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Concelho
de Angra do Heroismo
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Angra
do Heroísmo, sede do bispado desde 1534, ano em que foi
elevada a cidade, está situada a sul da Ilha Terceira junto
da pequena baía que lhe deu o nome. A situação geográfica da ilha, a sua forma
arredondada, facilitando as comunicações entre
todos os pontos da sua periferia, a riqueza do solo, abundante
em pastagens para criação de gados e aptidão
para outras culturas, a relativa segurança na baía,
fizeram de Angra o porto militar dos Açores, onde as armadas
da Índia se reabasteciam na volta e que navios de outras
proveniências demandavam com intuitos comerciais. Nestas
condições rápido foi o desenvolvimento do
pequeno burgo que era Vila desde 1474. Poucas cidades portuguesas têm desempenhado tão
importante papel na história nacional como Angra, que
exerceu uma acção decisiva nos destinos do país.
A sua heróica resistência ao domínio castelhano,
a sua fidelidade ao partido de D. António Prior do Crato,
que nela estabeleceu o seu governo desde 5 de Agosto de 1580
a 6 de Agosto de 1582, a forma como expulsou os espanhóis
em 1641, valeram-lhe o título de sempre leal cidade, que
D. João IV lhe conferiu. Mais tarde residência de D. Afonso VI, preso no Castelo
de São João Baptista do Monte Brasil de 21 de Junho
de 1669 a 30 de Agosto de 1684, capital da província,
sede do governo geral e residência dos capitães
generais, por decreto de 30 de Agosto de 1766, sede da Academia
Militar de 1810 a 1832, Angra foi o centro e a alma do movimento
liberal. Tendo abraçado a causa do constitucionalismo nela se
estabeleceu em 1828 a Junta Provisória, em nome da Rainha
D. Maria II. É nomeada a capital do reino por Decreto
de 15 de Março de 1830. Em Angra organizou D. Pedro IV
a expedição ao Mindelo e promulgou alguns dos mais
importantes decretos do novo regime, como o que criou novas atribuições às
Câmaras Municipais, o que organizou o exército,
o que aboliu as sisas e outros impostos, o que extinguiu os morgados
e capelas e o que proclamou a liberdade de ensino. Para galardoar tantos e tão assinalados serviços,
o decreto de 12 de Janeiro de 1837, conferiu à cidade
o título de mui nobre, leal e sempre constante cidade
de Angra do Heroísmo e condecorou-a com a Grã-Cruz
da Torre e Espada. A associação de Angra aos descobrimentos
marítimos dos sécs. XV e XVI através do
seu porto, que foi escala obrigatória das frotas de África
e das Índias, e de ser um exemplo da criação
de uma cidade ligada à função marítima,
levou a UNESCO a inscrever, a 7 de Dezembro 1983, Angra do Heroísmo
na lista do Património Mundial. A cidade resistiu ao grande sismo que a abalou em 1980, mantendo
a traça da sua planta do século XV e a arquitectura
dos seus monumentos e edifícios.
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Concelho
de Calheta
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História
A vila da Calheta é uma das mais antigas povoações
da ilha de São Jorge, depois da sua fundação
em 1483 rapidamente cresceu graças a possuir um porto que
lhe facilitava bastante a comunicação com a ilha Terceira,
próxima.
Vista parcial da Calheta, ilha de São Jorge.Foi elevada
a vila em 3 de Junho de 1534, por carta régia de D. João
III. (Arquivo dos Açores, Vol. V, pág. 141) A 12
de Maio de 1718, autorização da fundação
do convento da vila da Calheta. Em 1732, tem início da reedificação
da sua Igreja Matriz.
É sede de um município com 126,51 km² de área
e 4 069 habitantes (2001), subdividido em 5 freguesias. O concelho é limitado
a noroeste pelo concelho de Velas, sendo banhado pelo Oceano Atlântico
em todas as outras direcções.
O seu núcleo populacional à medida que foi crescendo
foi também irradiando para as localidades próximas;
foi o caso da Fajã Grande, Ribeira Seca, Relvinha, Biscoitos
e Norte Pequeno. O seu crescimento justificou que no ano de 1534
fosse desanexada do Concelho de Velas e elevada a Vila.
Interior da Baía da Calheta, Vila da Calheta, ilha de São
Jorge.Ao longo da sua história esta localidade foi por diversas
vezes atacada e saqueada por piratas e corsários. Só no
ano de 1597 a população conseguir repelir um ataque,
chegando ao ponto de se apoderarem da bandeira dos piratas.
Arrasada pelo grande terramoto de 9 de Julho de 1757, que ficou
conhecido na história como o Mandado de Deus ao que "ficou
sem casa onde se recolhesse o Santíssimo Sacramento",
foi atingida em 1945, a 4 de Outubro, por grande Levante do Mar.
Falésias da Costa norte da ilha de São Jorge junto à Vila
da Calheta, ilha de São Jorge.Esta vila possui monumentos
e edifícios de interesse público e arquitectónico,
seja pela arquitectura utilizada seja pela sua imponência
ou características próprias. Exemplo deste caso é a
Igreja de Santa Catarina cuja construção é posterior
a 1639, pois a 8 de Janeiro desse ano, um grande incêndio
destruiu a primeira que remontava ao século XVI.
O desenvolvimento humano da localidade foi progredindo ao longo
dos séculos. Sendo que uma das maiores manifestações
populares organizativas são as filarmónicas que existem
desde 1868. Além dos recentes festivais musicais organizados
pela Câmara Municipal da Calheta e as actividades desenvolvidas
pela Escola de Ensino Complementar "Padre Manuel de Azevedo
da Cunha".
Vista parcial da Igreja da Calheta, ilha de São Jorge.Duas
unidades fabris destinadas à transformação
do Atum, uma das quais, localizada na Fajã Grande e outra
próxima do Porto da Calheta trouxeram um surto económico à localidade.
Com a queda da quantidade de pescado no Atlântico a actividade
destas unidades foi suspensa. A Fabrica localizada junto ao Porto
da Calheta e que se enquadra numa excelente baía deverá ser
convertida numa estalagem com vista a apoiar o desenvolvimento
do sector do turismo.
Em tempos idos no Porto da Calheta chagaram a ser construídos
navios que faziam a rota de Gibraltar e da América do Norte.
A primeira plataforma portuária digna deste nome e que substituiu
o pequeno cais então existente foi construído em
1755, no entanto só lhe foi colocado um farolim de sinalização
em 1873.
Antiga fabrica de conservas na Baía da Calheta para onde
está projectado um hotel, ilha de São Jorge.Nesta
localidade existem vários balcões bancários
e comerciais. Em 1980 foi fundado pela população
a Corporação de Bombeiros Voluntários que
juntamente como a Irmandade da Santa Casa da Misericórdia
da Calheta prestam apoio social a doentes e necessitados.
Junto à Igreja de Santa Catarina foi construído
um Império do Divino Espírito Santo, as instalações
da Junta de Freguesia e, um pouco mais afastado, o jardim com o
palanque para a música e o busto do maestro Francisco de
Lacerda.
Facto curioso e histórico foi construído em lugar
alto, destacado e bastante visível a partir do mar, sobre
a vila da Calheta uma forca que durou até 1666. Nunca foi
utilizada como tal. Esta forca tinha por finalidade servir de aviso à ameaça
representada pelos piratas e corsários que se aproximassem
da povoação.
Nesta vila existe ainda uma igreja dedicada à evocação
de Santo António que se encontra na Rua de Baixo, estrada
de ligação com a Ribeira Seca. Igreja de Santo António
foi concluída em 1816. é ainda de mencionar nesta
vila um fontanário cuja construção recua a
1878.
Esta localidade tem um Parque de Campismo que foi Inaugurado no
dia 3 de Julho de 1993. A sua localização foi pensada
de forma aproveitar as características excepcionais do local
que o transformou num ponto privilegiado para o lazer e prática
da natação e pesca. Encontra-se próximo da
costa, junto às Poças de Vicente Dias e à Baía
de Simão Dias.
in: wikipedia
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Concelho
do Corvo
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O "Caldeirão": Uma enorme cratera do extinto
vulcão que deu origem à ilha coberta com uma lagoa
de onde emergem pequenas ilhotas.
Muito interessante será uma viagem à volta da Ilha
onde poderá apreciar a ponta do Marco (formações
rochosas de origem basáltica que "lembram" a imagem
de um cavaleiro sentado no seu cavalo).
Vila do Corvo
Moinhos de Vento: Conjunto de três moinhos de vento, situados
a Sul da Vila, junto ao Porto Novo.
Igreja de Nª Srª dos Milagres: Construção
datada de 1795, nela se encontra a imagem da padroeira da Ilha,
Nossa Senhora dos Milagres, Uma imagem valiosa, cuja origem remonta
ao principio do séc. XVI, e uma escultura flamenga de Malines.
Covas de Junça: Utilizadas para armazenamento de cereais,
junto à Delegação do Posto Marítimo.
Miradouro do Portão: Local de onde se obtém uma
vista sobre toda a Vila
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Concelho
da Horta
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(informação
em breve)
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Concelho
da Lagoa
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Locais
de Interesse
O Concelho de Lagoa proporciona aos amantes
da natureza uma excelente oferta paisagística, constituindo no seu todo,
um óptimo cartão de visita, impressionando todos
os que por aqui passam.
O ex-libris turístico do Concelho é constituído
pelo lugar da Caloura. Vinhedos entre muros de pedra negra, o
típico porto protegido pela alta falésia de rochas
vulcânicas e o conventinho caiado de branco, fazem as delícias
dos seus visitantes. Não se trata de uma praia, mas sim
de um porto, com uma piscina natural e vários acessos
ao mar por escadas e cobiçada pelas suas águas
límpidas. O fundo do mar é coberto por cascalho
e alguma areia. Mesmo ao lado existe um pequeno porto de pesca
artesanal, com uma moderna rampa de varagem e câmara frigorífica
e apresenta sempre um aspecto muito limpo, por se tratar de uma
obra recente. Nesta zona, existe um bar com esplanada, que serve
refeições, e dois balneários.
Beneficiando
de um microclima favorável, a Caloura é um
lugar de veraneio muito procurado. Oferece a oportunidade de
um refrescante banho de mar nas águas transparentes do
seu porto, galardoadas com o Programa Bandeira Azul. Daí ser
considerada um paraíso junto ao mar.
O acesso é feito por uma estrada regional, tendo estacionamento
com capacidade para 100 veículos. Aqui, realizam-se diversas
actividades culturais durante o ano, sendo a mais relevante a
Festa do Pescador, que atrai milhares de forasteiros à Caloura.
Esta festa inclui festival de folclore e várias actividades
náuticas.
O serviço de apoio no Porto da Caloura é composto
por um nadador salvador e um vigilante, diversos equipamentos
de salvamento, um pequeno porto com rampa de acesso para actividades
náuticas (barcos e motas), contentores e papeleiras
de lixo.
Ainda em Água de Pau, no Pico da Figueira, temos o Miradouro
do Monte Santo, onde se pode desfrutar de um belíssimo
panorama das redondezas. Mais acima, na Estrada Regional entre
esta Vila e a freguesia da Ribeira Chã, encontra-se o
Miradouro do Pisão, que oferece uma linda panorâmica
sobre a região da Caloura e a costa sul da ilha de São
Miguel.
Em Água de Pau, pode ainda passar pelo Jardim dos Anjos.
Inicialmente construído nos anos sessenta, este tem passado
por diversas remodelações, tendo sido a última
em 1991. Situa-se em frente à Igreja Paroquial desta
Vila.
A freguesia de Santa Cruz abriga o parque florestal Chã da
Macela, com uma extensa área onde crescem várias
espécies vegetais, umas endémicas (louro, queiró,
urze, cedro do mato, uva da serra), outras introduzidas (araucárias,
criptomérias, cedros, acácias, pinheiros).
Aqui, além da exuberante vegetação, pode
admirar os animais que aí habitam e aproveitar para descansar
nos verdejantes espaços de lazer.
O Jardim do Convento dos Franciscanos é um dos mais importantes
pontos turísticos da freguesia de Santa Cruz.
No Rosário, no Largo do Porto dos Carneiros, situa-se
a baía onde aportavam os primeiros barcos de pesca da
Lagoa. Foi na zona do actual porto que antes do início
do povoamento foi lançado gado na ilha, de modo a alimentar
os futuros povoadores, daí o nome de Porto dos Carneiros.
Este local, que recentemente foi alvo de obras de beneficiação,
apresenta uma arquitectura muito interessante, onde se destaca
o bonito edifício “Mercado de Peixe”, actual
Lota. É uma bonita zona de lazer com excelentes restaurantes.
Ainda no Rosário, aprecie um dos melhores complexos de
piscinas da ilha de São Miguel – Complexo Municipal
de Piscinas de Lagoa. Situado na Rua Cidade de New Bedford, este
complexo surge como um verdadeiro “monumento” em
homenagem a todos os que gostam do sol e do mar. Além
de uma piscina coberta, possui piscinas naturais, uma piscina
semi-olímpica, piscinas para crianças e excelentes
infra-estruturas de apoio, como bar com esplanada, vestiários,
sanitários e parque de estacionamento.
Trata-se de um conjunto
de baixios que se estendem de forma irregular por cerca de
150 metros, numa zona em que a costa se
apresenta bastante recortada e em que se fez o seu aproveitamento
para espaço de lazer. É de salientar que esta não é uma
obra de hoje. No local que deu origem ao actual Complexo de Piscinas
já existia anteriormente a chamada Piscina Municipal,
mas que em virtude do temporal a 26 de Dezembro de 1996, que
causou avultados prejuízos, houve necessidade de se proceder
a obras de recuperação. Este Complexo goza de uma
adequada integração paisagística, possui
excelentes condições técnicas e preserva
as excepcionais condições costeiras, nomeadamente
a qualidade das suas águas, que por isso mesmo tem alcançado
ano após ano a Bandeira Azul. Por tudo isto, pode-se dizer
que o Complexo Municipal de Piscinas na Lagoa usufrui de condições únicas,
para que os amantes do sol e do mar possam passar os seus dias
de férias de forma inesquecível. Ao sol, associa-se
o cheiro da maresia, um céu azul, águas límpidas
e transparentes que permitem um horizonte de emoções
e pensamentos, num espaço que é rico em convívio
e boa disposição.
