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Concelho
de Alcacer do Sal
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Passeios
no Sado
O Município de Alcácer do Sal, recuperou e equipou
as embarcações “Amendoeira” e “Pinto
Luísa” sendo hoje possível embarcar em viagens únicas
pela Reserva Natural do Estuário do Sado.
Entre o canal de Alcácer do Sal e a baía de Setúbal,
onde o Sado encontra o Oceano Atlântico, a Reserva apresenta,
para além de uma beleza arrebatadora, uma grande diversidade
de paisagens, uma riqueza natural única, servindo de refúgio
a centenas de espécies animais que ali encontram segurança
e alimento. Mas a presença humana há pelo menos cinco
mil anos deixou também na região um relevante património
construído, quer se fale do Palácio da Herdade do
Pinheiro, dos Fornos Romanos, da Feitoria Fenícia de Abul,
das cabanas de Colmo da Carrasqueira ou do Cais Palafitico aí construído
e único na Europa.
Embarque nesta aventura. Venha navegar connosco!!!
Os passeios no Sado podem ser de dia inteiro ou de meio-dia, em
grupo ou com inscrição a título individual.
As saídas de dia inteiro correspondem a um passeio de aproximadamente
oito horas, com partida e regresso à cidade de Alcácer.
Sendo possível fazer breves paragens na cidade de Setúbal
ou Tróia e ainda na Praia Verde (Península de Tróia)
para mergulhos.
Já as saídas de meio-dia implicam um passeio de aproximadamente
quatro horas igualmente com partida e regresso à cidade
de Alcácer do Sal.
Passeios nos Galeões suspensos
Os passeios pelo rio Sado nos galeões do sal “Amendoeira” e “Pinto
Luísa” encontram-se, de momento, suspensos.
Informações e reservas:
Sector do Turismo
Praça Pedro Nunes, n.º 1
7580 - 125 Alcácer do Sal
Tel.: 265610070
Fax: 265610079
Reserva Natural do Estuário do Sado
Representando uma área protegida de incomparável
diversidade biológica, a Reserva Natural do Estuário
do Sado compreende 23.160 ha, dos quais cerca de 13.500 ha são
constituídos por zonas de estuário e os restantes,
cerca de 9.500, se referem a zonas húmidas marginais convertidas
e destinadas à salicultura, à piscicultura e à orizicultura,
mas também por zonas de terra firme e pequenos cursos permanentes
de água doce.
A importância da fauna e da flora desta reserva estende-se
desde a vegetação de água salgada que margina
o estuário, ao sapal, aos lodos que, juntamente com a dinâmica
das marés, são abrigo das inúmeras espécies
que aqui se pode encontrar: as cegonhas-brancas, as garças,
os perna-longas, os colhereiros, os flamingos-rosa, as aves de
rapina, os patos, os alfaiates e ainda a lontra europeia, os saca-rabos,
os gamos e os golfinhos entre outras.
A fertilidade e riqueza da região abrangida pela Reserva
justificam a sua ocupação pelo homem desde o Neolítico.
Populações que viviam, essencialmente, da pesca e
da recolha de marisco, estabeleceram por aqui, há cerca
de cinco mil anos, as suas aldeias, assentes em línguas
de areia que o Atlântico ainda banhava.
Também da presença romana restam vestígios
que podem ser admirados, por exemplo, na herdade do Pinheiro,
onde se encontram fornos que fizeram parte de uma importante
indústria de olaria que ali prosperou entre os sécs.
I e IV d.C.
Forma agradável de observar este magnífico património
natural são os passeios de balão ou de barco ao
longo das águas calmas do rio Sado.
A faixa do Litoral Alentejano, na margem Sul do Sado, avança
pela EN 253 até ao entroncamento com a EN 253-1, na povoação
da Comporta. Segue depois por esta estrada nacional, no sentido
noroeste, até ao entroncamento com o caminho de acesso à ETAR
de Tróia (limite sul de um eucaliptal), por onde continua
até à ligação com o canal da Comporta.
Segue finalmente por uma linha recta, definida por este ponto
e pelo ponto inicial da EN 10-4, fechando o respectivo limite.
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Concelho
de Alcochete
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Patrimonio
Arqueológico
Testemunhos Arqueológicos
A ocupação humana no território de Alcochete remonta ao
Paleolítico. De entre os vários sítios deste período,
o destaque vai para o sítio da Conceição, um acampamento
com 28 000 anos, detectado e estudado aquando dos trabalhos de construção
da Ponte Vasco da Gama. Nesta altura, o Homem escolheu estes terrenos junto ao
rio para viver daquilo que a caça e a pesca lhe oferecia. Esta dependência
directa dos recursos naturais implicava constantes deslocações
das populações, em busca do seu alimento, sendo a maioria destes
sítios ocupados temporariamente. »
Igreja de Santa Maria de Sabonha
Templo do século XIII, recuperado no século XVI com a construção
anexa de um convento franciscano, ganhando a nova designação de
Nossa Senhora do Socorro, e vendido em hasta pública e destruído
após a extinção das ordens religiosas, em 1834, tendo-se
perdido a sua localização. »
Porto dos Cacos
Sítio localizado na margem direita da ribeira das Enguias, cujas escavações
arqueológicas permitiram identificar um centro oleiro especialmente vocacionado
para o fabrico de ânforas. »
Quinta da Praia
Virado para os terrenos pantanosos das Salinas do Samouco, sobre um pequeno
terraço
suave e arenoso, identificou-se a única estação do Neolítico
do concelho, durante a elaboração da respectiva Carta Arqueológica.
O seu contributo poderá enriquecer a caracterização de um
período ainda mal representado na região. »
Sítio da Conceição
Estação arqueológica do Paleolítico Médio,
situado sob as áreas de serviço da Ponte Vasco da Gama. Ocupa um
pequeno terraço, na época banhado pelo rio Tejo. Os trabalhos arqueológicos
decorridos durante os Estudos de Impacte Ambiental da mesma ponte, permitiram
atribuir uma datação do sítio de há 28 000 anos. »
Patrimonio Religioso
Ermida de Nossa Senhora da Conceição dos Matos
Situada junto à Estrada Municipal 501, que liga Alcochete ao Samouco,
a ermida foi construída na segunda metade do século XVI. »
Ermida de Santo António da Ussa
A Ermida de Santo António da Ussa, proposta pelo Plano Director Municipal
(PDM) como monumento de Interesse Histórico e Artístico de âmbito
local – Diário da Republica de 22 de Agosto de 1997. »
Igreja Matriz de Alcochete
A Igreja de São João Baptista, Matriz de Alcochete foi declarada
Monumento Nacional por decreto de 16 de Junho de 1910. »
Igreja da Misericórdia
A Igreja da Misericórdia, classificada como Imóvel de Interesse
Público pelo Decreto nº2/96 de 6 de Março de 1996, apresenta
um porte imponente com uma localização importante no contexto urbano,
sendo ponto de confluência de duas linhas fundamentais à estruturação
original do espaço urbano da vila – a linha da margem do Tejo e
a linha para o interior (Rua Direita) que conduz à Igreja Matriz. »
Igreja de Nossa Senhora da Vida
A Igreja de Nossa Senhora da Vida, classificada como Imóvel de Interesse
Público pelo Decreto nº 2/96, de 6 de Março de 1996, encontra-se
adossada a edifícios nos lados sul e nascente. »
Igreja de São Brás
A Igreja de São Brás, situada na vila de Samouco, proposto pelo
Plano Director Municipal (PDM) como Monumento de Interesse Histórico e
Artístico de âmbito Local – Diário da República
de 22 de Agosto de 1997. »
Pórtico do Extinto Convento de São Francisco
O Pórtico do Convento de S. Francisco ou de Nossa Senhora do Socorro classificado
como Imóvel de Valor Concelhio pelo decreto nº2/96 de 6 de Março
de 1996 é o que resta de um convento do século XVI. »
Património Natural
Reserva Natural do Estuário do Tejo
O Concelho de Alcochete apresenta uma das zonas húmidas mais extensas
do país classificada como Reserva Natural, um estatuto que lhe foi atribuído
devido à diversidade de aves migratórias que por ali passam.
Em alturas de migração, a Reserva Natural do Estuário
do Tejo é local de abrigo para mais de 120.000 aves, com destaque para
a comunidade de flamingos que, durante todo o ano, embelezam e dão cor
a este local.
Para além da comunidade de avifauna, a Reserva Natural é ainda
caracterizada pela existência de vestígios que remetem para actividades
tradicionais do Concelho. Um bom exemplo são as Salinas do Samouco que
revelam a todos os visitantes vestígios da actividade salineira, outrora
considerada uma das maiores actividades económicas do Concelho.
Numa extensão até Vila Franca de Xira, a Reserva Natural do Estuário
do Tejo é ainda constituída por uma zona de lezírias,
onde são criados toiros e cavalos para a lide taurina.
Rica em diversidade, a Reserva Natural é uma área que está à espera
de ser explorada, seja de bicicleta, de carro, num passeio pedestre do Alcochet’Aventura
e, porque não, na embarcação tradicional “Alcatejo” que
permite ao visitante adquirir uma visão completamente diferente desta área.
Para mais informações deverá consultar o portal do Instituto
da Conservação da Natureza e da Biodiversidade
Salinas
Salicultura na Rota de Alcochete
Situadas na margem do rio Tejo, as Salinas constituem ainda um exemplo vivo
daquela que foi, durante muito tempo, a principal actividade económica
de Alcochete – a salicultura. Depois de ser extraído dos enormes
tanques, ainda visíveis no Estuário do Tejo, o sal era, posteriormente,
transportado para o cais de Lisboa e exportado para o estrangeiro.
O enfraquecimento da navegação à vela, a auto-suficiência
dos países tradicionalmente consumidores de sal, o aparecimento dos
sistemas de refrigeração e a sua implementação
nos navios de pesca do bacalhau foram alguns dos factores que enfraqueceram
a produção do sal e, consequentemente, a sua perda económica.
Perante este cenário, raras foram as salinas que conseguiram resistir à nova
conjuntura. Alcochete também não fugiu à regra.
Salinas do Brito
As salinas da Fundação João Gonçalves Júnior
são, actualmente, as únicas que se encontram em actividade contínua,
não deixando cair em esquecimento uma das actividades que em muito contribuiu
para a formação da identidade cultural da população
deste Concelho. Além de manter viva a tradição de Alcochete,
as salinas são cada vez mais reconhecidas pela sua importância
ecológica, visto serem um local de abrigo e refúgio para muitas
aves aquáticas, contribuindo para a sua conservação e
preservação.
No Inverno, as salinas assumem-se como um importante
local, onde as aves vão
procurar abrigo e alimentos alternativos aos espaços que já se
encontram cobertos de água. No Verão, as salinas são um
local privilegiado de nidificação, nomeadamente para o perna-longa
Himantopus himantopus.
Fundação das Salinas do Samouco
Constituído por uma área de 410 hectares, o Complexo de Salinas
de Samouco é um local de refúgio e de nidificação
para espécies como a chilreta, o pernilongo e o borrelho-de-coleira-interrompida.
Actualmente,
as salinas de Samouco apresentam-se como o salgado com a maior riqueza e abundância de aves durante o período de preia-mar de
todo o Tejo. A sua importância crescente deve-se, essencialmente, a dois
aspectos: em primeiro lugar tem sido alvo de manutenção constante
desde 1995 e, em segundo lugar, os outros salgados encontram-se ao abandono
e são explorados para captura de camarinha, o que faz com que os níveis
de água sejam inadequados para utilização, por parte das
aves limícolas.
Em contraste com o seu enfraquecimento económico, verifica-se que a
riqueza ecológica das salinas tem sido cada vez mais valorizada e reconhecida.
Inseridas nos sapais das zonas húmidas, as salinas constituem um óptimo
local de abrigo para muitas aves aquáticas que, antes de hibernarem,
encontram nos extensos campos de lama, um óptimo local para se alimentarem.
Já na época de nidificação, as salinas transformam-se
igualmente no principal habitat de espécies diversificadas.
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Concelho
de Alenquer
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Serra
de Montejunto
Património natural
É a Serra de Montejunto o mirante natural mais alto da Estremadura;
linha de cumeadas divisória de zonas climatéricas diferentes;
acidente geográfico que, pela sua altitude e dimensão, polariza
toda a paisagem que a envolve; estrutura geológica rica em algares,
grutas e lagoas residuais; santuário de nidificação de
uma avi-fauna invulgar e preciosa; reduto e refúgio de pequenos mamíferos;
parque natural de uma flora de transição mediterrânico-atlântica.
Localizada no extremo Sul do Concelho do Cadaval e a Norte do Concelho de Alenquer,
orientada de Este para Oeste, e Serra de Montejunto eleva-se a 666 metros acima
do nível médio do mar. A Serra é constituída por
um maciço calcário onde predominam altas escarpas e gargantas
apertadas.
Destacamos neste maciço os cabeços de S. João, Moinho
do Céu, Penha do Meio-Dia, Espigão, Bicha e Monfarinho.
Devido à sua orientação quase concordante com a linha
da Costa Atlântica e ao seu revestimento vegetal, a Serra constitui,
no eixo Montejunto-Estrela, uma importante fronteira climatérica que
separa, meteorologicamente, o Norte-Sul do País. Os seus valores médios
anuais de temperatura do ar variam entre 12,5º C e 16º C e a insolação
na Serra varia de 2 400 a 2 600 horas/ano. A sua pluviosidade é de 800
a 1 000 mm/ano com um total de 75 a 100 dias/ano de precipitação
igual ou superior a 10 mm.
Em relação à singularidade da sua estrutura orográfica
já no século XVI Frei Luís de Sousa a descreve como um
só monte de pedra, ou uma só pedra antes que Serra. Porque o
nome de Serra compreende montes de penedias e rochedos encadeados e continuados
com vales e subidas; e esta consta de uma só pedra, ou monte que igualmente
cresce e sobe em meio de terras lavradias.
Na linguagem actual, os geólogos referem a Serra como um maciço
calcário de formação jurássica assinalada por diversas
zonas de falhas que assinalam as suas escarpas, os seus vales e os seus planaltos,
as suas grutas e algares. Também é rica do ponto de vista paleontológico
com importantes jazidas de amonites, turritelas e outros fósseis de
interesse científico.
Nela estão referenciados quase uma centena de algares e grutas de grande
valor biológico, geológico e mesmo arqueológico, entre
as quais citamos: Gruta das Fontaínhas, Gruta da Salvé-Rainha,
Algar das Gralhas, Buracos Mineiros, Gruta da Rocha-Forte, Lapa da Maria Pia
e Algar do Bom Santo.
Ainda não suficientemente estudado, o revestimento
vegetal da Serra de Montejunto é essencialmente constituido
por manchas de espécies
arbóreas de castanheiros, sobreiros, carvalho e pinheiros, intercaladas
com áreas de cultivo e pastoreio; disseminado um pouco por toda a
parte, um manto de espécies arbustivas constitui a mancha predominante
da Serra, rica pela variedade das espécies que apresenta, algumas
delas bastante raras como é o caso da orquídea silvestre. Modernamente,
e após
os grandes fogos, a Serra está a ser invadida por uma espécie
exótica - o eucalipto.
Esta Serra, que se apresenta como ilha biológica que emerge em meio
de terras lavradias contém uma fauna notavelmente rica quando comparada
com a das regiões limítrofes.
A pirâmide ecológica reflecte o ecossistema da montanha e dela
constam mais de uma centena de espécies de aves nidificantes e migradoras,
cerca de vinte e cinco espécies de mamíferos e vinte de répteis
e anfíbios, constituindo, no seu todo, um dos ecossistemas mais prósperos
do centro do país.
A título de justificação desta riqueza faunística
citamos alguns mamíferos como o manguço (Herpestes ichneumon),
o gato bravo (Felis silvestris), a gineta (Genetta, genneta), o texugo (Meles,
meles), e a raposa (Vulpes, vulpes) e bastantes aves entre as quais destacamos
a gralha preta (Corvus corone), o corvo (Corvus corax), o mocho galego (Athene
noctua), o peneireiro de dorso malhado (Falco tinnunculus), a águia
de asa redonda (Buteo, buteo), a águia de Bonelli (Hieraatus fasciatus),
o falcão peregrino (Falco peregrinus), a coruja das torres (Tyto alba),
o bufo real (Bubo, bubo), superpredador já extremamente raro na fauna
europeia e o quase extinto peneireiro cinzento (Elanus Caeruleus) já apenas
existente em Portugal e Espanha.
As riquezas da serra do Montejunto estão defendidas através da
criação institucional da figura jurídica de Área
de Paisagem Protegida da Serra de Montejunto.
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Concelho
de Almada
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Conhecer
Almada
Almada convida-o a conhecer um concelho que tem muito para oferecer.
Ponto de encontro entre o Tejo e o Atlântico, Almada é centro
de cultura e desporto, de parques naturais e espaços públicos
qualificados.
Visite os museus, que contam a passagem de vários povos
por este território há milhares de anos, mas que
valorizam e mantêm viva a história dos homens e
mulheres que lutaram por uma Almada livre, associativista e solidária.
Assista a um espectáculo no fantástico exemplar
de arquitectura que é oTeatro Municipal, venha aos nosso
festivais internacionais ou vá apenas até à biblioteca
e entre em Almada a partir dos livros, que pode folhear numa
das soalheiras esplanadas da Praça da Liberdade.
Quando desejar descansar do ambiente cosmopolita e simplesmente
contemplar a natureza, aproveite a Mata Nacional dos Medos,
a pérola do património natural do concelho, ou
dê uma escapadela até um dos muitos jardins que
pontilham o concelho de verde, sem perder o Parque da Paz onde,
mesmo ao lado da cidade, tem à sua disposição
60 hectares de área natural.
Para quem o desporto é um prazer, Almada oferece uma
vasta e variada rede de equipamentos desportivos, com piscinas,
courts de ténis, uma pista de atletismo, campos de golfe
ou um Complexo Municipal dos Desportos onde pode praticar as
mais variadas modalidades.
Atreva-se a conhecer a cidade de uma forma diferente, calcorreando
os vários percursos que sugerimos ou surpreendendo-se
com os recantos e encantos que Almada revela a quem nos visita.
Convento dos Capuchos
As linhas elegantes do Convento dos Capuchos estabelecem o
ponto de equilíbrio com a magnífica vista alcançada
a partir do seu miradouro. Com uma localização
privilegiada sobre o Atlântico, a partir do Convento
dos Capuchos é possível contemplar Lisboa, a
Serra de Sintra, a baía de Cascais, o Bugio, a Torre
de S. Julião, até à Serra da Arrábida
e ao Cabo Espichel.
A simplicidade e o despojamento do edifício reflectem
os princípios dos frades franciscanos, para quem este
local de culto foi construído no século XVI.
Mais
de 400 anos depois, o Convento dos Capuchos mantém
a paz, propícia à meditação e ao
isolamento procurados pelos seus primeiros habitantes.
Totalmente
restaurado pela Câmara Municipal de Almada,
o edifício mantém a traça original conjugada
com a criação das melhores condições
para ser um moderno espaço de cultura, vocacionado particularmente
para a área da música.
Todo o ambiente envolvente,
com vista sobre o mar, rodeado de agradáveis jardins, afastado do bulício dos grandes
centros, mas a poucos minutos de Lisboa, faz do Convento dos
Capuchos um local de visita obrigatória para os amantes
do património e da natureza.
Cristo Rei
Erguido 215 metros acima do nível do mar e oferecendo
uma panorâmica de 360 graus sobre as duas margens do Rio
Tejo, o Cristo Rei é um dos pontos de visita obrigatória,
um monumento indissociável da imagem de Almada.
Inaugurado
em 1959, o Cristo Rei foi construído como
agradecimento por Portugal não ter entrado na II Guerra
Mundial.
Milhares de pessoas visitam este santuário que, conjuntamente
com Fátima e Santiago de Compostela, forma o triângulo
de ouro dos peregrinos na Península Ibérica.
Na entrada
do recinto existe um edifício de acolhimento,
em frente ergue-se a estátua do Redentor, voltado para
Lisboa por uma razão simbólica: ao estar de braços
abertos para a capital, todo o mundo português estaria
dentro do abraço de Deus.
Na sua construção foram utilizadas 40 mil toneladas
de betão armado e custou aos fiéis mais de 100
mil euros.
O arquitecto António Lino e o engenheiro D. Francisco
de Mello e Castro assinaram este monumento, que depois de construído
foi esculpido à mão num trabalho de minúcia,
desenvolvido a mais de cem metros do chão, da responsabilidade
do mestre Francisco Franco. Até as barbas de Jesus Cristo
foram suavemente esculpidas no seu rosto.
Na base do monumento está a capela de Nª. Sr.ª.
da Paz, onde se destaca a Imagem de Nossa Senhora de Fátima,
criada pelo famoso escultor Leopoldo de Almeida.
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Concelho
de Amadora
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Município da Amadora
Criado
em 11 de Setembro de 1979, o Município da Amadora estende-se
por uma área de 23,79Km2, onde vivem 175 872 habitantes,
segundo os dados definitivos dos Censos de 2001.
Este Município foi o primeiro a ser criado após
o 25 de Abril de 1974, deixando de ser nessa data uma freguesia
do Concelho de Oeiras, ao qual pertencia desde 1916.
O Município da Amadora inscreve-se na área geográfica
da AMLN (Área Metropolitana de Lisboa Norte), fazendo
fronteira terrestre com os Municípios de Lisboa, Odivelas,
Sintra e Oeiras.
Na altura da sua criação, o Município dividia-se
em 8 freguesias: Alfragide, Brandoa, Buraca, Damaia, Falagueira-Venda
Nova, Mina, Reboleira e Venteira.
Já em 1997, este número elevou-se para 11 freguesias,
com a criação das novas freguesias de Alfornelos
e São Brás, tendo a freguesia da Falagueira-Venda
Nova se dividido em duas: Falagueira e Venda Nova.
A 11 de Setembro de 1979 foi finalmente criado o Município
da Amadora, e sete dias mais tarde, a Cidade da Amadora.
Este Município foi o primeiro a ser criado após
o 25 de Abril de 1974, deixando de ser nessa data, uma freguesia
do Concelho de Oeiras, ao qual pertencia desde 1916.
Outrora considerada um dormitório, a Amadora passou por
um processo de autonomização em relação à Capital,
que culminou na criação gradual de uma vida própria.
Actualmente, o Município encontra-se dotado de diversos
equipamentos culturais, desportivos e serviços públicos
ao dispor da população.
Os investimentos na habitação, na educação
e na rede viária do Município são pólos
de desenvolvimento e de investimento no futuro desta jovem cidade,
cujos objectivos se prendem com a melhoria do bem-estar e das
condições de vida da população que
escolheu esta Cidade para viver e trabalhar.
Pioneiros
da Aviação Portuguesa
A História da aviação nacional começa
precisamente na Amadora, e de uma forma algo sui generis. Em 1912,
após a euforia da proclamação da República,
a Amadora atravessava uma época de desenvolvimento sócio-cultural
muito particular. Um ano antes, havia recebido a visita de Brito
Camacho, membro do Governo, e nesse ano de 1912 era inaugurado
o edifício dos Recreios Desportivos, acontecimento de relevo
na vida social e cultural amadorense.
A 7 de Julho de 1912 realizou-se o famoso “Concurso de
Papagaios”, evento que iria marcar o início da aventura
aeronáutica. Organizado pelos Recreios Desportivos nos
terrenos do Casal do Borel, a prova contou com a participação
de destacadas figuras da sociedade de então, sendo o nome
de Aprígio Gomes talvez o mais conhecido. E para atestar
a seriedade da iniciativa, note-se que faziam parte do júri
dois membros do Aero-Clube de Portugal, que avaliaram provas
de altitude, estabilidade, levantamento de pesos, ângulo
e tracção.
Foi em 26 de Janeiro de 1913 que se avistou o primeiro avião
a cruzar os céus da Amadora. Numa iniciativa da Liga de
Melhoramentos da Amadora, o francês Alexandre Théophile
Sallés parte do hipódromo de Belém e aterra
nos terrenos do Casal do Borel, partindo parte considerável
do aeroplano, bem como o hélice, na aterragem, perante
uma considerável multidão. Nada que fizesse desmobilizar
o entusiasmo da população. Com o apoio da fábrica
de espartilhos Santos Mattos, ao fim de oito dias o aeroplano
estava pronto a levantar voo.
