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Concelho
de Águeda
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História
Águeda, sede de concelho desde 1834 e cidade desde 1985, deve a sua fundação aos celtas, Túrdulos
e Gregos remontando ao ano de 370 Ac.
A antiguidade da ocupação desta região é revelada
por diversos monumentos megalíticos e pelo Cabeço
do Vouga, importante estação arqueológica
localizada junto do trajecto da via militar romana de Olissipo
a Bracara.
No século XI, Águeda é um burgo próspero,
com um comércio desenvolvido e o seu porto movimentado,
abastecendo-se a si e às populações vizinhas
de além Alcoba (hoje Caramulo). É referida, em
documentos de 1050 e 1077, tanto pelo seu nome primitivo Casal
Lousado (lat. Casal Lousato) como pelo seu nome próprio
latinizado Anegia, Agatha e Ágada.
Á
gueda não teve foral na Idade Média, ao contrário
de outras povoações vizinhas, por ser terra reguenga
e couto dos mosteiros de Lorvão e Vacariça.
Á
gueda era ponto de apoio dos caminhos de Santiago. Na sua albergaria
ter-se-á recolhido em 1325 a Rainha Santa Isabel, quando
se dirigia em peregrinação para Santiago de Compostela.
Em 1834, Águeda ascende à categoria de sede de
concelho, por consequência da revolução
liberal dando-se uma reforma administrativa devido à sua
capital importância na estratégia político-militar
da resistência, à 2ª invasão francesa,
pois possuía um hospital militar que socorria os feridos
provenientes das batalhas. Desde que foi elevada à categoria
de concelho, Águeda começou a ter uma vida política
bastante movimentada, mas foi sempre muito bem representada
por nomes influentes da terra.
No dia 8 de Julho de 1985, a vila de Águeda é elevada à categoria
de cidade.
Á
gueda actua como fronteira entre o mar e a serra devido à sua
privilegiada situação geográfica, sendo
servida por vias rodoviárias e ferroviárias de
fácil acesso.
Hoje, Águeda é uma cidade em franco desenvolvimento
económico e social, sendo uma das cidades mais industrializadas
do pais.
(Veja tambem em Câmara
Municipal de Águeda)
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Concelho
de Albergaria-a-Velha
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Locais de Interesse
Pateira de Frossos
A Pateira de Frossos é um espelho de água que
se forma nos terrenos baixos do Vouga e que esconde imensos
encantos. Entra-se por caminhos de terra batida, atravessando
as pastagens verdejantes, que acompanham o rio até à foz.
Durante o percurso é possível observar algumas
aves, tais como cegonhas ou garças, que por aí vagueiam,
bem como vacas e cavalos que, ora se alimentam, ora repousam
ao sol. É um local muito agradável para piqueniques
e para jogos, como o futebol ou o jogo da malha... E há mesmo
quem leve a toalha de praia e o guarda-sol e passe a tarde
longe da confusão!
Nossa Senhora do Socorro
A Capela de Nossa Senhora do Socorro foi erguida em 1856 como
forma de agradecimento pela protecção da Virgem
durante um grande surto de cólera no concelho de Albergaria-a-Velha.
Hoje em dia, a grande fama dos milagres desta Santa atrai para
o Monte muitos visitantes que vêm de diversos sítios
para agradecer à Consoladora dos Aflitos a sua celestial
protecção. Do alto do Monte, o ar é puro
e a paisagem circundante é deslumbrante. O ambiente é de
calma e silêncio, à excepção do
terceiro Domingo de Agosto, pois nesta data, todos os caminhos
vão dar à ermida para a celebração
da Festa da Nossa Senhora do Socorro. Neste dia, os romeiros
sobem a encosta com as suas famílias e amigos, levam
o farnel para o almoço e aproveitam a ocasião
para agradecer à Santa, participando na missa e procissão
solene.
Rio Vouga
O Rio Vouga é um dos rios portugueses mais importantes,
sendo admirado pela variedade de paisagens que forma ao longo
do seu curso de cerca de 140 km. Nasce na Serra da Lapa (Distrito
de Viseu), a uma altitude de 950 metros e corre no sentido
geral Este-Oeste até desaguar perto do Oceano Atlântico
no famoso acidente lagunar denominado “Ria de Aveiro”.
Em Albergaria-a-Velha, o Vouga flúi devagar e sereno.
Nos vários parques ribeirinhos, pode-se praticar actividade
física, conviver com amigos à volta de um belo
piquenique ou simplesmente contemplar a serena paisagem.
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Concelho
de Alcobaça
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Geologia
No
Concelho de Alcobaça afloram essencialmente rochas sedimentares,
como calcários, margas, arenitos e argilas, podendo também
ser observado um afloramento de brechas vulcânicas.
Extracto das Cartas Geológicas de Portugal, escala 1:50000,
Folhas 22-D (Marinha Grande), 26-B (Alcobaça), 27-A (Vila
Nova de Ourém) e 26-D (Caldas da Rainha), dos Serviços
Geológicos de Portugal, Direcção-Geral de
Minas e Serviços Geológicos.
Em termos litológicos podem delimitar-se várias áreas
onde afloram nomeadamente:
Aluviões ocorrem ao longo das principais linhas de água
e são formadas por areias e pequenos seixos rolados. A sua
extensão lateral está directamente relacionada com
o grau de encaixe das linhas de água, correspondendo geralmente
ao leito de cheias destas. Estas formações são
facilmente reconhecidas por se encontrarem nas zonas baixas e serem
frequentemente ocupadas por culturas agrícolas.
Areias de praia correspondem aos depósitos arenosos que
preenchem uma estreita faixa litoral mais ou menos contínua,
com pequenas interrupções, entre a Praia de Água
de Madeiros e a Praia da Falca, Praia do Salgado, Praia da Gralha
e Praia de S. Martinho do Porto.
Dunas e areias de dunas são compostas por areias de granulometria
fina. Localizam-se no Norte do Concelho, com uma extensão
que atinge os 5 km de largura, entre o litoral e o paralelo de
Pataias (zona de pinhal) e mais a Sul, com menor expressão,
em torno da “concha” de S. Martinho do Porto.
Complexo essencialmente arenoso, com alguns seixos e raras bancadas
de calcário gresoso e conglomerados do Pliocénico.
Encontra-se nas zonas baixas de Alfeizerão e de Cela Velha
e na área de Alpedriz e Pisões.
Complexos greso-argiloso com intercalações calcárias
datados do Miocénico, Oligocénico, Eocénico
e Cretácico que constituem o núcleo do sinclinal
Alpedriz-Porto Carro, aflorando também nas arribas das praias
de Mina, Vale Furado e Légua;
Complexo de grés e argilas, do Jurássico Superior,
corresponde à formação com maior expressão
no Concelho. Estende-se de forma contínua entre Maiorga,
Benedita, Casal Pardo e Évora de Alcobaça e reconhece-se
pela topografia mais acidentada.
Calcários compactos e margas, datados do Jurássico,
encontram-se na Serra dos Candeeiros e na Serra dos Mangues e na
faixa de Ataíja de Cima até Venda das Raparigas.
Nesta formação encontram-se diversas cavidades cársicas
e registos paleontológicos.
Lagoa de Pataias
A lagoa de Pataias localiza-se na Zona Norte do Concelho de Alcobaça,
freguesia de Pataias.
É uma zona húmida que surge no meio da vasta área
de pinhal bravo que ocupa esta região do litoral Português
e, portanto, é ocupada por Fauna e Flora distintas de toda
a envolvente.
Face a usos indevidos no passado, a água encontra-se poluída
por nutrientes que promovem o crescimento excessivo de matéria
vegetal com consequente falta de oxigénio na água
(Eutroficação). A Eutroficação é típica
das zonas húmidas interiores e, normalmente, conduz à sua
mutação para ecossistemas terrestres. Neste caso
concreto, o processo foi acelerado pela acção antrópica.
A dependência exclusiva da precipitação, juntamente
com a situação de seca extrema em 2005, culminaram
na evaporação de toda a água, uma situação
que não sucedia desde 1944. Para além do desaparecimento
da ictiofauna, a falta de água criou pressões enormes
em outros grupos como os anfíbios, mamíferos e aves,
em termos de alterações do habitat, indisponibilidade
de água e/ou de alimento. Os nutrientes presentes na água
acumularam-se nos sedimentos do fundo: estes, juntamente com grandes
extensões de macrófitas aquáticas, foram removidos
mecanicamente de forma a evitar que, após outra época
de chuvas, a qualidade da água voltasse a piorar.
Após um Inverno chuvoso, a cota da lagoa recuperou ao ponto
de poderem equacionar-se os repovoamentos com ruivacos: estes peixes,
outrora muito comuns na lagoa de Pataias, foram dizimados por espécies
indesejáveis introduzidas (carpa, perca e gambúsia).
O plano de gestão da lagoa de Pataias vê assim mais
uma etapa cumprida, mas, no contexto de alterações
climáticas globais, este ecossistema requererá cuidados
continuados no futuro.
A gestão desta lagoa remete-nos para os elevados custos
de remediação dos serviços dos ecossistemas. É por
isso sempre melhor evitar a degradação da Natureza
e, neste sentido, desde 2003 que o Projecto de Educação
Ambiental do Município dá especial relevância
a esta zona única no concelho.
Litoral
A contrastar com um vasto campo de dunas e uma baía calma
em S. Martinho do Porto surge a costa Norte do Concelho: são
cerca de 12 Km de falésias de altura considerável,
areais a perder de vista e mar revolto. As praias são delimitadas
por pinhal e, em alguns locais, os pinheiros-bravos assumem formas
invulgares devido à intensidade dos ventos atlânticos. É também
no pinhal que a acácia, Acacia longifolia, e o chorão,
Carpobrotus edulis, se têm instalado progressivamente e têm
vindo a desalojar as camarinhas, Corema alba, um endemismo da Península
Ibérica. Estas espécies exóticas têm
sido alvo de controlo localizado e experimental.
Entre S. Martinho do Porto e a costa Norte do concelho e, a contrastar
com todos os outros locais, existe na Serra dos Mangues, a praia
da Gralha.
Lista de Praias (de Norte para Sul)
Água de Madeiros
Pedra do Ouro
Polvoeira
Paredes da Vitória
Mina
Vale Furado
Vale Pardo
Légua
Falca
Gralha
S. Martinho do Porto
Vale da Ribeira do Mogo
O Vale da Ribeira do Mogo localiza-se na Freguesia de Prazeres
de Aljubarrota.
É
um vale muito encaixado, com morfologia cársica e vegetação
tipicamente mediterrânica onde o carrasco e o carvalho-cerquinho
têm muita expressão: estas características
promovem a existência de fauna diversa que antigamente ocupava
a região, como a raposa, a geneta, variadíssimas
aves florestais e até rapinas. Este seria também
o habitat do emblemático lince-ibérico
mas a desflorestação e o progressivo isolamento da área
bem como, a caça de presas inviabilizou a permanência
desta espécie na maior parte do território português.
Apesar de não estar incluída na área do Parque
Natural das Serras de Aire e Candeeiros, o vale da Ribeira do Mogo é fisicamente
muito semelhante e reúne todas as potencialidades para vir
a obter um estatuto de protecção.
Sofia Quaresma
(Mais informações em Câmara
Municipal de Alcobaça)
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Concelho
de Alvaiázere
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Natureza
Rios: Os cursos de água mais importantes do Concelho são
a Ribeira de Alge, o Rio Nabão e também o Rio Tordo,
este último tem a sua nascente no Concelho e é digna
de visita.
Serra: A Serra de Alvaiázere, localizada na Orla Mesocenozóica
Ocidental Portuguesa, corresponde à maior elevação
do Maciço de Sicó (Cunha, 1990) com os seus 618 metros
de altitude. Sendo uma serra calcária, dominam os processos
cársicos, os quais estiveram na sua origem e condicionam
a sua evolução (Cunha & Vieira, 2004), onde o
desenvolvimento dos solos, vegetação e mesmo as actividades
humanas são condicionados fortemente pelos elementos geomorfológicos,
o que resulta num elemento paisagístico a vários
níveis notável.
São vários os elementos a nível paisagístico,
mas não só, que se podem encontrar nesta Serra de
Alvaiázere, integrada na Rede Natura 2000, esta serra possui
uma biodiversidade assinalável, bem como aspectos geomorfológicos
importantíssimos como o campo de lapiás, grutas e
algares, escombreiras de gravidade, uma dolina, entre muitos outros
exemplos ali existentes.Em termos paisagísticos outro elemento
notável é a antiga muralha de povoamentos da idade
do bronze, que se estende por centenas de metros, sendo apenas
um dos aspectos a nível arqueológico importantíssimos
que ali se encontram.
Fauna: A riqueza da fauna deve muito à diversidade
de ecossistemas que aqui se preservam. (...)
Flora:
Uma série de espécies florísticas
encontraram nesta zona o seu refúgio. (...)
Arqueologia
São inúmeros os artefactos pré-históricos
e Sítios arqueológicos dispersos um pouco por todo
o Concelho. De todos eles, salientamos os mais representativos
do ponto de vista arquitectónico, nomeadamente as Antas
do Ramalhal, a Rominha e o povoado da Serra de Alvaiázere.
Antas do Ramalhal - A Anta 1, 2 e 3 do Rego da Murta ficam situadas
a cerca de 500 metros da aldeia do Ramalhal – S. Pedro
do Rego da Murta, numa planície povoada por eucaliptos
na margem direita da Ribeira do Rego da Murta. Além dos
referidos monumentos, existem outros dispersos por toda a área
envolvente que, pelas suas características, evidenciam
uma paisagem com intensas referências culturais que engrandecem
o Concelho de Alvaiázere no panorama arqueológico
Nacional e Internacional.
Rominha – Localizada numa planície de grande fertilidade
e clima agradável, esta zona, conjuntamente com a Vila Nova,
Casal Novo e Farroeira escondem no seu subsolo histórias
de um passado que o tempo procurou esquecer.
Outrora, em cada um dos referidos lugares, foram encontrados pedras
aparelhadas, tijolos, fragmentos de diferentes dimensões
de tegulae e imbrices, fundos de ânforas, bordos, bojos,
asas, entre outros achados do período romano.
Em Julho de 1999, ao abrirem-se alicerces para a construção
de uma casa, foram encontrados no Cerejeiral – Rominha -
diversas estruturas (alicerces, paredes e muros executados com
pedra calcária da região), fragmentos de cerâmica,
tegulae e imbrices romanas e uma moeda de bronze de difícil
datação, dado o seu elevado nível de corrosão.
Actualmente, as lavouras continuam a trazer à superfície
inúmeros materiais romanos que testemunham a importância
do Sítio arqueológico.
Povoado da Serra de Alvaiázere – Localizado na freguesia
e Concelho de Alvaiázere, a 600 metros de altitude, este
Sítio arqueológico é caracterizado por um
povoado fortificado de grandes dimensões com duas cinturas
de muralhas parcialmente derrubadas: uma exterior e outra interior,
aparentemente circular, com cerca de 100 metros de diâmetro,
ambas visíveis por fotografia área.
Cronologicamente, a sua localização geográfica
e a sua posição estratégica, as cinturas de
muralhas e os artefactos encontrados inserem-no no tipo de povoados
da Idade do Bronze.
Do espólio encontrado até ao momento, quer em prospecções
de campo, quer em escavações arqueológicas,
salientamos o conjunto de bronzes, os fragmentos de cerâmica
decorada e os materiais líticos de diferentes tipologias.
Gatronomia
Inicie uma viagem gastronómica petiscando um diverso leque
de ofertas: chouriço, morcela, queijo e azeitonas. Após
estes petiscos prove a sopa de chicharo e siga para um dos ex-libris
gastronómicos do concelho: Cabrito assado no forno com batata
assada e migas de chicharo.
Se não aprecia cabrito não há problema, o
leitão assado no forno, a carne de alguidar, o cozido, o
bacalhau e o polvo à lagareiro são igualmente boas
opções. A acompanhar experimente o vinho Tinto ou
Branco das Terras de Sicó e vai ver que não se arrepende.
Termine a viagem gastronómica com o obrigatório doce
de chicharo.
E não deixe de provar também o tradicional bolo de
casamento.
(Veja Mais em Câmara
Municipal de Alvaiázere)
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Concelho
de Anadia
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Termas
da Curia – Buvette Albano Coutinho
Aquae Curiva era o nome conhecido ao tempo da ocupação
da Península Ibérica pelos Romanos, que conheciam
as nascentes e as exploravam.
Em 1900 foi fundada a Sociedade das Águas da Curia, por
iniciativa de Albano Coutinho.
As águas desta Estância Termal são aconselhadas
no tratamento de doenças metabólico-endócrinas,
cálculos renais, infecções urinárias,
hipertensão arterial, doenças reumáticas e musculo-esquelécticas.
O Parque da Curia, para além do balneário termal,
possui ainda um hotel e um lago artificial.
Termas de Vale da Mó
As Termas do vale da Mó são conhecidas pela qualidade
das suas águas, ricas em ferro e magnésio, o que
as tornam únicas na Europa.
As suas águas são indicadas no tratamento de doenças
do foro digestivo, doenças do sangue (anemia e outras
por carência de ferro) e nas denominadas doenças
de civilização (depressão nervosa, fadiga
e stress)
Estas termas atingiram o seu auge no ínicio do século
XX, graças ao hotel “Novo Hotel Union” (1906),
que ardeu, e ao mercado que se realizava duas vezes por semana.
Actualmente encontram-se sob a tutela da Câmara Municipal
de Anadia.
Mais Património Natural
Parque da Curia
O Parque da Curia, para além do Hotel, possui um lago
artificial, onde é possível passear numa embarcação,
com pedais, para duas pessoas (gaivotas), diversas pontes, campos
de jogos e casa de chá. O estilo do parque inspira um
ambiente romântico com jardins, um lago central, e junto à buvette,
sob uma escadaria, uma pequena gruta, proporcionando aos visitantes,
longos e saudáveis passeios ao ar livre, em contacto
com a natureza.
Barragem da Gralheira
A Barragens da Gralheira encontra-se situada na freguesia
da Moita, concelho de Anadia.
Trata-se de um ponto de água e de lazer.
A Barragem da Gralheira está equipada com forno, churrasqueiras,
parque de merendas e parque infantil.
Barragem do Porcão
A Barragens do Porcão encontra-se situada na freguesia
de Vila Nova de Monsarros, concelho de Anadia.
Construí-se com o objectivo servir como regadio dos
terrenos agrícolas da Várzea de Algeriz e Vila
Nova de Monsarros.
Barragem do Saidinho
A Barragens do Saidinho encontra-se situada na freguesia
da Moita, concelho de Anadia.
Trata-se de um ponto de água e de lazer.