A Praça de Nossa Senhora da Graça também é uma área
de agradável permanência e lazer, existindo um anfiteatro
ao ar livre, destinado a manifestações de âmbito
cultural e recreativo.
Largo de Ville Sainte Thérèse, na Freguesia do
Rosário, advém de um protocolo, realizado no ano
de 1996, entre o Concelho da Lagoa e a Ville de Sainte Thérèse,
no Canadá. Este largo simboliza a amizade existente
entre as duas comunidades.
Gastronomia
A gastronomia do Concelho de Lagoa, baseada nos produtos
da terra e do mar, satisfaz as delícias do apreciador de
boa mesa. O “caldo verde”, a “sopa de feijão”,
os “torresmos de molho de fígado”, as “lapas
de molho Afonso” e a “caldeirada de peixe” são
pratos tradicionais da Lagoa. O pão de trigo ou de milho,
de fabrico caseiro, ou o “bolo de sertã” servem
para acompanhar o prato principal.
Os doces têm cariz popular e destaca-se a típica “massa
sovada”, o “arroz doce” e as “malassadas”. |
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Concelho
de Lajes do Pico
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São
João
Casas Rurais
Situam-se na Canada do Almance, em São João. É um
conjunto constituído por um núcleo de habitações
rurais e respectivos anexos de apoio à actividade agrícola.
São, possivelmente, as casas mais antigas da freguesia,
construídas no século XVIII.
Igreja de São João Baptista
Situa-se na Rua da Igreja, em São João. É uma
igreja de três naves, do século XIX. Foi completamente
recuperada, em 2008, incluindo o seu órgão de tubos.
Império da Companhia de Cima
Situa-se na Estrada Regional, em São João. É uma
construção do século XX e encontra-se em
bom estado de conservação. Dentro de uma cartela
circular tem a seguinte inscrição: 1911/ IMPERIO/
UNIAO E CARIDADE.
Império de São João
Situa-se na Rua da Igreja, em São João. É uma
construção do século XX e o seu estado de
conservação é bom. Perto do império
situa-se a copeira, imóvel sem interesse arquitectónico
que tem as inscrições IRMANDADE/ DO/ ESPIRITO/
SANTO e 1877/1954.
Moinho de Vento
Situa-se junto à Canada do Alferes Pereira, em São
João. É um moinho de vento giratório, do
século XX e o seu estado de conservação é bom.
O seu interior ainda conserva todo o mecanismo.
Poço de Maré
Situa-se no Caminho do Verdoso, em São João. É um
poço de maré com muro de protecção
quadrangular. É uma construção do século
XVIII e o seu estado de conservação é razoável.
Lajes do Pico
Caminho do Poço
Situa-se junto ao Caminho do Poço, na Ribeira do Meio,
Lajes do Pico. É um caminho e levada para escoamento de água,
pavimentos em pedra, em diferentes níveis. É uma
construção do século XIX e o seu estado
de conservação é razoável. Nas imediações
situa-se um poço de maré, que servia os lavadouros
públicos existentes no local. Tem uma cartela circular
com a inscrição Câmara Municipal/1942.
Capela de Santa Catarina
Situa-se no alto de uma colina no tardoz da Sede da Associação
dos Bombeiros Voluntários, nas Lajes do Pico. É um
edifício de arquitectura religiosa, do século XVII/XVIII
e o seu estado de conservação é razoável.
Casa de Habitação
Situa-se na Rua Capitão-Mor Garcia Gonçalves Madruga,
nas Lajes do Pico. É um edifício do século
XV/ XVII e encontra-se recuperada.
Casa de Habitação
Situa-se na Rua Capitão-Mor Garcia Gonçalves Madruga,
nas Lajes do Pico. É um conjunto constituído por
três edifícios, do século XVIII e o seu estado
de conservação é bom. Actualmente funcionam
como habitação e serviços.
Casa de Habitação
Situa-se na Rua Capitão-Mor Garcia Gonçalves Madruga,
nas Lajes do Pico. É um edifício de dois pisos,
no qual se encontra a seguinte inscrição1854. Foi
construído no século XIX e o seu estado de conservação é razoável.
Actualmente funciona como Sede da Filarmónica Liberdade
Lajense.
Casa de Habitação com Passo de Procissão
Situa-se no cruzamento da Rua de Olivença com a Rua Machado
Serpa, nas Lajes do Pico. O passo de procissão é um
nicho inserido na parede do imóvel, do século XVII/
XVIII.
Casa de Habitação com Torre
Situa-se na Rua Padre Manuel José Lopes, nas Lajes do
Pico. É um conjunto constituído por duas casas
do século XIX e o seu estado de conservação é bom.
Casa dos Morgados
Situa-se na Rua Capitão-Mor Garcia Gonçalves Madruga,
nas Lajes do Pico. É uma casa senhorial de dois pisos
e torre. É uma construção do século
XVIII (tem inscrita a data “1794”) e o seu estado
de conservação é bom (recuperação
dos últimos 3 anos).
Casas de Habitação
Situam-se na Rua Capitão-Mor Garcia Gonçalves Madruga,
nas Lajes do Pico. É um conjunto de quatro casas de dois
pisos, do século XIX e o seu estado de conservação é bom.
Casas de Habitação
Situam-se na Rua Capitão-Mor Garcia Gonçalves Madruga,
nas Lajes do Pico. É um conjunto de treze edifícios
implantados em continuidade no mesmo lado da rua, formando uma
frente urbana coerente. São construções
do século XIX e o seu estado de conservação é razoável.
Actualmente funcionam como habitação, comércio
e serviços.
Casas de Habitação
Situam-se na Rua Padre Manuel José Lopes, nas Lajes do
Pico. É um conjunto de dois edifícios do século
XIX, e o seu estado de conservação é bom.
Casas de Habitação
Situam-se na Rua Capitão-Mor Garcia Gonçalves Madruga
e Rua Manuel Paulino de Azevedo e Castro, nas Lajes do Pico. É um
conjunto constituído por seis edifícios de fachadas
seguidas e um edifício contíguo na Rua Manuel Paulino
de Azevedo e Castro, que corresponde a um dos mais antigos núcleos
da vila e revela, enquanto frente urbana, uma forte coesão. É uma
construção do século XV/ XVII e o seu estado
de conservação é bom.
Casas dos Botes Baleeiros das Armações Baleeiras
Situam-se debaixo da Rua de São Francisco, junto ao mar,
nas Lajes do Pico. É um conjunto de edifícios constituído
por cinco casas destinadas à guarda de botes baleeiros
e respectiva rampa de acesso ao mar. É uma construção
do século XIX e o seu estado de conservação é razoável.
Muito em breve todo o conjunto vai ser adaptado como nova Sede
do Clube Naval das Lajes do Pico.
Chaminés
Situam-se entre a Rua do Castelo e a Estrada Regional, próximo
da Ribeira da Burra, nas Lajes do Pico. São chaminés
de uma antiga fábrica de conservas de peixe, do século
XX e o seu estado de conservação é bom.
Convento dos Franciscanos e Igreja de Nossa Senhora da Conceição
Situa-se na Estrada Regional, nas Lajes do Pico. É um
antigo Convento Franciscano com Igreja anexa, do século
XVII/ XVIII e o seu estado de conservação é razoável.
O Convento e a Igreja situam-se num plano superior em relação à estrada,
sendo o acesso ao adro feito por escadas. Acolhem os serviços
da Câmara Municipal, PSP e Finanças.
Ermida de São Pedro e Casas de Habitação
Situa-se na Rua de São Pedro, nas Lajes do Pico. É um
conjunto constituído pela Ermida de São Pedro e
por três casas de habitação, do século
XV/ XVII, e encontra-se em bom estado de conservação.
Na Ermida encontra-se numa lápide na fachada a seguinte
inscrição: IGREJA DE S. PEDRO/ CONSTRUÍRAM-NA
OS PRIMEIROS/ POVOADORES E DEDICARAM-NA AO APOSTOLO/ S. PEDRO
NOMEADO
Fábrica da Baleia SIBIL- Actual Centro de Artes e de
Ciências do Mar
A SIBIL (Sociedade de Indústria Baleeira Insular, Lda)
foi constituída em 1948. A fábrica iniciou a sua
laboração em Junho de 1955, exportando um pouco
para todo o mundo óleos, farinhas e o valioso âmbar.
Encerrou a sua actividade no início dos anos oitenta.
Em 2005 o Município das Lajes do Pico iniciou um projecto
de recuperação e adaptação: a preservação
da memória da indústria baleeira, mantendo a estrutura
fabril e recuperando os equipamentos existentes; a criação
de uma área de investigação em ciências
do mar e de uma vertente artística e cultural.
Em 27 de Janeiro de 2008 abriu as portas ao público o
Centro de Artes e de Ciências do Mar, com uma instalação
escultórica de José Nuno da Câmara Pereira.
Agora, de Segunda a Domingo, das 10 às 19 horas, estão
disponíveis para o público a exposição
permanente Gigantes do Mar (sobre a ecologia e biologia dos grandes
cetáceos), dispositivos multimédia sobre a fábrica
e os processos de transformação, área de
eventos, bar, Loja, esplanada e serviços.
Depois de um período essencialmente marcado pela recepção
dos visitantes (cerca 7 mil em 9 meses) o Centro iniciou a partir
de Outubro de 2008 um vasto e diversificado Programa permanente
de animação, com eventos culturais e artísticos,
e de animação e pedagogia.
Forte de Santa Catarina
O Forte de Santa Catarina – também conhecido por
Castelo de Santo António – foi uma antiga fortificação
de defesa de costa e remonta ao século XVIII. Além
de modificações de menor monta, nos finais do século
XIX foi introduzido um forno de cal.
Em finais de 2004, o Município das Lajes do Pico recupera
o Forte e a zona envolvente. Mantém-se uma respiração
do passado, um pouco da ambiência oitocentista. Para a
sua nova funcionalidade – Posto de Turismo e Zona de Lazer – o “castelo”,
como é popularmente conhecido, abre-se de novo ao Atlântico,
mas agora como pura fruição. A recuperação
interveio principalmente na casa edificada com chaminé adjacente,
torre de vigia e muro de frente oceânica e antiga “praça
de armas”. Complementarmente: Jardim, acessos, estacionamento
e serviços sanitários.
O Forte de Santa Catarina abre-se agora ao visitante como um
espaço privilegiado de fruição do imenso
panorama oceânico. Primeiro Posto de Turismo das Lajes
(e principal pólo de turismo a partir do qual se articulam
outras componentes da mesma ordem) é pensado para cumprir
em pleno a sua vocação de espaço de turismo,
com acolhimento e orientação dos visitantes. Tem
igualmente uma Loja onde se vendem livros, artesanato, produtos
locais e diverso merchandising.
Em complemento natural desta principal actividade, oferece uma
valência cultural e social: o terraço enquanto espaço
de convívio, onde ocorrem espectáculos de animação.
Igreja da Santíssima Trindade
Situa-se no Largo General Francisco Soares de Lacerda Machado,
nas Lajes do Pico. É uma igreja de arquitectura religiosa
do século XIX e o seu estado de conservação é razoável.
Actualmente funciona como Igreja Matriz.
Igreja de São Bartolomeu
Situa-se junto à Estrada Regional na Silveira, Lajes do
Pico. É uma igreja do século XIX e o seu estado
de conservação é razoável. No frontão
tem a seguinte inscrição: “IGREJA/ DE/ S:
BARTOLOMEU/ FEITA POR ESMOLAS DO POVO/ COMEÇADA EM 1878/
CONCLUIDA EM 1888”.
Império da Silveira
Situa-se na Estrada Regional na Silveira, Lajes do Pico. É um
Império do Espírito Santo do século XX e
encontra-se em bom estado de conservação.
Museu dos Baleeiros
Situa-se na Rua da Pesqueira, nas Lajes do Pico e é um
edifício de arquitectura pública civil. Foi construído
no século XIX e encontra-se num bom estado de conservação. É constituído
por um conjunto de três casas de botes baleeiros, uma tenda
de ferreiro e um corpo construído expressamente para a
instalação do museu. Parte da tenda de ferreiro
foi integrada na construção recente, mantendo-se
intacta no interior do museu e conservando as ferramentas e os
utensílios ligados à actividade. Foi ampliado no
fim do Verão de 2008.
Passo de Procissão
Situa-se na Rua Padre Manuel José Lopes, nas Lajes do
Pico. É um passo de procissão inserido num muro,
do século XVIII /XIX e num estado de conservação
razoável. Na vila das Lajes existem vários outros
passos de procissão.
Poço de Maré
Situa-se na zona da maré, junto à Rua Engenheiro
Arantes Oliveira, nas Lajes do Pico. É um poço
de maré do século XVII/XVIII e encontra-se em razoável
estado de conservação. Junto encontra-se um lavadouro
feito num monobloco de pedra.
Poço de Maré
Situa-se na Avenida dos Baleeiros, nas Lajes do Pico. É um
poço de maré do século XIX e o seu estado
de conservação é bom. Por motivos de segurança
o poço está coberto com uma placa de betão
armado.
Pontes
Situam-se na Ribeira da Burra, na Ribeira do Meio, nas Lajes
do Pico. São duas pontes de épocas distintas,
uma delas mais pequena, de construção arcaica,
do século XVII. Num dos muros encontra-se a seguinte
inscrição ºP/1877. A ponte de pedra primitiva
está integrada no que resta do antigo caminho de acesso à vila
das Lajes. Junto situam-se os vestígios de um imóvel,
que consta ter sido uma das primeiras casas construídas
na ilha.
