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Concelho
de Calheta
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Por
entre vales e montanhas muitas belezas naturais há para
descobrir... e redescobrir.
Neste Concelho em que não falta o verde da terra e o
azul do céu e do mar, são muitas as possibilidades
de passeios a pé para um final de tarde ou um fim-de-semana
diferente.
O Concelho da Calheta é o mais extenso de todos os Concelhos
da Região Autónoma da Madeira, já que abrange
cerca de 116 Km2, o que corresponde a 15% da superfície
total da Ilha da Madeira.
Situado entre o Sul e o extremo Oeste da Ilha, este Concelho é composto
por oito Freguesias: Arco da Calheta, Calheta, Estreito da Calheta,
Jardim do Mar, Paúl do Mar, Prazeres, Fajã da
Ovelha e Ponta do Pargo.
A Calheta de outros tempos, isolada e distante da capital,
já não
existe. Hoje convida a passeios a pé ou de carro por entre
os recortes das suas encostas, que oferecem soberbas vistas panorâmicas
sobre esta bela paisagem.
A cerca de 25’ do Funchal e a 40’ do Aeroporto, com
cerca de 11870 habitantes (Censos de 2001), a Calheta é um
espaço privilegiado para quem lá vive e para
quem a visita.
Com um clima ameno ao longo de todo o ano, boas condições
hoteleiras, tradição de bem receber, este local,
onde se sente tranquilidade e segurança, tem a particularidade
de oferecer ainda uma Madeira por descobrir, onde se mistura,
em harmonia, o antigo com o moderno.
Igreja Matriz do Espírito Santo
Em termos patrimoniais, o Concelho da Calheta é um dos
mais ricos da Região Autónoma da Madeira, apresentando
belíssimos e interessantes exemplares quer de arquitectura
civil, quer de arquitectura religiosa, reflectido nas múltiplas
igrejas e capelas espalhadas pelo Concelho.
De entre o seu património edificado, merece destaque
a Igreja Matriz do Espírito Santo, cuja construção
remete aos finais do século XV ou inícios do
século XVI, como comprovam a extraordinária cruz
processional, oferta do monarca D. Manuel I, o portão
principal e o magnífico tecto hispano-árabe,
elementos manuelinos que chegaram até nós. Na
capela do santíssimo Sacramento, brilha uma extraordinária
peça de ourivesaria sacra: um sacrário em ébano
e prata, datável do fim do século XVI. Este sacrário
foi, segundo a tradição, oferecido pelo rei D.
Manuel I à Calheta. Este imóvel, localizado na
Vila da Calheta, foi classificado de interesse público
pelo Decreto n.º 129/77 de 29 de Setembro.
Praia de areia amarela da Calheta
A Calheta apostou forte nos melhoramentos dos seus recursos
naturais e concebeu uma praia artificial cujo maior atributo
assenta na areia amarela, trazida de Marrocos e da Figueira
da Foz, o que a torna a primeira e única na Ilha da
Madeira, e constitui, sem dúvida um forte ponto de atracção.
Localizada na Vila da Calheta, próximo do porto de recreio
e com um solário na ordem dos 7.300 metros quadrados
e uma área de 28.550 metros quadrados, a praia da Calheta
regista muita afluência ao longo de todo o ano.
Esta praia oferece aos banhistas além das suas águas
mornas e limpas, uma grande variedade de actividades náuticas
(canoagem, aluguer de pranchas de windsurf e catamarans), estruturas
de apoio como duches, balneários, aluguer de espreguiçadeiras
e guarda-sóis, estacionamentos, área de restauração,
nadador-salvador e posto de primeiros socorros, condições
necessárias para que lhe fosse atribuída a Bandeira
Azul.
Gastronomia
A forte ligação à terra e ao mar reflecte-se,
como não podia deixar de ser, em toda a cultura calhetense.
A Gastronomia não é excepção.
Aqui se podem degustar diversas especialidades gastronómicas,
de qualidade, e de agrado certo, proporcionando uma bela refeição
quer de carne ou de peixe, que pode ser iniciada com o famoso
e delicioso “bolo do caco”, tostado com manteiga
de alho, e à sobremesa poderá degustar o pudim
de maracujá, saladas e gelados de frutos tropicais (pitanga,
pêra abacate, papaia, manga).
Os amantes de carne encontram na Calheta uma variedade de pratos,
dos quais se destacam a tradicional espetada de carne de vaca
em espeto de louro, a carne de vinho e alhos, o picado e pratos
de carne grelhada.
Os amantes do peixe encontram bons restaurantes especializados,
que servem iguarias como o bacalhau, as grelhadas mistas de
peixe, pratos com os mais variados mariscos, caramujos, lapas
grelhadas, filete de peixe espada preto acompanhado com banana,
o polvo e as lulas.
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Concelho
de Camara de Lobos
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Miradouros
Em Câmara de Lobos existem diversos miradouros,
nomeadamente em locais de interesse turístico
de que são exemplo os seguintes: Miradouro do
Salão Ideal, Miradouro do Pico da Torre, Miradouro
do Teleférico, Miradouro do Cabo Girão,
Miradouro da Eira do Serrado, Miradouro da Corrida
e Miradouro da Boca dos Namorados.
Jardins
Nos últimos anos foram construídos
alguns novos jardins que fazem com que a cidade de
Câmara de Lobos se apresente mais verde e mais
colorida, são eles o Jardim do Ilhéu
e o Jardim da Av. Nova Cidade. O Jardim de S. Francisco
foi requalificado e ao longo de todas as novas estradas
têm sido sempre plantadas plantas ornamentais.
Levadas
As levadas são canais de transporte de água
para a agricultura, construídos alguns deles
há séculos, que hoje servem de pretexto
a caminhadas por parte da população
local e dos turistas, pois permitem observar paisagens
deslumbrantes.
Praias
Câmara de Lobos possui um Complexo Balnear
e uma praia de acesso livre.
O Complexo Balnear das Salinas, fica localizado junto à orla
marítima de Câmara de Lobos, a leste
da Baia de Câmara de Lobos, é composto
por duas piscinas, balneários e vestiários
e um bar de apoio. A montante deste situa-se um auto-silo
e um restaurante.
A Praia do Vigário, situada a sul da Praça
da Autonomia, na cidade de Câmara de Lobos, é composta
de calhau miúdo e alguma areia preta, conta
com um solário, duches e sanitários
e um campo de areia. Junto à praia situa-se
um restaurante especializado em peixe e a montante
localiza-se um auto-silo.
PATRIMÓNIO
Edifícios
Câmara de Lobos possui um vasto património edificado, no qual
se destacam as Quintas senhoriais, as igrejas e capelas, o convento de S. Bernardino,
o Forno da Cal, os Fontanários e entre outros, o Coreto de Câmara
de Lobos.
Esculturas
São diversas as obras escultóricas
que o município possui em espaços públicos
das diversas freguesias, resultado de diversas iniciativas
realizadas nas últimas duas décadas
como foi a Semana da Pedra (1997) e o SINEP-2004
(Simpósio Internacional de Escultura em Pedra).
TRADIÇÕES
Eventos
A par dos tradicionais eventos religiosos, muito vividos pela população
local, Câmara de Lobos oferece outros e diversificados como seja a Festa
das Vindimas, na freguesia do Estreito, Festa da Cereja, na freguesia do Jardim
da Serra, a Festa da Castanha, na freguesia do Curral das Freiras, e, entre
outros, o Festival musical ARTMar, na cidade de Câmara de Lobos.
Gastronomia
A Gastronomia é um dos pretextos turísticos
que Câmara de Lobos oferece, para o qual contribui
a existências de muitos restaurantes de peixe
e carne, com particular destaque para a tradicional
espetada, nomeadamente na vila do Estreito de Câmara
de Lobos, a Poncha e a Niquita, são bebidas
características e muito apetecidas.
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Concelho
do Funchal
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Visitar
o Monte
O Monte é um dos locais mais aprazíveis da Madeira.
Com uma localização privilegiada no anfiteatro da cidade do Funchal,
a freguesia do Monte, localizada a cerca de 9 Km do centro. e a 550 m acima do
nível do mar é, sem dúvida, um dos locais do Funchal a visitar.
Com uma vegetação luxuriante e vistas soberbas sobre o anfiteatro
e baía do Funchal, foi, desde os primórdios do turismo na ilha,
o local de eleição dos visitantes da Madeira.
O Culto a Nossa Senhora do Monte
O culto a Nossa Senhora do Monte vem de tempos imemoriais.