Em 1917, realiza-se na Amadora o 1.º Festival Aéreo
e em 1919, o Grupo de Esquadrilhas de Aviação República
(GEAR) instala-se na Amadora, nos terrenos onde funciona actualmente
a Academia Militar. Durante cerca de um quarto de século, é da
Freguesia da Amadora que partem algumas das mais importantes
viagens da aviação nacional. Destas, há a
destacar a tentativa de ligação à Ilha da
Madeira, por Sarmento Beires e Brito Pais, em 1920; a viagem
do Pátria a Macau, com Brito Pais, Sarmento Beires e Manuel
Gouveia, em 1924; o voo a Goa, com Moreira Cardoso e Sarmento
Pimentel, em 1930; o voo de Carlos Bleck e Humberto da Cruz à Guiné e
Angola, em 1931 e a viagem de ida e volta do Dilly, a Timor,
com Humberto da Cruz e António Lobato, em 1934.
Após anos de entusiasmo pelo pioneirismo da aviação,
e de avanços tecnológicos importantes ao nível
dos aparelhos, termina finalmente em 1938 a ligação
da Amadora à aviação nacional. Razões
de organização da Aeronáutica Militar, a
par com a exiguidade e deficiências da pista de terra batida
ali existente, determinaram a extinção do Grupo
de Aviação de Informação n.º 1 – como
passara a ser designado o GEAR – cujo pessoal e material
seriam transferidos para Tancos.
Fonte: Homens e Aviões na História da Amadora,
M. Lemos Peixoto, Ed. CMA
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Concelho
de Arruda dos Vinhos
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Igreja
Matriz de Arruda dos Vinhos
Orago: Nossa Senhora da Salvação
Festa anual: 6 a 18 de Agosto - Procissão a 15 de Agosto
A Igreja de Nossa Senhora da Salvação ergue-se
no centro da povoação, na zona antiga da vila,
em amplo adro calcetado.
Após a reconquista da vila por D. Afonso Henriques, a
Ordem de Santiago edificou ou reconstruiu a igreja, então
pertença do padroado real e doada ao prior do Convento
de São Vicente de Fora.
Já no século XIII, D. Sancho I doou-a à Ordem
de Santiago, ficando integrada no bispado de Lisboa com as igrejas
de Óbidos.
No século XVI, D. Manuel terá mandado reconstruir
a igreja (bastante danificada por terramotos), na sequência
da sua estada em Arruda, fugindo da peste. Essa recuperação
viria a decorrer entre 1525 e 1531, já no reinado de D.
João III. Por desejo de D. Manuel e em Acção
de Graças, a invocação passou de Santa Maria
de Arruda para Nossa Senhora da Salvação, celebrando-se
festejos em sua honra a 15 de Agosto, tradição
que se tem mantido até aos nossos dias.
Com base em diversos
estudos que descrevem a imagem de Nossa Senhora da Salvação, julga-se que a imagem actualmente
venerada seja anterior ao Século XVI, tendo sido objecto
de embelezamento durante as obras de reconstrução
da igreja, ordenadas por D. Manuel. De cinco palmos e meio de
altura, rematada por elegante coroa de prata, a imagem da Virgem
com o Menino, tem sido objecto de muita veneração
ao longo dos tempos. Segundo a tradição “António
de Sande e Castro, natural de Arruda, quando partiu para a Índia,
para onde fora nomeado governador, tão devoto era de Nossa
Senhora da Salvação, que levou clandestinamente
consigo uma das mãos da sagrada imagem, revelando assim
a sua profunda devoção”.
A igreja, de planta longitudinal de influência mendicante,
divide-se em três naves separadas por bem proporcionadas
arcarias. A capela-mor apresenta um imponente retábulo
de talha dourada barroca, rodeando a imagem de Nossa Senhora
da Salvação. Observam-se ainda seis apreciáveis
pinturas quinhentistas que enobrecem as paredes laterais sobre
azulejos do século XVIII.
Do vasto conjunto de azulejaria desta igreja, refiram-se os azulejos
policromos do tipo ponta de diamante do século XVII
e outros setecentistas azuis e brancos que revestem as paredes,
inserindo-se neles painéis com figuras de santos. Merecem
especial atenção o de São Cristóvão
e o de São Jorge.
Abre para a nave do evangelho uma capela que foi dedicada a São
Francisco de Assis e pertenceu à Ordem Terceira Franciscana,
tendo sido mais tarde, feita capela do Santíssimo Sacramento.
Nesta capela, pode ser também apreciado um retábulo
de talha dourada e verde. Ornam o sacrário um conjunto
de pinturas seiscentistas. As paredes retratam momentos da vida
de São Francisco em painéis de azulejos policromos
setecentistas.
No exterior da igreja eleva-se torre sineira quinhentista rematada
por coruchéu. A fachada ostenta também um belo
portal manuelino, ladeado por pilastras com imagens em alto-relevo
(duas figuras humanas). A decoração baseia-se
em elementos ornamentais próprios da arquitectura religiosa
manuelina, inspirados em gravuras, na arte popular e decorações
efémeras.
Chafariz
É
poca de Construção: séc. XVIII - 1789
Definido um amplo largo no centro da vila, o chafariz pombalino
de Arruda impõe-se, hoje, mais pelo seu aparato cenográfico
que marca decisivamente a malha urbana, do que pelas razões
utilitárias que, em 1789, estiveram na origem da sua
edificação. Na verdade, o século XVIII
dedicou especial atenção à questão
do abastecimento da água às populações,
sendo que as construções decorrentes desta preocupação,
por parte da coroa, dos municípios ou dos nobres e eclesiásticos
era, simultaneamente, uma forma de reforço do seu poder,
ao qual não deixavam de associar a sua própria
imagem, habitualmente através da exibição
de brasões.
Assim, a pedra de armas de Portugal no coroamento
do chafariz de Arruda dos Vinhos, denuncia uma mais que possível iniciativa
ou colaboração régia na sua edificação.
O espaldar é seccionado por pilastras, encimadas por fogaréus
assentes sobre bases piramidais. O remate contracurvado dos três
panos converge, ao centro, no arco canopial que coroa e faz destacar
o eixo do monumento. Este, é formado pela bacia e respectivas
bicas, a que se segue um motivo vegetalista relevado ligando-se à pedra
de armas, e terminando com a urna que remata o arco.
Acede-se à plataforma das bicas através de duas
escadas nos extremos do chafariz, abrindo-se, entre elas, um
amplo tanque rectangular, antecedido, no alçado frontal,
por um conjunto de pilares. A água que o abastece jorra
de uma bica que se liga directamente à bacia superior.
A sua construção, já do final do século
XVIII, denota a influência pombalina na depuração
das linhas, mas revela ainda o dinamismo barroco em determinados
pormenores, como os fogaréus que rematam as pilastras.
Palácio do Morgado
O Palácio do Morgado fica situada na Rua Cândido
dos Reis, no centro de Arruda dos Vinhos. É actualmente propriedade do Município
de Arruda dos Vinhos.
Após várias obras de requalificação
que tiveram lugar entre 2001 e 2007, o Palácio é hoje
o "Centro Cultural do Morgado", integrando, a Biblioteca
Municipal Irene Lisboa, o Espaço Internet, o Auditório
Municipal, a Galeria Municipal, o Posto de Turismo e o Jardim
do Morgado.
Arquitectura
Trata-se de um palacete setecentista de andar alto com frontaria
aristocrática, rasgada por sete janelas de varanda,
com Brasão de Armas, sobre a janela central. No seu
alinhamento em anexo, uma linda capela com data de 1781, ocupando
um terço da frontaria virada a nascente e confinando
com a Rua Cândido dos Reis.
Estendem-se para sul, um
vasto e bonito jardim e uma casa de âmbito
rural, que confina com o chafariz, virado a nascente, e que data
de 1789. Na fachada Sul do Palácio, apresenta-se uma delicada
escadaria rasgada, em leque, de um só vão, com
acesso a um terraço resguardado com murete e bancos forrados
a azulejo policromado da época. Neste nível cinco
janelas, duas das quais de sacada, em alternância e equidistantes.
A
capela adjacente completa este verdadeiro espaço de
representação social, o que resume o ideal de vida
da nobreza setecentista. Esta capela é sem dúvida
grande demais para Capela de Palácio, pressupondo uma
utilização menos privada.
O trabalho de risco e
orientação de construção
do Palácio do Morgado atribui-se a Mateus Vicente de Oliveira,
arquitecto português que nasceu em Barcarena em 1706 e
morreu em Lisboa em 1785.
Originalmente o solar “Palácio do Morgado” era
essencialmente dividido em dois andares: o 1.º andar para
residência do proprietário e rés-do-chão
para serviços de apoio à casa e propriedade agrícola,
o que é indicador de uma unidade sociológica, que
o solar constituia.
No andar nobre, com acesso através de uma escadaria interior,
interligando átrio e pequeno vestíbulo, deparamo-nos
com três zonas distintas.
A primeira trata-se de uma zona
social, composta por sala de leitura, salão e sala de
jantar de pé direito alto;
na segunda zona encontramos a cozinha, sala de refeições,
despensas, corredor e acesso ao piso superior; a terceira compreende:
quartos de dormir, quartos de despir e duas casas de banho de
construção posterior.
Este belo solar, que foi em tempos de gente nobre e “fina”,
serviu concerteza de palco para belas festas, encontros de negócios,
enfim... serviu de pano de fundo ao dia a dia de muita gente,
alguns dos quais não passaram despercebidos aos olhos
do “mundo”.
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Concelho
de Azambuja
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Conhecer
o Património
O património edificado e de interesse histórico-cultural é uma
das grandes heranças legadas pela história. Entre
monumentos e sítios classificados ou referidos como de
interesse patrimonial, histórico, artístico ou
cultural.
Azambuja soube preservar o seu património numa perspectiva
de desenvolvimento sustentável e responsável ao
nível natural, social, cultural e económico. Por
isso, aqui, a evolução é natural
Sítio Arqueológico
Castro de Vila Nova de São Pedro
Classificado como monumento nacional desde 1971, este povoado do calcolítico
estremenho, ou do final do neolítico, data 3500ac, denuncia
o mais antigo testemunho da presença humana no Concelho de Azambuja.
Dotado de excelente situação estratégica, que
lhe garantia condições de defesa, domina o vale de
Almoster, através do qual comunicava com o Tejo, principal
via de comunicação para os habitantes do Castro.
Apresenta um recinto principal e duas linhas defensivas, de onde
foram recolhidos inúmeros achados arqueológicos que
permitiram a reconstituição de aspectos da vida material
e espiritual dos ocupantes desta fortificação.
O que fazer... descobrir Azambuja
Descobrir Azambuja é o que lhe propomos. Usufrua de um leque
de produtos turísticos diferenciados, adequados às
suas motivações, que, com certeza, se traduzem num
conjunto de experiências inesquecíveis.
- Rota dos Mouchões _ Azambuja
Passeio fluvial pelo Tejo. Embarque
no varino Vala Real e descubra um património natural e cultural inigualável. Por si
esperam as garças, as fataças, os cavalos lusitanos,
deixe-se envolver pela beleza paisagística das margens do
rio e dos mouchões. Delicie-se com um almoço típico
numa Aldeia Avieira e regresse embalado pelas águas do Tejo.
Estes percursos realizam-se de Abril a Outubro, com duração
de 1 ou ½ dia, em qualquer dia da semana. Obrigatório
reserva antecipada
- Percurso Pedestre “Terras de Pão” – PR1
_ Maçussa
Por caminhos rurais e tradicionais, encontra um percurso sinalizado
de 13km com dificuldade média, assente na riqueza da fauna
e flora da Ribeira da Maçussa. A partir da Junta de Freguesia,
com o moinho lá no alto a olhar por e para si… descubra
esta aldeia encantadora. No final, vá até ao restaurante/
galeria “O Baile”, um espaço aconchegado, e prove
os produtos locais como o famoso queijo da Maçussa….
Disponível para individuais ou grupos, qualquer época
do ano, sem custos.
Reservas para grupos com provas gastronómicas.
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Concelho
de Barreiro
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A
oferta turística no Barreiro divide-se entre pontos de interesse
histórico, equipamentos culturais e desportivos. Há ainda
um conjunto de serviços que permitem usufruir dos recursos
naturais que o concelho tem para oferecer.
Sem esquecer o passado industrial que proporcionou ao Barreiro
um forte desenvolvimento económico e social, o Concelho
continua a afirmar-se dentro da Área Metropolitana de
Lisboa enquanto pólo de atracção de serviços
e populações. Para esse facto muito contribui
a sua localização privilegiada, na margem sul
do estuário do Tejo.
Promover as potencialidades turísticas de um Município
que cresça quantitativa e qualitativamente é o
desafio do século XXI.
O Concelho possui uma extensa frente
ribeirinha com potencialidades para o incremento da economia
local e desenvolvimento de actividades
económicas na vertente turística e de lazer, numa óptica
de um turismo de qualidade. Está a ser desenvolvida a
recuperação de uma vasta área de frente
ribeirinha, a coberto do programa Polis e de outros, que se traduz
num conjunto de intervenções urbanísticas
e ambientais visando melhorar a atractividade e competitividade
do nosso concelho.
Existem variados pontos de interesse turístico que contribuirão
para este desenvolvimento.
Está hoje disponível uma oferta múltipla
e diversificada que justifica a visita e a aposta no investimento
local:
Museu Industrial
Reservas Museológicas Visitáveis
Casa Museu Alfredo da Silva
Sala Museu do Fuzileiro
Igreja Nª Sª da Graça
(Portal - Monumento Nacional)
Igreja
Matriz de Santa Cruz
Igreja de Nossa Senhora do Rosário
Convento da Madre
de Deus da Verderena
Campo Arqueológico
da Mata Nacional da Machada
Moagens:
Desde os finais do Século XV que a presença de
moinhos de maré está assinalada em todo o Concelho.
Os moinhos de vento são mais tardios ( séculos
XVIII e XIX ) e constituem um dos ex-líbris do Barreiro.
Ainda são visíveis 5 moinhos de maré e 4
moinhos de vento.
Monumentos
Campo Arqueológico de Coina - Real Fábrica
de Vidros Cristalinos (1719 - 1747).
A Real Fábrica de Vidros Cristalinos de Coina foi uma importante
manufactura real mandada construir por D. João V. A sua história
decorre entre 1719 e 1747, altura em que foi transferida pelo administrador
irlandês John Beare para junto do Pinhal de Leiria, na Marinha
Grande.
A fábrica de vidros de Coina constituiu, na política
manufactureira joanina, um importante empreendimento industrial no
que se refere à área de implantação (cerca
de 4000 m2), à capacidade produtiva para a época e à natureza
e originalidade dos seus produtos.
Fabricou, em três fornos de fusão, vidro branco, vidro
verde e chapa de vidro para vidraça e espelho. O vidro cristalino
já não invejava o de Veneza.
A frascaria diversa quer
comum, quer de laboratório, a garrafaria
(entre a qual se encontraram garrafas de tipo inglês para o
Vinho do Porto) e o vidro plano pelo processo francês de moldagem
em mesa (introduzido pela Saint-Gobain) permitem testemunhar o real
significado desta manufactura à qual se prende o desenvolvimento
moderno do vidro português. (...)
Convento Madre de Deus da Verderena
A construção do Mosteiro da Verderena, o décimo
sétimo da Província de Santa Maria da Arrábida,
teve o seu início formal a 18 de Dezembro de 1591, dia
consagrado pela Igreja Católica à expectação
do parto de Nossa Senhora e daí a designação
do orago: Nossa Senhora da Madre de Deus.
O edifício só ficaria concluído 18 anos
depois, em 1609. A fundadora do Convento, Dona Francisca de Azambuja,
descendia de uma das mais ilustres famílias barreirenses,
cujas referências datam de finais do século XV.
Com a morte de seu marido, Álvaro Mendes de Vasconcelos,
na batalha de Alcácer Quibir, Dona Francisca que não
voltou a casar nem teve descendentes, dedicou parte importante
da sua vida e fortuna pessoal, a uma obra com a qual deixaria
o seu nome ligado à história do Barreiro: o Convento
da Verderena.
A tipologia deste Convento inseria-se perfeitamente
no contexto das edificações dos Franciscanos Arrábidos,
cujo rigor imposto pelos Estatutos da Província, enunciavam
com precisão e minúcia, todas as características
arquitectónicas que as mesmas deveriam possuir, que privilegiavam
as fórmulas de simplicidade e austeridade, procurando
conciliá-las com soluções utilitárias
e económicas.
Ao longo dos séculos, o edifício sofreu profundas
alterações que lhe modificaram, sensivelmente,
a fisionomia.
Do convento concluído nos primeiros anos do Século
XVII, poucos são os elementos presentes, para além
do pórtico da fachada Sul; entrada principal do estabelecimento;
algumas cantarias (porta de acesso ao coro alto e outra para
o exterior da cela), e um conjunto bastante variado de fragmentos
azulejísticos, bem representativos deste período.
No início do Século XVIII, o edifício conventual
foi todo remodelado por D. João António de La Concha,
Contratador Geral do Tabaco, nos anos de 1707/1708, construindo-se
então a Capela do Senhor dos Passos ou Capela pequena,
como ficou conhecida. Após a extinção das
Ordens regulares masculinas, ocorrida em 1834, o Convento foi
integrado nos Bens Nacionais e, depois de ter ido à praça por três vezes, foi arrematado
em hasta pública em 1843, pelo Conselheiro Joaquim José de
Araújo, por 965$00 rs. Muitos dos elementos do formulário
decorativo religioso são «mascarados» e emparedados
por forma a secularizar o antigo edifício monástico,
e o convento é então adaptado a palacete, de modo
a corresponder às suas novas funções: residência
e veraneio.
O imóvel manteve-se na posse desta família até ao
princípio do Século XX, transitando então,
para Guilherme Nicola Covacich, industrial têxtil barreirense.
Em 1969, o Convento da Madre de Deus da Verderena é adquirido
pelo município do Barreiro, já em estado de degradação.
Depois de 25 de Abril de 1974, o Convento é utilizado
para actividades de índole cultural.
Em 1995, a Câmara Municipal do Barreiro delibera a aprovação
de obras de remodelação do Convento e integração
paisagística dos terrenos circundantes, com vista à instalação
no local de um espaço de múltiplas valências
culturais. O projecto de restauro e recuperação
do Convento da Madre de Deus da Verderena teve em consideração
duas preocupações prioritárias – recuperar
o traçado original do edifício e adaptá-lo
a novas funcionalidades. Desse modo, procurou-se criar um espaço
aberto e dinâmico onde se cruzam as actividades culturais,
a informação e o lazer. Instalou-se um Pólo
da Biblioteca Municipal que dispõe de um Núcleo
Multimédia e espaço Infanto-Juvenil. O antigo Refeitório
dos monges é agora o Restaurante do Convento, onde os
visitantes e utilizadores podem desfrutar de uma refeição
num ambiente calmo e agradável. O Auditório, antiga
Capela, é um espaço destinado à realização
de conferências, reuniões, espectáculos,
exposições, etc.,. No exterior, os jardins convidam
ao encontro, conversa e lazer. Refira-se, ainda, a existência
de um núcleo museológico.
O Convento da Madre de
Deus da Verderena pode ser visitado pela população,
atendendo a marcação previa,
através do número 21 214 87 65.
Igreja da Misericórdia
Fronteira à Matriz, foi fundada em 1569 pela Irmandade
local de Misericórdia.
Trata-se de um pequeno templo de
nave única, cujo interior
está revestido de azulejos do séc. XVIII, de que
se destacam dois painéis temáticos alusivos à vida
de São João Baptista.
Na fachada da igreja, de
recorte delicado, salienta-se o portal principal ao gosto maneirista,
no qual se inscreve o nome de
uma das suas protectoras, Isabel Pires de Azambuja.
Igreja de Nossa Senhora da Graça
Igreja dos sécs. XVI a XX. Foi erigida pelos moradores
do lugar de Palhais pertencia à Ordem Militar de Santiago.
Obra atribuída ao arquitecto/canteiro Afonso Pires.
Com
estilo Manuelino, possui uma única nave rectangular,
paredes de alvenaria e revestimento de azulejos enxaquetados
verdes e brancos do séc. XVI. Apresenta duas capelas funerárias
quinhentistas laterais, do lado Norte a Capela do Espírito
Santo e do lado Sul a Capela de S. Miguel.
No séc. XVI sofreu obras de ampliação sendo
construídos o baptistério e a sacristia. Ostenta
um Portal Manuelino que foi classificado como Monumento Nacional
em 1922. O Portal apresenta uma ornamentação com
elementos vegetalistas e escudete com albarrada, símbolo
da Consagração à Virgem da Graça.
Foi encerrada ao culto em 1910 reabrindo após restauro
em 1959.
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Concelho
de Cadaval
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Serra
de Montejunto
Um local pertinho de Lisboa...
No extremo Norte do distrito de Lisboa,
localizada no extremo Sul do Concelho do Cadaval e a norte do Concelho
de Alenquer,
ergue-se majestosa e deslumbrante a Serra de Montejunto.
Apenas 65 km a separam da capital, a distância que facilmente
se percorre utilizando a A8. Pode obtar-se também, pela
A1 saíndo em Aveiras de Cima sempre na direcção
do Cadaval. Ao chegar a Serra de Montejunto encontrará um
local tranquilo, ideal para escapar à cidade e com
muito para descobrir.
Situada na sequência do alinhamento montanhoso do maciço
calcário da Estremadura, a Serra de Montejunto oferece
um curioso contraste paisagístico e climatérico.
A Norte, envoltas do azul do mar, as Berlengas e o sítio
da Nazaré, a Sul o cinza das cristas da Serra de Sintra
e para Este os verdes das Lezírias do Tejo e dos "Olivais
de Santarém".
Não deixe de visitar o Miradouro da Cruz Salvé Rainha,
onde os monóculos e leitores de paisagem lhe permitirão
conhecer melhor esta Serra. A Serra de Montejunto é o
miradouro natural mais alto da Estremadura, elevando-se a 666
Metros de altura acima do nível médio do mar.
Esta estrutura geológica, com 15 kms de comprimento
e 7 kms de largura, é rica em algares, grutas, lagoas
residuais, necrópoles e fósseis pré-históricos.
Suba ao cume da Serra de Montejunto e desfrute da imensidão
e beleza desta "varanda da Estremadura", área
protegida de âmbito regional.
Gastronomia
A gastronomia da região é bastante rica e variada,
com especial destaque para a doçaria. Quando vier
visitar o Concelho de Cadaval não deixe de provar
o pão-de-ló do Painho,o famoso doce das "vindimas" e
o mel de Montejunto. Saboreie igualmente a pêra rocha
da região, com as suas caracteristicas exclusivamente
nacionais.
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Concelho
de Cascais
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O
que fazer
Tarefa difícil será apresentar todas as potencialidades
que o Concelho apresenta nesta matéria. Desde as suas
praias convidativas à prática de desportos náuticos,
ao seu riquíssimo património histórico /
cultural, à paisagem majestosa do parque natural Sintra
- Cascais, à azafama das noites que se tornam inesquecíveis,
muitas são as opções e oportunidades de
divertimento e lazer no Concelho.
Neste contexto destacamos:
Praias
Os cerca de 15 Km de extensão de praias e o clima ameno
que se faz sentir durante todo o ano, faz deste Concelho um excelente
local para a pratica de desportos náuticos e convida o
turista a gozar alguns momentos à beira mar.
Vindo da capital
e ao entrar do Concelho encontra a Praia de Carcavelos que assinala
o fim do estuário do Tejo.
Prosseguindo
em direcção a Cascais, encontra-se
a pequena Praia da Parede reconhecida pelos seus efeitos terapêuticos
devido às águas fortemente iodadas.
Ao chegar ao
Estoril, estância caracterizada por uma atmosfera
cosmopolita e sofisticada, destaca-se a Praia do Tamariz, praia
situada no enfiamento da Alameda do Casino, ladeada por magníficos
Palacetes.
Em Cascais, sede do Concelho, antiga e pitoresca vila
de pescadores, com as suas pequenas praias urbanas poderá apreciar o
movimento característico dos barcos de pescadores e das
gaivotas que os rodeiam, promissoras de um bom dia de faina.
No
limiar do Concelho e emoldurada pela belíssima paisagem
do parque Natural Sintra - Cascais, encontram-se as praias mais
ocidentais do concelho, sendo de destacar a Praia do Guincho.
Trata-se de uma ampla praia caracterizada pelos seus fortes ventos
vindos de oeste, razão pela qual constitui um dos cenários
dos campeonatos da Europa de Windsurf.
