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Concelho de Amares
Património

Casa da Tapada (I.I.P.)– Fiscal
Mosteiro e Pousada de Santa Maria de Bouro (I.I.P.) – Bouro Sta. Maria
Mosteiro de St. André de Rendufe (I.I.P.) – Rendufe
Ponte de Prozelo ou Ponte do Porto (M.N.)(Medieval) – Prozelo
Ponte de Rodas (M.N.)(Medieval) – Caldelas
Santuário de Nossa Sra. da Abadia, Abadia – Bouro Sta. Maria

Turismo e Natureza

Miradouros
Monte de S. Pedro Fins - Amares


Monte de N.ª S.ª da Paz - Amares
Monte de S. Miguel-o-Anjo - Bouro St.ª Maria

Espaços de Lazer - Natureza

Abadia - Bouro St.ª Maria
Rio Cávado
Rio Homem
Parque de Merendas dos Quatro Caminhos - Bouro St.ª Maria
Piscina de Caldelas - Caldelas

Artesanato

O Artesanato conquista, já, um lugar de destaque no concelho de Amares. Melhorada a qualidade, dimensionou-se para uma maior afirmação e agressividade no mercado. Os artesãos com formação específica, dedicam-se, inteiramente, aos seus trabalhos, como acontece com artífices do Ferro Forjado e Bordados em Linho, estes últimos, com larga tradição em Amares.

Gastronomia

Classificada como “Património Nacional", a gastronomia surge, desta forma, como um marco diferenciador da herança cultural de um povo e no caso de Amares, estritamente ligada à riqueza e tradições rurais.
Viaje nos sabores e maravilhosos aromas de pratos tradicionalmente confeccionados com toda a delicadeza e minúcia, que se adaptam ao longo das estações do ano e, em consequência, dos produtos que a natureza dá.
Depois de um passeio, para abrir o apetite por terras de D. Gualdim e Sá de Miranda, irá sentir o aconchego bem típico das gentes minhotas, e usufruir de um vasto cardápio de paladar caseiro e gostoso que compreende, entre outras, as seguintes sugestões: papas de sarrabulho, rojões à “Minhota", cozido à “Portuguesa", arroz de pato, bacalhau à “Abadia", pastéis de bacalhau, pataniscas de bacalhau, perna de porco assada no forno, cabrito assado no forno, leitão assado no forno, vitela assada e arroz “pica no chão". Para sobremesa, o concelho de Amares propõe: leite creme queimado, pudim de laranja, arroz doce, mexidos ou formigos, rabanadas, pêras bêbedas, bolo rei, pão de ló, os doces de laranja e de romaria e a suculenta laranja ao natural, entre outras sugestões.
Por todo o Concelho, pode encontrar vários Restaurantes com estas e outras iguarias.

 

 
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Concelho de Arcos de Valdevez
Arcos de Valdevez, município de 51 freguesias, com uma área de 450 km2, conserva todo o encanto característico desta região: paisagem verde, frescura abundante, arquitectura solarenga e um rio que espelha toda a vaidade de uma vila carregada de história: O Vez.

As vantagens naturais de um concelho de surpreendente variedade geográfica, fizeram de Arcos de Valdevez um destino de eleição, que oferece um exemplo de harmonia entre a área natural protegida e a vida quotidiana das gentes que ocupam estas terras.
Integrado no complexo montanhoso do Parque Nacional da Peneda Gerês, o concelho dispõe de um diverso e interessante Património Natural, através das múltiplas áreas de regadio e de terrenos férteis proporcionados pelo rio, bem como a existência de amplos anfiteatros naturais, opondo zonas de serra e de planície.

Com a sua vila lendária, com mais de 9 séculos de História, Arcos de Valdevez é detentor de um número infindável de monumentos históricos e etnológicos, que permitem ao visitante uma experiência única. Este vasto e rico panorama constitui o Património Arquitectónico Histórico e Cultural, onde a própria sobriedade dos montes e vales se alia à beleza das mais diversas manifestações artísticas. Castelos, Igrejas, Torres, Pontes, ermidas e vestígios de antigas civilizações, tudo aqui pode ser descoberto.

Na vila, um circuito no centro histórico: que inclui algumas das maiores jóias do Barroco Nacional, patentes na Igreja do Espírito Santo, Matriz ou na Lapa, bem como edifícios de interesse arquitectónico. No concelho uma visita obrigatória ao Santuário da Nossa Senhora da Peneda, ao Soajo, a Ermelo mas também às belíssimas paisagens serranas, com contrastantes vales e pequenas aldeias típicas.

Arcos de Valdevez é tradição. A tudo isto acresce uma memória que teima guardar as tradições populares das Festas e Romarias, do Folclore, do Artesanato e de uma Gastronomia considerada um autêntico assombro de paladares acompanhada por capitosos Vinhos Verdes.
Arcos de Valdevez oferece todos os encantos das vilas à beira–rio, por toda a parte, a herança de uma antiquíssima memória aliada à preservação de valores tradicionais, à inovação e dinamismo.
 
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Concelho de Barcelos

7 Maravilhas de Barcelos

Templo do Senhor Bom Jesus da Cruz (Barcelos)

Em 1504 foram reconhecidas umas cruzes no chão do Campo da Feira, dando-se origem ao celebrado Milagre das Cruzes. No mesmo ano foi ali erguida uma pequena capela e no ano seguinte foi lá colocada a imagem do Senhor da Cruz. Entre 1705 e 1710 foi construído o actual templo, o qual apresenta uma planta cruciforme em campo redondo. Destacam-se os elementos decorativos barrocos ali patentes, casos da azulejaria, da talha e da pintura.


Santuário de Nossa Senhora da Aparecida (Balugães)

Nos inícios do século XVIII apareceu a João Mudo, neste local, Nossa Senhora. A primitiva capela foi então construída sobre o penedo onde se processou a aparição, tendo-se depois construído, ainda no mesmo século um templo mais dimensionado.


Paço dos Condes de Barcelos ( Barcelos )

Este palácio foi construído nos inícios do século XV e serviu de habitação aos Condes de Barcelos. É um interessante elemento da arquitectura senhorial portuguesa deste período, já que teve como modelo as residências palacianas inglesas daquele tempo. Aqui funciona, desde 1920, o Museu Arqueológico de Barcelos.

Igreja Matriz de Barcelos ( Barcelos )

A Igreja Matriz de Barcelos é um templo gótico construído durante o século XIV, ampliando o anterior edifício românico. Foi alvo de sucessivas beneficiações, contando-se como mais importante a ocorrida durante o século XVIII, quando se procedeu ao revestimento das paredes com azulejos e a colocação de talha nos altares laterais, com especial destaque para o Altar do Santíssimo.

Igreja de Santa Maria de Abade de Neiva ( Abade de Neiva )

Este templo teria sido iniciado em meados do século XII, com patrocínio da Rainha D. Mafalda, mas é bem possível que a estrutura actual date dos finais do século XIII, durante o reinado de D. Dinis, por apresentar fortes elementos de arquitectura gótica, mas com grande influência dos temas românicos.


Convento de Vilar de Frades ( Areias de Vilar )

Este grandioso exemplar da arquitectura conventual Manuelina e Maneirista, apresenta elementos do primitivo templo românico na porta da torre sul. Foi edificado no século XII, ampliado no século XV e remodelado no século XVIII.


Balneário da Pena Grande ( Galegos Santa Maria)

O Balneário do Castro da Pena Grande é um monumento que servia para banhos de vapor durante a Idade do Ferro e princípio da Romanização. A sua função estaria associada ao culto das águas. Nas imediações acha-se o pequeno povoado castrejo.


IN http://www.7maravilhas.maisbarcelos.pt

 
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Concelho de Braga
Bom Jesus, Sameiro e Falperra, o Centro Histórico são pontos que, pela sua intrínseca devoção e beleza, se impõem como marcos de obrigatória referência e visita turística de Braga. Damos-lhe a conhecer alguns dos mais importantes locais de visita obrigatória.
Ao longo dos séculos os eventos em Braga foram profundamente marcados pela música popular, folclore e música religiosa ou Sacra, entre outros. Não deixe de participar nestas festas e romarias de alegria.
A gastronomia bracarense é um festival de sabores e perfumes subtis a culinária minhota, produto de experiências seculares de mãos anónimas, da valorização sábia dos frutos da terra, da imaginação colectiva.
O Minho é sobretudo bacalhoeiro.
O artesanato bracarense e os objectos de arte sacra são já conhecidos internacionalmente.
São artigos tradicionais que facilmente se encontram nas ruas, ruelas ou nas zonas rurais das imediações.

A cidade de Braga
Talvez o principal centro religioso do país, é conhecida pelas suas igrejas barrocas, esplêndidas casas do século XVIII, jardins e parques elaborados.
Conhecida no tempo dos romanos como Bracara Augusta e sede do episcopado português no século XII.
A longa história de Braga é visível nos seus monumentos e igrejas, a igreja mais imponente é a Sé, que exibe vários estilos, do romano ao barroco, orgulhando-se também das esplêndidas casas, particularmente do século XVIII.
Progressivamente, iremos acrescentar novos locais a visitar, incluídos na Arquitectura Religiosa, Arquitectura Civil e Património Arqueológico, bem como novas categorias, Arquitectura Contemporânea, Arquitectura Militar e Espaços Urbanos.



Em termos arqueológicos, encontra-se na cidade, entre outros:

Fonte do Ídolo
A Fonte do Ídolo é um monumento romano da cidade, localiza-se na Rua do Raio, na zona central da cidade.
Possivelmente construída no século I dC, A Fonte do Ídolo consiste de uma fonte de água com inscrições e figuras esculpidas em um afloramento natural de granito. Uma inscrição indica que um tal Célico Fronto, natural de Arcóbriga, mandou fazer o monumento. Perto dessa inscrição se encontra uma figura vestida com uma toga, que poderia representar o dedicante. Ao lado, sobre a fonte d'água, se encontra outra figura esculpida: um busto, erodido, dentro de um nicho de perfil clássico com uma figura de uma pomba no frontão. Perto dessa figura se encontra outra inscrição com o nome do dedicante e o nome da divindade Tongoenabiago, que provavelmente é representada pela figura do nicho. Perto da fonte se encontraram vestígios arquitectónicos que indicam que o santuário pode ter sido parte de um templo.

Termas Romanas
As Termas Romanas do Alto da Cividade ficam situadas na freguesia de Cividade.
Em 1977, escavações efectuadas na colina da Cividade de Cima, puseram a descoberto as ruínas dumas termas públicas junto ao Forum da antiga cidade romana, situado, segundo a tradição, no actual Largo de Paulo Orósio. As termas públicas eram vastos edifícios preparados para proporcionar aos habitantes ou visitantes da cidade a possibilidade de tomar o seu banho de acordo com as regras prescritas pela medicina da época. Segundo estas, o banhista devia começar por untar o corpo com óleos e praticar alguns exercícios de ginástica, desporto ou luta livre. Entrava depois numa sala muito aquecida, o sudatório, onde transpirava abundantemente. Passava então ao caledário, sala ainda aquecida, onde podia lavar-se e retirar os restos de óleo. Depois de uma curta passagem pelo tepidário, mergulhava na piscina do frigidário, cuja água gelada lhe revigorava o corpo, sendo em seguida massajado e untado de óleos aromáticos.
A área escavada das termas ocupa cerca de 850 m2. Estas termas eram, todavia, mais vastas, como se pode ver pela presença do hipocausto e piscina a sul, separados do restante corpo do edifício por um estreito corredor. Foram construídas nos finais do século I, restando desta fase o testemunho das quatro salas quentes cujos hipocaustos se encontram relativamente bem conservados. Não se conseguiu ainda definir o seu circuito interno nem a função de alguns dos seus compartimentos anexos. Nos finais do século III, o edifício sofreu uma grande remodelação e a sua superfície foi muito reduzida.

 

 
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Concelho de Cabeceiras de Basto
Locais Turísticos


O concelho de Cabaceiras de Basto possui grandes potencialidades paisagísticas, sobretudo, pela Serra da Cabreira, cujos miradouros proporcionam belíssimas vistas sobre a paisagem, resultando, principalmente, da diversidade geomorfológica do território.
É certo que da paisagem natural já pouco resta. A ocupação humana, ligada às necessidades de sobrevivência dos povos que se foram fixando, induziu profundas alterações visando um aproveitamento das condições naturais para a produção agrícola, através do socalcamento das vertentes.
Simultaneamente, os pequenos aluviões associados às bacias dos principais rios da região (rio Tâmega e afluentes como o rio Peio, Ouro e ribeira de Cavez) foram igualmente adaptados para a prática da actividade agrícola.

Relativamente à paisagem florestal introduziram-se novas espécies da flora continental, atlântica e mediterrânea, que aqui encontraram condições favoráveis ao seu desenvolvimento. A oliveira e o sobreiro ocupam as meias encostas em paralelo com a vinha de enforcado, que se estende até aos terrenos de várzea junto às leiras cultivadas e em associação com as árvores de fruteiras e outras, que lhe servem de tutor: choupos, plátanos, macieiras, laranjeiras, pereiras, etc.

O pinheiro bravo veio substituir em parte o carvalho, o castanheiro, o medronheiro, a madressilva, a carqueja e o tojo que outrora dominavam as áreas serranas.
Actualmente a floresta do concelho caracteriza-se pelo predomínio de povoamentos puros de pinheiro bravo. No entanto, esta floresta tem vindo a desaparecer pois os incêndios teimam em destrui-la.
Pelo conjunto de vegetação, onde subsistem espécies botânicas da flora silvestre e espécies de fauna que ocupam toda a Serra da Cabreira (freguesias de Abadim, Bucos, Cabeceiras de Basto, Riodouro, Vilar de Cunhas e Gondiães) fazem dela um local de elevado valor paisagístico.

Estas áreas de montanha reúnem condições para a prática de montanhismo e possuem miradouros naturais nos lugares de Chacim, Samão, Cunhas, Leiradas, Vilar e Uz.
Citam-se ainda os parques de merendas integrados na beleza paisagística da Serra da Cabreira que permitem gozar de verdadeiros momentos de lazer. Presentemente existem cinco parques de merenda: o de Moinhos de Rei, o da Ponte da Víbora, o da Veiga, o de Magusteiro e o de Vinha de Mouros. Constituídos por extensas alamedas de árvores frondosas, mesas de pedra sob refrescantes sombras, estes parques oferecem áreas aprazíveis para o recreio e lazer.

A área de lazer de Moinhos de Rei proporciona aos seus visitantes, para além do usufruto do parque de merendas, um posto de fomento cinegético (com perdizes e codornizes), um cercado de veados, que visa a reintrodução do veado na Serra da Cabreira, um circuito hípico, um posto de venda de artesanato em Travassô e, obviamente, tratando-se de uma zona de montanha, vários locais com vistas panorâmicas.
A área de Vinha de Mouros proporciona aos seus visitantes não só o lazer (parque de merendas, parque infantil, mini-golfe, exposição de animais de montanha) como também fomenta a prática desportiva possuindo circuitos de manutenção e um polidesportivo.

Na Serra existem ainda trilhos pedestres e percursos de BTT, que permitem descobrir os segredos paisagísticos bem como as marcas da milenar cumplicidade com o Homem. Enunciam-se os percursos Samão - Uz - Gondiães, Abadim - Moinhos de Rei - Busteliberne - Agra, o do Alto dos Esporões, Formigueiro - Pisão - Moscoso, e o de Vila Boa - Moinhos de Rei - Serra da Maçã.

Os percursos enunciados permitem o contacto com as realidades minhotas, as riquezas florísticas e faunísticas, as aldeias tradicionais, bem como com o mosaico que as diversas tipologias de uso do solo conferem, originando paisagens estruturalmente distintas.

A pastorícia foi, e ainda é, pelo menos para algumas comunidades locais, uma actividade importante. Geralmente, é nas áreas de maior altitude (montanha) ocupadas por matos, que os efectivos pecuários, principalmente caprinos, bovinos e ovinos, pastam. Nas áreas mais baixas são mantidos, na maior parte das vezes, em pastagens cultivadas.

No âmbito da cinegética importa mencionar as Zonas de Caça Municipal de Cavez (criada em 2001) e Gondiães / Vilar de Cunhas (criada em 2002) e a Zona de Caça Associativa de Riodouro (criada em 2001) e de Bucos (criada em 2002). Está em estudo a Zona de Caça Associativa de Abadim .
Encontra-se, ainda, instituída na área de Moinhos de Rei, uma reserva de caça integral, com uma área aproximada de 200 hectares, que inclui um posto de fomento cinegético, local onde se procede à criação de perdizes e coelhos, e um cercado de veados. O cercado de veados foi construído em 1990, com o objectivo de fomentar a reintrodução do veado na Serra da Cabreira. O posto de fomento cinegético foi construído em 1965 e teve como objectivo o repovoamento com perdizes.


