A VISITAR | ALENTEJO e LEZÍRIA
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ARRONCHES FRONTEIRA SALVATERRA DE MAGOS
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BARRANCOS GOLEGÃ SANTIAGO DO CACÉM
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Concelho de Alandroal
História


Castelo de Alandroal
A fundação da Fortaleza de Alandroal deveu-se a D. Lourenço Afonso, 9º Mestre da Ordem de S. Bento de Avis, em obediência ao rei D. Dinis e a sua construção terminou no ano de 1298.

Castelo de Terena (Monumento Nacional)
As fontes tradicionais afirmam que a fortificação da vila se deveu ao rei D. Dinis, todavia a versão documental atribui a feitoria desta obra a D. João I, monarca que integrou o burgo no Padroado da Ordem de Avis.

Castelinho (Terena)
Povoado fortificado de dimensões exíguas, implantado num esporão rochoso sobre a margem esquerda da Ribeira de Lucefecit; a defensibilidade natural é muito elevada, excepto pelo lado SE, onde se encontram alguns troços de muralha de xisto. Uma curiosa série de gravuras de época recente num dos rochedos que afloram ao meio do povoado, revela-nos a existência de lendas sobre uma moura encantada neste local.

Fortaleza de Juromenha
A fortaleza ocupou lugar de relevo nas lutas da formação da nacionalidade, conquistada aos mouros em 1167 por D. Afonso Henriques.
Nas disputas territoriais, tanto com muçulmanos como com castelhanos, a fortaleza passou a ocupar um lugar de relevo da defesa da nacionalidade portuguesa.
No interior da fortificação existem duas igrejas (a da Misericórdia e a Matriz), a cadeia (edifício cuja configuração actual data do século XVII), os antigos Paços do Concelho cuja fachada ruiu um 1930, diversas ruínas pertencentes ao aglomerado urbano e a antiga cisterna de planta quadrangular.

Ermida de S. Bento (Alandroal)
É desconhecida a data da sua fundação mas encontra-se ligada à lenda de que um eremita de nome João Sirgado, se deslocava todos os dias ao local para orar a S. Bento da Contenda e este salvou a vila dos males da peste de 1580, a troco da construção da ermida em seu nome.

Igreja da Consolação (Alandroal)
Capela Tumular de Diogo Lopes de Sequeira, 4º Governador Geral da Índia, grande descobridor e navegante dos mares de África e do Oriente, enaltecido por Camões nos Lusíadas (X,52) e alcaide-mor da vila de Alandroal. Fundada em 1520.


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Concelho de Almeirim
Locais de interesse
Biblioteca Municipal Marquesa de Cadaval
Em 1937 foi inaugurada a primeira Biblioteca Pública de Almeirim, iniciando-se, então, o acesso ao livro para leitura domiciliária.....


Espaços Internet no Concelho de Almeirim
Nestes Locais poderá aceder gratuitamente à Internet


Galeria Municipal de Almeirim
Exposições Temáticas, Pintura, Escultura, Fotografia e Outras


Igreja Matriz
A Igreja Matriz de Almeirim é datada de meados do século XVI. No seu interior, podemos contemplar a famosa imagem do Senhor Jesus dos Passos...


Jardim da República
Fazia parte dos Largos que existiam em Almeirim, com o particular interesse de ter ali o Terreiro do Paço Real


Parque Zona Norte
Zona Norte de Almeirim, ideal para passear com a família, praticar diferentes desportos, lanchar


Piscinas Municipais
Se visitar Almeirim durante o Verão, poderá ponderar dar um mergulho nas belas piscinas municipais de Almeirim!


Pórtico de Paço dos Negros
Na Raposa, a 13km do centro, encontramos os restos do Paço refeito por D. Manuel I, no século XVI. Sobrou uma magnífica portada que daria acesso ao pátio, coroada por seis merlões marcadamente manuelinos e cujo arco é coroado pelo escudo real e ladeado de rosetas...


Praça de Toiros
Conheça a História da Praça de Toiros de Almeirim


Rota do Vinho
Almeirim possui excelentes condições a nível geográfico e climatérico para que o vinho seja um dos seus principais produtos agrícolas.

 

Gastronomia


Sopa da Pedra - Receitas
Curioso/a para saber como se prepara este delicioso prato regional? Saiba a receita da Sopa da Pedra e como prepará-lo passo a passo.


A Lenda da Sopa da Pedra..
Tal como quase todos os costumes, tradições e também gastronomia regional, a Sopa da Pedra tem uma lenda associada....


Coscorões
Deitar a farinha com o fermento num alguidar, fazer um buraco ao meio, tipo vulcão, e colocar os ovos, as gemas, a raspa e o sumo de laranja, o vinho branco, sal e amassar ....


Massa à Barrão
Refogar em azeite e alho picado, a cebola ás rodelas e a folha de louro e pimentos em tiras.
Refrescar com vinho branco, adicionar o tomate ás rodelas

 

 
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Concelho de Almodôvar

A Visitar na Freguesia de Almodôvar


Igreja Matriz de Almodôvar

A escolha de Santo Ildefonso (monge e abade do mosteiro beneditino de Toledo, e depois bispo da mesma cidade, que viveu no século VII) como padroeiro da paróquia de Almodôvar constitui um interessante reflexo da presença da espiritualidade monástico - militar no Baixo Alentejo, difundida pelos freires da Ordem de Avis que seguia a Regra de São Bento.
Porém, a primitiva igreja matriz desta vila, pertencente em tempos ao padroado real, foi doada por D. Dinis, no ano de 1297, à Ordem de Santiago. Esta teve aqui uma das suas colegiadas, formada por um prior e três beneficiados.
O templo actual, traçado em 1592 pelo arquitecto Nicolau de Frias, constitui um exemplo muito elaborado da tipologia de “igreja-salão”, com três naves de quatro tramos cobertas de abóbadas, revelando grande sentido de unidade espacial. O desenho rigoroso da lanimetria, o ritmo da composição dos alçados e a própria atenção conferida ao tratamento dos pormenores, como as seis colunas toscanas em que assentam as arcarias de vulto perfeito, são bem reveladores do sentido de depuração classicizante atingida por este modelo nos finais do século XVI, em consonância com a austeridade da Contra-Reforma.
D. João V determinou uma remodelação parcial do edifício, assim descrita em 1747 pelo Padre Luís Cardoso: “porque a capela-mor se achava arruinada, e por sua pequenez fica imperfeito o edifício da igreja, que é o maior templo desta
comarca, foi Sua Majestade servido mandar pelo Tribunal da Mesa da Consciência, e Ordens, se derrubasse, e se fizesse regular ao restante da igreja, e se acrescentasse tribuna, que de presente se anda fazendo”. Estas obras vieram a ser completadas com a encomenda à oficina do entalhador eborense Sebastião de Abreu do Ó dos sumptuosos altares de talha dourada e policromada da nave, cuja riqueza denota pujança das diversas confrarias e irmandades da matriz.
Nos séculos XIX e XX realizaram-se outras intervenções de vulto que modificaram substancialmente a fábrica maneirista, a última das quais teve lugar na década de 1950. Data de então o painel de Severo Portela, representando o Baptismo de Cristo no Jordão, que ornamenta o baptistério.
A paróquia de Almodôvar conserva na igreja um importante acervo de alfaias litúrgicas, em parte oriundo do antigo Convento de Nossa Senhora da Conceição da mesma vila, que pertenceu à Ordem Terceira de São Francisco.

JOSÉ ANTÓNIO FALCÃO



Convento de Nossa Senhora da Conceição

Situado a este da vila, pertencia à Ordem Terceira de S. Francisco e foi fundado em 1680, por Frei Evangelista, lançando-se a primeira pedra a 2 de Setembro daquele ano. Todos os seus altares são de talha dourada, dos finais do século XVII e princípio do século XVIII. O tecto da capela-mor está pintado, esta capela tem ainda três quadros: um com o presépio e dois relacionados com o Casamento da Santíssima Virgem com S. José. Por baixo dos quadros existem dois extensos painéis de azulejos de cor, predominantemente azul. À entrada do templo está colocado um órgão de tubos, de estilo oriental. Esta igreja tem apenas uma pequena torre sineira, no frontispício.


Igreja da Misericórdia
Capelinha do Sr. do Calvário - Praça da República

Notável templo, erguido na Praça da República, o altar-mor é em talha dourada e, sobre a parede do mesmo altar, está pintado o escudo real. As paredes são revestidas de estuque e pintadas com temas decorativos, constituídos por flores enquadradas por cercaduras coloridas. Na face lateral do templo, voltada para a Praça da República, está uma capela dedicada ao Senhor do Calvário, de grandes e antigas tradições, restaurado por Severo Portela
Interessante também o imponente pórtico voltado para a Praça da República.


Museu Municipal Severo Portela jr.- (Pintura)

Situado na Praça da República foi outrora Paços de Concelho. Consta que, neste edifício, pernoitou D. Sebastião, aquando da sua passagem por Almodôvar, a 8 e 9 de Janeiro de 1573, em viagem pelo Alentejo e Algarve. Com a mudança dos Paços do Concelho para o Convento de S. Francisco foi, o primitivo edifício, transformado em cadeia. Actualmente, está instalado neste edifício o Museu Municipal, dedicado a Severo Portela, ao qual doou parte do seu espólio artístico.



Ermida de Santo António

Edifício do Séc. XVII , constituído por uma capela e o respectivo alpendre rasgado por arcos. Cobertura de duas águas sobre a nave e alpendre, o edifício foi alvo de restauro em 1986 pela DGEMN, tendo nessa altura sido substituídos os arcos transversais quebrados que apoiavam o telhado, tipo de apoio que se mantêm no alpendre. Existem no seu interior restos de frescos nas paredes.

Freguesia de Gomes Aires

Igreja paroquial de S. Sebastião
Monumento originário do Séc XVI, como documenta a fonte baptismal e o portal lateral, o edifício foi remodelado no Séc XVII, quando foi construído o retábulo-mor. Depois do terramoto os estragos levaram á recuperação da fachada principal e da torre sineira, de tradição tardo-barroca. O retábulo do altar é maneirista, merece especial atenção as quatro pinturas sobre madeira. De destacar o relógio de sol exterior que remonta a 1702.

Dólmen / Anta de Baixo;
Necrópole da Idade do Ferro - Antas de Cima;
Rio Mira - Colchão dos Mouros.



Sr.ª da Graça dos Padrões
Igreja paroquial de Sr.ª da Graça dos Padrões
Monumento do Séc XVI, o portal e a torre são de 1623, o altar da capela-mor é dos finais do Séc XVIII, de arquitectura tradicional Manuelina popular característica dos finais do reinado de D. Manuel. Destaca-se pelas pinturas murais da capela mor de características tardo-pombalinas, a nave interior é dividida em cinco tramos separados por arcos-diafragma ogivais, o baptistério é coberto em cúpula.



Freguesia de Rosário

Igreja paroquial de Rosário
Monumento construído provavelmente entre os séculos XVII e XVIII, de arquitectura religiosa, possui fachada ladeada por uma torre sineira. Fachada lateral direita e simples marcada pelos volumes da torre e da sacristia e por contrafortes com remates prismáticos. Interior de uma só nave, com 3 tramos separados por arcos transversais, quebrados, capela baptismal cupulada, aberta para a nave, por arco redondo sobre pilastras. Arco triunfal, em asa de cesto, sobre pilastras; capela-mor coberta por abóbada de berço, assente em cornija. Nas paredes encontra-se importantes pinturas morais de variada policromia;

Menir (Monumento Megalítico) - Monte Gordo.



Freguesia de Santa Clara a Nova

Igreja paroquial de St.ª Clara
Monumento provavelmente edificado entre os Séc. XVI e XVII, de realçar no seu interior os altares de talha barroca de cariz popular, a torre sineira foi remodelada no Séc XVIII como ilustra o traço arquitectónico do campanário, no exterior existe uma lápide comemorativa da sua construção;

Estação Arqueológica Mesas do Castelinho;

Museu Etnográfico e Arqueológico de Santa Clara a Nova;
O Museu Etnográfico e Arqueológico de Santa Clara -a- Nova tem como principal objectivo divulgar a todos as tradições, profissões e actividades rurais e tradicionais da freguesia de Santa Clara -a- Nova, através de uma série de objectos e ferramentas expostas.
Com efeito, numa visita ao museu podemos observar a actividade económica principal da freguesia - a agricultura, através dos objectos e processos agrícolas; as profissões tradicionais da freguesia, tais como: o abegão, a tecedeira, o sapateiro, o ferreiro, o barbeiro, o latoeiro e o alfaiate. Por outro lado, podemos também encontrar a venda/taberna, a escola, a casa do povo, a cozinha tipicamente alentejana e o forno, bem como o processo de fabrico do pão.
Encontra-se também no museu de Santa Clara -a- Nova uma sala dedicada à arqueologia, com algum do espólio encontrado na Estação Arqueológica das Mesas do Castelinho;

Miradouro / Moinho de Vento - Monte da Boa Vista;
Dólmen / Anta da Boavista.




Freguesia de Santa Cruz

Igreja Matriz de Santa Cruz
Construída no Séc. XVI este monumento, apresenta algumas referências a 1681 no lavabo da sacristia, o remate da torre sineira e a sacristia são do Séc.XVII. É um monumento Manuelino, constituído por três naves, a capela mor é coberta por uma abóbada estrelada, o portal manuelino está decorado com motivos naturalistas bem como os capitéis das colunas. As pinturas morais da capela-mor são seiscentistas e os esgrafitos renascentistas de grande qualidade. De realçar os retábulos de talha dourada de cariz barroca de grande qualidade;

Igreja paroquial de Santa Cruz
Monumento de cariz popular , com traços arquitectónicos bastante simples, provavelmente construído entre os finais do Séc XVII e inícios do Séc XVIII;

Igreja de Corte Figueira
Monumento do séc XVII de arquitectura simples, apresenta como principal referência o arco triunfal e o altar-mor, a cobertura da nave original de madeira foi substituída por uma placa de cimento;

Cascalheira - Praia Fluvial;

Palheiros de Veio (Estruturas primitivas circulares);

Monte Branco do Vascão.



Freguesia de São Barnabé

Igreja paroquial de S. Barnabé
O edifício original remonta ao Séc. XVI, embora com intervenções sucessivas nos Séc. seguintes, como é o caso do retábulo do altar do Séc. XVII e a torre sineira do Séc. XVIII. É um monumento de raiz Maneirista e Barroca popular. Com uma só nave a capela-mor é coberta por uma cúpula,e a torre sineira é de estilo barroco. De salientar o magnífico retábulo da capela-mor;

Igreja paroquial de Santa Susana
Construída provavelmente entre os Séc. XVI , (para a pia baptismal), e Séc. XVII (para os retábulos dos altares). É um monumento de estilo Maneirista e Barroco Popular de uma só nave, com cobertura em cúpula na capela-mor. Os altares são de talha dourada e policromada de arreigada tradição., interessante além dos alteres de talha, é o arco triunfal de estilo maneirista;


 

 
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Concelho de Alpiarça
Locais de interesse
:: Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça::.
A Casa dos Patudos que a imensidão da Lezíria engrandece, é o Museu que a Vila de Alpiarça abraça por entre o verde dos vinhedos e o sentir das Suas Gentes.


:: Praia Fluvial - Aldeia do Patacão ::.
A Aldeia do Patacão foi, em tempos, uma aldeia de pescadores com edificações palafíticas em madeira, construídas a pensar nas cheias de Inverno.


:: Reserva Natural do Cavalo do Sorraia ::.
Orgulhamo-nos de poder dizer que este é o único sítio da Internet dedicado exclusivamente a esta raça.


:: Vala Real de Alpiarça ::.
A Vala Real é um património natural e paisagístico de elevada riqueza e diversidade.


:: Monumentos ::.
A Casa dos Patudos -Museu de Alpiarça, é sem dúvida, em termos de monumentos, o ex-líbris de Alpiarça. No entanto, mais alguns monumentos se poderão visitar. Destacamos a Igreja Paroquial de Alpiarça, não esquecendo os mais recentes trabalhos do escultor Armando Ferreira, natural de Alpiarça, que através da sua obra muito tem contribuído para a divulgação do concelho.

 

 

 
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Concelho de Alter do Chão
Património

Castelo de Alter do Chão: Castelo residência mandado construir por D. Pedro I em 1359. Planta quadrangular com torres e cubelos cilíndricos coroado de ameias, coruchéus cónicos e portais góticos, torre de menagem quadrada. Pertence à Casa de Bragança e está classificado como monumento nacional.
Igreja da Misericórdia: Fundada no séc. XIV modificada nos séc. XVII/XVIII, interior de uma só nave, altar-mor em mármore de Estremoz, altares laterais de madeira com baldaquinos em talha dourada e pintada, arco do cruzeiro revestido por azulejos azuis e brancos, trabalhos em madeira entalhada é de salientar o pórtico. Serviu como Igreja Paroquial.

Capela de Santana: Edificada no séc. XVII, renovada no séc. XVII/XVIII, pinturas murais actualmente cobertas com cal.

Igreja de São Francisco: construída no séc. XVII, interior de uma só nave, altares em talha dourada, púlpito com grade de madeira torneada do séc. XVII, imagens do séc. XVI e finais do séc. XVIII, em madeira, pedra e terracota.

Igreja de Nossa Senhora da Alegria: Construída nos finais do séc. XVI, reconstruída no séc. seguinte, destaque para o pórtico de estilo renascença, decoração em massa. Pertenceu aos Convento do Espirito Santo, fundado pelos frades carmelitas descalços. Assenta sobre o que parece ter sido a primeira igreja que se edificou em Alter do Chão. o Convento está em ruínas. Frente á igreja um cruzeiro sobre dois degraus.

Igreja do Senhor Jesus do Outeiro: Edifício do séc. XVII/XVIII de proporções elegantes, o mais erudito barroco de Alter do Chão, portal em mármore de Estremoz, fachada de concepção classicizante, torre sineira de quatro faces, planta quase centrada, altar-mor e quatro altares laterais, decoração em azulejo, mármore, madeira dourada e policromada e em massa. Em termos de esculturas é de salientar a imagem de Nossa Senhora do Carmo, quanto a pinturas é de referir a tela setecentista representando Sant’ana.
Igreja do Convento de Santo António: Fundada em 1617 pelo Duque de Bragança D. Teodósio II, modificada no séc. seguinte. O interior é de uma só nave com azulejos, trabalhos em madeira pintada e entalhada, capela lateral mandada construir em 1784 por João Alves Barreto. As esculturas em pedra e madeira. Várias sepulturas brasonadas do séc. XVII/XVIII em massa. O edifício do Convento tem projecto de adaptação turística. Classificado como imóvel de interesse público.

Capela de Santo António dos Olivais: Construída no séc. XVI e mais tarde parcialmente reconstruída, dista 1 km da Vila de Alter do Chão. Interiormente Capela-mor, azulejo policromo do séc. XVII.

Palácio e Quinta do Álamo: Moradia brasonada mandada construir em 1649 por Diogo Mendes de Vasconcelos. Importantes alterações no séc. XVIII/XIX. edifício rectangular com larga fachada de dois andares com nove janelas de sacada de ferro forjado, com frontões alternadamente curvos e rectilíneos. Riqueza decorativa no interior com azulejos. Repartição de espaços conforme a época - piso térreo utilitário, residência no andar nobre. O portal, encimado pelo escudo de armas, que dá entrada para a quinta é da segunda metade do séc. XVIII. A quinta é típica desse século, destacando-se um pequeno tanque com decoração de alvenaria e o jardim de buxo. Foi adquirido pela Câmara Municipal, funcionando aí o Serviço Sócio-Cultural, com os seguintes serviços abertos ao público: Biblioteca, Sala de Exposições Temporárias e o Posto de Turismo.

Fonte da Praça da República (Fontinha): Mandada construir em 1556 pelo Duque de Bragança D. Teodósio I. Situada primitivamente noutro local do largo foi removida para o actual em meados do séc. XVII. Estilo renascença, é constituída por uma alpendrada em forma de cúpula dupla sustentada por três colunas, tudo em mármore de Estremoz. No interior os medalhões heráldicos dos Duques de Bragança (Armas de Portugal) e da Vila de Alter. As bicas e o tanque já não são da construção primitiva. Classificado como imóvel de interesse público.