Mais informações Passeios
Poderá apreciar toda a beleza da orla costeira desfrutando
de um passeio à "beira mar" ao longo do "paredão",
percurso pedestre de aproximadamente 3 km de extensão,
entre São João do Estoril e Cascais.
Se preferir
um passeio de bicicleta, terá à sua
disposição as famosas "Bicas", cedidas
pela Câmara Municipal, e utilizar a ciclovia que se estende
da Marina de Cascais até ao Guincho.
Actualmente, Cascais
tem apenas duas ciclovias, uma que liga o Guincho à Marina de Cascais – CICLOVIA DO GUINCHO
- , cuja adesão, principalmente ao fim-de-semana é bastante
intensa e outra que liga o Guincho ao parque de campismo – CICLOVIA
DA AREIA.
De momento estas duas ciclovias ainda não se encontram
ligadas devido ao sistema dunar do Guincho. No entanto encontra-se
em estudo a ligação das mesmas.
Até 2005, verificava-se, diariamente, que as biCas e
outras bicicletas convencionais circulam desordenadamente na
Vila de Cascais. Na tentativa de melhorar a segurança
dos utilizadores das bicicletas que circulavam na vila, assim
como garantir a acessibilidade ciclável aos principais
equipamentos escolares e desportivos, definiram-se espaços
próprios de circulação e/ou indução
da circulação ciclável por determinadas
vias designados por rede ciclável.
Consequentemente, existem
situações em que apenas
a circulação é:
-
mista, onde a bicicleta
tem de coabitar com os automóveis
devido ao perfil da mesma ser deficitário para a criação
de um canal específico;
- específica, no caso da criação de ciclovias
inseridas nas vias de circulação automóvel
quando o perfil é favorável, sem que se prejudique
a circulação automóvel.
Assim, a freguesia de Cascais tem 9 Km’s de ciclovia de
recreio e lazer e 3,8 Km’s de circuito ciclável.
Ao longo deste passeio, de onde se vislumbra o ponto mais ocidental
da Europa, poderá ainda visitar a Boca do Inferno caracterizada
pela sua imensa caverna aberta em terrenos com cerca de 150
milhões de anos, o Forte S. Jorge de Oitavos datado
de 1641 e o Farol da Guia do século XVIII.
Se é adepto de zonas urbanas e comerciais não
deixe de visitar o centro histórico de Cascais caracterizado
pelas suas ruelas típicas e pitorescas. Do Largo 5 de
Outubro, onde se encontra o antigo palácio dos Condes
da Guarda hoje edifício dos Paços do Concelho,
poderá admirar e apreciar a beleza da Baía de Cascais,
ou iniciar um passeio até à marina passando pela
Cidadela e pelo Centro Cultural antigo convento da Nª. Sra.
da Piedade datado do Século. XVI.
Mais Equipamentos culturais
Desporto
A proximidade do mar e da montanha e o clima ameno que se faz
sentir quase todo o ano, favorece a pratica dos mais variados
desportos. De destacar os desportos Náutica, o Golf, o
ténis e o hipismo. Para os adeptos dos desportos motorizados
o Autódromo do Estoril proporciona-lhe a possibilidade
de assistir a diversas competições de automobilismo
e motociclismo.
Mais informações ...By night
Cascais é o local indicado para passar noites inesquecíveis,
quer goste da intensa animação que caracteriza
as discotecas ou prefira um bar com musica ao vivo ou uma esplanada
ao ar livre. A atmosfera é sempre descontraída
e são muitas as oportunidades de desfrutar de momentos
agradáveis , seja qual for a sua escolha.
Destaque ainda
para o Casino do Estoril, o maior da Europa, um centro polivalente
de entretenimento e lazer de excepcional
qualidade, considerado a "sala de visitas" do turismo
português.
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Concelho
de Grandola
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Visitar
Grândola
Seja bem-vindo ao concelho de Grândola. Nesta secção
damos-lhe a conhecer informação básica sobre
o porquê e o como visitar e desfrutar de Grândola
como visitante.
Desde informações úteis sobre acessibilidades,
alojamento, comércio e restauração, pode
ainda encontrar os valores naturais e culturais, bem como os
contactos essenciais de apoio para usufruir em pleno do concelho.
Praia e Campo
A costa do Alentejo apresenta-se hoje no continente europeu como
um dos melhores exemplos de um litoral pouco intervencionado, mantendo
praticamente em toda a sua extensão características
biofísicas naturais.
Entre o oceano Atlântico e a planície alentejana,
numa extensão de 45 km, desde o extremo da Península
de Tróia até à praia de Melides, a costa do
concelho de Grândola, é a maior extensão de
praia do país, uma mancha contínua de areal. A paisagem
litoral é caracterizada por uma costa baixa de extensas
praias arenosas, constituídas por vezes pelos sedimentos
avermelhados das escarpas arenosas recentes.
Melides
Praia onde terá naufragado uma noite Fernão Mendes
Pinto, atacado por corsários franceses. Praia vigiada. Acessível
por estrada até junto à praia, com estacionamento
acessível para carros e autocarros.
Equipamentos: restaurantes, cafés, balneários, duche,
bica com água, toldos para aluguer e serviço de emergências.
Desportos: rede de voleibol. A cerca de um km, existe um parque
de campismo.
Aberta Nova
Praia Dourada – Galardão atribuído pelo Ministério
do Ambiente e pelo Instituto da Água, que reconhece a qualidade
ambiental das praias e da área envolvente. Praia que apresenta
valores peculiares do ponto de vista geológico, florístico,
faunístico ou patrimonial, com ambientes naturalizados e
reduzido grau de infra-estruturação.
Praia vigiada, com apoio de bar. Acessível por estrada de
terra. O acesso à praia é feito através de
um passadiço de madeira com degraus.
Praia da Galé
Ponto da costa do concelho de Grândola onde se poderá apreciar
a arriba fóssil, formações de idade plio-quaternária
(idade inferior a 5 milhões de anos), constituídas
por arenitos argilosos, geralmente pouco permeáveis.
O efeito erosivo das águas de escorrência promove
o intenso ravinamento em toda a face da arriba, que lhe dá um
aspecto único. O ponto mais alto junto à costa tem à cota
96, no local do vértice geodésico Malha Branca. Praia
com vigilância e apoio de bar. Acessível por estrada
até ao parque de campismo, que dá acesso à praia.
Pego
Praia com vigilância e apoio de restauração.
Aluguer de toldos de praia. Acesso por estrada, com poucos estacionamentos.
Carvalhal
Acessível por estrada até junto à praia,
estacionamento disponível para carros e autocarros.
Equipamentos: restaurante, café, aluguer de guarda-sol,
balneários, vigilância.
Comporta
Deve o seu nome ao sistema de canais de irrigação
do vale de arrozais que se estende até ao Carvalhal.
Possui apoios de restauração, balneários,
vigilância e estacionamentos para carros e autocarros.
Atlântica (Soltróia)
Praia com acesso através da urbanização de
Soltróia. Nadadores-salvadores e vigia. Apoio de restauração
e bar. Acesso à praia através de passadiço
de madeira. Aluguer de toldos de palha. Praia com bandeira azul.
Praia da Costa da Galé (junto às piscinas de Tróia)
Praia com vigilância (nadadores-salvadores e vigia), equipada
com redes de voleibol, balizas de futebol e de râguebi. Aluguer
de toldos de palha. Realizam-se actividades marítimas turísticas.
Acessível por estrada, com estacionamentos.
Bico das Lulas
Praia vigiada (nadadores-salvadores e vigia), equipada com rede
de voleibol, baliza de futebol e râguebi, toldos em palha
para alugar. Acessível por estrada, com estacionamentos.
Troiamar
Praia vigiada, com bandeira azul. Equipada com restaurantes, bar,
supermercado, equipamentos desportivos (rede de voleibol, baliza
de futebol e râguebi). Toldos em palha para alugar. Acessível
por estrada e ferry-boat a partir de Setúbal, estacionamento
disponível para carros e autocarros.
Ponta do Adoxe (Tróia)
Praia fluvial sem vigilância. Acesso por estrada e ferry-boat
a partir de Setúbal.
Serra de Grândola
Altitude: 325 metros.
Localização: percorre, no sentido norte-sul, os
concelhos de Alcácer do Sal, Grândola (donde colheu
o nome) e Santiago do Cacém, situando-se ao norte da serra
do Cercal.
A serra de Grândola é uma área notável,
pelo seu valor ecológico e paisagístico e pela forma
tradicional como os seus recursos naturais têm vindo a ser
explorados.
A serra de Grândola localiza-se nos concelhos de Grândola
e Santiago do Cacém, com uma orientação nordeste/sudoeste
e uma altitude máxima de 325 m. Surge como uma ilha de relevo
por contraste com a planície envolvente, que, devido à proximidade
do mar, cria condições ecológicas específicas.
O seu clima de influência atlântica é mais
moderado do que o do Alentejo Central, para o qual a serra constitui
uma barreira à passagem das massas de ar carregadas de humidade
que vêm do mar. Devido às diferenças de temperatura
e precipitação, a vegetação da serra
de Grândola apresenta características próprias.
Toda a serra está coberta de sobreiros, que há muito
representam a principal fonte de rendimento local. Densos sobreirais
estendem-se por vales e encostas, sob os quais se desenvolve um
matagal mediterrânico riquíssimo, onde aparecem medronheiros
(arbutus unedo), aroeiras (pistacia lentiscus), pereiras bravas
(pyrus bourgeana), roseiras bravas (rosa sp.), gilbardeiras (ruscus
aculeatus), entre outros. De destacar o aparecimento do carvalho-português
(quercus faginea) junto às linhas de água, o que
revela a influência atlântica no clima. Aqui desenvolve-se
uma densa vegetação ripícola, habitat de diversas
espécies de aves e mamíferos. A lontra (lutra lutra) é o
residente de honra.
Património Arquitectónico
Igreja Matriz de Grândola
Localização: Praça Marquês de Pombal,
Grândola
Descrição: urbano em planície, isolada com
adro e passeio a toda a volta, em largo desafogado. Arquitectura
religiosa, barroca, neoclássica. Igreja de estilo chão,
pela simplicidade e limpidez das formas, parcimónia de aberturas;
interior barroco: talha de estilo nacional em altares laterais
com colunas pseudo-salomónicas rematadas por arquivoltas
concêntricas de meio-ponto e igual número de espirais.
Retábulo-mor neoclássico.
Ermida da Nossa Senhora da Penha de França
Localização: serra de Grândola, Grândola
Descrição: edifício religioso do séc.
XVIII, forrado com painéis de azulejos azuis e brancos e,
na capela-mor, de azulejos historiados.
Época de construção: séc. XVII
Igreja de Nossa Senhora da Saúde
Localização: Santa Margarida da Serra
Descrição: igreja de tipo rural, com boa talha de
estilo nacional. Neste templo, em que se destaca a excelente imaginária,
há uma imagem indo-portuguesa de Nossa Senhora da Saúde. É também
interessante a pintura maneirista existente no interior.
Igreja de São Pedro
Localização: Rua de Melides, Grândola
Descrição: Dedicada ao príncipe dos apóstolos,
São Pedro, foi sede da Irmandade. Era, tal como as outras
igrejas da vila de Grândola, um monumento religioso pobre.
Apresenta uma capela lateral do estilo gótico alentejano,
do séc. XVI. Junto à igreja ainda hoje existem as
casas que serviram de recolhimento às freiras da Ordem do
Carmo.
Capela de Nossa Senhora de Tróia
Localização: Tróia
Descrição: A visitação da Ermida de
Nossa Senhora de Tróia, de 1510, feita pela Ordem de Santiago
fala cdo recheio e de alfaias da capela (bastante volumoso) e do
abandono em que caíra a mesma capela, nessa altura, consequentemente,
há cinco séculos.
Património Arqueológico
Museu Mineiro do Lousal
Localização: Lousal
Horário: das 10h às 17h; encerra à segunda-feira
Preços: 1,5€ (individual); 0,75€ (pessoas com
mais de 65 anos e grupos superiores a 10 pessoas); visitas organizadas
por escolas e crianças até aos 10 anos não
pagam.
Informações: visitas guiadas com marcações
para o 269 508 160.
Pata do Cavalo
Localização: Azinheira de Barros
Descrição: rural, alto do outeiro, isolado. Domina
as cercanias, junto a um eucaliptal. planta composta por galeria
rectangular e cripta poligonal, atingindo seis metros de diâmetro,
orientada segundo o eixo E. / O., com acesso a E. Galeria marcada
por 4 esteios em travessão, de dimensões reduzidas,
cripta por 8 esteios, alguns de enormes dimensões.
Necrópole das Casas Velhas
Localização: Melides
Descrição: conjunto de cistas assentes em plataformas
com inclinação suave, em forma de favo, dispostas
em recinto tumular, sem estrutura circundante. Sepulturas de planta
rectangular ou trapezoidal, formadas por esteios colocados verticalmente,
normalmente quatro, dois laterais maiores e dois menores nos topos.
Pedra Branca
Localização: Melides (Vale Figueira)
Descrição: planta composta por câmara poligonal
e galeria trapezoidal bem diferenciado por septos parciais, orientado
segundo um eixo este/oeste, com entrada a este; sete esteios na
câmara, cinco no corredor, quatro septos; envolvido por estrutura
tumular.
Monumento Megalítico do Lousal
Localização: Azinheira dos Barros
Descrição: planta longitudinal composta por galeria,
rectangular, cripta principal poligonal e cripta secundária
ou grande nicho, elíptica, separada da cripta principal
por passagem com septos, orientado segundo um eixo este/oeste,
com entrada a este. Galeria marcada por cinco esteios, dois de
um lado, três do outro, um deles de grandes dimensões;
cripta principal com 8 esteios, o maior com cerca de dois metros
de altura; cripta secundária formada por nove esteios mais
baixos.
Ruínas Romanas de Tróia
Localização: Carvalhal
Descrição: as ruínas do agregado populacional
compreendem uma área habitacional, um balneário,
quatro zonas de enterramento, um núcleo religioso, além
de vários núcleos industriais.
Ruínas Romanas do Cerrado do Castelo
Localização: Grândola
Descrição: no primeiro núcleo foi descoberto,
do período romano, um conjunto de estruturas,possivelmente
antigas termas formando compartimentos entre si, com muros pavimentados
em opus signium, formadas por 4 pequenos tanques, uma piscina e
duas salas.
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Concelho
de Lisboa
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Lisboa é famosa
pela sua luz mas também pelo ambiente e pelo clima que proporcionam
passeios maravilhosos ao logo das várias zonas da cidade – siga
os nossos percursos a pé ou de eléctrico.
Aproveite
para fazer compras em Lisboa porque é uma experiência
de diversidade e de prazer. Desde as lojas mais tradicionais
aos grandes centros comerciais, desde as marcas portuguesas às
marcas internacionais, tudo é possível adquirir
em Lisboa. Não tenha pressa, os dias em Lisboa são
para ser vividos com calma por entre um parque ou um miradouro,
uma esplanada ou um café tradicional, desfrute do ambiente,
das pessoas, do sol.
À noite a cidade transforma-se e zonas como o Bairro
Alto, Santos, Docas e 24 de Julho, recomeçam numa animação
de restaurantes, bares, discotecas que só acaba de manhã.
E aí vai precisar outra vez da calma de uma esplanada
ou de um miradouro para descansar.
CENTRO HISTORICO
Situados na sua maior parte no centro de Lisboa, os bairros
históricos
são destino obrigatório para quem se desloque à capital
de Portugal. Pela cultura, pela história, pela arquitectura,
pelas pessoas ou simplesmente para passear descontraidamente, é imperativo
descobri-los. Fazendo parte estrutural da identidade lisboeta,
estes bairros proporcionam, a quem os descobre, traçar
um verdadeiro mapa pessoal. As possibilidades são imensas.
Não as deixe passar ao lado. O Bairro Alto é um dos bairros mais paradigmáticos
e atraentes para viver a cidade. Típico e popular, o
Bairro Alto possui imensos rasgos de modernidade, com lojas
de roupa e de design e bares, muito bares. O encontro de pessoas,
num ambiente ecléctico e multicultural, é uma
das boas razões para passear pelo bairro. Calcá-lo,
descobrir todas as ruas, as ruelas e os becos, é imprescindível.
Bons restaurantes lado a lado com livrarias intimistas, em
que sempre acontecem coisas, casas de chá emparelhadas
com lojas de design e lojas de roupa de alguns dos mais conceituados
artistas portugueses. É um bairro apaixonante, cheio
de atracções, combinando arrojo e sofisticação
com tradição e antiguidade. Passear no Bairro
Alto é um acto irrepetível em qualquer outro
ponto da cidade. Depois do Bairro Alto, desça pelo Chiado, onde encontrará um
ambiente ainda mais sofisticado. Ponto de encontro de jovens,
artistas e intelectuais, o Chiado é a zona dos cafés
emblemáticos, como “A Brasileira”, das escolas
de arte, dos teatros e da história viva. Para além
da beleza do local, são as pessoas que o fazem, com
a sua actividade e atitude positiva. A zona do Carmo, vizinha do Chiado, tem alguns pontos fascinantes
da história da cidade, como o Convento e a Igreja do
Carmo, que mantém a elegância e a imponência.
Aí poderá visitar as ruínas, mas também
o Museu Arqueológico do Carmo, que inclui um espólio
de peças pré-históricas, romanas, medievais,
manuelinas, renascentistas e barrocas. O Largo do Carmo é também
um local emblemático da história nacional recente,
tendo sido palco privilegiado da revolução dos
cravos, em 25 de Abril de 1974. A ligação entre
o Carmo e a Baixa é feita através de outro monumento
fundamental da cidade, o irresistível Elevador de Santa
Justa. No topo deparamo-nos com uma belíssima vista sobre
a Baixa Pombalina. Não perca a oportunidade de descer
ou subir por este elevador centenário, o único
elevador vertical que presta um serviço público
e que foi concebido por um discípulo de Gustave Eiffel,
mantendo por isso um estilo arquitectónico peculiar.
Já na Baixa, por tradição o centro comercial
da cidade, encontrará um forte pólo de concentração
de lojas e um local único para passear. Um acolhimento
personalizado torna as compras ainda mais prazenteiras. A Rua
Augusta é a artéria principal da Baixa Pombalina,
unindo o Terreiro do Paço, aberto para o rio e símbolo
de poder, à belíssima Praça do Rossio
(D. Pedro V). Acima do Rossio, descubra a Avenida da Liberdade.
Um passeio naquela que já foi, em pleno século
XIX, o “Passeio Público” da cidade e onde
as elites se juntavam para caminhar diletantemente. Hoje, encontram-se
na Avenida as lojas de grandes marcas, onde se realizam as
compras mais cosmopolitas e mais internacionais da cidade. Se foi no Castelo que tudo começou, a história
encontra-se em toda a cidade. Com mil anos de história,
Lisboa está repleta de monumentos de grande importância,
que traduzem alguns dos momentos mais fundamentais da história
nacional. Capital de Império, Lisboa teve o seu expoente
máximo de riqueza na época dos Descobrimentos,
assegurando um património único de uma beleza
rara. Bem perto do Castelo, na Graça, encontra-se a Igreja
e Mosteiro de S.Vicente de Fora, um dos mais imponentes e notáveis
monumentos religiosos da cidade. Construído logo a seguir à conquista
da cidade aos mouros, foi o resultado de um voto do rei D.Afonso
Henriques a S.Vicente durante o cerco à cidade em 1143.
Bem perto, podemos dar de caras, se for terça-feira
ou sábado, como uma das mais populares e concorridas
feiras da cidade, a Feira da Ladra. Com tudo e mais alguma
coisa, descobrem-se as coisas mais inúteis e velhas,
mas a maior parte das vezes irresistíveis, assim como
antiguidades preciosas. É um verdadeiro passeio cultural. Descendo até Santa Apolónia e percorrendo essa
zona ribeirinha, encontramos um original edifício, a
Casa dos Bicos (século XVI). Os tais bicos que lhe dão
o nome vêm da sua fachada talhada em ponta de diamante. À peculiaridade
estética do edifício, com influências italianas
aliadas a elementos de estilo manuelino, juntase a importância
histórica de ter pertencido a Afonso de Albuquerque,
vice-rei da Índia, e por terem sido encontrados vestígios
arqueológicos romanos.
BELÉM
Continuando pela zona ribeirinha, chegará àquele
que é o bairro mais paradigmático em termos de
património relacionado com os descobrimentos: Belém.
Foi da sua praia, que partiram as naus do navegador Vasco da
Gama à descoberta do caminho marítimo para a Índia
e em todo o lado se respira a grandeza do outrora império.
Como num dos ex-libris da cidade, o Mosteiro dos Jerónimos,
mandado construir em 1501 por iniciativa do rei D.Manuel I
e que só cem anos mais tarde viria a estar concluído.
Implantado na grandiosa Praça do Império, o monumento
integra elementos arquitectónicos e decorativos do gótico
tardio e do renascimento, constituindo-se como um dos mais
belos e grandiosos monumentos da capital. A estes elementos
arquitectónicos juntaram-se motivos régios, religiosos,
naturalistas e náuticos, fundando-se um edifício
considerado a jóia do estilo manuelino, exclusivamente
português. A excelência arquitectónica é evidente,
tendo sido reconhecido como Património Cultural da Humanidade
pela UNESCO. Hoje, nas alas do antigo mosteiro, estão
instalados o Museu da Marinha, fundamental para conhecer um
pouco da história náutica portuguesa, e o Museu
de Arqueologia. A igreja do mosteiro, a Igreja de Santa Maria
de Belém, é um templo magnífico de três
naves sustentadas por elegantes pilares que se articulam com
uma abóbada ogivada, bela e única. A luminosidade,
pelos filtros que os vitrais fazem dos raios solares, é extraordinária,
tendo um carácter quase irreal. Os túmulos de
Vasco da Gama e do poeta épico Luís de Camões
encontram-se aí. O visitante sente-se simplesmente ultrapassado
pela beleza e grandeza associadas à história, à fé,
mas também pelo conhecimento e determinação
que moveu a cultura portuguesa.
Também em Belém, junto ao rio, encontrará outro
maravilhoso monumento do manuelino, classificado igualmente
como Património Mundial pela UNESCO, a Torre de Belém.
Concebida no século XVI por Francisco Arruda, a Torre
de Belém é constituída por uma torre
quadrangular com baluarte poligonal orientada para o eixo
do rio Tejo. A decoração exterior abunda com
fachadas que evidenciam influências árabes e
venezianas nos balcões e varandins, contrastando com
o interior, bastante mais austero na sua decoração.
Os elementos orgânicos do estilo manuelino estão
aqui amplamente representados, ostentando a Torre de Belém
a primeira representação escultórica
de um animal africano, neste caso um rinoceronte.
Muito mais recente, mas invocando ainda a grandeza da época
dos Descobrimentos, encontra-se em Belém o Padrão
dos Descobrimentos. O monumento, de 1960, celebra o quinto
centenário da morte do Infante D.Henrique, homenageando
este impulsionador dos Descobrimentos mas também os
navegadores portugueses mais fundamentais. Belém construiu,
sem dúvida, a sua singularidade como símbolo
da “idade de ouro” dos Descobrimentos. Mas a
modernidade e animação cultural estão
igualmente presentes no CCB – Centro Cultural de Belém.
Para passear pelos jardins extensos e de perder de vista,
para admirar o rio ou simplesmente para descontrair-se com
um delicioso pastel de nata, Belém é fundamental.
Belém, na zona ribeirinha, está muito ligado à época
dos Descobrimentos, pois era dali que as naus partiam à aventura.
Hoje, é uma área espaçosa, com amplos
jardins, e imponentes monumentos, como o Mosteiro dos Jerónimos,
o Padrão dos Descobrimentos, a Torre de Belém,
além do Centro Cultural de Belém e da Rua Vieira
Portuense.
PARQUE DAS NAÇÕES
A imensa área onde se realizou a
Exposição Mundial de 1998 foi concebida como
um espaço de fruição pública.
O conceito subjacente ao projecto da zona oriental de Lisboa
incluiu um amplo e diversificado conjunto de equipamentos
urbanos que permanecem à disposição
da cidade na era pós-Expo. O novo Parque das Nações
disponibiliza uma gama de infra-estruturas vocacionadas para
actividades lúdicas, comerciais e de natureza cultural.
Para um melhor acesso ao recinto foram abertas duas novas
portas e mantidas as quatro que funcionaram no tempo da Expo’98.
