da Serra, sendo sepultado em S João de Tarouca, no que é o maior sarcófago granítico de Portugal. Várzea da Serra foi também uma das poucas Beetrias existentes no país. Em 1401, o Rei D. João I doou as terras de Tarouca a seu filho o Infante D. Henrique. Em 1499, o Rei D. Manuel nomeou D. João de Meneses 1.º Conde de Tarouca. Em 1514, o mesmo rei outorgou novo Foral à Vila de Tarouca. Em 1557, o Rei D. Sebastião confirmou o Senhorio de Tarouca a D. Duarte de Meneses que foi Vice-Rei das índias. Em 1710, D. João Gomes da Silva, 4.º Conde de Tarouca, representou Portugal no Tratado de Utreque, como Ministro Plenipotenciário. O concelho de Tarouca foi sede de um julgado com juiz ordinário e, por alvará de 27 de Fevereiro de 1801, foi elevado a distrito de Vara Branca, com jurisdição no crime, no cível e órfãos, em vários dos concelhos vizinhos, estatuto que conservou até 1834, ano em que foram dissolvidos os Mosteiros de S. João de Tarouca e de Salzedas. Nesse mesmo ano o concelho de Várzea da Serra foi suprimido. Em 1836 deu-se a extinção do concelho de Ucanha que passou a incorporar-se no de Mondim da Beira. Curioso, sem dúvida, o modo como se processou esta dissolução, pois resultou de uma decisão conjunta do clero, nobreza e do povo, portanto, a seu pedido, o que era deveras invulgar.

Em 1896 foi a vez dos Concelhos de Mondim da Beira e de Tarouca serem extintos. Refira-se que, nessa data, o Concelho de Tarouca compreendia ainda as freguesias de Ferreirim, Lazarim, Lalim e Meijinhos, que hoje pertencem ao concelho de Lamego.

No dia 13 de Janeiro de 1898 deu-se a restauração do Concelho de Tarouca com as suas actuais dez freguesias: Dalvares, Gouviães, Granja Nova, Mondim da Beira, Salzedas, S; João de Tarouca, Tarouca, Ucanha, Vila Chã da Beira e Várzea da Serra.

No dia 9 de Dezembro de 2004 a Vila de Tarouca foi elevada à categoria de Cidade.


 

 
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Concelho de Tomar

Tomar, cidade de 20 000 habitantes, é a capital política da Comunidade Urbana do Médio Tejo e sede de concelho homónimo com 16 freguesias, 352 kms e 43 000 habitantes. Foi sede das Ordens Militares do Templo e de Cristo.

Com mais de 30 mil anos de fixação humana neste território, Tomar foi fundada por D. Gualdim Pais em 1160.
Sede das Ordens do Templo e de Cristo, teve no Infante D. Henrique um dos responsáveis pelo seu crescimento.

A fixação humana (há mais de 30 mil anos) deveu-se ao excelente clima, água abundante, fácil comunicação fluvial e excelentes solos. Das sucessivas marcas civilizacionais pré-históricas restam utensílios, grutas, antas, povoados, algumas lápides, moedas, poucas esculturas, peças utilitárias, a lenda de Santa Iria, a toponímia, as rodas de rega e os açudes de estacaria.

Os romanos fundaram a cidade de Sellium cuja planta ortogonal decorre da perpendicularidade dos característicos eixos cardus e decumanus que determinavam a organização urbanística das cidades romanas. Para além das ruínas do Forum de Sellium, as escavações efectuadas (c. 1980) na zona da actual Alameda 1 de Março deram conta de vestígios das habitações da época.

Pelos meados do século VII, aqui houve conventos de freiras e frades, datando dessa época o episódio visigótico e lendário do martírio de Santa Iria.

Quanto aos árabes (após 712) pouco se sabe, mas imagina-se muito, como a sensitiva origem do nome Tomar: “Tamaramá”, doces águas.

Thomar nasce com o castelo (1 de Março de 1160), cuja construção, pela Ordem dos Templários, bem como a da Vila de Baixo, se prolongou por 44 anos.

No século XIV, com a permanência do Infante D. Henrique enquanto Administrador da Ordem de Cristo, a Vila beneficia de grande desenvolvimento, sendo urbanizada a zona da Várzea Pequena em arrojada organização ortogonal, correndo em paralelo à Corredoura e perpendicularmente ao rio. D. Manuel I concede Foral Novo em 1510 e, nesse século, os arquitectos e pintores Domingos Vieira Serrão, João de Castilho, Olivier de Gand, Fernando Muñoz, Diogo de Arruda, Gregório Lopes, João de Ruão e Diogo de Torralva tornaram Tomar um importante centro artístico.

No período da dominação filipina, os reis espanhóis investem em Tomar: obras do Claustro Principal do Convento e Aqueduto dos Pegões, bem como a criação da ainda existente Feira de Santa Iria.

Entre os meados do século XVII e finais do século XIX, verifica-se grande desenvolvimento industrial: Fábrica de Balas do Prado, de Vidros da Matrena, Chapéus e de Fiação e Tecidos e diversas fábricas de papel.

Mais tarde, na sequência da visita da Rainha D. Maria II, Tomar foi elevada à categoria de Cidade em 1844, a primeira do Distrito de Santarém. Silva Magalhães, primeiro fotógrafo tomarense, abriu em 1862 a “Typographia & Photographia”, deixando fabulosa colecção de vistas, retratos e trajes, profissões e cenas da vida diária; o Cinema surgiu seis anos após a sua invenção (17.11.1901), no Teatro Nabantino, que daria lugar, em 1923, a novo edifício: o Cine-Teatro Paraíso; a Imprensa nasceu em 1879 com o semanário “A Emancipação”, dirigido por Angelina Vidal; e em 1901, após Lisboa, Porto, Elvas e Vila Real, Tomar foi servida com energia eléctrica a partir da Central instalada no complexo dos antigos Moinhos da Vila. Manuel Mendes Godinho foi nome incontornável no crescimento económico de Tomar do século XX, já que, após 1912, veio a criar um núcleo industrial (moagem, cerâmicas, alimentos para gado, extracção de óleos e “Platex”) de tal importância que atravessou o século e possibilitou a criação de uma Casa Bancária.