Chafariz da Barreira: Mandado construir pela Cãmara Municipal em 1799, junto à entrada principal do Castelo, estilo barroco. Interessante trabalho de alvenaria ao gosto popular, com trabalhos em massa, escudos com brazão de Portugal e de Alter. Tem 2 bicas laterais jorrando de pirâmides recortadas. Foi removido no inicio dos anos 60, do local primitivo para o Largo "Os Doze Melhores de Alter".

Chafariz dos Bonecos: Mandado construir pela Câmara Municipal em 1799. Semelhante ao Chafariz da Barreira, mas mais complexo, tinha nas extremidades e no coroamento cinco pequenas esculturas que lhe deram o nome, das quais resta parte de uma delas Escudo com as armas de Portugal e de Alter, em baixo relevo e muito obstruído por cal presume-se que seja a efingie do Príncipe Regente D. João. Tanque rectangular e 2 bicas laterais, interessantes trabalhos em massa.

Pelourinho: Construído no 1º. quartel do séc. XVI, estilo manuelino, composto de coluna torsa, com decoração vegetalista. Monumento Nacional. Estação Arqueológica de Ferragial D’El Rei: Ruínas romanas, imóvel de interesse público.

Igreja Matriz: Séc. XX - Arquitectura "Estado Novo"

Coreto: Princípios do Séc. XX

Janela Manuelina: Séc. XVI

Castelo de Alter Pedroso: Construído no séc. XIII, doado por D. Afonso III aos Cavaleiros de Avis, reconstruído por D. Dinis e destruído por D. João D’ Áustria em 1662. De traça primitiva só resta um portal gótico, partes de muralha em ruínas e a porta da Capela de S. Bento no interior. Imóvel de interesse público.


Igreja Paroquial de Alter Pedroso: Fundada no séc. XV, dedicada a Nossa Senhora das Neves, alterada do séc. XVII. Interior de uma só nave, altar-mor em talha dourada, portal e torre de raiz medieval. No altar-mor, retábulas e imaginária. Trabalhos em massa decorando o interior do templo.

Ponte de Vila Formosa: Construída pelos romanos nos finais do séc. I, início do séc. II D.C. sobre a Ribeira de Seda, na Estrada que liga Alter do Chão a Chança e Ponte de Sôr. Construída em grossa cantaria aparelhada e almofadada. Consta de 6 arcos iguais entre si e compostos nas frentes por trinta e três aduelas e cinco olhais em forma de pórtico. Monumento Nacional.

 

 


 
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Alvito Manuelino


" Alvito é uma curiosa vila Alentejana que conserva quase intactas as suas construções manuelinas, entre as quais avulta o castelo maciço e imponente. Foi povoação de algum relevo e ponto de referência bastante nomeado do Alentejo, servindo até o seu topónimo para distinguir, de outras vilas do país, as de Viana e de Vila Nova da Baronia, porque tanto uma como a outra foram antigamente mais conhecidas por Viana de a par de Alvito e Vila Nova de Alvito.


Apesar de tão velho uso, que muito divulgou o nome da povoação, do aspecto arquitectónico do castelo e do grande número de peças quinhentistas dispersas pela vila, que embelezam as portas e janelas do seu modesto casario e reflectem o acentuado empenho que então houve em adoptar nas construções a feição manuelina, ligeiras são as referências que os cronistas e escritores até hoje lhe fizeram.


Merece, porém, que se lhe consagrem uns momentos de atenção pelo cunho característico da sua arquitectura, embora sumária e muito sóbria, mas cuja forma decorativa reveste um aspecto especial nesta vila afastada e tão pequena”.


In A Arte Manuelina na Arquitectura de Alvito, de Luiz de Pina Manique, 1949.


O Município de Alvito aprovou em Outubro de 2007, um Programa de Requalificação de Portais Manuelinos, que prevê a substituição, reparação ou conservação de portas ou janelas instaladas em portais manuelinos ou de reconhecido interesse patrimonial.

 

A Rota de Sant’Águeda


O Percurso dá a conhecer uma das mais belas regiões da planície Alentejana.


Vila Nova da Baronia, freguesia do Concelho de Alvito, apresenta passeios e história dignos de registo.


A Praça da República, com o seu Pelourinho, é o ponto de partida para este percurso, que concilia a paisagem humanizada e o património edificado, com a paisagem natural e o património rural.


Destacam-se ainda no centro histórico, alguns monumentos como a Capela de Nª Sr.ª da Conceição e a Igreja Matriz de Nª. Sr.ª da Assunção.


A paisagem de planície vai depois apresentado as suas surpresas e particularidades: trilhos com sombras e riachos, veredas com rouxinóis, garças, peneireiros e coelhos, caminhos com alecrim e rosmaninho e algum sobro e azinho.


O ponto culminante do percurso é a seiscentista Ermida de Santa Águeda (que dá nome a esta Rota). Neste local, somos convidados a momentos de aprazível repouso em harmonioso convívio com o edifício religioso e com a paisagem envolvente

 

Rota do Fresco

" O Projecto Rota do Fresco pretende democratizar o acesso ao património cultural e natural do Alentejo e promover o seu conhecimento.

Para isso, foram criadas diferentes Rotas e Experiências temáticas subordinadas à matriz da pintura mural alentejana – os “frescos” – nas quais pode aceder a património arquitectónico usualmente fechado, assistir ao vivo às tradições etnológicas, provar a gastronomia regional e perceber a paisagem envolvente.

Consulte as Rotas e Experiências existentes, lembrando-se que também construímos percursos especialmente à sua medida.

O Projecto Rota do Fresco abrange os concelhos de Alvito, Cuba, Portel, Viana do Alentejo e Vidigueira e crescerá, em breve, para Beja e Évora."

 

 
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Concelho de Arraiolos
Arraiolos terra dos tapetes é ainda os séculos de história bordados à mão por gerações e gerações de bordadeiras que fizeram chegar até aos nossos dias o nosso mais genuíno artesanato o “Tapete de Arraiolos”.

Cunha Rivara, historiador Arraiolense, na sua obra “Memórias da Vila de Arraiolos”, depois de se referir à nobreza e antiguidade de Arraiolos, bem como a alguns aspectos históricos da sua origem, afirma: “... seja como for, tenho por certo que em princípios do século XIII já havia povoação no sítio de Arraiolos...”
Certo é também que a abundância de vestígios relacionáveis com o final do Neolítico ou mesmo com o calcolitico são um sinal de uma significativa ocupação humana a partir do IV Milénio A.C. e, provavelmente, “na proto-História, o grande local de habitat corresponderia já à actual elevação onde se localiza o Castelo de Arraiolos".

É ainda Cunha Rivara que nos transmite as referências do padre António de Carvalho da Costa, na Corographia Portugueza (tomo2º Pág 525) e do Padre Luís Cardoso no Diccionario Geographico (tomo 1º pág. 590) onde atribuem a fundação de Arraiolos a Sabinos, Tusculanos e Albanos, ocupantes que foram da cidade de Évora antes de Sertório e deram o governo de Arraiolos ao capitão Rayeo, nome grego.
Deste nome, parece ter então derivado o nome da nossa vila, já que o nome Rayeo se foi denominando Rayolis, Rayeopolis, Arrayolos e hoje Arraiolos.
Porém, é em 1217 com a concessão do termo de Arraiolos pelo rei D. Afonso II, ao Bispo de Évora D. Soeiro e ao cabido da Sé da mesma cidade, que se inicia um novo capitulo da nossa história.
Em 1290, Arraiolos recebe o 1º Foral, de D. Dinis, e o mesmo monarca manda edificar o Castelo em 1305, sendo que no dia 26 de Dezembro de 1305 o Concelho representado por João Anes e Martim Fernandes, outorgou com com o Rei o contrato para a sua feitura.
Arraiolos foi condado de D. Nuno Álvares Pereira - 2º conde de Arraiolos - a partir do ano de 1387. Antes de recolher ao Convento do Carmo em Lisboa, o Condestável do reino, permaneceu aqui longos períodos da sua vida.

Em 1511 recebe Foral novo de D. Manuel.
Ao longo dos anos foram muitas as alterações do seu território, tendo limites administrativos definidos a partir de 1736, sofreu, entretanto, várias alterações:
- Inclusão no distrito de Évora (1835) ; Anexação do concelho de Vimieiro (1855) ; Anexação do concelho de Mora (1895) ; desanexação do concelho de Mora (1898).
Situado no interior sul do país, na vasta região alentejana , Arraiolos é hoje um concelho com 684,08Km2, para uma população de 7616 habitantes (censos de 2001) distribuídos por 7 freguesias: Arraiolos, Vimieiro, Igrejinha, S. Pedro da Gafanhoeira, Sabugueiro, S. Gregório e Santa Justa.

ARRAIOLOS TERRA DOS TAPETES é ainda os séculos de história bordados à mão por gerações e gerações de bordadeiras que fizeram chegar até aos nossos dias o nosso mais genuíno artesanato o “Tapete de Arraiolos”.
A referência escrita mais antiga que até hoje é conhecida está no inventário de Catarina Rodrigues, mulher de João Lourenço, lavrador e morador na herdade de Bolelos, termo de Arraiolos, onde, pelo ano de 1598, é descrita a existência de hum tapete da tera novo avalliado em dous mill Reis.
Certo é ainda que as escavações arqueológicas realizadas na Praça Lima e Brito no inicio do Séc. XXI, sob a responsabilidade da Arqueóloga Ana Gonçalves, sem prejuízo de uma investigação mais pormenorizada, induzem o inicio da produção de tapetes em Arraiolos para uma fase anterior ao Séc. XV.
O concelho, a par da riqueza da sua paisagem, é detentor de um vasto património edificado que a Câmara Municipal tem procurado preservar e valorizar.
Deste conjunto destacam-se diversos monumentos nacionais e outros imóveis, nomeadamente:
Templo Romano - Santana do Campo
(Ruínas Romanas de São João do Campo*)
Cronologia : Séc. 2 / 3 d. C. - templo romano cujas ruínas ficaram incorporadas na cabeceira da Igreja; Séc. 15 - fundação do templo cristão, deduzida do vestígio mais antigo, imagem da padroeira (ESPANCA, 1975); 1534, após - reforma geral do templo cristão; 1715 - data aposta no dintel do pórtico, correspondente a reforma integral da fachada e interior.

Bibliografia : PREREIRA, Gabriel, Antiguidades Romanas em Évoa e seus Arredores in Estudos Eborenses, Évora, 1891; CORREIA, Vergílio, Monumentos e Esculturas, Coimbra, 1924; ALARCÃO, Jorge, Portugal Romano, Lisboa, 1973; ESPANCA, Túlio, Inventário Artístico de Portugal-Distrito de Évora, Vol. 8, Lisboa, 1975; ALARCÃO, Jorge, Roman Portugal, London, 1988.

Observações : *A designação está incorrecta. Não se conhece qualquer afectação do lugar ao topónimo São João de Campo. Chamou-se primitivamente Santana da Franzina e agora Santana do Campo.

 

 

 
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Concelho de Arronches
Igreja Matriz : Situada junto aos Paços do Concelho e da Misericórdia, a Igreja Matriz, do orago de Nª. Srª da Assunção substituiu, em meados do século XVI, o antigo templo gótico de 1236, do padroado Mosteiro de Santa Cruz, de Coimbra. Do século XIII, cujas fundações são atribuidas a São Teotónio, prior de Santa Cruz de Coimbra. A fachada teve de ser reerguida após o terramoto de 1755. É um templo gótico de três naves com abóbodas sustentadas por seis colunas. A entrada tem um pórtico renascentista e um arco redondo lavrado e decorado com esculpidos.

Igreja da Misericórdia : A capela da Santa Casa da Misericórdia é um edifício simples da metade do século XVI e que está situada à esquerda da Igreja Matriz. O pórtico é de cantaria quinhentista e o interior de uma só nave de abóbodas com nervuras.

Igreja de Nossa Sr.ª da Luz : Fundada no séc.XVI, em 1570, por Fr. Francisco da Ressurreição e Fr. Hilário de Jesus, religiosos Agostinhos calçados, e posteriormente vendido a particulares no século XIX.

Convento da Nossa Srª da Luz : Data de 10 de Janeiro de 1570 a carta enviada por D. Sebastião a D. André de Noronha, bispo de Portalegre onde ordena que se construa um mosteiro da ordem de Santo Agostinho na vila de Arronches. É também o bispo de Portalegre, D. André de Noronha, quem manda o vigário Cristóvão Falcão doar a ermida da Nossa Senhora da Luz a frei Diogo de S. Miguel, provincial da ordem de Santo Agostinho.

Igreja do Espiríto Santo : Não existem estudos específicos, no que diz respeito à sua fundação e evolução na própria dinâmica da vila. Encontra-se actualmente num estado de degradação bastante elevado.

Igreja de Nª Sª da Graça (Mosteiros) : Esta magnífica igreja está situada nos arredores da Freguesia, esta pequena mas bela igreja destaca-se acima de tudo pela sua espectacular simplicidade arquitectónica.

Igreja de Nossa Senhora da Esperança : Na Freguesia da Esperança a sua Igreja sobressai da Homogeneidade do casario. É um templo do século XVIII. Possui um retábulo renascentista em madeira policromada.



Igreja de Santo António: Situada junto à estrada de Campo Maior, praticamente integrada na nova zona habitacional do Bairro de Sto António, propriedade de particular, de uma só nave com frescos de grande qualidade e em óptimo estado de conservação, portal de granito.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário : É uma pequena construção muito típica da igreja rural do século XVII. Fica situada a 5 KM de Arronches, junto à via férrea. O pórtico tem a verga lavrada com motivos geométricos. A fachada é ladeada por dois cunhais de pedra talhada e rematados por pirâmides.

Igreja de S. Bartolomeu : É um pequeno templo do tipo característico da igreja rural do Alto-Alentejo, construído possivelmente nos fins do século XIV ou começo do século XV. Da traça primitiva, de carácter muito arcaico, conserva apenas o portal, de granito, com arco de volta perfeita assente sobre duas colunas com capitéis largos. A pequena sineira, ao centro da fachada, imprime uma relativa importância ao edifício.

Igreja de Santo Isidro : Fica situada na margem direita do rio Caia, a 3 Km, su-sudeste de Arronches, detém algumas pinturas nas paredes, encontrando-se totalmente em ruínas.

Igreja de Santa Luzia : Fica situada na margem direita da ribeira de Arronches, é propriedade de particulares, encontra-se transformada em casa de habitação, detendo cerca de quatro fogos. Completamente alterada, quer a sua fachada quer a fisionomia global, devido a diversas portas que abriram e chaminés que sustenta. O estado de conservação é razoável, todavia não para o fim para que fora destinada.

Ermida do Rei Santo : Situa-se no cume da serra do Monte Novo, perto do lugra da Nave Fria, de pequeno porte serve unicamente para o culto, na romaria do mesmo nome, que ali se realiza quinze dias após a Páscoa. Encontra-se virada a Sul. Tem uma só nave e um pequeno átrio de acesso, está completamente caiada de branco apresentando um simples altar de que sobressai o tecto de forma de abóboda.

Ermida do Monte da Venda : Situa-se numa pequena elevação do lado direito da estrada de Portalegre, a 8 Km a Noroeste da vila de Arronches, mantém a traça original e é rica em frescos na abóboda, pouco mais se conhece pois encontra-se pouco estudada.

Fonte de Elvas : Actualmente situa-se no jardim junto ao Convento de Nossa Senhora da Luz, mas outrora encontrava-se na parte Sul da Vila num caminho que vai para os montados e assim chamada por estar virada para o lado de Elvas. Construida em mármore branco preserva as características dessa época.

Fonte do Vassalo : Uma construção do Sec. XVIII encimada pelo escudo de Portugal, com dois paineis de azulejos retratando cenas da vida agricola e os lazeres da fidalguia. Construida nos subúrbios da Vila, é de alvenaria e granito no gosto clássico da época.

Paços do Concelho : A casa nobre do lado direito da Igreja Matriz é o edifício dos Paços do Município, construído no séc. XVI, conserva ainda a traça primitiva, apesar das modificações que lhe foram introduzidas no séc. XVII e XVIII, e mais recentemente neste século.

Ponte do Crato : Atravessa o rio Caia e serve a estrada que vai para o Assumar, data do séc. XV e compõem-se de seis arcos de volta redonda construídos em grossa alvenaria com silhares e aparelhos de granito em blocos talhados.

Fortificação Abaluartada : No caso da vila de Arronches, é utilizada a designação de Fortaleza com aqueles dois sentidos, se assim o podemos entender. De facto, todo o aglomerado medieval se encontra no interior da fortaleza e, é delimitado pelo próprio contorno da Fortificação Abaluartada.

Torre Medieval do Castelo : Desta magnífica e grande Torre podemos apenas observar o seu exterior, isto porque não tem acessos ao seu interior. O antigo castelo mandado reedificar por D.Dinis, em 1310 foi o que deu origem a este deslumbrante monumento.


Abrigo Paleolítico : É na freguesia de Esperança que se encontram alguns dos mais notáveis conjuntos de pinturas rupestres existentes em Portugal. Há abrigos de pinturas na serra dos Louções e na serra da Cabaça, na encosta sul, a leste de Esperança e a cerca de 400 metros da estrada que liga esta aldeia a Monte Novo e Nave Fria. As suas grutas encerram um património arqueológico de valor inestimável, reconhecido pelos especialistas e traduzido em pinturas na generalidade monocromáticas, de tons vermelhos, traço esquemático, com cerca de 3.000 anos, e reproduzindo silhuetas antropomórficas e zoomórficas, desenhos de mãos e outros sinais.

Necrópole do Baldio : Situa-se na herdade do Zambujal a 9,5 Km de Arronches, a 200m da margem esquerda do Rio Caia e é composta por 5 sepulturas escavadas em pedra de granito.

Monumentos Megalíticos (Antas) : As antas dos Fartos e das Sarnadas, encontram-se em melhor estado de conservação uma vez que os esteios se encontram em pé, faltando na primeira o chapéu e na segunda este está caido por trás do monumento. Nestas duas antas, ainda que seu estado de conservação não seja o ideal, é possível obsevar a câmara.

 
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Concelho de Avis
O Museu
O Museu Municipal de Avis - Etnografia e Arqueologia está instalado na sala do Capítulo do antigo Convento de São Bento de Avis desde o final da década de 80 do século XX .

Do seu acervo fazem parte peças recolhidas pelos funcionários do Município e pelo Artesão local, António Bonito, bem como peças doadas pela população. Este acervo é composto por três núcleos: arqueologia, artesanato e etnografia.

Em Novembro de 2003 teve início a sua remodelação, que permitiu a sua reabertura a 18 de Setembro de 2004 com a inauguração dum Ciclo de Homenagem ao pintor local Ângelo Paciência com as exposições “A Arte no Vosso Lar” e o “Homem e a Terra”. Numa primeira fase a política museológica do museu passa pela manutenção de exposições temporárias o que permitirá mostrar alguma da diversidade do acervo. Assim sendo, após o Ciclo de Homenagem a Ângelo Paciência foram realizadas mais duas exposições: uma de artesanato “O Trabalho das Mãos” a outra de etnografia “ Ofícios dos nossos Avós”.

Dentro da vertente pedagógica, para além das visitas guiadas, foi criado o Ciclo “Vamos ao Museu”, no qual se irão integrar um conjunto de iniciativas, a primeira das quais intitulada Atelier dos Ofícios. Este decorreu em conjunto com a exposição “Ofícios dos nossos Avós”, e contou com a colaboração de vários habitantes locais representantes de antigas profissões como agricultor, barbeiro, costureira, ferrador, marceneiro, pastor, pedreiro/adobeiro, sapateiro e tosquiador, que estão cada vez mais esquecidas. Estiveram ainda envolvidas no projecto, as escolas pré primarias e básicas do Concelho num total de 300 crianças.



.Em Exposição...

" O Ofício de Aferidor"
De 20 de Outubro de 2008 a 11 de Outubro de 2009

A exposição “Ofício de Aferidor” permite ao visitante deste espaço museológico, descobrir os instrumentos e os equipamentos inerentes à profissão de aferidor de pesos e medidas, muitos dos quais, hoje em dia estão em desuso.
O espólio agora exposto era parte integrante da antiga oficina dos diferentes aferidores municipais.