O Parque das Nações conta com a notável
herança de um conjunto de equipamentos cuja concentração
no mesmo espaço o torna único. www.portaldasnacoes.pt
Oceanário de Lisboa
Uma visita ao maior Oceanário da Europa é um
constante desafio ao conhecimento. Povoado por 15.000 animais
e plantas de mais de 450 espécies, numa reconstituição
dos vários ecossistemas dos Oceanos, constitui uma
experiência única e de rara beleza.
Horário
Verão - 10:00 às 19:00
Inverno - 10:00 às 18:00
www.oceanario.pt
Torre Vasco da Gama
Com mais de 140 metros de altura, um
restaurante e um terraço
panorâmico, proporciona uma vista surpreendente sobre
o Parque das Nações, o rio Tejo e Lisboa.
Teleférico
Uma das melhores formas de apreciar a mais deslumbrante
e abrangente vista do Parque das Nações e do
rio Tejo, ao longo de um percurso de mais de mil metros.
Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva
Centro Interactivo de Ciência e Tecnologia apresenta
regularmente várias exposições, permitindo
ao visitante um contacto directo com as mais diversificadas
experiências científicas e tecnológicas.
Horário
Dias úteis: 10:00 - 18:00.
Fins-de-semana: 11:00 - 19:00.
Encerra à 2ª feira e dias 25 de Dezembro e 1
de Janeiro.
www.pavconhecimento.pt
(in:www.visitlisboa.com) |
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Concelho
de Loures
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Loures
- Uma zona de turismo surpreendente.
A articulação entre a herança saloia, o
património paisagístico e construído, as
festividades e os equipamentos de lazer fazem da «Zona
de Turismo de Loures» (criada em 1999) um destino irresistível.
Conheça a riqueza etnográfica, paisagística,
histórica, arqueológica e cultural que Loures tem
para lhe oferecer.
Síntese de um passado essencialmente rural e de um presente
dominado quer pelo desenvolvimento económico quer pelo
crescimento demográfico e requalificação
do território, Loures foi evoluindo como um concelho de
contrastes.
Paisagens urbanas e industriais, recortadas por uma rede viária
moderna, marcam a zona oriental.
Aldeias e vilas saloias, terrenos agrícolas e zonas verdes
selvagens, por sua vez, pintam de outras tonalidades a parte
norte.
Loures é, então, a soma desta coexistência
equilibrada, com as tradições e identidade de um
povo de raízes saloias e com as acções de
valorização do nosso património.
Turismo em Loures
Por considerar fundamental a aposta no turismo, este executivo
assumiu a necessidade de reorientar a política municipal
com vista à definição de objectivos estratégicos
neste domínio. Ler mais
Tudo isto faz o encanto próprio do Turismo em Loures.
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Concelho
de Lourinhã
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Concelho
do litoral da Região Oeste, com 146 km2 e cerca de 23.000
habitantes, distribuídos por 11 Freguesias, está hoje
servido de excelentes acessibilidades relativamente às principais
cidades do país e a Lisboa, da qual dista 63 Kms. O surgimento do nome Lourinhã está, segundo algumas
versões ligado à existência de uma povoação
romana. No Século XII, já em plena reconquista,
foi D. Afonso Henriques quem concedeu ao fidalgo francês
D. Jordan as terras hoje conhecidas por Lourinhã pelos
valorosos serviços prestados por este na conquista de
Lisboa aos mouros. O primeiro foral da Lourinhã, dado por D. Jordan, não
possui data certa, embora alguns historiadores o remetam para
o ano de 1160, tendo sido sucessivamente confirmado por D. Sancho
I, em Santarém, no ano de 1218 e por D.Afonso III, no
ano de 1251. Um novo foral foi concedido por D. Manuel I, em
1512. Os seus 12 quilómetros de costa, onde se combinam belas
praias, penhascos recortados e tranquilas baías, numa
rota que o sol percorre, quente e luminoso, durante todo o ano,
são de uma riqueza paisagística única. Estas condições naturais convidam à prática
de diversos desportos náuticos, pesca desportiva, caça
submarina, fotografia subaquática, surf ou, entre outros,
o jet ski. O interior do concelho, caracterizado pela ruralidade da paisagem
e harmonia das suas cores, dispõe de excelentes condições
para umas férias tranquilas e repousantes. Aí se
encontram vários estabelecimentos de turismo em espaço
rural, onde se pode estabelecer um contacto directo com a natureza,
com a vida agrícola e praticar diversas actividades como
a equitação, ténis, BTT, caça, mini-golf,
karting, ou simplesmente descansar. No seu património salienta-se a Igreja de Nª Srª da
Anunciação ( também conhecida por Igreja
de Santa Maria do Castelo), a Igreja da Misericórdia ,
o Convento e Igreja de Santo António, o Forte de Paimogo,
o Parque da Fonte Lima, o Museu da Lourinhã ou ainda ,entre
outros, o Padrão Comemorativo da Batalha do Vimeiro, onde
o exército Anglo-Luso venceu as tropas napoleónicas
comandadas pelo general Junot em 21 de Agosto de 1808 durante
a 1ª Invasão Francesa.
Moinhos de Vento
O concelho da Lourinhã é um dos mais representativos
no que diz respeito à existência de moinhos de vento,
que apesar de já não constituírem a actividade
económica de outros tempos, são sem dúvida
um importante testemunho das tradições centenárias
do nosso povo.
Por todo o concelho existem moinhos de vento mas é numa
elevação da freguesia da Moita dos Ferreiros,
a 9 km da vila da Lourinhã, que se encontra um conjunto
de cinco moinhos em perfeito estado de conservação,
permitindo ainda desfrutar de uma bela paisagem de campos cultivados
e arvoredo.
A transformação de um dos moinhos em bar de
apoio com esplanada e a existência no local de fornos
tradicionais de fabrico de pão dotou o conjunto de um
novo atractivo.
Praias
Areal
Descrição: Palco de eventos nacionais de surf,
esta praia possui as condições ideais para a
prática da modalidade. Tal como o seu nome indica possui
um extenso areal que permite usufruir de uma enorme tranquilidade,
mesmo em plena época alta.
Freguesia: Lourinhã
Areia Branca
Descrição: Ponto de referência no turismo
da região, possui todas as condições necessárias
para proporcionar longos momentos de lazer. Com um leque variado
de opções que vão desde mini – golfe
a aulas de surf e bodyboard, é o local ideal para quem
procura animação e divertimento. Restaurantes,
bares e esplanadas complementam a oferta turística.
Freguesia: Lourinhã
Caniçal
Descrição: A sul da Praia de Paimogo é o
local ideal para todos aqueles que pretendem usufruir de longos
momentos de contacto com a natureza, sendo também um
local privilegiado para a pesca.
Freguesia: Lourinhã
Paimogo
Descrição: Esta baía, cercada de beleza
natural e protegida pelo Forte de Paimogo, do Séc. XVII,
possui um pequeno areal onde as suas águas calmas convidam
a um mergulho refrescante. Praia ideal para a prática
de exploração sub – aquática, caça
submarina ou pesca desportiva é ainda hoje um local
de pesca artesanal, sendo a sua baía o porto de abrigo
de muitas embarcações. A maré vazia descobre
os antigos viveiros, testemunho de uma actividade já extinta.
Freguesia: Lourinhã
Peralta
Descrição: A beleza natural do seu acesso esconde
um ainda mais belo e extenso areal, que convida a longos passeios à beira
mar. Foi aqui que naufragou o Galeão São Nicolau
comandado pelo General Tristão de Mendonça em
1642, atribuindo a esta praia um importante marco histórico.
Freguesia: Atalaia
Porto das Barcas
Descrição: Nesta praia dotada de uma localização
singular e mar geralmente calmo ainda é possível
ver as pequenas embarcações de pesca artesanal
ou de recreio em plena actividade. Porto da Barcas possui ainda
uma das maiores concentrações de viveiros da
Europa.
Freguesia: Atalaia
Monumentos
Igreja do Castelo
Igreja e Convento de Santo António
Forte de Paimogo
Igreja de Nossa Senhora
da Conceição
- Moita dos Ferreiros
Capela de Nossa Senhora da Misericórdia
- Moita dos Ferreiros
Santa Casa da Misericórdia da
Lourinhã
Monumento Comemorativo da Batalha do Vimeiro
Museu da Lourinhã
O Museu da Lourinhã, está situado
bem no centro da vila da Lourinhã desde a sua fundação
em 1984 pelo G.E.A.L. - Grupo de Etnologia e Arqueologia da
Lourinhã, associação não governamental
e sem fins lucrativos.
O seu espólio, oriundo de dádivas da população
e de trabalhos de campo, é composto por quatro secções:
Arqueologia, Arte Sacra, Etnografia e Paleontologia distribuídas
por dois pisos.
Este Museu possui a maior colecção ibérica
de fósseis de dinossauros do Jurássico Superior
e uma das mais importantes a nível mundial, naquele
que já foi considerado “o melhor pequeno Museu
do Mundo para o financiamento que recebe” (Neil Clark,
Revista Expresso 1997).
Entre estes fósseis com 150 milhões de anos
encontram-se vários vestígios de dinossauros
carnívoros como o Lourinhanosaurus antunesi, dos gigantescos
herbívoros como o Dinheirosaurus lourinhanensis ou dos
vários ovos fósseis de dinossauro carnívoro
contendo os mais antigos embriões de dinossauro de todo
mundo e o segundo maior ninho conhecido, com mais de 100 ovos.
O Museu expõe um série de dinossauros que são
os únicos exemplares conhecidos destas espécies.
Também é possível observar fósseis
diferentes invertebrados, peixes, crocodilos, pterossauros,
tartarugas, mamíferos, etc. de diversas idades geológicas
.
A este museu deslocam-se, por ano, 16.000 visitantes e várias
dezenas de cientistas de todo o mundo.
O Museu da Lourinhã também possui o maior espólio
etnográfico da Região Oeste com a representação
de profissões antigas como o correiro, segeiro, pitrolino,
amolador, tanoeiro, etc. sendo uma valiosa herança da
cultura regional e nacional.
Entre as diversas peças da colecção de
Arte Sacra destaca-se uma maquete do séc. XIX de uma
magnífica basílica nunca construída.
Morada:
Museu da Lourinhã
Rua João Luís de Moura
2530 - 157 Lourinhã
Horário:
10h00 - 12h30 / 14h30 - 18h30
Encerra à Segunda-feira
Preçario:
Crianças, escolas e reformados: 2,00 € (Visita
guiada: 3,00 €)
Adultos: 4,00 € (Visita guiada 5,00 €)
Telefone:
261 414003 - Exposição e visitas
261 413995 - Administração
Fax:
261 423887
Sítio:
http://www.museulourinha.org
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Concelho
de Mafra
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LOCAIS
DE INTERESSE TURÍSTICO
A actual diversidade de recursos naturais, arquitectónicos
e arqueológicos dispersos pelas 17 freguesias do Concelho
de Mafra resulta de um longo passado sucessivamente ocupado por
diferentes povos, que foram deixando as suas marcas na paisagem.
Descubra os principais pontos de interesse turístico do
Concelho de Mafra:
PALÁCIO NACIONAL DE MAFRA
Um dos mais importantes monumentos do Barroco em Portugal, o
Palácio Nacional de Mafra é um símbolo do
reinado absolutista de D. João V. Das suas 1200 divisões,
realce para a Biblioteca, uma das mais importantes do século
XVIII, com um acervo de cerca de 35 mil volumes, para o Convento,
que constitui um património religioso ímpar no
nosso país, para a Basílica, obra-prima da arquitectura
setecentista, e para os famosos Carrilhões, conjunto único
no mundo pelas suas dimensões e beleza do seu mecanismo.
Localização:
Palácio Nacional de Mafra
Terreiro D. João V
2640-492 Mafra
Horário:
10h00 às 17h00 (sendo a última entrada às
16h30)
Dia de encerramento: terça-feira
Feriados nos quais está encerrado: Dia de Ano Novo; 25
de Dezembro; Domingo de Páscoa; 1 de Maio; Dia da Espiga.
Preço por pessoa: € 5,00 (ver preçário
detalhado)
Contactos:
Tel.: 261 817 550
Fax: 261 811 947
TAPADA NACIONAL DE MAFRA
Criada no reinado de D. João V, após a construção
do Convento de Mafra, como parque de lazer para o Rei e a sua
corte, a Tapada Nacional de Mafra possui 819 hectares integralmente
protegidos por um muro histórico com 21 km. A floresta
ocupa quase a totalidade do espaço e nela vivem em total
liberdade populações de gamos, veados, javalis
e diversas espécies de fauna selvagem.
Localização:
Portão do Codeçal
2640-602 Mafra
Contactos:
Tel.: 261 817 050/ 261 814 240 (fins-de-semana e feriados)
Fax: 261 814 984
Web: www.tapadademafra.pt
JARDIM DO CERCO
Construído e traçado entre o Palácio-Convento
de Mafra, a maior construção barroca do país,
e a Tapada de Mafra, a maior zona murada a nível nacional,
este jardim tem o potencial único de articular estes dois
valores – arquitectónico e ecológico – e
juntar as duas peças da mais forte afirmação
cultural da época barroca em Portugal.
Como jardim barroco, destacam-se os jogos de água e lagos,
bem como os caminhos largos propícios à conversa
e à contemplação
PRAIAS
A zona litoral do concelho de Mafra é formada por arribas
rochosas. No entanto, é justamente nas pequenas baías,
que se formam ao longo da costa, que podemos encontrar as suas
famosas praias, na sua maioria localizadas na freguesia da
Ericeira, pitoresca vila piscatória. Associando a beleza
natural à forte concentração de iodo,
11 km de costa fazem desta zona um destino turístico
por excelência, que se distingue também pela realização
de importantes provas de surf e bodyboard.
Descubra as Praias do Concelho de Mafra:
Praia da Calada
Praia de São Lourenço
Praia dos
Coxos
Praia de Ribeira D'Ilhas
Praia da Orelheira
Praia da Empa
Praia do Matadouro
Praia de São Sebastião
Praia do Norte ou do Algodio
Praia do Peixe ou dos Pescadores
Praia do Sul
Praia da Foz do Lizandro
Praia de São Julião
OUTROS LOCAIS DE INTERESSE:
Igreja de Santo André - Mafra
Igreja da Misericórdia - Ericeira
Igreja de N.ª Sr.ª da Encarnação
Igreja
de N.ª Sra. do Reclamador - Cheleiros Capela de
St.ª Marta - Ericeira
Aldeia Típica de José Franco - Sobreiro
Centro de Recuperação do Lobo Ibérico
- Picão (Malveira) Casa do Poeta - Sobreiro
Penedo do Lexim
Vale do Arquitecto - Mafra
Feira da Malveira
Jardim Natural de Aves
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Concelho
de Moita
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Locais
de interesse
Neste concelho que nasceu e se desenvolveu em estreita relação
com o rio Tejo, vale a pena vir à descoberta da sua zona ribeirinha.
Da Baixa da Banheira a Sarilhos Pequenos, a paisagem é diversa
mas o Tejo, esse é comum. São 20Km de margens, alternando
entre as zonas verdes tratadas, sapais e antigas salinas, cais e
estaleiros navais, praia fluvial, além da animação
desportiva e cultural a cargo das associações locais
e das autarquias.
Também a riqueza do património religioso e civil
faz com que valha a pena uma visita mais demorada ao Município
da Moita.
Na Baixa da Banheira, deixe a EN11 e vire em direcção
ao Parque da Zona Ribeirinha. Estacione o automóvel, se
for o caso, e faça uma caminhada ao longo do Parque que
acompanha o recorte natural das margens do Tejo. Pode também
subir ao miradouro e apreciar uma outra perspectiva do vasto parque
ribeirinho, construído para reaproximar esta vila operária
do seu rio.
Já em direcção à Moita, visite, à entrada
da antiga vila de Alhos Vedros, o Parque das Salinas, cuja concepção
segue a mesma filosofia do anterior. Também aqui a área
verde de lazer foi "ganha" ao rio, através da
recuperação das antigas salinas desactivadas e vazadouros.
Virada para o Parque das Salinas, está a Igreja Matriz de
S. Lourenço de fundação medieval.
Com as suas interessantes capelas, esta é uma das mais importantes
peças do conjunto patrimonial desta vila.
Chegado à Moita, meta pela Rua do Rosário, no fim
da Avenida Marginal, em direcção à característica
localidade do Gaio. Aí procure a indicação "Estaleiro
Naval" ou "Parque das Canoas", cujo nome não
poderia ser mais apropriado.
Construído junto ao antigo Estaleiro Naval de barcos tradicionais
do Tejo, este parque é o local ideal para passar um fim
de tarde no sossego da beira-Tejo.
Antigas salinas e avifauna
Entre Sarilhos Pequenos e Alhos Vedros, vários são
locais onde são ainda visíveis os restos de antigas
salinas, junto aos sapais e outras zonas naturalizadas. Destacamos,
pela sua acessibilidade, a zona da antiga Quinta do Esteiro Furado,
para ver da estrada municipal entre Sarilhos e Rosário (trata-se
de propriedade particular) e as antigas salinas junto à estrada
entre o Gaio e a Moita, à chegada a esta vila.
Entre as várias espécies de aves aquáticas
que aqui se podem observar, contam-se os flamingos, visíveis
durante quase todo o ano na baixa-mar (com mais facilidade, na
Caldeira da Moita), sobretudo a partir do fim do Verão até ao
Inverno, época em que o Tejo chega a albergar vários
milhares de indivíduos dispersos por todo o estuário.
Cais e estaleiros navais
O Cais do Descarregador em Alhos Vedros é uma paragem obrigatória
para quem se interessa pela história e pelas actividades
tradicionais ligadas ao rio.
Junto ao Cais, encontra-se o Moinho de Maré e a sede da
Associação de Desportos Náuticos "Amigos
do Mar".
Na Moita, o antigo cais, construído no séc. XVIII,
testemunhou o vaivém dos barcos do Tejo, carregando e descarregando
produtos agrícolas e passageiros entre esta margem e capital.
O Centro Náutico Moitense situa-se igualmente nas imediações.
Em Sarilhos Pequenos, no Esteiro da Elisa, pode visitar o estaleiro
naval, propriedade de Jaime Ferreira da Costa & Filhos. Aqui,
apesar das técnicas de construção terem acompanhado
a evolução tecnológica, a vocação
dos barcos do Tejo e o enquadramento na paisagem conferem-lhe características únicas.
E, mais uma vez, o clube náutico local – Associação
Naval SariIhense – não se encontra longe, embora o
caminho até lá justifique uma volta mais atenta pela
povoação de antigos marítimos, onde são
conhecidos os excelentes artesãos de miniaturas de barcos
típicos do Tejo.
Praia Fluvial do Rosário
Durante o Verão, sugerimos um dia passado na Praia do Rosário,
descansando nas calmas areias salpicadas por conchas das famosas
ostras do Tejo (cuja apanha constituiu outrora o único sustento
de muitas famílias), ou petiscando no agradável parque
de merendas ou, ainda, deliciando-se com uma caldeirada à fragateiro
num dos restaurantes locais. Se for dia de largada de touros na
praia, previna-se contra as investidas mas não deixe de
apreciar a particular luminosidade do fim de tarde no adro da capela
manuelina alcandorada sobre o Mar da Palha que apaixona, até hoje,
fotógrafos, realizadores de cinema e publicitários,
para já não falar dos próprios rosarenses.
Património Religioso
Igreja Matriz de S. Lourenço
Largo da Igreja, Alhos Vedros
Esta igreja remonta provavelmente ao final do séc. XIII,
mas sofreu várias alterações. Destaca-se:
na capela de S. Sebastião (sec.XV), classificada como imóvel
de interesse público, o único túmulo de estátua
jacente do distrito de Setúbal, onde jaz o cavaleiro Fernão
do Casal; a escultura em pedra de Nª Sr.ª dos Anjos (sec.
XVI), na capela com o mesmo nome; painel de azulejos hispano-árabes,
na capela de S. João Batista (séc. XVI); tecto em
caixotão, com cenas do martírio de S. Lourenço;
talha dourada de estilo nacional e revestimento de azulejos setecentistas
nas paredes laterais da capela-mor.
Igreja da Misericórdia
Largo da Misericórdia, Alhos Vedros
Esta igreja, construída provavelmente no ano de 1587, reflecte
as novas exigências litúrgicas da época, profundamente
marcada pela pregação. O púlpito está por
isso colocado ao meio da nave. Destaque para a talha dourada do
altar-mor (fim do séc. XVII) e para a azulejaria que reveste
as paredes, da primeira metade do século XVIII.
Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Boa Viagem
Largo da Igreja, Moita
Datado de 1631, este edifício foi construído a expensas
da população para que a Virgem protegesse os marítimos
e os viajantes. É composto por uma só nave, de estilo “Chão”,
despojada de elementos decorativos, fria e funcional, típica
entre o final do séc. XVI e meados do séc. XVI. Na
primeira metade do séc. XVIII, foi enriquecida com painéis
de azulejos azuis e brancos, relatando a vida da Virgem, talhas
douradas em estilo nacional e tecto em caixotão com pinturas
sobre madeira.
Altar de Nossa Srª da Piedade
Travessa de Nossa Sr.ª da Piedade, Moita
Segundo fontes orais, foi mandado erigir pelos marítimos
que ali iam pedir protecção antes de iniciarem as
viagens. Hoje, há quem continue a colocar velas de promessas,
imagens de santos, representações de partes do corpo
em cera e rosários, entre outros objectos, para pedir intervenção
divina. O altar é composto por um conjunto de azulejos,
representando a Nossa Senhora com o filho morto nos braços,
uma réplica do painel original, possivelmente do século
XVIII.
Capela do Rosário
Largo das Forças Armadas, Rosário
Do outro lado, os telhados da capital, as chaminés das
zonas industriais vizinhas, a base aérea do Montijo e o
metal das Pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. Deste lado, a cadência
calma do Rosário e a serenidade do rio. É esta a
paisagem a partir desta capela, mandada erigir, em 1532, por Cosme
Bernardes de Macedo, fidalgo da Casa Real. De destacar o portal
manuelino, o arco triunfal de volta perfeita, com características
do mesmo estilo e os painéis de azulejos azuis e brancos
(séc. XVIII) com cenas da Senhora com o Menino. A Capela
está classificada como imóvel de interesse público.
Património Civil
Pelourinho de Alhos Vedros
Largo da Misericórdia, Alhos Vedros
Classificado como monumento de interesse público, este
pelourinho manuelino, do século XVI, constitui um símbolo
do poder municipal da vila de Alhos Vedros sobre as terras vizinhas,
após lhe ter sido concedido o foral, por D. Manuel I. Daí a
esfera armilar em ferro forjado, símbolo do Rei Venturoso.
Moinho de Maré de Alhos Vedros
Largo do Descarregador, Alhos Vedros
A farinha obtida neste moinho, construído no século
XVII, abastecia a população local e a própria
cidade de Lisboa, sendo também usada pela fábrica
de Vale do Zebro na produção de biscoitos que, por
serem cozidos a altas temperaturas, resistiam nas viagens marítimas
dos Descobrimentos. Propriedade da família de Tristão
Mendonça Furtado (os fidalgos da “Casa da Cova”),
deixou de laborar em 1940, sendo actualmente propriedade da Câmara
Municipal da Moita. Recuperado recentemente pela autarquia, o Moinho
de Maré de Alhos Vedros é um pólo cultural
da freguesia, recebendo com regularidade diferentes exposições.
Porta Manuelina
Travessa do Alferes-Mor, Moita
Trata-se de um portal manuelino bastante simples, o único
que chegou até hoje na construção civil. As
cantarias em vão, manuelinas pelo recorte e arco conopial,
são alguns dos elementos que atestam a tipologia deste elemento
que remonta aos séculos XV/XVI.
Poço “Mourisco”
Largo da Estação, Alhos Vedros
Apesar do seu nome, trata-se de um poço quinhentista e
não de origem árabe, decorado com elementos naturalistas:
ramo de oliveira com azeitona, flor de lis e cabaça. Diz
a lenda que quem conseguir partir a cabaça, com a cabeça,
recebe um tesouro em meados de ouro que aí está por
reclamar.
Colecção Régia
Salão Nobre dos Paços do Concelho, Praça da
República, Moita
São 26 retratos dos reis de Portugal que constituem esta
série de quadros, 24 dos quais da autoria de Miguel António
do Amaral, pintor e professor de desenho do século XVIII.