Quando Adão Gonçalves Ferreira
mandou construir a primitiva Ermida de Nossa
Senhora da Incarnação, em 1470,
nasceu, ali, o culto mariano em honra e louvor àquela
que, noventa e cinco anos depois teria o
titulo de Nossa Senhora do Monte.
À Virgem Miraculosa é atribuída
a lendária cena da aparição
e obtidos outros favores celestiais solicitados, à Virgem,
em ocasiões aflitivas da população
madeirense. Esse mesmo culto foi-se, a pouco
e pouco, expandido e generalizado por toda
ilha, passando, depois, a muitos outros recantos
do mundo, onde se encontram imigrantes madeirenses.
Esse culto religioso acentuou-se, ainda mais,
quando, em 1950, foi instituída a «Confraria
dos Escravos de Nossa Senhora do Monte».
São várias as lendas de Nossa
Senhora do Monte que passaram, de geração
em geração, desde os primórdios
do povoamento até aos nossos dias.
Carros de Cesto
É sem dúvida o meio de transporte mais típico da Madeira.
Por 12,50 € por pessoa faça uma descida de 2 km, cheia de emoções,
do Monte ao Livramento, Funchal.
Horário:
2ª a Sáb. das 9 às 18h
Dom das 9 às 13h
Encerrado:
Dias 14 e 15 de Agosto
Dia 25 Dezembro
Dia 1 de Janeiro
Mais Informações:
Carreiros do Monte – Telefone: 291 78 39 19
Caminhar do longo de "Levadas"
Nada melhor para gozar a deslumbrante paisagem da Madeira do que
percorrer os seus trilhos e “levadas”.
São mais de 200 as “levadas” que atravessam
a Ilha. A maioria destes surpreendentes percursos são acessíveis,
existindo, no entanto, vários graus de dificuldade, pelo
que se aconselha que contacte um Agente de Viagens ou uma Empresa
de Animação Turística.
Os Passeios a Pé devem ser devidamente acompanhados por
um Guia de Montanha. Em caso algum deverá efectuar, sozinho,
estes percursos e deve levar sempre água, um farnel, calçado
apropriado, uma lanterna e um agasalho.
A Reserva Natural Parcial do Garajau situada entre o cais do Lazareto
e a Ponta da Oliveira tem uma área de 376ha. Devido à sua
localização geográfica, riqueza biológica
e clareza das suas águas oferece condições únicas
como espaço protegido com grande interesse do ponto de vista
científico, recreativo e turístico. www.pnm.pt
As Selvagens fazem parte do concelho do Funchal. Situadas a cerca
de 163 milhas da Ilha Madeira, são constituídas por
dois grupos de pequenas Ilhas, das quais se destacam a Selvagem
Grande, a Selvagem Pequena e o Ilhéu de Fora.
A Reserva
Natural das Ilhas Selvagens foi criada em 1971, sendo uma das mais
antigas Reservas Naturais de Portugal. Actualmente é a única
reserva portuguesa galardoada com o Diploma Europeu do Conselho
Europa.
A sua criação ficou a dever-se à necessidade
de defender a flora e a avifauna marinha aí nidificante,
de destacar a Cagarra, contra a intensa predação
humana que se intensificou sobremaneira com o aparecimento, cada
vez, em maior número de barcos de pesca a motor.
Em virtude
das condições que estas ilhas apresentam
para a nidificação de aves marinhas são, vulgar
e justamente, consideradas como um “ santuário ornitológico”.
Museus
O Concelho do Funchal é já possuidor de uma razoável variedade
de espaços museulógicos, contudo já se justificava a ampliação
e melhoramento, sobretudo ao nível dos processos museulógicos,
ou mesmo o desdobramento em novos pólos.
Assumem particular destaque:
Museu Henrique e Francisco Franco:
Tutelado pela Câmara
Municipal do Funchal, o Museu Henrique e Francisco Franco, situado
num edifício dos anos 40 à Rua João de Deus,
Funchal, reúne uma valiosa colecção de desenhos,
gravuras e esculturas de Francisco Franco e pinturas a óleo,
desenhos e pequenos frescos de Henrique Franco.
Museu de Arte Sacra: fundado em 1955 é rico em pintura flamenga
e portuguesa dos séculos XV e XVI, ourivesaria, estatuária
e paramentos;
Museu da Quinta das Cruzes: fundado em 1953, possuí secções
de pintura, artes decorativas, mobiliário, cerâmica,
marfim e ourivesaria;
Museu Municipal de História Natural: fundado em 1933 e instalado
no Palácio de S. Pedro exibe a riqueza da fauna e flora
madeirenses;
Photografia-Museu Vicentes: é constituído pelo estúdio
Fotografia Vicentes, o mais antigo da ilha;
Museu de Arqueologia: onde se encontra o espólio das escavações
que se tem levado a efeito nas casas de João Esmeraldo;
Museu Frederico de Freitas: localizado na Calçada de Sta
Clara é uma Casa Museu, tendo um espaço dedicado
a exposições temporárias e um outro que é a
casa propriamente dita com o seu recheio e obras de arte.
Museu do Vinho da Madeira: localizado atrás do Tribunal,
junto à Ribeira de Santa Luzia.
Espaço Museulógico do Forte de Santiago.
Museu da Electricidade
Teleférico do Jardim Botânico
O Teleférico do Jardim Botânico situa-se na Quinta do Bom Sucesso
- Ilha da Madeira - a dez minutos do centro do Funchal. É uma viagem de
sonho, desfrutando a Natureza sobre o vale da Ribeira de João Gomes, local
de rara e exótica beleza natural e terminando no Largo das Babosas - Monte.
Todo este projecto obedeceu aos mais elevados parâmetros de qualidade e
segurança, de acordo com as normas europeias e internacionais.
Horário de funcionamento:
Aberto todo o Ano das 9:30h às 17h45
Encerrado: 25 Dezembro
Informações:
Avenida do Mar e das Comunidades Madeirenses, 14-A Sé 9000-054
Funchal
www.telefericojardimbotanico.com
Info@telefericojardimbotanico.com
Contactos: 291 21 02 90
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Património Arqueológico
A abordagem individualizada do património arqueológico
visa, acima de tudo, evitar que o desenvolvimento se realize à custa
da destruição das memórias do passado, que
devem ser entendidas como o orgulho do Concelho.
Uma das medidas mais importantes, é sem dúvida,
a sensibilização da população para
a importância de todo um espólio móvel e
imóvel, que constitui a memória dos povos que nos
precederam. A Câmara Municipal, juntamente com a Direcção
Regional dos Assuntos Culturais poderá desempenhar um
importante papel na defesa do património e na construção
e preservação da integridade histórica do
seu Concelho, mediante a sensibilização da população,
evitando ainda, que interesses especulativos provoquem não
só demolições e revolvimentos, mas também
a construção de edifícios de qualidade duvidosa.
O material existente, embora apenas tenha como base achados fortuitos
ou escavações científicas avulsas, permite
desde já um conhecimento razoável da evolução
e povoamento do Concelho, contudo é natural que novas prospecções
tragam à luz do dia mais locais de interesse arqueológico,
e consequentemente novos dados.
Seria merecedora de estudo toda linha defensiva que outrora a
cidade teve, muralhas, portas da cidade e conjunto de fortificações.
Independentemente do seu valor científico e do seu estado
de conservação, todo o sítio arqueológico é único
por si mesmo, reflectindo a história de uma comunidade.
Assim, uma vez que outros lugares estão por descobrir, importa
referir, mais uma vez, que a informação relativa
aos sítios arqueológicos é decisiva para prevenir
o aniquilamento da herança cultural do Concelho e da Ilha.
PATRIMONIO RELIGIOSO
Sé Catedral
Construída em 1514, possui um dos mais belos tectos de Portugal feito
em madeira da Ilha.
A beleza arquitectónica desta catedral está associada às
suas linhas hispano-árabes e romano-góticas.
O cadeiral da capela-mor, baseada no estilo flamengo, a porta principal, com
linhas góticas e as peças de talha dourada do séc XVII evidenciam
algumas das características arquitectónicas do período manuelino.
Mais Informação
Igreja do Carmo
Embora construída em meados do séc. XVIII, sofreu alterações
ao longo dos anos. Esta igreja possui algumas belas peças de ourivesaria
sacra e imaginária dos séculos XVII e XVIII. É de realçar
o trabalho de talha dourada e os azulejos, historiados, do séc. XVIII
que revestem as paredes.
Mais Informação
Igreja de São João Evangelista (Igreja do Colégio)
Esta igreja, Jesuíta, estilo maneirista, do século XVII, com
uma só nave, transepto falso e uma capela-mor perfeitamente evidenciada,
apresenta um esquema arquitectónico, um dos mais divulgados na história,
levado a cabo pelos missionários Jesuítas que expandiram a Palavra
de Cristo pelo mundo.