Unidade Paisagística
Situa-se na Ladeira da Vila, entre o mar e os terrenos acima
do caminho da cadeia e a zona da queimada, nas Lajes do Pico. É uma
extensa unidade paisagística formada por cerrados de
pasto e cultivo, caminhos e infra-estruturas agrícolas,
com algumas casas de habitação. A época
inicial de construção remonta ao século
XVII/ XVIII e encontra-se em razoável estado de conservação.
Ribeiras
Apiário Fixista
Situa-se no Caminho de Baixo, nas Ribeiras. É um Apiário
Fixista, constituído por um recinto murado e edifício
de dois pisos, do século XIX e com um estado de conservação
razoável. Na verga da porta da entrada tem a seguinte
inscrição 18 jsj 57. O acesso ao edifício
faz-se através de muros de pedra.
Casa de Habitação
Situa-se no Caminho de Baixo, nas Ribeiras. É uma casa
tipo “chalet” do século XX e encontra-se num
bom estado de conservação. Segundo informação
local, a construção deste imóvel foi iniciada
no ano 1922 e terminada em 1925.
Ermida de Nossa Senhora do Socorro
Situa-se na Rua do Socorro, nas Ribeiras. É uma ermida
de planta rectangular, do século XV/XVII e encontra-se
em razoável estado de conservação. De acordo
com a tradição, esta ermida é a mais antiga
da freguesia (1590) e terá sido uma das primeiras da ilha,
possivelmente a segunda.
Império de Santa Cruz
Situa-se no Largo do Império, Santa Cruz, nas Ribeiras. É um
império do Espírito Santo de planta rectangular,
do século XX e encontra-se em bom estado. No império
tem a seguinte inscrição DIVINO ESPÍRITO
SANTO 1934.
Moinho de Água
Situa-se na Ribeira de Santa Bárbara, nas Ribeiras. Moinho
de água do século XIX construído na Ribeira
de Santa Bárbara e em razoável estado de conservação.
O moinho conserva todo o mecanismo, estando apto a funcionar.
Tenda de Ferreiro
Situa-se no Caminho de Cima, Terreiro, nas Ribeiras. É uma
tenda de ferreiro de um só piso, do século XIX
e em razoável estado de conservação. No
interior ainda se conservam as ferramentas e os utensílios
ligados à actividade, nomeadamente o fole.
Vigia de Baleias
Situa-se junto à Ladeira das Lajes, nas Ribeiras. É uma
vigia de baleias de planta hexagonal, do século XX e em
razoável estado de conservação.
Calheta de Nesquim
Canadas
Situam-se na Calheta de Nesquim e fazem parte de uma unidade
paisagística marcada por uma extensa malha de muros
de pedra que formam currais de vinha com as respectivas infra-estruturas
de apoio. A sua época inicial de construção
remonta ao século XVII/ XVIII e o seu estado de conservação é razoável.
Actualmente funciona lá o cultivo de vinha, adegas e
habitação sazonal.
Casa dos Botes Baleeiros
Situa-se junto ao Porto da Calheta de Nesquim e é um edifício
do século XX constituído por dois grandes corpos
contíguos. O seu estado de conservação é bom
e apesar da inserção de elementos construídos
fora do contexto da construção tradicional, este
imóvel mantém a sua expressão e contribui
para a qualificação do ambiente portuário.
Largo do Terreiro
Largo do Capitão Anselmo na Calheta de Nesquim. É um
conjunto formado por cinco imóveis localizados no centro
da freguesia, quatro casas de habitação e uma igreja.
A sua época inicial de construção é do
século XIX/XX e o seu estado de conservação é bom.
Moinho de Vento
Situa-se no Monte do Outeiro, na Calheta. É um moinho
de vento fixo com corpo troncocónico e já não
possui a cobertura móvel, que era de madeira. É um
moinho do século XX e encontra-se em bom estado.
Morricão
É
uma unidade paisagística construída do século
XVIII/XIX e marcada por uma extensa malha de muros de pedra que
formam currais de vinha longitudinais. Existem várias
adegas dispersas pelo terreno. O seu estado de conservação é bom
e actualmente tem como função o cultivo de vinha
e outras culturas e adegas. Integra uma recuperada zona balnear
e de lazer.
Unidade Paisagística Construída
Situa-se na Canada do Morro, Feteira de Cima, na Calheta de Nesquim. É uma
unidade paisagística constituída por um conjunto
de casas de habitação, atafonas, duas eiras e terrenos
de pasto e de cultivo. Foi construída no século
XVIII/ XIX e o seu estado de conservação é razoável.
Actualmente funciona como terrenos de cultivo e de pasto, infra-estruturas
agrícolas e habitação.
Piedade
Abrigos de Barcos de Pesca
Situam-se no Caminho do Calhau, junto ao porto do Calhau, na
Piedade. É um Núcleo de infra-estruturas para
guarda de barcos de pesca constituída por dois edifícios
do século XIX e o seu estado de conservação é razoável.
Actualmente funcionam como armazéns e arrumos.
Ermida de Nossa Senhora da Conceição da Rocha
Situa-se no cimo da Rocha, Calhau, na Piedade. É um edifício
de arquitectura religiosa do século XIX e encontra-se
em ruínas. A ermida é composta por um corpo principal
e sacristia contígua à fachada lateral direita.
No frontão existe uma cartela com a inscrição
NSCR-1854.
Farol da Manhenha
Situa-se na Ponta da Ilha, Manhenha, na Piedade. É um
edifício de arquitectura pública civil do século
XX e encontra-se em bom estado de conservação. É o
farol mais recente dos Açores, construído em 1946.
Igreja de Nossa Senhora da Piedade
Situa-se no Largo da Igreja, na Piedade. É um edifício
de arquitectura religiosa do século XIX, com três
naves com sacristias nos lados do evangelho e da epístola
e baptistério no lado da epístola, e o seu estado
de conservação é bom.
Junta de Freguesia da Piedade
Situa-se no Largo Capitão Silva Mendes, na Piedade. É um
edifício de arquitectura pública civil do século
XIX e o seu estado de conservação é razoável.
Funcionava inicialmente como escola primária e actualmente
funciona lá a Sede da Junta de Freguesia e da Casa do
Povo da Piedade.
Moinho de Vento
Situa-se na Canada do Miguel, na Piedade. É um moinho
de vento fixo com cúpula giratória em madeira,
do século XX e o seu estado de conservação é razoável.
Tem no seu interior o mecanismo em razoável estado de
conservação.
Parque Matos Souto
Situa-se na Piedade e é um Centro de Formação
Agrícola. O parque é formado por jardins, viveiros,
cerrados de cultivo e pasto e um edifício de dois pisos.
A sua construção é do século XX e
o seu estado de conservação é bom.
Passo de Procissão
Situa-se no Caminho da Ponta da Ilha, na Piedade. É um
Passo de Procissão em cantaria e embutido num muro de
pedra, do século XVIII/ XIX e o seu estado de conservação é razoável.
Este é o único exemplar que sobreviveu de três
passos que existiam na freguesia da Piedade.
Suporte para Mastro de Bandeira
Situa-se no Largo Capitão Silva Mendes, na Piedade. É um
Suporte para mastro de bandeira constituído por três
pedras embutidas numa parede, do século XVIII/ XIX e o
seu estado de conservação é razoável.
Ribeirinha
Carpintaria
Situa-se no Largo da Igreja, na Ribeirinha. É uma construção
do século XX, de arquitectura industrial e o seu estado
de conservação é razoável. O edifício
mantém-se com as funções iniciais e possui
no seu interior maquinaria, entre a qual uma plaina e serra unidas
por correias accionadas por um motor eléctrico.
Fábrica do Paul
Situa-se junto à Lagoa do Paul, Ribeirinha. É uma
Fábrica de Lacticínios do século XX, de
arquitectura industrial e encontra-se em ruínas.
Porto da Baixa
Situa-se na Baixa da Ribeirinha e é um conjunto de edifícios
e outras construções do século XVIII/XIX. É constituído
por um cais para pequenas embarcações e oito edifícios
utilizados como armazéns e apoio à actividade piscatória.
O seu estado de conservação é razoável
e funciona actualmente como zona balnear. É o único
acesso à freguesia por mar.
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Concelho
da Lajes das Flores
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O
Concelho de Lajes das Flores situa-se no extremo ocidental da Europa,
sendo o Ilhéu do Monchique o marco natural de referência
ao largo da freguesia da Fajã Grande, que é o mais
ocidental povoado da Ilha das Flores e da REGIÃO AUTÓNOMA
dos Açores. Este ilhéu, localizado a uma Longitude
Oeste de 31 graus 16 minutos e 30 segundos e a uma Latitude Norte
39 graus 29 minutos e 40 segundos, já no tempo da navegação
astronómica foi tido como indicador para acerto de rotas
e verificação de instrumentos.
Os transportes de e para a Ilha das Flores fazem-se de avião
pela Companhia Aérea Regional SATA, em vôos programados
sazonalmente . Actualmente há viagens de e para as Flores
todos os dias, embora no período de inverno não esteja
contemplado o Domingo.
No verão as ligações marítimas de passageiros
são efectuadas por "ferry" que tornam as viagens
mais acessíveis económicamente.
O abastecimento e as exportações fazem-se por barcos
de carga através do porto situado na sede de concelho. Esse
porto, que ultimamente tem tido grande procura por parte de iatistas
de todo o mundo é assim um fulcro importante no desenvolvimento
económico e turístico de toda a ilha.
As ligações internas estão asseguradas por
um serviço de autocarros ao cuidado da Federação
dos Municípios, instituição que engloba os
dois concelhos da ilha e que os transportes colectivos das Flores.
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Concelho
de Madalena
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Montanha
do Pico
Com 2,351 metros de altitude domina a paisagem, sendo a mais
alta elevação de Portugal. Culmina na cratera do
Pico Grande, onde se ergue o Pico Pequeno ou Piquinho, de cuja
base
emanam lumarolas.
Coberta de espesso arvoredo até 1,500 m, a partir desta
altitude reduz-se a vegetação rasteira, chegando
o cimo a cobrir-se de neve no Inverno.
Classiflcada camo Reserva
Natural, a subida à Montanha
do Pico, embora fatigante, é recompensada com a magnífica
vista que se desfruta sobre as ilhas do Pico, Faial, São
Jorge, Graciosa e Terceira.
Aconselha-se o início da caminhada antes do amanhecer
ou entardecer, conforme desejar contemplar o nascer ou pôr-do-Sol.
Recomenda-se
o acompanhamento de um guia.
Ilhéus da Madalena
Curiosos ilhéus, em frente à vila do mesmo nome,
designados "Deitado" e "Em Pé".
Aqui nidilicam inúmeras aves marinhas. Estes dois ilhéus
apresentam-se fortemente degradados pela acção
erosiva marinha,constituindo os resquícios de um cone
vulcânico associado a erupções submarinas.
Maroiços
Pequenas construções de pedrra vulcânica orientadas
para o sol e dispostas em pirâmide, que se enconlram em alguns
locais da concelho da Madalena.
Crê-se que foram construídas pelos povoadores, com
as pedras provenientes da limpeza e arranjo dos terrenos limítrofes,
para plantação da vinha que deu origem ao célebre "verdelho".
Cavidades no Subsolo
O arrelecimento das lavas e a fuga de gases vulcânicos originaram
o aparecimento de cavidades no subsolo, que tomaram a lorma de
grutas ou de extensos corredores que se entranham na terra, revestidas
de estalactites e estalagmites vulcânicas que pode percorrer
com equipamento adequado e acompanhado de um guia.
Furna de Frei Matias
Situada na vertente oeste da Montanha do Pico, é um túnel
de lava com cerca de 650 metros de comprimento, onde diversos paços
de luz permitem a prolileração de variadas briófitas.
Percorrê-la, com equipamento adequado e acompanhado de um
guia, constitui uma emocionante experiência.
Gruta das Torres
Localizada na freguesia da Criação Velha passui cerca
de 4,5 km de extensão, sendo uma das maiores grutas dos
Açores. Classificada como "Monumento Natural Regional",
esta gruta desenvolve-se numa importante escoada basáltica
do tipo "pahoehoe".
A exploração desta tuba de lava exige a presença
de um guia e de equipamento apropriado.
Arcos do Cachorro
Próximos da freguesia das Bandeiras, são um impressionante
conjunto onde o mar penetra em turbilhão por túneis
e arcas formados na rocha. Em virtude da forte acção
do arrebatamento do mar, aqui foi construída uma central
eléctrica que funciona com a energia resultante da força
das ondas.
Quinta das Rosas
Situada nos arredores da vila da Madalena, é um parque arborizado
com várias espécies exóticas. No miradouro
aqui existente pode-se observar o horizonte recortado pelo oceano
abraçado às ilhas do triângulo.
(...)
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Concelho
de Nordeste
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Durante
muitos anos o nosso concelho foi ignorado e esquecido. Os que
têm
idade para lembrar, sabem como tudo mudou.
Hoje, resultado das transformações profundas operadas
pela Autonomia Regional e pelo Poder Local Democrático,
tudo é diferente e para melhor.
Os censos de 2001 provam
uma realidade indesmentível
de que o desenvolvimento está também a acontecer
na nossa terra.
Nos últimos anos fizemos muito e vamos
continuar a construir o futuro, com investimentos em todas
as freguesias e localidades.
Vamos construir novas estradas, mais hotelaria, mais unidades
para receber o turismo, melhorar o Parque de Campismo, reabilitar
o Parque Natural da Ribeira dos Caldeirões, abrir novos
acessos ao mar, construir o novo Pavilhão Desportivo,
recuperar o parque habitacional, construir o novo Museu e
a Biblioteca, alindar o nosso concelho, ver crescer o Parque
Industrial.
É este o desafio que nos move - a construção
do progresso e do bem-estar dos que aqui vivem, transmitindo
aos que nos visitam a emoção de estar numa terra
que preserva a sua melhor herança para o seu acolhimento.