A encomenda foi feita pelo Mosteiro de Alcobaça mas, com
a supressão das ordens religiosas (1834), a colecção é transferida
para a Academia Real de Belas Artes de Lisboa. O ministro Fontes
Pereira de Melo acaba por ceder as telas à Câmara
Municipal da Moita para “adornar as salas dos Paços
do Concelho”.
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Concelho
de Montijo
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ROTAS
E DESTINOS
Rota do Montijo
MONTIJO, sede do concelho, ao longo da sua história tem sabido receber
e acolher pessoas oriundas das mais diversas zonas do País. E não
foi por acaso, pois está estrategicamente localizado junto ao Rio Tejo.
Situação privilegiada, uma vez que o Rio foi e continuará a
ser o maior meio de comunicabilidade entre os povos. A proximidade da grande
metrópole, capital do País, não fez perder a sua identidade,
cultura e tradições.
Dos Templos – testemunho vivo da fé do nosso povo, às
Casas Senhoriais – que indicam o poder económico, requinte e bom
gosto dos seus proprietários/fundadores, e o regresso às origens
com os Moinhos - que fazem parte do passado, presente, e futuro. Enfim ...
a nossa História!
Apareça e siga a nossa Rota!
(...)
Rota da Mala-Posta do Alentejo
Travessia de passageiros e mercadorias na vila de Aldêa-Galega-do-RibaTejo,
em direcção à nossa capital, por aqui passaram viajantes,
nobres e vários monarcas.
Dada a excelente localização, em 1533, no reinado de D. João
III, a vila foi escolhida para sede da principal Posta do Sul (transporte de
correio a cavalo), pelo correio mor do Reino, Luís Afonso.
No século XIX, esta funcionalidade, ampliada, dá origem à Mala
Posta do Alentejo, que partia de Aldeia Gallega em carruagens que transportavam
o correio e passageiros.
Com origem em Lisboa, o percurso fazia-se atravessando o Tejo até Aldeia
Gallega, com destino ao Alentejo ou a Espanha.
Ao longo do trajecto, de 26 horas, existiam estações de muda
de animais que, mais tarde, permitiram aos passageiros aí cear e pernoitar.
(...)
Rota dos Trilhos de Canha
Esta antiga vila medieval, situada na margem esquerda da Ribeira de Canha ou
Ribeira de Almansor, cujos vestígios remontam ao século XII, que
em 1852 foi integrada no concelho da então Aldeia Galega, é a
freguesia mais distante do concelho de Montijo.
De características rurais, é dotada de uma beleza natural e paisagística
de grande atractividade. Para visitar a vila, sugere-se um conjunto de locais,
que vão do património religioso ao natural, onde se encontram traços
de arquitectura de assinalável interesse.
(...)
Rota de Entre Vinhos e Pipas
Esta rota vai proporcionar aos apreciadores e interessados pela temática
do vinho, a possibilidade de visitarem as diversas adegas e outros estabelecimentos.
Enoturismo, conceito relativamente recente, é um segmento
da actividade turística que se fundamenta na viagem motivada
pela apreciação do sabor e aroma dos vinhos e das tradições
e tipicidade das localidades que produzem esta bebida. O Enoturismo
constitui um dos principais produtos turísticos da região
de Setúbal e as Rotas constituem instrumentos privilegiados
na divulgação deste produto turístico.
O Turismo vitivinícola é o principal objectivo de um
dos grandes instrumentos ao serviço do Enoturismo – as
Rotas de Vinho.
A Rota dos Vinhos da Península de Setúbal pretende
desenvolver o conceito de Enoturismo, atribuindo novas dimensões
a este inigualável produto - o vinho aliando-o às potencialidades
turísticas de cada região.
A Associação da Rota dos Vinhos, fundada em 2003,
tem a sua sede na Casa Mãe da Rota dos Vinhos, em Palmela,
edifício que foi uma antiga adega recuperada para o efeito.
A Câmara Municipal de Montijo é um dos associados.
Viva os encantos desta rota. Experiências que vão enriquecer
o seu conhecimento, a sua vida e, certamente, aumentar o seu gosto
pelos vinhos da Península de Setúbal.
(...)
Rota da Atalaia
Pretende-se com este percurso divulgar o património arquitectónico
e cultural da freguesia da Atalaia, com particular ênfase
para a valiosa herança religiosa que aqui podemos encontrar.
Procurando aliar estes aspectos ao património etnográfico,
que também ele pauta e caracteriza a génese destas
gentes, achamos poder contribuir para preservar aquilo que jamais
se poderá perder – a identidade e a tradição.
Segundo o historiador Rui de Azevedo, em 1249 já haveria
uma referência à “carreira da Atalaia” ou
caminho de carros, pelo que por esta altura a Atalaia seria apenas
um lugar de passagem para o Alentejo.
Relativamente ao Santuário da Atalaia é facto assente
que este já existiria anteriormente a 1470, sendo uma então
ermida dedicada a Santa Maria da Atalaia.
Quanto à romaria teve o seu início, provavelmente
em 1507, aquando de uma terrível peste que grassou na capital.
Nesse cenário de devastação e doença,
um grupo de oficiais da Alfândega de Lisboa dispõem-se
a formar um círio que após ter passado o rio, desembarcaram
em Aldeia galega, daqui saindo em procissão para o Santuário
da Atalaia, onde rogaram a Santa Maria da Atalaia que os livrasse
da peste.
O seu rogo foi atendido e a partir daí organizados numa confraria,
iniciaram uma peregrinação anual ao santuário,
que nos chegou até aos nossos dias.
A Festa Grande assim chamavam à “Romaria de Nossa Senhora
da Atalaia”, era efectivamente a maior festa que se realizava
naquela época.
A Atalaia é pois um local de remota peregrinação
popular, exaltada pela fé e religiosidade das populações
locais e arredores que, já no início do século
XVI, se deslocavam a este local, em peregrinação.
O ponto alto da devoção ainda se cumpre anualmente
no último domingo do mês de Agosto.
(...)
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Concelho
de Odivelas
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Breve
História do Concelho
A origem do nome Odivelas está como o nome de tantas outras
freguesias e concelhos de Portugal, envolto numa lenda que perdura
pelos séculos.
A propósito do nome desta cidade, conta-se que D. Dinis
tinha o hábito de deslocar-se à noite a Odivelas
onde se encontrava regularmente com raparigas do seu agrado.
Certa noite, sabendo a rainha do que se passava resolveu esperá-lo
e quando o rei fazia o seu percurso para o encontro, a rainha
interpelou-o e eis que proferiu as seguintes palavras:
"- Ide vê-las senhor....."
Afirma-se que de "Ide vê-las", por evolução,
teria surgido o nome Odivelas.
Os filólogos dão porém, outra explicação:
a palavra compõem-se de dois elementos: "Odi" e "Velas".
A primeira é de origem árabe e significa "curso
de água". A segunda é de origem latina e refere-se às
velas dos moinhos de vento, que existiram nos outeiros próximos
e dos quais podemos ainda ver vestígios. O curso de água
ainda se mantém hoje.
Os dólmens das Pedras Grandes e das Batalhas, na Freguesia
de Caneças, o Castro da Amoreira na Freguesia da Ramada,
os vestígios romanos encontrados na Póvoa de Santo
Adrião, os achados árabes no subsolo da Paiã,
na Freguesia da Pontinha, confirmam o território como
uma zona fértil e agradável, onde, ao longo dos
séculos, o Homem sempre se comprazeu em viver.
Mas o «motor de arranque» do desenvolvimento da
região parece ter sido o Rei
D. Dinis, ao decidir erguer, em Odivelas, um Mosteiro, onde
uma plêiade de cultas freiras se fez ouvir para além
das grades, quer pelos seus célebres Outeiros, quer pelos
livros que escreveu, ou ainda atraindo, ao Mosteiro e às
suas imediações, reis, príncipes e artistas.
É no Paço de Odivelas, em 1415, que D. Filipa
de Lencastre, já no leito de morte, abençoa os
três filhos mais velhos (D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique)
que partem dali, a cavalo, em direção ao Restelo,
onde embarcam para Ceuta.
É no Convento que se representa pela primeira vez, em
1534, o «Auto da Cananeia», de Gil Vicente, encomendado
pela abadessa Violante, irmã de Pedro Álvares Cabral.
Enquanto isso multiplicam-se férteis quintas na Pontinha
(na Paiã chegou a haver um cais para escoar os víveres
para Lisboa), na Póvoa de Santo Adrião, em Caneças.
Os seus proprietários, de uma forma ou de outra, surgem
amiúdes ligados à cultura. É o caso do pintor
Vieira Lusitano que foi o centro de uma romântica e atribulada
história de amor com uma das filhas dos donos da Quinta
dos Falcões, na Pontinha.
Anos depois, será a Póvoa de Santo Adrião
a ter como proprietário de uma das suas quintas, o pintor
Pedro Alexandrino que não só deixou algumas obras
na igreja local, como as espalhou por Lisboa - na Sé,
no Palácio de Queluz, no Museu dos Coches.
O Padre António Vieira fez um dos seus sermões
no Convento de Odivelas, a 22 de junho de 1668. Almeida Garrett
ocupa o preâmbulo da «Lírica de João
Mínimo» com uma descrição de um passeio
ao Convento, entrecortada por várias dissertações
sobre poesia.
Um roubo na Igreja de Odivelas a 11 de maio 1671 dá origem
a um belo monumento, o «Senhor Roubado», que alguns
descrevem como a primeira banda desenhada portuguesa, e que
levanta muitas pistas sobre a forte presença da Inquisição
na região.
Os missionários cansados e doentes que regressam da Ásia
ou da África acolhem-se ao Convento de Rilhafoles, na
Paiã.
Em 1723, entra no Convento de Odivelas uma freira brasileira
que algumas madres julgam judia. Nem mesmo o inquérito
de um cardeal inquisidor as demove da suspeita, o que as leva
a exigir a expulsão da “herege”. Em procissão,
lá vão a caminho de Lisboa para se queixarem ao
rei, que não as recebe.
À força, soldados pegam-lhes ao colo e metem-nas
em carruagens, devolvendo-as ao Convento.
Pouco tempo depois, entra no Convento, a célebre Madre
Paula, por quem o Rei
D. João V, 30 anos mais velho do que ela, ficará completamente
perdido de amores. A relação dura até à morte
do monarca, que lhe deixa em testamento uma mesada.
Em 1731, D. João V decreta o início da construção
do Aqueduto das Águas Livres, com origem na Fonte das Águas
Livres, perto de Carenque, indo desaguar no depósito das
Amoreiras, cuja Mãe d'Água foi acabada em 1834.
A Mãe d'Água nas Amoreiras, além de ser
um bonito espaço, é um depósito com capacidade
para 5 500 000 litros. A partir das Mães d'Água
a água seguia, através de túneis subterrâneos,
que a levavam até às numerosas fontes de Lisboa.
O Aqueduto das Águas Livres nunca foi totalmente eficaz
porque fornecia água impura e em pequena quantidade e,
neste momento, não é mais do que um monumento histórico
que resistiu ao Terramoto de 1755.
Não se sabe a data concreta da construção
dos aquedutos de Caneças, mas situa-se por volta da segunda
metade do século XVIII. Estes são quatro: o do
Olival do Santíssimo, o do Poço da Bomba, o do
Vale da Moura e o do Carvalheiro.
O terramoto de 1755 causa grandes estragos na região
mas leva também a que muitos lisboetas se venham fixar
na zona, à procura de ares mais saudáveis.
Mais tarde, em 1833, é construído, na Quinta da
Pentieira (Freguesia da Pontinha), um cemitério para sepultar
as vítimas da cólera.
Até meados do século XIX, Lisboa era uma cidade
suja, afetada por numerosas epidemias. Os cidadãos ricos
pagavam aos Aguadeiros, entre os quais os de Caneças,
para lhes levarem água a casa. Caneças e as suas águas
eram, então, muito
apreciadas pela sua qualidade. Situam-se na freguesia de Caneças
um conjunto de Fontes, que comercializaram água e que
constituem um marco de uma época e de modos de vida caraterísticos
da freguesia, e em sentido mais lato do concelho. A venda da água
de Caneças fazia-se através de carroças
ou galeras, que transportavam para Lisboa e arredores a água
em bilhas de barro, juntamente com as trouxas de roupa das lavadeiras
e produtos hortícolas.
Com a extinção das ordens religiosas, a terra
perde algum do seu fulgor. No início do séc. XX
era, contudo, uma terra procurada para os prazeres do Verão,
pelos senhores de Lisboa.
É por essa altura que a vida municipal local começa
a desenvolver-se. As freguesias de Odivelas e Pontinha fazem
parte do Município de Belém, na altura em que este é presidido
pelo escritor Alexandre Herculano. As duas freguesias passam,
a integrar o Município dos Olivais em 1885. No ano seguinte, é instituído
o Município de Loures, de que fazem parte algumas freguesias
que hoje pertencem ao Concelho de Odivelas. Em 1915 é criada
a Freguesia de Caneças.
Começa a surgir um outro tipo de desenvolvimento, já não
assente na agricultura mas na construção de bairros
sociais em várias freguesias. A ligação
por estrada a Lisboa, leva alguns grupos económicos a
comprar na região grandes propriedades, enquanto a alta
burguesia compra terrenos que transforma em quintas de férias.
É na Pontinha que, a 25 de abril de 1974, se instala
o Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas que
instaurará um regime democrático em Portugal. atualmente,
este quartel integra um Núcleo Museológico, criado
através de um protocolo estabelecido entre o Regimento
de Engenharia N.º 1 e a então Comissão Instaladora
do Município de Odivelas.
Na região intensifica-se, a partir de então, o
movimento de loteamento de terrenos que modificará profundamente
a paisagem local. Nos 25 anos seguintes, aparecem 85 bairros
clandestinos. Simultaneamente, com a falta de habitação
a preços acessíveis em Lisboa, verifica-se uma
explosão da construção civil, surgindo em
todas as freguesias do concelho, à exceção
da de Famões, grandes urbanizações que se
traduzem numa subida relâmpago do número de habitantes,
com formas de estar na vida diferentes e mais exigentes daquelas
que tinham até aí os habitantes da região.
O Poder político tenta responder a essas aspirações
criando as Freguesias da Pontinha (1984), de Olival Basto, da
Ramada e de Famões (1989). A Póvoa de Santo Adrião
passa a vila em 1986, Odivelas é elevada a cidade em 1990,
a Pontinha sobe a vila (1991), o mesmo acontecendo ao Olival
Basto em 1997. Neste mesmo ano, um grupo de cidadãos,
defendendo um desenvolvimento próprio para a região,
cria o «Movimento Odivelas a Concelho».
No dia 19 de novembro de 1998, com o voto unânime dos
Deputados de todas as forças políticas, a Assembleia
da República votava, na especialidade, e em votação
final global, o Projeto de Lei da Criação do Município
de Odivelas. Ficando este dia, estipulado como Feriado Municipal.
No dia 14 de dezembro de 1998, é publicado no Diário
da República, a Lei n.º 84/98, da criação
do Município de Odivelas referindo o seu Artigo 1º: "Através
do presente diploma é criado o Município de Odivelas,
com sede na Cidade de Odivelas, que fica a pertencer ao Distrito
de Lisboa".
Em 20 de janeiro de 1999, a Comissão Instaladora do Município
de Odivelas é empossada pelo então Ministro do
Equipamento, Planeamento e Administração do Território,
Dr. João Cravinho.
Depois de 3 anos de administração, a Comissão
Instaladora cessa funções, e no seguimento das
eleições autárquicas de dezembro de 2001,
toma posse, no dia 4 de janeiro de 2002, a primeira Câmara
Municipal de Odivelas.
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Concelho
de Oeiras
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Seja
por mar ou por terra, quem chega a Oeiras descobre um concelho
que reúne condições de qualidade a nível
ambiental, cultural, turístico e empresarial, que agradam
a quem visita e dão qualidade de vida a quem reside. O concelho de Oeiras encontra-se integrado na Área Metropolitana
de Lisboa, a poente da Capital, Lisboa, e tem o Rio Tejo como
fronteira natural a sul. Nos seus 46 Km2, Oeiras oferece ambiente. A par das inúmeras
praias, que se estendem ao longo de 10 Km de orla marítima,
os caminhantes podem também usufruir de um passeio marítimo,
com 3 Km, durante todo o ano, não fosse o clima local
aprazível nos doze meses do calendário. Com cerca de 125 Ha de zonas verdes e parques públicos,
os apelos ao contacto com a natureza e à prática
desportiva são uma constante. Pelas condições
que apresenta, Oeiras é palco de eventos desportivos de
grande projecção nacional e internacional, de onde
sobressaem o Estoril Open, em ténis, a Final da Taça
de Portugal, em futebol e a Corrida do Tejo, em atletismo, entre
outros, que fazem deste um dos concelhos mais dinâmicos
a este nível. Caminhadas, canoagem, vela, passeios em
BTT e provas de orientação fazem parte do vasto
rol de oferta para a prática desportiva. De entre as suas zonas verdes, destaque-se o Parque dos Poetas,
ex-libris de Oeiras. Muito mais do que um jardim, trata-se de
um museu ao ar livre, onde espaços de lazer e destinados à prática
desportiva surgem associados à componente cultural.
Em sintonia com a paisagem, Oeiras dispõe de um riquíssimo
património arquitectónico, onde a modernidade e
a história convivem em perfeita sintonia. A par de grandes
quintas e palácios (que aqui nasceram nos séculos
XVII e XVIII, então local de veraneio), onde se lê a
história desta terra e das suas gentes, em Oeiras encontram-se
grandes pólos residenciais, modernos, e empresariais,
que fazem deste concelho um dos mais desenvolvidos e procurados
pelo mundo empresarial nacional e internacional. Pela qualidade,
rede de acessos e infraestruturas aqui reunidos, o concelho de
Oeiras acolhe uma vasta rede empresarial constituída por
empresas ligadas, essencialmente, às Tecnologias de Informação,
Biotecnologias, tecnologias da saúde e terciário
superior. Como locais a visitar, destaca-se ainda a Fábrica da
Pólvora Negra, em Barcarena, a Exposição
Monográfica do Povoado Pré-Histórico de
Leceia e o Aquário Vasco da Gama. A oferta de espectáculos é grande. Ao longo de
todo o ano passam por Oeiras grandes nomes do teatro, da música
e da literatura nacional e internacional, que oferecem momentos
de prazer para todos os gostos e idades. Junho é um mês privilegiado em Oeiras, que realiza
as suas festas anuais, que reúnem várias actividades
de âmbito cultural e desportivo e se celebra o Dia do Município
(7 de Junho). O comércio é outro factor de atracção
para quem nos visita. A par do comércio tradicional existem
grandes superfícies com uma grande oferta de produtos
e serviços. A mobilidade, quer a nível concelhio quer nas relações
inter-concelhos é privilegiada não apenas devido à existência
de uma auto-estrada (A5) e da Av. Marginal que unem Oeiras a
outros concelhos, mas pela rede de transportes públicos
de qualidade que aqui operam, que incluem a linha ferroviária
de Cascais (Lisboa-Cascais). A proximidade ao Aeroporto Internacional
de Lisboa (a cerca de 15 Km) é outra mais valia.
A não perder
O
Porto de Recreio é um dos novos marcos do concelho de Oeiras. Recentemente
inaugurado, este abrigo oferece as condições necessárias
aos que nele ancoram e aos que o procuram para lazer. A par dos serviços às
embarcações, esta infraestrutura engloba uma área comercial,
onde prevalece a restauração.
Integrada no mesmo complexo de lazer que o Porto de Recreio
está a Piscina Oceânica, que convida quem passa
a desfrutar, com qualidade, da época balnear. Desta
Piscina, de água salgada, avista-se o mar, ali mesmo
em frente. Um paraíso para o milhar e meio de banhistas
que a visitam diariamente.
Ainda nesta zona do litoral oeirense, os caminhantes podem
usufruir de um Passeio Marítimo, desfrutando do clima
local, aprazível ao longo de todo o ano.
A história das gentes deste concelho é contada
em inúmeros marcos históricos nas várias
freguesias. No centro da vila de Oeiras, encontramos o Palácio
e os Jardins do Marquês de Pombal (Conde de Oeiras).
A construção desta quinta de recreio da família
Pombal teve lugar na segunda metade do século XVIII
e é um projecto de Carlos Mardel, arquitecto húngaro
que teve um papel privilegiado na reconstrução
pombalina de Lisboa, após o terramoto de 1755.
O interior do palácio apresenta um dos melhores conjuntos
decorativos do período pombalino, em especial de estuques
e azulejos.
Os jardins são representativos da arte do paisagismo
em Portugal, apresentando uma concepção do século
XVIII europeu, mas mantendo-se no entanto, e apesar de tudo,
fiel a uma tradição portuguesa que produz a partir
do século XVI as Quintas de Regalo.
Também a não perder é o Parque dos Poetas,
em Oeiras, que, muito mais que um jardim, é um verdadeiro
museu ao ar livre, de arte escultórica, onde espaços
de lazer e de prática desportiva se associam à componente
cultural. Trata-se de um marco da Área Metropolitana
de Lisboa mas também uma referência a nível
nacional.
Em Barcarena sugere-se uma visita à Fábrica
da Pólvora, que constitui uma importante peça
da arqueologia industrial de grande interesse histórico-cultural.
Trata-se de uma unidade fabril cujas origens são remetidas
para o século XV, quando D. Manuel instalou junto à ribeira
local engenhos de pilões para o fabrico de pólvora.
Os apreciadores de arte portuguesa da segunda metade do século
XX encontram em Algés, no Palácio Anjos, o Centro
Cultural – Colecção Manuel de Brito, um
pólo de referência no âmbito do circuito
cultural nacional.
Oeiras é também modernidade. É aqui que
se concentram grandes pólos empresariais, que fazem
deste concelho um dos mais procurados a nível nacional
pelo mundo empresarial (nacional e estrangeiro) sendo as áreas
de tecnologias de informação, de biotecnologias,
de tecnologias de saúde e do terciário superior
as mais relevantes. Os parques tecnológicos - Taguspark,
Lagoas Parque, Quinta da Fonte, entre outros -, são
já pontos de referência no mundo tecnológico
empresarial.
Quem visita Oeiras não pode deixar de experimentar
o famoso Vinho de Carcavelos, de renome internacional e de
tradição secular, com qualidades reconhecidas
e confirmadas, em 18 de Setembro de 1908, por carta de lei.
Trata-se de um vinho generoso, bem marcado pelas características
naturais da região.
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Concelho
de Palmela
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Onde
Ir
Cadernos de Viagens
Aldeia de Quinta do Anjo
Percurso pedestre pelo Centro Histórico
de Palmela
Do Poceirão à Marateca
Percurso pela Reserva Ecológica
Nacional
Pinhal
Novo
Passeios nas Serras do Louro e São Luís
Vestígios
arqueológicos do concelho
Golfe, Karting e Reserva Natural do Estuário
do Sado
combinação perfeita para um dia único.
São inúmeras
as potencialidades turísticas do concelho de Palmela, que se destacam
quer pelo património natural quer pelos diversos pontos de atracção
ao nível do recreio e lazer. Aqui sugerimos-lhe um percurso diferente
que contemple, para além da natureza e gastronomia, alguns dos empreendimentos
que fazem do concelho de Palmela um local agradável para viver.
Dedique a manhã a uma prática desportiva que carece
de alguma paciência e conhecimento, mas em que vale a pena
arriscar: o golfe. O Clube de Golfe do Montado, inserido na paisagem
alentejana de Montado que dá o seu nome ao Clube, é um
local acolhedor, situado a 10 minutos de Palmela e apenas a 40
minutos de Lisboa. O campo, cujo lay-out é do arquitecto
Duarte Sotto-Mayor, possui 18 buracos "par 72" e tem
6000 metros de extensão. Se nunca experimentou é chegada
a altura de confiar na sua pontaria e, sobretudo, na sorte de principiante – se
for este o seu caso.
Depois da jogada de mestre que certamente fez é altura
de recuperar forças, provando a gastronomia do concelho
no Restaurante do Clube de Golfe do Montado. Em Palmela predominam
as características da gastronomia alentejana: a sopa e o
tamboril com poejos, o coelho com feijão à moda de
Palmela e as peras cozida em vinho Moscatel, bem como os excelentes
vinhos e queijos de Azeitão – os petiscos mais genuínos
do concelho.