No seu interior encontramos várias pinturas do século XVII e
XVIII, com molduras de talha dourada, datadas de 1660.
Mais Informação
Igreja de São Pedro
A sua construção, ordenada em 1590, passou por várias
alterações, ficando definitivamente concluída em 1743,
com a construção do Altar do Santíssimo. O interior da
igreja é decorado com azulejos do século XVII, que cobrem quase
a totalidade das paredes da nave, capela-mor e sacristia. Merece aqui especial
destaque osaltares de talha do final do século XVII.
A sua decoração, geral, é composta por: Pinturas, peças
de Ourivesaria e Mobiliário dos séculos XVII, XVIII, XIX e XX.
Mais Informação
Igreja de Santa Clara
A igreja de Santa Clara, datada do século XV, foi mandada edificar por
João Gonçalves Zarco,descobridor da Madeira e primeiro Capitão
Donatário do Funchal. Foi aumentada, no final do mesmo século,
para ficar integrada no Convento de Santa Clara, daí, possuir elementos
artísticos e arquitectónicos dos séculos XV, XVI e XVII.
Da primitiva construção preserva-se o portal gótico, em
mármore, de duas arquivoltas e o túmulo de Martim Mendes Vasconcelos,
falecido em 1493. Do séculoXVII destacamos: o sacrário de prata,
executado por ourives madeirenses em 1671, a pintura decorativa da igreja e
o revestimento parietal com padrões de tapete policromos.
Mais Informação
Igreja Inglesa
Construída em 1822, a igreja Anglicana no Funchal possui uma planta
quadrada, uma fachada clássica, 4 colunas e uma cúpula elegantemente
pintada.
A igreja Anglicana no Funchal, planta quadrada , foi construída em 1822.
Este Templo apresenta uma fachada clássica, com 4 colunas, encimada
por uma cúpula elegantemente pintada.
No seu jardim podemos encontrar um busto de D. Filipa de Lencastre, mulher
do Rei de Portugal, D. João I.
Mais Informação
Igreja do Socorro
Igreja de S. Tiago situada no actual Largo do Socorro a sua edificação
está ligada a um voto feito pela população do Funchal
em 1523 devido a um surto de peste. No século XVII efectuaram-se novas
e importantes reparações. Foi totalmente demolida em 1752, para
aí se erguer uma nova e maior igreja, cujas obras se concluíram
em 1768.
Capela do Corpo Santo
A sua edificação data do século XV e embora esteja bastante
adulterada, constitui uma das poucas construções quatrocentistas
que chegaram até nós. Foi construída graças à devoção
dos pescadores da Zona.
Capela da Boa Viagem
Com as alterações sofridas no povoado de Santa Maria nos Séculos
XVI e XVII temos a Construção da Capela de Nossa Senhora da Redenção.
No pórtico pode se observar a data de 1683.
Passo da Procissão
A antiga procissão dos Passos do Senhor que no seu percurso se detinha
em frente de cada um dos Passos grandes oratórios com retábulos
alusivos à Paixão de Cristo.
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Concelho
do Machico
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Clima e Paisagem »
Machico apresenta temperaturas amenas ao longo de todo o ano, com
amplitudes reduzidas e cuja variação depende da altitude
(seguindo as tendências que se verificam em toda a ilha).
Devido à sua localização e características
morfológicas, a ilha da Madeira apresenta uma complexa estrutura
climática, cuja variação é acentuada,
mesmo em locais geograficamente muito próximos.
Relativamente ao relevo, o concelho apresenta dominância
de declives médios, com uma excepção notável – o
vale de Machico (onde os declives são suaves e moderados),
formado por duas cadeias de montanhas, a Este o Pico do Facho,
a Oeste o planalto da Queimada, (onde os declives são suaves
e moderados). Ainda de realçar duas zonas onde o declive
se atenua consideravelmente sendo moderado a sul do Porto da cruz
(na bacia hidrográfica da Ribeira do Juncal) e na zona do
Caniçal (sobretudo na bacia da Ribeira da Palmeira).
Praias »
Praia Areia Amarela Freguesia de Machico
Possui:
-Balneários e W.C. (Junto à Marina e Junto ao Docas
Bar)
-Duches (na praia)
-Acessos melhorados
-Estacionamento
Praia de Machico
Freguesia de Machico
Possui:
-Balneários
-Duches e W.C.
-Bar de apoio
-Acessos melhorados
-Estacionamento no Fórum Machico
Praia da Ribeira de Natal
Freguesia do Caniçal
Possui:
-Balneários
-Duches e W.C.
-Bar de apoio
-Acessos melhorados
-Aluguer de espreguiçadeiras e guarda-sóis fixos
-Parque de estacionamento
Praia da Prainha
Freguesia do Caniçal
Possui:
-Balneários
-Duches e W.C.
-Bar de apoio
-Acessos melhorados
-Aluguer de espreguiçadeiras e guarda-sóis fixos
-Parque de estacionamento
Complexo de Piscinas do Caniçal
Freguesia do Caniçal
Possui:
-bar de apoio
-balneários
-solário
-espreguiçadeiras
-chapéus
-duas escadas de acesso ao mar.
As entradas são 1 euro para adultos
0,50 cêntimos para crianças, estudantes
e cartão 65.
Complexo de Piscinas do Porto da Cruz
Freguesia do Porto da Cruz
Possui:
-Balneários
-Duches e W.C.
-Bar de apoio
-Acessos melhorados
-Aluguer de espreguiçadeiras e guarda-sóis fixos
-Estacionamento na via pública
Praia da Lagoa
Freguesia do Porto da Cruz
Possui:
-Balneários
-Duches e W.C.
-Bar de apoio
-Acessos melhorados
-Aluguer de espreguiçadeiras e guarda-sóis fixos
-Estacionamento na via pública
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Concelho
da Ponta do Sol
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“… Ponta do Sol se chama assi por ter uma ponta
ao Occidente da villa que tem o parecer… aonde também
dá o sol primeiro que na villa quando nace”, assim
descreve o cronista Gaspar Frutuoso nas suas “Saudades
da Terra”.
A localidade da Ponta do Sol começa a ser arroteada por
volta do ano de 1440 e com a introdução da lucrativa
cana sacarina vai tornar-se num dos principais centros produtores
de açúcar. Diversos povoadores nacionais e estrangeiros
vão ser atraídos por estas terras férteis.
Entre os vários colonizadores desta destacam-se nomes
como os de Rodrigues Anes, o Coxo, um dos principais povoadores
da vila da Ponta do Sol; Rui Pires de Canha, que deu o nome è freguesia
dos Canhas; Henrique Alemão, o suposto Rei da Polónia,
que se instalou na Madalena do Mar; e o opulento mercador flamengo
João Esmeraldo possuidor da Lombada da Ponta do Sol que
produzia uma considerável quantidade de arrobas de açúcar
por ano.
É graças ao grande desenvolvimento económico,
proveniente da intensa actividade açucareira, que a Ponta
do Sol vai ser elevada à categoria de Vila, a 2 de Dezembro
de 1501, por despacho do Rei D. Manuel I.
Desses tempos áureos ainda nos restam testemunhos, a
par de outros mais recentes, que vos propomos percorrer para
melhor conhecer.
O concelho da Ponta do Sol possuí, actualmente, três
freguesias: Ponta do Sol, sede de concelho, Canhas e Madalena
do Mar.
Situado na costa sul da Ilha da Madeira, é limitado a
Este pela Ribeira Brava, a Oeste pela Calheta, a Norte por S.
Vicente e Porto Moniz e a Sul pelo oceano Atlântico.
Hoje, a localidade percorre a contemporaneidade convivendo com
as heranças.
Numa terra virada para o mar, as heranças empurram-nos
de encontro a um enredo de patrimónios partilháveis,
onde a frescura do mar e a brandura da terra quente, faz descortinar
um universo imensurável de habitabilidade. Vale a pena
visitar e percorrer os seus caminhos! Vale a pena agir em cidadania
na defesa e salvaguarda do seu Património Cultural.
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Concelho
de Porto Moniz
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Para um visitante da Madeira um dos poucos lugares incontornáveis é o
Porto Moniz. As rotas dos turistas incluem por isso, quase de
forma obrigatória, um passeio ao norte da ilha, onde este
concelho se localiza.
Mas se são as suas piscinas naturais, brindadas pela
beleza do mar, o detalhe mais fotografado, é importante
ter em conta que o Porto Moniz é um concelho diversificado,
que se estende do mar à serra e ondas as actividades são
muitas, desde os passeios a pé nas levadas, pelo campo,
em plena floresta Laurissilva, Património Mundial Natural
da Humanidade e ainda os banhos, a pesca e as actividades náuticas.