Lagoa do Paul de Ancas
Mancha Vitícola – Paredes do Bairro
A mancha vitícola que atravessa a freguesia de Paredes
do Bairro é uma das paisagens mais bonitas que se
pode apreciar no concelho de Anadia.
Lagoa de Torres
Situada em Torres, freguesia de Vilarinho do Bairro.
Lagoa do Olho de Aguim
Património Arquitectónico
Palace Hotel da Curia
O Palace Hotel da Curia surgiu no início da década
de 20 do século XX, a partir da transformação
de dois edifícios banais, pelas mãos do Arquitecto
Norte Júnior. No interior pode-se observar um elevador,
em arte-nova, da mesma época.
Este edíficio encontra-se em fase de classificação
como imóvel de Interesse público.
Estação Vitivinícola da Bairrada
A Estação Vitivinícola da Bairrada foi fundada
a 30 de Junho de 1887 com a denominação de Escola
Prática de Viticultura e Pomologia da Bairrada. O seu
primeiro director, o Eng.º Agrónomo José Maria
Tavares da Silva, durante os 11 anos que permaneceu em Anadia,
preocupou-se por cumprir o objectivo principal pelo qual foi
criado o estabelecimento vitivinícola da Bairrada - “Estabelecer
e arranjar novas práticas de cultura da vinha e valorizar
os seus produtos”. Nestas instalações, em
1890, surgiu o primeiro espumante natural na Bairrada, produzido
por este engenheiro agrónomo. Actualmente, a Estação
Vitivinícola da Bairrada, continua a desenvolver trabalhos
de investigação e experimentação
com vista ao melhoramento dos meios de produção.
Estação de Caminhos-de-ferro da Curia
O Edifício da Estação de Caminhos-de-ferro
da Curia foi projectado por Cottinelli Telmo e inaugurado em
1944. Este edifício guarda quatro painéis de azulejos
elaborados por Jorge Barradas, em 1945.
Paço de Óis do Bairro
O Paço de Óis do Bairro encontra-se classificado
como imóvel de interesse público.
O estilo arquitectónico predominante é do século
XVIII, época em que foi reconstruído devido ao
incêndio que o destruiu parcialmente, tendo sido restaurada
com base na parte mais antiga (século XVII), que se conservou
intacta.
Esta Casa Senhorial ostenta, ainda, elementos do século
XIX.
Paço da Graciosa
O Paço da Graciosa foi construído no último
terço do século XVIII. Em finais do século
XIX (cerca de 1896) procedeu-se ao levantamento de uma estrutura,
em estilo neo-manuelino, suportada por colunas do século
XVII, provenientes das demolições da cidade de
coimbra, as quais ostentam alguns capiteis oriundos da Igreja
de S. Cristóvão (Coimbra).
Pensa-se que José de Melo Sampaio Pereira de Figueiredo
tenha sido quem mandou erigir este edifício, actualmente
classificado como Imóvel de Interesse Público.
Casa do Pintor Fausto Sampaio
Situada em Anadia, na Avenida José Luciano de Castro,
a Casa onde viveu o Pintor Fausto Sampaio está classificada
como Património de Valor Concelhio.
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Concelho
de Ansião
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Embora as primeiras referências a Ansião
datem de 1175, só em 1514 D. Manuel a eleva a vila, e lhe
outorga foral. O pelourinho, já do século XVII, testemunha
na sua inscrição latina a doação da
vila a D.Luiz de Menezes, Conde da Ericeira, como prova de agradecimento
régio pela sua valorosa participação na Batalha
do Ameixial. A ponte da Cal de seiscentos, a Igreja Matriz de construção
austera do século XVII, as Capelas da Misericórdia
e do Senhor do Bonfim, e o Museu Municipal não poderão
ser esquecidas nesta viagem pela História. Uma viagem que
pode começar milénios antes ali bem perto: a existência
de uma Anta na Atalaia, outra em Alto do Pisca e a localização
de um castro da Idade do Ferro no Escampado de S. Miguel são
disso testemunho. Um tesouro de denários encontrado junto
do castro de Trás de Figueiró, e a possibilidade
de a Via Romana que de Sellium se dirigia a Conímbriga atravessar
estas terras, parece ficar provada em Santiago da Guarda.
A Residência Senhorial dos Condes de Castelo Melhor com
a sua torre quatrocentista conta muito da história destes
lugares:
As pedras desta construção integram diversos materiais
do tempo da dominação Romana, nomeadamente uma
inscrição que indica a existência de uma
aldeia que, ao tempo, deveria pagar os seus impostos ao município
vizinho.
E esta viagem deve continuar por Alvorge e Torre de Vale Todos
e Lagarteira, povoações que se situariam na área
da Ladeia, linha de fronteira entre cristãos e mouros
nos séculos XII e XIII. Também Medieval é o
forno do Avelar. Forno que, pela Senhora da Guia em Setembro,
cozia o "Bolo" que era distribuído ao povo.
Muitos séculos depois, em 1933, José Malhoa pintava
um belíssimo retábulo dedicado a Nossa Senhora
da Consolação, que está no altar-mor da
Igreja Matriz de Chão de Couce.
Património do Concelho
Igreja Matriz de Ansião
Capela da Constantina
Igreja Matriz de Alvorge
Capela da Misericórdia
Capela da Ateanha
Igreja N. Sra. da Graça
Igreja Matriz de Santiago da Guarda
Igreja de S. Domingos
Igreja Matriz da N. Sra. da Guia
Igreja Matriz de Chão de Couce
Capela N. Sra. do Pranto
Igreja N. Sra. das Neves
Ruínas da Torre da Ladeira
Residência Senhorial dos
Condes de Castelo Melhor
O Paço de Vasconcelos ou Residência Senhorial dos
Condes de Castelo Melhor, conhecido a nível local pelo "castelo
de Santiago", é um importante exemplar dos antigos
paços senhoriais rurais, da região entre Coimbra
e Leiria.
Monumento atribuído aos Vasconcelos Ribeiros e Sousas
do Prado, manteve-se na posse desta família desde o século
XVI até à segunda metade do século XIX.
Nos finais desse século, com o advento da Revolução
Liberal e a consequente extinção dos Morgadios,
passou a ser utilizado para fins diferentes daqueles para os
quais fora construído. Iniciou-se assim um processo de
degradação contínua que se acentuou ao longo
do século XX mas que não impediria, em 1978, a
sua classificação como Monumento Nacional.
Manteve-se
em mãos privadas até 1996, ano em que
a Câmara Municipal de Ansião adquiriu o imóvel,
condição que se viria a revelar fundamental para
a sua posterior reabilitação.
A par de toda a intervenção arquitectónica,
cuja planificação então se iniciou e que
actualmente se encontra concluída, iniciou-se também
em 2002 um trabalho de pesquisa arqueológica no local.
Um local onde, ferira-se, já existiam indícios
de presença romana, nomeadamente uma pedra com inscrição
latina na fachada da Torre. Essa intervenção arqueológica
viria a revelar, dentro das paredes da residência Senhorial,
a "pars urbana" (área onde habitava o proprietário)
de uma villa tardo-romana do século IV/V, onde foram postos
a descoberto pavimentos musivos de excepcional valor e que se
destacam no panorama nacional. Quanto à existência,
num mesmo local, de uma residência senhorial do Séc.
XVI e de uma villa Romana, é mesmo considerada única
na Península Ibérica.
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Concelho
de Arganil
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O Concelho de Arganil, enquadrado no território da Região Centro de Portugal, integra, também, a designada sub-região do Pinhal Interior Norte, composta por catorze concelhos.
Situado na província da Beira Litoral e pertencente ao Distrito de Coimbra, é delimitado a Norte pelos Concelhos de Penacova, Tábua e Oliveira do Hospital, a Sul confronta com os Concelhos de Góis e Pampilhosa da Serra, a Este com os Concelhos de Seia e Covilhã e
a Oeste com o Concelho de Vila Nova de Poiares.
O enquadramento geográfico do Concelho de Arganil determinou uma grande
heterogeneidade no que concerne ao relevo que o caracteriza. Aliada à paisagem
característica das bacias hidrográficas do Rio Alva e do Rio
Ceira, que delimitam o Concelho a Norte e a Sul respectivamente, surge com
maior predominância a paisagem serrana, dominada pela sumptuosa Serra
do Açor, situada em plena Cordilheira Central.
“…os vales fundos em que normalmente o rio se espraia
alternam com serras abruptas, umas vezes agrestes, outras repletas
de vegetação.”
Regina Anacleto
Os principais cursos de água existentes no Município – Rio
Alva e Rio Ceira – e os seus afluentes apresentam-se como
extraordinárias condições naturais que permitiram
o surgimento de diversas praias fluviais, localizadas em diferentes
pontos do Concelho de Arganil, as quais constituem locais muito
aprazíveis para os apreciadores.
Na Serra do Açor o xisto prevalece e apresenta-se como
um elemento fundamental que em muito contribui para, por força
natural ou por obra do Homem, moldar a beleza da paisagem, que é fortalecida
pela presença em alguns locais, de espécies características
da flora outrora predominante nas encostas xistosas do Centro
de Portugal, como sejam o castanheiro, o sobreiro, o carvalho,
a aveleira, a nogueira e a cerejeira.
A Mata da Margaraça, integrada na Área de Paisagem
Protegida da Serra do Açor está classificada como
Reserva Natural da Rede Nacional de Áreas Protegidas e
Reserva Biogenética do Conselho da Europa, e constitui
uma relíquia da cobertura florística da região.
A Área de Paisagem Protegida compreende igualmente a Fraga
da Pena, recanto de rara beleza que as majestosas quedas de água
enaltecem, e que está classificada como Reserva de Recreio.
As inúmeras referências históricas ao Concelho
de Arganil levam-nos ao seu passado ancestral e longínquo,
existindo testemunhos arqueológicos que remontam a uma
das mais antigas fases da história da humanidade, o Calcolítico – Necrópole
dos Moinhos de Vento - e à Época Romana – Acampamento
Militar Romano da Lomba do Canho.
O primeiro foral de Arganil data de 25 de Dezembro de 1114,
tendo sido atribuído por D. Gonçalo, Bispo de Coimbra.
Em 08 de Junho de 1514, aquando da reforma dos forais, o rei
D. Manuel concedeu nova carta de foral a Arganil.
A atestar a história de Arganil está, também,
o seu património arquitectónico com particular
evidência para a Capela de São Pedro – classificada
como Monumento Nacional -, o Mosteiro de Folques, o Túmulo
de Mateus da Cunha (na Igreja Matriz de Pombeiro da Beira) e
a Igreja Matriz de Vila Cova de Alva, classificados como Imóveis
de Interesse Público. Para além destes, também
a Aldeia Histórica do Piódão (Imóvel
de Interesse Público), a Benfeita (localidade que integra
a Rede de Aldeias do Xisto), os Centros Históricos de
Arganil, Coja e Vila Cova de Alva constituem núcleos arquitectónicos
de relevante valor, sem esquecer a importância afectiva
que o Santuário de Nossa Senhora do Mont'Alto tem para
todos os arganilenses.
Abrangendo uma superfície aproximada de 332 Km2, o Concelho
de Arganil compreende dezoito freguesias, nomeadamente, Anseriz,
Arganil, Barril de Alva, Benfeita, Celavisa, Cepos, Cerdeira,
Coja, Folques, Moura da Serra, Piódão, Pomares,
Pombeiro da Beira, São Martinho da Cortiça, Sarzedo,
Secarias, Teixeira e Vila Cova do Alva.
(mais informação em breve)
(Veja Mais em Câmara
Municipal de Arganil) |
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Concelho
de Aveiro
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Locais
a
visitar
A Ria de Aveiro
O Cais da Fonte Nova
A Universidade de Aveiro
As Salinas
Os barcos Moliceiros
Jardim D.Pedro V
A Antiga Capitania
Os montes de Sal
Museu de Aveiro
Conheça ainda
A cidade com mais canais navegáveis de Portugal»»»
A tradição do Sal... nas histórias do EcoMuseu»»»
O colorido do pôr do sol junto à ria»»»
Um Centro de negócios, inovação e investigação»»»
Os barcos que são moliceiros»»»
A animação das ruas»»»
A Arte... que é Nova»»»
Um ambiente único»»»
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Concelho
de Batalha
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Lendas e Tradições
Num Concelho com largos séculos de história, várias
e encantadoras lendas e tradições foram nascendo
com o tempo, perpetuando-se até hoje na memória local.
Muitos costumes religiosos e seculares foram entrando no quotidiano
popular, traduzindo-se em diversas manifestações
culturais.
A escolha do local onde se encontra o Mosteiro de Santa Maria
da Vitória surgiu, diz o povo, depois de D. Nuno Álvares
Pereira ter arremessado a sua espada na referida direcção.
O lugar onde a mesma parou foi o local escolhido para a construção
do monumento.
Os nomes das aldeias são, com frequência, justificados
por lendas. Reza a história que a localidade da Rebolaria
terá nascido do "rebolar" de uma bola ou de pedras
em direcção ao Mosteiro.
A lenda da origem das Alcanadas refere-se aos tempos do Dilúvio. O patriarca
Noé, ao passar com a sua arca por estas paragens, perguntou: "Arca,
nadas ou já estamos em terra firme?", surgindo assim o nome desta
localidade.
Na Quinta do Sobrado, aldeia da Freguesia da Batalha, até há algum
tempo atrás, mantinha-se a tradição de festejar
o São João em volta do Penedo, um rochedo localizado
junto deste lugar e da localidade de Brancas, considerado um guardião
de lendas sobre mouras encantadas e potes de ouro e venenos escondidos.
Pelo São João iniciava-se a época balnear
e, nas Brancas, ía-se ao banho nas termas de água
salgada ali existentes.
Na Freguesia de Reguengo do Fetal, existe uma lenda segundo a
qual Nossa Senhora terá aparecido a uma jovem pastora, lenda
que levou à construção da Capela da Memória.
A dita aparição trouxe ao local muitos fiéis
o que levou à construção de uma casa de peregrinos.
Ainda na localidade de Reguengo do Fetal, a N. Sr.ª da Consolação é conhecida
por curar as verrugas. Segundo a tradição, os crentes atiram
pela janela aberta junto ao pavimento tantas pedras ou tantos grãos
de trigo, quantas verrugas pretendem retirar. A cura fica completa com a lavagem
das mãos na água da fonte sobre a qual está construída
a capela da memória.
No dia de Todos-os-Santos, 1 de Novembro, em todo o Concelho
as crianças pedem o bolinho, também conhecido como "Santoro".
No dia seguinte vela-se pelas Almas, em celebrações
religiosas nos cemitérios do Concelho.
O ano termina com uma celebração de Natal, que,
no Reguengo do Fetal constitui uma oferta de géneros e produtos
ao Deus Menino. Esta tradição de oferecer presentes
ao Menino Jesus era comum em toda a região.
A Região
A Região
O Concelho da Batalha está integrado numa zona turística com um
diversificado valor patrimonial, região que integra alguns dos monumentos
mais visitados do nosso país.
Na Região de Turismo Leiria-Fátima, rica em património,
estão representados vários concelhos como Alcobaça, Batalha,
Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Pombal, Porto de Mós e Ourém.
Conheça os magníficos monumentos que reflectem uma nação
com quase nove séculos de História. Destacamos muito sumariamente
o Mosteiro de Alcobaça - berço da cultura portuguesa, passando
pela pérola da arquitectura gótica do Mosteiro da Batalha. De seguida
percorra o mundo dos antigos cavaleiros nos castelos medievais de Leiria, Ourém,
Pombal e Porto de Mós.
Já na Marinha Grande, prossiga à descoberta da nossa região
conhecendo e apreciando a Rota do Vidro.
Descubra, depois, os caminhos da Fé que conduzem ao Altar do Mundo, Fátima,
onde se encontra um conjunto de lugares místicos e repousantes que esperam
por si...
Experimente os prodígios da paisagem natural, ao caminhar pelos vales
perfumados das Serras de Aire e Candeeiros, conhecendo o seu Parque Natural,
as deslumbrantes grutas naturais, os trilhos pedestres e os vestígios
do mundo dos dinossáurios. Já pelo Pinhal do Rei, na faixa litoral
de Leiria, estende-se um manto verde que se perde ao encontro do oceano atlântico.
Nas bucólicas margens do Rio Lis, desfrute dos inesquecíveis momentos
de prazer e descanso que lhe proporcionam as nascentes curativas das Termas de
Monte Real.
Por entre cerca de 57 quilómetros de linha de costa, usufrua do magnífico
sol e mar das praias típicas e animadas como a Nazaré, Vieira e
Pedrógão, e também das refinadas e cosmopolitas como São
Pedro de Moel e São Martinho do Porto.
Oito concelhos divididos entre a Serra e o Mar, salpicados pelas cores que se
transformam na imaginação, como que talhados por mãos hábeis,
fazem da Região de Turismo Leiria/Fátima um local especial e... único.
(Veja Mais em Câmara
Municipal de Batalha)
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Concelho
de Bombarral
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Património
Arqueológico
Gruta Nova da Columbeira
Situa-se numa encosta do Vale do Roto, próximo da povoação
da Columbeira e foi descoberta em 1962. È uma das poucas
grutas portuguesas com ocupações do paleolítico
médio e uma das duas que forneceu testemunhos arqueológicos
atribuídos ao ao homem de Neanderthal. As datações
obtidas permitem situar as ocupações paleolíticas
de época mustierense em cerca de 30.000 anos a.C.
A indústria lítica encontrada revela que a gruta
foi ocupada longa e intensamente pelas populações
da época, por vezes como residência permanente e outras
vezes em curtos períodos sazonais. Da fauna recolhida destacam-se
a hiena das cavernas, o lobo, o urso pardo, o veado, a cabra montês
e o auroque.
Gruta da Lapa do Suão
Também situada no Vale do Roto, mais acima da Gruta Nova, julga-se que
foi Carlos Ribeiro, por volta de 1880, o seu primeiro escavador.
Esta gruta contém ocupações humanas que se desenvolveram
ao longo de milhares de anos. Além do Paleolítico Superior, existem
níveis do Neolítico, que forneceram importante espólio,
como machados de pedra polida, ídolos-placa decorados, pequenas estatuetas
zoomórficas de coelhos e uma estatueta antropomórfica em terracota.
Outro material poderá ser atribuído à Idade do Cobre.
Existe ainda um importante nível tumular da Idade do Bronze constituído
por ossos humanos carbonizados, muitos vasos de cerâmica e uma taça
decorada no interior com ornatos brunidos formando um motivo floral.
Castro da Columbeira
O monte onde se situa o Castro, chamado “Serra do Castelo”,
está sobranceiro à povoação da Columbeira.