Nos anos 50 (21.01.1951), foi inaugurada a que seria a maior barragem hidro-eléctrica do País nas cinco décadas seguintes: a Barragem do Castelo do Bode. Ainda em 1950, João dos Santos Simões renovou a Festa dos Tabuleiros dando-lhe notável projecção nacional e internacional.

O século XX espelhou a intensa acção cultural que aqui sempre se viveu: logo com a criação da União dos Amigos da Ordem de Cristo, em 1918, e, mais tarde, a Comissão de Iniciativa e Turismo, duas instituições para a protecção e divulgação do Património.

Em 1983, a UNESCO reconheceu o conjunto Castelo Templário-Convento de Cristo como Património Mundial e no início dos anos 90 deram-se os primeiros passos para a recuperação e consolidação do Centro Histórico. No século XXI, Tomar conta com algumas instituições culturais nascidas no século XIX, casos das bandas Gualdim Pais, Nabantina e Payalvense. Já no século XXI, a reabertura do Teatro Paraíso, o Museu de Arte Contemporânea e um grande complexo desportivo aquático, reforçam a vocação sócio-cultural de Tomar.

O plano da cidade medieval organiza-se em cruz com os 4 braços apontando os 4 pontos cardeais marcados pelos 4 conventos da cidade. O centro, onde se situam a Câmara Municipal e a Igreja Matriz, é a Praça da República, a partir da qual irradiam os principais edifícios públicos e religiosos: a sul, a Sinagoga, o antigo Hospital da Misericórdia,o Convento de S. Francisco e o antigo Rossio da Vila; a norte, a sede da Assembleia Municipal, as capelas de S. Gregório e da Senhora da Piedade e o antigo Convento da Anunciada; a oeste, a colina do Castelo, a Ermida da Senhora da Conceição e o Convento de Cristo; a leste, a Ponte, as antigas Moagens e Moinhos da Vila, o Convento de Santa Iria, a saída para a Igreja de Santa Maria do Olival e zona escolar da cidade, com o Instituto Politécnico a rematar. Perseguindo esta geometria simbólica, é interessante constatar que, com centro na igreja manuelina, à Praça da República, se gera a circunferência que une a Charola do Convento (oratório templário) aos Conventos da Anunciada, de Santa Iria e de S. Francisco. Eis, assim, o círculo, qual espaço sagrado!, dentro do qual se desenvolveu Tomar.

Veja mais em: Câmara Municipal de Tomar

Visite também o site http://tomar.com.sapo.pt/ e saiba sobre:

Convento de Cristo | Charola do Convento | Janela do Capítulo | Castelo dos Templários

 
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Concelho de Tondela

Tondela é um concelho com inúmeros motivos de interesse para receber a sua visita.
Com uma história riquíssima e um património de excelência, aliada à beleza paisagística da Serra do Caramulo, Concelho de Tondela e as suas gentes sabem receber na boa tradição Beirã.
A nossa hospitalidade associada à boa gastronomia, ao afamado Vinho Dão e às qualidades terapêuticas das nossas águas termais em Sangemil, são atractivos suficientes para que venha encantar-se com o nosso Concelho.
E no regresso acompanhe-se com o nosso magnífico artesanato.

Gastronomia
A nossa região possui uma gastronomia riquíssima, típica, temos realmente boa e variada comida: cabrito no forno, com batata assada e arroz de miúdos, chanfana na padela, vitela assada no forno, pratos todos eles confeccionados nas famosas assadeiras de Barro Negro de Molelos, que lhe conferem um paladar particular. Os enchidos, os fumados e os peixes do rio com molho de escabeche completam a afamada mesa destanossa região.
Como complemento, uma doçaria regional espantosa: aletria, arroz doce, as mais variadas compotas, tortas, as laranjas de Besteiros, os licores, o mel do Caramulo “O Ouro da Montanha”, as nozes, as castanhas, produtos endógenos que se destacam não só pelo seu paladar, mas também pelas suas características intrínsecas. Todos estes sabores e delícias continuam a conferir vida ao património gastronómico da nossa região.

“Os Ambientes do Ar”, situado na aldeia de Souto Bom, freguesia de Caparrosa, oferece a todos quantos o visitam, e em particular a aldeia serrana, uma visão diferente das relações do homem com a natureza. Ciente da importância da mensagem e dos objectivos que estão subjacentes ao projecto, o Município de Tondela através de um monitor, proporciona informação e documentação a todos os que visitam o núcleo de moinhos da Ribeira da Pena. Aos Sábados e Domingos da parte da tarde, os moinhos encontram-se abertos ao público, que os podem visitar e descobrir por si próprios, em ambiente familiar e descontraído.
Para instituições e grupos de pessoas devidamente identificadas que queiram fazer visitas a qualquer dia da semana, os Serviços Educativos do Museu Municipal Terras de Besteiros proporcionam acompanhamento técnico. Para isso as visitas guiadas deverão ser marcadas antecipadamente, devendo os interessados contactar o Museu Municipal Terras de Besteiros, pelo telefone 232 823400 ou através do e-mail [email protected]
Uma óptima oportunidade para um passeio cultural e ambiental pela Serra do Caramulo.


O Concelho de Tondela ainda mantém vivo o artesanato antigo, como expressão da arte local, com elevado cunho cultural e económico.
O artesanato está fortemente ligado às tradições, usos e costumes, sendo a maior representação da cultura popular das gentes de Tondela, onde se destaca o Barro Negro, a Tanoaria, a Latoaria e a Cestaria. A arte de cultivar o linho, assim como o restauro em madeira, são também uma forte actividade do nosso Concelho.
O artesanato vem assumindo um papel importante no desenvolvimento económico/turístico da Região, mantendo as tradições, assim como mantendo a preocupação de zelar pela sua preservação, inovação e desenvolvimento.

 

 

 

 
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Concelho de Torres Novas

O Castelo
" Com uma construção que remonta a épocas distantes, o castelo de Torres Novas foi uma fortaleza árabe antes do início da reconquista cristã.


O Pintor Carlos Reis
" Carlos Reis foi um pintor que captou, sobretudo, cenas da vida campestre na sua actividade quotidiana, nos seus aspectos típicos, nas suas festas e bodas."


Largo do Paço - Torres Novas
" Neste local estava edificado o paço ou palácio da família dos Almeidas, condes de Abrantes, e que veio a pertencer mais tarde aos duques de Aveiro, donatários de Torres Novas.