Aos que nos visitam, tudo faremos para que guardem a imagem
de uma terra e de um povo que valem um segundo olhar!
Locais
Como diz o Dr. José Carlos Carreiro, "Viajar pelo Nordeste é antes
de mais penetrar no mais íntimo de uma terra feita de paz,
tranquilidade e belezas inesquecíveis." É nesse
sentido que aqui ficam algumas sugestões para essa viajem
entre o mar e a serra.
Para mais informações, consulte o Posto de Turismo
- Tel.: 296 488 432 INSTALAÇÕES BALNEARES
Foz da Ribeira do Guilherme
Com piscina servida por água do mar (acesso automóvel
pela Vila do Nordeste)
Praia do Lombo Gordo
Distinguida com Bandeira Azul CAMPISMO
Parque de Campismo da Feira
Situado na margem da Ribeira do Guilherme, com acessos pela Vila
do Nordeste e Fazenda
Tel. 296 488 680
MIRADOUROS
Salto do Cavalo - Salga
Salto da Farinha - Salga
Adro da Igreja - Achada
Pesqueiro - Feteira Grande
Vigia das Baleias - Algarvia
Despe-te-que-Suas - Algarvia
Boca da Ribeira - Vila
Ponta do Arnel - Vila
Vista dos Barcos - Vila
Ponta do Sossego - Pedreira
Ponta da Madrugada - Pedreira
Tronqueira - Vila
Pico Bartolomeu – Pedreira
PARQUES E JARDINS
Parque de Campismo da Feira
Parque Endémico - Fazenda
Jardim da Boca da Rua - Vila
Jardim do Viaduto - Vila
Centro Histórico da Vila do Nordeste - Vila
Jardim Botânico - Vila e Fazenda
Parque Florestal - Vila
Parque Florestal do Mato da Pedreira RESERVAS BOTÂNICAS
Pico da Vara
Graminhais
Habitates naturais do Priôlo, ave rara, existente apenas
nesta zona de S. Miguel. As Reservas possuem várias espécies
endémicas, das quais se destacam o Cedro do Mato, o Pau-Branco,
o Sanguinho, o Folhado, o Vinhático e a Urze.
MUSEU DO NORDESTE
Rua D. Maria do Rosário - Vila do Nordeste Tel. 296480060
BIBLIOTECA MUNICIPAL DO NORDESTE
Rua Prior Graça, 1 - Vila do Nordeste
ESPAÇOS
Rés-do chão:
- Bibliotaca da Fundação Calouste Gulbenkian, com
cerca de 19.000 livros.
- Biblioteca Municipal com 5.000 livros.
1º Andar:
- Auditório Municipal
2º Andar:
- Sala de Audio-visuais
HORÁRIO
- De 2ª a 6ª das 8:30 às 16:30
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Concelho
de Ponta Delgada
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Ponta Delgada foi elevada a cidade, no reinado de D. João
III, conforme reza a carta régia de 2 de Abril de 1546,
depois da primeira capital da ilha - Vila Franca do Campo - ter
sido devastada pelo terrível terramato de 1522.
A historiografia celebra o século XIX como a época áurea
da cidade de Ponta Delgada e da ilha de S.Miguel, pela prosperidade
económica, graças à exportação
de citrinos para o Reino Unido, e pelo cosmopolitismo, graças à fixação
de numerosos comerciantes estrangeiros, nomeadamente de inúmeras
famílias judaicas, a partir de 1818. A imitação
do gosto inglês ficou, então, patente na plantação
de jardins ao gosto romântico - como os de António
Borges, José do Canto, Jácome Correia e Visconde
Porto Formoso (actual Universidade dos Açores) -, na
construção de belíssimos palacetes e no "embelezamento" progressivo
da urbe, com a proibição da deambulação
de animais nas ruas, a abertura de novas ruas, a localização
do cemitério público no extremo Norte da cidade
e a periferização dos mercados do peixe, do gado
e das frutas.
Graças à importância da actividade mercantil,
Ponta Delgada era, então, considerada a terceira cidade
do país, em riqueza e em número de habitantes.
Recorde-se, por exemplo, a surpresa do poeta Bulhão
Pato, traduzida nas suas Cartas, com a extraordinária
riqueza dos proprietários das quintas de laranja - os
gentlemen farmers - senhores da terra e da especulação
do solo urbano, exportadores de laranja e de milho, banqueiros
e usurários, industriais e armadores - que faziam do
investimento emblemático e simbólico do espaço,
uma forma privilegiada de afirmação económica
e de estratégia de reprodução social.
No início do século XX, Ponta Delgada ainda
se encontrava em oitava posição no seio do universo
urbano português. No decurso das últimas décadas,
porém, o crescimento urbano em Portugal, por força
da acelerada industrialização e da perda de importância
da economia rural - à semelhança do se tinha
verificado no mundo desenvolvido, desde os inícios de
oitocentos -, veio contribuir para que não só crescesse
o número de cidades, como aumentasse a população
urbanizada a nível nacional, e, nesse sentido, Ponta
Delgada, tomando por base o critério do número
de habitantes, com os seus menos de cinquenta mil habitantes,
foi "atirada" para o ranking das pequenas cidades
portuguesas.
Ponta Delgada, contudo, nunca deixou de ser a primeira do
arquipélago pela riqueza gerada, pelo número
dos seus habitantes, pelo seu inestimável património,
pela sua importância cultural e pelo seu cosmopolitismo.
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Concelho
de Povoação
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A Povoação é um concelho cada vez mais desenvolvido
e este facto deve-se à aposta verdadeiramente notória que
tem sido feita na área do Turismo.
A recuperação de alguns trilhos surge como uma mais valia quer
para os turistas, quer para a população local. Se, por um lado,
se proporciona aos visitantes magníficos momentos em contacto com a Natureza,
aos habitantes do concelho permite-se, além de novamente terem acesso às
suas propriedades, reviver a história, uma vez que os trilhos em questão
representam um macro indiscutível em termos culturais. Não esquecendo
também que estamos a promover os serviços, os produtos locais e
a divulgar as freguesias em questão.
Já se procedeu à homologação de todos os trilhos
recuperados. Convidamo-lo a percorrer os trilhos recuperados de forma a desvendar
o ambiente bucólico simplesmente fascinante que os envolve. De mão
dada com as paisagens verdejantes estão os vales, as ribeiras, as quedas
de águas e muito mais… um cenário verdadeiramente encantador!
Atente na caracterização geral dos trilhos acima citados e aventure-se.
O descobrimento dos Açores envolve alguma controvérsia, pelo que
nos vamos limitar à versão defendida pela maioria dos historiadores.
Os mais recentes estudos apontam para a probabilidade do Arquipélago dos
Açores ter sido descoberto por Diogo de Silves, a mando do Infante D.
Henrique, em 1427.
Crê-se que a ilha de S. Miguel, à semelhança de outras ilhas,
foi baptizada com nome de um Santo, fruto do espírito religioso vivido
na época.
Os descobridores aportaram, pela primeira vez, na então chamada Povoação
Velha – actual Concelho da Povoação. “Chegando aqui às
ilhas os novos descobridores tomaram terra no lugar onde agora se chama a Povoação
Velha pelo que fizeram depois […] e, desembarcando entre duas frescas ribeiras
de claras, doces e frias águas, (a Ribeira de Além e a Ribeira
de Pelames) entre rochas e terras altas, (Morro de Santa Bárbara e Lomba
dos Pós) todas cobertas de espesso arvoredo de cedros, louros, ginjas
e faias, e outras diversas”. Desde logo, o local impressionou os descobridores
pois era abundante em vegetação, facto que indicava tratar-se de
uma terra fértil. Procedeu-se então ao povoamento da Ilha, transportando
para a mesma gado, sementes de trigo, legumes e algumas alfaias agrícolas.
O Concelho da Povoação, com área de 110.30 km2 aproximadamente,
situa-se na zona oriental da costa sul da ilha, distando 60 Km da cidade de Ponta
Delgada. É delimitado pelos Municípios de V. Franca (Poente), Ribeira
Grande (Norte) e de Nordeste (Nascente). O Concelho é constituído
por seis freguesias (Povoação, Furnas, Nossa Senhora dos Remédios,
Ribeira Quente, Água Retorta e Faial da Terra) e tem cerca de 7000 habitantes.
Por todo o Concelho se usufrui de um conjunto magnífico de paisagens,
parques, miradouros, praias (inclusive uma de água tépida). A Lagoa
das Furnas é, por seu turno, outro recanto ao qual não ficará indiferente
pela beleza e magia que o envolve.
Peremptoriamente, ao falarmos no Concelho da Povoação, não
podemos deixar de realçar que no Vale das Furnas, de acordo com os especialistas
na área, se encontra a nossa maior riqueza – os recursos hidrológicos,
resultantes das manifestações de vulcanismo activo que se encontram
patentes nas fumarolas e nos gaisers – manifestações únicas
nos Açores. O Vale das Furnas detém 22 qualidades de águas
minero-medicinais já classificadas, o que constitui em termos mundiais
a maior hidrópole.
Os Povoacenses dispõem de um concelho cada vez mais desenvolvido e, consequentemente,
atractivo. Este facto deve-se ao aproveitamento dos recursos naturais existentes
por todo o concelho, mas também ao trabalho efectuado a diversos níveis,
nomeadamente a nível cultural e turístico.
Deslocando-se ao nosso concelho, além das paisagens paradisíacas
de que desfrutará, pode visitar a título de exemplo o Museu do
Trigo, o núcleo Museológico da Ribeira Quente, o Parque Terra Nostra,
ou ainda o Parque Zoológico da vila da Povoação. Se preferir
caminhar e estar em permanente contacto com a Natureza, não deixe de percorrer
os trilhos recuperados a pensar em si e, naturalmente, na sua segurança.
Tratando-se de um concelho em íntima ligação com o mar,
não podíamos deixar de lhe proporcionar e propor momentos inesquecíveis
ligados à prática de desportos náuticos. Podendo ainda,
em alternativa, aderir às actividades propostas por empresas ligadas ao
turismo. Se, por outro lado, prefere estar constantemente ligado ao resto do
mundo, frequente simplesmente os nossos centros de informática.
Aprecie impreterivelmente a nossa gastronomia e doces regionais comodamente instalado
numa das unidades de restauração de que dispomos. Se resolver permanecer
no concelho, saiba que temos à sua disposição hotéis,
residenciais, turismo de habitação, e / ou apartamentos.
O Posto de Turismo de Furnas é outro local que vale a pena visitar, mais
que não seja pela informação que lhe pode facultar. Dê início à sua
visita e deixe-se deslumbrar!
Descrição do Trilho - Lagoa das Furnas
Este percurso inicia-se e termina na Freguesia das Furnas e tem a duração
aproximada de 3h. O percurso inicia-se na Três Bicas e passa por dentro
da localidade até que se começa a subir por uma estrada alcatroada
que dá acesso à Lagoa das Furnas. Seguindo atentamente a sinalética
chegará às Caldeiras da Lagoa cerca de 2,5 km após o início
do percurso. Nessa zona encontram-se frequentemente turistas a observar os
habitantes locais que aproveitam a elevada temperatura do solo para fazerem
cozinhados tradicionais. De seguida o percurso segue sempre junto à Margem
da Lagoa, contornando-a através de um caminho de terra batida muito
acessível. Após caminhar cerca de 3 km encontrará a Ermida
Nossa Senhora das Vitórias, construída no século XIX em
estilo Gótico. Continue depois na berma da estrada regional em calçada
de pedra cerca de 1,5 km até que encontrará um desvio à sua
direita que desce para a Freguesia das Furnas. Seguindo sempre por esse caminho
chegará ao final do trilho cerca de 30m depois.
Descrição do Trilho - Faial da Terra - Salto do Prego
Este trilho começa e termina na localidade do Faial da Terra e tem a
duração de cerca de 1h30m. De início, segue junto à margem
da ribeira, que se mantém com água durante todo o ano, e donde
o trilho só se afasta, por um carreiro com inclinação
elevada, até junto da primeira bifurcação. Nesta altura,
deve prosseguir-se para o Salto do Prego, uma bonita cascata onde predomina
a mata de incenso e de acácia. São desaconselhados os banhos
na cascata devido à possibilidade de queda de troncos de árvore.
Volta-se depois pelo mesmo caminho até chegar novamente à bifurcação,
onde agora se vira à direita para o lugar do Sanguinho. Este lugar,
que conta com cerca de vinte casas desabitadas em processo de recuperação,
pensa-se que foi assim chamado pela forte presença da planta endémica
da Madeira e dos Açores com esse nome: "sanguinho". Depois
do lugar do Sanguinho o trilho progride por uma descida, até chegar
novamente à localidade do Faial da Terra. Pede-se aos caminhantes que
não apanhem fruta em nenhuma parte do percurso.
(entre muitos outros Trilhos)
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Concelho
de Praia da Vitória
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Breve
história da Praia da Vitória
O concelho da Praia da Vitória – um dos dois em
que está dividida a ilha Terceira, a mais populosa das
ilhas do grupo central do arquipélago dos Açores – situa-se
na parte oriental da ilha e tem uma área total de 163
Km2.
Está circundado pelo oceano Atlântico (norte - este) e pelo concelho
de Angra do Heroísmo (sul - oeste), tendo como constante o mar, quase
sempre à vista, e o seu ambiente natural enriquecido de verdes múltiplos
e permanentes e por um povo laborioso mas dado também às festas
tradicionais e ao gosto da hospitalidade.
Tem cerca de 20.500 habitantes, distribuídos pelas seguintes
localidades:
•
Praia da Vitória, a sede do concelho, constituída
pelas freguesias de Santa Cruz e Cabo da Praia, fica a 20 km
de Angra do Heroísmo.
