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Concelho
de Alandroal
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História
Castelo de Alandroal
A fundação da Fortaleza de Alandroal deveu-se a
D. Lourenço Afonso, 9º Mestre da Ordem de S. Bento
de Avis, em obediência ao rei D. Dinis e a sua construção
terminou no ano de 1298.
Castelo de Terena (Monumento Nacional)
As fontes tradicionais afirmam que a fortificação
da vila se deveu ao rei D. Dinis, todavia a versão documental
atribui a feitoria desta obra a D. João I, monarca que integrou
o burgo no Padroado da Ordem de Avis.
Castelinho (Terena)
Povoado fortificado de dimensões exíguas, implantado
num esporão rochoso sobre a margem esquerda da Ribeira de
Lucefecit; a defensibilidade natural é muito elevada, excepto
pelo lado SE, onde se encontram alguns troços de muralha
de xisto. Uma curiosa série de gravuras de época
recente num dos rochedos que afloram ao meio do povoado, revela-nos
a existência de lendas sobre uma moura encantada neste local.
Fortaleza de Juromenha
A fortaleza ocupou lugar de relevo nas lutas da formação
da nacionalidade, conquistada aos mouros em 1167 por D. Afonso
Henriques.
Nas disputas territoriais, tanto com muçulmanos como com
castelhanos, a fortaleza passou a ocupar um lugar de relevo da
defesa da nacionalidade portuguesa.
No interior da fortificação existem duas igrejas
(a da Misericórdia e a Matriz), a cadeia (edifício
cuja configuração actual data do século XVII),
os antigos Paços do Concelho cuja fachada ruiu um 1930,
diversas ruínas pertencentes ao aglomerado urbano e a antiga
cisterna de planta quadrangular.
Ermida de S. Bento (Alandroal)
É desconhecida a data da sua fundação mas
encontra-se ligada à lenda de que um eremita de nome João
Sirgado, se deslocava todos os dias ao local para orar a S. Bento
da Contenda e este salvou a vila dos males da peste de 1580, a
troco da construção da ermida em seu nome.
Igreja da Consolação (Alandroal)
Capela Tumular de Diogo Lopes de Sequeira, 4º Governador
Geral da Índia, grande descobridor e navegante dos mares
de África e do Oriente, enaltecido por Camões nos
Lusíadas (X,52) e alcaide-mor da vila de Alandroal. Fundada
em 1520.
(mais em breve)
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Concelho
de Almeirim
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Locais
de interesse
Biblioteca Municipal Marquesa de Cadaval
Em 1937 foi inaugurada a primeira Biblioteca Pública de Almeirim,
iniciando-se, então, o acesso ao livro para leitura domiciliária.....
Espaços Internet no Concelho de Almeirim
Nestes Locais poderá aceder gratuitamente à Internet
Galeria Municipal de Almeirim
Exposições Temáticas, Pintura, Escultura,
Fotografia e Outras
Igreja Matriz
A Igreja Matriz de Almeirim é datada de meados do século
XVI. No seu interior, podemos contemplar a famosa imagem do Senhor
Jesus dos Passos...
Jardim da República
Fazia parte dos Largos que existiam em Almeirim, com o particular
interesse de ter ali o Terreiro do Paço Real
Parque Zona Norte
Zona Norte de Almeirim, ideal para passear com a família,
praticar diferentes desportos, lanchar
Piscinas Municipais
Se visitar Almeirim durante o Verão, poderá ponderar
dar um mergulho nas belas piscinas municipais de Almeirim!
Pórtico de Paço dos Negros
Na Raposa, a 13km do centro, encontramos os restos do Paço
refeito por D. Manuel I, no século XVI. Sobrou uma magnífica
portada que daria acesso ao pátio, coroada por seis merlões
marcadamente manuelinos e cujo arco é coroado pelo escudo
real e ladeado de rosetas...
Praça de Toiros
Conheça a História da Praça de Toiros de Almeirim
Rota do Vinho
Almeirim possui excelentes condições a nível
geográfico e climatérico para que o vinho seja um
dos seus principais produtos agrícolas.
Gastronomia
Sopa da Pedra - Receitas
Curioso/a para saber como se prepara este delicioso prato regional?
Saiba a receita da Sopa da Pedra e como prepará-lo passo
a passo.
A Lenda da Sopa da Pedra..
Tal como quase todos os costumes, tradições e também
gastronomia regional, a Sopa da Pedra tem uma lenda associada....
Coscorões
Deitar a farinha com o fermento num alguidar, fazer um buraco ao
meio, tipo vulcão, e colocar os ovos, as gemas, a raspa
e o sumo de laranja, o vinho branco, sal e amassar ....
Massa à Barrão
Refogar em azeite e alho picado, a cebola ás rodelas e a
folha de louro e pimentos em tiras.
Refrescar com vinho branco, adicionar o tomate ás rodelas |
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Concelho
de Almodôvar
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A
Visitar na Freguesia de Almodôvar
Igreja Matriz de Almodôvar
A escolha de Santo Ildefonso (monge e abade do mosteiro beneditino
de Toledo, e depois bispo da mesma cidade, que viveu no século
VII) como padroeiro da paróquia de Almodôvar constitui
um interessante reflexo da presença da espiritualidade monástico
- militar no Baixo Alentejo, difundida pelos freires da Ordem de
Avis que seguia a Regra de São Bento.
Porém, a primitiva igreja matriz desta vila, pertencente
em tempos ao padroado real, foi doada por D. Dinis, no ano de 1297, à Ordem
de Santiago. Esta teve aqui uma das suas colegiadas, formada por
um prior e três beneficiados.
O templo actual, traçado em 1592 pelo arquitecto Nicolau
de Frias, constitui um exemplo muito elaborado da tipologia de “igreja-salão”,
com três naves de quatro tramos cobertas de abóbadas,
revelando grande sentido de unidade espacial. O desenho rigoroso
da lanimetria, o ritmo da composição dos alçados
e a própria atenção conferida ao tratamento
dos pormenores, como as seis colunas toscanas em que assentam as
arcarias de vulto perfeito, são bem reveladores do sentido
de depuração classicizante atingida por este modelo
nos finais do século XVI, em consonância com a austeridade
da Contra-Reforma.
D. João V determinou uma remodelação parcial
do edifício, assim descrita em 1747 pelo Padre Luís
Cardoso: “porque a capela-mor se achava arruinada, e por
sua pequenez fica imperfeito o edifício da igreja, que é o
maior templo desta
comarca, foi Sua Majestade servido mandar pelo Tribunal da Mesa
da Consciência, e Ordens, se derrubasse, e se fizesse regular
ao restante da igreja, e se acrescentasse tribuna, que de presente
se anda fazendo”. Estas obras vieram a ser completadas com
a encomenda à oficina do entalhador eborense Sebastião
de Abreu do Ó dos sumptuosos altares de talha dourada e
policromada da nave, cuja riqueza denota pujança das diversas
confrarias e irmandades da matriz.
Nos séculos XIX e XX realizaram-se outras intervenções
de vulto que modificaram substancialmente a fábrica maneirista,
a última das quais teve lugar na década de 1950.
Data de então o painel de Severo Portela, representando
o Baptismo de Cristo no Jordão, que ornamenta o baptistério.
A paróquia de Almodôvar conserva na igreja um importante
acervo de alfaias litúrgicas, em parte oriundo do antigo
Convento de Nossa Senhora da Conceição da mesma vila,
que pertenceu à Ordem Terceira de São Francisco.
JOSÉ ANTÓNIO FALCÃO
Convento de Nossa Senhora da Conceição
Situado a este da vila, pertencia à Ordem Terceira de S.
Francisco e foi fundado em 1680, por Frei Evangelista, lançando-se
a primeira pedra a 2 de Setembro daquele ano. Todos os seus altares
são de talha dourada, dos finais do século XVII e
princípio do século XVIII. O tecto da capela-mor
está pintado, esta capela tem ainda três quadros:
um com o presépio e dois relacionados com o Casamento da
Santíssima Virgem com S. José. Por baixo dos quadros
existem dois extensos painéis de azulejos de cor, predominantemente
azul. À entrada do templo está colocado um órgão
de tubos, de estilo oriental. Esta igreja tem apenas uma pequena
torre sineira, no frontispício.
Igreja da Misericórdia
Capelinha do Sr. do Calvário - Praça da República
Notável templo, erguido na Praça da República,
o altar-mor é em talha dourada e, sobre a parede do mesmo
altar, está pintado o escudo real. As paredes são
revestidas de estuque e pintadas com temas decorativos, constituídos
por flores enquadradas por cercaduras coloridas. Na face lateral
do templo, voltada para a Praça da República, está uma
capela dedicada ao Senhor do Calvário, de grandes e antigas
tradições, restaurado por Severo Portela
Interessante também o imponente pórtico voltado para
a Praça da República.
Museu Municipal Severo Portela jr.- (Pintura)
Situado na Praça da República foi outrora Paços
de Concelho. Consta que, neste edifício, pernoitou D. Sebastião,
aquando da sua passagem por Almodôvar, a 8 e 9 de Janeiro
de 1573, em viagem pelo Alentejo e Algarve. Com a mudança
dos Paços do Concelho para o Convento de S. Francisco foi,
o primitivo edifício, transformado em cadeia. Actualmente,
está instalado neste edifício o Museu Municipal,
dedicado a Severo Portela, ao qual doou parte do seu espólio
artístico.
Ermida de Santo António
Edifício do Séc. XVII , constituído por uma
capela e o respectivo alpendre rasgado por arcos. Cobertura de
duas águas sobre a nave e alpendre, o edifício foi
alvo de restauro em 1986 pela DGEMN, tendo nessa altura sido substituídos
os arcos transversais quebrados que apoiavam o telhado, tipo de
apoio que se mantêm no alpendre. Existem no seu interior
restos de frescos nas paredes.
Freguesia de Gomes Aires
Igreja paroquial de S. Sebastião
Monumento originário do Séc XVI, como documenta a
fonte baptismal e o portal lateral, o edifício foi remodelado
no Séc XVII, quando foi construído o retábulo-mor.
Depois do terramoto os estragos levaram á recuperação
da fachada principal e da torre sineira, de tradição
tardo-barroca. O retábulo do altar é maneirista,
merece especial atenção as quatro pinturas sobre
madeira. De destacar o relógio de sol exterior que remonta
a 1702.
Dólmen / Anta de Baixo;
Necrópole da Idade do Ferro - Antas de Cima;
Rio Mira - Colchão dos Mouros.
Sr.ª da Graça dos Padrões
Igreja paroquial de
Sr.ª da Graça dos Padrões
Monumento do Séc XVI, o portal e a torre são de 1623,
o altar da capela-mor é dos finais do Séc XVIII,
de arquitectura tradicional Manuelina popular característica
dos finais do reinado de D. Manuel. Destaca-se pelas pinturas murais
da capela mor de características tardo-pombalinas, a nave
interior é dividida em cinco tramos separados por arcos-diafragma
ogivais, o baptistério é coberto em cúpula.
Freguesia de Rosário
Igreja paroquial de Rosário
Monumento construído provavelmente entre os séculos
XVII e XVIII, de arquitectura religiosa, possui fachada ladeada
por uma torre sineira. Fachada lateral direita e simples marcada
pelos volumes da torre e da sacristia e por contrafortes com remates
prismáticos. Interior de uma só nave, com 3 tramos
separados por arcos transversais, quebrados, capela baptismal cupulada,
aberta para a nave, por arco redondo sobre pilastras. Arco triunfal,
em asa de cesto, sobre pilastras; capela-mor coberta por abóbada
de berço, assente em cornija. Nas paredes encontra-se importantes
pinturas morais de variada policromia;
Menir (Monumento Megalítico) - Monte Gordo.
Freguesia de Santa Clara a Nova
Igreja paroquial de St.ª Clara
Monumento provavelmente edificado entre os Séc. XVI e XVII,
de realçar no seu interior os altares de talha barroca de
cariz popular, a torre sineira foi remodelada no Séc XVIII
como ilustra o traço arquitectónico do campanário,
no exterior existe uma lápide comemorativa da sua construção;
Estação Arqueológica Mesas do Castelinho;
Museu Etnográfico e Arqueológico de Santa Clara
a Nova;
O Museu Etnográfico e Arqueológico de Santa Clara
-a- Nova tem como principal objectivo divulgar a todos as tradições,
profissões e actividades rurais e tradicionais da freguesia
de Santa Clara -a- Nova, através de uma série de
objectos e ferramentas expostas.
Com efeito, numa visita ao museu podemos observar a actividade económica
principal da freguesia - a agricultura, através dos objectos e processos
agrícolas; as profissões tradicionais da freguesia, tais como:
o abegão, a tecedeira, o sapateiro, o ferreiro, o barbeiro, o latoeiro
e o alfaiate. Por outro lado, podemos também encontrar a venda/taberna,
a escola, a casa do povo, a cozinha tipicamente alentejana e o forno, bem como
o processo de fabrico do pão.
Encontra-se também no museu de Santa Clara -a- Nova uma sala dedicada à arqueologia,
com algum do espólio encontrado na Estação Arqueológica
das Mesas do Castelinho;
Miradouro / Moinho de Vento - Monte da Boa Vista;
Dólmen / Anta da Boavista.
Freguesia de Santa Cruz
Igreja Matriz de Santa Cruz
Construída no Séc. XVI este monumento, apresenta
algumas referências a 1681 no lavabo da sacristia, o remate
da torre sineira e a sacristia são do Séc.XVII. É um
monumento Manuelino, constituído por três naves, a
capela mor é coberta por uma abóbada estrelada, o
portal manuelino está decorado com motivos naturalistas
bem como os capitéis das colunas. As pinturas morais da
capela-mor são seiscentistas e os esgrafitos renascentistas
de grande qualidade. De realçar os retábulos de talha
dourada de cariz barroca de grande qualidade;
Igreja paroquial de Santa Cruz
Monumento de cariz popular , com traços arquitectónicos
bastante simples, provavelmente construído entre os finais
do Séc XVII e inícios do Séc XVIII;
Igreja de Corte Figueira
Monumento do séc XVII de arquitectura simples, apresenta
como principal referência o arco triunfal e o altar-mor,
a cobertura da nave original de madeira foi substituída
por uma placa de cimento;
Cascalheira - Praia Fluvial;
Palheiros de Veio (Estruturas primitivas circulares);
Monte Branco do Vascão.
Freguesia de São Barnabé
Igreja paroquial de S. Barnabé
O edifício original remonta ao Séc. XVI, embora com
intervenções sucessivas nos Séc. seguintes,
como é o caso do retábulo do altar do Séc.
XVII e a torre sineira do Séc. XVIII. É um monumento
de raiz Maneirista e Barroca popular. Com uma só nave a
capela-mor é coberta por uma cúpula,e a torre sineira é de
estilo barroco. De salientar o magnífico retábulo
da capela-mor;
Igreja paroquial de Santa Susana
Construída provavelmente entre os Séc. XVI , (para
a pia baptismal), e Séc. XVII (para os retábulos
dos altares). É um monumento de estilo Maneirista e Barroco
Popular de uma só nave, com cobertura em cúpula na
capela-mor. Os altares são de talha dourada e policromada
de arreigada tradição., interessante além
dos alteres de talha, é o arco triunfal de estilo maneirista;
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Concelho
de Alpiarça
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Locais
de interesse
:: Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça::.
A Casa dos Patudos que a imensidão da Lezíria engrandece, é o
Museu que a Vila de Alpiarça abraça por entre o verde
dos vinhedos e o sentir das Suas Gentes.
:: Praia Fluvial - Aldeia do Patacão ::.
A Aldeia do Patacão foi, em tempos, uma aldeia de pescadores
com edificações palafíticas em madeira, construídas
a pensar nas cheias de Inverno.
:: Reserva Natural do Cavalo do Sorraia ::.
Orgulhamo-nos de poder dizer que este é o único sítio
da Internet dedicado exclusivamente a esta raça.
:: Vala Real de Alpiarça ::.
A Vala Real é um património natural e paisagístico
de elevada riqueza e diversidade.
:: Monumentos ::.
A Casa dos Patudos -Museu de Alpiarça, é sem dúvida,
em termos de monumentos, o ex-líbris de Alpiarça.
No entanto, mais alguns monumentos se poderão visitar. Destacamos
a Igreja Paroquial de Alpiarça, não esquecendo os
mais recentes trabalhos do escultor Armando Ferreira, natural de
Alpiarça, que através da sua obra muito tem contribuído
para a divulgação do concelho. |
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Concelho
de Alter do Chão
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Património Castelo de Alter do Chão: Castelo residência mandado
construir por D. Pedro I em 1359. Planta quadrangular com torres
e cubelos cilíndricos coroado de ameias, coruchéus
cónicos e portais góticos, torre de menagem quadrada.
Pertence à Casa de Bragança e está classificado
como monumento nacional.
Igreja da Misericórdia: Fundada no séc. XIV modificada
nos séc. XVII/XVIII, interior de uma só nave, altar-mor
em mármore de Estremoz, altares laterais de madeira com
baldaquinos em talha dourada e pintada, arco do cruzeiro revestido
por azulejos azuis e brancos, trabalhos em madeira entalhada é de
salientar o pórtico. Serviu como Igreja Paroquial. Capela de Santana: Edificada no séc. XVII, renovada no
séc. XVII/XVIII, pinturas murais actualmente cobertas
com cal. Igreja de São Francisco: construída no séc.
XVII, interior de uma só nave, altares em talha dourada,
púlpito com grade de madeira torneada do séc. XVII,
imagens do séc. XVI e finais do séc. XVIII, em
madeira, pedra e terracota. Igreja de Nossa Senhora da Alegria: Construída nos finais
do séc. XVI, reconstruída no séc. seguinte,
destaque para o pórtico de estilo renascença, decoração
em massa. Pertenceu aos Convento do Espirito Santo, fundado pelos
frades carmelitas descalços. Assenta sobre o que parece
ter sido a primeira igreja que se edificou em Alter do Chão.
o Convento está em ruínas. Frente á igreja
um cruzeiro sobre dois degraus. Igreja do Senhor Jesus do Outeiro: Edifício do séc.
XVII/XVIII de proporções elegantes, o mais erudito
barroco de Alter do Chão, portal em mármore de
Estremoz, fachada de concepção classicizante, torre
sineira de quatro faces, planta quase centrada, altar-mor e quatro
altares laterais, decoração em azulejo, mármore,
madeira dourada e policromada e em massa. Em termos de esculturas é de
salientar a imagem de Nossa Senhora do Carmo, quanto a pinturas é de
referir a tela setecentista representando Sant’ana.
Igreja do Convento de Santo António: Fundada em 1617 pelo
Duque de Bragança D. Teodósio II, modificada no
séc. seguinte. O interior é de uma só nave
com azulejos, trabalhos em madeira pintada e entalhada, capela
lateral mandada construir em 1784 por João Alves Barreto.
As esculturas em pedra e madeira. Várias sepulturas brasonadas
do séc. XVII/XVIII em massa. O edifício do Convento
tem projecto de adaptação turística. Classificado
como imóvel de interesse público. Capela de Santo António dos Olivais: Construída
no séc. XVI e mais tarde parcialmente reconstruída,
dista 1 km da Vila de Alter do Chão. Interiormente Capela-mor,
azulejo policromo do séc. XVII. Palácio e Quinta do Álamo: Moradia brasonada mandada
construir em 1649 por Diogo Mendes de Vasconcelos. Importantes
alterações no séc. XVIII/XIX. edifício
rectangular com larga fachada de dois andares com nove janelas
de sacada de ferro forjado, com frontões alternadamente
curvos e rectilíneos. Riqueza decorativa no interior com
azulejos. Repartição de espaços conforme
a época - piso térreo utilitário, residência
no andar nobre. O portal, encimado pelo escudo de armas, que
dá entrada para a quinta é da segunda metade do
séc. XVIII. A quinta é típica desse século,
destacando-se um pequeno tanque com decoração de
alvenaria e o jardim de buxo. Foi adquirido pela Câmara
Municipal, funcionando aí o Serviço Sócio-Cultural,
com os seguintes serviços abertos ao público: Biblioteca,
Sala de Exposições Temporárias e o Posto
de Turismo. Fonte da Praça da República (Fontinha): Mandada
construir em 1556 pelo Duque de Bragança D. Teodósio
I. Situada primitivamente noutro local do largo foi removida
para o actual em meados do séc. XVII. Estilo renascença, é constituída
por uma alpendrada em forma de cúpula dupla sustentada
por três colunas, tudo em mármore de Estremoz. No
interior os medalhões heráldicos dos Duques de
Bragança (Armas de Portugal) e da Vila de Alter. As bicas
e o tanque já não são da construção
primitiva. Classificado como imóvel de interesse público. Chafariz da Barreira: Mandado construir pela Cãmara Municipal
em 1799, junto à entrada principal do Castelo, estilo
barroco. Interessante trabalho de alvenaria ao gosto popular,
com trabalhos em massa, escudos com brazão de Portugal
e de Alter. Tem 2 bicas laterais jorrando de pirâmides
recortadas. Foi removido no inicio dos anos 60, do local primitivo
para o Largo "Os Doze Melhores de Alter". Chafariz dos Bonecos: Mandado construir pela Câmara Municipal
em 1799. Semelhante ao Chafariz da Barreira, mas mais complexo,
tinha nas extremidades e no coroamento cinco pequenas esculturas
que lhe deram o nome, das quais resta parte de uma delas Escudo
com as armas de Portugal e de Alter, em baixo relevo e muito
obstruído por cal presume-se que seja a efingie do Príncipe
Regente D. João. Tanque rectangular e 2 bicas laterais,
interessantes trabalhos em massa. Pelourinho: Construído no 1º. quartel do séc.
XVI, estilo manuelino, composto de coluna torsa, com decoração
vegetalista. Monumento Nacional. Estação Arqueológica
de Ferragial D’El Rei: Ruínas romanas, imóvel
de interesse público. Igreja Matriz: Séc. XX - Arquitectura "Estado Novo" Coreto: Princípios do Séc. XX Janela Manuelina: Séc. XVI Castelo de Alter Pedroso: Construído no séc. XIII,
doado por D. Afonso III aos Cavaleiros de Avis, reconstruído
por D. Dinis e destruído por D. João D’ Áustria
em 1662. De traça primitiva só resta um portal
gótico, partes de muralha em ruínas e a porta da
Capela de S. Bento no interior. Imóvel de interesse público.
Igreja Paroquial de Alter Pedroso: Fundada no séc. XV,
dedicada a Nossa Senhora das Neves, alterada do séc. XVII.
Interior de uma só nave, altar-mor em talha dourada, portal
e torre de raiz medieval. No altar-mor, retábulas e imaginária.
Trabalhos em massa decorando o interior do templo. Ponte de Vila Formosa: Construída pelos romanos nos finais
do séc. I, início do séc. II D.C. sobre
a Ribeira de Seda, na Estrada que liga Alter do Chão a
Chança e Ponte de Sôr. Construída em grossa
cantaria aparelhada e almofadada. Consta de 6 arcos iguais entre
si e compostos nas frentes por trinta e três aduelas e
cinco olhais em forma de pórtico. Monumento Nacional.
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Concelho
de Alvito
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Percursos
Alvito Manuelino
"
Alvito é uma curiosa vila Alentejana que conserva quase
intactas as suas construções manuelinas, entre as
quais avulta o castelo maciço e imponente. Foi povoação
de algum relevo e ponto de referência bastante nomeado do
Alentejo, servindo até o seu topónimo para distinguir,
de outras vilas do país, as de Viana e de Vila Nova da Baronia,
porque tanto uma como a outra foram antigamente mais conhecidas
por Viana de a par de Alvito e Vila Nova de Alvito.
Apesar de tão velho uso, que muito divulgou o nome da povoação,
do aspecto arquitectónico do castelo e do grande número
de peças quinhentistas dispersas pela vila, que embelezam
as portas e janelas do seu modesto casario e reflectem o acentuado
empenho que então houve em adoptar nas construções
a feição manuelina, ligeiras são as referências
que os cronistas e escritores até hoje lhe fizeram.
Merece, porém, que se lhe consagrem uns momentos de atenção
pelo cunho característico da sua arquitectura, embora sumária
e muito sóbria, mas cuja forma decorativa reveste um aspecto
especial nesta vila afastada e tão pequena”.
In A Arte Manuelina na Arquitectura de Alvito, de Luiz de Pina
Manique, 1949.
O Município de Alvito aprovou em Outubro de 2007, um Programa
de Requalificação de Portais Manuelinos, que prevê a
substituição, reparação ou conservação
de portas ou janelas instaladas em portais manuelinos ou de reconhecido
interesse patrimonial.
A Rota de Sant’Águeda
O Percurso dá a conhecer uma das mais belas regiões
da planície Alentejana.
Vila Nova da Baronia, freguesia do Concelho de Alvito, apresenta
passeios e história dignos de registo.
A Praça da República, com o seu Pelourinho, é o
ponto de partida para este percurso, que concilia a paisagem humanizada
e o património edificado, com a paisagem natural e o património
rural.
Destacam-se ainda no centro histórico, alguns monumentos
como a Capela de Nª Sr.ª da Conceição e
a Igreja Matriz de Nª. Sr.ª da Assunção.
A paisagem de planície vai depois apresentado as suas surpresas
e particularidades: trilhos com sombras e riachos, veredas com
rouxinóis, garças, peneireiros e coelhos, caminhos
com alecrim e rosmaninho e algum sobro e azinho.
O ponto culminante do percurso é a seiscentista Ermida de
Santa Águeda (que dá nome a esta Rota). Neste local,
somos convidados a momentos de aprazível repouso em harmonioso
convívio com o edifício religioso e com a paisagem
envolvente
Rota do Fresco
" O Projecto Rota do Fresco pretende democratizar o acesso
ao património cultural e natural do Alentejo e promover
o seu conhecimento. Para isso, foram criadas diferentes Rotas e Experiências
temáticas subordinadas à matriz da pintura mural
alentejana – os “frescos” – nas quais pode
aceder a património arquitectónico usualmente fechado,
assistir ao vivo às tradições etnológicas,
provar a gastronomia regional e perceber a paisagem envolvente. Consulte as Rotas e Experiências existentes, lembrando-se
que também construímos percursos especialmente à sua
medida. O Projecto Rota do Fresco abrange os concelhos de Alvito, Cuba,
Portel, Viana do Alentejo e Vidigueira e crescerá, em breve,
para Beja e Évora." |
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Concelho
de Arraiolos
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Arraiolos
terra dos tapetes é ainda os séculos de história
bordados à mão por gerações e gerações
de bordadeiras que fizeram chegar até aos nossos dias o
nosso mais genuíno artesanato o “Tapete de Arraiolos”. Cunha Rivara, historiador Arraiolense, na sua obra “Memórias
da Vila de Arraiolos”, depois de se referir à nobreza
e antiguidade de Arraiolos, bem como a alguns aspectos históricos
da sua origem, afirma: “... seja como for, tenho por certo
que em princípios do século XIII já havia
povoação no sítio de Arraiolos...”
Certo é também que a abundância de vestígios
relacionáveis com o final do Neolítico ou mesmo
com o calcolitico são um sinal de uma significativa ocupação
humana a partir do IV Milénio A.C. e, provavelmente, “na
proto-História, o grande local de habitat corresponderia
já à actual elevação onde se localiza
o Castelo de Arraiolos". É ainda Cunha Rivara que nos transmite as referências
do padre António de Carvalho da Costa, na Corographia
Portugueza (tomo2º Pág 525) e do Padre Luís
Cardoso no Diccionario Geographico (tomo 1º pág.
590) onde atribuem a fundação de Arraiolos a Sabinos,
Tusculanos e Albanos, ocupantes que foram da cidade de Évora
antes de Sertório e deram o governo de Arraiolos ao capitão
Rayeo, nome grego.
Deste nome, parece ter então derivado o nome da nossa
vila, já que o nome Rayeo se foi denominando Rayolis,
Rayeopolis, Arrayolos e hoje Arraiolos.
Porém, é em 1217 com a concessão do termo
de Arraiolos pelo rei D. Afonso II, ao Bispo de Évora
D. Soeiro e ao cabido da Sé da mesma cidade, que se inicia
um novo capitulo da nossa história.
Em 1290, Arraiolos recebe o 1º Foral, de D. Dinis, e o mesmo
monarca manda edificar o Castelo em 1305, sendo que no dia 26
de Dezembro de 1305 o Concelho representado por João Anes
e Martim Fernandes, outorgou com com o Rei o contrato para a
sua feitura.
Arraiolos foi condado de D. Nuno Álvares Pereira - 2º conde
de Arraiolos - a partir do ano de 1387. Antes de recolher ao
Convento do Carmo em Lisboa, o Condestável do reino, permaneceu
aqui longos períodos da sua vida. Em 1511 recebe Foral novo de D. Manuel.
Ao longo dos anos foram muitas as alterações do
seu território, tendo limites administrativos definidos
a partir de 1736, sofreu, entretanto, várias alterações:
- Inclusão no distrito de Évora (1835) ; Anexação
do concelho de Vimieiro (1855) ; Anexação do concelho
de Mora (1895) ; desanexação do concelho de Mora
(1898).
Situado no interior sul do país, na vasta região
alentejana , Arraiolos é hoje um concelho com 684,08Km2,
para uma população de 7616 habitantes (censos de
2001) distribuídos por 7 freguesias: Arraiolos, Vimieiro,
Igrejinha, S. Pedro da Gafanhoeira, Sabugueiro, S. Gregório
e Santa Justa.
ARRAIOLOS TERRA DOS TAPETES é ainda os séculos
de história bordados à mão por gerações
e gerações de bordadeiras que fizeram chegar até aos
nossos dias o nosso mais genuíno artesanato o “Tapete
de Arraiolos”.
A referência escrita mais antiga que até hoje é conhecida
está no inventário de Catarina Rodrigues, mulher
de João Lourenço, lavrador e morador na herdade
de Bolelos, termo de Arraiolos, onde, pelo ano de 1598, é descrita
a existência de hum tapete da tera novo avalliado em dous
mill Reis.
Certo é ainda que as escavações arqueológicas
realizadas na Praça Lima e Brito no inicio do Séc.
XXI, sob a responsabilidade da Arqueóloga Ana Gonçalves,
sem prejuízo de uma investigação mais pormenorizada,
induzem o inicio da produção de tapetes em Arraiolos
para uma fase anterior ao Séc. XV.
O concelho, a par da riqueza da sua paisagem, é detentor
de um vasto património edificado que a Câmara Municipal
tem procurado preservar e valorizar.
Deste conjunto destacam-se diversos monumentos nacionais e outros
imóveis, nomeadamente:
Templo Romano - Santana do Campo
(Ruínas Romanas de São João do Campo*)
Cronologia : Séc. 2 / 3 d. C. - templo romano cujas ruínas
ficaram incorporadas na cabeceira da Igreja; Séc. 15 -
fundação do templo cristão, deduzida do
vestígio mais antigo, imagem da padroeira (ESPANCA, 1975);
1534, após - reforma geral do templo cristão; 1715
- data aposta no dintel do pórtico, correspondente a reforma
integral da fachada e interior. Bibliografia : PREREIRA, Gabriel, Antiguidades Romanas em Évoa
e seus Arredores in Estudos Eborenses, Évora, 1891; CORREIA,
Vergílio, Monumentos e Esculturas, Coimbra, 1924; ALARCÃO,
Jorge, Portugal Romano, Lisboa, 1973; ESPANCA, Túlio,
Inventário Artístico de Portugal-Distrito de Évora,
Vol. 8, Lisboa, 1975; ALARCÃO, Jorge, Roman Portugal,
London, 1988. Observações : *A designação está incorrecta.
Não se conhece qualquer afectação do lugar
ao topónimo São João de Campo. Chamou-se
primitivamente Santana da Franzina e agora Santana do Campo. |
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Concelho
de Arronches
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Igreja
Matriz : Situada junto aos Paços do Concelho e da Misericórdia,
a Igreja Matriz, do orago de Nª. Srª da Assunção
substituiu, em meados do século XVI, o antigo templo gótico
de 1236, do padroado Mosteiro de Santa Cruz, de Coimbra. Do século
XIII, cujas fundações são atribuidas a São
Teotónio, prior de Santa Cruz de Coimbra. A fachada teve
de ser reerguida após o terramoto de 1755. É um templo
gótico de três naves com abóbodas sustentadas
por seis colunas. A entrada tem um pórtico renascentista
e um arco redondo lavrado e decorado com esculpidos.
Igreja da Misericórdia : A capela da Santa Casa da Misericórdia é um
edifício simples da metade do século XVI e que
está situada à esquerda da Igreja Matriz. O pórtico é de
cantaria quinhentista e o interior de uma só nave de abóbodas
com nervuras.
Igreja de Nossa Sr.ª da Luz : Fundada no séc.XVI,
em 1570, por Fr. Francisco da Ressurreição e Fr.
Hilário de Jesus, religiosos Agostinhos calçados,
e posteriormente vendido a particulares no século XIX.
Convento da Nossa Srª da Luz : Data de 10 de Janeiro de
1570 a carta enviada por D. Sebastião a D. André de
Noronha, bispo de Portalegre onde ordena que se construa um mosteiro
da ordem de Santo Agostinho na vila de Arronches. É também
o bispo de Portalegre, D. André de Noronha, quem manda
o vigário Cristóvão Falcão doar a
ermida da Nossa Senhora da Luz a frei Diogo de S. Miguel, provincial
da ordem de Santo Agostinho.
Igreja do Espiríto Santo : Não existem estudos
específicos, no que diz respeito à sua fundação
e evolução na própria dinâmica da
vila. Encontra-se actualmente num estado de degradação
bastante elevado.
Igreja de Nª Sª da Graça (Mosteiros) : Esta
magnífica igreja está situada nos arredores da
Freguesia, esta pequena mas bela igreja destaca-se acima de tudo
pela sua espectacular simplicidade arquitectónica.
Igreja de Nossa Senhora da Esperança : Na Freguesia da
Esperança a sua Igreja sobressai da Homogeneidade do casario. É um
templo do século XVIII. Possui um retábulo renascentista
em madeira policromada.