Ruínas Romanas de Vila Cardílio
" VILA DE CARDÍLIO chamam às ruínas romanas, porque o nome de CARDILIVM nelas aparece delineado por pequenas tesselas de mosaico, de mãos dadas com o de AVITAM, que dois bustos, de tesselas também, parecem sugerir casal feliz na não menos FELIX TVRRE.


Praça Cinco de Outubro (Santa Maria do Castelo)


Rua Maria Lamas (Tufeiras)


Rua do Montepio de Nossa Senhora da Nazaré (Babalhau)


Rua da Fábrica (Rio Frio)


Rua Artur Gonçalves (Santiago)


Rua Actriz Virgínia (Santiago)


Lapas
" Lapas deixou suas grutas que foram esconderijo ou refúgio, e veio para fora, que o ar no labirinto é húmido e os homens não são toupeiras."


Capela do Vale
" Embora se desconheça a data exacta da sua construção, admite-se que a Capela de Nossa Senhora do Vale tenha sido edificada no século VII, tornando-se por isso o mais antigo templo do concelho de Torres Novas.


Capela de Santa Ana, em Vargos
" Desce-se a VARGOS, mas Vargos não fica em baixo, senão a meia-encosta, em lugar bem aquecido pelo sol e ventilado pelo sopro que da serra vem.


Moinhos da Pena
" A Pena é aldeia na encosta da serra, com uma capelinha de três décadas e meia, recentemente reconstruída. Logo ali, o Casal da Pena, tão junto, que até a capela é de ambos."



Quinta da Torre de Santo António - Valhelhas
" A cerca de três quilómetros a nordeste de Torres Novas, mas ainda dentro do perímetro da freguesia de Santiago, ergue-se majestoso, em cabeço que domina pequeno vale, o solar da Quinta da Torre de Santo António.

(...)

(mais conteudo em breve, aqui)

 

 
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Concelho de Trancoso

Visita Guiada

Trancoso encontra-se ainda hoje rodeada de muralhas da época dinisiana, com um belo castelo medieval a coroar este majestoso conjunto fortificado.

Com os seus numerosos monumentos de arquitectura civil, religiosa e militar, constitui um dos mais expressivos Centros Históricos do país, visitado anualmente por muitos milhares de pessoas. Dentro do perímetro muralhado destacam-se, entre outros monumentos, as Igrejas paroquias de Santa Maria e São Pedro, o túmulo do Bandarra, a Igreja da Misericórdia, o Pelourinho Manuelino, a Casa do Gato Preto, o Palácio Ducal e a casa que serviu de Quartel-General a Beresford, durante as invasões franceses.

No exterior da muralha, são de destacar monumentos como o Campo da Batalha de São Marcos, a Fonte Nova, a Igreja do desaparecido Convento dos Frades, o Parque Municipal, a Capela de Santa Eufêmia, a Capela de São Bartolomeu, a Fonte da Vide, a Capela do Sr. da Calçada, a Igreja de Nossa Srª. da Fresta, o Cruzeiro do Sr. da Boa Morte, a Capela de Santa Luzia ou a Necrópole de Sepulturas Antropomórficas. As visitas guiadas para grupos devem ser solicitadas com antecedência ao posto de turismo por fax ou ofício com uma semana de antecedência. As visitas guiadas são gratuitas.

 

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Concelho de Vila de Rei

A Conhecer

Água Formosa
Integra o Programa das Aldeias do Xisto e situa-se na freguesia de Vila de Rei
É um povoado do tipo rural, situado na margem da Ribeira da Galega a qual era aproveitada, com a contrução de açudes, para funcionamento de alguns moinhos e com levadas para a rega de hortas.
Apresenta uma grande unidade construtiva, sendo as ruas estreitas permitindo apenas a circulação de pessoas ou animais. As contruções são de um ou dois pisos, com paredes resistentes de alvenaria de pedra (xisto).
Acede-se a Água Formosa a partir de Vila de Rei (rotunda da EN 2, junto aos Bombeiros) tomando a estrada para a Amêndoa. 3 km depois vira-se à direita na direcção "Ribeiros, Pereiro, Casal Novo". 5 km depois aparece o desvio para Água Formosa. A circulação na povoação só pode fazer-se a pé. Deslocando-se de carro, deixá-lo no fim da estrada, perto das primeiras casas. O regresso faz-se pelo mesmo caminho.

Centro Geodésico de Portugal
Saindo de Vila de Rei em direcção à Sertã, 1800m depois, encontrará devidamente assinalado o desvio para o Picoto da Milriça. 900m depois e encontrar-se-à no Centro Geodésico de Portugal o que significa estar no centro do país.
Com uma altitude de 600 m, este local permite ao seu visitante uma visão de 360º sobre um horizonte vastíssimo, em que se destaca a Serra da Lousã e, com tempo limpo, a Serra da Estrela - esta quase a 100 kms.
Neste local existe o Museu da Geodesia. Sala de exposição temática, pequeno auditório, loja de recordações e bar, enriquecem este espaço num local que é uma das referências do concelho.

Castro de S. Miguel
Sito no cimo da Serra da Ladeira, a cerca de 493 m de altitude e perto da ER 348, a 7 Km de Vila de Rei, é considerado um Castro Céltico da Idade do Ferro. Recinto fortificado, de traçado quadrangular irregular, cujo perímetro muralhado se apresenta quase contínuo no que se refere ao arranque dos muros em alvenaria de granito sem argamassa, sendo de destacar o troço Sudoeste com cerca de 1,80 m de espessura e cerca de 80 m de comprimento. Integra, no lado Noroeste, compartimento de planta rectangular, ligado ao troço Noroeste da muralha, com cerca de 1,50 m correspondendo talvez a possível cidadela. Apresenta construções domésticas de planta quadrada e rectangular, estes dotados de dois ou três compartimentos, em alvenaria com argamassa, concentrando-se preferencialmente no lado Sul, correspondendo a cerca de 50 casas, 10 das quais escavadas, registando-se 7 unidades intramuros e três extramuros. Cronologia: Época Neolítica - provável ocupação inicial do sítio; Época do Ferro, cerca de 350 a.C., - hipotética estruturação de castro pelos Celtas (H. Louro, 1939; E. Jalhay, 1949); Séc. I/IV - provável romanização do castro; Séc. VI/VII - continuidade da ocupação do castro, atendendo ao fragmento de fivela de centurião visigótico; 1758 - referência a vestígios de castelo antigo nesta Serra, nomeadamente a alicerces de casas ou muralhas e ainda à anterior existência de ermida dedicada a S. Miguel.
Considerado Monumento Nacional pelo Dec. n.º 37 801, DG 78 de 2/5/1950.
In “Inventário do Património Arquitectónico da D.G. dos Edifícios e Monumentos