•
Agualva
•
Biscoitos
•
Fonte do Bastardo
•
Fontinhas
•
Lajes
•
Quatro Ribeiras
•
São Brás
•
Vila Nova
•
Porto Martins
Praia da Vitória (cidade)
Sede da capitania da Terceira nos primeiros anos do povoamento
(nela se instalou, Jácome de Bruges primeiro Capitão
Donatário, da ilha e como tal a sua primeira capital)
o «lugar da Praia» (como simplesmente era então
conhecido) foi feito Vila em 1480, ainda no tempo de Álvaro
Martins Homem.
Por Carta Régia de 12 de Janeiro de 1837, foi-lhe concedido o titulo
de «Muito Notável Vila da Praia da Vitória» corno
apreço pela extraordinária vitória das tropas liberais
(pelas quais tomou partido) contra a esquadra absolutista, em 11 de Agosto
de 1829 «Foi na bahia grande e larga da muito notável vila da
Praia da Vitória que se travou o ataque decisivo da campanha liberal
nesse célebre dia 11 d’Agosto de 1829, derrotando nas suas águas
a poderosa e arrogante esquadra miguelista, composta por 22 vasos de guerra» cf.
Gervásio Lima, ir PATRIA AÇOREANA, 1989. pág. 78.
O Padre Jerónimo Emiliano de Andrade, que viveu em meados do século
XIX refere: «Apenas o viajante sai da freguesia do Cabo da Praia tem
logo à vista a magnífica e majestosa Vila da Praia da Vitória,
que lhe fica m distância de pouco mais de um quarto de légua.
(...)
Poucos lugares poderão oferecer ao observador um painel mais agradável
e pitoresco e tantos assuntos de profundas reflexões. Sua localidade é a
mais vantajosa que se podia desejar. Situada numa vasta planície é ladeada
ao norte pela serra do Facho, que lhe apresenta uma brilhante perspectiva de
terrenos declives vestidos de verdura e arvoredos: ao nascente é aformoseada
pelo seu grande e memorável areal em forma de meia-lua (...) ao sul
e ao poente a rodeiam vastas campinas agricultadas (...). O viajante contemplativo
antes de nela entrar não pode deixar de admirar suas belezas e de revolver
em seu espírito um sem número de recordações históricas.
Aqueles campos como que lhe estão falando e anunciando os grandes acontecimentos
de que têm sido testemunhas. Naquela Vila vê (...) o lugar, onde
residiu o seu primeiro Donatário (...), nela vê o lugar, onde
na ilha primeiro retumbou o grito da restauração a favor de el-rei
D. João IV (...), nela vê enfim o teatro glorioso da sempre memorável
Vitória que no dia 11 d’Agosto quebrou as armas do absolutismo.
O Dr. Silva Sampaio escreve: «A Vila Praia da Vitória constitui
unia pequena cidade, com trinta e três ruas e travessas bem construídas
e alinhadas, cinco praças ou largos, com excelentes habitações
particulares e alguns edifícios públicos.» Pedro de Merelim,
in FREGUESIAS DA PRAIA, pág. 325, 326 e 328.
O seu centro histórico apresenta casas seculares, com curiosos talos
de pedra e interessantes janelas e varandas, bem como um notável património
arquitectónico.
Implantada junto da maior baía dos Açores, onde hoje existe um
excelente Porto Oceânico bem como o Parque Industrial da ilha, é ainda
testemunha do desenvolvimento que a seu lado se processa decorrente de importantes
instalações aeronáuticas e militares sediadas na Base
das Lajes - importante centro estratégico nos últimos conflitos
mundiais - desempenha assim importante papel na economia da região.
A Praia da Vitória deu à Terceira e ao país um dos seus
mais notáveis escritores, Vitorino Nemésio, que deixou títulos
como «Mau Tempo no Canal», «Festa Redonda», «Paço
do Milhafre», entre outros.
O escritor fez ainda, durante muito tempo, um programa na R. T. P. que ficou
para a história, por causa da sua qualidade e do seu sucesso «Se
Bem Me Lembro».
Locais a visitar:
• Igreja Matriz – imóvel classificado, cuja
fundação, devida a Jácome de Bruges, data
de 1456, ou seja coeva da colonização. Foi sagrada
a 24 de Maio de 1517, pelo Bispo D. Duarte.
Igreja rica e nobre, da invocação de Santa Cruz, tem três
naves e apreciável obra de talha dourada na Capela - Mor e na do Santíssimo
Sacramento. São dignas de registo as abóbadas manuelinas das
capelas laterais bem como as portas e pilares de mármore.
“Os portais em estilo manuelino, que se admiram na face oeste e na face
sul, enviou-os para a Terceira, nos fins do Séc. XVI, D. Manuel ou D.
Sebastião.
A entrada principal deste templo tem urna aparência nitidamente gótica
(...) semelhante às que, do Séc. XIII à primeira metade
do Séc. XV resguardavam os portais nobres (...), evocando o conjunto
dos portais célebres de 3. Francisco de Santarém e o Mosteiro
da Batalha cf. Pedro de Merelim in FREGUESIAS DA PRAIA.
A pia baptismal de mármore foi também oferecida por D. Manuel
ou por D. Sebastião.
O tesouro sacro alberga preciosas imagens e alfaias religiosas, entre as quais
um Menino Jesus de alabastro em caixa de prata - o Menino Jesus do Agrado Real
(Séc. XVII) proveniente do antigo Mosteiro de Jesus. Esta imagem chegou
mesmo a ir a alguns nascimentos reais.
A caldeirinha de água benta tem grande valor pela sua grande antiguidade,
supondo-se que vem do tempo da fundação.
Possui uma importante colecção de esculturas que remontam ao
Séc. XVI.
São peças de destaque:
- a Custódia dos Anjos em prata dourada;
- a imagem de São Cosme; escultura flamenga do Séc. XVI que conquistou,
em 1991, o primeiro lugar em peças de arte de influência flamenga,
na exposição Europália, realizada na Bélgica.
Possui ainda uma rara escultura de marfim indo-português policromado
do Séc. XVIII e valiosas peças de ourivesaria, algumas das quais
executadas por ourives locais.
Das duas custódias existentes, uma é do ourives praiense Jácome
Jerónimo de Lemos.
Na sacristia encontra-se uma mesa de mármore tendo como suporte urna
base e capitel de antiga coluna.
Os dois sinos grandes são de 1473 o de menor dimensão data de
1857.
No adro ergue-se um padrão que assinala a proclamação,
pela primeira vez nos Açores, da restauração de Portugal
por Francisco Ornelas da Câmara em XXIV- III- MDCXLL.
• Igreja do Senhor Santo Cristo das Misericórdias
- é um templo do século XVI, da invocação
do Senhor Santo Cristo, reedificado no nosso século após
um incêndio que a destruiu quase completamente. E um edifício
de duas naves, separadas por uma colunata, formando duas igrejas
com as respectivas capelas - mor.
Aqui existia uma imagem de grande devoção em toda a ilha e que,
segundo a tradição teria aparecido, um dia, dentro de um caixão
que boiava no mar, não se sabendo de onde provinha.
Foi restaurado após o terramoto de 1980, altura em que foi descoberta
a existência de duas sepulturas: a de Pedro de Barcelos e a de Dona Leonor
Pacheco de Meio.
O Senhor Santo Crista é festejado solenemente no dia 1 de Janeiro de
cada ano.
• Hospital da Misericórdia - existe desde 1499
sendo por isso uma das mais antigas instituições
do país.
Ermidas - Existem na cidade da Praia da Vitória as ermidas
de : Nossa Senhora dos Remédios de São Salvador
e de São Lázaro:
•
Ermida dos Remédios - fundada no Séc. XVII, tem
uma janela sobre a porta larga da entrada, duas janelas laterais
e urna porta para a Rua dos Remédios.
•
Ermida de S. Salvador - construída em 1560 é ,
actualmente , pertença da Matriz
•
Ermida de S. Lázaro - dos séculos XVI- XVII, fazia
parte do hospital do mesmo nome e nela eram acolhidas pessoas
que sofriam lepra. Foi paroquial da vila após o terramoto
de 1614, enquanto a Matriz se erguia dos escombros.
Paços do Concelho – imóvel classificado,
edifício de traça característica, relativamente
amplo, com escadaria externa larga e bem lançada, com
alpendre e torre sineira. É um exemplar arquitectónico
dos princípios do século XVI que sobre a porta
de entrada para a torre sineira tem gravada a data de 1596 -
eventualmente o ano da sua conclusão.
Na base da torre está inscrita a legenda: «Esta é a
Câmara de/Diogo de Teive /Álv° Martins Homem
/ Pero de Barcelos /Que aqui povoaram / e daqui abriram / à Europa
os mares / do Oeste - 1964 Ano do Infante,»
Lar D. Pedro V - criado por alvará de 1861 com a designação
de Asilo da Mendicidade D. Pedro V, está localizado em
parte do antigo Convento da Luz.
Casa da Alfândega - mandada reedificar em 1844 por José Silvestre
Ribeiro, nela se instalou a Alfandega em 1632 ano da sua criação
na Praia da Vitória.
Casa onde nasceu Vitorino Nemésio - edifício do
século XVII, situado na rua de S. Paulo, com alterações
do século XIX, molduras de cantaria e alvenarias rebocadas
e caiadas.
Nesta casa podem ainda ser visitados:
- a cozinha tradicional
- a exposição permanente de uma Oficina de Carpintaria
/ Marcenaria « testemunho de uma época e de uma
arte, para uns recordação, para outros escola.» Como
a seu propósito referem Ramiro Botelho e Luís Bettencourt,
responsáveis pela inventariação e montagem
da mesma.
- o quintal, onde se podem apreciar bonitos trabalhos em cantaria.
Casa das Tias - construção do século XVIII,
situada junto à Igreja do Senhor Santo Cristo. Foi reconstruída
no século XIX, após o sismo de 1841. Nela habitaram
as Tias de Vitorino Nemésio e foi aqui que o ilustre escritor
açoriano passou parte da sua infância e juventude.
Casa da Roda - Pequeno edifício dos séc. XVIII/
XIX, onde as mães solteiras na época deixavam os
filhos indesejados.
Forno da Telha da Boa Vista - remonta aos séculos XVI/
XVII. Terá sido construído durante a ocupação
Espanhola. De salientar as suas molduras e chaminés de
cantaria e alvenaria rebocadas e caiadas.
Estátua da Liberdade - no centro da Praça Francisco
Ornelas da Câmara, é uma homenagem aos heróis
da Batalha do 11 de Agosto.
Estátua de José Silvestre Ribeiro no centro do
Jardim Municipal, é uma homenagem ao antigo Governador
que tomou a seu cargo a reedificação da Praia da
Vitória, após o terramoto de 1841.
Busto de Vitorino Nemésio - junto à Casa das Tias,
foi inaugurado a 17 de Dezembro de 1994. Da autoria do escultor Álvaro
Raposo França, destina-se a assinalar a passagem do 50º aniversário
da publicação do romance «Mau Tempo no Canal».
Miradouro do Facho - autêntica «Varanda da Cidade»,
está situado junto à Serra de Santiago e oferece
uma óptima panorâmica sobre a cidade da Praia.
Serra do Cume - proporciona uma das mais completas panorâmicas
do Concelho e da ilha. De um lado a baía da Praia da Vitória
e a planície das Lajes, do outro a vasta área do
interior da ilha até à Serra da Ribeirinha.
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Concelho
de Ribeira Grande
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Concelho
de Santa Cruz da Graciosa
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CONCELHO DE SANTA CRUZ DA GRACIOSA
Santa Cruz, com uma área total de 61,66 Km2, constitui
o único concelho da Ilha Graciosa
O Arquipélago dos Açores situa-se em pleno Oceano
Atlântico, entre a Europa e a América do Norte, é constituído
por nove ilhas, sendo a Graciosa a mais setentrional.
A data da descoberta da Graciosa é incerta, pensa-se
que os primeiros que aqui chegaram foram mareantes da vizinha
Ilha Terceira, cerca de 1450. Um dos seus primeiros povoadores
foi Vasco Gil Sodré.
A prosperidade económica da Ilha Graciosa, baseada essencialmente
no comércio agrícola, levou a que Santa Cruz fosse
elevada a Vila em 1486 e a Praia perdeu essa categoria, devido à sua
limitação em termos de rendimentos.
No final do séc. XVI e prolongando-se pelo séc.
XVII, a Graciosa enfrenta um período difícil, causado
pelo ataque de piratas e corsários. Esta situação
obrigou à construção de fortificações
ao longo da ilha para sua defesa.
Ao longo dos séculos Santa Cruz foi visitada por ilustres
viajantes. O primeiro foi o padre Jesuíta António
Vieira, que aqui veio parar em 1654, depois do naufrágio
do barco em que regressava a Lisboa vindo do Brasil. Seguiu-se-lhe
o escritor francês Chateaubrian, em 1791, quando seguia
de França para a América, fugindo dos horrores
da Revolução Francesa. Em 1814, o jovem Almeida
Garret escreveu aqui os seus primeiros versos, já então
reveladores do seu talento de escritor. Finalmente em 1879, o
príncipe Alberto de Mónaco, que se distinguiu pelos
seus trabalhos hidrográficos e estudos da vida marinha,
aporta à Graciosa e visita a Furna do Enxofre. Foi dos
primeiros a descer a furna com uma escada de corda.
A construção do Porto da Praia e do aeródromo
quebraram parte do isolamento da Graciosa, sem lhe fazer perder
as características de ilha rural e pacata em que a agricultura,
a pecuária e os lacticínios são os suportes
da sua economia e progresso.
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Visita Obrigatória
Furna do Enxofre
Fenómeno vulcanológico raro, geologicamente único
no Mundo.
No interior da caldeira, cratera de um antigo vulcão,
abre-se um profundo túnel com cerca de 100m de profundidade.
No fundo uma enorme gruta, com abóbada de 80m de altura,
revestida de estalactites, com um lago subterrâneo, de água
fria e sulfurosa, com cerca de 130m de diâmetro e 15m de
profundidade máxima.