No período da tarde e porque tirou o dia para experimentar coisas novas,
aceite um outro desafio: o Karting. O KIP – Kartódromo Internacional
de Palmela –, que fica na Herdade de Algeruz e bem próximo do
Clube de Golfe do Montado, distingue-se por um conjunto de características
verdadeiramente excepcionais, com especial destaque para os 1.270 metros de
perímetro e dez metros de largura constantes da pista, bem como para
os 1.500 metros quadrados de área correspondente às infra-estruturas
de apoio. A Herdade de Algeruz é uma quinta com cerca de 200 hectares
e que, ainda hoje, conta com um importante volume de produção
ao nível da agricultura e pecuária. O KIP está inserido
numa agradável zona de beleza natural em que é interessante o
contraste com os edifícios agrícolas que lhe são contíguos.
Ao entardecer, e depois de tanta aventura e emoção,
propomos-lhe momentos bem mais sossegados. Visite a Reserva Natural
do Estuário do Sado, na parte que confina com o concelho
de Palmela, e fique impressionado com a paisagem que vai encontrar:
a frente ribeirinha do concelho de Palmela para o Estuário
do Sado, desconhecida para muitos, vai desde a foz da ribeira da
Marateca até à foz da ribeira de Vale de Cão,
conhecida como Ribeira de Sachola, no extremo sul do concelho.
Os seus olhos vão ficar admirados com as áreas de
sapal, salinas, pisciculturas, arrozais e a extensa zona florestal
do Zambujal. Para terminar, e se ainda tiver forças, suba
ao Outeiro Alto, o ponto mais alto do concelho de Palmela incluído
na Reserva Natural do Estuário do Sado, e veja as cores
do pôr do sol projectadas em toda esta área protegida.
Por Terras do Queijo, Pão e Vinho
Conhecida como terra de bom queijo, pão e vinho, a Quinta
do Anjo é um importante pólo de desenvolvimento no
Concelho de Palmela, conciliando um conjunto de empreendimentos
industriais de grande dimensão com uma tradição
rural de elevada expressão na produção de
vinho, queijo de ovelha amanteigado (Queijo de Azeitão)
e doces regionais.
Mais do que um percurso, este é um desafio ao seu paladar.
Aceite algumas sugestões.
Queijo de Azeitão
É na Quinta do Anjo que se encontra a maior parte dos produtores
do queijo de Azeitão. Foi por volta de 1830 que Gaspar Henriques
de Paiva, nado e criado na Beira Baixa, veio para Azeitão
e passou a dedicar-se à agricultura. Para povoar as suas
terras mandou vir ovelhas leiteiras, de lã preta e raça
bordaleira. Em todos os anos mandava vir um queijeiro da sua terra
natal, só para lhe fabricar queijos do tipo "Serra".
Foi esse queijeiro que ensinou os segredos da arte a um dos pastores,
que deles não fez segredo. Foi então transmitido
a sucessivas gerações de queijeiros artesãos
que, desde então, nos têm oferecido um queijo com
uma tipicidade ímpar.
Há mais de uma década que se tomaram medidas para
proteger a tipicidade deste queijo, surgindo a Região Demarcada
do Queijo de Azeitão. A "ARCOLSA" é a entidade
que faz o controlo de qualidade dos Queijos de Azeitão e
que emite os selos de garantia travando, assim, o aparecimento
de produtos falsificados que nada têm a ver com o verdadeiro
sabor deste queijo.
O Queijo de Azeitão é produzido de Novembro a Maio,
em queijarias tradicionais, onde o pote de barro vidrado espera,
junto à lareira, a coagulação do leite e,
posteriormente, onde a francela (mesa queijeira) recebe a coalhada
que é trabalhada dentro dos cinchos com as sábias
mãos dos queijeiros, que vão separando pacientemente
o soro da massa.
Com uma produção artesanal, cuja duração
média é de 45 dias, o Queijo de Azeitão chega-nos à mesa
com um paladar requintado e único, que nem todos sabem explorar.
A melhor maneira de servir o Queijo de Azeitão é cortá-lo
de forma transversal em duas metades circulares iguais ou abrir
um orificio na parte superior e retirar o queijo amanteigado com
uma colher.
Adegas típicas
Aproveite também este passeio para adquirir o famoso vinho
tinto produzido nesta região. Se está a pensar em
enriquecer a sua garrafeira, propomos-lhe uma visita às
adegas integradas na Rota dos Vinhos, um projecto conjunto da Câmara
Municipal de Palmela, da Região de Turismo da Costa Azul
e da Comissão Vitivinícola Regional da Península
de Setúbal, que pretende divulgar a história e os
produtos vinícolas da região.
Queijarias tradicionais
Visite uma das queijarias tradicionais da Quinta do Anjo, onde é produzido
o famoso queijo de Azeitão. Aqui, poderá conhecer
os métodos tradicionais da sua produção, bem
como adquirir manteiga de Ovelha, queijo seco ou queijo de Azeitão.
Para além dos sabores e paladares aproveite para deliciar
o olhar noutras atracções que a Quinta do Anjo oferece,
como a Igreja, a Sociedade de Instrução Musical (fundada
em 1921, apresenta no seu interior paredes pintadas em estilo romântico),
as Sepulturas Colectivas pré-históricas e a Serra
do Louro com os seus característicos moinhos, entre outros.
Desde há sete anos que, em Abril, se realiza na Quinta
do Anjo o Festival do Queijo, Pão e Vinho, uma das melhores
montras a nível nacional que reúne a excelência
dos produtos regionais.
Se visitar o evento nos seus três dias, poderá provar
todo o tipo de queijo – amanteigados ou secos –, a
soberba manteiga de ovelha, vinhos e uma grande diversidade de
bolos caseiros, num certame que conjuga o esforço de produtores
com as entidades da região
Passeios intemporais pelo Castelo de Palmela
A posição geográfica do núcleo fortificado
do castelo
permite-lhe uma visualização estratégica de parte do estuário
sadino, de uma vertente da cordilheira da Arrábida e, também, das
planícies envolventes que a separam do Tejo – o que, noutros tempos,
se revestia da maior importância pelas ligações e possibilidades
de comunicação que se estabeleciam com os castelos circundantes
das linhas do Tejo e do Sado.
Dentro das muralhas do Castelo encontrará: a Pousada Histórica
de Palmela situada no antigo convento; a Igreja de Santiago - monumento
nacional; as ruínas da Igreja de Sta. Maria - a sacristia
foi recuperada para albergar o Gabinete de Estudos da Ordem de
Santiago; um Posto de Turismo; um auditório; loja de artesanato
e loja de produtos regionais.
Integrado no Museu Municipal encontram-se vários espaços
de arqueologia, um espaço de transmissões militares
e a reserva visitável de escultura de São Tiago.
Da importância adquirida ao longo dos tempos (ver percurso
histórico), o castelo chega aos nossos dias revitalizado
e reabilitado arquitectonicamente, oferecendo uma nova dinâmica
cultural e turística.
Descubra os contornos da paisagem e um conjunto de espaços
que lhe sugerem prolongados e inesquecíveis passeios intemporais.
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Concelho
de Seixal
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Descubra
o Seixal, terra de pescadores e corticeiros, a sua gastronomia,
os artesãos, as quintas senhoriais, o património
náutico e desfrute da Baía Natural do Seixal. Aproveite os circuitos turísticos, os passeios no Tejo
que decorrem todo o ano, a bordo do Bote de Fragata Baía
do Seixal, conheça os passeios pedestres em zona da Rede
Natura 2000, as caminhadas pelos núcleos urbanos antigos
e utilize os Serviços On-line para se inscrever nas iniciativas. Consulte as apresentações e os artigos realizados
durante a segunda edição do Seminário Internacional
de Náutica de Recreio e Desenvolvimento Local, que decorreu
nos dias 25, 26 e 27 de Setembro, no Auditório Municipal
do Fórum Cultural do Seixal.
LOCAIS DE INTERESSE
Neste espaço tem a possibilidade de conhecer um pouco melhor
nosso concelho, passando pelo património natural, industrial
e náutico. As quintas senhoriais, os núcleos urbanos
antigos e as igrejas fazem igualmente parte da história
e da cultura do concelho do Seixal, sem esquecer, claro, as festas
e as romarias que se comemoram por todo o concelho. Património Natural O Património Natural no concelho do Seixal é marcado
essencialmente pela ocupação de cerca de 10% do
seu território por Reserva Ecológica Nacional,
onde se integra o Sapal de Corroios, o Sapal de Coina e o Sapal
do Talaminho. A Baía do Seixal é o ex-libris do
Concelho, que pela sua singularidade tem condições
naturais para a realização de diversas práticas
desportivas e de lazer, oferecendo uma paisagem privilegiada. É de
salientar a riqueza ornitológica e a fauna aquática
existentes, em particular no Sapal de Corroios. Este local serve
de pouso temporário para muitas aves migratórias
como o flamingo, o alfaiate, o perna-longa, a garça e
o pato-bravo, que aqui procuram alimento e abrigo. O Sapal de
Corroios funciona também como uma “maternidade” e “creche” para
diversas espécies de moluscos, crustáceos e peixes.
Ao longo das margens da Baía do Seixal, é possível,
por vezes, observar as aves a alimentarem-se, sendo as mais emblemáticas
as garças, reais e esporadicamente colónias de
flamingos. Moinho de Maré de Corroios O Moinho de Maré de Corroios foi mandado construir em
1403 por D. Nuno Álvares Pereira, proprietário
de uma grande parte das terras situadas em redor do Seixal. Em
1404, o Condestável doou-o, assim como aos bens que tinha
nesta região, ao Convento do Carmo, ordem religiosa de
que era Mestre. Já no início do século XVIII
foi ampliado, mas não tardou a sofrer novamente obras,
pois o terramoto de 1755 causou-lhe grandes estragos. Este Moinho,
conhecido também por Moinho do Castelo, mantém-se
em condições de funcionamento até aos nossos
dias. Em 1980 foi adquirido pela Autarquia. Durante 6 anos sofreu
obras de restauro e em 1986 abriu ao público, como núcleo
do Ecomuseu Municipal do Seixal. Neste momento, devido a obras
de conservação e requalificação,
este núcleo encontra-se encerrado ao público. Fábrica de Cortiça Mundet Em 1906, estabeleceu-se no Seixal a firma L. Mundet & Sons.
Esta fábrica, que se tornaria a maior empresa do sector
corticeiro do País e durante algum tempo do mundo, reconhecida
também pelo seu papel inovador na área da política
social, viria, a partir de meados da década de 1950, fruto
do aparecimento de novos materiais como o plástico, a
entrar num lento processo de decadência. Em 1988, após um longo período de lutas sociais
e de várias tentativas de viabilização económica,
a fábrica é definitivamente encerrada. Em 1996, é adquirida pela Câmara Municipal do Seixal,
que musealizou dois edifícios da Fábrica – Edifícios
das Caldeiras de Babcock e o Edifício das Caldeiras de
Cozer. Nestes dois espaços, é possível visitar
exposições temporárias relativas ao Património
Industrial do Concelho. A Mundet apresenta-se hoje como um lugar
carregado de história e de vida de algumas gerações
de Seixalenses. Horários de Inverno (Outubro-Maio):
De 3ª a 6ª feira, das 9h às 12h e das 14h às
17h
Sábados e Domingos, das 14h às 17h Horários de Verão (Junho-Setembro):
De 3ª a 6ª feira, das 9h às 12h e das 14h às
17h
Sábados e domingos, das 14.30h às 18.30h Encerramento: 2 as feiras, feriados nacionais e municipal Morada : Largo 1º de Maio – Seixal
Núcleo Naval de Arrentela No Núcleo Naval visitamos a oficina de construção
artesanal de modelos de barcos do Tejo. Neste local, dois artífices
ocupam-se quotidianamente da construção e da reparação
de modelos, executados à escala, a partir da reprodução
de planos adquiridos no Museu de Marinha, bem como de planos
originais de embarcações do Tejo. Neste núcleo está patente uma exposição
permanente, onde se tem a oportunidade de ver e ouvir as imagens
e os sons da construção naval, de forma a transmitir
a memória dos antigos estaleiros navais do Rio Judeu.
Neste local estão expostos vários modelos de embarcações
tradicionais do Tejo, que podem ser interpretadas através
dos diversos apoios audiovisuais. Horários de Inverno (Outubro-Maio):
De 3.ª a 6.ª feira, das 9h às 12h e das 14h às
17h
Sábados e domingos, das 14h às 17h Horários de Verão (Junho-Setembro):
De 3.ª a 6.ª feira, das 9h às 12h e das 14h às
17h
Sábados e domingos, das 14.30h às 18.30h Encerramento: 2. as feiras, feriados nacionais e municipal Morada: Av. da República - Arrentela Quinta da Trindade A origem da Quinta remonta aos finais do século XIV,
aquando da fundação de um convento pela ordem religioso-militar
da Santíssima Trindade, que também fundou no mesmo
espaço uma ermida denominada da Boa Viagem. Com o terramoto de 1755, não só a ermida mas também
o convento ficaram destruídos. A reconstrução
do edifício apalaçado ficou a cargo de um indivíduo
de apelido Martins (alcunhado de Rei do Lixo), que para além
do edifício construiu um outro mais pequeno de planta
quadrada, rematado por merlões, assemelhando-se a um pequeno
castelo. No interior do edifício, bem como no exterior - nos muros
que o cercam -, podemos encontrar restos de azulejos figurativos
e geométricos e estatuetas de conventos, mosteiros e igrejas
que ficaram abandonados após a extinção
das Ordens Religiosas em 1834, e que habilmente foram recolhidas
por Martins, que depois aqui os veio aplicar. Ao percorrer os dois andares do edifício principal da
Quinta da Trindade, obtém-se uma panorâmica geral
da história do azulejo em Portugal, visto existirem exemplares
representativos dos mais diversos géneros e tendências
decorativas. Para se visitar a Quinta da Trindade, é necessário
efectuar marcação junto do Serviço Educativo
do Ecomuseu Municipal do Seixal. Acesso condicionado Visitas – Serviço Educativo do Ecomuseu: 21 227
62 90 Morada: Av. M.U.D. Juvenil, Azinheira, Seixal
Quinta da Fidalga A Quinta da Fidalga, cuja fundação remonta ao
século XV, teve sempre funções agrícolas
e de lazer, surgindo associada a Paulo da Gama, irmão
de Vasco da Gama, o qual se teria fixado nas terras do Seixal
para assistir à construção de caravelas
destinadas à descoberta do caminho marítimo para
a Índia. Já no século XVIII, destacava-se
pelos seus excelentes pomares de citrinos, com ruas cobertas
de árvores silvestres e parreiras postas em latadas e
pelo seu sofisticado sistema de rega. Distingue-se também pelo magnífico Lago de Maré,
que constitui um monumento raro ou quase único na arquitectura
hidráulica portuguesa. Possui ainda uma capela que foi
integrada no palacete em meados do século XX, em substituição
de outra mais antiga. As paredes interiores do actual templo
estão revestidas de azulejos do século XVIII e
de reproduções também deste período. Em 1952, o palacete e os arruamentos da Quinta tiveram intervenções
arquitectónicas dirigidas pelo Arquitecto Raul Lino, tendo
distribuído azulejos, de várias épocas,
nomeadamente hispano-árabes, por vários pontos
da propriedade. A Quinta da Fidalga é propriedade da Câmara Municipal
do Seixal desde 2001, e, de entre os vários projectos
previstos para este espaço, destaca-se o Centro Internacional
de Medalha Contemporânea do Seixal. Horários de Inverno (Outubro-Abril):
De 3.ª a domingo, das 10.15h às 17.45h
Horários de Verão (Maio-Setembro): De 3.ª a domingo, das 10.15h às 19.45h Encerramento : 2. as feiras Morada : Av. da República - Arrentela Igreja de Nossa Senhora da Consolação,
Arrentela A Igreja Matriz de Arrentela, dedicada a Nossa Senhora da Consolação,
remonta aos finais do séc. XV ou princípios do
séc. XVI, e está classificada como Imóvel
Classificado de Interesse Público. O estilo decorativo
predominante é o barroco, resultante das grandes obras
que a igreja sofreu após o terramoto de 1755. O seu interior,
de uma só nave, é revestido por uma série
de painéis de azulejos representando cenas da vida da
Virgem Maria. O altar-mor, em talha dourada, anterior ao terramoto,
possui um conjunto de colunas salomónicas, um minucioso
sacrário e uma pintura figurando a Adoração
do Santíssimo Sacramento. Na cobertura da nave pode-se
observar um magnífico trabalho de estuque em relevo, de
várias cores, onde se destaca uma imagem da Padroeira,
com a muleta - barco de pesca típico desta região
- a seus pés, rodeada de pescadores, fidalgos e dos quatro
evangelistas. Morada: Largo do Agro, Calçada da Boa-Hora, Arrentela Igreja de Nossa Senhora da Graça, Corroios A Igreja Paroquial de Corroios, consagrada a Nossa Senhora da
Graça, data do séc. XIV. No entanto, a edificação
primitiva ruiu com o terramoto de 1755, tendo a população,
que rondava os 170 habitantes, procedido de imediato à sua
reconstrução. Esteve abandonada e encerrada ao culto desde 1852 até ao
início do século XX, tendo os seus bens sido entregues à Irmandade
do Santíssimo Sacramento de Amora e ao Seminário
Patriarcal. Em meados do século XX, sofreu grandes obras
de restauro e só em 15 de Setembro de 1973 voltou a ser
reintegrada na sua função de Igreja Paroquial. Sítio com vestígios arqueológicos soterrados,
nomeadamente sepulturas do Período Medieval-Moderno: séculos
XV-XVI. Morada: Rua de Nossa Senhora da Graça, Corroios Igreja de Nossa Senhora da Conceição,
Seixal À antiga ermida do século XVI sucedeu a actual
igreja de Nossa Senhora da Conceição, que foi concluída
em 1728, no entanto, com o terramoto de 1755 ficou bastante danificada,
tendo sido restaurada em 1858 e em 1904. A fachada principal
e respectiva torre sineira estão revestidas a azulejos
azuis e brancos do século XIX. No interior podemos observar
um magnífico tecto com pinturas sobre madeira de Pereira
Cão, figurando no medalhão central a Padroeira,
Nossa Senhora da Conceição, e outros dois mais
pequenos com os bustos de S. Pedro e S. Paulo. As paredes da
capela-mor estão revestidas a estuque marmoreado e talha
dourada, do século XVIII, encontrando-se ainda quatro
painéis sobre tela representando a Anunciação
, a Visitação , S. João Evangelista e a
Aparição do Anjo a S. Pedro . Esta igreja é Imóvel
Classificado de Interesse Concelhio. Morada: Largo da Igreja, Seixal Igreja de Nossa Senhora da Anunciada, Aldeia de Paio Pires Inicialmente este local de culto era somente uma pequena capela,
com um telhado de duas águas, onde existia um pequeno
altar e se venerava N. Sr.ª da Anunciada. Diz-se mesmo que
D. Paio Peres Correia (cavaleiro das hostes de D. Afonso Henriques,
ao qual a localidade deve o seu nome), quando aqui acampou com
as suas tropas já encontrou esta capela e que prestou
culto aos pés desta santa. Em 1850, um filho da terra, proprietário de uma livraria
em Lisboa (na Rua do Ouro), de seu nome José António
Rodrigues, contactou com várias personalidades e conseguiu
a verba suficiente para transformar a Igreja Matriz. Esta obra
contou também com o apoio da família Lima que era
bastante devota a esta Santa. A obra foi terminada em 1851, precisamente
no 1.º domingo de Agosto para as festas da N. Sr.ª da
Anunciada. Para além da imagem de Nossa Senhora da Anunciada,
podemos ver também imagens de S. Francisco Xavier, S.
Sebastião, Santo António, Imaculada Conceição,
Nossa Senhora da Consolação, Sagrado Coração
de Jesus e S. José. Morada: Largo Alfredo José Almeida Lima, Aldeia de Paio
Pires Igreja de Nossa Senhora do Monte Sião, Amora A imagem da N. Sr.ª do Monte Sião, segundo Frei
Agostinho de Sta. Maria, única na Europa, apareceu na
Amora (Monte Sião), onde se edificou em sua memória
a primeira ermida, pouco depois da tomada de Lisboa aos Mouros
por D. Afonso Henriques, no ano de 1147. Com o contributo dos devotos, a ermida existente passou rapidamente
a ser uma igreja de uma só nave, com alpendre e com a
porta principal virada a poente. Para além do altar-mor
podemos ver as duas capelas colaterais, a do Evangelho, dedicada
a N. Sr.ª do Rosário, e a da Epístola, dedicada às
almas com a imagem de S. Miguel. Para além da imagem da
Santa Padroeira, podemos ainda apreciar imagens de Santa Teresinha,
Nossa Senhora de Fátima, Santa Filomena, Nossa Senhora
das Dores e o Sagrado Coração de Jesus. Morada: Largo da Igreja, Amora Núcleos Urbanos Antigos No concelho do Seixal existem 5 Núcleos Urbanos Antigos
definidos: Seixal, Arrentela, Amora de Cima, Amora de Baixo e
Aldeia de Paio Pires. Os Núcleos Urbanos Antigos do concelho do Seixal, para
além das suas particularidades específicas, têm
características comuns, nomeadamente uma malha urbana
que se desenvolveu espontaneamente, consoante as necessidades
demográficas. A existência de unidades fabris e
das profissões, presentes no início do século
XX em cada uma das localidades, foi também factor de grande
influência no crescimento e desenvolvimento das ruas e
da toponímia existente até aos dias de hoje.
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Concelho
de Sesimbra
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Praias
Lagoa de Albufeira
A Lagoa de Albufeira integra desde 1987 a Reserva Ecológica
Nacional (decreto-lei n.º 230/87 de 11 de Junho). Oferece condições
excelentes para a prática de vela, windsurf, kitesurf e canoagem. É também
um local perfeito para passeios pedestres e observação
de várias espécies de aves aquáticas. A Lagoa-mar é bastante
procurada por praticantes de surf e bodyboard. »
Praia do Ouro
Localizada na zona poente da vila de Sesimbra, a Praia do Ouro distingue-se
pelo seu extenso areal e pelo mar calmo. Nos últimos anos
tem recebido o galardão Bandeira Azul e em 2006 foi considerada
Praia Acessível, apresentando condições para
receber veraneantes com mobilidade reduzida. Possui uma série
de equipamentos de apoio aos banhistas, uma biblioteca de Praia,
um espaço para fitness e campo de jogos. É uma praia
ideal para famílias. »
Praia do Moinho de Baixo
Nesta praia, localizada no Meco, ainda é possível observar
a tradição da Arte Xávega, uma das mais antigas
formas de pesca. No seu limite sul, as argilas possibilitam tratamentos
de beleza naturais. »
Praia da Califórnia
Localizada na zona nascente da vila de Sesimbra, a praia da Califórnia
recebe um grande número de banhistas durante o Verão. É abrigada,
tem bons acessos ao areal e vários equipamentos de apoio,
entre os quais uma Biblioteca de Praia. As suas águas são
calmas. »
Praia das Bicas
A praia das Bicas é uma das mais procuradas da costa ocidental.
Localiza-se a sul do Moinho de Baixo está enquadrada numa área
de grande beleza natural proporcionada pelas arribas de dunas fossilizadas.
A Praia das Bicas é escolhida pelos amantes de desportos radicais
para a prática de surf e o bobyboard. »
Praia do Rio da Prata
A Praia do Rio da Prata foi uma das primeiras praias de nudismo em
Portugal. Localizada na zona do Meco, esta praia naturista tem um
areal extenso, rodeado pelo pinhal e arriba. A sul encontram-se algumas
das famosas argilas medicinais da envolvente. »
Praia dos Lagosteiros
A Praia dos Lagosteiros situa-se junto ao santuário do Cabo
Espichel. É uma praia de difícil acesso, mas que nos
compensa com um cenário de grande beleza. »
Praia do Ribeiro de Cavalo
Um enorme rochedo com a forma da cabeça de um cavalo, deu
o nome àquela que é considerada a praia mais bonita
da região e um dos principais postais turísticos de
Sesimbra. »
Praia da Foz
A Praia da Foz é uma pequena enseada rodeada pelas falésias
da zona do Cabo Espichel, que a abrigam do vento. É um lugar
onde se pode desfrutar da proximidade com a natureza. Nos últimos
anos, apesar de não ter qualquer concessionário, a
Praia da Foz tem tido nadadores-salvadores contratados pela Câmara
Municipal, que garantem a segurança dos banhistas. »
ACTIVIDADES
Todo-o-terreno
BTT
Os sinuosos caminhos de terra batida existentes junto à costa
são ideais para o BTT. »
Windsurf e kitesurf
As óptimas condições de vento e as águas
espelhadas fazem da Lagoa de Albufeira um local muito procurado por
praticantes de
Vela
Turismo aéreo
Surf e bodyboard
Passeios pedestres
Passeios de barco
Mergulho
Yoga, tai chi e massagem
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Concelho
de Setúbal
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Setúbal concilia, de forma harmoniosa, as exigências
de uma cidade moderna com a diversidade de um concelho que navega,
em segurança, entre o urbano e o rural, deixando-se abraçar
pelo Sado e pela Arrábida, os seus tesouros mais preciosos,
elevados ao estatuto de áreas protegidas.
