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Concelho
de Amares
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Património
Casa da Tapada (I.I.P.)– Fiscal
Mosteiro e Pousada de Santa Maria de Bouro (I.I.P.) – Bouro
Sta. Maria
Mosteiro de St. André de Rendufe (I.I.P.) – Rendufe
Ponte de Prozelo ou Ponte do Porto (M.N.)(Medieval) – Prozelo
Ponte de Rodas (M.N.)(Medieval) – Caldelas
Santuário de Nossa Sra. da Abadia, Abadia – Bouro
Sta. Maria
Turismo e Natureza
Miradouros
Monte de S. Pedro Fins - Amares
Monte de N.ª S.ª da Paz - Amares
Monte de S. Miguel-o-Anjo - Bouro St.ª Maria Espaços de Lazer - Natureza
Abadia - Bouro St.ª Maria
Rio Cávado
Rio Homem
Parque de Merendas dos Quatro Caminhos - Bouro St.ª Maria
Piscina de Caldelas
- Caldelas
Artesanato
O Artesanato conquista, já, um lugar de destaque no concelho de Amares.
Melhorada a qualidade, dimensionou-se para uma maior afirmação
e agressividade no mercado. Os artesãos com formação específica,
dedicam-se, inteiramente, aos seus trabalhos, como acontece com artífices
do Ferro Forjado e Bordados em Linho, estes últimos, com larga tradição
em Amares.
Gastronomia
Classificada como “Património Nacional", a gastronomia surge,
desta forma, como um marco diferenciador da herança cultural de um povo
e no caso de Amares, estritamente ligada à riqueza e tradições
rurais.
Viaje nos sabores e maravilhosos aromas de pratos tradicionalmente
confeccionados com toda a delicadeza e minúcia, que
se adaptam ao longo das estações do ano e, em
consequência, dos produtos que a natureza dá.
Depois
de um passeio, para abrir o apetite por terras de D. Gualdim
e Sá de Miranda, irá sentir o aconchego
bem típico das gentes minhotas, e usufruir de um vasto
cardápio de paladar caseiro e gostoso que compreende,
entre outras, as seguintes sugestões: papas de sarrabulho,
rojões à “Minhota", cozido à “Portuguesa",
arroz de pato, bacalhau à “Abadia", pastéis
de bacalhau, pataniscas de bacalhau, perna de porco assada
no forno, cabrito assado no forno, leitão assado no
forno, vitela assada e arroz “pica no chão".
Para sobremesa, o concelho de Amares propõe: leite creme
queimado, pudim de laranja, arroz doce, mexidos ou formigos,
rabanadas, pêras bêbedas, bolo rei, pão
de ló, os doces de laranja e de romaria e a suculenta
laranja ao natural, entre outras sugestões.
Por todo o
Concelho, pode encontrar vários Restaurantes
com estas e outras iguarias.
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Concelho
de Arcos de Valdevez
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(INFORMAÇÃO
EM BREVE)
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Concelho
de Barcelos
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7
Maravilhas de Barcelos
Templo do Senhor Bom Jesus da Cruz (Barcelos)
Em 1504 foram reconhecidas umas cruzes no chão do Campo
da Feira, dando-se origem ao celebrado Milagre das Cruzes. No mesmo
ano foi ali erguida uma pequena capela e no ano seguinte foi lá colocada
a imagem do Senhor da Cruz. Entre 1705 e 1710 foi construído
o actual templo, o qual apresenta uma planta cruciforme em campo
redondo. Destacam-se os elementos decorativos barrocos ali patentes,
casos da azulejaria, da talha e da pintura.
Santuário de Nossa Senhora da Aparecida (Balugães)
Nos inícios do século XVIII apareceu a João
Mudo, neste local, Nossa Senhora. A primitiva capela foi então
construída sobre o penedo onde se processou a aparição,
tendo-se depois construído, ainda no mesmo século
um templo mais dimensionado.
Paço dos Condes de Barcelos (
Barcelos )
Este palácio foi construído nos inícios do
século XV e serviu de habitação aos Condes
de Barcelos. É um interessante elemento da arquitectura
senhorial portuguesa deste período, já que teve como
modelo as residências palacianas inglesas daquele tempo.
Aqui funciona, desde 1920, o Museu Arqueológico de Barcelos.
Igreja Matriz de Barcelos (
Barcelos )
A Igreja Matriz de Barcelos é um templo gótico construído
durante o século XIV, ampliando o anterior edifício
românico. Foi alvo de sucessivas beneficiações,
contando-se como mais importante a ocorrida durante o século
XVIII, quando se procedeu ao revestimento das paredes com azulejos
e a colocação de talha nos altares laterais, com
especial destaque para o Altar do Santíssimo.
Igreja de Santa Maria de Abade de Neiva (
Abade de Neiva )
Este templo teria sido iniciado em meados do século XII,
com patrocínio da Rainha D. Mafalda, mas é bem possível
que a estrutura actual date dos finais do século XIII, durante
o reinado de D. Dinis, por apresentar fortes elementos de arquitectura
gótica, mas com grande influência dos temas românicos.
Convento de Vilar de Frades (
Areias de Vilar )
Este grandioso exemplar da arquitectura conventual Manuelina e
Maneirista, apresenta elementos do primitivo templo românico
na porta da torre sul. Foi edificado no século XII, ampliado
no século XV e remodelado no século XVIII.
Balneário da Pena Grande (
Galegos Santa Maria)
O Balneário do Castro da Pena Grande é um monumento
que servia para banhos de vapor durante a Idade do Ferro e princípio
da Romanização. A sua função estaria
associada ao culto das águas. Nas imediações
acha-se o pequeno povoado castrejo.
IN http://www.7maravilhas.maisbarcelos.pt
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Concelho
de Braga
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Bom
Jesus, Sameiro e Falperra, o Centro Histórico são
pontos que, pela sua intrínseca devoção e
beleza, se impõem como marcos de obrigatória referência
e visita turística de Braga. Damos-lhe a conhecer alguns
dos mais importantes locais de visita obrigatória.
Ao longo dos séculos os eventos em Braga foram profundamente marcados
pela música popular, folclore e música religiosa ou Sacra, entre
outros.
Não deixe de participar nestas festas e romarias de alegria.
A gastronomia bracarense é um festival de sabores e perfumes subtis
a culinária minhota, produto de experiências seculares de mãos
anónimas, da valorização sábia dos frutos da terra,
da imaginação colectiva.
O Minho é sobretudo bacalhoeiro.
O artesanato bracarense e os objectos de arte sacra são já conhecidos
internacionalmente.
São artigos tradicionais que facilmente se encontram nas ruas, ruelas
ou nas zonas rurais das imediações.
A cidade de Braga
Talvez o principal centro religioso do país, é conhecida pelas
suas igrejas barrocas, esplêndidas casas do século XVIII, jardins
e parques elaborados.
Conhecida no tempo dos romanos como Bracara Augusta e
sede do episcopado português no século XII.
A longa história de Braga é visível nos seus monumentos
e igrejas, a igreja mais imponente é a Sé, que exibe vários
estilos, do romano ao barroco, orgulhando-se também das esplêndidas
casas, particularmente do século XVIII.
Progressivamente, iremos acrescentar
novos locais a visitar, incluídos
na Arquitectura Religiosa, Arquitectura Civil e Património Arqueológico,
bem como novas categorias, Arquitectura Contemporânea, Arquitectura
Militar e Espaços Urbanos.
Em termos arqueológicos, encontra-se na cidade, entre outros:
Fonte do Ídolo
A Fonte do Ídolo é um monumento romano
da cidade, localiza-se na Rua do Raio, na zona central da cidade.
Possivelmente construída no século I dC, A Fonte do Ídolo
consiste de uma fonte de água com inscrições e figuras
esculpidas em um afloramento natural de granito. Uma inscrição
indica que um tal Célico Fronto, natural de Arcóbriga, mandou
fazer o monumento. Perto dessa inscrição se encontra uma
figura vestida com uma toga, que poderia representar o dedicante. Ao lado,
sobre a fonte d'água, se encontra outra figura esculpida: um busto,
erodido, dentro de um nicho de perfil clássico com uma figura de
uma pomba no frontão. Perto dessa figura se encontra outra inscrição
com o nome do dedicante e o nome da divindade Tongoenabiago, que provavelmente é representada
pela figura do nicho. Perto da fonte se encontraram vestígios arquitectónicos
que indicam que o santuário pode ter sido parte de um templo.
Termas Romanas
As Termas Romanas do Alto da Cividade ficam situadas na freguesia
de Cividade.
Em 1977, escavações efectuadas na colina da Cividade de
Cima, puseram a descoberto as ruínas dumas termas públicas
junto ao Forum da antiga cidade romana, situado, segundo a tradição,
no actual Largo de Paulo Orósio. As termas públicas eram
vastos edifícios preparados para proporcionar aos habitantes ou
visitantes da cidade a possibilidade de tomar o seu banho de acordo com
as regras prescritas pela medicina da época. Segundo estas, o banhista
devia começar por untar o corpo com óleos e praticar alguns
exercícios de ginástica, desporto ou luta livre. Entrava
depois numa sala muito aquecida, o sudatório, onde transpirava abundantemente.
Passava então ao caledário, sala ainda aquecida, onde podia
lavar-se e retirar os restos de óleo. Depois de uma curta passagem
pelo tepidário, mergulhava na piscina do frigidário, cuja água
gelada lhe revigorava o corpo, sendo em seguida massajado e untado de óleos
aromáticos.
A área escavada das termas ocupa cerca de 850 m2. Estas termas
eram, todavia, mais vastas, como se pode ver pela presença do hipocausto
e piscina a sul, separados do restante corpo do edifício por um
estreito corredor. Foram construídas nos finais do século
I, restando desta fase o testemunho das quatro salas quentes cujos hipocaustos
se encontram relativamente bem conservados. Não se conseguiu ainda
definir o seu circuito interno nem a função de alguns dos
seus compartimentos anexos. Nos finais do século III, o edifício
sofreu uma grande remodelação e a sua superfície foi
muito reduzida.
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Concelho
de Cabeceiras de Basto
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Locais
Turísticos
O concelho de Cabaceiras de Basto possui grandes potencialidades
paisagísticas, sobretudo, pela Serra da Cabreira, cujos
miradouros proporcionam belíssimas vistas sobre a paisagem,
resultando, principalmente, da diversidade geomorfológica
do território.
É
certo que da paisagem natural já pouco resta. A ocupação
humana, ligada às necessidades de sobrevivência
dos povos que se foram fixando, induziu profundas alterações
visando um aproveitamento das condições naturais
para a produção agrícola, através
do socalcamento das vertentes.
Simultaneamente, os pequenos aluviões associados às
bacias dos principais rios da região (rio Tâmega
e afluentes como o rio Peio, Ouro e ribeira de Cavez) foram igualmente
adaptados para a prática da actividade agrícola.
Relativamente à paisagem florestal introduziram-se novas
espécies da flora continental, atlântica e mediterrânea,
que aqui encontraram condições favoráveis
ao seu desenvolvimento. A oliveira e o sobreiro ocupam as meias
encostas em paralelo com a vinha de enforcado, que se estende
até aos terrenos de várzea junto às leiras
cultivadas e em associação com as árvores
de fruteiras e outras, que lhe servem de tutor: choupos, plátanos,
macieiras, laranjeiras, pereiras, etc.
O pinheiro bravo veio substituir em parte o carvalho, o castanheiro,
o medronheiro, a madressilva, a carqueja e o tojo que outrora
dominavam as áreas serranas.
Actualmente a floresta do concelho caracteriza-se pelo predomínio
de povoamentos puros de pinheiro bravo. No entanto, esta floresta
tem vindo a desaparecer pois os incêndios teimam em destrui-la.
Pelo conjunto de vegetação, onde subsistem espécies
botânicas da flora silvestre e espécies de fauna
que ocupam toda a Serra da Cabreira (freguesias de Abadim, Bucos,
Cabeceiras de Basto, Riodouro, Vilar de Cunhas e Gondiães)
fazem dela um local de elevado valor paisagístico.
Estas áreas de montanha reúnem condições
para a prática de montanhismo e possuem miradouros naturais
nos lugares de Chacim, Samão, Cunhas, Leiradas, Vilar
e Uz.
Citam-se ainda os parques de merendas integrados na beleza paisagística
da Serra da Cabreira que permitem gozar de verdadeiros momentos
de lazer. Presentemente existem cinco parques de merenda: o de
Moinhos de Rei, o da Ponte da Víbora, o da Veiga, o de
Magusteiro e o de Vinha de Mouros. Constituídos por extensas
alamedas de árvores frondosas, mesas de pedra sob refrescantes
sombras, estes parques oferecem áreas aprazíveis
para o recreio e lazer.
A área de lazer de Moinhos de Rei proporciona aos seus
visitantes, para além do usufruto do parque de merendas,
um posto de fomento cinegético (com perdizes e codornizes),
um cercado de veados, que visa a reintrodução do
veado na Serra da Cabreira, um circuito hípico, um posto
de venda de artesanato em Travassô e, obviamente, tratando-se
de uma zona de montanha, vários locais com vistas panorâmicas.
A área de Vinha de Mouros proporciona aos seus visitantes
não só o lazer (parque de merendas, parque infantil,
mini-golfe, exposição de animais de montanha) como
também fomenta a prática desportiva possuindo circuitos
de manutenção e um polidesportivo.
Na Serra existem ainda trilhos pedestres e percursos de BTT,
que permitem descobrir os segredos paisagísticos bem como
as marcas da milenar cumplicidade com o Homem. Enunciam-se os
percursos Samão - Uz - Gondiães, Abadim - Moinhos
de Rei - Busteliberne - Agra, o do Alto dos Esporões,
Formigueiro - Pisão - Moscoso, e o de Vila Boa - Moinhos
de Rei - Serra da Maçã.
Os percursos enunciados permitem o contacto com as realidades
minhotas, as riquezas florísticas e faunísticas,
as aldeias tradicionais, bem como com o mosaico que as diversas
tipologias de uso do solo conferem, originando paisagens estruturalmente
distintas.
A pastorícia foi, e ainda é, pelo menos para algumas
comunidades locais, uma actividade importante. Geralmente, é nas áreas
de maior altitude (montanha) ocupadas por matos, que os efectivos
pecuários, principalmente caprinos, bovinos e ovinos,
pastam. Nas áreas mais baixas são mantidos, na
maior parte das vezes, em pastagens cultivadas.
No âmbito da cinegética importa mencionar as Zonas
de Caça Municipal de Cavez (criada em 2001) e Gondiães
/ Vilar de Cunhas (criada em 2002) e a Zona de Caça Associativa
de Riodouro (criada em 2001) e de Bucos (criada em 2002). Está em
estudo a Zona de Caça Associativa de Abadim .
Encontra-se, ainda, instituída na área de Moinhos
de Rei, uma reserva de caça integral, com uma área
aproximada de 200 hectares, que inclui um posto de fomento cinegético,
local onde se procede à criação de perdizes
e coelhos, e um cercado de veados. O cercado de veados foi construído
em 1990, com o objectivo de fomentar a reintrodução
do veado na Serra da Cabreira. O posto de fomento cinegético
foi construído em 1965 e teve como objectivo o repovoamento
com perdizes.
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Concelho
de Caminha
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Paisagens
Naturais
> Estuário do rio Minho
Depois de percorridos cerca de 340 quilómetros, o rio Minho chega a
Caminha num ritmo ainda fugaz. Presença marcante da vila de caminha,
o estuário do rio Minho é a primeira imagem, e talvez a última,
com que o visitante deste concelho fica. Podendo ser acompanhado através
da Estrada Nacional, este estuário tem uma área de 500 hectares,
sendo limitado a este pelas moraceiras das varandas e de S. João de
Sá. A Oeste pela foz do rio, a Norte e a Sul pela costa espanhola e
portuguesa respectivamente. Para a foz do rio ter alturas que raramente excedem
o nível médio das águas do mar, grande parte da superfície
inundada do estuário emerge na baixa-mar, dando origem a numerosos bancos
de areia.
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> Pinhal do Camarido
Mandado plantar por D. Dinis, o pinhal do Camarido é hoje um dos locais
mais aprazíveis do concelho que liga a foz do Minho a Moledo. Detentor
de uma frescura ímpar, graças à sombra dos pinheiros,
este pinhal oferece todas as condições para gozar belos e encantadores
momentos de prazer. A começar pelos passeios a pé ou de bicicleta,
percorrendo os vários caminhos existentes e desfrutando dos pormenores
da natureza, o Camarido proporciona instantes de relaxe e descontracção.
A riqueza ambiental deste espaço é de tal forma que se tem tentado
a todo o custo preservar certas espécies de plantas, como por exemplo
as camarinheiras.
Hoje, o Pinhal do Camarido está dotado dos equipamentos indispensáveis,
como parque de campismo, parque de merendas, parque infantil, bares e restaurantes,
sanitários e trânsito disciplinado. É também no
Pinhal do Camarido que se situa o Campo de Jogos Morber de Caminha e um amplo
parque de estacionamento.
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> Rio Coura
Nasce nas serras de Paredes de Coura e junta-se às águas do Minho
em caminha. Com 50 quilómetros de comprimento, o seu trajecto é amplo
e muito interessante. A vegetação é exuberante e variada,
o arvoredo é intenso nas duas margens, há sombras frescas e pássaros.