Ilhéu da Baleia
Constituído de rocha vulcânica, deve o seu nome à sua
forma que, faz lembrar uma baleia.
Porto Afonso
Antigo porto de pesca.
Local a visitar pela sua beleza paisagística.
As grutas
naturais são utilizadas para abrigar barcos
de recreio
Praça Touros
A Praça de Touros Monte Nª Sª da Ajuda foi
construída dentro de uma chaminé vulcânica.
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TERMAS DO CARAPACHO
Situado no sopé da Caldeira, fica o
lugar do Carapacho e as Termas com o mesmo nome.
As termas são bastante concorridas por doentes que aproveitam
os múltiplos benefícios das suas águas
quentes.
Com
origem na Furna do Enxofre, as suas águas – cloretadas,
sódicas, sulfatadas e cálcicas – são
aplicadas desde 1750 no tratamento do reumatismo, colites e doenças
de pele.
Junto às termas, no lado do mar existe uma piscina natural,
muito procurada na época balnear.
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Concelho
de Santa Cruz das Flores
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Reserva
Florestal de Recreio Luís Paulo Camacho Localiza-se no Lugar da Fazenda, na Freguesia e Concelho de
Santa Cruz das Flores, possui uma área de 3 ha e situa-se
a uma altitude de cerca de 250 m.
Breve História
Com o objectivo de haver repovoamento e manutenção
das populações de trutas das seis lagoas e oito
ribeiras da ilha, foi fundado o Posto Aquícola das Flores
em 1968 neste local. Em 1984, o Eng. Técnico Agrário
Luís Paulo da Silva Camacho torna-se responsável
pelo Serviço Florestal de ilha, como chefe de divisão,
e empenha-se desde logo na transformação do Posto
num novo conceito, que pudesse agradar a toda a população.
Inicia-se, assim, a criação de um parque florestal
de recreio e em 1986 este já está pronto a receber
visitantes. Em 1989 surge a Reserva Florestal de Recreio da
Fazenda de Santa Cruz, que engloba não só o hectare
ocupado pelo parque como toda a área circundante. Durante
treze anos foi esse o nome que imperou mas em 2002, é aprovada
em Conselho de Governo a designação actual como
justa homenagem ao impulsionador do projecto.
A Flora
Aqui é possível observar várias espécies
de árvores e arbustos. Mais de 80 % são espécies
introduzidas nos Açores e originárias de variadas
partes do Mundo (América, Oceânia, Eurásia),
como destaque para as plantas de origem asiática (cerca
de 30 %), como camélias, hibiscos, criptoméria,
hortênsia, conteira e azálea. Entre as espécies
arbóreas dos Açores relevo para o pau-branco
(Picconia azorica) e o cedro-do-mato (Juniperus brevifolia).
A Fauna
Tanto em semi-liberdade como em cativeiro, a Reserva possui
uma variedade de aves exóticas, como galinhas, faisões,
pintadas, pavões, codornizes e perus (da ordem dos Galliformes);
patos e gansos (Anseriformes); e pequenas aves de gaiola (Psitaciformes,
Passeriformes e Columbiformes).
De aves selvagens, cujos cantos e chamamentos se podem ouvir
na Reserva, a destacar exemplares da avifauna açoriana
(subespécies nativas) associadas a zonas arborizadas
e respectivas clareiras: melro (Turdus merula azorensis), estrelinha
(Regulus regulus inermis), tentilhão (Fringilla coelebs
moreletti), lavandisca (Motacilla cinerea patriciae), canário-da-terra
(Serinus canaria) e toutinegra (Sylvia atricapilla atlantis).
Para além de alguns coelhos e ovelhas, a Reserva possui
igualmente um cercado com gamos (Dama dama).
Por fim, nos tanques, é possível observar trutas-arco-íris
(Oncorhynchus mykiss) destinadas à reprodução
e ao repovoamento dos cursos e lagoas de água doce da
ilha. Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição
Freguesia de Santa Cruz das Flores Propriedade: Fábrica da Igreja Paroquial de Nossa Senhora
da Conceiçãoa da freguesia de Santa Cruz
Classificação: Imóvel de Interesse Público
(Resolução n.º 220/98, de 5 de Novembro, publicado
no Jornal Oficial , I Série, n.º 45)
- SÉC. XVIII / SÉC XIX -
Igreja de grandes dimensões situada num adro nivelado e elevado em relação à rua,
acessível por cinco largos degraus pavimentados com calçada à portuguesa
que, frente à fachada, têm uma configuração semicircular
que amplia o adro. O espaço livre ao lado esquerdo da igreja, definido
pela fachada lateral, pela torre esquerda e pela sacristia, é também
pavimentado com calçada à portuguesa entre canteiros. As áreas
que envolvem o edifício pelos lados direito e posterior são relvadas.
O edifício assume uma posição de destaque em Santa Cruz,
sendo visível de praticamente toda a vila. É composto pelo corpo
principal, rectangular, pelo corpo mais estreito da capela-mor, pelas duas
torres sineiras e por dois corpos anexos de cada lado, nos ângulos formados
pelo corpo principal e pela capela-mor, implantados perpendicularmente às
respectivas paredes laterais (cada um destes anexos é constituído
por um corpo rectangular mais antigo e por uma ampliação, em "L",
que contorna o canto do corpo principal).
A fachada principal está dividida em três níveis por cornijas
e em três secções verticais por meio de pilastras. No nível
inferior, cada secção tem uma porta, correspondente a cada uma
das naves. As molduras das portas têm lintel duplo e cornija e são
ladeadas por colunas de fuste cónico com base e plinto muito pronunciados.
Os capitéis das colunas integram-se na cornija da porta e parecem ser
sucedâneos da ordem coríntia na porta central e da ordem jónica
nas portas laterais. No primeiro lintel de cada porta há uma roseta
em relevo. Por cima de cada capitel há um elemento bojudo que o une à cornija
de separação dos níveis. Por cima da cornija há pináculos
na vertical das colunas.
No nível intermédio, cada secção tem uma janela
de guilhotina de duas folhas, alinhada pela porta que lhe é inferior,
mas mais estreita. Cada janela tem uma moldura e um enquadramento que repete,
em ponto mais pequeno, a moldura e o enquadramento das portas, mas com um avental
almofadado entre os plintos das suas colunas. Em cada um destes plintos há uma
inscrição em latim, sendo, da esquerda para a direita: "CONCEPTIONEM", "BEATÆ", "VIRGINIS", "MARIÆ", "CUMGAUDIO" e "RECOLAMUS".
Acima dos capitéis das colunas das janelas, que são mais elaborados
que os das portas, os elementos bojudos ligam a uma segunda cornija que, por
sua vez, tem elementos de ligação à cornija de remate
do segundo nível da fachada. Toda esta cornija apresenta zonas mais
salientes no cruzamento com os elementos verticais da fachada.
O terceiro nível da fachada tem um remate superior semelhante a um frontão
contracurvado. É encimado por uma cruz de ferro a eixo. As pilastras
que dividem as secções da fachada terminam no nível correspondente à base
do frontão com um capitel onde assenta um pináculo embutido.
Na secção central há um óculo polilobado emoldurado
por um quadrado que assenta na segunda cornija de divisão da fachada.
A eixo, do lado superior do quadrado, há uma concha em relevo. Acima
do quadrado há um segmento de cornija que suporta, a eixo, um segmento
de pilastra encimado, já no tímpano do frontão, por um
quadrado rodado a 45º e rematado por um elemento decorativo em forma de
concha. Em cada uma das secções laterais há um óculo
cego, quadrangular, rodado a 45º, com moldura dupla, encimado por uma
pequena concha em relevo. Acima de cada concha há um segmento recto
de cornija, encimado por um segmento de pilastra rematado por um capitel onde
assenta um pináculo, com um grande plinto, que limita as volutas que
compõem o remate contracurvado do frontão.
As torres sineiras estão implantadas à face da fachada, também
divididas em três níveis pelo prolongamento das suas cornijas
de tal modo que parecem constituir mais duas secções da mesma.
O nível inferior tem uma janela de guilhotina com molduras simples cujas
ombreiras, prolongadas superiormente, formam uma moldura rectangular rematada
por uma cornija com uma roseta em relevo ao centro. O nível intermédio
tem uma janela semelhante mas mais baixa pelo que a moldura superior, com um
elemento decorativo concheado, é de maiores dimensões. Tem, também,
uma cornija sob o peitoril, suportada por duas meias-volutas que definem um
avental. No centro do avental tem uma cartela sem inscrições.
O nível superior das torres tem um vão de sino em cada uma das
três faces livres. Os vãos dos sinos são rematados em arco
de volta-inteira peraltado, assente em impostas, e apoiam numa moldura horizontal
situada acima da cornija do segundo nível. As torres são rematadas
superiormente por uma cornija e encimadas por uma cúpula bulbosa octogonal
assente num tambor e rematada por um pináculo.As portas das fachadas
laterais têm molduras com lintel duplo e cornija, enquadradas por pilastras
muito salientes assentes em plintos altos e moldurados. Há uma segunda
cornija, separada da primeira por curtos prolongamentos das pilastras e rematada
por um pináculo em cada extremo, onde assenta uma janela. Das três portas de entrada da fachada principal, a axial
está protegida no interior por um guarda-vento de madeira.
O corpo principal está dividido em três naves, separadas
por duas fiadas de cinco arcos de volta-inteira apoiados em pilares
de secção quadrada, com base, plinto e capitéis
salientes.
O coro-alto situa-se sobre a entrada, ocupando o primeiro tramo
das naves, pelo que os arcos do primeiro tramo, que o sustentam,
são mais baixos que os restantes e suportam paredes que
dividem o coro em três secções. Os apoios
da secção central são reforçados
por quatro pilaretes em madeira, dois dos quais, de menores dimensões,
ligados ao guarda-vento. A ligação entre as três
secções faz-se através de portas. No coro
há mais uma porta em cada parede lateral, de comunicação
com as torres sineiras. Estas quatro portas têm molduras
com as arestas boleadas e com duplo lintel encimado por cornija.
Na secção central do coro há um órgão.
Sob o coro, do lado da epístola, há uma porta de
ligação ao interior da torre onde se situa a escada
de acesso ao coro. Em cada um dos pilares do primeiro tramo há uma
pia de água-benta em forma de concha. Ainda sob o coro,
do lado do evangelho, há um vão rematado em arco
de volta-inteira assente em impostas, que acede ao baptistério.
Este vão tem a bandeira raiada, em madeira trabalhada.
O baptistério, que corresponde ao aproveitamento do piso
térreo da torre esquerda, tem o tecto em abóbada
de berço, em cantaria à vista, assente numa cornija.
As paredes são revestidas a azulejo relevado e policromado.
Na parede do lado direito tem um nicho rectangular.
As portas laterais ficam na zona correspondente ao terceiro tramo.
Ao lado direito da porta do lado do evangelho há uma pia
de água-benta em forma de concha. Acima do nível
das portas, em ambas as paredes, há quatro janelas situadas
a diferentes alturas, cada uma correspondendo a um tramo.
No terceiro pilar a contar da entrada, do lado do evangelho,
há um púlpito com consola de pedra em forma de
grande mísula, acessível por uma escada em pedra
que contorna o pilar no sentido da nave lateral para a central.
O púlpito e a escada têm guarda de balaústres
em madeira.
Na zona do quinto tramo, que tem o pavimento sobrelevado por
um degrau, há uma porta em cada uma das paredes das naves
laterais. A do lado do evangelho dá acesso à sacristia
e a do lado da epístola e a uma pequena capela rectangular,
actualmente utilizada como arrumo. Estas duas portas e a porta
de acesso à torre têm molduras com duplo lintel
e cornija encimada por uma concha em relevo ao centro e dois
pináculos embutidos no alinhamento das ombreiras.
O arco triunfal é de volta-inteira, assente em impostas.
De cada lado do arco, no topo das naves laterais, há um
retábulo. Nas mesmas paredes de topo, acima das cornijas,
há óculos circulares. Acima do arco triunfal, cujo
fecho está ligado à cornija superior, podem-se
ver, entre o arco e a cornija, dois elementos almofadados em
cantaria em posição simétrica. Acima da
cornija há um elemento decorativo em relevo ladeado por
três estrelas de cada lado e encimado por uma janela quadrangular.
A capela-mor é profunda e da mesma largura da nave central.
Na parede do lado do evangelho há uma porta de acesso
a um compartimento de arrumos seguida por duas janelas altas.
Do lado da epístola há uma composição
simétrica mas com a porta emparedada. Ao fundo da capela-mor,
numa zona mais elevada, há um retábulo. Este retábulo,
assim como os das naves laterais, é em talha revivalista
(dourada e pintada) de sabor vagamente neoclássico. As
paredes e o tecto são pintados tendo painéis figurativos
rodeados de motivos decorativos.
Os tectos das três naves, da capela-mor, da sacristia e
da capela lateral (arrecadação) são em madeira
a simular abóbadas de berço apoiadas em grandes
cornijas. Os tectos das naves e da sacristia estão pintados
de azul.
Na sacristia há um vão rematado em arco de volta-inteira
assente em impostas/capitéis, com fecho saliente, hoje
fechado com uma parede e uma porta em madeira, que daria acesso
a um compartimento, muito alterado, onde ainda se vê um
lavabo em pedra.
Todo o edifício é construído em alvenaria
de pedra rebocada e pintada de branco, excepto o soco, os cunhais,
as cornijas, as pilastras, as colunas, as molduras dos vãos,
os pináculos e restantes elementos decorativos, os arcos,
os pilares interiores e a consola do púlpito que são
em cantaria à vista. As coberturas são de duas águas,
em telha de meia cana com beiral simples. As coberturas das ampliações
dos anexos/sacristias resultam do prolongamento das águas
posteriores dos corpos rectangulares originais.