 
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Concelho de Caminha
Paisagens Naturais



> Estuário do rio Minho


Depois de percorridos cerca de 340 quilómetros, o rio Minho chega a Caminha num ritmo ainda fugaz. Presença marcante da vila de caminha, o estuário do rio Minho é a primeira imagem, e talvez a última, com que o visitante deste concelho fica. Podendo ser acompanhado através da Estrada Nacional, este estuário tem uma área de 500 hectares, sendo limitado a este pelas moraceiras das varandas e de S. João de Sá. A Oeste pela foz do rio, a Norte e a Sul pela costa espanhola e portuguesa respectivamente. Para a foz do rio ter alturas que raramente excedem o nível médio das águas do mar, grande parte da superfície inundada do estuário emerge na baixa-mar, dando origem a numerosos bancos de areia.

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> Pinhal do Camarido


Mandado plantar por D. Dinis, o pinhal do Camarido é hoje um dos locais mais aprazíveis do concelho que liga a foz do Minho a Moledo. Detentor de uma frescura ímpar, graças à sombra dos pinheiros, este pinhal oferece todas as condições para gozar belos e encantadores momentos de prazer. A começar pelos passeios a pé ou de bicicleta, percorrendo os vários caminhos existentes e desfrutando dos pormenores da natureza, o Camarido proporciona instantes de relaxe e descontracção. A riqueza ambiental deste espaço é de tal forma que se tem tentado a todo o custo preservar certas espécies de plantas, como por exemplo as camarinheiras.

Hoje, o Pinhal do Camarido está dotado dos equipamentos indispensáveis, como parque de campismo, parque de merendas, parque infantil, bares e restaurantes, sanitários e trânsito disciplinado. É também no Pinhal do Camarido que se situa o Campo de Jogos Morber de Caminha e um amplo parque de estacionamento.

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> Rio Coura


Nasce nas serras de Paredes de Coura e junta-se às águas do Minho em caminha. Com 50 quilómetros de comprimento, o seu trajecto é amplo e muito interessante. A vegetação é exuberante e variada, o arvoredo é intenso nas duas margens, há sombras frescas e pássaros. Com uma barragem e vários açudes e azenhas, o rio Coura é, não só fonte de energia e riqueza, mas também local de grandes momentos de prazer. Principalmente no Verão, as azenhas de Vilar de Mouros testemunham a satisfação de muita gente que dispensa as praias marítimas para se estender ao sol e refrescar. As águas cristalinas do rio estão sempre a convidar para um mergulho.

O rio Coura permite momentos de prazer, produz electricidade, é motor de engenhos de serração e moinhos, fertiliza veigas e campos de cultivo e, além disso tem sido e continua a ser utilizado por várias gerações de campeões nacionais e internacionais de remo para treinos de preparação ou provas de competição. Por tudo o que este rio oferece ele merece o respeito absoluto e total admiração.

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> Rio Âncora


O Rio Âncora nasce em bezerreiros, freguesia de São Lourenço da Montaria. O seu curso tem cerca de 19 km e vem desaguar em Vila Praia de Âncora.

Percorrer as suas margens proporciona admirar paisagens naturais como quedas de água (Pincho) e uma diversidade de fauna e flora, bem como experimentar desportos de rio, como canyoning o hydrospeed.

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> Praia Marítimas e Fluviais


Quer a praia de Moledo, a do Camarido, quer ainda a de Vila Praia de Âncora, oferecem todas as condições para gozar a época balnear em pleno. Dentro dos parâmetros de qualidade exigidos, provados pela atribuição das Bandeiras Azuis da CE, os extensos areais e o mar, aliados à paisagem, proporcionam a todos os veraneantes, uma temporada memorável.

Muito procuradas, estas praias contemplam todos os equipamentos necessários ao seu usufruto e as suas qualidades terapêuticas, pela quantidade de iôdo, são reconhecidas. Caminha oferece praias que, pela sua beleza, justificam a visita em qualquer mês do ano, conjugando aquela com condições ideais para a prática do surf, bodyboard e windsurf.

Além das praias oceânicas, onde não nos podemos esquecer da existente na Ínsua, o rio Minho é também local de praias fluviais, como as de Seixas, Lanhelas e a da Foz do Minho, onde as águas são mais tranquilas e é possível a pratica de outros desportos náuticos como o ski, a canoagem, os passeios de gaivotas, entre outros. No concelho existe ainda a bela praia fluvial de Vilar de Mouros, onde o Rio Coura nos brinda com uma fabulosa azenha.

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> Serra D`Arga


Situada entre os rios Lima e Minho, a Serra D`Arga constitui a espinha dorsal de uma região que divide quatro concelhos (Viana do castelo, Ponte de Lima, Vila Nova de Cerveira e Caminha). Detentora de uma inestimável riqueza natural e humana, esta Serra sofreu, ao longo dos anos, uma forte desertificação graças ao isolamento que a caracterizou e que tem vindo a ser combatido. Quem quiser ver e admirar alguns dos melhores panoramas e paisagens do Alto Minho pode tomar umas das excelentes estradas que sobem a Serra.

Para além das 3 freguesias que adquiriram o nome da Serra (Arga de Baixo, Arga de Cima, Arga de S. João), outras povoações foram-se gradualmente encostando à volta com formas de vida, tradições e costumes muito semelhantes como é o caso de Dem, Orbacém, Gondar, Vilar de Mouros entre outras localidades dos restantes concelhos contíguos.

Os fartos recursos naturais formam, juntamente com a ruralidade, as principais características da Serra D`Arga. Campos férteis, águas puras, frescas e cristalinas, regos, quedas de água, piscinas naturais, encostas verdejantes, excelente cultivo do milho, rebanhos de ovelhas e cabras, animais selvagens, coelhos, javalis, raposas e perdizes, botânica variada, pinheiros mansos e bravos, carvalhos, castanheiros, cedros, enfim…um cenário encantador. Noutros tempos, apesar de ainda hoje haver alguns em laboração, as águas faziam trabalhar inúmeros moinhos que preparavam a farinha. Mas também ainda há espigueiros em pedra, casas em xisto e tradições vivas, como o trabalho do linho ou a matança do porco.

Percorrer a Serra D`Arga é regressar ás origens de uma região marcada por tudo quanto é rural e típico.

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> MATA DA GELFA

Situada a sul do concelho, a Mata da Gelfa é paralela à EN13 e resulta do processo de transporte de sedimentos fluviais e marinhos, à semelhança do Pinhal do Camarido. É composta essencialmente por pinheiros bravos, que dominam relativamente a outras espécies como os sobreiros, os pinheiros mansos, os ulmeiros, os plátanos e os choupos.



 
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Concelho de Celorico de Basto

O concelho de Celorico de Basto possui um vasto património Histórico, Arquitectónico e Arqueológico do qual se destacam os seguintes elementos:

Castelo de Arnoia
Velho de muitos séculos, a localização deste castelo foi, como a de muitos outros, inspirada na ideia de construir torres defensivas em pontos do mais difícil acesso para os atacantes, colhendo assim, vantagem da configuração do terreno.
A data ou época da sua fundação perde-se na lonjura dos séculos. Supõe-se que foi D. Muninho Viegas, O Velho, quem o reconstruiu, depois de afastada uma das invasões de Almançôr.
O mistério da sua origem, a sua história tão obscura onde não brilha o clarão de qualquer narrativa épica (talvez por falta de cronista), são motivos, afinal, que só contribuem para o impor ao respeito das gerações. Que nos poderiam contar estas pedras venerandas?
Tomado e retomado em lances de heroísmo, manchadas as suas pedras de sangue romano e godo, árabe ou cristão, teria vivido horas altas de vitória e sentido a amargura das lágrimas da derrota.
Morador do senhor da Terra, detentor da autoridade, foi tribunal onde se fez justiça.
As suas muralhas foram refúgio de velhos, mulheres e crianças indefesas; celeiro onde se recolhia o trigo para que não caísse nas mãos do invasor e , cofre onde se guardavam os valores individuais, familiares e colectivos, inclusive os objectos sagrados.
Na hora do terrível assalto o castelo era o último refúgio, a única esperança de sobrevivência.
Na freguesia de Arnóia, sobre um cabeço em cujas faldas morou a velha sede da vila de Celorico de Basto, transferida em 1719 para Freixieiro, assenta este padrão militar, modesto por sua fábrica, mas bem merecedor de especial registo.


Um conjunto notável de Casas Solarengas
Mosteiro de Arnoia e a Igreja anexa
Igreja de S. Salvador de Ribas
Igreja de Veade

Quinta do Prado
Casa do Prado, uma “Jóia” em pleno centro de Celorico de Basto
Casa nobre do século XVIII, foi posteriormente remodelada no século XIX, apresentando um aprazível conjunto de lindíssimos jardins, dos mais belos desta vila. Foi propriedade inicial da família Pinto Dá Mesquita, tendo sido adquirida pela Câmara Municipal há alguns anos atrás, de modo a integrar um projecto de reabilitação urbana e cultural.
Construída, segundo os hábitos locais, de modo a tirar partido do forte desnível do terreno, apresenta diversas fachadas de configuração muito diferente, todas elas pintadas de amarelo. A norte, uma esplanada permite o acesso directo ao andar nobre, a sul, em nível inferior, ergue-se uma torre ameada (provavelmente do século XVIII), e voltada a leste, ergue-se a imponente fachada nobre (destaca-se, sobre a entrada, uma varanda corrida decorada com azulejos de excelente qualidade) aparentada com o estilo da “Antiga Casa Portuguesa” que o arquitecto Raul Lino desenvolveu na década de 1900, e que ilustra uma concepção de solar senhorial que não é próprio da região de Basto, mas que mais faz lembrar, as célebres casas nobres citadinas, onde se estabelecia uma ligação dos salões com os jardins, que eram célebres, numa associação de conforto e beleza.


Ponte de Arame de Lourido
Quem vier por Amarante, serpenteando a estrada por Codessoso até à Vila de Celorico, encontrará um desvio ao lado direito que dá acesso ao lugar de Lourido. Trata-se de uma pequena povoação situada na margem direita do rio Tâmega que pertence à freguesia de Arnoia. Já conheceu melhores dias. O encerramento da linha de caminho-de-ferro deixou a estação de Lourido abandonada e as populações, que deste meio se serviam para as suas deslocações para o exterior. Contra este isolamento sempre lutaram as populações do lugar que, ontem como hoje, encontram na ponte de arame sobre o rio Tâmega, o meio de passagem e contacto com a vizinha localidade de Rebordelo, do concelho de Amarante e localizada na outra margem do Tâmega.
Esta pitoresca ponte é constituída por cabos de arame entrançado e um estrado em madeira, suspensa sobre o rio Tâmega.
A sua travessia é, para os principiantes uma tremenda aventura. Apesar do seu ar frágil e balouçar de forma pronunciada, não há registo de nenhum acidente ou queda na ponte. Por ela passaram e passam, pessoas e gado, mercadorias, utensílios de lavoura e faz as delicias dos “motoqueiros” na actualidade.

Castro de Barrega

 
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Concelho de Esposende
Percurso Pedonal pela cidade de Esposende, de dificuldade baixa e com uma distancia aproximada de 4 km

Cidade de Esposende

A elevação de Esposende a Vila remonta a 19 de Agosto de 1572, durante o reinado de D. Sebastião (1554-1578). Em 16 de Dezembro de 1886 adquiriu a categoria de julgado Municipal e em 27 de Outubro de 1898 a de Comarca Municipal. Foi após o período áureo da arte de marear, decorrido entre as centúrias de XIV e de XV, que Esposende conheceu o auge – entre os séculos XVI e XVIII – através do comércio marítimo e da construção naval.

Neste percurso pedonal pela cidade de Esposende, ficará a conhecer a sala de visitas do concelho de Esposende.

Este roteiro tem início no Largo Dr. Fonseca Lima, com uma visita ao Museu Municipal de Esposende que está instalado num edifício dos princípios do século XX, à época o Teatro-Club de Esposende, que saiu do traço do arquitecto Ventura Terra.

Ainda no Largo Dr. Fonseca Lima o busto de Henrique Medina, nome que está associado a Esposende em função das estadias do artista na aldeia de Goios, Marinhas.

O legado deste reconhecido pintor é grande, tendo materializado-se em Esposende na instalação e organização de um Atelier-Museu, em Góios, local onde fixara residência desde 1974 e acabaria por falecer aos 87 anos de idade.

No Largo Comandante Carlos de Oliveira Martins, fronteiro ao Dr. Fonseca Lima, a pequena capela do Senhor dos Aflitos.

A capela tem uma planta rectangular, com a fachada voltada a poente. A frontaria ostenta um frontão triangular, encimado por uma cruz trilobada assente num plinto. Os pináculos laterais são de base rectangular.

Após estas visitas, deslocando-nos através da Rua Barão de Esposende e do Largo Marquês do Pombal, chegamos a um outro largo, o do Pelourinho.

O pelourinho de Esposende terá tido lugar defronte da Câmara Municipal, até 1925, quando o estado de degradação em que se encontrava obrigou a que fosse reconstruído no local onde o pode agora observar. Trata-se de um interessante exemplar deste símbolo do poder concelhio.

Através da rua Narciso Ferreira, alcança-se o Largo Sacadura Cabral, local onde se implanta o edifício do antigo Grémio da Lavoura de Esposende. Esta casa datada do séc. XVIII, hoje em ruína, apresenta na sua fachada elementos compositivos de remate em cantaria bastante cuidados – cunhais, cornija e envasamento.

Da rua Dr. José Manuel Oliveira chega-se à Biblioteca Municipal.

Tendo como suporte físico a denominada Casa do Arco, a Biblioteca Municipal ocupa um conjunto de outros dois edifícios datáveis dos séculos XVI e XVIII. Aqui se guarda para consulta todo o acervo documental acerca da história e tradição deste concelho.

Quem ascende pela Rua da Senhora da Saúde, desde a Praça do Município, e ultrapassa a estrada Porto-Viana do Castelo (EN 13), repara num souto arborizado onde se implanta a Capela da Senhora da Saúde.

A actual capela da Senhora da Saúde é de finais do século XVIII. A frontaria é muito singela, simétrica e o branco da fachada contrasta com a cinza do granito das molduras e ângulos. Este pequeno santuário mariano consta de capela-mor, nave, coro e sacristia e é envolvido por um amplo adro vedado por um muro granítico e ponteado de frondosos plátanos.

Voltando ao centro da cidade através da rua da Senhora da Saúde, eis a Praça do Município.

A igreja da Misericórdia faz parte de um complexo de edifícios que inclui também a Casa da Misericórdia, cuja confraria foi instituída em 1595. O templo actual data de 1893, conforme uma inscrição existente no seu interior. No interior da Igreja da Misericórdia, está construída a Capela do Senhor dos Mareantes. Trata-se de uma Capela de características excepcionais, classificada como Monumento Nacional.

Numa das extremidades desta praça, poderemos apreciar o busto do poeta António Correia de Oliveira, da Casa de Belinho, em Antas.

O poeta António Correia de Oliveira era natural de São Pedro do Sul, onde nasceu no ano de 1879. Em 1912, por casamento com uma senhora de família proprietária em Belinho, veio viver para a Quinta das Rosas. Aí permaneceu até à morte, em 1960.

O edifício dos Paços do Concelho, de origem setecentista, sofreu remodelações ao longo dos anos que lhe conferiram o aspecto actual. A galeria térrea composta em arcaria que faz a ligação entre a rua 1.º de Dezembro e o Largo Fonseca Lima, é de apreciável valor.

Na rua 1º de Dezembro, também conhecida como “rua direita”, poderemos dar largas ao nosso espírito consumista e adquirir uma recordação numa das lojas da artéria comercial mais movimentada da cidade. Um verdadeiro centro comercial ao ar livre.

O Palacete de Valentim Ribeiro da Fonseca, na rua 1.º de Dezembro, trata se de um edifício estilo Arte Nova, mandado construir no início do século XX, por Valentim Ribeiro da Fonseca.

Após a rua “Direita”, já no Largo Rodrigues Sampaio, é a morada da actual Igreja Matriz.

A igreja matriz é um edifício de meados do século XVI, como muitos dos monumentos de Esposende. Sofreu já alterações e restauros posteriores, mas o conjunto denota claramente a sua origem cronológica.

Neste Largo Rodrigues Sampaio, detemo-nos para apreciar a estátua a António Rodrigues de Sampaio, nascido em Mar, em inícios do séc. XIX.

Ainda no mesmo largo, no topo poente, o Monumento ao Homem do Mar de Esposende é uma sentida homenagem e simboliza o esforço das populações que do mar tiraram sustento e também daquelas que construíram as embarcações necessárias à faina marítima.

Daqui, um pequeno “pulo” até às Piscinas Foz do Cávado, junto à margem direita deste rio, em frente ao Posto de Turismo e nas imediações do futuro Museu Marítimo de Esposende.

As Piscinas Foz do Cávado encontram-se integradas num complexo de lazer, na cidade de Esposende entre a marginal e a margem direita do rio Cávado.

Na Praça D. Sebastião, frente às Piscinas Foz do Cavado, a estátua de D. Sebastião.

