| |
|
|
Concelho
de Alfandega da Fé
|
|
|
|
|
Alfândega
da Fé é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito
de Bragança, Região Norte e subregião do Alto
Trás-os-Montes, com cerca de 2 000 habitantes.
É sede de um município com 321,96 km² de área
e 5 963 habitantes (2001), subdividido em 20 freguesias. O município é limitado
a norte pelo município de Macedo de Cavaleiros, a leste
por Mogadouro, a sul por Torre de Moncorvo e a oeste por Vila
Flor.
HISTÓRIA DO CONCELHO
Alfândega (da Fé) é um nome de origem árabe
que a localidade deve ter adquirido entre os séculos VIII-IX. É muito
possível que anteriormente a este período já existisse
algum povoado de origem Castreja, o que não será de
admirar, até porque na área do concelho existem
muitos vestígios arqueológicos desse e até de
períodos anteriores.
No entanto, a transformação em concelho medieval
só aconteceu com a carta de foral de D. Dinis, datada
a 8 de Maio de 1294, o qual viria a ser confirmado por D. Manuel,
em 1510.
Em 1320 o mesmo rei D. Dinis mandou reconstruir o seu castelo,
que era anterior ao primeiro foral e provavelmente construído
pelos mouros. Este castelo desapareceu com o tempo. O recenseamento
do ano de 1530 já indica o castelo como “derrubado
e malbaratado” e nunca mais foi recuperado, muito embora
o Tombo dos Bens do Concelho de 1766 ainda identifique os “antigos
muros” pelo que, a Torre do Relógio, actual ex-libris
da vila, e que fica na zona conhecida por Castelo, parece ser
o que resta do antigo castelo medieval.
Na sede do concelho merecem ainda uma visita a Capela da Misericórdia,
a Capela de S. Sebastião, (inicialmente ermida) cujo campanário
actual veio da casa dos Távora, de que resta apenas, do
original, a porta de entrada da capela familiar, o portal da
mesma casa e a Capela dos Ferreiras, com brasão picado,
a identificar ligações àquela família.
Sendo um concelho antigo e para mais com um nome de origem árabe, é fácil
de compreender porque razão o imaginário popular
gira fundamentalmente em torno das lendas das “mouras encantadas”,
não havendo quase freguesia nenhuma onde esse tipo de
situações não nos apareça.
Contudo, existem duas lendas mais estruturadas e, de certa forma,
com ligação a factos históricos, como é o
caso da “Lenda dos Cavaleiros das Esporas Douradas”,
que pretende explicar uma parte do nome da vila e marca a resistência
dos cristãos face à ocupação muçulmana
e a “Lenda de Frei João Hortelão”,
relacionada com uma personagem real e que, como veremos adiante,
tenta explicar a existência, na localidade de Valverde,
de uma importante cruz processional.
In: Alfandega da Fé
|
(Veja tambem em Câmara
Municipal de Alfandega da Fé)
|
|
|
|
|
Concelho
de Alijó
|
|
|
História do Concelho
A vila de Alijó, situada a cerca de 45 quilómetros
da capital do Distrito - Vila Real - localiza-se numa vasta área
de cultura castreja. Sofreu, como tantas outras localidades do
actual concelho, as vicissitudes resultantes da romanização
e da ocupação mourisca.
Implantada num eixo que terá servido de fronteira em
permanentes mutações, dividia cristãos e árabes.
Foi por estes destruída e posteriormente abandonada.
Só a partir do primeiro quartel do século XII é que
graças aos sucessivos forais outorgados por D. Sancho
II, (1226), D. Afonso III (1269) e, mais tarde, por D. Manuel
I , já no século XVI (em Julho de 1514), recomeçou
o seu povoamento.
Serviu de motivação para os que demandaram este
concelho, além das regalias concedidas, o seu clima e
solos extraordinariamente ricos, particularmente para a produção
de vinho generoso, acreditado "embaixador português" em
todo o Mundo.
No entanto, só a partir dos séculos XII e XIII é que
se assistiu a uma ocupação ordenada, tendo sido
atraídos vários representantes da nobreza e da
alta burguesia. Foi o caso do marquês de Távora
- primeiro donatário de Alijó e seus termos, bens
incorporados na Coroa após a execução dos
Távoras, em pleno consulado pombalino.
Pelo Concelho de Alijó, existem dispersas várias
manifestações do seu povoamento antigo, desde castros
a pinturas rupestres e a vestígios de estradas romanas.
A própria hagio-toponímia evidencia que do século
VII ao século XIII se manteve na área do concelho
uma população laboriosa, a qual conseguiu sobreviver às
investidas quer dos mouros quer dos cristãos das Astúrias.
Alijó, cuja etimologia teria origem na existência
da história Legio Spetima Gemina, outras teses nos indicam
que o topónimo advém da palavra Ligioo, mais tarde
Lijó, que pretenderia significar a natureza pedregosa
do local naquela época, tem a sua monumentalidade representada
pelo pelourinho, algumas casas solarengas e a igreja com o seu
conjunto de alfaias, objectos de culto e várias imagens
de relativo valor.
O conjunto de arquitectura religiosa nesta vila, completa-se
com as capelas do Senhor do Andor ou dos Passos; a capela de
Nossa Senhora dos Prazeres, no monte da Cunha, a de Santo António,
no monte do Vilarelho;
A arquitectura civil, com excepção do pelourinho,
está praticamente circunscrita à existência
do edifício da Câmara Municipal - Paços do
Concelho - parte do qual construído no século XVIII
e outra parte no século XIX. O brasão que coroa
este edifício encontra-se picado, feito levado a cabo
pelos soldados franceses na Guerra Peninsular e no qual, em vez
das armas do concelho, mandaram pintar as águias napoleónicas,
então ainda triunfantes.
|
|
|
|
|
|
Concelho
de Armamar
|
|
|
|
Património arqueológico
Percorrendo o Município não é difícil
perceber que a história da ocupação destas terras
remonta muitos séculos atrás. São inúmeros
os vestígios arqueológicos que têm sido postos
a descoberto ao longos dos tempos, para já não falar
dos que ainda estão escondidos, e que servem para comprovar
que estas paragens foram servindo os interesses das diferentes civilizações
que em distintos períodos da história por aqui estiveram
e deixaram as suas marcas. Os vestígios mais antigos da ocupação do
Homem existentes no Município de Armamar remontam à pré-história.
Já foram encontradas pequenas peças feitas em pedra
que eventualmente terão sido instrumentos deste período. Do período do Neolítico, e estendendo-se até à romanização,
há uma imensidão de vestígios que comprovam
o povoamento das terras de Armamar pelas tribos existentes neste
período da história. Desta época chegaram
até nós diversos vestígios de ocupação,
uns mais identificados do que outros e, crê-se, muito outros
locais de interesse existirão dos quais se não tem
conhecimento: falamos dos castros, povoamentos fortificados posteriormente
romanizados. Em Armamar terão existido diversos: em Vila
Seca, no Monte Raso, entre Lumiares e São Martinho das Chãs,
no monte de s. Domingos em Fontelo, etc. De todos eles o mais conhecido
e melhor identificado é, no entanto, o castro de Goujoim. Da ocupação romana chegaram até aos nossos
dias, para além de traços de arquitectura existentes
em diversos monumentos, uma rede de vias (estradas), que faziam
parte da importante rede viária da penísula ibérica.