Trata-se de um importante povoado da Idade do Cobre com cerca
de 4.000 anos. Tem duas cinturas de muralhas reforçadas
com torres. A fortificação central, de formato
quadrangular, apresenta torres circulares, bastiões semi-circulares
e uma entrada virada para sudeste.
Os materiais encontrados, que permitem integrar este povoado
na Idade do Cobre inicial, constam vasos cerâmicos, alguns
decorados, pontas de seta e lâminas em sílex, machados
de pedra polida, utensílios em osso e pesos de tear. Os
seus habitantes desenvolviam actividades agrícolas e pastorícias
(mais informação em breve)
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Concelho
do Caldas da Rainha
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As Caldas da Rainha são conhecidas especialmente pela sua loiça característica e pela sua gastronomia. Mas não é só isso que a cidade tem para oferecer. Nela encontramos vários locais importantes relativos à sua história, locais de lazer, etc. Aqui podemos conhecer um pouco melhor cada um desses locais e o que têm para nos oferecer.
Praça da fruta
A cidade tem como “ex-libris” desde há muitos
anos o seu Mercado Diário, a tão conhecida “Praça
da Fruta”.
De manhã as frutas, legumes e flores dão um colorido
invulgar e inesquecível a esta praça.
Á
tarde, vazia de mercado, o contraste negro e branco do empedrado
salta à vista. Quadrados pretos alternam com quadrados brancos
e como cada quadrado mede um metro de lado é essa a área
ocupada pelas bancas dos vendedores. Entre as filas de quadrados,
enfeitando os sítios por onde passa o comprador, linhas
curvas, flores e estrelas de pedra negra. É um espaço óptimo
para as crianças gastarem energia, saltitando entre as pedras
brancas e negras, contando estrelas e flores.
Igreja de Nossa Senhora do Pópulo
A Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, matriz das Caldas da
Rainha, é considerado um Monumento Nacional.
De início construída como capela do primitivo Hospital
Termal, a Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, teve a sua
conclusão em 1500, sendo-lhe anexada a torre sineira entre
1500 e 1505.
A sua autoria é atribuída a Mateus Fernandes (pai),
mestre das obras da Batalha.
Neste edifício conjugam-se elementos do tardo-gótico
europeu com outros de características mais locais (mudéjares
e manuelinos). Possui o revestimento interior em azulejos seiscentistas,
mantendo da construção primitiva painéis azulejares
hispano-árabes nos altares laterais. Localizado sobre o
arco triunfal, o tríptico da Paixão tem motivado
o interesse de investigadores, quando à sua autoria e localização
original.
Hospital Termal
O Hospital Termal das Caldas da Rainha, à sombra do qual
nasceu a povoação, foi fundado em 1485 pela Rainha
D. Leonor. Contruído sobre as nascentes de águas
sulfúreas, representa o mais antigo Hospital Termal do mundo.
Com as suas 110 camas, foi o primeiro dos hospitais modernos surgidos
em Portugal, contando com assistência médica permanente.
As águas termais caldenses têm suscitado, desde o
século XVI, a atenção da Química e
da Medicina. A sua natureza e composição, bem como
os seus efeitos, deram origem a uma extensa bibliografia publicada
em Portugal e no estrangeiro.
No séc. XVIII, quando por toda a Europa se assistia a um
renascimento do interesse pelo aquinismo, o rei D. João
V, ele próprio frequentador assíduo do hospital caldense,
ordenou a sua reedificação. As obras tiveram Manuel
da Maia como arquitecto responsável.
No século seguinte, o aumento e diversificação
social da afluências aos banhos das Caldas, foram acompanhados
por significativas inovações. O Hospital foi integrado
no património do estado, modernizou as suas instalações
e equipamentos e dotou-se de um conjunto de estruturas de apoio
aos tempos livres dos termalistas, entendidas como meios complementares
de terapêutica hidrológica. Estão neste caso
o Parque D. Carlos I, com o seu lago e campos de jogos, o Clube,
os novos pavilhões hospitalares e balneário termal.
A água mineral natural das Termas das Caldas mantém,
ainda hoje, intactas as suas virtudes terapêuticas. Sendo
de natureza sulfúrea, as águas termais estão
particularmente recomendadas no tratamento das doenças reumáticas
e musculo-esqueléticas e na recuperação de
situações pós-traumáticas.
Museu De José Malhoa
O Museu José De Malhoa situa-se no belo Parque D. Carlos
I, nas Caldas da Rainha. Fundado em 1934, foi provisoriamente instalado
no "Pavilhão Rainha D. Leonor" antiga "Casa
dos Barcos", sendo o edifício definitivo, da autoria
dos arquitectos Eugénio Correia e Paulino Montês,
inaugurado em 1940 e ampliado em 1950 e 1955. António Montês,
primeiro director do Museu e um dos seus fundadores, dirigiu ao
pintor José Malhoa, natural das Caldas da Rainha, o pedido
de um quadro para a sua terra natal, tendo o artista oferecido
em 1926 o retrato da Rainha D. Leonor, padroeira da cidade.
Em torno desta obra de José Malhoa, criou-se a colecção
do Museu por ofertas do Mestre e de numerosos particulares.
Museu da Cerâmica
O Museu da Cerâmica encontra-se instalado na Quinta Visconde
de Sacavém, situado numa das principais zonas históricas
das Caldas da Rainha. Mandada construir pelo Visconde de Sacavém
em 1892, a quinta foi adquirida pelo Estado em 1981 e transformada
em museu em 1983.
Um Palacete de arquitectura típica do fim do século
passado e jardins frondosos compõem a Quinta que representa,
além de lagos e floreiras, profusa decoração
cerâmica. Os jardins e o Palacete oferecem assim uma panorâmica
da história dos azulejos em Portugal: desde os hispanos-mouriscos
do séc. XVI, polícromos do séc. XVII, painéis
historiados do séc. XVIII, e relevados do séc. XIX
- XX.
A faiança Caldense encontra-se amplamente representada no
primeiro andar com uma panorâmica da evolução
deste centro: iniciado com a escola dita da "Maria dos Cacos",
figura lendária que teria trabalhado durante a primeira
metade so séc. XIX e à qual se atribui peças
utilitárias de pequena dimensão num estilo ingénuo
e caricatural.
Em salas anexas figuram exemplares significativos do Atelier Cerâmico
e outros da autoria do escultor Costa Motta.
No segundo andar é digno de menção a colecção
de miniatura do Mestre F. Elias (1869-1937) e de José da
Silva Pedro (1907-1981) que trabalhou em Sacavém sob a influência
do primeiro.
in: http://caldasdarainha.com.sapo.pt
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Turismo
em Cantanhede
Quem visita o Concelho de Cantanhede é confrontado com
um vasto leque de experiências no contacto com uma natureza
estimulante pela sua riqueza e diversidade ou na convivência
com uma realidade sócio-cultural unificada em torno das
referências e dos valores patrimoniais que consubstanciam
as vivências peculiares das três regiões naturais
que constituem o território: a Gândara, espraiada
sobre o mar; a Bairrada, no interior, onde as estações
do ano se contam pelo crescer da vinha; e o Baixo Mondego, a Sul,
num vale contíguo às pedreiras da famosa pedra de
Ançã.
Na Gândara, com um horizonte entrecortado pelas nuances
cromáticas da floresta e dos milheirais, é possível
usufruir dos recantos bucólicos das nascentes, na Fervença
ou em muitos outros locais, desfrutar do branco macio dos areais
e do cheiro a maresia de praias que conservam intactas as suas
tradições de arte xávega e apreciar os sabores
apaladados da caldeirada, do robalo ou da sardinha assada na telha.
Na Bairrada, que tem no leitão assado a melhor iguaria
da sua rica tradição gastronómica e no vinho
de Cantanhede o mais precioso néctar desta região
demarcada, persistem ainda as referências a um amanho cuidado
das encostas solarengas que fazem parte do imaginário colectivo.
No Baixo Mondego, depois da passagem pelo relevo escarpado das
pedreiras, onde surgem amiúde marcas das actividades relacionadas
com a extracção da pedra de Ançã tão
apreciada pelos mais proeminentes escultores dos séculos
XV e XVI, estende-se um vale fértil e alagadiço que
integra os Campos do Mondego.
Com uma paisagem urbana marcada por uma certa dispersão,
o Concelho de Cantanhede mantém visíveis componentes
características das ancestrais formas de organização
social relacionadas com actividades agrícolas de outros
tempos. A este nível, perduram ainda exemplos notáveis
da popular casa gandaresa, verdadeiro ex libris da arquitectura
tradicional portuguesa, ou das moradias solarengas, com janelas
manuelinas trilobadas ou de avental recortado, escadas de tradição
setecentista e portas decoradas com brasões sabiamente esculpidos.
Do ponto de vista do património edificado, há um
conjunto significativo de igrejas e capelas que conservam no interior
inúmeras referências dos estilos manuelino, renascentista
e maneirista, também visíveis em alguns elementos
das suas fachadas.
Por outro lado, os inúmeros exemplos de estatuária
de grande valor artístico e histórico constituem
um precioso testemunho de uma actividade escultórica praticada
no Concelho desde há alguns séculos, o que não
terá sido alheio ao facto de a famosa pedra de Ançã possuir
características desde sempre muito apreciadas pelos escultores
nacionais e internacionais.
Enquadramento Histórico
Embora não existam elementos que nos conduzam a uma data
certa da fundação de Cantanhede, há alguns
importantes achados arqueológicos que dão conta
da presença humana no território pelo menos no
Paleolítico Médio, cujo terminus ocorre por volta
de 30.000 a 28.000 a.C..
Durante este período, o Homem de Neanderthal ocupou esta
região e foi responsável pelos inúmeros
artefactos em sílex encontrados em diversas estações
arqueológicas de freguesias como Ançã, Outil
e Portunhos. Esses achados, recolhidos ao longo de anos pelo
arqueólogo Carlos Cruz, estão hoje em exposição
no Museu da Pedra e compilados na Carta Arqueológica do
Concelho de Cantanhede, recentemente editada pelo Município
de Cantanhede.
O topónimo Cantanhede vem da raiz celta cant, que significa “pedra
grande”, e relaciona-se com as pedreiras existentes na região.
Daqui nasceu o primitivo “Cantonieti”, mencionado na
documentação dos séculos XI, XII e XIII também
com as grafias “Cantoniedi”, “Cantonidi” e “Cantonetu”.
As suas primeiras referências históricas remontam
a 1087, data em que D. Sisnando, governador de Coimbra, a teria
mandado fortificar e povoar. Segundo alguns autores, D. Afonso
II terá dado foral a Cantanhede, posteriormente confirmado
pelo foral outorgado por D. Manuel I, em 20 de Maio de 1514.
Foram seus donatários os Meneses, tendo sido D. Pedro de
Meneses o primeiro Conde de Cantanhede, título nobiliárquico
criado por D. Afonso V por carta datada de 6 de Julho de 1479.
O título seria depois renovado por Filipe II, em 1618, na
pessoa de seu neto e pai de D. António Luís de Meneses,
3.º Conde de Cantanhede e 1.º Marquês de Marialva,
que se notabilizou nas Batalhas de Linhas de Elvas e Montes Claros
e que foi um dos vultos mais importantes da Restauração
de 1640.
À família dos Meneses se ficaram a dever alguns
exemplares da arte do Renascimento existentes no Concelho, e a
casa que perpetua a sua memória acolhe as sessões
de Câmara desde 1805, embora a fixação definitiva
da sede municipal da autarquia no edifício só tenha
ocorrido em finais dessa centúria.
Das personalidades de vulto associadas a Cantanhede merecem ainda
referência o Capitão Pedro Teixeira, conquistador
da Amazónia, D. João Crisóstomo de Amorim
Pessoa, prelado, distinto orador sacro e Arcebispo Primaz de Braga
entre 1876 e 1883, Jaime Cortesão, médico, historiador
e ensaísta, Carlos de Oliveira, escritor e poeta, António
de Lima Fragoso, pianista e compositor emérito, Augusto
Abelaira, escritor, e Maria Amélia de Magalhães Carneiro,
pintora.
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Concelho
da CASTANHEIRA PÊRA
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Em Castanheira de Pera, em plena Serra da
Lousã, vale a pena subir até à Ermida
de Santo António da Neve. Aqui, não é só a
grandeza da paisagem que nos impressiona. É também
a história que nos faz recuar até ao ano de
1787, ano em que o Neveiro - Mor da Casa de Sua Majestade,
Júlio Pereira de Castro, mandou erguer a Ermida de
Santo António da Neve próximo dos antigos poços
do Neveiro Real. Mas em Castanheira de Pera não é só o
Santo António da Neve e a Serra da Lousã que
nos maravilham. Vale a pena descobrir, a partir do Coentral,
as margens da Ribeira das Quelhas ou aproveitar as ondas
artificiais da Praia Fluvial das Rocas. Depois, há também
circuitos para jeeps. Chamam-lhe, Romaria ao Santo António
da Neve, em homenagem à Romaria que as gentes da Serra
da Lousã aqui faziam. E quando admiramos, perto do
Coentral, o Vale da Ribeira de Pêra, é impossível
não recordar a importância que os lanifícios
tiveram na História de Castanheira de Pera. Sabemos
que entre 1864 e 1879 existiam onze Fábricas de Lanifícios.
Destes áureos tempos que marcaram o desenvolvimento
de Castanheira de Pera, resta-nos uma Fábrica em Safrujo.
A verde e vermelho produz barretes de Campino. Depois, em
Castanheira de Pera, há o prazer de descobrir as ruas,
a Igreja Matriz de traços setecentistas, os recantos
floridos e, quando é Verão e o calor aperta,
a Praia Fluvial do Poço da Corga. E há para
delícia do nosso paladar um fabuloso arroz de miúdos
de cabrito acompanhado do mesmo. Não faltam os grelos
frescos e o pão caseiro. Quando chega a hora do açúcar,
o arroz doce faz uma entrada triunfal.
in: Regiao de Turismo de Centro
(Veja ainda Câmara
Municipal de Castanheira de Pera)
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Concelho
de Coimbra
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Monumentos
da cidade de Coimbra
Carta dos Monumentos e Imóveis de Interesse Público
Carta dos Imóveis de Interesse Arquitectónico
Arco e Torre de Almedina
Casa Medieval
Colégio São Pedro
Hospital Real
Igreja da Graça
Igreja de Santa Cruz
Igreja de Santa Justa
Igreja de São Bartolomeu
Igreja de São Salvador
Igreja de São Tiago
Igreja de Santo António dos Olivais
Igreja e Colégio do Carmo
Jardim da Manga
Santa Clara-a-Nova
Mosteiro Santa Clara-a-Velha
Pelourinho
Sé Nova
Sé Velha
História do Fado de Coimbra
Canção de Coimbra
Uma definição e Quatro Momentos
A Canção de Coimbra é um género
musical enraizado num folclore urbano (o da cidade de Coimbra),
de duplo filão (o popular e o académico),
que entronca na Música Tradicional da cidade (daí as
suas influências regionais e locais) e que tem na
Serenata a sua expressão artística mais genuína.
São de considerar quatro momentos fundamentais na
evolução académica desta Canção
no século XX:
1º momento (anos 20). Com Edmundo de Bettencourt
(1899-1973), cantor e poeta da presença, surge a
Escola Modernista na Canção de Coimbra.
2º momento (anos 60). José Afonso (1929-1987),
libertando-se da guitarra como acompanhamento, recupera
a viola para essa função, acabando por influenciar
um Canto de Intervenção, com Adriano Correia
de Oliveira (1942-1982) e António Bernardino (1941-1996).
3º momento (anos 60). Abre-se o Ciclo Nuno Guimarães
(1942-1973), guitarrista e poeta, de 1963-66, renovando-se
a linha mais tradicional deste Cantar Académico,
que se irá reflectir no canto de José Manuel
dos Santos (1943-1989), Mário Soares da Veiga e
António Bernardino.
4º momento (anos 60/70). Luís Goes (n. 1933),
sendo aquele que melhor assimilou e assumiu a importância
de Edmundo de Bettencourt na redefinição
da Canção de Coimbra, origina, a partir de
1967, um Novo Canto, surgindo, assim, com a Escola Goesiana,
o Neo-Modernismo na Canção de Coimbra que
vai influenciar os anos 80 e 90 (gerações
do pós-modernismo).
Após o ressurgimento da Canção de
Coimbra (1978/80), as referências deixam de ser individuais
para surgir o grupo como identidade colectiva do desempenho
de todos. Contam-se por dezena e meia os grupos de estudantes
que desde então surgiram.
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Concelho
de Condeixa-a-Nova
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O Sítio de Conímbriga, que teria sido
habitado desde o Neolítico, tem presença
humana segura no Calcolítico e na Idade do Bronze, épocas
originárias dos testemunhos mais antigos que até nós
chegaram. É certo que os Celtas aqui estiveram:
os topónimos terminados em “briga” são
testemunho claro dessa presença. Conímbriga
era portanto um castro quando os Romanos em 138 a.C.
aqui chegaram e se apoderaram do oppidum(1).
O conjunto das Ruínas de Conímbriga, do
Museu Monográfico — construído na
sua imediata proximidade — e do castellum de Alcabideque
consubstanciam um complexo arqueológico de peso,
que permite reconstituir uma célula importante
do grandioso império romano. A imponência
e pragmatismo da arquitectura romana estão aqui
bem representados, assim como a superioridade da sua
acção civilizadora, que sobreleva dos mais
diversos pormenores do quotidiano.
Porquanto, conforme elucida o texto em epígrafe,
tivesse sido habitada desde tempos muito recuados, a
fundação de Conímbriga e da maioria
das construções nela erigidas remonta ao
tempo do Imperador Augusto (sécs I a.C. — I
d.C.).
As escavações arqueológicas puseram
a descoberto uma parte muito significativa do traçado
desta cidade possibilitando, ao visitante das Ruínas,
a comprovação de uma planificação
urbanística laboriosa e atenta a todas as necessidades:
o fórum, o aqueduto, os bairros de comércio,
indústria e habitação, uma estalagem,
várias termas, o anfiteatro, as muralhas para
circunscrição e defesa da cidade. Deste
conjunto, sobressai um bairro de ricas casas senhoriais — que
se opõe diametralmente às insulae da plebe,
pela complexidade da sua construção e requinte
decorativo — donde se destaca “A Casa dos
Repuxos”, de grande peristilo ajardinado e pavimentada
com mosaicos policromos, preservados in situ, exibindo
motivos mitológicos, geométricos, ou representando,
muito simplesmente, o real quotidiano.