Conheiras
As conheiras são vestígios muito importantes e visíveis existentes nas margens das ribeiras do Codes e do Zêzere, constituindo amontoados de enormes quantidades de conhos (seixos) resultantes da exploração de ouro por aluvião, presumivelmente na época romana e anteriores.
“ Na zona sul do concelho, entre a Serra da Milriça e a ribeira do Codes e, pela margem desta ribeira até ao rio Zêzere, há grandes massas de terreno de aluvião. Decerto, por isso, coube também à nossa terra um pouco da riqueza dos metais, que, no mundo antigo, tornou famosa a Lusitânia e, em geral, a Península Ibérica. Povos que nos precederem exploraram o ouro nos arredores da Vila (em zonas de quartzite) e especialmente nas ladeiras do Codes bem como nas margens e areias do Zêzere.” In “Vila de Rei e o seu concelho” de Monsenhor Dr. José Maria Félix. “Das actividades mineiras fala-nos, de uma maneira bem impressionante, o solo vilarregense. Vila de Rei foi sem dúvida um dos maiores centros mineiros da Lusitânia.”
In “Villa d'El-Rey”, de Mário Francisco Alves


Quedas de água dos Poios
Tomando a estrada para Ferreira do Zêzere, um km depois, à esquerda, encontra-se este local que a natureza dotou generosamente. É visivel a formação de um vale rochoso pelo qual se precipita, no Inverno e na Primavera, uma torrente em sucessivas cascatas cujo curso pode ser seguido, percorrendo um trilho algo difícil, que se desenvolve ao longo da encosta. Ao chegar ao final do vale em forma de garganta, encontram-se dois enormes rochedos que emprestam ao local um carácter selvagem e distante.
Zona óptima para aventureiros e para todos os que gostam de algum risco. A partir deste local existem dois estradões, um que sobe até ao lugar de Paredes, e outro que acede à estrada para Vila de Rei.

Marginal à Albufeira de Castelo do Bode
Com um total de cerca de 35 Km de margem perante a Albufeira de Castelo do Bode, encontrará vales profundos, serras altaneiras, quedas de água deslumbrantes, enormes conheiras testemunho de explorações auríferas do tempo dos romanos, aldeias típicas, praias fluviais em ambiente de eleição, gastronomia rica e tradicional, ar puro, energia positiva e simpatia das gentes.

De saída de Vila de Rei e passando as localidades de Fundada e Vilar do Ruivo, entrará na Estrada Marginal à Albufeira de Castelo de Bode em Fernandaires.

Poderá apreciar uma magnífica paisagem ao longo do percurso que o levará até ao desvio para Isna Velha, local onde poderá observar as ruínas da antiga povoação da Isna, quando o nível das águas da Albufeira está baixo. Nessa mesma estrada pode ir até à povoação de Zaboeira e comprovar a especialidade da nossa gastronomia, provando o nosso achigã.

Tem ainda diversos estradões florestais que contemplam toda a albufeira de Castelo do Bode desde a zona oeste à zona sul do Concelho.

 
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Concelho de Vila Nova da Barquinha

Castelo de Almourol
É um Castelo de Sonho. Fortaleza reconstruída por Gualdim Pais, mestre da Ordem dos Templários, em 1171, é o Ex-libris do Concelho de Vila Nova da Barquinha. Cercado pelas águas do rio Tejo, destaca-se num maciço granítico de uma ilhota do Tejo, entre Vila Nova da Barquinha e a freguesia da Praia do Ribatejo. A singular localização do Castelo torna-o um dos mais bonitos monumentos do país, tendo sido considerado Monumento Nacional em 1910.

Visitas ao Castelo de Almourol
Partidas de Tancos
Localização GPS: 08º23’56,552’’W – 39º27’31,494’’N
Passeio Fluvial com embarque no Cais D'El Rei, em Tancos, com paragem para visita à ilha e ao monumento nacional, e regresso a Tancos.
Embarcação de recreio com capacidade para 50 pessoas.

Horários:
Novembro a Março - 10h às 17h
Abril a Outubro - 10h às 19h
Segunda a sexta-feira (só com marcação prévia)
Fim-de-semana (partidas de hora a hora)

Preços:
2,5€ por pessoa
2€ por pessoa para grupos com marcação prévia

Reservas e informações:
Junta de Freguesia de Tancos
Tel/Fax: 249712094 | Telm. 962625678
E-mail: [email protected]

Partidas junto ao Castelo
Localização GPS: 08º23’02,301’’W – 39º27’43,126’’N
2 Embarcações com capacidade para 20 pessoas.

Horários:
Novembro a Março - 10h às 17h
Abril a Outubro - 10h às 19h
Todos os dias

Preço:
1,50€ por pessoa


Horário do Castelo
Abertura – 10h00 (Janeiro a Dezembro)
Fecho – 17h30 (Novembro a Março), 19h30 (Abril a Outubro)

 

Igreja Matriz de Atalaia
Um dos mais belos exemplares da arquitectura renascentista em Portugal, possui no seu interior azulejos de grande efeito artístico do século XVII e um tesouro de arte sacra representado pelo cálice do Século XVI, em prata dourada. Este edifício do século XVI é considerado Monumento Nacional desde 1926, sendo um local que vale a pena visitar.

Igreja Matriz de Tancos
Dedicada a N. ª Sr. ª da Conceição, foi construída no século XVI, possuindo uma ampla abóbada de caixotões e azulejos do século XVII e retábulo de talha maneirista, enquadrando pinturas da época. Enquadra-se num cenário de encanto, tendo o Tejo e o Castelo de Almourol como "pano de fundo". É considerada monumento de interesse público.