Com uma barragem e vários açudes e azenhas, o rio Coura é,
não só fonte de energia e riqueza, mas também local de
grandes momentos de prazer. Principalmente no Verão, as azenhas de Vilar
de Mouros testemunham a satisfação de muita gente que dispensa
as praias marítimas para se estender ao sol e refrescar. As águas
cristalinas do rio estão sempre a convidar para um mergulho.
O rio Coura permite momentos de prazer, produz electricidade, é motor
de engenhos de serração e moinhos, fertiliza veigas e campos
de cultivo e, além disso tem sido e continua a ser utilizado por várias
gerações de campeões nacionais e internacionais de remo
para treinos de preparação ou provas de competição.
Por tudo o que este rio oferece ele merece o respeito absoluto e total admiração.
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> Rio Âncora
O Rio Âncora nasce em bezerreiros, freguesia de São Lourenço
da Montaria. O seu curso tem cerca de 19 km e vem desaguar em Vila Praia de Âncora.
Percorrer as suas margens proporciona admirar paisagens naturais como quedas
de água (Pincho) e uma diversidade de fauna e flora, bem como experimentar
desportos de rio, como canyoning o hydrospeed. --------------------------------------------------------------------------------
> Praia Marítimas e Fluviais
Quer a praia de Moledo, a do Camarido, quer ainda a de Vila Praia de Âncora,
oferecem todas as condições para gozar a época balnear
em pleno. Dentro dos parâmetros de qualidade exigidos, provados pela
atribuição das Bandeiras Azuis da CE, os extensos areais e o
mar, aliados à paisagem, proporcionam a todos os veraneantes, uma temporada
memorável.
Muito procuradas, estas praias contemplam todos os equipamentos necessários
ao seu usufruto e as suas qualidades terapêuticas, pela quantidade de
iôdo, são reconhecidas. Caminha oferece praias que, pela sua beleza,
justificam a visita em qualquer mês do ano, conjugando aquela com condições
ideais para a prática do surf, bodyboard e windsurf.
Além das praias oceânicas, onde não nos podemos esquecer
da existente na Ínsua, o rio Minho é também local de praias
fluviais, como as de Seixas, Lanhelas e a da Foz do Minho, onde as águas
são mais tranquilas e é possível a pratica de outros desportos
náuticos como o ski, a canoagem, os passeios de gaivotas, entre outros.
No concelho existe ainda a bela praia fluvial de Vilar de Mouros, onde o Rio
Coura nos brinda com uma fabulosa azenha.
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> Serra D`Arga
Situada entre os rios Lima e Minho, a Serra D`Arga constitui a espinha dorsal
de uma região que divide quatro concelhos (Viana do castelo, Ponte
de Lima, Vila Nova de Cerveira e Caminha). Detentora de uma inestimável
riqueza natural e humana, esta Serra sofreu, ao longo dos anos, uma forte
desertificação graças ao isolamento que a caracterizou
e que tem vindo a ser combatido. Quem quiser ver e admirar alguns dos melhores
panoramas e paisagens do Alto Minho pode tomar umas das excelentes estradas
que sobem a Serra.
Para além das 3 freguesias que adquiriram o nome da Serra (Arga de Baixo,
Arga de Cima, Arga de S. João), outras povoações foram-se
gradualmente encostando à volta com formas de vida, tradições
e costumes muito semelhantes como é o caso de Dem, Orbacém, Gondar,
Vilar de Mouros entre outras localidades dos restantes concelhos contíguos.
Os fartos recursos naturais formam, juntamente com a ruralidade, as principais
características da Serra D`Arga. Campos férteis, águas
puras, frescas e cristalinas, regos, quedas de água, piscinas naturais,
encostas verdejantes, excelente cultivo do milho, rebanhos de ovelhas e cabras,
animais selvagens, coelhos, javalis, raposas e perdizes, botânica variada,
pinheiros mansos e bravos, carvalhos, castanheiros, cedros, enfim…um
cenário encantador. Noutros tempos, apesar de ainda hoje haver alguns
em laboração, as águas faziam trabalhar inúmeros
moinhos que preparavam a farinha. Mas também ainda há espigueiros
em pedra, casas em xisto e tradições vivas, como o trabalho do
linho ou a matança do porco.
Percorrer a Serra D`Arga é regressar ás origens de uma região
marcada por tudo quanto é rural e típico.
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> MATA DA GELFA Situada a sul do concelho, a Mata da Gelfa é paralela à EN13
e resulta do processo de transporte de sedimentos fluviais e marinhos, à semelhança
do Pinhal do Camarido. É composta essencialmente por pinheiros bravos,
que dominam relativamente a outras espécies como os sobreiros, os pinheiros
mansos, os ulmeiros, os plátanos e os choupos.
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Concelho
de Celorico de Basto
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O
concelho de Celorico de Basto possui um vasto património
Histórico, Arquitectónico e Arqueológico
do qual se destacam os seguintes elementos:
Castelo de Arnoia
Velho de muitos séculos, a localização deste
castelo foi, como a de muitos outros, inspirada na ideia de construir
torres defensivas em pontos do mais difícil acesso para
os atacantes, colhendo assim, vantagem da configuração
do terreno.
A data ou época da sua fundação perde-se
na lonjura dos séculos. Supõe-se que foi D. Muninho
Viegas, O Velho, quem o reconstruiu, depois de afastada uma das
invasões de Almançôr.
O mistério da sua origem, a sua história tão
obscura onde não brilha o clarão de qualquer narrativa épica
(talvez por falta de cronista), são motivos, afinal, que
só contribuem para o impor ao respeito das gerações.
Que nos poderiam contar estas pedras venerandas?
Tomado e retomado
em lances de heroísmo, manchadas as suas
pedras de sangue romano e godo, árabe ou cristão,
teria vivido horas altas de vitória e sentido a amargura
das lágrimas da derrota.
Morador do senhor da Terra, detentor
da autoridade, foi tribunal onde se fez justiça.
As suas
muralhas foram refúgio de velhos, mulheres e crianças
indefesas; celeiro onde se recolhia o trigo para que não
caísse nas mãos do invasor e , cofre onde se guardavam
os valores individuais, familiares e colectivos, inclusive os objectos
sagrados.
Na hora do terrível assalto o castelo era o último
refúgio, a única esperança de sobrevivência.
Na freguesia de Arnóia, sobre um cabeço em cujas
faldas morou a velha sede da vila de Celorico de Basto, transferida
em 1719 para Freixieiro, assenta este padrão militar, modesto
por sua fábrica, mas bem merecedor de especial registo.
Um conjunto notável de Casas Solarengas
Mosteiro de Arnoia e a Igreja anexa
Igreja de S. Salvador de Ribas
Igreja de Veade
Quinta do Prado
Casa do Prado, uma “Jóia” em pleno
centro de Celorico de Basto
Casa nobre do século XVIII, foi posteriormente remodelada
no século XIX, apresentando um aprazível conjunto
de lindíssimos jardins, dos mais belos desta vila. Foi propriedade
inicial da família Pinto Dá Mesquita, tendo sido
adquirida pela Câmara Municipal há alguns anos atrás,
de modo a integrar um projecto de reabilitação urbana
e cultural.
Construída, segundo os hábitos locais, de modo a
tirar partido do forte desnível do terreno, apresenta diversas
fachadas de configuração muito diferente, todas elas
pintadas de amarelo. A norte, uma esplanada permite o acesso directo
ao andar nobre, a sul, em nível inferior, ergue-se uma torre
ameada (provavelmente do século XVIII), e voltada a leste,
ergue-se a imponente fachada nobre (destaca-se, sobre a entrada,
uma varanda corrida decorada com azulejos de excelente qualidade)
aparentada com o estilo da “Antiga Casa Portuguesa” que
o arquitecto Raul Lino desenvolveu na década de 1900, e
que ilustra uma concepção de solar senhorial que
não é próprio da região de Basto, mas
que mais faz lembrar, as célebres casas nobres citadinas,
onde se estabelecia uma ligação dos salões
com os jardins, que eram célebres, numa associação
de conforto e beleza.
Ponte de Arame de Lourido
Quem vier por Amarante, serpenteando a estrada por
Codessoso até à Vila
de Celorico, encontrará um desvio ao lado direito que dá acesso
ao lugar de Lourido. Trata-se de uma pequena povoação
situada na margem direita do rio Tâmega que pertence à freguesia
de Arnoia. Já conheceu melhores dias. O encerramento da
linha de caminho-de-ferro deixou a estação de Lourido
abandonada e as populações, que deste meio se serviam
para as suas deslocações para o exterior. Contra
este isolamento sempre lutaram as populações do lugar
que, ontem como hoje, encontram na ponte de arame sobre o rio Tâmega,
o meio de passagem e contacto com a vizinha localidade de Rebordelo,
do concelho de Amarante e localizada na outra margem do Tâmega.
Esta pitoresca ponte é constituída por cabos de
arame entrançado e um estrado em madeira, suspensa sobre
o rio Tâmega.
A sua travessia é, para os principiantes uma tremenda aventura.
Apesar do seu ar frágil e balouçar de forma pronunciada,
não há registo de nenhum acidente ou queda na ponte.
Por ela passaram e passam, pessoas e gado, mercadorias, utensílios
de lavoura e faz as delicias dos “motoqueiros” na actualidade.
Castro de Barrega
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Concelho
de Esposende
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Percurso
Pedonal pela cidade de Esposende, de dificuldade baixa e com
uma distancia aproximada de 4 km
Cidade de Esposende
A elevação de Esposende a Vila remonta a 19 de Agosto
de 1572, durante o reinado de D. Sebastião (1554-1578).
Em 16 de Dezembro de 1886 adquiriu a categoria de julgado Municipal
e em 27 de Outubro de 1898 a de Comarca Municipal. Foi após
o período áureo da arte de marear, decorrido entre
as centúrias de XIV e de XV, que Esposende conheceu o auge – entre
os séculos XVI e XVIII – através do comércio
marítimo e da construção naval.
Neste percurso pedonal pela cidade de Esposende, ficará a
conhecer a sala de visitas do concelho de Esposende.
Este roteiro tem início no Largo Dr. Fonseca Lima, com
uma visita ao Museu Municipal de Esposende que está instalado
num edifício dos princípios do século XX, à época
o Teatro-Club de Esposende, que saiu do traço do arquitecto
Ventura Terra.
Ainda no Largo Dr. Fonseca Lima o busto de Henrique Medina, nome
que está associado a Esposende em função das
estadias do artista na aldeia de Goios, Marinhas.
O legado deste reconhecido pintor é grande, tendo materializado-se
em Esposende na instalação e organização
de um Atelier-Museu, em Góios, local onde fixara residência
desde 1974 e acabaria por falecer aos 87 anos de idade.
No Largo Comandante Carlos de Oliveira Martins, fronteiro ao Dr.
Fonseca Lima, a pequena capela do Senhor dos Aflitos.
A capela tem uma planta rectangular, com a fachada voltada a poente.
A frontaria ostenta um frontão triangular, encimado por
uma cruz trilobada assente num plinto. Os pináculos laterais
são de base rectangular.
Após estas visitas, deslocando-nos através da Rua
Barão de Esposende e do Largo Marquês do Pombal, chegamos
a um outro largo, o do Pelourinho.
O pelourinho de Esposende terá tido lugar defronte da Câmara
Municipal, até 1925, quando o estado de degradação
em que se encontrava obrigou a que fosse reconstruído no
local onde o pode agora observar. Trata-se de um interessante exemplar
deste símbolo do poder concelhio.
Através da rua Narciso Ferreira, alcança-se o Largo
Sacadura Cabral, local onde se implanta o edifício do antigo
Grémio da Lavoura de Esposende. Esta casa datada do séc.
XVIII, hoje em ruína, apresenta na sua fachada elementos
compositivos de remate em cantaria bastante cuidados – cunhais,
cornija e envasamento.
Da rua Dr. José Manuel Oliveira chega-se à Biblioteca
Municipal.
Tendo como suporte físico a denominada Casa do Arco, a
Biblioteca Municipal ocupa um conjunto de outros dois edifícios
datáveis dos séculos XVI e XVIII. Aqui se guarda
para consulta todo o acervo documental acerca da história
e tradição deste concelho.
Quem ascende pela Rua da Senhora da Saúde, desde a Praça
do Município, e ultrapassa a estrada Porto-Viana do Castelo
(EN 13), repara num souto arborizado onde se implanta a Capela
da Senhora da Saúde.
A actual capela da Senhora da Saúde é de finais
do século XVIII. A frontaria é muito singela, simétrica
e o branco da fachada contrasta com a cinza do granito das molduras
e ângulos. Este pequeno santuário mariano consta de
capela-mor, nave, coro e sacristia e é envolvido por um
amplo adro vedado por um muro granítico e ponteado de frondosos
plátanos.
Voltando ao centro da cidade através da rua da Senhora
da Saúde, eis a Praça do Município.
A igreja da Misericórdia faz parte de um complexo de edifícios
que inclui também a Casa da Misericórdia, cuja confraria
foi instituída em 1595. O templo actual data de 1893, conforme
uma inscrição existente no seu interior. No interior
da Igreja da Misericórdia, está construída
a Capela do Senhor dos Mareantes. Trata-se de uma Capela de características
excepcionais, classificada como Monumento Nacional.
Numa das extremidades desta praça, poderemos apreciar o
busto do poeta António Correia de Oliveira, da Casa de Belinho,
em Antas.
O poeta António Correia de Oliveira era natural de São
Pedro do Sul, onde nasceu no ano de 1879. Em 1912, por casamento
com uma senhora de família proprietária em Belinho,
veio viver para a Quinta das Rosas. Aí permaneceu até à morte,
em 1960.
O edifício dos Paços do Concelho, de origem setecentista,
sofreu remodelações ao longo dos anos que lhe conferiram
o aspecto actual. A galeria térrea composta em arcaria que
faz a ligação entre a rua 1.º de Dezembro e
o Largo Fonseca Lima, é de apreciável valor.
Na rua 1º de Dezembro, também conhecida como “rua
direita”, poderemos dar largas ao nosso espírito consumista
e adquirir uma recordação numa das lojas da artéria
comercial mais movimentada da cidade. Um verdadeiro centro comercial
ao ar livre.
O Palacete de Valentim Ribeiro da Fonseca, na rua 1.º de
Dezembro, trata se de um edifício estilo Arte Nova, mandado
construir no início do século XX, por Valentim Ribeiro
da Fonseca.
Após a rua “Direita”, já no Largo Rodrigues
Sampaio, é a morada da actual Igreja Matriz.
A igreja matriz é um edifício de meados do século
XVI, como muitos dos monumentos de Esposende. Sofreu já alterações
e restauros posteriores, mas o conjunto denota claramente a sua
origem cronológica.
Neste Largo Rodrigues Sampaio, detemo-nos para apreciar a estátua
a António Rodrigues de Sampaio, nascido em Mar, em inícios
do séc. XIX.
Ainda no mesmo largo, no topo poente, o Monumento ao Homem do
Mar de Esposende é uma sentida homenagem e simboliza o esforço
das populações que do mar tiraram sustento e também
daquelas que construíram as embarcações necessárias à faina
marítima.
Daqui, um pequeno “pulo” até às Piscinas
Foz do Cávado, junto à margem direita deste rio,
em frente ao Posto de Turismo e nas imediações do
futuro Museu Marítimo de Esposende.
As Piscinas Foz do Cávado encontram-se integradas num complexo
de lazer, na cidade de Esposende entre a marginal e a margem direita
do rio Cávado.
Na Praça D. Sebastião, frente às Piscinas
Foz do Cavado, a estátua de D. Sebastião.
A 19 de Agosto de 1572, o rei D. Sebastião concedeu foral à Vila
de Esposende. Na comemoração do IV centenário
desse momento tão significativo para Esposende, a Câmara
Municipal decidiu erigir um monumento em memória do monarca,
na praça de seu nome.
Pela Av. Eng. Arantes de Oliveira, após o Mercado Municipal
para norte, através da rua da Frita encontra-se a Capela
de São João Baptista, em rua com a mesma designação.
A capela data da segunda metade do século XVII, bem como
o interessante cruzeiro que podemos encontrar bem perto.
No final da rua de São João, a norte, através
da Avenida Rocha Gonçalves, quem desejar pode observar o
Hospital Valentim Ribeiro da Fonseca.
O edifício deste Hospital saiu do risco do Arquitecto Ventura
Terra, nos inícios do século XX, ainda sob o regime
monárquico.
Prossigamos o percurso, através da Marginal (Av. Eng. Arantes
de Oliveira), à margem do estuário do Cávado,
com uma esplêndida vista sobre as suas águas, até à Praça
das Lampreias.
O forte de S. João Baptista ergue-se junto à foz
do Cavado, no limiar do rio e do mar. É um edifício
de origens seiscentistas, mandado erigir por D. Pedro II, mas que
viu a sua construção prologar-se pela centúria
seguinte. Foi parcialmente desmantelado aquando da instalação
do farol e também quando decorreram as obras de enrocamento
da barra do Cávado.
Rio Cávado
A reunião do rio Cavado como Mar é um espectáculo
que merece algum tempo de observação e de enlevo...
