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Concelho
de Águeda
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História
Águeda, sede de concelho desde 1834 e cidade desde 1985, deve a sua fundação aos celtas, Túrdulos
e Gregos remontando ao ano de 370 Ac.
A antiguidade da ocupação desta região é revelada
por diversos monumentos megalíticos e pelo Cabeço
do Vouga, importante estação arqueológica
localizada junto do trajecto da via militar romana de Olissipo
a Bracara.
No século XI, Águeda é um burgo próspero,
com um comércio desenvolvido e o seu porto movimentado,
abastecendo-se a si e às populações vizinhas
de além Alcoba (hoje Caramulo). É referida, em
documentos de 1050 e 1077, tanto pelo seu nome primitivo Casal
Lousado (lat. Casal Lousato) como pelo seu nome próprio
latinizado Anegia, Agatha e Ágada.
Á
gueda não teve foral na Idade Média, ao contrário
de outras povoações vizinhas, por ser terra reguenga
e couto dos mosteiros de Lorvão e Vacariça.
Á
gueda era ponto de apoio dos caminhos de Santiago. Na sua albergaria
ter-se-á recolhido em 1325 a Rainha Santa Isabel, quando
se dirigia em peregrinação para Santiago de Compostela.
Em 1834, Águeda ascende à categoria de sede de
concelho, por consequência da revolução
liberal dando-se uma reforma administrativa devido à sua
capital importância na estratégia político-militar
da resistência, à 2ª invasão francesa,
pois possuía um hospital militar que socorria os feridos
provenientes das batalhas. Desde que foi elevada à categoria
de concelho, Águeda começou a ter uma vida política
bastante movimentada, mas foi sempre muito bem representada
por nomes influentes da terra.
No dia 8 de Julho de 1985, a vila de Águeda é elevada à categoria
de cidade.
Á
gueda actua como fronteira entre o mar e a serra devido à sua
privilegiada situação geográfica, sendo
servida por vias rodoviárias e ferroviárias de
fácil acesso.
Hoje, Águeda é uma cidade em franco desenvolvimento
económico e social, sendo uma das cidades mais industrializadas
do pais.
(Veja tambem em Câmara
Municipal de Águeda)
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Concelho
de Albergaria-a-Velha
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Locais de Interesse
Pateira de Frossos
A Pateira de Frossos é um espelho de água que
se forma nos terrenos baixos do Vouga e que esconde imensos
encantos. Entra-se por caminhos de terra batida, atravessando
as pastagens verdejantes, que acompanham o rio até à foz.
Durante o percurso é possível observar algumas
aves, tais como cegonhas ou garças, que por aí vagueiam,
bem como vacas e cavalos que, ora se alimentam, ora repousam
ao sol. É um local muito agradável para piqueniques
e para jogos, como o futebol ou o jogo da malha... E há mesmo
quem leve a toalha de praia e o guarda-sol e passe a tarde
longe da confusão!
Nossa Senhora do Socorro
A Capela de Nossa Senhora do Socorro foi erguida em 1856 como
forma de agradecimento pela protecção da Virgem
durante um grande surto de cólera no concelho de Albergaria-a-Velha.
Hoje em dia, a grande fama dos milagres desta Santa atrai para
o Monte muitos visitantes que vêm de diversos sítios
para agradecer à Consoladora dos Aflitos a sua celestial
protecção. Do alto do Monte, o ar é puro
e a paisagem circundante é deslumbrante. O ambiente é de
calma e silêncio, à excepção do
terceiro Domingo de Agosto, pois nesta data, todos os caminhos
vão dar à ermida para a celebração
da Festa da Nossa Senhora do Socorro. Neste dia, os romeiros
sobem a encosta com as suas famílias e amigos, levam
o farnel para o almoço e aproveitam a ocasião
para agradecer à Santa, participando na missa e procissão
solene.
Rio Vouga
O Rio Vouga é um dos rios portugueses mais importantes,
sendo admirado pela variedade de paisagens que forma ao longo
do seu curso de cerca de 140 km. Nasce na Serra da Lapa (Distrito
de Viseu), a uma altitude de 950 metros e corre no sentido
geral Este-Oeste até desaguar perto do Oceano Atlântico
no famoso acidente lagunar denominado “Ria de Aveiro”.
Em Albergaria-a-Velha, o Vouga flúi devagar e sereno.
Nos vários parques ribeirinhos, pode-se praticar actividade
física, conviver com amigos à volta de um belo
piquenique ou simplesmente contemplar a serena paisagem.
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Concelho
de Alcobaça
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Geologia
No
Concelho de Alcobaça afloram essencialmente rochas sedimentares,
como calcários, margas, arenitos e argilas, podendo também
ser observado um afloramento de brechas vulcânicas.
Extracto das Cartas Geológicas de Portugal, escala 1:50000,
Folhas 22-D (Marinha Grande), 26-B (Alcobaça), 27-A (Vila
Nova de Ourém) e 26-D (Caldas da Rainha), dos Serviços
Geológicos de Portugal, Direcção-Geral de
Minas e Serviços Geológicos.
Em termos litológicos podem delimitar-se várias áreas
onde afloram nomeadamente:
Aluviões ocorrem ao longo das principais linhas de água
e são formadas por areias e pequenos seixos rolados. A sua
extensão lateral está directamente relacionada com
o grau de encaixe das linhas de água, correspondendo geralmente
ao leito de cheias destas. Estas formações são
facilmente reconhecidas por se encontrarem nas zonas baixas e serem
frequentemente ocupadas por culturas agrícolas.
Areias de praia correspondem aos depósitos arenosos que
preenchem uma estreita faixa litoral mais ou menos contínua,
com pequenas interrupções, entre a Praia de Água
de Madeiros e a Praia da Falca, Praia do Salgado, Praia da Gralha
e Praia de S. Martinho do Porto.
Dunas e areias de dunas são compostas por areias de granulometria
fina. Localizam-se no Norte do Concelho, com uma extensão
que atinge os 5 km de largura, entre o litoral e o paralelo de
Pataias (zona de pinhal) e mais a Sul, com menor expressão,
em torno da “concha” de S. Martinho do Porto.
Complexo essencialmente arenoso, com alguns seixos e raras bancadas
de calcário gresoso e conglomerados do Pliocénico.
Encontra-se nas zonas baixas de Alfeizerão e de Cela Velha
e na área de Alpedriz e Pisões.
Complexos greso-argiloso com intercalações calcárias
datados do Miocénico, Oligocénico, Eocénico
e Cretácico que constituem o núcleo do sinclinal
Alpedriz-Porto Carro, aflorando também nas arribas das praias
de Mina, Vale Furado e Légua;
Complexo de grés e argilas, do Jurássico Superior,
corresponde à formação com maior expressão
no Concelho. Estende-se de forma contínua entre Maiorga,
Benedita, Casal Pardo e Évora de Alcobaça e reconhece-se
pela topografia mais acidentada.
Calcários compactos e margas, datados do Jurássico,
encontram-se na Serra dos Candeeiros e na Serra dos Mangues e na
faixa de Ataíja de Cima até Venda das Raparigas.
Nesta formação encontram-se diversas cavidades cársicas
e registos paleontológicos.
Lagoa de Pataias
A lagoa de Pataias localiza-se na Zona Norte do Concelho de Alcobaça,
freguesia de Pataias.
É uma zona húmida que surge no meio da vasta área
de pinhal bravo que ocupa esta região do litoral Português
e, portanto, é ocupada por Fauna e Flora distintas de toda
a envolvente.
Face a usos indevidos no passado, a água encontra-se poluída
por nutrientes que promovem o crescimento excessivo de matéria
vegetal com consequente falta de oxigénio na água
(Eutroficação). A Eutroficação é típica
das zonas húmidas interiores e, normalmente, conduz à sua
mutação para ecossistemas terrestres. Neste caso
concreto, o processo foi acelerado pela acção antrópica.
A dependência exclusiva da precipitação, juntamente
com a situação de seca extrema em 2005, culminaram
na evaporação de toda a água, uma situação
que não sucedia desde 1944. Para além do desaparecimento
da ictiofauna, a falta de água criou pressões enormes
em outros grupos como os anfíbios, mamíferos e aves,
em termos de alterações do habitat, indisponibilidade
de água e/ou de alimento. Os nutrientes presentes na água
acumularam-se nos sedimentos do fundo: estes, juntamente com grandes
extensões de macrófitas aquáticas, foram removidos
mecanicamente de forma a evitar que, após outra época
de chuvas, a qualidade da água voltasse a piorar.
Após um Inverno chuvoso, a cota da lagoa recuperou ao ponto
de poderem equacionar-se os repovoamentos com ruivacos: estes peixes,
outrora muito comuns na lagoa de Pataias, foram dizimados por espécies
indesejáveis introduzidas (carpa, perca e gambúsia).
O plano de gestão da lagoa de Pataias vê assim mais
uma etapa cumprida, mas, no contexto de alterações
climáticas globais, este ecossistema requererá cuidados
continuados no futuro.
A gestão desta lagoa remete-nos para os elevados custos
de remediação dos serviços dos ecossistemas. É por
isso sempre melhor evitar a degradação da Natureza
e, neste sentido, desde 2003 que o Projecto de Educação
Ambiental do Município dá especial relevância
a esta zona única no concelho.
Litoral
A contrastar com um vasto campo de dunas e uma baía calma
em S. Martinho do Porto surge a costa Norte do Concelho: são
cerca de 12 Km de falésias de altura considerável,
areais a perder de vista e mar revolto. As praias são delimitadas
por pinhal e, em alguns locais, os pinheiros-bravos assumem formas
invulgares devido à intensidade dos ventos atlânticos. É também
no pinhal que a acácia, Acacia longifolia, e o chorão,
Carpobrotus edulis, se têm instalado progressivamente e têm
vindo a desalojar as camarinhas, Corema alba, um endemismo da Península
Ibérica. Estas espécies exóticas têm
sido alvo de controlo localizado e experimental.
Entre S. Martinho do Porto e a costa Norte do concelho e, a contrastar
com todos os outros locais, existe na Serra dos Mangues, a praia
da Gralha.
Lista de Praias (de Norte para Sul)
Água de Madeiros
Pedra do Ouro
Polvoeira
Paredes da Vitória
Mina
Vale Furado
Vale Pardo
Légua
Falca
Gralha
S. Martinho do Porto
Vale da Ribeira do Mogo
O Vale da Ribeira do Mogo localiza-se na Freguesia de Prazeres
de Aljubarrota.
É
um vale muito encaixado, com morfologia cársica e vegetação
tipicamente mediterrânica onde o carrasco e o carvalho-cerquinho
têm muita expressão: estas características
promovem a existência de fauna diversa que antigamente ocupava
a região, como a raposa, a geneta, variadíssimas
aves florestais e até rapinas. Este seria também
o habitat do emblemático lince-ibérico
mas a desflorestação e o progressivo isolamento da área
bem como, a caça de presas inviabilizou a permanência
desta espécie na maior parte do território português.
Apesar de não estar incluída na área do Parque
Natural das Serras de Aire e Candeeiros, o vale da Ribeira do Mogo é fisicamente
muito semelhante e reúne todas as potencialidades para vir
a obter um estatuto de protecção.
Sofia Quaresma
(Mais informações em Câmara
Municipal de Alcobaça)
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Concelho
de Alvaiázere
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Natureza
Rios: Os cursos de água mais importantes do Concelho são
a Ribeira de Alge, o Rio Nabão e também o Rio Tordo,
este último tem a sua nascente no Concelho e é digna
de visita.
Serra: A Serra de Alvaiázere, localizada na Orla Mesocenozóica
Ocidental Portuguesa, corresponde à maior elevação
do Maciço de Sicó (Cunha, 1990) com os seus 618 metros
de altitude. Sendo uma serra calcária, dominam os processos
cársicos, os quais estiveram na sua origem e condicionam
a sua evolução (Cunha & Vieira, 2004), onde o
desenvolvimento dos solos, vegetação e mesmo as actividades
humanas são condicionados fortemente pelos elementos geomorfológicos,
o que resulta num elemento paisagístico a vários
níveis notável.
São vários os elementos a nível paisagístico,
mas não só, que se podem encontrar nesta Serra de
Alvaiázere, integrada na Rede Natura 2000, esta serra possui
uma biodiversidade assinalável, bem como aspectos geomorfológicos
importantíssimos como o campo de lapiás, grutas e
algares, escombreiras de gravidade, uma dolina, entre muitos outros
exemplos ali existentes.Em termos paisagísticos outro elemento
notável é a antiga muralha de povoamentos da idade
do bronze, que se estende por centenas de metros, sendo apenas
um dos aspectos a nível arqueológico importantíssimos
que ali se encontram.
Fauna: A riqueza da fauna deve muito à diversidade
de ecossistemas que aqui se preservam. (...)
Flora:
Uma série de espécies florísticas
encontraram nesta zona o seu refúgio. (...)
Arqueologia
São inúmeros os artefactos pré-históricos
e Sítios arqueológicos dispersos um pouco por todo
o Concelho. De todos eles, salientamos os mais representativos
do ponto de vista arquitectónico, nomeadamente as Antas
do Ramalhal, a Rominha e o povoado da Serra de Alvaiázere.
Antas do Ramalhal - A Anta 1, 2 e 3 do Rego da Murta ficam situadas
a cerca de 500 metros da aldeia do Ramalhal – S. Pedro
do Rego da Murta, numa planície povoada por eucaliptos
na margem direita da Ribeira do Rego da Murta. Além dos
referidos monumentos, existem outros dispersos por toda a área
envolvente que, pelas suas características, evidenciam
uma paisagem com intensas referências culturais que engrandecem
o Concelho de Alvaiázere no panorama arqueológico
Nacional e Internacional.
Rominha – Localizada numa planície de grande fertilidade
e clima agradável, esta zona, conjuntamente com a Vila Nova,
Casal Novo e Farroeira escondem no seu subsolo histórias
de um passado que o tempo procurou esquecer.
Outrora, em cada um dos referidos lugares, foram encontrados pedras
aparelhadas, tijolos, fragmentos de diferentes dimensões
de tegulae e imbrices, fundos de ânforas, bordos, bojos,
asas, entre outros achados do período romano.
Em Julho de 1999, ao abrirem-se alicerces para a construção
de uma casa, foram encontrados no Cerejeiral – Rominha -
diversas estruturas (alicerces, paredes e muros executados com
pedra calcária da região), fragmentos de cerâmica,
tegulae e imbrices romanas e uma moeda de bronze de difícil
datação, dado o seu elevado nível de corrosão.
Actualmente, as lavouras continuam a trazer à superfície
inúmeros materiais romanos que testemunham a importância
do Sítio arqueológico.
Povoado da Serra de Alvaiázere – Localizado na freguesia
e Concelho de Alvaiázere, a 600 metros de altitude, este
Sítio arqueológico é caracterizado por um
povoado fortificado de grandes dimensões com duas cinturas
de muralhas parcialmente derrubadas: uma exterior e outra interior,
aparentemente circular, com cerca de 100 metros de diâmetro,
ambas visíveis por fotografia área.
Cronologicamente, a sua localização geográfica
e a sua posição estratégica, as cinturas de
muralhas e os artefactos encontrados inserem-no no tipo de povoados
da Idade do Bronze.
Do espólio encontrado até ao momento, quer em prospecções
de campo, quer em escavações arqueológicas,
salientamos o conjunto de bronzes, os fragmentos de cerâmica
decorada e os materiais líticos de diferentes tipologias.
Gatronomia
Inicie uma viagem gastronómica petiscando um diverso leque
de ofertas: chouriço, morcela, queijo e azeitonas. Após
estes petiscos prove a sopa de chicharo e siga para um dos ex-libris
gastronómicos do concelho: Cabrito assado no forno com batata
assada e migas de chicharo.
Se não aprecia cabrito não há problema, o
leitão assado no forno, a carne de alguidar, o cozido, o
bacalhau e o polvo à lagareiro são igualmente boas
opções. A acompanhar experimente o vinho Tinto ou
Branco das Terras de Sicó e vai ver que não se arrepende.
Termine a viagem gastronómica com o obrigatório doce
de chicharo.
E não deixe de provar também o tradicional bolo de
casamento.
(Veja Mais em Câmara
Municipal de Alvaiázere)
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Concelho
de Anadia
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Termas
da Curia – Buvette Albano Coutinho
Aquae Curiva era o nome conhecido ao tempo da ocupação
da Península Ibérica pelos Romanos, que conheciam
as nascentes e as exploravam.
Em 1900 foi fundada a Sociedade das Águas da Curia, por
iniciativa de Albano Coutinho.
As águas desta Estância Termal são aconselhadas
no tratamento de doenças metabólico-endócrinas,
cálculos renais, infecções urinárias,
hipertensão arterial, doenças reumáticas e musculo-esquelécticas.
O Parque da Curia, para além do balneário termal,
possui ainda um hotel e um lago artificial.
Termas de Vale da Mó
As Termas do vale da Mó são conhecidas pela qualidade
das suas águas, ricas em ferro e magnésio, o que
as tornam únicas na Europa.
As suas águas são indicadas no tratamento de doenças
do foro digestivo, doenças do sangue (anemia e outras
por carência de ferro) e nas denominadas doenças
de civilização (depressão nervosa, fadiga
e stress)
Estas termas atingiram o seu auge no ínicio do século
XX, graças ao hotel “Novo Hotel Union” (1906),
que ardeu, e ao mercado que se realizava duas vezes por semana.
Actualmente encontram-se sob a tutela da Câmara Municipal
de Anadia.
Mais Património Natural
Parque da Curia
O Parque da Curia, para além do Hotel, possui um lago
artificial, onde é possível passear numa embarcação,
com pedais, para duas pessoas (gaivotas), diversas pontes, campos
de jogos e casa de chá. O estilo do parque inspira um
ambiente romântico com jardins, um lago central, e junto à buvette,
sob uma escadaria, uma pequena gruta, proporcionando aos visitantes,
longos e saudáveis passeios ao ar livre, em contacto
com a natureza.
Barragem da Gralheira
A Barragens da Gralheira encontra-se situada na freguesia
da Moita, concelho de Anadia.
Trata-se de um ponto de água e de lazer.
A Barragem da Gralheira está equipada com forno, churrasqueiras,
parque de merendas e parque infantil.
Barragem do Porcão
A Barragens do Porcão encontra-se situada na freguesia
de Vila Nova de Monsarros, concelho de Anadia.
Construí-se com o objectivo servir como regadio dos
terrenos agrícolas da Várzea de Algeriz e Vila
Nova de Monsarros.
Barragem do Saidinho
A Barragens do Saidinho encontra-se situada na freguesia
da Moita, concelho de Anadia.
Trata-se de um ponto de água e de lazer.
Lagoa do Paul de Ancas
Mancha Vitícola – Paredes do Bairro
A mancha vitícola que atravessa a freguesia de Paredes
do Bairro é uma das paisagens mais bonitas que se
pode apreciar no concelho de Anadia.
Lagoa de Torres
Situada em Torres, freguesia de Vilarinho do Bairro.
Lagoa do Olho de Aguim
Património Arquitectónico
Palace Hotel da Curia
O Palace Hotel da Curia surgiu no início da década
de 20 do século XX, a partir da transformação
de dois edifícios banais, pelas mãos do Arquitecto
Norte Júnior. No interior pode-se observar um elevador,
em arte-nova, da mesma época.
Este edíficio encontra-se em fase de classificação
como imóvel de Interesse público.
Estação Vitivinícola da Bairrada
A Estação Vitivinícola da Bairrada foi fundada
a 30 de Junho de 1887 com a denominação de Escola
Prática de Viticultura e Pomologia da Bairrada. O seu
primeiro director, o Eng.º Agrónomo José Maria
Tavares da Silva, durante os 11 anos que permaneceu em Anadia,
preocupou-se por cumprir o objectivo principal pelo qual foi
criado o estabelecimento vitivinícola da Bairrada - “Estabelecer
e arranjar novas práticas de cultura da vinha e valorizar
os seus produtos”. Nestas instalações, em
1890, surgiu o primeiro espumante natural na Bairrada, produzido
por este engenheiro agrónomo. Actualmente, a Estação
Vitivinícola da Bairrada, continua a desenvolver trabalhos
de investigação e experimentação
com vista ao melhoramento dos meios de produção.
Estação de Caminhos-de-ferro da Curia
O Edifício da Estação de Caminhos-de-ferro
da Curia foi projectado por Cottinelli Telmo e inaugurado em
1944. Este edifício guarda quatro painéis de azulejos
elaborados por Jorge Barradas, em 1945.
Paço de Óis do Bairro
O Paço de Óis do Bairro encontra-se classificado
como imóvel de interesse público.
O estilo arquitectónico predominante é do século
XVIII, época em que foi reconstruído devido ao
incêndio que o destruiu parcialmente, tendo sido restaurada
com base na parte mais antiga (século XVII), que se conservou
intacta.
Esta Casa Senhorial ostenta, ainda, elementos do século
XIX.
Paço da Graciosa
O Paço da Graciosa foi construído no último
terço do século XVIII. Em finais do século
XIX (cerca de 1896) procedeu-se ao levantamento de uma estrutura,
em estilo neo-manuelino, suportada por colunas do século
XVII, provenientes das demolições da cidade de
coimbra, as quais ostentam alguns capiteis oriundos da Igreja
de S. Cristóvão (Coimbra).
Pensa-se que José de Melo Sampaio Pereira de Figueiredo
tenha sido quem mandou erigir este edifício, actualmente
classificado como Imóvel de Interesse Público.
Casa do Pintor Fausto Sampaio
Situada em Anadia, na Avenida José Luciano de Castro,
a Casa onde viveu o Pintor Fausto Sampaio está classificada
como Património de Valor Concelhio.
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Concelho
de Ansião
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Embora as primeiras referências a Ansião
datem de 1175, só em 1514 D. Manuel a eleva a vila, e lhe
outorga foral. O pelourinho, já do século XVII, testemunha
na sua inscrição latina a doação da
vila a D.Luiz de Menezes, Conde da Ericeira, como prova de agradecimento
régio pela sua valorosa participação na Batalha
do Ameixial. A ponte da Cal de seiscentos, a Igreja Matriz de construção
austera do século XVII, as Capelas da Misericórdia
e do Senhor do Bonfim, e o Museu Municipal não poderão
ser esquecidas nesta viagem pela História. Uma viagem que
pode começar milénios antes ali bem perto: a existência
de uma Anta na Atalaia, outra em Alto do Pisca e a localização
de um castro da Idade do Ferro no Escampado de S. Miguel são
disso testemunho. Um tesouro de denários encontrado junto
do castro de Trás de Figueiró, e a possibilidade
de a Via Romana que de Sellium se dirigia a Conímbriga atravessar
estas terras, parece ficar provada em Santiago da Guarda.
A Residência Senhorial dos Condes de Castelo Melhor com
a sua torre quatrocentista conta muito da história destes
lugares:
As pedras desta construção integram diversos materiais
do tempo da dominação Romana, nomeadamente uma
inscrição que indica a existência de uma
aldeia que, ao tempo, deveria pagar os seus impostos ao município
vizinho.
E esta viagem deve continuar por Alvorge e Torre de Vale Todos
e Lagarteira, povoações que se situariam na área
da Ladeia, linha de fronteira entre cristãos e mouros
nos séculos XII e XIII. Também Medieval é o
forno do Avelar. Forno que, pela Senhora da Guia em Setembro,
cozia o "Bolo" que era distribuído ao povo.
Muitos séculos depois, em 1933, José Malhoa pintava
um belíssimo retábulo dedicado a Nossa Senhora
da Consolação, que está no altar-mor da
Igreja Matriz de Chão de Couce.
Património do Concelho
Igreja Matriz de Ansião
Capela da Constantina
Igreja Matriz de Alvorge
Capela da Misericórdia
Capela da Ateanha
Igreja N. Sra. da Graça
Igreja Matriz de Santiago da Guarda
Igreja de S. Domingos
Igreja Matriz da N. Sra. da Guia
Igreja Matriz de Chão de Couce
Capela N. Sra. do Pranto
Igreja N. Sra. das Neves
Ruínas da Torre da Ladeira
Residência Senhorial dos
Condes de Castelo Melhor
O Paço de Vasconcelos ou Residência Senhorial dos
Condes de Castelo Melhor, conhecido a nível local pelo "castelo
de Santiago", é um importante exemplar dos antigos
paços senhoriais rurais, da região entre Coimbra
e Leiria.
Monumento atribuído aos Vasconcelos Ribeiros e Sousas
do Prado, manteve-se na posse desta família desde o século
XVI até à segunda metade do século XIX.
Nos finais desse século, com o advento da Revolução
Liberal e a consequente extinção dos Morgadios,
passou a ser utilizado para fins diferentes daqueles para os
quais fora construído. Iniciou-se assim um processo de
degradação contínua que se acentuou ao longo
do século XX mas que não impediria, em 1978, a
sua classificação como Monumento Nacional.
Manteve-se
em mãos privadas até 1996, ano em que
a Câmara Municipal de Ansião adquiriu o imóvel,
condição que se viria a revelar fundamental para
a sua posterior reabilitação.
A par de toda a intervenção arquitectónica,
cuja planificação então se iniciou e que
actualmente se encontra concluída, iniciou-se também
em 2002 um trabalho de pesquisa arqueológica no local.
Um local onde, ferira-se, já existiam indícios
de presença romana, nomeadamente uma pedra com inscrição
latina na fachada da Torre. Essa intervenção arqueológica
viria a revelar, dentro das paredes da residência Senhorial,
a "pars urbana" (área onde habitava o proprietário)
de uma villa tardo-romana do século IV/V, onde foram postos
a descoberto pavimentos musivos de excepcional valor e que se
destacam no panorama nacional. Quanto à existência,
num mesmo local, de uma residência senhorial do Séc.
XVI e de uma villa Romana, é mesmo considerada única
na Península Ibérica.
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Concelho
de Arganil
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O Concelho de Arganil, enquadrado no território da Região Centro de Portugal, integra, também, a designada sub-região do Pinhal Interior Norte, composta por catorze concelhos.
Situado na província da Beira Litoral e pertencente ao Distrito de Coimbra, é delimitado a Norte pelos Concelhos de Penacova, Tábua e Oliveira do Hospital, a Sul confronta com os Concelhos de Góis e Pampilhosa da Serra, a Este com os Concelhos de Seia e Covilhã e
a Oeste com o Concelho de Vila Nova de Poiares.
O enquadramento geográfico do Concelho de Arganil determinou uma grande
heterogeneidade no que concerne ao relevo que o caracteriza. Aliada à paisagem
característica das bacias hidrográficas do Rio Alva e do Rio
Ceira, que delimitam o Concelho a Norte e a Sul respectivamente, surge com
maior predominância a paisagem serrana, dominada pela sumptuosa Serra
do Açor, situada em plena Cordilheira Central.
“…os vales fundos em que normalmente o rio se espraia
alternam com serras abruptas, umas vezes agrestes, outras repletas
de vegetação.”
Regina Anacleto
Os principais cursos de água existentes no Município – Rio
Alva e Rio Ceira – e os seus afluentes apresentam-se como
extraordinárias condições naturais que permitiram
o surgimento de diversas praias fluviais, localizadas em diferentes
pontos do Concelho de Arganil, as quais constituem locais muito
aprazíveis para os apreciadores.
Na Serra do Açor o xisto prevalece e apresenta-se como
um elemento fundamental que em muito contribui para, por força
natural ou por obra do Homem, moldar a beleza da paisagem, que é fortalecida
pela presença em alguns locais, de espécies características
da flora outrora predominante nas encostas xistosas do Centro
de Portugal, como sejam o castanheiro, o sobreiro, o carvalho,
a aveleira, a nogueira e a cerejeira.
A Mata da Margaraça, integrada na Área de Paisagem
Protegida da Serra do Açor está classificada como
Reserva Natural da Rede Nacional de Áreas Protegidas e
Reserva Biogenética do Conselho da Europa, e constitui
uma relíquia da cobertura florística da região.
A Área de Paisagem Protegida compreende igualmente a Fraga
da Pena, recanto de rara beleza que as majestosas quedas de água
enaltecem, e que está classificada como Reserva de Recreio.
As inúmeras referências históricas ao Concelho
de Arganil levam-nos ao seu passado ancestral e longínquo,
existindo testemunhos arqueológicos que remontam a uma
das mais antigas fases da história da humanidade, o Calcolítico – Necrópole
dos Moinhos de Vento - e à Época Romana – Acampamento
Militar Romano da Lomba do Canho.
O primeiro foral de Arganil data de 25 de Dezembro de 1114,
tendo sido atribuído por D. Gonçalo, Bispo de Coimbra.
Em 08 de Junho de 1514, aquando da reforma dos forais, o rei
D. Manuel concedeu nova carta de foral a Arganil.
A atestar a história de Arganil está, também,
o seu património arquitectónico com particular
evidência para a Capela de São Pedro – classificada
como Monumento Nacional -, o Mosteiro de Folques, o Túmulo
de Mateus da Cunha (na Igreja Matriz de Pombeiro da Beira) e
a Igreja Matriz de Vila Cova de Alva, classificados como Imóveis
de Interesse Público. Para além destes, também
a Aldeia Histórica do Piódão (Imóvel
de Interesse Público), a Benfeita (localidade que integra
a Rede de Aldeias do Xisto), os Centros Históricos de
Arganil, Coja e Vila Cova de Alva constituem núcleos arquitectónicos
de relevante valor, sem esquecer a importância afectiva
que o Santuário de Nossa Senhora do Mont'Alto tem para
todos os arganilenses.
Abrangendo uma superfície aproximada de 332 Km2, o Concelho
de Arganil compreende dezoito freguesias, nomeadamente, Anseriz,
Arganil, Barril de Alva, Benfeita, Celavisa, Cepos, Cerdeira,
Coja, Folques, Moura da Serra, Piódão, Pomares,
Pombeiro da Beira, São Martinho da Cortiça, Sarzedo,
Secarias, Teixeira e Vila Cova do Alva.
(mais informação em breve)
(Veja Mais em Câmara
Municipal de Arganil) |
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Concelho
de Aveiro
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Sol & Mar
CONHECA AS PRAIAS DE AVEIRO!
Por via terrestre, Aveiro tem um acesso directo à fronteira
com Espanha pela A25, a qual atravessa Portugal de Oeste a Este. É já sabido
que o TGV irá ter uma paragem obrigatória em Aveiro,
passando a dispor de uma ligação ferroviária
de grande velocidade ao país vizinho de Espanha. As praias
de Aveiro.
A Ria – porta aberta para o Oceano – e a sua estreita
ligação ao mar influenciaram, desde sempre, Aveiro.
Falar da Ria é falar de Aveiro do seu sal e das suas marinhas,
do moliço e do barco moliceiro, cujo colorido das proas e
das rés dá outra vida à própria laguna.
Na região podemos desfrutar de paisagens maravilhosas, nomeadamente
um local único na Região de Aveiro, S. Jacinto.
Em S. Jacinto reside a melhor praia do Concelho de Aveiro, com um
extenso areal, com balneários totalmente equipados, apoio
de praia (café) e acesso para pessoas com limitações
físicas, a Praia de S. Jacinto é única na Região.