Igreja de Santo António: Situada junto à estrada
de Campo Maior, praticamente integrada na nova zona habitacional
do Bairro de Sto António, propriedade de particular,
de uma só nave com frescos de grande qualidade e em óptimo
estado de conservação, portal de granito. Igreja de Nossa Senhora do Rosário : É uma pequena
construção muito típica da igreja rural
do século XVII. Fica situada a 5 KM de Arronches, junto à via
férrea. O pórtico tem a verga lavrada com motivos
geométricos. A fachada é ladeada por dois cunhais
de pedra talhada e rematados por pirâmides.
Igreja de S. Bartolomeu : É um pequeno templo do tipo
característico da igreja rural do Alto-Alentejo, construído
possivelmente nos fins do século XIV ou começo
do século XV. Da traça primitiva, de carácter
muito arcaico, conserva apenas o portal, de granito, com arco
de volta perfeita assente sobre duas colunas com capitéis
largos. A pequena sineira, ao centro da fachada, imprime uma
relativa importância ao edifício.
Igreja de Santo Isidro : Fica situada na margem direita do rio
Caia, a 3 Km, su-sudeste de Arronches, detém algumas pinturas
nas paredes, encontrando-se totalmente em ruínas.
Igreja de Santa Luzia : Fica situada na margem direita da ribeira
de Arronches, é propriedade de particulares, encontra-se
transformada em casa de habitação, detendo cerca
de quatro fogos. Completamente alterada, quer a sua fachada quer
a fisionomia global, devido a diversas portas que abriram e chaminés
que sustenta. O estado de conservação é razoável,
todavia não para o fim para que fora destinada.
Ermida do Rei Santo : Situa-se no cume da serra do Monte Novo,
perto do lugra da Nave Fria, de pequeno porte serve unicamente
para o culto, na romaria do mesmo nome, que ali se realiza quinze
dias após a Páscoa. Encontra-se virada a Sul. Tem
uma só nave e um pequeno átrio de acesso, está completamente
caiada de branco apresentando um simples altar de que sobressai
o tecto de forma de abóboda.
Ermida do Monte da Venda : Situa-se numa pequena elevação
do lado direito da estrada de Portalegre, a 8 Km a Noroeste da
vila de Arronches, mantém a traça original e é rica
em frescos na abóboda, pouco mais se conhece pois encontra-se
pouco estudada.
Fonte de Elvas : Actualmente situa-se no jardim junto ao Convento
de Nossa Senhora da Luz, mas outrora encontrava-se na parte Sul
da Vila num caminho que vai para os montados e assim chamada
por estar virada para o lado de Elvas. Construida em mármore
branco preserva as características dessa época.
Fonte do Vassalo : Uma construção do Sec. XVIII
encimada pelo escudo de Portugal, com dois paineis de azulejos
retratando cenas da vida agricola e os lazeres da fidalguia.
Construida nos subúrbios da Vila, é de alvenaria
e granito no gosto clássico da época.
Paços do Concelho : A casa nobre do lado direito da Igreja
Matriz é o edifício dos Paços do Município,
construído no séc. XVI, conserva ainda a traça
primitiva, apesar das modificações que lhe foram
introduzidas no séc. XVII e XVIII, e mais recentemente
neste século.
Ponte do Crato : Atravessa o rio Caia e serve a estrada que
vai para o Assumar, data do séc. XV e compõem-se
de seis arcos de volta redonda construídos em grossa alvenaria
com silhares e aparelhos de granito em blocos talhados.
Fortificação Abaluartada : No caso da vila de
Arronches, é utilizada a designação de Fortaleza
com aqueles dois sentidos, se assim o podemos entender. De facto,
todo o aglomerado medieval se encontra no interior da fortaleza
e, é delimitado pelo próprio contorno da Fortificação
Abaluartada.
Torre Medieval do Castelo : Desta magnífica e grande
Torre podemos apenas observar o seu exterior, isto porque não
tem acessos ao seu interior. O antigo castelo mandado reedificar
por D.Dinis, em 1310 foi o que deu origem a este deslumbrante
monumento.
Abrigo Paleolítico : É na freguesia de Esperança
que se encontram alguns dos mais notáveis conjuntos de
pinturas rupestres existentes em Portugal. Há abrigos
de pinturas na serra dos Louções e na serra da
Cabaça, na encosta sul, a leste de Esperança e
a cerca de 400 metros da estrada que liga esta aldeia a Monte
Novo e Nave Fria. As suas grutas encerram um património
arqueológico de valor inestimável, reconhecido
pelos especialistas e traduzido em pinturas na generalidade monocromáticas,
de tons vermelhos, traço esquemático, com cerca
de 3.000 anos, e reproduzindo silhuetas antropomórficas
e zoomórficas, desenhos de mãos e outros sinais.
Necrópole do Baldio : Situa-se na herdade do Zambujal
a 9,5 Km de Arronches, a 200m da margem esquerda do Rio Caia
e é composta por 5 sepulturas escavadas em pedra de granito.
Monumentos Megalíticos (Antas) : As antas dos Fartos
e das Sarnadas, encontram-se em melhor estado de conservação
uma vez que os esteios se encontram em pé, faltando na
primeira o chapéu e na segunda este está caido
por trás do monumento. Nestas duas antas, ainda que seu
estado de conservação não seja o ideal, é possível
obsevar a câmara.
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Concelho
de Avis
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O
Museu
O Museu Municipal de Avis - Etnografia e Arqueologia está instalado
na sala do Capítulo do antigo Convento de São Bento
de Avis desde o final da década de 80 do século XX
. Do seu acervo fazem parte peças recolhidas pelos funcionários
do Município e pelo Artesão local, António
Bonito, bem como peças doadas pela população.
Este acervo é composto por três núcleos: arqueologia,
artesanato e etnografia. Em Novembro de 2003 teve início a sua remodelação,
que permitiu a sua reabertura a 18 de Setembro de 2004 com a inauguração
dum Ciclo de Homenagem ao pintor local Ângelo Paciência
com as exposições “A Arte no Vosso Lar” e
o “Homem e a Terra”. Numa primeira fase a política
museológica do museu passa pela manutenção
de exposições temporárias o que permitirá mostrar
alguma da diversidade do acervo. Assim sendo, após o Ciclo
de Homenagem a Ângelo Paciência foram realizadas mais
duas exposições: uma de artesanato “O Trabalho
das Mãos” a outra de etnografia “ Ofícios
dos nossos Avós”. Dentro da vertente pedagógica, para além das visitas
guiadas, foi criado o Ciclo “Vamos ao Museu”, no qual
se irão integrar um conjunto de iniciativas, a primeira
das quais intitulada Atelier dos Ofícios. Este decorreu
em conjunto com a exposição “Ofícios
dos nossos Avós”, e contou com a colaboração
de vários habitantes locais representantes de antigas profissões
como agricultor, barbeiro, costureira, ferrador, marceneiro, pastor,
pedreiro/adobeiro, sapateiro e tosquiador, que estão cada
vez mais esquecidas. Estiveram ainda envolvidas no projecto, as
escolas pré primarias e básicas do Concelho num total
de 300 crianças.
.Em Exposição...
"
O Ofício de Aferidor"
De 20 de Outubro de 2008 a 11 de Outubro de 2009 A exposição “Ofício de Aferidor” permite
ao visitante deste espaço museológico, descobrir
os instrumentos e os equipamentos inerentes à profissão
de aferidor de pesos e medidas, muitos dos quais, hoje em dia estão
em desuso.
O espólio agora exposto era parte integrante da antiga oficina
dos diferentes aferidores municipais. O comércio é uma das mais antigas actividades humanas,
desde sempre ouve necessidade de se fazerem trocas comerciais.
Cada civilização desenvolveu o seu sistema de pesos
e medidas, as primeiras tiveram o próprio corpo humano como
base, exemplo disso são as polegadas e os palmos. O primeiro sistema de medição que temos registo
em Portugal foi o romano logo seguido do árabe, mantendo-se
os dois no entanto em simultâneo, o que fazia com que existisse
grande variedade de pesos e medidas. Nos primeiros tempos da nacionalidade haviam inúmeros pesos
e medidas que diferiam de região para região. D.
Afonso IV foi o primeiro a tentar uniformizar as medidas do reino.
No entanto, até ao século XIX vários sistemas
métricos foram usados em Portugal, cruzando influências
romanas, árabes e europeias. Com a publicação
a “13 de Dezembro de 1852 do decreto com força de
lei que estabeleceu em Portugal o sistema legal de pesos e medidas
adoptado em França”(1) passamos a reger-nos pelo sistema
métrico decimal. Associada aos pesos e medidas, surgiu em Portugal, a profissão
de aferidor de pesos e medidas afim de fiscalização
e controlo metrológico. A aferição é uma
profissão pouco visível, mas bastante presente no
nosso quotidiano. É graças a essas medições
que temos a certeza de que não estamos a ser enganados nas
trocas comerciais. Em Portugal “em 29 de Dezembro de 1860, foi decretado o
serviço de aferição nos concelhos do país
e em 7 de Março de 1861, o respectivo Regulamento confirmado
pelo decreto de 1 de Julho de 1911.”(2) A profissão de aferidor requer todo um universo de saberes,
procedimentos, instrumentos e medidas padrão. Hoje em dia,
devido à evolução tecnológica, não
existem em todos os municípios aferidor, no entanto até à década
de 90 do século passado em quase todos os municípios
havia uma aferidor Municipal encarregue de aferir e conferir todos
os instrumentos de pesar e medir existentes no Concelho. Os aferidores de pesos e medidas eram nomeados pelas Câmaras
Municipais. Estes tinham como função aprovar ou reprovar
os instrumentos de precisão e trabalhavam tanto na oficina
como faziam serviços externos. As medidas e os instrumentos
de medição tinham que ser aferidos e conferidos todos
os anos. No concelho de Avis “a aferição de todos os
instrumentos de pesar e medir será feita normalmente nos
meses de Maio a Julho, e a conferição nos meses de
Novembro e Dezembro de cada ano, podendo uma e outra prolongar-se
por um mês para as povoações fora da sede de
concelho”.(3) Em Avis, os primeiros registos encontrados até à data,
que mencionam a existência de um aferidor municipal de pesos
e medidas remontam a 1928, tendo esta profissão existido
no Concelho até ao final da década de 80 do século
XX . 1) In “ Padrões Prototipos Systema Metrico Decimal”
2) In Manual do Aferidor – António Miguel, 1950
3) In Artigo 19 - Câmara Municipal do Concelho de Avis -
Posturas sobre pesos e medidas de 1952.
.
...
.
.Exposição Permanente
Memórias de outros tempos Memórias de outros tempos é uma exposição
temporária de longa duração que, através
de três pequenos núcleos expositivos, pretende levar
o visitante a recuar alguns anos atrás e viver ou reviver
o que foram as vivências de grande parte do Alentejo no que
diz respeito ao trabalho do campo e á típica habitação
Alentejana.
Esta exposição é ainda composta por um pequeno
núcleo dedicado à marcenaria. Este núcleo
resulta da última grande doação feita ao Museu
por parte do Mestre Marceneiro Artur Azedo. O Trabalho Agrícola Os campos cultivados e os trabalhos agrícolas marcaram
profundamente a História Local. Durante anos a população
viveu quase exclusivamente da agricultura. Neste concelho, profundamente rural, os recursos económicos
assentavam de uma maneira geral na produção e comércio
de cereais, azeite e cortiça e na criação
de gado. O árduo trabalho do campo estabelecia o ritmo da vida local,
onde as jornas de trabalho tinham como companheiro o sol que ditava
o ritmo da lida. O ciclo do trabalho da terra, sementeiras, monda, ceifa, colheita
e debulha ocupava as populações durante todo o ano.
Havendo mesmo a necessidade de contratar pessoas de outras localidades
pois, a mão de obra local não bastava para certo
tipo de actividade como é o caso da ceifa. Em Portugal o desenvolvimento da agricultora deu-se somente a
partir do final da década de 40 do século XX. No
entanto, até bastante tarde as alfaias agrícolas
tradicionais foram utilizadas, sobretudo nas pequenas explorações
familiares. As alfaias agrícolas tradicionais eram geralmente feitas
localmente e adaptadas a cada trabalhador. O caso das enxadas é disso
exemplo, os seus cabos eram adaptados à altura da pessoa. Nos últimos 30 anos, a agricultura perdeu peso na economia
e na sociedade, mas foi sem sombra de dúvida, uma das actividades
que mais marcou o povo Português durante gerações. Este decréscimo ficou a dever-se por um lado ao aparecimento
de máquinas agrícolas cada vez mais sofisticadas
e por outro, devido a importação de produtos do estrangeiro. A Habitação Alentejana
O povoamento no Alentejo tem uma característica muito particular
que se prende, desde logo, com os inícios da nacionalidade
e o período da reconquista cristã. A região do sul do país não era povoada,
o que levou os nossos reis a doarem grandes domínios a nobres
ou a grandes ordens religiosas, como foi o caso da região
onde se situa hoje Avis, que por volta de 1211 foi doada por D.
Afonso II aos Freires de Évora. Tendo esta Ordem, anos mais
tarde, dado origem à extinta Ordem de São Bento de
Avis. As populações viviam nos aglomerados urbanos (vilas
ou aldeias) ou dispersas nos montes. No que se refere à habitação tipicamente
Alentejana, ela é constituída apenas por um piso
térreo. As casas nas zonas rurais de piso térreo,
têm poucas janelas e dimensões reduzidas. No entanto,
as casas das aldeias devido a questões de espaço
podem ter dois ou mais pisos. Nestas casas, devido à dimensão
da fachada não existem janelas, apenas uma porta com um
postigo. As casas eram rebocadas e caiadas no interior e exterior, de branco
ou com cores vivas. A divisão principal da casa é a cozinha que funcionava
ao mesmo tempo como sala de estar e de trabalho. Uma das principais
características deste tipo de construção é a
enorme chaminé de chão, onde as pessoas cozinhavam
e se aqueciam. As cozinhas possuíam nichos, poiais e prateleiras
bem como mobília simples (cadeiras de madeira com assentos
de palha entrançados bancos, mesas, arca). No que se refere aos montes, tão característicos
na região e dispersos pela paisagem. Estes podem, segundo
Ernesto Veiga de Oliveira e Fernando Galhano “ser casas solarengas; às
vezes com dois ou três andares, com terreiro e pátio
murado, até casas térreas mais ou menos modestas
e pequenas, ajustadas às necessidades das lavouras respectivas,
ou apenas para habitação de ganadeiros, guardas ou
pastores.”(1) Podemos assim dizer, e de um modo geral, que uma das características
principais da arquitectura tradicional no Alentejo é a chaminé de
chão na cozinha. (1) - OLIVEIRA, Ernesto Veiga de ; GALHANO Fernando - Arquitectura
Tradicional Portuguesa; Publicações Dom Quixote;
Lisboa; 2000 O Marceneiro
Alterações sociais e económicas promoveram
o desaparecimento de muitos marceneiros. De facto, actualmente,
a maioria dos móveis são feitos em série e
quando estes se estragam deitam-se fora e adquirem-se outros. O marceneiro emprega grande número de ferramentas que
se podem dividir em cinco grandes grupos que se prendem com a sua
função: medir e marcar; cortar; perfilar e polir;
perfurar e percutir e extrair. Possui ainda inúmeros acessórios
e produtos para diversos fins. No grupo das ferramentas de medir e marcar existem o metro, a
régua, o compasso, o graminho e a suta. Nas ferramentas
de corte, os serrotes, as serras, os formões, o guilherme
e o corteché. A lima, a lixa, a grosa e o raspador pertencem à categoria
de perfilar e polir. O berbequim manual, o arco de pua e a verruma
integram o grupo das ferramentas de perfurar. O martelo e o alicate
estão incluídos nas ferramentas de percussão
e extracção. Um bom marceneiro tem que conhecer todas estas ferramentas que
estão ao seu alcance e possuir boas bases de desenho à vista
e geométrico. Um trabalho de marcenaria começa por
marcar, traçar e serrar a madeira. Para além da tarefa de executar novas peças, o marceneiro
também restaurava aquelas que se iam deteriorando com o
uso e a passagem do tempo.
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Concelho
de Beja
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Locais
de interesses turistico
Núcleo Visigótico do Museu Regional de
Beja/Igreja de Santo Amaro
Monumento Nacional
Localiza-se próximo do castelo mas na zona extra-muros.
Trata-se de uma igreja basilical, cuja fundação
remonta à Alta Idade Média. Apesar de ter sofrido
diversas alterações ao longo dos séculos
conserva ainda parte da nave central.
Actualmente acolhe o Núcleo Visigótico do Museu
Regional de Beja, cuja colecção de elementos arquitectónicos
constitui o mais importante conjunto conhecido no território
nacional. A sua existência justificou a classificação
da cidade de Beja como capital do Visigótico em Portugal. Castelo de Beja Monumento Nacional
A sua reconstrução iniciou-se durante o reinado
de D. Afonso III, a torre contudo seria terminada no reinado
de D. Diniz. A Torre de Menagem constitui um dos melhores exemplos
da arquitectura militar portuguesa. Divide-se interiormente em
três andares, cujas salas são decoradas. Na sua
parte exterior realçam-se a janela geminada, a janela
de ferradura de tradição mudejar e um balcão
circundado de matacães. Salienta-se a particularidade desta torre ser construída
em mármore. Museu Regional de Beja/Convento de Nossa Senhora da
Conceição Monumento Nacional (apenas a Igreja)
O Convento de Nossa Senhora
da Conceição foi concluído
por ordem dos primeiros duques de Beja, D. Fernando e D. Brites,
pais da Rainha D. Leonor e do Rei D. Manuel. Sob o protectorado
destes nobres foi um dos mais ricos conventos do Sul do país. Nos finais do século XIX e inícios do século
XX, a cidade de Beja foi palco de grandes destruições
patrimoniais; deste antigo convento sobreviveu apenas a igreja,
o claustro, a sala do capítulo e divisões adjacentes. Presentemente encontra-se ali instalado o núcleo central
do Museu Regional de Beja (Museu Rainha D. Leonor) cujo espólio é composto
por importantes colecções, destacando-se as de
ajulejaria, arte sacra, pintura e arqueologia. Consulte a página oficial do Museu Regional de Beja Igreja da Misericórdia
Monumento Nacional
A Igreja da Misericórdia foi construída no séc.
XVI. Trata-se de um exemplo ímpar da arquitectura renascentista
de forte influência italiana, inspirada na famosa Loggia
da cidade de Florença, sobressai a sua colunata sobre
planta quadrada. Foi inicialmente projectada para açougues,
contudo o seu impacto foi tão forte que rapidamente se
considerou ser demasiado nobre para funcionar como mercado, adaptando-se
rapidamente o edifício a igreja.
O seu mecenas foi o Infante
D. Luís, terceiro Duque de
Beja, que continuaria a obra de seus ancestrais, enobrecendo
a cidade de Beja e dotando-a de importantes espaços. Convento de S. Francisco
Monumento Nacional
(Capela dos Túmulos)
Situado fora das
Muralhas, junto à antiga via que ligava
Beja a Mértola, foi fundado no século XIII. Sofreu
profundas alterações sobretudo no século
XVIII, que praticamente lhe imprimiram o seu aspecto actual.
De destacar a singularidade da Capela sua dos Túmulos,
a Cisterna, as pinturas da Sala do Capítulo e o Coro Alto
Actualmente
faz parte da rede da ENATUR - Pousadas de Portugal.
Monumento
Nacional (Capela dos Túmulos).
Colégio dos Jesuítas
Quem entra na cidade de Beja
proveniente de Serpa, rapidamente observa este enorme edifício
que marca a malha urbana.
Iniciaram-se
as obras deste colégio no século
XVII, mas, em 1759, a ordem jesuíta seria expulsa de Portugal,
interrompendo-se a sua construção. Em 1770, por
ordem do rei D. José, seria reinstaurado o bispado de
Beja, sendo nomeado para este cargo D. Frei Manuel do Cenáculo.
Em 1777 recomeçam as obras no sentido de recuperar o conjunto
para Paço Episcopal. Com a chegada do novo bispo formou-se
um dos mais importantes círculos intelectuais do sul do
país. Entre outras actividades por ele desenvolvidas,
destaca-se a recolha de uma extraordinária colecção
de arqueologia, integrando actualmente alguns dos deus exemplares
o acervo do Museu Regional de Beja.
Actualmente funcionam ali
o Quartel da Guarda Nacional Republicana e a Universidade Moderna.
Arco Romano/ "Portas de Évora" Monumento Nacional
O arco romano encontra-se anexado ao Castelo.
Trata-se do único
exemplo existente que testemunha a aplicação do
modelo de cidade ideal romana, e que consistia na intersecção
de duas vias principais orientadas no sentido Oeste - Este e
no sentido Norte - Sul. A aplicação deste sistema
resultava num espaço urbano geometricamente organizado.
As Portas de Évora inseriam-se no eixo Oeste- Este. Janela Manuelina
A janela manuelina da Rua Afonso Costa (ou Rua
das Lojas) trata-se de um dos melhores exemplos deste estilo
existente em Beja. A
janela originalmente pertenceu a um edifício nobre que,
infelizmente, foi destruído, sendo posteriormente colocada
na actual casa. Hospital da Misericórdia/ Hospital de Nossa Senhora
da Piedade
Monumento Nacional
Mandado construir pelo rei D. Manuel, foi um
dos primeiros hospitais de estilo manuelino a ser construído em Portugal. Posteriormente,
passaria para a Santa Casa da Misericórdia.
Destacam-se
a fabulosa enfermaria decorada com arcos em ogiva, o claustro,
a capela e a pequena farmácia.
Actualmente
funciona como Instituto Superior de Serviço
Social. Igreja de Santa Maria
Imóvel de Interesse Público
É uma das mais antigas igrejas de Beja e, segundo alguns
autores, terá funcionado primitivamente como mesquita.
Trata-se de um dos melhores exemplo do gótico alentejano.
Preserva a estrutura gótica da ábside, sendo de
realçar, ainda, a galilé, os altares barrocos e
a "Árvore da Vida", representada numa capela
lateral. Janela de Mariana Alcoforado O Convento de Nossa Senhora da Conceição foi cenário
da grande paixão de Mariana Alcoforado, a presumível
autora das "Lettres Portugaises".
Pode visitar-se, no
Museu Regional de Beja (convento de Nossa Senhora da Conceição) a famosa janela referenciada
numa das suas cartas, através da qual sentiu, pela primeira
vez, os efeitos da sua paixão avassaladora, pelo cavaleiro
Noel Bouton, mais conhecido como Marquês de Chamilly. "Passo" da rua da Ancha
Na rua da Ancha pode ver o
altar que aí existe, constituído
por uma mesa de altar, espaço reservado à pintura
dos Passos e frontão encimado de cruz.
Trata-se de um "Passo" feito por António Nobre
em 1675, retratando um dos episódios da Paixão
de Cristo desde a condenação até à morte
no Calvário.
Estes "Passos" ou pequeninas capelas serviam de local
culto para os católicos que percorriam a via sacra, nove "Passos",
como símbolo do sofrimento de Jesus.
Pelourinho de Beja
O pelourinho terá sido mandado construir por D. Manuel
após a concessão do foral da Leitura Nova em 1521. À semelhança
de outras obras régias da época, também
neste pelourinho figuram os emblemas deste monarca, esfera armilar
e cruz de Cristo em ferro. Após um percuso atribulado
o pelourinho foi reconstruído no século XX segundo
o modelo original.
Local: Praça da República
Ermida de Santo Estevão
Trata-se de uma das ermidas mais antigas
de Beja, tendo sido fundada em finais do século XIII para
jazigo do cavaleiro Estêvão Vasques. Em 1915 foi
doado à Santa
Casa da Misericórdia de Beja, tendo acabado por funcionar
como celeiro. Em 1940 foi restaurado e reabriu ao culto. É uma
capela de uma nave e capela-mor, totalmente abobadada, característica
do gótico da época de D. Dinis, com notória
influência franco-borgonhesa. No período barroco
a fachada principal foi enriquecida e, no início do século
XX foram introduzidos diversos elementos de carácter neo-gótico,
nomeadamente, mobiliário.
Local: Largo dos Prazeres
Igreja de Nª Srª dos Prazeres
Capela datada de 1672 composta por dois corpos distintos. A fachada
simples não denuncia a riqueza artística do seu
interior. Aqui encontra-se um dos mais importantes repositórios
de arte sacra da cidade e um conjunto de azulejos com grande
beleza, composto por painéis historiados de 1698 da
autoria do pintor Gabriel del Barco. O corpo da igreja encontra-se
revestido por talha barroca e azulejos do século XVIII.
Local:Largo dos Prazeres
Arco dos Prazeres
Arco que se abriu em tempo indeterminado, mas posterior ao século
XVI, constituído por arco pleno, duplas molduras, alterada
em tempos recentes na base para facilidade de movimento rodoviário
e que foi salvo da destruição pelo poeta Mário
Beirão.
Local: Rua do Arco dos Prazeres
Janela de Rótulas
Janela setecentista em madeira, designada como janela de rótulas
ou de reixa.
Local: Rua do Ulmo |
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Concelho
de Benavente
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Locais
de interesse
Parque Ribeirinho de Benavente
Inaugurado a 6 de Novembro de 2004, o Parque Ribeirinho de Benavente é um
espaço de excelência para o lazer. Com uma vasta área
verde propícia para caminhadas ou passeios de bicicleta ao
longo das margens do rio Sorraia, está também ligado
por um circuito pedonal ao Caís da Vala Nova e Parque de Merendas,
através de uma ponte por cima das águas do rio, e ao
Complexo Desportivo e de Lazer dos Camarinhais.
Na Vala Nova, o cais permite atracar pequenas embarcações,
sendo por isso uma mais valia para quem gosta de desportos náuticos.
Para passar o dia, desfrute das condições do Parque
de Merendas. Com mesas e bancos em pedra, é só escolher
a sombra que mais lhe agradar. Na zona mais próxima do "Calvário",
o espaço existente permite a realização de
várias actividades ao ar livre promovidas por várias
entidades, bem como eventos de cariz regional ou nacional que possam
motivar os interesses da população. Possibilita ainda
a realização de espectáculos taurinos, nomeadamente
a Picaria. A envolvência de toda esta zona de lazer com a
vila, faz com que este seja um local muito "requisitado" pela
população para um pequeno passeio matinal ou de fim
de tarde. É por isso de extrema importância preservar
o Parque Ribeirinho de Benavente, para que seja possível
continuar a usufruir em pleno desta aprazível área.
Património Arquitectónico
O território do concelho de Benavente, de características
tipicamente ribatejanas, apresenta uma biodiversidade muito elevada
e uma notável diversidade paisagística. A riqueza
ambiental é uma característica que nos distingue
e nos envaidece, tal como o património histórico,
desde a pequena ermida de São Brás, na Barrosa, a
Fonte do Concelho de Samora Correia datada de 1758, a Igreja Matriz
inaugurada em 1721 ou o Palácio do Infantado, um dos edifícios
mais emblemáticos da vila de Samora. Em Benavente, salienta-se
o pelourinho que foi erigido em 1516, o Convento de Jenicó mandado
construir por D.Luís, o edifico da Câmara Municipal,
com a sua majestosa torre metálica, ou o Museu Municipal
instalado num palacete do Séc. XVIII. Nesta nota introdutória,
resta fazer uma menção ao terramoto de 1909, que
destruiu parcialmente muitos edifícios importantes deste
concelho, sendo que, posteriormente, sofreram obras de restauro.
Território e Ambiente
O território do concelho de Benavente situa-se no domínio
ecológico sub-mediterrânico, numa zona de mosaico
de montado e campina, e de terrenos alúvio-mediterrânicos
de natureza hidromórfica, com características naturais
de pauis e sapais, em parte empregues na orizicultura ou noutras
culturas de regadio mediterrânico.
Parque Ribeirinho de Samora Correia
obra que está concluída e ao dispor da população,
contempla uma vasta área verde, excelente para caminhadas
ao longo das margens do rio, um jardim, um parque infantil e um
bar com esplanada...
Património Arqueológico
A Atalaia de Belmonte integrava, em pleno século XII, o
termo de Palmela, representando o seu ponto estratégico
mais avançado a Noroeste e definindo os limites com Coruche,
(para substituir)...
Pontos de Interesse Turístico
Entre Tejo e Alentejo, junto à grande Lezíria Ribatejana
fica o concelho de Benavente, orgulhoso das suas famosas ganadarias
de reconhecido valor em todo o país, e da figura...
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Concelho
de Borba
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Borba é um
dos concelhos do Distrito de Évora, situado em pleno interior
alentejano, no chamado coração da Zona dos Mármores,
próximo da fronteira com Espanha, fazendo fronteira com
o distrito de Portalegre, com Vila Viçosa, Redondo e Estremoz.
Borba compreende um conjunto de actividades económicas
bastante diversificadas e ímpares na região e no
Alentejo. O principal motor de desenvolvimento é a extracção
e transformação de mármore. Esta actividade
origina uma paisagem única, contrastando as crateras profundas
de onde se extrai o denominado “ouro branco” com
as enormes escombreiras onde são depositados os excedentes.
O nome Borba está também associado à excelência
dos vinhos produzidos no concelho pelas diversas unidades vitivinícolas,
evidenciada nas medalhas obtidas nos concursos nacionais e internacionais
do sector. Um bom vinho, branco ou tinto, é sempre motivo
para degustar os saborosos queijos produzidos em Rio de Moinhos,
cuja maneira de se tratar e curar lhes dá uma intensidade
de sabor que aguça irremediavelmente o apetite, que aumenta
ao acompanhar o tradicional pão de Borba, produzido com
ensinamentos e saberes de longa data, que foram passando de geração
em geração, perpetuando a sua genuinidade até aos
dias de hoje. Fruto das dificuldades económicas verificadas
em determinadas épocas da nossa história, as populações
foram forçadas a recorrer a novos produtos para garantirem
a sua alimentação, tornando a gastronomia local
bastante rica em plantas e ervas aromáticas que tornam
o seu paladar bastante apreciado e procurado, aprimorada pelo
azeite que se extrai dos vastos olivais que complementam a paisagem
do concelho, em contraste com as pedreiras e vinhas. A par, os
enchidos são também bastante afamados não
só pela tradição como pela sua qualidade,
sendo cada vez mais procurados pela sua genuinidade.
Borba evidencia-se ainda pelo vasto e rico património
histórico que convidam à descoberta e ao reencontro
com a história, apelando a uma visita mais atenta e demorada.
A meia dúzia de quilómetros surge-nos da peneplanície
alentejana a Serra d’Ossa, lugar aprazível e que
merece também uma visita demorada, para a qual dão
uma resposta de
permanência, a qualidade de pernoita, numa série de residenciais
e unidades de turismo rural, de aldeia ou habitação.
Fácil é chegar. Difícil é partir, pelo bem que
se é recebido e pela qualidade encontrada nas gentes e nos produtos,
e na certeza de que há sempre algo mais importante para descobrir. |
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Concelho
de Campo Maior
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Campo
Maior é uma vila que possui uma enorme beleza e um rico
e vasto património, histórico, arquitectónico,
etnográfico... Assim, a Câmara Municipal de Campo
Maior, em articulação com o seu Posto de turismo,
gostaria de partilhar toda esta riqueza convosco, através
de visitas guiadas pelas riquezas do Nosso Belo Concelho.
Propômos-lhe alguns itinerários de visita aos principais
pontos de interesse da Vila de Campo Maior, podendo-se sempre realizar
um itinerário à medida, consoante os vossos objectivos
e locais de maior interesse.
Assim, se desejarem realizar futuras visitas ao nosso concelho, teremos
todo o gosto em vos receber, disponibilzando os técnicos ao
serviço da Autarquia para vos acompanhar durante todo o itinerário
definido.
A marcação das visitas deverá ser realizada
através do Posto de Turismo, disponibilizando-nos ainda para
prestar todos os esclarecimentos necessários acerca deste
assunto.
Para tal, pode ser usado o telefone 268689413 ou o email turismo@cm-campo-maior.pt
Lagar Museu do Palácio Visconde d'Olivã
Inaugurado em 25 de Abril de 2005, o Lagar-Museu do Palácio
Visconde d’Olivã é o mais recente espaço
museológico de Campo Maior.
Inteiramente dedicado à olivicultura, uma das actividades
agrícolas mais importantes do concelho, o museu está instalado
no antigo lagar de azeite do Palácio do Visconde d’Olivã,
um edifício de inestimável valor patrimonial e histórico,
que a Autarquia tem vindo a recuperar.
Estruturado para funcionar como um espaço único,
o museu apresenta, no entanto, áreas distintas. Partindo
do seu núcleo, onde é recriado um lagar de azeite
e todo o seu funcionamento, o visitante tem ainda acesso a uma
sala multimédia, à zona de etnografia e à de
exposições temporárias.
Promover a Olivicultura e Campo Maior, enquanto concelho com grandes
tradições nesta área, é o principal
objectivo do Lagar-Museu.
Por outro lado, ao criar este espaço, a Câmara Municipal
de Campo Maior teve a preocupação de lhe imprimir
uma forte componente pedagógica, de forma a poder transmitir
ao público todo o processo que vai desde o cuidar do olival
e a apanha da azeitona, até à sua transformação
final em azeite.
ENTRADA GRATUITA
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Concelho
de Cartaxo
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Locais
de interesse
Quinta do Gaio de Baixo, situada a 50 quilómetros de
Lisboa e a 2 quilómetros do Cartaxo, pertence à família
Santos Lima desde 1873, quando o então Comendador Paulino
da Cunha e Silva a comprou e a doou como dote a sua filha, D.
Maria de Avelar e Silva, de quem o actual proprietário,
Pedro dos Santos Lima é neto.
Esta Quinta conta com 300
hectares e teve sempre uma função
agrícola, possuindo actualmente uma afamada ganadaria.
Desde
1991, iniciou-se a actividade turística, potencial
descoberto através de um casamento da segunda filha do
actual proprietário, Pedro dos Santos Lima.