O Rio vai-se espraiando no estuário, numa curva lenta em
direcção ao Atlântico. Está protegido
a poente pelo Ofir e a nascente pelas terras de Esposende. Aquela
fita de água dirige-se ininterruptamente para o seu final,
mergulhando nas águas do grande Oceano.
Mesmo no final do estuário do Cavado há bons locais
para admirar esta paisagem de uma beleza inconfundível:
um bar, com a sua esplanada, ou um passeio pela marginal, arranjada
para isso mesmo, onde o deambular de bicicleta ou a pé apetece,
nos fins-de-tarde cálidos de Verão, ou num dia mais
agreste de Outono...
A morte da água Ruy Belo, in Obra poética, I, 1984,
p.182or!
Um dos passeios que mais gosto de dar é ir a Esposende ver
desaguar o Cávado. Existe lá um bar apropriado para
isso. Um rio é a infância da água. As margens,
o leito, tudo a protege. Na foz é que há a aventura
do mar largo. Acabou-se qualquer possível árvore
genealógica, visível no anel do dedo. Acabou-se mesmo
qualquer passado.
É o convívio com a distância, com o incomensurável. É o
anonimato. E a todo o momento há água que se lança
nessa aventura. Adeus margens verdejantes, adeus pontes, adeus
peixes conhecidos. Agora é o mar salgado, a aventura sem
retorno, nem mesmo na maré-cheia. E é em Esposende
que eu gosto de assistir, durante horas, a troco de uma imperial, à morte
de um rio que envelheceu a romper pedras e plantas, que lutou,
que torneou obstáculos. Impossível voltar atrás.
Agora é a morte. Ou a vida.
Parque
Natural do Litoral Norte
Situado numa estreita faixa da plataforma litoral, junto à linha
de costa, o Parque Natural do Litoral Norte caracteriza-se pela sua
beleza paisagística. Os 16 quilómetros de costa escondem
algumas das mais bonitas paisagens de Portugal, dignas de fotografar
ou pintar retendo assim a imagem no tempo.
Esta área protegida, criada em Novembro de 1987, mereceu
a requalificação para Parque Natural em Julho de
2005. A defesa da orla litoral do urbanismo desordenado e a preservação
dos valores naturais foram factores preponderantes na sua classificação,
estando esta área também incluída no Sítio “Litoral
Norte” da Rede Natura 2000. O Parque Natural surge como
meio de compatibilização entre o desenvolvimento
sustentável e a conservação dos Recursos
Naturais, não pretendendo este interditar o uso deste
território, mas antes estabelecer as regras e os mecanismos
para a sua correcta utilização,
Entre a foz do Neiva
e a Apúlia, a faixa litoral é constituída
por um cordão de praias e dunas a que se associam recifes,
os pequenos estuários dos rios Cávado e Neiva,
manchas de pinhal, uma paisagem rural salpicada por vários
aglomerados populacionais e área de recente urbanização.
As praias a norte, outrora extensos areais de finas areias, alternam
agora entre os seixos (antigos terraços marinhos) e as
areias que nos fazem reflectir sobre o avanço do mar e
a importância do cordão dunar como barreira de protecção.
As praias a sul conservam ainda, na sua maioria, os extensos
areais tão apelativos para o turismo e que fizeram de
Ofir uma estância turística de referência.
Nas praias de Apúlia o sargaço tornou-se símbolo
de uma faina agro-marítima já que o adubo das terras
provinha do mar, num cenário em que os próprios
campos eram feitos de areias do mar com cheiro a maresia sob
a formas de belas masseiras.
O Litoral Norte destaca-se ainda
pelas grandes áreas
de cordão dunar, abrigo para espécies vegetais
e animais, é também um importante elemento de protecção
contra águas e ventos e de habitats interiores. As dunas
são particularmente desenvolvidas nas zonas norte (Antas
e Belinho) e na zona sul (Fão e Apúlia). Este habitat
apresenta características únicas em virtude das
condições extremamente difíceis e agrestes,
onde ocorrem espécies muito singulares como o Estorno
(Ammophila arenaria), Euca marítima (Cakila marítima),
entre outras.
Para além do cordão dunar existe ainda uma área
significativa de Pinhal onde encontramos o Pinheiro bravo (Pinus
pinaster) e o Pinheiro manso (Pinus pinea). Surgem também
pequenas áreas de Florestas ripícolas de Alnus
glutinosa e Carvalhal onde podemos encontrar espécies
como o Carvalho roble (Quercus robur), Sobreiro (Quercus suber),
Loureiro (Laurus nobilis), Amieiro (Alnus glutinosa) ou Pilriteiro
(Crataegus monogyna).
Uma das particularidades deste Parque Natural é a sua área
marinha. Num total de superfície é de 8887 ha,
a área marinha ocupa 7653 ha. As águas frias do
Atlântico associadas a um substrato rochoso com afloramentos
que podem ultrapassar os 18 m, constituem alguns dos factores
ecológicos para a grande biodiversidade existente neste
habitat.
Com uma ligação forte com a área marinha,
o estuário do rio Cávado e o pequeno estuário
do rio Neiva constituem um recurso natural de notável
importância. A sua riqueza paisagística associada
a uma diversidade de fauna e flora, local de reprodução
e “viveiro” de muitas espécies, faz com que
os estuários alberguem alguns dos habitats mais significativos
do PNLN.
in: http://www.visitesposende.com |
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Concelho
de Fafe
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| Castro
de Santo Ovídio, sobranceiro à bacia hidrográfica
do Rio Vizela, é o mais conhecido sítio arqueológico
do município, de que há notícia desde o século
XIX. As mais antigas referências ao povoado, localizado nos
arredores da cidade, remontam ao último quartel do século
passado, quando foi descoberta pelo arqueólogo Martins Sarmento
uma estátua de guerreiro lusitano, com 1,70 metros de altura,
quando se abriam os alicerces para a construção da
capela em honra de Santo Ovídio, na coroa do monte do mesmo
nome. Na mesma ocasião, apareceram moedas naquele local.
Em 1980, foram iniciadas escavações no povoado
que permitiram pôr a descoberto habitações,
arruamentos e outros importantes elementos para o conhecimento
da arquitectura e urbanismo do castro, presumivelmente ocupado
entre os séculos I A.C. e I D.C. Igualmente, foram descobertos
abundantes vestígios de cerâmica e material lítico
e metálico, que tornam o povoado de extraordinário
interesse para o estudo da cultura castreja no noroeste peninsular.
O teatro-cinema é um dos principais
motivos de interesse arquitectónico da cidade de Fafe, constituindo para a época
da sua abertura um importante marco cultural.
A construção do belo imóvel deve-se ao
ilustre fafense José Summavielle Soares e a sua inauguração
apoteótica ocorreu em 10 de Janeiro de 1924, com apresentação
da peça "O Grande Amor", pela companhia Aura
Abranches.
A sua fachada, de decoração invulgar e certamente única
na região, é de belíssimo recorte, pese
a degradação em que actualmente se encontra.
A estrutura
e os motivos decorativos interiores foram comparados aos mais
belos teatros do norte, designadamente ao Teatro-Circo
de Braga. A arquitectura do interior é em forma de ferradura,
com um tecto abobadado e decorado com motivos famosos, além
da figuração do firmamento.
O teatro tem uma lotação de 409 lugares, incluindo
a plateia, os frisos, os camarotes e o balcão.
Em 1924
também já se exibia cinema nestas instalações.
Com o andar dos tempos o edifício foi-se degradando, tendo
sido encerrado ao público em 1981.
Em 1978 foi considerado "imóvel de interesse público",
o que veio a ser ratificado em 2002.
Em 2002, após demoradas negociações, a
Câmara Municipal adquiriu este importante imóvel
para a comunidade fafense. Estão agora a ser tomadas as
providências necessárias à sua recuperação.
(...)
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Concelho
de Guimarães
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Património
Mundial
É unanimemente reconhecido que o nome e a imagem do “Centro
Histórico” da Cidade de Guimarães extravasaram
há muito as fronteiras do domínio público,
com uma sempre subjacente ideia de qualidade associada. O reconhecimento
e o interesse, nacionais e internacionais, foi crescendo devido
ao rigor dos critérios adoptados e aos discretos cuidados
com que durante alguns anos a autarquia Vimaranense foi processando
e patrocinando uma intervenção que, suscitando
formas e renovando funcionalidades, reabilitou para a cidade
e para o presente antigas e esquecidas espacialidades.
Em anos mais recentes foram concretizados alguns projectos e
ambições antigas. A reabilitação
dos espaços públicos, de edifícios municipais,
cedendo a sua forma a novas funções e o apoio técnico
e financeiro à iniciativa privada, constituíram
três das principais linhas estratégicas que sustentam
a concretização dos dois objectivos que norteiam
a intervenção no Centro Histórico de Guimarães:
- A reabilitação do Centro Histórico de
Guimarães visa a recuperação e preservação
do património construído de qualidade formal e
funcional, cuja autenticidade é necessário manter
no seu todo pelo que a reabilitação passa também
pela utilização dos materiais e das técnicas
tradicionais.
- O segundo objectivo reside na manutenção da totalidade
da população residente, dotando-a de melhores condições
de habitabilidade. O trabalho de reabilitação do
Centro Histórico, pelo seu rigor de intervenção
e carácter exemplar, recebeu já o prémio
Europa Nostra, em 1985, o 1º prémio da Associação
dos Arquitectos Portugueses, em 1993 e o prémio da Real
Fundação de Toledo, em 1996.
Entretanto, a assunção por parte do Município
de se constituir como exemplo a seguir, reforçada na continuidade
dessas acções iria induzir nos privados a iniciativa
e o gosto pela reapropriação do seu espaço
e também a invenção de muitas formas do
viver na área antiga da cidade, marcando-as com o sentido
de Colectividade e o sentido de Humanidade que têm sido
e só podem ser o fundamento de uma intervenção
comummente assumida. Isto significa menos dirigismo e menor empolamento
formal das iniciativas públicas e das acções
técnicas e regulamentares (ao contrário do que,
infelizmente, tem sido mais corrente).
Tenha-se em conta que o tempo é normalmente um árduo
adversário de difícil gestão, mas que não
deixa nunca de ser um recurso a mobilizar e integrar, não
sendo nunca, por essa razão, completamente perdido...Tudo
se passa como se o mesmo herói desconhecido que descobriu
esta maravilhosa filigrana envelhecida regressasse e ainda anonimamente
viesse reanimar (no sentido da raiz latina...) a tradição,
e apenas entreabrir um janela do futuro. O mais difícil
será acordar esta personagem sem estremecimentos e sem
sobressaltos.
Praça de Santiago
Segundo a tradição, uma imagem da Virgem Santa
Maria foi trazida para Guimarães pelo apóstolo
S. Tiago, e colocada num Templo pagão num largo que
passou a chamar-se Praça de Santiago. Praça bastante
antiga, referida ao longo do tempo em vários documentos,
conserva ainda a traça medieval. Foi nas suas imediações
que se instalaram os francos que vieram para Portugal em companhia
do Conde D. Henrique.
Aí estava situada uma pequena capela alpendrada do séc.
XVII dedicada a Santiago que foi demolida em finais do séc.
XIX.
Rua de Santa Maria
Foi uma da primeiras rua abertas em Guimarães, pois
destinava-se a ser um elo de ligação entre o
convento fundado por Mumadona, rodeado pela parte baixa da
vila, e o Castelo situado na parte alta da vila. É já referenciada
por este nome em documentos do séc. XII, embora ao seu
troço superior fosse dado o antigo nome de Rua da Infesta.
Ao longo do seu percurso encontramos vários testemunhos
arquitectónicos do seu passado: o Convento de Santa
Clara, a Casa do Arco, a Casa dos Peixotos e a Casa Gótica
dos Valadares, e tantos outros que lhe dão uma identidade
própria e características na cidade de Guimarães.
Largo do Toural
Considerado hoje como o coração da cidade, era
no século XVII um largo extramuros junto à principal
porta da vila, onde se realizavam a feira de gado bovino e
outras de diversos produtos.
Em 1791 a Câmara aforou o terreno junto à muralha
para edificação de prédios, que foram feitos
mais tarde segundo planta vinda possivelmente de Lisboa, e determina-se
assim, o início da lenta transformação do
Toural. Na segunda metade do século é construído
o Jardim Público, rodeado por um gradeamento de ferro,
que abre em 1878. Para este espaço é criado um
mobiliário urbano enquadrado na nova arquitectura do ferro:
coreto, mictório, bancos e candeeiros. Com a implantação
da República o Jardim Público é transferido
para outro local, sendo então colocada no centro do Toural,
agora remodelado, a estátua de D. Afonso Henriques. Alguns
anos depois esta vai para o Parque do Castelo e é substituída
por uma vistosa Fonte Artística.
Rua D. João I
A Rua D. João I foi outrora uma das ruas mais movimentadas
de Guimarães, uma vez que era o local de saída
para o Porto.
Mantém ainda um aspecto vetusto que lhe é dado
pelo ambiente escuro e algo sombrio, pela estreiteza da rua
e pelas casas antigas com varandas de balaústres em
madeira.
Um dos monumentos mais importantes que aqui pode ser admirado é o
Padrão de D. João I, obra do século XVI,
cujo magnífico cruzeiro é coberto por uma espécie
de baldaquino renascença. Foi ligeiramente deslocado
do local inicial onde se encontrava em finais do século
XIX, devido ao intenso movimento da rua.
Outro dos monumentos importantes aqui existentes, é o edifício
da Venerável Ordem Terceira de S. Domingos, edifício do século
XIX, cujos alicerces começaram a ser erigidos em 1836, sendo solenemente
inaugurado em 1840. Alguns anos depois, em 1854, iniciou-se o Hospital dos
Entrevados pertencente à mesma Ordem Terceira.
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Concelho
de Melgaço
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Alvarinho
com Rota própria
O Vinho Alvarinho de Melgaço, produzido numa sub-região
dos Vinhos Verdes, passa a dispor agora de uma Rota própria,
implementada pela Câmara em parceria com diversos agentes
locais, com o objectivo de conjuntamente dinamizarem o potencial
enoturístico do concelho.
Baseando-se no desenvolvimento de actividades turísticas
de lazer e tempo livre dedicadas à descoberta e desfrute,
cultural e enológico, da vinha, do vinho e do seu território,
o enoturismo é uma excelente alavanca de desenvolvimento
económico, incrementando a promoção e venda,
não só dos vinhos, mas da própria região.
Para atingir este objectivo, a Rota do Alvarinho conta com a
parceria local das adegas de Alvarinho Quinta do Reguengo, Quinta
de Soalheiro, Quinta das Touquinheiras, Adega Casta Boa, Quinta
da Pigarra, Quintas de Melgaço e Fontainha de Melgaço,
das unidades hoteleiras Hotel de Monte de Prado, Hotel Rural
Quinta do Reguengo, Casa da Granja, e as albergarias Boavista
e Mira Castro, dos restaurantes Panorama, Adega do Sossego, Boavista,
Mira Castro, Foral de Melgaço e Chafarix, das enotecas/comércios
Solar do Alvarinho e Artes – Centro de Artesanato, dos
espaços museológicos e do Centro de Interpretação
da Porta de Lamas de Mouro, e das empresas de animação
turística Melgaço Radical, Draftzone e Ecotura.
A Rota do Alvarinho, apresentada publicamente no dia 10 de Maio
de 2008, encontra-se inserida na Rede Transfronteiriça
para a Promoção do Enoturismo, projecto transfronteiriço
financiado no âmbito do Interreg III.
Solar do Alvarinho
O Solar do Alvarinho foi inaugurado em 8 de Agosto de 1997.
O seu aparecimento veio dar resposta a várias necessidades
relacionadas com a defesa, promoção e divulgação
do Vinho Alvarinho, o desenvolvimento e dinamização
do meio rural, o incentivo à produção e
comercialização do vinho Alvarinho, a divulgação
e promoção do artesanato local e de outros produtos
típicos, e divulgação das raízes
tradicionais e culturais da região.
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Concelho
de Monção
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Possuindo
condições naturais favoráveis, com abundância
de terrenos férteis e bem irrigados, todo o concelho de
Monção foi desde muito cedo palco de uma intensa
ocupação humana que ao longo dos milénios
foi moldando a sua paisagem.
Desses tempos e dessas civilizações,
foi ficando um vasto e riquíssimo património que
proporciona uma viagem enriquecedora a quem nos visita. Considerando
a sua
diversidade e localização, optamos pela apresentação
de roteiros patrimoniais temáticos.
Património Arqueológico
Castro de S. Caetano (Longos Vales)
A denominação deste local foi definida pela construção
da Capela de S. Caetano, entre os séculos XVII/XVIII.