Começando pelos acessos. S. Jacinto está limitado a
Este pela Ria, a Oeste pelo Oceano Atlântico e a Norte pela
Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto. Situação que
lhe confere características únicas, pois para chegar
a esta localidade tem de ir de autocarro até ao Forte da Barra,
seguindo uma travessia lindíssima na Ria de Aveiro de Lancha
ou de Ferry-Boat (onde é possível fazer a travessia
com o automóvel).
Um dos encantos de Aveiro é a sua praia, óptimo local
de lazer e excelente espaço para férias em qualquer época
do ano. A praia de S. Jacinto é uma das mais famosas praias
do litoral português.
Turismo de natureza
Aveiro possui imensas potencialidades ao nível do ECOTURISMO.
Nesta categoria, Aveiro possui um conjunto de espaços fantásticos
para o usufruto da natureza, da paisagem, da fauna e flora característica
local.
Para o efeito, recomendamos a visita:
Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto;
Salgado Aveirense;
Pateira de Requeixo;
Baixo Vouga Lagunar;
Frente urbano-ribeirinha da cidade;
entre muitos outros.
Para grupos que preferem a visita acompanhada, recomendamos que consultem
as Rotas e Circuitos de Aveiro, pois aí apresentam-se diversas
empresas de Animação turística que possuem pacotes
fixos e outros que podem ser "feitos à medida" da
vontade do cliente.
Conheça o nosso Concelho, muita diversidade e singularidade
no desenvolvimento do Turismo de Natureza.
Para mais informações, contacte os Serviços
de Turismo do Município de Aveiro.
in AVEIRO TURISMO
+ Locais
a
visitar
A Ria de Aveiro
O Cais da Fonte Nova
A Universidade de Aveiro
As Salinas
Os barcos Moliceiros
Jardim D.Pedro V
A Antiga Capitania
Os montes de Sal
Museu de Aveiro
Conheça ainda
A cidade com mais canais navegáveis de Portugal»»»
A tradição do Sal... nas histórias do EcoMuseu»»»
O colorido do pôr do sol junto à ria»»»
Um Centro de negócios, inovação e investigação»»»
Os barcos que são moliceiros»»»
A animação das ruas»»»
A Arte... que é Nova»»»
Um ambiente único»»»
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Concelho
de Batalha
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Lendas e Tradições
Num Concelho com largos séculos de história, várias
e encantadoras lendas e tradições foram nascendo
com o tempo, perpetuando-se até hoje na memória local.
Muitos costumes religiosos e seculares foram entrando no quotidiano
popular, traduzindo-se em diversas manifestações
culturais.
A escolha do local onde se encontra o Mosteiro de Santa Maria
da Vitória surgiu, diz o povo, depois de D. Nuno Álvares
Pereira ter arremessado a sua espada na referida direcção.
O lugar onde a mesma parou foi o local escolhido para a construção
do monumento.
Os nomes das aldeias são, com frequência, justificados
por lendas. Reza a história que a localidade da Rebolaria
terá nascido do "rebolar" de uma bola ou de pedras
em direcção ao Mosteiro.
A lenda da origem das Alcanadas refere-se aos tempos do Dilúvio. O patriarca
Noé, ao passar com a sua arca por estas paragens, perguntou: "Arca,
nadas ou já estamos em terra firme?", surgindo assim o nome desta
localidade.
Na Quinta do Sobrado, aldeia da Freguesia da Batalha, até há algum
tempo atrás, mantinha-se a tradição de festejar
o São João em volta do Penedo, um rochedo localizado
junto deste lugar e da localidade de Brancas, considerado um guardião
de lendas sobre mouras encantadas e potes de ouro e venenos escondidos.
Pelo São João iniciava-se a época balnear
e, nas Brancas, ía-se ao banho nas termas de água
salgada ali existentes.
Na Freguesia de Reguengo do Fetal, existe uma lenda segundo a
qual Nossa Senhora terá aparecido a uma jovem pastora, lenda
que levou à construção da Capela da Memória.
A dita aparição trouxe ao local muitos fiéis
o que levou à construção de uma casa de peregrinos.
Ainda na localidade de Reguengo do Fetal, a N. Sr.ª da Consolação é conhecida
por curar as verrugas. Segundo a tradição, os crentes atiram
pela janela aberta junto ao pavimento tantas pedras ou tantos grãos
de trigo, quantas verrugas pretendem retirar. A cura fica completa com a lavagem
das mãos na água da fonte sobre a qual está construída
a capela da memória.
No dia de Todos-os-Santos, 1 de Novembro, em todo o Concelho
as crianças pedem o bolinho, também conhecido como "Santoro".
No dia seguinte vela-se pelas Almas, em celebrações
religiosas nos cemitérios do Concelho.
O ano termina com uma celebração de Natal, que,
no Reguengo do Fetal constitui uma oferta de géneros e produtos
ao Deus Menino. Esta tradição de oferecer presentes
ao Menino Jesus era comum em toda a região.
A Região
O Concelho da Batalha está integrado numa zona turística com um
diversificado valor patrimonial, região que integra alguns dos monumentos
mais visitados do nosso país.
Na Região de Turismo Leiria-Fátima, rica em património,
estão representados vários concelhos como Alcobaça, Batalha,
Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Pombal, Porto de Mós e Ourém.
Conheça os magníficos monumentos que reflectem uma nação
com quase nove séculos de História. Destacamos muito sumariamente
o Mosteiro de Alcobaça - berço da cultura portuguesa, passando
pela pérola da arquitectura gótica do Mosteiro da Batalha. De seguida
percorra o mundo dos antigos cavaleiros nos castelos medievais de Leiria, Ourém,
Pombal e Porto de Mós.
Já na Marinha Grande, prossiga à descoberta da nossa região
conhecendo e apreciando a Rota do Vidro.
Descubra, depois, os caminhos da Fé que conduzem ao Altar do Mundo, Fátima,
onde se encontra um conjunto de lugares místicos e repousantes que esperam
por si...
Experimente os prodígios da paisagem natural, ao caminhar pelos vales
perfumados das Serras de Aire e Candeeiros, conhecendo o seu Parque Natural,
as deslumbrantes grutas naturais, os trilhos pedestres e os vestígios
do mundo dos dinossáurios. Já pelo Pinhal do Rei, na faixa litoral
de Leiria, estende-se um manto verde que se perde ao encontro do oceano atlântico.
Nas bucólicas margens do Rio Lis, desfrute dos inesquecíveis momentos
de prazer e descanso que lhe proporcionam as nascentes curativas das Termas de
Monte Real.
Por entre cerca de 57 quilómetros de linha de costa, usufrua do magnífico
sol e mar das praias típicas e animadas como a Nazaré, Vieira e
Pedrógão, e também das refinadas e cosmopolitas como São
Pedro de Moel e São Martinho do Porto.
Oito concelhos divididos entre a Serra e o Mar, salpicados pelas cores que se
transformam na imaginação, como que talhados por mãos hábeis,
fazem da Região de Turismo Leiria/Fátima um local especial e... único.
(Veja Mais em Câmara
Municipal de Batalha)
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Concelho
de Bombarral
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Património
Arqueológico
Gruta Nova da Columbeira
Situa-se numa encosta do Vale do Roto, próximo da povoação
da Columbeira e foi descoberta em 1962. È uma das poucas
grutas portuguesas com ocupações do paleolítico
médio e uma das duas que forneceu testemunhos arqueológicos
atribuídos ao ao homem de Neanderthal. As datações
obtidas permitem situar as ocupações paleolíticas
de época mustierense em cerca de 30.000 anos a.C.
A indústria lítica encontrada revela que a gruta
foi ocupada longa e intensamente pelas populações
da época, por vezes como residência permanente e outras
vezes em curtos períodos sazonais. Da fauna recolhida destacam-se
a hiena das cavernas, o lobo, o urso pardo, o veado, a cabra montês
e o auroque.
Gruta da Lapa do Suão
Também situada no Vale do Roto, mais acima da Gruta Nova, julga-se que
foi Carlos Ribeiro, por volta de 1880, o seu primeiro escavador.
Esta gruta contém ocupações humanas que se desenvolveram
ao longo de milhares de anos. Além do Paleolítico Superior, existem
níveis do Neolítico, que forneceram importante espólio,
como machados de pedra polida, ídolos-placa decorados, pequenas estatuetas
zoomórficas de coelhos e uma estatueta antropomórfica em terracota.
Outro material poderá ser atribuído à Idade do Cobre.
Existe ainda um importante nível tumular da Idade do Bronze constituído
por ossos humanos carbonizados, muitos vasos de cerâmica e uma taça
decorada no interior com ornatos brunidos formando um motivo floral.
Castro da Columbeira
O monte onde se situa o Castro, chamado “Serra do Castelo”,
está sobranceiro à povoação da Columbeira.
Trata-se de um importante povoado da Idade do Cobre com cerca
de 4.000 anos. Tem duas cinturas de muralhas reforçadas
com torres. A fortificação central, de formato
quadrangular, apresenta torres circulares, bastiões semi-circulares
e uma entrada virada para sudeste.
Os materiais encontrados, que permitem integrar este povoado
na Idade do Cobre inicial, constam vasos cerâmicos, alguns
decorados, pontas de seta e lâminas em sílex, machados
de pedra polida, utensílios em osso e pesos de tear. Os
seus habitantes desenvolviam actividades agrícolas e pastorícias
(mais informação em breve)
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Concelho
do Caldas da Rainha
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As Caldas da Rainha são conhecidas especialmente pela sua loiça característica e pela sua gastronomia. Mas não é só isso que a cidade tem para oferecer. Nela encontramos vários locais importantes relativos à sua história, locais de lazer, etc. Aqui podemos conhecer um pouco melhor cada um desses locais e o que têm para nos oferecer.
Praça da fruta
A cidade tem como “ex-libris” desde há muitos
anos o seu Mercado Diário, a tão conhecida “Praça
da Fruta”.
De manhã as frutas, legumes e flores dão um colorido
invulgar e inesquecível a esta praça.
Á
tarde, vazia de mercado, o contraste negro e branco do empedrado
salta à vista. Quadrados pretos alternam com quadrados brancos
e como cada quadrado mede um metro de lado é essa a área
ocupada pelas bancas dos vendedores. Entre as filas de quadrados,
enfeitando os sítios por onde passa o comprador, linhas
curvas, flores e estrelas de pedra negra. É um espaço óptimo
para as crianças gastarem energia, saltitando entre as pedras
brancas e negras, contando estrelas e flores.
Igreja de Nossa Senhora do Pópulo
A Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, matriz das Caldas da
Rainha, é considerado um Monumento Nacional.
De início construída como capela do primitivo Hospital
Termal, a Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, teve a sua
conclusão em 1500, sendo-lhe anexada a torre sineira entre
1500 e 1505.
A sua autoria é atribuída a Mateus Fernandes (pai),
mestre das obras da Batalha.
Neste edifício conjugam-se elementos do tardo-gótico
europeu com outros de características mais locais (mudéjares
e manuelinos). Possui o revestimento interior em azulejos seiscentistas,
mantendo da construção primitiva painéis azulejares
hispano-árabes nos altares laterais. Localizado sobre o
arco triunfal, o tríptico da Paixão tem motivado
o interesse de investigadores, quando à sua autoria e localização
original.
Hospital Termal
O Hospital Termal das Caldas da Rainha, à sombra do qual
nasceu a povoação, foi fundado em 1485 pela Rainha
D. Leonor. Contruído sobre as nascentes de águas
sulfúreas, representa o mais antigo Hospital Termal do mundo.
Com as suas 110 camas, foi o primeiro dos hospitais modernos surgidos
em Portugal, contando com assistência médica permanente.
As águas termais caldenses têm suscitado, desde o
século XVI, a atenção da Química e
da Medicina. A sua natureza e composição, bem como
os seus efeitos, deram origem a uma extensa bibliografia publicada
em Portugal e no estrangeiro.
No séc. XVIII, quando por toda a Europa se assistia a um
renascimento do interesse pelo aquinismo, o rei D. João
V, ele próprio frequentador assíduo do hospital caldense,
ordenou a sua reedificação. As obras tiveram Manuel
da Maia como arquitecto responsável.
No século seguinte, o aumento e diversificação
social da afluências aos banhos das Caldas, foram acompanhados
por significativas inovações. O Hospital foi integrado
no património do estado, modernizou as suas instalações
e equipamentos e dotou-se de um conjunto de estruturas de apoio
aos tempos livres dos termalistas, entendidas como meios complementares
de terapêutica hidrológica. Estão neste caso
o Parque D. Carlos I, com o seu lago e campos de jogos, o Clube,
os novos pavilhões hospitalares e balneário termal.
A água mineral natural das Termas das Caldas mantém,
ainda hoje, intactas as suas virtudes terapêuticas. Sendo
de natureza sulfúrea, as águas termais estão
particularmente recomendadas no tratamento das doenças reumáticas
e musculo-esqueléticas e na recuperação de
situações pós-traumáticas.
Museu De José Malhoa
O Museu José De Malhoa situa-se no belo Parque D. Carlos
I, nas Caldas da Rainha. Fundado em 1934, foi provisoriamente instalado
no "Pavilhão Rainha D. Leonor" antiga "Casa
dos Barcos", sendo o edifício definitivo, da autoria
dos arquitectos Eugénio Correia e Paulino Montês,
inaugurado em 1940 e ampliado em 1950 e 1955. António Montês,
primeiro director do Museu e um dos seus fundadores, dirigiu ao
pintor José Malhoa, natural das Caldas da Rainha, o pedido
de um quadro para a sua terra natal, tendo o artista oferecido
em 1926 o retrato da Rainha D. Leonor, padroeira da cidade.
Em torno desta obra de José Malhoa, criou-se a colecção
do Museu por ofertas do Mestre e de numerosos particulares.
Museu da Cerâmica
O Museu da Cerâmica encontra-se instalado na Quinta Visconde
de Sacavém, situado numa das principais zonas históricas
das Caldas da Rainha. Mandada construir pelo Visconde de Sacavém
em 1892, a quinta foi adquirida pelo Estado em 1981 e transformada
em museu em 1983.
Um Palacete de arquitectura típica do fim do século
passado e jardins frondosos compõem a Quinta que representa,
além de lagos e floreiras, profusa decoração
cerâmica. Os jardins e o Palacete oferecem assim uma panorâmica
da história dos azulejos em Portugal: desde os hispanos-mouriscos
do séc. XVI, polícromos do séc. XVII, painéis
historiados do séc. XVIII, e relevados do séc. XIX
- XX.
A faiança Caldense encontra-se amplamente representada no
primeiro andar com uma panorâmica da evolução
deste centro: iniciado com a escola dita da "Maria dos Cacos",
figura lendária que teria trabalhado durante a primeira
metade so séc. XIX e à qual se atribui peças
utilitárias de pequena dimensão num estilo ingénuo
e caricatural.
Em salas anexas figuram exemplares significativos do Atelier Cerâmico
e outros da autoria do escultor Costa Motta.
No segundo andar é digno de menção a colecção
de miniatura do Mestre F. Elias (1869-1937) e de José da
Silva Pedro (1907-1981) que trabalhou em Sacavém sob a influência
do primeiro.
in: http://caldasdarainha.com.sapo.pt
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Turismo
em Cantanhede
Quem visita o Concelho de Cantanhede é confrontado com
um vasto leque de experiências no contacto com uma natureza
estimulante pela sua riqueza e diversidade ou na convivência
com uma realidade sócio-cultural unificada em torno das
referências e dos valores patrimoniais que consubstanciam
as vivências peculiares das três regiões naturais
que constituem o território: a Gândara, espraiada
sobre o mar; a Bairrada, no interior, onde as estações
do ano se contam pelo crescer da vinha; e o Baixo Mondego, a Sul,
num vale contíguo às pedreiras da famosa pedra de
Ançã.
Na Gândara, com um horizonte entrecortado pelas nuances
cromáticas da floresta e dos milheirais, é possível
usufruir dos recantos bucólicos das nascentes, na Fervença
ou em muitos outros locais, desfrutar do branco macio dos areais
e do cheiro a maresia de praias que conservam intactas as suas
tradições de arte xávega e apreciar os sabores
apaladados da caldeirada, do robalo ou da sardinha assada na telha.
Na Bairrada, que tem no leitão assado a melhor iguaria
da sua rica tradição gastronómica e no vinho
de Cantanhede o mais precioso néctar desta região
demarcada, persistem ainda as referências a um amanho cuidado
das encostas solarengas que fazem parte do imaginário colectivo.
No Baixo Mondego, depois da passagem pelo relevo escarpado das
pedreiras, onde surgem amiúde marcas das actividades relacionadas
com a extracção da pedra de Ançã tão
apreciada pelos mais proeminentes escultores dos séculos
XV e XVI, estende-se um vale fértil e alagadiço que
integra os Campos do Mondego.
Com uma paisagem urbana marcada por uma certa dispersão,
o Concelho de Cantanhede mantém visíveis componentes
características das ancestrais formas de organização
social relacionadas com actividades agrícolas de outros
tempos. A este nível, perduram ainda exemplos notáveis
da popular casa gandaresa, verdadeiro ex libris da arquitectura
tradicional portuguesa, ou das moradias solarengas, com janelas
manuelinas trilobadas ou de avental recortado, escadas de tradição
setecentista e portas decoradas com brasões sabiamente esculpidos.
Do ponto de vista do património edificado, há um
conjunto significativo de igrejas e capelas que conservam no interior
inúmeras referências dos estilos manuelino, renascentista
e maneirista, também visíveis em alguns elementos
das suas fachadas.
Por outro lado, os inúmeros exemplos de estatuária
de grande valor artístico e histórico constituem
um precioso testemunho de uma actividade escultórica praticada
no Concelho desde há alguns séculos, o que não
terá sido alheio ao facto de a famosa pedra de Ançã possuir
características desde sempre muito apreciadas pelos escultores
nacionais e internacionais.
Enquadramento Histórico
Embora não existam elementos que nos conduzam a uma data
certa da fundação de Cantanhede, há alguns
importantes achados arqueológicos que dão conta
da presença humana no território pelo menos no
Paleolítico Médio, cujo terminus ocorre por volta
de 30.000 a 28.000 a.C..
Durante este período, o Homem de Neanderthal ocupou esta
região e foi responsável pelos inúmeros
artefactos em sílex encontrados em diversas estações
arqueológicas de freguesias como Ançã, Outil
e Portunhos. Esses achados, recolhidos ao longo de anos pelo
arqueólogo Carlos Cruz, estão hoje em exposição
no Museu da Pedra e compilados na Carta Arqueológica do
Concelho de Cantanhede, recentemente editada pelo Município
de Cantanhede.
O topónimo Cantanhede vem da raiz celta cant, que significa “pedra
grande”, e relaciona-se com as pedreiras existentes na região.
Daqui nasceu o primitivo “Cantonieti”, mencionado na
documentação dos séculos XI, XII e XIII também
com as grafias “Cantoniedi”, “Cantonidi” e “Cantonetu”.
As suas primeiras referências históricas remontam
a 1087, data em que D. Sisnando, governador de Coimbra, a teria
mandado fortificar e povoar. Segundo alguns autores, D. Afonso
II terá dado foral a Cantanhede, posteriormente confirmado
pelo foral outorgado por D. Manuel I, em 20 de Maio de 1514.
Foram seus donatários os Meneses, tendo sido D. Pedro de
Meneses o primeiro Conde de Cantanhede, título nobiliárquico
criado por D. Afonso V por carta datada de 6 de Julho de 1479.
O título seria depois renovado por Filipe II, em 1618, na
pessoa de seu neto e pai de D. António Luís de Meneses,
3.º Conde de Cantanhede e 1.º Marquês de Marialva,
que se notabilizou nas Batalhas de Linhas de Elvas e Montes Claros
e que foi um dos vultos mais importantes da Restauração
de 1640.
À família dos Meneses se ficaram a dever alguns
exemplares da arte do Renascimento existentes no Concelho, e a
casa que perpetua a sua memória acolhe as sessões
de Câmara desde 1805, embora a fixação definitiva
da sede municipal da autarquia no edifício só tenha
ocorrido em finais dessa centúria.
Das personalidades de vulto associadas a Cantanhede merecem ainda
referência o Capitão Pedro Teixeira, conquistador
da Amazónia, D. João Crisóstomo de Amorim
Pessoa, prelado, distinto orador sacro e Arcebispo Primaz de Braga
entre 1876 e 1883, Jaime Cortesão, médico, historiador
e ensaísta, Carlos de Oliveira, escritor e poeta, António
de Lima Fragoso, pianista e compositor emérito, Augusto
Abelaira, escritor, e Maria Amélia de Magalhães Carneiro,
pintora.
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Concelho
da CASTANHEIRA PÊRA
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Em Castanheira de Pera, em plena Serra da
Lousã, vale a pena subir até à Ermida
de Santo António da Neve. Aqui, não é só a
grandeza da paisagem que nos impressiona. É também
a história que nos faz recuar até ao ano de
1787, ano em que o Neveiro - Mor da Casa de Sua Majestade,
Júlio Pereira de Castro, mandou erguer a Ermida de
Santo António da Neve próximo dos antigos poços
do Neveiro Real. Mas em Castanheira de Pera não é só o
Santo António da Neve e a Serra da Lousã que
nos maravilham. Vale a pena descobrir, a partir do Coentral,
as margens da Ribeira das Quelhas ou aproveitar as ondas
artificiais da Praia Fluvial das Rocas. Depois, há também
circuitos para jeeps. Chamam-lhe, Romaria ao Santo António
da Neve, em homenagem à Romaria que as gentes da Serra
da Lousã aqui faziam. E quando admiramos, perto do
Coentral, o Vale da Ribeira de Pêra, é impossível
não recordar a importância que os lanifícios
tiveram na História de Castanheira de Pera. Sabemos
que entre 1864 e 1879 existiam onze Fábricas de Lanifícios.
Destes áureos tempos que marcaram o desenvolvimento
de Castanheira de Pera, resta-nos uma Fábrica em Safrujo.
A verde e vermelho produz barretes de Campino. Depois, em
Castanheira de Pera, há o prazer de descobrir as ruas,
a Igreja Matriz de traços setecentistas, os recantos
floridos e, quando é Verão e o calor aperta,
a Praia Fluvial do Poço da Corga. E há para
delícia do nosso paladar um fabuloso arroz de miúdos
de cabrito acompanhado do mesmo. Não faltam os grelos
frescos e o pão caseiro. Quando chega a hora do açúcar,
o arroz doce faz uma entrada triunfal.
in: Regiao de Turismo de Centro
(Veja ainda Câmara
Municipal de Castanheira de Pera)
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Concelho
de Coimbra
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Monumentos
da cidade de Coimbra
Carta dos Monumentos e Imóveis de Interesse Público
Carta dos Imóveis de Interesse Arquitectónico
Arco e Torre de Almedina
Casa Medieval
Colégio São Pedro
Hospital Real
Igreja da Graça
Igreja de Santa Cruz
Igreja de Santa Justa
Igreja de São Bartolomeu
Igreja de São Salvador
Igreja de São Tiago
Igreja de Santo António dos Olivais
Igreja e Colégio do Carmo
Jardim da Manga
Santa Clara-a-Nova
Mosteiro Santa Clara-a-Velha
Pelourinho
Sé Nova
Sé Velha
História do Fado de Coimbra
Canção de Coimbra
Uma definição e Quatro Momentos
A Canção de Coimbra é um género
musical enraizado num folclore urbano (o da cidade de Coimbra),
de duplo filão (o popular e o académico),
que entronca na Música Tradicional da cidade (daí as
suas influências regionais e locais) e que tem na
Serenata a sua expressão artística mais genuína.
São de considerar quatro momentos fundamentais na
evolução académica desta Canção
no século XX:
1º momento (anos 20). Com Edmundo de Bettencourt
(1899-1973), cantor e poeta da presença, surge a
Escola Modernista na Canção de Coimbra.
2º momento (anos 60). José Afonso (1929-1987),
libertando-se da guitarra como acompanhamento, recupera
a viola para essa função, acabando por influenciar
um Canto de Intervenção, com Adriano Correia
de Oliveira (1942-1982) e António Bernardino (1941-1996).
3º momento (anos 60). Abre-se o Ciclo Nuno Guimarães
(1942-1973), guitarrista e poeta, de 1963-66, renovando-se
a linha mais tradicional deste Cantar Académico,
que se irá reflectir no canto de José Manuel
dos Santos (1943-1989), Mário Soares da Veiga e
António Bernardino.
4º momento (anos 60/70). Luís Goes (n. 1933),
sendo aquele que melhor assimilou e assumiu a importância
de Edmundo de Bettencourt na redefinição
da Canção de Coimbra, origina, a partir de
1967, um Novo Canto, surgindo, assim, com a Escola Goesiana,
o Neo-Modernismo na Canção de Coimbra que
vai influenciar os anos 80 e 90 (gerações
do pós-modernismo).
Após o ressurgimento da Canção de
Coimbra (1978/80), as referências deixam de ser individuais
para surgir o grupo como identidade colectiva do desempenho
de todos. Contam-se por dezena e meia os grupos de estudantes
que desde então surgiram.
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Concelho
de Condeixa-a-Nova
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O Sítio de Conímbriga, que teria sido
habitado desde o Neolítico, tem presença
humana segura no Calcolítico e na Idade do Bronze, épocas
originárias dos testemunhos mais antigos que até nós
chegaram. É certo que os Celtas aqui estiveram:
os topónimos terminados em “briga” são
testemunho claro dessa presença. Conímbriga
era portanto um castro quando os Romanos em 138 a.C.
aqui chegaram e se apoderaram do oppidum(1).
O conjunto das Ruínas de Conímbriga, do
Museu Monográfico — construído na
sua imediata proximidade — e do castellum de Alcabideque
consubstanciam um complexo arqueológico de peso,
que permite reconstituir uma célula importante
do grandioso império romano. A imponência
e pragmatismo da arquitectura romana estão aqui
bem representados, assim como a superioridade da sua
acção civilizadora, que sobreleva dos mais
diversos pormenores do quotidiano.
Porquanto, conforme elucida o texto em epígrafe,
tivesse sido habitada desde tempos muito recuados, a
fundação de Conímbriga e da maioria
das construções nela erigidas remonta ao
tempo do Imperador Augusto (sécs I a.C. — I
d.C.).
As escavações arqueológicas puseram
a descoberto uma parte muito significativa do traçado
desta cidade possibilitando, ao visitante das Ruínas,
a comprovação de uma planificação
urbanística laboriosa e atenta a todas as necessidades:
o fórum, o aqueduto, os bairros de comércio,
indústria e habitação, uma estalagem,
várias termas, o anfiteatro, as muralhas para
circunscrição e defesa da cidade. Deste
conjunto, sobressai um bairro de ricas casas senhoriais — que
se opõe diametralmente às insulae da plebe,
pela complexidade da sua construção e requinte
decorativo — donde se destaca “A Casa dos
Repuxos”, de grande peristilo ajardinado e pavimentada
com mosaicos policromos, preservados in situ, exibindo
motivos mitológicos, geométricos, ou representando,
muito simplesmente, o real quotidiano.
· Visitar website: http://www.conimbriga.pt
Conheça ainda os Monumentos
Igreja Matriz de Condeixa
Palácio dos Almadas
Palácio dos Figueiredos
Palácio dos Sás
Palácio Conde de Podentes
Palácio de Sotto Mayor
Castellum de Alcabideque
Igreja Matriz da Ega
Paço dos Comendadores
Pelourinho da Ega
e outros Locais de Interesse
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Concelho
de Estarreja
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Estarreja é uma cidade portuguesa,
localizada no Distrito de Aveiro, na Região Centro
e sub-região do Baixo Vouga, com cerca de 7 800
habitantes.
É sede de um município com 108,4 km² de área,
28 332 habitantes (2006) [1] e densidade populacional
de 261,4 habitantes/km², estando subdividido em
7 freguesias. É limitado a norte pelo município
de Ovar, a nordeste por OLIVEIRA AZEMÉIS, a
sudeste por Albergaria-a-Velha e a oeste pela Murtosa.
Estarreja situa-se na freguesia de Beduído, na
margem direita do Rio Antuã, próximo da
Ria de Aveiro. Foi elevada a cidade em 9 de Dezembro
de 2004, sendo a única localidade do município
com essa categoria.
O Foral do Antuã (antigo nome de Estarreja) foi
atribuído por D. Manuel I, em Évora, a
15 de Novembro de 1519.
in: http://pt.wikipedia.org
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Concelho
de Figueira da Foz
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PATRIMONIO NATURAL
Praias
Nos 15km de praias douradas da Figueira da Foz encontra estados de mar multi-facetados,
que permitem responder ao apelos mais exigentes.
Serra da Boa Viagem
Equipamentos: parques infantis, parques de merendas, miradouros e circuito
geo-botânico (início a partir do miradouro da Bandeira).
Falésias do Cabo Mondego
Cabo Mondego – Serra da Boa Viagem
Figueira da Foz
A história geológica do nosso país, durante os tempos
do Jurássico Médio e Superior, está inscrita nestas falésias
situadas no sector ocidental da Serra da Boa Viagem, pelos muitos vestígios
de fósseis e pegadas de dinossauros atribuídas a megalosaurídeos.
Geo-monumento em vias de classificação.
PATRIMONIO CULTURAL
Mosteiro de Seiça
Seiça – Paião
Figueira da Foz
O primitivo mosteiro beneditino e respectiva igreja mandados construir por
D. Afonso Henriques (séc. XII) nas imediações de uma ermida
dedicada a Nossa Senhora, teve um papel importante nos progressos agrícolas
da região do Baixo Mondego. Em 1195 D. Sancho I filia o Mosteiro de
Seiça no de Alcobaça. No séc. XVI, D. João III
suprime-o e entrega os seus rendimentos às Ordens de Avis e de Cristo,
para novamente ser restituído à Ordem de Cister por D. Sebastião.
Beneficiou de inúmeros privilégios reais, episcopais e pontifícios.
Da reedificação a que foi sujeito no séc. XVII resta hoje
a imponente fachada com suas torres laterais.
Igreja de S. Julião
Largo de S. Julião
Figueira da Foz
Tel.: 233 422 325
A mais antiga referência data de 1096, pouco se conhecendo do edifício
até à sua reedificação que teve início em
1716. A Igreja apresenta uma fachada delimitada por duas torres e um interior
tipicamente setecentista, embora remodelado já no séc. XIX, destacando-se
o altar principal e uma das capelas laterais, onde pode ser apreciado um pequeno
retábulo em pedra do séc. XVI.
Convento de Santo António
Rua Gonçalo Velho
Figueira da Foz
Foi fundado em 1527, por Frei António de Buarcos, com o apoio de D.
João III e a benemerência de António Fernandes de Quadros,
Senhor de Tavarede. Sacrificado em diferentes épocas devido a condicionalismos
políticos e sociais, como a dominação filipina, sofreu
profundas transformações, sobretudo em termos arquitectónicos,
com realce para a grande remodelação de 1725. Como espaço
religioso apenas resta a Igreja de Santo António, dado que todos os
outros edifícios foram submetidos a outras funções. Pode-se
admirar uma construção com frontaria exterior de grande elegância
e um interior mais austero, completado por obras de escultura e pintura. Anexa-se
a esta edificação a Capela de S. Francisco, pertencente à Ordem
Terceira, cuja construção se situa no início do séc.