Mas se o tempo estiver de mau humor pode sempre recorrer a uma
piscina coberta, aquecida, localizada na vila.
A distância é apenas um aspecto do Porto Moniz.
De facto é uma das localidades mais afastadas do Funchal,
mas as boas vias de comunicação garantem uma viagem
rápida, de apenas 35 minutos até ao centro da principal
cidade da Região. O Porto Moniz está por isso a
uma distância adequada para o repouso necessário,
e suficientemente perto para poder sair e conhecer o resto da
ilha.
As infra-estruturas são uma garantia de qualidade e segurança.
Os hotéis são modernos e bem equipados. Os espaços
de restauração são diversos e com propostas
variadas. Os equipamentos públicos são de elevada
qualidade e os cuidados de saúde são assegurados
por um serviço de urgência que funciona 24 horas
por dia.
Locais de interesse
Quando visitar o Porto Moniz, não deixe de visitar o
Aquário da Madeira. O áquario está instalado
num edifício que constitui uma réplica do forte
de São João Baptista, que havia sido erguido no
mesmo local como defesa dos habitantes locais contra ataques
de piratas. No aquário, terá oportunidade de observar
a diversidade de espécies da fauna marinha regional.
O centro de Ciência Viva, com as suas exposições
interactivas, merece a sua visita, certamente um ponto de visita
obrigatório.
O Teleférico das Achadas da Cruz é igualmente
um atractivo local. Responsável pela ligação
entre as Achadas da Cruz e o mar, proporciona panorâmicas
inesquecíveis.
O Chão da Ribeira, situado num grande vale sobranceiro à freguesia
do Seixal, encontra-se envolto por uma riquíssima variedade
de plantas e arbustros pertencentes à floresta Laurisilva.
O leito da ribeira encontra-se ocupado por terrenos agrícolas
e respectivas casas de alfaias, apresentando um cenário
verdadeiramente rural.
PISCINAS NATURAIS
Aberta durante todo o ano
Nadadores salvadores durante todo o ano
Bandeira Azul
Vestiários e balneários durante todo o ano
Snack-bar aberto na estação de verão
Cofres para guarda de pequenos valores
Espreguiçadeiras (aluguer)
Guarda-sóis (aluguer)
Piscina para crianças
3800 Metros quadrados de área de natação
3217 Metros quadrados de área de solários
Teleférico Achadas da Cruz
Um moderno e atraente meio de transporte liga Achadas da Ccruz
ao mar e a locais quase inalcansáveis. Uma forma diferente
de descobrir a beleza de Porto Moniz, de uma forma confortável
e segura. Entre o verde das serras e o azul do mar destacam-se
os passeios a pé pelas muitas levadas e veredas.
Venha connosco, descobrir tudo o que temos para si. Desde o
montanhismo, à pesca, ao mergulho, à natação, à canoagem,
ao surf, aos passeios em BTT ou Todo-o-Terreno turístico.
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Concelho
de Porto Santo
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A qualidade desta praia impoluta, a tranquilidade que os visitantes
podem usufruir num ambiente calmo e repousante, é completamente
oposta àquela que se verifica em destinos semelhantes,
turisticamente mais explorados. A juntar a tudo isto, a praia é banhada
por um mar de águas calmas e cristalinas, cuja temperatura é agradável
em qualquer altura do ano.
Mas não só pelos 9 Km de areal e águas
limpas e amenas é famosa a praia do Porto Santo. As qualidades
terapêuticas das suas areias são, hoje, um facto
cientificamente comprovado que, ano após ano, tem atraído à ilha
várias pessoas com problemas dos foros ortopédico
e reumático.
O clima é seco e estável, com pouca variação
térmica entre as Estações, pelo que é normal
fazer praia durante todo o ano.
LOCAIS DE INTERESSE
Cidade do Porto Santo
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Quem visita a cidade do Porto Santo, que durante séculos
foi denominada Vila Baleira, logo reconhece no seu sossego e
simpatia uma das suas principais qualidades. Ali se conserva
a casa onde terá vivido Cristóvão Colombo,
a Igreja Matriz e alguns prédios de fachadas sóbrias,
mas alegres.
O centro histórico da cidade, recentemente fechado ao
trânsito automóvel, os seus jardins e monumentos
e um grande anfiteatro ao ar livre, fazem dela, sem dúvida,
um espaço bastante aprazível. Os simpáticos
cafés e alguns bares ali situados, ladeados de robustas
e exóticas palmeiras, oferecem aos habitantes e turistas
momentos de convívio e de lazer. E o que aqui se diz é válido
tanto para o dia como para a noite.
Museu Cardina
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Sedeado no sítio da Camacha, o Museu Cardina é uma
das ofertas culturais mais procuradas por todos aqueles que nos
visitam. Este museu etnográfico, inaugurado em 2006, dispõe
de um vasto espólio, onde se pode encontrar diferentes
tipos de peças e artefactos que retratam o dia-a-dia da
população do Porto Santo desde os tempos do povoamento.
Os afazeres domésticos, a agricultura, a lavoura, a pesca,
os fontanários, os ofícios, de tudo um pouco pode
ser visto neste museu, cuja maioria das peças foram concebidas
pelo portossantense José Cardina, que é também
o proprietário do museu.
Miradouro do Pico do Castelo
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No Pico do Castelo, cujo ponto mais alto atinge os 430 metros,
podemos encontrar as ruínas de uma fortaleza do século
XVI, na qual se refugiava a população aquando dos
ataques de piratas e corsários.
Veredas de pedra ladeadas de pinheiros são o único
caminho para se chegar ao seu cume, de onde se desfruta de uma
vista sobre quase toda a ilha. Quase no cimo deste pico está o
busto de Schiappa de Azevedo, o impulsionador da arborização
da montanha que até ao primeiro quartel do século
XX fora praticamente despida de árvores.
Miradouro da Portela
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A paisagem que se descobre do Miradouro da Portela é igualmente
esplêndida. Esta colina encontra-se a Este da cidade do
Porto Santo e guarda alguns velhos moinhos, outrora utilizados
para moer o trigo e outros cereais. É também deste
ponto que se costuma realizar o espectáculo pirotécnico
da passagem de ano.
Miradouro do Pico das Flores
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Deste local, situado na extremidade Oeste da Ilha, podemos ver
praticamente todo o Porto Santo. Ao longe, é possível
avistar as Ilhas Desertas e a Ilha da Madeira. Adjacente, está o
sítio dos Morenos, lugar aprazível onde podem
ser realizados piqueniques e outros divertimentos.
Ponta da Calheta
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No Porto Santo é imperioso ver, e estar, na Ponta da Calheta,
situada na extremidade Sul da ilha. Um estreito canal separa
esta local do Ilhéu de Baixo deixando ver, não
raras vezes, os contornos rochosos da vizinha Ilha da Madeira.
Fonte de Areia
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Sobre a costa Norte eleva-se a Fonte de Areia, perto das falésias
que dominam a costa rochosa. A grande quantidade de areia ali
existente, o que atesta a antiguidade geológica do Porto
Santo, muito anterior à da vizinha Madeira, foi o motivo
que lhe deu o nome.
Ilhéu de Baixo ou da Cal
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Outrora neste Ilhéu, o maior do Porto Santo, fazia-se
a exploração de pedra calcária que depois
de extraída era utilizada para o fabrico de cal, material
usado no revestimento de edifícios. Fonte de tragédias
e de sustento, o Ilhéu da Cal é hoje um dos grandes
atractivos naturais da Ilha Dourada, estando mesmo em fase de
execução um projecto de exploração
turística do local.
Pedreira do Pico da Ana Ferreira
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Impropriamente chamada de Pedreira, esta rara disjunção
colunar de basalto forma um conjunto de colunas e disjunções
prismáticas de vários metros de altura. Situa-se
numa das extremidades do Pica da Ana Ferreira, também,
famoso pelas suas grutas.
Zimbralinho
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É
um pequeno porto de abrigo de rara beleza, com águas límpidas
e sem areia branca. Diz-se ter sido o primeiro local da Ilha
pisado pelos navegadores portugueses aquando da sua descoberta
em 1418.
Quinta das Palmeiras
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Há vários anos que a Quinta das Palmeiras se impôs
como pólo de atracção turística no
Porto Santo. Localizada no sítio dos Linhares, numa colina
do centro oeste da ilha, este mini-zoo e mini-jardim botânico
tem para oferecer aos seus visitantes um vasto número
de espécies ornitológicas e vegetais. Ocupando
uma área total de 5380 metros quadrados, este luxuriante
espaço faz inveja às paisagens porto-santenses,
as quais são predominantemente agrestes.