De referir a ponte romana em Santo Adrião, assim designada
muito embora a construção seja posterior, onde terão
existido umas poldras (construção muito usada no
período romano que se resumia a um conjunto de pedras enterradas
no rio) para atravessar o rio Tedo. Na Idade Média, o território do actual Município
de Armamar terá estado integrado numa importante circunscrição
administrativa civil designada território “Timillupus”.
Este território iria desde o lugar de Bagaúste, hoje
freguesia de Parada do Bispo e Município de Lamego, abrangia
a parte norte do Município de Armamar, compreendendo as
freguesias de: Armamar, Arícera, Coura, Folgosa, Fontelo,
Queimada, Queimadela, São Romão, Tões e Vila
Seca indo até à zona da actual freguesia de Santiago. O CASTRO DE GOUJOIM É a estância arqueológica mais conhecida do
Município, muito embora o seu estudo e classificação
estejam por fazer. Situa-se numa eminência rochosa sobranceira
a Goujoim a cerca de 820 metros de altitude. São bem visíveis restos de muralhas, algumas com
bastante extensão e em bom estado de conservação. É possível
ver também as ruínas de uma torre de vigia numa zona
que se considera ter sido a entrada principal no perímetro
protegido do antiga fortificação. Dentro do castro
têm sido encontrados objectos diversos, nomeadamente fragmentos
de cerâmica que a intervenção de curiosos tem
feito dispersar sem que seja possível fazer uso desses vestígios
para estudo. Próximo do castro, e numa zona que se considera ainda de
sua influência, situa-se uma necrópole. No espaço
existe um conjunto de sepulturas e pequenas muralhas formando um
conjunto arqueológico que carece de estudo. Existe também um marco miliário, elemento delimitatório
de territórios da época e é um dos três únicos
exemplares existentes na Penísula Ibérica. Trata-se
de um Terminus Augustalis já observado e estudado por arqueólogos
que confirmaram a sua importãncia histórica. Na zona é possível percorrer também alguns
trilhos, restos de vias romanas que por ali passavam. De resto,
pela região passavam na altura algumas das mais importantes
vias romanas de toda a Europa. No seu conjunto, o Castro de Goujoim é um complexo arqueológico
de grande valor que muito pode esclarecer acerca dos povos que
pelas terras de Armamar passaram em determinada época, ajudando-nos
a conhecer os seus costumes que, certamente, se reflectem ainda
hoje nas nossas tradições.
|
| |
|
|
|
|
|
Concelho
de Boticas
|
|
|
Património
e Arqueologia
O Guerreiro consiste num monólito antropomórfico
esculpido, erecto e em posição de parada. Foi encontrado,
juntamente com outro exemplar semelhante, provavelmente no sec.
XVIII (tendo sido posteriormente encontradas, já no século
XX, mais duas estátuas acéfalas) no grande castro
do Lesenho, a altitude de 1075 metros, em Campos, Freguesia de
S. Salvador de Viveiro e Concelho de Boticas, considerado o mais
importante castro lusitano em Portugal e já classificado
como imóvel de interesse público (D.R. n.º 29/90
de 17 de Julho). Este Guerreiro apresenta-se vestido com "sagum" (saio
exuberantemente decorado com motivos geométricos de círculos
concêntricos encadeados e axadrezados), com decote em V
e manga curta, cingido por um cinturão com quatro nervuras
paralelas. A cabeça é proporcionada, exibindo um
cabelo curto e deixando livres as orelhas, barba e bigode. Austenta
as seguintes armas: "caetra" redonda e plana (típico
escudo redondo), com umbo, com decorações do tipo "labirinto",
que segura na mão esquerda com correias cruzadas no antebraço,
e na mão direita empunha um punhal triangular curto, com
pomo discoidal, introduzido numa bainha com o conto de perfil
circular e linhas transversais de possíveis travessas.
Usa no pescoço um torque (peça de ourivesaria típica
nos guerreiros da época), com aro aberto e em cada braço,
uma "víria" de três toros (espécie
de pulseira). O Guerreiro Calaico ou Castrejo é o expoente
máximo da Arqueologia Nacional e representa, segundo os
autores mais avalizados nesta matéria, a imagem da Divindade
e o caracter guerreiro das civilizações castrejas
que habitaram a nossa região. As quatro estátuas
de Guerreiros Calaicos ou Castrejos que apareceram no imponente
Castro do Lesenho encontram-se actualmente em Lisboa no Museu
Nacional de Arqueologia e Etnologia, onde as duas que se encontraram
em melhor estado de conservação, são um
verdadeiro "ex-libris" do referido Museu.
Terraço suportado por Abóbadas
Construção granítica de terraço
apoiado em arcos redondos pareados. Na fachada encontra-se uma
pedra com inscrições ainda não decifradas,
existem ainda carrancas no friso da fachada. Possivelmente será construção
medieval.
Igreja Paroquial de Dornelas
Igreja construída em cantaria de granito, de fundação
antiga muito alterada no século XVIII. Possui valioso
retábulo do altar-mor em talha dourada Barroca. No adro
da igreja encontra-se uma dorna em granito, destinada a medir
cera como forma de pagamento do imposto ao arcebispado de Braga.
Igreja Paroquial
de Covas do Barroso
Templo de fundação românica , conserva a
cachorrada em torno do edifício. A fachada principal é composta
por um pórtico encimado por um óculo redondo. Na
fachada posterior, abre-se um nicho com capitéis e aduelas
lavradas. O interior é de uma nave com tecto de madeira
e caixotões pintados, as paredes da capela-mor estão
revestidas de frescos. No seu interior encontra-se um arcossólio
com a estátua jacente de D. Afonso Anes Barroso, escudeiro
do 1º Duque de Bragança.
Igreja Paroquial
de Boticas
Igreja de traça sóbria construída em 1880.Templo
de planta rectangular. A fachada apresenta portal de forma rectangular
encimado por óculo oval. Superiormente o corpo da igreja é coroado
por pináculos e uma cruz. A fachada é ladeada pela
torre sineira de quatro faces com quatro rasgos sineiros. No
centro da torre encontra-se um relógio do final do século
XIX. Interiormente a igreja é de uma só nave. Em
1994 foi objecto de restauro, constando as obras de: levantamento
e reconstrução da cobertura; reparação
e limpeza de paredes exteriores e interiores, fornecimento e
colocação de rufos. Igreja de Santa Bárbara
Igreja
de Santa Bárbara
Antiga Igreja Paroquial. Na sacristia
encontra-se um pelicano em madeira datado possivelmente do séc. XVII/XVIII. Ave
que segundo a crença popular feria o próprio peito
para com o sangue alimentar os filhos, simbolizando Jesus que
dá o sangue a seu povo.
(Veja Mais em Câmara
Municipal de Boticas)
|
|
|
|
|
Concelho
de Bragança
|
|
|
|
O concelho de Bragança é atractivo
pela riqueza das suas tradições e do seu artesanato.
Assim, ao longo do ano, especialmente no Natal, no Entrudo e na Páscoa,
o visitante pode contar com festas muito animadas. Duas das tradições
que, ainda hoje, se mantêm e que mais se destacam são
as Festas dos Rapazes e a Festa dos "Caretos" ou Máscaras.