Tancos, Vila Florida
Situada na margem direita do Rio Tejo, Tancos tem uma beleza e graça naturais. É considerada uma das vilas mais floridas da Europa, tendo conquistado em 1999 uma Medalha de Bronze no Concurso Europeu de Vilas Floridas. A zona ribeirinha e o cais enquadram-se num cenário paisagístico ímpar.


Barquinha Parque
É o grande espaço de lazer, recreio e turismo do concelho e da região. Ocupa uma área de cerca de 7 hectares, onde existem equipamentos desportivos, espaços lúdicos para as crianças e percursos ribeirinhos, tudo enquadrado numa área de prado natural a escassos metros do Rio Tejo.


Praça de Touros de Vila Nova da Barquinha
É a segunda mais antiga de Portugal. Foi construída no Século XIX, no ano de 1853, sendo palco de várias Corridas de Touros realizadas anualmente. Situa-se junto à Estação de Caminhos-de-ferro de Vila Nova da Barquinha.


Centro de Interpretação de Arqueologia do Alto Ribatejo
É a única infra-estrutura do género em Portugal. Situado no Largo do Chafariz, em Vila Nova da Barquinha, este espaço destinado à população jovem e estudantil dispõe de uma exposição permanente, onde está representado o espólio arqueológico do Ribatejo Norte.

 
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Concelho de Vila Nova de Paiva

Turismo Ambiental

:: Parque Botânico Arbutus do Demo

É um dos projectos emblemáticos do concelho de Vila Nova de Paiva e, seguramente, um dos mais importantes e significativos entre os desenvolvidos nas últimas décadas. Sobretudo pelo seu carácter pluridisciplinar, abrangendo as áreas do ambiente, do lazer, do turismo, da cultura e até da ciência.

O Parque, onde se encontra reunido mais de um milhar de diferentes espécies botânicas, dispostas por famílias, usos etnobotânicos e industriais, propriedades medicinais e características aromáticas.está instalado nos terrenos do antigo Viveiro Florestal de Queiriga. Do abandono passou-se à reabilitação, em resultado de uma parceria no âmbito do Programa Interreg III B Sudoe, em que participam o Município de Vila Nova de Paiva e os promotores Beirambiente (Guarda), Espanha (Burgos) e França (Chaise Dieu).

Um espaço onde podem ser admiradas desde as pequenas briófitas às gigantescas Sequoia sempervirens, numa notável harmonia estética e ambiental.
O Arbutus do Demo foi pensado e criado para responder de uma forma integrada, moderna e arrojada à procura de espaços de encontro entre motivos étnicos e técnicas artesanais.
A estratégia assenta na reconstrução fiel da paisagem natural e antropogénica das terras altas do Paiva, num projecto de recuperação em que foi desejado e possível modernizar infra-estruturas no respeito pela história e passado do espaço, mantendo o sistema de águas residuais e de rega, as edificações originais e a estrutura arbórea.

A presença de uma linha de água com plantas autóctones, de um prado de aluvião natural e de um pequeno lago onde as espécies animais ripícolas se associem, asseguram alguns dos pólos de interesse do parque.
O visitante encontra ainda algumas estruturas de apoio, desde uma sala de interpretação audiovisual, a um pequeno parque infantil, parque de merendas, cais para pesca e um parque astronómico.
O pastoreio e a apicultura são actividades a desenvolver no âmbito do Parque e, com o objectivo bem definido de conferir maior visibilidade ao espaço e dinamizar a actividade dos artesãos locais, está prevista a produção e comercialização, na forma de merchandising, de produtos endógenos derivados da transformação de plantas, cogumelos e mel.




:: Rio Paiva

O Rio Paiva nasce na Serra de Leomil e atravessa o concelho de Vila Nova de Paiva na orientação E-O, e vai desaguar ao Vouga, no limite do concelho, um pouco acima da Lousadela.
O principal afluente do Paiva dentro do concelho é o rio Covo, formado por 4 ribeiros que descem da Nave. Passa na Póvoa, Cerdeira, Touro e Vila Cova à Coelheira, indo desaguar no Paiva a poente de Fráguas.


:: Praias Fluviais

Banhado pelos Rios Vouga, Paiva, Côvo e Mau, o Concelho de Vila Nova de Paiva tem nas suas linhas de água uma enorme fonte de riqueza, paisagística, e económica, com impacto significativo nas áreas do lazer e do turismo.

Ao longo dos cursos de água existem diversas áreas vocacionadas para o lazer, nomeadamente as praias fluviais.

Quinta da Azenha
Existe uma pequena represa que proporciona condições para banho nas águas “menos poluídas da Europa”, as do rio Paiva. Na margem direita, o Clube de Caça e Pesca de Vila Nova de Paiva, desenvolveu um espaço de lazer propício a encontros familiares.

Praia Fluvial de Fráguas
Foi recentemente objecto de melhoramentos na área envolvente e é uma das mais frequentadas na Região. Uma atmosfera aprazível e calma. Na margem direita encontra-se o núcleo urbano histórico, a esquerda quase confina com a serra, daí os declives acentuados que a tornam ainda mais sedutora.

Praia Fluvial/Parque Urbano do Touro
Uma aposta da Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva, não só na criação de uma área de lazer mas também na reabilitação de toda a zona central da povoação do Touro. Criou-se uma zona de banhos e na área envolvente surgiram espaços de lazer, adequados ao repouso, à confraternização e à prática desportiva.social.

Praia Fluvial do rio Côvo
Localiza-se em Vila Cova à Coelheira. É uma área relativamente plana, atravessada pelo rio Covo e com uma pequena ponte de pedra. No local há três azenhas com os respectivos canais de transporte de água.

 

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Concelho de Vila Velha de Ródão

Património

Castelo de Ródão e Senhora do Castelo

Valorização da área envolvente ao Castelo de Ródão e da Capela Nossa Sra do Castelo
Câmara Municipal continuando o esforço em melhorar os espaços existentes, apostou na valorização da área envolvente ao Castelo de Ródão e da Capela Nossa Sra do Castelo. Assim, restaurou todo o património histórico existente e, igualmente, tirou partido das potencialidades naturais e paisagísticos do local. Da intervenção resultaram melhores acessos; uma área de recepção com estacionamento para 8 a 10 viaturas; um adro pavimentado com pedra da região; um miradouro natural sob a forma de plataforma arrelvada; uma zona de merendas prevendo instalações sanitárias, mobiliário apropriado e recolha de lixo; uma rampa de acesso ao Castelo; um recinto muralhado destinado à recepção de visitantes; zonas de circulação viária e pedonal; uma estrutura metálica a sul do recinto muralhado que funciona como miradouro e um caminho em torno da muralha até ao miradouro.
Neste momento toda esta zona histórica está em óptimas condições de ser visitada tratando-se de um óptimo cartão de visita do concelho de Vila Velha de Ródão.