Actualmente,
a Quinta do Gaio de Baixo destaca-se pela formação
de Outdoor, “Team Building”; actividades com gado
bravo (safaris fotográficos, corridas de touros, vacadas,
jogos vários); realização de casamentos;
baptizados e festas.
Visite o site http://www.quintagaio.com
Roteiros
Conheça o Concelho do Cartaxo
PROGRAMA DE MEIO DIA DE VISITA AO CONCELHO DO CARTAXO
Circuito do Património
CARTAXO
Igreja São João Baptista (Séc. XIV – séc.
XVII); Cruzeiro Manuelino (M.N. – séc. XVI);
Museu Rural e do Vinho
VALE DA PINTA
Igreja de São Bartolomeu (séc. XIV – séc.XVI);
Poço de São Bartolomeu (séc. XII)
EREIRA
Igreja Matriz (séc. XVI); Núcleo Museu Rural
e do Vinho
LAPA
Moinho de Vento
PONTÉVEL
Igreja Nª Srª Purificação (I.I.P.,séc.
XVII); Ponte Romana
VALADA
Zona ribeirinha: Praia fluvial e aldeia da Palhota
VILA CHÃ OURIQUE
Palácio Chavões (I.I.P., séc. XVI);
Monumento à Batalha de Ourique (1932); Igreja Matriz
(séc. XVIII); Quinta da Fonte Bela; Quinta da Amoreira
Circuito “Cartaxo, Capital do Vinho”
CARTAXO
Quinta do Gaio de Baixo: Welcome drink + Passeio aos toiros
bravos em tractor / Exibição de jogos de
cabrestos com campinos
Contacto: D. Pedro Santos Lima
Telef.: 243.770943
e-mail: quintagaio@mail.telepac.pt
Museu Rural e do Vinho
Telefone: 243701257
Fax: 243702641
Encerra às segundas-feiras
Horário:
De terça a sexta-feira: 10.30h - 12.30h
15.00h - 17.30h
Sábados, Domingos e Feriados: 9.30h - 12.30h
15.00h - 17.30h
VALADA
Zona ribeirinha (desportos náuticos); aldeia avieira
da Palhota
VILA CHÃ OURIQUE
Quinta da Fonte Bela
Telef.: 243.700720
Fax: 243.700729
Horário: Terça a Sexta: 10h00-13h00; 14h00-17h00
Sábados
e Domingos: 10h00-13h00; 14h00-17h00
Quinta da Amoreira
Telef.: 243.789055
Fax: 243.789055
Horário: Dias úteis: 10h00-12h30; 14h00-18h00
Sábado:
10h00-13h00
Igreja Matriz de Cartaxo - Cartaxo
Reconstrução do século XVII e nada possui
sob o ponto de vista da arquitectura.
É a igreja matriz da freguesia do Cartaxo cujo orago é São
João Baptista.
Uma lápide na fronteira lembra a data da sua consagração,
em 31 de Agosto de 1522, por D. Ambrósio Pereira Brandão,
bispo de Ressiona.
No interior, decobre-se a ampla nave única. O tecto,
de madeira, desdobra-se em três planos.
As paredes da capela nova são revestidas com silhares
de azulejo do género azul e branco, figurados com
cenas da vida de S. João Baptista.
O Altar-mór tem talha dourada.
Todo o conjunto data do séc. XVIII.
Ao lado da Igreja, existe um cruzeiro coberto com alpendre
de madeira que data do 1º quartel do séc. XVI.
Cruzeiro do Senhor dos Aflitos - Cartaxo
Monumento Nacional, com a imagem do Senhor dos Aflitos crucificado,
escultura em pedra, obra de grande valor artístico, não
só pela perfeição dos seus rendilhados,
como pela nitidez das figuras que os ornatos são feitos
de uma só pedra. Pertencente ao extinto Convento da Ordem
de S. Francisco de onde veio, sendo colocada em frente à Igreja
Matriz, onde permaneceu até 1869, data em que foi transferido
para o lado da já referida igreja e onde se mantém
até aos dias de hoje.
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Concelho
de Castelo de Vide
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Monumentos
Antigos Paços do Concelho
É
uma casa do séc XV, conhecida por Casa da Câmara.
Está situada dentro do recinto do Burgo Medieval. Esta
casa é de uma grande simplicidade, a entrada faz-se por
uma pequena escada exterior em granito, tem uma só janela
e está assente sobre um arco ogival com aparelhagem de
granito talhado.
Castelo
Feitas e desfeitas as fortificações medievais ao longo do séc.
XIII, ao sabor dos interesses senhoriais que quase sempre, brigavam com os interesses
da coroa e também com os da população, que preferia ter
como senhor o longínquo rei, levanta-se definitivamente o castelo, por
iniciativa de D. Dinis, concluindo-se já no reinado de seu filho, Afonso
IV, em 1327. Foi assim que Vide passou a Castelo de Vide. O castelo situa-se
no canto S das fortificações
medievais, que integram o primitivo burgo, constituindo as suas
muralhas o prolongamento das da cerca urbana.
Os muros desenham
um polígono ligeiramente trapezoidal
que apresenta a Torre de Menagem, de secção rectangular,
no ângulo S, e, no tramo NO um cubelo que flanqueava o ângulo
N do primitivo pátio.
Desaparecida a antiga muralha do
tramo NE do pátio, a
que agora o conforma por esse lado corresponde à da antiga
barbacã nesse sector, apresentado ainda o poço
que aparece desenhado na planta de Duarte D´Armas. Entre
este poço e o cubelo que lhe está adjacente, abre-se
a antiga porta, de arco quebrado, a dar para a antiga barbacã desse
lado, entretanto desaparecida.
A entrada para o castelo faz-se
pelo tramo SE, com barbacã,
através de porta em arco quebrado que dá acesso
a um túnel que desemboca no pátio.
A Torre de Menagem, maciça até ao nível
do adarve, apresenta uma sala de planta octogonal com aljube
cilíndrico descentrado, grandes janelas rectangulares
e oito pilares, com base e capitel, de que arrancam as nervuras,
de secção rectangular chanfrada, que fecham o tecto
em arcos redondos.
A cerca urbana desenha um polígono grosseiramente pentagonal
com inflexões da muralha na zona O. As Portas da Vila,
desalinhadas e em arcos quebrados, situam-se a SE, dando acesso à Rua
Direita. Esta atravessa o velho burgo para sair no tramo oposto
pelas Portas de São Pedro, também desalinhadas
mas em arcos redondos. Uma rua perpendicular a esta dá acesso
a duas portas secundárias, com arcos redondos, que se
encontram emparedadas nos tramos SO e NE; este último
tramo é flanqueado por dois cubelos. Os materias básicos visíveis, empregues em todas
as fortificações, são a pedra (quartzito
e granito), o tijolo, a argamassa de cal e a terra.
A Torre de
Menagem apresentou-se esventrada durante muitos anos em resultado
da explosão que a mutilou no ano de 1705,
quando os espanhóis a ocuparam. Mais tarde com o terramoto
de 1755 voltou a sofrer danos.
Após várias intervenções, as obras
de reconstrução da torre, foram dadas como concluídas
em 1978.
Está protegido como Monumento Nacional desde o
Dec. 16-06-1910, DG 136 de 23 Junho 1910.
Edifício dos Paços do Concelho
Edifício do séc. XVII. As suas obras iniciaram-se
em 1569 e concluíram-se em 1692. A torre do relógio
foi construída um pouco mais tarde, em 1721.
Num estilo
similar ao do solar minhoto, este edifício
tem duas escadarias e janelas de sacada no andar superior. O
acesso ao seu interior é feito lateralmente por dois arcos
de berço, sendo as portas em ferro forjado. Já no átrio
no lintel da porta de entrada encontramos as armas de Portugal.
O Salão Nobre foi restaurado pelo Mestre Ventura Porfírio.
Tem duas pinturas murais: uma representa uma paisagem bucólica
da vila, a outra é representativa da II Guerra Mundial
onde figura a pintura “O Grito” de Münch. No
tecto encontramos a representação das quatro freguesias
castelovidenses.
No Salão Nobre também se encontram expostas as “varas
de mando” utilizadas pelos antigos vereadores.
Casa de Matos
Esta casa foi onde o Rei Lavrador, em 1282, recebeu os embaixadores
de Aragão,
que vieram ratificar o contracto de casamento de El-Rei D. Dinis com a princesa
aragonesa D. Isabel.
Fica situada dentro do burgo medieval, na Rua Direita
do castelo.
Estátua de D. Pedro V
Está erguida sobre um alvíssimo pedestal a estátua de D.
Pedro V, destinada a assinalar a visita que o Rei fizera a Castelo de Vide, no
dia 7 de Outubro de 1861, cerca de um mês antes de morrer, perpetuando
deste modo a memória de um rei que apelidou Castelo de Vide de "Sintra
do Alentejo". O monarca fora recebido na região com provas de grande
estima por parte da população, e a notícia do seu falecimento
causou grande consternação.
A iniciativa levou algum tempo a concretizar-se.
Em 1863, Victor Bastos foi contratado para a construção da estátua,
que somente foi concluída em 1866. É em mármore
de Estremoz e foi obra do artista Manuel das Dores. Foi inaugurada
em 29 de Setembro de 1873. Situa-se no centro Praça D.
Pedro V.
Forte de S. Roque
O Forte de S. Roque é um exemplo de arquitectura militar
moderna abaluartada, constituído por quatro baluartes
dispostos nos vértices de polígono interno que
forma um rectângulo com porta de acesso a NW.
Foi mandado
edificar por Manuel Azevedo Fortes entre 1705-1710, governador
da Praça de Castelo de Vide.
Esta construção é feita em alvenaria de
pedra à fiada com argamassa de cal, escarpada do lado
exterior e com terraplenos do lado interior. Os baluartes são
pontiagudos com guaritas em tijolo maciço e rebocadas.
Os materiais usados são: a pedra (granito), tijolo, cal,
cal hidráulica, areia e terra. O Forte de S. Roque, assim
como toda a fortificação de Castelo de Vide foram
alvo de várias intervenções, a última
das quais em 2002.
Judiaria
Leis decretadas por alguns monarcas lusitanos no sentido de
se criarem "Ghettos" próprios,
onde só vivessem judeus, levou ao aparecimento de bairros, igualmente
conhecidos pelo nome de "Judiarias".
Foi no séc XIV, que D. Pedro I aforava a Mestre Lourenço
seu físico, provalmente judeu, uma terra em Castelo de
Vide, sendo vários os documentos datados do século
XV que testemunham a existência da comunidade judaica da
vila.
Em Castelo de Vide a Judiaria desenvolveu-se na encosta
da vila virada a nascente. Ainda que estabelecido numa das zonas
mais
acidentadas, o bairro era atravessado por um eixo fundamental
de comunicação do castelo com o exterior e vice-versa.
Da presença judaica em Castelo de Vide restam alguns testemunhos
materiais em que assume especial relevância o edifício
onde se julga ter funcionado a Sinagoga Medieval. Outros edifícios
da Rua da Judiaria, da Rua da Fonte ou da Ruinha da Judiaria
mostram ainda o que resta da tradição milenar judaica
de marcar a sua fé nas ombreiras das portas.
O estabelecimento
da Inquisição e a publicação
do Édito de Expulsão dos judeus dos reinos de Espanha
por Fernando e Isabel, os reis católicos, contribuíram
para o crescimento da judiaria de Castelo de Vide que mantém
na toponímia das suas ruas o testemunho da presença
judaica, mas também o da perseguição do
Santo Ofício aos cristão-novos.
Monumento a Salgueiro Maia
Data de 1994 o monumento de homenagem ao Cap. Salgueiro Maia,
aquando da comemoração dos 20 anos do 25 de Abril.
Quiseram os parlamentares socialistas que essa homenagem ficasse
perpetuada com o descerramento de um monumento evocativo porque
as palavras por muito bonitas e eloquentes ouvem-se e esquecem-se,
mas as pedras permanecem através dos séculos.
Escolheu
o Grupo Parlamentar a escultora Clara Menéres,
para elaborar a peça escultórica, tendo sido escolhido
o mármore branco não só para contrastar
com a cor escura das muralhas do castelo, mas também para
simbolizar a delicadeza e a firmeza de Salgueiro Maia. Presidia à Câmara
Municipal o Professor Joaquim Pinto Ferreira Canário.
Este monumento encontra-se encastrado na muralha do lado esquerdo à entrada
do castelo.
Monumento de homenagem a Mouzinho da Silveira
Data de 28 de Dezembro de 1980 o monumento de homenagem do Município
a Mouzinho da Silveira, ilustre estadista e filho de Castelo de
Vide. Trata-se de um padrão comemorativo do bicentenário
do seu nascimento (1780-1980). De autoria do escultor Fernando
Fonseca, colocado num pedestal de rocha tosca da região,
ladeado por uma giesta, que evidência a sua simplicidade
e apego à terra natal, segundo proposta de Mestre Ventura
Porfírio e do Arquitecto João Lino. Presidia à edilidade,
Carolino Pina Tapadejo.
Este monumento encontra-se no Jardim Gonçalo Eanes de
Abreu, mais conhecido por "Jardim Pequeno".
Portas Medievais
As portas medievais encontram-se em quase todas as ruas da fortaleza
e do arrabalde, sendo o maior número na Judiaria e Rua de
Santa Maria. Se algumas são simples portas ogivais, sem
qualquer decoração, muitas apresentam-se decoradas
tanto ao nível das ogivas, como das impostas e ombreiras.
Como elementos decorativos são empregues as esferas,
toros e caneluras, conjuntamente com arestas vivas e motivos
vegetais. O peixe aparece numa única porta do séc.
XVI (Rua Nova), mas também há estilizações
do Sol e das estrelas (Penedo). A maioria dos arcos em ogiva
pertence ao séc. XIV e XV e o seu número total
de sessenta e três.
Igreja de Santa Maria da Devesa
Esta igreja é a Matriz. A sua construção teve
início em 1789, no local onde existiria uma pequena capela,
fundada em 1311 por Lourenço Pires e sua mulher. Concluí-se
por volta de 1873. É um templo vastíssimo, porventura
o maior do Alto Alentejo.
A igreja de Santa Maria da Devesa está situada no extremo
Oeste da Praça D. Pedro V. O edifício orienta-se
para Sul, serve-lhe de acesso um lanço de escadarias,
deitando para um adro vedado por gradeamento de ferro, com pilastras
de granito, o qual contorna todo o monumento pelo lado Sul.
Esta
igreja é constituída por um conjunto de sete
volumes: nave, capela-mor, transepto, duas torres sineiras e
duas sacristias.
A nave é rectangular, todo o espaço interno está dividido
em quatro tramos, separados por pilastras pintadas. O tecto é em
abóbada de berço, também dividida em tramos
por arcos torais. No primeiro tramo junto á entrada principal,
ergue-se o coro, no sub-coro o tecto é em abóbada
de arestas.
A capela-mor é rectangular, o tecto é em abóbada
de berço que assenta sobre a cornija que é a continuação
da nave e do transepto, nas paredes Este e Oeste, abre-se uma
porta de acesso às sacristias. Na do lado Norte eleva-se
o altar. Ao centro do qual rasga-se o vão de volta perfeita
que contém a imagem de Jesus Crucificado. Está enquadrada
entre quatro pilastras (duas de cada lado) pintadas, assentes
sobre bases rectangulares e coroadas por capitéis decorados,
onde assenta uma cornija que é a base de um frontão
circular decorado e pintado em estilo barroco. O tecto é em
abóbada de berço decorado.
A fachada principal é voltada a Sul e ladeada pelos corpos,
de planta quadrada de duas torres sineiras, contendo cada uma
quatro janelões de torres de volta perfeita, com sinos,
separadas por pilastras formadas por blocos rectangulares de
granito.
Ao centro abre-se a porta principal, o dintel é de granito
decorado em estilo barroco, em arco abatido, coroado por cabeça
de anjo com asas abertas, sobre uma pequena cornija. Ladeando
a porta, erguem-se duas colunas de granito, de fuste canelado,
que se eleva até à altura do dintel, onde termina
com capitéis coríntios. Imediatamente acima da
cornija abre-se uma porta com balaustrada de ferro. Todo este
conjunto é coroado por uma espécie de brasão
com decoração barroca.
Igreja de Santo Amaro
A ermida construiu-se nuns terrenos dos arrabaldes que desciam até à Fonte
da Vila, no séc. XIV, hoje rua de Santo Amaro. Mais tarde passou para
o domínio da Misericórdia de Castelo de Vide, a quem a Câmara,
em 1534, concedeu o terreno maninho que existia à sua volta, para ali
construir as casas para tratamento de enfermos necessitados. A data de 1777 que
está inscrita na porta principal da igreja deve assinalar o ano em que
a ermida sofreu largas e importantes obras que a tornaram na igreja anexa ao
hospital da Misericórdia.
A actual igreja de Santo Amaro é uma verdadeira jóia única
da pureza do barroco no Alto Alentejo.
Tudo neste templo é dignidade equilibrada cheia de grandeza.
Todos os ornatos se integram neste todo. Muito proporcionada
no seu conjunto: nave, altar-mor e sacristia é um dos
mais bonitos templos de Castelo de Vide. Possui ainda no altar-mor
preciosas imagens.
Igreja de São João
Esta igreja foi construída no séc. XIV, sem dúvida nenhuma, é esta
uma das igrejas mais antigas de Castelo de Vide.
Sede de uma das freguesias da
vila, sabe-se dela que pertenceu à Ordem
de Malta e era Comenda das Freiras da mesma ordem de Estremoz
que passam por ter sido as fundadoras da Igreja.
A Igreja de
S. João está situada entre Largo C.
Salgueiro Maia e o Largo João José Le Cocq.
È constituída
por quatro volumes: nave, capela-mor, sacristia e torre sineira.
A nave é rectangular, o tecto é de madeira, de
forma trapezoidal. A entrada principal comunica com a nave e
faz-se por uma porta que está a um nível superior à plataforma
exterior que se ergue a cerca de 5 m acima do nível da
rua. A porta é formada por ombreiras e dintel rectos.
Lateralmente enquadram-se duas pilastras que terminam em capitel
sobre o qual assenta um álamo de que arranca em frontão
interrompido. Acima do dintel duplo decorado rasga-se um janelão
de arco abaulado, coroado por um frontão, cujo vértice
superior é encimado por decoração em ramagens
estilizadas, sobrepujadas por um óculo.
A capela-mor é rectangular e a cobertura é em
abóbada de berço que arranca de uma pequena cornija.
O pavimento, a meio é sobre-elevado na altura de três
degraus, na parede Este abre-se uma porta de acesso à torre
sineira e na parede Oeste abre-se a porta de acesso à sacristia.
Para Norte ergue-se o altar-mor.
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Concelho
de Castro Verde
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Igrejas
e Ermidas do Concelho de Castro Verde
A religiosidade não tem um tempo em Castro Verde.
Veste-se no sentir da memória. Há dois mil
anos, no sítio da Igreja de Santa Bárbara,
ergueu-se um templo onde os crentes deixaram dezenas de milhares
de lucernas homenageando os seus deuses. A dois passos do
Salto, no limite com o concelho de Mértola, a Senhora
de Aracelis continua a acolher a devoção das
comunidades rurais da zona. O S. Pedro das Cabeças,
próximo dos Geraldos, recorda a lendária Batalha
de Ourique. O espírito alimenta-se na memória
e na espiritualidade, mas também na imensidão
das terras de Castro.
Percursos na Natureza
No coração do Campo Branco, o concelho de
Castro Verde oferece mais do que uma única paisagem.
Mais do que uma simples silhueta a recortar o horizonte,
mais do que um traço de negro vestindo no voo do
pássaro a imensidão da simples vista. Nos
resquícios da ruralidade, as gentes vestem hábitos
de urbanidade únicos nas terras de interior.
Pêro a Caminho - Rosário a Santa Bárbara
No Alentejo, as searas, pastagens ou arvoredo que forram
as grandes extensões de planície ondulada
deram ao Homem uma noção de humildade
e de apego ao solo. Terá sido este um dos motivos
que levou o homem alentejano a construir as suas habitações
de um só piso, confundindo-se com a paisagem.
Para evitar o calor abrasador do sol, a casa é caiada
de branco. São edificadas grandes chaminés
para secar o fumeiro, fazer cozidos ou abrigar do
frio.
Pêro a Caminho - Entradas a São Marcos
Não fosse a vontade em fazer caminho, a pé ou com
a tua companheira de duas rodas, e ficarias por muito mais tempo
em Entradas, descobrindo as muitas histórias que há para
contar ou somente passeando pelas bonitas ruas e Avenida Nossa
Senhora da Esperança.
Muitas histórias te poderiam contar as pessoas que, no
Verão, sentam cá fora, aproveitando a frescura
do final do dia, ou as que, no Inverno, substituem o conforto
que a lareira propicia ao interior da casa pela rua que alguns
raios de sol visitam.
Pêro a Caminho - Alcarias a Casével
Esta quadra, da autoria de Valentim Sobral, reflecte
bem a beleza da aldeia, que, na brancura das casas onde a cal
domina e no
encanto das chaminés, não poderá deixar
de te agradar.
Repara muito bem nas chaminés, no rendilhado dos orifícios
por onde o fumo é libertado e nos cavaleiros e respectivas
montadas que as encimam, cumprindo a função de
catavento
Artesanato
O concelho de Castro Verde tem no seu espaço geográfico
um conjunto de actividades que contribuem para a riqueza do mosaico
artesanal do Alentejo. O artesanato é aqui um hino às
mãos.
Aqui, o cadeireiro ainda encontra no buínho o melhor material
para criar o entrelaçado para o melhor dos assentos. A
tecedeira, ao som da velha cantiga do tear, continua a transformar
a lã em mantas e em meias. Há artesãos que
fazem réplicas dos objectos reais do quotidiano socioeconómico
de outros tempos, em miniaturas de beleza fascinante. Há rendas,
meias de linha e tapetes de tipo Arraiolos. Novas ceramistas
moldam o barro com as cores do Alentejo. E, a crescer, há aventuras
na construção da rara Viola Campaniça.
As mãos são um instrumento fundamental no reino
dos velhos ofícios. As mãos sensíveis do
moleiro apuram a finura do trabalho da mó na farinha que,
acompanhada de outros ingredientes, há-de sentir as mãos
de quem ainda a transforma no pão alvo que cresce no velho
forno com cheiro à esteva, que serviu para aquecer as
suas paredes seculares.
As mãos das boleiras guardam os segredos das queijadas
de requeijão e dos folhados de gila, tal como as cozinheiras,
de alguns restaurantes, conhecem os milagres das ervas aromáticas
na comida da nossa terra. O Posto de Turismo de Castro Verde
ajuda-o a descobrir o mundo das nossas mãos, do artesanato,
da gastronomia... incluindo as mãos de outros tempos,
as mãos que fizeram monumentos e costumes. Programas diversos
mediante solicitação. Informe-se.
Localização do Concelho
O Concelho de Castro Verde está situado no coração
do “Campo Branco”, por entre as planícies
do Alentejo que encostam à serra do Caldeirão.
Localizado no distrito de Beja, o concelho de Castro Verde é limitado
a Norte pelos concelhos de Beja e Aljustrel, a Sul pelo concelho
de Almodôvar, a Este pelo concelho de Mértola e,
a Oeste, pelo concelho de Ourique.
Com uma área de 567,2 Km2 e uma população aproximada de
8000 habitantes, distribuída em cerca de uma vintena de localidades de
pequena e média dimensão, está dividido administrativamente
em cinco freguesias: Casével, Castro Verde, Entradas, São Marcos
da Atabueira e Santa Bárbara de Padrões.
Equipado com infra-estruturas de acesso rodoviário de
boa qualidade, Castro Verde combina a sua privilegiada localização
no corredor de ligação do Norte ao Algarve com
a facilidade de acessos a eixos de comunicação
fundamentais, como:
Aeroporto de Beja a 45 Kms, aeroporto de Faro a 100 Kms, aeroporto
de Lisboa a 190 Kms e aeroporto de Sevilha a 270 Kms; porto marítimo
de Sines a 95 Kms; cidade de Beja a 42 Kms; cidade de Évora
a 120 Kms; Estação de Caminho de Ferro a 15 Kms.
Eixos rodoviários de ligação a: Litoral
alentejano por Ourique (E.N. 123); litoral algarvio (A2 e I.C.1);
Lisboa pela Estação de Ourique (I.C.1); a Lisboa
por Aljustrel (E.N.2); a Lisboa (A2); a Mértola (E.N.
123); a Almodôvar (E.N.2); a Beja e Évora (I.P.2).
No que se refere a carreiras de transporte público, pode
dizer-se que todas as localidades do concelho se encontram servidas
por este serviço, que as liga, pelo menos uma vez por
dia à sede de concelho (exceptuando os fins de semana)
e, a partir daqui à rede nacional de Expressos com ligações
directas a Beja, Évora, Lisboa e Algarve, para além
de Tomar, Coimbra, Porto, Braga e Elvas.
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Concelho
de Chamusca
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Locais de interesse
Património
Edifício dos Paços do Concelho
Edifício onde está sedeada a Câmara Municipal
de Chamusca
Edifício S. Francisco
Centro de congressos e alojamento com um belo miradouro para
lezíria...
Monumentos no Concelho
Alguns dos mais emblemáticos icons do concelho da Chamusca
Ponte da Chamusca
Uma importante obra realizada no Concelho durante o século
passado
Clube Agrícola da Chamusca
Antigo Grémio Agrícola, com estutos aprovados em
24 de Novembro de 1900
Fontes, Fontenários e Chafarizes Municipais
Espaços públicos com um historial secular na Vila
da Chamusca
Mercado Municipal da Chamusca
Local de diversas actividades económicas situado no centro
da Vila
Praça de Touros da Chamusca
Chamusca, terra aficionada! Mantêm vivas tradições à muitas
gerações...
Zona Ribeirinha
Arripiado
Aldeia de grande beleza, edificada em declive que desce até ao
Tejo, tem vista panorâmica sobre o Castelo de Almourol
e a imensidão da Lezíria que aqui começa...
Castelo de Almourol
Situando-se em plena ilhota rochosa entre as margens do Rio Tejo...
Passeio Ribeirinho no Arripiado
Espaço de grande beleza, convida ao lazer e a passeios à beira-rio...
Portos Fluviais
Espaços de lazer e de contacto com a natureza junto à margem
do Rio Tejo
Percurso Pedestre do Almourol
Mude os seus hábitos, dê qualidade à sua
vida!
Barca do Arripiado
Com funcionamento diário, permite inesquecíveis
passeios pelo rio Tejo...
A Lenda do Arripiado
O povo passou a chamar de "Aripeada", à bela
Aldeia do Arripiado...
Charneca e Campina
Carregueira
Famosa pelos seus laranjais... Tem junto à sua Mãe
d'Água um agradável espaço de lazer...
Chouto
Capital da Charneca, onde se realiza a tradicional e centenária
Feira de S. Pedro. Na sua imensa área de freguesia é frequente
verem-se manadas de gado bravo pastando...
Parreira
Freguesia jovem, tem na floresta a sua principal riqueza. Oferece óptimas
condições para o repouso e prática de actividades
em plena Natureza, com destaque para a caça.
Pinheiro Grande
Situando-se a nordeste da vila de Chamusca a uma distância
de 4 km aproximadamente.
Ulme
Vila gémea da Chamusca, antiga sede de concelho, conserva
ainda a Casa da Forca, onde estava instalada a Câmara e
se fazia justiça. Ao longo da sua Ribeira, funcionaram
até há bem pouco tempo dezenas de moinhos...
Vale de Cavalos
Abundantes vestígios romanos provam a antiguidade da presença
humana neste lugar entre a Charneca e a Campina. Merece destaque
a Igreja de Nossa Srª dos Remédios
Artes e Cultura
Coreto da Chamusca
Um espaço de animação e tradição
cultural na Vila da Chamusca
Cine-Teatro da Misericórdia da Chamusca
Um renovado espaço de promoção de diversas
actividades de carácter cultural
Teatro de Bolso na Chamusca
Espaço de dinamização cultural vocacionado
a pequenas produções teatrais...
Casa das Artes no Arripiado
Local de exposições e diversas actividades culturais
no Arripiado
Biblioteca Pública Municipal
Um espaço de cultura e lazer no seio da comunidade chamusquense
Galeria Municipal (Futuro Posto de Turismo)
As exposições de cariz artístico, cultural
e social têm aqui um local comum
Núcleo Museológico da Funerária
Possui valorosas peças antigas referentes ao culto dos
mortos...
Espaço Internet da Chamusca
Um espaço de cultura aberto a toda a comunidade, com
utilização gratuita...
Parque
do Almourol
O Projecto "Parque do Almourol" pretende dinamizar
economicamente uma área de 12km do rio Tejo num espaço
compreendido entre Constância, Arripiado e Vila Nova da
Barquinha.
O principal objectivo deste projecto de investimento consiste
em transformar este espaço no principal centro de turismo
activo e de aventura, de natureza, de lazer, e de formação
outdoor do país. Os promotores deste projecto são
as Câmaras Municipais de Chamusca, Constância, Vila
Nova da Barquinha e a Associação Empresarial -
NERSANT, através da criação de uma sociedade
de capitais mistos, Sociedade Parque Almourol, Lda.
Está-se a implementar um projecto de investimento que
ronda os 33.6 milhões de euros, repartindo-se pelas autarquias,
pela Sociedade Parque Almourol e também por privados.
O management do projecto e a sua coordenação foi
efectuada pela Sociedade Parque Almourol.
Parque do Almourol - Promoção e Desenvolvimento
Turistico, Lda.
Centro de Empresas de Constância - Rua Luís de Camões nº9
- 2250 Constância
Telefone: 249 730 270 - Fax: 249 730 279
Web: http://www.parquealmourol.com
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Concelho
de Coruche
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Locais
de interesse
Ponte da Coroa - Pego das Armas
Freguesia de Coruche
À saída da vila de Coruche, junto às pontes
metálicas, encontra-se esta ponte construída com
tijolo da região, em 1828, e cujo nome se deve ao facto
de nela se empregarem, para a construção e reparação,
as sisas reais.
Tem uma lápide, que ostenta o escudo, a coroa e o dístico
latino empregue nas obras de utilidade pública. Encontra-se
classificada como «Monumento de interesse público» (1983).
Permite, ainda hoje, a passagem sobre uma das zonas mais perigosas
do rio: o Pego das Armas. Este nome, «Pego das Armas»,
advém de uma lenda que remonta aos tempos de D. Afonso
Henriques: Quando o rei tomou Coruche, os mouros, em debandada,
fugiram a caminho do rio. O monarca tomou-lhes o passo, cercou-os
e convidou os que quisessem a permanecer nestas terras. Aceitaram,
perante as garantias dadas. Como se fosse a assinatura de um
pacto de paz, cristãos e mouros lançaram para
o fundo do pego as armas.
Estação Arqueológica do Cabeço do
Pé d'Erra
Freguesia de Vila Nova da Erra
Nesta estação foram encontrados vestígios
que confirmam a fixação das populações
desde o período Paleolítico. Foram encontrados,
ainda, objectos que datam do período Calcolítico,
cerca de 3000 anos antes de Cristo. Alguns desses objectos, segundo
parecer especializado, situam-se entre 2800 e 1500 a.C. Presume-se
que neste local existiu um aglomerado populacional da época
e que os seus habitantes viviam da pastorícia e da agricultura.
Esta Estação Arqueológica encontra-se de
momento fechada ao público e os estudos estão suspensos.
Açude da Agolada
Património Natural
Com cerca de 226 ha e uma albufeira com 1 km de comprimento,
situa-se a 2,5 km da vila de Coruche, num ambiente saudável,
tranquilo e relaxante. Rodeado de vegetação frondosa
e abundante (sobreiro e pinheiro, essencialmente), o açude
concede numerosas alternativas para quem gosta de desporto.
Igreja de São Mateus
Freguesia de Vila Nova da Erra
Templo da extinta Santa Casa da Misericórdia da Vila Nova
da Erra a Igreja de São Mateus, em estilo românico,
apresenta um painel de azulejos tipo «mudejar» do
século XVI e uma pia de água benta que, em vez
de coluna, possui uma figura de pedra (século XIX) de
quase total relevo, com os braços cruzados acima da cabeça,
sendo eles que sustentam a taça, também de pedra
(século XVI). O povo chama a esta figura a «Erra
Velha». A fachada apresenta um portal rectangular sobrepujado
por uma janela para iluminação do coro alto. Por
cima da janela, num nicho, está uma Virgem (escultura
de pedra, grosseira, do século XVI).
Pelourinho
Freguesia de Coruche
Rio Sorraia
Património Natural
Com um curso de aproximadamente 60 km, é junto ao Couço,
na Herdade de Entre Águas, que da união das ribeiras
do Sor e do Raia nasce o rio Sorraia, atravessando calmamente
o concelho, indo juntar-se ao Tejo na lezíria de Vila
Franca de Xira. Como afluente da margem esquerda do rio Tejo, é o
maior e mais importante, delimitando o Alentejo do Ribatejo e
dotando a região que atravessa de características únicas.
Teve ao longo dos tempos um papel vital para a região
e, segundo registos históricos, já romanos e árabes
aqui se fixaram, usufruindo dele no campo agrícola e como
meio de comunicação, para exportar os produtos
cultivados nas férteis terras do Vale do Sorraia, onde
desenvolveram engenhosos sistemas de irrigação
que chegaram aos nossos dias. Há cerca de 40 anos ainda
era navegável, tendo conhecido até então
um significativo tráfego fluvial de escoamento de produtos
agrícolas e florestais, nomeadamente cortiça, madeiras
e cereais. Apresentando uma corrente ligeira ou quase nula, uma
profundidade média de 1,70 m, abundam no seu caudal várias
espécies, nomeadamente bogas, carpas, barbos e bordalos,
tendo-se desenvolvido em toda a zona a pesca artesanal de rio.
Esta riqueza piscícola tornou-o também num local
privilegiado para a prática da pesca desportiva. Sendo
considerado um dos melhores pesqueiros nacionais, realizaram-se
aqui diversos campeonatos do mundo de pesca desportiva.