A nível arqueológico este castro apresenta um conjunto
de três linhas de muralha, definindo-se assim como povoado
fortificado de grandes dimensões. O castro de S. Caetano
era um povoado típico da Idade do Ferro, com cerâmica
indígena, de importação romana, como a ânfora
e a sigillata, bem como materiais de construção
de influência romana (tegula e ímbrex). São
visíveis habitações circulares e sub rectangulares,
o que atesta, conjuntamente com o espólio cadastrado,
a importância deste povoado desde o século I a.C.
até ao século II d.C. Castro da Senhora da Graça (Badim, Sá)
Trata-se de uma elevação granítica, com
cota a rondar os 315 metros, de perfil cónico. Ainda
são visíveis algumas estruturas circulares. Provavelmente
ocupado desde o Bronze Final à romanização
plena, este castro, conjuntamente com os de S. Caetano e Sra.
da Assunção, Sra. da Vista, dominava completamente
o curso médio do rio Minho, donde tiraria grande parte
da sua subsistência. Quanto a cronologias de ocupação,
Maia Marques aponta para uma ocupação que iria
entre séc. II a.C. ao séc. I d.C. Sendo este
sem dúvida um local já intervencionado e que
de algum modo se apresenta como um elemento importante para
o estudo da Idade do Ferro e do Bronze no Alto Minho. Castro da Senhora da Assunção
O nome deste local é conferido pela existência
de uma ermida consagrada a N. Sr.ª da Assunção,
no topo deste monte, edificada no século XVI. A nível
arqueológico este povoado apresenta um conjunto de três
linhas de muralha, segundo Maia Marques, definindo assim este
habitat como um povoado fortificado. O sítio já foi
alvo de intervenções arqueológicas, ficando
visível grande parte da acrópole, várias
estruturas circulares e sub rectangulares, arruamentos e pátios
lajeados, constituindo assim um perfeito modelo de proto-urbanismo
que caracteriza os povoados castrejos. De notar a existência
do topónimo Paço, a Norte, muitas vezes associado
a vestígios de ocupação romana. - Gravuras Rupestres da Chã da Sobreira (Podame)
- Petroglifo de Cambezes/ Cova da Moura
Património Natural
Os rios sempre foram presença constante na vida deste
concelho. Do Rio Minho, que os nossos vizinhos galegos tratam
carinhosamente de “Pai Minho”, aos rios Mouro e Gadanha,
a água foi, é, e será, um recurso de extrema
importância e beleza paisagística. O rio Minho é um dos rios no nosso país onde
o salmão ainda sobrevive, bem como outras espécies
em regressão como a lampreia e o sável. A lontra é um
mamífero em regressão a nível europeu
que encontra nestas águas um pequeno refúgio.
A riqueza deste rio é um paraíso para apreciar
a fauna e praticar a pesca desportiva, nas muitas pesqueiras.
A Ecopista, de Valença a Monção, proporciona
uma grande proximidade com o rio Minho rico, neste percurso,
em ilhotas, ínsuas, matas ripicolas e veigas férteis,
protegidas pela Rede Natura 2000. Ao longo das margens destes
rios, além de um importante património histórico
constituído por pesqueiras, pontes e moinhos, encontram-se
diversas áreas de lazer que primam pela qualidade num
ambiente natural de extrema serenidade, onde o murmurar das águas
transmite sensações de plenitude.
Para visitar e deixar-se levar pelo encantamento, destaca-se
o Parque das Caldas e o parque de merendas de Lapela (rio
Minho); as praias fluviais de Mazedo, Pinheiros e Pias (rio
Gadanha); e as praias fluviais de Segude, Podame, e Ponte
de Mouro, esta última pertencente às freguesias
de Barbeita e Ceivães (rio Mouro).
No Concelho de Monção, existem ainda trilhos
pedestres que permitem o contacto com as realidades minhotas,
as riquezas florísticas e faunísticas, bem como
com o mosaico que as diversas tipologias de uso do solo conferem,
originando paisagens estruturalmente distintas. No âmbito
da cinegética importa mencionar que em todo o concelho
existem 9 Zonas de Caça associativas e 2 Zonas de Caça
Municipais.
Vinho Alvarinho
O
Vinho Alvarinho é personalizado e distingue-se dos demais
pelo seu equilíbrio, de cor citrina, paladar leve e fresco,
aroma frutado, característico e ímpar, cheio de boca,
e de agradável e persistente pós de boca, sendo,
pela sua originalidade, um dos melhores vinhos do mundo. Embora seja produzido na Região dos Vinhos Verdes, o
Vinho Alvarinho, nascido na Sub-Região de Monção,
diferencia-se dos restantes vinhos brancos da região,
não só em termos meramente químicos, como
também a nível de análise sensorial. Caracterizando-se por uma componente aromática extremamente
rica, diversificada e complexa, o Alvarinho apresenta um aroma
delicado e notório à casta, com um frutado intenso,
fino e subtil, no qual se podem detectar aromas elementares das
mais diversas naturezas: pêssego, banana, maracujá,
alperce, líchia, limão, avelã, etc. No sabor, é complexo, harmonioso, encorpado, persistente,
macio e seco. A qualidade, o equilíbrio e a maximização
das suas potencialidades são conseguidos após alguns
meses de estágio em garrafa, devendo ser consumido, preferencialmente,
no ano seguinte ao da vinificação.
Contacto
Paço do Alvarinho
Associação de Produtores de Alvarinho
Praça Deu-la-Deu Martins
4950 – Monção
T 251653215
pacoalvarinho@cm-moncao.pt
Horário
2º a sábado das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às
18h00, domingos e feriados das 10h00 às 12h00 e das 15h00 às
18h00 Termas
As termas de Monção, com os seus banhos de águas
quentes e sulfurosas, são a melhor forma de cuidar de
si. Um espaço desenhado para melhorar o seu bem-estar
físico e psicológico. São milhares de pessoas
que o comprovam, porque já tiveram a oportunidade de sentir
os beneficios que estas águas "miraculosas" proporcionam. Situadas no Parque das Caldas e rodeadas pelo verde, com vista
para o rio Minho e para a Espanha, podemos mesmo atribuir-lhe
duas principais funções: a terapêutica e
a lúdico-recreativa. A primeira função,
desde sempre conhecida, destina-se à cura de doenças
físicas, psicológicas e até psiquiátricas;
a segunda, mais recentemente reconhecida, tem como objectivo
contribuir para uma maior qualidade de vida dos cidadãos. Desde Junho de 2001, o município de Monção
tem ao serviço dos aquistas um moderno e funcional balneário
termal inaugurado pelo Presidente da República, Jorge
Sampaio. Desde Junho de 2008, a gestão é assegurada
pela Tesal, uma das empresas com maior número de unidades
termais e SPAS no pais vizinho que pretende fazer do balneário
local um dos mais relevantes em Pontugal. As águas termais de Monção, que brotam
das fontes Santa Maria e Nossa Senhora da Saúde, são
indicadas para doenças do fígado, vias biliares
e doenças de estômago e intestino. Os seus efeitos
fazem-se ainda sentir em doenças articulares, da pele
e das mucosas, nas mialgias e nevrites, bem como nos estados
espasmódicos, cardiovasculares, respiratórios e
gastro-intestinais da dietese neuro-artrítica. Contacto
Balneário Termal
Avenida das Caldas
4950 – Monção
T 251 648 367 | F 251 648 367
tesalmoncao@tesal.com
www.tesal.com/moncao.html
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Concelho
de Paredes de Coura
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O
Turismo em Paredes de Coura apresenta imensas possibilidades
de satisfazer um vasto leque de preferências de todos quantos
procuram o Alto-Minho para espaço de lazer, de cultura e
também de contacto com a rica e variada tradição.
Propomos ao visitante um produto turístico no Concelho de
Paredes de Coura, que lhe permita passar três dias inolvidáveis,
percorrendo o Concelho em família ou com os seus amigos.
Sempre presentes nestes três dias de circuito estarão
os grandes valores históricos, paisagísticos, naturais
e uma ruralidade magnífica e bem preservada. Deixe-se atrair
e desfrute do som das cristalinas águas sempre presentes
neste espaço a descobrir. Sinta na sua pele o amável
contacto das puríssimas águas dos nossos Rios e Ribeiros,
refrescando-se em muitos e magníficos locais de banhos.
Respire paisagem, ar puro, e todo o ambiente rural e de tradição
bem vivos e preservados que só poderá encontrar
visitando-nos.
O Património de Paredes de Coura é multifacetado
e muito rico.
A variedade deslumbrante do património natural e paisagístico,
moldado pela intervenção milenar do homem, agricultor
e pastor, num hercúleo esforço; o património
construído, nas vertentes profana, marcada pela procura
de funcionalidade e de acentuada ruralidade, ou religiosa - alminhas,
cruzeiros, capelas e igrejas, imaginária e pintura - inspiradas
pela fé e pelas crenças, que os artistas e artesãos
locais produziam, criando ou reproduzindo modelos estéticos
que os impressionavam.
Estes elementos de contemplação, reflexão
e estudo, no seu conjunto, transportam-nos a um mundo que nos
permite, passo a passo, descobrir a história e as tradições
deste Concelho.
A Paisagem Protegida do Corno de Bico é um pequeno santuário
natural situado no limíte administrativo SUDESTE do concelho
de Paredes de Coura. Confronta com os Arcos de Valdevez e Ponte
de Lima, respectivamente. Abrange, total ou parcialmente, as
freguesias de Bico, Castanheira, Cristelo, Parada e Vascões,
na área de 2174,6 ha, dos quais 25% são matas formadas
por carvalhos e outras folhosas. A frondosa mata de carvalhos
de diferentes espécies foi plantada a partir dos anos
'40 do século XX, integrando as manchas autóctones
existentes. As espécies raras, dorovante mais protegidas,
puderam melhor desenvolver-se. Mais visíveis do que outras,
os vastos conjuntos de azevinhos, espécie protegida por
lei, destacam-se na mata.
A Paisagem é um testemunhoda cultura minhota num espaço
de rara beleza natural, que o homem intervencionou e moldou
de uma forma harmoniosa e simples.
O branco e o cinzento granítico das aldeias e lugares,
harmoniosamente integrado na paisagem, contrasta com os variados
tons de verde, pelas encostas em socalcos, bordejados por finas
sebes de arbustos, que se estendem até aos ribeiros
de águas transparentes.
Com efeito, a presença do Homem nestas paragens remonta
ao Neolítico, e substituem ainda nos montes do Corno
de Bico e na Chã de Lamas vestígios de algumas
mamoas ou monumentos funerários datados de hà 5000
anos. Em Cristelo, no Castro de S. Sebastião, achados
arqueológicos como machados de talão, vasilhas
para armazenamento e confecção de alimentos,
tégula e tijolos revelam uma importante estação
romana. Já de um período posterior, correspondente
aos séculos XVII, XVIII e XIX são as diversas
igrejas e capelas existentes que, para além de serem
um marco da religiosidade popular deste povo, são igualmente
interessantes formas de expressão artística,
nomeadamente do período barroco.
Do património arquitectónica profano, destacam-se
algumas casas senhoriais e um grande conjunto de estruturas
de suporte da agricultura que foi, até meados do século
XX a mais importante actividade económica deste município.
O milho era então o suporte de uma economia marcadamente
agrícola e a certificá-lo está um elevado
número de moinhos e engenhos hidráulicos, poças
e levadas, caminhos sulcados pelos carros de bois piscos que,
em Setembro e Outubro, enchiam de milho as eiras e os espigueiros
ou os caniços.
Para além do milho, do feijão e da batata produzia-se
o linho que as mulheres ripavam, espadelavam, teciam e bordavam
meticulosamente, ao som da concertina, do acordeão e
das cantigas populares que entoavam pelos vales, dando forma
a belíssimos trabalhos artesanais e corpo a um comunitarismo
que tende a desaparecer.
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Concelho
de Ponte da Barca
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História
e Património
Ponte da Barca, concelho montanhoso, ladeado da parte esquerda
pelo rio Lima, eixo regional de comércio na direcção
do litoral com as rotas do interior.
À semelhança da maioria das Terras portuguesas, Ponte da Barca
tem origens muito remotas que devem corresponder a uma circunscrição
pré-romana ou, pelo menos, romana, mas já era habitada
desde os tempos pré-históricos como provam os achados
arqueológicos.
Dos vestígios da ocupação romana por estas
Terras, destacam-se várias peças de cerâmica,
moedas e esculturas, encontradas maioritariamente na área
da Serra Amarela. Mas de certo que, de todos os achados, o principal
destaque vai para a Pedra dos Namorados encontrada na freguesia
da Ermida. Trata-se da figura de um homem e de uma mulher em baixo
relevo, que deve datar de uma época de plena Romanização
do Noroeste Hispânico, que em 1903 foi levada para o actual
Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, voltando de novo, em
1986, para o Museu da freguesia da Ermida, onde se encontra exposta.
Em tempos medievais, a região era conhecida como «Terra
da Nóbrega», antepassado do concelho de Ponte da Barca,
e circunscrição medieval que no século IX
possuía já os limites do actual concelho. Esta Terra
era uma das muitas circunscrições territoriais em
que o nosso país estava dividido para fins administrativos,
judiciais, militares e também religiosos. Correspondiam,
em geral, a circunscrições romanas e os seus limites
identificavam-se, na maioria das vezes, com os acidentes geográficos.
O nome, Nóbrega, de provável origem celta, indica
local fortificado e veio-lhe do altaneiro castro que lhe servia
de reduto defensivo, situado no maciço rochoso, na freguesia
de Sampriz. Mais tarde, Ourigo Ourigues que, provavelmente, foi
o primeiro governador da Terra da Nóbrega, (re)edificou
o Castelo da Nóbrega sobre as ruínas do velho castro.
Nos séculos XII e XIII, o povoamento começa a descer às
margens dos rios, sendo assim fundada aquela que viria a ser a
vila de Ponte da Barca. Esta, é marcada por um cruzamento
de dois caminhos de ligação a Santiago de Compostela,
um no sentido Norte-Sul (atravessando o rio), outro no sentido
Poente-Nascente (ao longo do rio).
A história desta vila prende-se com o atravessamento do
rio Lima, tendo sido primeiro denominada de Barca, porque o atravessamento
era feito na época somente por uma barca, e passado posteriormente
para Ponte da Barca, aquando da construção da sua
primeira ponte, provavelmente, em meados do século XIV.
Com a construção da ponte, a localidade reforça
a sua importância no domínio comercial, constituindo
um forte ponto de passagem, centro e eixo regional na direcção
do litoral.
O Património monumental do concelho é igualmente
de grande riqueza. Em Ponte da Barca, a ponte ocupa lugar de relevo
por se tratar de uma das mais importantes pontes medievais do país,
da primeira metade do século XV. Pelo concelho, é possível
encontrar casas senhoriais, o Castelo e os Espigueiros do Lindoso,
a Igreja Matriz, o Pelourinho e o Antigo Mercado, entre muitos
mais exemplares, do património edificado existente no
concelho.
Natureza e Lazer
O reconhecimento do valor do património natural do concelho
de Ponte da Barca não se limita à exuberância
da vida selvagem na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês
(PNPG). Aproximadamente metade do concelho faz parte do território
do PNPG, talvez por isso a paisagem de Ponte da Barca imprime-se
a cores em retinas cansadas pelo stress do quotidiano. Por todo
o concelho, os rios e os ribeiros, as albufeiras, as praias fluviais,
as quedas de água e o verde da paisagem da Serra Amarela
revelam imagens únicas e oferecem a possibilidade de contacto
directo com a natureza. Este vasto leque de recursos naturais
que Ponte da Barca tem para oferecer, tem vindo a ser aproveitado
para usufruto de todos aqueles que buscam no contacto com a natureza
o refúgio ao agitado ritmo urbano. Através da oferta
das mais variadas actividades ao ar livre, vocacionadas para
pessoas de todas as idades e de diferentes extensão e/ou
características, o aproveitamento destas actividades de
desporto, de lazer e de aventura favorecem a imersão mais
intima no ambiente natural e nas maneiras de viver das populações
locais. Na forma de trilhos pedestres ou de actividades desportivas
como o BTT, de seguida apresentam-se percursos elaborados por
várias entidades que decorrem nas paisagens rurais de
Ponte da Barca, nas quais a natureza e o homem convivem há milhares
de anos.
(...)
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Concelho
de Ponte de Lima
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Património
Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Albergaria de S. João de Deus/Quartéis
Edifício maneirista de linhas sóbrias valorizadas
pelo ritmo das fachadas organizadas em 3 corpos volumetricamente
diferenciados, foi mandado construir em 1659 pela Regente do
Reino D. Luísa de Gusmão, como hospital para
os soldados feridos nas guerras da Restauração,
ficando a cargo dos religiosos São João de Deus
até 1716.
Após diversos ocupantes que o utilizaram para diferentes
fins, foi em 1805 doado à Santa Casa da Misericórdia
para transferência do hospital, tendo devido à Invasão
Francesa de 1808 sido afastado da posse desta Instituição,
só voltando à sua posse em 1874 após conhecer
mais uma série de funções e ocupantes.
Foi bastante alterado desde a sua origem, destacando-se o restauro
de 1787/1795, com pedra extraída de três torres
das antigas muralhas da Vila, altura em que foi demolido o
oratório e capela, transladando-se a imagem do Padroeiro
para a Capela de Nossa Senhora da Lapa.
De destacar o frontespício enriquecido por pequeno grupo
escultórico, constituído por nicho, imagem do
antigo orago e alguns elementos heráldicos.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Biblioteca Municipal - Antigo Hospital da Misericórdia
A composição arquitectónica da Biblioteca
Municipal resulta da abertura da Rua Cardeal Saraiva, no fim
do 1º quartel do séc. XX, que dividiu em dois o
edifício do antigo Hospital da Misericórdia,
(reconstrução concluída em 1731), destruindo-se
assim um curioso claustro setecentista e um pouco da muralha
medieval.
Adossado a um troço da muralha, existe um acesso à adarve
a partir da varanda alpendrada voltada ao Largo da Picota,
encontrando-se ainda no seu interior uma escadaria de características
barrocas.