Passeios a pé
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Não sendo muito extensa a Ilha do Porto Santo possui elevações
e locais recônditos que proporcionam deslumbrantes passeios
pedestres por meio de veredas seguras. Eis alguns dos mais recomendados.
Pico Branco – Terra Chã
4 km de extensão
2 horas
Moledo - Pico do Castelo
4 km de extensão
2 horas
Fonte da Areia
0,5 km de extensão
15 minutos
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ENTRE OUTROS MONUMENTOS, NÃO DEIXE DE VER
Igreja Matriz
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Um dos principais monumentos porto-santenses é a Igreja
Matriz (também chamada Igreja de Nossa Senhora da Piedade),
situada no Largo do Pelourinho em plena cidade do Porto Santo,
a qual, por várias vezes, foi incendiada por piratas e corsários
que aportavam na Ilha. Hoje, conserva no seu interior belíssimos
altares e telas, da autoria de Martim Conrado e Max Romer, cuja
arte prende a atenção de todos os que visitam este
templo.
Casa-Museu de Cristóvão Colombo
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Junto à Igreja Matriz encontra-se a Casa, hoje Museu,
que consta ter sido a moradia do navegador genovês Cristóvão
Colombo, aquando da sua passagem pela Ilha.
Mas as ligações do descobridor das Américas à Ilha
não se ficam pela mera especulação, pois é certo
que Colombo contraiu matrimónio com Filipa Moniz, filha
de Bartolomeu Perestrelo, 1º Capitão Donatário
do Porto Santo, o que por si só torna credível
a teoria daqueles que defendem que a viagem da descoberta da
América teria aqui sido preparada. Dentre diversos objectos
de grande interesse, como mapas, instrumentos de navegação
e iluminuras, podemos apreciar a sua figura num busto esculpido
que se encontra no pátio da casa.
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Concelho
da Ribeira Brava
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LOCAIS A VISITAR
"
Ribeira Brava, onde o mar vem beijar a vila ... ...onde a estrada
se vira e se revira para o oceano tinto de azul celeste."
Guido de Monterey; Madeira e Porto Santo, duas ilhas em contaste;
Edição do Autor (1977)
O Forte da Ribeira Brava (Actual Posto de Informações)
Aberto de Segunda à Sexta das 9 as 12 e das 14 as 17.
Aos sábados das 9:30 as 17 horas. A defesa da Ilha foi
sempre uma das preocupações constantes, tanto por
parte dos reis, como dos donatários da ilha. Assim era
necessária a defesa da costa perante os inimigos.
Em 1815 há referências sobre a um pequeno forte
triangular junto à embocadura da ribeira, e um outro denominado
de Forte de S.º Sebastião, que foram ambos arruinados
pelo aluvião de 1803 e não restaram vestígios.
Um outro forte é o Forte de S.º Bento, que naquela época
estava arruinado. Em 1916 adiantavam-se obras para a sua recuperação
e embelezamento do hoje Forte da Ribeira Brava. Hoje perfeitamente
adaptado ao contexto visual da vila, o forte serve de Posto de
Informações.
O Mercado Municipal
Rua Gago Coutinho e Sacadoura Cabral
Situado junto ao Forte, encontramos
o Mercado Municipal. A Ribeira Brava desde muito cedo revelou-se
um local sobretudo comercial,
onde se efectuavam trocas e vendas de Produtos vindos das zonas
limítrofes.
Aqui podemos encontrar para além do artesanato regional,
os géneros alimentares frescos, resultantes da actividade
agrícola e piscatória regional.
A Igreja Matriz da Ribeira Brava
Rua do Visconde
Subindo a rua do Visconde encontramos a Igreja Matriz. Tendo
com orago a S.º Bento, a Igreja é dotada de um
portal de três arquivoltas góticas, dotados de
capiteis historiados, praticamente sem paralelo na ilha. A
sua construção data do Séc. XVI, sendo
modificada através dos séculos até chegar
ao edifício actual.
No seu interior, a igreja possui três altares principais:
o altar-mor e outros dois laterais. A capela-mor é denominada
por um magnifico retábulo de talha dourada e policromada
dos finais do séc. XVII, atribuído à oficina
da Manuel Pereira de Almeida, igualmente responsável pelos
outros dois altares.
Poderá encontrar também no conjunto interessantes
de imagens, uma imagem monumental da Nossa Senhora do Rosário,
de produção flamenga, talvez das oficinas da Antuérpia,
datável de cerca de 1520. A matriz ainda possui uma magnifica
tábua atribuída ao pintor flamengo, Francisco Henriques,
representando Nossa Senhora. S.º Bento e S.º Bernardo.
No
seu interior podemos encontrar trabalhos manuelinos como os capiteis,
o púlpito da Matriz e a pia baptismal (oferta
de D. Manuel I).
Núcleo de Pratas
Rua do Visconde
A cruz processional, datada de 1584 é atribuída
a Marcos Agostinho sendo uma das grandes peças, entre
outras atribuídas ao mesmo autor que se pode ver neste
pequeno núcleo.
Num espólio de 66 peças, existem castiçais
em prata, coroas, varas, galhetas, cálices, caldeirinhas
e outro materiais em prata datados do séc. XVI, XVII.
Câmara Municipal
Rua do Visconde ou Rua dos Camachos
Ao lado da Igreja podemos
encontrar a antiga moradia do fundador do Concelho, o Visconde
da Ribeira Brava, Francisco Correia Herédia.
A Câmara Municipal possui no seu interior um magnifico
jardim, com inúmeras espécies naturais. É um
local ideal para um pequeno passeio acompanhado pela beleza da
natureza.
Museu Etnográfico da Madeira
Rua de S.º Francisco, 24, Ribeira Brava
Terças aos Domingos das 10:00 12:00 e das 14:00 as 18:00
Subindo a Rua do Visconde e pela rua de S.º Francisco encontrá a
antiga capela e solar de S.º José. O edifício
do actual Museu Etnográfico da Madeira era moradia do
Capitão Luís Gonçalves da Silva.
Anos mais
tarde o velho solar foi convertido em uma unidade industrial,
com um engenho de moer canas, de tracção
animal, e um alambique de destilação (alguns destes
elementos ainda estão visíveis no interior do museu).
O engenho sofreu diversos melhoramentos na década de 60,
designadamente a utilização da energia hidráulica
.
No ano de 1983, o Governo Regional decidiu instalar o museu
etnográfico da Madeira neste local. Hoje já restruturado é palco
de várias exposições temporárias
e permanentes com temas relacionados com a cultura madeirense.
Farol
Junto à Entrada do Tunel para o Caís
Acabada a visita do núcleo, é altura de regressar.
Nesta altura aproveite a paisagem do passeio junto ao caudal
da ribeira não esquecendo de observar a ponte velha.
Chegados à marginal junto ao mar prossiga a caminhada
em direcção ao farol, onde poderá vislumbrar
a magnifica vista sobre o mar e a vila.
Caís
Atravessando o túnel, encontra-se o caís onde
poderá visualizar mais uma vez as magnificas paisagens
da Madeira. Devido à difícil orografia da Madeira,
cedo o mar se tornou a via utilizada para transportar os géneros
produzidos no meio rural com destino ao Funchal inclusive produtos
vindos do norte da ilha. A Ribeira Brava era, ao mesmo tempo,
um lugar de passagem dos que cruzavam a ilha pela costa, daqueles
que iam para do Sul para o Norte, e ainda daqueles que cá chegavam
de barco e seguiam o restante a pé. Assim o porto tornou-se
o ponto fulcral dessa comunicação.
Miradouro de Sº Sebastião
Estrada Regional 101 - Direcção Ribeira Brava -
Funchal
Situada entre um vale, a ribeira brava, possui um magnifico
miradouro, de onde se pode observar desde a extensão de
toda a vila, bem como a costa marítima, obtendo-se deste
local magnificas paisagens.
Igreja de São Bento
Não se sabe ao certo a data da fundação
da antiga capela de São Bento, que foi a sede da paróquia
e da colegiada, devendo a sua existência remontar ao segundo
quartel do século XV. Esta capela sofreu varias alterações
e reparos até que se construiu a actual igreja paroquial. É um
dos mais antigos templos rurais desta diocese, tendo passado
por diversos acrescentos e modificações, mas a
sua primeira edificação não deve ser posterior à segunda
metade do século XVI.