A 19 de Agosto de 1572, o rei D. Sebastião concedeu foral à Vila de Esposende. Na comemoração do IV centenário desse momento tão significativo para Esposende, a Câmara Municipal decidiu erigir um monumento em memória do monarca, na praça de seu nome.

Pela Av. Eng. Arantes de Oliveira, após o Mercado Municipal para norte, através da rua da Frita encontra-se a Capela de São João Baptista, em rua com a mesma designação.

A capela data da segunda metade do século XVII, bem como o interessante cruzeiro que podemos encontrar bem perto.

No final da rua de São João, a norte, através da Avenida Rocha Gonçalves, quem desejar pode observar o Hospital Valentim Ribeiro da Fonseca.

O edifício deste Hospital saiu do risco do Arquitecto Ventura Terra, nos inícios do século XX, ainda sob o regime monárquico.

Prossigamos o percurso, através da Marginal (Av. Eng. Arantes de Oliveira), à margem do estuário do Cávado, com uma esplêndida vista sobre as suas águas, até à Praça das Lampreias.

O forte de S. João Baptista ergue-se junto à foz do Cavado, no limiar do rio e do mar. É um edifício de origens seiscentistas, mandado erigir por D. Pedro II, mas que viu a sua construção prologar-se pela centúria seguinte. Foi parcialmente desmantelado aquando da instalação do farol e também quando decorreram as obras de enrocamento da barra do Cávado.


Rio Cávado

A reunião do rio Cavado como Mar é um espectáculo que merece algum tempo de observação e de enlevo...

O Rio vai-se espraiando no estuário, numa curva lenta em direcção ao Atlântico. Está protegido a poente pelo Ofir e a nascente pelas terras de Esposende. Aquela fita de água dirige-se ininterruptamente para o seu final, mergulhando nas águas do grande Oceano.

Mesmo no final do estuário do Cavado há bons locais para admirar esta paisagem de uma beleza inconfundível: um bar, com a sua esplanada, ou um passeio pela marginal, arranjada para isso mesmo, onde o deambular de bicicleta ou a pé apetece, nos fins-de-tarde cálidos de Verão, ou num dia mais agreste de Outono...

A morte da água Ruy Belo, in Obra poética, I, 1984, p.182or!


Um dos passeios que mais gosto de dar é ir a Esposende ver desaguar o Cávado. Existe lá um bar apropriado para isso. Um rio é a infância da água. As margens, o leito, tudo a protege. Na foz é que há a aventura do mar largo. Acabou-se qualquer possível árvore genealógica, visível no anel do dedo. Acabou-se mesmo qualquer passado.

É o convívio com a distância, com o incomensurável. É o anonimato. E a todo o momento há água que se lança nessa aventura. Adeus margens verdejantes, adeus pontes, adeus peixes conhecidos. Agora é o mar salgado, a aventura sem retorno, nem mesmo na maré-cheia. E é em Esposende que eu gosto de assistir, durante horas, a troco de uma imperial, à morte de um rio que envelheceu a romper pedras e plantas, que lutou, que torneou obstáculos. Impossível voltar atrás. Agora é a morte. Ou a vida.


Parque Natural do Litoral Norte

Situado numa estreita faixa da plataforma litoral, junto à linha de costa, o Parque Natural do Litoral Norte caracteriza-se pela sua beleza paisagística. Os 16 quilómetros de costa escondem algumas das mais bonitas paisagens de Portugal, dignas de fotografar ou pintar retendo assim a imagem no tempo.
Esta área protegida, criada em Novembro de 1987, mereceu a requalificação para Parque Natural em Julho de 2005. A defesa da orla litoral do urbanismo desordenado e a preservação dos valores naturais foram factores preponderantes na sua classificação, estando esta área também incluída no Sítio “Litoral Norte” da Rede Natura 2000. O Parque Natural surge como meio de compatibilização entre o desenvolvimento sustentável e a conservação dos Recursos Naturais, não pretendendo este interditar o uso deste território, mas antes estabelecer as regras e os mecanismos para a sua correcta utilização,
Entre a foz do Neiva e a Apúlia, a faixa litoral é constituída por um cordão de praias e dunas a que se associam recifes, os pequenos estuários dos rios Cávado e Neiva, manchas de pinhal, uma paisagem rural salpicada por vários aglomerados populacionais e área de recente urbanização.
As praias a norte, outrora extensos areais de finas areias, alternam agora entre os seixos (antigos terraços marinhos) e as areias que nos fazem reflectir sobre o avanço do mar e a importância do cordão dunar como barreira de protecção. As praias a sul conservam ainda, na sua maioria, os extensos areais tão apelativos para o turismo e que fizeram de Ofir uma estância turística de referência. Nas praias de Apúlia o sargaço tornou-se símbolo de uma faina agro-marítima já que o adubo das terras provinha do mar, num cenário em que os próprios campos eram feitos de areias do mar com cheiro a maresia sob a formas de belas masseiras.
O Litoral Norte destaca-se ainda pelas grandes áreas de cordão dunar, abrigo para espécies vegetais e animais, é também um importante elemento de protecção contra águas e ventos e de habitats interiores. As dunas são particularmente desenvolvidas nas zonas norte (Antas e Belinho) e na zona sul (Fão e Apúlia). Este habitat apresenta características únicas em virtude das condições extremamente difíceis e agrestes, onde ocorrem espécies muito singulares como o Estorno (Ammophila arenaria), Euca marítima (Cakila marítima), entre outras.
Para além do cordão dunar existe ainda uma área significativa de Pinhal onde encontramos o Pinheiro bravo (Pinus pinaster) e o Pinheiro manso (Pinus pinea). Surgem também pequenas áreas de Florestas ripícolas de Alnus glutinosa e Carvalhal onde podemos encontrar espécies como o Carvalho roble (Quercus robur), Sobreiro (Quercus suber), Loureiro (Laurus nobilis), Amieiro (Alnus glutinosa) ou Pilriteiro (Crataegus monogyna).
Uma das particularidades deste Parque Natural é a sua área marinha. Num total de superfície é de 8887 ha, a área marinha ocupa 7653 ha. As águas frias do Atlântico associadas a um substrato rochoso com afloramentos que podem ultrapassar os 18 m, constituem alguns dos factores ecológicos para a grande biodiversidade existente neste habitat.
Com uma ligação forte com a área marinha, o estuário do rio Cávado e o pequeno estuário do rio Neiva constituem um recurso natural de notável importância. A sua riqueza paisagística associada a uma diversidade de fauna e flora, local de reprodução e “viveiro” de muitas espécies, faz com que os estuários alberguem alguns dos habitats mais significativos do PNLN.

in: http://www.visitesposende.com
 
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Concelho de Fafe
Castro de Santo Ovídio, sobranceiro à bacia hidrográfica do Rio Vizela, é o mais conhecido sítio arqueológico do município, de que há notícia desde o século XIX. As mais antigas referências ao povoado, localizado nos arredores da cidade, remontam ao último quartel do século passado, quando foi descoberta pelo arqueólogo Martins Sarmento uma estátua de guerreiro lusitano, com 1,70 metros de altura, quando se abriam os alicerces para a construção da capela em honra de Santo Ovídio, na coroa do monte do mesmo nome. Na mesma ocasião, apareceram moedas naquele local.
Em 1980, foram iniciadas escavações no povoado que permitiram pôr a descoberto habitações, arruamentos e outros importantes elementos para o conhecimento da arquitectura e urbanismo do castro, presumivelmente ocupado entre os séculos I A.C. e I D.C. Igualmente, foram descobertos abundantes vestígios de cerâmica e material lítico e metálico, que tornam o povoado de extraordinário interesse para o estudo da cultura castreja no noroeste peninsular.

O teatro-cinema é um dos principais motivos de interesse arquitectónico da cidade de Fafe, constituindo para a época da sua abertura um importante marco cultural.
A construção do belo imóvel deve-se ao ilustre fafense José Summavielle Soares e a sua inauguração apoteótica ocorreu em 10 de Janeiro de 1924, com apresentação da peça "O Grande Amor", pela companhia Aura Abranches.
A sua fachada, de decoração invulgar e certamente única na região, é de belíssimo recorte, pese a degradação em que actualmente se encontra.
A estrutura e os motivos decorativos interiores foram comparados aos mais belos teatros do norte, designadamente ao Teatro-Circo de Braga. A arquitectura do interior é em forma de ferradura, com um tecto abobadado e decorado com motivos famosos, além da figuração do firmamento.
O teatro tem uma lotação de 409 lugares, incluindo a plateia, os frisos, os camarotes e o balcão.
Em 1924 também já se exibia cinema nestas instalações.
Com o andar dos tempos o edifício foi-se degradando, tendo sido encerrado ao público em 1981.
Em 1978 foi considerado "imóvel de interesse público", o que veio a ser ratificado em 2002.
Em 2002, após demoradas negociações, a Câmara Municipal adquiriu este importante imóvel para a comunidade fafense. Estão agora a ser tomadas as providências necessárias à sua recuperação.

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Concelho de Guimarães
Património Mundial

É unanimemente reconhecido que o nome e a imagem do “Centro Histórico” da Cidade de Guimarães extravasaram há muito as fronteiras do domínio público, com uma sempre subjacente ideia de qualidade associada. O reconhecimento e o interesse, nacionais e internacionais, foi crescendo devido ao rigor dos critérios adoptados e aos discretos cuidados com que durante alguns anos a autarquia Vimaranense foi processando e patrocinando uma intervenção que, suscitando formas e renovando funcionalidades, reabilitou para a cidade e para o presente antigas e esquecidas espacialidades.
Em anos mais recentes foram concretizados alguns projectos e ambições antigas. A reabilitação dos espaços públicos, de edifícios municipais, cedendo a sua forma a novas funções e o apoio técnico e financeiro à iniciativa privada, constituíram três das principais linhas estratégicas que sustentam a concretização dos dois objectivos que norteiam a intervenção no Centro Histórico de Guimarães:
- A reabilitação do Centro Histórico de Guimarães visa a recuperação e preservação do património construído de qualidade formal e funcional, cuja autenticidade é necessário manter no seu todo pelo que a reabilitação passa também pela utilização dos materiais e das técnicas tradicionais.
- O segundo objectivo reside na manutenção da totalidade da população residente, dotando-a de melhores condições de habitabilidade. O trabalho de reabilitação do Centro Histórico, pelo seu rigor de intervenção e carácter exemplar, recebeu já o prémio Europa Nostra, em 1985, o 1º prémio da Associação dos Arquitectos Portugueses, em 1993 e o prémio da Real Fundação de Toledo, em 1996.
Entretanto, a assunção por parte do Município de se constituir como exemplo a seguir, reforçada na continuidade dessas acções iria induzir nos privados a iniciativa e o gosto pela reapropriação do seu espaço e também a invenção de muitas formas do viver na área antiga da cidade, marcando-as com o sentido de Colectividade e o sentido de Humanidade que têm sido e só podem ser o fundamento de uma intervenção comummente assumida. Isto significa menos dirigismo e menor empolamento formal das iniciativas públicas e das acções técnicas e regulamentares (ao contrário do que, infelizmente, tem sido mais corrente).
Tenha-se em conta que o tempo é normalmente um árduo adversário de difícil gestão, mas que não deixa nunca de ser um recurso a mobilizar e integrar, não sendo nunca, por essa razão, completamente perdido...Tudo se passa como se o mesmo herói desconhecido que descobriu esta maravilhosa filigrana envelhecida regressasse e ainda anonimamente viesse reanimar (no sentido da raiz latina...) a tradição, e apenas entreabrir um janela do futuro. O mais difícil será acordar esta personagem sem estremecimentos e sem sobressaltos.




Praça de Santiago
Segundo a tradição, uma imagem da Virgem Santa Maria foi trazida para Guimarães pelo apóstolo S. Tiago, e colocada num Templo pagão num largo que passou a chamar-se Praça de Santiago. Praça bastante antiga, referida ao longo do tempo em vários documentos, conserva ainda a traça medieval. Foi nas suas imediações que se instalaram os francos que vieram para Portugal em companhia do Conde D. Henrique.
Aí estava situada uma pequena capela alpendrada do séc. XVII dedicada a Santiago que foi demolida em finais do séc. XIX.




Rua de Santa Maria
Foi uma da primeiras rua abertas em Guimarães, pois destinava-se a ser um elo de ligação entre o convento fundado por Mumadona, rodeado pela parte baixa da vila, e o Castelo situado na parte alta da vila. É já referenciada por este nome em documentos do séc. XII, embora ao seu troço superior fosse dado o antigo nome de Rua da Infesta. Ao longo do seu percurso encontramos vários testemunhos arquitectónicos do seu passado: o Convento de Santa Clara, a Casa do Arco, a Casa dos Peixotos e a Casa Gótica dos Valadares, e tantos outros que lhe dão uma identidade própria e características na cidade de Guimarães.




Largo do Toural
Considerado hoje como o coração da cidade, era no século XVII um largo extramuros junto à principal porta da vila, onde se realizavam a feira de gado bovino e outras de diversos produtos.

Em 1791 a Câmara aforou o terreno junto à muralha para edificação de prédios, que foram feitos mais tarde segundo planta vinda possivelmente de Lisboa, e determina-se assim, o início da lenta transformação do Toural. Na segunda metade do século é construído o Jardim Público, rodeado por um gradeamento de ferro, que abre em 1878. Para este espaço é criado um mobiliário urbano enquadrado na nova arquitectura do ferro: coreto, mictório, bancos e candeeiros. Com a implantação da República o Jardim Público é transferido para outro local, sendo então colocada no centro do Toural, agora remodelado, a estátua de D. Afonso Henriques. Alguns anos depois esta vai para o Parque do Castelo e é substituída por uma vistosa Fonte Artística.




Rua D. João I
A Rua D. João I foi outrora uma das ruas mais movimentadas de Guimarães, uma vez que era o local de saída para o Porto.
Mantém ainda um aspecto vetusto que lhe é dado pelo ambiente escuro e algo sombrio, pela estreiteza da rua e pelas casas antigas com varandas de balaústres em madeira.
Um dos monumentos mais importantes que aqui pode ser admirado é o Padrão de D. João I, obra do século XVI, cujo magnífico cruzeiro é coberto por uma espécie de baldaquino renascença. Foi ligeiramente deslocado do local inicial onde se encontrava em finais do século XIX, devido ao intenso movimento da rua.



Outro dos monumentos importantes aqui existentes, é o edifício da Venerável Ordem Terceira de S. Domingos, edifício do século XIX, cujos alicerces começaram a ser erigidos em 1836, sendo solenemente inaugurado em 1840. Alguns anos depois, em 1854, iniciou-se o Hospital dos Entrevados pertencente à mesma Ordem Terceira.

 
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Concelho de Melgaço

Alvarinho com Rota própria

O Vinho Alvarinho de Melgaço, produzido numa sub-região dos Vinhos Verdes, passa a dispor agora de uma Rota própria, implementada pela Câmara em parceria com diversos agentes locais, com o objectivo de conjuntamente dinamizarem o potencial enoturístico do concelho.

Baseando-se no desenvolvimento de actividades turísticas de lazer e tempo livre dedicadas à descoberta e desfrute, cultural e enológico, da vinha, do vinho e do seu território, o enoturismo é uma excelente alavanca de desenvolvimento económico, incrementando a promoção e venda, não só dos vinhos, mas da própria região.

Para atingir este objectivo, a Rota do Alvarinho conta com a parceria local das adegas de Alvarinho Quinta do Reguengo, Quinta de Soalheiro, Quinta das Touquinheiras, Adega Casta Boa, Quinta da Pigarra, Quintas de Melgaço e Fontainha de Melgaço, das unidades hoteleiras Hotel de Monte de Prado, Hotel Rural Quinta do Reguengo, Casa da Granja, e as albergarias Boavista e Mira Castro, dos restaurantes Panorama, Adega do Sossego, Boavista, Mira Castro, Foral de Melgaço e Chafarix, das enotecas/comércios Solar do Alvarinho e Artes – Centro de Artesanato, dos espaços museológicos e do Centro de Interpretação da Porta de Lamas de Mouro, e das empresas de animação turística Melgaço Radical, Draftzone e Ecotura.

A Rota do Alvarinho, apresentada publicamente no dia 10 de Maio de 2008, encontra-se inserida na Rede Transfronteiriça para a Promoção do Enoturismo, projecto transfronteiriço financiado no âmbito do Interreg III.


Solar do Alvarinho

O Solar do Alvarinho foi inaugurado em 8 de Agosto de 1997. O seu aparecimento veio dar resposta a várias necessidades relacionadas com a defesa, promoção e divulgação do Vinho Alvarinho, o desenvolvimento e dinamização do meio rural, o incentivo à produção e comercialização do vinho Alvarinho, a divulgação e promoção do artesanato local e de outros produtos típicos, e divulgação das raízes tradicionais e culturais da região.