Igreja de Santa Justa
Freguesia do Couço
Igreja de Santo António
Freguesia de Coruche
Aqueduto do Monte da Barca
Freguesia de Coruche
Ermida de Nossa Senhora do Castelo
Freguesia de Coruche
No monte sobranceiro à vila ergue-se esta ermida da invocação
de Nossa Senhora do Castelo no local onde, outrora, se levantava
um castelo que foi cenário de frequentes escaramuças
entre muçulmanos e cristãos, aquando da Reconquista.
Do miradouro avista-se um deslumbrante panorama sobre a várzea,
numa planície a perder de vista, onde os campos do Sorraia
se desdobram em tons de verde e oiro até à linha
do horizonte.
A ermida, segundo a tradição, foi fundada por D.
Afonso Henriques, conservando-se nela um retrato deste rei. Sofreu,
ao longo dos anos, várias restaurações,
apresentando-se, hoje, airosa e atraente, com o seu pequeno templo
e torre debruados a azul-ferrete, próprio da região.
Diz a lenda que, alguns anos após a reedificação
do santuário dedicado a Nossa Senhora do Castelo, a povoação
de Benavente, sentindo-se em perigo perante o avanço de
alguma algara moura, enviou a Coruche uma comissão a pedir
a imagem da Senhora do Castelo, pois acreditavam que assim seriam
protegidos e defendidos.
Perante o perigo, os coruchenses acederam.
Passado o ataque, em que os inimigos foram desbaratados por completo,
nada de devolver a imagem ao seu pequeno santuário. Os
coruchenses reclamaram. Nada. O senado da Câmara enviou
um representante ao senado de Benavente. Voltam sem ter conseguido
o que pretendiam. Mas, ao regressar, quando já se aproximavam
da linha divisória dos dois concelhos, algo se lhes depara:
a imagem de Nossa Senhora do Castelo ali estava, mesmo sobre
a linha divisória, mas voltada para Coruche. Era para
ali que queria ir.
No adro, em frente da porta da entrada, virada para sul, na calçada,
está escrito em letras de pedra negra: «Concluída
em XXV (aqui quase ilegível) de Julho de MDCCCLVI com
os generosos donativos dos habitantes desta villa – Directores
J.A.B. e F.M.C.O.»
A capela é muito comprida e pouco larga, de uma só nave,
com púlpito em pedra e arco do cruzeiro em mármore
rosa.
Ocupando uma parede, o altar-mor, todo de talha dourada, ladeado
das figuras de São José e São Pedro, tem,
acima do sacrário, a imagem de Nossa Senhora com o Menino,
de pé, sobre um trono simples.
O tecto da capela, em abóbada, está ornamentado
com várias pinturas religiosas, destacando-se a da capela-mor,
representando a «Coroação de Nossa Senhora» rodeada
de anjos flutuando. Pendente do tecto da nave pode ver-se um
antigo lustre de cristal.
Torre do Cemitério
Freguesia de Vila Nova da Erra
Igreja de Santa Ana
Freguesia de Santana do Mato
Igreja de São Pedro
Freguesia de Coruche
Açude do Monte da Barca
Património Natural
Igreja da Misericórdia
Freguesia de Coruche
Antas do Peso
Freguesia do Couço
A cerca de 45 km da vila de Coruche, no extremo sul do concelho,
encontram-se as Antas do Peso, datáveis, grosso modo,
dos períodos Neolítico e Calcolítico.
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Concelho
de Crato
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O
Crato é uma vila portuguesa no Distrito de Portalegre, região
Alentejo e subregião do Alto Alentejo, com cerca de 1
800 habitantes.
É sede de um município com 388,03 km² de área
e 3 835 habitantes (2006) [1], subdividido em 6 freguesias. O
município é limitado a nordeste pelos municípios
de Gavião, Nisa e Castelo de Vide, a leste por Portalegre,
a sueste por Monforte e a sudoeste por Alter do Chão
e Ponte de Sor.
No
Crato esteve instalada (desde 1340) a sede da Ordem do Hospital
(ou Ordem de Malta) em Portugal, conhecida como Priorado do
Crato. O cargo de Prior do Crato corresponde ao chefe deste
Priorado;
este era um cargo muito prestigiado e disputado. Fazendo jus à história
da vila ainda hoje todos os cavaleiros portugueses da Ordem de
Malta são investidos no Crato. (in Wikipedia)
MUSEU
MUNICIPAL DO CRATO
Instalado num edifício Barroco situado na zona histórica
da vila, o Museu Municipal do Crato convida a uma visita ao passado
histórico do concelho do Crato num percurso que tem início
nos vestígios das primeiras ocupações pré-históricas
terminando numa abordagem da vida económica e social do
Crato, em meados do séc. XX.O edifício setecentista,
que sofreu profundas obras de restauro e de ampliação,
apresenta a sua estrutura primitiva, ao que corresponde a uma exposição
permanente da colecção do Museu. Toda a zona de reservas
assim como a galeria de exposições temporárias,
cafetaria, sala de trabalho e auditório correspondem à parte
ampliada do imóvel.Este Museu foi pensado a partir do conjunto
de peças então identificadas e os seus conteúdos
distribuem-se por seis núcleos temáticos (Megalitismo;
Ocupação Romana; Mosteiro de Flor da Rosa; Ordem
de Malta; Agricultura e Indústria e Reservas), havendo ainda
a enriquecer o percurso expositivo, alguns espaços já existentes
no palácio dos quais destacamos a notável capela.
(mais informação em breve)
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Concelho
da Cuba
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Património
Cultural Monumental
Igreja e Recolhimento do Carmo / Antigo Hospital séc.
XVII-XVII
Situa-se no largo do Carmo/ Largo S. João
de Deus, na Vila de Cuba
Construída entre 1652-54 – recolhimento de mulheres
da Ordem de St. ª Teresa.
Foram seus fundadores Pedro Fialho
e sua Mulher Maria Lopes, Irmãos de Nossa Senhora do Carmo,
cuja imagem mandaram fazer em Lisboa por volta de 1650.
O convento é um edifício do séc.
XVIII .
A construção desenvolve-se em torno de um pátio
rectangular, o claustro de arcaria redonda sustentada por pilares
e mísulas, onde se abrem ao nível do primeiro andar.
Janelas de peito guilhotina.
Funcionou aqui durante muitos anos
o hospital, hoje desactivado. Está actualmente a ser modificado para funcionar como
Lar da Santa Casa da Misericórdia de Cuba.
A Igreja está ligada ao edifício do antigo recolhimento
pelo lado poente, e é cercada a norte e a leste pela horta
do convento e é antecedida por grande pátio empedrado.
O Interior da Igreja é de planta rectangular é coberta
por abóbada de berço, com destaque para a parede
lateral onde se encontra uma pintura a fresco de grandes dimensões,
São Cristóvão com o menino ás costas.
Igreja Matriz de S. Vicente
Situa-se no Largo
5 de Outubro na Cuba e foi construída
nos sécs. XVII e XVIII. A Igreja de S. Vicente em Cuba,
encontra-se aberta ao público todos os dias à excepção
da segunda e terça-feira está encerrada, excepto
a hora da missa.
Foi a 2ª e a mais importante igreja a ser construída
em Cuba.
Igreja de uma só nave, planta rectangular e de abóbada
de berço, apresenta as paredes revestidas de bonitos azulejos
do sec. XVII, com padrões temáticos e ao centro
painéis figurativos.
Os azulejos nas paredes foram colocados
em 1677 para cobrir as frestas das paredes laterais. No coro
alto encontra-se 4 painéis
figurativos.
O arco do triunfo de volta perfeita é também revestido
de azulejos de padrão diferente das paredes laterais,
tendo ao centro um painel figurativo representando a custódia
ladeada por anjo.
O altar apresenta um retábulo em talha dourada, estilo
joanino, decorado com sulcos, anjos medalhões com figuras
humanas. No altar do Senhor dos Passos encontramos a figura do
Cristo Morto com rubis incrustados nas manchas de sangue, que
se pensa datar de 1658.
Os frontais do Altar - Mor são considerados como um dos
mais belos exemplares de todo país e apresenta uma variada
fauna exótica, ramagens,etc.
Igreja de S. Pedro – Templo do séc. XVI
- XVIII
Situada ao lado Casa do Taquenho, na Rua da
Esperança,
a conhecida estrada da Quinta da Esperança (do Conde)
A Ermida de S.
Pedro encontra-se numa zona alta da povoação,
donde se avista a planície de Beja e de S. Matias.
Esta
deve ter sido a 5ª igreja a ser elevada na vila de
Cuba. Em 195, foi colocada uma pedra de cantaria no portal e
feitos alguns degraus de acesso ao alpendre, tendo sido fechado
com gradeamento de ferro forjado. O cruzeiro de pedra na frente
já existia, nesta data.
O templo tem um alpendre de abobada
de arestas. Tem um portal rectangular, e sobre a mesma uma lápide com o emblema
do Santo Padroeiro – S. Pedro.
É um templo de uma só nave, planta rectangular,
coberta por uma abobada de berço. Um pequeno degrau separa
a nave da capela-mor. Arco do triunfo de volta perfeita.
Igreja N. Sr ª. da Conceição da Rocha (Ermida
São Brás), Igreja do séc. XVI.
Situada
no fim do Jardim da Piscina, Rossio de São Brás,
Avenida 25 Abril.
Foi a 6ª Igreja a ser construída na povoação,
data do séc. XVI, mas não se sabe ao certo a sua
fundação, sabe-se apenas que já existia
em 1585.
Em 1660 construíram-se casas de agasalho para os romeiros
que vinham pela fama de São Brás. Entre 1722 e
1952 houve obras de remodelação.
O povo chama-lhe
N. Sra. da Conceição da Rocha,
pois reza a tradição que a imagem da N. Sra. da
Conceição apareceu numa rocha junto ao litoral
e só depois foi para aqui trazida. A destacar o belo portal
manuelino, arco trilobado, ornamentado a romãs em baixo
relevo que ilumina a fachada do templo. È tudo o que resta
do paço quinhentista de D. Luís, filho de D. Manuel
I, que possuía na vila de Cuba. Porta de madeira almofadada.
É um templo de uma só nave, planta rectangular
com cúpula com lanternim, é a única fonte
de luz. O altar é de estuque marmoreado, séc. XVIII,
arte neoclássica. Sobre o trono, nicho central venera-se
a padroeira. Imagem N. Sra. da Conceição da Rocha,
de 20 cm apenas de altura, sobre um pedestal de madeira prateado,
pintada a dourado e com um manto salpicado de azul, coroa em
meia-lua e em prata.
Igreja São Sebastião
Situada no Rossio São Brás, construída no
séc. XVI foi remodelada no ano de 1962.
A igreja foi fundada
em 1654 sendo a oitava a ser construída
na vila e veio substituir uma outra que existia no mesmo lugar.
A primitiva terá sido construída em 1569 a mando
de D. Sebastião em invocação ao Santo do
mesmo nome por todo o reino. O interior é de planta rectangular
e abobada de berço tanto na nave como na capela-mor. Lambrim
de azulejos, arco do triunfo de volta perfeita e emoldurado.
O altar - mor é de madeira marmoreado,null de finais de
setecentos onde se encontra a imagem setecentista de São
Sebastião em madeira e ainda a imagem de São João
de Deus e São Caetano.
Ermida de Papa São Sixto, séc. XVII
Situada Herdade de Pereiro.
Edifício de planta centralizada de secção
quadrangular. Telhado de quatro águas sem cobertura de
telhas. Cimalha saliente e pináculos piramidais nos
cunhais.
Tem apenas uma abertura, a porta sem guarnecimentos de pedra
e emoldurada pelo barão colorido. O edifício é caiado
de branco. O interior é coberto por uma abóbada
de cúpula sobre pendentes. É despojada de qualquer
ornamentação.
Quinta da Esperança ou Quinta do Conde, séc.
XVIII – XX
Capela N. Sr ª. da Esperança, situada na Quinta
da Esperança, propriedade do Conde da Esperança.
A quinta for criada pelos irmãos Sebolinho nullBarahona
no ano de 1708.
Em 1728 foi construído o aqueduto em tijolo, que traz
para a quinta a água dos valados de Vale da Cuba. O solar é rodeado
por armazéns e casa de lavoura. Passado o alpendre do
solar vê-se o brasão de armas dos proprietários
(Barahonas, Fragosos, Cordovis, Gamas. Coroa do Conde).
Nos jardins
além dos belos bustos e arruamentos uma grande
nora e de notar os vários bancos de azulejos brancos e
azuis figurativos com passagens alusivas à vida dos proprietários.
A capela da N. Sra. da Esperança encontra-se no 1º andar
do solar. De pequenas proporções e de planta
rectangular
O altar de talha dourada, joanina apresenta colunas torsas
de terço inferior espiralado e rosas nos sulcos. Ao centro
no altar a N. Sra. do Rosário. Em madeira parecendo
estofada. O tecto pintado apresenta motivos de curiosos efeito
ilusionista.
Ermida da N. Senhora da Represa
Situa-se
no cruzamento da EN 128, estrada Cuba – Vila
Ruiva, a 2 Km. da povoação situa-se a branca e
pitoresca Ermida de S. Caetano embora conhecida por N. Senhora
da Represa.
Conta a história que apareceu pelos lados da Ermida um
peregrino a pediu abrigo à ermitoa, no entanto, esta negou-lhe
abrigo e ao que este lhe disse apenas que venerasse um painel
de S. Caetano que ele deixara na ermida, pois era muito milagroso.
A mulher encontrou de facto uma imagem de S. Caetano na ermida
e arrependida por não lhe ter dado abrigo, saiu a procurá-lo
mas já não o encontrou em parte alguma. À mesma
hora na Igreja Matriz de Vila Ruiva, o Prior que se encontrava
a rezar avistou um peregrino e quando este se voltou para o cumprimentar,
não conseguiu encontrá-lo.
Chegou-se à conclusão que terá sido o próprio
S. Caetano que ali tinha deixado a sua imagem para que o povo
a venerasse.
Os milagres sucederam-se, e os peregrinos começaram a
vir à Igreja, deixando então grandes somas de esmolas.
A velha ermida foi então derrubada e no seu lugar construída
uma nova igreja, para venerar Nossa Senhora da Represa e S. Caetano,
durante o séc. XVI.
A igreja em si tem duas partes distintas,
o alpendre que data do séc. XVII e o templo do séc. XV. No interior
as paredes são revestidas por azulejos policromados do
séc. XVII. A abóbada é de arestas vivas,
com manifestações renascentistas, e é totalmente
pintada com motivos florais e geométricos.
A pintura data
de 1679, por Lourenço Nunes Varela, data
em que sofreu alguns restauros. O arco do triunfo separa a nave
do Altar-Mor.
A abóbada estrelada assenta em mísulas, as paredes
são totalmente revestidas de azulejos da mesma época,
do tipo aves e ramagens. Imóvel de grande interesse público,
continua a ser hoje ainda alvo de uma grande romaria que se realiza
todas as segundas-feiras de Pascoela, com a Romaria em Honra
N Sra da Represa. É uma festa religiosa e popular.
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Encarnação
Situada
na aldeia de Vila Ruiva é um Imóvel de
grande interesse artístico dos séculos XVI e XVII.
Aqui encontramos o mais antigo exemplar de pintura mural denominada
por “frescos” que chegou até aos nossos dias
no concelho de Cuba e também do Baixo Alentejo, pertencendo
aos finais do séc. XVI., na capela da N.S.ª do Rosário.
Presume-se que a fundação da Igreja tenha sido
na Idade Média, no entanto, esta sofreu grandes alterações
através dos séculos e é hoje um belo exemplar
gótico-manuelino alentejano de carácter popular
e rural.
Situa-se à saída de Vila Ruiva na estrada para
Alvito e é um belo edifício com uma fachada de
dois andares, todo pintado de branco. É um edifício
de uma só nave, planta rectangular.
O conjunto de pintura
a fresco e a têmpora da Igreja Matriz
de Vila Ruiva são datáveis de várias épocas
distintas – séc. XVI ao séc. XIX. Esta autêntica
catedral do fresco deve-a sua construção aos fidalgos
Pereiras de Melo, Condes de Olivença e Tentúgal.
Podemos encontrar ainda noutros locais da igreja, outras pinturas
a fresco, embora não existam registos, pode-se dizer que
possivelmente esta seria completamente decorada com pintura mural.
Recentemente nas obras de restauro da pintura mural e do edifício
foram descobertas outras campanha de pintura mural.
O altar-mor
em talha dourada de gosto rocócó da época
de D. José I onde se venera ao centro a imagem da padroeira,
Nossa Senhora da Encarnação.
Igreja do Senhor da Ladeira, séc. XVIII
Situada na aldeia de Vila Ruiva.
Foi construída em 1720, possivelmente, esteve a culto
e segundo informações pouco fidedignas esta Igreja é antiquíssima
e possivelmente de estilo romano, e que também terá sido
a primeira Matriz da Vila e dedicada ao Senhor da Ladeira.
Esteve
durante anos abandonada e foi recentemente restaurada, podendo
ser visitado o seu interior.
Igreja com empena alteada, cunhada
de pilastras grosseiras.
Frontão iluminado por óculo emoldurado, ladeado
por acrotérios com pináculos piramidais.
É um Templo de uma só nave, coberta por abóbada
de berço, totalmente caiada de branco, tal com no exterior.
Não existe vestígios de altares laterais.
Igreja da Misericórdia, XVI-XVIII
Situada no Largo da N. Sra. da Encarnação em
Vila Ruiva, foi erguida pela Confraria da Misericórdia
de V. Ruiva, fundada em 1571 por D. Álvaro de Melo,
Filho de D. Rodrigo de Melo, Conde De Tentúgal. Na igreja,
e casas anexas, funcionava a igreja, hospital e sacristia,
que albergava peregrinos e doentes.
A fundação decorre entre o ano de fundação
e ano de 1576.
Do templo quinhentista pouco ficou sofreu obras
de restauro em 1732 que alterou a sua traça. Teve abandonado e foi
restaurado em 1986, servindo de casa mortuária neste momento.
O interior desprovido de ornamentação tem planta
rectangular e capela-mor quadrangular. O Arco do triunfo redondo
antecede a capela-mor cujas paredes laterais apresentam pintura
a fresco seiscentistas. Do lado do evangelho um Lava-Pés
e do lado da epistola uma Ceia. Ainda na capela-mor os restos
no lambrim de azulejos seiscentistas policromos, obra do mestre
da misericórdia.
Igreja da N. Sr.ª da Visitação ou N. Sr.ª do
Outeiro, séc. XVI –XVIII
Situada na localidade de Albergaria dos Fusos – Vila
Ruiva. Encontra-se fora da aldeia, sobre um monte encontra-se
a igreja, nome que lhe vem do local. O templo ligado ao cemitério está disposto em
2 partes distintas: a parte exterior do alpendre e o templo propriamente
dita, pertence à época anterior com motivos quinhentistas.
O aparecimento das estelas sepulcrais discóides nos terrenos
junto a igreja faz supor a existência de um cemitério
medieval no local.
Pressupõe-se ainda a existência ali de um templo
medieval do qual apenas restam vestígios, o que nos leva
a apensar que o actual templo de N. Sr ª do Outeiro, mais
não é do que o resultado de sucessivas obliterações
sofridas ao longo dos séculos. Certo é de que já existia
na 1ª metade do século XVI.
Reza a história de que todas as primeiras sextas-feiras
de Março a imagem de N. Sra. do Outeiro chorava e suava
tanto que se tinham ensopado vários lenços e que
o azeite da sua lamparina nunca diminuía, aumentando sempre.
Ermida Sto. António - Templo do 1º quartel do século
XVII, em Vila Alva.
Situada à saída da aldeia do lado direito, num
ponto mais elevado, a ermida proporciona-nos uma vista maravilhosa
sobre a aldeia e os campos que a rodeiam, pois antigamente era
chamada de Ermida Sto António do Alto.
Tem uma grande
escadaria que conduz a um alpendre definido por 3 panos verticais
onde se abrem 3 arcos de volta perfeita. Portão
de ferro.
A ermida é totalmente caiada de branco, é um templo
de 1 só nave, planta rectangular coberta por abóbada
de berço.
Recentemente as obras efectuadas na ermida revelaram
frescos nas paredes do séc. XVII infelizmente encontram-se
muito mutilados.
O arco do triunfo é de volta perfeita e apresenta a parede
do lado da epístola coberta por frescos, onde se reconhece
a parte inferior de um corpo humano de túnica vermelha
e manto branco. A capela-mor é de madeira pintada onde
se venera a imagem pintada de St. António, também
em madeira pintada com características seiscentistas.
Igreja Matriz da N. Sra. da Visitação,
Situada
na Praça da Republica em Vila Alva é um
templo essencialmente do séc. XVII e XVIII.
Não se sabe ao certo a data da sua fundação,
presume-se que remonte aos primórdios da Idade Média.
Sabe-se que já existia no séc. XVI. A torre sineira
e os contrafortes cilíndricos lembram as construções árabes
alentejanas, o que leva a crer que tenha pertencido a uma construção
anterior árabe e depois transformada em igreja cristã.
Sofreu grandes transformações.
Uma escadaria dá acesso ao templo. Ao centro 2 portas
com aduelas de janela gradeada – andar superior e torre
cilíndrica. No cunhal sul, contraforte cilíndrico
de andares encimado por uma esfera. Templo de uma só nave,
planta rectangular abobada de berço dividida por tramos
assente numa cornija saliente.
A padroeira da aldeia encontra-se à esquerda, sobre uma
mísula a imagem seiscentista do arcanjo São Miguel
e da Nossa Sr.ª da Visitação em madeira estofada
com coroa de prata. De ressaltar um frontal de 7 x 16 azulejos
com aves e ramagens e ao centro a imagem de N. Sra. do Rosário.
Arco do Triunfo, de volta perfeita, totalmente forrado de azulejos
policromados seiscentistas que forma as paredes e a abobada da
capela – mor. O frontal da capela-mor é também
em azulejos idêntico ao do altar da igreja Matriz de Cuba.
Retábulo em talha policromada, barroco e nicho fechado
com cortinas, Cristo crucificado. Na sacristia os arcazes de
madeira são de real valor.
Ponte Romana (situada entre Vila Ruiva e Albergaria dos Fusos)
Situa-se
a 3 km da povoação de Vila Ruiva, na
estrada que liga Vila Ruiva a Albergaria dos Fusos.
Foi construída sob a antiga via romana Ebora a Pax Julia,
que passava por Vila Ruiva e sobre o leito da ribeira de Odivelas,
e a cerca de 3 Km da povoação.
Assenta em pegões de granito e arcaria de tijolo. A ponte
embora seja da época romana, terá sofrido reconstruções
visigóticas e árabes, à qual o povo dá a
sua origem ao poderoso Rei Mouro Iscar, um dos chefes árabes
derrotados por D. Afonso Henriques, na célebre e controversa
batalha de Ourique. É constituída por 26 arcos, intervalados por olhais
de volta perfeita, e tem de comprimento 120 metros e de largura
máxima 5 metros.
Encontramos traços sucessivos de reconstrução,
e podemos encontrar ainda lápides funerárias romanas
entre blocos que formam alguns dos pegões.
Este é sem dúvida um dos pontos de realce do concelho
sendo pois o único Monumento Nacional classificado no
concelho de Cuba.
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Concelho
de Elvas
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Elvas é… já ali!
Elvas é um Concelho localizado no sul do Distrito de
Portalegre, limitado pelo Distrito de Évora e Espanha,
com 630 quilómetros quadrados de área, 25 mil
habitantes e 11 Freguesias.
Os acessos a Elvas são excelentes, os mais importantes
por auto-estrada: Portalegre (60 km), Évora (90 km),
Setúbal (175 km), Lisboa (215 km), Coimbra (250 km),
Porto (360 km), Badajoz (10 km), Mérida (80 km), Cáceres
(100 km), Sevilha (210 km), Madrid (415 km) e Barcelona (1050
km). A Cidade apresenta, assim, uma invejável localização,
muito atractiva para a instalação de novas empresas.
Ainda que a sua geografia alentejana não engane, o
Concelho de Elvas tem dois excelentes planos de água,
nas barragens do Caia e Alqueva. Por isso, as ocupações
náuticas e a pesca são ofertas aliciantes, para
além da caça.
A restauração do Concelho tem uma lotação
de cinco mil pessoas sentadas à mesa, enquanto o hotelaria
tem uma capacidade de mil camas. A variada e gostosa gastronomia
do Alentejo pode ser encontrada nos restaurantes do Concelho,
onde a presença de peixe e marisco frescos e de qualidade
atraem inúmeros visitantes.
A Cidade tem inúmeros equipamentos culturais, salientando-se
o Coliseu José Rondão Almeida (6500 lugares)
e quatro Museus: de Arte Contemporânea, de Arte Sacra,
Militar e da Fotografia. A monumentalidade de Elvas é muito
valiosa: Aqueduto da Amoreira, Fortes da Graça e de
Santa Luzia, Muralhas Seiscentistas, Castelo, Igrejas e património
militar edificado são os expoentes de uma visita turística
aconselhável.
Percursos Turísticos (Cidade)
Praça 25 Abril
Entrada do centro histórico pelo viaduto. Tem ao centro
fonte do séc. XVII inicialmente estava no Largo da Misericórdia.
Chamou-se Largo do Chafariz de Fora, Praça Fontes Pereira
de Mello, Praça Salazar.
Av. Garcia da Orta
Recebeu o nome em honra do famoso naturalista que nasceu na
cidade. Antes era simplesmente chamado de Muralha do Assento.
Portas de Olivença
Fazem parte da muralha seiscentista. O nome indica a direcção
do caminho para Olivença. Actualmente existem ainda
as Portas de São Vicente e da Esquina.
Rua de Olivença
A rua é assim conhecida desde a construção
da muralha fernandina. Ao fundo ficava a Porta de Olivença
(destruída em grande parte no séc. XVII). Actualmente
existe a Porta de Olivença da muralha seiscentista.
Conhecida em 1543 como a melhor rua d’Elvas pelo viajante
arcebispo de Lisboa D. Fernando de Menezes.
Rua da Carreira
O topónimo Carreira remonta a finais do séc.
XV como Carreiras dos Cavallos. Nesta rua faziam-se corridas
e respectivas apostas dos cavaleiros da cidade quando ainda
era um pequeno largo. No início do séc. XX foi
chamada Rua da Princeza D. Amélia em homenagem a esta
quando visitou a cidade. Aqui se situava a Igreja de Nossa
Senhora dos Bem Casados (actual Banco Nacional Ultramarino).
Praça da Republica
É
o centro de todo o centro histórico elvense. Nela se
encontram a Igreja de Nossa Senhora da Assunção
(antiga Sé), casas apalaçadas com vários
séculos de existência. Quando foi elevada a cidade
no reinado de D. Manuel I, muitas obras se efectuaram, levando
a cidade a sede de bispado e a ser considerada a quarta maior
cidade do país no final do séc. XVI. Uma das
obras efectuadas foi a abertura da Praça Nova depois
da construção da Sé. A partir daí a
Praça Nova ganha importância e passa a ser o centro
de vida da cidade. Em 1886 passa a chamar-se Praça do
Príncipe D. Carlos e em 1910 passa a Praça da
Republica e é hoje um local de passagem obrigatória
para o turista.
Rua dos Quartéis
Rua aberta em 1580 para a entrada de D. Filipe I de Portugal
que ficaria a viver em Elvas alguns meses, tendo então
o nome de Rua Nova de São Martinho, nome que lhe foi
mudado para Rua Nova do Castelo, por conduzir ao castelo. Em
1655 e 1656 são aí construídos vários
quartéis para albergar os milhares de soldados que já se
encontravam na cidade. É então que adquire o
nome actual. Os quartéis foram demolidos por se encontrarem
devolutos e em total ruína há cerca de 100 anos.
Portas da Esquina
Fazem parte da muralha seiscentista. Também designada
Porta da Conceição (por cima situa-se a Capelinha
de Nossa Senhora da Conceição) e antigamente
Porta dos Enforcados.
Santuário do Senhor Jesus da Piedade
É
o centro de uma das maiores romarias do Alentejo, a Feira de
São Mateus (entre 20 e 30 Setembro). Erguido em 1737.
Conta a lenda que em 1736, o Padre Manuel Antunes pároco
de Elvas quando passeava de mula por ali caiu duas vezes ficando
bastante abalado. Com dificuldade dirigiu-se a um Cruzeiro
de madeira que aí havia no sítio da Saúde
(local onde antes morrera o lavrador da Torre das Arcas). Na
sua oração, fez a promessa de aí mandar
rezar uma missa e pintar a cruz. A promessa foi cumprida após
as suas melhoras. Um ano depois no dia de Reis e já com
muita gente a assistir recolocou-se a cruz começando
o sítio a ser invocação do Senhor Jesus
da Piedade. Aumentando a devoção popular construiu-se
um nicho para a imagem e mais tarde uma ermida. Organizadas
festas e romarias houve necessidade de um templo maior (o actual).
Forte de Santa Luzia
Situado na parte sul da praça de Elvas, a cerca de 400
metros da Porta de Olivença onde existia uma ermida
de Santa Luzia. Começou a ser construído em 1641
e foi concluído em 1687. O forte forma um quadrado de
150 metros e é constituído por diversos baluartes,
revelins, coroas e outras obras militares. Ao centro tem um
fortim do qual se eleva a casa do governador. A porta principal
para o segundo plano da fortaleza é bem característica
do séc. XVIII passando-se por uma porta levadiça.
Sobre a porta encontra-se uma lápide onde se sobrepõe
o escudo das armas portuguesas. Tal como o Forte da Graça
e os restantes fortins o forte fazia parte da estrutura defensiva
da cidade.
Forte da Graça
No alto do monte onde, desde 1482 existiu uma ermida de Nossa
Senhora da Graça, fundada pela bisavó de Vasco
da Gama, foi considerado fundamental para que se fechasse o
circuito defensivo da praça de Elvas. O próprio
conde Lippe se encarregou de conceber o forte que começou
a ser construído em 1763. A eficácia deste forte,
que comportava cerca de 80 bocas de fogo e que era considerado
inexpugnável, requeria, para sua defesa 1000 a 1200
soldados de infantaria, 200 artilheiros e 100 mineiros. Poços
a circundar a fortificação e galerias subterrâneas,
conduzindo algumas para fora da fortaleza, são alguns
dos elementos com que estão dotados os complexos sistemas
de defesa que foram concebidos e se encontram no Forte de Lippe. É na
realidade uma obra-prima, considerado um expoente máximo
da arquitectura militar do séc. XVIII. Chegou a afirmar-se
que a arte de fortificar se esgotou aqui completamente.
Padrão da Batalha das Linhas de Elvas
No séc. XVII, Elvas vai ser mais uma vez local de confrontos
entre Espanha e Portugal. Depois de ganha a Restauração
em 1640, o nosso país esperava uma invasão castelhana.
A nova Elvas fortificada estava agora preparada para a guerra.
Em 1657 o exército inimigo faz perdas consideráveis
aos habitantes de Elvas, Vila Viçosa e Monsaraz. Depois
de várias investidas em Badajoz o exército português é obrigado
a retirar. A 22 de Outubro de 1658 Elvas está sitiada
por D. Luiz de Haro. André de Albuquerque e Affonso
Furtado dirigem-se para Estremoz para organizar um exército
de socorro. A fome e o desespero invadiam a população,
os feridos eram aos milhares. O cerco continuava. No dia 11
de Janeiro de 1659 sai de Estremoz o reforço à praça
elvense, composto por 8 000 infantes divididos em 16 esquadrões,
comandados pelos generais de cavalaria André de Albuquerque
e de Infantaria Rodrigo de Castro e o Conde Mesquitela. Na
manhã de 14 de Janeiro de 1659 a batalha começa,
a luta durou muitas horas até serem cortadas as linhas
e derrotado o inimigo. A vitória portuguesa impediu
o avanço das tropas espanholas pelo território
português. No local da Batalha das Linhas de Elvas foi
erguido de seguida, ainda em 1659, um padrão em honra
aos que nela combateram e morreram.
Aqueduto
O Aqueduto da Amoreira aparece-nos sempre, em parceria com
as fortificações, como o grande símbolo
de Elvas. A sua construção deveu-se aos problemas
de abastecimento de água que a cidade há muito
padecia. É uma obra com 7054 metros da amoreira até à muralha,
percorre depois 450 metros até à fonte da vila,
no Largo da Misericórdia onde a água jorrou pela
primeira vez em 1622. Os 1113 metros que leva a percorrer o
vale de S. Francisco são efectivamente de grande beleza.
Quatro ordens de arcos com 31 metros de altura, suportados
por contrafortes e gigantes de várias formas. Chega
a ter galerias subterrâneas a passar pelos 6 metros de
profundidade. Tem em todo o seu percurso 843 arcos. A seguir
a Francisco de Arruda a direcção das obras passou
por Afonso Álvares, Diogo Marques e Pêro Vaz Pereira.
Foi uma obra onerosa e demorada. Desde o “real d’água” até à multa
de 10 cruzados para quem faltasse à procissão
do Corpo de Deus, tudo revertia para a obra.Os elvenses tudo
fizeram para a concluir.
Largo da Misericórdia
Nela se situa a Igreja da Misericórdia e parte do prédio
da Santa Casa da Misericórdia de Elvas com cerca de
500 anos, tal como um passo dos cinco existentes na cidade.
Daqui foi retirada a Fonte Da Misericórdia hoje existente
na Praça 25 de Abril. O nome provém da Santa
Casa da Misericórdia aí existente desde o séc.
XVI. Também se chamou Largo de António José de
Carvalho.
Rua de São Francisco
Assim chamada por que ao fundo da rua havia na fortificação
fernandina a Porta de São Francisco e uma pequena ermida
com a imagem deste santo. Chamou-se Rua da Corredoura, Rua
do Bom Sangue, Rua da Porta do Bispo, Rua João Fangueiro,
Rua dos Fangueiros, Rua André Lopes Garro, Rua de António
Valladares ou Rua de Francisco Zagallo.