O comércio é uma das mais antigas actividades humanas, desde sempre ouve necessidade de se fazerem trocas comerciais. Cada civilização desenvolveu o seu sistema de pesos e medidas, as primeiras tiveram o próprio corpo humano como base, exemplo disso são as polegadas e os palmos.

O primeiro sistema de medição que temos registo em Portugal foi o romano logo seguido do árabe, mantendo-se os dois no entanto em simultâneo, o que fazia com que existisse grande variedade de pesos e medidas.

Nos primeiros tempos da nacionalidade haviam inúmeros pesos e medidas que diferiam de região para região. D. Afonso IV foi o primeiro a tentar uniformizar as medidas do reino. No entanto, até ao século XIX vários sistemas métricos foram usados em Portugal, cruzando influências romanas, árabes e europeias. Com a publicação a “13 de Dezembro de 1852 do decreto com força de lei que estabeleceu em Portugal o sistema legal de pesos e medidas adoptado em França”(1) passamos a reger-nos pelo sistema métrico decimal.

Associada aos pesos e medidas, surgiu em Portugal, a profissão de aferidor de pesos e medidas afim de fiscalização e controlo metrológico. A aferição é uma profissão pouco visível, mas bastante presente no nosso quotidiano. É graças a essas medições que temos a certeza de que não estamos a ser enganados nas trocas comerciais.

Em Portugal “em 29 de Dezembro de 1860, foi decretado o serviço de aferição nos concelhos do país e em 7 de Março de 1861, o respectivo Regulamento confirmado pelo decreto de 1 de Julho de 1911.”(2)

A profissão de aferidor requer todo um universo de saberes, procedimentos, instrumentos e medidas padrão. Hoje em dia, devido à evolução tecnológica, não existem em todos os municípios aferidor, no entanto até à década de 90 do século passado em quase todos os municípios havia uma aferidor Municipal encarregue de aferir e conferir todos os instrumentos de pesar e medir existentes no Concelho.

Os aferidores de pesos e medidas eram nomeados pelas Câmaras Municipais. Estes tinham como função aprovar ou reprovar os instrumentos de precisão e trabalhavam tanto na oficina como faziam serviços externos. As medidas e os instrumentos de medição tinham que ser aferidos e conferidos todos os anos.

No concelho de Avis “a aferição de todos os instrumentos de pesar e medir será feita normalmente nos meses de Maio a Julho, e a conferição nos meses de Novembro e Dezembro de cada ano, podendo uma e outra prolongar-se por um mês para as povoações fora da sede de concelho”.(3)

Em Avis, os primeiros registos encontrados até à data, que mencionam a existência de um aferidor municipal de pesos e medidas remontam a 1928, tendo esta profissão existido no Concelho até ao final da década de 80 do século XX .

1) In “ Padrões Prototipos Systema Metrico Decimal”
2) In Manual do Aferidor – António Miguel, 1950
3) In Artigo 19 - Câmara Municipal do Concelho de Avis - Posturas sobre pesos e medidas de 1952.

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.Exposição Permanente

Memórias de outros tempos

Memórias de outros tempos é uma exposição temporária de longa duração que, através de três pequenos núcleos expositivos, pretende levar o visitante a recuar alguns anos atrás e viver ou reviver o que foram as vivências de grande parte do Alentejo no que diz respeito ao trabalho do campo e á típica habitação Alentejana.
Esta exposição é ainda composta por um pequeno núcleo dedicado à marcenaria. Este núcleo resulta da última grande doação feita ao Museu por parte do Mestre Marceneiro Artur Azedo.

O Trabalho Agrícola

Os campos cultivados e os trabalhos agrícolas marcaram profundamente a História Local. Durante anos a população viveu quase exclusivamente da agricultura.

Neste concelho, profundamente rural, os recursos económicos assentavam de uma maneira geral na produção e comércio de cereais, azeite e cortiça e na criação de gado.

O árduo trabalho do campo estabelecia o ritmo da vida local, onde as jornas de trabalho tinham como companheiro o sol que ditava o ritmo da lida.

O ciclo do trabalho da terra, sementeiras, monda, ceifa, colheita e debulha ocupava as populações durante todo o ano. Havendo mesmo a necessidade de contratar pessoas de outras localidades pois, a mão de obra local não bastava para certo tipo de actividade como é o caso da ceifa.

Em Portugal o desenvolvimento da agricultora deu-se somente a partir do final da década de 40 do século XX. No entanto, até bastante tarde as alfaias agrícolas tradicionais foram utilizadas, sobretudo nas pequenas explorações familiares.

As alfaias agrícolas tradicionais eram geralmente feitas localmente e adaptadas a cada trabalhador. O caso das enxadas é disso exemplo, os seus cabos eram adaptados à altura da pessoa.

Nos últimos 30 anos, a agricultura perdeu peso na economia e na sociedade, mas foi sem sombra de dúvida, uma das actividades que mais marcou o povo Português durante gerações.

Este decréscimo ficou a dever-se por um lado ao aparecimento de máquinas agrícolas cada vez mais sofisticadas e por outro, devido a importação de produtos do estrangeiro.

A Habitação Alentejana
O povoamento no Alentejo tem uma característica muito particular que se prende, desde logo, com os inícios da nacionalidade e o período da reconquista cristã.

A região do sul do país não era povoada, o que levou os nossos reis a doarem grandes domínios a nobres ou a grandes ordens religiosas, como foi o caso da região onde se situa hoje Avis, que por volta de 1211 foi doada por D. Afonso II aos Freires de Évora. Tendo esta Ordem, anos mais tarde, dado origem à extinta Ordem de São Bento de Avis.

As populações viviam nos aglomerados urbanos (vilas ou aldeias) ou dispersas nos montes.

No que se refere à habitação tipicamente Alentejana, ela é constituída apenas por um piso térreo. As casas nas zonas rurais de piso térreo, têm poucas janelas e dimensões reduzidas. No entanto, as casas das aldeias devido a questões de espaço podem ter dois ou mais pisos. Nestas casas, devido à dimensão da fachada não existem janelas, apenas uma porta com um postigo.

As casas eram rebocadas e caiadas no interior e exterior, de branco ou com cores vivas.

A divisão principal da casa é a cozinha que funcionava ao mesmo tempo como sala de estar e de trabalho. Uma das principais características deste tipo de construção é a enorme chaminé de chão, onde as pessoas cozinhavam e se aqueciam. As cozinhas possuíam nichos, poiais e prateleiras bem como mobília simples (cadeiras de madeira com assentos de palha entrançados bancos, mesas, arca).

No que se refere aos montes, tão característicos na região e dispersos pela paisagem. Estes podem, segundo Ernesto Veiga de Oliveira e Fernando Galhano “ser casas solarengas; às vezes com dois ou três andares, com terreiro e pátio murado, até casas térreas mais ou menos modestas e pequenas, ajustadas às necessidades das lavouras respectivas, ou apenas para habitação de ganadeiros, guardas ou pastores.”(1)

Podemos assim dizer, e de um modo geral, que uma das características principais da arquitectura tradicional no Alentejo é a chaminé de chão na cozinha.

(1) - OLIVEIRA, Ernesto Veiga de ; GALHANO Fernando - Arquitectura Tradicional Portuguesa; Publicações Dom Quixote; Lisboa; 2000

O Marceneiro
Alterações sociais e económicas promoveram o desaparecimento de muitos marceneiros. De facto, actualmente, a maioria dos móveis são feitos em série e quando estes se estragam deitam-se fora e adquirem-se outros.

O marceneiro emprega grande número de ferramentas que se podem dividir em cinco grandes grupos que se prendem com a sua função: medir e marcar; cortar; perfilar e polir; perfurar e percutir e extrair. Possui ainda inúmeros acessórios e produtos para diversos fins.

No grupo das ferramentas de medir e marcar existem o metro, a régua, o compasso, o graminho e a suta. Nas ferramentas de corte, os serrotes, as serras, os formões, o guilherme e o corteché. A lima, a lixa, a grosa e o raspador pertencem à categoria de perfilar e polir. O berbequim manual, o arco de pua e a verruma integram o grupo das ferramentas de perfurar. O martelo e o alicate estão incluídos nas ferramentas de percussão e extracção.

Um bom marceneiro tem que conhecer todas estas ferramentas que estão ao seu alcance e possuir boas bases de desenho à vista e geométrico. Um trabalho de marcenaria começa por marcar, traçar e serrar a madeira.

Para além da tarefa de executar novas peças, o marceneiro também restaurava aquelas que se iam deteriorando com o uso e a passagem do tempo.


 
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Locais de interesses turistico

Núcleo Visigótico do Museu Regional de Beja/Igreja de Santo Amaro
Monumento Nacional
Localiza-se próximo do castelo mas na zona extra-muros. Trata-se de uma igreja basilical, cuja fundação remonta à Alta Idade Média. Apesar de ter sofrido diversas alterações ao longo dos séculos conserva ainda parte da nave central.
Actualmente acolhe o Núcleo Visigótico do Museu Regional de Beja, cuja colecção de elementos arquitectónicos constitui o mais importante conjunto conhecido no território nacional. A sua existência justificou a classificação da cidade de Beja como capital do Visigótico em Portugal.

Castelo de Beja

Monumento Nacional
A sua reconstrução iniciou-se durante o reinado de D. Afonso III, a torre contudo seria terminada no reinado de D. Diniz. A Torre de Menagem constitui um dos melhores exemplos da arquitectura militar portuguesa. Divide-se interiormente em três andares, cujas salas são decoradas. Na sua parte exterior realçam-se a janela geminada, a janela de ferradura de tradição mudejar e um balcão circundado de matacães.

Salienta-se a particularidade desta torre ser construída em mármore.

Museu Regional de Beja/Convento de Nossa Senhora da Conceição

Monumento Nacional (apenas a Igreja)

O Convento de Nossa Senhora da Conceição foi concluído por ordem dos primeiros duques de Beja, D. Fernando e D. Brites, pais da Rainha D. Leonor e do Rei D. Manuel. Sob o protectorado destes nobres foi um dos mais ricos conventos do Sul do país.

Nos finais do século XIX e inícios do século XX, a cidade de Beja foi palco de grandes destruições patrimoniais; deste antigo convento sobreviveu apenas a igreja, o claustro, a sala do capítulo e divisões adjacentes.

Presentemente encontra-se ali instalado o núcleo central do Museu Regional de Beja (Museu Rainha D. Leonor) cujo espólio é composto por importantes colecções, destacando-se as de ajulejaria, arte sacra, pintura e arqueologia.

Consulte a página oficial do Museu Regional de Beja

Igreja da Misericórdia
Monumento Nacional
A Igreja da Misericórdia foi construída no séc. XVI. Trata-se de um exemplo ímpar da arquitectura renascentista de forte influência italiana, inspirada na famosa Loggia da cidade de Florença, sobressai a sua colunata sobre planta quadrada. Foi inicialmente projectada para açougues, contudo o seu impacto foi tão forte que rapidamente se considerou ser demasiado nobre para funcionar como mercado, adaptando-se rapidamente o edifício a igreja.
O seu mecenas foi o Infante D. Luís, terceiro Duque de Beja, que continuaria a obra de seus ancestrais, enobrecendo a cidade de Beja e dotando-a de importantes espaços.

Convento de S. Francisco
Monumento Nacional (Capela dos Túmulos)
Situado fora das Muralhas, junto à antiga via que ligava Beja a Mértola, foi fundado no século XIII. Sofreu profundas alterações sobretudo no século XVIII, que praticamente lhe imprimiram o seu aspecto actual. De destacar a singularidade da Capela sua dos Túmulos, a Cisterna, as pinturas da Sala do Capítulo e o Coro Alto
Actualmente faz parte da rede da ENATUR - Pousadas de Portugal.
Monumento Nacional (Capela dos Túmulos).

Colégio dos Jesuítas
Quem entra na cidade de Beja proveniente de Serpa, rapidamente observa este enorme edifício que marca a malha urbana.
Iniciaram-se as obras deste colégio no século XVII, mas, em 1759, a ordem jesuíta seria expulsa de Portugal, interrompendo-se a sua construção. Em 1770, por ordem do rei D. José, seria reinstaurado o bispado de Beja, sendo nomeado para este cargo D. Frei Manuel do Cenáculo. Em 1777 recomeçam as obras no sentido de recuperar o conjunto para Paço Episcopal. Com a chegada do novo bispo formou-se um dos mais importantes círculos intelectuais do sul do país. Entre outras actividades por ele desenvolvidas, destaca-se a recolha de uma extraordinária colecção de arqueologia, integrando actualmente alguns dos deus exemplares o acervo do Museu Regional de Beja.
Actualmente funcionam ali o Quartel da Guarda Nacional Republicana e a Universidade Moderna.
Arco Romano/ "Portas de Évora"

Monumento Nacional
O arco romano encontra-se anexado ao Castelo. Trata-se do único exemplo existente que testemunha a aplicação do modelo de cidade ideal romana, e que consistia na intersecção de duas vias principais orientadas no sentido Oeste - Este e no sentido Norte - Sul. A aplicação deste sistema resultava num espaço urbano geometricamente organizado. As Portas de Évora inseriam-se no eixo Oeste- Este.

Janela Manuelina
A janela manuelina da Rua Afonso Costa (ou Rua das Lojas) trata-se de um dos melhores exemplos deste estilo existente em Beja. A janela originalmente pertenceu a um edifício nobre que, infelizmente, foi destruído, sendo posteriormente colocada na actual casa.

Hospital da Misericórdia/ Hospital de Nossa Senhora da Piedade
Monumento Nacional
Mandado construir pelo rei D. Manuel, foi um dos primeiros hospitais de estilo manuelino a ser construído em Portugal. Posteriormente, passaria para a Santa Casa da Misericórdia.
Destacam-se a fabulosa enfermaria decorada com arcos em ogiva, o claustro, a capela e a pequena farmácia.
Actualmente funciona como Instituto Superior de Serviço Social.

Igreja de Santa Maria
Imóvel de Interesse Público
É uma das mais antigas igrejas de Beja e, segundo alguns autores, terá funcionado primitivamente como mesquita. Trata-se de um dos melhores exemplo do gótico alentejano. Preserva a estrutura gótica da ábside, sendo de realçar, ainda, a galilé, os altares barrocos e a "Árvore da Vida", representada numa capela lateral.

Janela de Mariana Alcoforado

O Convento de Nossa Senhora da Conceição foi cenário da grande paixão de Mariana Alcoforado, a presumível autora das "Lettres Portugaises".
Pode visitar-se, no Museu Regional de Beja (convento de Nossa Senhora da Conceição) a famosa janela referenciada numa das suas cartas, através da qual sentiu, pela primeira vez, os efeitos da sua paixão avassaladora, pelo cavaleiro Noel Bouton, mais conhecido como Marquês de Chamilly.

"Passo" da rua da Ancha
Na rua da Ancha pode ver o altar que aí existe, constituído por uma mesa de altar, espaço reservado à pintura dos Passos e frontão encimado de cruz.
Trata-se de um "Passo" feito por António Nobre em 1675, retratando um dos episódios da Paixão de Cristo desde a condenação até à morte no Calvário.
Estes "Passos" ou pequeninas capelas serviam de local culto para os católicos que percorriam a via sacra, nove "Passos", como símbolo do sofrimento de Jesus.


Pelourinho de Beja

O pelourinho terá sido mandado construir por D. Manuel após a concessão do foral da Leitura Nova em 1521. À semelhança de outras obras régias da época, também neste pelourinho figuram os emblemas deste monarca, esfera armilar e cruz de Cristo em ferro. Após um percuso atribulado o pelourinho foi reconstruído no século XX segundo o modelo original.
Local: Praça da República

Ermida de Santo Estevão
Trata-se de uma das ermidas mais antigas de Beja, tendo sido fundada em finais do século XIII para jazigo do cavaleiro Estêvão Vasques. Em 1915 foi doado à Santa Casa da Misericórdia de Beja, tendo acabado por funcionar como celeiro. Em 1940 foi restaurado e reabriu ao culto. É uma capela de uma nave e capela-mor, totalmente abobadada, característica do gótico da época de D. Dinis, com notória influência franco-borgonhesa. No período barroco a fachada principal foi enriquecida e, no início do século XX foram introduzidos diversos elementos de carácter neo-gótico, nomeadamente, mobiliário.
Local: Largo dos Prazeres

Igreja de Nª Srª dos Prazeres
Capela datada de 1672 composta por dois corpos distintos. A fachada simples não denuncia a riqueza artística do seu interior. Aqui encontra-se um dos mais importantes repositórios de arte sacra da cidade e um conjunto de azulejos com grande beleza, composto por painéis historiados de 1698 da autoria do pintor Gabriel del Barco. O corpo da igreja encontra-se revestido por talha barroca e azulejos do século XVIII.
Local:Largo dos Prazeres

Arco dos Prazeres
Arco que se abriu em tempo indeterminado, mas posterior ao século XVI, constituído por arco pleno, duplas molduras, alterada em tempos recentes na base para facilidade de movimento rodoviário e que foi salvo da destruição pelo poeta Mário Beirão.
Local: Rua do Arco dos Prazeres

Janela de Rótulas
Janela setecentista em madeira, designada como janela de rótulas ou de reixa.
Local: Rua do Ulmo

 
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Concelho de Benavente
Locais de interesse
Parque Ribeirinho de Benavente
Inaugurado a 6 de Novembro de 2004, o Parque Ribeirinho de Benavente é um espaço de excelência para o lazer. Com uma vasta área verde propícia para caminhadas ou passeios de bicicleta ao longo das margens do rio Sorraia, está também ligado por um circuito pedonal ao Caís da Vala Nova e Parque de Merendas, através de uma ponte por cima das águas do rio, e ao Complexo Desportivo e de Lazer dos Camarinhais.

Na Vala Nova, o cais permite atracar pequenas embarcações, sendo por isso uma mais valia para quem gosta de desportos náuticos. Para passar o dia, desfrute das condições do Parque de Merendas. Com mesas e bancos em pedra, é só escolher a sombra que mais lhe agradar. Na zona mais próxima do "Calvário", o espaço existente permite a realização de várias actividades ao ar livre promovidas por várias entidades, bem como eventos de cariz regional ou nacional que possam motivar os interesses da população. Possibilita ainda a realização de espectáculos taurinos, nomeadamente a Picaria. A envolvência de toda esta zona de lazer com a vila, faz com que este seja um local muito "requisitado" pela população para um pequeno passeio matinal ou de fim de tarde. É por isso de extrema importância preservar o Parque Ribeirinho de Benavente, para que seja possível continuar a usufruir em pleno desta aprazível área.


Património Arquitectónico

O território do concelho de Benavente, de características tipicamente ribatejanas, apresenta uma biodiversidade muito elevada e uma notável diversidade paisagística. A riqueza ambiental é uma característica que nos distingue e nos envaidece, tal como o património histórico, desde a pequena ermida de São Brás, na Barrosa, a Fonte do Concelho de Samora Correia datada de 1758, a Igreja Matriz inaugurada em 1721 ou o Palácio do Infantado, um dos edifícios mais emblemáticos da vila de Samora. Em Benavente, salienta-se o pelourinho que foi erigido em 1516, o Convento de Jenicó mandado construir por D.Luís, o edifico da Câmara Municipal, com a sua majestosa torre metálica, ou o Museu Municipal instalado num palacete do Séc. XVIII. Nesta nota introdutória, resta fazer uma menção ao terramoto de 1909, que destruiu parcialmente muitos edifícios importantes deste concelho, sendo que, posteriormente, sofreram obras de restauro.


Território e Ambiente
O território do concelho de Benavente situa-se no domínio ecológico sub-mediterrânico, numa zona de mosaico de montado e campina, e de terrenos alúvio-mediterrânicos de natureza hidromórfica, com características naturais de pauis e sapais, em parte empregues na orizicultura ou noutras culturas de regadio mediterrânico.


Parque Ribeirinho de Samora Correia
obra que está concluída e ao dispor da população, contempla uma vasta área verde, excelente para caminhadas ao longo das margens do rio, um jardim, um parque infantil e um bar com esplanada...


Património Arqueológico
A Atalaia de Belmonte integrava, em pleno século XII, o termo de Palmela, representando o seu ponto estratégico mais avançado a Noroeste e definindo os limites com Coruche, (para substituir)...


Pontos de Interesse Turístico
Entre Tejo e Alentejo, junto à grande Lezíria Ribatejana fica o concelho de Benavente, orgulhoso das suas famosas ganadarias de reconhecido valor em todo o país, e da figura...