O Artesanato de Bragança está a ser preservado e divulgado
em algumas das freguesias do concelho, evitando que esta tradição
tão antiga caia no esquecimento dos mais jovens. Desta forma,
o turista que se interessar por este domínio poderá encontrar:
trabalhos de cobre, burel, couro e madeira, assim como trabalhos
de tecelagem, cestaria e olaria. As célebres máscaras
são fabricadas com madeira, couro, lata e cortiça.
O visitante que tiver dedicado algum do seu tempo à descoberta
deste acolhedor concelho, não poderá partir sem degustar
as delícias gastronómicas típicas da região,
representadas nos diversos restaurantes locais, salientando-se os
enchidos (a alheira, o Salpicão), o presunto, o butelo com
cascas, o cozido à transmontana, o folar de Bragança,
o cabrito de montesinho, a posta à Mirandesa, as trutas e
a caça (Perdiz, coelho, lebre e javali). Para acompanhar estes
saborosíssimos pratos, aconselham-se os bons vinhos da região.
Para a sobremesa, poderá contar com as súplicas, os
pasteis do tipo conventual, o pudim de castanhas e os doces de ovos
com amêndoa.
O concelho de Bragança, repleto de história e de património,
merece, por todas as suas características e potencialidades,
uma visita mais atenta que permita descobrir as verdadeiras riquezas
desta região tipicamente transmontana.
Complementarmente, oferece um enquadramento paisagístico fabuloso,
destacando-se, evidentemente, o Parque Natural de Montesinho, com
um conjunto de paisagens e serviços de alojamento, desporto
e lazer muito diversificado, ideal para um período de férias
em contacto com a natureza.
Fonte: O nosso País - Portugal Século XXI
|
|
|
|
|
|
Concelho
de Carrazeda de Ansiães
|
|
|
Rota do Douro
O concelho de Carrazeda de Ansiães mantém muitos
aspectos de interesse cultural e natural que continuam a justificar
uma visita ao concelho, mas sem dúvida o facto de parte
do concelho estar classificada como património da humanidade
- o Alto Douro Vinhateiro, é sem dúvida uma obrigação
dar um especial relevo a estas paisagens.
A Rota do Douro, com passagem por alguns dos mais importantes
monumentos do concelho, por paisagens de cortar a respiração,
com o apoio de gastronomia e vinhos de elevada qualidade, representa
um dos ex-libris do concelho que merece uma visita pausada para
se poderem apreciar estas "puras belezas".
Pontos de interesse especiais:
Início do percurso em Carrazeda de Ansiães, com passagem
pela Câmara Municipal, pelo Centro de Apoio Rural, jardins
da vila, fonte das Sereias e pelourinho, Biblioteca Municipal,
Igreja Matriz...;
Seguindo pela estrada para a freguesia de Selores, aproveite para
visitar o Castelo de Ansiães (e todos os vestígios
deixados no tempo em que a sede de concelho era Ansiães);
Ao passar pela aldeia de Selores pare para apreciar a Casa de
Selores, a Igreja Matriz e outros pormenores de interesse;
Não deixe também de passar pela freguesia da Lavandeira
para apreciar a Igreja de Sta. Eufemia e a pitoresca aldeia;
A viagem continua por Seixo de Ansiães, Beira Grande por
entre várias quintas até ao Douro, para se ancorar
na Sra. da Ribeira;
Para finalizar a visita passe por Vilarinho da Castanheira e aprecie
os seus monumentos históricos, com especial relevância
para a Anta.
|
|
|
|
|
|
|
Concelho
de Chaves
|
|
|
Monumentos
PONTE ROMANA DE CHAVES
A Ponte Romana também conhecida por Ponte de Trajano foi construída
entre o fim do século I e o início do século
II d. C. Este foi, talvez, o melhor contributo que os romanos deixaram à antiga
Aquae Flaviae. Tem cerca de uma centena e meia de metros de comprimento
e uma dúzia de arcos, apesar de as obras de regularização
efectuadas nos anos 30 tenham coberto alguns arcos.
Também se supõe que nas duas margens do Rio alguns
arcos tenham sido subterrados para efectuar as construções
que ali se implantaram. Ainda hoje se podem ler duas inscrições
colocadas em duas colunas a montante e a jusante da Ponte Romana.
A primeira diz que “Imperando Cesar Nerva Trajano Augusto
Germanico Dacico, pontifice máximo, com poder tribunício,
cônsul a 5ª vez, pae da patria, os aquiflavienses
trataram de fazer à sua custa esta ponte de pedra”;
a Segunda diz que “”Imperando Cesar Vespasiano Augusto,
pontífice máximo, com poder tribunício a
décima vez, imperador a vigésimo, pae da patria,
cônsul a nona vez, imperando também Tito Vespasiano
Cesar, filho do Augusto, pontífice, com poder tribunício
a oitava vez, imperador a decima Quarta, cônsul a sétimo
(...) sendo legado do Augusto o propretor caio Calpetano Rancio
Querinal Valerio Festo e sendo legado do Augusto na Legião
Sétimo, Decio Cornelio Meciano e procurador do mesmo Augusto,
Lucio Arruncio Maximo, a Legião Sétimo Gemina Feliz
e dez cidades, a saber: os Aquiflavienses, os Aobrigenses, os
Bibalos, os Coelernes, os Equesos, os Interamnicos, os Limicos,
os Nebisocos, os Quarquernos e os Tamaganos (...)”.
CALÇADA ROMANA DE SÃO LOURENÇO
Na encosta
ocidental da serra do Brunheiro existem restos do que se julga
que foi uma das variantes da chamada VIA ROMANA de Chaves
a Astorga.
Seguindo pela EN 213 que liga Chaves a Valpaços, antes de
chegar a São Lourenço, próximo do miradouro
sobre o vale de Chaves, um pouco abaixo da encosta, lá estão
os vestígios do que foi aquela via romana que aqui tinha
uma das vertentes mais difíceis. Subsistem vários
troços de calçada.
PONTE ROMANA DO ARQUINHO DE SÃO LOURENÇO
Depois da
povoação de São Lourenço,
continuando pela E.N.213, há uma que atravessa a ribeira
de São Lourenço.
É uma ponte pequena, de um só arco, à medida do curso
de água, com cerca de 8m de comprimento e 4 de largura.
BARRAGEM ROMANA DA ABOBELEIRA
Localizada no termo de Abobeleira,
freguesia de Valdanta.
São visíveis as ruínas dos muros de um grande
reservatório de água. É uma construção
muito invulgar.
Originariamente os muros da barragem teriam na base 5 metros de
largura, atingindo cerca de 20 metros de altura.
A albufeira definida por esta barragem era muito grande, podendo
ter-se estendido até à povoação de
Sanjurge e a Outeiro Machado. Julga-se que este reservatório
serviu para abastecer de água potável a cidade
romana de Aquae Flavie.
Há quem defenda também que esta barragem serviu para
fornecer água para lavagens nas minas romanas que teriam
existido em Outeiro Machado.
VILA ROMANA DA GRANJINHA
Localizada junto da capela da Granginha,
aldeia a um par de quilómetros
de Chaves, na direcção poente.