XIX.
Forte e Capela de Santa Catarina
Avenida de Espanha
Figueira da Foz
Constituiu um dos elementos de defesa do litoral, em conjunto com a Fortaleza
de Buarcos e o Fortim de Palheiros. O início da sua construção
situar-se-á possivelmente nos finais do séc. XVI, embora só tenha
sido concluída no século seguinte. Perde a sua função
militar no séc. XIX, mantendo-se apenas em funcionamento o seu farolim,
como auxílio à navegação e à entrada de
embarcações na barra. No seu interior existe uma pequena capela
do séc. XVII, dedicada a Santa Catarina, com um típico oratório
das fortalezas. São classificados como Imóveis de Interesse Público,
desde 1961.
in: http://www.figueiraturismo.com
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Concelho
de FIGUEIRÓ VINHOS
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Praias Fluviais
O Concelho de FIGUEIRÓ VINHOS possuidor de
um significativo património natural e paisagístico,
com uma densa mancha florestal e várias ribeiras
e espelhos de água, é uma referência
para o Turismo Ambiental e de Natureza na Região
em que se insere, onde se evidenciam pela sua beleza
e qualidade as suas Praias Fluviais, todas elas com excelentes
condições naturais, permitindo usufruir
de águas límpidas, de uma paisagem envolvente
bastante acolhedora e de equipamentos complementares
de apoio.
Praia Fluvial das Fragas de S. Simão
Um local de beleza ímpar, com águas límpidas
rodeadas de imensas fragas, que lhe dão o nome
e que possibilitam a realização de desportos
radicais, para além do simples lazer.
Acesso: Partindo de FIGUEIRÓ VINHOS, deverá seguir
na direcção de Aldeia Ana de Aviz; a cerca
de 3 km vire à esquerda, via EN 237, e siga no
sentido das placas que indicam Fragas de S. Simão
(cerca de 5 km) até encontrar um pequeno parque
calcetado e com uma cerca de madeira.
Instalações de apoio: bar, parque de merendas,
instalações sanitárias e balneários.
Praia Fluvial de Aldeia Ana de Aviz
Com uma represa que sustém a água da ribeira
e forma um local de ambiente aprazível para tomar
banho e desfrutar do sol, é reconhecida a nível
nacional pelas suas condições excepcionais.
Acesso: Saindo da vila de Figueiró e seguindo
na direcção de Aldeia Ana de Aviz, encontrará a
praia logo à entrada desta localidade.
Instalações de apoio: bar, parque de merendas,
instalações sanitárias e balneários.
Praia Acessível
Bandeira Azul
Praia Fluvial de Alge
Situada mais ao norte do concelho, ali se encontra uma
represa que sustem a água da ribeira e forma
um local de ambiente aprazível para tomar banho
e desfrutar do sol.
Acesso: Partindo de Campelo, tome a EN 347 (Castanheira – Penela)
e seguindo as placas encontrará este espaço
de lazer.
Instalações de apoio: parque de merendas,
instalações desportivas e balneários.
Foz de Alge
Nascendo no norte do concelho, a Ribeira de Alge desagua
no rio Zêzere onde a Albufeira do Castelo de Bode
começa a tomar forma. Neste local poderá praticar
diversos desportos aquáticos, deliciar-se com as
artes da pesca e com os sabores da gastronomia ou desfrutar
do simples lazer.
Acesso: Estando no centro da vila deve tomar a ex EN 350
em direcção a Arega, na povoação
de Enchecamas deverá virar à esquerda, tomando
o Caminho Municipal n.º 1142 (recentemente beneficiado),
em direcção à Foz de Alge.
Instalações de apoio: restaurantes, sede
do Clube Náutico e Parque de Campismo.
Jardim Parque Municipal
No centro da Vila, o Parque Municipal é orgulho
de todos os figueiroenses. A sua construção
teve início em 1930. Ao descer as suas escadarias, é com
gosto que se apreciam os vários canteiros primorosamente
traçados e cuidados ao longo de todo o ano. Aqui
as crianças têm o seu espaço, gozando
de equipamentos lúdicos onde podem brincar e encantar.
Existem ainda instalações desportivas e um
bar-esplanada.
Uma avenida de Plátanos majestosos separa este Parque
Municipal do Jardim situado na parte superior deste espaço
verde. Dominado por um grande lago, concilia as mais variadas
plantas com a sua arquitectura geométrica.
A beleza deste Jardim e todo o encanto da vila permitiram
que em 1998 FIGUEIRÓ VINHOS fosse premiado com
a Medalha de Prata no “Concurso Europeu Cidades e
Vilas Floridas”. Desde esta altura a autarquia promove
todos os anos o concurso “Figueiró Mais Florido”,
incentivando o colorido das flores em cada janela e jardim.
Cabeço do Peão
A Mata Municipal do Cabeço do Peão, com uma área
aproximada de 33,6 hectares é uma área de
propriedade municipal de dimensão significativa,
atendendo à sua localização adjacente à zona
urbana da Vila, assumindo-se como o pulmão de FIGUEIRÓ VINHOS, o que a vocaciona para uma zona de recreio e lazer.
O seu ponto mais alto ronda os 500 metros, no local onde
se situa a Capela de St.º António. Em toda
a sua área abundam espécies florestais, em
que domina o eucalipto e o pinheiro bravo, mas onde ainda
se podem referenciar carvalhos, azinheiras, loureiros,
medronheiros, para além de espécies arbustivas
como a urze branca, a giesta amarela e a carqueja que emprestam à paisagem
belas tonalidades. A zona dispõe de parque de merendas,
circuito de manutenção, parque infantil,
campos de ténis e de uma rede de caminhos vocacionada
para a prática do pedestrianismo, factores que configuram
excelentes momentos de recreação e repouso à sombra
do frondoso arvoredo que protege do Sol em dias de Verão.
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Concelho
de Gois
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Alvares
Património Histórico-Cultural
Pedra Letreira – Arte Rupestre - Na localidade
de Cabeçadas encontra-se a designada
Pedra Letreira, monumento de arte rupestre classificado
como IIP – Imóvel de Interesse Público,
no ano de 1997. O monumento é composto por uma
plataforma de xisto rebaixada, disposta horizontalmente,
na superfície da qual foram esculpidas diversas
gravuras, com um machado de pedra polida, através
da técnica de abrasão. Neste conjunto figuram,
entre outras representações, um arco e
flecha, motivos reticulados, pontas de seta e alabardas,
e ainda figuras antropomórficas.
Igreja Matriz de Alvares - É um edifício simples e possui portas
de grés rosado claro, sendo a principal emoldurada
nas ombreiras e no arco, apresentando a data de 1616
entre desenhos vegetais populares. Possui um púlpito
externo, cilíndrico, encostado a um cunhal. O
altar principal é seiscentista, armado em quatro
colunas coríntias. Nos intercolúnios abrigam-se
duas esculturas de madeira de Santo Agostinho e de Santo
António. A imagem do padreiro S. Mateus é do
tipo setecentista encontram-se ainda, na arrecadação,
três imagens de pedra: a Virgem com o Menino do
séc. XV, S. Mateus manuelino do séc. XVI
e Santa Isabel, mãe do Baptista, do séc.
XVI.
Capela de S. Sebastião - Monumento que remonta
a 1805. Ao Mártir os habitantes
de Alvares prometeram um bodo, se ele acabasse com a
peste que tantas vítimas fazia. Como tal aconteceu,
ainda hoje, no domingo que se segue ao S. Mateus, se
realiza a festa da comida com tremoços e carcaça
grande, benzida na capela. Esta tradição
também se verifica também noutras terras
do concelho.
Pelourinho - Pelourinho de estilo manuelino cuja data
deve remontar ao período quinhentista em que a
freguesia foi concelho.
Ponte Filipina sobre o Sinhel - Ponte, sobre a Ribera
do Sinhel, constituída
por dois arcos de volta inteira.
Espaço museológico
Casa do Ferreiro - Este Espaço Museológico está localizado
em Alvares. A casa, constituída por duas divisões,
era o local de trabalho de um ferreiro. Aqui é possível
ver as várias ferramentas usadas nesta arte, assim
como outros objectos antigos aí encontrados.
Espaço museológico de Arte Sacra - Este
espaço museológico está localizado,
provisoriamente, na Igreja Matriz de Alvares. Futuramente,
as peças de arte sacra serão mudadas para
as novas instalações.
Património Natural - Praia Fluvial da Ribeira
do Sinhel | Piscina Fluvial em Amiosinho | Albufeira
do Cabril
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Cadafaz
Património Cultural
Lagar de Azeite comunitário - Neste lagar podemos
ver como funciona o velho sistema de "varas",
mecanismo que ajuda a extraír
da azeitona o seu saboroso óleo, o azeite. Todos
os anos, na poca da apanha da azeitona, este lagar é colocado
a funcionar para fins turísticos. No final da
actividade os visitantes têm ainda a oportunidade
de saborear a tibornada (prato típico) bem regada
de azeite.
Moinho da Cabreira (interior) - Moinho de água, localizado junto ao lagar, usado
para moer milho, daí o fabrico da farinha. Esta
farinha é posteriormente usada para fazer a broa
de milho.
Ponte sobre o Rio Ceira
Capela de Santo António - Reformada no séc. XVIII, apresenta ainda na verga
da porta a data de 1505. Tem o alpendre e o tecto pintado,
representa doze cenas do Velho e Novo Testamento. Possui
ainda imagens do padroeiro, em pedra, e o retábulo é de
talha barroca do século XVII/ VIII. Esta Capela
fica no extremo norte da povoaçãp de Cadafaz.
Capela da Candosa
Igreja Paroquial de Cadafaz - A igreja do século
XVI, restaurada e ampliada nos séculos seguintes,
fica no meio da povoação
e tem na porta as seguintes datas 1686 e 1815, bem como,
ao lado, uma torre isolada. No interior possui altar-mor
de talha "Rococó" e dois colaterais
ambos do Século XVIII. A ornamentá-los
está uma Nossa Senhora ads Neves e outra de S.
Sebastião ambas renascentistas. Possui boas alfaias
e um magnífico orgão de pau preto, oferta
do Barão do Louredo, Manuel Lourenço Baeta
Neves.
Capela da Nossa Srª da Conceição
(Corterredor)
Capela de Santa Luzia (Relvas)
Pedra Riscada – Arte Rupestre
Lagar de Azeite comunitário
da Candosa
Moinho de água junto ao rio
Património Natural - Praia Fluvial da Cabreira
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Colmeal
Património Cultural
Igreja Paroquial dedicada ao culto de S. Sebastião
Igreja de proporções modestas e com uma
pequena torre do lado direito. Os dois sinos são
da oficina de Cantanhede de Sebastião Sorilha
e estão datados de 1836 e 1858. Esta igreja
foi construída em xisto, no lugar de uma antiga
Capela dedicada a S. Sebastião, que ficou orago
da freguesia. Tem três altares e uma capela moderna
do lado direiro e a imagem antiga do padroeiro é gótica,
de pedra .
Capela do N. Sr. da Amargura
Espaço Museológico do Soito -
Na bonita localidade de Soito, freguesia de Colmeal,
encontra-se o Núcleo Museológico do Soito.
Aqui encontrará peças que lhe proporcionarão
uma viagem ao passado!
Património Natural - Praia Fluvial da Ponte
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Góis
Património Cultural
Igreja Matriz e Túmulo de D. Luís da Silveira
-
Edifício de arquitectura religiosa, localizado
no extremo sul da vila, classificado como Monumento Nacional,
desde 1910. Templo dedicado a Santa Maria Maior, padroeira
da freguesia de Góis, cuja construção
corresponde a diferentes momentos, nomeadamente aos séculos
XV, XVI e XIX. De planta longitudinal composta por nave,
capela-mor, duas capelas laterais (do lado esquerdo temos
a Capela de S. José; do lado direito a Capela
das Almas), sacristia e antiga sacristia.
No interior,
destaca-se, entre outras obras de arte de grande relevância, o imponente túmulo
de D. Luís da Silveira. Esta obra atribui-se a
Diogo de Castilho e Diogo de Torralva. A torre sineira
da igreja, de planta quadrada, encontra-se à esquerda
do templo, separada do seu corpo principal.
Ponte Real e Capela do Mártir S. Sebastião
- A Ponte Real da vila de Góis foi mandada edificar
por D. João III em 1533, como atesta o alvará editado
pelo monarca a 20 de Abril desse ano. À entrada
da ponte, na base do morro do Castelo, levanta-se a Capela
do Mártir S. Sebastião, do séc.
XVIII, vincada de cantarias nas esquinas, entablamento
e fogaréus, pequeno campanário à direita,
portal armado, cúpula com fecho de pedra.
O conjunto é classificado como IIP – Imóvel
de Interesse Público.
Capela do Castelo - Ermida a Nossa Senhora da Assunção construída
no século XVI, por vontade de D. Luís da
Silveira, 17º Senhor de Góis e 1º Conde
de Sortelha. De estilo manuelino, a capela sofreu, no
entanto, uma série de transformações
aquando da sua recuperação, na primeira
metade de novecentos. Assume posição de
destaque do alto do morro do Castelo, de onde pode apreciar-se
bela vista sobre a Vila de Góis e as montanhas
que a rodeiam. No seu interior, encontra-se a imagem
de Nossa Senhora de Fátima, que é usada
todos os anos na Procissão das Velas, que se realiza
nos dias 1 e 31 de Maio: no dia 1 a imagem é transportada
até à Igreja Matriz, no dia 31 a imagem
regressa ao local de origem.
Curiosidade: Diz-se que a Capela foi construída
com os antigos materiais de uma fortaleza que ali existiu.
Paços do Concelho (antiga Casa da Quinta) - Edifício classificado como Imóvel de Interesse
Público. É uma das casas nobres edificadas
na vila beirã durante o século XVII. A
casa pertenceu à família Barreto Chichorro,
uma das mais importantes da Vila de Góis no século
XVII, instituidora de uma capela na Igreja Matriz, onde
estão sepultados alguns dos seus membros. No interior,
destacam-se as decorações das aberturas
do alçado principal e os quatro notáveis
tectos de masseira, com caixotões pintados, provavelmente,
na mesma época da construção, de
autor desconhecido. O edifício seiscentista tem
adossadas, de ambos os lados, duas construções
recentes, sem valor arquitectónico.
"Largo Francisco Inácio Dias Nogueira" (antigo
Largo do Pombal) - Nos finais da Monarquia e inícios da I República,
destaca-se a figura de Francisco Inácio Dias Nogueira,
como político e empresário.
Funda a Companhia
de Papel de Góis, consolidando
a indústria de papel, então já existente,
e instala a Central Hidroeléctrica de Monte Redondo,
obra arrojada para a época, que permitiu à vila
de Góis ter sido uma das terras pioneiras a ter
iluminação eléctrica pública,
ainda antes da cidade-mãe Coimbra.
Curiosidade:O seu busto, erguido por iniciativa popular
e por subscrição
pública, aliás o único da vila de
Góis, encontra-se no centro do largo que tem o
seu nome.
Igreja da Misericórdia - Igreja de planta longitudinal
composta por nave única
e capela-mor semicircular. No alçado lateral direito
tem adossadas a Casa do Despacho e a sacristia. De construção
quinhentista, mas profundamente alterada por vários
restauros no século XIX, apresenta tipologia original
adulterada.
Segundo documentos da época, o processo para
a construção da Misericórdia de
Góis foi iniciado em 1596 e, com o contributo
e ajuda do povo, é criada em 1598. Segundo o Arquivo
Histórico de Góis, a construção
original sofreu alterações, no entanto,
as datas e o tipo de modificações são
difíceis de precisar.
Sabe-se que em 1867 se procedeu
ao início das
obras para lá se colocar o relógio, onde
ainda hoje se encontra, obras essas que se prolongaram
até 1887.
Hoje podemos encontrar, no Largo Francisco Inácio
Dias Nogueira, um edifício do século XIX
com uma tribuna lateral, cujas imagens são Santa
Rita talhada em madeira, que remonta ao século
XVI, e ainda Nossa Senhora da Conceição,
do século XVIII.
Fonte do Pombal - A construção actual, de meados do século
XIX, encontra-se por cima do que resta da antiga fonte.
Esta fonte de duas bicas é também denominada
de Fonte do Jogo por nesse largo se ter jogado o Jogo
da Bola.
Curiosidade: Há quem diga que se estiverem a
beber água,
em cada uma das bicas, um homem e uma mulher, se estes
olharem um para o outro ao mesmo tempo, ficam apaixonados
para sempre.
Cisterna do Pombal- Cisterna de planta quadrangular
simples, com cobertura piramidal, apresentando abertura
em arco com porta envidraçada.
No interior, as paredes estão totalmente revestidas
de azulejos hispano-árabes de aresta, policromos
(verde, azul, amarelo e manganés), com cercadura
e diferentes padrões de tema geométrico,
destacando-se o círculo, a formar uma rosácea
na parede do fundo.
Curiosidade:
No século XVI, Sevilha era o grande produtor
de cerâmica e de lá vinham as grandes encomendas
para o distrito de Coimbra.
Casa de Alice Sande - Neste local, conforme a documentação histórica
e a recente pesquisa arqueológica, ter-se-á erguido,
em tempos remotos, o primeiro paço dos senhores
de Góis – os “Paços velhos”.
A casa actual poderá manter alguns vestígios
do antigo palácio, no entanto, à primeira
vista, dessa construção, actualmente, pouco
resta. Hoje, a casa pertence à Câmara Municipal
de Góis, por doação, em legado testamentário,
da última proprietária, Alice Sande, pintora
e miniaturista, com raízes familiares na terra,
que passou parte da sua vida em Góis. O compromisso
da Autarquia é abrir ao público a Casa-Museu
Alice Sande. Actualmente, está a decorrer o trabalho de inventário
do espólio doado pela artista ao Município.
Antigo Hospital de Góis - O antigo hospital de
Góis situa-se em pleno centro
histórico da Vila, voltado para a Praça
da República. Contígua ao edifício
do hospital encontra-se a antiga capela do Espírito
Santo. A construção do conjunto edificado
corresponde a uma vontade de D. Diogo da Silveira, 2º Conde
de Sortelha e 18º Senhor de Góis, na segunda
metade do século XVI. (…)
No ano de 2003,
o Município de Góis adquire
o conjunto edificado, antigos hospital e capela, com
a intenção de aí instalar o futuro
museu municipal, onde poderá expor as diversas
colecções que possui, nomeadamente de ourivesaria,
mobiliário, arte sacra e louça, na sua
esmagadora maioria resultado de doações
efectuadas ao Município. Nesse âmbito, destacam-se
o Legado Dr. Alfredo Simões Travassos, o espólio
legado pela Arq.ª Margarida Coelho, bem como as
ofertas da Sr.ª Enf.ª Fátima Jesus Neves.
Para a implementação do espaço museológico,
o Município tem vindo a desenvolver uma intervenção
prévia de carácter histórico e arqueológico,
de modo a enriquecer o programa museológico e
com vista à criação de projecto
de arquitectura de recuperação e reabilitação
do edificado.
Actualmente, verificamos que a descoberta
de património
arqueológico inédito na área correspondente à antiga
claustra do hospital veio, inegavelmente, confirmar a
importância do local e enriquecer o património
cultural já existente.
O Município de Góis tem em preparação
o projecto de recuperação e reabilitação
do conjunto edificado, de modo a preservar o património
arquitectónico, histórico e arqueológico
existente e a receber, condignamente, as colecções
dos bens que lhe foram legados.
Capela de Santo António -
Situada junto ao Parque do Cerejal, a capela constitui
um exemplo manuelino popular com o seu arco ruzeiro
e esquina externa lavrada em corda. O pequeno retábulo
deverá remontar à segunda metade do século
XVIII.
Curiosidade: O solo é revestido de tijolo e azulejo
sevilhano do séc. XVI.
Solar Beirão da Quinta da Capela -
Situado fora de Góis, o solar, classificado como
Imóvel de Interesse Público, era pertença
dos Barreto Chichorro, uma das mais importantes famílias
da Vila no século XVII. A designação
pela qual a quinta é conhecida deve-se à existência
de uma capela, que se encontra num plano mais elevado.
Central hidroeléctrica de Carcavelos
Núcleo Museológico do Esporão
Na localidade de Esporão poderá visitar
este simpático espaço museológico.
Na sala principal, dedicada à terra, podem admirar-se
peças ligadas ao quotidiano, bem como fotografias
antigas e objectos de alguma raridade. Também
pode visitar-se uma sala de exposições
temporárias.
Aldeias do Xisto
Pena | Aigra Nova | Aigra Velha | Comareira
As gentes destas povoações cultivam as
terras, dedicam-se à criação de
cabras e, em tempos passados, também à criação
de bois. Viviam de uma agricultura de subsistência,
cultivando principalmente milho, batatas e feijões.
Os habitantes destas aldeias, por vezes, vinha a Góis
a pé para fazer compras ou vender os produtos
da sua horta, como o milho.
No verão, estas aldeias enchem-se de vida: os
que delas saíram há muitos anos à procura
de melhores condições de vida regressam
agora para matar saudades...
Ver website: http://www.aldeiasdoxisto.pt
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Vila Nova do Ceira
Património Cultural
Ermida de Nª Sr.ª da Candosa - Construida
em 1898, numa fraga de quartzito, no Cerro da Candosa.
Aqui realiza-se todos os anos, a 15 de Agosto, a romaria
em honra da Nª Srª da Candosa.
Igreja Matriz dedicada ao culto de S. Pedro - Foi construída em 1665 e, posteriormente, no
ano de 1881, foi restaurada pelo povo. Recorrendo a comparticipação
do Estado, que para isso recorreu ao "Cofre das
Bulas", a 25 de Dezembro de 1885 é inaugurada
e entregue ao culto, sendo esse o edifício actual.
Os altares são modernos, o mesmo não se
passando com uma imagem de São Pedro, de aspecto
renascentista. A igreja possui no seu espólio
alfaias antigas, uma cruz processional de prata branca
do século XVI, um véu de ombros de seda
branca com flores matizadas do século XVIII, e
também uma casula roxa, oferta da paróquia
de Badalona (Barcelona, Espanha) a Leão XVIII.
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Património Natural - Cerro da Candosa | Praia
Fluvial das Canaveias
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Concelho
de Íhavo
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O Concelho de Ílhavo localiza-se a Sul do Distrito
de Aveiro e faz parte da Região Centro (NUT 1)
e do Baixo Vouga (NUT II).
Os 37.209 residentes distribuem-se numa área territorial
de 75km2 e por quatro freguesias: S. Salvador, Gafanha
da Nazaré, Gafanha da Encarnação
e Gafanha do Carmo, registando-se uma densidade populacional
de 496hab/km2.
Do Concelho destaca-se a Freguesia de S. Salvador (sede
de Concelho), como a mais populosa (16.760 habitantes)
e a Freguesia da Gafanha da Nazaré como a mais
densa (899 hab/km2). O Concelho possui duas cidades,
a Cidade de Ílhavo (13 de Julho de 1990) e a jovem
Cidade da Gafanha da Nazaré (19 de Abril de 2001).
O Concelho é atravessado no sentido Norte-Sul
pelos Canais de Mira e de Ílhavo (Canal do Boco),
que definem uma divisão tripartida do território:
uma estreita faixa litoral entre o Mar e o Canal de Mira,
uma área central, entre este canal e o Canal de Ílhavo
e uma área interior, a nascente do Canal de Ílhavo.
Demografia
De acordo com os Resultados Definitivos dos Censos 2001,
no Concelho de Ílhavo teremos uma população
residente constituída por 37.209 indivíduos,
sendo 18.036 do sexo masculino e 19.173 do sexo feminino
e distribuídos da seguinte forma pelas quatro
freguesias: Gafanha do Carmo – 1.521, Gafanha da
Encarnação – 4.907, Gafanha da Nazaré – 14.021,
S. Salvador – 16.760. A população
não residente, nomeadamente com os fluxos da época
balnear das praias da Barra e da Costa Nova, atinge o
valor de 50.000 habitantes.
Segundo os Censos de 2001 a densidade populacional era
de 521 hab/km2 naquela data. Refira-se que no ano de
2004 existiam registados no Centro de Saúde do
Concelho de Ílhavo 39396 utentes.
No que toca à distribuição da população
por grupos etários, podemos constatar que o grosso
da população (20.512 indivíduos)
se encontra na faixa etária entre os 25 e os 64
anos.
Se fizermos um análise comparativa da evolução
da população registada através dos
anos 1960, 1970, 1981, 1991 e 2001, poderemos concluir
que a população decresceu entre as décadas
de 60 e 70, muito provavelmente devido à onda
de emigração a que se assistiu neste período,
sendo que, a partir da década de 80 este decréscimo
viria a ser superado e, a partir daí, a população
tem vindo a assumir uma tendência de constante
crescimento.
Classificação Climática
Segundo Thornthwaite (Ferreira, 1965), pode descrever-se
a região como apresentando um clima pouco húmido,
temperado, com défice de água moderado
no Verão e eficácia térmica no Verão
nula ou pequena.
Segundo Koppen, Ílhavo tem um clima temperado
oceânico de influência mediterrânica,
ou seja, está numa faixa de transição
dos climas temperado mediterrânico para o oceânico
propriamente dito.
Geologia e Geomorfologia
A região que corresponde ao Concelho de Ílhavo,
situa-se na Orla Litoral Mesocenozoica. Esta área
geográfica corresponde a uma zona baixa e aplanada,
sobressaindo como elementos impressionantes da paisagem
os braços da ria. A zona baixa e aplanada corresponde
a uma zona de dunas e areais eólicas.
Os pontos mais altos do Concelho situam-se a SE.
Com frequência aparecem as formações
aluvionares, sendo as mais importantes as do Rio Boco
e as do Canal de Mira (Ria de Aveiro). Os depósitos
de praias antigas aparecem na parte Nascente do Concelho,
sendo sulcados por várias formações
do Maestrichtiano.
A rede de drenagem natural apresenta-se fundamentalmente
numa direcção, para Norte, dirigindo-se
para a Ria de Aveiro. O encaixe e declive dos vales dão
de modo geral muito pouco acentuados, proporcionando
um escoamento lento das águas.
Localização e Caracterização
do maciço florestal do Concelho de Ílhavo
A Mata Nacional das Dunas da Gafanha, localiza-se na
parte ocidental do Concelho de Ílhavo, na região
das Gafanhas. Esta região situa-se entre dois
canais da Ria de Aveiro, o Canal de Ílhavo (também
conhecido por Rio Boco), a nascente e o Canal de Mira
a poente. Esta mancha florestal tem aproximadamente 1.250
há (aprox. 50 há da Colónia Agrícola)
fazendo fronteira a Norte com o A25 (antigo IP5), a Sul
com a Mata Nacional e o Perímetro Florestal das
Dunas de Vagos e a nascente e a poente com terrenos particulares.
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Concelho
de Leiria
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Leiria
- A História de muitas histórias...
Ainda hoje o Castelo de Leiria permanece indelével
símbolo monumental da história da Cidade. Guarda
no interior das imponentes muralhas os vestígios das
diversas fases de ocupação: desde fortaleza
militar a palácio real.
No entanto, a história da ocupação
humana junto às margens do rio Lis e seus afluentes é muito
anterior à Idade Média. Há centenas
de milhar de anos, durante os primórdios da ocupação
humana na Península Ibérica, quando os instrumentos
principais eram feitos de pedra, o homem deixou-se encantar
por estas paisagens envolventes, entre o mar e a serra...
Do variado e interessante espólio arqueológico
da nossa região destaca-se a descoberta de artefactos
feitos em pedra lascada, datados do Paleolítico
Inferior e Médio (400 mil a 35 mil anos). Mas o
achado mais interessante, encontrado num vale encantado
que representa a riqueza natural da região, foi
uma sepultura com 25 mil anos – O Menino do Lapedo,
assim designado por se tratar de uma criança com
cerca de quatro anos.
Desde então, esta região nunca mais deixaria
de ser habitada. Assim o comprovam os contíguos
indícios arqueológicos, desde as primeiras épocas
de sedentarização do homem, em que aparece
a cerâmica, passando pela vulgarização
do uso dos metais até à intensa romanização,
culminando com a ocupação persistente e definitiva
do morro do Castelo durante a Idade Média.
Entre
o Castelo e o rio Lis nasceu e cresceu a cidade de Leiria.
A sua fundação medieval surge
no movimento da reconquista cristã aos muçulmanos,
protagonizado pelo primeiro rei português – D.
Afonso Henriques. Foi precisamente na dinâmica das
conquistas territoriais para a fundação do
reinado de Portugal, que o rei Conquistador mandou edificar
o Castelo, ainda na primeira metade do século XII.
Este foi, definitivamente, o ponto de partida para o intenso
povoamento da região de Leiria.
Após a fundação do Castelo, com o
aumento da população, a vila expande-se para
fora das muralhas. Em 1545 é elevada a Cidade e
Diocese.
A paisagem envolvente é fortemente marcada por
extensos pinhais que se estendem até à Costa
Atlântica. O reinado de D. Dinis (1285-1324) ficou
célebre por diversas obras em Leiria, que fundamentam
o cognome “Lavrador” - a sementeira do “Pinhal
de Leiria” e a secagem de pântanos nas margens
do Lis para fins agrícolas, dando origem ao fertilíssimo
vale que se estende desde Leiria à sua foz.
Localizada
no centro litoral do País, a região
de Leiria reúne um conjunto de recursos naturais
que consolidam a dinâmica económica ainda
hoje evidente. Desde a época dos Descobrimentos
Portugueses (Séculos XV / XVI) em que as madeiras
do Pinhal de Leiria foram determinantes para a construção
naval, passando pelas indústrias vidreiras (Séculos
XVIII / XX) até à diversidade industrial
contemporânea.
O Concelho de Leiria ocupa uma posição
privilegiada no quadro do nosso País e particularmente
no regional. Estende-se numa área entre os 38º 38’ 07’’ e
os 39º 37’ 49’’ de latitude Norte
e os 8º 58’ e os 8º 37’ 19’’ de
longitude Oeste. Confina a Norte com o Concelho de Pombal,
a Este também com o de Pombal e Ourém, a
Sul com o da Batalha e de Porto de Mós, a Oeste é limitado
pelo Concelho da Marinha Grande e pelo Oceano Atlântico.
Fica
inserido na Região Centro e situa-se na
Zona do Pinhal Litoral, apresentando-se como área
de grande influência sócio - económica
e fortemente representativa do total da Região,
com os seus 120 mil habitantes e uma densidade populacional
de 210habitantes/Km2
A cidade de Leiria, sede de Concelho
e capital de Distrito, fica a uma distância de 146 quilómetros
de Lisboa e de 72 quilómetros de Coimbra, sendo
a sua localização um dos elementos principais
que concorre para o seu crescimento e desenvolvimento;
sendo a área urbana um importante nó viário
resultante do cruzamento de algumas das principais estradas
do País. Aqui se cruzam e sobrepõem o IC2,
a A1 e, proximamente, a A17 e as EN 109, 242 e 113.