 
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Concelho de Borba
Borba é um dos concelhos do Distrito de Évora, situado em pleno interior alentejano, no chamado coração da Zona dos Mármores, próximo da fronteira com Espanha, fazendo fronteira com o distrito de Portalegre, com Vila Viçosa, Redondo e Estremoz.

Borba compreende um conjunto de actividades económicas bastante diversificadas e ímpares na região e no Alentejo. O principal motor de desenvolvimento é a extracção e transformação de mármore. Esta actividade origina uma paisagem única, contrastando as crateras profundas de onde se extrai o denominado “ouro branco” com as enormes escombreiras onde são depositados os excedentes. O nome Borba está também associado à excelência dos vinhos produzidos no concelho pelas diversas unidades vitivinícolas, evidenciada nas medalhas obtidas nos concursos nacionais e internacionais do sector. Um bom vinho, branco ou tinto, é sempre motivo para degustar os saborosos queijos produzidos em Rio de Moinhos, cuja maneira de se tratar e curar lhes dá uma intensidade de sabor que aguça irremediavelmente o apetite, que aumenta ao acompanhar o tradicional pão de Borba, produzido com ensinamentos e saberes de longa data, que foram passando de geração em geração, perpetuando a sua genuinidade até aos dias de hoje. Fruto das dificuldades económicas verificadas em determinadas épocas da nossa história, as populações foram forçadas a recorrer a novos produtos para garantirem a sua alimentação, tornando a gastronomia local bastante rica em plantas e ervas aromáticas que tornam o seu paladar bastante apreciado e procurado, aprimorada pelo azeite que se extrai dos vastos olivais que complementam a paisagem do concelho, em contraste com as pedreiras e vinhas. A par, os enchidos são também bastante afamados não só pela tradição como pela sua qualidade, sendo cada vez mais procurados pela sua genuinidade.
Borba evidencia-se ainda pelo vasto e rico património histórico que convidam à descoberta e ao reencontro com a história, apelando a uma visita mais atenta e demorada. A meia dúzia de quilómetros surge-nos da peneplanície alentejana a Serra d’Ossa, lugar aprazível e que merece também uma visita demorada, para a qual dão uma resposta de
permanência, a qualidade de pernoita, numa série de residenciais e unidades de turismo rural, de aldeia ou habitação.
Fácil é chegar. Difícil é partir, pelo bem que se é recebido e pela qualidade encontrada nas gentes e nos produtos, e na certeza de que há sempre algo mais importante para descobrir.
 
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Distrito de Portalegre
     
     
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Concelho de Campo Maior
Campo Maior é uma vila que possui uma enorme beleza e um rico e vasto património, histórico, arquitectónico, etnográfico... Assim, a Câmara Municipal de Campo Maior, em articulação com o seu Posto de turismo, gostaria de partilhar toda esta riqueza convosco, através de visitas guiadas pelas riquezas do Nosso Belo Concelho.
Propômos-lhe alguns itinerários de visita aos principais pontos de interesse da Vila de Campo Maior, podendo-se sempre realizar um itinerário à medida, consoante os vossos objectivos e locais de maior interesse.
Assim, se desejarem realizar futuras visitas ao nosso concelho, teremos todo o gosto em vos receber, disponibilzando os técnicos ao serviço da Autarquia para vos acompanhar durante todo o itinerário definido.
A marcação das visitas deverá ser realizada através do Posto de Turismo, disponibilizando-nos ainda para prestar todos os esclarecimentos necessários acerca deste assunto.
Para tal, pode ser usado o telefone 268689413 ou o email turismo@cm-campo-maior.pt

Lagar Museu do Palácio Visconde d'Olivã
Inaugurado em 25 de Abril de 2005, o Lagar-Museu do Palácio Visconde d’Olivã é o mais recente espaço museológico de Campo Maior.
Inteiramente dedicado à olivicultura, uma das actividades agrícolas mais importantes do concelho, o museu está instalado no antigo lagar de azeite do Palácio do Visconde d’Olivã, um edifício de inestimável valor patrimonial e histórico, que a Autarquia tem vindo a recuperar.
Estruturado para funcionar como um espaço único, o museu apresenta, no entanto, áreas distintas. Partindo do seu núcleo, onde é recriado um lagar de azeite e todo o seu funcionamento, o visitante tem ainda acesso a uma sala multimédia, à zona de etnografia e à de exposições temporárias.
Promover a Olivicultura e Campo Maior, enquanto concelho com grandes tradições nesta área, é o principal objectivo do Lagar-Museu.
Por outro lado, ao criar este espaço, a Câmara Municipal de Campo Maior teve a preocupação de lhe imprimir uma forte componente pedagógica, de forma a poder transmitir ao público todo o processo que vai desde o cuidar do olival e a apanha da azeitona, até à sua transformação final em azeite.
ENTRADA GRATUITA

 
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Concelho de Cartaxo

Locais de interesse


Quinta do Gaio de Baixo
, situada a 50 quilómetros de Lisboa e a 2 quilómetros do Cartaxo, pertence à família Santos Lima desde 1873, quando o então Comendador Paulino da Cunha e Silva a comprou e a doou como dote a sua filha, D. Maria de Avelar e Silva, de quem o actual proprietário, Pedro dos Santos Lima é neto.
Esta Quinta conta com 300 hectares e teve sempre uma função agrícola, possuindo actualmente uma afamada ganadaria.
Desde 1991, iniciou-se a actividade turística, potencial descoberto através de um casamento da segunda filha do actual proprietário, Pedro dos Santos Lima.
Actualmente, a Quinta do Gaio de Baixo destaca-se pela formação de Outdoor, “Team Building”; actividades com gado bravo (safaris fotográficos, corridas de touros, vacadas, jogos vários); realização de casamentos; baptizados e festas.
Visite o site http://www.quintagaio.com


Roteiros
Conheça o Concelho do Cartaxo


PROGRAMA DE MEIO DIA DE VISITA AO CONCELHO DO CARTAXO

Circuito do Património

CARTAXO
Igreja São João Baptista (Séc. XIV – séc. XVII); Cruzeiro Manuelino (M.N. – séc. XVI); Museu Rural e do Vinho

VALE DA PINTA
Igreja de São Bartolomeu (séc. XIV – séc.XVI); Poço de São Bartolomeu (séc. XII)

EREIRA
Igreja Matriz (séc. XVI); Núcleo Museu Rural e do Vinho

LAPA
Moinho de Vento

PONTÉVEL
Igreja Nª Srª Purificação (I.I.P.,séc. XVII); Ponte Romana

VALADA
Zona ribeirinha: Praia fluvial e aldeia da Palhota

VILA CHÃ OURIQUE
Palácio Chavões (I.I.P., séc. XVI); Monumento à Batalha de Ourique (1932); Igreja Matriz (séc. XVIII); Quinta da Fonte Bela; Quinta da Amoreira

Circuito “Cartaxo, Capital do Vinho”

CARTAXO
Quinta do Gaio de Baixo: Welcome drink + Passeio aos toiros bravos em tractor / Exibição de jogos de cabrestos com campinos

Contacto: D. Pedro Santos Lima

Telef.: 243.770943

e-mail: quintagaio@mail.telepac.pt

Museu Rural e do Vinho

Telefone: 243701257
Fax: 243702641


Encerra às segundas-feiras

Horário:
De terça a sexta-feira: 10.30h - 12.30h
15.00h - 17.30h


Sábados, Domingos e Feriados: 9.30h - 12.30h
15.00h - 17.30h

VALADA
Zona ribeirinha (desportos náuticos); aldeia avieira da Palhota

VILA CHÃ OURIQUE
Quinta da Fonte Bela
Telef.: 243.700720

Fax: 243.700729

Horário: Terça a Sexta: 10h00-13h00; 14h00-17h00
Sábados e Domingos: 10h00-13h00; 14h00-17h00

Quinta da Amoreira
Telef.: 243.789055
Fax: 243.789055

Horário: Dias úteis: 10h00-12h30; 14h00-18h00
Sábado: 10h00-13h00


Igreja Matriz de Cartaxo - Cartaxo

Reconstrução do século XVII e nada possui sob o ponto de vista da arquitectura.

É a igreja matriz da freguesia do Cartaxo cujo orago é São João Baptista.

Uma lápide na fronteira lembra a data da sua consagração, em 31 de Agosto de 1522, por D. Ambrósio Pereira Brandão, bispo de Ressiona.

No interior, decobre-se a ampla nave única. O tecto, de madeira, desdobra-se em três planos.

As paredes da capela nova são revestidas com silhares de azulejo do género azul e branco, figurados com cenas da vida de S. João Baptista.
O Altar-mór tem talha dourada.

Todo o conjunto data do séc. XVIII.

Ao lado da Igreja, existe um cruzeiro coberto com alpendre de madeira que data do 1º quartel do séc. XVI.


Cruzeiro do Senhor dos Aflitos - Cartaxo


Monumento Nacional, com a imagem do Senhor dos Aflitos crucificado, escultura em pedra, obra de grande valor artístico, não só pela perfeição dos seus rendilhados, como pela nitidez das figuras que os ornatos são feitos de uma só pedra. Pertencente ao extinto Convento da Ordem de S. Francisco de onde veio, sendo colocada em frente à Igreja Matriz, onde permaneceu até 1869, data em que foi transferido para o lado da já referida igreja e onde se mantém até aos dias de hoje.

 
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Distrito de Portalegre
     
     
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ALTER DO CHÃO ESTREMOZ REDONDO
ALVITO ÉVORA REGUENGOS MONSARAZ
ARRAIOLOS FERREIRA DO ALENTEJO RIO MAIOR
ARRONCHES FRONTEIRA SALVATERRA DE MAGOS
AVIS GAVIÃO SANTARÉM
BARRANCOS GOLEGÃ SANTIAGO DO CACÉM
BEJA MARVÃO SERPA
BENAVENTE MÉRTOLA SINES
BORBA MONFORTE SOUSEL
CAMPO MAIOR MONTEMOR-O-NOVO VENDAS NOVAS
CARTAXO MORA VIANA DO ALENTEJO
CASTELO DE VIDE MOURA VIDIGUEIRA
CASTRO VERDE MOURÃO VILA VIÇOSA
Concelho de Castelo de Vide

Monumentos


Antigos Paços do Concelho
É uma casa do séc XV, conhecida por Casa da Câmara. Está situada dentro do recinto do Burgo Medieval. Esta casa é de uma grande simplicidade, a entrada faz-se por uma pequena escada exterior em granito, tem uma só janela e está assente sobre um arco ogival com aparelhagem de granito talhado.


Castelo
Feitas e desfeitas as fortificações medievais ao longo do séc. XIII, ao sabor dos interesses senhoriais que quase sempre, brigavam com os interesses da coroa e também com os da população, que preferia ter como senhor o longínquo rei, levanta-se definitivamente o castelo, por iniciativa de D. Dinis, concluindo-se já no reinado de seu filho, Afonso IV, em 1327. Foi assim que Vide passou a Castelo de Vide. O castelo situa-se no canto S das fortificações medievais, que integram o primitivo burgo, constituindo as suas muralhas o prolongamento das da cerca urbana.
Os muros desenham um polígono ligeiramente trapezoidal que apresenta a Torre de Menagem, de secção rectangular, no ângulo S, e, no tramo NO um cubelo que flanqueava o ângulo N do primitivo pátio.
Desaparecida a antiga muralha do tramo NE do pátio, a que agora o conforma por esse lado corresponde à da antiga barbacã nesse sector, apresentado ainda o poço que aparece desenhado na planta de Duarte D´Armas. Entre este poço e o cubelo que lhe está adjacente, abre-se a antiga porta, de arco quebrado, a dar para a antiga barbacã desse lado, entretanto desaparecida.
A entrada para o castelo faz-se pelo tramo SE, com barbacã, através de porta em arco quebrado que dá acesso a um túnel que desemboca no pátio.

A Torre de Menagem, maciça até ao nível do adarve, apresenta uma sala de planta octogonal com aljube cilíndrico descentrado, grandes janelas rectangulares e oito pilares, com base e capitel, de que arrancam as nervuras, de secção rectangular chanfrada, que fecham o tecto em arcos redondos.
A cerca urbana desenha um polígono grosseiramente pentagonal com inflexões da muralha na zona O. As Portas da Vila, desalinhadas e em arcos quebrados, situam-se a SE, dando acesso à Rua Direita. Esta atravessa o velho burgo para sair no tramo oposto pelas Portas de São Pedro, também desalinhadas mas em arcos redondos. Uma rua perpendicular a esta dá acesso a duas portas secundárias, com arcos redondos, que se encontram emparedadas nos tramos SO e NE; este último tramo é flanqueado por dois cubelos. Os materias básicos visíveis, empregues em todas as fortificações, são a pedra (quartzito e granito), o tijolo, a argamassa de cal e a terra.
A Torre de Menagem apresentou-se esventrada durante muitos anos em resultado da explosão que a mutilou no ano de 1705, quando os espanhóis a ocuparam. Mais tarde com o terramoto de 1755 voltou a sofrer danos.
Após várias intervenções, as obras de reconstrução da torre, foram dadas como concluídas em 1978.
Está protegido como Monumento Nacional desde o Dec. 16-06-1910, DG 136 de 23 Junho 1910.



Edifício dos Paços do Concelho
Edifício do séc. XVII. As suas obras iniciaram-se em 1569 e concluíram-se em 1692. A torre do relógio foi construída um pouco mais tarde, em 1721.
Num estilo similar ao do solar minhoto, este edifício tem duas escadarias e janelas de sacada no andar superior. O acesso ao seu interior é feito lateralmente por dois arcos de berço, sendo as portas em ferro forjado. Já no átrio no lintel da porta de entrada encontramos as armas de Portugal. O Salão Nobre foi restaurado pelo Mestre Ventura Porfírio. Tem duas pinturas murais: uma representa uma paisagem bucólica da vila, a outra é representativa da II Guerra Mundial onde figura a pintura “O Grito” de Münch. No tecto encontramos a representação das quatro freguesias castelovidenses.
No Salão Nobre também se encontram expostas as “varas de mando” utilizadas pelos antigos vereadores.



Casa de Matos
Esta casa foi onde o Rei Lavrador, em 1282, recebeu os embaixadores de Aragão, que vieram ratificar o contracto de casamento de El-Rei D. Dinis com a princesa aragonesa D. Isabel.
Fica situada dentro do burgo medieval, na Rua Direita do castelo.


Estátua de D. Pedro V
Está erguida sobre um alvíssimo pedestal a estátua de D. Pedro V, destinada a assinalar a visita que o Rei fizera a Castelo de Vide, no dia 7 de Outubro de 1861, cerca de um mês antes de morrer, perpetuando deste modo a memória de um rei que apelidou Castelo de Vide de "Sintra do Alentejo". O monarca fora recebido na região com provas de grande estima por parte da população, e a notícia do seu falecimento causou grande consternação.
A iniciativa levou algum tempo a concretizar-se. Em 1863, Victor Bastos foi contratado para a construção da estátua, que somente foi concluída em 1866. É em mármore de Estremoz e foi obra do artista Manuel das Dores. Foi inaugurada em 29 de Setembro de 1873. Situa-se no centro Praça D. Pedro V.


Forte de S. Roque
O Forte de S. Roque é um exemplo de arquitectura militar moderna abaluartada, constituído por quatro baluartes dispostos nos vértices de polígono interno que forma um rectângulo com porta de acesso a NW.
Foi mandado edificar por Manuel Azevedo Fortes entre 1705-1710, governador da Praça de Castelo de Vide.
Esta construção é feita em alvenaria de pedra à fiada com argamassa de cal, escarpada do lado exterior e com terraplenos do lado interior. Os baluartes são pontiagudos com guaritas em tijolo maciço e rebocadas. Os materiais usados são: a pedra (granito), tijolo, cal, cal hidráulica, areia e terra. O Forte de S. Roque, assim como toda a fortificação de Castelo de Vide foram alvo de várias intervenções, a última das quais em 2002.


Judiaria
Leis decretadas por alguns monarcas lusitanos no sentido de se criarem "Ghettos" próprios, onde só vivessem judeus, levou ao aparecimento de bairros, igualmente conhecidos pelo nome de "Judiarias".
Foi no séc XIV, que D. Pedro I aforava a Mestre Lourenço seu físico, provalmente judeu, uma terra em Castelo de Vide, sendo vários os documentos datados do século XV que testemunham a existência da comunidade judaica da vila.
Em Castelo de Vide a Judiaria desenvolveu-se na encosta da vila virada a nascente. Ainda que estabelecido numa das zonas mais acidentadas, o bairro era atravessado por um eixo fundamental de comunicação do castelo com o exterior e vice-versa. Da presença judaica em Castelo de Vide restam alguns testemunhos materiais em que assume especial relevância o edifício onde se julga ter funcionado a Sinagoga Medieval. Outros edifícios da Rua da Judiaria, da Rua da Fonte ou da Ruinha da Judiaria mostram ainda o que resta da tradição milenar judaica de marcar a sua fé nas ombreiras das portas.
O estabelecimento da Inquisição e a publicação do Édito de Expulsão dos judeus dos reinos de Espanha por Fernando e Isabel, os reis católicos, contribuíram para o crescimento da judiaria de Castelo de Vide que mantém na toponímia das suas ruas o testemunho da presença judaica, mas também o da perseguição do Santo Ofício aos cristão-novos.




Monumento a Salgueiro Maia
Data de 1994 o monumento de homenagem ao Cap. Salgueiro Maia, aquando da comemoração dos 20 anos do 25 de Abril.
Quiseram os parlamentares socialistas que essa homenagem ficasse perpetuada com o descerramento de um monumento evocativo porque as palavras por muito bonitas e eloquentes ouvem-se e esquecem-se, mas as pedras permanecem através dos séculos.
Escolheu o Grupo Parlamentar a escultora Clara Menéres, para elaborar a peça escultórica, tendo sido escolhido o mármore branco não só para contrastar com a cor escura das muralhas do castelo, mas também para simbolizar a delicadeza e a firmeza de Salgueiro Maia. Presidia à Câmara Municipal o Professor Joaquim Pinto Ferreira Canário.
Este monumento encontra-se encastrado na muralha do lado esquerdo à entrada do castelo.

Monumento de homenagem a Mouzinho da Silveira
Data de 28 de Dezembro de 1980 o monumento de homenagem do Município a Mouzinho da Silveira, ilustre estadista e filho de Castelo de Vide. Trata-se de um padrão comemorativo do bicentenário do seu nascimento (1780-1980). De autoria do escultor Fernando Fonseca, colocado num pedestal de rocha tosca da região, ladeado por uma giesta, que evidência a sua simplicidade e apego à terra natal, segundo proposta de Mestre Ventura Porfírio e do Arquitecto João Lino. Presidia à edilidade, Carolino Pina Tapadejo.
Este monumento encontra-se no Jardim Gonçalo Eanes de Abreu, mais conhecido por "Jardim Pequeno".


Portas Medievais
As portas medievais encontram-se em quase todas as ruas da fortaleza e do arrabalde, sendo o maior número na Judiaria e Rua de Santa Maria. Se algumas são simples portas ogivais, sem qualquer decoração, muitas apresentam-se decoradas tanto ao nível das ogivas, como das impostas e ombreiras.
Como elementos decorativos são empregues as esferas, toros e caneluras, conjuntamente com arestas vivas e motivos vegetais. O peixe aparece numa única porta do séc. XVI (Rua Nova), mas também há estilizações do Sol e das estrelas (Penedo). A maioria dos arcos em ogiva pertence ao séc. XIV e XV e o seu número total de sessenta e três.

Igreja de Santa Maria da Devesa
Esta igreja é a Matriz. A sua construção teve início em 1789, no local onde existiria uma pequena capela, fundada em 1311 por Lourenço Pires e sua mulher. Concluí-se por volta de 1873. É um templo vastíssimo, porventura o maior do Alto Alentejo.