Tal como o edifício da Igreja da Misericórdia,
constituiu-se um novo alçado voltada à rua Cardeal
Saraiva, com características arquitectónicas
idênticas às restantes, patente nas fenestrações,
cornijas e beirados.
Em 1993 foram concluídas amplas obras de reforma geral
para funcionamento dos serviços da Biblioteca Municipal.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Capela do Anjo da Guarda
A capela do Anjo da Guarda é uma construção
religiosa românica / gótica, erigida provavelmente
no último quartel do séc. XIII, reconstruída
no séc. XVIII segundo cânones barrocos após
derrube parcial pelas cheias, reforçando-se então
os pilares, colocando-se coruchéus e a imagem policromada
de São Miguel com um carácter ingénuo.
A sua localização na margem direita do rio Lima
junto á Ponte e a pequena configuração
quadrangular aberta, conferem-lhe um carácter devocional,
servindo de local de culto e abrigo aqueles que por aqui passam.
Como características particulares destaca-se o arcaísmo
dos pilares e colunas, que conservam as garras nas bases, ao
mesmo tempo que a decoração vegetalista dos capitéis
ainda se destaca pouco dos cestos.
Os coruchéus actualmente existentes foram colocados
numa intervenção realizada em 1991.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Capela da Nossa Senhora da Misericórdia das Pereiras
Este templo de implantação harmónica e
sobranceira sobre a Vila, foi originalmente mandada construir
em 1525 por Pedro Afonso Fiúza e pela sua mulher Catarina
Madriz, em substituição de uma pequena ermida
que existia no local.
As características arquitectónicas barrocas que
actualmente se nos apresentam, resultam de uma profunda reforma
datada de 1818, em que o templo então de menores proporções,
converteu-se em dois corpos, elevou-se o antigo tecto do primeiro
que era um salão quadrilongo, construiu-se de novo arco
do transepto, aditando-se Capela-Mor e sacristia.
Encontrando-se em estado de profunda degradação,
foi doada à Câmara Municipal pelos seus proprietários
em 1979, datando as últimas obras de 1998, em que se
construiu um novo coro e instalações de apoio à realização
de actividades culturais, mantendo-se inacabada a torre sineira
como sempre aconteceu ao longo da sua história.
No seu interior, destacam-se algumas pinturas policromas no
granito do arco do transepto, imagens pertencentes ao espólio
da Capela e a instalação de parte do retábulo
do séc. XVIII que restou da degradação
a que a mesma esteve sujeita durante largos anos.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Capela da Nossa Senhora da Penha de França
Mandada construir em 1613 por João Lourenço em
frente á Cadeia "Velha", para que os presos
pudessem ouvir missa, visto esta não ter oratório.
É
uma capela urbana, de feições muitos simples
e linhas muito sóbrias, na tradição maneirista,
com frontispício terminado em frontão triangular,
coroado por pináculos, com uma pequena torre sineira
no lado direito e cruz sobre o acrotério no topo, do
séc. XVIII.
Contrastando com a simplicidade exterior, ressalta a riqueza
e dimensão do retábulo barroco do altar-mor em
talha dourada, do "Estilo Nacional".
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Casa dos Calistos
Esta Casa, impropriamente designada "dos Calistos",
pertenceu no séc. XVII a Gervágio Álvares
da Rocha, sendo posteriormente vendida a António de
Oliveira Rego, que a reedificou e vinculou em 1737.
Edifício barroco de planta irregular, foi muito prejudicado
com a regularização viária da vila nos
séc. XIX e XX.
No átrio da entrada existe ainda uma curiosa escadaria
de acesso ao andar nobre e, na fachada, sacadas de balaústres
de pedra e uma decorativa cartela heráldica.
Conserva-se ainda a estrutura fundamental do imenso jardim
com três fontanários, um deles imponente pela
exuberante decoração em cantaria lavrada.
A quinta possui vários terrenos com exploração
agrícola, outros como área de jardim, onde estão
três fontes todas elas decoradas, tendo a maior nicho
e pedra de armas.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Casa da Garrida
A casa da Garrida foi construída no último quartel
do séc. XVIII, inserindo-se na tipologia do Solar Rocaille
que integra capela no frontispício, na variante em que
esta surge no extremo tratada de modo independente.
Na fachada do solar, constituído por dois pisos separados
por um friso com pilastras nos cunhais apoiando alta cornija,
destacam-se as janelas de sacada sobre modilhões de
verga recta, encimadas por um conjunto escultórico formado
de festões, cartela e concha.
A capela destaca-se exteriormente pela sua decoração
de grande exuberância, encimada por torre sineira.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Casa da Nossa Senhora da Aurora
Construída entre 1714 e 1730 de autoria do Arq. Manuel
Pinto de Villalobos, constitui a Casa de Nossa Senhora da Aurora
um Palácio urbano barroco, integrado na tipologia da "casa-comprida",
o modelo mais frequente na época, com dois pisos divididos
por friso horizontal, com escadaria desenvolvida no interior
e adossando capela a uma das fachadas.
Também designada como Casa do Arrabalde, possui um frontespício
harmonioso e ritmado pela fenestração do andar
nobre, em que se rasgam onze janelas de sacada com frontões
triangulares, acompanhadas de grades de ferro forjado.
No interior da capela encontra-se um retábulo setecentista
com talha do estilo nacional, a par de azulejos de padrão
barrocos provenientes da Capela da Senhora do Rosário
(já desaparecida).
Os jardins foram igualmente organizados segundo o gosto barroco,
como espaço de lazer, com jardins de buxos, bancos,
lagos e diferentes fontes.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Casa das Pereiras
Palácio urbano maneirista do séc. XVII, implantado
isoladamente no topo do Bairro das Pereiras "sobre" a
Vila , com acesso lateral ao adro da Capela das Pereiras, enquadrado
paisagisticamente pela mata da casa de Nossa Senhora da Aurora.
Organização espacial com planta rectangular e
frontespício de dois pisos, separados por friso e com
fenestração regular, caracterizando-se interior
e exteriormente pela sobriedade estilística, denotando-se
na fachada a divisão social do espaço.
Possui um pequeno oratório rectangular com retábulo
de madeira e tecto de masseira em caixotões, revelado
exteriormente por cruz apenas na fachada posterior.
A varanda e colunata em granito da fachada Sul, orientam-se
para um jardim desenvolvido em diferentes cotas, onde existem
recantos com ruínas românticas e buxos de feição
geométrica.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Casa Torreada dos Barbosa "Aranha"
Casa-torre urbana maneirista do séc. XVII, conjugando
harmonicamente torre de planta quadrada e ala residencial rectangular
mais baixa, ambas de alçados simples e fenestração
regular.
Muito possivelmente a torre e a ala residencial são
contemporâneas, uma vez que as cantarias se interpenetram,
as gárgulas são iguais e do mesmo período,
estando os espaços interiores dos dois corpos interligados.
Destaca-se no conjunto o coroamento regular dos volumes com
gárgulas de canhão sobre a cornija e merlões
chanfrados na torre.
A actual denominação da casa deve-se à colocação
das armas dos Barbosas Aranhas no frontespício.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Chafariz
A sua construção foi ordenada pela Câmara
Municipal em 1575 ficando concluído em 1603, implantado
no actual Largo Dr.António Magalhães, donde foi
transferido para o Largo de Camões em 1929.
O seu risco renascentista e execução são
correntemente atribuídos ao famoso Mestre limiano João
Lopes, o Moço.
Para a sua construção e canalização
da água de Merim, foi lançada uma finta sobre
o sal e o azeite comercializados nesta Vila.
As coimas sobre o seu conspurco estão patentes num letreiro
próprio.
O fuste tem gravada a versão em uso das armas municipais.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Igreja da Lapa
A Igreja de Nossa Senhora da Lapa terminada em 1768, foi erigida à custa
de esmolas por devoção de D. Tristão de
Meneses da casa da Freiria e do pároco da vila, ficando
contudo incompleta, prevendo-se que o que existe fosse a Capela
Mor do templo projectado.
O terreno foi cedido pelo Alcaide- Mor D. Tomaz de Lima que
exigiu a colocação das suas armas como padroeiro
dela, e que ainda hoje se conservam na fachada principal.
No interior encontra-se a imagem do santo negro S. Benedito
que dava o nome à torre medieval da porta do santo.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Igreja da Misericórdia
Remontando a instituição a 1530, a actual igreja
foi erigida nos séc. XVII e XVIII, composta de nave única,
capela-mor em abóbada de caixotões (1638) e pórtico
principal aberto lateralmente sobre o cemitério, que
constitui o adro actualmente fechado por um curioso gradeamento,
sendo notável o efeito da varanda alpendrada que delimita
este recinto.
A configuração arquitectónica actual resulta
da abertura da Rua Cardeal Saraiva, no final dos anos vinte,
que dividiu em dois o edifício do antigo hospital, tendo-se
então deslocado o pórtico barroco do claustro
para a fachada voltada para esta via.
Destaca-se no seu interior a abóbada nervurada em madeira
policromada e dourada, os altares mor e laterais de gosto neoclássico,
o painel central em alto relevo do retábulo mor primitivo,
o painel com a cena da Multiplicação dos Pães
hoje sob a mesa do altar e pintura setecentista com algum interesse.
As duas figuras que ladeiam o pórtico principal representam
um mamposteiro com o saco das esmolas e um peregrino.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Igreja da Nossa Senhora da Guia
A Igreja de Nossa Senhora da Guia foi construída cerca
de 1630, no local onde se encontrava uma ermida em ruínas
dedicada a São Vicente Mártir, a mando da confraria
consagrada ao culto de Nossa Senhora da Guia.
É
uma igreja seiscentista de nave única, precedida por
galilé posterior, de linhas sóbrias, mas com
elementos decorativos que rematam o frontispício - volutões
e fogaréus, e no interior barrocos.
A galilé e a casa contígua para o capelão
datam de 1746, conjuntamente com outros melhoramentos como
a aquisição do orgão.
A talha dos retábulos é de estilo Nacional, os
azulejos policromos de estilo tapete são do séc.
XVIII, denotando-se marcas do estilo neoclássico na
talha do arco triunfal, mesas de altar e trabalho de estuque
das paredes.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Igreja de Santo António da Torre Velha
A Igreja de Santo António da Torre Velha, resultou da
reformulação no início do séc.
XIX da antiga Ermida (documentada desde o séc. XVIII)
consagrada a Nª Sr.ª da Esperança e posteriormente à Nª Sr.ª do
Carmo. quando foi aumentada a sua volumetria.
A Igreja de planta longitudinal apresenta no exterior um frontão
curvo interrompido e pináculos de remate das pilastras
laterais, sendo a restante fachada revestida a azulejos.
A Torre construída após as obras do séc.
XIX destaca-se pela sua altura e gárgulas de cada ângulo.
Igreja e Torre do reduto medieval coabitaram até meados
do séc. XIX, altura em que esta última foi demolida,
surgindo a designação de Igreja de Santo António
da Torre Velha.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Igreja Matriz
Mandada edificar por D. João I em 1425, a sua conclusão é provavelmente
de 1446.
As várias transformações e ampliações
ao longo dos séculos são bem visíveis,
pela sobreposição de vários estilos -
românico, gótico e neoclássico, de que é exemplo
o portal gótico encimado por uma rosácea do séc.
XVIII.
Os altares laterais, de Nossa Senhora das Dores do séc.
XVII à direita e o de Nossa Senhora de Fátima
do séc. XVIII à esquerda, destacam-se pela riqueza
da sua talha.
A antiga pia baptismal é de estilo Manuelino.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Largo de Camões
No actual espaço do Largo de Camões, a cerca
muralhada separava o extenso areal ribeirinho de um interior
onde coabitavam espaços verdes, casas e quintais, que
estavam a Norte balizadas pela Rua da Ponte na qual entroncava
a Rua do Rosário e a sul pela Rua da Ribeira, hoje chamada
do Postigo que desembocava no Passeio 25 de Abril, bem ao lado
da Torre de S. Paulo ou da Expectação.
Na segunda metade do séc. XIX, com a demolição
da muralha e da Torre dos Grilos que se encontrava à boca
da ponte, o espaço do futuro Largo de Camões
ganhou uma outra dimensão. Os quintais que tinham como
baliza a parede da muralha passavam a ficar devassados e as
casas que nela entestavam foram obrigadas a encontrar um novo
apoio ou a reorganizar as suas estruturas e fachadas. O chão
foi aplanado e ensaibrado de modo a tornar-se no primeiro pavimento
de um espaço público.
Pouco depois da cheia de 1909 o Largo foi objecto de um novo
alteamento, que se traduziu em novo piso de saibro sobreposto
a uma espessa camada de entulhamento.
A actual fisionomia do Largo de Camões começou
a ser delineada no final dos anos 20 do séc. XX altura
em que se iniciaram extensas obras, alteando-o parcialmente
e nivelando-o de forma a ter melhor ligação ao
Largo da Feira (surgido na altura) e Passeio 25 de Abril, atulhando-se
dois arcos da ponte medieval, implantando-se aí o chafariz
renascentista e "desenhando-se" novo pavimento.
O curioso poço do séc. XV de secção
rectangular, com cerca de 3 metros de profundidade, totalmente
forrado com boa silharia e que rematava em abobada, integrava-se
numa imponente construção que aí existia
denominada Casa do Patim.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Museu dos Terceiros
O Museu dos Terceiros foi criado em 1974 com o objectivo de
guardar e expor um significativo espólio de arte sacra,
ocupando o espaço correspondente ao conjunto edificado
constituído pelo Convento dos Frades Menores da Província
da Conceição (do qual resta pouco mais que a
Igreja Conventual), pela Igreja da Ordem Terceira, sacristia,
sala consistorial e seus anexos em redor de um claustrim, sustentado
por uma arcada toscana.
O Convento de Santo António foi instituído em
1481 por pelos 1ºs Viscondes de Vila Nova de Cerveira.
Durante o séc. XVI foram acrescentadas três capelas
tumulares no lado do evangelho, que sofreram benfeitorias posteriores.
A igreja foi alterada em 1744, com linhas sóbrias, nave única
precedida por galilé e coro-alto com cadeiral.
Entre 1745 e 1747 foi construída à ilharga a
Igreja da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco,
de planta longitudinal, nave única e decoração
essencialmente barroca, ostentando a capela-mor um magnífico
altar Rocaille de talha dourada e policromada, e um cadeiral
atribuída ao italiano Luigi Chiari.
O acervo do Museu inclui um conjunto significativo de estatuária
religiosa, azulejos do séc. XVI e XVII, pintura dos
sécs. XVI a XVIII e alfaias litúrgicas.
Interessante a decoração de alguns dos seus espaços
- a ante-sacristia forrada a azulejos polícromos de
padrão, a sacristia com lambril de azulejos de figura
avulsa, um arcaz com alçado decorado com painéis
alusivos a Stº. António, teias indo-portuguesas,
relicários e tecto apainelado e policromado.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Paços do Concelho
Edificados originalmente no 2º quartel do séc.
XVI foram diversas vezes reconstruídos, tal como em
1573 em que se reergueu um notável edifício de
que restam hoje apenas algumas paredes a sul e uma janela no
interior.
Em 1677 reconstruiu-se a escadaria principal, datando de 1751
a construção do corpo posterior.
Em finais do séc. XIX e durante o Estado Novo, introduziram-se
profundas alterações interiores tais como o alteamento
dos pés direitos, datando de 1997 a fixação
da sua traça actual.
Chegaram a estar aqui instalados, cumulativamente com a Câmara
Municipal, o Tribunal da Comarca, o Teatro D. Fernando e a
Real Associação dos Bombeiros Voluntários
de Ponte de Lima.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Palacete Villa Morais
Mandado construir em 1892 por João Rodrigues de Morais,
figura ilustre de Ponte de Lima, que realizou fortuna devido à sua
passagem pelo Brasil, é um edifício "abrasileirado" com
mistura de diversos estilos.
A fachada, com o andar térreo de granito é de
estilo neoclássico.
O aumento realizado nos anos 20 denota características
do estilo Arte Nova, tal como a porta lateral virada ao parque,
as grades de ferro da escadaria e os ferros das janelas da
cave.
No seu magnifico jardim, juntamente com árvores de dimensão
e características ímpares, implanta-se um lago
atravessado por duas pontes e uma gruta, de inspiração
romântica.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Pelourinho
O primitivo pelourinho é atribuído ao séc.
XVI e estava erecto no areal, sensivelmente em frente à torre
de S. Paulo.
No início do séc. XIX foram-lhe acrescentadas
as armas do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve .
Compulsivamente demolido no final das lutas liberais, foi reedificado
no Estado Novo em frente aos Paços do Concelho utilizando
alguns fragmentos identificados do monumento primitivo.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Ponte sobre o Lima
Formada por dois troços distintos, um romano e outro
medieval.
O séc. I é a altura provável da construção
da Ponte Romana, visto por ela passar a via iniciada pelo Imperador
Augusto.
A Ponte Medieval de características góticas foi
provavelmente concluída em 1370, integrando-se nas obras
de fortificação da Vila mandadas fazer pelo Rei
D. Pedro I, datando o calcetamento e a colocação
dos merlões de 1504 por ordem de D. Manuel, sendo originalmente
flanqueada por duas torres demolidas na segunda metade do séc.