Além da rede rodoviária referida que concorre
para aumentar o papel da região de Leiria no contexto
regional, o caminho de ferro aparece também como
meio de comunicação alternativo, apesar
de insuficiente.
Leiria é o centro de uma região que junta à agricultura
e à pecuária tradicionais as indústrias
de moldes, alimentos compostos para animais, moagem,
serração de madeiras, resinagem, cimentos,
metais, serração de mármores, construção
civil, o comércio e, mais recentemente, o turismo.
O
clima da região de Leiria é temperado
marítimo, embora numa faixa de transição
para o clima mediterrânico, que se faz sentir com
maior intensidade a Sul. Caracteriza-se por ser bastante
ameno, com Invernos pouco rigorosos, pois as temperaturas
não acusam valores muito mais baixos que 10ºC
em média, enquanto a pluviosidade pode ser superior
a 140mm (totais mensais). Os verões apresentam
temperaturas médias que oscilam pelos 20ºC,
sendo a pluviosidade quase nula. A um Verão quente
e com pouca precipitação opõe-se
um Inverno com temperaturas suaves e bastante chuvoso.
No centro da cidade de Leiria, devido à abertura
dos vales do Lis e Lena e aos morros do Castelo, de S.
Miguel e da Senhora da Encarnação, podemos
encontrar um microclima que apesar de marítimo
devido à humidade sempre presente, apresenta características
continentais sendo os Verões quentes e os invernos
rigorosos com temperaturas por vezes negativas.
A pluviosidade e a temperatura andam associadas ao facto
de na região os ventos dominantes soprarem dos
quadrantes Norte e Noroeste, exactamente no sentido da
mais fácil penetração das correntes
marítimas húmidas, dada a disposição
do relevo com uma dominância para a orientação
Sudoeste. O lado Este e Sul do Concelho apresentam as
maiores altitudes, sendo o Cabeço da Carapinha,
a Sul e com os seus 419 metros, o ponto mais elevado.
O Rio Lis é a principal linha fluvial, que drena
a maior parte do Concelho, correndo de Sul para Norte,
estando ao longo das suas margens as terras mais férteis,
sendo o “campo” uma autêntica obra
de engenharia rural, com as sua valas de enxugo e rega
para a agricultura de regadio.
O Concelho aparece no contexto regional, e mesmo nacional,
como uma região rica em história e cultura,
em variedade geográfica e localismo, mas ao mesmo
tempo unida na solidariedade e hospitalidade, não
fosse um concelho de forte acolhimento de gente imigrante
que aqui procura trabalho e uma vida melhor, graças à grande
força expansiva dos seus núcleos urbanos
e ao dinamismo e empreendimento da sua gente. Esta é uma
região rica de contactos, de permutas fecundas,
de redemoinho de gente, de um comércio activo
e constante de bens e de cultura.
Termas de Monte Real
As Termas de Monte Real, das mais importantes da Região
Centro, situadas no coração de Monte Real,
entre Leiria e a Praia da Veira, são bastante
ricas em águas medicinais. O seu ambiente é muito
aprazível reforçado por um jardim imenso
e convidativo.
Existem vestígios de que os romanos já conheciam
os efeitos terapêuticas das águas e o local
da nascente seria mesmo um local de culto à Deusa
Fontana. Mas só com D. Dinis é que Monte
Real se tornou um núcleo populacional com alguma
importância, com a edificação dos
Paços Reais e a estadia, quase permanente, da
Rainha Santa Isabel neste local.
A época termal é de Março a Outubro
e as suas águas são indicadas para doenças
reumáticas e músculo-esqueléticas
e do aparelho digestivo.
Para quem procura outras actividades para além
do termalismo, encontra piscinas, ténis, praias,
entre outros.
Praia de Pedrógão
Em direcção à costa litoral, encontramos
a Praia do Pedrógão, banhada pelo Oceano
Atlântico, com um nome adquirido por ter junto
ao mar grandes rochas escalvadas. Única estância
balnear do Concelho de Leiria, foram recentemente descobertos
vestígios que revelam ter sido aquela zona ocupada
desde a pré-história.
Em 1385 dois lavradores
abastados de Coimbrão,
José Gaspar e José Duarte Ferreira, resolveram
montar uma ‘companha’ de pesca do arrasto
(conhecida com ‘arte xávega’, que
utiliza barcos a remos, estreitos e em forma de meia
lua, especialmente adaptados ao mar ondulado característico
daquela costa) num extenso areal, iniciando a exploração
industrial da sardinha. Não existiam nem casas,
nem ruas... nada. Só pedras e dunas. Para movimentar
o barco, procuraram 40 homens nas praias mais a Norte.
Esses pescadores fixaram-se e fizeram as suas barracas
de madeira muito rudimentares. Foram esses os primeiros
habitantes do Pedrógão dos tempos modernos.
Era uma gente pobre, um estatuto que poucas alterações
sofreu ao longo de muitas décadas e que só a
emigração do princípio dos anos
60 veio alterar.
Com o passar dos séculos, as companhas sucederam-se
e, no início do século, aquela praia chegou
a ser uma das maiores abastecedoras de peixe da região.
Com
as modernas e inovadoras técnicas de pesca
e as agressivas e eficazes formas de distribuição
comercial do pescado, a pesca na Praia do Pedrógão
perdeu definitivamente a sua importância industrial
e comercial. Actualmente a ‘arte xávega’ tem
uma importância residual na economia dos habitantes
da povoação e constitui uma das maiores
atracções turísticas.
Após o 25 de Abril de 1974, e com a melhoria das
condições de vida da generalidade da população – e
o consequente maior acesso a alguns bens –, a praia
viu substancialmente aumentado o número dos seus
frequentadores, oferecendo hoje uma série de infra-estruturas
de apoio que possibilitam um melhor usufruto do seu areal
e do mar.
Mais recentemente ainda, recebeu o galardão “Praia
acessível”, resultado dos investimentos
realizados pela autarquia no âmbito do acesso à praia
por pessoas portadoras com mobilidade reduzida. Encontram-se,
assim, disponíveis um tiralô (pequeno veículo
não motorizado, para facilidade de mobilidade
de pessoas com deficiência motora ou paralisia
cerebral), e sinalética em braille para indicação
de instalações sanitárias e balneários,
a cegos e amblíopes.
Vale ainda a pena referir a
existência de um Parque
de Campismo dotado de todas as infra-estruturas necessárias
e de um ‘Centro azul’, estrutura onde se
prestam informações e se realizam acções
de educação ambiental, especialmente vocacionado
para a temática do litoral.
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Concelho
de Lousã
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Falar
na Lousã, em termos turísticos, equivale
a referir monumentos, história, belezas paisagísticas
e, designadamente, montanha, para além da sua proximidade
geográfica a outros centros turísticos.
De facto, a Lousã, situada no centro de Portugal,
caracteriza-se por ser um concelho com bastantes motivos
de interesse, quer ao nível da sua história,
quer no que respeita aos espaços naturais e respectiva
utilização, como sejam os desportos de aventura,
cujo palco privilegiado é a Serra da Lousã,
que se assume como ex libris deste concelho.
Trata-se, pois, de um concelho, cujo ex-líbris, é o
turismo de montanha, e cujas potencialidades já em
1929, eram reconhecidas, tendo-lhe sido atribuída
a classificação de "Estância de
Repouso e Turismo".
O caso, por exemplo, do complexo natural e paisagístico,
da Srª da Piedade, vale quase encantado, onde junto
ao rio que ali corre, se erguem escarpas altivas, encimadas
por um complexo religioso de grande beleza, a cujos pés
se destacam as piscinas fluviais, cuja outra margem se
encontra marcada pela existência de um morro encimado
por um castelo medieval, que remonta ao século XI.
Mas se a Serra da Lousã, nos proporciona as riquezas
naturais mencionadas, chegados ao vale amplo e verdejante,
ergue-se uma vila pujante de desenvolvimento, e em que
a harmonia entre o novo e o histórico, é característica
principal.
Destacam-se neste aglomerado habitacional, como aliás
pontificam noutros locais do concelho, a excelência
da arquitectura dos seculos XVIII e XIX, cuja manifestação
por excelência, surge corporizada nos vários
solares e palácio existentes na parte velha da vila.
Destaque especial merece, igualmente, o pelourinho existente
nos Paços do Concelho, zona de transição
entre a parte antiga e nova do aglomerado urbano, o qual
se encontra, conjuntamente com o castelo, classificado
como monumento nacional.
Fauna e Flora
As zonas ribeirinhas da Serra da Lousã, são
caracterizadas, por possuírem aspectos naturais
muito particulares: flora diversificada, - incluindo espécies
exóticas, que só são mencionadas como
exemplo do que a monocultura (eucalipto) e as pragas florestais
(acácia), podem fazer à biodiversidade das
espécies - assim como algumas espécies sempre
verdes (a Laurisilva), cada vez mais raras, no nosso território.
Clima
Características marcadamente mediterrâneas. Chuva e neve frequentes
no Outono, Inverno e princípios
da Primavera (precipitação média
anual entre os 1000-1800 mm).
Percursos da Serra da Lousã
Os percursos pela serra da Lousã, passando pelas
aldeias serranas podem ser feitos a título individual,
mas para uma melhor interpretação do espaço
permitindo uma experiência completa e agradável é aconselhável
recorrer às empresas da zona especializadas neste
tipo de actividade.
Rede das "Aldeias do Xisto "
A arquitectura das aldeias serranas tem como principal elemento
o xisto, predominante na geologia da serra. Na construção
das casas é ligado por argamassas de argila ou simplesmente
apoiado por sobreposição, sendo esta última
técnica frequente no caso dos currais, espaços
para guarda de animais. Para a estrutura das coberturas é utilizada
madeira de castanho e pinho revestida depois com colmo
e lagetas de xisto, mais recentemente com telha de canudo.
As portas, janelas e soalhos do piso superior são
igualmente construídos em madeira. Este piso era
amplo e escuro, com bancos compridos e uma lareira cujo
calor era aproveitado para secar a castanha disposta num
tecto falso de ripas de madeira – o “caniço”.Geralmente
as construções estão intimamente ligadas
ao acidentado do terreno que lhes serve de suporte, apresentando
um ou dois pisos e muitas vezes sobrepondo-se entre si.
Criam-se assim formas irregulares que lhe conferem uma
imagem singular pela sua diversidade e riqueza. Era costume
encontrar à porta das casas entre uma e três
pedras em bico que serviam para afastar o mal.
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Concelho
de Marinha Grande
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Marinha Grande
Um concelho agradável, acolhedor e animado aguarda-o à beira
do Atlântico. Visite-nos e coloque os seus sentidos à prova.
Deixe-se fascinar com o sol, a praia e a mata, tire o
máximo partido do clima ameno durante a maior
parte do ano e pratique o seu desporto predilecto. Conheça
de perto a sua história, a sua cultura e gentes.
Passeie pelos seus espaços verdes, à beira
do rio ou do mar, repouse nas suas fontes e percorra
os seus trilhos…
Desfrute de uma viagem através do vasto e característico
património histórico, natural e artístico
desta região singular.
Situada no litoral da região centro de Portugal,
no distrito de Leiria, a 10km do oceano, a Marinha Grande
está implantada numa extensa planície,
cercada por um horizonte de pinheiros do majestoso Pinhal
do Rei, também conhecido por Pinhal de Leiria
ou Mata Nacional de Leiria.
Local de expressiva beleza natural, caracterizado pela
trilogia pinhal, ribeiro, oceano, oferece-nos uma paisagem única
exemplarmente preservada. É esta imensa diversidade
que constitui o principal atractivo desta região, única
do género em Portugal. A grande singularidade
e qualidade do seu património Natural, Cultural
e Industrial, conferem-lhe condições de
excepção para uma descoberta que associa
o Turismo Ambiental ao Cultural e ao de Negócios.
O mar, o pinhal e os demais recursos geológicos
existentes ofereceram, durante séculos, matérias-primas
e combustível para diferentes tipos de indústrias
- nomeadamente de serração de madeira,
de extracção e transformação
de produtos resinosos, e de vidro - e constituíram
a base das actividades económicas mais importantes
do concelho, facilitando o estabelecimento e desenvolvimento
de várias comunidades e povoações
ao longo de séculos.
Ao longo de aproximadamente 700 anos, o Pinhal do Rei
cresceu, foi explorado e ordenado, sendo a principal
fonte de recursos naturais que desencadeou o aparecimento
da maior parte das povoações que hoje existem
nas suas proximidades. O desenvolvimento posterior destas
deveu-se essencialmente à instalação
da Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande, em
1747, ao redor da qual surgiram outras fábricas
e indústrias que motivaram o crescimento do concelho
e que foram determinantes na evolução da
sua história, cultura, sociedade e economia.
Património Natural
Ribeiro de São Pedro de Moel - Fonte da Felícia
Situada
nas vertentes abruptas que constituem as margens do Ribeiro
de Moel, a região denominada Felícia
surge como um dos locais ideais para a realização
de passeios pedestres e de bicicleta, onde se podem contemplar
algumas espécies representativas da flora autóctone
do país. A água é um bem precioso
e também nesta zona, bem como em toda a extensão
do Pinhal, é possível encontrar diversas
fontes que oferecem água potável.
Nesta zona que margina o ribeiro, coexiste um dos maiores
bosquetes mistos de caducifólias introduzido
pela acção humana, onde se destaca o
carvalho alvarinho pela sua abundância. Também
o carrasco, existente em zonas de menor humidade, está presente
nas vertentes mais elevadas. Para além destas
espécies, surgem no estrato arbustivo e sub-arbustivo,
a gilbardeira, o loureiro, o folhado, entre outras
espécies em que dominam o feto real, o polipódio
- sobre os troncos caídos em decomposição
- e a erva pinheirinha.
Do ponto de vista faunístico, este local adquire
naturalmente importância, uma vez que constitui
uma área de grande biodiversidade, proporcionando
alimento e refúgio para diversas espécies
de répteis, aves e mamíferos, destacando-se
o gaio e a geneta - espécie protegida, incluída
no anexo III da Convenção de Berna - que
em visitas ocasionais à mata, selecciona preferencialmente
este habitat.
(a 6 km de Pedreanes, sentido sul em direcção à EN242-2
para S.Pedro de Moel, depois da ponte, virar à direita
no cruzamento Ponte Nova e a cerca de 1,2km, virar novamente à direita)
Património Histórico e Industrial
Museu do Vidro
O Museu do Vidro está instalado no Palácio
Stephens, edifício de inspiração
Neoclássica, construído na segunda metade
do séc. XVIII e classificado de interesse público.
Este
palácio foi a antiga residência do
industrial inglês Guilherme Stephens, que em 1769
obtém, através de Alvará Régio,
o restabelecimento da Real Fábrica de Vidros da
Marinha Grande.
Criado por decreto lei em 1954, o Museu
do Vidro é inaugurado
a 13 de Dezembro de 1998, pelo Sr. Presidente da República,
Dr. Jorge Sampaio, no ano em que a cidade da Marinha
Grande comemorou 250 anos da Indústria Vidreira
Museu Joaquim Correia
Antiga residência de uma das famílias de
maior destaque da Marinha Grande, este edifício
de meados do século XIX acolhe o espólio
artístico de um filho da terra, o Professor Escultor
Joaquim Correia.
Nascido em 1920 numa família de artistas vidreiros, Joaquim Correia
estudou escultura na Escola Superior de Belas Artes do Porto e, depois, na
congénere de Lisboa. Foi discípulo de grandes nomes como Simões
de Almeida (sobrinho), Francisco Franco, Barata Feyo e António Duarte.
O Museu Joaquim Correia foi inaugurado a 5 de Dezembro de 1997.
Largo 5 Outubro
Telf 244 568 801
encerra à 2ª feira e feriados
Outubro a Maio 14h-18h ( semana)
14h-19h ( fim de semana)
Junho a Setembro
14h-19h
Casa do Vidreiro - Alpendrada
Esta casa é um dos últimos exemplares
de uma traça muito característica da Marinha
Grande, retirando o nome do alpendre de entrada.
Recentemente reconstruída, recolhe o ambiente
e os objectos que se encontravam em qualquer habitação
de vidreiros das primeiras décadas do século.
Largo 5 de Outubro
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Concelho
de Mealhada
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Convento
de Santa Cruz do Bussaco
Depois de escolhido o lugar para a instalação
do primeiro Deserto Carmelita em Portugal em umas matas
e umas terras na serra do Luso a que chamam Bussaco,
para ali se dirigiram os primeiros operários da
obra. Eram Frei Tomás de S. Cirilo, primeiro vigário,
Frei João Baptista e Alberto da Virgem, arquitecto.
Saíram de Aveiro a 29 de Junho de 1628 e hospedaram-se
no Luso. A 25 de Julho, juntaram-se-lhes mais três
companheiros, Frei António do Espírito
Santo, Frei Bento dos Mártires e o irmão
António das Chagas, oficial de alvenaria.
Lançaram a primeira pedra do mosteiro no dia 7
de Agosto de 1628 e a 28 de Fevereiro de 1629 adoraram
o SS na casa da livraria, de que fizeram igreja provisória
e logo no dia 19 de Março de 1630 deram inicio á vida
regular da comunidade. Porém, a sagração
solene do convento e a primeira missa só teria
lugar a 3 de Maio de 1639 e o Deserto tomava o nome de
Convento de Santa Cruz do Bussaco.
De construção simples e pobre, o cenóbio
era a expressão da austeridade religiosa da Ordem,
apostada nas coisas do espirito e da salvação
da alma, mais que na ilusória riqueza dos bens
materiais do mundo.
Á
rea de acesso reservado a quantos procuravam a oração
e a penitência, coube a esses monges do carmelo
murar os 105 hectares da sua devoção edificar
ermidas e capelas, preservar a rica flora nativa e acrescentar-lhe
espécies trazidas de todas as partes do mundo
traduzidas em grande variedade de espécies exóticas
que fazem hoje do parque botânico do Buçaco
uma referencia única.
Em 21 de Setembro de 1810, durante a terceira invasão
francesa, o general inglês Wellington ficou alojado
no convento, bem como todo o seu estado maior que ocupou
quase todas as celas dos frades.
Em 1834, com a extinção das ordens religiosas,
o Convento e todo o património existente, incorporou-se
nos bens nacionais. Foi a 16 de Junho daquele ano que
as autoridades do então concelho da Vacariça
compareceram no Bussaco fazendo o auto de apreeensão
perante o último prior, Frei António de
Santa Luzia, dando a todo o património existente
o valor de 8000 reis.
MUSEU MILITAR DO BUÇACO
O Museu Militar do Buçaco foi inaugurado em
27 de Setembro de 1910, por ocasião do 1º centenário
da Batalha do Buçaco, que sintetiza a valentia
e a acção heróica do exército
anglo-luso durante o período da Guerra Peninsular.
Ampliado e remodelado em 1962, dispõe de valiosas
colecções de armas, uniformes e equipamentos
utilizados na Batalha, de que se destaca uma peça
de artilharia com a respectiva guarnição.
Em paineis, aludindo aos brilhantes feitos de armas
praticados, recorda-se com emoção e gratidão
o comportamento corajoso e determinado de todas as
Unidades portuguesas que tomaram parte na Guerra Peninsular
(1808-1814). Á sua acção se ficou
devendo a defesa da identidade e independência
nacionais.
Horário: Terça a domingo das 10 ás
17 horas
Encerrado á segunda-feira e nos dias 1 de Janeiro
e domingo
de Páscoa.
Gratuito ás 4ª feiras para adultos com mais
de 65 anos e
Jovens dos 10 aos 18 anos.
Entradas: Adultos 1 euro, jovens até 18 anos
0, 75 cêntimos
Maiores de 65 anos 0, 50 cêntimos.
Grupos escolares 5 euros (25 alunos)
Informações : Museu Militar do Buçaco
Telf.: 213 939310
Situado no pequeno lugar de Almas do Encarnadouro, na
Serra do Buçaco, o Museu Militar recolhe nas
suas salas o espólio da Batalha do Buçaco
travada em 27 de Setembro de 1810 entre as tropas napoleónicas
sob o comando do Marechal Massena e as anglo-lusos,
comandadas pelo Duque de Wellington.
Estava-se então no coração da Terceira
Invasão Francesa, com os franceses a percorrerem
a margem direita do Mondego em direcção
a Coimbra e Lisboa, depois da tomada de Cuidad Rodrigo,
Almeida e Viseu.
Wellington, com o seu exército estendido pelos
cumes da Serra do Buçaco entre a Senhora do Monte
Alto (Penacova) e o Ninho da Águia (Aljeriz),
resolve aproveitar a posição vantajosa
que detinha nas alturas escarpadas da serra para fazer
frente ao inimigo e infligir-lhe uma das primeiras derrotas
do Império de Napoleão. Com efeito, na
noite de 27 de Setembro, as tropas francesas forçaram
a passagem pelas estradas que de Viseu conduziam a Coimbra
atravessando os altos do Buçaco e foram de pronto
repelidos com valentia e audácia pelo exército
anglo-luso.
O Museu Militar do Buçaco, criado e inaugurado
em 1910 quando do lº Centenário do acontecimento
com a presença do Rei D. Manuel II, mostra nas
suas salas o rico legado da época, nomeadamente
peças militares do principio do Séc XIX,
figuras uniformizadas, guiões e medalhas, material
e equipamento diversos, uniformes, gravuras, uma peça
de campanha de 9 libras que tomou parte na batalha e
respectiva guarnição, evocações
miniaturizadas e uma completa maquete mostrando as posições
das forças em combate.
Outros locais históricos a visitar : Capela de
Nª Srª da Victória, que serviu de hospital
de sangue durante a batalha, Obelisco Comemorativo da
Guerra Peninsular, Posto de Comando do Marechal Duque
de Wellington, Moinho de Sula, Ruinas do Moinho da Moura,
posto de comando do Marechal André Massena.
O Museu encerra às 2ªs feiras.
(...)
GASTRONOMIA
O Leitão Assado à Bairrada
Uma delícia única. Um manjar digno dos
deuses !!!!
Amarelo e apaladado por séculos de tradição,
o leitão da Mealhada é a maior riqueza
gastronómica do concelho.
Com o peso em vivo a oscilar entre os 6 e os 10 quilos,
um mês, mês e meio de idade, o leitão
sai do leite materno para se transformar numa iguaria
impar que chama á fileira da estrada nacional
1, que percorre o concelho de norte a sul, milhares
de veneráveis apreciadores.
Temperado á boa maneira da tradição,
enfiado no espeto durante duas horas em forno a lenha
pelas mãos de especialistas nas voltas e mais
voltas da sua confecção, amarelo como
ouro na sua pintura a calor lento, o leitão é verdadeiramente
um manjar divino, apreciado pelos inúmeros adoradores
na verdadeira sala de jantar de Portugal, a Mealhada.
Acompanhado pelo não menos saboroso pão
da Mealhada, de fabrico tradicional e pelos bons vinhos
dos produtores locais…
( Receita Conventual de 1743, compilada por António
de Macedo Mengo )
Pelado e aberto por uma ilharga, se lhe tirem as tripas
e a fressura... e também picarão toucinho
e umas cabeças de alho, cravo inteiro e pizado,
pimenta inteira e pizada, cuminhos, sal, folha de louro,
um pouco de vinho e algum vinagre. Mexa-se tudo isto
muito bem, e se metta dentro do leitão, de sorte
que não leva môlho; e cosendo a abertura,
espetarão o leitão em espeto de pau,
e o untarão com manteiga de porco.
Isto feito,
ponha-se a assar, que será devagar,
e emquanto se for assando se tirará fóra
algumas vezes para tomar ar e côr. E, quando começar
a levantar empollas na pelle, se lhe irá dando
com um panninho molhado com água e sal.
Quando
estiver assado, o que commummente leva duas horas, terá então os couros bem córados
e vidrentos; e logo se porá na ponta de um espeto
um pedaço de toucinho, que assando-o se irá pingando
com elle o leitão. E depois de bem pingado irá á mesa,
servindo-se com laranja, pimenta e sal.
Rota do Vinho da Bairrada
Situada no coração duma Bairrada vinhateira
de grande qualidade, ao que alia uma riqueza gastronómica
impar, a Mealhada faz parte dessa jovem instituição
que se chama Rota do Vinho da Bairrada e honra-se de
ver aberto o seu primeiro posto informativo nas instalações
da antiga Destilaria da Junta Nacional do Vinho, um imóvel
recuperado para ser palco previlegiado da promoção
dos seus produtos.
Outros lugares são no entanto de visita obrigatória
para os ‘chamados’ adoradores do vinho, e
esses locais são precisamente as vinhas, as caves
ou as adegas dos seus primeiros aderentes, os verdadeiros
santuários onde se cria e faz a volumetria do
néctar final.
Assim, é sempre de aconselhar uma passagem pelas
Caves Messias no coração da vila da Mealhada,
ou pela renovada Quinta do Valdoeiro, na freguesia da
Vacariça, vinhedos que se estendem entre as povoações
do Travasso e Quinta do Valongo, ou ainda pela Adega
Cooperativa da Mealhada e pelo antigo solar da Quinta
do Carvalhinho, em Ventosa do Bairro, para ali tomar
o gosto e o aroma com que se ama o vinho da Bairrada
no berço dos aderentes do concelho.
Em plena Rota,
haverá porventura sensação
melhor que viajar pela candura da terra fértil,
pela sombra dos pinhais frondosos, pela secularidade
da mata do Buçaco que se abre em paisagens de
suaves declives e vastos horizontes? Tudo nos sugere
que deixemos o mundo correr e façamos uma pausa
para desfrutar a natureza que aqui tão amplamente
se manifesta... Aqui, onde o tempo, a riqueza e a diversidade
geológica dos solos bairradinos, dão azo
a que se produza uma tão grande variedade de vinhos,
distintos entre si e os demais.
Sejam eles tranquilos
ou espumantes, todos acompanham famosamente a culinária tradicional e merecem
ser bebidos na região, para aí lhes tomar
o gosto e conhecer a nobreza da personalidade.
Locais a visitar:
Posto de Atendimento da Rota do Vinho da Bairrada
Caves Messias
Quinta do Valdoeiro
Adega Cooperativa da Mealhada
Quinta do Carvalhinho
Área de vinhedos da Silvã, Casal Comba, Ventosa
do Bairro.
TERMAS DO LUSO
O
Luso é uma estância termal e de férias
situada no coração de Portugal.
A tecnologia, associada à acção
fisiológica da água termal, bem como os
tratamentos especializados, sempre sob o acompanhamento
de médicos e técnicos de saúde competentes,
garantem ao aquista uma qualidade superior na prestação
de todos os serviços associados ao complexo das
termas.
A água termal do Luso brota na parte central do
balneário, situado em pleno centro da vila, com
um caudal superior a 12.000 litros/hora e com uma temperatura
de 27 graus centigrados.
É
utilizada pela clínica médica das termas,
quer em curas de diurese, estimulando a função
renal e potenciando uma acção depuradora
e desintoxicante, quer no tratamento de afecções
crónicas do aparelho reno-urinário-litiase
renal e insuficiência renal. É utilizada
ainda em doenças metabólicas-endócrinas – hipertensão
arterial, hipercolesterolémia, diabetes e gota;
afecções respiratórias crónicas-bronquite
e asma; doenças reumáticas e musculo-esqueléticas
e patologia dérmica.
Reabilitação do aparelho locomotor, fisioterapia
correctiva e recuperação da forma física,
são outros serviços de elevada qualidade
e eficiência oferecidos por um excelente bloco
de fisioterapia.
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Concelho
de Mira
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CONHECER
O PATRIMÓNIO AMBIENTAL DE MIRA
O Concelho de Mira, com uma superfície aproximada
123 km², plana ou ligeiramente ondulada, é dominada
por uma cobertura arenosa de origem sedimentar recente,
designada por “Areias da Gândara” e
encontra-se coberta por uma frondosa floresta de pinheiro-bravo.
Um pouco mais de metade do Concelho está classificado
de Sítio Rede Natura 2000 – Dunas de Mira,
Gândara e Gafanhas, um estatuto ambiental ao nível
europeu para a protecção de habitats e
de espécies específicas associadas e que
inclui dunas, pinhais, lagoas e ribeiras.
O canal de Mira, na área de sapal do Areão
de Mira, pertence à Zona de Protecção
Especial da Ria de Aveiro, uma salvaguarda para a biodiversidade
e protecção da avifauna.
Assim, quem passeia e usufruir das terras de Mira,
sobretudo pela pista ciclo-pedonal, com cerca de 25km
de extensão, apercebe-se das diferentes paisagens
que atravessa: desde a orla costeira e dunas à enorme
mancha verde formada pela floresta, passando por retalhados
campos agrícolas, cursos de água e pelas
duas lagoas de água doce que, em conjunto, criam
um agradável cenário paisagístico.
Estas diferenças traduzem-se em habitats distintos
que acolhem dezenas de populações impares,
onde flora e fauna coexistem.
Nesta região estão inventariadas 198
espécies de aves, 12 de peixes, 13 de anfíbios,
12 de répteis e 22 de mamíferos. Nas plantas,
entre herbáceas, arbustivas e arbóreas,
podemos encontrar 402 espécies florísticas.
São estes mundos de escala menor que o convidamos
a explorar!
Desejamos-lhe um óptimo passeio na descoberta
da natureza e sua biodiversidade, a par com o importante
património cultural e arquitectónico que
existe em Mira.
Património Edificado
Capela da Praia de Mira
Estátua da Mãe Gandaresa
Estátua do Infante D. Pedro
Estátua do Pescador
Igreja Matriz de Mira
Monumento aos Mortos da Grande Guerra
Museu Etnográfico da Praia de Mira
Pelourinho de Mira
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Concelho
de Miranda do Corvo
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Miranda
do Corvo é uma vila sede de Concelho localizada
no Distrito de Coimbra junto à Serra da Lousã.
Trata-se de uma vila muito antiga com foral desde 1136,
de D. Afonso Henriques.
Miranda desenvolveu-se em redor do morro do antigo castelo
num emaranhado de ruas e escadas estreitas que fazem
da zona histórica da vila uma das mais características
do país.
Do alto do Calvário, junto à igreja matriz
e à torre sineira, vislumbra-se uma panorâmica
de toda a vila e das vertentes da serra da Lousã.
Neste local sugerimos uma visita à Igreja Matriz.
Esta igreja tem por patrono o Salvador. D. Henrique e
D. Teresa doaram a igreja à Sé de Coimbra,
indirectamente, isto é, autorizaram o presbítero Árias
a fundar a igreja, parecendo deduzir-se que foi em época
anterior à incursão moura de 1116.
Em relação a construções
anteriores à actual, há documentos comprovativos
de uma nos finais do séc. XIV.
O actual edifício provém duma reconstrução
do último quartel do séc. XVIII, substituindo
a velha igreja do séc. XV, por esta se ter arruinado
completamente a ponto de ser demolida em 1785. A data
de 1786 na porta principal corresponde ao início
dos trabalhos.
É
um templo vasto e regularmente proporcionado. A frontaria
segue o esquema neoclássico da igreja distrital
usual à época: duas pilastras em cada lado,
elevando-se a parte média; porta de cimalha e
verga curvas, encimada pela janela do coro. O interior é de
uma só nave, muito ampla. A cabeceira contém
o retábulo principal e os colaterais datados do
fim de setecentos.