· Visitar website: http://www.conimbriga.pt
Conheça ainda os Monumentos
Igreja Matriz de Condeixa
Palácio dos Almadas
Palácio dos Figueiredos
Palácio dos Sás
Palácio Conde de Podentes
Palácio de Sotto Mayor
Castellum de Alcabideque
Igreja Matriz da Ega
Paço dos Comendadores
Pelourinho da Ega
e outros Locais de Interesse
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Concelho
de Estarreja
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Estarreja é uma cidade portuguesa,
localizada no Distrito de Aveiro, na Região Centro
e sub-região do Baixo Vouga, com cerca de 7 800
habitantes.
É sede de um município com 108,4 km² de área,
28 332 habitantes (2006) [1] e densidade populacional
de 261,4 habitantes/km², estando subdividido em
7 freguesias. É limitado a norte pelo município
de Ovar, a nordeste por OLIVEIRA AZEMÉIS, a
sudeste por Albergaria-a-Velha e a oeste pela Murtosa.
Estarreja situa-se na freguesia de Beduído, na
margem direita do Rio Antuã, próximo da
Ria de Aveiro. Foi elevada a cidade em 9 de Dezembro
de 2004, sendo a única localidade do município
com essa categoria.
O Foral do Antuã (antigo nome de Estarreja) foi
atribuído por D. Manuel I, em Évora, a
15 de Novembro de 1519.
in: http://pt.wikipedia.org
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Concelho
de Figueira da Foz
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PATRIMONIO NATURAL
Praias
Nos 15km de praias douradas da Figueira da Foz encontra estados de mar multi-facetados,
que permitem responder ao apelos mais exigentes.
Serra da Boa Viagem
Equipamentos: parques infantis, parques de merendas, miradouros e circuito
geo-botânico (início a partir do miradouro da Bandeira).
Falésias do Cabo Mondego
Cabo Mondego – Serra da Boa Viagem
Figueira da Foz
A história geológica do nosso país, durante os tempos
do Jurássico Médio e Superior, está inscrita nestas falésias
situadas no sector ocidental da Serra da Boa Viagem, pelos muitos vestígios
de fósseis e pegadas de dinossauros atribuídas a megalosaurídeos.
Geo-monumento em vias de classificação.
PATRIMONIO CULTURAL
Mosteiro de Seiça
Seiça – Paião
Figueira da Foz
O primitivo mosteiro beneditino e respectiva igreja mandados construir por
D. Afonso Henriques (séc. XII) nas imediações de uma ermida
dedicada a Nossa Senhora, teve um papel importante nos progressos agrícolas
da região do Baixo Mondego. Em 1195 D. Sancho I filia o Mosteiro de
Seiça no de Alcobaça. No séc. XVI, D. João III
suprime-o e entrega os seus rendimentos às Ordens de Avis e de Cristo,
para novamente ser restituído à Ordem de Cister por D. Sebastião.
Beneficiou de inúmeros privilégios reais, episcopais e pontifícios.
Da reedificação a que foi sujeito no séc. XVII resta hoje
a imponente fachada com suas torres laterais.
Igreja de S. Julião
Largo de S. Julião
Figueira da Foz
Tel.: 233 422 325
A mais antiga referência data de 1096, pouco se conhecendo do edifício
até à sua reedificação que teve início em
1716. A Igreja apresenta uma fachada delimitada por duas torres e um interior
tipicamente setecentista, embora remodelado já no séc. XIX, destacando-se
o altar principal e uma das capelas laterais, onde pode ser apreciado um pequeno
retábulo em pedra do séc. XVI.
Convento de Santo António
Rua Gonçalo Velho
Figueira da Foz
Foi fundado em 1527, por Frei António de Buarcos, com o apoio de D.
João III e a benemerência de António Fernandes de Quadros,
Senhor de Tavarede. Sacrificado em diferentes épocas devido a condicionalismos
políticos e sociais, como a dominação filipina, sofreu
profundas transformações, sobretudo em termos arquitectónicos,
com realce para a grande remodelação de 1725. Como espaço
religioso apenas resta a Igreja de Santo António, dado que todos os
outros edifícios foram submetidos a outras funções. Pode-se
admirar uma construção com frontaria exterior de grande elegância
e um interior mais austero, completado por obras de escultura e pintura. Anexa-se
a esta edificação a Capela de S. Francisco, pertencente à Ordem
Terceira, cuja construção se situa no início do séc.
XIX.
Forte e Capela de Santa Catarina
Avenida de Espanha
Figueira da Foz
Constituiu um dos elementos de defesa do litoral, em conjunto com a Fortaleza
de Buarcos e o Fortim de Palheiros. O início da sua construção
situar-se-á possivelmente nos finais do séc. XVI, embora só tenha
sido concluída no século seguinte. Perde a sua função
militar no séc. XIX, mantendo-se apenas em funcionamento o seu farolim,
como auxílio à navegação e à entrada de
embarcações na barra. No seu interior existe uma pequena capela
do séc. XVII, dedicada a Santa Catarina, com um típico oratório
das fortalezas. São classificados como Imóveis de Interesse Público,
desde 1961.
in: http://www.figueiraturismo.com
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Concelho
de FIGUEIRÓ VINHOS
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Praias Fluviais
O Concelho de FIGUEIRÓ VINHOS possuidor de
um significativo património natural e paisagístico,
com uma densa mancha florestal e várias ribeiras
e espelhos de água, é uma referência
para o Turismo Ambiental e de Natureza na Região
em que se insere, onde se evidenciam pela sua beleza
e qualidade as suas Praias Fluviais, todas elas com excelentes
condições naturais, permitindo usufruir
de águas límpidas, de uma paisagem envolvente
bastante acolhedora e de equipamentos complementares
de apoio.
Praia Fluvial das Fragas de S. Simão
Um local de beleza ímpar, com águas límpidas
rodeadas de imensas fragas, que lhe dão o nome
e que possibilitam a realização de desportos
radicais, para além do simples lazer.
Acesso: Partindo de FIGUEIRÓ VINHOS, deverá seguir
na direcção de Aldeia Ana de Aviz; a cerca
de 3 km vire à esquerda, via EN 237, e siga no
sentido das placas que indicam Fragas de S. Simão
(cerca de 5 km) até encontrar um pequeno parque
calcetado e com uma cerca de madeira.
Instalações de apoio: bar, parque de merendas,
instalações sanitárias e balneários.
Praia Fluvial de Aldeia Ana de Aviz
Com uma represa que sustém a água da ribeira
e forma um local de ambiente aprazível para tomar
banho e desfrutar do sol, é reconhecida a nível
nacional pelas suas condições excepcionais.
Acesso: Saindo da vila de Figueiró e seguindo
na direcção de Aldeia Ana de Aviz, encontrará a
praia logo à entrada desta localidade.
Instalações de apoio: bar, parque de merendas,
instalações sanitárias e balneários.
Praia Acessível
Bandeira Azul
Praia Fluvial de Alge
Situada mais ao norte do concelho, ali se encontra uma
represa que sustem a água da ribeira e forma
um local de ambiente aprazível para tomar banho
e desfrutar do sol.
Acesso: Partindo de Campelo, tome a EN 347 (Castanheira – Penela)
e seguindo as placas encontrará este espaço
de lazer.
Instalações de apoio: parque de merendas,
instalações desportivas e balneários.
Foz de Alge
Nascendo no norte do concelho, a Ribeira de Alge desagua
no rio Zêzere onde a Albufeira do Castelo de Bode
começa a tomar forma. Neste local poderá praticar
diversos desportos aquáticos, deliciar-se com as
artes da pesca e com os sabores da gastronomia ou desfrutar
do simples lazer.
Acesso: Estando no centro da vila deve tomar a ex EN 350
em direcção a Arega, na povoação
de Enchecamas deverá virar à esquerda, tomando
o Caminho Municipal n.º 1142 (recentemente beneficiado),
em direcção à Foz de Alge.
Instalações de apoio: restaurantes, sede
do Clube Náutico e Parque de Campismo.
Jardim Parque Municipal
No centro da Vila, o Parque Municipal é orgulho
de todos os figueiroenses. A sua construção
teve início em 1930. Ao descer as suas escadarias, é com
gosto que se apreciam os vários canteiros primorosamente
traçados e cuidados ao longo de todo o ano. Aqui
as crianças têm o seu espaço, gozando
de equipamentos lúdicos onde podem brincar e encantar.
Existem ainda instalações desportivas e um
bar-esplanada.
Uma avenida de Plátanos majestosos separa este Parque
Municipal do Jardim situado na parte superior deste espaço
verde. Dominado por um grande lago, concilia as mais variadas
plantas com a sua arquitectura geométrica.
A beleza deste Jardim e todo o encanto da vila permitiram
que em 1998 FIGUEIRÓ VINHOS fosse premiado com
a Medalha de Prata no “Concurso Europeu Cidades e
Vilas Floridas”. Desde esta altura a autarquia promove
todos os anos o concurso “Figueiró Mais Florido”,
incentivando o colorido das flores em cada janela e jardim.
Cabeço do Peão
A Mata Municipal do Cabeço do Peão, com uma área
aproximada de 33,6 hectares é uma área de
propriedade municipal de dimensão significativa,
atendendo à sua localização adjacente à zona
urbana da Vila, assumindo-se como o pulmão de FIGUEIRÓ VINHOS, o que a vocaciona para uma zona de recreio e lazer.
O seu ponto mais alto ronda os 500 metros, no local onde
se situa a Capela de St.º António. Em toda
a sua área abundam espécies florestais, em
que domina o eucalipto e o pinheiro bravo, mas onde ainda
se podem referenciar carvalhos, azinheiras, loureiros,
medronheiros, para além de espécies arbustivas
como a urze branca, a giesta amarela e a carqueja que emprestam à paisagem
belas tonalidades. A zona dispõe de parque de merendas,
circuito de manutenção, parque infantil,
campos de ténis e de uma rede de caminhos vocacionada
para a prática do pedestrianismo, factores que configuram
excelentes momentos de recreação e repouso à sombra
do frondoso arvoredo que protege do Sol em dias de Verão.
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Concelho
de Gois
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Alvares
Património Histórico-Cultural
Pedra Letreira – Arte Rupestre - Na localidade
de Cabeçadas encontra-se a designada
Pedra Letreira, monumento de arte rupestre classificado
como IIP – Imóvel de Interesse Público,
no ano de 1997. O monumento é composto por uma
plataforma de xisto rebaixada, disposta horizontalmente,
na superfície da qual foram esculpidas diversas
gravuras, com um machado de pedra polida, através
da técnica de abrasão. Neste conjunto figuram,
entre outras representações, um arco e
flecha, motivos reticulados, pontas de seta e alabardas,
e ainda figuras antropomórficas.
Igreja Matriz de Alvares - É um edifício simples e possui portas
de grés rosado claro, sendo a principal emoldurada
nas ombreiras e no arco, apresentando a data de 1616
entre desenhos vegetais populares. Possui um púlpito
externo, cilíndrico, encostado a um cunhal. O
altar principal é seiscentista, armado em quatro
colunas coríntias. Nos intercolúnios abrigam-se
duas esculturas de madeira de Santo Agostinho e de Santo
António. A imagem do padreiro S. Mateus é do
tipo setecentista encontram-se ainda, na arrecadação,
três imagens de pedra: a Virgem com o Menino do
séc. XV, S. Mateus manuelino do séc. XVI
e Santa Isabel, mãe do Baptista, do séc.
XVI.
Capela de S. Sebastião - Monumento que remonta
a 1805. Ao Mártir os habitantes
de Alvares prometeram um bodo, se ele acabasse com a
peste que tantas vítimas fazia. Como tal aconteceu,
ainda hoje, no domingo que se segue ao S. Mateus, se
realiza a festa da comida com tremoços e carcaça
grande, benzida na capela. Esta tradição
também se verifica também noutras terras
do concelho.
Pelourinho - Pelourinho de estilo manuelino cuja data
deve remontar ao período quinhentista em que a
freguesia foi concelho.
Ponte Filipina sobre o Sinhel - Ponte, sobre a Ribera
do Sinhel, constituída
por dois arcos de volta inteira.
Espaço museológico
Casa do Ferreiro - Este Espaço Museológico está localizado
em Alvares. A casa, constituída por duas divisões,
era o local de trabalho de um ferreiro. Aqui é possível
ver as várias ferramentas usadas nesta arte, assim
como outros objectos antigos aí encontrados.
Espaço museológico de Arte Sacra - Este
espaço museológico está localizado,
provisoriamente, na Igreja Matriz de Alvares. Futuramente,
as peças de arte sacra serão mudadas para
as novas instalações.
Património Natural - Praia Fluvial da Ribeira
do Sinhel | Piscina Fluvial em Amiosinho | Albufeira
do Cabril
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Cadafaz
Património Cultural
Lagar de Azeite comunitário - Neste lagar podemos
ver como funciona o velho sistema de "varas",
mecanismo que ajuda a extraír
da azeitona o seu saboroso óleo, o azeite. Todos
os anos, na poca da apanha da azeitona, este lagar é colocado
a funcionar para fins turísticos. No final da
actividade os visitantes têm ainda a oportunidade
de saborear a tibornada (prato típico) bem regada
de azeite.
Moinho da Cabreira (interior) - Moinho de água, localizado junto ao lagar, usado
para moer milho, daí o fabrico da farinha. Esta
farinha é posteriormente usada para fazer a broa
de milho.
Ponte sobre o Rio Ceira
Capela de Santo António - Reformada no séc. XVIII, apresenta ainda na verga
da porta a data de 1505. Tem o alpendre e o tecto pintado,
representa doze cenas do Velho e Novo Testamento. Possui
ainda imagens do padroeiro, em pedra, e o retábulo é de
talha barroca do século XVII/ VIII. Esta Capela
fica no extremo norte da povoaçãp de Cadafaz.
Capela da Candosa
Igreja Paroquial de Cadafaz - A igreja do século
XVI, restaurada e ampliada nos séculos seguintes,
fica no meio da povoação
e tem na porta as seguintes datas 1686 e 1815, bem como,
ao lado, uma torre isolada. No interior possui altar-mor
de talha "Rococó" e dois colaterais
ambos do Século XVIII. A ornamentá-los
está uma Nossa Senhora ads Neves e outra de S.
Sebastião ambas renascentistas. Possui boas alfaias
e um magnífico orgão de pau preto, oferta
do Barão do Louredo, Manuel Lourenço Baeta
Neves.
Capela da Nossa Srª da Conceição
(Corterredor)
Capela de Santa Luzia (Relvas)
Pedra Riscada – Arte Rupestre
Lagar de Azeite comunitário
da Candosa
Moinho de água junto ao rio
Património Natural - Praia Fluvial da Cabreira
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Colmeal
Património Cultural
Igreja Paroquial dedicada ao culto de S. Sebastião
Igreja de proporções modestas e com uma
pequena torre do lado direito. Os dois sinos são
da oficina de Cantanhede de Sebastião Sorilha
e estão datados de 1836 e 1858. Esta igreja
foi construída em xisto, no lugar de uma antiga
Capela dedicada a S. Sebastião, que ficou orago
da freguesia. Tem três altares e uma capela moderna
do lado direiro e a imagem antiga do padroeiro é gótica,
de pedra .
Capela do N. Sr. da Amargura
Espaço Museológico do Soito -
Na bonita localidade de Soito, freguesia de Colmeal,
encontra-se o Núcleo Museológico do Soito.
Aqui encontrará peças que lhe proporcionarão
uma viagem ao passado!
Património Natural - Praia Fluvial da Ponte
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Góis
Património Cultural
Igreja Matriz e Túmulo de D. Luís da Silveira
-
Edifício de arquitectura religiosa, localizado
no extremo sul da vila, classificado como Monumento Nacional,
desde 1910. Templo dedicado a Santa Maria Maior, padroeira
da freguesia de Góis, cuja construção
corresponde a diferentes momentos, nomeadamente aos séculos
XV, XVI e XIX. De planta longitudinal composta por nave,
capela-mor, duas capelas laterais (do lado esquerdo temos
a Capela de S. José; do lado direito a Capela
das Almas), sacristia e antiga sacristia.
No interior,
destaca-se, entre outras obras de arte de grande relevância, o imponente túmulo
de D. Luís da Silveira. Esta obra atribui-se a
Diogo de Castilho e Diogo de Torralva. A torre sineira
da igreja, de planta quadrada, encontra-se à esquerda
do templo, separada do seu corpo principal.
Ponte Real e Capela do Mártir S. Sebastião
- A Ponte Real da vila de Góis foi mandada edificar
por D. João III em 1533, como atesta o alvará editado
pelo monarca a 20 de Abril desse ano. À entrada
da ponte, na base do morro do Castelo, levanta-se a Capela
do Mártir S. Sebastião, do séc.
XVIII, vincada de cantarias nas esquinas, entablamento
e fogaréus, pequeno campanário à direita,
portal armado, cúpula com fecho de pedra.
O conjunto é classificado como IIP – Imóvel
de Interesse Público.
Capela do Castelo - Ermida a Nossa Senhora da Assunção construída
no século XVI, por vontade de D. Luís da
Silveira, 17º Senhor de Góis e 1º Conde
de Sortelha. De estilo manuelino, a capela sofreu, no
entanto, uma série de transformações
aquando da sua recuperação, na primeira
metade de novecentos. Assume posição de
destaque do alto do morro do Castelo, de onde pode apreciar-se
bela vista sobre a Vila de Góis e as montanhas
que a rodeiam. No seu interior, encontra-se a imagem
de Nossa Senhora de Fátima, que é usada
todos os anos na Procissão das Velas, que se realiza
nos dias 1 e 31 de Maio: no dia 1 a imagem é transportada
até à Igreja Matriz, no dia 31 a imagem
regressa ao local de origem.
Curiosidade: Diz-se que a Capela foi construída
com os antigos materiais de uma fortaleza que ali existiu.
Paços do Concelho (antiga Casa da Quinta) - Edifício classificado como Imóvel de Interesse
Público. É uma das casas nobres edificadas
na vila beirã durante o século XVII. A
casa pertenceu à família Barreto Chichorro,
uma das mais importantes da Vila de Góis no século
XVII, instituidora de uma capela na Igreja Matriz, onde
estão sepultados alguns dos seus membros. No interior,
destacam-se as decorações das aberturas
do alçado principal e os quatro notáveis
tectos de masseira, com caixotões pintados, provavelmente,
na mesma época da construção, de
autor desconhecido. O edifício seiscentista tem
adossadas, de ambos os lados, duas construções
recentes, sem valor arquitectónico.
"Largo Francisco Inácio Dias Nogueira" (antigo
Largo do Pombal) - Nos finais da Monarquia e inícios da I República,
destaca-se a figura de Francisco Inácio Dias Nogueira,
como político e empresário.