No sítio onde existiu a “villa” há agora
uma habitação, em cujas fundações foram
descobertos restos da instalação agrícola
romana.Também aqui foi encontrada uma ara dedicada à deusa
protectora do município dos aquiflavienses, que está presentemente
exposta no Museu da Região Flaviense.
|
|
|
|
|
Concelho
de Freixo de Espada à Cinta
|
|
|
Freixo
de Espada à Cinta está situado no extremo sul do
distrito de Bragança, inserido bem no coração
do Parque Natural do Douro Internacional, fazendo fronteira com
Espanha. Possui uma série de mais valias turísticas,
oferecendo ao visitante diversas alternativas de lazer.
O concelho é banhado no seu todo pelo rio Douro, que se enrosca
por entre agrestes desfiladeiros de arribas repletas com a maior
mancha de Lodões (Celcis australis) da Europa, albergando
em conjunto diversas espécies raras, cujo destaque vai para
a protegida Cegonha Negra que nidifica em abundância neste
local. O rio desafia a um revigorante passeio por águas calmas.
Na praia fluvial da Congida poder-se-á embarcar num barco
da Sociedade Transfronteiriça Congida – La Barca e usufruir
um passeio ímpar por uma paisagem bela e sem igual.
MONUMENTOS
Como povoado, Freixo é muito antigo.
Foi invadido ao longo dos séculos por Romanos, Visigodos,
Suevos e Árabes e, consequentemente, foi sofrendo a influência
dos povos que se iam sucedendo. Daí que seja riquíssimo
o legado histórico desta vila transmontana, que ainda hoje
conserva muitos monumentos e vestígios da sua nobreza.
No princípio do séc. XVI, a vila era uma poderosa
praça de guerra medieval, toda cercada de altos muros e
três possantes torres mestras, das quais resta hoje apenas
a Torre Heptagonal ou Torre do Galo.
Em Freixo, podem ser admirados monumentos de rara beleza e importância
arquitectónica e arqueológica: não só construções
religiosas, como igrejas e capelas, como também construções
civis, desde casas solarengas e semi-palacianas até aos
significativos pelourinhos, verdadeiros legados documentais da
História de Freixo de Espada à Cinta. Há ainda,
por todo o concelho, particularmente pelos montes mais ermos,
em escarpas rochosas sobre o rio Douro, inúmeros e importantíssimos
vestígios arqueológicos.
Mas talvez os mais fortes atractivos de Freixo sejam, por um lado,
o facto de ser uma das vilas portuguesas com maior número
de casas manuelinas, das quais muitas conservam ainda brasão;
por outro lado, a beleza paisagística, de vales estreitos
e serras escarpadas sobre o Douro Internacional, que contribui
também para o deslumbramento dos visitantes.
|
| |
|
(Veja Mais em Câmara
Municipal de Freixo de Espada à Cinta)
|
|
|
|
|
Concelho
de Lamego
|
|
|
O Douro é uma região de características únicas.
Aqui se produz o genuíno VINHO DO PORTO, património
exclusivo da região, e daqui saem alguns dos mais saborosos
vinhos de mesa.
Mas a história do Douro escreve-se à custa de muito
suor, de muitas vidas sacrificadas, de muitas batalhas e de muitas
angústias.
Gerações e gerações de homens e mulheres
entregaram-se de corpo e alma à terra, transformando uma
paisagem agreste num tapete fértil e harmonioso, a transbordar
de vida.
Foi assim que o Douro foi construído e foi assim que o
Douro pôde fazer nascer esses vinhos de qualidade e sabor
incomparáveis, que estão hoje entre os melhores do
mundo.
O rio é a alma desta região.... o rio Douro que
serpenteia desde a fronteira até à cidade do Porto,
o mesmo rio que antigamente os barcos rabelos percorriam, carregados
com o vinho que levavam ás Caves de Vila Nova de Gaia, para
aí repousarem.
Mais do que os vinhos deliciosos e paisagens grandiosas, o Douro
tem história e proporciona uma descoberta aliciante das
nossas raízes ... as cidades são verdadeiros museus
e revelam o que de melhor o passado nos deixou, através
de um património de grande valor.
Nos lugares mais ermos e escondidos encontram-se túmulos
pré-históricos, castros romanos, ruínas de
lugares sagrados.
No coração das cidades e das vilas, a magia do passado
ganha outras formas...
...castelos, torres e fortificações edificadas no
tempo em que Portugal crescia e afirmava a sua independência.
(Veja Mais em Câmara
Municipal de Lamego)
|
|
|
|
|
Concelho
de Macedo de Cavaleiros
|
|
|
Património
Natural e Paisagístico: Paisagem Protegida da Albufeira
do Azibo, Sítio Morais da Rede Natura (Monte de Morais,
vale encaixado do Azibo entre os Olmos e Limãos), Serra
de Bornes (mata de exóticas no Vilar do Monte, etc.), Serra
de Bousende/Soutelo Mourisco, Serra de Ala, Serros do Mogrão
e de Meles, margem do Sabor. Património edificado: igrejas, pelourinhos, solares,
conjuntos habitacionais (Vale Pradinhos, Pinhovelo, Cortiços,
Bousende), pontes (Vale da Porca, Limãos, Vale Benfeito,
Banrezes, Paradinha de Besteiros, Nozelos, Azibeiro, Gralhós),
cruzeiros e santuários, pombais, moinhos, adegas e lagares. Património arqueológico: Terronha de Pinhovelo
(este local está já semi-visitável), Fraga
dos Corvos de Vilar do Monte, Mamoa de Santo Ambrósio
(estes três locais estão já semi-visitáveis),
estrada romana em Argana, Lamalonga e Vila Nova da Rainha.
Como arqueologia industrial, há as Minas de Murçós
e outras, além dos fornos de cal e telha de Salselas e
Vale da Porca. Locais musealizados: Arqueologia no Núcleo Central da
Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo; Real Filatório
de Chacim; Etnologia na Casa do Careto em Podence e no Museu
Rural de Salselas; Monográfico-religioso no Convento de
Balsamão. Actividades: caça, pesca e tiro (há um clube em
Macedo); pedestrianismo, ciclismo, btt e montanhismo; festas,
feiras, mostras e romarias; artesanato; gastronomia; matanças
do porco; parapente e asadelta; desportos motorizados (há uma
pista em Lamas); remo e canoagem; educação ambiental;
natação. |
|
|
Património
Arcas tumulares românicas
O conjunto dos sete túmulo que se encontram encostados às
paredes do átrio da Igreja paroquial de S. Nicolau de
Mesão Frio, reveste-se de particular interesse, embora
não tivesse despertado a atenção da maior
parte dos autores que, ao longo do século XX, escreveram
sobre a tumulária medieval portuguesa. São referidos
pela primeira vez na Memória Histórica do Concelho
de Mesão Frio (1866), da autoria de Álvaro Maria
de Fornelos, e foram posteriormente estudados por Armando de
Matos em "Arqueologia Artística", Museu, vol.
IV, n.º 8, 1945.
Os referidos túmulos são constituídos por
arcas sepulcrais e tampas rectangulares, esculpidos, a maior
parte deles, em três faces, o que revela que foram concebidos
para serem encostados a uma parede. É provável
que originalmente estivesse colocados no nartex ou galilé e
que posteriormente tivessem sido trasladados para o lugar
actual.
Destacam-se dois dos exemplares pelos temas iconografados.