Junto à igreja Matriz encontra-se a Torre Sineira.
Pertencia ao desaparecido Castelo Medieval, que com a
perda de importância estratégica se foi
deteriorando, até ao seu completo desaparecimento.
A visita pode continuar com uma passagem no Calvário,
local que, por impulso do pároco Fernando dos
Santos Coimbra, foi aproveitado para a construção
de um local aprazível e acolhedor, coroado por
uma escultura do Cristo-Rei.
Neste local, na parte oposta à Igreja, encontra-se
a Capela do Calvário, reformada e ampliada modernamente
- 1899 na frontaria; 1932 no piso fronteiro. Conserva
a porta antiga, elegante, de duas pilastras e mísulas
complementares a suportarem o frontão. Os batentes
são de almofadados em traçados curvos.
Aquela e estes pertencem à segunda metade do séc.
XVIII. No interior suspendem-se das paredes seis telas
de J. F. Alvarinha, datadas de 1880. Representam passos
da Paixão.
Dos cruzeiros que faziam parte da Via Crucis só é antigo
o que fica em frente da capela: possui coluna sobre degraus
circulares, do tipo seiscentista, mas coroado de uma
cruz trevada, de 1871.
Deste local avista-se também a Capela de Nossa
Senhora da Boa Morte. Encontra-se isolada num adro na
vila. Anteriormente terá lá existido a
capela de S. Cristóvão, de que subsiste
documentação provando a sua existência
em 1576. Houve igualmente, à sua frente, um adro
com um cruzeiro com o nome do mesmo santo. Lá se
enterravam os que, sendo de fora da freguesia, nela pereciam,
o que levou a que chamassem àquele adro “pátria
dos peregrinos”. As paredes laterais do corpo acusam,
pela cornija, que foram reaproveitadas de uma obra do
séc. XVII. Foi nesta capela que se instituiu,
em 1732, a Irmandade de Nª. Sª. da Boa Morte.
A fachada é bem proporcionada, existindo pilastras
nos cunhais, cimalha de cantaria que segue traçado
mistilínio, porta e óculo quadrilobado,
com molduras e formando uma só composição;
duas janelas do coro, de aro moldurado, e abaixo, ao
lado da porta, dois rótulos concheados. No interior
existem três retábulos de gosto setecentista
final.
Miranda do Corvo é também cheia de locais
convidativos ao repouso como é o caso da Praça
José Falcão, sala de visitas de Miranda
do Corvo. Este magnífico jardim enquadra o edifício
dos Paços do Concelho. No espaço fronteiro
a este edifício encontra-se uma réplica
do pelourinho quinhentista, construída no âmbito
das comemorações dos 870 anos da Carta
de Foral de Miranda do Corvo. O pelourinho original encontra-se
abrigado no átrio do edifício dos Paços
do Concelho. Data do primeiro quartel do séc.
XVI e encontrava-se no local onde existia a antiga Casa
da Câmara (actual Feira da Sardinha). É contemporâneo
do foral de D. Manuel, datado de 1513 ou 1514
Em Miranda pode ainda visitar-se a Capela de São
Sebastião e vários monumentos escultóricos,
nomeadamente a estátua da liberdade, o monumento
de homenagem ao oleiro, o monumento ao trabalho, a estátua
de homenagem à mulher e o monumento de homenagem
aos ferroviários.
Para além de uma história quase milenar,
Miranda do Corvo tem para oferecer aos seus visitantes
paisagens de uma beleza deslumbrante que vão desde
as aprazíveis margens do rio Ceira até aos
picos da serra. Mas, ainda antes de subir as vertentes
da serra, vale a pena desfrutar da tranquilidade do Santuário
da Nossa Senhora da Piedade de Tábuas. A fundação
e o fundador da capela, Domingos Pires, estão
envoltos numa curiosa lenda de aparições
e anjos escultores. O lavrador, que era julgado de recuada época,
veio o historiador Belisário Pimenta encontrá-lo
bem identificado, com a mulher Leonor Eanes e as filhas
Eva e Maria Martinho, nos meados do séc. XVI.
Os restos artísticos mais antigos confirmam-no
igualmente. O santuário foi sede de grande devoção
e romaria.
A capela principal encontra-se disposta cenograficamente
numa elevação – que teve o nome de
Malhadinha – que se destaca numa garganta apertada
da serra de Miranda. Como de costume, desenvolveu-se
o santuário ao longo do caminho de acesso, por
meio de motivos secundários, que formam um todo:
capela de S. José, cruzeiro e capela de Santo
Amaro, fonte, a capela propriamente dita, ao que juntaram
nas vertentes próximas umas capelas nichos sem
valor.
O edifício da capela da Piedade data da segunda
metade do séc. XVI, com algumas reformas no séc.
XVIII e adendas posteriores.
Subindo a serra, encontra-se o Gondramaz, uma aldeia
de xisto onde o tempo parece ter parado. Chegados perto
do cimo da montanha, ergue-se do solo a aldeia, o Gondramaz,
que de uma forma envergonhada se vai mostrando através
da vegetação.
A sensação é esmagadora. Todos os
sentidos são estimulados. A visão é imaginária.
Parece que estamos a caminhar sobre os telhados.
A sinalética indica-nos os pontos de referência
da aldeia e dá-nos a conhecer os seus segredos.
A audição é envolta de um som forte,
de uma música, de uma pauta escrita pelo som emitido
pelas asas das abelhas. O cheiro é extasiante,
a um odor de verde da natureza. O sabor está envolto
no gosto delicioso das castanhas que envolvem o chão.
Visitada a aldeia, convidamo-lo a percorrer a pé os
caminhos da serra. Durante a subida, vamo-nos apercebendo
de vários pontos de miragem sobre a vila e das
encostas das montanhas, de uma beleza rara de vegetação
que vai escorrendo e envolvendo a íngreme depressão
até ao sopé, terminando numa euforia de
verde.
A fauna, esconde-se no embrenhado da flora, mostrando-se
aqui e ali de uma maneira tímida. Veados e javalis
dividirão com o aventureiro os caminhos pedonais
que se abrem diante dos nossos olhos e que nos guiam
neste passeio pedestre.
Chegados à cumeeira, abre-se aos nossos olhos,
uma pintura dos deuses. As elevações e
as depressões, as várias tonalidades de
verde, toda a paisagem parece não ter fim. Os
olhos “enchem-se” de tanta beleza.
O percurso continua, sobre caminhos de terra batida,
encaminhando-nos, em descida, à aldeia abandonada
do Cadaval. Mais um exemplo magnifico da típica
aldeia serrana.
Embora abandonada e vítima de um grande incêndio
que a devorou, a aldeia ainda guarda o testemunho de
ruelas e de paredes em xisto que encerravam as inúmeras
casas. A paisagem convida ao descanso e à contemplação.
Para trás começa a ficar a aldeia do Cadaval,
trazendo-nos ao ponto de partida.
Do alto da Freguesia de Vila Nova, junto ao parque eólico,
se o tempo o permitir, os olhos alcançam o mar
das praias da Figueira da Foz, a cidade de Coimbra e
os campos do baixo Mondego. Com um pouco de sorte, será possível
avistar veados ou corços.
O património do Concelho tem o seu expoente máximo
no Mosteiro de Santa Maria de Semide. Mosteiro de monges
beneditinos, fundado em 1154, na localidade de Semide.
Passou a convento de freiras para receber as descendentes
de Martim Anaia, o fundador.
Do que resta, a parte mais antiga é o claustro
do séc. XVI, cerca de 1540. O incêndio de
1664 devorou a maior parte do edifício que foi
reconstruído e inaugurado, com a actual igreja,
em 1697.
De todo o conjunto salienta-se a Igreja, com um retábulo
e cadeiral em madeira, dos finais do século XVII,
azulejos policromáticos do séc. XVIII,
esculturas dos séc. XVII e XVIII e altar-mor também
do século XVII. O órgão da segunda
metade do séc. XVIII.
Em Setembro de 2000 foi descoberta a fornalha de um primitivo
fogão durante as obras efectuadas no refeitório
do Mosteiro, supervisionadas pela direcção-geral
dos Edifícios e Monumentos.
Trata-se de uma fornalha embutida no solo da antiga cantina,
na qual a combustão se processaria através
de um túnel construído em tijoleira que
também foi posto a descoberto.
Este achado está preservado, servindo de testemunho
da época de construção daquela parte
do edifício que remota aos séc. XVII e
XVIII.
Encerrado na altura da extinção das ordens
religiosas, aí foi instalada uma escola Profissional
de Agricultura, sob a égide da então Junta
Distrital, por iniciativa do Dr. Bissaya Barreto.
Actualmente funciona nas instalações do
Mosteiro uma residência da Cáritas e um
Centro de Formação (CEARTE).
Devido às condições acústicas
do local tem-se realizado anualmente o ENCONTRO DE COROS
na Igreja do Mosteiro de Santa Maria de Semide que tem
contado com coros nacionais como também internacionais.
No topo da vertente sobranceira ao Mosteiro de Semide
encontra-se o Santuário do Senhor da Serra,
palco de uma centenária peregrinação
e um miradouro de excelência de onde se avista
todo o maciço central da Serra da Lousã à Serra
da Estrela.
Este Santuário, erigido e devotado ao Santo Cristo
foi palco de uma das maiores romarias do país,
antes do aparecimento do Santuário de Fátima.
A devoção começou num cruzeiro de
caminho e, pouco a pouco, transformou-se numa grande
romaria.
A Capela é só de uma nave. A torre ergue-se
a meio da frontaria, rasgando-se na base o portal e rematando
em pirâmide. A capela-mor, poligonal, é de
tipo nitidamente romântico. O retábulo principal
em madeira, flamejante, inspirado no da Sé Velha, é desenho
de António Augusto Gonçalves e foi executado
sob a direcção de João Machado,
seu pai.
A imagem do Santo Cristo é um crucifixo de pedra,
tipo setecentista, mostrando na base as indicações
de “1704 e R(eforma) do 1862.”. O púlpito,
seiscentista e torneado, veio da Sé Velha. Os
vitrais e os azulejos exteriores (ex-votos) foram executados
na escola Avelar Brotero, em Coimbra.
Antes de deixar a Freguesia de Semide, vale a pena descer
até às margens do Ceira, rodeadas do
verde da serra e visitar a Praia Fluvial de Segade.
No regresso a Miranda, ainda em Semide, vale a pena
apreciar dois monumentos escultóricos que homenageiam os
viveiristas e a chanfana. Terá sido em Semide
que nasceu o expoente máximo da gastronomia do
Concelho.
De seguida visite Rio de Vide: o nome provirá da
existência de um rio (Rio Torto), cujas águas,
consideradas curativas, eram bastante procuradas por
pessoas doentes, nomeadamente gafos. A história
desta freguesia anda, assim, ligada à gafaria
de Coimbra. Foi esta leprosaria fundada e construída
em execução do testamento de D. Sancho
I, de 1210. Anteriormente, em 1201, já Rio de
Vide recebera carta de foro ou povoamento, que D. João
I confirmou em 1385.
A freguesia pertenceu, até 1839, ao concelho da
Lousã. A partir de 1840 passou a fazer parte do
concelho de Semide, entretanto extinto em 1853.
A visita poderá culminar com uma visita à paisagem
calcária de Lamas onde abundam os vinhedos. À tradição
das vindimas associa-se a arte da tanoaria que Miranda
do Corvo perpetuou num museu localizado na Quinta da
Paiva. Nesta freguesia produz-se um excelente e afamado
vinho graças às suas encostas soalheiras.
Muito mais se pode visitar neste Concelho, mas, além
do património natural e monumental, Miranda é berço
de muitas tradições e uma terra de gente
hospitaleira e solidária que fará o visitante
sentir-se em casa.
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Concelho
de Montemor-o-Velho
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Castelo
Em 990, Almançor tomou o Castelo, reconquistado, em
1006, por Mendo Luz. Em 1088 ou 1095, foi reedificado por
Afonso VI de Castela. Em 1109, D. Teresa e seu filho, D.
Afonso Henriques, teriam ordenando novas reformas no Castelo.
O Infante D. Pedro mandou-o ampliar. No século XIV,
o Castelo deve ter tido uma reforma geral. No séc.
XX, realizaram-se obras de reconstrução.
Planta irregular: castelejo, cerca principal, barbacã envolvente,
cercado do lado Norte, reduto inferior a Este, torre de menagem,
Igreja de Santa Maria da Alcáçova, Paço
das Infantas, torre do relógio, Capela de S. João
(extinta).
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O concelho é essencialmente plano, com altitudes que
geralmente variam dos 0 aos 100 m (os montes mais altos são
Santo Onofre/Tentúgal com 123 m e alto de Reveles/Abrunheira
com 116 m). Há, no entanto, uma clara distinção
entre os terrenos do campo, na margem esquerda do rio e que
são fundamentalmente de cultivo de arroz e milho,
e os terrenos do monte, mais arborizados, onde aparece
a vinha, o olival e proliferam os pequenos aglomerados
populacionais.
A paisagem dos campos do Mondego sofreu grandes transformações
ao longo dos séculos. Desde que os homens se fixaram
nestas paragens que o esforço se centrou no desbravamento
dos campos e no desbaste da vegetação. Esse
esforço foi particularmente intenso nos séculos
XII, XIII e XIV com o arroteamento de terras, a secagem
de pauis e a introdução, a partir do século
XVI, da espécie que definitivamente marcará a
paisagem, o milho maíz.
Algumas espécies de árvores típicas
das proximidades dos rios, como são os salgueiros,
choupos, freixos e ulmeiros, quase desapareceram, e outras,
caso do eucalipto, foram introduzidas de forma desordenada
e são hoje um elemento importante da paisagem.
Os pauis constituem os últimos vestígios
da paisagem de outrora. São zonas húmidas,
durante bastante tempo consideradas terras inúteis
e por isso sujeitas à drenagem para posterior utilização
agrícola. Actualmente são consideradas zonas
ecológicas de primordial importância devido à sua
enorme diversidade biológica: com uma flora constituída
por caniçais, canaviais, juncos e nenúfares,
são habitat de aves sedentárias e migradoras,
local de desova e crescimento de peixes e anfíbios,
habitat de mamíferos e répteis. Funcionam
ainda como reservatório de água e fazem a
depuração da mesma, contribuindo para a amenização
do clima aumentando a humidade atmosférica.
Estas zonas são bastante frágeis e estão
sujeitas a grande pressão por parte do Homem. Daí a
necessidade da sua protecção, como aconteceu
com a criação da Reserva Natural
do Paul de Arzila e a criação de uma área
protegida no Paul do Taipal.
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Roteiros Turisticos
Entre o rio e o monte
Montemor-o-Velho.
Aqui o principal protagonista da paisagem continua a ser
o Rio Mondego. São dele os verdes
campos férteis, propícios aos arrozais que
se estendem a perder de vista, outrora alagados pelo caudal
devastador do rio.
Monte-Mayor dos trovadores medievais tem a coroá-lo as ameias do seu
castelo, um dos mais belos de Portugal. Uma antiga Vila cujos vestígios
remontam à pré-história e que teve desde sempre uma grande
importância sob o ponto de vista estratégico e económico.
Tentúgal
Os edifícios vetustos da Vila de Tentúgal dão-lhe
carácter e ostentam a sua antiguidade. É a
povoação que conservou maior número
de moradias construídas entre o século XVI
e XVII.
Pereira
Na margem esquerda do Rio Mondego e na base de uma colina,
fica a antiga e pitoresca Vila de Pereira. A sua fundação é plena
de histórias e de lendas da época da reconquista,
referindo-se que, como prémio pelos seus feitos heróicos,
fora dada pelo 1º Rei de Portugal a um tal Capitão
Pereiro.
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Concelho
de Murtosa
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Património
Construído
Igreja Paroquial da Murtosa com o título de Nossa
Senhora da Natividade. Data o actual edifício
da primeira metade do século XVIII. "Cantaria
em gneisse da região próxima." Fachada
austera, onde se ergue uma torre à esquerda. "O
retábulo principal veio duma igreja desafecta
do sul do País; dotaram-no, aqui, do sacrário
e de degraus do trono, em talhas a imitarem as antigas,
e foi inteiramente dourado de novo. Data dos fins do
século XVII, do barroco. Os dois altares dos flancos
embutem-se nas paredes. Composições simples
do meado do século XVIII; tendo só duas
colunas e estas espiraladas, com grinaldas; pilastras,
voltas e faixas carregam-se dos temas simples do tempo.
Os colaterais ao arco, posto de ângulo, datam dos fins do séc.
XVIII, seguindo os traçados curvos setecentistas, mostrando contudo
certas orientações da nova fase. Reservam vasto espaço
destinado aos titulares, que é ladeado de duas colunas, completado de
alta cabeceira recortada; as colunas enleiam-se duma grinalda, mas só de
ligeiros festões pendentes no terço inferior."
"Colocaram nas paredes da capela-mor, seis grandes panos de azulejo, modernos,
de cenas agiográficas, da antiga fábrica da Fonte Nova, de Aveiro."
GONÇALVES, António Nogueira - Inventário
Artístico de Portugal. Lisboa: Academia Nacional
de Belas Artes, 1981.
Igreja Paroquial de Pardelhas
Orago: S. Lourenço. O actual edifício
foi concluído em 1939. Veio substituir uma antiga
capela situada num dos lados da praça actual de
Pardelhas. É uma igreja ampla com uma torre ao
meio da fachada.
Quinta da Caneira
A Quinta da Caneira, propriedade ao longo dos séculos
de duas ilustres famílias, principalmente após
ter adquirido as suas actuais dimensões, foi sempre
a maior propriedade agrícola do concelho. Como
tal, todas as suas construções, edificadas
em diferentes épocas, foram efectuadas de acordo
com grande disponibilidade de meios. A quinta apresenta
cerca de 10 hectares de área total.
Situa-se na R. Vasco da Gama, na Freguesia e Concelho da Murtosa.
A formação da Quinta tem como origem
um complexo de bens foreiros ao convento portuense de
Avé-Maria, no qual se tinha incorporado o de Vila
Cova das Donas de Sandim, aparecendo como seus primeiros
proprietários o capitão Manuel Henriques
de Morais e mulher Joana de Oliveira (séc. XVII).
Dos descendentes destes passou, por título oneroso, à família
Velloso da Cruz, de Gaia, vindo por aliança familiar,
ao Senhor Frederico de Clamouse Brown Van-Zeller. Na
fachada da casa vêem-se as armas do Velloso da
Cruz.
Hoje, pertence a Augusto Mariano Van-Zeller de Carvalho
Ricca, residente em Vila Nova de Gaia.
A quinta com os limites e imóveis hoje existentes, tem como temporalidade
os fins do séc. XVIII e século XIX.
Foi classificada, em reunião ordinária
da Câmara Municipal da Murtosa, de 25 de Junho
de 2002, como imóvel de interesse municipal, de
acordo com a Lei nº. 107/2001, de 8 de Setembro.
GONÇALVES, António Nogueira - Inventário
Artístico de Portugal. Lisboa: Academia Nacional
de Belas Artes, 1981
Capela de S. Simão
Imóvel classificado como de interesse municipal.
Situada na freguesia do Bunheiro, concelho da Murtosa.
Capela erigida pelo Padre Simão Fernandes Ruela em 1609.
"Planta circular, cúpula hemisférica de tijolo, sem revestimento
de telhas, só um ligeiro cordão a limitar a linha das paredes.
A porta, rectangular, é ladeada de dois pequenos postigos."(...)"Levanta-se
acima da cornija, para a direita da porta, o alto pano da sineira..."
GONÇALVES, António Nogueira - Inventário Artístico
de Portugal. Lisboa: Academia Nacional de Belas Artes, 1981.
Igreja Paroquial do Bunheiro
Orago: S. Mateus.
A Igreja actual foi reedificada no segundo terço do século XVIII.
"Segue o plano costumado; torre à direita da fachada, porta principal
de duas travessas; arcos cortados nas paredes e destinados a altares, sendo dois
arcos colaterais ao arco-cruzeiro e dois nos flancos; duas janelas na capela-mor
(estas posteriormente ampliadas) e seis no corpo, além das duas da fachada;
sendo todas rectangulares."
GONÇALVES, António Nogueira - Inventário Artístico
de Portugal. Lisboa: Academia Nacional de Belas Artes, 1981.
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Concelho
da Nazaré
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Miradouros
da Nazaré
Duração: 1 dia ou 2 meios-dias.
Distância: cerca de 6 km.
Transporte: a pé e de elevador.
Início do Percurso: Gare do Elevador, Travessa
do Elevador.
Comece por subir ao Sítio no centenário
Elevador. Não sendo um miradouro oferece uma inesquecível
viagem panorâmica. Saindo da gare, desça
pelo Largo Reitor Baptista para o Terreiro (ou Largo
de Nossa Senhora da Nazaré). Em frente vai encontrar
o Coreto e o Santuário de Nª Sra. da Nazaré (visita
opcional). Continue, atravessando o Largo, e siga pela
Estrada do Farol em direcção ao Forte de
S. Miguel Arcanjo (onde está instalado o Farol).
Aprecie a diversidade paisagística, à direita,
sobre a Praia do Norte, e, à esquerda, sobre o
mar e a Praia da Nazaré.
Ao chegar ao Forte (fechado ao público), desça
pelo lado direito da barbacã. Na parte posterior,
vai encontrar umas escadas metálicas que o convidam
a descer até aos rochedos e a contemplar de perto
a Pedra do Guilhim (rochedo batido pelo mar, mesmo em
frente). Descendo as escadas e voltando à esquerda
vai descobrir um pequeno varandim na rocha. Miradouro
excepcional sobre o mar e a praia da Nazaré, este é também
um belíssimo ponto de pesca desportiva (à linha).
Descanse, desfrute da aprazível vista e regresse
depois pela estrada ou pelo caminho da beira do promontório
até ao Miradouro do Suberco. Este é considerado
por muitos como o que oferece a mais bela paisagem marítima
da costa portuguesa.
Ao lado do Miradouro do Suberco, à esquerda, encontra
o Bico da Memória, o Padrão de Vasco da
Gama e a pequena Ermida da Memória, locais seculares
de milagre e peregrinação. Siga pelo passeio,
do lado direito, e entre duas casas comerciais de artesanato
vai descobrir umas escadinhas. Suba-as. Novo miradouro
e nova perspectiva sobre a vila. Continue ao longo deste
miradouro, observando a inteligente perpendicularidade
do casario abaixo e antevendo a próxima visita às
alturas da Pederneira e do Monte de S. Bartolomeu (S.
Brás). Ao chegar perto da Gare do Elevador, por
cima da linha, depara-se, no final do Miradouro, com
a Ladeira do Sítio (escadas). Faça o seu
regresso à praia por este caminho.
Aproveite a pausa para o almoço para se deliciar
com um saboroso peixe fresco grelhado ou outra especialidade
da Nazaré num dos muitos restaurantes que vai
encontrar.
O Parque da Pedralva é a sua próxima paragem
após o almoço. Entre no Parque e vá caminhando
pela sua direita. A meio caminho vai vislumbrar uns degraus
que deverá subir, estes levá-lo-ão
até ao Miradouro do Monte Branco, e a um novo
olhar sobre a vila. Desça de volta ao jardim da
Pedralva e continue a caminhada, aproveitando os recantos
de luz e sombra. Ao chegar ao topo do parque continue
pelo passeio para entrar na Pederneira, miradouro natural
de incomparável beleza, permite-lhe desfrutar
dos muitos cambiantes da paisagem ao longo da subida
até ao Largo da Misericórdia. É neste
Largo, que acolhe a Igreja com o mesmo nome (de visita
facultativa), que os horizontes se alargam e a Nazaré ganha
uma nova dimensão totalitária.
O retorno à Praia deverá ser feito pela
Rua Abel da Silva, admirando ao passar o Largo Bastião
Fernandes; o Pelourinho e a Igreja de Nossa Senhora das
Areias (Matriz). Uma vez chegado à E. N. 8-5,
logo à saída da Pederneira, do lado esquerdo,
vai encontrar a Ermida de Nossa Senhora dos Anjos. Na
parte posterior do Parque, rente ao muro que o cerca,
encontra umas escadas de largos degraus. Aproveite a “boleia” e
por esse caminho, rapidamente, estará na E. N.
242, atravesse, vire à esquerda e desça
depois a Avenida Vieira Guimarães em direcção
ao mar.
Itinerário Pedestre na Nazaré
Duração: 1 dia ou 2 meios-dias.
Distância: cerca de 6Km.
Transporte: elevador e a pé.
Início do percurso: Posto de Turismo da Nazaré,
Av. da República, nº 17.
Saindo do Posto de Turismo vá até à Praça
Sousa Oliveira e, aí, volte à direita, siga
pela Travessa do Elevador e suba ao Sítio da Nazaré no
Ascensor; se preferir pode ir a pé pela Ladeira do
Sítio, subindo pela Rua Dr. Rui Rosa e virando à esquerda
na Rua Dr. José Laborinho Marques da Silveira, no
topo da qual começa a Ladeira.
Chegado ao cimo comece por apreciar o magnifico panorama
sobre a praia da Nazaré, o Porto de Pesca e Recreio
da vila e ainda sobre a Pederneira e o Monte de S. Brás.
Desça até ao Miradouro do Suberco e visite
a Ermida da Memória. De seguida admire o secular Santuário
de Nª Sra. da Nazaré e, na ala direita do mesmo,
o Museu de Arte Sacra Reitor Luís Nési. Saia
do Santuário pelo lado direito e, quase em frente,
encontra o Teatro Chaby Pinheiro. Descendo a Rua D. Fuas
Roupinho, descubra as tradições nazarenas no
Museu Etnográfico e Arqueológico Dr. Joaquim
Manso. Torne ao Largo de Nª Sra da Nazaré e desça
pela Estrada do Farol até ao Forte de S. Miguel Arcanjo,
onde os impressionantes horizontes que daqui se alcançam
recompensam o esforço da descida.
Aqui, sugerem-se duas possibilidades: 1 - voltar ao Sítio
para o almoço. 2 - trazer lanche e descer até à Praia
do Norte, espreitar a Gruta natural do Forno d’Orca,
almoçar e, depois, calmamente percorrer o areal até ao
Norpark, voltando daí para o Sítio.
À tarde, regresso à Praia da Nazaré (de elevador ou a pé)
para ir visitar a Pederneira. Suba a Rua Adrião Batalha para visitar a
Casa-Museu do Pescador. Continue a subir, atravessando a E.N. 242, entre no Parque
da Pedralva e contemple a Nazaré do Miradouro do Monte Branco. Siga pela
E.N. 8-5 e vire à direita para entrar na Pederneira. Aqui aconselha-se
a visita à Praça Bastião Fernandes, onde se situam os Antigos
Paços do Concelho, o Pelourinho e a Igreja Paroquial de Nª Sra. das
Areias (Matriz). Um pouco mais acima encontram-se a Igreja da Misericórdia
e o Miradouro da Pederneira.
Novamente duas opções: 1 - Para os resistentes e amantes de longos
passeios, propõe-se a ida até ao Monte de S. Bartolomeu (localmente
mais conhecido por Monte de S. Brás). A subida até ao alto pode
ser feita pelas vertentes Este (degraus escavados na terra) e Oeste (escada
em cimento), devendo a descida ser feita pela vertente oposta. 2 – Para
os menos aventureiros sugere-se voltar à Nazaré, deambular pelas
ruas estreitas que vão dar ao mar e descobrir um modo de vida peculiar
e ainda muito próprio.
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Concelho
de Óbidos
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Resumo Histórico
Pela sua excelente localização junto ao mar
e com os braços da Lagoa chegaram ao morro, estas
terras desde sempre foram habitadas, o que se confirma
pela estação do Paleolítico Inferior
do Outeiro da Assenta. Aqui se formou um castro Celtibero,
voltado a poente. Sabe-se que aqui comerciaram os fenícios,
e hoje com mais propriedade que os Romanos aqui se estabeleceram,
sendo provável que a torre sul do Facho, tenha tido
a sua origem numa torre de atalaia de construção
romana, como posto avançada da cidade de Eburobrittium,
grande urbe urbana encontrada e em fase de trabalho arqueológicos.
Em 11 de Janeiro 1148, o primeiro rei, D. Afonso Henriques,
apoiado por Gonçalo Mendes da Maia, tomou Óbidos
aos árabes, após o cerco de Novembro anterior.
O cruzeiro da memoria é um singelo monumento da época,
mais tarde restaurado. Óbidos pertenceu ao pentágono
defensivo (dos cinco castelos), do centro do reino, idealizado
pelos Templários.
Com a oferta de Óbidos como prenda de casamento
de D. Dinis a sua esposa D. Isabel, a Vila ficou pertença
da Casa das Rainhas, só extinta em 1834, e por aqui
passaram a maioria das rainhas de Portugal, deixando grandes
benefícios. D. Catarina manda construir o aqueduto
e chafarizes. A reforma administrativa de D. Manuel I dá a Óbidos
em 1513 novo Foral, sendo esta época muito intensa
em requalificações urbanas.
O terramoto de
1755 fez sentir-se com intensidade na Vila, derrubando
partes da muralha, alguns templos e edifícios,
alterando na construção, alguns templos e
edifícios, alterando na construção,
alguns aspectos do traçado e do casco árabe
e medieval. Também Óbidos foi palco das lutas
da Guerra Peninsular, tendo aqui sido a grande batalha
da Roliça, que no tempo pertencia ao “termo” de Óbidos.
Mais recentemente a Vila foi palco da reunião preparatória
da Revolta do 25 de Abril, ficando assim ligada ao corajoso
e heróico movimento dos capitães.
Monumentos a Visitar
Castelo
Igreja de São João Baptista
Porta
da Vila
Porta do Vale ou Sra. da Graça
Rua Direita
Igreja
de São Pedro
Capela de São Martinho
Igreja da Misericórdia
Igreja de Santa Maria
Pelourinho e Telheiro
Igreja de São Tiago
Ermida de N.Sra. do Carmo
Ermida da Ordem
Terceira Aqueduto
Santuário do Sr. Jesus da Pedra
Campos de Golfe
Praia D’El Rey
Praia d’El Rey, à beira-mar e com vista para
as ilhas das Berlengas, foi considerado o sétimo
melhor percurso da Europa pela revista Golf World. Não
se distraia com o espectacular cenário do Oceano
Atlântico nos buracos 11 e 12 porque vai ter de se
concentrar nos 570 metros que tem de passar para alcançar
o buraco 17.
Localizado a apenas uma hora a norte de Lisboa, Portugal,
ao longo das calmas praias de areia branca da costa oeste,
o Praia D’El Rey Marriott Golf & Beach Resort
possui um dos melhores campos de golfe da Europa. Desenhado
pelo mundialmente conhecido arquitecto americano Cabell
B. Robinson, o Campo de Golfe Praia D’El Rey é rico
na sua diversidade, proporcionando um excelente teste,
quer para o golfista com handicap alto quer para o jogador
muito experiente.
www.praia-del-rey.com
BOM SUCESSO Design Resort,Leisure &Golf
O Campo de Golfe do BOM SUCESSO está inserido
no projecto turístico do BOM SUCESSO-Design,Leisure,Golf & Spa,galardoado
com diversos prémios internacionais,está classificado
como um Aldeamento Turístico de 5 Estrelas e reconhecido
como Projecto de Interesse Nacional (PIN) e de Utilidade
Turística.