Funda a Companhia
de Papel de Góis, consolidando
a indústria de papel, então já existente,
e instala a Central Hidroeléctrica de Monte Redondo,
obra arrojada para a época, que permitiu à vila
de Góis ter sido uma das terras pioneiras a ter
iluminação eléctrica pública,
ainda antes da cidade-mãe Coimbra.
Curiosidade:O seu busto, erguido por iniciativa popular
e por subscrição
pública, aliás o único da vila de
Góis, encontra-se no centro do largo que tem o
seu nome.
Igreja da Misericórdia - Igreja de planta longitudinal
composta por nave única
e capela-mor semicircular. No alçado lateral direito
tem adossadas a Casa do Despacho e a sacristia. De construção
quinhentista, mas profundamente alterada por vários
restauros no século XIX, apresenta tipologia original
adulterada.
Segundo documentos da época, o processo para
a construção da Misericórdia de
Góis foi iniciado em 1596 e, com o contributo
e ajuda do povo, é criada em 1598. Segundo o Arquivo
Histórico de Góis, a construção
original sofreu alterações, no entanto,
as datas e o tipo de modificações são
difíceis de precisar.
Sabe-se que em 1867 se procedeu
ao início das
obras para lá se colocar o relógio, onde
ainda hoje se encontra, obras essas que se prolongaram
até 1887.
Hoje podemos encontrar, no Largo Francisco Inácio
Dias Nogueira, um edifício do século XIX
com uma tribuna lateral, cujas imagens são Santa
Rita talhada em madeira, que remonta ao século
XVI, e ainda Nossa Senhora da Conceição,
do século XVIII.
Fonte do Pombal - A construção actual, de meados do século
XIX, encontra-se por cima do que resta da antiga fonte.
Esta fonte de duas bicas é também denominada
de Fonte do Jogo por nesse largo se ter jogado o Jogo
da Bola.
Curiosidade: Há quem diga que se estiverem a
beber água,
em cada uma das bicas, um homem e uma mulher, se estes
olharem um para o outro ao mesmo tempo, ficam apaixonados
para sempre.
Cisterna do Pombal- Cisterna de planta quadrangular
simples, com cobertura piramidal, apresentando abertura
em arco com porta envidraçada.
No interior, as paredes estão totalmente revestidas
de azulejos hispano-árabes de aresta, policromos
(verde, azul, amarelo e manganés), com cercadura
e diferentes padrões de tema geométrico,
destacando-se o círculo, a formar uma rosácea
na parede do fundo.
Curiosidade:
No século XVI, Sevilha era o grande produtor
de cerâmica e de lá vinham as grandes encomendas
para o distrito de Coimbra.
Casa de Alice Sande - Neste local, conforme a documentação histórica
e a recente pesquisa arqueológica, ter-se-á erguido,
em tempos remotos, o primeiro paço dos senhores
de Góis – os “Paços velhos”.
A casa actual poderá manter alguns vestígios
do antigo palácio, no entanto, à primeira
vista, dessa construção, actualmente, pouco
resta. Hoje, a casa pertence à Câmara Municipal
de Góis, por doação, em legado testamentário,
da última proprietária, Alice Sande, pintora
e miniaturista, com raízes familiares na terra,
que passou parte da sua vida em Góis. O compromisso
da Autarquia é abrir ao público a Casa-Museu
Alice Sande. Actualmente, está a decorrer o trabalho de inventário
do espólio doado pela artista ao Município.
Antigo Hospital de Góis - O antigo hospital de
Góis situa-se em pleno centro
histórico da Vila, voltado para a Praça
da República. Contígua ao edifício
do hospital encontra-se a antiga capela do Espírito
Santo. A construção do conjunto edificado
corresponde a uma vontade de D. Diogo da Silveira, 2º Conde
de Sortelha e 18º Senhor de Góis, na segunda
metade do século XVI. (…)
No ano de 2003,
o Município de Góis adquire
o conjunto edificado, antigos hospital e capela, com
a intenção de aí instalar o futuro
museu municipal, onde poderá expor as diversas
colecções que possui, nomeadamente de ourivesaria,
mobiliário, arte sacra e louça, na sua
esmagadora maioria resultado de doações
efectuadas ao Município. Nesse âmbito, destacam-se
o Legado Dr. Alfredo Simões Travassos, o espólio
legado pela Arq.ª Margarida Coelho, bem como as
ofertas da Sr.ª Enf.ª Fátima Jesus Neves.
Para a implementação do espaço museológico,
o Município tem vindo a desenvolver uma intervenção
prévia de carácter histórico e arqueológico,
de modo a enriquecer o programa museológico e
com vista à criação de projecto
de arquitectura de recuperação e reabilitação
do edificado.
Actualmente, verificamos que a descoberta
de património
arqueológico inédito na área correspondente à antiga
claustra do hospital veio, inegavelmente, confirmar a
importância do local e enriquecer o património
cultural já existente.
O Município de Góis tem em preparação
o projecto de recuperação e reabilitação
do conjunto edificado, de modo a preservar o património
arquitectónico, histórico e arqueológico
existente e a receber, condignamente, as colecções
dos bens que lhe foram legados.
Capela de Santo António -
Situada junto ao Parque do Cerejal, a capela constitui
um exemplo manuelino popular com o seu arco ruzeiro
e esquina externa lavrada em corda. O pequeno retábulo
deverá remontar à segunda metade do século
XVIII.
Curiosidade: O solo é revestido de tijolo e azulejo
sevilhano do séc. XVI.
Solar Beirão da Quinta da Capela -
Situado fora de Góis, o solar, classificado como
Imóvel de Interesse Público, era pertença
dos Barreto Chichorro, uma das mais importantes famílias
da Vila no século XVII. A designação
pela qual a quinta é conhecida deve-se à existência
de uma capela, que se encontra num plano mais elevado.
Central hidroeléctrica de Carcavelos
Núcleo Museológico do Esporão
Na localidade de Esporão poderá visitar
este simpático espaço museológico.
Na sala principal, dedicada à terra, podem admirar-se
peças ligadas ao quotidiano, bem como fotografias
antigas e objectos de alguma raridade. Também
pode visitar-se uma sala de exposições
temporárias.
Aldeias do Xisto
Pena | Aigra Nova | Aigra Velha | Comareira
As gentes destas povoações cultivam as
terras, dedicam-se à criação de
cabras e, em tempos passados, também à criação
de bois. Viviam de uma agricultura de subsistência,
cultivando principalmente milho, batatas e feijões.
Os habitantes destas aldeias, por vezes, vinha a Góis
a pé para fazer compras ou vender os produtos
da sua horta, como o milho.
No verão, estas aldeias enchem-se de vida: os
que delas saíram há muitos anos à procura
de melhores condições de vida regressam
agora para matar saudades...
Ver website: http://www.aldeiasdoxisto.pt
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Vila Nova do Ceira
Património Cultural
Ermida de Nª Sr.ª da Candosa - Construida
em 1898, numa fraga de quartzito, no Cerro da Candosa.
Aqui realiza-se todos os anos, a 15 de Agosto, a romaria
em honra da Nª Srª da Candosa.
Igreja Matriz dedicada ao culto de S. Pedro - Foi construída em 1665 e, posteriormente, no
ano de 1881, foi restaurada pelo povo. Recorrendo a comparticipação
do Estado, que para isso recorreu ao "Cofre das
Bulas", a 25 de Dezembro de 1885 é inaugurada
e entregue ao culto, sendo esse o edifício actual.
Os altares são modernos, o mesmo não se
passando com uma imagem de São Pedro, de aspecto
renascentista. A igreja possui no seu espólio
alfaias antigas, uma cruz processional de prata branca
do século XVI, um véu de ombros de seda
branca com flores matizadas do século XVIII, e
também uma casula roxa, oferta da paróquia
de Badalona (Barcelona, Espanha) a Leão XVIII.
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Património Natural - Cerro da Candosa | Praia
Fluvial das Canaveias
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Concelho
de Leiria
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Leiria
- A História de muitas histórias...
Ainda hoje o Castelo de Leiria permanece indelével
símbolo monumental da história da Cidade. Guarda
no interior das imponentes muralhas os vestígios das
diversas fases de ocupação: desde fortaleza
militar a palácio real.
No entanto, a história da ocupação
humana junto às margens do rio Lis e seus afluentes é muito
anterior à Idade Média. Há centenas
de milhar de anos, durante os primórdios da ocupação
humana na Península Ibérica, quando os instrumentos
principais eram feitos de pedra, o homem deixou-se encantar
por estas paisagens envolventes, entre o mar e a serra...
Do variado e interessante espólio arqueológico
da nossa região destaca-se a descoberta de artefactos
feitos em pedra lascada, datados do Paleolítico
Inferior e Médio (400 mil a 35 mil anos). Mas o
achado mais interessante, encontrado num vale encantado
que representa a riqueza natural da região, foi
uma sepultura com 25 mil anos – O Menino do Lapedo,
assim designado por se tratar de uma criança com
cerca de quatro anos.
Desde então, esta região nunca mais deixaria
de ser habitada. Assim o comprovam os contíguos
indícios arqueológicos, desde as primeiras épocas
de sedentarização do homem, em que aparece
a cerâmica, passando pela vulgarização
do uso dos metais até à intensa romanização,
culminando com a ocupação persistente e definitiva
do morro do Castelo durante a Idade Média.
Entre
o Castelo e o rio Lis nasceu e cresceu a cidade de Leiria.
A sua fundação medieval surge
no movimento da reconquista cristã aos muçulmanos,
protagonizado pelo primeiro rei português – D.
Afonso Henriques. Foi precisamente na dinâmica das
conquistas territoriais para a fundação do
reinado de Portugal, que o rei Conquistador mandou edificar
o Castelo, ainda na primeira metade do século XII.
Este foi, definitivamente, o ponto de partida para o intenso
povoamento da região de Leiria.
Após a fundação do Castelo, com o
aumento da população, a vila expande-se para
fora das muralhas. Em 1545 é elevada a Cidade e
Diocese.
A paisagem envolvente é fortemente marcada por
extensos pinhais que se estendem até à Costa
Atlântica. O reinado de D. Dinis (1285-1324) ficou
célebre por diversas obras em Leiria, que fundamentam
o cognome “Lavrador” - a sementeira do “Pinhal
de Leiria” e a secagem de pântanos nas margens
do Lis para fins agrícolas, dando origem ao fertilíssimo
vale que se estende desde Leiria à sua foz.
Localizada
no centro litoral do País, a região
de Leiria reúne um conjunto de recursos naturais
que consolidam a dinâmica económica ainda
hoje evidente. Desde a época dos Descobrimentos
Portugueses (Séculos XV / XVI) em que as madeiras
do Pinhal de Leiria foram determinantes para a construção
naval, passando pelas indústrias vidreiras (Séculos
XVIII / XX) até à diversidade industrial
contemporânea.
O Concelho de Leiria ocupa uma posição
privilegiada no quadro do nosso País e particularmente
no regional. Estende-se numa área entre os 38º 38’ 07’’ e
os 39º 37’ 49’’ de latitude Norte
e os 8º 58’ e os 8º 37’ 19’’ de
longitude Oeste. Confina a Norte com o Concelho de Pombal,
a Este também com o de Pombal e Ourém, a
Sul com o da Batalha e de Porto de Mós, a Oeste é limitado
pelo Concelho da Marinha Grande e pelo Oceano Atlântico.
Fica
inserido na Região Centro e situa-se na
Zona do Pinhal Litoral, apresentando-se como área
de grande influência sócio - económica
e fortemente representativa do total da Região,
com os seus 120 mil habitantes e uma densidade populacional
de 210habitantes/Km2
A cidade de Leiria, sede de Concelho
e capital de Distrito, fica a uma distância de 146 quilómetros
de Lisboa e de 72 quilómetros de Coimbra, sendo
a sua localização um dos elementos principais
que concorre para o seu crescimento e desenvolvimento;
sendo a área urbana um importante nó viário
resultante do cruzamento de algumas das principais estradas
do País. Aqui se cruzam e sobrepõem o IC2,
a A1 e, proximamente, a A17 e as EN 109, 242 e 113.
Além da rede rodoviária referida que concorre
para aumentar o papel da região de Leiria no contexto
regional, o caminho de ferro aparece também como
meio de comunicação alternativo, apesar
de insuficiente.
Leiria é o centro de uma região que junta à agricultura
e à pecuária tradicionais as indústrias
de moldes, alimentos compostos para animais, moagem,
serração de madeiras, resinagem, cimentos,
metais, serração de mármores, construção
civil, o comércio e, mais recentemente, o turismo.
O
clima da região de Leiria é temperado
marítimo, embora numa faixa de transição
para o clima mediterrânico, que se faz sentir com
maior intensidade a Sul. Caracteriza-se por ser bastante
ameno, com Invernos pouco rigorosos, pois as temperaturas
não acusam valores muito mais baixos que 10ºC
em média, enquanto a pluviosidade pode ser superior
a 140mm (totais mensais). Os verões apresentam
temperaturas médias que oscilam pelos 20ºC,
sendo a pluviosidade quase nula. A um Verão quente
e com pouca precipitação opõe-se
um Inverno com temperaturas suaves e bastante chuvoso.
No centro da cidade de Leiria, devido à abertura
dos vales do Lis e Lena e aos morros do Castelo, de S.
Miguel e da Senhora da Encarnação, podemos
encontrar um microclima que apesar de marítimo
devido à humidade sempre presente, apresenta características
continentais sendo os Verões quentes e os invernos
rigorosos com temperaturas por vezes negativas.
A pluviosidade e a temperatura andam associadas ao facto
de na região os ventos dominantes soprarem dos
quadrantes Norte e Noroeste, exactamente no sentido da
mais fácil penetração das correntes
marítimas húmidas, dada a disposição
do relevo com uma dominância para a orientação
Sudoeste. O lado Este e Sul do Concelho apresentam as
maiores altitudes, sendo o Cabeço da Carapinha,
a Sul e com os seus 419 metros, o ponto mais elevado.
O Rio Lis é a principal linha fluvial, que drena
a maior parte do Concelho, correndo de Sul para Norte,
estando ao longo das suas margens as terras mais férteis,
sendo o “campo” uma autêntica obra
de engenharia rural, com as sua valas de enxugo e rega
para a agricultura de regadio.
O Concelho aparece no contexto regional, e mesmo nacional,
como uma região rica em história e cultura,
em variedade geográfica e localismo, mas ao mesmo
tempo unida na solidariedade e hospitalidade, não
fosse um concelho de forte acolhimento de gente imigrante
que aqui procura trabalho e uma vida melhor, graças à grande
força expansiva dos seus núcleos urbanos
e ao dinamismo e empreendimento da sua gente. Esta é uma
região rica de contactos, de permutas fecundas,
de redemoinho de gente, de um comércio activo
e constante de bens e de cultura.
Termas de Monte Real
As Termas de Monte Real, das mais importantes da Região
Centro, situadas no coração de Monte Real,
entre Leiria e a Praia da Veira, são bastante
ricas em águas medicinais. O seu ambiente é muito
aprazível reforçado por um jardim imenso
e convidativo.
Existem vestígios de que os romanos já conheciam
os efeitos terapêuticas das águas e o local
da nascente seria mesmo um local de culto à Deusa
Fontana. Mas só com D. Dinis é que Monte
Real se tornou um núcleo populacional com alguma
importância, com a edificação dos
Paços Reais e a estadia, quase permanente, da
Rainha Santa Isabel neste local.
A época termal é de Março a Outubro
e as suas águas são indicadas para doenças
reumáticas e músculo-esqueléticas
e do aparelho digestivo.
Para quem procura outras actividades para além
do termalismo, encontra piscinas, ténis, praias,
entre outros.
Praia de Pedrógão
Em direcção à costa litoral, encontramos
a Praia do Pedrógão, banhada pelo Oceano
Atlântico, com um nome adquirido por ter junto
ao mar grandes rochas escalvadas. Única estância
balnear do Concelho de Leiria, foram recentemente descobertos
vestígios que revelam ter sido aquela zona ocupada
desde a pré-história.
Em 1385 dois lavradores
abastados de Coimbrão,
José Gaspar e José Duarte Ferreira, resolveram
montar uma ‘companha’ de pesca do arrasto
(conhecida com ‘arte xávega’, que
utiliza barcos a remos, estreitos e em forma de meia
lua, especialmente adaptados ao mar ondulado característico
daquela costa) num extenso areal, iniciando a exploração
industrial da sardinha. Não existiam nem casas,
nem ruas... nada. Só pedras e dunas. Para movimentar
o barco, procuraram 40 homens nas praias mais a Norte.
Esses pescadores fixaram-se e fizeram as suas barracas
de madeira muito rudimentares. Foram esses os primeiros
habitantes do Pedrógão dos tempos modernos.
Era uma gente pobre, um estatuto que poucas alterações
sofreu ao longo de muitas décadas e que só a
emigração do princípio dos anos
60 veio alterar.
Com o passar dos séculos, as companhas sucederam-se
e, no início do século, aquela praia chegou
a ser uma das maiores abastecedoras de peixe da região.
Com
as modernas e inovadoras técnicas de pesca
e as agressivas e eficazes formas de distribuição
comercial do pescado, a pesca na Praia do Pedrógão
perdeu definitivamente a sua importância industrial
e comercial. Actualmente a ‘arte xávega’ tem
uma importância residual na economia dos habitantes
da povoação e constitui uma das maiores
atracções turísticas.
Após o 25 de Abril de 1974, e com a melhoria das
condições de vida da generalidade da população – e
o consequente maior acesso a alguns bens –, a praia
viu substancialmente aumentado o número dos seus
frequentadores, oferecendo hoje uma série de infra-estruturas
de apoio que possibilitam um melhor usufruto do seu areal
e do mar.
Mais recentemente ainda, recebeu o galardão “Praia
acessível”, resultado dos investimentos
realizados pela autarquia no âmbito do acesso à praia
por pessoas portadoras com mobilidade reduzida. Encontram-se,
assim, disponíveis um tiralô (pequeno veículo
não motorizado, para facilidade de mobilidade
de pessoas com deficiência motora ou paralisia
cerebral), e sinalética em braille para indicação
de instalações sanitárias e balneários,
a cegos e amblíopes.
Vale ainda a pena referir a
existência de um Parque
de Campismo dotado de todas as infra-estruturas necessárias
e de um ‘Centro azul’, estrutura onde se
prestam informações e se realizam acções
de educação ambiental, especialmente vocacionado
para a temática do litoral.
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Concelho
de Lousã
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Falar
na Lousã, em termos turísticos, equivale
a referir monumentos, história, belezas paisagísticas
e, designadamente, montanha, para além da sua proximidade
geográfica a outros centros turísticos.
De facto, a Lousã, situada no centro de Portugal,
caracteriza-se por ser um concelho com bastantes motivos
de interesse, quer ao nível da sua história,
quer no que respeita aos espaços naturais e respectiva
utilização, como sejam os desportos de aventura,
cujo palco privilegiado é a Serra da Lousã,
que se assume como ex libris deste concelho.