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Concelho
de Estremoz
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Património
Classificado
Monumentos Nacionais
Capela de D. Fradique de Portugal
Localidade: Estremoz (Santo André)
GPS: N -7.586270544 W 38.84361964
Situada dentro da Igreja de São Francisco e de fundação
provável de finais do século XV ou inícios do século
XVI, a Capela de D. Fradique de Portugal (Vice-Rei da Catalunha e Arcebispo de
Saragoça), é um monumento funerário claramente manuelino,
segundo Gonçalo Lopes (2008). Manuel Branco (1993) identifica elementos
similares ao ciclo quatrocentista do Mosteiro da Batalha, dando-lhe uma datação
anterior ao período manuelino, opinião não partilhada por
Lopes. Tem planta quadrangular, abóbada nervurada em mármore assente
em triplos colunelos e capitéis com motivos vegetalistas. As chaves que
fecham esta abóbada são também do mesmo período,
mostrando a central a heráldica da família de D. Fradique, os Noronha.
Em relação ao pórtico da entrada, que Túlio Espanca
(1975) refere como pertencendo ao estilo espanhol plateresco, Lopes afirma ser
uma obra do Renascimento com alguns elementos ainda manuelinos, nomeadamente
nas bases octogonais escavadas, facto aliás também observado por
Espanca.
O retábulo embutido na parede sul da capela também suscita interpretações
diferentes quanto ao estilo e data de execução: Túlio Espanca
afirma ser um trabalho maneirista de finais do século XVI ou inícios
do século XVII (com reforma em 1744), enquanto que Gonçalo Lopes
aponta uma datação próxima de finais do século XVII,
do Barroco do reinado de D. Pedro II, com alguns elementos joaninos, provavelmente
da mesma reforma de 1744 indicada por Espanca. Por baixo do recente pavimento
de madeira, no panteão dos senhores do Vimieiro, estão sepultados
D. Fernando de Noronha (falecido em 1552) e a sua esposa D. Isabel de Melo (1563).
Castelo de Evoramonte
Localidade: Evoramonte
GPS: N -7.715816244 W 38.77186345
A cerca medieval de Evoramonte foi mandada construir em 1306, no reinado de D.
Dinis (r. 1279-1325). O perímetro amuralhado forma um triângulo
isósceles cujo lado maior segue a linha NE-SO. Mantém ainda as
suas quatro portas principais e um postigo: a porta do Freixo, com arco gótico
sem impostas e protegida por dois torreões cilíndricos, está orientada
a Sul e tem uma inscrição que corresponde ao início da construção
da cerca; a porta do Sol, muito semelhante à anterior, está orientada
a Oeste; a porta de São Brás está orientada no sentido da
ermida com o mesmo nome e ainda mantém as suas munhoneiras (encaixes para
o eixo de um canhão, também designado por munhão); a porta
de São Sebastião tem acesso directo por estrada à ermida
do mesmo orago, sendo que esta denota influências quatrocentistas ou quinhentistas.
A Torre/Paço Ducal é um bom exemplar de arquitectura quinhentista,
construído, em princípio depois do terramoto de 1531, pelos mestres
Diogo e Francisco de Arruda, sendo o senhor da vila, na altura, D. Jaime, duque
de Bragança. Segundo o historiador de arte Paulo Pereira, a sua planta
centrada é provavelmente a sua característica mais marcante, que
derivará tanto dos edifícios militares tradicionais, como de edifícios
sagrados e funerários, estes mais comuns nesta época.
De qualquer forma, os conceitos estéticos manuelinos estão ainda
presentes, apesar de, provavelmente, este edifício ter sido construído
no reinado de D. João III (r. 1521-1557), período normalmente designado
por Tardo-Manuelino
Conjunto Monumental da Alcáçova de Estremoz - Capela da
Rainha
Santa Isabel
Localidade: Estremoz (Santa Maria)
GPS: N -7.592400687 W 38.84211216
Segundo Túlio Espanca, terá sido construído um oratório
em 1659, por ordem de D. Luísa de Gusmão, viúva de D. João
IV (r. 1640-1656) em acção de graças pela vitória
portuguesa na Batalha das Linhas de Elvas. Em 1680, durante o reinado de D. Pedro
II (r. 1675-1706) e por iniciativa deste, realizam-se obras que estiveram a cargo
do Padre Francisco Tinoco da Silva, beneficiando consideravelmente o templo.
Inevitavelmente, 18 anos depois, em 1698, depois da explosão do paiol
de pólvora do castelo, novas obras foram necessárias, apesar de,
segundo um relato da época, esta capela não ter sofrido grandes
danos, dando a entender que terá sido mais um milagre da Rainha Santa.
Os painéis de azulejo e as telas a óleo, ambos claramente joaninos,
são atribuíveis os primeiros a Teotónio dos Santos (cerca
de 1725), segundo José Meco, e os segundos a André Gonçalves
(década de 1730), segundo Maria de Lourdes Cidraes. Os painéis
a azulejo e as telas a óleo são representativos da vida e imaginário
lendário da Rainha Santa Isabel, nomeadamente os milagres que lhe são
atribuídos, que foram a causa da sua canonização em 1625
pelo papa Urbano VIII.
O exuberante coro construído em mármore branco exibe uma inscrição
latina, de 1808, de agradecimento da população de Estremoz a Santa
Isabel por tê-la protegido dos saques resultantes das Invasões Francesas.
Conjunto Monumental da Alcáçova de Estremoz - Castelo
Localidade: Estremoz (Santa Maria)
GPS: N -7.592269569 W 38.84186515
No centro da vila medieval surge a Torre de Menagem, uma das mais bem conservadas
do país. Com cerca de 27 metros de altura, tem planta quadrangular e é coroada
com merlões em forma piramidal. Típica da arquitectura militar
portuguesa de finais do século XIII e inícios do século
XIV, é o que resta da alcáçova primitiva, juntamente com
o edifício trecentista dos Paços do Concelho. No segundo piso existe
uma bela sala octogonal com colunas de capitéis de motivos animalistas
e antropomórficos. No terraço encontram-se as chamadas Três
Coroas, representativas, segundo alguns autores, dos três reinados em que
decorreram as obras da sua implantação. Na face principal, no exterior,
a Sul, estão representadas as armas de D. Afonso III (r. 1245-1279) com
dois anjos a protegê-las. Actualmente ocupado pela Pousada da Rainha Santa
Isabel, o antigo Paço Real medieval foi adaptado a armazém de guerra
no reinado de D. João V (r. 1707-1750) em 1736, cabendo a Carlos Andreis
a assistência técnica das obras. É um dos melhores exemplares
do Barroco joanino em Estremoz, com planta pentagonal e flanqueado por torreões
cilíndricos. De destacar o pátio trapezoidal e com uma fonte central
com repuxo de golfinhos de mármore; a escadaria de acesso à Sala
de Armas com dois tipos de painéis de azulejo: um a azul e branco com
faixas barrocas e arabescos naturalistas, inspirados na tapeçaria oriental,
e outro de silhares de motivos florais, joaninos de meados do século
XVIII; e a Sala de Armas, onde ainda existem algumas portas de talha dourada
e policromada
com os escudos reais.
Conjunto Monumental da Alcáçova de Estremoz - Muralhas Medievais
Localidade: Estremoz (Santa Maria)
GPS: N -7.590305381 W 38.84131682
A cerca medieval de Estremoz é mandada construir pelo rei D. Afonso III
(r. 1245-1279) em 1261 e melhorada pelos seus sucessores, principalmente pelo
seu filho D. Dinis (r. 1279-1325). Tem duas portas principais opostas (eixo E-O):
a Porta do Sol ou da Frandina e a Porta de Santarém. A Porta da Frandina,
virada para Nascente, é ladeada por uma torre semicilíndrica, com
portal rebaixado no exterior e redondo no interior. Por cima do arco, à entrada,
está colocada uma lápide invocativa da Imaculada Conceição,
padroeira de Portugal, como é habitual no reinado de D. João IV
(r. 1640-1656), depois da Restauração.
A Porta de Santarém, aberta para o Bairro de Santiago, tem uma torre cilíndrica
e outra quadrangular, denotando uma maior necessidade defensiva, podendo indicar
que seria esta, inicialmente, a porta principal da vila medieval. Tem, tal como
a Porta da Frandina, uma placa dedicada a N.ª Sr.ª da Conceição
e também uma que marca o fim da obra da muralha, em 1261: “Era Mª CCª LX’ª VIIIIª REGNAnTE
/ REX ALFOnSus DICTus COMES / BO LO(n) / IE / FU IT / MU RUM / EDI FI / CAT US”,
cuja tradução será: “Era 1299 [Ano 1261 da Era de
Cristo] reinando o rei Afonso dito conde de Bolonha foi o muro edificado”.
Capela de N.ª Sr.ª dos Mártires
Casa do Alcaide-Mor / Antiga Casa da Câmara
Claustro do Convento das Maltezas
Conjunto Monumental da Alcáçova de Estremoz - Torres da Couraça
Igreja de São Francisco, compreendendo o túmulo de Esteves
Gatuz
Padrão da Batalha do Ameixial
Pelourinho de Estremoz
Portas e baluartes da 2ª linha de fortificações (século
XVII)
Villa Lusitano-Romana de Santa Vitória do Ameixial
(...)
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Concelho
de Évora
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10
Monumentos sugeridos
1. PORTA DE D. ISABEL
A Porta de D. Isabel fazia parte da muralha tardo romana, hoje
conhecida por Cerca Velha. Esta porta, constituída por
um arco perfeito de cantaria é a única sobrevivente
em todo o recinto amuralhado da Cerca Velha. Marca a passagem
da principal rua da cidade romana na direcção este-oeste
- o Cardo Máximo -, da qual resta um troço de calçada
bem conservado, sob o arco.
A muralha tardo romana, na qual esta Porta se insere, tinha
cerca de 1.200m de extensão, e abrangia uma área
de cerca 10ha. Estava protegida por fortes torres de cantaria,
das quais
ainda subsistem algumas, como as que defendiam as portas das
Rua da Selaria (actual Rua 5 de Outubro) e da Porta de Moura.
O seu nome remonta ao séc. XVII, já que na Idade
Média era conhecida pela Porta do Talho do Mouro. De
facto, o arrabalde da Mouraria nova, era ali a dois passos.
2. TERMAS ROMANAS
Em 1987, na sequência de obras nos Paços do Concelho, descobriram-se
as termas romanas da cidade. O complexo até agora estudado tem cerca de
300m2, orientando-se no sentido sul/norte e obedecendo aos cânones vitruvianos.
Os espaços já conhecidos constam de:
Laconicum - Sala circular de 9m de diâmetro, destinada a banhos quentes
e de vapor. No centro encontra-se um tanque circular de 5m de diâmetro,
embutido no solo, com três degraus. O fundo do tanque é de opus
signinum (argamassa feita de cal hidráulica, areia e tijolo míudo)
e possui uma profundidade de 1.30 m. O laconicum está rodeado do seu
sistema de aquecimento.
Praefurnium - Espaço visitável ao lado direito, que contém
a fornalha, serviria de sistema central de aquecimento das salas adjacentes.
Daqui o Laconicum era aquecido mediante combustão de madeira.
Natatio - Piscina rectangular de ar livre, rodeada de pórticos, com uma
largura de 14.40 m e comprimento de 43.20 m. No lado leste da piscina eram lançadas
as águas das termas, segundo se crê trazidas por aqueduto próprio
que teria sido o antecessor do aqueduto de Água de Prata. Esta área
não é visitável.
3. TEMPLO ROMANO
O templo fazia parte integrante do fórum de que se conhece a praça
lajeada a mármore e uma estrutura porticada envolvente, onde provavelmente
estariam lojas (tabernae).
Foi este templo edificado em meados do século I, consagrando-se provavelmente
ao culto imperial. Possuía uma planta rectangular do tipo hexastilo-períptero,
medindo 24.60 m por 14.19 m, assentando num podium de 4 m de altura. Na sua construção
foi usado granito local, bem como mármore de Estremoz nos capitéis
coríntios e na base. Um espelho de água em forma de U circundava-o.
A história do Templo confunde-se com a história de Évora.
Na Idade Média foi utilizado como "açougue das carnes" (talho),
sendo aí o principal ponto a retalho de venda de carne da cidade. Em 1870,
decidiu-se repor a traça original disponível. Assim, e sob a orientação
do italiano G. Cinatti, foi restaurado como hoje se exibe, ainda que sem cela,
arquitrave, friso e muitas das suas colunas. Nesse processo colaboraram muitos
nomes ilustres do tempo, entre eles Alexandre Herculano.
Em ex-líbris da cidade se tornou, ainda que nunca tivesse sido consagrado à deusa
Diana, como popularmente se afirma.
4. CATEDRAL DE ÉVORA
A catedral de Évora, consagrada a Santa Maria, foi edificada entre 1283
e 1308, num período já de afirmação do gótico,
mas onde ainda se assiste à permanência da linguagem decorativa
românica. A catedral foi construída em terreno difícil, de
forte inclinação, onde o engenho de arquitectos e o saber dos canteiros
foi duramente posto à prova.
A Catedral tem três naves. Na central, podemos ver a imagem medieval da
Nossa Senhora do Ó; defronte, o Anjo da Anunciação, obra
posterior do flamengo Olivier de Gand. Se aí pararmos poderemos ver, em
cima à direita, entre os arcos do trifório, um busto. É o
arquitecto da catedral, que assim posa para a posteridade; as iniciais que
exibe (C. E.), definem-no: Constructor Edit.
Estilos vários e épocas diversas caracterizam a catedral, dando-lhe
todavia uma unidade particular. O claustro gótico é da primeira
metade do século XIV. Aí está sepultado o bispo fundador
- D. Pedro -; aí funcionou o primeiro concilium (concelho) da cidade,
de que resta memória na pedra de armas mais antiga da cidade. O arco da
capela do Esporão é a primeira manifestação do Renascimento
em Évora; a capela-mor é barroca (substituiu a abside gótica
em 1717), obra de D. João V, com mármores alentejanos engalanando-a;
já o cadeiral do coro é quinhentista, com desenhos flamengos. Saliente-se
ainda o museu de Arte Sacra, com rico espólio. Aqui também funcionou
a Escola Polifónica da Sé de Évora, que, sobretudo em Quinhentos,
teve grande projecção, sob a protecção do Cardeal-Rei
D. Henrique.
No portal, por entre marcas de canteiros medievais que na pedra deixaram a
sua memória, salientam-se o apostolado, obra de grande sensibilidade artística,
reflectindo no mármore a visão medieva da palavra divina, transmitida
sob a forma de recado, de conselho, de aviso.
5. PRAÇA DE GIRALDO
A meio do percurso deste roteiro, eis que o visitante chega à Praça
Grande, a actual Praça do Giraldo, herdeira do "chão" onde
se fez a primeira feira franca eborense, ainda em tempo de D. Dinis. Era a confluência
de percursos urbanos polarizados pelos mosteiros mendicantes de S. Francisco
e S. Domingos.
Rompida a Cerca Velha, Évora crescia rumo à muralha fernandina
do séc. XIV. Aqui estava o centro político e o centro religioso:
de um lado os paços do concelho, do outro a igreja de Stº. Antão,
que iniciou o estilo "chão" alentejano, e que foi erguida sobre
a primitiva igreja gótica de Antoninho. Espaço também de
quotidianos. Nas arcadas a toda a volta se fazia (e faz) o comércio. Aqui
se fizeram autos-de-fé, torneios, justas e touradas. Aqui estava o pelourinho
e a Casa de Ver o Peso; aqui ficavam os antigos Estáus da Coroa, que ocupavam
o quarteirão entre a antiga Rua da Cadeia e a Rua do Raimundo. Aqui está a
fonte henriquina, construída sobre um antigo chafariz incluso num pórtico,
e onde terminava a água trazida ao longo de 18km, desde as fontes da
Prata.
6. IGREJA REAL DE S. FRANCISCO
Com o triunfo da dinastia de Avis, em 1385, com a chegada das riquezas do Oriente, Évora
assume-se cada vez mais como centro político e vila cortesã. Muitos
foram os reis que aqui passaram, tornando-se cidade preferida de monarcas. Aqui
começaram a surgir edificações que a enobrecem. A igreja
conventual e palatina de S. Francisco, edificada por D. João II e concluída
no reinado de D. Manuel I, foi construída sobre uma primitiva igreja gótica
do século XIII.
A fachada destaca-se pela volumetria dos coroamentos, constituídos por
coruchés cónicos, por gárgulas de cariz zoomórfico,
por ameias chanfradas e por um pórtico onde se exibem os emblemas régios
dos dois monarcas seus mecenas.
Exemplar notável do tardo-gótico alentejano, a igreja tem uma só nave
(uma das maiores de Portugal), ladeada por capelas comunicantes. Na abóbada
ogival estão de novo patentes os símbolos que a ligam à expansão
e aos seus fundadores: a Cruz de Cristo, o pelicano de D. João II, a esfera
armilar de D. Manuel I. À direita do altar-mor, as janelas serviam para
que os reis assistissem à missa, vendo assim o padre de frente, numa época
em que o sacerdote oficiava sempre de costas para os fiéis.
7. IGREJA E CONVENTO DA GRAÇA
Em plena expansão portuguesa, as ambições imperiais gravaram-se
nas pedras da Igreja da Graça. Edificada em formas clássicas tão
ao gosto do Renascimento, a Igreja foi feita talvez para servir de túmulo
ao seu mentor: D. João III. O arquitecto foi Miguel de Arruda. Também
aqui trabalhou Nicolau de Chanterene, o mais notável escultor francês
que entre nós, no século XVI, desenvolveu a sua arte; são
da sua autoria, além da fachada da igreja e janelas da capela-mor, os
túmulos dos patronos - D. Francisco de Portugal e esposa - hoje expostos
no Museu de Évora.
É
uma das mais significativas obras do nosso Renascimento, para o que contribuiu
a cultura humanista de D. João III. Ele mesmo mandou gravar na fachada
um título de pendor romano: "Pai da Pátria". No pórtico,
em cima, temos então as marcas do sonho do Império: os "quatro
meninos da Graça", as estátuas dos gigantes (ou atlantes)
que carregam as quatro partes do mundo onde os portugueses aportaram.
8. LARGO DA PORTA DA MOURA
Em pleno Renascimento, Évora cobre-se de monumentos. Grandiosos uns, mais
utilitários outros, mas todos dignos de realce. Como a fonte renascentista
de 1556, obra de Diogo de Torralva, mandada erigir pelo maior mecenas da cidade,
o Cardeal-Rei D. Henrique. O seu chafariz era um dos principais pontos de abastecimento
de água na cidade antiga. Esta fonte foi construída com donativos
públicos dos vizinhos do largo; um dos que participou foi o mais afamado
tipógrafo da cidade, André de Burgos.
Outros motivos de interesse tem este Largo da Porta da Moura. Defronte da fonte,
a casa Cordovil, com o seu mirante em manuelino-mudejar, mescla do estilo próprio
da expansão (o manuelino), com o estilo de inspiração mourisca
(o mudéjar).
Entre as torres que guardam a antiga Porta de Moura, situa-se a janela manuelina
chamada de Garcia de Resende, poeta e cronista eborense do Renascimento português,
e autor do Cancioneiro Geral, (compilação de toda a tradição
poética portuguesa do século XV e XVI).
9. UNIVERSIDADE DE ÉVORA / COLÉGIO DO ESPÍRITO SANTO
Em 1551, com o patrocínio do Cardeal-Rei D. Henrique, foi instituída
a Universidade de Évora, sob orientação jesuíta.
Sete anos mais tarde, o papa Paulo IV, deu-lhe concede-lhe a necessária
bula. Aqui se leccionavam os cursos de Teologia, Filosofia, Matemática
e Retórica.
Cedo a universidade eborense se assumiu como um bastião do saber, apesar
do controle inquisitorial. As suas instalações, de raiz, eram consideradas
modelares, melhores de resto que as da sua congénere coimbrã. No
seu conjunto monumental salientam-se o Claustro dos Gerais com dupla galeria
de ordem toscana; a Sala dos Actos, em estilo barroco; os azulejos historiados
com alusões a autores clássicos (Platão, Virgílio,
Aristóteles, Arquimedes); a igreja maneirista do Espírito Santo
(séc. XVI); a capela seiscentista de Nossa Sª. da Conceição;
a antiga livraria. Numa galeria do andar cimeiro, uma estátua do historiador
eborense Túlio Espanca - autodidacta aqui sagrado Doutor Honoris Causa
- vela por este templo do saber.
Extinta no século XVIII (1759), a Universidade retornou à cidade
em 1979.
10. PORTA DO MOINHO DE VENTO
O fim deste percurso não é isento de simbolismo. Aqui, na Porta
do Moinho de Vento, chegámos ao local onde as cercas se tocam: a velha
e a nova, isto é, onde muralha nova medieval se encontra com a velha muralha
romana. Na verdade, a poucos metros, à esquerda, temos a Porta de D. Isabel,
onde começámos esta viagem pelo tempo e pela História de Évora.
Para trás deixámos a soberba vista do Palácio dos Condes
de Basto, obra quinhentista edificada sobre o antigo castelo da cidade (Alcáçova
Velha); para trás deixámos o troço de muralha romana onde
assentam a actual pousada e a Igreja dos Lóios.
O topónimo "Porta do "Moinho de Vento", remonta ao séc.
XIII, mas o local certo levantou dúvidas durante muito tempo. Este topónimo
referiu-se, até ao século XV, a uma outra porta já desaparecida,
passando, depois, a designar a actual. Aqui nasce a cerca fernandina (a "cerca
nova"), que se estende por 3 km, e onde originalmente se abriam 10 portas.
Neste local, reencontram-se as idades Évora. O ciclo fecha-se. Ou volta
a abrir-se, na cidade Património da Humanidade.
Centro Histórico
PRAÇA DE GIRALDO. Praça central da cidade histórica. Arcadas,
fonte e Igreja de Santo Antão (Séc. XVI). Posto de Turismo. Comércio,
serviços e restauração. Rua Cinco de Outubro (artesanato,
restauração e alojamento).
CATEDRAL DE SANTA MARIA. Edifício monumental românico-gótico
(Séculos XIII-XIV). Claustro e Museu de Arte Sacra.
LARGO CONDE VILA FLOR. Ruínas do templo romano (Séc. I). Museu
de Évora. Biblioteca Pública de Évora. Igreja e Convento
do Lóios (Pousada) (séc. XV-XVII). Palácio dos Duques de
Cadaval (Séc. XVI). Serviço de trens puxado por cavalos.
CASTELO VELHO. Muralha tardo-romana (Cerca Velha). Ermida de S. Miguel. Palácio
dos Condes de Basto (particular). Ruas Freiria de Cima e de Baixo. Museu das
Carruagens. Solar dos Condes de Portalegre. Cabeceira da Catedral (Séc.
XVIII).
UNIVERSIDADE ÉVORA/COLÉGIO DO ESPÍRITO SANTO. Igreja do
Espírito Santo (Séc. XVI). Claustro dos Gerais e salas de aula
(Séc. XVIII).
LARGO DA PORTA DE MOURA. Torres da porta tardo-romana. Janela manuelina-mudéjar
da Casa de Garcia de Resende (Séc. XVI). Fonte e chafariz (Séc.
XVI). Casa Cordovil com mirante mudéjar (Séc. XV-XVI). Rua da Misericórdia.
Mirante mudéjar da Casa Soure (Séc. XVI). Igreja do Carmo (séc.
XVI - XIII). Comércio, serviços e restauração.
PRAÇA DE SERTÓRIO. Edifício da Câmara Municipal de Évora
(Séc. XIX). Termas romanas (Séc. II-III). Igreja e Convento do
Salvador. Arco de D. Isabel (porta tardo-romana). Artesanato, restauração,
alojamento e serviços.
IGREJA DA GRAÇA. Fachada renascentista (Séc. XVI). Claustro conventual
(particular). Travessa da Caraça.
LARGO DE S. FRANCISCO. Igreja real de S. Francisco (Séc. XV-XVI). Claustro
gótico. Capela dos Ossos (Séc. XVII). Palácio de D. Manuel
(Séc. XVI). Mercado Municipal (Séc. XIX-XX). Centro de Artes Tradicionais
(antigo Museu do Artesanato).
JARDIM PÚBLICO (Séc. XIX). Palácio de D. Manuel (pavilhão
sobrevivente do conjunto monumental do palácio dos reis portugueses) (Séc.
XVI). Ruínas Fingidas (Séc. XIX) com elementos arquitectónicos
mudéjares (Séc. XVI). Muralha medieval (Séc. XIV). Baluartes
seiscentistas.
AQUEDUTO DA ÁGUA DA PRATA (Séc. XVI). Troço monumental da época
de D. João III (1533-37). Rua do Cano, Porta Nova, Rua do Salvador e Rua
Nova. Fontes e chafarizes da Praça de Giraldo, Largo da Porta de Moura,
Largo de Avis e Rossio de S. Brás. Caixa de Água renascentista
na Rua Nova.
PERCURSOS URBANOS. JUDIARIA: Rua dos Mercadores, Rua da Moeda e Travessa do Barão.
MOURARIA: Rua da Mouraria, Igreja de S. Mamede, Rua das Alcaçarias. PRAÇA
JOAQUIM ANTÓNIO DE AGUIAR:Teatro Municipal Garcia de Resende. MURALHAS
MEDIEVAIS: Porta do Raimundo, Porta de Alconchel e Porta da Lagoa. Igreja e Convento
dos Remédios, sala de exposições periódicas. Ao longo
do percurso: comércio, serviços, restauração e alojamento
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Concelho
de Ferreira do Alentejo
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Ferreira é coroada
pela beleza da antiga Igreja da Misericórdia que exibe
um importante Portal Manuelino e um belo retábulo maneirista
que hoje se guarda no Museu Municipal, sediado a menos de 20
metros, na rua onde nasceu o grande intelectual e político
do Século XIX, Júlio Marques de Vilhena.
Junto à Praça Comendador Infante Passanha, avista
- se a Igreja Matriz que evoca a Ordem de Santiago de Espada
e onde podemos admirar dois túmulos góticos pertencentes
ao Comendador D. João de Sousa e sua esposa, D. Branca
de Ataíde.
Digna de conhecer é ainda a Galeria de Arte, Capela
de St.º António e o Espaço Artesão
onde se podem admiram miniaturas de alfaias agrícolas.
Na extremidade norte da Rua Capitão Mouzinho, avistam
- se a sui generis cravejada de enigmáticas pedras de
tom negro. Nas suas imediações encontra - se
o posto de turismo.
Um pouco mais abaixo, a e o seu cruzeiro de 1940 emblezam
a alameda Gago Coutinho e Sacadura Cabral. É também
aqui que podemos admirar a histórica imagem que acompanhou
Vasco da Gama na descoberta do caminho marítimo para
a India.
Nas proximidades, a cerca de 2 Km da sede de concelho, ergue
- se a Villa Romana do Monte da Chaminé com ocupação
que remonta ao século I A. C.
A poucos quilómetros, Peroguarda, classificada a aldeia
mais portuguesa do Baixo Alentejo, encanta com o seu branco
e singelo casario que contrasta com o verdejante trigo ondulante
e a sua Igreja St.ª Margarida que ainda apresenta traços
quinhentistas.
Nesta pequena freguesia está sepultado o grande etnomusicólogo,
Michel Giacometti, que se enamorou pelo misterioso cante alentejano,
tradição local de relevante valor cultural.
Na singela Aldeia de Alfundão encontra - se uma bela
e rústica Ponte Romana.
A Visitar
Biblioteca Municipal
Capela de Santo António
Espaço do Artesão
Igreja das Pedras
Igreja da Misericórdia
Museu Municipal
Mobitral
Posto de Turismo
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Concelho
de Fronteira
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informação
brevemente disponivel
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Concelho
de Gavião
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informações
disponiveis em breve
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Concelho
de Golegã
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Locais
de Interesse
Reserva Natural do Paúl do Boquilobo - A Quinta do Paul
do Boquilobo, foi pertença das Ordens do Templo e de
Cristo, sendo doada pelo rei D. João I ao seu filho
Henrique.
Outrora dominado pelo bunho, daí a antiga designação
de Bunhal, o Boquilobo é alimentado pelos caudais do
Almonda e do Tejo apresentando uma acentuada variação
do nível das águas entre o verão e a época
de inverno/primavera. A paisagem vegetal, é dominada
pela presença de maciços de salgueiros ao longo
das linhas de água e em densos núcleos nas zonas
mais inundáveis. Caniçais e bunhais ocupam áreas
restritas. Um cortejo de plantas aquáticas vegeta nas
zonas permanentemente alagadas para além de espécies
infestantes, como o Jacinto-de-água que, em determinadas épocas,
cobrem rapidamente as valas. Montados e pastagens envolvem
a zona húmida.
O Paul do Boquilobo alberga o mais importante garçal
do território português e é importante
local de concentração para espécies invernantes
nomeadamente anatídeos, galeirões e limícolas. Único
local em que se reproduz o Zarro-comum e um dos poucos em que
nidificam a Gaivina-dos-paúis e o Colhereiro. Principal
refúgio português da Piadeira e do Pato-trombeteiro
e ponto de passagem de migradores passeriformes.
Várias espécies de peixes como o Ruivaco e a
Boga-portuguesa, ambos endemismos lusitanos, frequentam as
suas valas. O paul acolhe mais de uma vintena de espécies
de anfíbios e répteis bem como pequenos mamíferos:
Lontra, Toirão, Rato-de-Cabrera...
Veja ainda:
Igreja Matriz Golegã
Casa Estúdio
- Carlos Relvas e Pelourinho
Equuspolis
Quinta de Santo António e
Quinta da Cardiga
Quinta do Salvador, Capela de S. João e Ermida da Piedade
- Azinhaga
Quinta de Mato Miranda
Quinta da Broa e Casa da Ponte
Igreja de Nossa Senhora dos Anjos e Igreja Matriz de Azinhaga
Capela de Santo António, Edifício da Misericórdia,
Capela de S. José, Solar dos Serrão e Capela
do Espírito Santo
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Concelho
de Marvão
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informações
disponiveis em breve
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Concelho
de Mértola
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Mértola
ao longo da História
Com vestígios que remontam ao Neolítico, o Concelho
de Mértola apresenta, actualmente, sítios arqueológicos
que nos permitem regressar ao passado sem a ajuda da máquina
do tempo.
As escavações arqueológicas iniciadas
em finais da década de setenta e as informações
recolhidas no início do século pelo arqueólogo
Estácio da Veiga deram a conhecer uma Mértola
bem mais antiga do que as fontes escritas testemunhavam. Edifícios
de grande monumentalidade permitem que qualquer visitante identifique
a presença dos romanos na então Mirtilis e na
Mina de S. Domingos. Apesar da concentração de
vestígios na Vila de Mértola (Criptopórtico,
Torre Couraça, casa romana e vias romanas), podem também
encontrar-se vestígios de menor dimensão em todo
o Concelho.
Com a adopção do catolicismo pelos romanos,
os cidadãos de Mértola acompanharam os sinais
de mudança, facto testemunhado pelos vestígios
arqueológicos representativos de locais de culto e
enterramento na cidade (basílicas Paleocristãs
do Rossio do Carmo e da Alcáçova onde se observa
um baptistério octogonal).
Na Torre de Menagem do Castelo encontram-se expostas um conjunto
de materiais arquitectónicos, dos Sécs. VI a
IX, que atestam a presença dos visigodos neste território,
onde se destaca colunas e pilastras recolhidas um pouco por
todo o Concelho.
Com a invasão dos povos do Norte de África,
liderados por Tarik em 711, Mértola ganha uma nova dinâmica,
passando a ser o porto mais Ocidental do Mediterrâneo.
A excepcional posição geográfica no último
troço navegável do Guadiana será determinante
para o crescimento e apogeu de Martulah. A cidade cresce e
sobre o antigo Forúm romano é edificado um bairro
almoada onde, depois de vinte anos de escavações, é possível
identificar com clareza as habitações com os
seus vários compartimentos, os tradicionais pátios
centrais das casas árabes e as ruas. Tendo sido este,
o período de maior dinamismo da urbe, Mértola
apresenta hoje no Museu de Mértola um núcleo
de Arte Islâmica, o que de mais representativo se pode
conhecer dessa época.
Com a conquista do território de Mértola em
1238, no reinado de D. Sancho II, a posterior doação
aos Cavaleiros da Ordem de Santiago, a Vila e todo o seu território
perde importância. O Comércio com o Mediterrâneo
perde fulgor e pouco a pouco a Vila começa a fechar-se
sobre si própria.
D. Manuel I dá Foral a Mértola em 1512, sendo
este século e o seguinte momentos de alguma retoma da
antiga importância do porto de Mértola, donde
partiam os cereais para abastecer as praças portuguesas
do norte de África.
No final do século XIX, com a descoberta do filão
mineiro em S. Domingos o Concelho, em especial a margem esquerda
do Guadiana conhece uma nova época de prosperidade,
caracterizada principalmente por um acentuado crescimento
demográfico. Em finais da década de cinquenta
e à medida que a exploração mineira
diminuía a crise social e económica instala-se
nos que dependiam directamente e indirectamente da Mina.
Em 1965 a Mina encerra definitivamente e a depressão
económica assola centenas de famílias, que
para assegurarem a sua sobrevivência são obrigadas
a ir para a zona da grande Lisboa e estrangeiro.
Entre 1961 e 1971 o Concelho de Mértola perde mais
de 50% da sua população.
Após o 25 de Abril de 1974 o número de habitantes
continuou a decrescer, principalmente devido à emigração
para os países do centro da Europa.
Nos anos oitenta a Vila de Mértola começou
através da arqueologia a descobrir e a conhecer melhor
o seu passado e a transformar esse imenso património
em factor de desenvolvimento económico e cultural.
Neste momento, o Concelho de Mértola enfrenta problemas
semelhantes a muitos municípios do interior como uma
elevada taxa de analfabetismo, população envelhecida
e reduzida dinâmica económica, factores que a
Câmara Municipal de Mértola está empenhada
em alterar, nomeadamente através da criação
de estruturas de apoio aos mais idosos e incentivos económicos
a todos que pretendam fixar-se no concelho.