No entanto, numa análise sobre a igreja hoje existente,
chega-se à conclusão de ter sido um pequeno templo
com um interessante portal pré-manuelino, em princípio,
hoje colocado como portal da capela do Santíssimo. Trata-se
de um portal de três arquivoltas góticas, dotados
de capitéis historiados, praticamente sem paralelo na
ilha. Por outro lado, podemos atribuir a essa pequena escola
manuelina os trabalhos da pia baptismal e do púlpito da
matriz, havendo, na inscrição da pia, a indicação
de ser oferta do rei D. Manuel I.
Tendo com orago a S. Bento, a Igreja é dotada de um portal
de três arquivoltas góticas, dotados de capitéis
historiados, praticamente sem paralelo na ilha. A sua construção
data do Séc. XVI, sendo modificada através dos
séculos até chegar ao edifício actual.
No seu interior, a igreja possui três altares principais:
o altar-mor e outros dois laterais. A capela-mor é denominada
por um magnífico retábulo de talha dourada e policromada
dos finais do séc. XVII, atribuído à oficina
da Manuel Pereira de Almeida, igualmente responsável pelos
outros dois altares.
Poderá encontrar também no conjunto interessante
de imagens, uma imagem monumental da Nossa Senhora do Rosário,
de produção flamenga, talvez das oficinas da Antuérpia,
datada de cerca de 1520. A matriz ainda possui uma magnífica
tábua atribuída ao pintor flamengo, Francisco Henriques,
representando Nossa Senhora. S. Bento e S. Bernardo.
No seu interior podemos encontrar trabalhos manuelinos como
os capitéis, o púlpito da Matriz e a pia baptismal
(oferta de D. Manuel I), bem com de um pequeno núcleo
possuindo um espólio de 66 peças, no qual existem
castiçais em prata, coroas, varas, galhetas, cálices,
caldeirinhas e outros materiais em prata datados do séc.
XVI, XVII.
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Concelho
de Santa Cruz
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Situado na costa sul da Região Autónoma da Madeira,
o Concelho de Santa Cruz, com uma área de 95,9 Km2, incluindo
as Ilhas Desertas, que se impõem em frente no seu horizonte,
compreende cinco freguesias: Santa Cruz (sede do Município)
e Caniço localizadas no Litoral, Gaula, Camacha e Santo
António da Serra, situadas no Interior.
O número de habitantes, segundo os dados dos Censos 2001 é de
cerca de 30 mil habitantes.
O Município de Santa Cruz, tem evidenciado nos últimos
anos, um elevado dinamismo, que se materializa no acréscimo
demográfico e económico, a par das grandes potencialidades
ao nível turístico e da oferta de um variado leque
de atracções que se estende desde os seus aspectos
históricos e culturais, aos seus recursos naturais e paisagísticos,
entre os quais, destaque para a orla marítima e algumas áreas
florestais ao interior, que transforma-o hoje, num Concelho de
referência.
Assumindo um ciclo de investimentos que ultrapassam as meras
exigências básicas, a sua afirmação
no contexto regional como um pólo de desenvolvimento próspero
e de inovação que aposta na qualidade, tem sido
feita, ano após ano, através do empenho e rigor
dos trabalhos realizados no Concelho por gestão camarária,
aos mais diversos domínios.
Condensar neste curto espaço todo o desenvolvimento autárquico
concretizado, é impraticável, mas, numa retrospectiva,
apontaremos as estratégias de actuação em
que apostámos para que se atingisse um Concelho em que
se vive avanços ao nível da qualidade de vida.
No que concerne à renovação, reabilitação
e requalificação do Município, o ritmo de
realizações é inquestionável, pela
revitalização dos espaços verdes (parques,
jardins, novo equipamento urbano), pelas novas acessibilidades
(arruamentos e caminhos municipais), pelo trabalho empreendido
no sector da Educação, da Cultura, da Acção
Social, da Habitação, do Ambiente e do Desporto,
sendo que a área do Recreio e Lazer traduzem alguns desses
importantes saltos qualitativos, no Município bem como
na qualificação da sua orla marítima. De
acrescentar que temos vindo também a assumir um grande
volume de investimentos em Infra-estruturas de saneamento básico
e de água potável, em todas as freguesias, incluindo
as zonas mais altas do Concelho. Redimensionar alguns sectores
da rede de saneamento básico e continuar a instalar outros,
para que se atinja a totalidade do território saneado
e em funcionamento pleno no Município de Santa Cruz, tem
sido o objectivo da Câmara Municipal.
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Concelho
de Santana
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Entre outras actividades podemos sugerir as Caminhadas a Pé...
Fajã da Nogueira
A Fajã da Nogueira é uma das áreas extremamente
belas que a Madeira guarda no seu interior. Este percurso tem
o seu início no Ribeiro Frio, na levada que nos leva em
direcção aos Balcões.
Neste percuso, com as condições climatéricas
razoáveis, podemos observar grande parte da cordilheira
central da Ilha, belo vale da Ribeira da Metade e maciço
rochoso da Penha D´Águia mergulhando no grande Atlântico,
que completa o grandioso panorama geológico que o miradouro
dos balcões nos oferece.
Continuando pela mesma levada da Serra do Faial, poderá chegar à Central
Hidroeléctrica da Fajã da Nogueira ou, cerca de
500 metros depois dos Balcões poderá deixar a levada
e descer para uma estreita vereda, por entre tis, faias, paus
brancos, urzes, folhados e bastantes carvalhos, atingirá,
ao fim de uma hora uma pequena casa à beira do caminho
que nos leva até a central.
Para poder regressar, deverá descer o caminho em terra
até a Ponte da Ribeira da Metade e ai sim terá facilidade
em apanhar transporte público.
Informações úteís:
Extensão: 14Km (aproximadamente)Ribeiro Frio-Balcões-Central
da Hidroeléctrica da Fajã da Nogueira- Estrada
Regional (Cruzinhas);
Tempo: 8 horas;
Grau de Perigosidade: Moderado - recomendado a
Adultos;
Equipamento adequado: Botas de montanha, Impermeável,
Mochila, Bordão.
Natureza do piso: Descida com piso coberto
de folhas de loureiro, o que o torna deveras escorregadio. O
restante piso é regular.
Flora: Plantas endémicas: Vaccinium Padifolium (Uveira
da Serra),
Plantas indígenas: Laurus Azorica (Loureiro);
Ocotea Foetens (Til);
Myrica Faya (Faias das Ilhas), etc...
Fauna:Buteo Buteo Harteti (Manta);
Columba Trocaz (Pombo Trocaz);
Motacilla Cinerea Schumitzi (Lavandeira);
Rugulus Ignicapillus Madeirensis (Bis bis), etc....
Ribeiro Frio-Portela
Este percurso pode ser feito sem riscos por qualquer pessoa,
também ele realizado na levada da Serra do Faial, desde
o Ribeiro Frio até ao miradouro da Portela. A maior parte
do percurso está protegida por varandas e sebes naturais.
Neste percurso, poderá saborear a grandiosidade do relevo
e as delicadas formas de seres vivos, o passeio na levada da
serra do Faial permite, também, constatar quão
difícil foi a abertura dos canais para transporte de água
desde as nascentes da vertente norte até as terras sequiosas
do Litoral Sul.
O percurso desde a Levada do Ribeiro Frio até à divisória
das águas é praticamente plano, daqui até à portela é sempre
a descer mas muito acentuado. Cerca de 200 metros abaixo, há o
posto florestal dos Lamaceiros e depois é só seguir
as indicações até ao miradouro da Portela.
No entanto, pode optar por ir para Santo da Serra, e logo mais
abaixo tem ainda a possbilidade de escolher a descida para a
Referta no Porto da Cruz.
Informações úteís:
Extensão:
10Km (aproximadamente)Ribeiro Frio-Posto Florestal dos Lamaceiros-Portela;
Tempo:
4 horas;
Grau de Perigosidade: Moderado - recomendado a Adultos;
Equipamento
adequado: Botas de montanha, Impermeável,
Mochila, Bordão.
Natureza do piso: Descida para a portela
acentuada e não
oferece qualquer perigo.
Flora: Plantas endémicas: Vaccinium Padifolium (Uveira
da Serra),
Plantas indígenas: Laurus Azorica (Loureiro);
Ocotea Foetens (Til);
Myrica Faya (Faias das Ilhas), etc...
Fauna:Columba Trocaz (Pombo Trocaz);
Motacilla Cinerea Schumitzi (Lavandeira);
Rugulus Ignicapillus Madeirensis (Bis bis), etc....
Pico Ruivo-Encumeada
Deixando o carro na Achada do Teixeira, e antes de iniciar o
percurso em direcção ao Pico Ruivo, convidamos
a ver, a bonita e fantástica elevação
basáltica que resistiu à força erosiva
das águas de escorrência, chamada o “Homem
em Pé”.