Trata-se, pois, de um concelho, cujo ex-líbris, é o
turismo de montanha, e cujas potencialidades já em
1929, eram reconhecidas, tendo-lhe sido atribuída
a classificação de "Estância de
Repouso e Turismo".
O caso, por exemplo, do complexo natural e paisagístico,
da Srª da Piedade, vale quase encantado, onde junto
ao rio que ali corre, se erguem escarpas altivas, encimadas
por um complexo religioso de grande beleza, a cujos pés
se destacam as piscinas fluviais, cuja outra margem se
encontra marcada pela existência de um morro encimado
por um castelo medieval, que remonta ao século XI.
Mas se a Serra da Lousã, nos proporciona as riquezas
naturais mencionadas, chegados ao vale amplo e verdejante,
ergue-se uma vila pujante de desenvolvimento, e em que
a harmonia entre o novo e o histórico, é característica
principal.
Destacam-se neste aglomerado habitacional, como aliás
pontificam noutros locais do concelho, a excelência
da arquitectura dos seculos XVIII e XIX, cuja manifestação
por excelência, surge corporizada nos vários
solares e palácio existentes na parte velha da vila.
Destaque especial merece, igualmente, o pelourinho existente
nos Paços do Concelho, zona de transição
entre a parte antiga e nova do aglomerado urbano, o qual
se encontra, conjuntamente com o castelo, classificado
como monumento nacional.
Fauna e Flora
As zonas ribeirinhas da Serra da Lousã, são
caracterizadas, por possuírem aspectos naturais
muito particulares: flora diversificada, - incluindo espécies
exóticas, que só são mencionadas como
exemplo do que a monocultura (eucalipto) e as pragas florestais
(acácia), podem fazer à biodiversidade das
espécies - assim como algumas espécies sempre
verdes (a Laurisilva), cada vez mais raras, no nosso território.
Clima
Características marcadamente mediterrâneas. Chuva e neve frequentes
no Outono, Inverno e princípios
da Primavera (precipitação média
anual entre os 1000-1800 mm).
Percursos da Serra da Lousã
Os percursos pela serra da Lousã, passando pelas
aldeias serranas podem ser feitos a título individual,
mas para uma melhor interpretação do espaço
permitindo uma experiência completa e agradável é aconselhável
recorrer às empresas da zona especializadas neste
tipo de actividade.
Rede das "Aldeias do Xisto "
A arquitectura das aldeias serranas tem como principal elemento
o xisto, predominante na geologia da serra. Na construção
das casas é ligado por argamassas de argila ou simplesmente
apoiado por sobreposição, sendo esta última
técnica frequente no caso dos currais, espaços
para guarda de animais. Para a estrutura das coberturas é utilizada
madeira de castanho e pinho revestida depois com colmo
e lagetas de xisto, mais recentemente com telha de canudo.
As portas, janelas e soalhos do piso superior são
igualmente construídos em madeira. Este piso era
amplo e escuro, com bancos compridos e uma lareira cujo
calor era aproveitado para secar a castanha disposta num
tecto falso de ripas de madeira – o “caniço”.Geralmente
as construções estão intimamente ligadas
ao acidentado do terreno que lhes serve de suporte, apresentando
um ou dois pisos e muitas vezes sobrepondo-se entre si.
Criam-se assim formas irregulares que lhe conferem uma
imagem singular pela sua diversidade e riqueza. Era costume
encontrar à porta das casas entre uma e três
pedras em bico que serviam para afastar o mal.
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Concelho
de Marinha Grande
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Marinha Grande
Um concelho agradável, acolhedor e animado aguarda-o à beira
do Atlântico. Visite-nos e coloque os seus sentidos à prova.
Deixe-se fascinar com o sol, a praia e a mata, tire o
máximo partido do clima ameno durante a maior
parte do ano e pratique o seu desporto predilecto. Conheça
de perto a sua história, a sua cultura e gentes.
Passeie pelos seus espaços verdes, à beira
do rio ou do mar, repouse nas suas fontes e percorra
os seus trilhos…
Desfrute de uma viagem através do vasto e característico
património histórico, natural e artístico
desta região singular.
Situada no litoral da região centro de Portugal,
no distrito de Leiria, a 10km do oceano, a Marinha Grande
está implantada numa extensa planície,
cercada por um horizonte de pinheiros do majestoso Pinhal
do Rei, também conhecido por Pinhal de Leiria
ou Mata Nacional de Leiria.
Local de expressiva beleza natural, caracterizado pela
trilogia pinhal, ribeiro, oceano, oferece-nos uma paisagem única
exemplarmente preservada. É esta imensa diversidade
que constitui o principal atractivo desta região, única
do género em Portugal. A grande singularidade
e qualidade do seu património Natural, Cultural
e Industrial, conferem-lhe condições de
excepção para uma descoberta que associa
o Turismo Ambiental ao Cultural e ao de Negócios.
O mar, o pinhal e os demais recursos geológicos
existentes ofereceram, durante séculos, matérias-primas
e combustível para diferentes tipos de indústrias
- nomeadamente de serração de madeira,
de extracção e transformação
de produtos resinosos, e de vidro - e constituíram
a base das actividades económicas mais importantes
do concelho, facilitando o estabelecimento e desenvolvimento
de várias comunidades e povoações
ao longo de séculos.
Ao longo de aproximadamente 700 anos, o Pinhal do Rei
cresceu, foi explorado e ordenado, sendo a principal
fonte de recursos naturais que desencadeou o aparecimento
da maior parte das povoações que hoje existem
nas suas proximidades. O desenvolvimento posterior destas
deveu-se essencialmente à instalação
da Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande, em
1747, ao redor da qual surgiram outras fábricas
e indústrias que motivaram o crescimento do concelho
e que foram determinantes na evolução da
sua história, cultura, sociedade e economia.
Património Natural
Ribeiro de São Pedro de Moel - Fonte da Felícia
Situada
nas vertentes abruptas que constituem as margens do Ribeiro
de Moel, a região denominada Felícia
surge como um dos locais ideais para a realização
de passeios pedestres e de bicicleta, onde se podem contemplar
algumas espécies representativas da flora autóctone
do país. A água é um bem precioso
e também nesta zona, bem como em toda a extensão
do Pinhal, é possível encontrar diversas
fontes que oferecem água potável.
Nesta zona que margina o ribeiro, coexiste um dos maiores
bosquetes mistos de caducifólias introduzido
pela acção humana, onde se destaca o
carvalho alvarinho pela sua abundância. Também
o carrasco, existente em zonas de menor humidade, está presente
nas vertentes mais elevadas. Para além destas
espécies, surgem no estrato arbustivo e sub-arbustivo,
a gilbardeira, o loureiro, o folhado, entre outras
espécies em que dominam o feto real, o polipódio
- sobre os troncos caídos em decomposição
- e a erva pinheirinha.
Do ponto de vista faunístico, este local adquire
naturalmente importância, uma vez que constitui
uma área de grande biodiversidade, proporcionando
alimento e refúgio para diversas espécies
de répteis, aves e mamíferos, destacando-se
o gaio e a geneta - espécie protegida, incluída
no anexo III da Convenção de Berna - que
em visitas ocasionais à mata, selecciona preferencialmente
este habitat.
(a 6 km de Pedreanes, sentido sul em direcção à EN242-2
para S.Pedro de Moel, depois da ponte, virar à direita
no cruzamento Ponte Nova e a cerca de 1,2km, virar novamente à direita)
Património Histórico e Industrial
Museu do Vidro
O Museu do Vidro está instalado no Palácio
Stephens, edifício de inspiração
Neoclássica, construído na segunda metade
do séc. XVIII e classificado de interesse público.
Este
palácio foi a antiga residência do
industrial inglês Guilherme Stephens, que em 1769
obtém, através de Alvará Régio,
o restabelecimento da Real Fábrica de Vidros da
Marinha Grande.
Criado por decreto lei em 1954, o Museu
do Vidro é inaugurado
a 13 de Dezembro de 1998, pelo Sr. Presidente da República,
Dr. Jorge Sampaio, no ano em que a cidade da Marinha
Grande comemorou 250 anos da Indústria Vidreira
Museu Joaquim Correia
Antiga residência de uma das famílias de
maior destaque da Marinha Grande, este edifício
de meados do século XIX acolhe o espólio
artístico de um filho da terra, o Professor Escultor
Joaquim Correia.
Nascido em 1920 numa família de artistas vidreiros, Joaquim Correia
estudou escultura na Escola Superior de Belas Artes do Porto e, depois, na
congénere de Lisboa. Foi discípulo de grandes nomes como Simões
de Almeida (sobrinho), Francisco Franco, Barata Feyo e António Duarte.
O Museu Joaquim Correia foi inaugurado a 5 de Dezembro de 1997.
Largo 5 Outubro
Telf 244 568 801
encerra à 2ª feira e feriados
Outubro a Maio 14h-18h ( semana)
14h-19h ( fim de semana)
Junho a Setembro
14h-19h
Casa do Vidreiro - Alpendrada
Esta casa é um dos últimos exemplares
de uma traça muito característica da Marinha
Grande, retirando o nome do alpendre de entrada.
Recentemente reconstruída, recolhe o ambiente
e os objectos que se encontravam em qualquer habitação
de vidreiros das primeiras décadas do século.
Largo 5 de Outubro
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Concelho
de Mealhada
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Convento
de Santa Cruz do Bussaco
Depois de escolhido o lugar para a instalação
do primeiro Deserto Carmelita em Portugal em umas matas
e umas terras na serra do Luso a que chamam Bussaco,
para ali se dirigiram os primeiros operários da
obra. Eram Frei Tomás de S. Cirilo, primeiro vigário,
Frei João Baptista e Alberto da Virgem, arquitecto.
Saíram de Aveiro a 29 de Junho de 1628 e hospedaram-se
no Luso. A 25 de Julho, juntaram-se-lhes mais três
companheiros, Frei António do Espírito
Santo, Frei Bento dos Mártires e o irmão
António das Chagas, oficial de alvenaria.
Lançaram a primeira pedra do mosteiro no dia 7
de Agosto de 1628 e a 28 de Fevereiro de 1629 adoraram
o SS na casa da livraria, de que fizeram igreja provisória
e logo no dia 19 de Março de 1630 deram inicio á vida
regular da comunidade. Porém, a sagração
solene do convento e a primeira missa só teria
lugar a 3 de Maio de 1639 e o Deserto tomava o nome de
Convento de Santa Cruz do Bussaco.
De construção simples e pobre, o cenóbio
era a expressão da austeridade religiosa da Ordem,
apostada nas coisas do espirito e da salvação
da alma, mais que na ilusória riqueza dos bens
materiais do mundo.
Á
rea de acesso reservado a quantos procuravam a oração
e a penitência, coube a esses monges do carmelo
murar os 105 hectares da sua devoção edificar
ermidas e capelas, preservar a rica flora nativa e acrescentar-lhe
espécies trazidas de todas as partes do mundo
traduzidas em grande variedade de espécies exóticas
que fazem hoje do parque botânico do Buçaco
uma referencia única.
Em 21 de Setembro de 1810, durante a terceira invasão
francesa, o general inglês Wellington ficou alojado
no convento, bem como todo o seu estado maior que ocupou
quase todas as celas dos frades.
Em 1834, com a extinção das ordens religiosas,
o Convento e todo o património existente, incorporou-se
nos bens nacionais. Foi a 16 de Junho daquele ano que
as autoridades do então concelho da Vacariça
compareceram no Bussaco fazendo o auto de apreeensão
perante o último prior, Frei António de
Santa Luzia, dando a todo o património existente
o valor de 8000 reis.
MUSEU MILITAR DO BUÇACO
O Museu Militar do Buçaco foi inaugurado em
27 de Setembro de 1910, por ocasião do 1º centenário
da Batalha do Buçaco, que sintetiza a valentia
e a acção heróica do exército
anglo-luso durante o período da Guerra Peninsular.
Ampliado e remodelado em 1962, dispõe de valiosas
colecções de armas, uniformes e equipamentos
utilizados na Batalha, de que se destaca uma peça
de artilharia com a respectiva guarnição.
Em paineis, aludindo aos brilhantes feitos de armas
praticados, recorda-se com emoção e gratidão
o comportamento corajoso e determinado de todas as
Unidades portuguesas que tomaram parte na Guerra Peninsular
(1808-1814). Á sua acção se ficou
devendo a defesa da identidade e independência
nacionais.
Horário: Terça a domingo das 10 ás
17 horas
Encerrado á segunda-feira e nos dias 1 de Janeiro
e domingo
de Páscoa.
Gratuito ás 4ª feiras para adultos com mais
de 65 anos e
Jovens dos 10 aos 18 anos.
Entradas: Adultos 1 euro, jovens até 18 anos
0, 75 cêntimos
Maiores de 65 anos 0, 50 cêntimos.
Grupos escolares 5 euros (25 alunos)
Informações : Museu Militar do Buçaco
Telf.: 213 939310
Situado no pequeno lugar de Almas do Encarnadouro, na
Serra do Buçaco, o Museu Militar recolhe nas
suas salas o espólio da Batalha do Buçaco
travada em 27 de Setembro de 1810 entre as tropas napoleónicas
sob o comando do Marechal Massena e as anglo-lusos,
comandadas pelo Duque de Wellington.
Estava-se então no coração da Terceira
Invasão Francesa, com os franceses a percorrerem
a margem direita do Mondego em direcção
a Coimbra e Lisboa, depois da tomada de Cuidad Rodrigo,
Almeida e Viseu.
Wellington, com o seu exército estendido pelos
cumes da Serra do Buçaco entre a Senhora do Monte
Alto (Penacova) e o Ninho da Águia (Aljeriz),
resolve aproveitar a posição vantajosa
que detinha nas alturas escarpadas da serra para fazer
frente ao inimigo e infligir-lhe uma das primeiras derrotas
do Império de Napoleão. Com efeito, na
noite de 27 de Setembro, as tropas francesas forçaram
a passagem pelas estradas que de Viseu conduziam a Coimbra
atravessando os altos do Buçaco e foram de pronto
repelidos com valentia e audácia pelo exército
anglo-luso.
O Museu Militar do Buçaco, criado e inaugurado
em 1910 quando do lº Centenário do acontecimento
com a presença do Rei D. Manuel II, mostra nas
suas salas o rico legado da época, nomeadamente
peças militares do principio do Séc XIX,
figuras uniformizadas, guiões e medalhas, material
e equipamento diversos, uniformes, gravuras, uma peça
de campanha de 9 libras que tomou parte na batalha e
respectiva guarnição, evocações
miniaturizadas e uma completa maquete mostrando as posições
das forças em combate.
Outros locais históricos a visitar : Capela de
Nª Srª da Victória, que serviu de hospital
de sangue durante a batalha, Obelisco Comemorativo da
Guerra Peninsular, Posto de Comando do Marechal Duque
de Wellington, Moinho de Sula, Ruinas do Moinho da Moura,
posto de comando do Marechal André Massena.
O Museu encerra às 2ªs feiras.
(...)
GASTRONOMIA
O Leitão Assado à Bairrada
Uma delícia única. Um manjar digno dos
deuses !!!!
Amarelo e apaladado por séculos de tradição,
o leitão da Mealhada é a maior riqueza
gastronómica do concelho.
Com o peso em vivo a oscilar entre os 6 e os 10 quilos,
um mês, mês e meio de idade, o leitão
sai do leite materno para se transformar numa iguaria
impar que chama á fileira da estrada nacional
1, que percorre o concelho de norte a sul, milhares
de veneráveis apreciadores.
Temperado á boa maneira da tradição,
enfiado no espeto durante duas horas em forno a lenha
pelas mãos de especialistas nas voltas e mais
voltas da sua confecção, amarelo como
ouro na sua pintura a calor lento, o leitão é verdadeiramente
um manjar divino, apreciado pelos inúmeros adoradores
na verdadeira sala de jantar de Portugal, a Mealhada.
Acompanhado pelo não menos saboroso pão
da Mealhada, de fabrico tradicional e pelos bons vinhos
dos produtores locais…
( Receita Conventual de 1743, compilada por António
de Macedo Mengo )
Pelado e aberto por uma ilharga, se lhe tirem as tripas
e a fressura... e também picarão toucinho
e umas cabeças de alho, cravo inteiro e pizado,
pimenta inteira e pizada, cuminhos, sal, folha de louro,
um pouco de vinho e algum vinagre. Mexa-se tudo isto
muito bem, e se metta dentro do leitão, de sorte
que não leva môlho; e cosendo a abertura,
espetarão o leitão em espeto de pau,
e o untarão com manteiga de porco.
Isto feito,
ponha-se a assar, que será devagar,
e emquanto se for assando se tirará fóra
algumas vezes para tomar ar e côr. E, quando começar
a levantar empollas na pelle, se lhe irá dando
com um panninho molhado com água e sal.
Quando
estiver assado, o que commummente leva duas horas, terá então os couros bem córados
e vidrentos; e logo se porá na ponta de um espeto
um pedaço de toucinho, que assando-o se irá pingando
com elle o leitão. E depois de bem pingado irá á mesa,
servindo-se com laranja, pimenta e sal.
Rota do Vinho da Bairrada
Situada no coração duma Bairrada vinhateira
de grande qualidade, ao que alia uma riqueza gastronómica
impar, a Mealhada faz parte dessa jovem instituição
que se chama Rota do Vinho da Bairrada e honra-se de
ver aberto o seu primeiro posto informativo nas instalações
da antiga Destilaria da Junta Nacional do Vinho, um imóvel
recuperado para ser palco previlegiado da promoção
dos seus produtos.
Outros lugares são no entanto de visita obrigatória
para os ‘chamados’ adoradores do vinho, e
esses locais são precisamente as vinhas, as caves
ou as adegas dos seus primeiros aderentes, os verdadeiros
santuários onde se cria e faz a volumetria do
néctar final.
Assim, é sempre de aconselhar uma passagem pelas
Caves Messias no coração da vila da Mealhada,
ou pela renovada Quinta do Valdoeiro, na freguesia da
Vacariça, vinhedos que se estendem entre as povoações
do Travasso e Quinta do Valongo, ou ainda pela Adega
Cooperativa da Mealhada e pelo antigo solar da Quinta
do Carvalhinho, em Ventosa do Bairro, para ali tomar
o gosto e o aroma com que se ama o vinho da Bairrada
no berço dos aderentes do concelho.