Aliado a um extenso património cultural, o Concelho
de Mértola possui uma riqueza ambiental, cinegética,
cultural e desportiva que constituirá a médio
prazo um motor de revitalização da economia local,
através da aposta num turismo sustentado em que as entidades
locais participem activamente.
Ermida de S. Barão
Localizada na serra com o mesmo nome, a cerca de 12 km da sede de concelho,
a antiga Ermida de S. Barão foi votada ao abandono em meados do século
XX, o que provocou a ruína do edifício. No ano 2000...
Canais
Ao longo do Guadiana foram instaladas diversos tipos de armadilhas para capturar
peixe, sendo esta a última no Concelho de Mértola a ser desmantelada.
Aproveitando os açudes os pescadores colocaram...
Moinho do Alferes
Junto à ribeira do Vascão, afluente do Guadiana encontra-se o
secular moinho do Alferes, que esteve em funcionamento até à década
de sessenta, data em que estes engenhos foram substituídos por...
Moinho de S. Miguel
Local onde a arte da fazer pão ainda se encontra bem viva. No Moinho
de S. Miguel o moleiro trabalha e vigia as mós que moem o trigo que
dará origem a um dos produtos de maior qualidade do Concelho...
Pomarão
Depois de extraído, o minério era conduzido pelo caminho-de-ferro
que ligava a Mina de S. Domingos ao porto do Pomarão para embarcar em
grandes navios que o levavam até Inglaterra e outros países....
Ermida de Nossa Sr. de Aracelis
Local de culto desde tempos antigos a Ermida de Nossa Senhora de Aracelis está edificada
numa elevação isolada no meio da vasta planície (276m).
Denominada por “Altar dos Céus” esta ermida, segundo a...
Azenhas
Situadas a montante de Mértola, as azenhas do Guadiana aproveitaram,
durante séculos, as correntezas vindas de norte para transformar o cereal
em farinha. Depois de perderem o seu papel principal...
Mina de S. Domingos
Com a redescoberta da Mina em 1854, por Nicolau Biava e o início da
exploração em 1857, a empresa proprietária da Mina La
Sabina concede os direitos de exploração à empresa Mason
and Barry, que...
Convento de S. Francisco
Edificado no século XVII, por iniciativa do cónego Diogo Nunes
de Figueira Negreiros, o convento de S. Francisco de Mértola situa-se
a sul da Vila numa elevação rochosa, com uma vista deslumbrante...
Torre do Relógio
Construída em finais do século XVI, princípio do século
seguinte, num dos torreões da muralha a Torre do Relógio de Mértola
começou, provavelmente, a funcionar em 1593, data inscrita no sino.
A...
Torre Couraça
Edificada em época romana, a Torre Couraça tem ao longo dos séculos
resistido a muitas cheias do Guadiana. Esta edificação permitiu
aos habitantes de Mértola o acesso à água e a defesa do
porto em...
Antiga Mesquita/Igreja Matriz de Mértola
A mesquita data do Séc. XII tendo a sua construção incorporado
elementos de construções anteriores, nomeadamente de época
romana. Com a reconquista foi consagrada ao culto cristão mantendo a...
Castelo
Assente em estruturas muito antigas o Castelo de Mértola foi edificado
já em época cristã, tendo ao longo da História
sido alvo de muitas transformações e obras de recuperação.
A Torre de Menagem...
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Concelho
de Monforte
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Patrimonio
Religioso
É incontornável o património cristão,
tantas são as igrejas para um espaço tão
limitado, fazendo jus à inspiração divina
com que D. Afonso III afirma, no seu foral, ter povoado o lugar.
Uma das imagens que nos fica de Monforte é o seu Rossio,
antigo campo de feiras, decorado com três igrejas e uma
pequena capela: o exuberante Calvário, de inspiração
clássica (séc. XVIII - XX); a Igreja de Nossa Senhora
da Conceição (sécs XVII/XVIII), mudejar
por fora barroca na densa decoração do seu interior;
a Igreja de São João Baptista (séc. XVIII),
de modelação erudita ao nível dos volumes;
e ainda, a uma cota mais alta, a Capela do Senhor da Boa Morte
(séc XIX). Dentro da vila, sobreviveu um grupo ainda maior
de edificações sacras, não esquecendo as
ruínas do antigo Convento do Bom Jesus (séc. XVI).
Nas outras povoações do concelho, são de
realçar, a gótica matriz do Assumar, e a de Santo
Aleixo, de uma alvura ingénua, decorada, na fachada, por
uma modulação barroca colorida de azul.
Patrimonio Natural
"Colinas suaves, vestidas de verde, polvilhadas de sobreiros.
No topo das colinas, os montes, como pinceladas de branco. Aqui
e além o casario reunido, de uma alvura que fere, destacando-se
a igreja matriz como um pastor entre as ovelhas: Vaiamonte, Monforte,
Assumar, Prazeres, Santo Aleixo. Por aqui se cruzaram os homens,
aqui se encontraram com a terra, fértil, regada por tantas
ribeiras, das quais a maior se chama Grande. Antas (da rabuje,
da serrinha) e menhires (do monte dos sete); velhos caminhos
que trouxeram os romanos (Via Flaminia) que aqui se estabeleceram
(Villa de Torre de Palma), constituindo uma escola de civilização;
antigas fontes e pontes e estalagens de almocreves; são
testemunhos longínquos de uma ocupação da
terra, porque pródiga. Possui este termo mui ricas herdades
com magníficos montados de lande e bolota, onde se cria
muito gado suíno, e além deste, que é o
principal, de todo o mais. Produz muitos cereais e vinho. Os
montes abundam em caça de todo o género."
Patrimonio Arqueológico
São conhecidos, nas paisagens Norte Alentejanas, mais
de meio milhar de monumentos megalíticos. Dólmenes
e menires foram erguidos, há mais de cinco mil anos, durante
o Neolítico, pelas primeiras comunidades agro-pastoris.
Os concelhos de Monforte, Sousel e Fronteira são marcados
por uma ampla diversidade de sepulturas megalíticas
e de menires. Os grandes dólmenes do concelho de Fronteira,
especialmente os que formam a Necrópole Megalítica
da Herdade Grande constrastam com a singularidade do dólmen
de xisto situado nas imediações de Sousel. Contudo,
qualquer deste monumentos que ocupam solos aplanados, afastam-se
da estratégia de implantação das casas
dos mortos que foram construídas, pelas gentes do Neolítico,
no topo da Serra das Penas, a meio caminho entre Fronteira
e Cabeço de Vide. Aqui, três dólmenes,
disputam com um interessante habitat fortificado, cuja última
ocupação é atribuível à Idade
do Ferro, o topo de uma cumeada da qual se desfruta uma vastíssima
paisagem. Já no concelho de Monforte, a Anta da Serrinha,
esconde-se num estreito vale a escassos metros de um curso
de água.
Neste concelho não deixe de visitar a anta grande da
Rabuje, monumento já referido desde 1929. Aí,
atente no conjunto de covinhas que decoram um bloco granítico
na zona do corredor. Junto à estrada Monforte-Portalegre
poderá, ainda, visitar a Anta do Monte Velho e o Menir
dos Sete. Este, perfeitamente visível, é um grande
afloramento granítico que com alguma arte do homem pré-histórico
ganhou uma forma singularmente fálica. Em seu redor
desenha-se uma plataforma, maioritariamente artificial, que
terá servido de espaço cénico a manifestações
rituais durante o Neolítico, como atestam, quer outros
blocos graníticos talhados pela mão humana, quer
a presença de cerâmicas.
Pode ainda encontrar no concelho de Monforte, nas imediações
das ruínas romanas de Torre de Plama, o Menir da Carrinlha.
Noticiado desde que se iniciaram trabalhos nas ruínas,
o Menir da Carrilha terá sido várias vezes reutilizado
e descolado ao longo dos tempos, servindo actualmente como
marco de divisão de propriedade junto a um velho poço
e a uma linha de água.
ARTESANATO
Estamos perante um concelho que tem muito a dar no que respeita
ao artesanato, podendo-se encontrar uma grande diversidade
de trabalhos nos mais variados materiais. O Posto de Turismo
de Monforte é o local ideal para nos encontramos com
o artesanato da Região, pois tem vindo ao longo dos
anos a recolher alguns dos mais importantes trabalhos dos artesãos
do concelho, dos quais se destacam os trabalhos em cortiça,
madeira, pedra, chifre, bunho, lavores femininos e pele.
Para além dos artesãos do concelho, podemos
ainda contar com duas pequenas empresas que se dedicam ao fabrico
de vestuário em pele, e ao fabrico do tradicional queijo
da região.
MUSEU MUNICIPAL
Na antiga igreja da Madalena funciona actualmente um pequeno
pólo museológico. Aí se encontram expostos
diversos materiais provenientes do concelho de Monforte,
na sua maioria romanos.
O núcleo expositivo é constituído por
peças arqueológicas recolhidas durante as escavações
na villa romana de Torre de Palma (Vaiamonte – Monforte).
Estes objectos, elaborados em diversos materiais (cerâmica,
osso, metal, pedra) distribuem-se por conjuntos funcionais
designados “Necrópole romana”, “Moedas
romanas”, “Material de construção
e agricultura”, “Tecelagem e traje” e “Cozinha
e mesa”. Encontram-se também expostos alguns mosaicos
(mosaico “das flores”, mosaico “tapete” e
uma réplica do “mosaico das musas”).
Pode ainda ser visitada uma exposição intitulada “Pedras
com História” acerca do património romano
no Alto Alentejo, que dá uma visão genérica
do tema.
A própria igreja é um espaço que vale
por si, com destaque para algumas pinturas em estuque (no local
do altar mor), e algumas colunas de granito esculpidas, Estando
classificada como Imóvel de Interesse Público
através do decreto-lei nº 29 604 de 16 de Maio
de 1939.
HORÁRIO DE VISITA
Dias de Semana
9:00h às 12:30h e 14:00h às 17:30h
Fins de Semana
10:00h às 12:30h e 14:00h às 17:30h
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Concelho
de Montemor-o-Novo
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História
da Cidade e do Concelho
A cidade de Montemor-o-Novo - sede de
concelho, povoação de origem muito antiga, situava-se
inicialmente na parte interior da muralha do Castelo, expandindo-se
posteriormente pela encosta virada a norte, onde actualmente
se localiza. O concelho recebeu forais dos reis D.Sancho I (1203) e de
D.Manuel (1503) e teve um importante papel no combate à ocupação
castelhana (1580 - 1640) e durante as invasões francesas
(início do séc. XIX).
A época do apogeu de Montemor-o-Novo foram os séculos
XV e XVI, em que à prosperidade trazida pelo comércio
se aliava o facto de a corte permanecer por largos períodos
em Évora, o que tornava a vila palco frequente de acontecimentos
políticos de relevo, com a realização
de cortes e a permanência do rei no Paço dos Alcaides. Em Montemor, em 1496, tomou D.Manuel I a decisão histórica
de mandar descobrir o caminho marítimo para a Índia,
durante os conselhos gerais que se realizaram na cidade.
No numeramento mandado realizar em 1527 por D.João III,
o primeiro recenseamento à população feito
em Portugal , contava 899 fogos, ficando em sexto lugar entre
terras do Alentejo. D. Sebastião deu-lhe, em 1563, o
título de Vila Notável, atendendo a que era "lugar
antigo e de grande povoação" cercada e enobrecida
de igrejas, templos, mosteiros e de muitos outros edifícios
e casas nobres"
Pertencem a essa época algumas das mais importantes
obras de arquitectura existentes na cidade, como a Misericórdia,
os Conventos da Saudação, de S.Francisco e de
Stº António, a Ermida de Nª Srª da Visitação,
o Hospital Velho e o portal da igreja de Stª Maria do
Bispo. No plano histórico alguns acontecimentos sobressaem
do pacato quotidiano da população. Entre eles
destacam-se: a resistência à primeira invasão
francesa, comandada por Junot, em 1808, junto á ponte
de Lisboa; o estacionamento em 1834, do estado maior do exército
liberal chefiado por Saldanha, durante as lutas civis entre
liberais e miguelistas; a visita de D. Maria II e D. Fernando
II em 1843.
Montemor-o-Novo desempenhou um papel muito activo na resistência à ditadura
fascista e na luta pela melhoria das condições
de vida e pela liberdade.
Com o 25 de Abril, Montemor-o-Novo esteve nas primeiras linhas
do avanço das conquistas da revolução,
nomeadamente na implantação do Poder Local Democrático
e da Reforma Agrária.
A passagem de Montemor-o-Novo a cidade, por decisão
da Assembleia da República de 11 de Março de
1988, é outro dos factos importantes da história
recente de Montemor-o-Novo.
Gastronomia
Especialidades
Gatronomia regional alentejana, gastronomia de caça,
empadas, enchidos, mel, cernelhas, queijadas, doçaria
conventual, pão, vinho e os tradicionais licores de
poejo e granito; Vitela Tradicional de Montado e Borrego
de Montemor - Carne de qualidade controlada e garantida,
resultante de animais criados em montado alentejano de sobro
e azinho.
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Concelho
de Mora
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Concelho
de Moura
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Concelho
de Mourão
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Concelho
de Nisa
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Concelho
de Odemira
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Odemira, “O Alentejo num só concelho”.
No coração do Parque Natural do Sudoeste Alentejano
e Costa Vicentina, Odemira afirma-se como o maior concelho
do país, onde é fácil encontrar diversidade
ambiental e paisagística.
Por estas paragens é possível encontrar o mar,
as praias urbanas e naturistas, o rio, as barragens, a serra,
a planície, enfim, algumas das mais belas naturezas
protegidas do nosso país.
Para Visitar Odemira, saiba como chegar, sobre o alojamento
local, conheça os nossos postos de turismo e informe-se
sobre a animação turística local e as
opções de praia e campo que pode desfrutar.
Odemira é Sudoeste Alentejano, é Parque Natural, é diversidade
ambiental e como tal, oferece espaços verdes, com amplo
destaque para o parque das águas.
Outros lugares de interesse relevante são os portinhos
de pesca e outros lugares de encantar.
Por cá também acontecem diversas festas e festivais
e pode saborear os produtos genuínos do mar e da terra,
numa gastronomia rica e variada, onde não faltam o peixe
fresco, os mariscos, o vinho e as azeitonas. Também
as pessoas lhe dão boas razões para se sentir
em casa…ou não fossemos alentejanos!
Odemira, um concelho “a visitar”!
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Concelho
de Ourique
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Locais
a Visitar
CASTELO DE OURIQUE
A edificação do Castelo de Ourique, estrutura militar
lendária e que ainda hoje preenche memórias, deve-se
aos muçulmanos. Este castelo terá, com toda a probabilidade,
alternado várias vezes entre o Crescente e a Cruz, consoante
a sorte de armas. Nos tempos da reconquista teria um papel essencialmente
de atalaia defensiva, tendo como guarda avançada o Castro
da Cola. Uma das referências mais importantes ao Castelo
de Ourique é feita pelo cronista árabe Ahmed Benmohmed
Arrazi que, no século X, se lhe refere como um dos mais
fortes do termo de Beja.
IGREJA MATRIZ DE OURIQUE
Templo de arquitectura maneirista, barroca e rococó, foi
reconstruída no séc. XVIII a mando de D. João
V.
Destaque para a elegância da sua fachada principal, com
trabalhos de argamassa de feição rococó.
No seu interior o Barroco afirma-se já plenamente pujante
nas grandes estruturas de talha dourada e policromada que extravasam
dos retábulos, prolongando-se pelo arco triunfal, cornijas
e sanefas. Na frontaria, de remate delicadamente rococó,
sobressai a composição assimétrica das armas
reais, dialogando com a traça das torres sineiras, tão
amplamente utilizada no mesmo período estilístico.
IGREJA DA MISERICÓRDIA
(Praça D. Dinis)
Construída no séc. XVI, possui um conjunto de
portais de grande depuração classicizante, que
denotam a poderosa influência da tratadística italiana.
O portal localizado à esquerda apresenta verga recta adintelada
assente em pilastras toscanas e é precedido por dois degraus.
O portal da direita evidencia a inscrição "TOS.OS
OS O QvVERDES SE DE VIDE AS AGOAS P O HOI CHI MIDO" (“Todos
os que houverdes sede vinde às águas”).
TORRE DO RELÓGIO
(Praça D. Dinis)
Construída em meados do séc. XIX, esta torre sineira
tem uma planta quadrangular, coberta por cúpula escalonada
e bolbosa, rematada por um cata-vento de ferro com a forma de
bandeira.
É
formada por dois pisos separados por cornija de argamassa e enquadrados
por pilastras. O piso superior é rasgado por olhal em
arco de volta perfeita. No alçado principal, rasga-se
a porta de acesso. No piso superior, de frente para a Praça,
destaca-se o mostrador quadrangular do relógio, de cantaria,
com numeração árabe e ponteiros de metal.
IGREJA MATRIZ DE GARVÃO
(Garvão - Largo da Igreja)
Construída no séc. XVI, de arquitectura manuelina,
tem uma planta longitudinal, característica dos pequenos
templos edificados no Baixo Alentejo durante o reinado de D.
Manuel I.
Destaca-se a qualidade plástica do seu portal principal
e as abóbadas de cruzaria de ogivas com chaves e mísulas
de cantaria, de requintado lavor, numa das quais se insere, em
sítio bem visível, a cruz da Ordem de Santiago.
IGREJA DE SÃO ROMÃO
(Adro da Igreja, São Romão)
Igreja de peregrinação, construída provavelmente
no séc. XVIII.
Nos inícios do séc. XIV, D. Vataça Lescaris,
princesa de origem bizantina é donatária do termo
de Panóias e oferece as relíquias osteológicas
que existem na ermida.
Templo barroco, possui uma só nave e capela-mor, totalmente
abobadada, com sacristia adossada e o seu alçado principal
corresponde a uma variante habitual nos santuários de
peregrinação do Baixo Alentejo que ascende aos
finais da Idade Média.
A capela-mor é integralmente decorada em talha dourada
e policromada de grande qualidade plástica. A sua sumptuosidade
contrasta fortemente com o total despojamento do edifício,
que constitui uma caixa rectangular, de tradição
popular. A presença de armários-relicário
integrados no retábulo e a existência de uma pequena
cripta com acesso pela mesa de altar são aspectos que
individualizam este imóvel.
CIRCUITO ARQUEOLÓGICO DO CASTRO DA COLA
O Castro da Cola fica junto da ribeira do Marchicão e
próximo do rio Mira, e começou a ser ocupado nos
inícios da Idade do Bronze. Classificado como Monumento
Nacional, o seu dispositivo defensivo completava-se por cercas
muralhadas, das quais ainda existem vestígios. Integra-se
no Circuito Arqueológico do Castro da Cola, constituído
por vários monumentos megalíticos, povoados calcolíticos
e necrópoles das Idades do Bronze e do Ferro.
Mais informação sobre o Castro da Cola
SANTUÁRIO DA NOSSA SENHORA DA COLA
Igreja de Nossa Senhora da Cola
Construída em inícios do séc. XVII, no
séc. XVIII viu ser construído o retábulo
do altar-mor e no séc. XIX foi ampliada com acrescento
do nártex, torres sineiras e retábulos laterais.
Singulariza-se pela sua escala e monumentalidade, dentro da tipologia
habitual nos santuários de peregrinação
do Alentejo. Apresenta uma planta longitudinal, enquadrada por
duas torres sineiras, nave e capela-mor mais estreita, a que
se adossa à esquerda a sacristia, uma dependência
de acesso ao púlpito. No interior, arco triunfal de volta
perfeita, com acesso por degrau, revestido por painéis
de talha dourada e policromada, encimado pelas armas reais. A
Capela-mor é coberta por abóbada de berço
que arranca de cornija, sendo o retábulo-mor de talha
dourada e policromada com tribuna e trono; o conjunto é enquadrado
por duas colunas de cada lado, com dois painéis representando
a "Anunciação " e a " Adoração
dos Pastores ".
Este santuário foi desde muito cedo um dos lugares de
peregrinação mais importantes do Baixo Alentejo.
No início do séc. XVIII, temos a informação
de que a sua Romaria era já a mais importante, sendo organizada
pelos grandes proprietários da região.
Romaria anual a 8 de Setembro.
CERRO DO CASTELO/FORTE DE GARVÃO
O Cerro do Castelo de Garvão teve ocupação
humana pelo menos desde o Bronze final, tendo aí sido
encontrados muitos vestígios de romanização
e ocupação continuada durante o período árabe.
A vila medieval desenvolveu-se nas suas encostas Sul e Este.
Na vertente do lado nascente, foi encontrado um importante depósito
secundário de oferendas e ex-votos, constituído
na 2ª metade do séc. III a.C., certamente incluído
numa estrutura de carácter religioso mais complexa.
A existência de inúmeras placas oculadas em ouro
e prata apontam para o culto de uma divindade com poderes profilácticos
nas doenças de olhos; as peças utilitárias
podem ter contido oferendas alimentares, as taças podem
ter sido usadas para libações ou como queimadores
ou lucernas.
Este depósito votivo foi constituído numa fossa
artificial talhada na rocha e foi intencionalmente coberto por
grande número de peças fragmentadas misturadas
com grandes blocos de quartzo e terra. Na base assentava uma
caixa com um crânio humano com indícios de trepanação,
rodeado por ossos de animais e fragmentos de cerâmica pisados.
Sobre ela assentavam grandes vasos cerâmicos, cheios de
outros recipientes menores alguns contendo pequenos objectos
em cerâmica, ouro, prata, vidro, coralina e bronze; os
espaços entre eles era ocupado por outros recipientes
menores
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Concelho
de Ponte de Sor
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Concelho
de Portalegre
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Património
Histórico
Sé Catedral
Horário: 8h às 12h e das 14h30 às 17h30
Encerra ao domingo à tarde e à 2ª feira
Templo consagrado a Nossa Senhora da Assunção.
Criada a diocese em 1550, iniciou-se a construção
da Catedral a 14 de Maio de 1556. A Igreja de Santa Maria a
Grande foi então escolhida para servir de Sé até à inauguração
do novo templo.
A D. Julião de Alva, capelão–mor da rainha
D. Catarina e primeiro Bispo de Portalegre, coube o lançamento
da primeira pedra para a referida construção
que só viria a concluir-se durante o Governo do 3º Bispo
D. Frei Amador Arrais, mas que continuou a sofrer alterações
e ampliações até ao século XVIII É uma
construção onde predomina o estilo renascença,
mas com incursões no barroco. O interior contém
um magnífico conjunto de pinturas maneiristas, uma importante
colecção de talha dourada, e ainda belos conjuntos
de azulejos dos séculos XVI a VXIII. Merecem destaque
os azulejos da sacristia e o belo arcaz de pau rosa, do início
do século XVIII, ali existente.
Museu Municipal
Horário: das 9h30 às 12h30 e das 14h às
18h
Encerra à 2ª feira, dia de Natal e Ano Novo, 1
de Maio, Sexta-Feira Santa e Domingo de Páscoa
O Museu Municipal de Portalegre possui um riquíssimo
espólio proveniente, na sua quase totalidade, de dois
antigos conventos de Portalegre, Santa Clara e S. Bernardo,
e de doações particulares. A colecção
mais significativa é a de Arte Sacra, de que se destacam
peças como uma Nossa Senhora da Conceição,
em marfim, indo-portuguesa, uma Pietá flamenga do Século
XV, uma estante de missal Arte Nanban do Século XVI
e um retábulo com passagens da vida de Cristo em terracota
policromada, também do Século XVI. Outra colecção
de referência é a de faiança portuguesa,
com peças que nos traçam a história da
faiança em Portugal desde o Século XVII até ao
início do Século XX. Outras colecções
dão vida aos espaços do Museu Municipal, de destacar
a de mobiliário, com predominância dos estilos
D. João V e D. José e de pintura, com obras de
pintores portugueses contemporâneos como Manuel d’Assumpção,
João Tavares, Arsénio da Ressurreição,
Abel Santos e Miguel Barrías. Existem ainda as colecções
temáticas, uma de Santo António e outra de caixas
de rapé. De referir também o Iº automóvel
que circulou em Portalegre, uma “voiturette” da
fábrica francesa Clemente, Gladiator & Humber.
Casa Museu José Régio
Horário: das 9h30 às 12h30 e das 14h às
18hoo
Encerra à 2ª feira, dia de Natal e Ano Novo, 1
de Maio, Sexta-Feira Santa e Domingo de Páscoa A Casa Museu José Régio demonstra o gosto muito
especial que o poeta tinha em recolher “coisas modestas
de arte popular”.
Na sua colecção, ao lado de peças de arte
sacra peças do dia a dia da vida rural, chavões,
pintadeiras, dedeiras, almofarizes, grais para temperos, tachos
de arame, estanhos, ferros forjados, mas esta colecção
ultrapassou largamente os domínios da etnologia e da
antropologia cultural. Existe também ligada a este espaço
uma pesquisa de mobiliário de boa marcenaria regional.
Também as faianças despertaram o interesse do
coleccionador, principalmente os pratos ratinhos, de cariz
popular, e também os aranhões de influência
oriental.
No que diz respeito à estatuária religiosa, podemos
destacar a imensa colecção de Cristos que se
tornou ex-libris da Casa Museu.
Castelo - Centro Interpretativo da Cidade
Sede de Exposições Temporárias da Fundação
Robinson
Horário: das 9h 30 ás 12h 30 e das 14h00 ás
18h00
Encerra 2.ª feira, dia de Natal e Ano Novo, 1 de Maio,
Sexta-Feira Santa e Domingo de Páscoa Museu de Tapeçarias de Portalegre – Guy Fino
Horário: das 9h 30 às 13h e das 14h30 às
18h00
Encerra 2ª feira, dia de Natal e Ano Novo, 1 de Maio,
Sexta-Feira Santa e Domingo de Páscoa
O Museu de Tapeçarias de Portalegre – Guy Fino é um
museu especificamente dedicado à apresentação,
conservação e estudo de uma parcela fundamental
do património artístico nacional representado
pelas Tapeçarias de Portalegre.
Encontra-se dividido em dois núcleos distintos; no primeiro
apresenta-se a componente histórica relativa à Manufactura
de Tapeçarias de Portalegre bem como os processos técnicos
de execução da Tapeçaria de Portalegre,
enquanto que o segundo núcleo é dedicado à apresentação
exclusiva de obras de tapeçaria seguindo a cronologia
da Tapeçaria de Portalegre, desde o seu nascimento em
finais dos anos 40 do século XX até à actualidade.
O Museu dispõe, para além das áreas de
exposição permanente, de uma Galeria de Exposições
Temporárias e de um Auditório com 109 lugares,
que apresenta programação semanal de cinema.
Solares setecentistas
Portalegre tem dos melhores conjuntos de Casas Brasonadas do
país.
Destacam-se, entre outros, o Palácio Avilez, o Palácio
Achaioli, o Palácio Amarelo, o Palácio Barahona
e o Solar dos Viscondes de Portalegre.
Na Casa Nobre de D. Nuno de Sousa podemos apreciar esta bela
Janela Manuelina.
Mosteiro de S. Bernardo
Foi fundado em 1518. O portal, clássico, é datado
de 1538. O corpo da nave e o transepto são cobertos
por abóbadas de nervuras e bocetes com o Brasão
dos Melos. As paredes ostentam painéis de azulejos historiados,
barrocos, datados de 1739.
O túmulo de D. Jorge de Melo, que foi Bispo da Guarda
e a quem se deve a edificação do mosteiro, é um
dos mais sumptuosos do país.
Património Natural
Situado em pleno coração do Parque Natural da
Serra de S. Mamede, o Concelho de Portalegre apresenta uma
riqueza florística e faunística que o tornam
muito interessante do ponto de vista do património natural
e da conservação da Natureza.
A diversidade natural e paisagística constituem, juntamente
com uma qualidade ambiental apreciável, um óptimo
motivo para a realização dos percursos pedestres
do Parque Natural que atravessam o Concelho: o percurso pedestre
das Carreiras, do Reguengo, da Ribeira de Nisa e de Alegrete.
Estes percursos dispõem de folhetos informativos com
a interpretação do percurso e estão sinalizados
no terreno.
Para além destes percursos, é possível
ainda admirar a riqueza paisagística deste Concelho
através dos diversos miradouros existentes:
O Miradouro de Santa Luzia
Situado na Serra de Portalegre (670m) com magnífica
vista sobre a cidade de Portalegre.
Acessos: EN 246 – 2 , Ligação Portalegre – Salão
Frio
O Miradouro da Penha
Situado na Serra da Penha, inclui uma belíssima Capela
do século XVII.
Acessos: EN 18 – ligação Portalegre Fortios/Crato
Pico de S. Mamede
Situado a 1025 m de altitude, é o ponto mais elevado
do continente português a sul do Tejo. Magnífica
vista sobre a barragem da Apartadura, a Vila de Marvão,
a Serra da Estrela e boa parte da Extremadura Espanhola.
A sua geologia traduz-se na presença de xistos, grauvaques,
calcários e quartzitos, litologia que se reflecte na
variedade dos solos.
Miradouro das Carreiras
Local panorâmico de grande beleza paisagística.
Na freguesia de Carreiras pode apreciar-se também uma
calçada medieval.
Acessos: EN 246 Ligação Portalegre – Vargem
e ligação Vargem – Carreiras/ Castelo de
Vide.
Miradouro da Igreja de Nossa Senhora da Lapa
Pequena Igreja cavada na rocha situada a 1 Km da povoação
de Besteiros. Belíssimo panorama do Parque Natural da
Serra de S. Mamede.
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Concelho
de Portel
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Venha
conhecer o município de Portel, entre a serra e a planície,
onde o imponente castelo fundado no século XIII, domina
o branco casario da vila.
Território de encantos e tradições, marcado
pela diversidade da paisagem dominada pelo Montado. Portel assume-se
hoje como “Capital do Montado” e porta de acesso a
Alqueva, o maior lago artificial da Europa, formado pela Barragem
de Alqueva.
A riqueza da paisagem natural, do património histórico
e cultural constituem motivos suficientes para visitar este concelho
que muito tem para lhe oferecer.
Castelo e Vila Velha (Património Militar)Patrimonio O castelo
apresenta-se em forma de polígono irregular, aproxisítio
aproximadamente circular, contrafortado nos ângulos formados
pelo encontro dos planos de muralha por cubelos semi-circulares.
O
senhorio de Portel nasceu a partir da doação
de um herdamento, feito pelo concelho de Évora a D. João
Peres de Aboim, em 1258. Entre 1259 e 1260, sob a pressão
diplomática do monarca D. Afonso III, os concelhos de Évora
e Beja procederam à demarcação do dito herdamento,
vindo os seus limites e marcos a ser confirmados, por carta régia,
a 12 de Outubro de 1261. Poucos dias depois, o rei passava-lhe
carta de couto, assumindo D. João de Aboim a plena jurisdição
sobre este território.
A 18 de Outubro do mesmo ano, D. Afonso III concedia-lhe a autorização
para construir “ castelo e fortaleza” no sítio
que melhor lhe agradasse, dentro do termo. O homem de maior confiança
do rei, seu fiel amigo e vassalo, aquele que veio a assumir o
cargo de mordomo-mor durante o seu reinado, escolheu um sítio
privilegiado para edificar a sua casa: o ultimo cabeço à saída
da serra de Portel, onde existia uma abundante nascente de água,
indispensável á fixação humana.
O castelo apresenta-se em forma de polígono irregular,
aproxisítio aproximadamente circular, contrafortado nos ângulos
formados pelo encontro dos planos de muralha por cubelos semi-circulares,
e coroado a nascente com a torre de menagem, de planta quadrada,
constituída por três pisos. No piso térreo,
funcionava o cárcere, ao qual se tinha acesso apenas por
um alçapão situado no primeiro piso. As duas salas
superiores, abobadadas e comunicantes através de uma escadaria
interior encostada ao alçado Norte, serviam as funções
inerentes à alcaidaria. Para além da porta de menagem,
que dava acesso à vila muralhada, o castelo possuía
ainda uma porta a poente (hoje obstruída), situada no
sentido da estrada que ligava Portel a Beja. Coloca-se a hipótese
de que tenha existido ainda uma outra, virada para Norte, que
se direccionaria para o caminho de Évora, possivelmente
dissimulada por campanhas construtivas e restauros posteriores.
A sua tipologia precoce para o espaço nacional uma vez
que este sistema de contrafortagem só se difunde verdadeiramente
em Portugal a partir de meados do século XIV denota algumas
influências de arquitectura (dita) militar francesa medieval
que, para além da sua função defensiva,
traduzia o poder senhorial de quem os habitava. O castelo de
Portel, casa de D. João Peres de Aboim e centro do seu
potentado fundiário, simboliza, mais do que tudo, a sua
ascensão social e a afirmação do seu poder
(e, indirectamente, da influência régia) em terras
de predomínio do poder dos homens bons, nomeadamente dos
concelhos de Évora e Beja.
A construção do perímetro muralhado do
espaço designado hoje como “ Vila Velha” (por
oposição ao núcleo urbano “novo” que
se desenvolveu extra-muros a partir dos séculos XIV /
XV) terá sido imediatamente subsequente senão contemporânea á edificação
do castelo, uma vez que, logo em 1262, D. João Peres de
Aboim, sua esposa D Marinha Afonso, e seu filho, D. Pedro Eanes,
concedem carta foral aos “povoadores do castelo de Portel
e de seus termos, aos presentes e aos que hão-de vir”,
segundo os foros e costumes da cidade de Évora. Com a
aplicação deste documento legislador, criavam-se
as condições fundamentais para a fixação
da população no local e o consequente desenvolvimento
da vila urbana.
É
neste contexto que nasce o perímetro muralhado, terminado
já no reinado de D. Dinis. Define-se numa planta trapezoidal,
com três portas para o exterior: uma a sul, direccionada
para o caminho de Moura e onde virá a construir, mais
tarde, Vale Flores (a judiaria), e duas viradas a Nascente, a
do Outeiro de Beja e a que correspondia à estrada de Évora
(tradicionalmente chamada “do relógio”). A
muralha, que não assumia propriamente um sentido defensivo,
funcionava como um limite físico do espaço restritivo
da povoação, dentro do qual vivia um número
certo de vizinhos que seguiam as regras do burgo medieval, com
todos os seus direitos e deveres. Se o centro administrativo
e político se vem a situar no interior do posto, na extremidade
Nascente da vila muralhada, no local hoje apelidado de “Eira
da Vila Velha”.