XIX "por necessidades de tráfego" juntamente
com grande parte do sistema defensivo urbano.
A Ponte Romana, de configuração muito simples,
apresenta um tabuleiro rampante assente sobre 7 arcos a pleno
centro e quebrado, dispostos irregularmente e de diferente
vão, encontrando-se um deles encoberto pelo maciço
onde assenta a Igreja de Santo António e outro entaipado
a jusante.
Dois dos 17 arcos quebrados da Ponte Gótica, encontram-se
soterrados pelos arranjos urbanísticos da Praça
Camões, destacando-se os seus talha-mares de forma prismática
encimados por olhais também de arco quebrado e no centro
o seu cruzeiro de coluna facetada, cruz latina de braços
em flor-de-lis e escudo no capitel.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Teatro Diogo Bernardes
O Teatro Diogo Bernardes foi mandado construir em 1893 por
uma comissão promotora constituída por diversos
Limianos, de que se destacava João Rodrigues de Morais,
tendo o projecto sido entregue ao arquitecto municipal de Viana
do Castelo, António Adelino de Magalhães Moutinho.
Projectado segundo os cânones arquitectónicos
do teatro á italiana característico do séc.
XIX, apresentava no seu interior elementos de especial interesse,
como as pinturas do tecto (já desaparecidas) e o pano
de boca, da autoria de Eduardo Reis.
Após um longo período de degradação,
a Câmara Municipal de Ponte de Lima adquiriu-o, realizando
extensas obras de recuperação concluídas
em 1999.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Torre da Cadeia Velha
A Torre da Cadeia Velha ou da Porta Nova resulta das vultuosas
obras de beneficiação feitas sobre a torre, que
já então aqui existia integrante da estrutura
muralhada da Vila (séc. XIV), mandadas fazer pelo Rei
D.Manuel para instalação da cadeia da Correição
da Comarca e concluídas em 1511.
Esta casa forte acastelada de planta regular aproximadamente
quadrada, dividida em três pavimentos e uma enxovia,
com janelas gradeadas sobrepostas, coroada por merlões
piramidais, tinha anteriormente acesso ao interior apenas pela
barbacã da Muralha e ostenta na sua fachada Sul, já deslocados
do local primitivo, as Armas Reais e uma Esfera Armilar, divisa
do Rei Venturoso.
Com a realização do Passeio Público -
actual Passeio 25 de Abril - nos finais do séc. XIX,
foi aberta a porta de arco quebrado no seu piso inferior, tendo-se
nessa altura rebaixado o nível do seu pavimento interno.
Interiormente destaca-se a existência generalizada de
pedras sigladas, bem com dos cachorros e recravas de apoio
dos travejamentos que a dividiam em andares, sendo bem visível
no aparelho da silharia das paredes as alterações
dos níveis do pavimento térreo, realizadas ao
longo dos anos.
Património Arquitectónico --------------------------------------------------------------------------------
Torre de S. Paulo e Troço de Muralha
Foi erigida no séc.XIV, integrando a estrutura muralhada
de defesa da Vila, devendo o seu nome à existência
de uma imagem de S. Paulo, colocada numa edícula sobre
a porta do postigo que lhe estava adjacente.
Esta torre de planta quadrangular coroada por merlões,
conserva nas paredes interiores os apoios do madeiramento dos
pisos .
Sendo uma construção de reforço estrutural
da muralha, maciça e sem fenestração,
sofreu intervenções no início do séc.
XVI, perceptíveis na única porta de acesso ao
nível da adarve do muro adjacente.
Na face voltada ao rio, o episódio imaginário
de D. Afonso Henriques na Cabração (Cabras São
Senhor!) é representado num painel de azulejos, uma
feliz composição da autoria de Jorge Colaço.
Na face da Rua do Postigo, quase ao nível da cota do
pavimento está uma inscrição gótica,
onde se lê: "Aqui chegou o rio pelo risco".
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Concelho
de Póvoa de Lanhoso
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Castelo
de Lanhoso
História: A sua história está envolta em alguma controvérsia,
logo no que respeita à sua fundação. Não
existindo documentos que atestem inequivocamente a sua edificação,
e sendo o actual espaço existente o resultado da intervenção
promovida pela Direcção Geral dos Edifícios
e Monumentos Nacionais durante no 2.º quartel do século
XX, que respeitando os elementos essenciais da sua traça
marcadamente românica, os vestígios ali encontrados
levam-nos, no entanto, a estabelecer uma datação
algo mais recuada. Na década de 30 foram postos a descoberto elementos comprovativos
da ocupação do local onde hoje vislumbramos o Castelo
de Lanhoso, de períodos bem mais recuados no tempo, nomeadamente
associados às Culturas Castrejas.
Da época da Romanização também são
vastos os vestígios, nomeadamente o relato de Pinho Leal,
segundo o qual ali existira uma epígrafe que remeteria a
sua edificação para o ano 75 da nossa era "CRASTINUS ÆDIFICAVIT".
Uma outra epígrafe que foi já objecto de diversos
desdobramentos, por diversos especialistas, que atribuíam
responsabilidades na sua edificação quer a D. Teresa,
quer ao Bispo D. Pedro (Como o faz Carlos Alberto Ferreira de Almeida
na sua "Castelogia Medieval de Entre Douro - e - Minho".
O Castelo de Lanhoso, pela sua localização estratégica
no controlo dos importantes cursos de água que eram o Rio
Ave e o Rio Cávado, e no último caso importância
reforçada pela passagem das vias romanas que de Braga ligavam à Galiza
(Caminhos de Santiago) foi objecto de grandes disputas no seu domínio. Uma das figuras que se liga particularmente à sua História é a
mãe de D. Afonso Henriques, o nosso primeiro Rei, D. Teresa.
A si estão associados importantes momentos da nossa história
comum, a história de Portugal, nomeadamente ao denominado
Tratado de Lanhoso celebrado entre D. Teresa e D. Urraca. É também
no Castelo de Lanhoso que D. Teresa passa importantes momentos
da sua vida, e muito concretamente aquando da sua derrota na Batalha
de S. Mamede, de onde decorre a lenda do chamado "Pecado Original",
quando D. Afonso Henriques aprisiona sua mãe neste Castelo
de Lanhoso.
"
Um dos mais obscuros obreiros na causa da independência de
Portugal"
Damião Peres Castelo de Lanhoso - Monumento Nacional, classificado por Decreto
de 16.06.1910. Datado do Século XII, foi alvo de restauro que lhe conferiu
o aspecto actual. A 1 km. da Póvoa de Lanhoso, na estrada Braga - Chaves
/ freguesia de N.ª Sr.ª do Amparo. Boletim N.º 29 da Direcção Geral dos Edifícios
e Monumentos Nacionais.
"
O Castelo de Lanhoso foi objecto de musealização
no ano de 1996.
Ali estão patentes alguns dos achados mais importantes e
significativos da história deste sítio.
Um significativo conjunto de achados desde um capacete céltico
em bronze, esculturas graníticas, cossoiros e fragmentos
diversos de tegulaes e ímbrices provenientes de diversas
campanhas de escavações que ao longo do século
XX ali foram promovidas.
Através da consulta do seu Quiosque digital é possível
aceder a um significativo conjunto de informações
disponíveis sobre a história do sítio e do
conjunto formado pelos diversos vestígios e marcos de ocupação
do monte de Lanhoso." Horário de Funcionamento: Terça-feira a Domingo
10h00-12h30 e 14h00-17h30 Contactos:
Telef. 253 639 700 / 253 631 435
Fax.: 253 634 754
e-mail: casa.botica@cm-povoadelanhoso.pt |
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Concelho
de Terras de Bouro
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Parque
Nacional da Peneda-Gerês O Parque Nacional da Peneda-Gerês apresenta-se como a
primeira área protegida a ser criada em Portugal (1971),
pelo Decreto-Lei nº 187/71 de 8 de Maio, sendo o único
com estatuto de Parque Nacional. Localiza-se na região
norte de Portugal, compartindo fronteira com a Galiza, que forma
uma paisagem contínua com o Parque Natural da Baixa Limia-Serra
do Xurés, no município de Lóbios, em Espanha.
O conjunto dos dois parques forma o Parque Transfronteiriço
Gerês-Xurés. Além das áreas de influência
dos rios Minho, Lima, Cávado e Homem, o PNPG faz parte
dos maciços graníticos da Peneda, Amarela e do
Gerês. Ocupa uma área de 69 693 hectares, abrangendo
cinco Concelhos: Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre,
Ponte da Barca e Terras de Bouro. Neste último, ocupa
55,7% da área total concelhia.
A região que o integra é de predominância
granítica e montanhosa, com altitudes que atingem os 1545m,
no Pico da Nevosa, em Terras de Bouro. Parte das serras que o
constituem sofreram intervenções do Homem, em continuidade,
desde o tempo Neolítico. Mais informação: Parque Nacional da Peneda-Gerês
Avenida António Macedo
4704-538 BRAGA
email: pnpg@icn.pt
site: www.icn.pt Delegação do Gerês
Vilar da Veiga - Vila do Gerês
4845-67 Terras de Bouro
email: pnpg.tb@icn.pt Caminho dos Romeiros
Para alcançar a Abadia, há "uma calçada
de violento declive, o Arrebentão ou Arrebentaço
que faz esbofar o mais valente." Partindo da Abadia, logo à saída encontram a Gruta
da aparição e mais acima as duas últimas
capelas rectangulares da Via - Sacra. Subindo a montanha, chegam
a Santa Isabel do Monte. Atravessada a estrada, caminham em direcção
ao Formigueiro, onde, em 1920, foi encontrada a Imagem de S.
Bento, que tinha desaparecido do Santuário. Continuando
o seu percurso, entram no Santuário de S. Bento, pelo
lado do Parque. Outros peregrinos visitam primeiro S. Bento e fazem o caminho
inverso.
Depois de fazerem romaria, despedem-se cantando: "Perdoai, ó S. Bentinho
Que nós vamos p'rá Abadia
Para o ano, cá tornamos
Quando for o vosso dia" Depois de subirem o monte até ao Formigueiro, apesar
do cansaço vão cantando: "S. Bento, meu S. Bentinho,
Sarai-me a perna quebrada
Que para além do Formigueiro
Eu tenho de ir de Jornada."
Tinham os de cada região um roteiro certo e invariável,
e das terras distantes era quase sempre a jornada feita de noite,
por causa do calor. Juntavam-se os peregrinos em ranchadas, caminhavam
descalços ou de alparcatas, e lá iam alegres e
prazenteiros".
Centro Náutico
acesso ao espelho de água
recolha de embarcações, rampas e guindaste
barco de recreio equipamentos: garagens .oficina e estacionamento
restaurante
bar
cursos de verão: remo, canoagem, vela e wind-surf
Centro de Animação Termal
Club de Saúde
piscina aquecida
jacuzzi
banho turco
duche escocês
solário
ginásio
sauna
zona de descanso
hidromassagem
aeróbica
bar Auditório
150 lugares
projecção audio-visual
conferência
seminários
teatro
cinema
concertos
sala de apoio ao secretariado equipada com fax e telefone
Termas do Gerês
Do contexto histórico da origem das Termas do Gerês
predomina um vasto acervo documental que o retrata com exactidão.
E, aqui, importa referir que as Termas vêem a sua projecção
a nível nacional, aquando da visita do Rei D. Luís
I e da sua comitiva, às Caldas e à serra do Gerês. Mais recentemente, a empresa Hoteleira do Gerês ao investir
na recuperação dos seus hotéis, assim como
a própria Empresa das Águas, com o contributo da
autarquia local ao nível de planeamento organizacional
e implementação de infra-estruturas e, ainda, do
PNPG, tomaram as Caldas do Gerês num espaço turístico,
reunindo condições e capacidades de se classificar
de zona turística por eminência, manifestado na
procura crescente do novo "Turismo de Saúde". Estância Termal do Gerês
Tel: 253 391 113 – Fax 253 391 184
www.aguasdogeres.pt
termas@aguasdogeres.pt
Embarcação Rio Caldo
§
navega todo o ano em 689ha de espelho de água (Albufeira
da Caniçada)
§
barco de recreio com características turístico-ambientais
§
vertente turística/vertente pedagógica
§
viagem com 2 horas de duração. visita guiada
§
bar (serviço de catering) .
§
capacidade para 46 lugares sentados
Trilhos Pedestres
O concelho de Terras de Bouro, englobando as serras do Gerês
e da Amarela, dominado pelos vales verdejantes do Homem e do
Cávado e atravessado pela Geira (XVIII via romana do
Itinerário de Antonino), constitui uma das referências
mais significativas em termos do turismo nacional e do Norte
da Galiza.
O Parque Nacional Peneda-Gerês, a vila termal do Gerês,
as barragens da Caniçada e de Vilarinho das Furnas,
o ex-libris do turismo religioso da região, ou seja,
o Santuário do São Bento da Porta Aberta, em
Rio Caldo, a Via Romana, considerada património nacional,
as zonas de lazer ribeirinho, o artesanato, a gastronomia,
etc., são recursos potenciadores de um turismo de excelência
e representam a mais-valia económica do Concelho.
Consciente deste facto, o executivo municipal tem levado a
efeito vários melhoramentos, tais como infra-estruturas
rodoviárias, abastecimento de água e saneamento
básico, bem como a construção de vários
equipamentos (Centro de Animação Termal da Vila
do Gerês, Centro Náutico de Rio Caldo, vários
arranjos urbanísticos e de zonas ribeirinhas).
Além disso, a Câmara Municipal tem procurado
aproveitar todos os recursos endógenos, nomeadamente
através da organização de várias
Feiras de Promoção e Dinamização
dos Produtos Locais.
Prosseguindo uma estratégia de rentabilização
de todos os seus recursos e tendo em conta o facto do grande
escritor Miguel Torga ter sido um frequentador assíduo
das Termas do Gerês e um amante insaciável destas
serranias, a Câmara Municipal avançou com um projecto
de criação de trilhos.
A rede de Trilhos Pedestres na Senda de Miguel Torga que agora
apresentamos pretende, por um lado, ser uma homenagem a um
dos maiores vultos da Literatura Portuguesa que durante mais
de quarenta anos calcorreou estas paisagens e aqui escreveu
alguns dos seus melhores poemas, e, por outro lado, constituir-se
como um guia que possibilite, aos amantes da natureza, em geral,
e da Serra do Gerês, em particular, fruírem o
património natural e patrimonial de Terras de Bouro
em toda a sua plenitude.
O Presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro
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Concelho
de Valença
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Espaços
Naturais
Couto de Santa Ana | Concelho: Valença | Tipo: Espaço
Verde
Pântano da Veiga da Mira | Concelho: Valença
|Tipo: Espaços Verdes
Parque de Nossa Senhora da Cabeça
| Concelho: Valença
| Tipo: Parque
Parque do Monte de Faro | Concelho: Valença
| Tipo: Parque
Miradouro de Santo Ovídio
| Concelho: Valença
| Tipo: Miradouro - Sanfins
Ilha do Conguedo | Concelho: Valença
|Tipo: Recurso Hídrico - Verdoejo
Ínsua dos Castros | Concelho: Valença
| Tipo: Recurso Hídrico - Friestas
Pesqueira da Gingleta | Concelho: Valença | Tipo: Recurso Hídrico
- Verdoejo
Pesqueira de Cristelo de Covo | Concelho: Valença
| Tipo: Recurso Hídrico - Cristelo Covo (Junto ao rio)
Praia Fluvial de Friestas | Concelho: Valença
| Tipo: Praia Fluvial - Lugar das Barreiras - Friestas
Praia Fluvial de Ganfei | Concelho: Valença | Tipo: Praia Fluvial -
Ganfei
Praia Fluvial Senhora da Cabeça
| Concelho: Valença
| Tipo: Praia Fluvial - Cristelo Covo
Rota Relógios de Sol
Relógio de Sol da Igreja
| Concelho: Valença
| Tipo: Património de interesse concelhio
Relógio de Sol de Boivão
| Concelho: Valença
| Tipo: Património de interesse concelhio
Relógio de Sol do Eido de Cima | Concelho: Valença
| Tipo: Património de interesse concelhio
Relógios de Sol de Taião de Baixo
| Concelho: Valença
| Tipo: Património de interesse concelhio
Relógios de Sol de Taião de Cima
| Concelho: Valença
| Tipo: Património de interesse concelhio
Rota Património Religioso
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Convento de Ganfei
| Concelho: Valença | Tipo: Convento
Convento de Mosteiró | Concelho: Valença | Tipo: Convento
Convento de Sanfins/Friestas | Concelho: Valença | Tipo: Convento
Igreja da Misericórdia de Valença
| Concelho: Valença
| Tipo: Igreja
Igreja de Santa Maria dos Anjos | Concelho: Valença
| Tipo: Igreja
Igreja Matriz de Santo Estêvão / Igreja Matriz de Valença
| Concelho: Valença
| Tipo: Igreja
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Concelho
de Viana do Castelo
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Espaços com História
Chafariz da Praça da República (Séc.
XVI)
Foi construído, ou pelo menos concluído em 1559,
sendo obra do mestre canteiro João Lopes “o velho”,
o mesmo que alguns anos antes executara o chafariz de Caminha e,
muito provavelmente, alguns dos chafarizes semelhantes que podemos
encontrar em cidades galegas como Pontevedra. Foi durante vários
séculos o ponto de abastecimento de água potável
da população vianense e, pela sua monumentalidade
e localização, uma das referências urbanas
do burgo.