História
Este conjunto patrimonial é composto por uma torre-atalaia, de forma quadrangular, erguida provavelmente pelos Templários e, a cerca de 150 metros, um templo rústico erguido em honra de Nossa Senhora do Castelo, cujo interior tem sido devastado pelos sucessivos roubos que sofreu. Este conjunto foi classificado em 1990 como Imóvel de Interesse Público.


Aldeia do Xisto - Foz do Cobrão

O “Programa das Aldeias do Xisto” é um “projecto âncora” da Acção Integrada de Base Territorial (AIBT) do Pinhal Interior, que contempla 23 aldeias, onde a matéria de requalificação de infra-estruturas, a requalificação de espaços públicos, a recuperação de imóveis públicos e a de imóveis privados está sempre patente.
As aldeias indicadas e que estão dentificadas como beneficiárias do Programa das Aldeias de Xisto (PAX) espalhadas por 13 concelhos do Pinhal Interior são – Arganil, Castelo Branco, Fundão, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Oleiros, Pampilhosa da Serra, Penela, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei e Vila Velha de Ródão.
A candidatura destas aldeias ao programa e aos seus fundos foi promovida pelas respectivas câmaras municipais, através da elaboração de “Planos de Aldeia”. Trata-se de um documento de trabalho que traduz um estudo aprofundado da aldeia, da sua envolvente e a população. Mas o ponto fulcral de todas as intervenções está centrado nas pessoas, isto é, há uma estratégia de desenvolvimento que, embora prioritariamente alicerçada no aproveitamento turístico do território, tem como meta final a melhoria das condições de vida das populações residentes, criando emprego e qualificado os recursos humanos de forma a permitir o surgimento de uma nova base económica.
Assim, as intervenções em curso nestas aldeias pretendem melhorar a qualidade de vida dos seus residentes, conservar a aldeia como um património cultural e promover as actividades económicas (unidades de alojamento ou de restauração, comércio de produtos locais, animação turística).
O programa é basicamente um aproveitamento das condições naturais ímpares de cada localidade.


Pelourinho

Atribuível ao estilo manuelino do sec. XVI, é o único testemunho da autonomia municipal naquele período. Esculpido em granito é constituído por um fuste redondo sobre uma base quadrada, em três degraus, encimado por um corpo constituído por um prisma e uma pirâmide irregular, ambos quadrangulares, que têm esculpidas nas quatro faces a cruz de Cristo, a esfera armilar,o escudo das armas reais e o brasão local. Foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 1933.


Igreja Matriz de Vila Velha de Ródão

É um edifício de planta rectangular, com torre sineira acoplada na fachada. Encontra-se actualmente rebocada e guarnecida de lambril de granito. Apresenta esculpida na pedra do fecho do arco da porta principal a data de 1595. Pertenceu à Ordem do Templo, passando para a Ordem de Cristo até aos inícios do sec. XVIII.
Em frente existe um repousante largo com laranjeiras, enriquecido recentemente com um busto do pintor Manuel Cargaleiro, da autoria do escultor Francisco Simões, e painéis de azulejos do consagrado ceramista natural deste concelho.


Capela da Senhora da Alagada

Situa-se junto ao rio, num pequeno monte, e o seu nome fica a dever-se ao facto de, segundo a tradição oral, durante uma grande cheia a sua imagem ter sido encontrada dentro de uma caixa, no local onde depois lhe foi edificada a ermida. Em sua honra realiza-se uma festa anual no 4º fim-de-semana de Agosto.
Circunda este santuário um secular olival, autêntico prodígio da natureza.


Igreja Matriz de Fratel

Templo quinhentista, renovado no século XVIII, onde se destacam o altar-mor e a imagem de Santa Bárbara . Na fachada principal, sobre o portal com arco de volta perfeita, aplicou-se uma moldura triangular de estuque, com painel figurativo de azulejos alusivo ao orago, São Pedro.


Igreja Matriz de Sarnadas

Caracteriza-se pelo contraste entre a superfície branca das paredes e as molduras em granito. O altar-mor é revestido de talha dourada, tem quatro colunas, folhagens e concheados como é comum no século XVIII. O seu orago é S. Sebastião.
Foi recentemente modernizada.


Ermida de Nossa Senhora dos Remédios

Ermida rural constituída por uma capela do tipo quinhentista, um edifício formado por quatro casas em banda com entradas independentes e três construções recentes: um altar exterior, um anexo e instalações sanitárias. A capela possui um nártex na fachada principal e dois na lateral esquerda. Do lado esquerdo do nártex existe uma fonte de mergulho e, adossado ao seu flanco direito, um pequeno campanário de cantaria com juntas caiadas.


Ponte do Cobre

Monumento construído em xisto, com cerca de 42 m de comprimento, constituído por três arcos centrais maiores e dois outros nos extremos, ligeiramente inclinados. Esta ponte, que se encontra em razoável estado de conservação, terá sido importante no contexto de uma rede viária regional da época medieval.

 

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Concelho de Viseu

HISTÓRIA

As origens de Viseu antiga e nobilíssima cidade, perdem-se nas brumas do tempo. Aqui estanciaram homens das Idades remotas da pré-história e conviveram Celtas e Lusitanos: aqui se fixaram os Romanos em séculos de prosperidade e paz e por aqui passaram com maior ou menor detença hordas dos povos invasores: Suevos, Godos e Muçulmanos...

No tempo dos Suevos, em meados do século VI, já Viseu tinha os seus bispos, sufragâneos de Braga. Mais tarde, porém, com a chegada dos Muçulmanos e a derrocada do reino visigodo, o receio das violências dos infiéis obrigou-os a tomar o caminho do exílio e a refugiar-se nas longínquas montanhas das Astúrias. Seguiu-se um longo período nebuloso e trágico, raramente clareado por breves lampejos de paz.