A vila intra-muros caracteriza-se por um urbanismo linear, com
uma rua direita que ligava a porta Este do castelo (da torre
de menagem) à igreja matriz, chamada Rua de Santa Maria
(actual rua da Vila Velha). De acordo com a documentação
encontrada, existiam pelo menos mais duas ruas no interior,
a rua de Évora e a rua da Fonte Sobreira. É provável
que estas cortassem, transversalmente a principal: a primeira
junto ao castelo, ligando as áreas respeitantes às
duas portas da vila viradas a nascente, e a segunda (ainda
hoje visível) dando acesso à porta sul da vila,
e onde existia, já no espaço exterior, um ponto
de água importante.
Portel foi propriedade da família de Aboim até ao
ano de 1301, data em que a filha de João Peres de Aboim
(sua herdeira) realiza um escambo com D. Dinis, através
do qual troca o castelo e respectivo aglomerado urbano por outras
vilas (Mafra, Évoramonte e Aguiar de Neiva). Durante a
crise de 1383-85, por via do seu alcaide, Portel apoia o partido
de Castela, sendo a vila “ retomada” para a coroa
portuguesa por D. Nuno Alvares Pereira, aquando da resolução
deste conflito ibérico. Como recompensa, D. João
I oferece-lha, juntamente com outras terras e rendimentos, passando,
mais tarde, para a casa brigantina por intermédio do casamento
da filha do Condestável com o duque de Bragança.
Em 1510, Portel recebia nova carta de foral, à semelhança
de outras tantas terras que foram contempladas pela reforma legisladora
do rei D. Manuel, através da qual se procurou a modernização
e a revitalização da vida urbana. Na vila de Portel,
este novo ensejo foi também sinónimo de significativas
reformulações arquitectónicas no castelo.
A campanha de obras desenvolvida encontra-se bem documentada:
foi executada a mando do rei, com consentimento do duque de Bragança,
e está profundamente ligada ao nome de um dos melhores
arquitectos desse tempo, de seu nome Francisco de Arruda, que
veio a ser nomeado mestre de obras da comarca do Alentejo
Esta reforma arquitectónica traduziu-se essencialmente
na edificação dos paços ducais brigantinos,
com a capela de São Vicente e dependências várias
de caracter doméstico (nomeadamente cavalariças
e armazéns, notando-se o aproveitamento de estruturas
anteriores), na elevação da torre de menagem para
mais um piso, abobadado, e na construção de uma
nova barbacã. O conjunto dos edifícios constituiu-se
ao longo da muralha interior, formando um pátio, com um
poço ao centro. É muito provável que tenha
sido a construção dos paços ducais o motivo
que impulsionou a deslocação do centro político/administrativo
da torre de menagem do castelo para o exterior do espaço
muralhado, vindo a ocupar parte da muralha da barbacã,
no sitio onde se ergue hoje a Câmara Municipal, antigos
Paços doConcelho. A construção deste edifício,
acompanhada pelo surgimento de outros espaços arquitectónicos
ligados à vida económica urbana (como a casa do
pão e os açougues públicos) e, já no
século XVII, da Capela de Santo António e da Igreja
da Misericórdia ( que veio sobrepor construtivamente à Capela
de São Romão), esteve na génese da constitiução
da antiga Praça Publica, actual D. Nuno Alvares Pereira.
Depois de 1640, com a deslocação definitiva da
família de Bragança para Lisboa aquando da subida
ao trono do seu duque, o Rei D. João IV de Portugal, o
castelo começou a perder vivência humana. Francisco
de Macedo Pina Patalim, na sua obra Relação Histórica
da Nobre Vila de Portel, datada de 1730, lamenta-se pelo estado
de degradação em que se encontravam os paços
ducais: E dentro do dito castelo está uma igreja de admirável
arquitectura com o orago de São Vicente (Hoje quase arruinada)
contígua ao palácio e boas casas onde vinham pousar
os Sereníssimos Duques de Bragança, de cuja nobreza
se mostram hoje unicamente os vestígios, chorando pela
glória, em que naquele tempo se viram assistidos.
Paralelamente, a continuidade do crescimento urbano extra-muros
e a passagem do centro religioso para o exterior da vila muralhada
e desertificação da vila intra-muros. A igreja
de Santa Maria (entretanto já reformulada e agora sob
o orago de Senhora da Alagoa), havia sido destruída
para dar lugar a um novo templo, iniciado em 1593; enquanto
se aguardava a sua conclusão ( o que nunca se verificou
) as funções de matriz funcionaram na Igreja
do Espírito Santo e, mais tarde, na Igreja de São
Luís, até que foi edificada a actual igreja matriz,
já na segunda metade do século XVIII.
Desde os anos 30 do século XX, a Direcção
Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais tem procedido
a várias intervenções de restauro junto
do monumento, sobretudo nas muralhas, tendo a última ocorrido
em 2000. Na década de 50 do século XX, levou a
cabo também, e em acordo com a casa de Bragança
(cuja Fundação ainda hoje é proprietária
do castelo), uma campanha de arqueologia no interior do castelo,
infelizmente pautada pela ausência de uma metodologia cientifica,
o que veio a destruir evidências arqueológicas importantes
para a reconstrução de construções.
Apesar disso e do avançado estado de ruína em que
o conjunto se encontra, ainda é possível perceber
nas várias estruturas alguns espaços constituintes
dos antigos Paços brigantinos, dos quais se destaca um
bom exemplar da arquitectura manuelina, a Capela de São
Vicente. Trata-se de um templo de pequenas dimensões,
de planimetria rectangular, com cabeceira orientada a nascente;
a capela-mor era coberta por abobada de cruzaria, vendo-se ainda,
nos ângulos de fecho da construção, as mísulas
onde descasavam as nervuras que constituíam a cobertura
interior. A nave, em nível topográfico menos elevado
que a capela-mor, tinha para além da porta para o exterior,
acesso directo às salas do paço. É de assinalar
a subsistência de dois dos pináculos que rematavam
a cabeceira, em forma de cone torneado.
Enquanto o castelo assumiu o papel de principal atracção
turística do município de Portel, a Vila Velha
voltou a ter novamente a função que responde à sua
função habitacional. (...)
Serra de Portel
(Património Natural)
Patrimonio Situada no limite sul
do Alentejo Central, a partir do qual se estendem as peneplanícies do
Baixo Alentejo, a Serra de Portel face aos campos circundantes.
Situada no limite sul do Alentejo Central, a partir do qual se
estendem as peneplanícies do Baixo Alentejo, a Serra
de Portel face aos campos circundantes, apresenta valores mais
elevados de precipitação e uma ligeira suavização
da temperatura. Estes factores associados ao isolamento de
algumas serranias e ao difícil acesso de algumas vertentes
mais inclinadas contribuiu para o desenvolvimento de algumas
comunidades de vegetação densa e luxuriante que
aparentam ter sido poupadas à arroteia generalizada
do Alentejo conduzida, nos anos 30, pela “campanha do
trigo”. Em certos vales encaixados da serra é ainda
possível encontrar alguns vestígios da vegetação
potencial da serra, ou seja, os bosques mistos de sobreiro
e azinheira com um rico subcoberto composto por matagais de
medronheiro, carrasco, folhado, murtas, adernos, sanguinho,
mato-branco, trepadeiras diversas e algumas orquídeas.
Em outras áreas mais expostas à contínua
acção do pastoreio e da agricultura a densidade
de arvoredo tende a diminuir e o matagal luxuriante e diversificado
tende a ser sub stituído por estevas, sargaços,
genistas e rosmaninho.
Clima
A Serra de Portel apresenta um clima Mediterrânico com
períodos quentes e secos prolongados, alternados por
períodos frescos e húmidos. No Inverno as temperaturas
podem ser negativas. Verifica-se a existência de uma
diversidade de variações microclimáticas
associada à diversidade de situações fisiográficas.
Geomorfologia
Maciço montanhoso de origem xisto - grauváquica.
A Serra apresenta uma elevação máxima de
420 metros e uma diversidade de tipos de solos, entre os quais
figuram diversos solos mediterrâneos, litossolos e aluviossolos.
Contudo aqueles que ocupam maiores extensões são
os litossolos.(solos esqueléticos )de xistos.
Flora
Beliz (1990) inventariou cerca de 680 espécies vegetais.
Verifica-se uma elevada diversidade de comunidades vegetais associadas
aos povoamentos de sobreiros e azinheiras e encontram-se presentes
um conjunto de plantas pouco frequentes, ou mesmo raras, no país,
claramente resultantes de microclimas locais e da profusão
de tipos de solos.
Fauna
Comunidade faunística rica designadamente das aves e mamíferos
predadores. No conjunto as comunidades presentes constituem uma
amostra representativa das condições naturais do
Alentejo Central
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Concelho
de Redondo
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Artesanato -
O
artesanato utilitário e decorativo, a gastronomia, o vinho,
o azeite, o cante e tantas outras marcas distintivas de uma identidade
cultural sólida, num concelho decorado a papel e no qual
pontuam antas, torreões, igrejas e uma paisagem extraordinária.
Para descobrir com a temperança dos sábios e a
perseverança
dos gaiatos.
Como Chegar - Envolvido pelos concelhos de Évora, Estremoz, Borba,
Vila Viçosa, Alandroal e Reguengos de Monsaraz, o concelho
de Redondo é delimitado pelas extensas planícies
a sul e a Serra d'Ossa a norte.
Geografia - O concelho de Redondo situa-se
no Alentejo Central e estende-se por uma área de 371 km2, correspondendo a
5,1% da área
total do Alentejo Central. A vila de Redondo situa-se no cruzamento
de dois eixos rodoviários: EN254 e ER381.
História e Património Arqueológico -
A presença humana na região remonta a vários
milénios A.C., durante os quais, inúmeros elementos
da cultura material e imaterial se foram inculcando na ideossincracia
do povo e por ele reificados nos seus usos e costumes, podendo
hoje ser experimentados e contemplados por quem nos visita.
CASTELO - Cerca militar (classificada por
Decreto de 2 de Janeiro de 1946 como Monumento Nacional e
como Zona Especial de Protecção
em 26 de Março de 1962) mandada construir por D. Dinis.
A
planta tem a configuração de uma elipse irregular
murada, de grossa alvenaria, sem cortina ameiada, conservando
ainda o adarve, embora parcialmente interrompido. Possui quatro
torreões de forma arredondada que protegem o amuramento
e duas torres, uma virada a Noroeste, Torre de Menagem, e outra
a Sudeste, a da Alcaidaria. Apresenta duas portas torreadas,
com arcos góticos: a nordeste fica a Porta da Ravessa
ou do Sol (na imagem acima), onde existe a marca oficial da
vara e do côvado, a que os industriais do pano se tinham
de submeter nos mercados e feiras; a sudoeste está a
Porta do Postigo, que foi aumentada no período Manuelino,
por novo arco de alvenaria de volta plena decorada com o brasão
de armas do donatário da vila, D. Vasco Coutinho.
No parapeito da torre subsiste um antigo relógio de
sol. As duas portas estão ligadas pela rua principal
medieval, denominada Rua do Castelo, onde funcionou o antigo
edifício da Câmara, a Cadeia Comarcã e
o Celeiro Comum.
CONVENTO DE SAO PAULO
Séc. XII
O Convento de São Paulo foi erguido a meia encosta
da Serra d Ossa pelos monges da ordem de São Paulo
Eremita. Alberga actualmente um requintado hotel. Testemunham
várias crónicas que o Convento de São
Paulo acolheu, durante séculos, figuras célebres
como D. Sebastião, D. João IV e D. Catarina
de Bragança.
Como antigo Convento Palaciano, detém um dos mais
notáveis núcleos de painéis de azulejos
do país, com temas bíblicos e do hagiológio
cristão da autoria de artistas anónimos de
Lisboa (século XVIII). Mais de 54.000 frescos, baixos-relevos
em terracota e outras preciosidades como a fonte florentina
das quatro estações e a Igreja Velha que
justificou a sua classificação de interesse
público e monumento nacional. (dec..lei 28/82
de 26 de Fevereiro).
TORRE DE MENAGEM
Fortificação (Séc. XV)
Construção militar palaciana, destinada a substituir
a alcaidaria primitiva, é obra do tempo de D. Afonso V,
que ordenou a sua feitura nos últimos anos do seu governo,
com determinação de uma colecta aplicável
sobre os vinhos de Évora. Todavia, a empreitada terá sido
concluída já no reinado de D. Manuel, como o parece
provar a formosa abóbada do 2º piso.
Gastronomia - Os produtos regionais são um dos capítulos preferidos
dos visitantes da região, com atributos suficientes para
satisfazer os mais exigentes. ver mais>>
O Mel
O Mel, produzido nas pastagens naturais das serras e planaltos
alentejanos, é altamente apreciado e reconhecido.
O mel produzido em Redondo é um mel de cor clara, variável
desde o amarelo transparente até ao ambarino cuja tonalidade é característica
da região e decorrente da respectiva composição
polínica, isto é, da flora que serve de pasto às
abelhas. A cristalização é fina e compacta. É produzido
pela abelha Apis mellifera mellifera (sp. Ibérica).
Existem variantes: Mel de Rosmaninho; Mel de Soagem; Mel de
Eucalipto; Mel de Laranjeira; Mel Multifloral.
O Azeite
O azeite esteve, desde sempre enraizado nos hábitos
alimentares do povo de Redondo, podendo dizer-se que toda
a alimentação da região era, até há bem
pouco tempo, à base de azeite: o ensopado de borrego,
as migas, a açorda, a sopa de beldroegas, todos os
fritos e variados bolos e biscoitos.
Também na conservação dos alimentos
tinha o azeite um papel importante: os enchidos e os queijos
guardavam-se, de um ano para o outro em enormes potes de
barro cheios de azeite. Ainda hoje se verificam muitos destes
usos tradicionais do azeite numa vila, de resto, ligada à fama
da finura e excelência do seu azeite desde épocas
que se perdem no tempo.
Condições edafo-climáticas muito particulares
e solos de elevada aptidão produzem um ambiente natural
e privilegiado para o desenvolvimento da oliveira cuja produção
tem merecido altas distinções em diversos certames.
São azeites ligeiramente espessos, frutados, com cor
amarelo ouro, por vezes ligeiramente esverdeados. Um produto
de especial qualidade e de preservada garantia que nos oferecem
a Natureza, o clima mediterrânico e a cultura romana
e árabe que o engenho humano quis transformar numa
especialidade sem par.
Os Enchidos
No Alentejo, o grande destino dos porcos das matanças é a
preparação dos enchidos, para o que são
destinados os melhores pedaços. Era ainda hábito,
nas casas de famílias numerosas, matarem dois porcos
por ano, aos quais retiravam apenas dois presuntos, ficando
a restante carne para os apreciados enchidos. Trata-se também
de um produto com uma grande tradição no concelho
de Redondo. A qualidade dos nossos enchidos depende bastante
mais da qualidade da carne utilizada do que da complicação
da receita, podendo dizer-se, simplificando, que apenas lhe
basta a massa de pimentão, o sal, alho pisado e um
pouco de fumo. Os enchidos mais importantes são os
paios (feitos com a carne do lombo, enrolada na membrana
que reveste as banhas do porco, e posteriormente apertada
com linha em volta), os painhos ou paiolas (para os quais é utilizada
a melhor carne magra), as linguiças (chouriços
de carne magra entremeada com alguma carne gorda), a cacholeira
(feitas com carne gorda temperada com sangue) e as farinheiras.
O Pão
O pão é um alimento de grande consumo com repercussões
conhecidas na saúde. No entanto, é raro alguém
lembrar-se que, este elemento essencial à nossa alimentação,
tem raízes milenárias e acompanhou mesmo quase
toda a evolução do ser humano. É um
alimento que resulta da cozedura de uma massa feita com farinha
trigo, água e sal. Aquando da sua chegada ao Alentejo,
já o pão fermentado tinha substituído
o pão ázimo. É ainda com este pão
milenar que, hoje, no dia a dia, continuamos a partilhar
a nossa maneira de ser.
Ainda hoje somos guardadores zelosos desta Epopeia do Pão.
No Redondo o pão de trigo continua a ser o assento
do naco de toucinho e da lasca de queijo. Continua a ser
utilizado no gaspacho, no ensopado, nas migas e na açorda.
Continua a ser alentejano.
Possivelmente, aqui, na planície, a evolução
do pão andou de mão dada com o seu uso em sopas.
A açorda aparece no pódio primeiro do uso pão.
Tem a nossa maneira de ser a virtude da poupança ao
usar o panito mesmo depois de duro, em cubos ou falquejado,
na condição de substância húmida.
Assim, hoje em dia, o pão que deixou de ser de fabrico
doméstico, para ter um fabrico mecanizado e muitas
vezes altamente industrializado, a fim de responder ao abastecimento
dos grandes centros urbanos sobrevive tradicional no nosso
concelho e a muitos serve de cartão de visita.
O Vinho
Ao falarmos de Redondo temos, necessariamente, que falar
da cultura da vinha e do seu incomparável vinho,
que se tem mantido desde os primórdios da humanidade
ligado à história e cultura deste povo. Utilizado
nas mais diversas circunstâncias da vida, desde a
alimentação aos rituais religiosos.
No nosso território, a cultura da vinha é anterior à ocupação
romana, mas foi com estes que a vinha e a exploração
agrícola em geral, conheceram um avanço técnico
mais significativo. São ainda evidentes as marcas
deixadas pelos romanos através de diversos equipamentos
ainda hoje conhecidos e alguns correntemente utilizados – é o
caso dos "podões e das "talhas" , recipientes
usados nas adegas do Alentejo para a fermentação
de mostos e conservação, transporte e armazenagem
de vinho.
Os valores de insolação, as características
edafoclimáticas, os solos mediterrâneos e os
saberes humanos, favorecem, na região, a produção
de afamados vinhos que aromatizam o ambiente e aguçam
os paladares da riquíssima gastronomia alentejana,
com a qual mantém uma forte relação
de cumplicidade. A região produtora de vinhos alentejana
constitui uma das grandes riquezas do nosso país.
Castas Predominantes nos Tintos
Periquita, Aragonez, Trincadeira, Moreto e Alfrocheiro.
Castas Predominantes nos Brancos
Fernão Pires, Rabo de Ovelha, Tamarez e Arinto;
Características dos Tintos
De cor rubi ou granada, aromas intensos a frutos vermelhos
bem maduros, macios, ligeiramente adstringentes. Adquirem
complexidade com a idade
Características dos Brancos
Vinhos frescos e aromáticos.
O Queijo
Aristocrático alimento que, de entradas ou de saídas,
na merenda ou simplesmente como conduto de um naco de pão
alentejano, tem igualmente fama de bom companheiro não
se fazendo rogado a aceitar a companhia de fruta, doce ou
mesmo mel.
A tradição deste concelho, impõe-se
com queijos de alta qualidade, protegidos por regulamentação
que reconhece a Denominação de Origem Protegida
(DOP) e a Indicação Geográfica Protegida
(IGP)
Os nossos queijos artesanais, são produzidos segundo
técnicas tradicionais que incluem designadamente,
as condições de produção de leite,
higiene da ordenha, conservação do leite e
fabrico do produto. Têm o seu nome regulamentado por
legislação própria, que os protege de
quaisquer imitações ou falsificações,
garantindo a sua qualidade e carácter genuíno.
Comercialmente pode apresentar-se sob a forma de queijo pequeno
de pasta dura com peso compreendido entre 60g e 90g, de merendeira
de pasta dura com peso compreendido entre 120g e 200g e de
merendeira de pasta semi-dura de peso compreendido entre
200g a 300g.
População -À semelhança da faixa
interior do país,
o concelho de Redondo tem vindo a registar uma quebrano seu efectivo
populacional. Uma tendência que se procura inverter...
Cultura e Lazer -.Viva as festividades, tradições e cultura do concelho
de Redondo. Em Agosto, de dois em dois anos, percorra inúmeras
ruas adornadas com maravilhosas formas coloridas de papel, saídas
do trinar das tesouras e da imaginação da população;
aperfeiçoe os seus dotes manuais e veja como uma massa
disforme de barro ganha formas extraordinárias ao ritmo
das mãos experimentadas de um oleiro. Redondo é terra
de tradições e artesãos, não perca
esta oportunidade e venha experimentar aquilo que de melhor
este concelho tem para lhe oferecer.
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Concelho
de Reguengos de Monsaraz
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O
Concelho está enquadrado na magnífica planície
alentejana e no azul da Albufeira do Alqueva. O Concelho faz parte
do Distrito de Évora. É uma zona principalmente agrícola
(cereais, olivais e vinha), caracterizada por Verões quentes
e longos e Invernos curtos e chuvosos. Podem-se encontrar aqui numerosos monumentos arqueológicos,
principalmente monumentos megalíticos. Para além
dos monumentos megalíticos é também obrigatória
uma visita à Vila de Monsaraz e deixar-se levar através
do tempo.
Este Concelho mantém ainda excelentes condições
ambientais, o que lhe permite passar bastante tempo em actividades
no exterior, quer seja em passeios pedestres, passeios a cavalo
ou a pescar e caçar…
Para além do património histórico temos
ainda para lhe oferecer magníficas paisagens e tradições
profundamente marcadas pelo artesanato, gastronomia e vinhos.
No que respeita ao artesanato é obrigatório fazer
uma referência especial a S. Pedro do Corval, o maior centro
oleiro de Portugal.
O berço do Concelho
Monsaraz
Desde os tempos pré-históricos, talvez pela sua
posição geográfica, na proximidade de um
rio (o Guadiana), talvez por estar implantada sobre um cume com
excelentes pontos de defesa, que atraiu vários povos.
A grande concentração de monumentos megalíticos
nesta zona atesta a ocupação de tempos imemoráveis.
Este primitivo castro pré-histórico foi mais tarde
romanizado e ocupado sucessivamente por visigodos, árabes,
moçárabes e judeus, até ser definitivamente
cristianizado no séc. XIII.
No século VIII, com as invasões muçulmanas,
que ocuparam parte da Península Ibérica, Monsaraz
cai sob o domínio do Islão.
Em 1167, foi conquistada aos muçulmanos por Geraldo Sem
Pavor, numa expedição que partiu de Évora.
Poucos anos depois, em 1173, Monsaraz volta novamente a cair
em poder dos almóadas, na sequência da derrota de
D. Afonso Henriques em Badajoz.
Só mais tarde, em 1232, D. Sancho II, auxiliado pelos
templários, reconquista definitivamente Monsaraz, fazendo
a sua doação à Ordem do Templo, que fica
encarregue da sua defesa e repovoamento.
Neste período de ocupação cristã de
Monsaraz, começou-se igualmente a levantar a nova alcáçova,
e os cavaleiros templários e o clero secular deram início à edificação
dos templos religiosos de Santa Maria do Castelo, de Santiago,
da ermida de Santa Catarina, do Hospital do Espírito Santo
e da Albergaria para culto e atracção de novas
populações.
Em 1319, Monsaraz é erigida à comenda da Ordem
de Cristo, recém fundada em Portugal, e fica na dependência
de Castro Marim. È nesta altura que começa a ser
construído o edifício gótico do primitivo
tribunal (e é também nesta altura que se começa
a construir a torre de Menagem).
Em 1385 foi invadida pelas tropas do rei castelhano D. João.
Foi resgatada, mais tarde, por D. Nuno Álvares Pereira.
Em 1422, por doação do condestável D. Nuno Álvares
Pereira ao seu neto D. Fernando, Monsaraz é integrada
na Sereníssima Casa de Bragança.
Em 1512, D. Manuel manda reformar o foral de Monsaraz e regula
a vida pública do concelho e da vila por diploma jurídico
e a confraria da Misericórdia de Monsaraz fica definitivamente
instituída na Matriz de Santa Maria da Lagoa.
A vila recebeu, após a restauração de 1640,
importantes acrescentamentos tácticos, com o levantamento
de uma nova cintura abaluartada, que tornou a vila numa poderosa “cidade
inexpugnável”.
As Portas de Monsaraz
Porta da Vila
Esta é a porta mais característica de Monsaraz
que na parte interior se encontra insculpida com duas marcas-padrão
destinadas ao mercado do pano.
Acesso principal da Vila, cuja robusta estrutura defensiva está protegida
por dois cubelos semi-cilíndricos. O de poente, encimado
pelo campanil do relógio (provavelmente construído
no tempo de D. Pedro II), tem um tecto nervurado e no cimo da
cúpula um sino fundido pelos artistas estrangeiros Diogo
de Abalde e Domingos de lastra, com inscrição de
1692.
A encimar o fecho gótico do arco da porta, uma lápide
comemorativa da consagração do reino, por D. João
IV, em 1646, à Imaculada Conceição.
Porta d’Évora
Se percorrermos a vertente Norte de Monsaraz partindo do Sul
para o Norte, encontramos primeiro a Porta de Évora, por
onde penetrava na Vila a estrada romana que vinha de Moura.
A pol, granítica e flanqueada a Sul por um cubelo defensivo.
Porta d’Alcoba
Para Sul, a cerca rompe-se na porta de cantaria de granito ogival,
chamada hoje de Alcoba, sendo no século XVII denominada
por “Porta Dalcoba”.
Porta do Buraco
Para Sudoeste encontramos o Postigo ou Porta do Buraco. Protegia
a cisterna pública da Vila e por isso os engenheiros franceses
que delinearam as fortificações modernas ordenaram
o seu entaipamento para proteger o precioso líquido.
Parece ser a Porta mais antiga da cerca.
Principais monumentos em Monsaraz
Ermida de Santa Catarina de Monsaraz
Pelourinho de Monsaraz
Igreja de Nossa Senhora da Lagoa
A Casa da Inquisição
Capela de São José
Antigos Paços de Audiência e Fresco do Bom e Mau Juiz
Cisterna
Igreja de Santiago
Capela de São Bento ou Ermida de São Bento
Capela de São João Baptista (Cuba)
Hospital do Espírito Santo e Casa da Misericórdia
Igreja da Misericórdia
Igreja de São Bartolomeu
Ermida de São Lázaro
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Concelho
de Rio Maior
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Locais
de interesse
Museu Rural e Etnográfico de S. João
da Ribeira
A história do museu começa em 1993, quando
o Grupo de Danças e Cantares de S. João da
Ribeira assume o encargo de recolher utensílios
de labor rural e doméstico, assim como roupas de
trabalho e uso domingueiro, com a finalidade de preservar
e expor à observação e estudo os objectos
do nosso património rural.
Em 1994, o material recolhido é exposto no salão
do Centro Cívico, o que motiva a população
a doar peças que vão aumentar significativamente
o espólio existente até essa data.
O edifício que hoje podemos visitar era um antigo
lagar de vinho, degradado, que foi objecto de cuidado restauro
subsidiado a nível oficial e particular.
O museu divide-se em três áreas distintas:
A sala
principal, que apresenta diversos núcleos
com afinidades funcionais (Vinho, Lavoura, Água, Cereais,
Matança do Porco, Azeite, Árvore, Sela e Tiro,
Sapateiro, Cerâmica, Barbeiro, Ferrador)
A cozinha, onde se pode assistir ao fabrico do pão
pelos métodos tradicionais e saboreá-lo no
final da visita (mediante marcação).
O quarto, em que tudo foi pensado ao pormenor, desde o colchão
da cama, feito com camisas de milho, ao conteúdo das
gavetas da cómoda.
Os objectos expostos poderão, assim, ser revistos
pelos seus pretéritos utilizadores, e admirados por
aqueles que pertencem a gerações mais novas,
nascidas e criadas à sombra das tecnologias que lançaram
para o esquecimento grande parte destes instrumentos.
As visitas
são acompanhadas e devem ser marcadas
com antecedência.
Entrada no Museu
Adultos - 1.50 Euros
Idosos e estudantes - 1 Euro
Fabrico do Pão
O pão só se coze mediante encomenda, normalmente
para grupos, que podem adquiri-lo no final da visita. Quando
existe essa intenção, ela deve ser comunicada
no acto da reserva.
Amassadeira - 40 Euros
Pão grande - 1.50 Euros
Brindeiras - 1.00 Euro
Pãezinhos c/ chouriço -1.50 Euros
Horário:
O museu abre mediante marcação
Morada:
Museu Rural e Etnográfico
Largo Padre Francisco Saramago, nº 1
2040-460 S. João da Ribeira
Contactos:
Carlos Duarte, Telem: 962 997 211
Mª. José Sequeira, Telem: 934 779 144
Ou
Gabinete de Turismo
da Câmara Municipal de Rio Maior
Tel. 243 999 890/2
Fax. 243 999 899
Villa Romana
A Villa Romana de Rio Maior é datável do
século III / IV e foi descoberta em 1983 pelo Sector
de Museus, Património Histórico, Arqueológico
e Cultural da Câmara Municipal de Rio Maior. Entre
1992 e 1993, foi aberta uma vala de sondagem abrangendo
todo o terreno, para avaliar a potencialidade e grau de
integridade dos vestígios arqueológicos.
Em 1995, sob a direcção do Dr. Beleza Moreira,
iniciaram-se as escavações deste Sítio.
A
Villa romana rústica ou rural funcionava muitas
vezes como casa de campo de um importante senhor romano,
normalmente um magistrado de uma cidade.
Era uma grande quinta
(latifúndio), onde se exploravam
todos os recursos disponíveis: produtos agrícolas
(cereais, leguminosas, azeite, vinho, etc.); mineração
de Ferro e fabrico de utensílios de metal; criação
de animais; fabrico de cerâmica; tecelagem; produção
de sal (para conserva de alimentos e tratamento de couro),
etc.
A produção era depois vendida às cidades
romanas como Eburobritium (Óbidos), Collipo (Leiria),
Scallabis (Santarém) e ao exército romano.
Até ao momento estamos apenas em presença
de uma parte da Pars Urbana da Villa, ou seja, a área
onde o proprietário vivia com a sua família,
faltando pôr a descoberto outras zonas (áreas
de serviço) e ainda localizar o templo, bem como os
banhos ou termas.
O espólio recolhido no decurso das escavações é sobretudo
composto de peças indicadoras do grande luxo e riqueza
desta Villa e dos seus proprietários.
Outro elemento
constante em todas as salas e corredores postos a descoberto
são os fragmentos de estuque pintado
que fariam parte da decoração parietal e dos
tectos da Villa.
Todas as dependências e áreas de circulação,
são pavimentadas com mosaico de estilo geométrico
associado a motivos vegetalistas e fitomórficos.
Foram
descobertos fragmentos de, pelo menos, cinco estátuas,
uma delas de escala natural, e ainda uma peça quase
intacta - a Ninfa Fontenária de Rio Maior.
A Ninfa
fontenária representa um corpo feminino em
repouso, esculpido em mármore branco, porventura de
Estremoz. A mão esquerda está apoiada sobre
um vaso que possui um orifício para receber uma canalização,
a qual verteria água num recipiente.
Forno Medieval de Alcobertas
Este forno foi descoberto nos anos cinquenta do passado
século, quando se procedia à preparação
do terreno para a instalação de uma fábrica
de cerâmica.
Para a sua implantação foi criada uma plataforma,
procedendo ao desaterro e nivelamento de parte da encosta
do maciço onde se encontram os "Silos".
Nesta, por sua vez, foi escavado o espaço, necessário
para a implantação de toda a estrutura (fossa
de alimentação, conduta, fornalha e câmara
de cozedura).
Subsistem ainda vestígios da conduta, estando o restante
em relativo bom estado de conservação. A fornalha é composta
por três arcos sobre os quais assenta a Câmara
de Cozedura e conferem estabilidade a todo o conjunto.
O
espaço entre os arcos foi usado na obtenção
de maior área de tabuleiro da Câmara, com a
colocação de tijolos entre eles e estes e as
paredes, que por sua vez funcionaram de base para obterem
os diversos orifícios de passagem de calor existentes.
Possui
uma planta sub quadrangular. As paredes foram feitas de barro
cru encostado ao terreno, com uma espessura média
de 10 cm sendo relativamente finas nos cantos.
Visitas Guiadas
Os Serviços de Turismo da Câmara Municipal de
Rio Maior acompanham grupos em visitas ao Concelho, com marcação
prévia. Os grupos podem ser provenientes de estabelecimentos
de ensino e formação, empresas, IPSS, associações,
particulares, entre outros.
A marcação poderá ser
feita por telefone e confirmada por escrito.
Para tal deve enviar o pedido de
acompanhamento por e-mail, fax, ou ofício, indicando a proveniência do
grupo, o número aproximado de pessoas, o dia, a hora
de chegada, o tempo disponível e os locais que pretendem
visitar.
Os itinerários e as visitas são efectuados
em função das características do grupo
a que se destinam (escolaridade, faixa etária, interesses/objectivos).
Locais a visitar:
Salinas (Parque Natural das Serras d´Aire
e Candeeiros)
Villa Romana
Museu Rural e Etnográfico
Dolmen de Alcobertas (Parque Natural das Serras d´Aire
e Candeeiros)
Olho d´Água de Alcobertas (Parque Natural
das Serras d´Aire e Candeeiros)
Silos de Alcobertas (Parque Natural das Serras d´Aire
e Candeeiros)
Chãos (aldeia serrana) (Parque Natural das Serras
d´Aire e Candeeiros)
Gruta de Alcobertas (Parque Natural das Serras d´Aire
e Candeeiros)
Percursos Pedestres (Parque Natural das Serras d´Aire
e Candeeiros)
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Concelho
de Salvaterra de Magos
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Locais
de interesse
PONTE ROMANA DE MUGE
Construída no período romano, é um importante
vestígio da presença daquele povo no concelho.
PONTE DO CAIS DA VALA
É
difícil precisar a origem da ponte, contudo podemos inclinar
o Séc. XVII, como a data em que se edificou, no reinado
de D. João IV.