A igreja de Santa Maria da Devesa está situada no extremo Oeste da Praça D. Pedro V. O edifício orienta-se para Sul, serve-lhe de acesso um lanço de escadarias, deitando para um adro vedado por gradeamento de ferro, com pilastras de granito, o qual contorna todo o monumento pelo lado Sul.
Esta igreja é constituída por um conjunto de sete volumes: nave, capela-mor, transepto, duas torres sineiras e duas sacristias.
A nave é rectangular, todo o espaço interno está dividido em quatro tramos, separados por pilastras pintadas. O tecto é em abóbada de berço, também dividida em tramos por arcos torais. No primeiro tramo junto á entrada principal, ergue-se o coro, no sub-coro o tecto é em abóbada de arestas.
A capela-mor é rectangular, o tecto é em abóbada de berço que assenta sobre a cornija que é a continuação da nave e do transepto, nas paredes Este e Oeste, abre-se uma porta de acesso às sacristias. Na do lado Norte eleva-se o altar. Ao centro do qual rasga-se o vão de volta perfeita que contém a imagem de Jesus Crucificado. Está enquadrada entre quatro pilastras (duas de cada lado) pintadas, assentes sobre bases rectangulares e coroadas por capitéis decorados, onde assenta uma cornija que é a base de um frontão circular decorado e pintado em estilo barroco. O tecto é em abóbada de berço decorado.
A fachada principal é voltada a Sul e ladeada pelos corpos, de planta quadrada de duas torres sineiras, contendo cada uma quatro janelões de torres de volta perfeita, com sinos, separadas por pilastras formadas por blocos rectangulares de granito.
Ao centro abre-se a porta principal, o dintel é de granito decorado em estilo barroco, em arco abatido, coroado por cabeça de anjo com asas abertas, sobre uma pequena cornija. Ladeando a porta, erguem-se duas colunas de granito, de fuste canelado, que se eleva até à altura do dintel, onde termina com capitéis coríntios. Imediatamente acima da cornija abre-se uma porta com balaustrada de ferro. Todo este conjunto é coroado por uma espécie de brasão com decoração barroca.




Igreja de Santo Amaro

A ermida construiu-se nuns terrenos dos arrabaldes que desciam até à Fonte da Vila, no séc. XIV, hoje rua de Santo Amaro. Mais tarde passou para o domínio da Misericórdia de Castelo de Vide, a quem a Câmara, em 1534, concedeu o terreno maninho que existia à sua volta, para ali construir as casas para tratamento de enfermos necessitados. A data de 1777 que está inscrita na porta principal da igreja deve assinalar o ano em que a ermida sofreu largas e importantes obras que a tornaram na igreja anexa ao hospital da Misericórdia.
A actual igreja de Santo Amaro é uma verdadeira jóia única da pureza do barroco no Alto Alentejo.
Tudo neste templo é dignidade equilibrada cheia de grandeza. Todos os ornatos se integram neste todo. Muito proporcionada no seu conjunto: nave, altar-mor e sacristia é um dos mais bonitos templos de Castelo de Vide. Possui ainda no altar-mor preciosas imagens.

Igreja de São João
Esta igreja foi construída no séc. XIV, sem dúvida nenhuma, é esta uma das igrejas mais antigas de Castelo de Vide.
Sede de uma das freguesias da vila, sabe-se dela que pertenceu à Ordem de Malta e era Comenda das Freiras da mesma ordem de Estremoz que passam por ter sido as fundadoras da Igreja.
A Igreja de S. João está situada entre Largo C. Salgueiro Maia e o Largo João José Le Cocq.
È constituída por quatro volumes: nave, capela-mor, sacristia e torre sineira.
A nave é rectangular, o tecto é de madeira, de forma trapezoidal. A entrada principal comunica com a nave e faz-se por uma porta que está a um nível superior à plataforma exterior que se ergue a cerca de 5 m acima do nível da rua. A porta é formada por ombreiras e dintel rectos. Lateralmente enquadram-se duas pilastras que terminam em capitel sobre o qual assenta um álamo de que arranca em frontão interrompido. Acima do dintel duplo decorado rasga-se um janelão de arco abaulado, coroado por um frontão, cujo vértice superior é encimado por decoração em ramagens estilizadas, sobrepujadas por um óculo.
A capela-mor é rectangular e a cobertura é em abóbada de berço que arranca de uma pequena cornija.
O pavimento, a meio é sobre-elevado na altura de três degraus, na parede Este abre-se uma porta de acesso à torre sineira e na parede Oeste abre-se a porta de acesso à sacristia. Para Norte ergue-se o altar-mor.

 

 
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Concelho de Castro Verde

Igrejas e Ermidas do Concelho de Castro Verde

A religiosidade não tem um tempo em Castro Verde. Veste-se no sentir da memória. Há dois mil anos, no sítio da Igreja de Santa Bárbara, ergueu-se um templo onde os crentes deixaram dezenas de milhares de lucernas homenageando os seus deuses. A dois passos do Salto, no limite com o concelho de Mértola, a Senhora de Aracelis continua a acolher a devoção das comunidades rurais da zona. O S. Pedro das Cabeças, próximo dos Geraldos, recorda a lendária Batalha de Ourique. O espírito alimenta-se na memória e na espiritualidade, mas também na imensidão das terras de Castro.



Percursos na Natureza

No coração do Campo Branco, o concelho de Castro Verde oferece mais do que uma única paisagem. Mais do que uma simples silhueta a recortar o horizonte, mais do que um traço de negro vestindo no voo do pássaro a imensidão da simples vista. Nos resquícios da ruralidade, as gentes vestem hábitos de urbanidade únicos nas terras de interior.



Pêro a Caminho - Rosário a Santa Bárbara


No Alentejo, as searas, pastagens ou arvoredo que forram as grandes extensões de planície ondulada deram ao Homem uma noção de humildade e de apego ao solo. Terá sido este um dos motivos que levou o homem alentejano a construir as suas habitações de um só piso, confundindo-se com a paisagem. Para evitar o calor abrasador do sol, a casa é caiada de branco. São edificadas grandes chaminés para secar o fumeiro, fazer cozidos ou abrigar do frio.

Pêro a Caminho - Entradas a São Marcos

Não fosse a vontade em fazer caminho, a pé ou com a tua companheira de duas rodas, e ficarias por muito mais tempo em Entradas, descobrindo as muitas histórias que há para contar ou somente passeando pelas bonitas ruas e Avenida Nossa Senhora da Esperança.
Muitas histórias te poderiam contar as pessoas que, no Verão, sentam cá fora, aproveitando a frescura do final do dia, ou as que, no Inverno, substituem o conforto que a lareira propicia ao interior da casa pela rua que alguns raios de sol visitam.

Pêro a Caminho - Alcarias a Casével

Esta quadra, da autoria de Valentim Sobral, reflecte bem a beleza da aldeia, que, na brancura das casas onde a cal domina e no encanto das chaminés, não poderá deixar de te agradar.
Repara muito bem nas chaminés, no rendilhado dos orifícios por onde o fumo é libertado e nos cavaleiros e respectivas montadas que as encimam, cumprindo a função de catavento


Artesanato

O concelho de Castro Verde tem no seu espaço geográfico um conjunto de actividades que contribuem para a riqueza do mosaico artesanal do Alentejo. O artesanato é aqui um hino às mãos.
Aqui, o cadeireiro ainda encontra no buínho o melhor material para criar o entrelaçado para o melhor dos assentos. A tecedeira, ao som da velha cantiga do tear, continua a transformar a lã em mantas e em meias. Há artesãos que fazem réplicas dos objectos reais do quotidiano socioeconómico de outros tempos, em miniaturas de beleza fascinante. Há rendas, meias de linha e tapetes de tipo Arraiolos. Novas ceramistas moldam o barro com as cores do Alentejo. E, a crescer, há aventuras na construção da rara Viola Campaniça.

As mãos são um instrumento fundamental no reino dos velhos ofícios. As mãos sensíveis do moleiro apuram a finura do trabalho da mó na farinha que, acompanhada de outros ingredientes, há-de sentir as mãos de quem ainda a transforma no pão alvo que cresce no velho forno com cheiro à esteva, que serviu para aquecer as suas paredes seculares.
As mãos das boleiras guardam os segredos das queijadas de requeijão e dos folhados de gila, tal como as cozinheiras, de alguns restaurantes, conhecem os milagres das ervas aromáticas na comida da nossa terra. O Posto de Turismo de Castro Verde ajuda-o a descobrir o mundo das nossas mãos, do artesanato, da gastronomia... incluindo as mãos de outros tempos, as mãos que fizeram monumentos e costumes. Programas diversos mediante solicitação. Informe-se.

Localização do Concelho

O Concelho de Castro Verde está situado no coração do “Campo Branco”, por entre as planícies do Alentejo que encostam à serra do Caldeirão. Localizado no distrito de Beja, o concelho de Castro Verde é limitado a Norte pelos concelhos de Beja e Aljustrel, a Sul pelo concelho de Almodôvar, a Este pelo concelho de Mértola e, a Oeste, pelo concelho de Ourique.

Com uma área de 567,2 Km2 e uma população aproximada de 8000 habitantes, distribuída em cerca de uma vintena de localidades de pequena e média dimensão, está dividido administrativamente em cinco freguesias: Casével, Castro Verde, Entradas, São Marcos da Atabueira e Santa Bárbara de Padrões.

Equipado com infra-estruturas de acesso rodoviário de boa qualidade, Castro Verde combina a sua privilegiada localização no corredor de ligação do Norte ao Algarve com a facilidade de acessos a eixos de comunicação fundamentais, como:

Aeroporto de Beja a 45 Kms, aeroporto de Faro a 100 Kms, aeroporto de Lisboa a 190 Kms e aeroporto de Sevilha a 270 Kms; porto marítimo de Sines a 95 Kms; cidade de Beja a 42 Kms; cidade de Évora a 120 Kms; Estação de Caminho de Ferro a 15 Kms.

Eixos rodoviários de ligação a: Litoral alentejano por Ourique (E.N. 123); litoral algarvio (A2 e I.C.1); Lisboa pela Estação de Ourique (I.C.1); a Lisboa por Aljustrel (E.N.2); a Lisboa (A2); a Mértola (E.N. 123); a Almodôvar (E.N.2); a Beja e Évora (I.P.2).

No que se refere a carreiras de transporte público, pode dizer-se que todas as localidades do concelho se encontram servidas por este serviço, que as liga, pelo menos uma vez por dia à sede de concelho (exceptuando os fins de semana) e, a partir daqui à rede nacional de Expressos com ligações directas a Beja, Évora, Lisboa e Algarve, para além de Tomar, Coimbra, Porto, Braga e Elvas.

 

 
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Concelho de Chamusca


Locais de interesse

Património


Edifício dos Paços do Concelho
Edifício onde está sedeada a Câmara Municipal de Chamusca


Edifício S. Francisco
Centro de congressos e alojamento com um belo miradouro para lezíria...


Monumentos no Concelho
Alguns dos mais emblemáticos icons do concelho da Chamusca


Ponte da Chamusca
Uma importante obra realizada no Concelho durante o século passado


Clube Agrícola da Chamusca
Antigo Grémio Agrícola, com estutos aprovados em 24 de Novembro de 1900


Fontes, Fontenários e Chafarizes Municipais
Espaços públicos com um historial secular na Vila da Chamusca


Mercado Municipal da Chamusca
Local de diversas actividades económicas situado no centro da Vila


Praça de Touros da Chamusca
Chamusca, terra aficionada! Mantêm vivas tradições à muitas gerações...

 

Zona Ribeirinha


Arripiado
Aldeia de grande beleza, edificada em declive que desce até ao Tejo, tem vista panorâmica sobre o Castelo de Almourol e a imensidão da Lezíria que aqui começa...


Castelo de Almourol
Situando-se em plena ilhota rochosa entre as margens do Rio Tejo...


Passeio Ribeirinho no Arripiado
Espaço de grande beleza, convida ao lazer e a passeios à beira-rio...


Portos Fluviais
Espaços de lazer e de contacto com a natureza junto à margem do Rio Tejo


Percurso Pedestre do Almourol
Mude os seus hábitos, dê qualidade à sua vida!


Barca do Arripiado
Com funcionamento diário, permite inesquecíveis passeios pelo rio Tejo...


A Lenda do Arripiado
O povo passou a chamar de "Aripeada", à bela Aldeia do Arripiado...

Charneca e Campina


Carregueira
Famosa pelos seus laranjais... Tem junto à sua Mãe d'Água um agradável espaço de lazer...


Chouto
Capital da Charneca, onde se realiza a tradicional e centenária Feira de S. Pedro. Na sua imensa área de freguesia é frequente verem-se manadas de gado bravo pastando...


Parreira
Freguesia jovem, tem na floresta a sua principal riqueza. Oferece óptimas condições para o repouso e prática de actividades em plena Natureza, com destaque para a caça.


Pinheiro Grande
Situando-se a nordeste da vila de Chamusca a uma distância de 4 km aproximadamente.


Ulme
Vila gémea da Chamusca, antiga sede de concelho, conserva ainda a Casa da Forca, onde estava instalada a Câmara e se fazia justiça. Ao longo da sua Ribeira, funcionaram até há bem pouco tempo dezenas de moinhos...


Vale de Cavalos
Abundantes vestígios romanos provam a antiguidade da presença humana neste lugar entre a Charneca e a Campina. Merece destaque a Igreja de Nossa Srª dos Remédios

 

Artes e Cultura


Coreto da Chamusca
Um espaço de animação e tradição cultural na Vila da Chamusca


Cine-Teatro da Misericórdia da Chamusca
Um renovado espaço de promoção de diversas actividades de carácter cultural


Teatro de Bolso na Chamusca
Espaço de dinamização cultural vocacionado a pequenas produções teatrais...


Casa das Artes no Arripiado
Local de exposições e diversas actividades culturais no Arripiado


Biblioteca Pública Municipal
Um espaço de cultura e lazer no seio da comunidade chamusquense


Galeria Municipal (Futuro Posto de Turismo)
As exposições de cariz artístico, cultural e social têm aqui um local comum


Núcleo Museológico da Funerária
Possui valorosas peças antigas referentes ao culto dos mortos...


Espaço Internet da Chamusca
Um espaço de cultura aberto a toda a comunidade, com utilização gratuita...




Parque do Almourol

O Projecto "Parque do Almourol" pretende dinamizar economicamente uma área de 12km do rio Tejo num espaço compreendido entre Constância, Arripiado e Vila Nova da Barquinha.

O principal objectivo deste projecto de investimento consiste em transformar este espaço no principal centro de turismo activo e de aventura, de natureza, de lazer, e de formação outdoor do país. Os promotores deste projecto são as Câmaras Municipais de Chamusca, Constância, Vila Nova da Barquinha e a Associação Empresarial - NERSANT, através da criação de uma sociedade de capitais mistos, Sociedade Parque Almourol, Lda.

Está-se a implementar um projecto de investimento que ronda os 33.6 milhões de euros, repartindo-se pelas autarquias, pela Sociedade Parque Almourol e também por privados. O management do projecto e a sua coordenação foi efectuada pela Sociedade Parque Almourol.

Parque do Almourol - Promoção e Desenvolvimento Turistico, Lda.
Centro de Empresas de Constância - Rua Luís de Camões nº9 - 2250 Constância
Telefone: 249 730 270 - Fax: 249 730 279

Web: http://www.parquealmourol.com

 
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Concelho de Coruche
Locais de interesse


Ponte da Coroa - Pego das Armas
Freguesia de Coruche
À saída da vila de Coruche, junto às pontes metálicas, encontra-se esta ponte construída com tijolo da região, em 1828, e cujo nome se deve ao facto de nela se empregarem, para a construção e reparação, as sisas reais.
Tem uma lápide, que ostenta o escudo, a coroa e o dístico latino empregue nas obras de utilidade pública. Encontra-se classificada como «Monumento de interesse público» (1983).
Permite, ainda hoje, a passagem sobre uma das zonas mais perigosas do rio: o Pego das Armas. Este nome, «Pego das Armas», advém de uma lenda que remonta aos tempos de D. Afonso Henriques: Quando o rei tomou Coruche, os mouros, em debandada, fugiram a caminho do rio. O monarca tomou-lhes o passo, cercou-os e convidou os que quisessem a permanecer nestas terras. Aceitaram, perante as garantias dadas. Como se fosse a assinatura de um pacto de paz, cristãos e mouros lançaram para o fundo do pego as armas.


Estação Arqueológica do Cabeço do Pé d'Erra
Freguesia de Vila Nova da Erra
Nesta estação foram encontrados vestígios que confirmam a fixação das populações desde o período Paleolítico. Foram encontrados, ainda, objectos que datam do período Calcolítico, cerca de 3000 anos antes de Cristo. Alguns desses objectos, segundo parecer especializado, situam-se entre 2800 e 1500 a.C. Presume-se que neste local existiu um aglomerado populacional da época e que os seus habitantes viviam da pastorícia e da agricultura.
Esta Estação Arqueológica encontra-se de momento fechada ao público e os estudos estão suspensos.


Açude da Agolada
Património Natural
Com cerca de 226 ha e uma albufeira com 1 km de comprimento, situa-se a 2,5 km da vila de Coruche, num ambiente saudável, tranquilo e relaxante. Rodeado de vegetação frondosa e abundante (sobreiro e pinheiro, essencialmente), o açude concede numerosas alternativas para quem gosta de desporto.


Igreja de São Mateus
Freguesia de Vila Nova da Erra
Templo da extinta Santa Casa da Misericórdia da Vila Nova da Erra a Igreja de São Mateus, em estilo românico, apresenta um painel de azulejos tipo «mudejar» do século XVI e uma pia de água benta que, em vez de coluna, possui uma figura de pedra (século XIX) de quase total relevo, com os braços cruzados acima da cabeça, sendo eles que sustentam a taça, também de pedra (século XVI). O povo chama a esta figura a «Erra Velha». A fachada apresenta um portal rectangular sobrepujado por uma janela para iluminação do coro alto. Por cima da janela, num nicho, está uma Virgem (escultura de pedra, grosseira, do século XVI).


Pelourinho
Freguesia de Coruche

Rio Sorraia
Património Natural
Com um curso de aproximadamente 60 km, é junto ao Couço, na Herdade de Entre Águas, que da união das ribeiras do Sor e do Raia nasce o rio Sorraia, atravessando calmamente o concelho, indo juntar-se ao Tejo na lezíria de Vila Franca de Xira. Como afluente da margem esquerda do rio Tejo, é o maior e mais importante, delimitando o Alentejo do Ribatejo e dotando a região que atravessa de características únicas.
Teve ao longo dos tempos um papel vital para a região e, segundo registos históricos, já romanos e árabes aqui se fixaram, usufruindo dele no campo agrícola e como meio de comunicação, para exportar os produtos cultivados nas férteis terras do Vale do Sorraia, onde desenvolveram engenhosos sistemas de irrigação que chegaram aos nossos dias. Há cerca de 40 anos ainda era navegável, tendo conhecido até então um significativo tráfego fluvial de escoamento de produtos agrícolas e florestais, nomeadamente cortiça, madeiras e cereais. Apresentando uma corrente ligeira ou quase nula, uma profundidade média de 1,70 m, abundam no seu caudal várias espécies, nomeadamente bogas, carpas, barbos e bordalos, tendo-se desenvolvido em toda a zona a pesca artesanal de rio.
Esta riqueza piscícola tornou-o também num local privilegiado para a prática da pesca desportiva. Sendo considerado um dos melhores pesqueiros nacionais, realizaram-se aqui diversos campeonatos do mundo de pesca desportiva.