Antigos Paços do Concelho (Séc. XVI)
Depois que o antigo lugar de reunião do concelho foi ocupado
pela igreja de Santa Maria Maior (hoje Sé), foi construída
fora de portas esta Casa da Câmara logo no princípio
do século XVI. É, como tantas outras construções
similares do Noroeste hispânico, um edifício sobradado,
tendo no andar nobre a “Câmara” onde reunia a
vereação e no piso térreo uma arcada para
abrigo das pessoas e de escribas que aqui redigiam, para os iletrados,
requerimentos e outros documentos endereçados à Câmara.
Edifício da Misericórdia e Igreja (Séc.
XVI)
Tendo sido criada em 1520, a confraria da Misericórdia de
Viana, desenvolveu-se de tal forma que, no início do segundo
quartel do século XVI a mesa resolveu construir a chamada “Casa
das Varandas”. Este edifício, datado de 1589, é um
exemplar único da arquitectura de inspiração
renascença e maneirista, com influências italianas
e flamengas. Em 1716 iniciaram-se as obras de remodelação
da igreja, entregues ao engenheiro militar vianense Manuel Pinto
de Vilalobos. Apresenta no seu interior uma grande riqueza decorativa,
bem ao gosto da época, quer pela talha em estilo nacional
da autoria de Ambrósio Coelho, quer pelos belos revestimentos
em azulejo, pintados por Policarpo de Oliveira Bernardes, quer
ainda pelos frescos do tecto da autoria de Manuel Gomes. É,
sem dúvida, um dos melhores exemplares barrocos de todo
o país.
Casa de Sá Soutomaior (Séc. XVI)
Museu do Traje (Séc. XX)
Situado em pleno centro histórico da cidade, o edifício
do antigo Banco de Portugal, alberga, desde 2004, o Museu do Traje
que dá a conhecer, a riqueza etnográfica dos tradicionais
trajes vianenses. O espólio exposto compreende, igualmente,
os utensílios utilizados para a confecção
artesanal de peças de vestuário. Além da exposição
permanente “ A lã e o linho no traje do Alto Minho”,
o Museu do Traje realiza inúmeras exposições
temporárias tendo como tema o traje e etnografia Vianenses.
Hospital Velho (Séc. XV/XVII)
Antiga pousada de acolhimento dos peregrinos de Santiago, fundada
por João Paes “o velho” em 1468 e restaurada
no século XVI. A fachada é fruto da reconstrução
do século XVI, sendo visíveis as janelas de recorte
manuelino e a inscrição, transcrita do original
(uma vez que os algarismos árabes não eram ainda
utilizados em 1468), sendo que a pedra de armas e o nicho sobre
a porta são já do século XVII. Também
quinhentista é o pátio interior, ao qual se acede
através de três arcos muito largos e abatidos de
aresta chanfrada.
Casa dos Nichos (Séc. XV)
Implantada sensivelmente a meio da Rua de Viana, antiga Rua do
Cais, pode admirar-se a chamada “Casa dos Nichos”,
que embora tenha sofrido grandes remodelações,
principalmente ao nível das portas e janelas, apresenta
ainda duas belíssimas escultura góticas, encimadas
por dosseletes que representam a cena da Anunciação.
Igreja Matriz (Séc. XV)
A Sé de Viana, embora apresente uma estrutura maciça
bem ao gosto da arquitectura românica, é sem dúvida
uma obra influenciada pela estética gótica, tendo
a sua construção sido iniciada nos alvores do século
XV. O portal apresenta um arco ogivado recortado por três
arquivoltas profusamente decoradas, que são suportadas por
seis esculturas que representam outros tantos apóstolos
(S. Pedro, S. Paulo, S. João, S. Bartolomeu S. Tiago e Santo
André). Este portal, tanto a nível estrutural como
temático, denota certas afinidades com os portais galegos,
nomeadamente com o da igreja de S. Martin de Noya.
Casa dos Costa Barros (Séc. XVI)
Casa senhorial da época dos descobrimentos onde se destaca
a janela monumental central de inspiração renascentista
com motivos decorativos “manuelinos” e “platerescos”.
Construída em meados do século XVI é, sem
dúvida, a mais bela e imponente janela quinhentista da cidade.
Estátua de Viana (Séc. XVIII)
Mandado construir em 1774 pelo Conde da Bobadela, José António
Freire de Andrade, Governador de Armas da província do Minho é,
paralelamente ao Templo-Monumento de Santa Luzia, um dos ex-libris
da cidade. A figura feminina de vestes ondulantes, segurando uma
caravela, em estilo rococó, que domina todo o conjunto,
simboliza Viana e a sua vocação marinheira. Os quatro
bustos que rematam as esquinas do pedestal, simbolizam os continentes
europeu, asiático, africano e americano, como alusão
aos “quatro cantos do mundo” e à tradição
mareante e mercadora dos vianenses.
Capela das Almas (Séc. XIII/XVIII)
Foi a primeira Matriz de Viana, até à construção
da actual Sé Catedral dentro do perímetro muralhado
em meados do século XV. Conhecida tradicionalmente por Matriz
Velha, passou a chamar-se Capela das Almas pelo facto de o seu
adro ter sido local de enterramento desde o tempo de D. Afonso
III até finais do século XIX. Da estrutura primitiva
do século XIII, reedificada e acrescentada em 1719, por
acção do cónego Domingos de Campos Soares,
restam um arco-sólio na parede sul do templo e a cruz de
cabeceira, sendo no restante um edifício típico dos
pequenos templos do barroco setecentista.
Ponte Eiffel (Séc. XIX)
Inaugurada em 30 de Junho de 1878, em plena época da arquitectura
do ferro, sob o risco e os cálculos da prestigiada Casa
Eiffel, a ponte metálica sobre o rio Lima veio não
só permitir o tráfego ferroviário, como também
substituir a velha ponte de madeira que ligava o terreiro de São
Bento em Viana à margem esquerda do rio Lima (Darque). Com
quinhentos e sessenta e três metros de cumprimento e seis
de largura, foram necessários mais de 2.000.000 Kilos de
ferro para a construção dos tabuleiros que assentam
em nove pilares em cantaria de granito, cujas fundações
chegam a atingir os 22 metros.
Capela das Malheiras (Séc. XVIII)
A chamada Capela das Malheiras (por alusão à família
proprietária - os Malheiro Reimão), é um dos
mais belos exemplares da arquitectura rocócó protuguesa,
mandada edificar por D. António do Desterro (Malheiro),
na altura Bispo do Rio de Janeiro. Para além da elegante
fachada, para alguns autores obra de Nicolau Nasoni ou da sua escola,
esta Capela apresenta um notável retábulo em talha
policromada, segundo Robert Smith um dos melhores exemplares de
talha minhota em estilo rocócó.
Casa dos Abreu Távora (“dos Condes da Carreira”)
(Séc. XVI)
Construído em meados do século XVI o Palácio
dos Abreu Távora, mais tarde denominado dos Condes da Carreira, é uma
das mais belas casas senhoriais da cidade, onde se destacam as
janelas e portas “manuelinas”, às quais as alterações
e os acrescentos posteriores vieram, mais do que preservar, realçar
e valorizar. Neste edifício funciona, desde 1972, a Câmara
Municipal de Viana do Castelo.
Igreja da Caridade / Convento de Sant’Ana (séc.
XVI/XX)
Igreja do antigo Convento de Santa Ana, de freiras beneditinas,
mandado edificar pela nobreza local com o apoio da Câmara,
para albergar as filhas dos nobres vianenses que eventualmente
não casassem. O convento primitivo, de raíz gótica,
foi obra de Pero Galego, morador em Caminha, onde nos alvores
do século XVI dirigiu a segunda fase das obras na igreja
Matriz. Depois de algumas obras de ampliação realizadas
no inícios do século XVIII, foi entre 1897 e 1905
que se executaram as principais obras de reformulação
do edifício conventual, daí resultando um grandioso
conjunto arquitectónico que preservou o frontespício
da igreja setecentista em estilo “barroco joanino” e
que reaproveitou na torre o magnifico coruchéu manuelino.
Teatro Municipal Sá de Miranda (Séc. XIX)
Teatro “Italiano” dos finais do século XIX,
segundo plano do arquitecto João Marques Sardinha. É um
edifício sóbrio, com alguns elementos neoclássicos,
onde se destaca o tecto abobadado com uma belíssima pintura
a fresco da autoria de João Baptista Rio. Possui ainda o
pano de boca original, idealizado pelo cenógrafo Italiano
Manini e executado por Hercole Lambertini. Este Teatro, recentemente
restaurado, é sem dúvida o principal espaço
cultural da cidade.
Casa dos Melo Alvim (Séc. XVI)
Construído nos inícios do século XVI, é considerado
o solar mais antigo da cidade. Ostenta ainda janelas e ameias em
estilo manuelino, sendo visíveis alguns acrescentos já dos
finais do século XVI. No interior são perceptíveis
elementos dos séculos XVI e XVII, nomeadamente a escada
monumental em granito. Foi alvo de um meritório trabalho
de restauro na década 90 para a instalação
de uma Estalagem.
Museu Municipal / Palacete dos Barbosa Maciel (Séc.
XVIII)
Instalado numa distinta mansão senhorial do século
XVIII, o Museu Municipal de Viana do Castelo possui uma das mais
importantes e valiosas colecções de faiança
antiga portuguesa dos séculos XVII a XIX, que inclui diversas
peças da famosa Fábrica de Louça de Viana.
Para além de um importante acervo de pintura, desenho e
peças de arte sacra, destaca-se a bela colecção
de mobiliário indo-português do século XVIII.
Neste espaço, é possível ainda descobrir um
espólio de azulejaria portuguesa e hispano-árabe, único
na sua variedade e riqueza.
Igreja de São Domingos (Séc. XVI)
A Igreja de S. Domingos, que subsiste do antigo convento de Santa
Cruz fundado pelo Dominicano D. Frei Bartolomeu dos Mártires,
o Arcebispo Santo, recentemente beatificado pelo Papa João
Paulo II, célebre pela sua participação
no Concílio de Trento, é um templo quinhentista,
edificado entre 1566 e 1576, sob risco do dominicano Frei Julião
Romero, o mesmo que já traçara a igreja de S. Gonçalo
de Amarante. No interior podem admirar-se vários altares
de belíssima talha dourada, com destaque para o grandioso
retábulo do braço norte do transepto, em “talha
gorda”, entalhado pelo mestre bracarense José Alvares
de Araújo, a partir do desenho encomendado pela confraria
do Rosário, em 1760, ao mestre André Soares e que
recebeu do prestigiado especialista Robert Smith a classificação
de “obra-prima do estilo rocaille de toda a Europa”.
Igreja da Senhora da Agonia (Séc. XVIII)
O edifício actual da Igreja de Nª Srª d’Agonia
data de meados do século XVIII e é o resultado da
reconstrução de uma antiga capela terminal de uma
via-sacra. Neste exemplar do barroco final, onde é possível
detectar algumas influências do barroco luso-brasileiro,
destacam-se os retábulos dos altares decorados em “talha
gorda”, com especial relevo para o cenotáfio da Paixão
desenhado por André Soares. A torre, que data de 1868, foi
construída deslocada do corpo do edifício, para não
impedir as tradicionais voltas da romagem em torno da Igreja.
Forte ou Castelo de São Tiago da Barra (Séc.
XV/XVII)
Pensa-se que datará do reinado de D. Afonso III, a primeira
fortificação colocada na barra da Foz do rio Lima,
embora a mais antiga data segura seja já do século
XV, quando ali foi construída uma fortaleza, que teria sido
concluída já durante o reinado de D. Manuel I, como
sugerem alguns elementos arquitectónicos manuelinos, nomeadamente
a chamada “Torre da Roqueta”, situada no bastião
sudoeste da actual fortaleza. Nos finais do século XVI,
a fortaleza foi alvo de sucessivas obras de beneficiação,
tendo sido já sob a dominação espanhola, durante
o reinado de Filipe II (Filipe I de Portugal), que foi edificada
a actual fortaleza de planta poligonal, a partir de um projecto
da autoria de Filippo de Terzi, o mais famoso projectista de edificações
militares dessa época.
Fortim da Areosa (Séc. XVII/XVIII)
Este interessante exemplar da arquitectura militar seiscentista,
foi construído para suster possíveis ataques espanhóis
durante as guerras da Restauração (1640-1668).
Fazia parte de uma linha defensiva estrategicamente colocada
nas margens do rio Minho e ao longo da Costa Atlântica,
conseguida através da remodelação de antigas
fortificações, casos dos Castelos de Valença,
Vila Nova de Cerveira e Santiago da Barra (V. do Castelo), ou
da edificação de novos fortes, como os de Lobelhe
(V.N.Cerveira), Ínsua (Caminha) e Paço (Carreço),
entre outros. Algumas destas fortalezas tiveram um papel importante,
não só na guerra da Restauração,
como também durante as invasões napoleónicas,
tendo sido por vezes reactivada a sua função militar
estratégica nas lutas liberais do século XIX.
Basílica de Santa Luzia (Séc. XX)
O templo do Sagrado Coração de Jesus edificado no
esporão poente da montanha de Santa Luzia, de onde domina
e “abençoa” a cidade de Viana do Castelo, é sem
dúvida um dos monumentos mais conhecidos e mais emblemáticos
do País. É um excelente exemplo de arquitectura revivalista
congregando de uma forma monumental mas harmoniosa elementos neo-romanicos,
neobizantinos e neogóticos, da autoria de um dos arquitectos
de maior projecção nacional e internacional na época,
o Arquitecto alto-minhoto Miguel Ventura Terra (1866 - 1919), autor,
por exemplo, da remodelação do Palácio de
S. Bento, actual Assembleia da Republica. Embora o projecto date
de 1898, a obra só foi iniciada nos primeiros anos do século
XX, tendo sido o templo aberto ao culto em 22 de Agosto de 1926,
já depois da morte do seu autor, sendo apenas concluído
em 1943, quase meia década depois.
Citânia de Santa Luzia (Povoado Castrejo Romanizado)
A Citânia de Santa Luzia, conhecida localmente por “Cidade
Velha”, é um dos Castros mais conhecidos do Norte
de Portugal e sem dúvida um dos mais importantes para o
estudo da Proto-História e da Romanização
do Alto Minho. A sua localização estratégica,
permitia-lhe não só dominar vastas áreas da
zona litoral ribeirinha, como também e muito especialmente,
controlar o movimento de entradas e saídas na foz do Rio
Lima, que na antiguidade clássica seria navegável
em grande parte do seu curso. O Povoado apresenta características
muito próprias, principalmente ao nível das estruturas
arquitectónicas, com destaque para o aparelho poligonal,
utilizado em algumas das casas, que apresentam uma planta circular
com um vestíbulo ou átrio, que em alguns casos albergavam
fornos de cozer pão.
O Navio Gil Eannes
O navio-hospital Gil Eannes, construído em Viana do Castelo,
em 1955, apoiou, durante décadas, a frota bacalhoeira portuguesa
que actuava nos bancos da Terra Nova e Gronelândia. O projecto
de reconversão transformou-o em Núcleo Museológico
e Pousada da Juventude, proporcionando aos seus visitantes uma
experiência inesquecível. Hoje, assume-se como pólo
de atractividade para Viana do Castelo, tendo recebido, desde a
abertura ao público em 1998, cerca de 400.000 visitantes.
Biblioteca Municipal (Séc. XXI)
A nova Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, da autoria do
arquitecto Siza Vieira, está localizada entre o Rio Lima
e o Centro Histórico da cidade.
O edifício ocupa uma área total de 3.130 m2 e desenvolve-se
em dois pisos, tendo no rés-do-chão instalação
de serviços técnicos, gabinetes de trabalho e de
consulta de reservados, área de depósito, sala polivalente,
bar, balcão de atendimento, arrumos e instalações
sanitárias. O piso superior tem uma grande sala de leitura
e uma secção infantil, salas de trabalho e de multimédia,
zonas mais restritas para leitura e ateliês de expressão
artística. Este piso tem, também, átrio de
recepção, balcão de atendimento e reprografia.
A luz natural inunda os vários espaços, sobretudo
os de leitura.
Funicular
de Santa Luzia
Vencendo um desnível de 160 metros, em seis a sete minutos,
a viagem no Funicular de Santa Luzia é a mais longa de todos
os funiculares do país, com os seus 650 metros, tendo mais
do dobro da distância do que se lhe segue, o da Nazaré (com
310 metros), havendo ainda em Lisboa os da Bica (283 metros), o
da Glória (276 metros) e da Lavra (188 metros) e em
Braga, o do Bom Jesus, com apenas 274 metros.
A lotação é de 24 passageiros, doze sentados
e doze em pé, e, reduzindo estes, podem ser transportadas
pessoas em cadeiras de rodas, carros de bebés e duas
bicicletas...
O Elevador funciona todos os dias com o seguinte horário:
De
1 de Janeiro a 31 de Maio: 08H00 às 18H00;
De 1 de Junho a 30 de Setembro: 08H00 às 20h00;
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Concelho
de Vieira do Minho
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O
Concelho de Vieira do Minho possui grandes potencialidades que
têm sido alvo de aproveitamento turístico.