 

 
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Concelho de Monção
Possuindo condições naturais favoráveis, com abundância de terrenos férteis e bem irrigados, todo o concelho de Monção foi desde muito cedo palco de uma intensa ocupação humana que ao longo dos milénios foi moldando a sua paisagem.
Desses tempos e dessas civilizações, foi ficando um vasto e riquíssimo património que proporciona uma viagem enriquecedora a quem nos visita. Considerando a sua diversidade e localização, optamos pela apresentação de roteiros patrimoniais temáticos.

Património Arqueológico


Castro de S. Caetano (Longos Vales)
A denominação deste local foi definida pela construção da Capela de S. Caetano, entre os séculos XVII/XVIII. A nível arqueológico este castro apresenta um conjunto de três linhas de muralha, definindo-se assim como povoado fortificado de grandes dimensões. O castro de S. Caetano era um povoado típico da Idade do Ferro, com cerâmica indígena, de importação romana, como a ânfora e a sigillata, bem como materiais de construção de influência romana (tegula e ímbrex). São visíveis habitações circulares e sub rectangulares, o que atesta, conjuntamente com o espólio cadastrado, a importância deste povoado desde o século I a.C. até ao século II d.C.

Castro da Senhora da Graça (Badim, Sá)
Trata-se de uma elevação granítica, com cota a rondar os 315 metros, de perfil cónico. Ainda são visíveis algumas estruturas circulares. Provavelmente ocupado desde o Bronze Final à romanização plena, este castro, conjuntamente com os de S. Caetano e Sra. da Assunção, Sra. da Vista, dominava completamente o curso médio do rio Minho, donde tiraria grande parte da sua subsistência. Quanto a cronologias de ocupação, Maia Marques aponta para uma ocupação que iria entre séc. II a.C. ao séc. I d.C. Sendo este sem dúvida um local já intervencionado e que de algum modo se apresenta como um elemento importante para o estudo da Idade do Ferro e do Bronze no Alto Minho.

Castro da Senhora da Assunção
O nome deste local é conferido pela existência de uma ermida consagrada a N. Sr.ª da Assunção, no topo deste monte, edificada no século XVI. A nível arqueológico este povoado apresenta um conjunto de três linhas de muralha, segundo Maia Marques, definindo assim este habitat como um povoado fortificado. O sítio já foi alvo de intervenções arqueológicas, ficando visível grande parte da acrópole, várias estruturas circulares e sub rectangulares, arruamentos e pátios lajeados, constituindo assim um perfeito modelo de proto-urbanismo que caracteriza os povoados castrejos. De notar a existência do topónimo Paço, a Norte, muitas vezes associado a vestígios de ocupação romana.

- Gravuras Rupestres da Chã da Sobreira (Podame)
- Petroglifo de Cambezes/ Cova da Moura

Património Natural

Os rios sempre foram presença constante na vida deste concelho. Do Rio Minho, que os nossos vizinhos galegos tratam carinhosamente de “Pai Minho”, aos rios Mouro e Gadanha, a água foi, é, e será, um recurso de extrema importância e beleza paisagística.

O rio Minho é um dos rios no nosso país onde o salmão ainda sobrevive, bem como outras espécies em regressão como a lampreia e o sável. A lontra é um mamífero em regressão a nível europeu que encontra nestas águas um pequeno refúgio. A riqueza deste rio é um paraíso para apreciar a fauna e praticar a pesca desportiva, nas muitas pesqueiras.


A Ecopista, de Valença a Monção, proporciona uma grande proximidade com o rio Minho rico, neste percurso, em ilhotas, ínsuas, matas ripicolas e veigas férteis, protegidas pela Rede Natura 2000. Ao longo das margens destes rios, além de um importante património histórico constituído por pesqueiras, pontes e moinhos, encontram-se diversas áreas de lazer que primam pela qualidade num ambiente natural de extrema serenidade, onde o murmurar das águas transmite sensações de plenitude.


Para visitar e deixar-se levar pelo encantamento, destaca-se o Parque das Caldas e o parque de merendas de Lapela (rio Minho); as praias fluviais de Mazedo, Pinheiros e Pias (rio Gadanha); e as praias fluviais de Segude, Podame, e Ponte de Mouro, esta última pertencente às freguesias de Barbeita e Ceivães (rio Mouro).


No Concelho de Monção, existem ainda trilhos pedestres que permitem o contacto com as realidades minhotas, as riquezas florísticas e faunísticas, bem como com o mosaico que as diversas tipologias de uso do solo conferem, originando paisagens estruturalmente distintas. No âmbito da cinegética importa mencionar que em todo o concelho existem 9 Zonas de Caça associativas e 2 Zonas de Caça Municipais.


Vinho Alvarinho

O Vinho Alvarinho é personalizado e distingue-se dos demais pelo seu equilíbrio, de cor citrina, paladar leve e fresco, aroma frutado, característico e ímpar, cheio de boca, e de agradável e persistente pós de boca, sendo, pela sua originalidade, um dos melhores vinhos do mundo.

Embora seja produzido na Região dos Vinhos Verdes, o Vinho Alvarinho, nascido na Sub-Região de Monção, diferencia-se dos restantes vinhos brancos da região, não só em termos meramente químicos, como também a nível de análise sensorial.

Caracterizando-se por uma componente aromática extremamente rica, diversificada e complexa, o Alvarinho apresenta um aroma delicado e notório à casta, com um frutado intenso, fino e subtil, no qual se podem detectar aromas elementares das mais diversas naturezas: pêssego, banana, maracujá, alperce, líchia, limão, avelã, etc.

No sabor, é complexo, harmonioso, encorpado, persistente, macio e seco. A qualidade, o equilíbrio e a maximização das suas potencialidades são conseguidos após alguns meses de estágio em garrafa, devendo ser consumido, preferencialmente, no ano seguinte ao da vinificação.


Contacto
Paço do Alvarinho
Associação de Produtores de Alvarinho
Praça Deu-la-Deu Martins
4950 – Monção
T 251653215
[email protected]


Horário
2º a sábado das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00, domingos e feriados das 10h00 às 12h00 e das 15h00 às 18h00

 

Termas

As termas de Monção, com os seus banhos de águas quentes e sulfurosas, são a melhor forma de cuidar de si. Um espaço desenhado para melhorar o seu bem-estar físico e psicológico. São milhares de pessoas que o comprovam, porque já tiveram a oportunidade de sentir os beneficios que estas águas "miraculosas" proporcionam.

Situadas no Parque das Caldas e rodeadas pelo verde, com vista para o rio Minho e para a Espanha, podemos mesmo atribuir-lhe duas principais funções: a terapêutica e a lúdico-recreativa. A primeira função, desde sempre conhecida, destina-se à cura de doenças físicas, psicológicas e até psiquiátricas; a segunda, mais recentemente reconhecida, tem como objectivo contribuir para uma maior qualidade de vida dos cidadãos.

Desde Junho de 2001, o município de Monção tem ao serviço dos aquistas um moderno e funcional balneário termal inaugurado pelo Presidente da República, Jorge Sampaio. Desde Junho de 2008, a gestão é assegurada pela Tesal, uma das empresas com maior número de unidades termais e SPAS no pais vizinho que pretende fazer do balneário local um dos mais relevantes em Pontugal.

As águas termais de Monção, que brotam das fontes Santa Maria e Nossa Senhora da Saúde, são indicadas para doenças do fígado, vias biliares e doenças de estômago e intestino. Os seus efeitos fazem-se ainda sentir em doenças articulares, da pele e das mucosas, nas mialgias e nevrites, bem como nos estados espasmódicos, cardiovasculares, respiratórios e gastro-intestinais da dietese neuro-artrítica.

Contacto
Balneário Termal
Avenida das Caldas
4950 – Monção
T 251 648 367 | F 251 648 367
[email protected]
www.tesal.com/moncao.html


 
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Concelho de Paredes de Coura
O Turismo em Paredes de Coura apresenta imensas possibilidades de satisfazer um vasto leque de preferências de todos quantos procuram o Alto-Minho para espaço de lazer, de cultura e também de contacto com a rica e variada tradição. Propomos ao visitante um produto turístico no Concelho de Paredes de Coura, que lhe permita passar três dias inolvidáveis, percorrendo o Concelho em família ou com os seus amigos. Sempre presentes nestes três dias de circuito estarão os grandes valores históricos, paisagísticos, naturais e uma ruralidade magnífica e bem preservada. Deixe-se atrair e desfrute do som das cristalinas águas sempre presentes neste espaço a descobrir. Sinta na sua pele o amável contacto das puríssimas águas dos nossos Rios e Ribeiros, refrescando-se em muitos e magníficos locais de banhos. Respire paisagem, ar puro, e todo o ambiente rural e de tradição bem vivos e preservados que só poderá encontrar visitando-nos.
O Património de Paredes de Coura é multifacetado e muito rico.
A variedade deslumbrante do património natural e paisagístico, moldado pela intervenção milenar do homem, agricultor e pastor, num hercúleo esforço; o património construído, nas vertentes profana, marcada pela procura de funcionalidade e de acentuada ruralidade, ou religiosa - alminhas, cruzeiros, capelas e igrejas, imaginária e pintura - inspiradas pela fé e pelas crenças, que os artistas e artesãos locais produziam, criando ou reproduzindo modelos estéticos que os impressionavam.
Estes elementos de contemplação, reflexão e estudo, no seu conjunto, transportam-nos a um mundo que nos permite, passo a passo, descobrir a história e as tradições deste Concelho.
A Paisagem Protegida do Corno de Bico é um pequeno santuário natural situado no limíte administrativo SUDESTE do concelho de Paredes de Coura. Confronta com os Arcos de Valdevez e Ponte de Lima, respectivamente. Abrange, total ou parcialmente, as freguesias de Bico, Castanheira, Cristelo, Parada e Vascões, na área de 2174,6 ha, dos quais 25% são matas formadas por carvalhos e outras folhosas. A frondosa mata de carvalhos de diferentes espécies foi plantada a partir dos anos '40 do século XX, integrando as manchas autóctones existentes. As espécies raras, dorovante mais protegidas, puderam melhor desenvolver-se. Mais visíveis do que outras, os vastos conjuntos de azevinhos, espécie protegida por lei, destacam-se na mata.
A Paisagem é um testemunhoda cultura minhota num espaço de rara beleza natural, que o homem intervencionou e moldou de uma forma harmoniosa e simples.
O branco e o cinzento granítico das aldeias e lugares, harmoniosamente integrado na paisagem, contrasta com os variados tons de verde, pelas encostas em socalcos, bordejados por finas sebes de arbustos, que se estendem até aos ribeiros de águas transparentes.
Com efeito, a presença do Homem nestas paragens remonta ao Neolítico, e substituem ainda nos montes do Corno de Bico e na Chã de Lamas vestígios de algumas mamoas ou monumentos funerários datados de hà 5000 anos. Em Cristelo, no Castro de S. Sebastião, achados arqueológicos como machados de talão, vasilhas para armazenamento e confecção de alimentos, tégula e tijolos revelam uma importante estação romana. Já de um período posterior, correspondente aos séculos XVII, XVIII e XIX são as diversas igrejas e capelas existentes que, para além de serem um marco da religiosidade popular deste povo, são igualmente interessantes formas de expressão artística, nomeadamente do período barroco.
Do património arquitectónica profano, destacam-se algumas casas senhoriais e um grande conjunto de estruturas de suporte da agricultura que foi, até meados do século XX a mais importante actividade económica deste município. O milho era então o suporte de uma economia marcadamente agrícola e a certificá-lo está um elevado número de moinhos e engenhos hidráulicos, poças e levadas, caminhos sulcados pelos carros de bois piscos que, em Setembro e Outubro, enchiam de milho as eiras e os espigueiros ou os caniços.
Para além do milho, do feijão e da batata produzia-se o linho que as mulheres ripavam, espadelavam, teciam e bordavam meticulosamente, ao som da concertina, do acordeão e das cantigas populares que entoavam pelos vales, dando forma a belíssimos trabalhos artesanais e corpo a um comunitarismo que tende a desaparecer.
 
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Concelho de Ponte da Barca
História e Património

Ponte da Barca, concelho montanhoso, ladeado da parte esquerda pelo rio Lima, eixo regional de comércio na direcção do litoral com as rotas do interior.
À semelhança da maioria das Terras portuguesas, Ponte da Barca tem origens muito remotas que devem corresponder a uma circunscrição pré-romana ou, pelo menos, romana, mas já era habitada desde os tempos pré-históricos como provam os achados arqueológicos.
Dos vestígios da ocupação romana por estas Terras, destacam-se várias peças de cerâmica, moedas e esculturas, encontradas maioritariamente na área da Serra Amarela. Mas de certo que, de todos os achados, o principal destaque vai para a Pedra dos Namorados encontrada na freguesia da Ermida. Trata-se da figura de um homem e de uma mulher em baixo relevo, que deve datar de uma época de plena Romanização do Noroeste Hispânico, que em 1903 foi levada para o actual Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, voltando de novo, em 1986, para o Museu da freguesia da Ermida, onde se encontra exposta.
Em tempos medievais, a região era conhecida como «Terra da Nóbrega», antepassado do concelho de Ponte da Barca, e circunscrição medieval que no século IX possuía já os limites do actual concelho. Esta Terra era uma das muitas circunscrições territoriais em que o nosso país estava dividido para fins administrativos, judiciais, militares e também religiosos. Correspondiam, em geral, a circunscrições romanas e os seus limites identificavam-se, na maioria das vezes, com os acidentes geográficos.
O nome, Nóbrega, de provável origem celta, indica local fortificado e veio-lhe do altaneiro castro que lhe servia de reduto defensivo, situado no maciço rochoso, na freguesia de Sampriz. Mais tarde, Ourigo Ourigues que, provavelmente, foi o primeiro governador da Terra da Nóbrega, (re)edificou o Castelo da Nóbrega sobre as ruínas do velho castro.
Nos séculos XII e XIII, o povoamento começa a descer às margens dos rios, sendo assim fundada aquela que viria a ser a vila de Ponte da Barca. Esta, é marcada por um cruzamento de dois caminhos de ligação a Santiago de Compostela, um no sentido Norte-Sul (atravessando o rio), outro no sentido Poente-Nascente (ao longo do rio).
A história desta vila prende-se com o atravessamento do rio Lima, tendo sido primeiro denominada de Barca, porque o atravessamento era feito na época somente por uma barca, e passado posteriormente para Ponte da Barca, aquando da construção da sua primeira ponte, provavelmente, em meados do século XIV.
Com a construção da ponte, a localidade reforça a sua importância no domínio comercial, constituindo um forte ponto de passagem, centro e eixo regional na direcção do litoral.
O Património monumental do concelho é igualmente de grande riqueza. Em Ponte da Barca, a ponte ocupa lugar de relevo por se tratar de uma das mais importantes pontes medievais do país, da primeira metade do século XV. Pelo concelho, é possível encontrar casas senhoriais, o Castelo e os Espigueiros do Lindoso, a Igreja Matriz, o Pelourinho e o Antigo Mercado, entre muitos mais exemplares, do património edificado existente no concelho.

Natureza e Lazer

O reconhecimento do valor do património natural do concelho de Ponte da Barca não se limita à exuberância da vida selvagem na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG). Aproximadamente metade do concelho faz parte do território do PNPG, talvez por isso a paisagem de Ponte da Barca imprime-se a cores em retinas cansadas pelo stress do quotidiano. Por todo o concelho, os rios e os ribeiros, as albufeiras, as praias fluviais, as quedas de água e o verde da paisagem da Serra Amarela revelam imagens únicas e oferecem a possibilidade de contacto directo com a natureza. Este vasto leque de recursos naturais que Ponte da Barca tem para oferecer, tem vindo a ser aproveitado para usufruto de todos aqueles que buscam no contacto com a natureza o refúgio ao agitado ritmo urbano. Através da oferta das mais variadas actividades ao ar livre, vocacionadas para pessoas de todas as idades e de diferentes extensão e/ou características, o aproveitamento destas actividades de desporto, de lazer e de aventura favorecem a imersão mais intima no ambiente natural e nas maneiras de viver das populações locais. Na forma de trilhos pedestres ou de actividades desportivas como o BTT, de seguida apresentam-se percursos elaborados por várias entidades que decorrem nas paisagens rurais de Ponte da Barca, nas quais a natureza e o homem convivem há milhares de anos.

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Concelho de Ponte de Lima
Património Arquitectónico

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Albergaria de S. João de Deus/Quartéis

Edifício maneirista de linhas sóbrias valorizadas pelo ritmo das fachadas organizadas em 3 corpos volumetricamente diferenciados, foi mandado construir em 1659 pela Regente do Reino D. Luísa de Gusmão, como hospital para os soldados feridos nas guerras da Restauração, ficando a cargo dos religiosos São João de Deus até 1716.
Após diversos ocupantes que o utilizaram para diferentes fins, foi em 1805 doado à Santa Casa da Misericórdia para transferência do hospital, tendo devido à Invasão Francesa de 1808 sido afastado da posse desta Instituição, só voltando à sua posse em 1874 após conhecer mais uma série de funções e ocupantes.
Foi bastante alterado desde a sua origem, destacando-se o restauro de 1787/1795, com pedra extraída de três torres das antigas muralhas da Vila, altura em que foi demolido o oratório e capela, transladando-se a imagem do Padroeiro para a Capela de Nossa Senhora da Lapa.
De destacar o frontespício enriquecido por pequeno grupo escultórico, constituído por nicho, imagem do antigo orago e alguns elementos heráldicos.