O campo ocupa uma área superior a 60 hectares sobre
as margens da Lagoa de Óbidos e perto de Praia d'el
Rey. Desenhado por Donald Steel,um dos nomes mais proeminentes
a nível mundial na arquitectura golfística,o
Golfe do BOM SUCESSO estende-se sobre um declive acidentado
com vistas magníficas sobre a lagoa e o mar.
O Campo está feito para um tipo de jogador de handicap
médio,mas ao longo dos 18 buracos há uma
diversidade de circunstâncias que vão satisfazer
todos os golfistas. É um par 72, com 6,234 metros.
Entre as facilidades já em funcionamento está um
driving range e um putting green,club house,loja,balneários,buggies
e trolleys eléctricos.
O Golfe do BUM SUCESSO é membro da International
Association of Golf Tour Operators.
www.bomsucesso.net
Características do Empreendimento:
. Campo de Golf das Oliveiras, 18 buracos,Par 72, desenhado
por Donald Stell;
. Hotel 5 estrelas;
. Clube Náutico;
. Club house/heath club;
. 4 campos de ténis;
. 3 Piscinas;
. Área de lojas ( Shopping );
. 3 Aldeamentos turísticos de luxo;
. Campo de Futebol de 11 profissional;
Royal Óbidos - Spa & Golf Resort
A Região Oeste, mais propriamente Óbidos,
foi o palco escolhido para o mais recente projecto do Grupo
Oceânico e da MSF TUR.IM. Este projecto imobiliário
inclui um campo de golfe de 18 buracos com a assinatura
do antigo jogador profissional espanhol Severino Ballesteros.
O Empreendimento Royal Óbidos foi classificado como
projecto de potencial Interesse Nacional(PIN).
O Royal Óbidos contempla ainda a construção
de infra -estruturas de lazer diversificadas como:
- academia de golfe;
- clube de ténis;
- spa e heath club;
- zona desportiva multiusos;
- country club com creche e sala de jogos infantis;
- cibercafé;
- biblioteca;
- aparthotel;
- restaurante;
- bar;
- zona comercial
www.royalobidos.com
Praias
Praia de Covões - Acesso ao extenso areal que se
desenvolve da Lagoa de Óbidos
até ao Baleal. Apenas frequentada por algumas pessoas
que gostam de “praias selvagens”.
Praia d’El Rei - Extenso areal com os limites definidos
por dunas. Integra-se no empreendimento de carácter turístico-imobiliário
com o mesmo nome, já construído. Dispõe
de equipamento de apoio e, previsivelmente, com o crescimento
do alojamento, virá a integrar uma gama ampla de
serviços.
Praia de Rei Cortiço - Uma pequena reentrância dá acesso à praia.
Extenso areal limitado por curiosas falésias brancas
(arenitos). Dispõe de nadador-salvador. Para sul
estende-se o longo areal até ao Baleal
(cerca de 11 quilómetros de comprimento) integrado
nos concelhos de Óbidos e Peniche.
Praia do Bom Sucesso -
Extenso areal nas margens da Lagoa de Óbidos, abrangendo
até à saída para o mar. Fica em frente à Foz
do Arelho e é dela separado por vários mouchões
de areia para além da superfície de água
da lagoa.
Dispõe de 2 parques de estacionamento (um alcatroado,
outro em macadame) com capacidade para centenas de viaturas.
Tem muita frequência, sobretudo de famílias
com crianças. Perto, um miradouro com excelente
vista sobre a Lagoa e Foz do Arelho (acesso de terra batida).
(...)
In
Portal de Turismo de Óbidos
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Concelho
de Oliveira de Azemeis
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História
do Município de OLIVEIRA AZEMÉIS
A primeira referência documental a OLIVEIRA AZEMÉIS
data de 922, e trata-se de uma doação feita
pelo rei Ordonho a um Bispo do Mosteiro de Crestuma. Dessa época
existem hoje vestígios de ocupações
proto-históricas e romanas.
Até ao séc. VII, o que marca OLIVEIRA AZEMÉIS é o cruzamento de rotas tradicionais
para o interior e para o litoral, para o norte e para o
sul, bem como o facto de ser ponte de ligação
da via militar romana que liga Lisboa a Braga, que aqui
tinha o seu tão conhecido Marco Miliário
da Milha XII.
Do séc. VII ao X, é alcaria e arraial de
moçarebes e berberes que aqui se fixaram e desmantelaram
a vida institucional anterior, assim como topónimos
da área, hábitos típicos e o próprio
traje regional. O próprio topónimo Azeméis
tem uma etimologia que apela não só para
uma colónia de Almocreves, mas ainda para colonizadores árabes
da família Azemede.
Do séc. X ao XV, OLIVEIRA AZEMÉIS é palco
de lutas renhidas entre árabes e chefes militares
leoneses e portucalenses, incluindo colonos adstritos aos
mosteiros de Pedroso, Grijó e Cucujães, aos
quais se deve o repovoamento e fundação das
19 freguesias, o aproveitamento dos cursos de água
locais para a indústria de moagem e de irrigação
das terras marginais, o desenvolvimento da já referida
colónia de almocreves (Azemeles) e a instalação
de uma acolhedora hospedaria para peregrinos e veraneantes
que aqui vinham descansar, caçar ou pescar.
No período que vai do séc. XV ao XVIII,
a história de OLIVEIRA AZEMÉIS ficou marcada
pela implementação da Comenda Real da Ordem
de Cristo, em 1517, e destinada a arregimentar milícias
para a defesa do território e policiamento do trânsito
regional.
Em 5 de Janeiro de 1799, foi elevada à categoria
de Vila e tornou-se Sede do Concelho. Com Mouzinho da Silveira,
OLIVEIRA AZEMÉIS passou a ser o Concelho que é hoje.
No dia 16 de Maio de 1984 é elevada a Cidade do
distrito de Aveiro e diocese do Porto, mercê do seu
notável progresso, densidade demográfica
e categoria das suas estruturas urbanas.
OLIVEIRA AZEMÉIS é elevada à categoria
de vila em 05 de Janeiro de 1779, pois era terra sem Foral,
que apenas aproveitara do Foral da Feira, dado por D Manuel
I, em Lisboa a 10 de Novembro de 1514. O Alvará de
criação de vila foi ampliado em 24 de Outubro
de 1779, criando-se o Concelho de OLIVEIRA AZEMÉIS,
a que foram anexadas por decreto do Príncipe Regente
de 27 de Setembro de 1801, as freguesias de Santa Maria
de Arrifana e a de S. João da Madeira, para preencher
o nº de 20 freguesias marcado no Alvará de
05 de Janeiro de 1779.
A Arrifana voltou ao seu antigo Concelho, que era o da
Feira e S. João da Madeira tornou-se Concelho. Em
1855, extinto o Concelho do Pinheiro da Bemposta, as 5
freguesias que o constituíam, passaram para OLIVEIRA AZEMÉIS. |
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Concelho
de Oliveira do Bairro
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Oliveira do Bairro é um concelho situado na Região
Centro, no Baixo Vouga, pertencendo ao distrito de Aveiro. É limitado
a Norte pelo município de Aveiro, a Nordeste pelo
de Águeda, a Sueste pelo de Anadia, a Sul pelo
de Cantanhede e a Oeste pelo de Vagos. O concelho ocupa
86.6 Km2 distribuídos por seis Freguesias: Oliveira
do Bairro, Oiã, Bustos, Troviscal, Palhaça
e Mamarrosa.
Património
Oliveira do Bairro é dona de uma natureza ímpar
com as suas cegonhas-brancas na zona do Vale do Cértima.
Vale a pena ver o espectáculo que estas aves dão,
quer estejam a pairar no ar, quer estejam no ninho a
cuidar das crias, quer estejam nas marinhas de arroz
existentes a pescar. É também comum ver-se
nas marinhas de arroz bandos de cegonhas-brancas juntamente
com garças-reais, garças-brancas, garças-vermelhas,
como se estivessem todas numa “amena cavaqueira”. É óbvio
que em tamanha concentração tem de haver
segurança. E existem águias-sapeiras e
milhafres-pretos que pairam no ar como se estivessem
alerta aos predadores típicos destas aves.
Aparte este espectáculo vivo, as marinhas de arroz,
verdadeiros mantos verdejantes que ondulam ao sabor do
vento, vinhas a perder de vista, matas e eucaliptais
são outros atractivos da natureza. Existem também
vários parques de merendas espalhados pelo concelho,
cada um com a sua beleza e história, sempre integrados
na natureza circundante.
Como esta é uma zona de agricultores, existem
espalhados pelo concelho vários moínhos
de água que serviam para moer vários tipos
de cereiais, além dos lagares de azeite. A religião,
fé e crenças estão muito presentes
no concelho e têm forma nas várias igrejas,
capelas e alminhas que existem. Realce para a Igreja
Matriz da Mamarrosa, datada do séc. XVII, e a
Igreja Matriz de Oiã, datada do séc. XIX,
com a sua talhada dourada. Pelourinhos e cruzeiros de
várias épocas também são
visíveis nos caminhos do concelho.
Não esquecer o Museu de Arte Sacra de S. Pedro
da Palhaça na antiga Igreja de S. Pedro da Palhaça,
com um vasto espólio de Arte Sacra e Arquivo Histórico
Regional. Há também, o Museu de Etnomúsica
da Bairrada no Troviscal, com sua colecção
de instrumentos, partituras, gravações,
documentação variada e depoimentos sempre
com o elo da música a unir a Bairrada.
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Concelho
de Ourém
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Ourém é a expressão viva
de um concelho em movimento!
Os fitotopónimos (Matas e Olival), os hidrotopónimos
(Ribeira do Fárrio e Rio de Couros), os hagiotopónimos
(N.ª Sr.ª da Piedade e N.ª Sr.ª das
Misericórdias), os arqueotopónimos (Urqueira
e Vale das Antas) e outros mais topónimos espelham
a diversidade Oureense.
Diversa é também a fisionomia do concelho,
que se traduz num sul de calcários, árido
e vincado, e num norte de arenitos e irrigado.
Há muito que ambas as esferas são povoadas;
provam-no as estações arqueológicas
inscritas em vários períodos e freguesias
do concelho, como os sítios pré-históricos
da Gruta do Papagaio (Fátima), Outeiro do Marco
(Caxarias), Agroal (Formigais), as villas romanas de
Olival, Arrochela (Espite), Rouquel (Rio de Couros) e
Coinas (Atouguia), ou até as ocupações
medievais de Freiria (Espite) e Abelheira (Cercal).
A história assume eminência num contexto
nacional. Abdegas originalmente, a terra que acolhe o
castelo passaria a designar-se Ourém em data incerta.
Este topónimo aparece pela primeira vez documentado
no séc. XII numa doação aos Templários
do castelo de Ceras e seu termo, em cujos limites existia
um local assinalado com o nome “Portum Ourens.” A
tradição oral, essa insiste na ligação
da mudança do topónimo à lenda da
Moura Oureana, por sua vez associada à invasão árabe
no séc. IX.
Ourém passa a integrar o domínio cristão
quando tomada aos mouros em 1136 por D. Afonso Henrique;
este Senhorio foi doado a sua filha, a rainha D. Teresa,
que lhe atribui em 1180 o primeiro foral; nasce assim
um dos primeiros concelhos do País (convencionou-se
a data de 20 de Junho como data de atribuição
do foral, data que se celebra localmente com o feriado
Municipal). Sucede-lhe o foral de sentença de
D. Manuel em 1515 e o foral concedido pelo regente D.
Pedro em 1695.
D. Pedro I eleva Ourém à categoria de
Condado, atribuindo o título a João Afonso
Tello de Menezes; o 3º Conde seria Dom Nuno Álvares
Pereira, o Condestável. Mas a história
atinge o seu auge com D. Afonso, 4º Conde de Ourém,
um ilustre do séc. XV, neto de Nuno Álvares
e de D. João I, sendo que instala a corte em Ourém,
deixando importantes marcas da sua vida e obra na zona
histórica.
Ali repousa o Castelo de Ourém, com data de fundação
imprecisa, mas certamente muito antiga porque em 1178
já se falava de um castelo com planta triangular.
Este monumento nacional, exemplar no domínio territorial,
seria a alma do burgo amuralhado e erguido no alto do
morro de Ourém, por sua vez agraciado ainda com
um Palácio, uma Igreja Colegiada e Cripta, Fonte
Gótica, Pelourinho, ruas estreitas e paredes caiadas.
O terramoto de 1755 abateu-se fortemente sobre o velho
burgo, arrasando-o quase por completo e as invasões
francesas também não deixaram o concelho
ileso. Mas o espírito dedicado e as mãos
laboriosas do Oureense devolveram-lhe um semblante rejuvenescido.
Em 1841 a sede de concelho era transferida para o sopé do
morro, que em 1991 recebeu o título de cidade
juntamente com a antiga Ourém, passando ambas
a constituir o «coração do concelho».
Também Fátima, em virtude do fenómeno
Mariano seria elevada a cidade em 1997.
Hoje Ourém é composto por duas cidades
(Ourém e Fátima), três vilas (Caxarias,
Freixianda e Vilar dos Prazeres), um total de 18 freguesias.
A visita ao Santuário de Fátima (Visite
o Site Oficial do Santuário de Fátima)
Todo o recinto do Santuário é dominado
pela Basílica cuja construção, em
estilo neobarroco, se iniciou em 1928 segundo o projecto
do arquitecto holandês G. Van Kriecken, vindo a
ser sagrada em 1953. O altar-mor da Basílica tem
um quadro que representa a Mensagem de Nossa Senhora
aos Pastorinhos e os vitrais ilustram Cenas das Aparições.
Nos quatro cantos da Basílica estão as
estátuas dos Apóstolos do Imaculado Coração
de Maria. Na Capela-mor vê-se o túmulo de
D. José Alves Correia da Silva, Bispo de Leiria,
e do lado nascente estão os túmulos dos
Videntes já falecidos - Francisco e Jacinta Marto.
O orgão monumental, datado de 1952, tem cerca
de 12.000 tubos. Toda a colunata é decorada com
quadros da Via Sacra, em cerâmica policromada e
sobrepujada por estátuas de Santos das quais se
destacam, junto ao corpo da Basílica, as dos quatro
Santos portugueses - S. João de Deus, S. João
de Brito, Santo António e Beato Nuno. A Capela
das Aparições é considerada o coração
de todo o Santuário, pois além de assinalar
o local das primeiras Aparições de Nossa
Senhora do Rosário aos Pastorinhos, alberga a
Imagem de Nossa Senhora e foi o primeiro local de oração
a ser edificado na Cova da Iria. A Azinheira Grande foi
o local onde os Pastorinhos e os peregrinos rezaram o
terço, antes da Segunda e da Terceira Aparição.
O Monumento ao Sagrado Coração de Jesus,
em pleno centro do Santuário, cobre o poço
de água que aqui brotou na Última Aparição.
A Cruz Alta comemora o Ano Santo Universal aqui celebrado
em 1951. O Centro Pastoral Papa Paulo Vl é um
importante centro de Estudos Marianos e de Congressos,
e foi inaugurado pelo Papa João Paulo II, em 13
de Maio de 1982. A Via Sacra é composta por 14
Capelinhas evocativas da Paixão do Senhor. Começa
na Rotunda de Santa Teresa de Ourém, passa junto
ao Monumento de Valinhos que assinala o local da Quarta
Aparição, a 19 de Agosto de 1917, e termina
no Calvário, um pouco acima da Loca do Anjo -
o sítio onde os Três Pastorinhos receberam
a Primeira e a Terceira visita do Anjo, durante a Primavera
e Outono de 1916. As Casas dos Pastorinhos em Aljustrel,
de Lúcia e da Família Marto, conservam
todo o mobiliário e objectos de uso doméstico
e pessoal dos Videntes. No quintal da Casa de Lúcia
situa-se o poço onde o Anjo apareccu em 1916,
pela segunda vez. Ainda no Santuário pode ser
visto o Monumento ao Papa Paulo VI, o Monumento ao Papa
Pio XII e o Monumento a D. José Alves Correia
da Silva. Na Albergaria de Nª Srª das Dores é dada
toda a assistência a peregrinos. (in Folheto
Turístico
da Região de Turismo)
Outros interesses no concelho (entre
muitos outros)
Museus
Casa-Museu de Aljustrel (Aljustrel - Fátima)|
Museu da Vida de Cristo
Museu das Aparições|
Museu de Arte Sacra e Etnologia de Fátima|
Museu de Cera (cidade de Fátima)
Gastronomia
Doces Regionais
Bolinhos dos Santos|
Bolo-de-Arco de Ourém|
Pratos Típicos
Carneiro à Vale Travesso|
Coelho com couves à Conde de Ourém|
Friginada|
Friginada com Migas|
Migas à Serrador|
Sopa à Lavrador|
Sopa de Verde
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Concelho
de Ovar
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PATRIMÓNIO NATURAL
PRAIAS
No concelho de Ovar tem oportunidade de descobrir os
múltiplos encantos das belas praias atlânticas,
onde se confundem o azul do mar, o amarelo do sol e
o verde dos pinhais. No sentido norte-sul temos as
praias de Esmoriz (Praia da Barrinha), Cortegaça,
Maceda (S. Pedro) e Ovar (Furadouro e Torrão
do Lameiro), com convidativas extensões de areal
e dunas, ligação às zonas florestais,
constituindo uma das maiores áreas do género
no litoral português. É ainda muito apreciada
a praia fluvial do Areínho, situada em plena
Ria, no braço que chega a Ovar até à Marina
do Carregal.
No Verão, os turistas podem deliciar-se com a
qualidade das águas e da areia, pernoitar nas
unidades hoteleiras e nos parques de campismo dotados
com bons equipamentos, nomeadamente desportivos, divertir-se
nos eventos de animação – espectáculos
e desporto. O ambiente nocturno e a gastronomia são
sempre factores de atracção no concelho.
A RIA
A Ria de Aveiro estende-se, pelo interior, paralelamente
ao mar, numa distância de 47 km e com uma largura
máxima de 11 km, no sentido Este-Oeste, desde
Ovar até Mira, constituindo um excepcional acidente
geográfico da costa, único em Portugal
e na Península Ibérica, nela desaguando
os rios Antuã, Vouga, Cértoma e Cáster,
além de inúmeros ribeiros.
Desdobra-se em
quatro importantes canais: Ria de Ovar, no extremo norte;
Ria de Mira, no extremo sul; Ria da
Murtosa, a nordeste e Ria de Ílhavo, a sudeste.
Ovar está fortemente ligado à Ria. As suas
populações, durante séculos, exploraram
os seus recursos naturais como fontes de rendimento:
a apanha do moliço (fertilizante natural); a pesca
e o transporte de mercadorias (entre Ovar e Aveiro),
facilitou o crescimento do comércio de produtos
como: o sal, arroz, vinho, peixe, etc.
O moliceiro é a embarcação característica
da Ria de Aveiro, destacando-se a elegância das
suas linhas e o colorido da sua decoração.
Em Ovar irá encontrar estas embarcações
no activo e poderá usufruir de passeios neste
tipo de embarcações.
ZONA FLORESTAL
A zona florestal do Concelho de Ovar é composta
por cerca de 1850 hectares, traduzindo-se numa das maiores
manchas europeias de "Pinus Pinaster", espécie
muito usada na fixação de solos arenosos
da orla marítima, sujeitos a fenómenos
erosivos.
Além da sua importância a nível ecológico,
trata-se de um espaço convidativo para a prática
de actividades ao ar livre, como desportos e passeios
pedestres. Outra componente apreciada são os Parques
de Merenda que existem no Carregal (Ovar), Buçaquinho
(Cortegaça), Maceda, entre outros.
(Conheça ainda a beleza e elegancia
dos Jardins Públicos...e o Património Construído
deste concelho. )
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Concelho
de Pedrógão Grande
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A autarquia de Pedrógão Grande aposta
nas novas tecnologias para divulgação/
promoção da oferta turística do
concelho e da região.
No CIT – Centro de Interpretação
Turística de Pedrógão Grande - pode:
- Explorar novas formas de abordar a informação
utilizando como recurso tecnologias interactivas.
- Explorar
conteúdos sobre a região, recorrendo às
possibilidades digitais como forma de facilitar a abordagem
de determinados assuntos relacionados com o território.
-
Possibilitar aos visitantes um conjunto de experiências
inovadoras que dificilmente terão oportunidade
de experimentar em outros ambientes, tornando-se desta
forma, um elemento adicional de captação
de potenciais visitantes.
- Criar um espaço de inovação tecnológica
altamente diferenciador face à oferta de outras
instituições semelhantes, que se possa
assumir como uma referência neste meio.
Deixamos o
convite.... Parta à Descoberta!
Praias Fluviais
PRAIA FLUVIAL DO MOSTEIRO
Inaugurada no dia 24 de Julho de 2005.
Localiza-se no Concelho de Pedrógão Grande,
na povoação de Mosteiro, a linha de água
que banha esta praia é a Ribeira de Pera.
Trata-se de uma praia rural, perfeitamente bem enquadrada
na paisagem.
Nesta praia para além de desfrutar da boa qualidade
do ar e da água, pode também contactar
directamente com duas infra-estruturas que retratam um
pouco do passado da história e do património
cultural do concelho. Trata-se de um lagar de azeite,
que foi recuperado respeitando a sua traça e que
actualmente é o apoio de praia – Bar/ Restaurante
- e um moinho de rodízio, recuperado no âmbito
do Projecto de Promoção e Requalificação
dos Ecossistemas Ribeirinhos de Pedrógão
Grande.
Importante salientar que a industria de moagem teve
grande peso no concelho de Pedrógão Grande,
facto confirmado pela presença de pelo menos um
moinho de rodízio, de 500 em 500 metros, ao longo
da ribeira.
Esta praia fluvial está integrada na rede das
praias fluviais do pinhal interior norte e tem a capacidade
de oferecer aos seus visitantes um conjunto de actividades
de cariz cultural e desportivo.
AÇUDE DE MEGA
Localiza-se no Concelho de Pedrógão Grande,
no Lugar de Mega Fundeira, nunca será a praia
fluvial maior do Concelho, até porque o espaço é agradavelmente
pequeno para o efeito. Mas será possivelmente
uma das mais acolhedoras pela sua localização,
pela qualidade da água, pelo espaço museológico
e até pela esplanada na sombra da latada de videiras
em frente ao moinho, onde com tanta água até apetece
beber outra coisa.
ALBUFEIRA DO CABRIL
A barragem Cabril foi construída em 1954 no rio
Zêzere, forma uma albufeira com 55Km de comprimento.
Esta albufeira apresenta dois braços, correspondentes
aos rios Unhais e Zêzere, bem como alguns afluentes
de pequena dimensão, no entanto é o Zêzere
o principal “alimentador” desta albufeira.
Relativamente à ocupação marginal,
verifica-se uma intensa produção florestal,
em quase toda a extensão da albufeira, as margens
são ocupadas por pinheiro bravo (Pinus pinaster)
e eucalipto (Eucalipto globulus).
No que respeita aos
usos, servem essencialmente abastecimento doméstico, produção de energia eléctrica
e recreio.
Actualmente o uso desta albufeira para recreio
balnear e lazer encontra-se em franca expansão quer devido à instalação
de uma piscina flutuante, quer à prática
de diversos desportos aquáticos, tanto de recreio
como de competição.
ALBUFEIRA DA BOUÇA
A albufeira da Bouçã está implantada
no rio Zêzere, compreendida entre as albufeiras
do Cabril, a montante, e de Castelo de Bode a jusante.
Possui uma área superficial de 500ha com uma profundidade
média de 20 metros.
Trata-se de uma albufeira destinada
essencialmente à produção
de energia eléctrica. No entanto começa
a ser procurada para diversas actividades de cariz desportivo
como é o caso da pesca, canoagem, percursos pedestres,
BTT e TT.
Também nesta albufeira serão implementados,
ainda durante esta época balnear, parques de merendas
que privilegiam o contacto com a natureza, o descanso
e lazer.
ACTIVIDADES TURÍSTICAS
O concelho de Pedrógão Grande orgulha-se
do património cultural, patrimonial e natural
que possui… “Preservar o passado com olhos
no futuro é, sem dúvida, o lema desta terra
de lendas e fadas de trabalho e de paz” (in Santos,
2006).
Embrenhe-se no nosso património natural e cultural,
partilhe esta herança tão enriquecedora,
sinta a miscelânea de cores, sons e ritmos que
temos para lhe oferecer.
REMO E CANOAGEM
O concelho é atravessado por 3 importantes linhas
de água: Rio Zêzere, que forma as albufeiras
da Bouçã e Cabril; Ribeira de Pêra,
cujo caudal permite a existência da praia fluvial
do Mosteiro e Ribeira de Mega. Todos estes cursos de água
são ideais para a prática destas modalidades.
PESCA DESPORTIVA
Nas albufeiras da Barragem do Cabril, na Barragem da
Bouçã, nas Ribeiras de Pêra, Mega,
Frades e Nodel, podem-se pescar as seguintes espécies
(dentro dos meses de permissão de pesca para
as espécies existentes):
- achigã
- barbo
- boga
- bordalo
- truta
- enguia
- carpa
PASSEIOS DE BARCO
Durante a Primavera e o Verão, nas albufeiras
da Barragem do Cabril e da Bouçã, pode-se
passear de barco e apreciar as maravilhosas paisagens
que estas nos oferecem.
PASSEIO PEDESTRE (durante todo o ano)
Passeio Pedestres pela Ponte Filipina
O concelho de Pedrógão Grande está a
implementar uma rede municipal de percursos pedestres
e de descoberta da natureza. Actualmente encontram-se
sinalizados e devidamente marcados três trilhos:
PG3– “No Cabeço das Mós”,
PG5– “Na Senda da Ribeira de Pêra” e
PG6- “Rumando Contra a Corrente em Direcção
ao Açude”. Em execução encontra-se
o PG2– “Estrada Panorâmica do Cabril”,
também conhecido como “Trilho dos Romanos”.
Note que todos estes percursos passam por locais de
elevada qualidade cénica, ecológica e ambiental.
BTT
A distribuição espacial dos principais
aglomerados populacionais bem como as características
topográficas fazem do BTT/ Ciclo-turismo uma das
melhores formas de conhecer o concelho de Pedrógão
Grande.
SLIDE
A grande velocidade aventure-se no Zêzere. Esta
actividade, com muita adrenalina transmite sensação
de liberdade total e consiste numa descida rápida,
onde o praticante desliza por um cabo de aço esticado
com declive, utilizando como suporte algum equipamento
de escalada.
ACTIVIDADE TRADICIONAL
Cozer da Broa
Após a moagem do milho no moinho de rodízio.
O Cozer do pão constituía uma prática
semanal.
Uma ou duas horas antes da cozedura, enchia-se
o forno de chameiras e deixavam-se arder até as pedras
do forno adquiriram a tonalidade esbranquiçada,
sinal de que o calor absorvido era suficiente para efectuar
a cozedura.
Após o preparo da massa (peneirada e amassada),
misturava-se um pouco de fermento (resto de massa da
cozedura anterior que ficava a fermentar durante alguns
dias) e temperava-se com sal. Antes de tapar a masseira
com uma manta, inscrevia-se uma cruz na massa e ao mesmo
tempo a moleira recitava: “Deus te ajude e Deus
te acrescente, que é para toda a gente!”.
Volvidas duas horas, a massa era tendida e entigelada
adquirindo o formato de uma pequena bola.
Limpo o forno
com o rodo e o vassouro as bolas eram depositadas na
pá de madeira previamente polvilhada
com farinha e introduzido no lar do forno.
Uma hora depois
as broas estavam cozidas e eram retiradas com ajuda da
pá e depositadas na masseira.
Esta é uma
das actividades que tentamos reviver e dar a conhecer
a quem nos visita.
SAFARI TURÍSTICO
Actividade que consiste num passeio
em veículo
todo o terreno. Os participantes são convidados
a conhecer locais de grande beleza mas de difícil
acesso.
PAINTBALL
Jogo de estratégia, trabalho de equipa e muita,
muita coordenação. Realiza-se ao ar livre,
em espaço florestal normalmente junto á albufeira
do Cabril num local conhecido por Ilha. Aqui para além
do verde da floresta tem-se também como cenário
de fundo o azul cintilante do Zêzere.
O objectivo
deste jogo é conquista do campo do
adversário, utilizando para o efeito marcadores
de tinta, armas que, com o auxílio de ar comprimido,
disparam pequenas bolas de tinta solúvel em água
e biodegradável.
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Concelho
de Penacova
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Não
pretendemos mostrar-lhe o que de mais belo existe em Penacova,
pois seria difícil, ou mesmo impossível,
chegar a um consenso quanto ao que classificar de mais
bonito. Queremos apenas que venha espreitar algumas das
belezas com que Deus presenteou a princesa do Mondego,
e conhecer um pouco daquela que tanto inspirou Vitorino
Nemésio.
Situada a 22 km de Coimbra e
a 15 km do Luso/Buçaco, Penacova é
luz e penedia, com o querer que é de
pirenaico trazido às proporções
da
ternura e rusticidade Portuguesa
(Vitorino Nemésio).
Em termos de diversidade de produtos Penacova tem actualmente
uma diversidade turística capaz de satisfazer
as diversas procuras.
A água límpida dos trechos não
poluídos do Mondego e do Alva, correndo em curvas
caprichosas entre montes escarpados, faculta ao turista
a tranquilidade e a harmonia de uma paisagem primitiva.
Ao longo dos rios e na grandiosa albufeira da Barragem
da Aguieira pode-se praticar natação, pesca,
canoagem, remo, vela, wind-surf e ski aquático.
Nas margens do Mondego, em frente da vila de Penacova,
e junto ao Parque de Campismo, todos os anos no Verão é montada
uma praia fluvial que dispõe de um bar e de um
abrigo para embarcações. Mesmo quem conhece
Penacova, aprecia sempre percorrer as estradas pitorescas,
ora talhadas nas escarpas sobre o rio, ora trepando ao
cimo dos montes, onde poderá apreciar belos panoramas
do alto dos seus mirantes: Pérgola Raúl
Lino, Mirante Emgydio da Silva, Penedo de Castro, Capela
de N. Sr.ª dos Remédios no Mont'Alto e as
suas Serras do Buçaco, Roxo e Atalhada.
Não faltam motivos para agradáveis passeios:
de S. Pedro de Alva por Laborins até às
margens do Rio Alva, passando pela paradisíaca
praia fluvial do Vimieiro, Cornicovo e Lapa. Ao passar
por Penacova, poderá levar como recordação
uma peça de artesanato. Temos os palitos de pá,
flor e pestana, feitos em madeira trabalhada pelas mãos
das paliteiras ou as lindíssimas barcas serranas
e outros objectos que marcaram, e marcam ainda, a história
da nossa região. Não descurando que o principal
produto turístico do concelho é sem dúvida
o turismo cultural, outros produtos estão neste
momento a ser ou em condições de serem
explorados.