Igreja de Santa Justa
Freguesia do Couço


Igreja de Santo António
Freguesia de Coruche


Aqueduto do Monte da Barca
Freguesia de Coruche


Ermida de Nossa Senhora do Castelo
Freguesia de Coruche
No monte sobranceiro à vila ergue-se esta ermida da invocação de Nossa Senhora do Castelo no local onde, outrora, se levantava um castelo que foi cenário de frequentes escaramuças entre muçulmanos e cristãos, aquando da Reconquista.
Do miradouro avista-se um deslumbrante panorama sobre a várzea, numa planície a perder de vista, onde os campos do Sorraia se desdobram em tons de verde e oiro até à linha do horizonte.
A ermida, segundo a tradição, foi fundada por D. Afonso Henriques, conservando-se nela um retrato deste rei. Sofreu, ao longo dos anos, várias restaurações, apresentando-se, hoje, airosa e atraente, com o seu pequeno templo e torre debruados a azul-ferrete, próprio da região.
Diz a lenda que, alguns anos após a reedificação do santuário dedicado a Nossa Senhora do Castelo, a povoação de Benavente, sentindo-se em perigo perante o avanço de alguma algara moura, enviou a Coruche uma comissão a pedir a imagem da Senhora do Castelo, pois acreditavam que assim seriam protegidos e defendidos.
Perante o perigo, os coruchenses acederam.
Passado o ataque, em que os inimigos foram desbaratados por completo, nada de devolver a imagem ao seu pequeno santuário. Os coruchenses reclamaram. Nada. O senado da Câmara enviou um representante ao senado de Benavente. Voltam sem ter conseguido o que pretendiam. Mas, ao regressar, quando já se aproximavam da linha divisória dos dois concelhos, algo se lhes depara: a imagem de Nossa Senhora do Castelo ali estava, mesmo sobre a linha divisória, mas voltada para Coruche. Era para ali que queria ir.
No adro, em frente da porta da entrada, virada para sul, na calçada, está escrito em letras de pedra negra: «Concluída em XXV (aqui quase ilegível) de Julho de MDCCCLVI com os generosos donativos dos habitantes desta villa – Directores J.A.B. e F.M.C.O.»
A capela é muito comprida e pouco larga, de uma só nave, com púlpito em pedra e arco do cruzeiro em mármore rosa.
Ocupando uma parede, o altar-mor, todo de talha dourada, ladeado das figuras de São José e São Pedro, tem, acima do sacrário, a imagem de Nossa Senhora com o Menino, de pé, sobre um trono simples.
O tecto da capela, em abóbada, está ornamentado com várias pinturas religiosas, destacando-se a da capela-mor, representando a «Coroação de Nossa Senhora» rodeada de anjos flutuando. Pendente do tecto da nave pode ver-se um antigo lustre de cristal.

 

Torre do Cemitério
Freguesia de Vila Nova da Erra


Igreja de Santa Ana
Freguesia de Santana do Mato


Igreja de São Pedro
Freguesia de Coruche


Açude do Monte da Barca
Património Natural


Igreja da Misericórdia
Freguesia de Coruche

Antas do Peso
Freguesia do Couço
A cerca de 45 km da vila de Coruche, no extremo sul do concelho, encontram-se as Antas do Peso, datáveis, grosso modo, dos períodos Neolítico e Calcolítico.

 
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CAMPO MAIOR MONTEMOR-O-NOVO VENDAS NOVAS
CARTAXO MORA VIANA DO ALENTEJO
CASTELO DE VIDE MOURA VIDIGUEIRA
CASTRO VERDE MOURÃO VILA VIÇOSA
Concelho de Crato
O Crato é uma vila portuguesa no Distrito de Portalegre, região Alentejo e subregião do Alto Alentejo, com cerca de 1 800 habitantes.
É sede de um município com 388,03 km² de área e 3 835 habitantes (2006) [1], subdividido em 6 freguesias. O município é limitado a nordeste pelos municípios de Gavião, Nisa e Castelo de Vide, a leste por Portalegre, a sueste por Monforte e a sudoeste por Alter do Chão e Ponte de Sor.
No Crato esteve instalada (desde 1340) a sede da Ordem do Hospital (ou Ordem de Malta) em Portugal, conhecida como Priorado do Crato. O cargo de Prior do Crato corresponde ao chefe deste Priorado; este era um cargo muito prestigiado e disputado. Fazendo jus à história da vila ainda hoje todos os cavaleiros portugueses da Ordem de Malta são investidos no Crato. (in Wikipedia)
Crato


MUSEU MUNICIPAL DO CRATO
Instalado num edifício Barroco situado na zona histórica da vila, o Museu Municipal do Crato convida a uma visita ao passado histórico do concelho do Crato num percurso que tem início nos vestígios das primeiras ocupações pré-históricas terminando numa abordagem da vida económica e social do Crato, em meados do séc. XX.O edifício setecentista, que sofreu profundas obras de restauro e de ampliação, apresenta a sua estrutura primitiva, ao que corresponde a uma exposição permanente da colecção do Museu. Toda a zona de reservas assim como a galeria de exposições temporárias, cafetaria, sala de trabalho e auditório correspondem à parte ampliada do imóvel.Este Museu foi pensado a partir do conjunto de peças então identificadas e os seus conteúdos distribuem-se por seis núcleos temáticos (Megalitismo; Ocupação Romana; Mosteiro de Flor da Rosa; Ordem de Malta; Agricultura e Indústria e Reservas), havendo ainda a enriquecer o percurso expositivo, alguns espaços já existentes no palácio dos quais destacamos a notável capela.

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ARRAIOLOS FERREIRA DO ALENTEJO RIO MAIOR
ARRONCHES FRONTEIRA SALVATERRA DE MAGOS
AVIS GAVIÃO SANTARÉM
BARRANCOS GOLEGÃ SANTIAGO DO CACÉM
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BORBA MONFORTE SOUSEL
CAMPO MAIOR MONTEMOR-O-NOVO VENDAS NOVAS
CARTAXO MORA VIANA DO ALENTEJO
CASTELO DE VIDE MOURA VIDIGUEIRA
CASTRO VERDE MOURÃO VILA VIÇOSA
Concelho da Cuba
Património Cultural Monumental

Igreja e Recolhimento do Carmo / Antigo Hospital séc. XVII-XVII
Situa-se no largo do Carmo/ Largo S. João de Deus, na Vila de Cuba
Construída entre 1652-54 – recolhimento de mulheres da Ordem de St. ª Teresa.
Foram seus fundadores Pedro Fialho e sua Mulher Maria Lopes, Irmãos de Nossa Senhora do Carmo, cuja imagem mandaram fazer em Lisboa por volta de 1650.
O convento é um edifício do séc. XVIII .
A construção desenvolve-se em torno de um pátio rectangular, o claustro de arcaria redonda sustentada por pilares e mísulas, onde se abrem ao nível do primeiro andar. Janelas de peito guilhotina.
Funcionou aqui durante muitos anos o hospital, hoje desactivado. Está actualmente a ser modificado para funcionar como Lar da Santa Casa da Misericórdia de Cuba.
A Igreja está ligada ao edifício do antigo recolhimento pelo lado poente, e é cercada a norte e a leste pela horta do convento e é antecedida por grande pátio empedrado.
O Interior da Igreja é de planta rectangular é coberta por abóbada de berço, com destaque para a parede lateral onde se encontra uma pintura a fresco de grandes dimensões, São Cristóvão com o menino ás costas.


Igreja Matriz de S. Vicente
Situa-se no Largo 5 de Outubro na Cuba e foi construída nos sécs. XVII e XVIII. A Igreja de S. Vicente em Cuba, encontra-se aberta ao público todos os dias à excepção da segunda e terça-feira está encerrada, excepto a hora da missa.
Foi a 2ª e a mais importante igreja a ser construída em Cuba.
Igreja de uma só nave, planta rectangular e de abóbada de berço, apresenta as paredes revestidas de bonitos azulejos do sec. XVII, com padrões temáticos e ao centro painéis figurativos.
Os azulejos nas paredes foram colocados em 1677 para cobrir as frestas das paredes laterais. No coro alto encontra-se 4 painéis figurativos.
O arco do triunfo de volta perfeita é também revestido de azulejos de padrão diferente das paredes laterais, tendo ao centro um painel figurativo representando a custódia ladeada por anjo.
O altar apresenta um retábulo em talha dourada, estilo joanino, decorado com sulcos, anjos medalhões com figuras humanas. No altar do Senhor dos Passos encontramos a figura do Cristo Morto com rubis incrustados nas manchas de sangue, que se pensa datar de 1658.
Os frontais do Altar - Mor são considerados como um dos mais belos exemplares de todo país e apresenta uma variada fauna exótica, ramagens,etc.

Igreja de S. Pedro – Templo do séc. XVI - XVIII
Situada ao lado Casa do Taquenho, na Rua da Esperança, a conhecida estrada da Quinta da Esperança (do Conde) A Ermida de S.
Pedro encontra-se numa zona alta da povoação, donde se avista a planície de Beja e de S. Matias.
Esta deve ter sido a 5ª igreja a ser elevada na vila de Cuba. Em 195, foi colocada uma pedra de cantaria no portal e feitos alguns degraus de acesso ao alpendre, tendo sido fechado com gradeamento de ferro forjado. O cruzeiro de pedra na frente já existia, nesta data.
O templo tem um alpendre de abobada de arestas. Tem um portal rectangular, e sobre a mesma uma lápide com o emblema do Santo Padroeiro – S. Pedro.
É um templo de uma só nave, planta rectangular, coberta por uma abobada de berço. Um pequeno degrau separa a nave da capela-mor. Arco do triunfo de volta perfeita.

Igreja N. Sr ª. da Conceição da Rocha (Ermida São Brás), Igreja do séc. XVI.
Situada no fim do Jardim da Piscina, Rossio de São Brás, Avenida 25 Abril.
Foi a 6ª Igreja a ser construída na povoação, data do séc. XVI, mas não se sabe ao certo a sua fundação, sabe-se apenas que já existia em 1585.
Em 1660 construíram-se casas de agasalho para os romeiros que vinham pela fama de São Brás. Entre 1722 e 1952 houve obras de remodelação.
O povo chama-lhe N. Sra. da Conceição da Rocha, pois reza a tradição que a imagem da N. Sra. da Conceição apareceu numa rocha junto ao litoral e só depois foi para aqui trazida. A destacar o belo portal manuelino, arco trilobado, ornamentado a romãs em baixo relevo que ilumina a fachada do templo. È tudo o que resta do paço quinhentista de D. Luís, filho de D. Manuel I, que possuía na vila de Cuba. Porta de madeira almofadada.
É um templo de uma só nave, planta rectangular com cúpula com lanternim, é a única fonte de luz. O altar é de estuque marmoreado, séc. XVIII, arte neoclássica. Sobre o trono, nicho central venera-se a padroeira. Imagem N. Sra. da Conceição da Rocha, de 20 cm apenas de altura, sobre um pedestal de madeira prateado, pintada a dourado e com um manto salpicado de azul, coroa em meia-lua e em prata.

Igreja São Sebastião

Situada no Rossio São Brás, construída no séc. XVI foi remodelada no ano de 1962.
A igreja foi fundada em 1654 sendo a oitava a ser construída na vila e veio substituir uma outra que existia no mesmo lugar.
A primitiva terá sido construída em 1569 a mando de D. Sebastião em invocação ao Santo do mesmo nome por todo o reino. O interior é de planta rectangular e abobada de berço tanto na nave como na capela-mor. Lambrim de azulejos, arco do triunfo de volta perfeita e emoldurado. O altar - mor é de madeira marmoreado,null de finais de setecentos onde se encontra a imagem setecentista de São Sebastião em madeira e ainda a imagem de São João de Deus e São Caetano.

Ermida de Papa São Sixto, séc. XVII
Situada Herdade de Pereiro.
Edifício de planta centralizada de secção quadrangular. Telhado de quatro águas sem cobertura de telhas. Cimalha saliente e pináculos piramidais nos cunhais.
Tem apenas uma abertura, a porta sem guarnecimentos de pedra e emoldurada pelo barão colorido. O edifício é caiado de branco. O interior é coberto por uma abóbada de cúpula sobre pendentes. É despojada de qualquer ornamentação.

Quinta da Esperança ou Quinta do Conde, séc. XVIII – XX
Capela N. Sr ª. da Esperança, situada na Quinta da Esperança, propriedade do Conde da Esperança. A quinta for criada pelos irmãos Sebolinho nullBarahona no ano de 1708.
Em 1728 foi construído o aqueduto em tijolo, que traz para a quinta a água dos valados de Vale da Cuba. O solar é rodeado por armazéns e casa de lavoura. Passado o alpendre do solar vê-se o brasão de armas dos proprietários (Barahonas, Fragosos, Cordovis, Gamas. Coroa do Conde).
Nos jardins além dos belos bustos e arruamentos uma grande nora e de notar os vários bancos de azulejos brancos e azuis figurativos com passagens alusivas à vida dos proprietários.
A capela da N. Sra. da Esperança encontra-se no 1º andar do solar. De pequenas proporções e de planta rectangular
O altar de talha dourada, joanina apresenta colunas torsas de terço inferior espiralado e rosas nos sulcos. Ao centro no altar a N. Sra. do Rosário. Em madeira parecendo estofada. O tecto pintado apresenta motivos de curiosos efeito ilusionista.

Ermida da N. Senhora da Represa
Situa-se no cruzamento da EN 128, estrada Cuba – Vila Ruiva, a 2 Km. da povoação situa-se a branca e pitoresca Ermida de S. Caetano embora conhecida por N. Senhora da Represa.
Conta a história que apareceu pelos lados da Ermida um peregrino a pediu abrigo à ermitoa, no entanto, esta negou-lhe abrigo e ao que este lhe disse apenas que venerasse um painel de S. Caetano que ele deixara na ermida, pois era muito milagroso. A mulher encontrou de facto uma imagem de S. Caetano na ermida e arrependida por não lhe ter dado abrigo, saiu a procurá-lo mas já não o encontrou em parte alguma. À mesma hora na Igreja Matriz de Vila Ruiva, o Prior que se encontrava a rezar avistou um peregrino e quando este se voltou para o cumprimentar, não conseguiu encontrá-lo.
Chegou-se à conclusão que terá sido o próprio S. Caetano que ali tinha deixado a sua imagem para que o povo a venerasse.
Os milagres sucederam-se, e os peregrinos começaram a vir à Igreja, deixando então grandes somas de esmolas. A velha ermida foi então derrubada e no seu lugar construída uma nova igreja, para venerar Nossa Senhora da Represa e S. Caetano, durante o séc. XVI.
A igreja em si tem duas partes distintas, o alpendre que data do séc. XVII e o templo do séc. XV. No interior as paredes são revestidas por azulejos policromados do séc. XVII. A abóbada é de arestas vivas, com manifestações renascentistas, e é totalmente pintada com motivos florais e geométricos.
A pintura data de 1679, por Lourenço Nunes Varela, data em que sofreu alguns restauros. O arco do triunfo separa a nave do Altar-Mor.
A abóbada estrelada assenta em mísulas, as paredes são totalmente revestidas de azulejos da mesma época, do tipo aves e ramagens. Imóvel de grande interesse público, continua a ser hoje ainda alvo de uma grande romaria que se realiza todas as segundas-feiras de Pascoela, com a Romaria em Honra N Sra da Represa. É uma festa religiosa e popular.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Encarnação
Situada na aldeia de Vila Ruiva é um Imóvel de grande interesse artístico dos séculos XVI e XVII.
Aqui encontramos o mais antigo exemplar de pintura mural denominada por “frescos” que chegou até aos nossos dias no concelho de Cuba e também do Baixo Alentejo, pertencendo aos finais do séc. XVI., na capela da N.S.ª do Rosário.
Presume-se que a fundação da Igreja tenha sido na Idade Média, no entanto, esta sofreu grandes alterações através dos séculos e é hoje um belo exemplar gótico-manuelino alentejano de carácter popular e rural.
Situa-se à saída de Vila Ruiva na estrada para Alvito e é um belo edifício com uma fachada de dois andares, todo pintado de branco. É um edifício de uma só nave, planta rectangular.
O conjunto de pintura a fresco e a têmpora da Igreja Matriz de Vila Ruiva são datáveis de várias épocas distintas – séc. XVI ao séc. XIX. Esta autêntica catedral do fresco deve-a sua construção aos fidalgos Pereiras de Melo, Condes de Olivença e Tentúgal.
Podemos encontrar ainda noutros locais da igreja, outras pinturas a fresco, embora não existam registos, pode-se dizer que possivelmente esta seria completamente decorada com pintura mural. Recentemente nas obras de restauro da pintura mural e do edifício foram descobertas outras campanha de pintura mural.
O altar-mor em talha dourada de gosto rocócó da época de D. José I onde se venera ao centro a imagem da padroeira, Nossa Senhora da Encarnação.

Igreja do Senhor da Ladeira, séc. XVIII
Situada na aldeia de Vila Ruiva.
Foi construída em 1720, possivelmente, esteve a culto e segundo informações pouco fidedignas esta Igreja é antiquíssima e possivelmente de estilo romano, e que também terá sido a primeira Matriz da Vila e dedicada ao Senhor da Ladeira.
Esteve durante anos abandonada e foi recentemente restaurada, podendo ser visitado o seu interior.
Igreja com empena alteada, cunhada de pilastras grosseiras.
Frontão iluminado por óculo emoldurado, ladeado por acrotérios com pináculos piramidais.
É um Templo de uma só nave, coberta por abóbada de berço, totalmente caiada de branco, tal com no exterior. Não existe vestígios de altares laterais.


Igreja da Misericórdia, XVI-XVIII
Situada no Largo da N. Sra. da Encarnação em Vila Ruiva, foi erguida pela Confraria da Misericórdia de V. Ruiva, fundada em 1571 por D. Álvaro de Melo, Filho de D. Rodrigo de Melo, Conde De Tentúgal. Na igreja, e casas anexas, funcionava a igreja, hospital e sacristia, que albergava peregrinos e doentes.
A fundação decorre entre o ano de fundação e ano de 1576.
Do templo quinhentista pouco ficou sofreu obras de restauro em 1732 que alterou a sua traça. Teve abandonado e foi restaurado em 1986, servindo de casa mortuária neste momento.
O interior desprovido de ornamentação tem planta rectangular e capela-mor quadrangular. O Arco do triunfo redondo antecede a capela-mor cujas paredes laterais apresentam pintura a fresco seiscentistas. Do lado do evangelho um Lava-Pés e do lado da epistola uma Ceia. Ainda na capela-mor os restos no lambrim de azulejos seiscentistas policromos, obra do mestre da misericórdia.

Igreja da N. Sr.ª da Visitação ou N. Sr.ª do Outeiro, séc. XVI –XVIII

Situada na localidade de Albergaria dos Fusos – Vila Ruiva. Encontra-se fora da aldeia, sobre um monte encontra-se a igreja, nome que lhe vem do local. O templo ligado ao cemitério está disposto em 2 partes distintas: a parte exterior do alpendre e o templo propriamente dita, pertence à época anterior com motivos quinhentistas. O aparecimento das estelas sepulcrais discóides nos terrenos junto a igreja faz supor a existência de um cemitério medieval no local.
Pressupõe-se ainda a existência ali de um templo medieval do qual apenas restam vestígios, o que nos leva a apensar que o actual templo de N. Sr ª do Outeiro, mais não é do que o resultado de sucessivas obliterações sofridas ao longo dos séculos. Certo é de que já existia na 1ª metade do século XVI.
Reza a história de que todas as primeiras sextas-feiras de Março a imagem de N. Sra. do Outeiro chorava e suava tanto que se tinham ensopado vários lenços e que o azeite da sua lamparina nunca diminuía, aumentando sempre.


Ermida Sto. António - Templo do 1º quartel do século XVII, em Vila Alva.
Situada à saída da aldeia do lado direito, num ponto mais elevado, a ermida proporciona-nos uma vista maravilhosa sobre a aldeia e os campos que a rodeiam, pois antigamente era chamada de Ermida Sto António do Alto.
Tem uma grande escadaria que conduz a um alpendre definido por 3 panos verticais onde se abrem 3 arcos de volta perfeita. Portão de ferro.
A ermida é totalmente caiada de branco, é um templo de 1 só nave, planta rectangular coberta por abóbada de berço.
Recentemente as obras efectuadas na ermida revelaram frescos nas paredes do séc. XVII infelizmente encontram-se muito mutilados.
O arco do triunfo é de volta perfeita e apresenta a parede do lado da epístola coberta por frescos, onde se reconhece a parte inferior de um corpo humano de túnica vermelha e manto branco. A capela-mor é de madeira pintada onde se venera a imagem pintada de St. António, também em madeira pintada com características seiscentistas.