Património Arquitectónico

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Biblioteca Municipal - Antigo Hospital da Misericórdia

A composição arquitectónica da Biblioteca Municipal resulta da abertura da Rua Cardeal Saraiva, no fim do 1º quartel do séc. XX, que dividiu em dois o edifício do antigo Hospital da Misericórdia, (reconstrução concluída em 1731), destruindo-se assim um curioso claustro setecentista e um pouco da muralha medieval.
Adossado a um troço da muralha, existe um acesso à adarve a partir da varanda alpendrada voltada ao Largo da Picota, encontrando-se ainda no seu interior uma escadaria de características barrocas.
Tal como o edifício da Igreja da Misericórdia, constituiu-se um novo alçado voltada à rua Cardeal Saraiva, com características arquitectónicas idênticas às restantes, patente nas fenestrações, cornijas e beirados.
Em 1993 foram concluídas amplas obras de reforma geral para funcionamento dos serviços da Biblioteca Municipal.





Património Arquitectónico

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Capela do Anjo da Guarda

A capela do Anjo da Guarda é uma construção religiosa românica / gótica, erigida provavelmente no último quartel do séc. XIII, reconstruída no séc. XVIII segundo cânones barrocos após derrube parcial pelas cheias, reforçando-se então os pilares, colocando-se coruchéus e a imagem policromada de São Miguel com um carácter ingénuo.
A sua localização na margem direita do rio Lima junto á Ponte e a pequena configuração quadrangular aberta, conferem-lhe um carácter devocional, servindo de local de culto e abrigo aqueles que por aqui passam.
Como características particulares destaca-se o arcaísmo dos pilares e colunas, que conservam as garras nas bases, ao mesmo tempo que a decoração vegetalista dos capitéis ainda se destaca pouco dos cestos.
Os coruchéus actualmente existentes foram colocados numa intervenção realizada em 1991.





Património Arquitectónico

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Capela da Nossa Senhora da Misericórdia das Pereiras

Este templo de implantação harmónica e sobranceira sobre a Vila, foi originalmente mandada construir em 1525 por Pedro Afonso Fiúza e pela sua mulher Catarina Madriz, em substituição de uma pequena ermida que existia no local.
As características arquitectónicas barrocas que actualmente se nos apresentam, resultam de uma profunda reforma datada de 1818, em que o templo então de menores proporções, converteu-se em dois corpos, elevou-se o antigo tecto do primeiro que era um salão quadrilongo, construiu-se de novo arco do transepto, aditando-se Capela-Mor e sacristia.
Encontrando-se em estado de profunda degradação, foi doada à Câmara Municipal pelos seus proprietários em 1979, datando as últimas obras de 1998, em que se construiu um novo coro e instalações de apoio à realização de actividades culturais, mantendo-se inacabada a torre sineira como sempre aconteceu ao longo da sua história.
No seu interior, destacam-se algumas pinturas policromas no granito do arco do transepto, imagens pertencentes ao espólio da Capela e a instalação de parte do retábulo do séc. XVIII que restou da degradação a que a mesma esteve sujeita durante largos anos.






Património Arquitectónico

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Capela da Nossa Senhora da Penha de França

Mandada construir em 1613 por João Lourenço em frente á Cadeia "Velha", para que os presos pudessem ouvir missa, visto esta não ter oratório.
É uma capela urbana, de feições muitos simples e linhas muito sóbrias, na tradição maneirista, com frontispício terminado em frontão triangular, coroado por pináculos, com uma pequena torre sineira no lado direito e cruz sobre o acrotério no topo, do séc. XVIII.
Contrastando com a simplicidade exterior, ressalta a riqueza e dimensão do retábulo barroco do altar-mor em talha dourada, do "Estilo Nacional".





Património Arquitectónico

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Casa dos Calistos

Esta Casa, impropriamente designada "dos Calistos", pertenceu no séc. XVII a Gervágio Álvares da Rocha, sendo posteriormente vendida a António de Oliveira Rego, que a reedificou e vinculou em 1737.
Edifício barroco de planta irregular, foi muito prejudicado com a regularização viária da vila nos séc. XIX e XX.
No átrio da entrada existe ainda uma curiosa escadaria de acesso ao andar nobre e, na fachada, sacadas de balaústres de pedra e uma decorativa cartela heráldica.
Conserva-se ainda a estrutura fundamental do imenso jardim com três fontanários, um deles imponente pela exuberante decoração em cantaria lavrada.
A quinta possui vários terrenos com exploração agrícola, outros como área de jardim, onde estão três fontes todas elas decoradas, tendo a maior nicho e pedra de armas.





Património Arquitectónico

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Casa da Garrida

A casa da Garrida foi construída no último quartel do séc. XVIII, inserindo-se na tipologia do Solar Rocaille que integra capela no frontispício, na variante em que esta surge no extremo tratada de modo independente.
Na fachada do solar, constituído por dois pisos separados por um friso com pilastras nos cunhais apoiando alta cornija, destacam-se as janelas de sacada sobre modilhões de verga recta, encimadas por um conjunto escultórico formado de festões, cartela e concha.
A capela destaca-se exteriormente pela sua decoração de grande exuberância, encimada por torre sineira.





Património Arquitectónico

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Casa da Nossa Senhora da Aurora

Construída entre 1714 e 1730 de autoria do Arq. Manuel Pinto de Villalobos, constitui a Casa de Nossa Senhora da Aurora um Palácio urbano barroco, integrado na tipologia da "casa-comprida", o modelo mais frequente na época, com dois pisos divididos por friso horizontal, com escadaria desenvolvida no interior e adossando capela a uma das fachadas.
Também designada como Casa do Arrabalde, possui um frontespício harmonioso e ritmado pela fenestração do andar nobre, em que se rasgam onze janelas de sacada com frontões triangulares, acompanhadas de grades de ferro forjado.
No interior da capela encontra-se um retábulo setecentista com talha do estilo nacional, a par de azulejos de padrão barrocos provenientes da Capela da Senhora do Rosário (já desaparecida).
Os jardins foram igualmente organizados segundo o gosto barroco, como espaço de lazer, com jardins de buxos, bancos, lagos e diferentes fontes.





Património Arquitectónico

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Casa das Pereiras

Palácio urbano maneirista do séc. XVII, implantado isoladamente no topo do Bairro das Pereiras "sobre" a Vila , com acesso lateral ao adro da Capela das Pereiras, enquadrado paisagisticamente pela mata da casa de Nossa Senhora da Aurora.
Organização espacial com planta rectangular e frontespício de dois pisos, separados por friso e com fenestração regular, caracterizando-se interior e exteriormente pela sobriedade estilística, denotando-se na fachada a divisão social do espaço.
Possui um pequeno oratório rectangular com retábulo de madeira e tecto de masseira em caixotões, revelado exteriormente por cruz apenas na fachada posterior.
A varanda e colunata em granito da fachada Sul, orientam-se para um jardim desenvolvido em diferentes cotas, onde existem recantos com ruínas românticas e buxos de feição geométrica.





Património Arquitectónico

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Casa Torreada dos Barbosa "Aranha"

Casa-torre urbana maneirista do séc. XVII, conjugando harmonicamente torre de planta quadrada e ala residencial rectangular mais baixa, ambas de alçados simples e fenestração regular.
Muito possivelmente a torre e a ala residencial são contemporâneas, uma vez que as cantarias se interpenetram, as gárgulas são iguais e do mesmo período, estando os espaços interiores dos dois corpos interligados.
Destaca-se no conjunto o coroamento regular dos volumes com gárgulas de canhão sobre a cornija e merlões chanfrados na torre.
A actual denominação da casa deve-se à colocação das armas dos Barbosas Aranhas no frontespício.





Património Arquitectónico

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Chafariz

A sua construção foi ordenada pela Câmara Municipal em 1575 ficando concluído em 1603, implantado no actual Largo Dr.António Magalhães, donde foi transferido para o Largo de Camões em 1929.
O seu risco renascentista e execução são correntemente atribuídos ao famoso Mestre limiano João Lopes, o Moço.
Para a sua construção e canalização da água de Merim, foi lançada uma finta sobre o sal e o azeite comercializados nesta Vila.
As coimas sobre o seu conspurco estão patentes num letreiro próprio.
O fuste tem gravada a versão em uso das armas municipais.





Património Arquitectónico

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Igreja da Lapa

A Igreja de Nossa Senhora da Lapa terminada em 1768, foi erigida à custa de esmolas por devoção de D. Tristão de Meneses da casa da Freiria e do pároco da vila, ficando contudo incompleta, prevendo-se que o que existe fosse a Capela Mor do templo projectado.
O terreno foi cedido pelo Alcaide- Mor D. Tomaz de Lima que exigiu a colocação das suas armas como padroeiro dela, e que ainda hoje se conservam na fachada principal.
No interior encontra-se a imagem do santo negro S. Benedito que dava o nome à torre medieval da porta do santo.





Património Arquitectónico

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Igreja da Misericórdia

Remontando a instituição a 1530, a actual igreja foi erigida nos séc. XVII e XVIII, composta de nave única, capela-mor em abóbada de caixotões (1638) e pórtico principal aberto lateralmente sobre o cemitério, que constitui o adro actualmente fechado por um curioso gradeamento, sendo notável o efeito da varanda alpendrada que delimita este recinto.
A configuração arquitectónica actual resulta da abertura da Rua Cardeal Saraiva, no final dos anos vinte, que dividiu em dois o edifício do antigo hospital, tendo-se então deslocado o pórtico barroco do claustro para a fachada voltada para esta via.
Destaca-se no seu interior a abóbada nervurada em madeira policromada e dourada, os altares mor e laterais de gosto neoclássico, o painel central em alto relevo do retábulo mor primitivo, o painel com a cena da Multiplicação dos Pães hoje sob a mesa do altar e pintura setecentista com algum interesse.
As duas figuras que ladeiam o pórtico principal representam um mamposteiro com o saco das esmolas e um peregrino.





Património Arquitectónico

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Igreja da Nossa Senhora da Guia

A Igreja de Nossa Senhora da Guia foi construída cerca de 1630, no local onde se encontrava uma ermida em ruínas dedicada a São Vicente Mártir, a mando da confraria consagrada ao culto de Nossa Senhora da Guia.
É uma igreja seiscentista de nave única, precedida por galilé posterior, de linhas sóbrias, mas com elementos decorativos que rematam o frontispício - volutões e fogaréus, e no interior barrocos.
A galilé e a casa contígua para o capelão datam de 1746, conjuntamente com outros melhoramentos como a aquisição do orgão.
A talha dos retábulos é de estilo Nacional, os azulejos policromos de estilo tapete são do séc. XVIII, denotando-se marcas do estilo neoclássico na talha do arco triunfal, mesas de altar e trabalho de estuque das paredes.





Património Arquitectónico

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Igreja de Santo António da Torre Velha

A Igreja de Santo António da Torre Velha, resultou da reformulação no início do séc. XIX da antiga Ermida (documentada desde o séc. XVIII) consagrada a Nª Sr.ª da Esperança e posteriormente à Nª Sr.ª do Carmo. quando foi aumentada a sua volumetria.
A Igreja de planta longitudinal apresenta no exterior um frontão curvo interrompido e pináculos de remate das pilastras laterais, sendo a restante fachada revestida a azulejos.
A Torre construída após as obras do séc. XIX destaca-se pela sua altura e gárgulas de cada ângulo.
Igreja e Torre do reduto medieval coabitaram até meados do séc. XIX, altura em que esta última foi demolida, surgindo a designação de Igreja de Santo António da Torre Velha.

 





Património Arquitectónico

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Igreja Matriz

Mandada edificar por D. João I em 1425, a sua conclusão é provavelmente de 1446.
As várias transformações e ampliações ao longo dos séculos são bem visíveis, pela sobreposição de vários estilos - românico, gótico e neoclássico, de que é exemplo o portal gótico encimado por uma rosácea do séc. XVIII.
Os altares laterais, de Nossa Senhora das Dores do séc. XVII à direita e o de Nossa Senhora de Fátima do séc. XVIII à esquerda, destacam-se pela riqueza da sua talha.
A antiga pia baptismal é de estilo Manuelino.





Património Arquitectónico

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Largo de Camões

No actual espaço do Largo de Camões, a cerca muralhada separava o extenso areal ribeirinho de um interior onde coabitavam espaços verdes, casas e quintais, que estavam a Norte balizadas pela Rua da Ponte na qual entroncava a Rua do Rosário e a sul pela Rua da Ribeira, hoje chamada do Postigo que desembocava no Passeio 25 de Abril, bem ao lado da Torre de S. Paulo ou da Expectação.
Na segunda metade do séc. XIX, com a demolição da muralha e da Torre dos Grilos que se encontrava à boca da ponte, o espaço do futuro Largo de Camões ganhou uma outra dimensão. Os quintais que tinham como baliza a parede da muralha passavam a ficar devassados e as casas que nela entestavam foram obrigadas a encontrar um novo apoio ou a reorganizar as suas estruturas e fachadas. O chão foi aplanado e ensaibrado de modo a tornar-se no primeiro pavimento de um espaço público.
Pouco depois da cheia de 1909 o Largo foi objecto de um novo alteamento, que se traduziu em novo piso de saibro sobreposto a uma espessa camada de entulhamento.
A actual fisionomia do Largo de Camões começou a ser delineada no final dos anos 20 do séc. XX altura em que se iniciaram extensas obras, alteando-o parcialmente e nivelando-o de forma a ter melhor ligação ao Largo da Feira (surgido na altura) e Passeio 25 de Abril, atulhando-se dois arcos da ponte medieval, implantando-se aí o chafariz renascentista e "desenhando-se" novo pavimento.
O curioso poço do séc. XV de secção rectangular, com cerca de 3 metros de profundidade, totalmente forrado com boa silharia e que rematava em abobada, integrava-se numa imponente construção que aí existia denominada Casa do Patim.





Património Arquitectónico

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Museu dos Terceiros

O Museu dos Terceiros foi criado em 1974 com o objectivo de guardar e expor um significativo espólio de arte sacra, ocupando o espaço correspondente ao conjunto edificado constituído pelo Convento dos Frades Menores da Província da Conceição (do qual resta pouco mais que a Igreja Conventual), pela Igreja da Ordem Terceira, sacristia, sala consistorial e seus anexos em redor de um claustrim, sustentado por uma arcada toscana.
O Convento de Santo António foi instituído em 1481 por pelos 1ºs Viscondes de Vila Nova de Cerveira.
Durante o séc. XVI foram acrescentadas três capelas tumulares no lado do evangelho, que sofreram benfeitorias posteriores.
A igreja foi alterada em 1744, com linhas sóbrias, nave única precedida por galilé e coro-alto com cadeiral.
Entre 1745 e 1747 foi construída à ilharga a Igreja da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco, de planta longitudinal, nave única e decoração essencialmente barroca, ostentando a capela-mor um magnífico altar Rocaille de talha dourada e policromada, e um cadeiral atribuída ao italiano Luigi Chiari.
O acervo do Museu inclui um conjunto significativo de estatuária religiosa, azulejos do séc. XVI e XVII, pintura dos sécs. XVI a XVIII e alfaias litúrgicas.
Interessante a decoração de alguns dos seus espaços - a ante-sacristia forrada a azulejos polícromos de padrão, a sacristia com lambril de azulejos de figura avulsa, um arcaz com alçado decorado com painéis alusivos a Stº. António, teias indo-portuguesas, relicários e tecto apainelado e policromado.





Património Arquitectónico

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Paços do Concelho

Edificados originalmente no 2º quartel do séc. XVI foram diversas vezes reconstruídos, tal como em 1573 em que se reergueu um notável edifício de que restam hoje apenas algumas paredes a sul e uma janela no interior.
Em 1677 reconstruiu-se a escadaria principal, datando de 1751 a construção do corpo posterior.
Em finais do séc. XIX e durante o Estado Novo, introduziram-se profundas alterações interiores tais como o alteamento dos pés direitos, datando de 1997 a fixação da sua traça actual.
Chegaram a estar aqui instalados, cumulativamente com a Câmara Municipal, o Tribunal da Comarca, o Teatro D. Fernando e a Real Associação dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima.





Património Arquitectónico

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Palacete Villa Morais

Mandado construir em 1892 por João Rodrigues de Morais, figura ilustre de Ponte de Lima, que realizou fortuna devido à sua passagem pelo Brasil, é um edifício "abrasileirado" com mistura de diversos estilos.
A fachada, com o andar térreo de granito é de estilo neoclássico.
O aumento realizado nos anos 20 denota características do estilo Arte Nova, tal como a porta lateral virada ao parque, as grades de ferro da escadaria e os ferros das janelas da cave.
No seu magnifico jardim, juntamente com árvores de dimensão e características ímpares, implanta-se um lago atravessado por duas pontes e uma gruta, de inspiração romântica.