Num deles, ainda podemos ver, enquadrada numa moldura pétrea,
a representação de dois cavaleiros montados nos
seus corcéis, avançando um contra o outro, com
as mãos direitas levantadas e segurando espadas de lâminas
curtas e pomos visíveis, enquanto que, com as mãos
esquerdas, seguram pequenos escudos. Esta cena de batalha, ou
justa, tem ao centro uma flor-de-lis e nos dois cantos superiores
vieiras. Este último aspecto tanto pode estar relacionado
com elementos heráldicos que integravam o brasão
de armas do inumado, como ser uma referência ao santuário
de peregrinação mais conceituado na época
- Santiago de Compostela. Na tampa, releva-se apenas um pentalfa,
elemento apotropaico, frequentemente repetido nos túmulos
românicos nacionais, como são exemplos os do Museu
Arqueológico de Barcelos.
O outro túmulo, muito desgastado como os restantes cinco,
salienta-se pela presença de arcarias flor-de-lisadas
e um leão muito bem desenhado.
Carla Varela Fernandes, 2003
Panorâmica da igreja de São Nicolau - Ver Imagem
Pormenor dos dois arcossólios na parede Sul da capela-mor
- Ver Imagem
Alpendre, do lado Norte, onde estão depositados os túmulos
românicos - Ver Imagem
Vista aproximada do conjunto de túmulos - Ver Imagem
veja mais in IPPAR
|
|
|
Concelho
do Miranda do Douro
|
|
|
Artesanato
Na área artesanal podemos contar com a tecelagem e os
tapetes regionais.
Confecção de Traje Regional - Em saragoça, buréis
e linho.
Confecção de Colchas, Tapetes, Carpetes, Alforges,
etc - em lã de ovelha e linho. Encontram-se em Constatim,
Duas Igrejas, S.Martinho, Sendim, Póvoa, e Picote.
Confecção de Gaitas de Foles - Miranda,
Sendim, Constantim, Freixiosa e Vale de Mira.
Trabalhos de Madeira - Miranda, Sendim, Palaçoulo,
Freixiosa, Teixeira.
Trabalhos em Ferro Forjado - Miranda e Paladouço.
Cestaria - Sendim, Miranda e Póvoa.
Rendas e Bordados - Sendim e outras Aldeias do Concelho.
Lazer
O concelho é ainda servido por um cinema
com capacidade para 150 pessoas e por uma Biblioteca Municipal
de Leitura Pública, concebida para dar resposta às
necessidades da população, em termos de informação
e ocupação dos tempos livres, ambos localizadas
na sede concelhia.
É
ainda de referir o Museu Nacional da Terra de Miranda que reúne
colecções de arqueologia, Trajes Regionais, Cerâmica,
Etnografia, Armaria, Ferro Forjado, Mobiliário Regional,
Numismática, Época Romana e Século XX.
Pauliteiros de Miranda
Este conjunto é formado por 8 dançadores ( 4 guias e 4 piões),
três tocadores músicos e um dançador suplente.
Como é sabido, na terra de Miranda, e entre os estudiosos do folclore,
esta dança é quase tão antiga como a existência
do homem sobre estas terras.
Trata-se das danças mais conhecidas na antiga Europa, seguindo opinião
sustentada pelo Historiador e Etnólogo Mirandês Dr. António
Maria Mourinho e outros folcloristas de nome, Espanhóis, Franceses
, Ingleses e Alemães.
Terá nascido no centro da Europa e (região da
Transilvânia) na 2ª idade do ferro, como dança
de espadas, espalha-se logo pela Europa Central, Alemanha,
Escandinávia, Ilhas Britânicas, Balcãs
e Península Ibérica.
O Historiador Romano Plínio, fala destas danças
de espadas no seu livro "DE GERMÂNIA", no século
I.
No século III, segundo o Geógrafo Latino Strabão,
os Celtibéros ribeirinhos do Douro, aqui na Península
preparavam-se para os combates com danças guerreiras,
para militares, e trocavam as espadas por paus, 0.45 para melhor
executarem a dança, sem riscos de ferimentos.
Os povos
autóctones da Espanha, Romanos, Suevos e Visigodos
conservaram-nas nas suas festas agrárias de fertilidade,
para celebrarem a feliz recolha dos frutos e cereais e as passagens
dos solstícios do Verão e do Inverno.
Assim se mantiveram no paganismo, até que pelo sec.
X, a Igreja Católica as começou a admirar nas
festas dos Santos correspondentes às mesmas épocas
solsticiais e das colheitas que passaram a celebrar-se em honra
dos Santos padroeiros, N. Senhora, Santa Bárbara, S.João,
S.Jerónimo, S.Silvestre, etc...
Os trajes parece que
sempre acompanharam as danças
nos seus séculos e milénios e correspondem segundo
parece à natureza das danças guerreiras, - trajo
para-militar.
Segundo os estudos levados a cabo, com firmeza e seriedade
pelo já citado Dr. António Maria Mourinho e outros
folcloristas Espanhóis, chegaram à conclusão
fundamentada de que, são sucessores do trajo militar
Greco-Romano, (ver Dr. António Maria Mourinho - "Cancioneiro
Tradicional e Danças Mirandesas, 1984 - I Vol. pg.465" chapéu
enfeitado - capacete militar, colete sobre os ombros e as costas
- couraça e capa militar Romana - romanas; as saias
com os lenços em tiras - o Ságum militar romano
- sobrepondo-se-lhes uma cintura que era de correias múltiplas
em volta dos quadris pendentes até por baixo dos joelhos.
As meias de lã listadas de preto e botas grossas de
cordovão - nas mãos um par de paus de 0.45m de
comprimento e dois pares de castanholas.
Ao toque da gaita de
fole que comanda o exercício de
todo o conjunto acompanhado de caixa de guerra e bombo, ou
de flauta pastoril executam os ditos dançadores um conjunto
de danças diferentes e bailados que podem ir até a
meia centena, todos diferentes e com letras apropriadas e música
e coreografia ou passes diferentes.
Percorriam as povoações por ocasião das
festas religiosas dos santos padroeiros para recolher as esmolas
para a mesma festa e participavam nas procissões, no
fim das quais, nas festas principais das Igrejas, faziam exibição
geral do seu reportório e a seguir um jantar.
Esta é a dança comunitária dos Pauliteiros
de Miranda na sua área geográfica, na antiga
e medieval terra de Miranda e na maior parte de Espanha - hoje
em declínio - sempre comunitárias, cada aldeia
mantinha o seu grupo que se renovava nas festas sempre algum
elemento saía por motivos óbvios.
Dada a espectacularidade
e o colorido e movimento, cor e som deste conjunto que tem
causado admiração e apreço
de todo o mundo, estas danças saíram das fronteiras
e participaram em festivais nacionais e internacionais no País
e Estrangeiro em quatro continentes, conquistando prémios
e nome para a terra que lhes foi berço, não esquecendo
o Prémio Europeu de Folclore de 1981, dado pela Alemanha
e recebido solenemente em Duas Igrejas em 12 de Julho desse
mesmo ano, uma embaixada oficial e luzida que veio da Alemanha
e de várias entidades oficiais Portuguesas desde a Câmara
Municipal, ao seu Presidente, ao Governador Civil e Secretários
Nacionais da Cultura e da Emigração e das Comunidades
Portuguesas com seus Directores gerais.