Esta feliz coincidência permitiu a Setúbal entrar
no exclusivo e invejado Clube das Mais Belas Baías do Mundo,
a que pertencem apenas três dezenas de enseadas oceânicas,
como S. Francisco, nos Estados Unidos, e Mindelo, em Cabo Verde.
Com esta distinção, é reforçada a
qualidade das praias de areias finas e águas límpidas
e azuis, com excelentes condições para a prática
de desportos náuticos, como canoagem, vela, windsurf, ski,
pesca desportiva e mergulho.
Quem visita Setúbal fica apaixonado por esta paisagem de
rara beleza, simultaneamente imponente e delicada, repartida por
oito freguesias distintas, ora ribeirinhas, ora interiores, que
compõem um quadro de cores alegres.
Com uma orla marítima de excepcional riqueza piscícola,
a identidade gastronómica da região afirma-se nos
pratos de peixe, de que merecem especial referência a caldeirada,
a feijoada de choco, a espetada de tamboril, o choco frito e a
sopa do mar. Sem esquecer a variedade de pratos de peixe assado – da
sardinha e do carapau ao linguado e ao salmonete –, nem a
amêijoa, o camarão e a santola, iguarias que podem
ser encontradas em esplanadas solarengas.
Na doçaria, as tortas, os queijinhos doces e os esses de
Azeitão gozam, igualmente, de justa fama. É também
destas paragens um dos grandes queijos portugueses: o queijo de
Azeitão.
Na região de Setúbal também são produzidos
bons vinhos, com relevo para o tinto proveniente da casta periquita
(castelão), com acentuado sabor a fruta. O néctar
mais conhecido é, porém, o Moscatel de Setúbal,
intitulado por um enólogo francês como “du véritable
soleil en bouteille”.
O concelho dispõe de um conjunto de equipamentos, como
o Fórum Municipal Luísa Todi, o Museu do Trabalho
Michel Giacometti ou o Museu Sebastião da Gama, em Azeitão,
que promovem uma oferta cultural permanente e diversificada.
Neste âmbito, destaque para o Festroia – Festival
Internacional de Cinema de Setúbal, uma das mais importantes
manifestações culturais.
Outra iniciativa de relevo em Setúbal é a Feira
de Sant’Iago, que, com mais de quatro séculos de existência,
continua a ser o principal certame do género na região,
juntando o artesanato aos divertimentos, sem esquecer os espectáculos
musicais.
CLUBE DAS MAIS BELAS BAÍAS DO MUNDO
A Baía de Setúbal, com todas as qualidades e valores
patrimoniais, ambientais e culturais que possui, passou a pertencer
ao Clube das Mais Belas Baías do Mundo em 14 de Novembro
de 2002.
Depois da entrega formal da candidatura, durante uma reunião,
em Maio de 2002, em Puerto Vallarta, no México, a entrada
para o clube, do qual fazem parte 29 baías de todo o mundo,
foi formalizada em Paris.
Constituindo o mais importante habitat natural para a conservação
do roaz-corvineiro, que preenche um dos requisitos naturais exigidos
pela UNESCO, a Baía de Setúbal vai beneficiar de
mais valias, principalmente na projecção da cidade
a nível internacional.
Esta é, também, uma forma de, a nível nacional,
reforçar o alerta para alguns problemas com que a baía
se debate, nomeadamente em matéria de poluição
e da devolução da cidade ao rio.
Enquadrada pelo estuário do Sado, pela serra da Arrábida
e pela península de Tróia, a baía é fortemente
beneficiada com a intervenção do programa Polis,
que abrange uma área de 70 hectares, cujos objectivos principais
são a ligação da cidade ao rio e a valorização
ambiental.
Site: www.world-bays.com
E-mail: world-bays@world-bays.com
PEDRA FURADA (Monumento situado na estrada da Graça)
A Pedra Furada, geomonumento, integrada num dos pólos
do Museu Nacional de História Natural, foi inaugurada,
oficialmente, como tal em 6 de Janeiro de 2003.
O monumento, considerado como património municipal desde
20 de Agosto de 1996, é uma raridade à escala mundial,
devido às estruturas colunares correspondentes a tubos
de arenito mais endurecido, que, no interior, contêm areia
solta.
O grande rochedo, com cerca de 18 metros de altura e 12 de base,
saliente de um terreno arenoso que o rodeia, resultou da consolidação
das areias por hidróxido de ferro, a mesma substância
de que é feita a ferrugem.
O local foi alvo de arranjos na área envolvente ao monumento,
com o objectivo de devolver-lhe o aspecto primitivo, restituindo-lhe
o ambiente natural, antes da intervenção humana
que o poluiu e degradou.
A Pedra Furada, localizada na estrada da Graça, representa
um grande valor geológico devido à raridade, em
todo o mundo, deste tipo de formações rochosas.
Mas a Pedra Furada é igualmente um marco etnológico
da cultura de Setúbal. A população mais
idosa associa-lhe histórias, lendas e tradições.
Origens
A Pedra Furada, interessante e enigmática ocorrência
geológica, testemunho de um passado com dois ou três
milhões de anos, ficou, a partir do início do século
passado, envolvida por construções fabris destinadas à produção
de conservas de peixe. Nas paredes de muitas daquelas edificações,
hoje em ruínas, podem ser vistos fragmentos do próprio
arenito, ali utilizado como material de construção.
Foi o barão Von Eschwege que, em 1837, primeiro descreveu
a Pedra
Furada. Os tubos que a formam teriam sido originados, na descrição
do barão, por “vegetais que foram envolvidos nas
dissoluções ferruginosas à roda deles”.
Em 1916, o coronel Marques da Costa descreveu o monumento geológico
com grande pormenor, convicto de que estaria em presença
de afloramentos vestigiais de uma estrutura anteriormente mais
ampla, parte dos quais poderiam também vir a desaparecer.
Marques da Costa propôs, ainda, uma hipótese explicativa
para a origem da estrutura, segundo a qual os tubos que a constituem
ter-se-iam gerado em fendas resultantes de movimentos orogénicos
e teriam tomado a “forma de uma série de agulheiros
de secções muito variadas”, através
dos quais as águas do sub-solo “repuxaram em virtude
da lei do equilíbrio de um líquido em vasos comunicantes”,
afiançou o coronel.
Novos conhecimentos geológicos, sempre em progresso, e
o avanço das tecnologias experimentais acabarão,
certamente, por levantar a indeterminação quanto à génese
de tão curioso e enigmático fenómeno geológico.
No entanto, o que hoje se conhece e, sobretudo, o que ainda carece
ser explicado, é suficiente para justificar a preservação
e enquadramento museológico daquela valiosa estrutura,
quer do ponto de vista do património natural, neste caso
geológico, quer do ponto de vista do património
cultural, além do grande valor estético da sua
beleza insólita.
PARQUE NATURAL DA ARRÁBIDA
O Parque Natural da Arrábida (PNA) estende-se por uma área
de 10.800 hectares, abrangendo os concelhos de Setúbal,
Sesimbra e Palmela.
Por motivos de ordem científica, cultural, histórica
e paisagística, que fazem da serra da Arrábida
uma zona a proteger, o PNA foi criado em 1976, pelo decreto-lei
nº 622/76, de 28 de Julho.
O PNA foi criado pela urgência de preservação
de valores naturais, históricos e económicos, apresentando-se
como uma área de revitalização dos espaços
rurais e actividades tradicionais, onde o fabrico do queijo de
Azeitão e vinhos de mesa são mostras de perfeita
integração da população no meio.
A Câmara Municipal, em colaboração com outras
entidades, encontra-se a promover o processo de candidatura da
Arrábida a Património Mundial Natural da Humanidade,
pela UNESCO.
O conjunto de acidentes de relevo, que constituem a cadeia Arrábida,
inclui elevações como as serras de S. Luís,
Gaiteiros, S. Francisco e Louro.
O ponto mais alto é a serra da Arrábida, de constituição
calcária.
Com características mediterrânicas, o clima da região é temperado.
RESERVA NATURAL DO ESTUÁRIO DO SADO
A Reserva Natural do Estuário do Sado (RNES) estende-se
por uma área de 23.160 hectares, dos quais, cerca de 13.500
são de área estuarina.
Os restantes hectares são constituídos por zonas
húmidas, marginais, convertidas para salinicultura, piscicultura
e orizicultura, por áreas terrestres e por pequenos cursos
de água doce.
A RNES foi criada, pelo decreto-lei nº 430/80, de 1 de Outubro,
porque o estuário, além de estar afectado pela
agressividade de poluentes, apresenta um elevado valor ecológico,
científico e económico, que urge defender.
Este é um local de nidificação, repouso
ou invernagem para a avifauna, e de desova, desenvolvimento e
crescimento de muitas espécies de peixes.
Fauna
Na RNES estão registadas 261 espécies de vertebrados,
das quais, oito de anfíbios, 11 de répteis, 211 de
aves e 31 de mamíferos.
A zona estuarina constitui um “viveiro” ou área
de crescimento de espécies de peixes, como o charroco, o
sargo, o garrento, a raia-riscada e o linguado.
Berbigão, búzios, amêijoas, camarão
e caranguejo são crustáceos que podem ser observados,
além de moluscos como choco, polvo e lula.
O roaz-corvineiro é uma das espécies de golfinhos
que vive junto ao litoral, mas, também, em águas
oceânicas, tal como o boto, que é igualmente um cetáceo,
mas que não pertence à família dos golfinhos.
Flora
Das inúmeras espécies de flora que se podem encontrar
nas várias áreas da RNES, como sapais e dunas, salientam-se
a giesta, dedaleira, lírio, feto, camarinha, tomilho, santolina,
cardo rolador e bocas de lobo.
PRAIAS
As praias são uma das grandes atracções
turísticas de Setúbal. Banhadas por águas
límpidas e azuis, com areias finas, recortam-se numa paisagem
deslumbrante, com excelentes condições para a prática
de desportos náuticos, como canoagem, vela, windsurf,
ski, pesca desportiva e mergulho.
Portinho da Arrábida
Uma das mais belas praias portuguesas onde a areia branca e fina
e as águas transparentes e luminosas estabelecem um fantástico
contraste com a imponente austeridade da serra da Arrábida.
Tipo de praia: marítima
Nível de ocupação: elevada
Ondulação: tranquila
Extensão (maré alta): 250mx20m
Tipo de areia: branca e fina
Qualidade das águas: boa
Equipamentos e serviços: estacionamento, restaurante, vigilância,
toldos e jogos
Praia de Galapos
Uma faixa de areia dourada entre a Arrábida e um mar magnífico,
azul e calmo.
Tipo de praia: marítima
Nível de ocupação: elevada
Ondulação: tranquila
Extensão (maré alta): 550mx50m
Tipo de areia: branca e fina
Qualidade das águas: boa
Equipamentos e serviços: restaurante, vigilância e
toldos
Praia da Figueirinha
O mar calmo e a beleza da paisagem envolvente fazem com que a Figueirinha
seja uma das mais conhecidas praias da região e, por isso,
muito concorrida durante a época estival.
Um longo banco de areia emerge durante a maré baixa.
Tipo de praia: marítima
Nível de ocupação: elevada
Ondulação: tranquila
Extensão (maré alta): 1100mx300m
Tipo de areia: branca e fina
Qualidade das águas: boa
Equipamentos e serviços: estacionamento; restaurante; vigilância;
toldos; jogos
Azeitão
Conhecer Azeitão é descobrir toda uma região
que, desde tempos imemoriais, sempre atraiu o Homem.
Dominada pela cordilheira da Arrábida, Azeitão dispõe
de condições naturais que há milhares de anos
a tornam um local atractivo. Os mais antigos indícios da
presença humana nesta área remontam ao Paleolítico.
De grande importância foi a ocupação romana,
que se desenvolveu, fundamentalmente, em duas áreas: no
estuário do Sado (Arrábida, Setúbal, Tróia)
com uma actividade industrial ligada à salga e conservação
de peixe, e em Azeitão, com actividades agrícolas.
Da presença árabe não se encontraram vestígios
arqueológicos. Porém, para vários autores,
essa presença é certa e manifesta-se nos nomes das
terras e nas actividades tradicionais, como refere Jaime Cortesão:
Arrábida, a serra em cujas faldas assentam Azeitão
e Aldeia (dos Irmãos) e donde manam as Ribeiras de Alcube
e da Azenha, outros tantos nomes e traços da vida e cultura
moçárabe, leva-nos a crer que este arrabalde já fora,
durante a Idade Média, fresco lugar de recreio e vilegiatura
de senhores árabes.
Mas é, sobretudo, a partir do século XV que Azeitão
ganha prestígio, quando a nobreza descobre o clima ameno,
a beleza e tranquilidade destas terras, abundantes em caça
e pesca, e aqui constrói palacetes e quintas brasonadas,
verdadeiros centros de lazer onde passava longas temporadas.
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Download do Guia Turístico de Azeitão (3,32Mb)
Mapa de Azeitão
PATRIMÓNIO CULTURAL E EDIFICADO
Palácio dos Duques de Aveiro
Apesar do seu estado de degradação, é a construção
mais monumental e a que melhor simboliza o passado aristocrático
das terras de Azeitão.
Foi construído em meados do século XVI por ordem
de D. João de Lencastre (primeiro Duque de Aveiro), em terrenos
que lhe foram cedidos pelos frades do Convento de S. Domingos.
Neste palácio foi preso o Duque de Palmela e toda a sua
família, por alegada participação numa conjura
contra o Rei D. José.
Sobre o portal ainda é visível o brasão de
armas ducais, picado por ordem do Marquês de Pombal.
Após a prisão do duque, foi saqueado, tendo desaparecido
todo o seu recheio. Mais tarde o edifício foi cedido pelo
Marquês de Pombal a um industrial para a instalação
da primeira fábrica de chitas existente em Portugal e que
funcionou de 1755 a 1846.É um solar severo e majestoso,
em estilo maneirista.
Convento de S. Domingos
Construído em 1434, ruiu por ocasião do terramoto
de 1755. Dele subsistem apenas a entrada nobre com cantarias (séc.
XV-XVI).
Museu Sebastião da Gama
Dedicado à memória do "poeta da Arrábida".
Património artístico: artigo relacionado
Igreja de S. Lourenço
A actual construção remonta ao século XVI
mas, no local, já existia um templo desde o século
XIV, do qual nada subsiste.
É
uma igreja de volumetria simples e fachadas rectilíneas,
que merece ser visitada pelo seu interior rico em azulejos: os
da cúpula (século XVII), os da capela-mor, atribuíveis à oficina
de mestre António Oliveira Bernardes (século XVIII)
e os do baptistério (época pombalina). Dignos de
referência são também a pia baptismal e púlpito
(quinhentistas, em brecha da Arrábida) e o painel, em alto
relevo (de faiança esmaltada), representando a Virgem e
o Menino (século XVI, proveniente do convento dominicano).
Fonte dos Pasmados
Imponente construção, mandada erigir no século
XVIII pelo juiz Machado de Faria.
Em estilo barroco, com influência das obras de Carlos Mardel,
em Lisboa, é composto por uma bacia polilobada em mármore
rosa, encostada ao pano central, do qual corre a água por
bicas abertas em duas carrancas.
O conjunto decorativo é completado com um vaso de flores
e as armas reais.
LENDA: quem desta água beber ficará para sempre ligado
a Azeitão.
Caves José Maria da Fonseca
Instaladas num edifício do século XIX. Albergam um
pequeno museu com fotografias, troféus e maquinaria antiga.
Um jardim interior dá acesso às caves de envelhecimento,
uma das quais ocupa o Armazém dos Teares da antiga Fábrica
de Chitas.
Fonte da Aldeia Rica
Construída no século XVI, recebeu obras de beneficiação
no século XVIII, tendo-lhe sido aplicado o belíssimo
baixo-relevo maneirista.
Pensa-se que este painel fazia parte de um conjunto de três
que decoravam o Palácio dos Aveiros (os outros dois encontram-se
na posse de coleccionadores particulares).
Fonte de Oleiros
Decorada com duas "figuras de convite" envergando fardamento
militar, adoptado após a reorganização do
exército português feita pelo Conde de Lippe (1762).
Quinta das Torres
Um dos principais e mais belos conjuntos arquitectónicos
da Renascença em Portugal.
Construída em 1570, por iniciativa de D. Diogo d'Eça,
um adepto das novas ideias do Humanismo Renascentista.
Desenvolve-se à volta de um pátio central quadrado,
para o qual dá a fachada nobre. Nos ângulos da casa
estão as torres que dão o nome à quinta. Sobre
o pórtico da entrada podem ser vistos dois torreões
em forma de pirâmide, característicos do Renascimento.
A fachada norte dá para os jardins e lago, no centro do
qual se ergue um pequeno tiempetto assente em 12 colunas.
No interior da casa há salas com tectos em madeira, portas à romana
e painéis de azulejo. Na sala que dá para o lago,
que, na opinião de Santos Simões, teria sido originalmente
uma galeria aberta semelhante às "Casas de Fresco" da
Quinta da Bacalhoa, podem observar-se dois notáveis painéis
de majólica italiana, provavelmente da oficina de mestre
Orazio Fontana de Urbino, representando cenas mitológicas.
Todo o conjunto é enquadrado por um belíssimo arvoredo
que cria um ambiente idílico.
Património arquitectónico: artigo relacionado
Quinta da Bacalhoa
A Quinta recebeu, ao longo da história, várias
designações: "Ville Fraiche", "Quinta
da Condestablessa" ou "Quinta do Paraíso".O
nome de "Bacalhoa" só surge a partir do século
XVII, quando a Quinta entra na posse de D. Maria de Mendonça,
casada com D. Jerónimo Manuel, que tinha por alcunha "O
Bacalhau".
É
a mais famosa quinta da região devido ao seu rico património
azulejar dos séculos XV e XVI.
Primitivamente (1427), existiria neste local um pavilhão
de caça pertencente ao infante D. João, Mestre
de Santiago. Sua filha, D. Brites, herdou a propriedade tendo
erigido o palácio e as cercas com cubelos de cúpulas
gomadas.
A actual construção data de 1528, sendo obra de
Braz de Albuquerque, filho de Afonso de Albuquerque.
A nova construção manteve alguns elementos dos
edifícios anteriores (as abóbadas de ogiva, as
torres com cúpulas de gomos incorporadas no palácio
e dispersas pela quinta), mas segue já os ensinamentos
do renascimento, tanto pela planta em L, pela simplicidade das
linhas direitas e pelos ritmos e equilíbrio da construção,
como pelas loggias que se abrem nas fachadas.
O jardim, que se desenvolve em volta de uma fonte, presenteia-nos
com um conjunto de buxos de desenho geométrico, seguindo
o modelo do jardim renascentista, de que é percursor no
nosso país, sendo mesmo considerado um dos mais notáveis
monumentos da nossa arquitectura paisagística.
São, contudo, os azulejos que decoram o palácio,
canteiros, bancos de jardim e a Casa do Lago que mais contribuem
para a fama deste palácio.
Em variadíssimos padrões geométricos de
técnicas de aresta e corda seca, os azulejos sevilhanos
da primeira metade do século XVI enriquecem de cor a Casa
de Fresco que dá para o lago. Trata-se de azulejos de
majólica, alegóricos e simbólicos, inspirados
em gravuras flamengas ou com motivos naturalistas.
Surgem, ainda, revestimentos de azulejos lisos monocromáticos
colocados na diagonal, criando o padrão xadrez tão
usual da época.
Património arquitectónico: artigo relacionado
Igreja de S. Simão
A primitiva capela dedicada a S. Simão é de origem
muito antiga, sabendo-se apenas que já existia no século
XVI.
Em 1569, Afonso de Albuquerque oferece uma imagem da Sra. da
Saúde e o seu filho compromete-se a construir uma igreja
para fundar a freguesia de S. Simão. O templo foi bastante
afectado pelo terramoto que destruiu três das suas quatro
torres.
O aspecto mais notável desta igreja é o revestimento
azulejar que cobre totalmente as paredes. Trata-se de azulejos
característicos do século XVII, de tipo "tapete",
em azul, branco e amarelo onde se inscrevem pequenos painéis
figurativos.
Património arquitectónico: artigo relacionado
Convento da Arrábida
Tem origem numa lenda que nos conta que um mercador inglês
que se dirigia a Lisboa teria sido surpreendido por uma forte
tempestade que partiu o mastro do seu barco, que ficou à deriva.
Temendo o pior, a tripulação procurou a ajuda de
uma imagem da Virgem que se encontrava num oratório, mas
ela havia desaparecido. Nesse mesmo momento, vislumbraram uma
luz que brilhava ao fundo e, de imediato, a tempestade acalmou.
Assim que amanheceu, subiram à serra para procurar a origem
daquela estranha luz e, surpreendidos, encontraram a imagem desaparecida.
Atribuindo a salvação a um milagre, alguns dos
homens decidiram ficar para sempre neste lugar, dando origem
ao primeiro ermitério.
A fundação do convento resultou de um encontro
que D. João de Lencastre (primeiro duque de Aveiro) teve,
em Espanha, com frei Martinho, um religioso castelhano, que lhe
terá confessado o seu desejo de fazer uma vida eremita
dedicada exclusivamente a Nossa Senhora. O duque indicou-lhe
a Arrábida, onde já existia uma ermida em que se
venerava Nossa Senhora da Arrábida.
A primeira comunidade, constituída por frei Martinho e
três outros religiosos, instalou-se, em 1539, junto da
ermida da Memória, já então centro de grandes
romarias. Durante dois anos viveram em celas escavadas nas rochas.
Estas celas e as capelas que se encontram na parte mais elevada
da serra constituem o que é designado por Convento Velho.
Porque as condições de vida eram duríssimas,
uma nova comunidade funda em 1542 o Convento Novo, constituído
por igreja, capelas, celas minúsculas, fontes, cozinha
e refeitório e biblioteca, num jogo de volumes e desníveis
que constitui um belíssimo exemplo de integração
da arquitectura na paisagem. Na sacristia, ex-votos lembram a
grande devoção das nossas gentes pela Senhora da
Arrábida.
Na fachada da Igreja pode-se ver uma curiosa escultura de grandes
dimensões de frei Martinho, onde o religioso surge com
os braços abertos, os olhos vendados e a boca fechada
por um cadeado. Nas mãos empunha um círio e um
cilício e tem os pés assentes sobre um dragão
e a esfera do mundo. Junto do Convento, no Santuário do
Bom Jesus existe uma interessante construção de
meados do século XVII, com um pequeno jardim.
Património arquitectónico: artigo relacionado
Forte da Arrábida
Foi construído em 1676, após a Guerra da Restauração,
com os objectivos de reforçar a defesa da costa e de proteger
o convento.
Actualmente encontram-se aí instalados o Museu Oceanográfico
(aquários com espécies da fauna e flora do litoral
da Arrábida) e um Centro de Biologia Marinha.
Património arquitectónico: artigo relacionado
PATRIMÓNIO NATURAL
A costa Sul da península de Setúbal é constituída
por uma faixa montanhosa de natureza calcária que, numa
sucessão de estratos, desce até ao mar lembrando
uma gigantesca escadaria.
A natureza na serra da Arrábida, além do relevo que
a caracteriza, está essencialmente representada pela vegetação,
que nos surpreende pela sua raridade e exuberância, mas também
pela sua resistência às condições ecológicas
tão particulares. Memória de um passado longínquo,
a vegetação, que ainda hoje reveste grande parte
da Serra, é o único vestígio da floresta mediterrânica
do período Pré-Glassiárico sul europeu. O
valor científico e a necessidade de preservação
deste património natural, levaram à classificação
desta área como Parque Natural e à sua inclusão
na Rede Europeia de Reservas Bioenergéticas.
Reservas
A vertente Sul da Arrábida, virada para o mar, pelas suas
condições de protecção, humidade e
temperatura propicia condições para a conservação
das espécies vegetais, de tal forma que, nos vales mais
cavados e nas encostas abrigadas, espécies arbustivas como
o folhado, a murta, a aroeira, o medronheiro, o carrasco, a azinheira,
o zambujeiro ou o carvalho-cerquinho atingem dimensões verdadeiramente
invulgares.