Em plena Rota,
haverá porventura sensação
melhor que viajar pela candura da terra fértil,
pela sombra dos pinhais frondosos, pela secularidade
da mata do Buçaco que se abre em paisagens de
suaves declives e vastos horizontes? Tudo nos sugere
que deixemos o mundo correr e façamos uma pausa
para desfrutar a natureza que aqui tão amplamente
se manifesta... Aqui, onde o tempo, a riqueza e a diversidade
geológica dos solos bairradinos, dão azo
a que se produza uma tão grande variedade de vinhos,
distintos entre si e os demais.
Sejam eles tranquilos
ou espumantes, todos acompanham famosamente a culinária tradicional e merecem
ser bebidos na região, para aí lhes tomar
o gosto e conhecer a nobreza da personalidade.
Locais a visitar:
Posto de Atendimento da Rota do Vinho da Bairrada
Caves Messias
Quinta do Valdoeiro
Adega Cooperativa da Mealhada
Quinta do Carvalhinho
Área de vinhedos da Silvã, Casal Comba, Ventosa
do Bairro.
TERMAS DO LUSO
O
Luso é uma estância termal e de férias
situada no coração de Portugal.
A tecnologia, associada à acção
fisiológica da água termal, bem como os
tratamentos especializados, sempre sob o acompanhamento
de médicos e técnicos de saúde competentes,
garantem ao aquista uma qualidade superior na prestação
de todos os serviços associados ao complexo das
termas.
A água termal do Luso brota na parte central do
balneário, situado em pleno centro da vila, com
um caudal superior a 12.000 litros/hora e com uma temperatura
de 27 graus centigrados.
É
utilizada pela clínica médica das termas,
quer em curas de diurese, estimulando a função
renal e potenciando uma acção depuradora
e desintoxicante, quer no tratamento de afecções
crónicas do aparelho reno-urinário-litiase
renal e insuficiência renal. É utilizada
ainda em doenças metabólicas-endócrinas – hipertensão
arterial, hipercolesterolémia, diabetes e gota;
afecções respiratórias crónicas-bronquite
e asma; doenças reumáticas e musculo-esqueléticas
e patologia dérmica.
Reabilitação do aparelho locomotor, fisioterapia
correctiva e recuperação da forma física,
são outros serviços de elevada qualidade
e eficiência oferecidos por um excelente bloco
de fisioterapia.
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Concelho
de Mira
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CONHECER
O PATRIMÓNIO AMBIENTAL DE MIRA
O Concelho de Mira, com uma superfície aproximada
123 km², plana ou ligeiramente ondulada, é dominada
por uma cobertura arenosa de origem sedimentar recente,
designada por “Areias da Gândara” e
encontra-se coberta por uma frondosa floresta de pinheiro-bravo.
Um pouco mais de metade do Concelho está classificado
de Sítio Rede Natura 2000 – Dunas de Mira,
Gândara e Gafanhas, um estatuto ambiental ao nível
europeu para a protecção de habitats e
de espécies específicas associadas e que
inclui dunas, pinhais, lagoas e ribeiras.
O canal de Mira, na área de sapal do Areão
de Mira, pertence à Zona de Protecção
Especial da Ria de Aveiro, uma salvaguarda para a biodiversidade
e protecção da avifauna.
Assim, quem passeia e usufruir das terras de Mira,
sobretudo pela pista ciclo-pedonal, com cerca de 25km
de extensão, apercebe-se das diferentes paisagens
que atravessa: desde a orla costeira e dunas à enorme
mancha verde formada pela floresta, passando por retalhados
campos agrícolas, cursos de água e pelas
duas lagoas de água doce que, em conjunto, criam
um agradável cenário paisagístico.
Estas diferenças traduzem-se em habitats distintos
que acolhem dezenas de populações impares,
onde flora e fauna coexistem.
Nesta região estão inventariadas 198
espécies de aves, 12 de peixes, 13 de anfíbios,
12 de répteis e 22 de mamíferos. Nas plantas,
entre herbáceas, arbustivas e arbóreas,
podemos encontrar 402 espécies florísticas.
São estes mundos de escala menor que o convidamos
a explorar!
Desejamos-lhe um óptimo passeio na descoberta
da natureza e sua biodiversidade, a par com o importante
património cultural e arquitectónico que
existe em Mira.
Património Edificado
Capela da Praia de Mira
Estátua da Mãe Gandaresa
Estátua do Infante D. Pedro
Estátua do Pescador
Igreja Matriz de Mira
Monumento aos Mortos da Grande Guerra
Museu Etnográfico da Praia de Mira
Pelourinho de Mira
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Concelho
de Miranda do Corvo
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Miranda
do Corvo é uma vila sede de Concelho localizada
no Distrito de Coimbra junto à Serra da Lousã.
Trata-se de uma vila muito antiga com foral desde 1136,
de D. Afonso Henriques.
Miranda desenvolveu-se em redor do morro do antigo castelo
num emaranhado de ruas e escadas estreitas que fazem
da zona histórica da vila uma das mais características
do país.
Do alto do Calvário, junto à igreja matriz
e à torre sineira, vislumbra-se uma panorâmica
de toda a vila e das vertentes da serra da Lousã.
Neste local sugerimos uma visita à Igreja Matriz.
Esta igreja tem por patrono o Salvador. D. Henrique e
D. Teresa doaram a igreja à Sé de Coimbra,
indirectamente, isto é, autorizaram o presbítero Árias
a fundar a igreja, parecendo deduzir-se que foi em época
anterior à incursão moura de 1116.
Em relação a construções
anteriores à actual, há documentos comprovativos
de uma nos finais do séc. XIV.
O actual edifício provém duma reconstrução
do último quartel do séc. XVIII, substituindo
a velha igreja do séc. XV, por esta se ter arruinado
completamente a ponto de ser demolida em 1785. A data
de 1786 na porta principal corresponde ao início
dos trabalhos.
É
um templo vasto e regularmente proporcionado. A frontaria
segue o esquema neoclássico da igreja distrital
usual à época: duas pilastras em cada lado,
elevando-se a parte média; porta de cimalha e
verga curvas, encimada pela janela do coro. O interior é de
uma só nave, muito ampla. A cabeceira contém
o retábulo principal e os colaterais datados do
fim de setecentos.
Junto à igreja Matriz encontra-se a Torre Sineira.
Pertencia ao desaparecido Castelo Medieval, que com a
perda de importância estratégica se foi
deteriorando, até ao seu completo desaparecimento.
A visita pode continuar com uma passagem no Calvário,
local que, por impulso do pároco Fernando dos
Santos Coimbra, foi aproveitado para a construção
de um local aprazível e acolhedor, coroado por
uma escultura do Cristo-Rei.
Neste local, na parte oposta à Igreja, encontra-se
a Capela do Calvário, reformada e ampliada modernamente
- 1899 na frontaria; 1932 no piso fronteiro. Conserva
a porta antiga, elegante, de duas pilastras e mísulas
complementares a suportarem o frontão. Os batentes
são de almofadados em traçados curvos.
Aquela e estes pertencem à segunda metade do séc.
XVIII. No interior suspendem-se das paredes seis telas
de J. F. Alvarinha, datadas de 1880. Representam passos
da Paixão.
Dos cruzeiros que faziam parte da Via Crucis só é antigo
o que fica em frente da capela: possui coluna sobre degraus
circulares, do tipo seiscentista, mas coroado de uma
cruz trevada, de 1871.
Deste local avista-se também a Capela de Nossa
Senhora da Boa Morte. Encontra-se isolada num adro na
vila. Anteriormente terá lá existido a
capela de S. Cristóvão, de que subsiste
documentação provando a sua existência
em 1576. Houve igualmente, à sua frente, um adro
com um cruzeiro com o nome do mesmo santo. Lá se
enterravam os que, sendo de fora da freguesia, nela pereciam,
o que levou a que chamassem àquele adro “pátria
dos peregrinos”. As paredes laterais do corpo acusam,
pela cornija, que foram reaproveitadas de uma obra do
séc. XVII. Foi nesta capela que se instituiu,
em 1732, a Irmandade de Nª. Sª. da Boa Morte.
A fachada é bem proporcionada, existindo pilastras
nos cunhais, cimalha de cantaria que segue traçado
mistilínio, porta e óculo quadrilobado,
com molduras e formando uma só composição;
duas janelas do coro, de aro moldurado, e abaixo, ao
lado da porta, dois rótulos concheados. No interior
existem três retábulos de gosto setecentista
final.
Miranda do Corvo é também cheia de locais
convidativos ao repouso como é o caso da Praça
José Falcão, sala de visitas de Miranda
do Corvo. Este magnífico jardim enquadra o edifício
dos Paços do Concelho. No espaço fronteiro
a este edifício encontra-se uma réplica
do pelourinho quinhentista, construída no âmbito
das comemorações dos 870 anos da Carta
de Foral de Miranda do Corvo. O pelourinho original encontra-se
abrigado no átrio do edifício dos Paços
do Concelho. Data do primeiro quartel do séc.
XVI e encontrava-se no local onde existia a antiga Casa
da Câmara (actual Feira da Sardinha). É contemporâneo
do foral de D. Manuel, datado de 1513 ou 1514
Em Miranda pode ainda visitar-se a Capela de São
Sebastião e vários monumentos escultóricos,
nomeadamente a estátua da liberdade, o monumento
de homenagem ao oleiro, o monumento ao trabalho, a estátua
de homenagem à mulher e o monumento de homenagem
aos ferroviários.
Para além de uma história quase milenar,
Miranda do Corvo tem para oferecer aos seus visitantes
paisagens de uma beleza deslumbrante que vão desde
as aprazíveis margens do rio Ceira até aos
picos da serra. Mas, ainda antes de subir as vertentes
da serra, vale a pena desfrutar da tranquilidade do Santuário
da Nossa Senhora da Piedade de Tábuas. A fundação
e o fundador da capela, Domingos Pires, estão
envoltos numa curiosa lenda de aparições
e anjos escultores. O lavrador, que era julgado de recuada época,
veio o historiador Belisário Pimenta encontrá-lo
bem identificado, com a mulher Leonor Eanes e as filhas
Eva e Maria Martinho, nos meados do séc. XVI.
Os restos artísticos mais antigos confirmam-no
igualmente. O santuário foi sede de grande devoção
e romaria.
A capela principal encontra-se disposta cenograficamente
numa elevação – que teve o nome de
Malhadinha – que se destaca numa garganta apertada
da serra de Miranda. Como de costume, desenvolveu-se
o santuário ao longo do caminho de acesso, por
meio de motivos secundários, que formam um todo:
capela de S. José, cruzeiro e capela de Santo
Amaro, fonte, a capela propriamente dita, ao que juntaram
nas vertentes próximas umas capelas nichos sem
valor.
O edifício da capela da Piedade data da segunda
metade do séc. XVI, com algumas reformas no séc.
XVIII e adendas posteriores.
Subindo a serra, encontra-se o Gondramaz, uma aldeia
de xisto onde o tempo parece ter parado. Chegados perto
do cimo da montanha, ergue-se do solo a aldeia, o Gondramaz,
que de uma forma envergonhada se vai mostrando através
da vegetação.
A sensação é esmagadora. Todos os
sentidos são estimulados. A visão é imaginária.
Parece que estamos a caminhar sobre os telhados.
A sinalética indica-nos os pontos de referência
da aldeia e dá-nos a conhecer os seus segredos.
A audição é envolta de um som forte,
de uma música, de uma pauta escrita pelo som emitido
pelas asas das abelhas. O cheiro é extasiante,
a um odor de verde da natureza. O sabor está envolto
no gosto delicioso das castanhas que envolvem o chão.
Visitada a aldeia, convidamo-lo a percorrer a pé os
caminhos da serra. Durante a subida, vamo-nos apercebendo
de vários pontos de miragem sobre a vila e das
encostas das montanhas, de uma beleza rara de vegetação
que vai escorrendo e envolvendo a íngreme depressão
até ao sopé, terminando numa euforia de
verde.
A fauna, esconde-se no embrenhado da flora, mostrando-se
aqui e ali de uma maneira tímida. Veados e javalis
dividirão com o aventureiro os caminhos pedonais
que se abrem diante dos nossos olhos e que nos guiam
neste passeio pedestre.
Chegados à cumeeira, abre-se aos nossos olhos,
uma pintura dos deuses. As elevações e
as depressões, as várias tonalidades de
verde, toda a paisagem parece não ter fim. Os
olhos “enchem-se” de tanta beleza.
O percurso continua, sobre caminhos de terra batida,
encaminhando-nos, em descida, à aldeia abandonada
do Cadaval. Mais um exemplo magnifico da típica
aldeia serrana.
Embora abandonada e vítima de um grande incêndio
que a devorou, a aldeia ainda guarda o testemunho de
ruelas e de paredes em xisto que encerravam as inúmeras
casas. A paisagem convida ao descanso e à contemplação.
Para trás começa a ficar a aldeia do Cadaval,
trazendo-nos ao ponto de partida.
Do alto da Freguesia de Vila Nova, junto ao parque eólico,
se o tempo o permitir, os olhos alcançam o mar
das praias da Figueira da Foz, a cidade de Coimbra e
os campos do baixo Mondego. Com um pouco de sorte, será possível
avistar veados ou corços.
O património do Concelho tem o seu expoente máximo
no Mosteiro de Santa Maria de Semide. Mosteiro de monges
beneditinos, fundado em 1154, na localidade de Semide.
Passou a convento de freiras para receber as descendentes
de Martim Anaia, o fundador.
Do que resta, a parte mais antiga é o claustro
do séc. XVI, cerca de 1540. O incêndio de
1664 devorou a maior parte do edifício que foi
reconstruído e inaugurado, com a actual igreja,
em 1697.
De todo o conjunto salienta-se a Igreja, com um retábulo
e cadeiral em madeira, dos finais do século XVII,
azulejos policromáticos do séc. XVIII,
esculturas dos séc. XVII e XVIII e altar-mor também
do século XVII. O órgão da segunda
metade do séc. XVIII.
Em Setembro de 2000 foi descoberta a fornalha de um primitivo
fogão durante as obras efectuadas no refeitório
do Mosteiro, supervisionadas pela direcção-geral
dos Edifícios e Monumentos.
Trata-se de uma fornalha embutida no solo da antiga cantina,
na qual a combustão se processaria através
de um túnel construído em tijoleira que
também foi posto a descoberto.
Este achado está preservado, servindo de testemunho
da época de construção daquela parte
do edifício que remota aos séc. XVII e
XVIII.
Encerrado na altura da extinção das ordens
religiosas, aí foi instalada uma escola Profissional
de Agricultura, sob a égide da então Junta
Distrital, por iniciativa do Dr. Bissaya Barreto.
Actualmente funciona nas instalações do
Mosteiro uma residência da Cáritas e um
Centro de Formação (CEARTE).
Devido às condições acústicas
do local tem-se realizado anualmente o ENCONTRO DE COROS
na Igreja do Mosteiro de Santa Maria de Semide que tem
contado com coros nacionais como também internacionais.
No topo da vertente sobranceira ao Mosteiro de Semide
encontra-se o Santuário do Senhor da Serra,
palco de uma centenária peregrinação
e um miradouro de excelência de onde se avista
todo o maciço central da Serra da Lousã à Serra
da Estrela.
Este Santuário, erigido e devotado ao Santo Cristo
foi palco de uma das maiores romarias do país,
antes do aparecimento do Santuário de Fátima.
A devoção começou num cruzeiro de
caminho e, pouco a pouco, transformou-se numa grande
romaria.
A Capela é só de uma nave. A torre ergue-se
a meio da frontaria, rasgando-se na base o portal e rematando
em pirâmide. A capela-mor, poligonal, é de
tipo nitidamente romântico. O retábulo principal
em madeira, flamejante, inspirado no da Sé Velha, é desenho
de António Augusto Gonçalves e foi executado
sob a direcção de João Machado,
seu pai.
A imagem do Santo Cristo é um crucifixo de pedra,
tipo setecentista, mostrando na base as indicações
de “1704 e R(eforma) do 1862.”. O púlpito,
seiscentista e torneado, veio da Sé Velha. Os
vitrais e os azulejos exteriores (ex-votos) foram executados
na escola Avelar Brotero, em Coimbra.
Antes de deixar a Freguesia de Semide, vale a pena descer
até às margens do Ceira, rodeadas do
verde da serra e visitar a Praia Fluvial de Segade.
No regresso a Miranda, ainda em Semide, vale a pena
apreciar dois monumentos escultóricos que homenageiam os
viveiristas e a chanfana. Terá sido em Semide
que nasceu o expoente máximo da gastronomia do
Concelho.
De seguida visite Rio de Vide: o nome provirá da
existência de um rio (Rio Torto), cujas águas,
consideradas curativas, eram bastante procuradas por
pessoas doentes, nomeadamente gafos. A história
desta freguesia anda, assim, ligada à gafaria
de Coimbra. Foi esta leprosaria fundada e construída
em execução do testamento de D. Sancho
I, de 1210. Anteriormente, em 1201, já Rio de
Vide recebera carta de foro ou povoamento, que D. João
I confirmou em 1385.
A freguesia pertenceu, até 1839, ao concelho da
Lousã. A partir de 1840 passou a fazer parte do
concelho de Semide, entretanto extinto em 1853.
A visita poderá culminar com uma visita à paisagem
calcária de Lamas onde abundam os vinhedos. À tradição
das vindimas associa-se a arte da tanoaria que Miranda
do Corvo perpetuou num museu localizado na Quinta da
Paiva. Nesta freguesia produz-se um excelente e afamado
vinho graças às suas encostas soalheiras.
Muito mais se pode visitar neste Concelho, mas, além
do património natural e monumental, Miranda é berço
de muitas tradições e uma terra de gente
hospitaleira e solidária que fará o visitante
sentir-se em casa.
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Concelho
de Montemor-o-Velho
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Castelo
Em 990, Almançor tomou o Castelo, reconquistado, em
1006, por Mendo Luz. Em 1088 ou 1095, foi reedificado por
Afonso VI de Castela. Em 1109, D. Teresa e seu filho, D.
Afonso Henriques, teriam ordenando novas reformas no Castelo.
O Infante D. Pedro mandou-o ampliar. No século XIV,
o Castelo deve ter tido uma reforma geral. No séc.
XX, realizaram-se obras de reconstrução.
Planta irregular: castelejo, cerca principal, barbacã envolvente,
cercado do lado Norte, reduto inferior a Este, torre de menagem,
Igreja de Santa Maria da Alcáçova, Paço
das Infantas, torre do relógio, Capela de S. João
(extinta).
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O concelho é essencialmente plano, com altitudes que
geralmente variam dos 0 aos 100 m (os montes mais altos são
Santo Onofre/Tentúgal com 123 m e alto de Reveles/Abrunheira
com 116 m). Há, no entanto, uma clara distinção
entre os terrenos do campo, na margem esquerda do rio e que
são fundamentalmente de cultivo de arroz e milho,
e os terrenos do monte, mais arborizados, onde aparece
a vinha, o olival e proliferam os pequenos aglomerados
populacionais.