Mas o folclore Mirandês não são só os
Pauliteiros. Há uma riqueza inesgotável de canções
e bailados que é preciso não deixar no esquecimento
e acompanharam os Pauliteiros no Grupo Folclórico Mirandês
de Duas Igrejas durante 50 anos, plenos de galardões
e menções honrosas, cheias de tipismo e diferentes
do Folclore misto de cada região.
Há dez anos a esta parte surgiram no concelho vários
grupos de Pauliteiros e mistos sem direcção com
responsabilidade, portanto sem grandes ou nulas probabilidades
de êxito mais, que ao nível rural, sempre néscio
e sempre concordante, com o que se lhes apresenta. Falta-lhes
a verdade e autenticidade, a espontaneidade sem que haja quem
seja capaz de separar o trigo do joio. O seu destino será a
imobilidade, mais tarde ou mais cedo.
A Câmara Municipal num gesto de continuidade salvadora,
de afirmação, promoção e manutenção
deste ramo de cultura mirandesa que é o ex-libris desta
terra tão rica de elementos culturais, quis organizar
um grupo que esteja à altura das circunstâncias
em qualquer momento preciso, na disponibilidade e no equipamento,
sempre apto para se exibir, ligado à própria
autarquia.
(...)
(Veja Mais em Câmara
Municipal do Miranda do Douro)
|
|
|
|
|
Concelho
da Mirandela
|
|
|
História do Concelho
Na cidade de Mirandela estão dos melhores valores
arquitectónicos do concelho, como o Palácio
dos Távoras, imponente construção nobre
reedificada no século XVII, o Palácio dos Condes
de Vinhais, a cerca amuralhada da qual resta apenas a Porta
de Sto. António, a ponte velha, que continua a constituir
uma incógnita quanto à data de construção
e que constituem valores patrimoniais e a cultura de um povo.
Em Mirandela nasceu também, com exemplo dado, o conceito
de cidade jardim. O culto da flor invadiu todos os espaços.
Milhares de belas flores estendem-se por uma cidade inteira
que vale a pena visitar.
Por todo o concelho há vestígios de povoamento
pré-histórico, bem documentado por monumentos
megalíticos e diversos castros. Os povos da idade
do bronze desenvolveram uma intensa actividade mineira explorando
o estanho, o cobre, o arsénio e ouro como é o
caso do “buraco da pala”, situado na freguesia
de Passos, que foi identificado um caso de metalurgia primitiva
de ouro entre 2800-2500 A.C. Os romanos, não podendo
ficar insensíveis ao minério, também
aqui se estabeleceram deixando as marcas da sua civilização.
Logo no século VI, o paroquial Suevo dá-nos
conta da existência de “Laetera”, enigmática
e vasta circunscrição administrativa que corresponde à mesma área
onde nasceu o concelho de Mirandela. A importante e medieval “terra
de Ledra”estender-se-ia pela quase totalidade do actual
concelho e por parte do de Vinhais, compreendendo ainda um
reduzida porção do concelho de Mirandela. No
dealbar do século XIII, já esta terra se encontrava
dividida em três julgados: Lamas de Orelhão,
Mirandela e Torre de D. Chama. Todas estas povoações
receberam foral e se constituíram em concelhos. Mirandela
recebeu assim de D. Afonso III carta foral a 25 de Maio de
1250.
De 1835 a 1871, as reformas liberais extinguiram-nos,
restando-lhes a memória desses tempos de autonomia.
Em 1884, o concelho de Mirandela passa a ter delimitações
geográficas conforme as actuais.
Pelourinhos do Concelho de Mirandela
Segundo o Padre Ernesto de Sales na Obra «Mirandela:
Apontamentos Históricos», os pelourinhos eram
um distintivo da jurisdição e autonomia dos
concelhos e erguiam-se na praça ou largo fronteiro
dos Paços do Concelho. Compunham-se geralmente de
um pilar ou coluna de pedra, com forma mais ou menos artística,
encimada por um capitel, e servia-lhe de base um rectângulo
elevado acima do nível do solo por duas ou três
ordens de degraus. Alguns tinham quatro varões de
ferro no capitel terminados em forma de gancho, sendo este
por vezes substituído por uma argola móvel.
Antigamente tinham o nome de picotas e eram os locais onde
os criminosos eram expostos à vergonha. Nelas se prendiam
os criminosos e expunham os delinquentes, que não
fossem réus de maior pena que açoites ou irrisão
pública.
Em Portugal, os pelourinhos são todos no interior
das vilas e cidades, e quase sempre diante da casa da câmara;
ao contrário da forca, que estava fora da povoação,
e em lugar alto para que pudesse ser vista e aterrar os malfeitores.
No antigo livro das fortalezas, que está na Torre
do Tombo, feito por Duarte d'Armas, pintor del-rei D. Manuel,
há muitos pelourinhos. Todos eles têm gaiola
ou guaritas para a exposição dos criminosos.
Todos os que tenho visto constam de uma coluna, donde saem
quatro ganchos de ferro, tendo na extremidade uma argola
e uma cadeia; em cima, uma coroa ou um capitel.
A palavra picota significa, em linguagem judicial e municipal,
o sítio onde se expunham os criminosos, e se lhes
infligiam as penas impostas pelas autoridades locais. Na
Ordenação Alfonsina, livro I, título
28, mandava-se que os padeiros, carniceiros, regateiras etc.,
que furtassem no peso, fossem postos na picota. Uma postura
da câmara de Viseu, de 1304, manda que todo carniceiro,
padeiro etc., que tiver pesos falsos, pague cinco soldos,
e "ponham-no na picota".
Era comum afixar nos pelourinhos os editais da gente da
governança, os anúncios judiciais e fiscais,
etc. Depois de 1834 muitos deles foram demolidos porque para
muitos simbolizavam a opressão e o despotismo.
Mirandela também teve pelourinho, situado no local
onde hoje funciona a Junta de Freguesia, ou seja, na Praça
Velha. Ernesto de Sales desconhecia a data da sua construção
mas acreditava que era anterior ao reinado de D. Sebastião,
porque a coroa real que encimava o escudo das armas portuguesas
era aberta, como se usou até ao reinado daquele soberano.
Em sessão da câmara foi resolvido apeá-lo
com o pretexto de regularizar a Praça Velha e assim
se fez no dia 6 de Maio de 1868. As pedras foram removidas
para um pequeno jardim contíguo à parte superior
dos Paços do Concelho e assim se perderam.
O Pelourinho de Mirandela assentava num pedestal formado
por um rectângulo elevado sobre três ordens de
degraus: a coluna erguia-se a três metros de altura
e era encimada por um capitel quadrangular a que se sobrepunham
quatro salientes, em cima dos quais assentava o escudo das
armas reais portuguesas.
Luís Canotilho e Luís Ferreira escreveram
a obra «Pelourinhos do Distrito de Bragança»,
uma edição do INATEL, importante para conhecer
a importância, as características e a história
desses símbolos da autonomia concelhia.
Conmheça ainda a
Toda a Zona Histórica e Antiga
(Veja Mais
em Câmara
Municipal de Mirandela)
Visite também http://www.mirandela-online.net
|
|
|
|
Concelho
de Mogadouro
|
|
|
Localização:
No Nordeste do território
nacional, integrado no distrito de Bragança, o concelho
de Mogadouro faz fronteira com Espanha ao longo do rio
Douro. Encaixado entre o vale profundo do Douro e a bacia
do Sabor, ocupa o prolongamento do Planalto Mirandês
que, por sua vez, dá seguimento ao Planalto Leonês
(região de Zamora e Salamanca).