Igreja Nossa Senhora de Lourdes
Lugar da Fazenda - Freguesia de Santa Cruz das Flores
A primeira pedra desta Igreja foi lançada no dia 24 de Janeiro de 1897,
tendo ficado concluída em 1909
Igreja de São Pedro
Freguesia de Ponta Delgada
Desconhece-se a data da sua edificação, mas nos finais de quinhentos
possuía já Ermida.
Igreja de Nossa Senhora do Pilar
Freguesia dos Cedros
Data de 9 de Julho de 1693, posteriormente reconstruída em 22 de Maio
de 1950.
Igreja de Nossa Senhora do Livramento
Freguesia da Caveira
Tendo sido a primeira pedra lançada a 13 de Junho de 1870. |
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Concelho
de São Roque do Pico
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O
concelho de São Roque do Pico é um convite ao bem
estar e descontracção.
Para os apreciadores das caminhadas pela natureza são
ideais os passeios turísticos pelos caminhos antigos de
Santa Luzia. Um percurso com início ao quilómetro
onze da Estrada Regional Madalena – São Roque, do
lado esquerdo, onde se encontra a devida sinalização
com a informação necessária ao percurso.
Segue por entre muros de pedra e desce ao Lagido para terminar
num conjunto de ruínas de antigas casas dos habitantes
da Rua de Cima. Salientando-se ainda a oportunidade de passar
pela galeria “Casa Preta” e desfrutar do prazer da
arte no meio da natureza.
A visita às lagoas constitui outro dos pontos de interesse
do município. Na vulgarmente designada “estrada
do mato” S. Roque – Lajes, passada a sinalização
da “Reserva Natural da Montanha do Pico”, à direita
encontramos a conhecida Lagoa do Capitão. Na mesma estrada,
mas continuando pela esquerda, temos a partir do cruzamento de
acesso à Lagoa do Caiado, percorrendo zonas cobertas de
vegetação endémica, a Lagoa do Paul e outras
pequenas lagoas ao longo do planalto central.
O concelho é propício na oferta de actividades
ao ar livre, desde os passeios a pé ou de bicicleta, à natação,
pesca de rocha ou submarina, passando pela caça e campismo
possui todos os atractivos para inesquecíveis dias de
lazer.
A diversidade de piscinas naturais, de águas límpidas,
formadas por rochas vulcânicas, convidam à natação.
Os amantes da pesca de rocha encontram dezenas de diferentes
espécies, entre elas o sargo, o carapau, a garoupa e o
pargo. A riqueza
da flora e da fauna submarina, aliada a curiosas formações
rochosas apelam à caça e observação
submarinas. Além da possibilidade de observar cachalotes
e golfinhos, recorrendo às empresas que se dedicam a essa
prática.
Para os apreciadores da caça está aberta a do
coelho durante todo o ano, sendo também permitido, mediante
licença, caçar galinholas, perdizes e codornizes.
O Jardim Municipal constitui mais um recanto de natureza em
plena vila, com espaços adequados ao divertimento dos
mais novos e actuações de que são exemplo
os Concertos de Verão. Os parques florestais de Santa
Luzia e Prainha, dotados de zonas de lazer e equipamentos adequados à realização
de agradáveis piqueniques, oferecem, também, bons
momentos de descontracção. Para quem gosta de acampar,
o Parque de Campismo Municipal da Furna é um local privilegiado
e acolhedor, com uma agradável arborização,
restaurante e demais equipamentos de apoio, mesmo em frente a
uma zona balnear.
Além das actividades ao ar livre, o concelho oferece a
possibilidade de visitar museus, como o da antiga Fábrica
da Baleia, e as exposições sempre presentes no
Centro Multimédia, visita ideal para quem deseja conjugar
o contacto com a cultura local e a utilização da
Internet num dos vários computadores de livre utilização
disponíveis no local, ambos no Cais do Pico; e o Museu
da Escola de Artesanato de Santo Amaro.
As festividades com base de cariz religioso são uma constante
ao longo de todo o ano, destacando-se destas as festas de São
Roque e da Nossa Senhora da Ajuda. Existe ainda o “Cais
Agosto”, a maior festa do concelho, onde a animação
diurna e nocturna está sempre garantida com acontecimentos
desportivos, exposições e música, muita
música, entre muitas outras actividades.
A diversidade de infra-estruturas de restauração
e hotelaria é visível na oferta de vivendas particulares
para aluguer e nos empreendimentos em expansão, como é o
caso do Aldeamento Turístico Águas Cristalinas,
situado junto à zona balnear natural das “Poças” em
S. Roque, na Residencial Montanha com boas condições
de acomodação e privacidade; e no turismo rural
com habitações antigas de pedra restauradas, tal
como oferece a Adegas do Pico.
A nível gastronómico, são diversos os pratos
típicos, confeccionados com boa carne e peixe fresco.
O “caldo de peixe”, o “polvo guisado com vinho
de cheiro”, a “caçoila”, a “linguiça” ou
os “torresmos com inhame”, a “morcela” e
a “molha de carne”, acompanhados com pão ou
bolo de milho de fabrico caseiro são alguns dos recomendados.
Para os apreciadores de marisco não faltam os cavacos,
lagostas, caranguejos de fundo e cracas. O “Queijo do Pico”,
de massa macia e branca, ou o “Queijo de São João”,
de casca amarelada, pasta mole e cheiro intenso caem sempre bem
em qualquer mesa. A doçaria vem completar este saboroso
quadro com os bolos ligados às Festas do Divino Espírito
Santo: as “vésperas”, as “rosquilhas”,
a “massa sovada” e o “arroz doce” e outros
doces, como os “sonhos”, os “coscorões” e
as “filhoses”. Tudo regado com o “vinho de
cheiro” ou o bom branco, seco , leve e frutado – ideal
para pratos de peixe ou marisco. Finalize com um copo de verdelho,
uma aguardente de figo ou nêspera, ou a doce angelica.
O Concelho garante a quem o visita dias inesquecíveis
de prazer e descontracção.
Locais de Interesse Turístico
Freguesia de Santa Luzia
Santa Luzia, elevada a freguesia em 1617, é um povoado
característico, com os pitorescos lugares do Lagido, Arcos
e Cabrito, junto ao mar. A Igreja Paroquial tem como orago Santa
Luzia e já existia em 1723, possuindo um interessante
altar-mor em talha dourada. Nos lugares à beira-mar podem-se
visitar as ermidas da Senhora da Pureza (século XVII),
de Nossa Senhora Rainha do Mundo e de São Mateus (séculos
XVII / XVIII).
· Mistério de Santa Luzia, o primeiro resultado
de uma erupção vulcânica do século
XVI e o segundo da erupção de 1718, quando as lavas
expelidas atingiram uma distância de cerca de nove quilómetros
até atingirem o mar entre o porto do Cachorro e o Lajido.
· Zona da Cultura da Vinha da Ilha do Pico (Zona Norte):
Unidade paisagística situada ao longo Lajido, Arcos, Cabrito
e Santana marcada por uma extensa malha de muros de pedra que
formam currais destinados à cultura da vinha (rectangulares
e quadrangulares) e da figueira (semicirculares), atravessada
por caminhos e pontuada por pequenos núcleos de edifícios
construídos junto à costa, nascidos da necessidade
de produção, armazenamento e escoamento do vinho
e da aguardente. Os núcleos são constituídos
por adegas, casa de alambiques, habitações sazonais,
casas solarengas, poços de maré, portos, rampas
de varadouro e ermidas.
· Lajido, Pequena povoação, maioritariamente
constituída por antigas adegas situada junto à costa,
circundada por terrenos utilizados no cultivo da vinha. Encontra-se
pontualmente descaracterizada sendo, na generalidade, habitada
sazonalmente.
· Ermida da Nossa Senhora da Pureza, situada no largo
do lajido.
· Currais de figueira, junto à costa, a seguir
ao Lajido, em direcção aos Arcos: Currais construídos
em alvenaria de pedra seca, de forma semicircular, para protecção
de figueiras. A abertura do semicírculo está orientada
para sul.
· Solar dos Salgueiros, casa solarenga em redor da qual,
envolvidos por um muro de alvenaria de pedra seca de considerável
altura, existem locais de lazer, adega, casas de arrumos (de
um piso), retrete e um poço de maré. O acesso a
este recinto faz-se por dois portões: o principal e outro
que dá para o largo onde se situa a Ermida de Nossa Senhora
da Pureza. A fachada principal tem um balcão com dupla
escadaria, simétrica, onde se localizam pedras salientes,
com um orifício, destinadas à fixação
de um mastro para bandeira. Também nesta escadaria existe
um painel de azulejos com a inscrição "S0LAR
DOS SALGUEIROS". O corpo da cozinha tem dois pisos e balcão.
Tem também um forno de volume exterior e uma cisterna
adossada.
· Poço de maré, com muro de protecção
quadrangular, situado no meio do caminho, na zona do Lajido.
· Ermida de São Mateus, construída entre
Séc.XVII/Séc.XVIII: Blocos de pedra talhada, decorados
com baixos-relevos, na fachada principal.
Freguesia de Santo António
Santo António, que remonta aos finais do século
XVII, tendo como padroeiro o santo que lhe empresta o nome, possui
um pequeno templo, composto por uma única torre sineira,
ao contrário do que acontece com a maior parte das igrejas
da ilha, com um precioso retábulo de capela-mor todo dourado
de fino corte, provavelmente um dos mais belos da ilha e dos
Açores. Dignas de nota são, também, as imagens
de assinalável dimensão de Santo António
e do Coração de Jesus. As ermidas características
dedicadas aos santos patronos de São Vicente e Santana
colaboram para o imperativo desta visita.
· Vigia da Baleia, situada no Cabeço da Vigia
em Santana data do sec. XX.
Construção de planta rectangular, com frente facetada,
onde existe um rasgo horizontal encimado por uma pala de betão
armado. O acesso faz-se por um caminho pedonal. Estas construções
serviam, tal como o nome indica, para vigiar as baleias, denunciando
através de foguetes para os baleeiros iniciarem a operação
da caça a estas.
· Jardim das Furnas; anexa também parque infantil
e parque de campismo.
Vila de São Roque
· Fábrica de Vitaminas, Óleos, Farinhas
e Adubos (Fábrica da Indústria Baleeira): constituída
por três corpos rectangulares, alinhados pela fachada,
com cisterna acoplada. Este complexo integra ainda, como edifícios
anexos: uma oficina de carpintaria naval (com prolongamento recente
para instalação de uma serra mecânica vertical)
e oficinas de tanoeiro e serralheiro. Num corpo posterior (com
duas chaminés) encontram-se as oficinas de ferreiro e
fundidor. No alinhamento destes edifícios, junto à Estrada
Regional, situa-se ainda o edifício onde se instalava
a administração e o laboratório da fábrica
A fachada principal do edifício da fábrica tem
quatro portões de madeira, pintada de amarelo, e vários
janelões. A alvenaria é rebocada e pintada de branco.
A cobertura é de duas águas em telha de meia-cana.
Na frente da fábrica situam-se as máquinas do guincho
e uma plataforma com rampa para o mar, por onde eram içados
os cachalotes. Junto do edifício da fábrica situa-se
uma grande chaminé em alvenaria de pedra. Está situada
na Praceta dos Baleeiros, na zona do Cais.
· Homenagem ao Baleeiro, situada em frente da Fábrica
da Industria Baleeira.
· Convento de São Pedro de Alcântara, construção
que remonta ao século XVIII, oferece uma bela panorâmica
da vila deitada sobre o mar. Edifício barroco, com torre
sineira e arcos, guarda no seu interior valiosas talhas douradas,
azulejos historiados na capela-mor e um imponente arcaz em jacarandá na
sacristia. Este está situado na zona do Cais.
· Jardim dos Serviços Florestais; situado na estrada
regional, Cais do pico, encontra-se um jardim com percursos pedonais,
zonas de merenda, balneários e parque infantil. Tem uma
grande variedade de árvores, arbustos e flores (a maior
parte com identificação), entre as quais araucárias,
dragoeiros, ciprestes, criptomérias, cameleiras, metrosideros,
urzes, cardeais, roseiras, jarros, narcisos, etc. Junto ao mar
existe uma zona balnear com piscinas naturais, estando os balneários
de apoio localizados no interior do jardim. Numa das extremidades
do jardim situam-se duas construções (habitação
e instalações de serviços públicos)
edificadas nos anos sessenta e uma outra mais recente.
· Estátua de El-Rei D. Dinis, plena de elegância,
olhos postos no mar. Teve inauguração portentosa
a 16 de Agosto de 1940. Um avião lançou do alto
um extraordinário ramo de hortênsias, cingido por
uma faixa que continha uma vibrante saudação ao
povo de S. Roque.
· Igreja Matriz, reedificada em 1776 sobre um templo
mais antigo, dedicada ao padroeiro São Roque, podem-se
apreciar altares em talha dourada, assim como imagens do século
XVI do santo patrono e do Século XVII de Santa Ana, uma
estante de missal em madeira de jacarandá com embutidos
de marfim e um lampadário em prata oferecido pelo Rei
D. João V no século XVIII. Na mesma vila, o Museu
da Antiga Fábrica das Armações Baleeiras
permite a observação dos apetrechos e equipamentos
utilizados na transformação daqueles cetáceos.
Com umas impressionantes caldeiras e fornalhas é internacionalmente
considerado um dos melhores museus industriais do seu género.
· Poças de S. Roque: zona balnear.
· Parque da Fonte: situado
· Ermida de São Miguel Arcanjo; situada ao cimo
do Caminho Velho, São Miguel Arcanjo, de planta rectangular,
com torre sineira do lado esquerdo da fachada. A fachada principal,
que apresenta um portal e uma janela rectangular, é dividida
em duas partes por uma cinta de pedra e rematada por uma cruz.
Numa das fachadas laterais tem uma porta, uma janela e as escadas
para a torre sineira. Na outra tem uma sacristia acoplada. As
suas paredes são em alvenaria de pedra rebocada e caiada,
sendo visível a pedra nos cunhais e nas molduras dos vãos.