Mudando frequentemente de mãos, ora em poder de cristãos, ora de maometanos, apenas no ano 1058 a cidade de Viseu, graças à arremetida vitoriosa de Fernando Magno, rei de Leão, logrou recuperar, definitivamente, a sua liberdade. Mas tão desmantelada ficou , foram tão fundas as feridas da rude ofensiva leonesa, que somente em 1147/1148- cem anos após a reconquista...- estava a Diocese em condições de sustentar bispo próprio. Durante tão longo interregno pontifical, foi a Dioceses governada pelos Bispos de Coimbra, por intermédio de Priores, o mais célebre dos quais, pelas suas virtudes foi S. Teotónio, patrono actual da Cidade.

Afastado para longe o perigo das razias mauritanas, pôde a população, enfim radicar-se sem sobressaltos e a Cidade refazer-se das cicatrizes e prosperar, de tal modo que, segundo Jaime Cortesão, foi Viseu um desses velhos centros urbanos que " rapidamente recuperaram o brilho transitoriamente perdido ou recrudesceram em actividade e diferenciação social ". Foram mais de três séculos de paz laboriosa e fecunda, brutalmente quebrada por fim, após 1383, quando, morto El-rei D. Fernando, o rei de Castela tentou fazer valer, pela força das armas, os seus direitos ao trono de Portugal. Então por ter seguido o partido do Mestre de Avis, passou Viseu a ser um dos alvos preferidos dos " corredores " castelhanos: mais de uma vez saqueada e queimada, a população escapou por milagre à chacina, barricando-se na Sé.

Cidade indefesa, à mercê da senha de Castela, foi assim das terras portuguesas que mais sofreram, para que Portugal continuasse livre...Mas teimou em sobreviver: qual nova " fénix " ressurgiu das próprias cinzas, mal começava a despertar no horizonte a alvorada de concórdia entre as duas nações peninsulares. Depois, ao longo da gesta heróica de quinhentos e seiscentos jamais a sua gente deixa de estar presente nos momentos mais altos da vida da nação: foi a Ceuta e Tânger, ao Brasil e à Índia...foi aos confins do Globo, mercadejar, combater, missionar...

Protegida por uma cinta de muralhas, servida por sete portas, a cidade desenvolveu-se como nunca, alindou-se. Levantou as abóbadas da Catedral, chamou Grão Vasco para seu vizinho e, orgulhosa de si, mandou esculpir nos portais, nas janelas e nas cornijas das suas casas em custosos e artísticos lavores, os sinais da sua prosperidade. É por isso que a cidade de Viseu pode justamente orgulhar-se de possuir, ainda hoje, um dos mais belos conjuntos do País, de casas, portais e janelas dos estilo gótico e manuelino, dispersos um pouco por todos os recantos, sobretudo nas típicas ruazinhas aconchegadas à Catedral.

O sol da glória, todavia, sumia-se rápido no ocaso, ao soar a hora fatal de Alcácer Quibir. A Nação decaída, prostrada, sem rei, sem honra, nem sombra seria daquilo que fora... Parecia morta, parecia perdida...eis, porém, rapidamente se ergue, bem viva e desperta ao clangor das aleluias de 1 de Dezembro de 1640. Luta e vence e de novo se levanta na aventura, agora nas florestas, nos sertões e montanhas dos confins do Brasil. Lá vêm outra vez as naus carregadas, não de especiarias da Índia, como outrora, mas de ouro e pedrarias raras das terras de Vera Cruz. Vêm a abarrotar de riquezas para El-rei D. João V...

Uma febre alta de renovação iria agora contagiar o País de lés-a-lés. Os artífices dos mais variados mesteres não terão mais os braços ociosos, insistentemente requeridos aqui e ali, presos aos seus compromissos. Capelas, igrejas, fontanários e velhos solares musguentos e bisonhos, alguns do tempo dos afonsinhos...tudo se refez ao impulso do novo estilo, com janelas de molduras e aventais lavrados, amplos salões luminosos, fortes cornijas onde antes, urnas e pináculos esquisitos implantados nos cunhais, gordas pedras de armas arrogantes, pesadamente coroadas... As irmandades e confrarias , à compita, erguem novos templos aos seus Santos patronos ou levantam-lhes retábulos de talha " à romana " , dourados de " ouro subido ". Pintam-se tectos à " bacarela ", em perspectivas audaciosas e enchem-se de lumes os autos tronos das igrejas onde se expõe o Santíssimo... Enfim, mais do que um estilo de arte religiosa ou profana, foi o Barroco um autêntico estilo de vida; estilo de vida que Viseu então adoptou também, cuidadosamente, de tal modo que a cidade profundamente marcada pelo dinamismo setecentista, ainda hoje conserva um " ar " barroco.

Todavia, cidade de existência mais que milenária, não podia deixar de reflectir no seu rosto vetusto o testemunho da passagem das sucessivas gerações. E eles aí estão, de facto, tais testemunhos: monumentos artísticos de todas as idades, felizmente poupados ao impiedoso desgaste dos séculos e à indiferença resultante dos Homens.

 

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Distrito de Viseu
     
ABRANTES MAÇÃO SARDOAL
AGUIAR DA BEIRA MANGUALDE SÁTÃO
ALCANENA MANTEIGAS SEIA
ALMEIDA MEDA SERNANCELHE
BELMONTE MOIMENTA DA BEIRA SERTÃ
CARREGAL DO SAL MORTÁGUA TÁBUA
CASTELO BRANCO NELAS TAROUCA
CASTRO DAIRE OLEIROS TOMAR
CELORICO DA BEIRA OLIVEIRA HOSPITAL TONDELA
CONSTANCIA OLIVEIRA DE FRADES TORRES NOVAS
COVILHÃ PAMPILHOSA SERRA TRANCOSO
ENTRONCAMENTO PENALVA DO CASTELO VILA DE REI
FERREIRA DO ZEZERE PENAMACOR VILA N. BARQUINHA
FIGUEIRA C. RODRIGO PENEDONO VILA NOVA DE PAIVA
FORNOS ALGODRES PINHEL VILA VELHA RÓDÃO
FUNDÃO PROENÇA-A-NOVA VISEU
GOUVEIA SABUGAL VOUZELA
GUARDA SANTA COMBA DÃO  
IDANHA-A-NOVA SÃO PEDRO DO SUL  
Concelho de Vouzela

NATUREZA

O verde exuberante de que se veste o concelho é feito de arvoredos de folha caduca, castanheiros e carvalhos e da dominância do pinheiro bravo e do eucalipto. No que respeita à vegetação arbórea proliferam, entre outros arbustos, o tojo, a carqueja e as urzes. À frondosa vegetação associam-se inúmeros ribeiros e regatos, de maior ou menor dimensão, que quase sempre desaguam nos dois maiores rios que correm no concelho: o Vouga e o Alfusqueiro.