CONCHEIROS DE MUGE
Descobertos em 1863, os concheiros de Muge constituem o maior
Complexo Mesólitico da Europa.
CAPELA DO ANTIGO PAÇO REAL
Ainda hoje este edifício conserva um altar-mor imponente,
coberto em talha dourada.
CASA TRADICIONAL DA GLÓRIA DO RIBATEJO
A Casa Tradicional de Glória do Ribatejo foi criada em
1988, é o retrato fiel da cultura gloriana.
FONTE DO ARNEIRO DE SALVATERRA DE MAGOS
Há quem afirme que esta mãe de água da Fonte
do Arneiro está localizada junto do Convento de Jericó.
PONTE FERROVIÁRIA RAINHA D. AMÉLIA
Projecto do famoso engenheiro francês Gustave Eiffel, esta
ponte férrea data de 1903.
PRAÇA DE TOUROS DE SALVATERRA DE MAGOS
Inaugurada em 1920, ainda hoje é uma das Praças
com mais espectáculos tauromáquicos ao longo do
ano.
IGREJA MATRIZ DO GRANHO
De construção recente, mas local de grande valor
para a população.
CAIS DA VALA E AS EMBARCAÇÕES TRADICIONAIS
Neste pequeno cais, aportavam os reais bergantins, que partiam
do Terreiro do Paço, com a família real.
MUSEU ETNOGRÁFICO DE GLÓRIA DO RIBATEJO
A Glória do Ribatejo reúne uma série de tradições
muito peculiares. Venha descobri-las no Museu Etnográfico
da localidade.
IGREJA DE MUGE
Construída em 1297, esta igreja está intimamente
ligada ao nascimento de Muge
BARRAGEM DE MAGOS
Espaço de lazer por excelência, foi construído
na década de 30 do século passado.
IGREJA DE NOSSA SENHORA DA GLÓRIA
Símbolo da cultura gloriana, a igreja está umbilicalmente
ligada à fundação de Glória do Ribatejo.
IGREJA DA MISERICÓRDIA DE SALVATERRA DE MAGOS
Construída no século XVII, tem na fachada principal
um nicho reservado a um dos passos da Paixão de Cristo.
CAPELA DE SÃO MIGUEL ARCANJO
A Capela de S. Miguel Arcanjo foi construída em 1875.
ESTAÇÃO DO CAMINHO-DE-FERRO DE MARINHAIS
Estação inaugurada em 1904, pelo próprio
rei D. Carlos, foi um importante passo no desenvolvimento da
freguesia de Marinhais
PALÁCIO DA CASA CADAVAL
Há a referenciar nesta residência uma capela dedicada à N.
Sr.ª da Glória.
FALCOARIA DO ANTIGO PAÇO REAL
Edifício único na Europa, é o testemunho
da passagem da falcoaria Real por Salvaterra de Magos.
NÚCLEO MUSEOLÓGICO DE ESCAROUPIM
A cultura e a tradição avieira, num anfiteatro
natural de beleza ímpar na região.
CELEIRO DA VALA REAL - ESPAÇO CULTURAL
Actualmente é por excelência o espaço cultural
do Concelho. Foi construído em 1657.
PALADARES DO CONCELHO
A cozinha típica do Concelho de Salvaterra de Magos,
sofreu ao longo dos tempos a influência da Lezíria,
da Charneca e do rio Tejo.
Da Lezíria e da Charneca vieram as carnes , o borrego,
o cabrito, as aves de bico, o porco, a vaca e as carnes bravas;
as sopas, bem condimentadas e ricas em legumes, hortaliças,
carnes e enchidos, muitas vezes para ficarem mais saborosas deitavam-lhes
um osso de porco.
Do Tejo com o sável, a saboga, o barbo, a fataça,
a lampreia e a enguia, faziam-se sopas, açordas, molhatas,
assados...
A doçaria é excelente, composta por pudins, biscoitos,
arroz doce, broas, tortas e bolos bem amassado, cuja massa fica
horas a fermentar...
CARDÁPIO
Torricado de Bacalhau, Tripa e Bucho, Arroz Doce Branco
Molhata, Cozido à Portuguesa, Pudim da Benvinda
Sopa de Ossos, Ensopado de Enguias, Carne da Matança do
Porco, Papos de Anjo
Enguias Fritas com Arroz de Feijão, Bolo de Amêndoa
Acompanhar a refeição com vinhos do Concelho e
terminá-la com um delicioso licor de Salvaterra.
SUGESTÕES DOCEIRAS
Lagartos, Arroz Doce, Bolo de Mel, Papos de Anjo, Broas, Sonhos,
Filhós.
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Concelho
de Santarem
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1-
Itinerário do Bairro à Lezíria
Percurso: Santarém, Portela das Padeiras, Quinta do
Alexandre Herculano (Azoia de Baixo), Póvoa de Santarém
(Quinta da Ribeirinha), Alcanhões (Adega Cooperativa),
Vale de Figueira, Estrado do Campo (Ribeira de Santarém),
Santarém.
2 - Itinerário Rumo à Serra
Percurso: Tremês, Abrã, Alqueidão do Mato,
Murteira, Pé da Pedreira (visita às grutas do
Algar do pena, Valverde/Alcanede (Castelo), Tremês.
3 - Itinerário por Terras do Ribatejo
Percurso: Vale de Santarém/Póvoa da isenta, Atalaia/Almoster
(Convento de Almoster), Moçarria, Abitureiras, Bairro
D. Constanca, Tremês, Santos, Achete, Verdelho, Póvoa
de Santarém, Santarém.
Grutas do Algar do Pena
No carso profundo do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros,
situam-se estas admiráveis grutas, consideradas as maiores
do país. A cerca de 40 metros da superfície,
a vista expande-se num espectáculo de luz e formas tão
variadas quanto invulgares, através da enorme profusão
de espeleotemas. No local encontra-se instalado um Centro de
Interpretação Subterrâneo. (Visita sujeita
a marcação prévia - Tlf.: 244 – 491904- Écoteca/Tlf:
243 999 480- Sede do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros
)
Castelo de Alcanede (I.I.P.)
Construção de provável origem árabe,
implantada sobre o elevado outeiro. Reconstruído após
o terramoto de 1530. Sobre a porta principal, existe uma curiosa
escultura de carácter heráldico, figurando três
castelos e uma águia dentro de uma cartela limitada
por uma moldura de enrolamento.
Quinta da Ribeirinha
Um espaço que integra um agradável restaurante
tradicional (instalado num antigo lagar de azeite) e um ponto
de venda de produtos típicos da região, desde
o artesanato à gastronomia e aos vinhos.
Quinta de Vale de Lobos (I.I.P.)
Local onde viveu o historiador, político e romancista
Alexandre Herculano, cuja acção aqui ficou ligada à produção
do azeite virgem em Portugal.
Adega Cooperativa de Alcanhões
Produtores dos conhecidos vinhos ribatejanos Cardeal Dom Guilherme,
Terras do Paço e Adiafa, onde poderá fazer uma
prova e adquirir estes deliciosos néctares.
Complexo Aquático
Equipamento lúdico-desportivo onde poderá usufruir
agradáveis momentos de repouso, convívio ou manutenção
da sua forma física. Integra piscina coberta, piscina
de ondas, escorregas, restaurante e ginásio.
Ribeira de Santarém
Velho burgo ligado ao tráfego fluvial e que, outrora,
fez de Santarém a Porta do Ribatejo. Casas, ruelas e
becos, além de alguns monumentos (Igreja de St.ª Cruz
e Fonte de Palhais), conferem-lhe atractivo. Na margem do Tejo
o padrão de Santa Iria perpetua a memória do
aparecimento do túmulo da Santa à Rainha Santa
Isabel e a D. Dinis.
Convento de Almoster (M.N.)
Edifício gótico fundado no séc. XIII.
Magnífico interior revestido a azulejos policromados
do séc. XVII. Notável trabalho de talha, pinturas,
frescos, altares laterais e soberbas esculturas.
Caneiras
Povoação ribeirinha típica de “avieiros”,
com habitações palafíticas erguidas sobre
pilares de madeira. A actividade piscatória está patente
nos barcos e redes à vista. É famosa a “fataça
na telha”, delícia gastronómica preparada
segundo os usos dos pescadores locais. Uma visita às
Caneiras proporciona um belo passeio pelos campos junto ao
Tejo, sendo possível observar, nalgumas épocas
do ano, grandes bandos de garças brancas que emprestam
o seu colorido à paisagem.
Percurso Fátima
Percurso: Caneiras/Santarém, Portela das Padeiras, Azoia
de Baixo, Advagar, Santos e Arneiro das Milhariças.
(mais informação em breve)
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Concelho
de Santiago do Cacem
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Praia
e Campo
O concelho de Santiago do Cacém caracteriza-se por uma
zona aplanada e baixa, na parte noroeste do concelho, dando mesmo
lugar à formação de lagoas, devido à existência
de um cordão de dunas e areias de praia.
A estrutura fundiária é constituída principalmente
por pequenas explorações com menos de 10 hectares.
Predominam as terras limpas, muito férteis nas várzeas
da Lagoa de Santo André. A agricultura caracteriza-se
pelo cultivo de cereais, vinha e olival, produtos hortícolas
e horto-frutícolas. Os efectivos pecuários são
essencialmente bovinos e suínos. Ao nível florestal
predominam as manchas de pinhal e montado de sobro.
Chegados ao litoral, surgem-nos como estruturas naturais da zona
costeira a lagoa de Santo André, o importante sistema
lagunar a ela associado e a Maria da Moita. A planície é separada
do oceano Atlântico por um cordão dunar de largura
variável a sul, nomeadamente na praia da Fonte do Cortiço
verifica-se a existência de arribas de altura variável.
A frente de mar no concelho de Santiago do Cacém tem aproximadamente
nove km, correspondendo a igual extensão de praias de
areia dourada, a saber: praia fluvial da lagoa de Santo André,
Monte Velho, Areias Brancas e Fonte do Cortiço. Na lagoa
de Santo André pratica-se a pesca artesanal em pequenos
barcos tradicionais denominados "bateiras", pela pequena
comunidade piscatória aí residente.
As praias para além do uso balnear, são procuradas
nas zonas menos utilizadas para este fim, pelos amantes da pesca
desportiva. Revestem-se de grande importância a flora e
fauna característica desta faixa costeira.
Com a criação da Reserva Natural através
de Decreto-Regulamentar n.º 10/2000 de 22 de Agosto, foi
reconhecida a importância deste santuário natural.
Segundo o Decreto-Lei n.º 19/93, de 23 de Janeiro, ao delimitar-se
uma área destinada à protecção de
habitats, da flora e da fauna (Reserva Natural) pretendem-se
adoptar medidas "que permitam assegurar as condições
naturais necessárias à estabilidade ou à sobrevivência
das espécies, comunidades bióticas ou aspectos
físicos do ambiente". A recuperação
e a conservação ambiental serão certamente,
uma realidade num futuro próximo.
Museus e Monumentos
>> Museus - Museu Municipal de Santiago do Cacém - Museu do Trabalho Rural de Abela >> Património - Património Arqueológico - Património Arquitectónico Civil - Património Arquitectónico Militar - Património Arquitectónico Religioso - Património Etnográfico - Artesanato - Património Etnográfico - Festas Tradicionais - Património Etnográfico - Lendas - Património Natural - Planície Litoral - Património Natural - Planície Interior - Património Natural - Rio e Serra - Património Natural - Espelhos de Água
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Concelho
de Serpa
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Serpa
integra a Região de Turismo Planície Dourada (www.rt-planiciedourada.pt)
e os Itinerários de Turismo Cultural "Terras da Moura
Encantada" e "Rota do Manuelino", promovidos pelo
Programa de Incremento do Turismo Cultural (Direcção-Geral
do Turismo) em parceria com a organização internacional "Museu
sem Fronteiras". Estes itinerários convidam o público
a viajar pelo país para conhecer, nos seus contextos originais,
os mais importantes monumentos, conjuntos arquitectónicos,
sítios arqueológicos e museus.
O concelho é detentor de um conjunto ímpar de valores
naturais mas, até à data, apenas uma parte do seu
termo está inserida numa área protegida – o
Parque Natural do Vale do Guadiana, criado em 1995.
Com um clima mediterrânico, a tender para o semi-árido,
a região tem verões secos e quentes com temperaturas
médias de 25º, mas em que a temperatura máxima
pode ultrapassar os 40ºC. Os invernos apresentam temperaturas
médias de 8º, com temperaturas mínimas frequentemente
negativas. A precipitação é fraca e em média
não ultrapassa os 400mm, concentrada nos meses de Novembro
a Janeiro. A insolação é elevada, com valores
médios anuais entre 3000 a 3100 horas.
No que toca às principais acessibilidades, a sede do concelho
e dois dos aglomerados de maior dimensão (Vila Nova de S.
Bento e Vila Verde de Ficalho) são atravessados no sentido
Oeste-Este pelo IP8 (coincidente com a EN260), que divide o concelho
praticamente ao meio.
A ligação aos outros concelhos da Margem Esquerda, é feita,
para Norte, na direcção de Moura pela EN255, e, para
Sul, na direcção de Mértola pela EN265.
Lazer
As terras de Serpa, pela sua pureza ambiental, garantem a tranquilidade
do lazer. A interioridade, que as distancia das grandes urbes
e zonas industriais, e o baixo índice demográfico,
mantiveram-nas como espaços onde a natureza permaneceu
quase incólume.
A vastidão transparente dos seus horizontes, o mar ondulante
das searas, o silêncio repousante dos "montados",
a sua serra salpicada de roxo, branco e amarelo pelas flores
do rosmaninho, da esteva e da giesta, os campos de pousio atapetados
a perder de vista por malmequeres, o dourado estival dos seus
campos, os seus cursos de água, convidam a férias
ao ar livre, ao retempero do corpo e do espírito.
Não faltam, pois, propostas para caminhadas e passeios
de bicicleta em ambientes naturais Entre muitas outras possibilidades,
o roteiro "Planície Dourada – Percursos na
Natureza" apresenta duas sugestões de percursos por
terras do concelho, a saber: o percurso "Vila Verde de Ficalho",
por entre montado, olival, culturas de sequeiro, vegetação
ribeirinha e matos mediterrânicos, e o percurso "Cabeceiras
de Vale Queimado", marcado pela paisagem de montado disperso
e pousios-pastagem e pelo emblemático "Pulo do Lobo".
Para os praticantes da condução "todo-o-terreno" não
faltam percursos prenhes de sensações e emoções.
Na sua diversidade, as terras ao redor de Serpa oferecem cambiantes
de tal modo variadas que tornam possível um quase infindável
leque de opções para um descontraído passeio
fora de estrada.
António Catarino e Luís Ramos, no livro "Por
esses campos fora", sugerem um trio de rotas, ricas na sua
diversidade paisagistíca e com um reduzido grau de dificuldade
no respeitante à destreza exigida.
Qualquer das sugestões propostas apresenta uma extensão
idealizada para não tornar desgastante um percurso que
se deseja descontraído e retemperador, afinal, a fórmula
desejada para integrar, por exemplo, a "agenda" do
fim-de-semana.
Como ocupações desportivas, há a pesca – ao
barbo, à boga, ao achegã – nas correntes
ou no remanso das águas límpidas dos seus rios.
Mas também a caça faz de Serpa um local a reter
nos roteiros cinegéticos nacionais: a lebre e a perdiz,
na planície sem fim, o coelho, nos matos da serra, e os
tordos e as rolas nas famosas "passagens". Para caça
maior, podem os praticantes do desporto de Santo Huberto participar
em montarias ao javali.
E porque não jogar ténis ou fazer natação
nos modernos equipamentos desportivos de Serpa?
E se aproveitasse a visita para conhecer os museus e o antiquíssimo
centro histórico de Serpa, resguardado por imponentes
muralhas?
O "Guia Turístico da Planície Dourada" propõe
um itinerário a pé pelo âmago da urbe, com
passagem pelos monumentos e conjuntos patrimoniais mais significativos.
Mas outras alternativas são possíveis, sendo certo
que não ficará indiferente à sua história
milenar, às suas tradições, à serena
hospitalidade das suas gentes. Acreditamos que irá despedir-se
de Serpa com vontade de voltar.
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Concelho
de Sines
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Em
apenas 30 quilómetros de costa, Sines tem praias
para todos, das famílias aos aventureiros.
PRAIAS FAMILIARES
As principais praias de Sines têm vigilância permanente
durante a época balnear, estão equipadas com
os devidos apoios de praia e têm excelente qualidade
sanitária. A Praia de Morgavel, a Praia de Vale Figueiros,
a Praia Grande do Porto Covo (na foto) e a Praia da Ilha do
Pessegueiro, nos últimos anos sempre galardoadas com
a Bandeira Azul da Europa, são excelentes quer pelas
suas qualidades naturais, quer por permitirem a frequência
a toda a população, das crianças aos mais
idosos.
PRAINHAS DE PORTO COVO
Não há praias como as praias de Porto Covo,
uma das mais belas aldeias do país e, de certeza, uma
das costas mais belas. A praia Grande e a praia da Ilha são
as mais amplas e acessíveis, mas todo o recorte litoral
da freguesia está cheio de prainhas de areia fina e água
transparente, separadas por grandes rochedos, que parecem ter
sido feitas para criar uma sensação de intimidade
e exclusividade. As praias são de todos, mas dá vontade
de dizer: escolha a sua! Vieirinha, Oliveirinha, Foz, Burrinho,
Samouqueira (na foto), Pequena, Espingardeiro, Búzios,
são alguns dos nomes destes tesouros tão pequenos
quanto preciosos. Note-se que todas estas praias estão
em boas condições sanitárias, mas que
em algumas delas o acesso é difícil e não
têm vigilância permanente.
PRAIAS NATURISTAS
Uma das pequenas praias de Porto Covo é a praia do
Salto. Situada entre o Cerro da Águia e a Cerca Nova,
com um ambiente de privacidade e tranquilidade, faz parte desde
2002 do grupo restrito de praias naturistas reconhecidas oficialmente
em Portugal.
PRAIAS HISTÓRICAS
As praias de Sines não se limitam a oferecer sol e mar.
Oferecem também história e alma.
Praia Vasco da Gama: Integrada no tecido urbano da cidade de
Sines e testemunha dos principais eventos da sua história
- dos ataques dos corsários ao embarque de D. Miguel
para a Inglaterra -, faz parte do rosto de Sines e do coração
dos sineenses. Adjacente ao Porto de Pesca, continua charmosa
e merece ser visitada, tanto no Verão como no Inverno.
A sua marginal é muito usada para passeios e prática
de jogging.
Praia de São Torpes: A praia mais concorrida do concelho
tem a si ligada a lenda de São Torpes, cujo corpo martirizado
terá vindo parar às suas areias no primeiro século
da Era Cristã. A jangada de São Torpes, uma curiosidade
da arqueologia naval portuguesa, ainda é utilizada na
pesca, ainda que de forma muito residual.
Praia da Ilha: O canal da Ilha do Pessegueiro foi usado como
porto de abrigo dos Cartagineses e Romanos na difícil
subida da costa alentejana. Na Ilha, há a descoberto
vestígios de uma fábrica de salga de peixe
romana (será de peixe, “piscis”, que deriva
o nome da ilha, e não da árvore de fruto).
No século XVIII, houve planos para usar a Ilha para
um grande porto de mar (ainda são visíveis
os blocos que atestam o início da sua construção).
PRAIAS EVASÃO
O cabo de Sines divide o litoral alentejano ao meio. A sul
ficam as pequenas praias entrecortadas de rochedos. A norte,
ficam quilómetros e quilómetros de areal contínuo,
até à península de Tróia. É toda
uma outra forma de ser e viver a praia. É o domínio
dos grandes espaços, do mar vigoroso. Devido à agitação
marítima e aos fundos perigosos, a Costa do Norte
de Sines (na foto) não está indicada para banhos,
mas pode proporcionar uma experiência gratificante
a quem procura isolamento e a pujança dos elementos.
Os ricos bancos de peixe nas grutas submarinas são
motivos de atracção de mergulhadores e caçadores.
Monumentos de Vasco da Gama
Tendo como pontos de paragem os monumentos ligados à vida
de Vasco da Gama em Sines parta à descoberta da zona
antiga da cidade.
QUEM FOI VASCO DA GAMA
O navegador Vasco da Gama (ca. 1469-1524), descobridor do Caminho
Marítimo para a Índia, é uma das maiores
figuras da história portuguesa e mundial. Foi em Sines
que ele nasceu e foi o condado de Sines que, até ao
fim da vida, quis como galardão pela proeza da Índia. É possível
traçar um roteiro na cidade de Sines baseado nos monumentos
do Gama. Esse roteiro começa no Castelo (onde passou
a infância e poderá ter nascido), passa pela
Igreja Matriz (onde foi ordenado), pára na Estátua
de Vasco Gama (testemunho do amor de Sines pelo seu filho
mais célebre) e termina na Igreja de Nossa Senhora
das Salas (que mandou reconstruir, e por cuja santa tinha
uma especial devoção).
CASTELO (INFÂNCIA) + CASA DE VASCO DA GAMA
Admitindo que o seu pai, Estêvão, já era
alcaide da vila em 1468/1469, o segundo andar da Torre de Menagem
pode ser o local de Sines onde o navegador nasceu (o local
apontado pela tradição é uma casa na actual
Rua Vasco da Gama). Certo é que foi aqui que ele passou
a infância e que o monumento está impregnado de
memórias e marcas dos Gamas. Mas não era preciso
tanto para fazer deste o mais importante monumento de Sines.
Construído na primeira metade do século XV, no
ponto mais nobre e estratégico da cidade, sobranceiro à baía,
o Castelo - fortaleza defensiva - foi a condição
colocada pelo rei D. Pedro I para a concessão do foral
a Sines, em 1362. Hoje, que já não serve para
defender a cidade dos piratas, continua a ser o mais espectacular
miradouro para a baía.
Pela sua ligação a Vasco da Gama, a Torre de
Menagem do Castelo acolhe, desde 2008, a Casa de Vasco da Gama.
IGREJA MATRIZ (ENTRADA NA ORDEM DE SANTIAGO)
A Igreja Matriz de São Salvador está praticamente
encostada à muralha poente do Castelo. É aqui
(ou melhor, na construção primitiva do edifício)
que, aos 11 ou 12 anos, com três dos seus irmãos,
Vasco da Gama recebe a prima tonsura e se torna membro da Ordem
de Santiago. No século XVIII, a igreja medieval, já demasiado
pequena para a quantidade de crentes que queriam assistir à missa,
teve de ser profundamente remodelada, ganhando o aspecto actual,
típico do barroco joanino. No interior, ver com atenção
o altar-mor com tabernáculo do Santíssimo Sacramento,
os azulejos da capela-mor, as imagens de São João
Baptista, de Nossa Senhora da Graça, de Santa Catarina
e do Senhor Jesus das Almas e o painel no tecto, pintado por
Emmerico Nunes.
ESTÁTUA DE VASCO DA GAMA (HOMENAGEM DOS SINEENSES)
Vinte metros a sul da Igreja Matriz, junto à torre
poente do Castelo, está situada a estátua de
Vasco da Gama. Inaugurada em 1970, ainda por ocasião
das comemorações do quinto centenário
do nascimento do navegador, era uma reivindicação
da população desde pelo menos 1898 (400.º aniversário
da Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia).
Com os olhos no Atlântico, num lugar de insuperável
beleza, pode dizer-se que a melhor vista de Sines é a
do seu filho mais célebre.
IGREJA DE N. S. SALAS (MEMÓRIA DO SEU AMOR POR SINES)
O roteiro de Vasco da Gama termina na zona poente da cidade,
na Ermida de Nossa Senhora das Salas “moderna”,
que substitui a igreja primitiva mandada construir, no início
do século XIV, por Dona Betaça, dama de honor
de dona Isabel de Aragão, que ia casar com D. Dinis.
Talvez em acção de graças pelo sucesso
da viagem à Índia, Vasco da Gama decide mandar
reedificar o edifício de raiz, no séc. XVI.
Apesar da oposição da Ordem de Santiago, a
obra avança, sendo colocado junto ao portal do novo
templo, de evidentes traços manuelinos, duas lápides
que marcam a posição do navegador: "Esta
Casa de Nossa Senhora das Salas mandou fazer o muito magnífico
senhor Dom Vasco da Gama”. No interior do templo, olhar
atentamente o altar-mor em talha dourada com imagem da Nossa
Senhora das Salas (século XVII), o painel de azulejos
alusivo à vida de Maria e o retábulo do Senhor
do Vencimento. Desde 2006, está disponível
para visita o seu rico tesouro.
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Concelho
de Sousel
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Destaque:
Carta Arqueológica de Sousel
O passado à sua volta
Em 1914 José Leite de Vasconcelos, então Director
do actual Museu Nacional de Arqueologia, visitou o concelho de
Sousel com o objectivo de realizar escavações nos
sítios arqueológicos mais emblemáticos: São
Pedro, o “Sousel velho”, a anta da Cabeça da
Ovelha e a alcáçova do castelo da vila, no espaço
onde hoje se encontra o actual jardim municipal.
É
este o único projecto de estudo arqueológico rigorosamente
planeado, concretizado, conhecido e publicado que alguma vez
teve lugar no concelho de Sousel.
De então para cá apenas o trabalho de inventário
do património no âmbito do Plano Director Municipal
de Sousel permitiu alguns avanços no conhecimento sobre
o passado deste território, permitindo dar a conhecer cinquenta
sítios.
Todavia, enquanto outros concelhos assistiam à realização
de escavações arqueológicas, recuperando do
esquecimento velhas peças e estruturas, em alguns casos
devidamente expostas em museus e colecções, Sousel
ficava numa espécie de limbo, uma apatia que fazia deste
concelho um “buraco negro” no que ao conhecimento
do passado diz respeito.
Património Cultural Edificado
Todos os bens arquitectónicos construídos que preservem
um significado cultural e civilizacional, são considerados
património cultural edificado. Visite o Concelho de Sousel
e descubra a diversidade do nosso património – religioso,
militar, civil, utilitário e de produção –,
sem esquecer outros elementos e conjuntos que, apesar do seu carácter
autónomo, encerram em si mesmos um elevado grau simbólico
e cultural. (...)
Património Arqueológico
De acordo com o PDM (1995), existem no Concelho de Sousel inúmeros
sítios arqueológicos, dos quais destacamos apenas
alguns na medida em que o reconhecimento do património
arqueológico do Concelho de Sousel tem sido faseado e
irregular pela falta de um levantamento arqueológico sistemático.
Com vista a colmatar esta lacuna, no fim de 2007, a Câmara
Municipal de Sousel iniciou os estudos para a realização
da Carta Arqueológica do Concelho (...)
Património Natural
O Concelho de Sousel situa-se na confluência dos Distritos
de Portalegre e Évora, numa região marcada pela
multiplicidade paisagística. O clima mediterrânico é marcado
por uma estação seca bem acentuada (Verão),
e pelas estações mais amenas da Primavera e do
Outono. Apesar de possuir algumas barragens, os principais
recursos hídricos do Concelho têm um caudal pouco
volumoso, são eles: a ribeira de Lupe, a ribeira de
Sousel, a ribeira do Alcórrego, a ribeira de Almadafe
e a ribeira de Ana Loura.(...)
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Concelho
de Viana do Alentejo
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Concelho
de Vidigueira
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Um pouco por todo o munícipio encontram-se vários
pontos de interesse que vale a pena conhecer. Os vestígios
arqueológicos de S. Cucufate ou as Antas de Corte Serrão
perto de Marmelar fazem parte de várias rotas turísticas.
Estes percursos reunem o que de melhor há na região,
para dar a conhecer os valores históricos, naturais
e humanos da Vidigueira.
Rota do Fresco
Um dos valores históricos importantes na região
são os exemplos de pinturas murais que ainda sobrevivem
em igrejas e outros edifícios. O percurso da Rota dos
Frescos traça caminhos por entre a planície,
passando pelos concelhos de Cuba, Alvito, Portel até à Vidigueira.
Rota do Património
Aninhados no seio das localidades do concelho podem ser encontrados
alguns dos monumentos mais importantes da região. Esta
rota proporciona um passeio inesquecível desde a Ermida
de Santa Clara, um dos testemunhos da constante influência
da fé cristã na região, até aos
vestígios mais antigos de civilização,
como as Antas de Corte Serrão.
Rota do Pão e do Vinho
A região vitivinícola serve de mapa para um roteiro
que atravessa a planície entre os concelhos de Cuba,
Alvito, Ferreira do Alentejo até à Vidigueira.
Um percurso ideal para ficar a conhecer o que de melhor se
produz na região, uma combinação perfeita
entre os excelentes vinhos, o pão e a gastronomia alentejana.
Rota da Natureza
A localização privilegiada do concelho da Vidigueira
contribui para um passeio inesquecível. A sua diversidade
paisagística assenta na transição entre
o Vale do Guadiana, a estepe cerealífera e as encostas
sul da Serra do Mendro. Um roteiro que se estende entre as
paisagens contrastantes do rio, da planície e da serra.
Rota do Guadiana
O rio deixa a sua marca ao longo das terras da Vidigueira em
direcção ao sul. A barragem do Alqueva, dinamizador
económico da região, veio alterar a paisagem
milenar. Esta rota inclui um passeio de barco, subindo o rio
enquanto se atravessa o vale do Guadiana. Oportunidade para
conhecer os cursos de água da região em comunhão
com a natureza.
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Concelho
de Vila Viçosa
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Com 8.871 habitantes, distribuídos por 194.62 Km2 de área, é um
dos mais importantes concelhos do distrito de Évora,
estando limitado a Norte e a Este pelo Concelho de Elvas, a
Sul pelo Concelho do Alandroal e a Oeste pelos Concelhos de
Borba e Redondo. Vila Viçosa tem uma rede viária
interna em boas condições de utilização,
quer através das recentes Variante à EN255 e
da Circular Urbana a Vila Viçosa, como das estradas
nacionais (EN254 e EN255) e das diversas estradas e caminhos
municipais (EM508, CM509,CM510, CM1045, CM1047), que permitem
a ligação entre a sede do concelho e as sedes
de freguesia, e a ligação com os concelhos envolventes.
Relativamente a ligações com o exterior Lisboa/resto
do País ou Espanha – a construção
da Variante à EN255 trouxe uma maior centralidade através
da ligação directa e à EN4, ou um pouco
mais à frente, em Estremoz, ao IP2.
Já existente como povoação desde os primeiros
tempos da reconquista cristã situada num vale, conhecido
como Viçoso. Foi D. Afonso III que lhe atribuiu a categoria
de vila, fixando-lhe o nome de Vila Viçosa, e de cabeça
de Concelho e lhe concedeu o primeiro foral em 5 de Junho de
1270. O concelho é, hoje, constituído por 5 freguesias:
Pardais, Bencatel, S. Romão, S.Bartolomeu e Conceição.
Na sede do concelho abundam antigas igrejas, capelas, Ermidas
e Conventos com destaque para a Igreja de Nossa Senhora da
Conceição, ao qual se desconhece a época
exacta da sua fundação, que alguns autores
atribuem ao rei D. Fernando e outros ao primeiro donatário
da vila, o condestável D. Nuno Álvares Pereira,
aquém, igualmente, segundo a tradição,
se diz ter oferecido a imagem da Virgem Padroeira, adquirida
em Inglaterra. Desaparecido esse primeiro templete gótico
no reinado de D. Sebastião, pela sua pequenez ou ruína,
as obras do actual começaram no ano 1569,sob patrocínio
da Ordem de Avis, de que era uma comenda.
À
entrada da Vila, pelo Oeste (Borba) a atenção
dos forasteiros volta-se para o monumento de maior prestígio,
o grandioso Palácio Ducal, antiga residência dos
Duques de Bragança desde os princípios do Século
XVI, a sua construção iniciou-se em 1501-1502
(na ala Norte) e completou-se já no século XVIII.
A fachada principal é toda revestida de mármores
da região e inspira-se na arquitectura italiana renascentista,
com três andares, a cada um deles correspondendo, desde
o rés-do-chão ao piso superior, uma das ordens
clássicas: dórica, jónica e coríntia.
Ao continuarmos a nossa caminhada pela viçosa Vila,
através da Avenida Duques de Bragança, deparamo-nos
com o castelo medieval, que remonta à época da
Reconquista cristã da península, quando da afirmação
da nacionalidade portuguesa, a região foi dominada a
partir da conquista de Alcácer do Sal (1217).
Embora não se possa afirmar se uma primitiva povoação
foi abandonada e recuperada, ou se o seu povoamento cristão
foi tardio, sabemos que vila Viçosa recebeu de D. Afonso
III (1248-1279) a sua Carta de Foral, passada em 5 de Junho
de 1270. Datará, dessa época, o início
da construção de seu castelo, a que seu filho
e sucessor, D. Dinis (1279-1325), dará um efeito impulso,
terminando a sua edificação e fazendo erguer
a cerca da vila.
No coração da Vila fica a Praça da República,
rodeada de elegantes edifícios, como o da Câmara
Municipal, onde se pode visitar e consultar a Biblioteca de
livros antigos (sécs. XV a XIX), o importante arquivo
Histórico da Câmara Municipal, que integra também
o da Misericórdia, constituído por cerca de 2000
livros, códices, maços e documentos avulsos datados
desde o séc. XV até ao séc. XIX.
A Reserva Natural das pedreiras de mármore, completam
o magnífico cenário do concelho, tendo os visitantes
oportunidade de usufruir uma viagem gira em torno destas pedreiras
de mármore e da vila que tem um dos patrimónios
mais bonitos de Portugal. No Concelho de Vila Viçosa
mais propriamente nas freguesias de Pardais e Bencatel é-nos
possível olhar para o horizonte e encontrar torres de
ferro, ou seja, gruas que servem para içar a pedra dos
poços. Este é o aspecto à primeira vista
de um campo de pedreiras. Um olhar mais aprofundado permite-nos
ainda observar o grande e profundo poço que se assemelha
a uma cratera aberta na terra. Trata-se da obra do homem que
todos os dias a par e passo vai tornando mais fundo o dito
poço, recortando-o às fatias e içando
através da grua os chamados blocos de mármores.
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