Todas estas espécies, com as estevas, rosmaninhos, alecrins
e madressilvas, formam matas quase impenetráveis e de uma
indescritível exuberância.
Para que se preservem estas áreas onde a vegetação
conserva características mais próximas das originais,
três zonas - Mata do Vidal, Mata do Solitário e Mata
Coberta - foram classificadas como reservas integrais. Aí,
o acesso é interdito, destinando-se apenas à observação
e estudos científicos.
Falésias
É
na serra do Risco que se encontra um dos acidentes orográficos
mais impressionantes da costa portuguesa. Depois de atingir os
380 metros de altitude no sítio do Píncaro, a encosta
cai, abruptamente, sobre o mar, formando as mais altas falésias
de Portugal (que alguns afirmam serem também as maiores
da Europa).
Praias
Na base das arribas encontram-se pequenas enseadas e praias de
areias brancas, águas cristalinas e tranquilas, abrigadas
do vento norte e envolvidas pela magnífica vegetação
da Arrábida.
Património natural: artigo relacionado
Anicha
Testemunho do avanço do continente, é hoje um rochedo
miocénico. Em seu torno, e no canal que a divide, existem
diversas espécies de algas. A fauna marinha é também
abundante pelo que esta área está declarada como
Reserva Marinha.
Actividades de ar livre
A natureza, com os seus muitos contrastes, oferece-nos condições
para a realização de inúmeras actividades
de ar livre, como percursos pedestres e de orientação,
cicloturismo, actividades equestres, desportos náuticos
(natação, mergulho, remo, canagem, vela, windsurf)
e desportos aéreos (asa delta, parapente, balonismo).
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Concelho
de Sintra
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CLIMA
E PAISAGENS
Ambiente - Caracterização da Paisagem
A Paisagem do Concelho ao Longo dos Tempos
A paisagem do concelho de Sintra tem sofrido alterações
mais ou menos profundas ao longo dos séculos. Assim, em
tempos remotos, as árvores dominantes eram os carvalhos.
Nas zonas mais húmidas corria o Carvalho-alvarinho ou
o Carvalho-cerquinho, enquanto nas áreas mais soalheiras
evidenciava-se o Sobreiro, em solos siliciosos, ou o Carrasco
e o Zambujeiro, em solos calcários.
A destruição do coberto vegetal iniciou-se na época
pré-romana, dando lugar a uma estrutura agrária
muito parcelada resultando num mosaico de culturas, terrenos
baldios, pastagens, matos, etc., delimitados por muros de pedra
solta. Nas zonas mais pedregosas como a própria Serra,
a destruição da Floresta climática deu lugar
a uma vegetação composta por matos expontâneos
que abrigavam uma diversificada e rica fauna. Estes foram os
locais mais procurados para a realização de montarias
e outras caçadas.
Mais recentemente operaram-se duas mudanças radicais
que marcaram profundamente esta área:
· a primeira deu-se no século passado e consistiu
na florestação da Serra com o aproveitamento de
muitas árvores autóctones e a introdução
de outras vindas dos mais diversos pontos do globo;
· a segunda é bastante próxima e tem tido
resultados desastrosos para o património natural deste
concelho - a explosão urbanística e demográfica.
A Serra de Sintra, que tomou corpo no Cretácico, há mais
de noventa milhões de anos, é o acidente geomorfológico
mais importante de toda esta região. De origem eruptiva
(granitos e rochas afins) atinge o seu ponto mais elevado na
Cruz Alta (528 metros) e sobressai da paisagem circundante, mais
ou menos plana a monótona com uma altitude média
que ronda os 150 metros, assente em calcários e arenitos
do Jurássico e Cretácico. No Noroeste da autarquia
encontranos pequenas bolsas de terrenos de aluvião (Plistocénico
e Holocénico) e, na zona do Banzão, dunas e areias
eólicas do Holocénico. Existem ainda pequenas zonas
de basaltos na área de Montelavar.
Condições Climáticas
Dois factores contribuem decisivamente para as condições
climáticas que se fazem sentir na região sintrense:
· o primeiro tem a ver com a situação do
concelho em relação ao Oceano Atlântico;
· o segundo com a barreira de condensação
que a Serra de Sintra constitui.
Desta maneira podemos observar que os níveis de radiação
diminuem de Sudeste para Noroeste, isto é, à medida
que nos aproximamos da costa. A insolação apresenta
o mesmo tipo de variação mas, na zona da Serra
registam-se valores tão baixos como aqueles que se verificam
na Assafora e território adjacente, o que se deve à nublosidade
aí existente. Quanto à temperatura, ela tem os
seus valores mais baixos na zona da Serra e no extremo Nordeste
do concelho; no primeiro caso devido à altitude e no segundo às
condições de relativa continentalidade. Finalmente,
quanto à precipitação, verificam-se duas
situações bem diferenciadas: uma mais seca, junto
ao litoral, e outra mais húmida, que abrange a zona de
influência directa da Serra (onde a precipitação
atinge o seu máximo) e toda a área oriental do
concelho.
Os diferentes tipos de solos estão intimamente com as
características litológicas e geográficas
já referidas. Podemos classificá-los em 3 grandes
grupos:
· os solos derivados das rochas eruptivas;
· os solos derivados das rochas sedimentares;
· os que estão ligados às formações
arenosas.
A ocupação do solo, foi condicionada tanto pela
sua génese como pelos factores de natureza orográfica
e climática. Assim, os solos agricultados são fundamentalmente
aqueles ligados aos calcários, em terrenos mais ao menos
planos. Na Serra encontramos a área florestal por excelência
enquanto as areias são ocupadas pela única vegetação
arbórea capaz de crescer em substractos pouco consolidados
- as matas de pinheiros.
A posição geográfica do concelho de Sintra
aliada às características físicas anteriormente
referidas faz prevalecer duas influências fundamentais
que determinam os ambientes ecológicos aqui existentes:
a inserção da região no bioma Mediterrânico
e a proximidade do Oceano Atlântico. Pequenas variações
locais das condições climatéricas, orográficas
e litológicas podem originar o domínio duma ou
doutra destas influências ou, ainda, criar uma mistura
de várias situações. Na figura 5 constata-se
a existência de 4 áreas ecologicamente diferenciáveis:
· Uma área de ocorrência natural/potencial
de árvores como o Carvalho-negral, o Bidoeiro e o Teixo,
onde aparecem ainda o Carvalho-alvarinho, o Carvalho-cerquinho,
o Sobreiro, o Castanheiro, o Pinheiro-manso e o Pinheiro-bravo
(AS.MA.AM)
· Um área onde potencialmente ocorrem o Carvalho-alvarinho,
o Carvalho-cerquinho, o Sobreiro, a Oliveira, o Castanheiro e
os pinheiros (MA.AM)
· Uma área de pinhal (pMA)
· Uma área onde o Carvalho-alvarinho deixa de
ocorrer e que abrange a maior parte do concelho (AM).
Três Grandes Zonas: a Faixa Costeira, a Serra de Sintra,
a Área Agrícola
Para facilitar a abordagem do Património Natural consideramos
três grandes Zonas de acordo com a sua fisionomia própria:
a Faixa Costeira, a Serra de Sintra e a Área Agrícola.
As duas primeiras integram-se na Área de Paisagem Protegida
Sintra-Cascais, criada com o objectivo de preservar os valores
paisagísticos, geológicos e biológicos que
esta parte do concelho encerra.
A Faixa Costeira
Estendendo-se desde a Foz do Falcão (a Norte) até à Biscaia
(a Sul) esta faixa, com uma largura média de cerca de
3 Kms, faz a transição entre dois meios completamente
diferentes - o Meio Marinho e o Meio Terrestre - sofrendo, por
isso, influências de ambos.
O mar, com uma acção fortemente erosiva, vai modelando
a linha de costa quer por desgaste físico provocado pela
força das águas, quer por ataque químico
a algumas rochas (e.g. calcários) quer, por deposição
e remoção contínua do sedimento arenoso.
Também os organismos marinhos que vão colonizando
a zona de marés ajudam s desagregar o substrato alterando
a sua micro-estrutura. Por outro lado, os ventos são igualmente
um agente de erosão através do transporte activo
das areias que chegam a ser depositadas a longas distâncias.
A deslocação de massas de ar carregadas de partículas
de água salgada em suspensão produz o efeito da
salsugem que faz incidir a influência marinha muito para
além dos seus limites físicos.
O meio terrestre exerce a sua influência sobre a Faixa
Costeira fundamentalmente pela mão do Homem que desbravou
a vegetação natural para a substituir pelas suas
culturas e para permitir a criação de gado. Mais
recentemente, a pressão sobre o litoral revestiu-se de
novas formas com expansão das áreas urbanas e do
turismo.
Por tudo isto não é de estranhar que numa área
relativamente restrita se possam identificar inúmeras
situações ecológicas que podem ser agrupadas
em conjuntos minimamente homogéneos:
· o mar - que não fazendo propriamente parte do
concelho é responsável por muitos factores que
o condicionam directamente;
· a costa rochosa - como antigas muralhas de uma imensa
fortaleza de há muito destroçada, as escarpas e
falésias altas, extremamente recortadas, por vezes formando
pequenas ilhotas, delimitam a maior parte da costa deste concelho
e atingem no Cabo da Roca o ponto mais ocidental do subcontinente
europeu;
· a costa arenosa - para Norte do Cabo da Roca e alterando
com zonas de costa rochosa vão-nos aparecendo algumas
manchas de areal, por vezes para a frente das arribas, entre
estas e o oceano, outras vezes em pequenas enseadas de existência
precária, encaixadas entre falésias ou associadas à foz
de pequenos cursos de água;
· os matos costeiros - do ponto de vista estrutural,
os matos que ocupam o planalto costeiro e algumas vertentes entre
falésias constituem uma vegetação mais ou
menos rala com arbustos rasteiros mas muito densos (capazes de
resistir à fustigação dos ventos marítimos)
a que vulgarmente se chama charneca;
· as zonas de maior intervenção humana
- mais para interior, confinando com a Área Agrícola
na sua maior parte, vamos encontrara uma zona bastante heterogénea,
onde o homem transformou completamente os ambientes naturais
para diferentes utilizações do solo.
A Serra de Sintra
Quem esteja familiarizado com este maciço já se
apercebeu que existem aqui duas situações bem distintas:
· uma em que a vegetação é luxuriante,
as árvores estão copo com copa formando um manto
com várias tonalidades de verde, irregular e muito denso
- o Grande Jardim;
· e outra, mais monótona, com matas de resinosas
alterando com clareiras arbustivas, por vezes de grandes dimensões
de onde sobressaem blocos rochosos - a Serra Brava.
A orientação perpendicular da Serra em relação à costa
e as direcções predominantes dos ventos nesta região
(Norte e Noroeste) levam a que se verifiquem alguns fenómenos
interessantes que têm uma influência directa sobre
as condições microclimáticas.
No flanco ocidental assiste-se a uma deflexão dos ventos
que aqui sopram com grande velocidade que são desviados
para o oceano. Mais afastado da costa, o flanco oriental recebe
ventos relativamente brandos que envolvem a serra contornando-a
para a sua vertente Sul. Alguns vales, com orientação
concordante com a dos ventos, canalizam o fluxo fazendo-o adquirir
uma forte aceleração. Um destes vales (a nascente
do monge) divide o maciço segundo uma linha Noroeste-Sudeste.
Grosso modo podemos considerar que a zona mais arborizada se
situa para o interior desta linha enquanto no terço mais
ocidental se verifica uma maior monotonia da paisagem.
A Área Agrícola
Abrangendo cerca de três quartos da superfície
total do concelho, esta área é a mais densamente
povoada e aquela onde a paisagem foi mais afectada. Ela sofreu
alterações tão profundas que do provável
sobreiral primitivo apenas restam algumas árvores dispersas.
O seu relevo suave e os seus solos favoráveis às
actividades agrícolas levaram à progressiva substituição
do coberto natural por pastagens e terrenos agrícultados.
O Homem foi criando um ambiente cada vez mais favorável à sua
própria instalação e, por isso, povoados,
aldeias e vilas multiplicaram-se. Assim, quando o desenvolvimento
industrial e a explosão demográfica de verificaram,
esta zona, bastante próxima da capital em rápido
crescimento, tinha todas as condições para que
nela viessem implantar autênticas "cidade dormitório",
como são hoje o Cacém, Queluz, Mem Martins, etc.
Refira-se ainda uma outra actividade económica famosa
neste concelho e com impacte bem marcado na paisagem - trata-se
da extracção de mármores que se verifica
em zonas como a de Pero Pinheiro, sendo realizada em pedreiras
a céu aberto esventradas por completo.
O rápido desenvolvimento da sociedade moderna, com a
abertura de novas oportunidades de emprego, a especulação
fundiária e a expansão da urbe, implicou a descaracterização
do próprio meio rural já de si profundamente humanizado
e do qual apenas restam algumas formas típicas a Norte
e Nordeste do concelho.
Intimamente ligadas à evolução desta área,
as suas formas de vida selvagem foram se modificando e adaptando às
novas situações criadas que, grosso modo, podem
ser encaradas dentro de 5 tipos biológicos diferentes:
· o meio rural é, sobretudo, caracterizado pelas
extensões de campos de sequeiro que ocupam grande parte
do limite Norte do concelho, nomeadamente na região situada
entre Negrais e Almocrim, em que as culturas cerealíferas
são o resultado da "domesticação" de
certas espécies vegetais que substituíram completamente
o coberto primitivo;
· as zonas florestadas foram implantadas pelo homem quer
sob a forma de matas de protecção das encostas
mais íngremes e em terrenos desabrigados e ventosos (pinhais),
quer sob a forma de matas de produção (pinhais
e eucaliptais), quer ainda, de origem mais antiga, as que têm
como finalidade o embelezamento paisagístico ou a criação
de espaços lúdicos (quintas, parques, campos de
golf, etc.);
· os carrascais, também conhecidos por garrigues,
são as únicas formações naturais
ou semi-naturais e demarcam-se de toda a paisagem circundante
pela sua fisionomia e estrutura, restando apenas algumas pequenas "ilhas" (Serra
da Carregueira) em zonas com muitos afloramentos rochosos;
· os cursos de água - dos vários que percorrem
esta Área existe um que pelo seu envolvimento paisagístico
e pela sua relativa "pureza" merece a pena destacar:
a Ribeira de Cheleiros, que limita o concelho de Sintra a Norte,
atravessando uma zona tipicamente rural.
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Concelho
de Sobral de Monte Agraço
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Praça
Dr. Eugénio Dias
Praça de traça pombalina, sala de visitas da vila.
No edifício onde está instalada a Câmara
Municipal, salienta-se a lápide alusiva à mercê do
senhorio, concedida por D. José a Joaquim Inácio
da Cruz Sobral, que viria a ordenar a construção
da casa nobre da família Sobral, do chafariz e do edifício
onde se encontra instalada a Câmara Municipal. É também
aqui que se localiza a Igreja de Nossa Senhora da Vida.
No centro da praça destaca-se um interessante coreto,
e também a estátua do médico Eugénio
Dias, que no século XX deu nome à praça.
Igreja de Santo Quintino
É um belo templo de três naves, certamente o último
de fundação manuelina (1520). Muito curiosa a porta
principal, híbrida de elementos manuelinos e renascentistas,
e datada, numa cartela, na pilastra do lado direito, de 1530.
S. Quintino é um documento da fase final da arquitectura
manuelina e um autêntico museu do azulejo, em que figuram
padrões únicos. As três naves são
de cinco tramos, divididas por colunas cilíndricas, com
capitéis decorados de volutas e palmetas que sustentam ábacos
quadrados, sobre os quais assentam os grandes arcos redondos,
decorados por azulejos de tapete de padrão largo.
Os tectos de cada nave são de madeira e as paredes forradas
de alto a baixo com azulejos do séc. XVII, em grandes
painéis de tapete, sendo porém o silhar inferior
já do século XVIII, com um característico
motivo de albarradas. A meio da nave, à esquerda, invulgar
púlpito de pedra, quinhentista, que conserva ainda uma
interessante decoração pictural com a representação
dos evangelistas.
A cabeceira é constituída pela capela-mor e duas
capelas colaterais, todas de muito interesse e dotadas de abóbadas
de cruzaria com bonitos bocetes.
A do lado da Epístola, dedicada a S. Quintino e revestida
de azulejos do séc. XVIII, com cenas do seu martírio,
mantém a pintura seiscentista na abóbada. No altar,
as boas imagens da Virgem com o menino e o orago, esta datada
de 1532.
Moinho do Sobral
Este Moinho de Vento fica situado em plena vila de Sobral de
Monte Agraço, devidamente sinalizado, com boas acessibilidades
pela Rua do Moinho.
Actualmente é considerado um dos cartões de visita
por ser o mais representativo e o único ainda em funcionamento
permanentemente, em todo o Concelho.
É
uma estrutura de médias dimensões, pintado de azul
e branco e o seu bom estado de conservação deve-se à recuperação
e dinamização por parte do seu proprietário:
a Câmara Municipal.
Igreja de Nª Sª da Vida
Templo reconstruído sobre a anterior capela da mesma invocação
e que hoje substitui a velha matriz da antiga vila, então
situada no local chamado Salvador. Exteriormente, a fachada de
duas torres apresenta-se com certa imponência. A nave da
igreja é alta e bem iluminada, com monumental arco triunfal
e grande coro de três arcos. A sua melhor alfaia é uma
riquíssima custódia, depositada no Patriarcado
de Lisboa, pertencente aos condes de Sobral.
Quinta Nova de Nossa Senhora
Desempenhou papel de certo relevo durante as Invasões
Francesas, pois esteve aí instalado em 1810,o quartel-general
de William Carr Beresford, general inglês que, durante
largo período, foi comandante-chefe do exército
português. A comemorar o facto, mandou avisadamente a Comissão
de História Militar, em 1931, colocar ali uma inscrição.
Sobre o portão de entrada,registo de azulejos da época
(datado de 1805), representando S. Francisco, Nossa Senhora da
Conceição e S. Marçal.
Quinta dos Freixos
A quinta dos Freixos, durante o período das Invasões
Francesas, concretamente em 1810, funcionou como Quartel-General
do Duque de Wellington.
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Concelho
de Torres Vedras
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O
Concelho de Torres Vedras possui mais de 20 km de costa marítima
onde pontificam praias de rara beleza.
Santa Cruz
Entre pequenas praias tranquilas e largos areais cosmopolitas
existem diversas alternativas para o lazer ou para a prática
desportiva, nomeadamente, natação, surf, bodyboard,
pesca, etc.
O clima é ameno, permitindo até a frequência
das praias fora da época habitual.
As mais conhecidas
praias são as de Sta. Rita, Porto
Novo, Assenta e, de modo particular Sta. Cruz (antiga praia de
Sta. Cruz de Ribamar) que sobressai das restantes pela extensão,
largura e brancura do seu areal, bem como pelo seu cosmopolitismo.
Mais sobre Santa Cruz
Porto Novo e Sta. Rita
A praia de Porto Novo,
onde desagua o Rio Alcabrichel, encontra-se no limiar de um vale
paradisíaco,
entre escarpas de vegetação luxuriante, onde se
encontram grutas com vestígios pré-históricos.
Antigo porto piscatório, esta praia é também
conhecida por ter sido o local de desembarque das tropas britânicas
que viriam a combater na batalha do Vimeiro, aquando da primeira
invasão francesa.
Com um areal mais extenso, a praia de
Santa Rita é também
muito procurada.
Estas praias situam-se na periferia do complexo
termal do Vimeiro 1, usufruindo de diversos atractivos complementares
como um campo
de golfe, um centro hípico e uma piscina de água
aquecida.
Assenta
Situada no extremo Sul do concelho, junto à estrada
para a Ericeira, pertence à Freguesia de S. Pedro da Cadeira.
É
uma praia tranquila e acolhedora, num recanto abrigado por altas
falésias que a circundam. É o sítio ideal para quem ambiciona por umas férias
sossegadas, conjugando a praia com uma ruralidade genuína
que caracteriza a zona.
Embora dissipando-se com o tempo ainda
são visíveis
as marcas de quem fazia da pesca o seu principal modo de vida.
Ainda hoje, os polvos de Cambelas, antiga aldeia piscatória
próxima são famosos.
Alojamento: não existindo unidades hoteleiras próximas, é habitual
o aluguer de casas e anexos durante o período balnear.
PRAIA ACESSÍVEL - PRAIA PARA TODOS
A praia de Santa Cruz - Centro e a praia de Santa Rita Norte,
candidataram-se ao galardão Praia Acessível. Na
praia Centro, é o terceiro ano consecutivo que a praia
recebe o galardão, enquanto que em Santa Rita Norte, a época
balnear de 2007 é o segundo ano em que é considerada
Praia Acessível.
A Bandeira do Projecto "Praia Acessível, Praia para
Todos!" foi hasteada no dia 20 de Junho, na Praia de Santa
Cruz-Centro e na Praia de Santa Rita Norte, o que comprova o
facto de cumprirem os requisitos necessários para receber
utentes com mobilidade condicionada.
Este projecto é promovido pelo Secretariado Nacional para
a Reabilitação e Integração das Pessoas
com Deficiências (SNRIPD), entre outras entidades como:
Direcção Geral de Turismo (DGT);
Instituto da Água (INAG);
Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).
CONDIÇÕES DE ACESSIBILIDADE
Critérios definidos para a atribuição da
bandeira "Praia Acessível"
Para merecerem a
designação de praias acessíveis,
com direito ao galardão indicativo de acessibilidade total,
há que satisfazer um conjunto de seis imperativos, designadamente:
acesso pedonal;
estacionamento ordenado;
acesso à zona de banhos;
passadeira no areal;
sanitários adaptados;
acesso ao posto de socorros.
Como factores facultativos consideram-se,
ainda, o acesso a bares e restaurantes e a existência de apoios anfíbios
para o banho.
Monumentos
Castelo Medieval
Aqueduto
Forte de S. Vicente
Centro Histórico
Igreja de Santa Maria
Igreja de S. Pedro
Igreja de Santiago
Igreja da Misericórdia
Chafariz dos Canos
Convento do Barro
Convento do Varatojo
Convento da Graça
Linhas de Torres
Paços do Concelho
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Concelho
de Vila Franca de Xira
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Em terras de Vila Franca, na zona rural ou em cada um dos núcleos
urbanos do Concelho, temos um tempo certo e definido para trabalhos
e tarefas, mas também uma altura própria e adequada
para pausas e diversões. De Janeiro a Dezembro – em
Alhandra como em Vialonga, na Póvoa de Santa Iria ou em
Alverca, em S. João dos Montes e no Sobralinho, na Castanheira,
no Forte da Casa, em Calhandriz ou nas Cachoeiras, não esquecendo
a cidade-mãe, há festas locais e iniciativas de grande
escala, onde convivemos com gosto e recebemos de braços
abertos.
Integrados nessa vivência sociocultural, os certames do
Turismo Municipal cumprem igualmente a importante função
de apelar à presença e participação
de visitantes ocasionais e amigos de sempre, seja no renovado Parque
Urbano para a nova Feira de Outubro, no Cabo da Lezíria
para a Festa de Campo, nas ruas e na Palha Blanco, em Vila Franca
de Xira, por alturas do Colete Encarnado, nas Campanhas de Gastronomia
de Março e de Novembro, em exposições de raiz
popular, na Corrida das Lezírias, e por aí fora ao
longo de todo o ano.
Em nome da Câmara Municipal, sejam bem-vindos!
PATRIMÓNIO
O Sector de Património tem por missão o estudo e
inventário do património arquitectónico, arqueológico
e artístico do concelho, bem como o desenvolvimento de acções
de protecção e preservação do património
edificado do concelho, a colaboração com o Departamento
de Planeamento, Gestão e Qualificação Urbana,
nomeadamente, na elaboração de propostas e pareceres
de classificação de património.
Desenvolve programas de salvaguarda patrimonial que abrangem várias áreas,
desde a arqueologia à arquitectura rural, tradicional e
urbana e ao património móvel.
Como exemplos de projectos em curso estão a preservação
e conservação das fontes históricas do concelho
e pelourinhos, a revisão do Plano Director Municipal e a
elaboração das cartas de património.
O Sector de Património presta também um serviço
regular de consultadoria aos párocos do concelho, no domínio
da conservação do património religioso, através
de um programa de apoio ao restauro e conservação.
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