Paisagem: Em toda a zona mais próxima do rio Douro
alternam-se os grauvaques e os granitos, apresentando-se
estes, ora em grandes blocos, ora sob a forma de areão
proveniente da sua desagregação. O relevo, é constituído
por uma sucessão de colinas onde predominam os xistos
grauváquicos interrompidos por alguns afloramentos
quartzíticos, que se elevam na paisagem formando
serras. Já a Sul abundam os xistos pardos, que também
são dominantes na bacia do Sabor. Estes solos, e
as características do clima, proporcionam um coberto
vegetal abundante e diversificado, que atribui à paisagem
um manto de belíssimas colorações
que se alteram com as estações do ano.
Clima:
Os Invernos são, aqui, relativamente rigorosos,
sobretudo na zona central do concelho, mais sujeita aos
ventos do que as zonas protegidas do vale do Douro e da
Bacia do Sabor. As zonas mais elevadas, a Sul e Sudoeste,
sujeitas a alguma influência atlântica, são
mais húmidas, razão porque se encontra a
Sul o castanheiro e a Sudoeste o carvalho cerquinho. O
verão, relativamente curto, surge quente e seco.
A primavera e o Outono, frescos e bem demarcados, emprestam à paisagem
a beleza das cores matizadas dos matos floridos de branco,
amarelo e violáceo ou das folhosas outonais em tons
de cobre e ferrugem. Na riqueza do coberto vegetal, é bem
patente, ao longo de todo o ano, o cruzamento dso climas
continental e mediterrânico, com alguma influência
atlântica.
População:
Neste contexto de diversidade
e beleza paisagística vive uma população
eminentemente rural, cujas principais actividades são
a agricultura e a pecuária. Aqui cultiva-se o olival,
a vinha, o trigo e algum centeio, as hortas junto às
linhas de água e a castanha mais para o Sul. Na
pecuária, o destaque vai para o gado bovino, actualmente
sobretudo na produção de leite. Quanto à carne,
salientamos a qualidade do gado Mirandês que deu
origem, na gastronomia, à já célebre
Posta Mirandesa. Para além do gado bovino, os caprinos
e os ovinos assumem, também, neste concelho, uma
relativa importância nas economias familiares, produzindo
carne, lã e leite. Da origem remota desta população
laboriosa, conhecem-se vestígios arqueológicos
que nos fazem recuar até ao Neolítico. Quanto à história
mais recente deste concelho, não podemos deixar
de lembrar a importância do papel desempenhado pelas
praças fortes de Mogadouro e Penas Roías
na defesa da fronteira contra as invasões castelhanas,
tendo constituído, por isso, e dada a sua localização,
um apoio precioso na formação a nossa nacionalidade.
Concelho eminentemente rural, de uma beleza agreste e doce,
povoado de gente sã, afável e laboriosa,
herdeira de um carácter nobre e de uma história
rica e antiga, assim poderíamos caracterizar este
pedaço do território nacional.
|
|
|
|
Concelho
de Mondim de Basto
|
|
|
Mergulha na noite dos tempos a data da fundação
de Mondim. Há quem diga que já os gregos
e os assírios andaram por aqui, mas nada o pode
garantir. Mais certos são os tempos castrejos,
em que estes montes em volta de Mondim eram férteis
em população. O aro mondinense abrange
montes de impressionante relevo, a principiar pelo ondulado
cerro do Monte Farinha, outrora coroado por três
proeminentes castros. Aí respira-se um nítido
aroma a vida pré-histórica. É nas
eminências castrejas que tem de se procurar as
origens do povoamento desta terra. Ali, a trezentos metros
do cruzeiro de Campos, levanta-se o castro do Castroeiro,
que também poderia apenas ser um género
de atalaia ligada ao sistema defensivo do castro dos
Palhaços, esse o centro político e militar
de toda esta região.
No século II antes de Cristo, as legiões
romanas sob o comando do cônsul Décio Júnio
Bruto invadiram e conquistaram todas estas terras. Sabe-se
que houve heróica resistência por parte
das tribos montanhesas. No alto da Senhora da Graça
poderá ter existido a célebre cidade de
Cinínia, onde pontificava a belicosa tribo dos
Tamecanos. Todos eles tiveram que se conformar com a
imposição romana de virem povoar as partes
baixas. Começava um período que se estenderia
por quatro séculos. Era o tempo da romanização.
As férteis terras desta freguesia íam em
pouco tempo mostrar toda a sua produtividade. Tinham
início as primeiras formas de organização
civil e administrativa. Construíam-se estradas,
que deixaram vestígios em Pedravedra, e pontes
como a de Vilar de Viando, perto da vila. Foram explorados
minérios e ensinada a arte de trabalhar a telha
e o tijolo. Nascia a indústria de tijoleiras de
Carrazedo.
Os povos germânicos que expulsaram os romanos
não parece terem deixado grandes marcas em Mondim,
tal como a presença mourisca. Estes continuam
no centro de muitas lendas e histórias que nos
falam de fabulosos tesouros e de mouras encantadas. Nada
de concreto se poderá dizer quanto ao estado de
Mondim durante a dominação árabe.
Nos princípios da Nacionalidade, as gentes que
por aqui viviam, entregues às suas ocupações
rústicas ou pastoris, não possuíam
regalias que as defendessem dos usuais atropelos da “gente
de algo”. D. Sancho I, a petição
dos moradores, outorgou a Mondim uma carta de foral.
Nos Paços do Concelho guarda-se esse documento
em pergaminho. D. Manuel I concedeu-lhe foral novo em
3 de Junho de 1514. Pelo meio ficavam as Inquirições
do século XIII, nas quais S. Cristóvão
de Mondim aparece como pertencente à “terra” de
Basto. Em 1350, aparece um testamento do conde D. Pedro,
filho ilegítimo de D. Dinis, ordenando que os
seus bens na vila de Mondim de Basto ficassem a sua “hóspeda” D.
Teresa Anes “de Toledo”, que com ele vivia
nos paços de Lalim, logo que o arcebispo de Braga
estivesse pago da sua dívida. Depreende-se que
os bens do conde teriam anteriormente sido dados em penhor
de certos dinheiros que o arcebispo lhe emprestara. O
passo do testamento é algo confuso (mais por não
se conhecer na íntegra nesta disposição),
mas não há dúvida significar o referido: “mando
que dês que o Arcebispo de Braga for pagado e entregue
das mil libras que de mim tem em penhor dos ditos dinheiros
de Mondim e de seu termo assim como as eu hei, que todos
fiquem e os haja a dita Dona Tareja Anes para sempre,
sem encargo nenhum”. A não ser (o que não
parece) que se haja dado o contrário: D. Pedro
ter feito o empréstimo e ter em penhor dele os
bens arquiepiscopais desta freguesia. Durante a crise
dinástica subsequente à morte de D. Fernando,
Nuno Álvares Pereira andou por aqui, caçando
e recrutando homens para a Batalha de Aljubarrota. Tornou-o
a fazer anos depois, aquando da Tomada de Ceuta. Em Novembro
de 1483 foi a vez de D. João II, o Príncipe
Perfeito, se deslocar a esta vila.