Igreja Matriz da N. Sra. da Visitação,
Situada na Praça da Republica em Vila Alva é um templo essencialmente do séc. XVII e XVIII.
Não se sabe ao certo a data da sua fundação, presume-se que remonte aos primórdios da Idade Média. Sabe-se que já existia no séc. XVI. A torre sineira e os contrafortes cilíndricos lembram as construções árabes alentejanas, o que leva a crer que tenha pertencido a uma construção anterior árabe e depois transformada em igreja cristã. Sofreu grandes transformações.
Uma escadaria dá acesso ao templo. Ao centro 2 portas com aduelas de janela gradeada – andar superior e torre cilíndrica. No cunhal sul, contraforte cilíndrico de andares encimado por uma esfera. Templo de uma só nave, planta rectangular abobada de berço dividida por tramos assente numa cornija saliente.
A padroeira da aldeia encontra-se à esquerda, sobre uma mísula a imagem seiscentista do arcanjo São Miguel e da Nossa Sr.ª da Visitação em madeira estofada com coroa de prata. De ressaltar um frontal de 7 x 16 azulejos com aves e ramagens e ao centro a imagem de N. Sra. do Rosário. Arco do Triunfo, de volta perfeita, totalmente forrado de azulejos policromados seiscentistas que forma as paredes e a abobada da capela – mor. O frontal da capela-mor é também em azulejos idêntico ao do altar da igreja Matriz de Cuba. Retábulo em talha policromada, barroco e nicho fechado com cortinas, Cristo crucificado. Na sacristia os arcazes de madeira são de real valor.


Ponte Romana (situada entre Vila Ruiva e Albergaria dos Fusos)
Situa-se a 3 km da povoação de Vila Ruiva, na estrada que liga Vila Ruiva a Albergaria dos Fusos.
Foi construída sob a antiga via romana Ebora a Pax Julia, que passava por Vila Ruiva e sobre o leito da ribeira de Odivelas, e a cerca de 3 Km da povoação.
Assenta em pegões de granito e arcaria de tijolo. A ponte embora seja da época romana, terá sofrido reconstruções visigóticas e árabes, à qual o povo dá a sua origem ao poderoso Rei Mouro Iscar, um dos chefes árabes derrotados por D. Afonso Henriques, na célebre e controversa batalha de Ourique.
É constituída por 26 arcos, intervalados por olhais de volta perfeita, e tem de comprimento 120 metros e de largura máxima 5 metros.
Encontramos traços sucessivos de reconstrução, e podemos encontrar ainda lápides funerárias romanas entre blocos que formam alguns dos pegões.
Este é sem dúvida um dos pontos de realce do concelho sendo pois o único Monumento Nacional classificado no concelho de Cuba.

 
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Concelho de Elvas
Elvas é… já ali!

Elvas é um Concelho localizado no sul do Distrito de Portalegre, limitado pelo Distrito de Évora e Espanha, com 630 quilómetros quadrados de área, 25 mil habitantes e 11 Freguesias.

Os acessos a Elvas são excelentes, os mais importantes por auto-estrada: Portalegre (60 km), Évora (90 km), Setúbal (175 km), Lisboa (215 km), Coimbra (250 km), Porto (360 km), Badajoz (10 km), Mérida (80 km), Cáceres (100 km), Sevilha (210 km), Madrid (415 km) e Barcelona (1050 km). A Cidade apresenta, assim, uma invejável localização, muito atractiva para a instalação de novas empresas.

Ainda que a sua geografia alentejana não engane, o Concelho de Elvas tem dois excelentes planos de água, nas barragens do Caia e Alqueva. Por isso, as ocupações náuticas e a pesca são ofertas aliciantes, para além da caça.

A restauração do Concelho tem uma lotação de cinco mil pessoas sentadas à mesa, enquanto o hotelaria tem uma capacidade de mil camas. A variada e gostosa gastronomia do Alentejo pode ser encontrada nos restaurantes do Concelho, onde a presença de peixe e marisco frescos e de qualidade atraem inúmeros visitantes.

A Cidade tem inúmeros equipamentos culturais, salientando-se o Coliseu José Rondão Almeida (6500 lugares) e quatro Museus: de Arte Contemporânea, de Arte Sacra, Militar e da Fotografia. A monumentalidade de Elvas é muito valiosa: Aqueduto da Amoreira, Fortes da Graça e de Santa Luzia, Muralhas Seiscentistas, Castelo, Igrejas e património militar edificado são os expoentes de uma visita turística aconselhável.

 

Percursos Turísticos (Cidade)

Praça 25 Abril
Entrada do centro histórico pelo viaduto. Tem ao centro fonte do séc. XVII inicialmente estava no Largo da Misericórdia. Chamou-se Largo do Chafariz de Fora, Praça Fontes Pereira de Mello, Praça Salazar.

Av. Garcia da Orta
Recebeu o nome em honra do famoso naturalista que nasceu na cidade. Antes era simplesmente chamado de Muralha do Assento.

Portas de Olivença
Fazem parte da muralha seiscentista. O nome indica a direcção do caminho para Olivença. Actualmente existem ainda as Portas de São Vicente e da Esquina.

Rua de Olivença
A rua é assim conhecida desde a construção da muralha fernandina. Ao fundo ficava a Porta de Olivença (destruída em grande parte no séc. XVII). Actualmente existe a Porta de Olivença da muralha seiscentista. Conhecida em 1543 como a melhor rua d’Elvas pelo viajante arcebispo de Lisboa D. Fernando de Menezes.

Rua da Carreira
O topónimo Carreira remonta a finais do séc. XV como Carreiras dos Cavallos. Nesta rua faziam-se corridas e respectivas apostas dos cavaleiros da cidade quando ainda era um pequeno largo. No início do séc. XX foi chamada Rua da Princeza D. Amélia em homenagem a esta quando visitou a cidade. Aqui se situava a Igreja de Nossa Senhora dos Bem Casados (actual Banco Nacional Ultramarino).

Praça da Republica
É o centro de todo o centro histórico elvense. Nela se encontram a Igreja de Nossa Senhora da Assunção (antiga Sé), casas apalaçadas com vários séculos de existência. Quando foi elevada a cidade no reinado de D. Manuel I, muitas obras se efectuaram, levando a cidade a sede de bispado e a ser considerada a quarta maior cidade do país no final do séc. XVI. Uma das obras efectuadas foi a abertura da Praça Nova depois da construção da Sé. A partir daí a Praça Nova ganha importância e passa a ser o centro de vida da cidade. Em 1886 passa a chamar-se Praça do Príncipe D. Carlos e em 1910 passa a Praça da Republica e é hoje um local de passagem obrigatória para o turista.

Rua dos Quartéis
Rua aberta em 1580 para a entrada de D. Filipe I de Portugal que ficaria a viver em Elvas alguns meses, tendo então o nome de Rua Nova de São Martinho, nome que lhe foi mudado para Rua Nova do Castelo, por conduzir ao castelo. Em 1655 e 1656 são aí construídos vários quartéis para albergar os milhares de soldados que já se encontravam na cidade. É então que adquire o nome actual. Os quartéis foram demolidos por se encontrarem devolutos e em total ruína há cerca de 100 anos.

Portas da Esquina
Fazem parte da muralha seiscentista. Também designada Porta da Conceição (por cima situa-se a Capelinha de Nossa Senhora da Conceição) e antigamente Porta dos Enforcados.

Santuário do Senhor Jesus da Piedade
É o centro de uma das maiores romarias do Alentejo, a Feira de São Mateus (entre 20 e 30 Setembro). Erguido em 1737. Conta a lenda que em 1736, o Padre Manuel Antunes pároco de Elvas quando passeava de mula por ali caiu duas vezes ficando bastante abalado. Com dificuldade dirigiu-se a um Cruzeiro de madeira que aí havia no sítio da Saúde (local onde antes morrera o lavrador da Torre das Arcas). Na sua oração, fez a promessa de aí mandar rezar uma missa e pintar a cruz. A promessa foi cumprida após as suas melhoras. Um ano depois no dia de Reis e já com muita gente a assistir recolocou-se a cruz começando o sítio a ser invocação do Senhor Jesus da Piedade. Aumentando a devoção popular construiu-se um nicho para a imagem e mais tarde uma ermida. Organizadas festas e romarias houve necessidade de um templo maior (o actual).

Forte de Santa Luzia
Situado na parte sul da praça de Elvas, a cerca de 400 metros da Porta de Olivença onde existia uma ermida de Santa Luzia. Começou a ser construído em 1641 e foi concluído em 1687. O forte forma um quadrado de 150 metros e é constituído por diversos baluartes, revelins, coroas e outras obras militares. Ao centro tem um fortim do qual se eleva a casa do governador. A porta principal para o segundo plano da fortaleza é bem característica do séc. XVIII passando-se por uma porta levadiça. Sobre a porta encontra-se uma lápide onde se sobrepõe o escudo das armas portuguesas. Tal como o Forte da Graça e os restantes fortins o forte fazia parte da estrutura defensiva da cidade.

Forte da Graça
No alto do monte onde, desde 1482 existiu uma ermida de Nossa Senhora da Graça, fundada pela bisavó de Vasco da Gama, foi considerado fundamental para que se fechasse o circuito defensivo da praça de Elvas. O próprio conde Lippe se encarregou de conceber o forte que começou a ser construído em 1763. A eficácia deste forte, que comportava cerca de 80 bocas de fogo e que era considerado inexpugnável, requeria, para sua defesa 1000 a 1200 soldados de infantaria, 200 artilheiros e 100 mineiros. Poços a circundar a fortificação e galerias subterrâneas, conduzindo algumas para fora da fortaleza, são alguns dos elementos com que estão dotados os complexos sistemas de defesa que foram concebidos e se encontram no Forte de Lippe. É na realidade uma obra-prima, considerado um expoente máximo da arquitectura militar do séc. XVIII. Chegou a afirmar-se que a arte de fortificar se esgotou aqui completamente.

Padrão da Batalha das Linhas de Elvas
No séc. XVII, Elvas vai ser mais uma vez local de confrontos entre Espanha e Portugal. Depois de ganha a Restauração em 1640, o nosso país esperava uma invasão castelhana. A nova Elvas fortificada estava agora preparada para a guerra. Em 1657 o exército inimigo faz perdas consideráveis aos habitantes de Elvas, Vila Viçosa e Monsaraz. Depois de várias investidas em Badajoz o exército português é obrigado a retirar. A 22 de Outubro de 1658 Elvas está sitiada por D. Luiz de Haro. André de Albuquerque e Affonso Furtado dirigem-se para Estremoz para organizar um exército de socorro. A fome e o desespero invadiam a população, os feridos eram aos milhares. O cerco continuava. No dia 11 de Janeiro de 1659 sai de Estremoz o reforço à praça elvense, composto por 8 000 infantes divididos em 16 esquadrões, comandados pelos generais de cavalaria André de Albuquerque e de Infantaria Rodrigo de Castro e o Conde Mesquitela. Na manhã de 14 de Janeiro de 1659 a batalha começa, a luta durou muitas horas até serem cortadas as linhas e derrotado o inimigo. A vitória portuguesa impediu o avanço das tropas espanholas pelo território português. No local da Batalha das Linhas de Elvas foi erguido de seguida, ainda em 1659, um padrão em honra aos que nela combateram e morreram.

Aqueduto
O Aqueduto da Amoreira aparece-nos sempre, em parceria com as fortificações, como o grande símbolo de Elvas. A sua construção deveu-se aos problemas de abastecimento de água que a cidade há muito padecia. É uma obra com 7054 metros da amoreira até à muralha, percorre depois 450 metros até à fonte da vila, no Largo da Misericórdia onde a água jorrou pela primeira vez em 1622. Os 1113 metros que leva a percorrer o vale de S. Francisco são efectivamente de grande beleza. Quatro ordens de arcos com 31 metros de altura, suportados por contrafortes e gigantes de várias formas. Chega a ter galerias subterrâneas a passar pelos 6 metros de profundidade. Tem em todo o seu percurso 843 arcos. A seguir a Francisco de Arruda a direcção das obras passou por Afonso Álvares, Diogo Marques e Pêro Vaz Pereira. Foi uma obra onerosa e demorada. Desde o “real d’água” até à multa de 10 cruzados para quem faltasse à procissão do Corpo de Deus, tudo revertia para a obra.Os elvenses tudo fizeram para a concluir.

Largo da Misericórdia
Nela se situa a Igreja da Misericórdia e parte do prédio da Santa Casa da Misericórdia de Elvas com cerca de 500 anos, tal como um passo dos cinco existentes na cidade. Daqui foi retirada a Fonte Da Misericórdia hoje existente na Praça 25 de Abril. O nome provém da Santa Casa da Misericórdia aí existente desde o séc. XVI. Também se chamou Largo de António José de Carvalho.

Rua de São Francisco
Assim chamada por que ao fundo da rua havia na fortificação fernandina a Porta de São Francisco e uma pequena ermida com a imagem deste santo. Chamou-se Rua da Corredoura, Rua do Bom Sangue, Rua da Porta do Bispo, Rua João Fangueiro, Rua dos Fangueiros, Rua André Lopes Garro, Rua de António Valladares ou Rua de Francisco Zagallo.

 

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Concelho de Estremoz
Património Classificado
Monumentos Nacionais

Capela de D. Fradique de Portugal
Localidade: Estremoz (Santo André)
GPS: N -7.586270544 W 38.84361964
Situada dentro da Igreja de São Francisco e de fundação provável de finais do século XV ou inícios do século XVI, a Capela de D. Fradique de Portugal (Vice-Rei da Catalunha e Arcebispo de Saragoça), é um monumento funerário claramente manuelino, segundo Gonçalo Lopes (2008). Manuel Branco (1993) identifica elementos similares ao ciclo quatrocentista do Mosteiro da Batalha, dando-lhe uma datação anterior ao período manuelino, opinião não partilhada por Lopes. Tem planta quadrangular, abóbada nervurada em mármore assente em triplos colunelos e capitéis com motivos vegetalistas. As chaves que fecham esta abóbada são também do mesmo período, mostrando a central a heráldica da família de D. Fradique, os Noronha.
Em relação ao pórtico da entrada, que Túlio Espanca (1975) refere como pertencendo ao estilo espanhol plateresco, Lopes afirma ser uma obra do Renascimento com alguns elementos ainda manuelinos, nomeadamente nas bases octogonais escavadas, facto aliás também observado por Espanca.
O retábulo embutido na parede sul da capela também suscita interpretações diferentes quanto ao estilo e data de execução: Túlio Espanca afirma ser um trabalho maneirista de finais do século XVI ou inícios do século XVII (com reforma em 1744), enquanto que Gonçalo Lopes aponta uma datação próxima de finais do século XVII, do Barroco do reinado de D. Pedro II, com alguns elementos joaninos, provavelmente da mesma reforma de 1744 indicada por Espanca. Por baixo do recente pavimento de madeira, no panteão dos senhores do Vimieiro, estão sepultados D. Fernando de Noronha (falecido em 1552) e a sua esposa D. Isabel de Melo (1563).




Castelo de Evoramonte
Localidade: Evoramonte
GPS: N -7.715816244 W 38.77186345
A cerca medieval de Evoramonte foi mandada construir em 1306, no reinado de D. Dinis (r. 1279-1325). O perímetro amuralhado forma um triângulo isósceles cujo lado maior segue a linha NE-SO. Mantém ainda as suas quatro portas principais e um postigo: a porta do Freixo, com arco gótico sem impostas e protegida por dois torreões cilíndricos, está orientada a Sul e tem uma inscrição que corresponde ao início da construção da cerca; a porta do Sol, muito semelhante à anterior, está orientada a Oeste; a porta de São Brás está orientada no sentido da ermida com o mesmo nome e ainda mantém as suas munhoneiras (encaixes para o eixo de um canhão, também designado por munhão); a porta de São Sebastião tem acesso directo por estrada à ermida do mesmo orago, sendo que esta denota influências quatrocentistas ou quinhentistas.
A Torre/Paço Ducal é um bom exemplar de arquitectura quinhentista, construído, em princípio depois do terramoto de 1531, pelos mestres Diogo e Francisco de Arruda, sendo o senhor da vila, na altura, D. Jaime, duque de Bragança. Segundo o historiador de arte Paulo Pereira, a sua planta centrada é provavelmente a sua característica mais marcante, que derivará tanto dos edifícios militares tradicionais, como de edifícios sagrados e funerários, estes mais comuns nesta época.
De qualquer forma, os conceitos estéticos manuelinos estão ainda presentes, apesar de, provavelmente, este edifício ter sido construído no reinado de D. João III (r. 1521-1557), período normalmente designado por Tardo-Manuelino



Conjunto Monumental da Alcáçova de Estremoz - Capela da Rainha Santa Isabel
Localidade: Estremoz (Santa Maria)
GPS: N -7.592400687 W 38.84211216
Segundo Túlio Espanca, terá sido construído um oratório em 1659, por ordem de D. Luísa de Gusmão, viúva de D. João IV (r. 1640-1656) em acção de graças pela vitória portuguesa na Batalha das Linhas de Elvas. Em 1680, durante o reinado de D. Pedro II (r. 1675-1706) e por iniciativa deste, realizam-se obras que estiveram a cargo do Padre Francisco Tinoco da Silva, beneficiando consideravelmente o templo. Inevitavelmente, 18 anos depois, em 1698, depois da explosão do paiol de pólvora do castelo, novas obras foram necessárias, apesar de, segundo um relato da época, esta capela não ter sofrido grandes danos, dando a entender que terá sido mais um milagre da Rainha Santa.
Os painéis de azulejo e as telas a óleo, ambos claramente joaninos, são atribuíveis os primeiros a Teotónio dos Santos (cerca de 1725), segundo José Meco, e os segundos a André Gonçalves (década de 1730), segundo Maria de Lourdes Cidraes. Os painéis a azulejo e as telas a óleo são representativos da vida e imaginário lendário da Rainha Santa Isabel, nomeadamente os milagres que lhe são atribuídos, que foram a causa da sua canonização em 1625 pelo papa Urbano VIII.
O exuberante coro construído em mármore branco exibe uma inscrição latina, de 1808, de agradecimento da população de Estremoz a Santa Isabel por tê-la protegido dos saques resultantes das Invasões Francesas.




Conjunto Monumental da Alcáçova de Estremoz - Castelo
Localidade: Estremoz (Santa Maria)
GPS: N -7.592269569 W 38.84186515
No centro da vila medieval surge a Torre de Menagem, uma das mais bem conservadas do país. Com cerca de 27 metros de altura, tem planta quadrangular e é coroada com merlões em forma piramidal. Típica da arquitectura militar portuguesa de finais do século XIII e inícios do século XIV, é o que resta da alcáçova primitiva, juntamente com o edifício trecentista dos Paços do Concelho. No segundo piso existe uma bela sala octogonal com colunas de capitéis de motivos animalistas e antropomórficos. No terraço encontram-se as chamadas Três Coroas, representativas, segundo alguns autores, dos três reinados em que decorreram as obras da sua implantação. Na face principal, no exterior, a Sul, estão representadas as armas de D. Afonso III (r. 1245-1279) com dois anjos a protegê-las. Actualmente ocupado pela Pousada da Rainha Santa Isabel, o antigo Paço Real medieval foi adaptado a armazém de guerra no reinado de D. João V (r. 1707-1750) em 1736, cabendo a Carlos Andreis a assistência técnica das obras. É um dos melhores exemplares do Barroco joanino em Estremoz, com planta pentagonal e flanqueado por torreões cilíndricos. De destacar o pátio trapezoidal e com uma fonte central com repuxo de golfinhos de mármore; a escadaria de acesso à Sala de Armas com dois tipos de painéis de azulejo: um a azul e branco com faixas barrocas e arabescos naturalistas, inspirados na tapeçaria oriental, e outro de silhares de motivos florais, joaninos de meados do século XVIII; e a Sala de Armas, onde ainda existem algumas portas de talha dourada e policromada com os escudos reais.



Conjunto Monumental da Alcáçova de Estremoz - Muralhas Medievais

Localidade: Estremoz (Santa Maria)
GPS: N -7.590305381 W 38.84131682
A cerca medieval de Estremoz é mandada construir pelo rei D. Afonso III (r. 1245-1279) em 1261 e melhorada pelos seus sucessores, principalmente pelo seu filho D. Dinis (r. 1279-1325). Tem duas portas principais opostas (eixo E-O): a Porta do Sol ou da Frandina e a Porta de Santarém. A Porta da Frandina, virada para Nascente, é ladeada por uma torre semicilíndrica, com portal rebaixado no exterior e redondo no interior. Por cima do arco, à entrada, está colocada uma lápide invocativa da Imaculada Conceição, padroeira de Portugal, como é habitual no reinado de D. João IV (r. 1640-1656), depois da Restauração.
A Porta de Santarém, aberta para o Bairro de Santiago, tem uma torre cilíndrica e outra quadrangular, denotando uma maior necessidade defensiva, podendo indicar que seria esta, inicialmente, a porta principal da vila medieval. Tem, tal como a Porta da Frandina, uma placa dedicada a N.ª Sr.ª da Conceição e também uma que marca o fim da obra da muralha, em 1261: “Era Mª CCª LX’ª VIIIIª REGNAnTE / REX ALFOnSus DICTus COMES / BO LO(n) / IE / FU IT / MU RUM / EDI FI / CAT US”, cuja tradução será: “Era 1299 [Ano 1261 da Era de Cristo] reinando o rei Afonso dito conde de Bolonha foi o muro edificado”.