Na torre sineira existe a inscrição "R - 1960",
referente ao penúltimo restauro a que foi sujeita. Ao
lado da ermida existe um império de construção
recente.
Freguesia da Prainha
A Prainha, segunda povoação construída
na costa norte da ilha, é dividida pelos lugares Prainha
de Cima, Prainha de Baixo e Canto da Areia.
· Parque Florestal da Prainha: Parque de grandes dimensões,
onde se subdivide
em várias parte, nomeadamente, miradouro, zona de merendas,
zona de diversões, campo polidesportivo e zona de acampamento.
· Baía das Canas: Unidade paisagística
ligada ao cultivo da vinha, com adegas,
currais de vinha, caminhos e carreiros de acesso. Entre os muros
dos currais de vinha existem vários caminhos, cujo pavimento é construído
com calhaus rolados. Os muros que formam os currais de cultivo
da vinha existem em grande densidade e atingem, por vezes, grande
altura, consoante a quantidade de pedra existente no terreno
que limitam. Existe também uma grande escadaria (trezentos
sessenta e nove degraus), que constituiu em tempos a única
ligação, por terra, a este lugar. As adegas são,
na sua maior parte, reconstruídas ou construídas
recentemente.
· Convento dos Frades: Baía de Canas, na Cerca
dos Frades Pequeno convento constituído por uma ermida
e um conjunto habitacional que era usado sazonalmente (vindimas)
pelos frades. O conjunto integrava o adro/balcão da ermida,
o refeitório, o dormitório, a cozinha, a retrete,
os currais para animais, os terrenos com currais de vinha, os
carreiros e os caminhos pavimentados com pedra. A ermida é de
planta rectangular. Na fachada principal tem um portal e uma
cinta de pedra encimada por um frontão ondulado. O campanário
situa-se sobre o vão existente entre o cunhal da ermida
e o cunhal do antigo refeitório. A ermida é construída
em alvenaria de pedra rebocada e caiada. Os rebordos do frontão,
cunhais e molduras dos vãos são em pedra à vista.
Existem, em redor do convento, currais de vinha delimitados por
um muro de propriedade.
· Igreja de Nossa Senhora da Ajuda: Planta em forma de
falsa cruz latina, com a fachada principal ladeada por duas torres
sineiras. O corpo da igreja é constituído pela
nave principal, duas naves laterais e a cabeceira com o altar-mor.
Tem coro alto. As naves laterais estão separadas da nave
principal por cinco arcos de volta perfeita que se apoiam em
pilares de secção quadrada. A cabeceira tem duas
janelas de cada lado e um óculo circular. As naves laterais
têm cada uma duas janelas rectangulares, uma janela de
verga arqueada e três portas. O tecto é de madeira.
As paredes são rebocadas e caiadas, sendo as molduras,
arcos e pilares em pedra à vista.
· Zona de Lazer da Poça Branca: Piscina natural,
churrasqueira e campo de volley de praia.
· Ermida de S. Pedro: Caminho de São Pedro, Prainha
de Baixo Ermida de planta rectangular com cobertura de duas águas
em telha de aba e canudo. É rebocada a argamassa de cimento
e caiada. Os cunhais, as molduras e o soco da fachada principal
são em pedra à vista. A fachada principal tem uma
porta e um óculo rectangular com moldura em pedra serrada,
recente. É rematada por uma cruz cuja base é um
bloco de pedra com um rosto humano esculpido (de características
arcaizantes). Esta fachada tem ainda uma cinta horizontal de
blocos de pedra sobre a porta e um baixo-relevo com a mitra e
as chaves de São Pedro sobre o óculo.
· Casa do Fio: No Caminho da Areia, junto ao mar Edifício
de forma cúbica, com cobertura de perfil contracurvado
e pináculo. Os cunhais, a moldura da porta, a cornija
e o pináculo são de pedra à vista. As paredes
e a cúpula são rebocadas a argamassa de cimento.
Infra-estrutura de apoio a comunicações telegráficas
Freguesia de Santo Amaro
· Escola Regional de Santo Amaro: Rua do Mar. Conjunto
de três corpos
edificados, dois dos quais constituíram uma habitação
(corpo principal e cozinha). O terceiro é um acrescento
recente sem interesse. O corpo principal tem dois pisos, com
balcão. Tem pedra à vista nas molduras das portas,
janelas e cunhais, recortada pelo reboco de cimento que reveste
as paredes. A cobertura é em telha de meia-cana tradicional.
O corpo da cozinha é em alvenaria de pedra e a cobertura
em telha de meia-cana tradicional. Apresenta uma chaminé recente,
rebocada a cimento.
· Estaleiro Naval dos Açores. Artífices
experientes, usando ancestrais técnicas de construção,
transformavam retorcidas peças de boas madeiras em botes
e traineiras.
· Parque da Furada: situado no Canto em santo Amaro.
· Miradouro da Terra Alta: situado na estrada que circunda
a ilha pelo
norte, situado sobre o mar entre Santo Amaro e Piedade, pode-se
observar a Ilha de S. Jorge, assim como a paisagem que a riqueza
florestal da Ilha do Pico nos oferece.
Outros Locais
· Lagoa do Capitão
· Lagoa do Caiado
· Lagoa Seca
· Lagoa do Peixinho
· A Reserva Natural da Montanha do Pico, montanha mais
alta de Portugal,
com uma imponente altitude de 2351 m, de cujo cume se pode observar
a magnífica paisagem do Pico e ilhas em redor, é uma
das zonas naturais mais características de todo o arquipélago.
Em redor as lagoas do Capitão, situada no planalto interior,
e do Caiado, no planalto central, integrada num núcleo
de pequenas lagoas, completam a beleza deste lugar repleto de
vegetação endémica.
· Os mistérios da Prainha e de Santa Luzia, o
primeiro resultado de uma
erupção vulcânica do século XVI e
o segundo da erupção de 1718, quando as lavas expelidas
atingiram uma distância de cerca de nove quilómetros
até atingirem o mar entre o porto do Cachorro e o Lajido.
· Miradouro da Meia Encosta, seguindo pela estrada do
mato na zona norte,
avista-se a ilha de S. Jorge e as freguesias de Santo Amaro
e Prainha. No mesmo percurso podemos observar uma pedra de grandes
dimensões à qual se designa Bomba Vulcânica,
a maior até hoje encontrada.
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Concelho
de Velas
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Situado no Grupo Central dos Açores, na ilha de S. Jorge,
o Município de Velas é um dos dois em que está dividida
a ilha de S. Jorge. Tem 119 km2 de área e é composto
por seis freguesias: Velas, Rosais, Santo Amaro, Urzelina, Manadas
e Norte Grande.
Como chegar a S. Jorge?
Pode fazê-lo em qualquer altura do ano, diariamente, por
avião através da SATA, que efectua voos a partir
das ilhas Terceira e S. Miguel; ou fazê-lo também
de barco a partir das ilhas do Pico e do Faial, através
de ligações rápidas, diárias durante
o período de Junho a Setembro.
Em S. Jorge encontrará múltiplos motivos de interesse,
podendo optar pelo mar, pelos passeios a pé, pela pesca
e caça, etc.. Encontrará ainda uma cultura e gastronomia
ricas e diversas e um bom conjunto de equipamentos de apoio ao
turismo, alojamento variado, aluguer de automóveis, passeios
organizados e a inestimável hospitalidade dos jorgenses.
O MAR
O mar está sempre presente. Os amantes da pesca
desportiva, nas suas diversas vertentes, têm em
S. Jorge condições únicas para a
prática deste desporto, variedade e abundância
de espécies, na costa ou de barco.
Utilizando técnicas diversas fazem-se grandes
pescarias. O mergulho e a observação de
cetáceos podem também ser incluídos
no seu roteiro pelos mares de S. Jorge.
ZONAS BALNEÁRES
S. Jorge dispõe de belíssimas zonas balneares,
algumas com bandeira azul, com águas transparentes
e com uma temperatura que no Verão oscila entre
os 21 e os 24 graus; pequenos portos e piscinas naturais
fazem as delícias dos banhistas. E não se
esqueça que o anti–ciclone que traz o bom
tempo à Europa, é dos Açores!
CULTURA
A Cultura tem o seu o momento mais alto na Semana Cultural
das Velas, no início de Julho, mas também
as festas de S. Jorge, em Abril, e as festas do Espírito
Santo, constituem momentos marcantes do calendário
cultural. No Verão pode ainda contar com as festas
populares em todas as freguesias, e com regatas, concertos
e animação nas ruas.
GASTRONOMIA
Esqueça as dietas! Coma peixe fresco, carne, lapas,
lagosta, amêijoas e doces regionais, não esquecendo
o famoso queijo de S. Jorge.
PASSEIOS A PÉ
Calce uns sapatos adequados e desfrute a natureza em toda
a sua plenitude percorrendo alguns dos trilhos pedestres que percorrem o rendilhado
da ilha de S. Jorge.
PAISAGEM
O visitante tem em S. Jorge a natureza em todo o seu esplendor.
O permanente contraste de verdes e azuis, formado pelas
montanhas pelo céu e pelo mar, transportam-no para
o encantamento próprio dos locais únicos.
As montanhas elevam-se acima dos 1000 m e delas desfrutam-se
vistas inesquecíveis, sobre a ilha de S. Jorge,
o mar que a rodeia e as restantes ilhas do Grupo Central.
As Fajãs, são lugares únicos, característicos
da geomorfologia desta Ilha, situados junto ao mar, criados
pelos sucessivos abatimentos das encostas e onde podemos
encontrar ecossistemas originais, de uma riqueza paisagística
inestimável.
A todos estes locais pode chegar, umas vezes de carro,
outras utilizando os inúmeros trilhos pedonais à sua
disposição.
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Concelho
de Vila Franca do Campo
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Turismo
Se esta Vila, com os seus monumentos, seus belos jardins e ruas
ensolaradas, todas elas traçadas na direcção
dos quatro pontos cardeais, donde se espreita o mar a cada
canto, com as suas belezas naturais, as suas praias amplas
e limpas, ela torna-se um centro de atracção
turística tanto para nacionais como estrangeiros, que
correm o mundo a deliciar o espírito e à procura
de novos motivos a colher na objectiva da máquina de
filmar que os acompanha nas suas digressões.
Uma visita ao Ilhéu dá motivos para uma boa filmagem
da sua piscina natural, da vista panorâmica que se goza
do alto de qualquer das suas elevações que o compõem,
nos diferentes aspectos que nos oferece, a cada passo, a volta
ao Ilhéu. Aos amadores da pesca desportiva ou submarina é oferecido
um largo campo de acção nas águas fundas
do Ilhéu e até sobre a pedra, na pesca de cana.
Hoje é uma reserva natural.
A nossa costa é fértil em pescaria de corrico,
caniço ou linha, e, no alto mar, na pesca de albacora
e de bonito.
À
linha apanham-se chernes, matulas, lírios, gorazes, abróteas,
pargos, etc., etc.. Na Ribeira da Praia há trutas de apreciáveis
dimensões.
As praias de Vila Franca são amplas, limpas e bem defendidas.
Aos sábados e domingos são povoadas por quem ama
os prazeres de um reconfortante banho de mar ou de sol, acompanhados
de um bom piquenique.
Neste concelho há duas das mais belas lagoas de São
Miguel. A Lagoa do Fogo, de aspecto ainda rústico, donde
se pode admirar um dos mais soberbos panoramas desta ilha, vendo-se
do alto da Barrosa o mar da costa norte e da costa sul, na parte
mais estreita e mais plana de toda ela. Temos ainda a Lagoa do
Côngro, soturna, reflectindo um verde muito escuro, que
lhe é transmitido pelas rochas alcantiladas dos montes
que a cercam, a contrastar com a alacridade da sua vizinha Lagoa
dos Nenúfares, de superfície quase totalmente coberta
por essas formosíssimas flores.
Oferece ainda, Vila Franca aos seus visitantes um interessante
museu etnográfico na Casa do Povo, o Museu Municipal e
o fabrico da louça de barro, pelo processo mais primitivo
da roda. Os oleiros da Vila são únicos na sua arte.
Fazem a delicia de quem por aqui passa, as célebres Queijadas
da Vila que tiveram a sua origem na doçaria do Convento
de Santo André e ainda hoje são fabricadas em segredo
religiosamente mantido por duas famílias apenas.
As proporções arqueológicas levadas a efeito
pelo Dr. Sousa Oliveira nalguns pontos da Vila soterrada em 1522
despertaram muito interesse por parte dos estudiosos, que as
visitaram, admirando os achados que podem fazer luz sobre o valor
e a importância da antiga Capital.
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Concelho
de Vila do Porto
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Seja
bem vindo
Nesta terra moldada pelo homem, ao longo de cinco séculos,
encontra motivos para passar umas férias agradáveis,
num ambiente tranquilo.
Se é apreciador de praia pode encontrar nas zonas balneares
dos Anjos, S. Lourenço, Maia e Praia Formosa, os locais
ideais para uns dias bem passados à beira mar.
Se é amante da natureza percorra os trilhos pedestres
e explore recantos únicos da Ilha.
Partilhe das vivências do povo mariense. Participe, com
ele, nos Impérios e Jantares do Espírito Santo,
testemunhe aqui um dos mais ricos legados da nossa identidade
cultural.
Aprecie o nosso artesanato, a nossa gastronomia e o nosso folclore.
Em Agosto Santa Maria está em festa!
Se gosta de animação, neste período, pode
participar nas mais diversas actividades, que passam pelo desporto
automóvel com o rallye de Santa Maria, pelos concertos,
por outros eventos que integram o Programa das Festas da Ilha
e pelo Festival Maré de Agosto.
Ao longo do Verão pode, ainda, assistir às festas
religiosas e profanas que ocorrem em diferentes locais da ilha.
Venha visitar-nos!
(mais informação em breve)
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