No actual contexto das novas procuras turísticas,
o turismo de natureza e ecoturismo encontram neste concelho
condições óptimas para os praticantes
que até aqui se desloquem.
No entanto a oferta não se fica por aqui. Novos
produtos começam hoje a apresentar-se como apostas
viáveis nomeadamente o turismo de aventura e o
produto gastronomia e o segmento de fins-de-semana.
Desta forma a escolha para o tipo de férias a
passar em Penacova parece ser difícil, mas, o
melhor será experimentar tudo o que temos para
oferecer.
(mais em breve)
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Concelho
de Penela
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O que Visitar
Castelo de Penela-Monumento classificado
A sua construção data do séc. XI,
apesar do que hoje se pode ver do Castelo remontar somente
aos Séculos XIV e XV. No seu interior tem a Igreja
de São Miguel, cujas primeiras origens se prendem
ao séc. XII.
De salientar:
Além da Porta da Vila, tem uma outra porta, a
que chamam, a da Traição ou dos Campos,
que apresenta uma abertura dupla em cotovelo, integrada
numa torre, o que denota a influência da tradição
muçulmana na fortificação portuguesa
dos fins da Idade Média.
Igreja de São Miguel
O Foral de 1137 refere já a existência de
uma igreja. O templo que hoje se pode apreciar resulta
de uma grande intervenção efectuada na
segunda metade do séc. XVI.
De salientar:
A Capela-mor, toda ela revestida de talhas barrocas,
na maioria do séc. XVII ou início do
séc. XVIII. A imagem da Senhora com o Menino,
esculpida por João de Ruão nos meados
do séc. XVI (1530/1540).
Pelourinho de Penela - Monumento classificado
Este pelourinho remonta à época medieval
e compõem-se de uma coluna de fuste oitavado,
da pinha e de três degraus. Inicialmente colocado
no meio da praça da vila, hoje encontra-se na
Rua 25 de Abril.
De salientar:
O conjunto das quatro hastes de ferro que imitam serpentes
e que suspendem da boca as argolas. Possui dois brasões
semelhantes que representam, eventualmente, o brasão
de armas do Concelho de Penela.
Igreja da Misericórdia
É
uma igreja da segunda metade do séc. XVI, apesar
de ter inscrito no seu portal o ano de 1616, no qual
terá sido alvo de reforma
De salientar:
A qualidade da bandeira processional, composta por duas
pinturas evocativas da Piedade e da Senhora da Misericórdia,
da autoria de Ernesto Condeixa. A porta principal apresenta
elementos do Período Manuelino, Renascentista
e Maneirista.
Igreja de Stª Eufémia - Monumento classificado
Embora já hajam referências a esta igreja
1254, é sobretudo um templo do período
renascentista, com um corpo de três naves, separadas
por arcadas da ordem toscanas, cobertura em madeira e
cabeceira tríplice.
De salientar:
Capela-mor abobada com retábulo barroco de talhas
douradas. Capela dedicada ao Espírito Santo, onde
existe um retábulo de pedra de Ançã,
saído de uma oficina conimbricense em meados do
séc. XVI, e uma escultura da Virgem com o Menino,
gótica, dos finais do séc. XV, também
de uma oficina coimbrã. Pia Baptismal de estilo
manuelino.
Igreja Matriz de Podentes
O exterior desta Igreja é resultante de uma remodelação
executada no Século XIX. No seu interior tem apenas
uma nave e uma única capela na cabeceira, cujo
altar-mor é oitocentista.
De salientar:
As duas capelas dos lados: a da esquerda do Século
XVII e evocadora do Santíssimo Sacramento e a
da direita dedicada à Nossa Sr.ª do Rosário,
que exibe uma cúpula de pedra quinhentista.
Pelourinho de Podentes-Monumento classificado
É
um pelourinho de estilo manuelino, com o fuste de mármore,
provavelmente reaproveitado de um antigo edifício
romano em ruínas. É o maior fuste de um
só bloco, datável desta época, encontrado
em Portugal.
De salientar:
O fuste de mármore eleva-se sobre uma base de
quatro degraus. O capitel tem uma forma cúbica,
ostentando nas suas faces a Cruz de Cristo, a esfera
armilar, e nas outras faces dois escudos já gastos,
um dos quais, esquartelado, dos Sousas de Arronches.
Igreja Matriz do Rabaçal
O edifício que hoje se vê é o resultado
de diversas remodelações, tendo sido a
mais representativa executada nos finais do Século
XVIII. Esta igreja possui uma cabeceira composta por
uma só nave e uma capela, de onde se destaca um
retábulo oitocentista de talha com uma tela alusiva à sua
patrona, Santa Maria Madalena.
De salientar:
A qualidade dos dois altares dos flancos, de talha e
de gosto neoclássico dos finais do Século
XVII. Nos seus nichos pode ver-se duas esculturas também
setecentistas de São Domingos e Santa Teresa.
Villa Romana do Rabaçal
Situada a 12 Km de Conímbriga, a Villa Romana
do Rabaçal encontra-se numa "meia-encosta" na
Freguesia do Rabaçal, entre uma cumeada com arvoredo
e um riacho, fazendo parte integrante do território
da antiga civitas, junto da via romana que ligava Olisipo
a Bracara Augusta.
Desta Villa Romana datada do século IV d.c. conhece-se
a pars urbana (área residencial), balneum (Balneário),
pars frumentária (área do pátio
agrícola com alpendre), pars rustica (alojamento
dos servos, armazéns, oficinas).
De salientar:
Os motivos figurativos dos mosaicos e algumas composições
geométricas e vegetalistas não têm
semelhança com o que existe em Portugal. No seu
conjunto formam um grupo estilístico novo.
Vale do Rabaçal
O Vale do Rabaçal apresenta características
muito particulares. Os seus solos são calcários,
exibindo uma vegetação predominantemente
rasteira, de onde se destaca a erva de Stª Maria
que dá o sabor peculiar ao famoso Queijo Rabaçal.
Por estas paisagens áridas facilmente se encontram
rebanhos a pastar. A oliveira é também
um elemento predominante nestas paragens. Ao passar no
Vale do Rabaçal é indispensável
uma visita às Ruínas Romanas do Rabaçal
e ao Espaço Museu, assim como ao Castelo do Germanelo
e à pequena aldeia de Chanca, de onde poderá desfrutar
de toda a beleza do Vale.
Castelo do Germanelo
Erguido por D. Afonso Henriques, entre 1140-1142, este
castelo típico do período Dali avista-se
uma paisagem deslumbrante sobre o vale do Rabaçal.
De salientar:
Põe-se a hipótese de ter na sua origem
um castro romanizado. De propriedade particular, deve-se
a reconstrução hipotética da sua
muralha norte ao Dr. Salvador Dias Arnaut.
Convento de Santo António - Monumento classificado
O convento foi fundado em 1578, contudo, o conjunto das
construções (igreja, área residencial
e anexos) datam do séc. XVIII. Nas mãos
de particulares desde 1834, ano em que a Ordem Franciscana
foi extinta, está hoje em elevado estado de
degradação.
De salientar:
O retábulo da capela-mor, de estilo maneirista,
apresenta um excelente traçado e boas talhas.
De mencionar também o conjunto dos azulejos, setecentistas
e de fabrico conimbricense, que apresentam painéis
evocativos de passagens da vida de...
Monte de Vez
Com acesso por São Sebastião, do Monte
de Vez desfruta-se de uma paisagem deslumbrante. A existência
de uma Capela e de um moinho de vento reconstruído
são dois elementos que emprestam ao local uma
beleza muito própria. Daqui avista-se uma grande
parte da área do Concelho, avistando-se para além
das Vilas de Penela e Espinhal o Castelo de Germanelo,
e as Serras do Espinhal e do Rabaçal.
Grutas Espeleologia
A espeleologia é uma das potencialidades do Concelho.
Apesar de só começarem a ser divulgadas
ao público, as grutas de Algarinho e Talismã têm
sido exploradas por vários grupos espeleológicos
e encontram-se ainda em fase de estudo.
Situadas a sul da nascente do Rio Dueça, e a
escassos metros da EN 110, na zona de Taliscas, as Grutas
de Algarinho e Talismã são
consideradas das maiores grutas do nosso país.
Igreja Matriz da Cumieira
Pensa-se que a Igreja já existiria no séc.
XV. Invocando o mártir São Sebastião,
este oráculo apresenta ainda vários elementos
da época renascentista.
De salientar:
O sacrário barroco em talha dourada, que se encontra
no altar de uma das capelas laterais, que apresenta duas
tábuas pintadas com a representação
do Ecce Homo.A abóbada renascentista da Capela
do Sacramento, onde estão guardadas duas esculturas
em calcário branco de Ançã, provenientes
de oficinas coimbrãs, e que evocam a Senhora com
o Menino e uma Santa Mártir.
São João do Deserto - Serra do Espinhal
"
Com um bom binóculo e um pouco de imaginação,
avistam-se dali cinco Distritos, além, evidentemente,
do de Coimbra: os Distritos de Leiria, Castelo Branco,
Guarda, Viseu e Aveiro. Subir alguns quilómetros
para ver cinco Distritos, temos de reconhecer que vale
a pena. E não se gasta nada, a não ser
as botas."
Eugénio de Castro
Igreja Matriz do Espinhal
A sua origem remonta à segunda metade do séc.
XV, e tem por patrono S. Sebastião.
De salientar:
A pintura barroca sobre o arco triunfal, evocativa do
Aparecimento de Cristo à Virgem. As três
naves que compõem o corpo interior da igreja,
separadas por arcadas de colunas jónicas. A
Capela-mor de abóbada de meio-canhão,
com retábulos de talha dourada de estilo barroco.
As capelas colaterais, cobertas por cúpulas
de quartelas, têm no interior retábulos
de pedra em estilo renascentista coimbrão.
Serra do Espinhal
A Serra do Espinhal oferece aos olhos de quem passa uma
paisagem inigualável. Daqui se avista a bela
Vila de Penela, encimada pelo seu Castelo. Dependendo
da altura do ano, a serra cobre-se de tonalidades diversas,
que vão desde o verde, ao azul, passando pelo
cor de rosa e pelo amarelo, dependendo da imensa variedade
de plantas e árvores que aqui se pode encontrar.
De realçar a existência do Miradouro da
Serra de Stª Maria onde existe um característico
relógio de sol.
Represas Naturais da Louçainha - Serra do
Espinhal
A frescura, o verde das serras, a calma e a paz deste
local, fazem das Represas Naturais da Louçainha
um dos locais naturais mais aprazíveis do Concelho.
Aqui poderá encontrar, para além, de piscinas
naturais, um parque de merendas e um restaurante panorâmico.
Cascata da Pedra da Ferida - Espinhal
A Cascata da Pedra da Ferida localiza-se na Serra do
Espinhal, e tem acesso inicial pelo caminho da Ribeira
da Azenha. Para visitar este agradável local
terá de deixar o carro a algumas centenas de
metros e fazer um pequeno percurso pedonal.
Aldeias Típicas
O Concelho de Penela é rico em aldeias serranas
com a sua arquitectura rural típica bem preservada.
Destas destaca-se a Ferraria de S. João, na Freguesia
da Cumieira.
Roteiro Turístico de Penela (.pdf)
Contactos
Câmara Municipal de Penela
Praça do Município, 3230-253 Penela
Tel. 239 560 120
Fax 239 569 400
Email: cmpenela@cm-penela.pt
Url: www.cm-penela.pt
Posto de Turismo
Praça do Município, 3230-253 Penela
Tel. 239 561 132
Fax 239 569 400
Email: turismo@cm-penela.pt
Horário de funcionamento:
Inverno - todos os dias das 10h00 às 17h30
Verão - todos os dias das 10h00 às 19h00
Espaço-Museu da Villa Romana do Rabaçal
Tel. 239 561 856
Email: museu.rabaçal@cm-penela.pt
Parque de Campismo
Tel. 239 569 256
Equipamentos Desportivos
Piscina Municipal
Tel. 239 560 123
Pavilhão Multiusos
Tel. 239 560 124
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Concelho
de Peniche
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Locais
a Visitar
FORTALEZA DE PENICHE
Mandada edificar por D. João III em 1557 e concluída
em 1645
Fortaleza - Guarita
por D. João IV, que a considerou a principal chave
do Reino pela parte do mar, destaca-se na Fortaleza de
Peniche, para além da típica traça
em estrela, o Baluarte Redondo - primeira fortificação
construída na península de Peniche - a Torre
de Vigia, e a capela de Santa Bárbara.
Este imóvel viu o seu espaço utilizado
de forma diversa de acordo com as necessidades e as vicissitudes
históricas de cada época. Praça
militar de vital importância estratégica
até 1897, abrigo de refugiados Boers provenientes
da África do Sul no início do séc.
XX, residência de prisioneiros alemães e
austríacos durante a Primeira Guerra Mundial,
prisão política do Estado Novo entre 1934
e 1974, alojamento provisório de famílias
portuguesas chegadas das antigas colónias ultramarinas
em 1974, e a partir de 1984 albergue do Museu Municipal,
a Fortaleza de Peniche assume especial relevância
enquanto importante documento de uma diacronia histórica
de índole local e nacional.
FONTE DO ROSÁRIO
Território tradicionalmente deficitário
em água potável, a penínsu
Fonte do Rosário
la de Peniche ostenta ainda hoje uma paisagem marcada
pela ampla diversidade de fontes e poços, destacando-se
destas a Fonte do Rosário. A Fonte do Rosário é uma
imponente fonte de mergulho, na qual para maior comodidade
de uso, foi
construída uma rampa de acesso e um pequeno pátio
interior que permitia a inversão do sentido de
marcha das carroças e animais que transportavam
a preciosa água para a Vila. Provavelmente construída
no séc. XVI ou
XVII, para atender às necessidades da terra, foi
restaurada no séc. XVIII, de acordo com a data
de 1717 gravada na pedra central do arco de entrada.
(ENCERRADO AO PÚBLICO)
GRUTA DA FURNINHA
A Gruta da Furninha, localizada na costa Sul da península
de Peniche, corresponde a uma cavidade natural ocupada
durante o período pré-histórico,
tratando-se da mais importante estação
pré-histórica do concelho.
Hoje localizada
junto ao mar, esta gruta foi ocupada entre o Paleolítico Médio e o final do
Calcolítico, tendo sido escavada em 1880 pelo
estudioso Nery Delgado.
Utilizada como abrigo e necrópole, esta estação
pré-histórica forneceu um vasto espólio
arqueológico, no qual se destacam: vestígios
osteológicos de vários hominídeos,
nomeadamente do Homo Sapiens (Homem de Neandertal) e
de Homo Sapiens Sapiens (Homem actual); vestígios
de fauna do período quaternário (peixes
e mamíferos); utensílios líticos
(bifaces, pontas de seta, machados de pedra polida...);
utensílios em osso; e várias peças
de cerâmica neolítica (os célebres
vasos de suspensão da Gruta da Furninha).
Este
numeroso espólio encontra-se disseminado
por vários museus entre eles o Museu Municipal
de Peniche.
IGREJA DE S. PEDRO
A Igreja de S. Pedro localiza-se no coração
do centro histórico de Peniche, constituindo
o maior templo do concelho.
Esta igreja, datada do final do
séc. XVI, apresenta-se
dividida em três grandes naves. Nas naves laterais
pontificam vários altares consagrados a divindades
como Nossa Senhora da Boa Viagem, o Senhor do Bonfim,
ou S. Pedro de Alcântara. Já na nave central
destaca-se a magnificência barroca da capela-mor
consagrada a S. Pedro, decorada com talha dourada e ostentando
belíssimas colunas dorsas, para além de
várias pinturas setecentistas representando cenas
da vida do santo padroeiro.
Trata-se, sem dúvida,
da mais imponente igreja do concelho.
IGREJA DA MISERICÓRDIA
A Igreja da Misericórdia, data do início
do séc. XVII, sendo pertença da Santa
Casa da Misericórdia de Peniche.
Esta igreja,
anexa ao antigo hospital da
referida instituição,
ostenta no seu interior uma rara beleza decorativa, visível
nos painéis azulejares seiscentistas, nas pinturas
a óleo, algumas de grande dimensão, que
decoram as paredes com cenas alusivas a acontecimentos
evangélicos, e no tecto decorado com caixotões,
ilustrando cenas da Vida e Paixão de Cristo.
SANTUÁRIO DA NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS
A Capela de Nossa Senhora dos Remédios localizada
junto à costa no extremo ocidental da península
de Peniche, constitui a base de um
Santuário consagrado ao culto mariano. Desconhece-se
a data de construção desta igreja supondo-se
todavia que esta terá sido edificada provavelmente
no séc. XVI.
Segundo a lenda a imagem de Nossa
Senhora terá sido
encontrada no séc. XII escondida numa pequena
caverna, situada no local onde hoje se ergue a capela,
tendo-se iniciado, a partir dessa data, o culto da chamada
Senhora dos Remédios.
A importância deste culto traduzido em peregrinações
anuais, os círios, terá motivado a criação
de um santuário no séc. XVII, composto
pela referida igreja e por uma praça fronteira
orlada de casas nas quais residiam o ermitão e
os mordomos, se abrigavam os romeiros, e se implantavam
as cavalariças.
No que toca a este templo de salientar
a capela-mor onde se venera a imagem de Nossa Senhora,
os painéis
de azulejos setecentistas evocando episódios da
Paixão de Cristo, e a chamada capelinha do Senhor
Morto, onde se venera uma imagem de Cristo, apelidada
de Senhor dos Remédios.
FORTE DE S. JOÃO BAPTISTA
O Forte de S. João Baptista, localiza-se na Ilha
da Berlenga, tendo sido mandado edificar em 1651, por
ordem de D. João IV, e concluído 1656.
Construído com a finalidade de impedir a ocupação
desta ilha por corsários norte-africanos ou por
potências inimigas, viveu em Junho de 1666 o episódio
bélico mais célebre da sua história.
Nessa
data, o Forte de S. João Baptista foi sitiado
por uma esquadra espanhola, composta por catorze naus
e uma caravela, comandada por D. Diogo Ibarra. Defendida, à altura,
por uma pequena guarnição, inferior a vinte
homens, e contando com apenas nove peças de artilharia,
esta fortificação liderada pelo cabo Avelar
Pessoa, conseguiu resistir durante dois dias ao feroz
bombardeamento inimigo, bem como provocar importantes
baixas nas forças sitiantes, traduzidas num elevado
número de mortos, uma nau afundada e duas outras
fortemente danificadas, contra um morto e quatro feridos
lusos. O esgotamento dos mantimentos e das munições,
e a deserção de um dos soldados, que expôs
a D. Diogo Ibarra a dramática situação
da guarnição portuguesa, motivaram por
fim a capitulação do Forte de S. João
Baptista.
TOURIL - ATOUGUIA DA BALEIA
Datável possivelmente do séc. XVIII, o
Touril, ta
Touril
l como o nome indica, parece corresponder a uma estrutura
utilizada, como palco de lides tauromáquicas,
porventura pela ociosa família real e nobreza,
frequentemente hospedada no vizinho Paço da Serra
de El-Rei.
Desta estrutura, localizada no largo fronteiro à igreja
de Nossa Senhora da Conceição, em Atouguia
da Baleia, ainda se observam vários esteios de
pedra, cravados no chão, delimitando a "arena",
apresentando os tradicionais três orifícios.
O
Touril de Atouguia da Baleia corresponde a um dos raros
e, simultaneamente, mais antigos exemplares do
género existentes em Portugal.
IGREJA DE S. LEONARDO - ATOUGUIA DA BALEIA
A Igreja de S. Leonardo localizada na antiga vila de
Atouguia
da Baleia constitui o mais antigo templo cristão
do concelho, datando do séc. XII.
Esta igreja de estilo gótico, consagrada a S.
Leonardo, terá sido edificada, segundo a tradição,
utilizando ossos de uma baleia que teria dado à costa.
Na sua frontaria apresenta um belíssimo portal
em ogiva rematado por capiteis onde figuram representações
estilizadas de seres mitológicos. Salienta-se
ainda a rosácea, a torre sineira, rematada no
coruchéu por duas pirâmides de arestas acogulhadas,
e, na parte posterior, uma abside coroada por um renque
de merlões.
O interior da igreja é dividido em três
naves, por uma imponente arcaria ogival. Na capela-mor
pontificam os retábulos e as pinturas quinhentistas,
para além do túmulo de D. Álvaro
Gonçalves de Ataíde, 1º Conde de Atouguia.
De referir ainda o soberbo frontal de altar constituído
por um baixo-relevo em calcário branco representando
a Natividade.
IGREJA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO -
ATOUGUIA DA BALEIA
A Igreja de Nossa Senhora da Conceição,
em Atouguia
da Baleia, datada dos finais séc. XVII, é um
templo de estilo barroco, atribuível ao arquitecto
João Antunes, construído com as esmolas
da população e de algumas figuras da nobreza
portuguesa seiscentista, como a rainha D. Maria Sofia
Isabel de Neuburgo, segunda mulher de D. Pedro II.
No interior, de uma só nave abobadada, destaca-se
a capela-mor revestida a mármore, de diversas
tonalidades (desde a colunata torsa do retábulo
até aos medalhões das paredes laterais
e do tecto), o altar de talha dourada, onde se abriga
a imagem da padroeira, peça seiscentista, e as
pias de água benta, de mármore da Arrábida,
esculpidas em forama de concha.
FORTE DA CONSOLAÇÃO
O Forte de Nossa Senhora da Consolação,
mandado
edificar em 1641 por D. João IV, e concluído
em 1645, segundo lápide existente acima do portão
principal, insere-se numa ampla política de defesa
e fortificação da linha costeira da região
de Peniche, com forte implemento após a Restauração.
Este reduto edificado sobre o cerro de Nossa Senhora
da Consolação, implantando-se sobranceiramente
sobre a baía a Sul do istmo de Peniche, tinha
na sua potente artilharia, cujo alcance cruzava com o
da Fortaleza de Peniche, importante obstáculo
a qualquer desembarque hostil nas praias da dita baía,
local onde já anteriormente haviam desembarcado
em 1589 as tropas inglesas lideradas por D. António,
Prior do Crato.
Gastronomia
Pela proximidade do mar, as gentes de Peniche desde sempre
se dedicaram à pesca, pelo que não é de
estranhar que a sua gastronomia seja predominantemente
dominada pelos pratos de peixe e marisco.
Nos numerosos restaurantes existentes na cidade e nas
principais estâncias balneares, podem-se encontrar
as mais diversas especialidades gastronómicas
da região, de onde sobressaem a "Caldeirada
de Peniche" e a Sardinha assada. Igualmente deliciosa é a
doçaria local de que os Pastéis de Peniche,
os Amigos de Peniche, e uns biscoitos de amêndoa
chamados "esses" são as principais especialidades.
A Avenida do Mar e o Largo da Ribeira são os
dois locais da cidade onde se pode encontrar uma maior
variedade de restaurantes e especialidades. No entanto,
os restaurantes encontram-se espalhados por todo o concelho,
fazendo da gastronomia um dos pontos altos e mais atractivos
desta região.
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Concelho
de Poiares
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A Visitar
Igreja Matriz de Sta. Maria - Arrifana
(Séc. XVIII-XIX) Interior da Igreja Matriz de Sta. Maria
Arrifana
Igreja Matriz de S. Miguel
S. Miguel de Poiares
(Séc. XVII) Interior da Igreja Matriz de S. Miguel
S. Miguel de Poiares
(Séc. XVII)
Igreja Matriz de Lavegadas
Lavegadas Capela de Nossa Sra. das Necessidades
Vila Nova de Poiares
(Séc. XX)
Museu Etnográfico de Vila Nova de Poiares
Casa da Cultura Piscinas Naturais da Fraga
S. Miguel de Poiares
Capela de Sto. António
S. Miguel de Poiares
Moinho de Vento
Ponte de Mucela Monumento aos Aviadores
Serra do Carvalho
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Concelho
de Pombal
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Circuitos Turísticos do Concelho de Pombal
Rota dos Templários e do Barroco
Em Pombal comece por ver o Largo do Cardal, o Museu
Municipal no edifício dos Paços do Concelho
(antigo convento de Santo António) e a Igreja
de Nossa Senhora do Cardal. Depois siga até à Praça
Marquês de Pombal onde está a Igreja Matriz,
os edifícios Pombalinos, a antiga Cadeia, o Celeiro
do Marquês de Pombal e o Solar dos Condes de Castelo
Melhor. Daí suba pela rua do Castelo, veja a torre
quatrocentista do Relógio Velho e visite o Castelo
de Pombal.
De Pombal, rume até Abiúl pela IC8, para
conhecer a Praça de Touros mais antiga de Portugal
e o Paço dos Duques de Aveiro.
Regresse a Pombal pela mesma estrada. Continue pela
EN1, direcção Norte, para visitar a vila
Templária da Redinha. No caminho do Louriçal,
cruze a auto-estrada. Passe por Almagreira e Paço
até chegar à EN237 que cruza com o vasto
Largo do Convento das Clarissas no Louriçal. Do
Louriçal siga pela EN342 que percorre os arrozais
da ribeira da Castelhana, até à EN109 no
Carriço. Volte à esquerda para visitar
na Guia a Ermida alpendrada. Pela 531-1 regressará a
Pombal passando por Ilha e por Carnide.
Duração do Percurso - 1 dia
Distância do Percurso - 98 Km
Rota da Serra da Sicó e do Anços
Saia de Pombal pela IC8 e siga até ao cruzamento
de Ramalhais. Volte à esquerda para a EM526 e,
decorridos 3 Kms, volte de novo à esquerda para
Ereiras. A estrada sobe a caminho do coração
da Serra de Sicó entre campos e paisagens inesquecíveis.
Ereiras e Pousadas Vedras são aldeias serranas
construídas em pedra. Fique a olhar a doçura
dos campos divididos por pequenos muros de pedra e os
cumes agrestes da Sicó. À saída
de Pousadas Vedras, a estrada começa a descer
a Serra em curvas sucessivas oferecendo belas paisagens
da aldeia de Jagardo.
No termo da aldeia de Estrada de Anços nasce,
num recanto idílico, o rio Anços e o seu
magnifico vale. A estrada do vale passa por Anços
e Caruncho até chegar à Redinha. Visite
a vila, suba à aldeia da Arroteia e veja daí a
paisagem.
Pela EN1 venha até à Pelariga. Cruze os
pinhais de Água Travessa para conhecer as aldeias
serranas de Monte Vérigo, Vérigo, Barrocal
e Caseirinhos junto a Pombal.
Duração do Percurso - 1 dia
Distância do Percurso - 61 Km
Rota dos Pinhais e das Praias
Saindo de Pombal pela 237, tome a direcção
do litoral através da EN237-1. Esta estrada segue
entre pinhais até à beira dos belos arrozais
da ribeira de Carnide e de Ratos. Adiante é Mata
Mourisca e Guia.
Entre, à direita, na EN109 e siga para Norte
até Carriço. Aqui volte à esquerda
e cruze a linha férrea. Para diante, a estrada
atravessa, durante 4 Km, os pinhais que rodeiam a Mata
Nacional do Urso, que começam no cruzamento a
seguir à Casa do Guarda do Norte. Neste cruzamento
volte à direita e continue até à próxima
estrada alcatroada, onde deve virar à esquerda.
A estrada é toda em recta e ladeia as dunas que
se elevam perpendicularmente à costa, devido à força
do vento. No final surge a vastíssima e sossegada
Praia Dourada do "Osso da Baleia". Aproveite
o sol e a frescura do mar.
No regresso, ao final da tarde, venha por Alhais, Silveirinha
Pequena e Vieirinhos, junto à EN109. Venha até ao
Carriço e daí volte à esquerda para
o Louriçal, regressando a Pombal pela EN237.
Duração do Percurso - 1 dia
Distância do Percurso - 87 Km
Rota do Vale dos Poios
De Pombal rume à Redinha pela EN1. Chegando à sede
de freguesia suba em direcção ao seu ponto
mais alto para visitar a Capela da Nossa Senhora da Estrela
situada a 350 metros de altitude. Neste local poderá observar
uma imagem monolítica medieval brasonada. Aqui
a vista é de tirar o fôlego. Consegue fácilmente
avistar o mar e a Serra da Boa Viagem.
Desça em direcção ao lugar de Poios
e prepare-se para uma caminhada até ao Vale dos
Poios. Vale bem a pena. Uma paisagem indescrítivel
de extraordinária beleza espera por si. Aqui encontram-se
vestigíos da primeira presença humana na
região. Visite as grutas e aprecie indícios
remanescentes do paleolítico.
Continue a visita em direcção à nascente
do Rio Anços e deleite os sentidos com o murmurar
do caudal de água que brota das pedras. Dirija-se
em seguida à sede de freguesia, observe a ponte
românica e visite a Quinta de Santana donde poderá observar
a paisagem luxuriante do Vale do Rio Anços. Regresse
a Pombal pela EN1.
Rota dos Dinossauros
De Pombal parta em direcção à freguesia
de Santiago de Litém pela EN1.8. A poucos kilómetros
da sede de freguesia vire à direita em direcção
ao lugar de Andrés. Aqui se encontram as jazidas
jurássicas onde foi descoberto um exemplar de "allosaurus
fragilis" o primeiro dinossauro desta espécie,
descoberto fora do território norte-americano.
Enquanto passeia pela freguesia aproveite para contemplar
a incrível paisagem do vale do Arunca e as vistas
para a Serra da Sicó.
De seguida rume para Norte, em direcção à freguesia
de Vila Cã. No centro da sede de freguesia, junto à Igreja
Paroquial encontra-se um freixo de porte imenso com mais
de 600 anos. Enquanto visita Vila Cã, aproveite
para ver o único moinho de vento da freguesia
e, em seguida, rume em direcção à Senhora
das Virtudes. A capela, apesar das suas linhas simples,
ostenta uma grande beleza.
Continue a viagem em direcção ao IC8,
atravessando-o para visitar a aldeia mais antiga do concelho
de Pombal. Construídas com a pedra da Serra da
Sicó, as edificações da Aldeia do
Vale são únicas no nosso concelho. Aproveite
para subir um pouco a Serra e deitar uma vista de olhos
entre as pedras espalhadas pela encosta. A quantidade
de fósseis na encosta da Sicó é tão
grande que talvez encontre um "tesouro" que
testemunhe a história remota desta região.
Regresse a Pombal pelo IC8 ainda a tempo de um bom jantar
num dos muitos restaurantes da cidade.
Monumentos na cidade de Pombal
Castelo de Pombal
A memória mais antiga da Cidade. Foi mandado construir
por Gualdim Pais. No século XVI passou a ser residência
do alcaide-mor e com as invasões francesas foi
arruinado. É hoje uma das mais bem preservadas
fortalezas militares do país.
Celeiro do Marquês
Edifício de dois pisos. O primeiro é constituído
por cinco portas de verga arqueada, apresentando a porta
principal as ombreiras ligeiramente decoradas e encimadas
pelo brasão do Marquês. No segundo Piso
apresenta cinco janelas de lintel curvo diferenciadas
entre si. De salientar o madeiramento do tecto, construído
de forma a atenuar os efeitos sísmicos.