Património Arquitectónico

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Pelourinho

O primitivo pelourinho é atribuído ao séc. XVI e estava erecto no areal, sensivelmente em frente à torre de S. Paulo.
No início do séc. XIX foram-lhe acrescentadas as armas do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve .
Compulsivamente demolido no final das lutas liberais, foi reedificado no Estado Novo em frente aos Paços do Concelho utilizando alguns fragmentos identificados do monumento primitivo.





Património Arquitectónico

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Ponte sobre o Lima

Formada por dois troços distintos, um romano e outro medieval.
O séc. I é a altura provável da construção da Ponte Romana, visto por ela passar a via iniciada pelo Imperador Augusto.
A Ponte Medieval de características góticas foi provavelmente concluída em 1370, integrando-se nas obras de fortificação da Vila mandadas fazer pelo Rei D. Pedro I, datando o calcetamento e a colocação dos merlões de 1504 por ordem de D. Manuel, sendo originalmente flanqueada por duas torres demolidas na segunda metade do séc. XIX "por necessidades de tráfego" juntamente com grande parte do sistema defensivo urbano.
A Ponte Romana, de configuração muito simples, apresenta um tabuleiro rampante assente sobre 7 arcos a pleno centro e quebrado, dispostos irregularmente e de diferente vão, encontrando-se um deles encoberto pelo maciço onde assenta a Igreja de Santo António e outro entaipado a jusante.
Dois dos 17 arcos quebrados da Ponte Gótica, encontram-se soterrados pelos arranjos urbanísticos da Praça Camões, destacando-se os seus talha-mares de forma prismática encimados por olhais também de arco quebrado e no centro o seu cruzeiro de coluna facetada, cruz latina de braços em flor-de-lis e escudo no capitel.





Património Arquitectónico

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Teatro Diogo Bernardes

O Teatro Diogo Bernardes foi mandado construir em 1893 por uma comissão promotora constituída por diversos Limianos, de que se destacava João Rodrigues de Morais, tendo o projecto sido entregue ao arquitecto municipal de Viana do Castelo, António Adelino de Magalhães Moutinho.
Projectado segundo os cânones arquitectónicos do teatro á italiana característico do séc. XIX, apresentava no seu interior elementos de especial interesse, como as pinturas do tecto (já desaparecidas) e o pano de boca, da autoria de Eduardo Reis.
Após um longo período de degradação, a Câmara Municipal de Ponte de Lima adquiriu-o, realizando extensas obras de recuperação concluídas em 1999.



Património Arquitectónico

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Torre da Cadeia Velha

A Torre da Cadeia Velha ou da Porta Nova resulta das vultuosas obras de beneficiação feitas sobre a torre, que já então aqui existia integrante da estrutura muralhada da Vila (séc. XIV), mandadas fazer pelo Rei D.Manuel para instalação da cadeia da Correição da Comarca e concluídas em 1511.
Esta casa forte acastelada de planta regular aproximadamente quadrada, dividida em três pavimentos e uma enxovia, com janelas gradeadas sobrepostas, coroada por merlões piramidais, tinha anteriormente acesso ao interior apenas pela barbacã da Muralha e ostenta na sua fachada Sul, já deslocados do local primitivo, as Armas Reais e uma Esfera Armilar, divisa do Rei Venturoso.
Com a realização do Passeio Público - actual Passeio 25 de Abril - nos finais do séc. XIX, foi aberta a porta de arco quebrado no seu piso inferior, tendo-se nessa altura rebaixado o nível do seu pavimento interno.
Interiormente destaca-se a existência generalizada de pedras sigladas, bem com dos cachorros e recravas de apoio dos travejamentos que a dividiam em andares, sendo bem visível no aparelho da silharia das paredes as alterações dos níveis do pavimento térreo, realizadas ao longo dos anos.





Património Arquitectónico

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Torre de S. Paulo e Troço de Muralha

Foi erigida no séc.XIV, integrando a estrutura muralhada de defesa da Vila, devendo o seu nome à existência de uma imagem de S. Paulo, colocada numa edícula sobre a porta do postigo que lhe estava adjacente.
Esta torre de planta quadrangular coroada por merlões, conserva nas paredes interiores os apoios do madeiramento dos pisos .
Sendo uma construção de reforço estrutural da muralha, maciça e sem fenestração, sofreu intervenções no início do séc. XVI, perceptíveis na única porta de acesso ao nível da adarve do muro adjacente.
Na face voltada ao rio, o episódio imaginário de D. Afonso Henriques na Cabração (Cabras São Senhor!) é representado num painel de azulejos, uma feliz composição da autoria de Jorge Colaço.
Na face da Rua do Postigo, quase ao nível da cota do pavimento está uma inscrição gótica, onde se lê: "Aqui chegou o rio pelo risco".



 
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Castelo de Lanhoso
História:

A sua história está envolta em alguma controvérsia, logo no que respeita à sua fundação. Não existindo documentos que atestem inequivocamente a sua edificação, e sendo o actual espaço existente o resultado da intervenção promovida pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais durante no 2.º quartel do século XX, que respeitando os elementos essenciais da sua traça marcadamente românica, os vestígios ali encontrados levam-nos, no entanto, a estabelecer uma datação algo mais recuada.

Na década de 30 foram postos a descoberto elementos comprovativos da ocupação do local onde hoje vislumbramos o Castelo de Lanhoso, de períodos bem mais recuados no tempo, nomeadamente associados às Culturas Castrejas.
Da época da Romanização também são vastos os vestígios, nomeadamente o relato de Pinho Leal, segundo o qual ali existira uma epígrafe que remeteria a sua edificação para o ano 75 da nossa era "CRASTINUS ÆDIFICAVIT".
Uma outra epígrafe que foi já objecto de diversos desdobramentos, por diversos especialistas, que atribuíam responsabilidades na sua edificação quer a D. Teresa, quer ao Bispo D. Pedro (Como o faz Carlos Alberto Ferreira de Almeida na sua "Castelogia Medieval de Entre Douro - e - Minho".
O Castelo de Lanhoso, pela sua localização estratégica no controlo dos importantes cursos de água que eram o Rio Ave e o Rio Cávado, e no último caso importância reforçada pela passagem das vias romanas que de Braga ligavam à Galiza (Caminhos de Santiago) foi objecto de grandes disputas no seu domínio.

Uma das figuras que se liga particularmente à sua História é a mãe de D. Afonso Henriques, o nosso primeiro Rei, D. Teresa. A si estão associados importantes momentos da nossa história comum, a história de Portugal, nomeadamente ao denominado Tratado de Lanhoso celebrado entre D. Teresa e D. Urraca. É também no Castelo de Lanhoso que D. Teresa passa importantes momentos da sua vida, e muito concretamente aquando da sua derrota na Batalha de S. Mamede, de onde decorre a lenda do chamado "Pecado Original", quando D. Afonso Henriques aprisiona sua mãe neste Castelo de Lanhoso.


" Um dos mais obscuros obreiros na causa da independência de Portugal"
Damião Peres

Castelo de Lanhoso - Monumento Nacional, classificado por Decreto de 16.06.1910.

Datado do Século XII, foi alvo de restauro que lhe conferiu o aspecto actual.

A 1 km. da Póvoa de Lanhoso, na estrada Braga - Chaves / freguesia de N.ª Sr.ª do Amparo.

Boletim N.º 29 da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.
" O Castelo de Lanhoso foi objecto de musealização no ano de 1996.
Ali estão patentes alguns dos achados mais importantes e significativos da história deste sítio.
Um significativo conjunto de achados desde um capacete céltico em bronze, esculturas graníticas, cossoiros e fragmentos diversos de tegulaes e ímbrices provenientes de diversas campanhas de escavações que ao longo do século XX ali foram promovidas.
Através da consulta do seu Quiosque digital é possível aceder a um significativo conjunto de informações disponíveis sobre a história do sítio e do conjunto formado pelos diversos vestígios e marcos de ocupação do monte de Lanhoso."

Horário de Funcionamento:

Terça-feira a Domingo
10h00-12h30 e 14h00-17h30

Contactos:
Telef. 253 639 700 / 253 631 435
Fax.: 253 634 754
e-mail: [email protected]

 
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Concelho de Terras de Bouro
Parque Nacional da Peneda-Gerês

O Parque Nacional da Peneda-Gerês apresenta-se como a primeira área protegida a ser criada em Portugal (1971), pelo Decreto-Lei nº 187/71 de 8 de Maio, sendo o único com estatuto de Parque Nacional. Localiza-se na região norte de Portugal, compartindo fronteira com a Galiza, que forma uma paisagem contínua com o Parque Natural da Baixa Limia-Serra do Xurés, no município de Lóbios, em Espanha. O conjunto dos dois parques forma o Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés. Além das áreas de influência dos rios Minho, Lima, Cávado e Homem, o PNPG faz parte dos maciços graníticos da Peneda, Amarela e do Gerês. Ocupa uma área de 69 693 hectares, abrangendo cinco Concelhos: Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro. Neste último, ocupa 55,7% da área total concelhia.
A região que o integra é de predominância granítica e montanhosa, com altitudes que atingem os 1545m, no Pico da Nevosa, em Terras de Bouro. Parte das serras que o constituem sofreram intervenções do Homem, em continuidade, desde o tempo Neolítico.

Mais informação: Parque Nacional da Peneda-Gerês
Avenida António Macedo
4704-538 BRAGA
email: [email protected]
site: www.icn.pt

Delegação do Gerês
Vilar da Veiga - Vila do Gerês
4845-67 Terras de Bouro
email: [email protected]

Caminho dos Romeiros

Para alcançar a Abadia, há "uma calçada de violento declive, o Arrebentão ou Arrebentaço que faz esbofar o mais valente."

Partindo da Abadia, logo à saída encontram a Gruta da aparição e mais acima as duas últimas capelas rectangulares da Via - Sacra. Subindo a montanha, chegam a Santa Isabel do Monte. Atravessada a estrada, caminham em direcção ao Formigueiro, onde, em 1920, foi encontrada a Imagem de S. Bento, que tinha desaparecido do Santuário. Continuando o seu percurso, entram no Santuário de S. Bento, pelo lado do Parque.

Outros peregrinos visitam primeiro S. Bento e fazem o caminho inverso.
Depois de fazerem romaria, despedem-se cantando:

"Perdoai, ó S. Bentinho
Que nós vamos p'rá Abadia
Para o ano, cá tornamos
Quando for o vosso dia"

Depois de subirem o monte até ao Formigueiro, apesar do cansaço vão cantando:

"S. Bento, meu S. Bentinho,
Sarai-me a perna quebrada
Que para além do Formigueiro
Eu tenho de ir de Jornada."

Tinham os de cada região um roteiro certo e invariável, e das terras distantes era quase sempre a jornada feita de noite, por causa do calor. Juntavam-se os peregrinos em ranchadas, caminhavam descalços ou de alparcatas, e lá iam alegres e prazenteiros".

Centro Náutico

acesso ao espelho de água recolha de embarcações, rampas e guindaste barco de recreio equipamentos: garagens .oficina e estacionamento restaurante bar
cursos de verão: remo, canoagem, vela e wind-surf



Centro de Animação Termal

Club de Saúde
piscina aquecida
jacuzzi
banho turco
duche escocês
solário
ginásio
sauna
zona de descanso
hidromassagem
aeróbica
bar

Auditório
150 lugares
projecção audio-visual
conferência
seminários
teatro
cinema
concertos
sala de apoio ao secretariado equipada com fax e telefone

Termas do Gerês

Do contexto histórico da origem das Termas do Gerês predomina um vasto acervo documental que o retrata com exactidão. E, aqui, importa referir que as Termas vêem a sua projecção a nível nacional, aquando da visita do Rei D. Luís I e da sua comitiva, às Caldas e à serra do Gerês.

Mais recentemente, a empresa Hoteleira do Gerês ao investir na recuperação dos seus hotéis, assim como a própria Empresa das Águas, com o contributo da autarquia local ao nível de planeamento organizacional e implementação de infra-estruturas e, ainda, do PNPG, tomaram as Caldas do Gerês num espaço turístico, reunindo condições e capacidades de se classificar de zona turística por eminência, manifestado na procura crescente do novo "Turismo de Saúde".

Estância Termal do Gerês
Tel: 253 391 113 – Fax 253 391 184
www.aguasdogeres.pt
[email protected]


Embarcação Rio Caldo

§ navega todo o ano em 689ha de espelho de água (Albufeira da Caniçada)
§ barco de recreio com características turístico-ambientais
§ vertente turística/vertente pedagógica
§ viagem com 2 horas de duração. visita guiada
§ bar (serviço de catering) .
§ capacidade para 46 lugares sentados

Trilhos Pedestres

O concelho de Terras de Bouro, englobando as serras do Gerês e da Amarela, dominado pelos vales verdejantes do Homem e do Cávado e atravessado pela Geira (XVIII via romana do Itinerário de Antonino), constitui uma das referências mais significativas em termos do turismo nacional e do Norte da Galiza.
O Parque Nacional Peneda-Gerês, a vila termal do Gerês, as barragens da Caniçada e de Vilarinho das Furnas, o ex-libris do turismo religioso da região, ou seja, o Santuário do São Bento da Porta Aberta, em Rio Caldo, a Via Romana, considerada património nacional, as zonas de lazer ribeirinho, o artesanato, a gastronomia, etc., são recursos potenciadores de um turismo de excelência e representam a mais-valia económica do Concelho.

Consciente deste facto, o executivo municipal tem levado a efeito vários melhoramentos, tais como infra-estruturas rodoviárias, abastecimento de água e saneamento básico, bem como a construção de vários equipamentos (Centro de Animação Termal da Vila do Gerês, Centro Náutico de Rio Caldo, vários arranjos urbanísticos e de zonas ribeirinhas).

Além disso, a Câmara Municipal tem procurado aproveitar todos os recursos endógenos, nomeadamente através da organização de várias Feiras de Promoção e Dinamização dos Produtos Locais.

Prosseguindo uma estratégia de rentabilização de todos os seus recursos e tendo em conta o facto do grande escritor Miguel Torga ter sido um frequentador assíduo das Termas do Gerês e um amante insaciável destas serranias, a Câmara Municipal avançou com um projecto de criação de trilhos.

A rede de Trilhos Pedestres na Senda de Miguel Torga que agora apresentamos pretende, por um lado, ser uma homenagem a um dos maiores vultos da Literatura Portuguesa que durante mais de quarenta anos calcorreou estas paisagens e aqui escreveu alguns dos seus melhores poemas, e, por outro lado, constituir-se como um guia que possibilite, aos amantes da natureza, em geral, e da Serra do Gerês, em particular, fruírem o património natural e patrimonial de Terras de Bouro em toda a sua plenitude.

O Presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro



 
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Espaços Naturais

Couto de Santa Ana | Concelho: Valença | Tipo: Espaço Verde
Pântano da Veiga da Mira | Concelho: Valença |Tipo: Espaços Verdes
Parque de Nossa Senhora da Cabeça | Concelho: Valença | Tipo: Parque
Parque do Monte de Faro | Concelho: Valença | Tipo: Parque
Miradouro de Santo Ovídio | Concelho: Valença | Tipo: Miradouro - Sanfins
Ilha do Conguedo | Concelho: Valença |Tipo: Recurso Hídrico - Verdoejo
Ínsua dos Castros | Concelho: Valença | Tipo: Recurso Hídrico - Friestas
Pesqueira da Gingleta | Concelho: Valença | Tipo: Recurso Hídrico - Verdoejo
Pesqueira de Cristelo de Covo | Concelho: Valença | Tipo: Recurso Hídrico - Cristelo Covo (Junto ao rio)
Praia Fluvial de Friestas | Concelho: Valença | Tipo: Praia Fluvial - Lugar das Barreiras - Friestas
Praia Fluvial de Ganfei | Concelho: Valença | Tipo: Praia Fluvial - Ganfei
Praia Fluvial Senhora da Cabeça | Concelho: Valença | Tipo: Praia Fluvial - Cristelo Covo


Rota Relógios de Sol

Relógio de Sol da Igreja | Concelho: Valença | Tipo: Património de interesse concelhio
Relógio de Sol de Boivão | Concelho: Valença | Tipo: Património de interesse concelhio
Relógio de Sol do Eido de Cima | Concelho: Valença | Tipo: Património de interesse concelhio
Relógios de Sol de Taião de Baixo | Concelho: Valença | Tipo: Património de interesse concelhio
Relógios de Sol de Taião de Cima | Concelho: Valença | Tipo: Património de interesse concelhio


Rota Património Religioso
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Convento de Ganfei | Concelho: Valença | Tipo: Convento
Convento de Mosteiró | Concelho: Valença | Tipo: Convento
Convento de Sanfins/Friestas | Concelho: Valença | Tipo: Convento
Igreja da Misericórdia de Valença | Concelho: Valença | Tipo: Igreja
Igreja de Santa Maria dos Anjos | Concelho: Valença | Tipo: Igreja
Igreja Matriz de Santo Estêvão / Igreja Matriz de Valença | Concelho: Valença | Tipo: Igreja

 

 
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Espaços com História

Chafariz da Praça da República (Séc. XVI)
Foi construído, ou pelo menos concluído em 1559, sendo obra do mestre canteiro João Lopes “o velho”, o mesmo que alguns anos antes executara o chafariz de Caminha e, muito provavelmente, alguns dos chafarizes semelhantes que podemos encontrar em cidades galegas como Pontevedra. Foi durante vários séculos o ponto de abastecimento de água potável da população vianense e, pela sua monumentalidade e localização, uma das referências urbanas do burgo.