Capela de N.ª Sr.ª dos Mártires



Casa do Alcaide-Mor / Antiga Casa da Câmara


Claustro do Convento das Maltezas



Conjunto Monumental da Alcáçova de Estremoz - Torres da Couraça



Igreja de São Francisco, compreendendo o túmulo de Esteves Gatuz



Padrão da Batalha do Ameixial



Pelourinho de Estremoz



Portas e baluartes da 2ª linha de fortificações (século XVII)



Villa Lusitano-Romana de Santa Vitória do Ameixial



(...)

 
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Distrito de Évora
     
     
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ALJUSTREL CORUCHE OURIQUE
ALMEIRIM CRATO PONTE DE SOR
ALMODÔVAR CUBA PORTALEGRE
ALPIARÇA ELVAS PORTEL
ALTER DO CHÃO ESTREMOZ REDONDO
ALVITO ÉVORA REGUENGOS MONSARAZ
ARRAIOLOS FERREIRA DO ALENTEJO RIO MAIOR
ARRONCHES FRONTEIRA SALVATERRA DE MAGOS
AVIS GAVIÃO SANTARÉM
BARRANCOS GOLEGÃ SANTIAGO DO CACÉM
BEJA MARVÃO SERPA
BENAVENTE MÉRTOLA SINES
BORBA MONFORTE SOUSEL
CAMPO MAIOR MONTEMOR-O-NOVO VENDAS NOVAS
CARTAXO MORA VIANA DO ALENTEJO
CASTELO DE VIDE MOURA VIDIGUEIRA
CASTRO VERDE MOURÃO VILA VIÇOSA
Concelho de Évora

10 Monumentos sugeridos

1. PORTA DE D. ISABEL
A Porta de D. Isabel fazia parte da muralha tardo romana, hoje conhecida por Cerca Velha. Esta porta, constituída por um arco perfeito de cantaria é a única sobrevivente em todo o recinto amuralhado da Cerca Velha. Marca a passagem da principal rua da cidade romana na direcção este-oeste - o Cardo Máximo -, da qual resta um troço de calçada bem conservado, sob o arco.
A muralha tardo romana, na qual esta Porta se insere, tinha cerca de 1.200m de extensão, e abrangia uma área de cerca 10ha. Estava protegida por fortes torres de cantaria, das quais ainda subsistem algumas, como as que defendiam as portas das Rua da Selaria (actual Rua 5 de Outubro) e da Porta de Moura.
O seu nome remonta ao séc. XVII, já que na Idade Média era conhecida pela Porta do Talho do Mouro. De facto, o arrabalde da Mouraria nova, era ali a dois passos.


2. TERMAS ROMANAS
Em 1987, na sequência de obras nos Paços do Concelho, descobriram-se as termas romanas da cidade. O complexo até agora estudado tem cerca de 300m2, orientando-se no sentido sul/norte e obedecendo aos cânones vitruvianos. Os espaços já conhecidos constam de:
Laconicum - Sala circular de 9m de diâmetro, destinada a banhos quentes e de vapor. No centro encontra-se um tanque circular de 5m de diâmetro, embutido no solo, com três degraus. O fundo do tanque é de opus signinum (argamassa feita de cal hidráulica, areia e tijolo míudo) e possui uma profundidade de 1.30 m. O laconicum está rodeado do seu sistema de aquecimento.
Praefurnium - Espaço visitável ao lado direito, que contém a fornalha, serviria de sistema central de aquecimento das salas adjacentes. Daqui o Laconicum era aquecido mediante combustão de madeira.
Natatio - Piscina rectangular de ar livre, rodeada de pórticos, com uma largura de 14.40 m e comprimento de 43.20 m. No lado leste da piscina eram lançadas as águas das termas, segundo se crê trazidas por aqueduto próprio que teria sido o antecessor do aqueduto de Água de Prata. Esta área não é visitável.


3. TEMPLO ROMANO
O templo fazia parte integrante do fórum de que se conhece a praça lajeada a mármore e uma estrutura porticada envolvente, onde provavelmente estariam lojas (tabernae).
Foi este templo edificado em meados do século I, consagrando-se provavelmente ao culto imperial. Possuía uma planta rectangular do tipo hexastilo-períptero, medindo 24.60 m por 14.19 m, assentando num podium de 4 m de altura. Na sua construção foi usado granito local, bem como mármore de Estremoz nos capitéis coríntios e na base. Um espelho de água em forma de U circundava-o.
A história do Templo confunde-se com a história de Évora. Na Idade Média foi utilizado como "açougue das carnes" (talho), sendo aí o principal ponto a retalho de venda de carne da cidade. Em 1870, decidiu-se repor a traça original disponível. Assim, e sob a orientação do italiano G. Cinatti, foi restaurado como hoje se exibe, ainda que sem cela, arquitrave, friso e muitas das suas colunas. Nesse processo colaboraram muitos nomes ilustres do tempo, entre eles Alexandre Herculano.
Em ex-líbris da cidade se tornou, ainda que nunca tivesse sido consagrado à deusa Diana, como popularmente se afirma.


4. CATEDRAL DE ÉVORA
A catedral de Évora, consagrada a Santa Maria, foi edificada entre 1283 e 1308, num período já de afirmação do gótico, mas onde ainda se assiste à permanência da linguagem decorativa românica. A catedral foi construída em terreno difícil, de forte inclinação, onde o engenho de arquitectos e o saber dos canteiros foi duramente posto à prova.
A Catedral tem três naves. Na central, podemos ver a imagem medieval da Nossa Senhora do Ó; defronte, o Anjo da Anunciação, obra posterior do flamengo Olivier de Gand. Se aí pararmos poderemos ver, em cima à direita, entre os arcos do trifório, um busto. É o arquitecto da catedral, que assim posa para a posteridade; as iniciais que exibe (C. E.), definem-no: Constructor Edit.
Estilos vários e épocas diversas caracterizam a catedral, dando-lhe todavia uma unidade particular. O claustro gótico é da primeira metade do século XIV. Aí está sepultado o bispo fundador - D. Pedro -; aí funcionou o primeiro concilium (concelho) da cidade, de que resta memória na pedra de armas mais antiga da cidade. O arco da capela do Esporão é a primeira manifestação do Renascimento em Évora; a capela-mor é barroca (substituiu a abside gótica em 1717), obra de D. João V, com mármores alentejanos engalanando-a; já o cadeiral do coro é quinhentista, com desenhos flamengos. Saliente-se ainda o museu de Arte Sacra, com rico espólio. Aqui também funcionou a Escola Polifónica da Sé de Évora, que, sobretudo em Quinhentos, teve grande projecção, sob a protecção do Cardeal-Rei D. Henrique.
No portal, por entre marcas de canteiros medievais que na pedra deixaram a sua memória, salientam-se o apostolado, obra de grande sensibilidade artística, reflectindo no mármore a visão medieva da palavra divina, transmitida sob a forma de recado, de conselho, de aviso.


5. PRAÇA DE GIRALDO
A meio do percurso deste roteiro, eis que o visitante chega à Praça Grande, a actual Praça do Giraldo, herdeira do "chão" onde se fez a primeira feira franca eborense, ainda em tempo de D. Dinis. Era a confluência de percursos urbanos polarizados pelos mosteiros mendicantes de S. Francisco e S. Domingos.
Rompida a Cerca Velha, Évora crescia rumo à muralha fernandina do séc. XIV. Aqui estava o centro político e o centro religioso: de um lado os paços do concelho, do outro a igreja de Stº. Antão, que iniciou o estilo "chão" alentejano, e que foi erguida sobre a primitiva igreja gótica de Antoninho. Espaço também de quotidianos. Nas arcadas a toda a volta se fazia (e faz) o comércio. Aqui se fizeram autos-de-fé, torneios, justas e touradas. Aqui estava o pelourinho e a Casa de Ver o Peso; aqui ficavam os antigos Estáus da Coroa, que ocupavam o quarteirão entre a antiga Rua da Cadeia e a Rua do Raimundo. Aqui está a fonte henriquina, construída sobre um antigo chafariz incluso num pórtico, e onde terminava a água trazida ao longo de 18km, desde as fontes da Prata.


6. IGREJA REAL DE S. FRANCISCO
Com o triunfo da dinastia de Avis, em 1385, com a chegada das riquezas do Oriente, Évora assume-se cada vez mais como centro político e vila cortesã. Muitos foram os reis que aqui passaram, tornando-se cidade preferida de monarcas. Aqui começaram a surgir edificações que a enobrecem. A igreja conventual e palatina de S. Francisco, edificada por D. João II e concluída no reinado de D. Manuel I, foi construída sobre uma primitiva igreja gótica do século XIII.
A fachada destaca-se pela volumetria dos coroamentos, constituídos por coruchés cónicos, por gárgulas de cariz zoomórfico, por ameias chanfradas e por um pórtico onde se exibem os emblemas régios dos dois monarcas seus mecenas.
Exemplar notável do tardo-gótico alentejano, a igreja tem uma só nave (uma das maiores de Portugal), ladeada por capelas comunicantes. Na abóbada ogival estão de novo patentes os símbolos que a ligam à expansão e aos seus fundadores: a Cruz de Cristo, o pelicano de D. João II, a esfera armilar de D. Manuel I. À direita do altar-mor, as janelas serviam para que os reis assistissem à missa, vendo assim o padre de frente, numa época em que o sacerdote oficiava sempre de costas para os fiéis.


7. IGREJA E CONVENTO DA GRAÇA
Em plena expansão portuguesa, as ambições imperiais gravaram-se nas pedras da Igreja da Graça. Edificada em formas clássicas tão ao gosto do Renascimento, a Igreja foi feita talvez para servir de túmulo ao seu mentor: D. João III. O arquitecto foi Miguel de Arruda. Também aqui trabalhou Nicolau de Chanterene, o mais notável escultor francês que entre nós, no século XVI, desenvolveu a sua arte; são da sua autoria, além da fachada da igreja e janelas da capela-mor, os túmulos dos patronos - D. Francisco de Portugal e esposa - hoje expostos no Museu de Évora.
É uma das mais significativas obras do nosso Renascimento, para o que contribuiu a cultura humanista de D. João III. Ele mesmo mandou gravar na fachada um título de pendor romano: "Pai da Pátria". No pórtico, em cima, temos então as marcas do sonho do Império: os "quatro meninos da Graça", as estátuas dos gigantes (ou atlantes) que carregam as quatro partes do mundo onde os portugueses aportaram.


8. LARGO DA PORTA DA MOURA
Em pleno Renascimento, Évora cobre-se de monumentos. Grandiosos uns, mais utilitários outros, mas todos dignos de realce. Como a fonte renascentista de 1556, obra de Diogo de Torralva, mandada erigir pelo maior mecenas da cidade, o Cardeal-Rei D. Henrique. O seu chafariz era um dos principais pontos de abastecimento de água na cidade antiga. Esta fonte foi construída com donativos públicos dos vizinhos do largo; um dos que participou foi o mais afamado tipógrafo da cidade, André de Burgos.
Outros motivos de interesse tem este Largo da Porta da Moura. Defronte da fonte, a casa Cordovil, com o seu mirante em manuelino-mudejar, mescla do estilo próprio da expansão (o manuelino), com o estilo de inspiração mourisca (o mudéjar).
Entre as torres que guardam a antiga Porta de Moura, situa-se a janela manuelina chamada de Garcia de Resende, poeta e cronista eborense do Renascimento português, e autor do Cancioneiro Geral, (compilação de toda a tradição poética portuguesa do século XV e XVI).


9. UNIVERSIDADE DE ÉVORA / COLÉGIO DO ESPÍRITO SANTO
Em 1551, com o patrocínio do Cardeal-Rei D. Henrique, foi instituída a Universidade de Évora, sob orientação jesuíta. Sete anos mais tarde, o papa Paulo IV, deu-lhe concede-lhe a necessária bula. Aqui se leccionavam os cursos de Teologia, Filosofia, Matemática e Retórica.
Cedo a universidade eborense se assumiu como um bastião do saber, apesar do controle inquisitorial. As suas instalações, de raiz, eram consideradas modelares, melhores de resto que as da sua congénere coimbrã. No seu conjunto monumental salientam-se o Claustro dos Gerais com dupla galeria de ordem toscana; a Sala dos Actos, em estilo barroco; os azulejos historiados com alusões a autores clássicos (Platão, Virgílio, Aristóteles, Arquimedes); a igreja maneirista do Espírito Santo (séc. XVI); a capela seiscentista de Nossa Sª. da Conceição; a antiga livraria. Numa galeria do andar cimeiro, uma estátua do historiador eborense Túlio Espanca - autodidacta aqui sagrado Doutor Honoris Causa - vela por este templo do saber.
Extinta no século XVIII (1759), a Universidade retornou à cidade em 1979.


10. PORTA DO MOINHO DE VENTO
O fim deste percurso não é isento de simbolismo. Aqui, na Porta do Moinho de Vento, chegámos ao local onde as cercas se tocam: a velha e a nova, isto é, onde muralha nova medieval se encontra com a velha muralha romana. Na verdade, a poucos metros, à esquerda, temos a Porta de D. Isabel, onde começámos esta viagem pelo tempo e pela História de Évora. Para trás deixámos a soberba vista do Palácio dos Condes de Basto, obra quinhentista edificada sobre o antigo castelo da cidade (Alcáçova Velha); para trás deixámos o troço de muralha romana onde assentam a actual pousada e a Igreja dos Lóios.
O topónimo "Porta do "Moinho de Vento", remonta ao séc. XIII, mas o local certo levantou dúvidas durante muito tempo. Este topónimo referiu-se, até ao século XV, a uma outra porta já desaparecida, passando, depois, a designar a actual. Aqui nasce a cerca fernandina (a "cerca nova"), que se estende por 3 km, e onde originalmente se abriam 10 portas.
Neste local, reencontram-se as idades Évora. O ciclo fecha-se. Ou volta a abrir-se, na cidade Património da Humanidade.

 

 

Centro Histórico

PRAÇA DE GIRALDO. Praça central da cidade histórica. Arcadas, fonte e Igreja de Santo Antão (Séc. XVI). Posto de Turismo. Comércio, serviços e restauração. Rua Cinco de Outubro (artesanato, restauração e alojamento).

CATEDRAL DE SANTA MARIA. Edifício monumental românico-gótico (Séculos XIII-XIV). Claustro e Museu de Arte Sacra.

LARGO CONDE VILA FLOR. Ruínas do templo romano (Séc. I). Museu de Évora. Biblioteca Pública de Évora. Igreja e Convento do Lóios (Pousada) (séc. XV-XVII). Palácio dos Duques de Cadaval (Séc. XVI). Serviço de trens puxado por cavalos.

CASTELO VELHO. Muralha tardo-romana (Cerca Velha). Ermida de S. Miguel. Palácio dos Condes de Basto (particular). Ruas Freiria de Cima e de Baixo. Museu das Carruagens. Solar dos Condes de Portalegre. Cabeceira da Catedral (Séc. XVIII).

UNIVERSIDADE ÉVORA/COLÉGIO DO ESPÍRITO SANTO. Igreja do Espírito Santo (Séc. XVI). Claustro dos Gerais e salas de aula (Séc. XVIII).

LARGO DA PORTA DE MOURA. Torres da porta tardo-romana. Janela manuelina-mudéjar da Casa de Garcia de Resende (Séc. XVI). Fonte e chafariz (Séc. XVI). Casa Cordovil com mirante mudéjar (Séc. XV-XVI). Rua da Misericórdia. Mirante mudéjar da Casa Soure (Séc. XVI). Igreja do Carmo (séc. XVI - XIII). Comércio, serviços e restauração.

PRAÇA DE SERTÓRIO. Edifício da Câmara Municipal de Évora (Séc. XIX). Termas romanas (Séc. II-III). Igreja e Convento do Salvador. Arco de D. Isabel (porta tardo-romana). Artesanato, restauração, alojamento e serviços.

IGREJA DA GRAÇA. Fachada renascentista (Séc. XVI). Claustro conventual (particular). Travessa da Caraça.

LARGO DE S. FRANCISCO. Igreja real de S. Francisco (Séc. XV-XVI). Claustro gótico. Capela dos Ossos (Séc. XVII). Palácio de D. Manuel (Séc. XVI). Mercado Municipal (Séc. XIX-XX). Centro de Artes Tradicionais (antigo Museu do Artesanato).

JARDIM PÚBLICO (Séc. XIX). Palácio de D. Manuel (pavilhão sobrevivente do conjunto monumental do palácio dos reis portugueses) (Séc. XVI). Ruínas Fingidas (Séc. XIX) com elementos arquitectónicos mudéjares (Séc. XVI). Muralha medieval (Séc. XIV). Baluartes seiscentistas.

AQUEDUTO DA ÁGUA DA PRATA (Séc. XVI). Troço monumental da época de D. João III (1533-37). Rua do Cano, Porta Nova, Rua do Salvador e Rua Nova. Fontes e chafarizes da Praça de Giraldo, Largo da Porta de Moura, Largo de Avis e Rossio de S. Brás. Caixa de Água renascentista na Rua Nova.

PERCURSOS URBANOS. JUDIARIA: Rua dos Mercadores, Rua da Moeda e Travessa do Barão. MOURARIA: Rua da Mouraria, Igreja de S. Mamede, Rua das Alcaçarias. PRAÇA JOAQUIM ANTÓNIO DE AGUIAR:Teatro Municipal Garcia de Resende. MURALHAS MEDIEVAIS: Porta do Raimundo, Porta de Alconchel e Porta da Lagoa. Igreja e Convento dos Remédios, sala de exposições periódicas. Ao longo do percurso: comércio, serviços, restauração e alojamento

 
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CASTELO DE VIDE MOURA VIDIGUEIRA
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Concelho de Ferreira do Alentejo
Ferreira é coroada pela beleza da antiga Igreja da Misericórdia que exibe um importante Portal Manuelino e um belo retábulo maneirista que hoje se guarda no Museu Municipal, sediado a menos de 20 metros, na rua onde nasceu o grande intelectual e político do Século XIX, Júlio Marques de Vilhena.


Junto à Praça Comendador Infante Passanha, avista - se a Igreja Matriz que evoca a Ordem de Santiago de Espada e onde podemos admirar dois túmulos góticos pertencentes ao Comendador D. João de Sousa e sua esposa, D. Branca de Ataíde.

Digna de conhecer é ainda a Galeria de Arte, Capela de St.º António e o Espaço Artesão onde se podem admiram miniaturas de alfaias agrícolas.

Na extremidade norte da Rua Capitão Mouzinho, avistam - se a sui generis cravejada de enigmáticas pedras de tom negro. Nas suas imediações encontra - se o posto de turismo.

Um pouco mais abaixo, a e o seu cruzeiro de 1940 emblezam a alameda Gago Coutinho e Sacadura Cabral. É também aqui que podemos admirar a histórica imagem que acompanhou Vasco da Gama na descoberta do caminho marítimo para a India.

Nas proximidades, a cerca de 2 Km da sede de concelho, ergue - se a Villa Romana do Monte da Chaminé com ocupação que remonta ao século I A. C.

A poucos quilómetros, Peroguarda, classificada a aldeia mais portuguesa do Baixo Alentejo, encanta com o seu branco e singelo casario que contrasta com o verdejante trigo ondulante e a sua Igreja St.ª Margarida que ainda apresenta traços quinhentistas.
Nesta pequena freguesia está sepultado o grande etnomusicólogo, Michel Giacometti, que se enamorou pelo misterioso cante alentejano, tradição local de relevante valor cultural.

Na singela Aldeia de Alfundão encontra - se uma bela e rústica Ponte Romana.

A Visitar
Biblioteca Municipal
Capela de Santo António
Espaço do Artesão
Igreja das Pedras
Igreja da Misericórdia
Museu Municipal
Mobitral
Posto de Turismo

 
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