Reserva Botânica de Cambarinho
O património natural do concelho é enriquecido pela Reserva Botânica de Cambarinho, onde floresce a maior concentração maciça de Loendros do país.
Devido ao seu valor científico, educativo, turístico e paisagístico, os Loendros foram a 15 de Fevereiro de 1938 classificados com espécie de interesse público, através do Decreto Lei n.º 28468. No entanto, visto esta classificação não garantir a sua protecção foi posteriormente toda a área elevada à categoria de Reserva Botânica Integral, através do Decreto Lei n.º 364/71 de 25 de Agosto.
Recentemente viu a sua importância reconhecida já que faz parte da Lista Nacional de Sítios da Rede Natura 2000 (2.ª fase).
Para quem quer desfrutar de toda a exuberância deste arbusto protegido, a melhor altura será o mês de Maio, quando este se encontra no auge da sua floração, transformando as linhas de água em autênticas passadeiras arroxeadas

Mata da Penoita
A mata da Penoita representa um dos valores naturais de maior interesse do concelho de Vouzela. Espécies exóticas e autóctones combinam-se na perfeição e formam um conjunto de uma beleza ímpar.
Aqui, preserva-se uma extensa zona de folhosas, representada por inúmeros carvalhos, castanheiros e bétulas, constituindo um ecossistema de elevada importância em termos conservacionistas.
Na Primavera e Verão, a frescura desta mata torna-a um destino ideal para aqueles que pretendem passar um dia em perfeito contacto com a natureza. A existência de zonas de lazer, parques de merendas e um percurso pedestre (PR4 – Trilho da Penoita), reforçam a sua atractividade.
Em qualquer altura do ano será, com toda a certeza, um passeio do qual não se irá arrepender.

Os Rios
A Serra do Caramulo é drenada por diversos cursos de água. De todos eles, assumem particular importância os rios Couto, Alfusqueiro, Alcofra e Zela.
Irá surpreender-se com a beleza agreste e pureza destes cursos de água que em conjunto com a flora, formam quadros de beleza inigualável.
O excelente estado de conservação destes, proporciona um habitat propício para inúmeras espécies que, dada a degradação geral dos rios, começam a ficar seriamente ameaçadas. É de salientar a presença do lagarto-de-água (Lacerta shreiberi), da salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica), da lontra (Lutra lutra), da toupeira-de-água (Galemys pyrenaicus), do melro-de-água (Cinclus cinclus) e do guarda-rios (Alcedo atthis).

A Serra
Os fortes declives e os imensos blocos graníticos caracterizam esta magnífica paisagem natural, em plena Serra do Caramulo.
Entre estas rochas de diferentes tamanhos e formas, esculpidas pelo forte processo de erosão, sobrevive uma vegetação rasteira constituída pelas urzes, tojo ou a carqueja que, na altura da floração, alegram esta paisagem tão agreste, pintando-a de várias tonalidades.
O seu isolamento permite a sobrevivência de uma grande variedade de seres vivos, com especial referência para a avifauna, onde se destacam espécies como o tartaranhão-caçador (Circus pygargus) e a águia-de-asa-redonda. A presença da víbora-cornuda também está confirmada neste habitat.

Flora
Uma série de espécies florísticas encontraram nesta zona o seu refúgio, das quais se destaca, o Loendro (Rhododendron ponticum ssp. baeticum) que representa a espécie mais emblemática deste concelho.
Nas espécies arbóreas ainda são frequentes manchas de Carvalho negral (Quercus pyrenaica), carvalho alvarinho (Quercus rubor), castanheiro (Castanea sativa), medronheiro (Arbutus unedo), Azevinho (Ilex aquifolium) e vidoeiro (Betula pubescens), que se combinam e formam magníficos bosques.
Junto às linhas de água as margens compõem-se com diversos exemplares de Sabugueiro (Sambucus nigra), Sanguinho (Frangula alnus), Salgueiro (Salix salvifolia), Pilriteiro (Crataegus monogyna), Amieiro (Almus glutinosa), freixo (Fraxinus augustifolia). Entre as espécies arbustivas, o predomínio recai sobre o rosmaninho, a giesta, o tojo e a carqueja.

Fauna
A riqueza da fauna deve muito à diversidade de ecossistemas que aqui se preservam – bosques, charcos, montanha, rios e prados. Associados a eles podemos encontrar muitas espécies, umas comuns, outras raras ou até mesmo em vias de extinção, das quais se destacam:

Nas aves: melro-d'água (Cinclus cinclus), tartaranhão-caçador (Circus pygargus), morcego-de-ferradura-grande (Rhinolophus ferrumequinum), Pica-pau-malhado-grande (Dendrocopus major), pica-pau-verde (Picus viridis), gavião (Accipiter nisus), guarda-rios (Alcedo atthis).

Nos anfíbios: salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica), rã-ibérica (Rana iberica), tritão-marmorado (Triturus marmoratus), rela-comum (Hyla arborea), tritão-de-ventre-laranja (Triturus boscai), rã-de-focinho-pontiagudo (Discoglossus galganoi).

Nos répteis: lagarto-de-água (Lacerta schreiberi), lagartixa-ibérica (Podarcis hispanica), víbora cornuda (Vipera latastei), cobra-de-pernas-de-três-dedos (Chalcides striatus).

Nos mamíferos: Gineta (Genetta genetta), doninha (Mustela nivalis), esquilo (Sciurus vulgaris), raposa (Vulpes vulpes), javali (Sus scrofa), lontra (Lutra lutra), rato-dos-bosques (Apodemus sylvaticus).

 
 
 
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