Antigos Paços do Concelho (Séc. XVI)
Depois que o antigo lugar de reunião do concelho foi ocupado pela igreja de Santa Maria Maior (hoje Sé), foi construída fora de portas esta Casa da Câmara logo no princípio do século XVI. É, como tantas outras construções similares do Noroeste hispânico, um edifício sobradado, tendo no andar nobre a “Câmara” onde reunia a vereação e no piso térreo uma arcada para abrigo das pessoas e de escribas que aqui redigiam, para os iletrados, requerimentos e outros documentos endereçados à Câmara.

Edifício da Misericórdia e Igreja (Séc. XVI)
Tendo sido criada em 1520, a confraria da Misericórdia de Viana, desenvolveu-se de tal forma que, no início do segundo quartel do século XVI a mesa resolveu construir a chamada “Casa das Varandas”. Este edifício, datado de 1589, é um exemplar único da arquitectura de inspiração renascença e maneirista, com influências italianas e flamengas. Em 1716 iniciaram-se as obras de remodelação da igreja, entregues ao engenheiro militar vianense Manuel Pinto de Vilalobos. Apresenta no seu interior uma grande riqueza decorativa, bem ao gosto da época, quer pela talha em estilo nacional da autoria de Ambrósio Coelho, quer pelos belos revestimentos em azulejo, pintados por Policarpo de Oliveira Bernardes, quer ainda pelos frescos do tecto da autoria de Manuel Gomes. É, sem dúvida, um dos melhores exemplares barrocos de todo o país.

Casa de Sá Soutomaior (Séc. XVI)

Museu do Traje (Séc. XX)
Situado em pleno centro histórico da cidade, o edifício do antigo Banco de Portugal, alberga, desde 2004, o Museu do Traje que dá a conhecer, a riqueza etnográfica dos tradicionais trajes vianenses. O espólio exposto compreende, igualmente, os utensílios utilizados para a confecção artesanal de peças de vestuário. Além da exposição permanente “ A lã e o linho no traje do Alto Minho”, o Museu do Traje realiza inúmeras exposições temporárias tendo como tema o traje e etnografia Vianenses.

Hospital Velho (Séc. XV/XVII)
Antiga pousada de acolhimento dos peregrinos de Santiago, fundada por João Paes “o velho” em 1468 e restaurada no século XVI. A fachada é fruto da reconstrução do século XVI, sendo visíveis as janelas de recorte manuelino e a inscrição, transcrita do original (uma vez que os algarismos árabes não eram ainda utilizados em 1468), sendo que a pedra de armas e o nicho sobre a porta são já do século XVII. Também quinhentista é o pátio interior, ao qual se acede através de três arcos muito largos e abatidos de aresta chanfrada.

Casa dos Nichos (Séc. XV)
Implantada sensivelmente a meio da Rua de Viana, antiga Rua do Cais, pode admirar-se a chamada “Casa dos Nichos”, que embora tenha sofrido grandes remodelações, principalmente ao nível das portas e janelas, apresenta ainda duas belíssimas escultura góticas, encimadas por dosseletes que representam a cena da Anunciação.

Igreja Matriz (Séc. XV)
A Sé de Viana, embora apresente uma estrutura maciça bem ao gosto da arquitectura românica, é sem dúvida uma obra influenciada pela estética gótica, tendo a sua construção sido iniciada nos alvores do século XV. O portal apresenta um arco ogivado recortado por três arquivoltas profusamente decoradas, que são suportadas por seis esculturas que representam outros tantos apóstolos (S. Pedro, S. Paulo, S. João, S. Bartolomeu S. Tiago e Santo André). Este portal, tanto a nível estrutural como temático, denota certas afinidades com os portais galegos, nomeadamente com o da igreja de S. Martin de Noya.

Casa dos Costa Barros (Séc. XVI)
Casa senhorial da época dos descobrimentos onde se destaca a janela monumental central de inspiração renascentista com motivos decorativos “manuelinos” e “platerescos”. Construída em meados do século XVI é, sem dúvida, a mais bela e imponente janela quinhentista da cidade.

Estátua de Viana (Séc. XVIII)
Mandado construir em 1774 pelo Conde da Bobadela, José António Freire de Andrade, Governador de Armas da província do Minho é, paralelamente ao Templo-Monumento de Santa Luzia, um dos ex-libris da cidade. A figura feminina de vestes ondulantes, segurando uma caravela, em estilo rococó, que domina todo o conjunto, simboliza Viana e a sua vocação marinheira. Os quatro bustos que rematam as esquinas do pedestal, simbolizam os continentes europeu, asiático, africano e americano, como alusão aos “quatro cantos do mundo” e à tradição mareante e mercadora dos vianenses.


Capela das Almas (Séc. XIII/XVIII)
Foi a primeira Matriz de Viana, até à construção da actual Sé Catedral dentro do perímetro muralhado em meados do século XV. Conhecida tradicionalmente por Matriz Velha, passou a chamar-se Capela das Almas pelo facto de o seu adro ter sido local de enterramento desde o tempo de D. Afonso III até finais do século XIX. Da estrutura primitiva do século XIII, reedificada e acrescentada em 1719, por acção do cónego Domingos de Campos Soares, restam um arco-sólio na parede sul do templo e a cruz de cabeceira, sendo no restante um edifício típico dos pequenos templos do barroco setecentista.

Ponte Eiffel (Séc. XIX)
Inaugurada em 30 de Junho de 1878, em plena época da arquitectura do ferro, sob o risco e os cálculos da prestigiada Casa Eiffel, a ponte metálica sobre o rio Lima veio não só permitir o tráfego ferroviário, como também substituir a velha ponte de madeira que ligava o terreiro de São Bento em Viana à margem esquerda do rio Lima (Darque). Com quinhentos e sessenta e três metros de cumprimento e seis de largura, foram necessários mais de 2.000.000 Kilos de ferro para a construção dos tabuleiros que assentam em nove pilares em cantaria de granito, cujas fundações chegam a atingir os 22 metros.

Capela das Malheiras (Séc. XVIII)
A chamada Capela das Malheiras (por alusão à família proprietária - os Malheiro Reimão), é um dos mais belos exemplares da arquitectura rocócó protuguesa, mandada edificar por D. António do Desterro (Malheiro), na altura Bispo do Rio de Janeiro. Para além da elegante fachada, para alguns autores obra de Nicolau Nasoni ou da sua escola, esta Capela apresenta um notável retábulo em talha policromada, segundo Robert Smith um dos melhores exemplares de talha minhota em estilo rocócó.

Casa dos Abreu Távora (“dos Condes da Carreira”) (Séc. XVI)
Construído em meados do século XVI o Palácio dos Abreu Távora, mais tarde denominado dos Condes da Carreira, é uma das mais belas casas senhoriais da cidade, onde se destacam as janelas e portas “manuelinas”, às quais as alterações e os acrescentos posteriores vieram, mais do que preservar, realçar e valorizar. Neste edifício funciona, desde 1972, a Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Igreja da Caridade / Convento de Sant’Ana (séc. XVI/XX)
Igreja do antigo Convento de Santa Ana, de freiras beneditinas, mandado edificar pela nobreza local com o apoio da Câmara, para albergar as filhas dos nobres vianenses que eventualmente não casassem. O convento primitivo, de raíz gótica, foi obra de Pero Galego, morador em Caminha, onde nos alvores do século XVI dirigiu a segunda fase das obras na igreja Matriz. Depois de algumas obras de ampliação realizadas no inícios do século XVIII, foi entre 1897 e 1905 que se executaram as principais obras de reformulação do edifício conventual, daí resultando um grandioso conjunto arquitectónico que preservou o frontespício da igreja setecentista em estilo “barroco joanino” e que reaproveitou na torre o magnifico coruchéu manuelino.

Teatro Municipal Sá de Miranda (Séc. XIX)
Teatro “Italiano” dos finais do século XIX, segundo plano do arquitecto João Marques Sardinha. É um edifício sóbrio, com alguns elementos neoclássicos, onde se destaca o tecto abobadado com uma belíssima pintura a fresco da autoria de João Baptista Rio. Possui ainda o pano de boca original, idealizado pelo cenógrafo Italiano Manini e executado por Hercole Lambertini. Este Teatro, recentemente restaurado, é sem dúvida o principal espaço cultural da cidade.

Casa dos Melo Alvim (Séc. XVI)
Construído nos inícios do século XVI, é considerado o solar mais antigo da cidade. Ostenta ainda janelas e ameias em estilo manuelino, sendo visíveis alguns acrescentos já dos finais do século XVI. No interior são perceptíveis elementos dos séculos XVI e XVII, nomeadamente a escada monumental em granito. Foi alvo de um meritório trabalho de restauro na década 90 para a instalação de uma Estalagem.

Museu Municipal / Palacete dos Barbosa Maciel (Séc. XVIII)
Instalado numa distinta mansão senhorial do século XVIII, o Museu Municipal de Viana do Castelo possui uma das mais importantes e valiosas colecções de faiança antiga portuguesa dos séculos XVII a XIX, que inclui diversas peças da famosa Fábrica de Louça de Viana. Para além de um importante acervo de pintura, desenho e peças de arte sacra, destaca-se a bela colecção de mobiliário indo-português do século XVIII. Neste espaço, é possível ainda descobrir um espólio de azulejaria portuguesa e hispano-árabe, único na sua variedade e riqueza.

Igreja de São Domingos (Séc. XVI)
A Igreja de S. Domingos, que subsiste do antigo convento de Santa Cruz fundado pelo Dominicano D. Frei Bartolomeu dos Mártires, o Arcebispo Santo, recentemente beatificado pelo Papa João Paulo II, célebre pela sua participação no Concílio de Trento, é um templo quinhentista, edificado entre 1566 e 1576, sob risco do dominicano Frei Julião Romero, o mesmo que já traçara a igreja de S. Gonçalo de Amarante. No interior podem admirar-se vários altares de belíssima talha dourada, com destaque para o grandioso retábulo do braço norte do transepto, em “talha gorda”, entalhado pelo mestre bracarense José Alvares de Araújo, a partir do desenho encomendado pela confraria do Rosário, em 1760, ao mestre André Soares e que recebeu do prestigiado especialista Robert Smith a classificação de “obra-prima do estilo rocaille de toda a Europa”.

Igreja da Senhora da Agonia (Séc. XVIII)
O edifício actual da Igreja de Nª Srª d’Agonia data de meados do século XVIII e é o resultado da reconstrução de uma antiga capela terminal de uma via-sacra. Neste exemplar do barroco final, onde é possível detectar algumas influências do barroco luso-brasileiro, destacam-se os retábulos dos altares decorados em “talha gorda”, com especial relevo para o cenotáfio da Paixão desenhado por André Soares. A torre, que data de 1868, foi construída deslocada do corpo do edifício, para não impedir as tradicionais voltas da romagem em torno da Igreja.

Forte ou Castelo de São Tiago da Barra (Séc. XV/XVII)
Pensa-se que datará do reinado de D. Afonso III, a primeira fortificação colocada na barra da Foz do rio Lima, embora a mais antiga data segura seja já do século XV, quando ali foi construída uma fortaleza, que teria sido concluída já durante o reinado de D. Manuel I, como sugerem alguns elementos arquitectónicos manuelinos, nomeadamente a chamada “Torre da Roqueta”, situada no bastião sudoeste da actual fortaleza. Nos finais do século XVI, a fortaleza foi alvo de sucessivas obras de beneficiação, tendo sido já sob a dominação espanhola, durante o reinado de Filipe II (Filipe I de Portugal), que foi edificada a actual fortaleza de planta poligonal, a partir de um projecto da autoria de Filippo de Terzi, o mais famoso projectista de edificações militares dessa época.

Fortim da Areosa (Séc. XVII/XVIII)
Este interessante exemplar da arquitectura militar seiscentista, foi construído para suster possíveis ataques espanhóis durante as guerras da Restauração (1640-1668). Fazia parte de uma linha defensiva estrategicamente colocada nas margens do rio Minho e ao longo da Costa Atlântica, conseguida através da remodelação de antigas fortificações, casos dos Castelos de Valença, Vila Nova de Cerveira e Santiago da Barra (V. do Castelo), ou da edificação de novos fortes, como os de Lobelhe (V.N.Cerveira), Ínsua (Caminha) e Paço (Carreço), entre outros. Algumas destas fortalezas tiveram um papel importante, não só na guerra da Restauração, como também durante as invasões napoleónicas, tendo sido por vezes reactivada a sua função militar estratégica nas lutas liberais do século XIX.

Basílica de Santa Luzia (Séc. XX)
O templo do Sagrado Coração de Jesus edificado no esporão poente da montanha de Santa Luzia, de onde domina e “abençoa” a cidade de Viana do Castelo, é sem dúvida um dos monumentos mais conhecidos e mais emblemáticos do País. É um excelente exemplo de arquitectura revivalista congregando de uma forma monumental mas harmoniosa elementos neo-romanicos, neobizantinos e neogóticos, da autoria de um dos arquitectos de maior projecção nacional e internacional na época, o Arquitecto alto-minhoto Miguel Ventura Terra (1866 - 1919), autor, por exemplo, da remodelação do Palácio de S. Bento, actual Assembleia da Republica. Embora o projecto date de 1898, a obra só foi iniciada nos primeiros anos do século XX, tendo sido o templo aberto ao culto em 22 de Agosto de 1926, já depois da morte do seu autor, sendo apenas concluído em 1943, quase meia década depois.

Citânia de Santa Luzia (Povoado Castrejo Romanizado)
A Citânia de Santa Luzia, conhecida localmente por “Cidade Velha”, é um dos Castros mais conhecidos do Norte de Portugal e sem dúvida um dos mais importantes para o estudo da Proto-História e da Romanização do Alto Minho. A sua localização estratégica, permitia-lhe não só dominar vastas áreas da zona litoral ribeirinha, como também e muito especialmente, controlar o movimento de entradas e saídas na foz do Rio Lima, que na antiguidade clássica seria navegável em grande parte do seu curso. O Povoado apresenta características muito próprias, principalmente ao nível das estruturas arquitectónicas, com destaque para o aparelho poligonal, utilizado em algumas das casas, que apresentam uma planta circular com um vestíbulo ou átrio, que em alguns casos albergavam fornos de cozer pão.

O Navio Gil Eannes
O navio-hospital Gil Eannes, construído em Viana do Castelo, em 1955, apoiou, durante décadas, a frota bacalhoeira portuguesa que actuava nos bancos da Terra Nova e Gronelândia. O projecto de reconversão transformou-o em Núcleo Museológico e Pousada da Juventude, proporcionando aos seus visitantes uma experiência inesquecível. Hoje, assume-se como pólo de atractividade para Viana do Castelo, tendo recebido, desde a abertura ao público em 1998, cerca de 400.000 visitantes.

Biblioteca Municipal (Séc. XXI)
A nova Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, da autoria do arquitecto Siza Vieira, está localizada entre o Rio Lima e o Centro Histórico da cidade.
O edifício ocupa uma área total de 3.130 m2 e desenvolve-se em dois pisos, tendo no rés-do-chão instalação de serviços técnicos, gabinetes de trabalho e de consulta de reservados, área de depósito, sala polivalente, bar, balcão de atendimento, arrumos e instalações sanitárias. O piso superior tem uma grande sala de leitura e uma secção infantil, salas de trabalho e de multimédia, zonas mais restritas para leitura e ateliês de expressão artística. Este piso tem, também, átrio de recepção, balcão de atendimento e reprografia.
A luz natural inunda os vários espaços, sobretudo os de leitura.