A paisagem dos campos do Mondego sofreu grandes transformações
ao longo dos séculos. Desde que os homens se fixaram
nestas paragens que o esforço se centrou no desbravamento
dos campos e no desbaste da vegetação. Esse
esforço foi particularmente intenso nos séculos
XII, XIII e XIV com o arroteamento de terras, a secagem
de pauis e a introdução, a partir do século
XVI, da espécie que definitivamente marcará a
paisagem, o milho maíz.
Algumas espécies de árvores típicas
das proximidades dos rios, como são os salgueiros,
choupos, freixos e ulmeiros, quase desapareceram, e outras,
caso do eucalipto, foram introduzidas de forma desordenada
e são hoje um elemento importante da paisagem.
Os pauis constituem os últimos vestígios
da paisagem de outrora. São zonas húmidas,
durante bastante tempo consideradas terras inúteis
e por isso sujeitas à drenagem para posterior utilização
agrícola. Actualmente são consideradas zonas
ecológicas de primordial importância devido à sua
enorme diversidade biológica: com uma flora constituída
por caniçais, canaviais, juncos e nenúfares,
são habitat de aves sedentárias e migradoras,
local de desova e crescimento de peixes e anfíbios,
habitat de mamíferos e répteis. Funcionam
ainda como reservatório de água e fazem a
depuração da mesma, contribuindo para a amenização
do clima aumentando a humidade atmosférica.
Estas zonas são bastante frágeis e estão
sujeitas a grande pressão por parte do Homem. Daí a
necessidade da sua protecção, como aconteceu
com a criação da Reserva Natural
do Paul de Arzila e a criação de uma área
protegida no Paul do Taipal.
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Roteiros Turisticos
Entre o rio e o monte
Montemor-o-Velho.
Aqui o principal protagonista da paisagem continua a ser
o Rio Mondego. São dele os verdes
campos férteis, propícios aos arrozais que
se estendem a perder de vista, outrora alagados pelo caudal
devastador do rio.
Monte-Mayor dos trovadores medievais tem a coroá-lo as ameias do seu
castelo, um dos mais belos de Portugal. Uma antiga Vila cujos vestígios
remontam à pré-história e que teve desde sempre uma grande
importância sob o ponto de vista estratégico e económico.
Tentúgal
Os edifícios vetustos da Vila de Tentúgal dão-lhe
carácter e ostentam a sua antiguidade. É a
povoação que conservou maior número
de moradias construídas entre o século XVI
e XVII.
Pereira
Na margem esquerda do Rio Mondego e na base de uma colina,
fica a antiga e pitoresca Vila de Pereira. A sua fundação é plena
de histórias e de lendas da época da reconquista,
referindo-se que, como prémio pelos seus feitos heróicos,
fora dada pelo 1º Rei de Portugal a um tal Capitão
Pereiro.
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Concelho
de Murtosa
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Património
Construído
Igreja Paroquial da Murtosa com o título de Nossa
Senhora da Natividade. Data o actual edifício
da primeira metade do século XVIII. "Cantaria
em gneisse da região próxima." Fachada
austera, onde se ergue uma torre à esquerda. "O
retábulo principal veio duma igreja desafecta
do sul do País; dotaram-no, aqui, do sacrário
e de degraus do trono, em talhas a imitarem as antigas,
e foi inteiramente dourado de novo. Data dos fins do
século XVII, do barroco. Os dois altares dos flancos
embutem-se nas paredes. Composições simples
do meado do século XVIII; tendo só duas
colunas e estas espiraladas, com grinaldas; pilastras,
voltas e faixas carregam-se dos temas simples do tempo.
Os colaterais ao arco, posto de ângulo, datam dos fins do séc.
XVIII, seguindo os traçados curvos setecentistas, mostrando contudo
certas orientações da nova fase. Reservam vasto espaço
destinado aos titulares, que é ladeado de duas colunas, completado de
alta cabeceira recortada; as colunas enleiam-se duma grinalda, mas só de
ligeiros festões pendentes no terço inferior."
"Colocaram nas paredes da capela-mor, seis grandes panos de azulejo, modernos,
de cenas agiográficas, da antiga fábrica da Fonte Nova, de Aveiro."
GONÇALVES, António Nogueira - Inventário
Artístico de Portugal. Lisboa: Academia Nacional
de Belas Artes, 1981.
Igreja Paroquial de Pardelhas
Orago: S. Lourenço. O actual edifício
foi concluído em 1939. Veio substituir uma antiga
capela situada num dos lados da praça actual de
Pardelhas. É uma igreja ampla com uma torre ao
meio da fachada.
Quinta da Caneira
A Quinta da Caneira, propriedade ao longo dos séculos
de duas ilustres famílias, principalmente após
ter adquirido as suas actuais dimensões, foi sempre
a maior propriedade agrícola do concelho. Como
tal, todas as suas construções, edificadas
em diferentes épocas, foram efectuadas de acordo
com grande disponibilidade de meios. A quinta apresenta
cerca de 10 hectares de área total.
Situa-se na R. Vasco da Gama, na Freguesia e Concelho da Murtosa.
A formação da Quinta tem como origem
um complexo de bens foreiros ao convento portuense de
Avé-Maria, no qual se tinha incorporado o de Vila
Cova das Donas de Sandim, aparecendo como seus primeiros
proprietários o capitão Manuel Henriques
de Morais e mulher Joana de Oliveira (séc. XVII).
Dos descendentes destes passou, por título oneroso, à família
Velloso da Cruz, de Gaia, vindo por aliança familiar,
ao Senhor Frederico de Clamouse Brown Van-Zeller. Na
fachada da casa vêem-se as armas do Velloso da
Cruz.
Hoje, pertence a Augusto Mariano Van-Zeller de Carvalho
Ricca, residente em Vila Nova de Gaia.
A quinta com os limites e imóveis hoje existentes, tem como temporalidade
os fins do séc. XVIII e século XIX.
Foi classificada, em reunião ordinária
da Câmara Municipal da Murtosa, de 25 de Junho
de 2002, como imóvel de interesse municipal, de
acordo com a Lei nº. 107/2001, de 8 de Setembro.
GONÇALVES, António Nogueira - Inventário
Artístico de Portugal. Lisboa: Academia Nacional
de Belas Artes, 1981
Capela de S. Simão
Imóvel classificado como de interesse municipal.
Situada na freguesia do Bunheiro, concelho da Murtosa.
Capela erigida pelo Padre Simão Fernandes Ruela em 1609.
"Planta circular, cúpula hemisférica de tijolo, sem revestimento
de telhas, só um ligeiro cordão a limitar a linha das paredes.
A porta, rectangular, é ladeada de dois pequenos postigos."(...)"Levanta-se
acima da cornija, para a direita da porta, o alto pano da sineira..."
GONÇALVES, António Nogueira - Inventário Artístico
de Portugal. Lisboa: Academia Nacional de Belas Artes, 1981.
Igreja Paroquial do Bunheiro
Orago: S. Mateus.
A Igreja actual foi reedificada no segundo terço do século XVIII.
"Segue o plano costumado; torre à direita da fachada, porta principal
de duas travessas; arcos cortados nas paredes e destinados a altares, sendo dois
arcos colaterais ao arco-cruzeiro e dois nos flancos; duas janelas na capela-mor
(estas posteriormente ampliadas) e seis no corpo, além das duas da fachada;
sendo todas rectangulares."
GONÇALVES, António Nogueira - Inventário Artístico
de Portugal. Lisboa: Academia Nacional de Belas Artes, 1981.
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Concelho
da Nazaré
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Miradouros
da Nazaré
Duração: 1 dia ou 2 meios-dias.
Distância: cerca de 6 km.
Transporte: a pé e de elevador.
Início do Percurso: Gare do Elevador, Travessa
do Elevador.
Comece por subir ao Sítio no centenário
Elevador. Não sendo um miradouro oferece uma inesquecível
viagem panorâmica. Saindo da gare, desça
pelo Largo Reitor Baptista para o Terreiro (ou Largo
de Nossa Senhora da Nazaré). Em frente vai encontrar
o Coreto e o Santuário de Nª Sra. da Nazaré (visita
opcional). Continue, atravessando o Largo, e siga pela
Estrada do Farol em direcção ao Forte de
S. Miguel Arcanjo (onde está instalado o Farol).
Aprecie a diversidade paisagística, à direita,
sobre a Praia do Norte, e, à esquerda, sobre o
mar e a Praia da Nazaré.
Ao chegar ao Forte (fechado ao público), desça
pelo lado direito da barbacã. Na parte posterior,
vai encontrar umas escadas metálicas que o convidam
a descer até aos rochedos e a contemplar de perto
a Pedra do Guilhim (rochedo batido pelo mar, mesmo em
frente). Descendo as escadas e voltando à esquerda
vai descobrir um pequeno varandim na rocha. Miradouro
excepcional sobre o mar e a praia da Nazaré, este é também
um belíssimo ponto de pesca desportiva (à linha).
Descanse, desfrute da aprazível vista e regresse
depois pela estrada ou pelo caminho da beira do promontório
até ao Miradouro do Suberco. Este é considerado
por muitos como o que oferece a mais bela paisagem marítima
da costa portuguesa.
Ao lado do Miradouro do Suberco, à esquerda, encontra
o Bico da Memória, o Padrão de Vasco da
Gama e a pequena Ermida da Memória, locais seculares
de milagre e peregrinação. Siga pelo passeio,
do lado direito, e entre duas casas comerciais de artesanato
vai descobrir umas escadinhas. Suba-as. Novo miradouro
e nova perspectiva sobre a vila. Continue ao longo deste
miradouro, observando a inteligente perpendicularidade
do casario abaixo e antevendo a próxima visita às
alturas da Pederneira e do Monte de S. Bartolomeu (S.
Brás). Ao chegar perto da Gare do Elevador, por
cima da linha, depara-se, no final do Miradouro, com
a Ladeira do Sítio (escadas). Faça o seu
regresso à praia por este caminho.
Aproveite a pausa para o almoço para se deliciar
com um saboroso peixe fresco grelhado ou outra especialidade
da Nazaré num dos muitos restaurantes que vai
encontrar.
O Parque da Pedralva é a sua próxima paragem
após o almoço. Entre no Parque e vá caminhando
pela sua direita. A meio caminho vai vislumbrar uns degraus
que deverá subir, estes levá-lo-ão
até ao Miradouro do Monte Branco, e a um novo
olhar sobre a vila. Desça de volta ao jardim da
Pedralva e continue a caminhada, aproveitando os recantos
de luz e sombra. Ao chegar ao topo do parque continue
pelo passeio para entrar na Pederneira, miradouro natural
de incomparável beleza, permite-lhe desfrutar
dos muitos cambiantes da paisagem ao longo da subida
até ao Largo da Misericórdia. É neste
Largo, que acolhe a Igreja com o mesmo nome (de visita
facultativa), que os horizontes se alargam e a Nazaré ganha
uma nova dimensão totalitária.
O retorno à Praia deverá ser feito pela
Rua Abel da Silva, admirando ao passar o Largo Bastião
Fernandes; o Pelourinho e a Igreja de Nossa Senhora das
Areias (Matriz). Uma vez chegado à E. N. 8-5,
logo à saída da Pederneira, do lado esquerdo,
vai encontrar a Ermida de Nossa Senhora dos Anjos. Na
parte posterior do Parque, rente ao muro que o cerca,
encontra umas escadas de largos degraus. Aproveite a “boleia” e
por esse caminho, rapidamente, estará na E. N.
242, atravesse, vire à esquerda e desça
depois a Avenida Vieira Guimarães em direcção
ao mar.
Itinerário Pedestre na Nazaré
Duração: 1 dia ou 2 meios-dias.
Distância: cerca de 6Km.
Transporte: elevador e a pé.
Início do percurso: Posto de Turismo da Nazaré,
Av. da República, nº 17.
Saindo do Posto de Turismo vá até à Praça
Sousa Oliveira e, aí, volte à direita, siga
pela Travessa do Elevador e suba ao Sítio da Nazaré no
Ascensor; se preferir pode ir a pé pela Ladeira do
Sítio, subindo pela Rua Dr. Rui Rosa e virando à esquerda
na Rua Dr. José Laborinho Marques da Silveira, no
topo da qual começa a Ladeira.
Chegado ao cimo comece por apreciar o magnifico panorama
sobre a praia da Nazaré, o Porto de Pesca e Recreio
da vila e ainda sobre a Pederneira e o Monte de S. Brás.
Desça até ao Miradouro do Suberco e visite
a Ermida da Memória. De seguida admire o secular Santuário
de Nª Sra. da Nazaré e, na ala direita do mesmo,
o Museu de Arte Sacra Reitor Luís Nési. Saia
do Santuário pelo lado direito e, quase em frente,
encontra o Teatro Chaby Pinheiro. Descendo a Rua D. Fuas
Roupinho, descubra as tradições nazarenas no
Museu Etnográfico e Arqueológico Dr. Joaquim
Manso. Torne ao Largo de Nª Sra da Nazaré e desça
pela Estrada do Farol até ao Forte de S. Miguel Arcanjo,
onde os impressionantes horizontes que daqui se alcançam
recompensam o esforço da descida.
Aqui, sugerem-se duas possibilidades: 1 - voltar ao Sítio
para o almoço. 2 - trazer lanche e descer até à Praia
do Norte, espreitar a Gruta natural do Forno d’Orca,
almoçar e, depois, calmamente percorrer o areal até ao
Norpark, voltando daí para o Sítio.
À tarde, regresso à Praia da Nazaré (de elevador ou a pé)
para ir visitar a Pederneira. Suba a Rua Adrião Batalha para visitar a
Casa-Museu do Pescador. Continue a subir, atravessando a E.N. 242, entre no Parque
da Pedralva e contemple a Nazaré do Miradouro do Monte Branco. Siga pela
E.N. 8-5 e vire à direita para entrar na Pederneira. Aqui aconselha-se
a visita à Praça Bastião Fernandes, onde se situam os Antigos
Paços do Concelho, o Pelourinho e a Igreja Paroquial de Nª Sra. das
Areias (Matriz). Um pouco mais acima encontram-se a Igreja da Misericórdia
e o Miradouro da Pederneira.
Novamente duas opções: 1 - Para os resistentes e amantes de longos
passeios, propõe-se a ida até ao Monte de S. Bartolomeu (localmente
mais conhecido por Monte de S. Brás). A subida até ao alto pode
ser feita pelas vertentes Este (degraus escavados na terra) e Oeste (escada
em cimento), devendo a descida ser feita pela vertente oposta. 2 – Para
os menos aventureiros sugere-se voltar à Nazaré, deambular pelas
ruas estreitas que vão dar ao mar e descobrir um modo de vida peculiar
e ainda muito próprio.
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Concelho
de Óbidos
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Resumo Histórico
Pela sua excelente localização junto ao mar
e com os braços da Lagoa chegaram ao morro, estas
terras desde sempre foram habitadas, o que se confirma
pela estação do Paleolítico Inferior
do Outeiro da Assenta. Aqui se formou um castro Celtibero,
voltado a poente. Sabe-se que aqui comerciaram os fenícios,
e hoje com mais propriedade que os Romanos aqui se estabeleceram,
sendo provável que a torre sul do Facho, tenha tido
a sua origem numa torre de atalaia de construção
romana, como posto avançada da cidade de Eburobrittium,
grande urbe urbana encontrada e em fase de trabalho arqueológicos.
Em 11 de Janeiro 1148, o primeiro rei, D. Afonso Henriques,
apoiado por Gonçalo Mendes da Maia, tomou Óbidos
aos árabes, após o cerco de Novembro anterior.
O cruzeiro da memoria é um singelo monumento da época,
mais tarde restaurado. Óbidos pertenceu ao pentágono
defensivo (dos cinco castelos), do centro do reino, idealizado
pelos Templários.
Com a oferta de Óbidos como prenda de casamento
de D. Dinis a sua esposa D. Isabel, a Vila ficou pertença
da Casa das Rainhas, só extinta em 1834, e por aqui
passaram a maioria das rainhas de Portugal, deixando grandes
benefícios. D. Catarina manda construir o aqueduto
e chafarizes. A reforma administrativa de D. Manuel I dá a Óbidos
em 1513 novo Foral, sendo esta época muito intensa
em requalificações urbanas.
O terramoto de
1755 fez sentir-se com intensidade na Vila, derrubando
partes da muralha, alguns templos e edifícios,
alterando na construção, alguns templos e
edifícios, alterando na construção,
alguns aspectos do traçado e do casco árabe
e medieval. Também Óbidos foi palco das lutas
da Guerra Peninsular, tendo aqui sido a grande batalha
da Roliça, que no tempo pertencia ao “termo” de Óbidos.
Mais recentemente a Vila foi palco da reunião preparatória
da Revolta do 25 de Abril, ficando assim ligada ao corajoso
e heróico movimento dos capitães.
Monumentos a Visitar
Castelo
Igreja de São João Baptista
Porta
da Vila
Porta do Vale ou Sra. da Graça
Rua Direita
Igreja
de São Pedro
Capela de São Martinho
Igreja da Misericórdia
Igreja de Santa Maria
Pelourinho e Telheiro
Igreja de São Tiago
Ermida de N.Sra. do Carmo
Ermida da Ordem
Terceira Aqueduto
Santuário do Sr. Jesus da Pedra
Campos de Golfe
Praia D’El Rey
Praia d’El Rey, à beira-mar e com vista para
as ilhas das Berlengas, foi considerado o sétimo
melhor percurso da Europa pela revista Golf World. Não
se distraia com o espectacular cenário do Oceano
Atlântico nos buracos 11 e 12 porque vai ter de se
concentrar nos 570 metros que tem de passar para alcançar
o buraco 17.
Localizado a apenas uma hora a norte de Lisboa, Portugal,
ao longo das calmas praias de areia branca da costa oeste,
o Praia D’El Rey Marriott Golf & Beach Resort
possui um dos melhores campos de golfe da Europa. Desenhado
pelo mundialmente conhecido arquitecto americano Cabell
B. Robinson, o Campo de Golfe Praia D’El Rey é rico
na sua diversidade, proporcionando um excelente teste,
quer para o golfista com handicap alto quer para o jogador
muito experiente.
www.praia-del-rey.com
BOM SUCESSO Design Resort,Leisure &Golf
O Campo de Golfe do BOM SUCESSO está inserido
no projecto turístico do BOM SUCESSO-Design,Leisure,Golf & Spa,galardoado
com diversos prémios internacionais,está classificado
como um Aldeamento Turístico de 5 Estrelas e reconhecido
como Pr | | |