Subindo em direcção ao seu destino, poderá apreciar
as bacias de recepção da Ribeira de São
Jorge, a poente, e da Ribeira Seca do Faial, a nascente, ao cabo
de uma hora chega-se a casa de Abrigo do Pico Ruivo, construída
em 1939.
Já no Pico Ruivo podemos apreciar o que de grandioso
a Natureza apresenta, só por si justificando esta visita. À nossa
volta podemos avistar o extremo da Ponta de São Lourenço,
o planalto do Paul da Serra, o Pico da Torres, o Pico do Areeiro
e o recorte do Porto Santo, caso o nevoeiro não pregue
a partida. Continuando em direcção à Encumeada,
logo que começa a descida, pode-se ver lá no fundo
os sítios: Curral de Cima, Fajã dos Cardos. Só bastante
mais à frente se avistará a Achada do Curral com
igreja e as casas agrupadas à sua volta. Entretanto, vão
passando sem dar-se de conta os quilómetros. A atenção
divide-se entre as formas grandiosas do esqueleto vulcânico
da ilha e os pequenos elementos da sua epiderme vegetal.
Centenas de Orquídeas da Serra, manchas de Estreleiras
de flores brancas e os Massarocos de inflorescência lilases
decoram os paredões rochosos, enquanto o chão da
vereda se atapeta com o aromático Alecrim da Serra de
flores brancas e cor-de-rosa.
A biodiversidade de espécies que nos extremos deste caminho
habitam é de uma riqueza inquestionável.
Informações úteis:
Extensão: 18Km - Achada do Teixeira-Pico Ruivo(3 km) -Encumeada
(+16km);
Tempo: 8 horas;
Grau de Perigosidade: Acidentado - recomendado
a Adultos;
Equipamento adequado: Agasalhos quentes, Botas de montanha,
Impermeável, Mochila, Bordão, e é conviniente
levar água, porque entre o Pico Ruivo e Encumeada só existe
uma pequena fonte.
Natureza do piso: Desde da Achada do Teixeira
até ao
Pico Ruivo é muito bom e mesmo apreciando a paisagem não
se gasta 1 hora (3km).
Do Pico Ruivo à Encumeada são aproximadamente 16
km, com mais descidas do que subidas(1850 metros-1000 metros).
Logo no ínicio da descida o troço tem o piso de
areão onde é preciso bastante cuidado, depois o
piso melhora, mas nunca esquecendo as pedras soltas na vereda
que podem causar alguma supresa.
A parte mais difícil do percurso é a comprida e íngreme
subida desde as Torrinhas até ao cimo do Pico Jorge.
Flora: Plantas endémicas: Clethra Arborea (folhado);
Plantas
indígenas: Laurus Azorica (Loureiro);
Ocotea foetens (Til);
Myrica faya (Faias das Ilhas), etc...
Fauna:Columba Trocaz (Pombo Trocaz);
Motacilla Cinerea Schumitzi (Lavandeira);
Rugulus Ignicapillus Madeirensis (Bis bis), etc....
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Concelho
de São Vicente
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GRUTAS
As grutas proporcionam uma visita muito bem organizada, com uma
duração de cerca de 30 minutos, devidamente conduzida
por guias especializadas. A visita suplementa a monotonia repetitiva
de uma pouco diversificada oferta visual, com a criação
de um percurso misterioso, adequadamente iluminado, referenciando-o
com música bem escolhida e uma certa iluminação
com arquitecturas mágicas e, principalmente, com o imaginário
telúrico do Centro da Terra.
Por outro lado, a existência de pequenos lagos de água
transparente e de algumas câmaras mais vastas muito bem
integradas no circuito expositivo proporcionam imagens muito
belas e permitem associar sempre às grutas, à força
e ao mistério da Natureza e, neste caso, à convulsão
vulcânica que deu origem à Ilha da Madeira.
As grutas de São Vicente formaram-se a partir de uma
erupção vulcânica há 890 mil anos
atrás, no Paul da Serra, que veio descendo até o
mar, a parte exterior ficou exposta a temperaturas mais baixas
que solidificou rapidamente, enquanto que por dentro a lava continuava
a correr com muitos gases, formando assim uma série de
tubos de lava, que constituem as grutas de São Vicente,
onde é possível caminhar sobre eles. Este conjunto
de oito "túneis vulcânicos" apresenta
um desenvolvimento total de mai s de 1000 metros de comprimento,
cuja altura máxima varia ente 5 a 6 metros, e é o
maior que se conhece, até agora, na Ilha da Madeira.
As marcas deixadas pela actividade vulcânica do último
período eruptivo extinta há milénios, onde
a lava em fusão atingia a temperatura de 1200ºC,
podem ser constatadas ao longo de aproximadamente 700 metros
de percurso subterrâneo que resultou da escavação,
para dar acesso aos vários tubos ou canais naturais que
constituem os 1000 metros. Esta escavação ocasionou
um desnível máximo de cerca de 19 metros em relação à entrada.
Divulgadas pela primeira vez em 1885, pela população
local, cuja curiosidade foi despertada através da sua
abertura. Maravilhados com o que encontraram, rapidamente espalharam
a sua descoberta e mereceram um estudo pelo inglês James
Yates Jonhson e a elaboração de um projecto integrado
para o seu aproveitamento.
Inauguradas a 1 de Outubro de 1996, são as primeiras
grutas de génese vulcânica abertas ao público
em Portugal.
Visita às Grutas de São Vicente - Uma Viagem ao
Interior da Terra
Constituídas por três galerias, sendo a maior a
galeria denominada de Lago dos Desejos, os visitantes desfrutam
de um espectáculo deslumbrante numa viagem ao interior
da Terra, onde podem observar-se as estalactites vulcânicas,
as escorrências de lava denominadas por pingos de lava,
as acumulações de lava ou “bolo de lava” (representa
o fim de uma corrente de lava lenta) e o “bloco errante",
uma rocha que é transportada pela lava, mas que devido às
suas dimensões e a temperatura relativamente baixa ficou
preso no interior de um dos tubos lávicos. Nesta vista é ainda
possível ver alguns dos muitos aspectos que a lava pode
ter uma vez derramada à superfície, como seja a
lava encordoada e lava escoriácea. No decorrer do percurso,
as plantas dão o ar da sua graça, sobretudo os
fetos, que não tiveram qualquer intervenção
humana, mas quer o ar, quer a água e mesmo os próprios
visitantes são os possíveis transportadores dessas “sementes” que,
uma vez na presença de luz, desencadeiam o processo de
fotossíntese, processo este fundamental para o desenvolvimento
das plantas. A água que nos acompanha ao longo de toda
a visita é proveniente de nascentes. A sua temperatura
varia entre os 12 e 13ºC e pode ser consumida. A temperatura
ambiente ao longo do percurso é constante e ronda os 16
a 17ºC.
As Grutas constituem assim, um elemento que torna única
a sua visita a este Concelho. Visitar as grutas de São
Vicente é fazer uma autêntica viagem ao interior
da terra e tomar conhecimento da sua dinâmica e beleza.
Inauguradas a 1 de Outubro de 1996, são as primeiras
grutas de génese vulcânica abertas ao público
em Portugal.
Na ligação entre as Grutas e o Centro de Vulcanismo,
os visitantes podem deslumbrar-se com o espectacular espelho
de água que está sobre o Centro de Vulcanismo,
seguindo-se um corredor que nos leva ao interior do mesmo.
CENTRO DE VULCANOLOGIA
O Centro do Vulcanismo está localizado junto às
Grutas de São Vicente, na falésia do lado oposto à Ribeira
de São Vicente numa encantadora Vila da Costa Norte da
Madeira, no fundo do vale, onde se iniciou a formação
da Ilha. Alia a cultura e o conhecimento ao lazer e à animação,
num pavilhão que permite que os cerca de 90 visitantes
possam assistir, de uma forma pedagógica e lúdica,
aos espectáculos audiovisuais que fazem a recriação
da evolução geológica das grutas, à erupção
dum vulcão e ainda à simulação do
nascimento do Arquipélago da Madeira. Este espaço
pretende, assim, complementar a visita às Grutas, explicando-as
enquanto exemplo de formação geológica da
Madeira, e difundir informação técnica e
científica enquanto centro agregador deste conhecimento.
O Jardim com predominância das plantas endémicas,
percorrido por uma série de percursos pedonais, onde os
elementos florestais e os cursos de água se compatibilizam
em harmonia, procuram fazer uma homenagem à água
e à vida.