Funicular de Santa Luzia
Vencendo um desnível de 160 metros, em seis a sete minutos, a viagem no Funicular de Santa Luzia é a mais longa de todos os funiculares do país, com os seus 650 metros, tendo mais do dobro da distância do que se lhe segue, o da Nazaré (com 310 metros), havendo ainda em Lisboa os da Bica (283 metros), o da Glória (276 metros) e da Lavra (188 metros) e em Braga, o do Bom Jesus, com apenas 274 metros.
A lotação é de 24 passageiros, doze sentados e doze em pé, e, reduzindo estes, podem ser transportadas pessoas em cadeiras de rodas, carros de bebés e duas bicicletas...
O Elevador funciona todos os dias com o seguinte horário:
De 1 de Janeiro a 31 de Maio: 08H00 às 18H00;
De 1 de Junho a 30 de Setembro: 08H00 às 20h00;

 
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Concelho de Vieira do Minho
O Concelho de Vieira do Minho possui grandes potencialidades que têm sido alvo de aproveitamento turístico.
O recurso mais emblemático deste concelho é a sua paisagem. As paisagens que aqui existem, desenhadas com as mais belas cores que os mestres têm nas suas paletas avassalam pela sua magnitude e pelo seu brilho.
São aliás estas paisagens deslumbrantes o enquadramento para momentos de lazer diversificados, nomeadamente a prática de BTT, pedestrianismo, orientação, paintball, tiro com arco, escala… Há ainda os lagos azuis que contrastam com o verde e o cinzento granítico da serra, estes lagos onde deambula o barco de recreio e se desliza no cabo ski…
O património, na sua beleza rude e austera, acolhe hoje unidades de turismo em espaço rural, onde o conforto proporcionado permite ao visitante o deleitoso convívio entre a modernidade e a tradição.
A cultura das nossas gentes passa também pela excelência gastronómica. São inúmeros os pratos que são confeccionados recorrendo à tradicional vitela barrosã, ao cabrito, aos produtos hortícolas… Não esqueçamos o delicioso queijo e o inconfundível mel!
Não deixe ainda de ajudar a sua memória e quando partir leve consigo um dos inúmeros produtos artesanais. Tocar, sentir também é recordar.

Para mais informações, consulte o site da Vieira, Cultura e Turismo, E.M.
 
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Concelho de Vila Nova de Cerveira
Turismo, nas suas várias vertentes e enquanto, sobretudo, objectivo estratégico a prosseguir para o modelo de desenvolvimento económico local, é sistematicamente apontado como uma mais valia que o concelho deve potenciar.
Naturalmente, o produto turístico de que falamos alberga e congrega outros sectores que o complementam e enriquecem: o comércio local (em particular, a feira), o mundo rural, o património em todas as suas vertentes, as gentes do concelho e uma localização geográfica privilegiada, são recursos que são necessários a esta aposta que se pretende séria e consistente.


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Concelho de Vila Nova de Famalicão

Historiografia da Arqueologia de Vila Nova de Famalicão

Dado o enquadramento geográfico do concelho de Vila Nova de Famalicão, desde cedo esta foi uma área privilegiada com os diversos estudos que vinham sendo realizados pelos arqueólogos pioneiros da arqueologia portuguesa.

Temos conhecimento destes estudos por terem chegado até nós vários escritos, desde epistológicos a monográficos, de Francisco Martins Sarmento, José Sampaio e Alberto Sampaio, em finais do século XIX.


Os estudos viários mereceram especial relevo em Famalicão (por onde passaria a via romana Cale-Bracara), pelo estudo miliário, bem documentado por João de Barros, Hübner, Jerónimo Contador D`Argote e, nos inícios do séc. XX, Martins Capela e Ribeiro dos Santos.

Chegaram também até nós outras informações acerca do património arqueológico famalicense sobretudo em estudos geográficos e corográficos, como em Pinho Leal, José Augusto Vieira, Padre Luiz Cardoso, entre outros.

O estudo destes autores e o trabalho de prospecção encetados por Francisco Queiroga, vieram a mostrar a necessidade montar uma estrutura que superintendesse a gestão do manancial de informação recolhida.

Iniciaram-se as primeiras escavações arqueológicas no concelho que cedo foram atraindo investigadores nacionais e internacionais, usando de metodologias de trabalho pioneiras ao nível nacional.

A aplicação de meios quantitativos (informáticos) aplicados à arqueologia foi mesmo iniciada nesta altura, com ajuda do mecenato, chegando-se mesmo a dar-se formação nesta área.


In Portal de Arqueologia de Vila Nova de Famalicão





Conheça a Casa de Camilo Castelo Branco

Casa de Camilo - Museu. Centro de Estudos

Tutela
Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão

Endereço
Avenida de S. Miguel, 758
4770-631 S. Miguel de Seide

Telefone
252 309 750

Fax
252 309 759

Sítio Oficial Casa de Camilo - Museu. Centro de Estudos

Acessibilidades
TUF - Transportes Urbanos de Famalicão (Famalicão-Seide)
A7 Guimarães (saída Vermoim)

Horário
3.ª a 6.ª feira: 10h00 - 17h30;
Sábado e Domingo: 10h30 -12h30 / 14h30 -17.30h
Encerrado ao público Segunda-feira e Feriados

Director
Prof. Doutor Aníbal Pinto de Castro

Bibliotecário e Museólogo
Dr. José Manuel de Oliveira

Colecções/Patrimónios
Mobiliário que pertenceu a Camilo Castelo Branco e à família nuclear; utensílios de uso pessoal; mais de 3500 volumes de bibliografia activa (constituída por edições de originais, de prefácios e de traduções) e de bibliografia passiva (muito extensa e de temática abrangente, que vai dos aspectos biográficos ou bio-bibliográficos aos estudos fecundos de exegese literária); 787 obras pertencentes à biblioteca particular do escritor; cc. de 1700 cartas, de e para Camilo; cc. de 5000 recortes de imprensa de teor camiliano; uma centena de exemplares periódicos em que Camilo colaborou ou foi director; e aproximadamente 1000 peças de iconografia diversa: escultura, pintura...

Breve Historial
A Casa-Museu de Camilo foi mandada construir nos inícios do séc. XIX, por Manuel Pinheiro Alves, um brasileiro de torna-viagem. Depois da sua morte em 1863, Camilo veio instalar-se na casa de Seide com Ana Plácido, e aí permaneceu com certa regularidade. Foi aqui que escreveu a maior parte das suas obras e se suicidou a 1 de Junho de 1890. A moradia sofreu um incêndio em 1915. Foi reconstruída para abrir ao público como "Museu Camiliano", em 1922. No final da década de 40, procedeu-se à reconstituição da Casa à sua traça original, e foi inaugurada pelo Prof. Marcelo Caetano, em 1958, passando a designar-se "Casa-Museu de Camilo".


 


 
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Concelho de Vila Verde
Património

A riqueza cultural do concelho de Vila Verde foi sendo através dos tempos gravada em construções que constituem hoje um vasto e valioso património histórico-cultural, testemunho das várias etapas da ocupação da região.

Do Património construído destacam-se: o Castro de S. Julião em Ponte S. Vicente, a Torre de Penegate em Carreiras S. Miguel, a Torre e Casa de Gomariz em Cervães, o Pelourinho e a Ponte de Prado, a Casa de Carcavelos em Coucieiro e, em Soutelo, o Cruzeiro dos Quatro Evangelistas, a Igreja Paroquial e a Via-Sacra.

Não se resume contudo o património do concelho a monumentos classificados ou em vias de classificação, ou outras construções eruditas ou pontuais. Pelo seu valor cultural, como espelho de vivência da população, este património está reflectido em diversas situações.

Foram inventariados neste concelho dezenas de lugares, núcleos e ou elementos rurais com interesse antropológico e arqueológico: conjuntos mais arcaicos, velhos caminhos vicinais, povoamentos de montanha, espigueiros, moinhos, azenhas, eiras, antigas formas de parcelamento de áreas de cultivo e um fojo de lobo.

CONHEÇA OS SANTUÁRIOS


Santuário do Bom Despacho
Localização: Cervães, Lugar do Bom Despacho
Tipologia: Santuário / Arquitectura religiosa
Classificação: Em vias de classificação
Data de Construção: Séc. XVII
Principais características: O Santuário do Bom Despacho apresenta uma fachada tipicamente minhota, de contornos simples e harmoniosos a que dois altos campanários conferem um aspecto algo imponente. De planta rectangular, o Santuário distingue-se pelo monumental retábulo em talha dourada que remata o conjunto da capela-mor.



Santuário do Alivio
Localização: Soutelo/ Lugar do Alívio
Tipologia: Santuário/ arquitectura religiosa
Classificação: Não tem
Data de construção: séc. XIX
Principais características: O Santuário de Nossa Senhora do alívio apresenta frontaria com duas torres, frontão triangular encimado pela imagem da virgem com o menino sobressaindo a rosácea e o pórtico. O interior é de grande simplicidade com seis arcos que formam a abóbada, entre as pilastras abrem-se janelões que permitem a santuário uma boa iluminação.

A PONTE DO PRADO

Na Vila de Prado, a noite do dia de Páscoa junta todos os anos largas centenas de pessoas, que acorreram à velha ponte filipina sobre o Cávado para cumprir uma tradição que se perde na memória do tempo.
Estamos perante um ritual de origem desconhecida a que lendariamente está associada a prevenção de dores de cabeça ao longo do ano. Acredita-se que quem comer um ovo cozido sobre a ponte quando soam as doze badaladas da meia-noite, lançando as cascas ao rio e entoando aleluias, ou comer amêndoas nesse mesmo dia, ficará sem dores de cabeça durante todo o ano.


 
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Concelho de Vizela
Um dos mais jovens concelhos de Portugal, Vizela estende-se por uma área de 24 km2, é composto por 7 freguesias e acolhe uma comunidade de cerca de 24 mil habitantes.
Situado no Norte de Portugal, na bacia do Vale do Ave no extremo sul da província do Minho, serve de fronteira com o Douro Litoral. Encontra-se a apenas 8 km de Guimarães, Património Mundial, à mesma distância do acesso à auto-estrada A7 e a 4 km da entrada da A11.
Terra verde por natureza, o contraste entre as suas zonas mais planas e alguns pontos mais altos, desenham, neste concelho, uma agradável paisagem.
Conhecer as raízes de Vizela, ou Caldas de Vizela, como também é conhecida, é viajar no tempo e partir à descoberta de uma história milenar que tem o seu início muito antes da fundação da própria nacionalidade.
Dos vários povos que por esta terra passaram, foram os Romanos que mais marcas deixaram. O seu mais importante legado foi a preciosa descoberta das propriedades medicinais das águas termais.
Para além do termalismo, Vizela tem ainda para oferecer, um vasto e rico património cultural e religioso.
Uma visita a Vizela só fica completa uma vez provadas as iguarias da terra, uma cozinha tradicional bem acompanhada pelos néctares da região, o vinho verde, e complementada pelo célebre Bolinhol, doce único em Portugal.
A par desta delícia, Vizela tem para oferecer inúmeros espaços de lazer e deleite, como o deslumbrante Parque das Termas, o jardim Manuel Faria ou o Santuário de s. Bento das Peras.
Com animadas celebrações, um turismo termal atractivo, saberes e sabores especiais na sua gastronomia, artesanato e tradições, às quais se juntam importantes monumentos e locais dignos de descoberta, Vizela tem espírito hospitaleiro e é sempre um convite para visitas várias e prolongadas.

Entre outros monumentos conheça:


Ponte Romana (Monumento Nacional) - S. João

Situada na freguesia de S. João, na Rua Pereira dos Reis, encontrámos a Ponte Romana, classificada como Monumento Nacional, através do Decreto de 16 de Junho do ano de 1910, do Decreto-Regulamentar n.º136, de 23 de Junho de 1910.
Este ex-libris, erigido num dos locais que em tempos foi considerado como um dos mais belos de Vizela, faz parte de um dos mais importante recursos do património construído do concelho de Vizela.
Edificada durante o período romano, fez parte da via - militar romana que ligava as localidades de Braga e Mérida.
No que concerne à sua estrutura física, é composta por um tabuleiro encurvado, pavimentado com lajes graníticas com 40 metros de comprimento e 3,5 metros de largura. Assenta sobre três arcos redondos de diferentes dimensões, separados por pilares contrafortados. Apresenta um olhal com arco de volta redonda que serve para o escoamento do caudal em tempos de cheias.
Dada a beleza da sua envolvente, era propício fazerem-se em tempos remotos, os tradicionais piqueniques domingueiros, sobretudo em época de veraneio. Porém, esta tradição foi-se perdendo ao longo dos anos, muito devido à poluição visível do Rio Vizela.
Hoje em dia, e numa óptica de reabilitar e adaptar as suas margens, foi criado um espaço de lazer, onde se pode novamente desfrutar de um belo espaço verde.
Esta ponte tem vindo a ser submetida a algumas obras de reconstrução que, no seu conjunto, lhe conferem uma clara mistura de estilos arquitectónicos.

Paço de Gominhães (Imóvel de Interesse Público) - S. João

Na freguesia de S. João, na Rua do Paço de Gominhães encontrámos o Paço de Gominhães, classificado de Imóvel de Interesse Público através do Decreto n.º129/77, Decreto-Regulamentar n.º226, de 29 de Setembro de 1977. É uma interessante moradia de raiz medieval e com antepassados que se notabilizaram na História Pátria.
Edifício de planta composta, em U, com torre num dos topos, e tendo dois pisos. Volumes articulados por coberturas em telhado de quatro águas diferenciadas. Possui um portal armoriado de acesso ao terreiro. A fachada principal exposta a Oeste, localizada nas traseiras do Imóvel, é marcada fundamentalmente por uma escadaria de dois lanços na esquina Noroeste, antecedida por uma fonte em granito. Esta de espaldar com dois degraus de acesso e tanque adossado é abastecida por uma carranca esculpida numa pedra quadrada. O espaldar tem lateralmente duas pilastras e é rematado por um frontão de arco abatido interrompido por um campanário, encimado por uma cruz entre duas volutas; dois pináculos ladeiam o campanário. No grande patamar da entrada localiza-se ao centro por uma mesa em granito.
Ao lado da porta de entrada, uma fonte – nicho embutida na parede e tanque rectangular saliente. As restantes fachadas exteriores, fora e dentro do pátio são marcadas ou por janelas ou portas de sacada com molduras regulares em granito. Todos os compartimentos interiores são cobertos por tectos de masseira.
A construção original remonta ao reinado de D. Sancho I, conforme é descrito numa inquirição de 1280, e, como a maior parte dos antigos solares apresenta actualmente vários motivos e acrescentos de épocas posteriores, como os que foi sofrendo nos reinados de D. João I, D. João III e finalmente D. Afonso VI. A forma como este Paço foi alterado ao longo dos tempos prende-se com a evolução que a estrutura das casas senhoriais medievais conheceram nos Séculos XVI e XVII., estando a história desta casa ligada ao reinado de D. Dinis. É uma casa brasonada, em cuja pedra de armas entronca o ramo dos "Vasconcelos", do célebre cavaleiro "magriço", cantado por Camões nos Lusíadas. Esta casa foi oferta do rei D. Dinis a um dos seus homens, que integrou a comitiva, que foi buscar a Rainha Isabel (Rainha Santa Isabel) a Aragão.
Pode-se ainda admirar neste espaço uma capela construída em 1691, de planta rectangular e frontispício com cunhais de cantaria sobrepujados por pináculos, terminando em empena truncada por sineira. Tem também um portal de verga recta e frontão triangular, tendo na padieira uma inscrição que diz-se ter sido construída por Pedro Vaz C. de Sousa, e uma magnífica fonte que se encontra encostada à escadaria de entrada. Há também um corpo destinado às cavalariças inserido no extremo do terreiro. O solar possuía uma torre que foi demolida no século XIX.

Casa de Sá (em vias de classificação) - Santa Eulália

Situada na freguesia de Santa Eulália, mais precisamente na Rua da Recta de Sá, temos a Casa de Sá que actualmente se encontra em vias de classificação, através de Despacho de 2 de Outubro de 1995. De estilo Barroco abundante, foi provavelmente construída no Século XVI, embora a sua fachada seja oitocentista, e posteriormente no Século XIX, terá sido criado também o amplo jardim romântico junto ao portal.
É casa de planta rectangular compacta de volume simples de três pisos, sendo um deles amansardado. Cobertura de quatro águas rematada ao centro por um mirante fechado com janelas, rematado por uma outra cobertura do mesmo tipo. A fachada principal orientada a Este, encaixada entre dois corpos mais destacados nos extremos. È simétrica com um frontão elevado ao centro, onde se faz a entrada. A das traseiras, com o mesmo tipo de articulação, é marcada no primeiro piso por varandas.
A definição de um terreiro trapezoidal exterior à Casa é feita com a parede da fachada principal da Capela e uma outra igual por onde se faz a entrada. Entre estas duas paredes ergue-se a sineira ladeada por duas pilastras. A ladear este espaço, dois muros encimados por ameias e pináculos onde se adossam dois volumes de apoio à Quinta.
A Quinta de Sá, além de ser um centro de produção agrícola esteve ligada à actividade industrial, visto que, um dos seus donos edificou nas proximidades do Rio Vizela uma grande fábrica de papel feita de vegetais. Desta fábrica, destruída pelas invasões Francesas, apenas restam vestígios. Também nos finais do século XIX, um dos edifícios junto à eira servia para a criação de bichos-da-seda e instalação de teares.
Diversas gerações da casa engrandeceram o país na política, exército, literatura, música, entre outros. Passaram por esta, diversos refugiados políticos do tempo do Absolutismo e Salazar (Estado Novo).
Por aqui, passaram também individualidades como Camilo Castelo Branco, José Régio, Bispo Trindade Salgueiro, que trocaram correspondência com os filhos desta casa.



 
 
 
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