Igreja do Cardal
De estilo Barroco, apresenta uma planta cruxiforme. de
notar a lápide evocativa da sepultura do Marquês
de Pombal. Aqui descansaram os restos mortais do Marquês
de Pombal até 1857.
Igreja do Carmo
Num dos extremos da Praça Marquês de Pombal,
a Igreja do Carmo foi construída em 1760 em honra
de Nossa Senhora do Carmo. No século XIX foi sede
da confraria da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo.
Igreja de São Martinho
De fundação medieval, apresenta várias
capelas de talha dourada, destacando-se a capela da Senhora
da Piedade, encimada pelo brasão do capitão
Jorge Botelho.
Torre do Relógio Velho
Mandada construir por D.Pedro para receber os tributos
dos não cristãos em dia de São
Martinho.
Cadeia
À
direita da Igreja Matriz encontra-se a Cadeia mandada
construir pelo Marquês de Pombal. O seu interior
sofreu profundas alterações há alguns
anos. O piso térreo teve algumas obras de beneficiação
em 1875-77. De realçar a presença de uma
pequena sineta que terá vindo da Torre do Relógio.
Solar da Quinta da Gramela
Cerca de 3 Km de Pombal, na estrada que liga o lugar
de Estrada para a Aldeia dos Anjos, é hoje propriedade
particular. Em 1759 era constituída por casas
térreas. Posteriormente é feito o solar,
edifício de dois pisos com uma capela adjacente,
tem em anexo um duplo páteo que servia de residência
aos criados, de arrumo de alfaias e depósito
de produtos agrícolas.
Casa do Marquês
Casa onde o Marquês de Pombal passou os últimos
anos da sua vida e foi sujeito a interrogatório
pela sua acção enquanto estadista. Situa-se
na Praça Marquês de Pombal junto à Igreja
Matriz.
Outras Casas Brasonadas
Na rua António José Teixeira, uma casa
modernizada contém um escudo esquartelado que
veio da Quinta das Mondrarias e que se caracteriza por
ter no primeiro quartel um leão circundado de
outros animais. No segundo quartel possuie as armas dos
Ataídes. No terceiro, as armas dos Sousas, e no
quarto as armas dos Barros.
Casa Arte Nova
Edificada em 1930 segundo projecto de Ernesto Korrodi,
com função inicial de habitação
e comércio. Apresenta uma planta rectangular
de volumes simples, cobertos por um telhado de quatro águas.
Hospedaria
Edificação situada em frente da Igreja
de São Martinho.
Ponte sobre o Rio Arunca
Construída no século XVIII para a passagem
da Estrada Real.
Largo do Pelourinho
O Pelourinho original encontra-se em fragmentos nos claustros
do Convento do Cardal. No seu lugar encontra-se um
moderno Pelourinho evocando os senhores de Pombal.
Busto do Marquês de Pombal
Situa-se no Jardim Municipal do Cardal. É uma
estátua de bronze de Ernesto Korrodi com base
em calcário da autoria de Fernandes de Sá. É a
primeira estátua erigida ao Marquês em Portugal.
Foi inaugurada em 1907.
Praça Marquês de Pombal
Aqui domina a Igreja Matriz de São Martinho ligada à paz
de que foi obreira a Rainha Santa, dando também
nome à comenda da Ordem de Cristo de que o Marquês
foi senhor.
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Concelho
de Porto de Mós
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Património
Arquitectonico
Rossio – S. Pedro
Há 500 anos era apenas um descampado. Hoje em dia é uma
das zonas mais desenvolvidas de Porto de Mós. Desde
cafés e restaurantes a bancos e minimercados, a
zona do Rossio conheceu ao longo dos anos um grande crescimento
económico e urbanístico.
Os Frades Agostinhos
Descalços, em 1676, encontraram
neste local as condições necessárias
para a construção do seu convento, assim
como para a Igreja de S. Pedro, edificada em 1702, junto
a uma chaminé vulcânica.
A permanência dos Frades até 1834 levou ao
desenvolvimento de actividades agrícolas, lagares
de azeite, azenhas e artesanatos diversos na zona do Rossio.
Por aqui passaram ainda grandes acontecimentos sociais,
políticos e económicos, nomeadamente as famosas
feiras.
Já em 1904, João Barreiros mandou plantar
plátanos numa extensão de mais de 100m de
comprimento, dando origem à chamada “Ala dos
Plátanos”, da qual já pouco resta.
Anos
depois, a chaminé vulcânica foi demolida,
assim como parte da Igreja de S. Pedro, com o objectivo
de ali construir uma estrada para a Batalha.
Hoje em dia
a zona do Rossio está bastante urbanizada,
tendo como principal ponto de interesse o Monumento das
Mós, uma rotunda que veio resolver o problema dos
acidentes de trânsito. Nicho de Santa Susana – Alcaria
O local de culto a
Santa Susana foi construído
em 1895, muito provavelmente com o objectivo de ali se
realizar uma festa que rivalizasse com a da Nazaré,
o que acabou por se verificar.
Os festejos, realizados no mês de Setembro, coincidiam
com os de Nossa Senhora da Nazaré. Uma das atracções
era a feira de gado, considerada a maior do Concelho, que
se realizava junto à estrada velha de calçada
romana.
A última festa, provavelmente em 1919, ficou marcada
pela primeira passagem de um automóvel na freguesia. Casa dos Gorjões – São João
Baptista
A casa da família Gorjão, situada no Largo
de São João em Porto de Mós, é actualmente
de sede de serviços camarários. Das antigas
construções seiscentistas resta apenas um
vestígio: a escadaria interior.
O antigo edifício remonta ao século XI, altura
em que os Gorjões se deslocaram de França
para residirem em Portugal. Após a reconstrução
no século IXX, apenas a escadaria de acesso ao piso
superior se manteve com traços seiscentistas.
A casa, de estilo senhorial urbano, contém uma janela
de sacada com um brasão de armas. Actualmente, o
edifício é utilizado pela Câmara Municipal
de Porto de Mós como sede dos Pelouros da Educação,
Acção Social, Desporto, Urbanismo e Cultura. Solar dos Britos – Juncal
O edifício já desabitado foi outrora uma
das mais luxuosas habitações do Concelho.
Os dois pisos apresentam uma planta rectangular de linhas
simples. As cantarias trabalhadas e os varandins de ferro
forjado contribuem para o embelezamento do edifício,
quebrando com a sobriedade que o caracteriza. Cruzeiro – Mendiga
Situado junto
ao Fontenário, o Cruzeiro da Mendiga
data, segundo António Cacela, de 1890.
O Cruzeiro de pedra calcária assenta em base rectangular
e possui uma coluna quadrangular com frisos salientes.
Património Historico
O Castelo
Construído sobre escombros de um posto de vigia
Romano, o castelo apresenta uma imensa vista sobre
a toda a vila, desde a povoação às
montanhas que a encerram. Sobreviveu a dois terramotos
e vários reis que foram, no entanto, deixando
a sua marca, transformando-o numa obra arquitectónica
singular.
Conquistado aos mouros por D. Afonso Henriques, em
1148, o Castelo teve D. Fuas, o bravo cavaleiro, como
seu primeiro alcaide.
Primeiramente ampliado pelos árabes, o castelo
foi novamente remodelado, já em posse portuguesa
por D. Sancho I e completamente restaurado, no século
XIII, por D. Dinis.
D. Afonso, Marquês de Valença e Conde
de Ourém voltou a transformar o monumento, em
1450. O castelo que foi parcialmente destruído
por dois terramotos, vindo a ser restaurado em 1940.
A sua arquitectura é peculiar, cruzando um
estilo quatrocentista com construções
de inspiração romana. A sua planta apresenta
quatro torreões entre as linhas das cachorradas.
Na fachada principal, destaca-se um portal ogival e
uma lógia com quatro arcos contra-curvados,
abóbada artesoada e capitéis lavrados.
As duas torres perfuraram os céus com os seus
telhados pontiagudos de cerâmica verde. Das arcadas
do castelo avistam-se o Vale do Lena e a Serra dos
Candeeiros.
Pelourinho de Porto de Mós
Após o antigo pelourinho ter sido destruído
(em 1985), a Câmara Municipal de Porto de Mós
propôs-se a reconstrui-lo. O actual pelourinho,
criado por Manuel Martins, baseia-se numa gravura de
1830. A referência mais antiga ao pelourinho é do
século XVI, quando se menciona uma cruz que
existiu no rossio de Porto de Mós, junto da
qual era costume pronunciarem-se sentenças.
Actualmente, o monumento é constituído
por uma coluna coríntia, encimada por uma cruz
e assente em remate de folhagem com dois escudos portugueses.
Museu de História Natural de Porto de Mós
O
Museu Municipal de Porto de Mós pretende
reunir e salvaguardar o património histórico-cultural
das várias regiões do distrito, partindo
da pré-história até aos dias de
hoje.
Construído ao longo de vários anos,
o museu foi inaugurado em 29 de Junho de 1989, após
um levantamento arqueológico e etnográfico
do Concelho.
Campo Militar de S. Jorge – Calvaria
de Cima
Construído no palco da Batalha de Aljubarrota,
o campo militar de S. Jorge apresenta vários
vestígios da disputa na qual os portugueses
venceram os castelhanos. Constituído pela Capela
de S. Jorge, o Museu Militar e a estação
arqueológica, o campo é uma viagem ao
passado histórico nacional.
Construído no local em que Nuno Álvares
Pereira e as suas tropas derrotaram os castelhanos,
o Museu Militar de S. Jorge dá a conhecer um
pouco da história de Portugal.
Central Termoeléctrica de Porto de Mós – São
Pedro
Uma Central que, nos anos 30, trouxe a electricidade
pela primeira vez ao concelho e cuja sirene servia
de relógio a muitos habitantes. A Central Termoeléctrica
possuía também uma sala de cinema na
qual o electricista chefe projectava filmes da época.
Entre 1930 e 1933 a Empresa Mineira do Lena criou a
Central Termoeléctrica de Porto de Mós,
cuja fonte de energia foi o carvão proveniente
das Minas da Bezerra.
Cruzeiro de Porto de Mós – São
João Baptista
Originário do século XVI, 1615 segundo
inscrição, o cruzeiro de origem religiosa,
apresenta em ambas as faces os motivos dos instrumentos
da paixão de Cristo. A cruz latina, sem esculturas, é constituída
por pedra calcária e é um importante
marco religioso.
Forca – S. Pedro
Localizada
na retaguarda do cemitério novo,
a forca de Porto de Mós, já em ruínas,
foi outrora um dos locais mais temidos do Concelho.
Bastava ser apanhado a roubar, em flagrante de delito,
para a condenação à morte. O último “carrasco” da
forca terá sido um homem de Alvados.
A construção triangular tem ainda, em
cada um dos cantos, uma torreta arredondada.
Estrada Romana – Alqueidão
da Serra
Em Alqueidão da Serra permanece até aos
nossos dias o traçado da estrada Romana de Carreirancha.
Foi este o caminho que conduziu Nuno Álvares
Pereira ao Campo Militar na véspera da Batalha
de 14 de Agosto de 1385.
A estrada com 100 metros de comprimento e quatro metros
de largura máxima, terá sido construída
entre os séculos I a.C. e o I d.C. Concebido
para facilitar o escoamento de ferro explorado nos
Vieiros na Figueirinha e Zambujal, o caminho deveria
seguir para Tomar, via Bouceiros.
O traçado da via romana ligava Tomar a Paredes
de Vitória (em Alcobaça) e Collipo (Leiria)
a Conímbriga (Coimbra).
Imagem de Nossa Senhora dos
Murtinhos – S. João
Baptista
A imagem de Nossa Senhora dos Murtinhos
provém
da capela com o mesmo nome, a qual ficou completamente
destruída aquando do terramoto de 1755.
A capela do século XVII localizava-se na Praça
da República, junto ao Castelo. A imagem da
santa, provavelmente da mesma época, encontra-se
agora no Museu de História Natural de Porto
de Mós.
Arco da Memória – Serra
dos Candeeiros
Construído pelos monges de Cister para marcar
os coutos doados por D. Afonso Henriques, o arco de
4 metros de altura, 3,62 metros de largura e 103 centímetros
de espessura mantém-se até aos nossos
dias para testemunhar as divisões administrativas
de outrora.
O arco de volta perfeita não apresenta decorações,
tendo apenas duas inscrições. A primeira,
mais antiga, escrita em latim, testemunha a sua criação.
Embora já não seja perceptível,
há registos que testemunham que esta inscrição
refere a criação do arco pelos monges
de Alcobaça. Aqui se diz, também, que
o arco demarcava os coutos doados por D. Afonso Henriques
na sequência da vitória sobre Santarém,
em 1147.
Padrão de Alqueidão da Serra/ Cruzeiro
da Independência
O Padrão foi mandado construir, em 1940, pelo
Padre Henrique Antunes Fernandes para comemorar o oitavo
centenário da independência portuguesa.
Segundo inscrição, o cruzeiro da independência
marca também o terceiro centenário da
restauração do reino português,
em 1640.
Além de uma cruz latina com duas espadas, gravadas
em relevo, o padrão apresenta ainda uma coroa
real.
Miradouro Jurássico – Alqueidão
da Serra
O monumento, dedicado ao período jurássico,
situa-se a 500 metros de altitude, num local onde a
paisagem é deslumbrante, indo desde os castelos
de Leiria e Porto de Mós, ao Mosteiro da Batalha,
permitindo ainda que se aviste o mar.
O miradouro é composto por 15 blocos de calcário
que representam as principais épocas do período
jurássico. No local, faz-se também alusão à época
de formação das rochas dominantes das
Serras de Aire e Candeeiros.
Obra de Ester Vieira,
Francisco Furriel, Manuel Gomes António e de vários trabalhadores das
pedreiras locais, o miradouro reúne ainda dois
grandes elementos de basalto, envolvidos pelo maciço
calcário sedimentar.
O monumento é um elogio à época
que tantos recursos naturais trouxe ao concelho – desde
as rochas aos rios – e que lhe permitem hoje
ter uma série de actividades industriais e turísticas.
(Veja Mais em Câmara
Municipal de Porto de Mós) |
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Concelho
de S. João da Madeira
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História
As origens de S. João da Madeira
remontam a longínquos tempos, como comprovam os
legados das civilizações celta, romana, árabe
e visigótica. É, no entanto, em 1088 que
aparece pela primeira vez, em fontes escritas, a menção
a S. João da Madeira. A expressão “Uilla
de Sancto Ioanne de Mateira” é a primeira
referência documental e surge em duas cartas de
venda, em pergaminho. A designação de Madeira
prende-se, ao que tudo indica, com a abundância
de matéria lenhosa desde sempre existente na região.
No século XIX, S. João da Madeira regista
um intenso crescimento, fruto do desenvolvimento comercial
e industrial, sobretudo com a indústria dos chapéus
e dos lacticínios, transformando radicalmente
a situação do povoado. A prosperidade adquirida – para
a qual viria a contribuir decisivamente também
a indústria do calçado - só foi
possível pelo dinamismo e espírito de trabalho
dos seus habitantes.
Com o progresso e modernização veio a
alteração radical do panorama arquitectónico
da povoação. Assim, a primitiva igreja
foi demolida em 1883 e no ano seguinte iniciou-se a construção
da igreja nova que, a 11 de Julho de1888, era benzida
e inaugurada. Em 1908 El Rei D. Manuel II inaugurava
o troço de linha de Caminho de Ferro do Vale do
Vouga, contribuindo muito para o incremento das vias
de comunicação paralelamente à construção
de estradas e caminhos. Foi também criado o hospital,
chegou a luz eléctrica e nasceu o Grupo Patriótico
Sanjoanense que deu novo impulso ao progresso local.
O apogeu de todo este desenvolvimento viria com emancipação
concelhia por decreto em de 11 de Outubro de 1926, sendo
assim criado o concelho de S. João da Madeira.
Este decreto considerava o novo concelho como o “centro
industrial mais importante do distrito de Aveiro” e
o seu desenvolvimento económico e social estava
a ser “prejudicado, sufocado pela sua inferior
categoria administrativa”. A elevação
a cidade viria em 16 de Maio de 1984, como reconhecimento
do intenso labor dos habitantes de S. João da
Madeira, traduzido no desenvolvimento e progresso que
hoje se pode atestar nas mais diversas realizações
arquitectónicas, desportivas, sociais, culturais,
urbanísticas.
TV CMSJM
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Concelho
de Sever do Vouga
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Cascata da Cabreia
Situada na freguesia
de Silva Escura, onde abundam imensos cursos hídricos. A irregularidade do terreno,
conjugado com enormes torrentes de água e com
uma rica flora local, produziram espaços bucólicos,
nos quais a poesia da natureza foi complementada pela
vontade humana. Símbolo máximo do capricho
da Natureza, surge a Cascata da Cabreia, onde as águas
do Rio Mau ganham velocidade e força antes de
se despenharem por uma rochosa encosta.
Indubitavelmente bela e relaxante, a Cascata da Cabreia
consegue oferecer ao seu visitante de tudo um pouco:
a frescura provocada pela queda de água na bacia
fluvial, a vegetação densa e ordenada pela
intervenção a que foi sujeita através
de um projecto de recuperação, os recantos
convidativos a sentimentos mais românticos, as
mesas e bancos de apoio vindos ao encontro de quem quer
associar ao descanso e gosto gastronómico.
Praia Fluvial da Quinta do Barco
Situada na freguesia
de Paradela do Vouga, na margem esquerda do Rio Vouga
e abrangendo a margem direita do
mesmo, na freguesia de Pessegueiro do Vouga, junto a
um dos mais vastos lençóis de água
deste rio.
A praia fluvial está integrada num conjunto de
equipamentos físicos de apoio e de valorizações
várias dos espaços naturais, com zonas
de lazer e desporto, parque infantil, mesas de merenda
e zona de balneários. Para além do desfruto
da actividade balnear, a praia fluvial destina-se à prática
de canoagem e desportos radicais.
Miradouro de Santa Maria da Serra
Situado na freguesia de Talhadas, no lugar das Arcas
onde se vislumbra a Costa Lagunar.
Miradouro da Nossa Senhora da Penha
Situado na freguesia de Silva Escura, no lugar do Espinheiro
com vista para a Costa de Aveiro.
Miradouro do Poço
de Santiago
Situado na freguesia de Pessegueiro do Vouga, com vista
para o Rio Vouga.
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Concelho
de Soure
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ARTESANATO GASTRONOMIA CULTURA
Este certame, organizado pela Câmara Municipal
de Soure, em estreita parceria com as doze Freguesias
do Concelho, realiza-se em dois fins-de-semana,habitualmente,
o último de Junho e o primeiro de Julho, no Parque
da Várzea, em Soure, um espaço privilegiado
pela sua beleza natural.
O “prato forte” é, naturalmente,
a gastronomia diversificada das doze Freguesias, complementada
pelos trabalhos apresentados pelos artesãos concelhios
e pela riqueza cultural dos Grupos de Folclore, Filarmónicas
e Grupos Musicais que mantêm intensa actividade
nas doze Freguesias do Concelho.
FESTAS DE S. MATEUS - FATACIS
AS FESTAS DE S. MATEUS, organizadas pela Câmara
Municipal de Soure, no fim de semana mais próximo
do dia 21 de Setembro, Feriado Municipal Concelhio, constituem
o maior cartaz turístico da Vila e do Concelho,
conjuntamente com a FATACIS - Feira de Artesanato, Turismo,
Agricultura, Comércio, Industria de Soure - um
certame fundamental para a promoção e divulgação
de um significativo conjunto de actividades económicas.
Este é o momento ideal, por excelência,
em que se propicia o ansiado reencontro festivo de todos
os Munícipes e demais Sourenses, onde participam
activamente inúmeras Instituições
do Concelho e em que muitos visitantes de fora são
atraídos, quer pelo cartaz profano das festas,
quer pela romaria a S. Mateus, cujos devotos vêm,
por vezes de muito longe, pagar as suas promessas e fazer
as suas orações.
REFERÊNCIA HISTÓRICA
Vem de longe a importância deste Concelho, quer
no contexto regional, quer mesmo nacional.
Com os dados disponíveis não é possível
procurar um marco que assinale o início da ocupação
humana neste território. Porém, os vestígios
arqueológicos, sobretudo do período neolítico
e romano, aliados às condições naturais
que desde cedo atraíram a ocupação
humana, indicam que este espaço foi ocupado desde
tempos imemoriais.
O documento escrito mais antigo que se conhece e se
refere a Soure data de 1043 assinalando a doação,
ao Convento da Vacariça, de um mosteiro que aqui
possuíam os irmãos João, Sisnando,
Ordonho e Soleima.
Em Julho de 1111 o Conde D. Henrique e a rainha D. Teresa
concederam foral à vila de Soure. Este importante
documento estipulava um conjunto de previlégios
fiscais com o objectivo de atrair e fixar as populações.
Na Idade Média, mais concretamente no período
da reconquista Cristã, Soure assume um papel de
importância estratégica vital. O seu castelo é,
até à conquista de Lisboa, uma praça
fortificada, incluída na cintura de edificações
militares da defesa de Coimbra definitivamente conquistada
em 1064, (juntamente com os castelos de Montemor-o-Velho,
Penela, Santa Olaia, Germanelo, Miranda do Corvo e Lousã).
Em 1128 D. Teresa doa o Castelo de Soure à ordem
dos Templários, doação que veio
a ser confirmada por D. Afonso Henriques em 1129.
Com o decorrer dos tempos, a função militar
foi desaparecendo e Soure passou a caracterizar-se, a
partir da Idade Média, por uma região marcadamente
rural dada a apetência agrícola dos seus
terrenos enriquecidos pela água dos rios Anços,
Arunca e Pranto.
O Castelo de Soure tinha uma situação
estratégica privilegiada, dada a sua posição
de ligação entre os castelos e rotas que
atravessavam os territórios de Coimbra e Montemor-o-Velho
e a sua proximidade com a confluência dos rios
Anços e Arunca que lhe servia de fosso natural.
Em 13 de Fevereiro de 1513, el-rei D. Manuel outorgou
um novo Foral à vila de Soure. As alterações
administrativas, que ao longo dos tempos foram sendo
feitas, determinaram que tivesse havido permutas de freguesias
entre concelhos adjacentes, sobretudo com o de Montemor-o-Velho
e os extintos de Verride e Santo Varão. A partir
de finais do século XIX, o concelho de Soure manteve
a mesma estrutura administrativa, agrupando as doze freguesias
que hoje conhecemos.
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Concelho
de Vagos
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O Município de Vagos é um concelho com
assimetrias que o tornam único. Num olhar transversal,
a trilogia Sol, Mar e Ria comanda o litoral oeste do
Concelho. Mais para interior, o sistema florestal da
Mata das Dunas de Vagos ocupa uma área aplanada
e muito extensa, riquíssima em flora e fauna autóctone.
O concelho integra, ainda, a Região da Gândara
onde as típicas Casas Gandarezas caracterizam
a forte componente rural do concelho.
Mais para Este, surge o Rio Boco, com mistura de águas
das várias nascentes com as águas salgadas
da Ria de Aveiro. Ao longo das várias “veias” do
rio, onde outrora navios navegavam, desfruta-se a paisagem única
dos sinuosos vales e a flora típica de zonas húmidas.
Patrimonio
Igreja Matriz de Vagos -
Capela dedicada a S. Tiago-maior apóstolo. Trata-se
de um templo modesto, de uma só nave. A sua orientação é nascente-poente,
para onde está voltada a porta principal. A grande
reforma do edifício deu-se na segunda metade do
séc. XVIII. O arco da capela do evangelho é do
séc. XVII, da renascença decadente, com
pendurados nas faces das pilastras e de querubins na
volta, tendo brasão que a talha não deixa
ver convenientemente. Foi a capela privativa dos Cardosos.
Aqui encontra-se uma lápide que diz: “El-Rei
D. Affonso V deu esta egreja ao Mosteiro de S. Marcos,
ao qual está unida in perpetuo no espiritual e
temporal. Em 1452”
Palacete Visconde de Valdemouro -
Casa que pertenceu ao Visconde de Valdemouro, lisboeta
de nascimento e radicado em Vagos. Vendeu a sua propriedade
aos Administradores do Concelho que aí fixaram
os serviços municipalizados. Constituída
por um brasão com um escudo esquartelado.
Igreja Matriz de Soza - Na fachada das traseiras encontra-se a imagem de S.
Miguel, padroeiro da freguesia, escultura de pedra (séc.
XVII final). Nas proximidades encontra-se o Cruzeiro
de tempete de 1659 com cúpula hemisférica
(séc. XVII).
Casa Ducado Dão Lafões - Casa pertencente
ao Duque de Lafões, último
donatário da freguesia de Soza. Mantém
a sua traça original com o respectivo Brasão.
Azenhas do Boco - As azenhas do Boco aproveitam, ainda,
as quedas de água
vindas de várias nascentes que afluem até ao
Rio Boco.
Ainda se podem encontrar algumas azenhas em funcionamento.
Moinhos de S. Romão - Os moinhos de vento, outrora
motores da moagem de cereais, através da força
eólica fornecida
pelos ventos marítimos, são hoje o ex-líbris
do lugar de São Romão, freguesia de Santo
André
Património Natural -
Repleto de paisagens magníficas dotadas de grande
beleza, o município de Vagos possui uma riqueza
florística e faunística imensa, estando
parte desta, classificada como Zona de Protecção
Especial da Ria de Aveiro e Sítio Dunas de Mira,
Gândara e Gafanhas, no âmbito da Rede Natura
2000, uma rede europeia de conservação
de habitats e espécies nas suas áreas de
distribuição.
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Concelho
de Vale de Cambra
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Localizado a Norte do distrito de Aveiro, Vale de Cambra
foi elevado a Cidade no dia 20 de Maio de 1993. O Município
ocupa uma área de 148, 5 Km2, onde habitam cerca
de 25.000 habitantes e é constituído por
nove freguesias: Arões, Cepelos, Codal, Junqueira,
Macieira de Cambra, Rôge, Sâo Pedro de Castelões,
Vila Chã e Vila Cova de Perrinho.
Hoje, Vale de Cambra é um município moderno
que alia as suas fortes tradições e a paisagem
rural ao arrojo de indústrias de áreas
tão distintas como a metalomecânica, a madeira
ou os lacticínios e que desenvolveram a economia,
alargaram os horizontes e contribuíram para a
dinâmica empresarial, social, cultural, desportiva
e cívica.
O seu centro urbano assistiu recentemente à implementação
de uma série de equipamentos públicos que
conferem à cidade atractividade e asseguram a
fixação da sua população.
A Biblioteca Municipal, o Museu Municipal e o Centro
Cultural de Macieira de Cambra, aliam a Educação à Cultura;
o Pavilhão e a Piscina Municipais valorizam a área
Desportiva e Recreativa e, a nível da Saúde,
a reactivação do Hospital foi um passo
importantíssimo dado no sentido da qualidade de
vida dos munícipes.
Quem passa por Vale de Cambra tem que provar os sabores
gastronómicos da região. Destacam-se nesta área,
alguns pratos que poderá encontrar nos diversos
restaurantes do Município. É o caso da
reconhecida vitela assada, do cozido à portuguesa,
dos enchidos, do presunto ou do queijo.
Conhecido também pelo gosto único dos seus
vinhos verdes, o nosso Concelho deve este reconhecimento
ao seu vale fértil, constituído pelo rio
Caima e afluentes, que abrigam extensas matas e vinhas.
A Adega Cooperativa é uma referencia na produção
de vinho de Vale de Cambra, registando no seu vasto curriculum
alguns troféus. Mais recentemente lançaram-se
no mercado três produtores particulares com particular
gosto pela cultura vinícola, também eles
detentores de alguns prémios e de que o Município
tanto se orgulha.
Em termos Artesanais, o Linho e a sua cultura identifica
a tradição artesã local. Mas, hoje,
a paixão do artesanato alarga-se aos mais jovens
passando de geração em geração,
sendo por isso vasto o inventário de produtos
feitos pelas mãos habilidosas locais, desde o
fabrico de velas, bonecas de trapos, instrumentos em
madeira ou miniaturas.
São sobejamente reconhecidas as Praias Fluviais
de Vale de Cambra, com especial destaque para a Praia
Fluvial de Burgães. Localizada em S. Pedro de
Castelões, a praia fluvial foi recentemente dotada
de mais infraestruturas que permitirão aliar o
lazer à educação e à cultura.
Trata-se da recuperação dos moínhos
de água em pedra que actualmente albergam uma
sala de exposições.
Na Praia Fluvial de Burgães poderá passear,
fazer desporto, levar as crianças ao parque infantil,
deliciar-se com um dos petiscos que são servidos
no bar ou simplesmente, apanhar sol e descansar no extenso
areal.
Mas, se se deslocar para a zona alta do Concelho poderá descobrir
os encantos das praias fluviais de Cabrum, Pontemieiro
e Paço de Mato, equipadas com zona de lazer e
espaço para merendas.
Aldeias Típicas
Felgueira
Terra de belos recantos, a aldeia da Felgueira,
localizada na freguesia de Arões, encaixa entre a beleza
verde da Serra da Freita e as águas límpidas
e azuis do Rio Cabrum.
Quem chega pode passear por caminhos de pedras gastas
e percursos antigos, onde casas rústicas contam
a história de uma vida intensamente rural. A Felgueira
faz parte do projecto "Aldeias de Portugal" estando
já recuperados os moinhos da Sobrosa e aguardando
recuperação a "Casa da Aldeia".
Já a caminho da cidade e de uma outra civilização,
o visitante pode ainda familiarizar-se com os restantes
locais da freguesia de Arões que estende as suas
aldeias dispersas por 41Km2, entre a encosta da Serra
da Gralheira e os limites dos concelhos de Sever do Vouga
e Oliveira de Frades.
Lomba
Também na freguesia de Arões, na
direcção dos lugares de Salgueira, Mouta
Velha e Cabrum, pode encontrar a magnífica aldeia
de Lomba.
Esta é uma aldeia típica em socalcos, situada
aproximadamente a 10 km do centro da freguesia, com características
celtas e casas em xisto envoltas numa paisagem bela e
imponente.
Aqui ainda se produz o azeite à medida das necessidades,
nos lagares de madeira.
Trebilhadouro
Na freguesia de Rôge localiza-se um dos tesouros
paisagísticos do Município: a aldeia de
Trebilhadouro, desabitada há cerca de 15 anos.
Encaixada nos socalcos da Serra da Freita, Trebilhadouro
torna-se apetecível pelas suas casas antigas em
pedra, pelos seus arruamentos desenhados entre esquinas
e campos de cultivo, espigueiros, celeiros, a Casa do
Forno e uma eira banhada pela luz natural nos dias primaveris.
Rodeada pela serra do Trebilhadouro e o Alto do Galinheiro, é zona
de microclima, pois é abrigada dos ventos que
sopram do Norte. Do alto destes montes avistam-se o mar
e a ria de Aveiro, bem como outras cidades do Litoral,
todo o Vale de Cambra e a Serra da Freita. É também
aqui que nasce um ribeiro que desagua no rio Caima, cujas águas
servem para regar os campos das aldeias vizinhas.
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