Visita ao Pavilhão do Centro de Vulcanismo
Constituído por 3 salas e um elevador simulador, tem
capacidade para cerca de 90 pessoas em simultâneo, com
uma dimensão de 12 metros de comprimento por 7 metros
de altura e 10 de largura.
Na primeira sala do Pavilhão – Os Vulcões
os Dragões da Terra, encontra-se uma exposição
composta por painéis ilustrativos e informativos, tendo
em vista a divulgação e valorização
dos processos geológicos, dos célebres da vulcanologia,
dos tipos de erupções vulcânicas, da localização
mundial da actividade vulcânica através de um mapa
mundo, dos mitos, das crenças, do poder de criação
e destruição de um vulcão.
Em relação ao célebres da vulcanologia,
Gaspar Frutuoso foi considerado um dos primeiros vulcanólogos
do mundo civilizado no século XVI, já no século
XX, foram Zbyzewski, José Agostinho, Mendonça Dias,
etc. No entanto, os vulcões sempre fascinaram os grandes
filósofos gregos, como Heraclito, Pitágoras, Platão,
Aristóteles, Empédocles e Plínio, sendo
estes considerados os Pais da Vulcanologia. O jesuíta
alemão Kircher, Déodat de Gratet de Dolomieu e
Lord Hamilton, foram considerados os percursores da Vulcanologia
no século XVIII e o vulcanólogo Francês Alfred
Lacroix no século XX, por ter investigado a erupção
na Montanha Pelada, em Martinica, que provocou uma “nuvem
ardente” devastadora. Saber sobre os vulcanólogos
Contemporâneos (Haroun Tazzief e o casal francês
Maurice e Katia Krafft) é também possível
nesta sala.
A constituição e os tipos de erupções
vulcânicas como seja o Havaiana, Stromboliana, Pliniana
e Vulcaniana; os vulcões como fontes de vida, as erupções
históricas (Pompeia em vinte e quatro de Agosto de 1979,
Pinatubo nas Filipinas em quinze de Junho de 1991, entre outras);
o poder de criação e destruição que
têm os vulcões; os benefícios para o homem
a nível da saúde (fontes termais) e como fonte
de energia (Central da Ribeira Grande em São Miguel);
na produção de geoprodutos (enxofre, bórax,
rochas ígneas e pedras preciosas como o diamante, quartzo,
feldspato e ao olivina) e o fenómeno do Vulcão
dos Capelinhos na Ilha do Faial, a 27 de Setembro de 1957, são
temas que estão muito bem evidenciados nesta sala. Sala
esta que desvenda e permite ver de perto toda a actividade vulcânica
mundial representada num mapa mundo. A mitologia e as crenças
destes fenómenos são também temas que não
faltam nesta visita como seja a Hekla considerada a Porta dos
Infernos na Islândia; o Hefesto, Deus do Fogo na Grécia;
O Pele, a Deusa do Fogo no Havai; o Lengai, o Dono da Vida e
da Morte na África; o Castigo de Bromo na Indonésia
e o Fujiama, o Protector no Japão. Ver e conhecer de perto
o material projecto por um vulcão é também
possível nesta sala, com a exposição de
cinzas, lapilli, pedra-pomes, lava encordoada, disjunção
colunar, obsidiana, etc.
Saber sobre a Origem e a Evolução do Sistema Solar
e da Terra, só é possível se atravessarmos
o Túnel do Tempo situado no Pavilhão, onde explica
todo este processo ocorrido há cerca de 4550 milhões
de anos. Este Túnel leva-nos a uma segunda sala onde a
Origem e a Evolução do Arquipélago da Madeira
está particularmente bem evidenciado, onde proporciona
a realização de um espectáculo audiovisual
com duração de 10 minutos, que, de uma forma pedagógica
e lúdica, explica a forma do nascimento da Terra, nomeadamente
das Ilhas da Madeira, Porto Santo, Desertas e Selvagens, resultantes
da recriação de erupções vulcânicas.
O espectáculo pretende ser complementar à visita
das Grutas, explicando-as enquanto exemplo da geologia da Madeira.
O longo processo evolutivo, que deu lugar à extraordinária
variedade de seres vivos que constituem a flora e a fauna madeirense
que hoje povoam, reforça o atractivo natural e o valor
ecológico desta Terra é demonstrado através
de painéis devidamente elaborados ao pormenor, onde é possível
observar as jóias nativas, como o Pombo trocaz (Columba
trocaz H.), o Bis-bis (Regulus ignicapillus madeirensis H.),
o Tentilão (Fringilla coelebs madeirensis S.), a lesma
(Phaenacolimax madeirovitrina ruivensis), um molusco gastrópode
terrestre que usa a sua língua serrada para cortar os
alimentos, a lagartixa (Lacerta dugesii M.) e ainda espécies
endémicas de insectos caracterizam um ecossistema insular
atípico e por isso ainda mais interessante. Em relação à flora,
apenas estão expostas as árvores predominantes
da Laurissilva como, o Loureiro (Laurus azorica S.), o Til (Ocotea
foetens Ait.), o Vinhático (Persea indica L.) e o Barbusano
(Appollonias barbujana ssp. barbujana Cav.). Em suma, não é só um
tesouro natural de grande valor ecológico, mas também
um belo e surpreendente mosaico onde a vida adopta formas que
não se encontram em nenhum outro lugar do mundo e a sua
importância económica-social, quer no regime hidrológico
da Ilha, quer na sua valorização paisagística,
já tiveram reconhecimento internacional, de que resultam
as honrosas classificações de Reserva Biogenética
do Conselho da Europa em 1992 e de Património Mundial
Natural sob a égide UNESCO em 1999.
Conhecer ao pormenor e ver de perto as magníficas paisagens
do Vale de São Vicente que proporcionam um vista esplendorosa
sobre o mar e sobre terra, descobrir onde se encontram as mais
antigas formações da ilha (sítio dos Lameiros),
que emergiram há mais de 5 milhões de anos é agora
possível através de uma maqueta (1/2400) do Vale
de São Vicente presente no Centro de Vulcanismo.
A terceira sala do Pavilhão permite-nos conhecer a enorme
riqueza natural do Arquipélago da Madeira, que só é comparável à sua
beleza - as Reservas Naturais da Ilha da Madeira como seja, a
Reserva Natural das Ilhas Desertas, a Reserva Natural das Ilhas
Selvagens, a Reserva Natural do Garajau, a Reserva Natural da
Rocha do Navio e a Floresta Laurissilva estão muito bem
conseguidas através de uma projecção audiovisual,
cujo objectivo é aprender, conhecer e preservá-las.
Quem nunca desejou descobrir o que está para além
da superfície terrestre? Agora é possível
dar largas ao espírito aventureiro e ir até onde
ninguém se atreveu a ir até hoje e sentir o pulsar
das profundezas da Ilha numa fantástica viagem ao interior
da Terra. Atingir o núcleo da Terra só é possível
através da descida simulada do elevador, que proporciona
ao visitante o atravessamento de um tubo de lava incandescente.
Chegado ao núcleo da Terra, constituído essencialmente
por ferro, níquel e alguns sulfuretos, é possível
verificar as diferentes reacções que o constituem
através de um jogo de espelhos. Todo este percurso pretende
simular uma distância de 3000 km, que pretende caracterizar
as diferentes unidades terrestres: a Crosta (superfície
da Terra), o Manto e o Núcleo.
A visita ao Pavilhão de Vulcanismo termina com uma projecção
audiovisual muito bem concebida, onde estão recriados
todos os passos necessários para o entendimento das próprias
Grutas. A recriação desta espectacular e moderna
projecção contempla os seguintes momentos: o Big
Bang; a Formação do Universo; a Formação
da Terra; os Oceanos; os Vulcões; a Ilha; a Água;
os Seres Vivos, a Vida e a Madeira de hoje.
A visita ao Centro de Vulcanismo termina com a vista para o
grande jardim das plantas endémicas.
MIRADOUROS
Para um concelho que é todo ele um autêntico regalo à vista,
os pontos panorâmicos podem proporcionar verdadeiros momentos
de contemplação que nos despertam sentimentos por
vezes esquecidos. Desde a Encumeada, Bica da Cana, Boca das Voltas
e a partir de inúmeros pontos por todo o concelho, é possível
desfrutar de excelentes panorâmicas sobre os vales e vertentes
que caracterizam o concelho de São Vicente.
Venha deslumbrar-se com as nossas paisagens...
Caramujo
Cardais
Chão dos Louros
Encumeada
Fajã do Amo
Feiteiras
Lombada
Lombadinha
Lombo Garcês
Passo
Pico
Quebradas
Santinha
Terra-Chã
Vista do Bom-Jesus
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