O recurso mais emblemático deste concelho é a
sua paisagem. As paisagens que aqui existem, desenhadas com as
mais belas cores que os mestres têm nas suas paletas
avassalam pela sua magnitude e pelo seu brilho.
São aliás estas paisagens deslumbrantes o enquadramento
para momentos de lazer diversificados, nomeadamente a prática
de BTT, pedestrianismo, orientação, paintball,
tiro com arco, escala… Há ainda os lagos azuis que
contrastam com o verde e o cinzento granítico da serra,
estes lagos onde deambula o barco de recreio e se desliza no
cabo ski…
O património, na sua beleza rude e austera, acolhe hoje
unidades de turismo em espaço rural, onde o conforto proporcionado
permite ao visitante o deleitoso convívio entre a modernidade
e a tradição.
A cultura das nossas gentes passa também pela excelência
gastronómica. São inúmeros os pratos que
são confeccionados recorrendo à tradicional vitela
barrosã, ao cabrito, aos produtos hortícolas… Não
esqueçamos o delicioso queijo e o inconfundível
mel!
Não deixe ainda de ajudar a sua memória e quando
partir leve consigo um dos inúmeros produtos artesanais.
Tocar, sentir também é recordar.
Para mais informações, consulte o site
da Vieira, Cultura e Turismo, E.M.
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Concelho
de Vila Nova de Cerveira
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| Turismo,
nas suas várias vertentes e enquanto, sobretudo, objectivo
estratégico a prosseguir para o modelo de desenvolvimento
económico local, é sistematicamente apontado como
uma mais valia que o concelho deve potenciar.
Naturalmente, o produto turístico de que falamos alberga e
congrega outros sectores que o complementam e enriquecem: o comércio
local (em particular, a feira), o mundo rural, o património
em todas as suas vertentes, as gentes do concelho e uma localização
geográfica privilegiada, são recursos que são
necessários a esta aposta que se pretende séria e
consistente.
(mais em breve)
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Concelho
de Vila Nova de Famalicão
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Historiografia da Arqueologia de Vila Nova de Famalicão
Dado o enquadramento geográfico do concelho de Vila Nova de Famalicão,
desde cedo esta foi uma área privilegiada com os diversos estudos que
vinham sendo realizados pelos arqueólogos pioneiros da arqueologia portuguesa. Temos conhecimento destes estudos por terem chegado até nós
vários escritos, desde epistológicos a monográficos, de
Francisco Martins Sarmento, José Sampaio e Alberto Sampaio, em finais
do século XIX.
Os estudos viários mereceram especial relevo em Famalicão (por
onde passaria a via romana Cale-Bracara), pelo estudo miliário, bem
documentado por João de Barros, Hübner, Jerónimo Contador
D`Argote e, nos inícios do séc. XX, Martins Capela e Ribeiro
dos Santos. Chegaram também até nós outras informações
acerca do património arqueológico famalicense sobretudo em estudos
geográficos e corográficos, como em Pinho Leal, José Augusto
Vieira, Padre Luiz Cardoso, entre outros. O estudo destes autores e o trabalho de prospecção encetados
por Francisco Queiroga, vieram a mostrar a necessidade montar uma estrutura
que superintendesse a gestão do manancial de informação
recolhida. Iniciaram-se as primeiras escavações arqueológicas no
concelho que cedo foram atraindo investigadores nacionais e internacionais,
usando de metodologias de trabalho pioneiras ao nível nacional. A aplicação de meios quantitativos (informáticos) aplicados à arqueologia
foi mesmo iniciada nesta altura, com ajuda do mecenato, chegando-se mesmo a
dar-se formação nesta área.
Endereço
Avenida de S. Miguel, 758
4770-631 S. Miguel de Seide Telefone
252 309 750
Fax
252 309 759 Sítio Oficial
Casa de Camilo - Museu. Centro de Estudos
Acessibilidades
TUF - Transportes Urbanos de Famalicão (Famalicão-Seide)
A7 Guimarães (saída Vermoim)
Horário
3.ª a 6.ª feira: 10h00 - 17h30;
Sábado e Domingo: 10h30 -12h30 / 14h30 -17.30h
Encerrado ao público Segunda-feira e Feriados Director
Prof. Doutor Aníbal Pinto de Castro Bibliotecário e Museólogo
Dr. José Manuel de Oliveira Colecções/Patrimónios
Mobiliário que pertenceu a Camilo Castelo Branco e à família
nuclear; utensílios de uso pessoal; mais de 3500 volumes
de bibliografia activa (constituída por edições
de originais, de prefácios e de traduções)
e de bibliografia passiva (muito extensa e de temática
abrangente, que vai dos aspectos biográficos ou bio-bibliográficos
aos estudos fecundos de exegese literária); 787 obras
pertencentes à biblioteca
particular do escritor; cc. de 1700 cartas, de e para Camilo; cc.
de 5000 recortes de imprensa de teor camiliano; uma centena de
exemplares periódicos em que Camilo colaborou ou foi director;
e aproximadamente 1000 peças de iconografia diversa: escultura,
pintura... Breve Historial
A Casa-Museu de Camilo foi mandada construir nos inícios
do séc. XIX, por Manuel Pinheiro Alves, um brasileiro
de torna-viagem. Depois da sua morte em 1863, Camilo veio instalar-se
na casa de Seide com Ana Plácido, e aí permaneceu
com certa regularidade. Foi aqui que escreveu a maior parte das
suas obras e se suicidou a 1 de Junho de 1890. A moradia sofreu
um incêndio em 1915. Foi reconstruída para abrir
ao público como "Museu Camiliano", em 1922. No
final da década de 40, procedeu-se à reconstituição
da Casa à sua traça original, e foi inaugurada
pelo Prof. Marcelo Caetano, em 1958, passando a designar-se "Casa-Museu
de Camilo".
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Concelho
de Vila Verde
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Património
A
riqueza cultural do concelho de Vila Verde foi sendo através
dos tempos gravada em construções que constituem
hoje um vasto e valioso património histórico-cultural,
testemunho das várias etapas da ocupação da
região. Do Património construído destacam-se: o Castro
de S. Julião em Ponte S. Vicente, a Torre de Penegate
em Carreiras S. Miguel, a Torre e Casa de Gomariz em Cervães,
o Pelourinho e a Ponte de Prado, a Casa de Carcavelos em Coucieiro
e, em Soutelo, o Cruzeiro dos Quatro Evangelistas, a Igreja Paroquial
e a Via-Sacra. Não se resume contudo o património do concelho
a monumentos classificados ou em vias de classificação,
ou outras construções eruditas ou pontuais. Pelo
seu valor cultural, como espelho de vivência da população,
este património está reflectido em diversas situações. Foram inventariados neste concelho dezenas de lugares, núcleos
e ou elementos rurais com interesse antropológico e arqueológico:
conjuntos mais arcaicos, velhos caminhos vicinais, povoamentos
de montanha, espigueiros, moinhos, azenhas, eiras, antigas formas
de parcelamento de áreas de cultivo e um fojo de lobo.
CONHEÇA OS SANTUÁRIOS
Santuário do Bom Despacho
Localização: Cervães, Lugar do Bom Despacho
Tipologia: Santuário / Arquitectura religiosa
Classificação: Em vias de classificação
Data de Construção: Séc. XVII
Principais características: O Santuário do
Bom Despacho apresenta uma fachada tipicamente minhota, de
contornos simples e harmoniosos a que dois altos campanários
conferem um aspecto algo imponente. De planta rectangular,
o Santuário distingue-se pelo monumental retábulo
em talha dourada que remata o conjunto da capela-mor.
Santuário do Alivio
Localização: Soutelo/ Lugar do Alívio
Tipologia: Santuário/ arquitectura religiosa
Classificação: Não tem
Data de construção: séc. XIX
Principais características: O Santuário de
Nossa Senhora do alívio apresenta frontaria com duas
torres, frontão triangular encimado pela imagem da
virgem com o menino sobressaindo a rosácea e o pórtico.
O interior é de grande simplicidade com seis arcos
que formam a abóbada, entre as pilastras abrem-se
janelões que permitem a santuário uma boa iluminação.
A PONTE DO PRADO
Na Vila de Prado, a noite do dia de Páscoa junta todos
os anos largas centenas de pessoas, que acorreram à velha
ponte filipina sobre o Cávado para cumprir uma tradição
que se perde na memória do tempo.
Estamos perante um ritual
de origem desconhecida a que lendariamente está associada a prevenção de dores de
cabeça ao longo do ano. Acredita-se que quem comer um
ovo cozido sobre a ponte quando soam as doze badaladas da meia-noite,
lançando as cascas ao rio e entoando aleluias, ou comer
amêndoas nesse mesmo dia, ficará sem dores de
cabeça durante todo o ano.
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Concelho
de Vizela
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Um
dos mais jovens concelhos de Portugal, Vizela estende-se por
uma área
de 24 km2, é composto por 7 freguesias e acolhe uma comunidade
de cerca de 24 mil habitantes.
Situado no Norte de Portugal, na bacia do Vale do Ave no extremo
sul da província do Minho, serve de fronteira com o Douro
Litoral. Encontra-se a apenas 8 km de Guimarães, Património
Mundial, à mesma distância do acesso à auto-estrada
A7 e a 4 km da entrada da A11.
Terra verde por natureza, o contraste entre as suas zonas mais
planas e alguns pontos mais altos, desenham, neste concelho, uma
agradável
paisagem.
Conhecer as raízes de Vizela, ou Caldas de Vizela, como também é conhecida, é viajar
no tempo e partir à descoberta de uma história milenar
que tem o seu início muito antes da fundação
da própria nacionalidade.
Dos vários povos que por esta terra passaram, foram os Romanos
que mais marcas deixaram. O seu mais importante legado foi a preciosa
descoberta das propriedades medicinais das águas termais.
Para além do termalismo, Vizela tem ainda para oferecer, um
vasto e rico património cultural e religioso.
Uma visita a Vizela só fica completa uma vez provadas as iguarias
da terra, uma cozinha tradicional bem acompanhada pelos néctares
da região, o vinho verde, e complementada pelo célebre
Bolinhol, doce único em Portugal.
A par desta delícia, Vizela tem para oferecer inúmeros
espaços de lazer e deleite, como o deslumbrante Parque das
Termas, o jardim Manuel Faria ou o Santuário de s. Bento
das Peras.
Com animadas celebrações, um turismo termal atractivo,
saberes e sabores especiais na sua gastronomia, artesanato e tradições, às
quais se juntam importantes monumentos e locais dignos de descoberta,
Vizela tem espírito hospitaleiro e é sempre um convite
para visitas várias e prolongadas.
Entre outros monumentos conheça:
Ponte Romana (Monumento Nacional) - S. João
Situada na freguesia de S. João, na Rua Pereira dos Reis,
encontrámos a Ponte Romana, classificada como Monumento
Nacional, através do Decreto de 16 de Junho do ano de
1910, do Decreto-Regulamentar n.º136, de 23 de Junho de
1910.
Este ex-libris, erigido num dos locais que em tempos foi considerado
como um dos mais belos de Vizela, faz parte de um dos mais importante
recursos do património construído do concelho de
Vizela.
Edificada durante o período romano, fez parte da via -
militar romana que ligava as localidades de Braga e Mérida.
No que concerne à sua estrutura física, é composta
por um tabuleiro encurvado, pavimentado com lajes graníticas
com 40 metros de comprimento e 3,5 metros de largura. Assenta
sobre três arcos redondos de diferentes dimensões,
separados por pilares contrafortados. Apresenta um olhal com
arco de volta redonda que serve para o escoamento do caudal em
tempos de cheias.
Dada a beleza da sua envolvente, era propício fazerem-se
em tempos remotos, os tradicionais piqueniques domingueiros,
sobretudo em época de veraneio. Porém, esta tradição
foi-se perdendo ao longo dos anos, muito devido à poluição
visível do Rio Vizela.
Hoje em dia, e numa óptica de reabilitar e adaptar as
suas margens, foi criado um espaço de lazer, onde se pode
novamente desfrutar de um belo espaço verde.
Esta ponte tem vindo a ser submetida a algumas obras de reconstrução
que, no seu conjunto, lhe conferem uma clara mistura de estilos
arquitectónicos.
Paço de Gominhães (Imóvel de Interesse
Público) - S. João
Na freguesia de S. João, na Rua do Paço de Gominhães
encontrámos o Paço de Gominhães, classificado
de Imóvel de Interesse Público através do
Decreto n.º129/77, Decreto-Regulamentar n.º226, de
29 de Setembro de 1977. É uma interessante moradia de
raiz medieval e com antepassados que se notabilizaram na História
Pátria.
Edifício de planta composta, em U, com torre num dos topos,
e tendo dois pisos. Volumes articulados por coberturas em telhado
de quatro águas diferenciadas. Possui um portal armoriado
de acesso ao terreiro. A fachada principal exposta a Oeste, localizada
nas traseiras do Imóvel, é marcada fundamentalmente
por uma escadaria de dois lanços na esquina Noroeste,
antecedida por uma fonte em granito. Esta de espaldar com dois
degraus de acesso e tanque adossado é abastecida por uma
carranca esculpida numa pedra quadrada. O espaldar tem lateralmente
duas pilastras e é rematado por um frontão de arco
abatido interrompido por um campanário, encimado por uma
cruz entre duas volutas; dois pináculos ladeiam o campanário.
No grande patamar da entrada localiza-se ao centro por uma mesa
em granito.
Ao lado da porta de entrada, uma fonte – nicho embutida
na parede e tanque rectangular saliente. As restantes fachadas
exteriores, fora e dentro do pátio são marcadas
ou por janelas ou portas de sacada com molduras regulares em
granito. Todos os compartimentos interiores são cobertos
por tectos de masseira.
A construção original remonta ao reinado de D.
Sancho I, conforme é descrito numa inquirição
de 1280, e, como a maior parte dos antigos solares apresenta
actualmente vários motivos e acrescentos de épocas
posteriores, como os que foi sofrendo nos reinados de D. João
I, D. João III e finalmente D. Afonso VI. A forma como
este Paço foi alterado ao longo dos tempos prende-se com
a evolução que a estrutura das casas senhoriais
medievais conheceram nos Séculos XVI e XVII., estando
a história desta casa ligada ao reinado de D. Dinis. É uma
casa brasonada, em cuja pedra de armas entronca o ramo dos "Vasconcelos",
do célebre cavaleiro "magriço", cantado
por Camões nos Lusíadas. Esta casa foi oferta do
rei D. Dinis a um dos seus homens, que integrou a comitiva, que
foi buscar a Rainha Isabel (Rainha Santa Isabel) a Aragão.
Pode-se ainda admirar neste espaço uma capela construída
em 1691, de planta rectangular e frontispício com cunhais
de cantaria sobrepujados por pináculos, terminando em
empena truncada por sineira. Tem também um portal de verga
recta e frontão triangular, tendo na padieira uma inscrição
que diz-se ter sido construída por Pedro Vaz C. de Sousa,
e uma magnífica fonte que se encontra encostada à escadaria
de entrada. Há também um corpo destinado às
cavalariças inserido no extremo do terreiro. O solar possuía
uma torre que foi demolida no século XIX.
Casa de Sá (em vias de classificação) -
Santa Eulália
Situada na freguesia de Santa Eulália, mais precisamente
na Rua da Recta de Sá, temos a Casa de Sá que actualmente
se encontra em vias de classificação, através
de Despacho de 2 de Outubro de 1995. De estilo Barroco abundante,
foi provavelmente construída no Século XVI, embora
a sua fachada seja oitocentista, e posteriormente no Século
XIX, terá sido criado também o amplo jardim romântico
junto ao portal.
É
casa de planta rectangular compacta de volume simples de três
pisos, sendo um deles amansardado. Cobertura de quatro águas
rematada ao centro por um mirante fechado com janelas, rematado
por uma outra cobertura do mesmo tipo. A fachada principal orientada
a Este, encaixada entre dois corpos mais destacados nos extremos. È simétrica
com um frontão elevado ao centro, onde se faz a entrada.
A das traseiras, com o mesmo tipo de articulação, é marcada
no primeiro piso por varandas.
A definição de um terreiro trapezoidal exterior à Casa é feita
com a parede da fachada principal da Capela e uma outra igual
por onde se faz a entrada. Entre estas duas paredes ergue-se
a sineira ladeada por duas pilastras. A ladear este espaço,
dois muros encimados por ameias e pináculos onde se adossam
dois volumes de apoio à Quinta.
A Quinta de Sá, além de ser um centro de produção
agrícola esteve ligada à actividade industrial,
visto que, um dos seus donos edificou nas proximidades do Rio
Vizela uma grande fábrica de papel feita de vegetais.
Desta fábrica, destruída pelas invasões
Francesas, apenas restam vestígios. Também nos
finais do século XIX, um dos edifícios junto à eira
servia para a criação de bichos-da-seda e instalação
de teares.
Diversas gerações da casa engrandeceram o país
na política, exército, literatura, música,
entre outros. Passaram por esta, diversos refugiados políticos
do tempo do Absolutismo e Salazar (Estado Novo).
Por aqui, passaram também individualidades como Camilo
Castelo Branco, José Régio, Bispo Trindade Salgueiro,
que trocaram correspondência com os filhos desta casa.
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