Por volta dos meados do século XVII vamos encontrar
D. António Luís de Meneses, 1.º marquês
de Marialva, como donatário desta vila de Mondim.
Foi agraciado com aquele título por D. João
IV, depois de ter sido um dos primeiros a aclamá-lo
em 1 de Dezembro de 1640. Seguidamente prestou relevantes
serviços ao País durante as guerras da
Restauração. Pelos inícios do século
XVIII, a Câmara de Mondim, juntamente com as de
Atei, Cerva e Ermelo apresentaram uma de criação
de um Juiz de Fora nestes quatro concelhos. Esta criação
era possível, segundo a exposição
daquelas câmaras ao marquês de Marialva,
porque o território era rico e tinha população
suficiente para sustentar um magistrado. Foi escolhida
a vila de Mondim para albergar a sede, por ser a melhor
e maior povoação, local onde havia bons
edifícios, comércio e uma feira todos os
meses. Nessa época Mondim tinha-se já tornado
o império dos curtumes, fornecendo todo o País
de couro e calçado. Em 1758, na sua memória
original, o pároco da freguesia de S. Cristóvão
diz ter o título de vigário com uma renda
anual de 350 mil réis.
O século XIX começou mal e quase que acabava
de maneira ainda pior. Logo a 11 de Janeiro de 1811,
no decorrer da 2.ª invasão napoleónica,
uma coluna destacada do exército de Soult, saiu
de Guimarães para Fafe e daí seguiu para
Mondim. Aí chegada, antes de continuar para Amarante,
o destacamento francês aproveitou para saquear
a vila. Deram-se vários recontros e escaramuças
entre os invasores e a resistência local. Pelos
finais do século, a vila de Mondim perdia momentaneamente
o seu estatuto de sede de concelho, por supressão
do mesmo, sendo anexada como freguesia ao de Celorico
de Basto. Com a restauração do concelho,
em 26 de Janeiro de 1898, voltava tudo à forma
inicial.
[editar] Património
A igreja matriz, totalmente modificada, apresenta da
primitiva traça um portal lateral gótico.
O corpo da nave é coberto por um tecto de caixotões
(ao todo 75 molduras). O altar-mor enquadra um sumptuoso
retábulo de talha dourada do século XVIII.
Algumas peças de prata, um turíbulo e uma
naveta, de oficinas do Porto, valorizam o conjunto das
suas alfaias. A Capela do Senhor é um belo e pequeno
templo de granito, de estrutura românica, com decoração
barroca. O tecto, de madeira, é esquartelado e
pintado. As molduras dos caixotões são
de grande relevo. Entre as imagens conserva-se uma do
século XVI.
A Casa do Eiró, edifício brasonado do
século XVIII, destaca-se do casario da vila e
segue o tipo comum das residências regionais da época.
IN: WIKIPEDIA
|
|
|
|
Concelho
de Montalegre
|
|
|
Artesanato no Barroso
Nado e criado na paisagem serrana, acantonado nas fraldas dos montes ou nas margens
dos arroios tributários de rios já com direito a nome no mapa,
o povo barro são habituou-se, na sua história longa, a uma relação
com a Natureza caldeada na luta pela sobrevivência. Ainda hoje, em muitas
aldeias, o calendário que regula o trabalho continua a ser marcado,
nos limites, pelo cantar do galo e o baixar do crepúsculo.
O quotidiano áspero e rude endurece os corpos e, a contraponto, solta
a imaginação em devaneios ditados pela necessidade material mas,
também, por imperiosa vontade criativa, coisa do espírito, manifestada
num artesanato abundante e rico. Das mãos do homem barrosão nascem,
assim, autênticas preciosidades de arte popular, objectos que subsistem,
povoando-os, entre usos e costumes seculares, mantidos na quase totalidade das
aldeias.
Ditado pelo meio ambiente e pelo trabalho, o artesanato do Barroso é essencialmente
agrícola. Dos jugos, arados, socos e cestos aos carros de bois, passando
pelas capas de burel - abrigo indispensável nos rigores invernosos - e
pelas croças de juncos usadas pelos pastores ou, ainda, pelos labores
mais delicados das rendas e bordados em linho, o artesão utiliza a sua
capacidade criadora como arma importante para a construção e defesa
da sua sobrevivência.
Sinais do tempo, proliferam, na vila de Montalegre e
numa ou outra aldeia, centros comerciais e lojas de pronto-a-vestir,
mas permanece, arreigada, a tradição de
fazer em casa muito do que se precisa para agasalho do
corpo ou enfeite da casa. Ainda hoje se fazem croças
e não são poucos os lares onde existe um
tear, a trabalhar ou parado, com urdideira. Com paciência
e carinho se vão tecendo lençóis,
cobertores, colchas, aventais, capas de burel e mantas
de trapos. Relíquias de outros viveres, nas casas
se topam os utensílios do linho e da lã,
numa sucessão de nomes - como tantos outros já referidos
- de sugestão lírica, a roca, o fuso, a
espadela, o rilo, as canelas, o caneleiro, o maço,
a dobadoura ou a cesta da meia.
A crescente e progressivamente generalizada apetência,
sobretudo dos citadinos, pelos objectos rurais levou à implantação
e expansão de um artesanato mais elaborado, mais
artístico, desenvolvido por pessoas que a ele
se entregam como passatempo e, não raro, como
actividade complementar ou, mesmo, exclusivo modo de
vida.
Como ocupar os tempos livres?
Lazer em Montalegre
As várias albufeiras do concelho (Pizões,
Venda Nova, Paradela, Tourém e Sezelhe), ricas
de espécies piscícolas como o escalo
e a boga, cativam, ainda, os pescadores desportivos
vindos de perto e de longe, enquanto nos rios Cávado
- com um troço concessionado - e Beça
o principal chamariz é a saborosa truta "de
pinta vermelha".
Os veneradores de Santo Huberto beneficiam, em Montalegre,
da coexistência dos regimes livre, associativo
e turístico, e têm muito por onde escolher.
A variedade cinegética manifesta-se, sobretudo,
nos alcantis serranos do Barroso, onde proliferam o
coelho e a lebre, a perdiz, a codorniz e o pato bravo.
O amante da caça grossa não pode, por
seu lado, queixar-se da oferta de um pequeno paraíso
de animais selvagens vivendo em perfeito equilíbrio
com a natureza: abundam, no Barroso geresino, o javali,
o corço e as cabras "inverniças".
A caça ao poderoso e esquivo javali anima, no
Inverno, centenas de devotos, sendo que, às
quintas-feiras, sábados e domingos se realizam
batidas promovidas por mais de uma dúzia de
associativas cinegéticas.
Para os menos dados aos saltos e sobressaltos, o Parque
Nacional da Peneda-Gerês é uma boa escolha.
Nada de admirar, pois, que milhares de pessoas incidam
e reincidam em visitas altamente gratificadas pelo esplendor
da paisagem e pela variedade de actividades recreativas
ou de lazer, com relevo para a pesca nas águas
puras de rios e barragens onde saracoteiam trutas, escalos
e bogas. Fazendo campismo ou não, pode o turista
usufruir de espaços de apoio como o Parque de
Lazer de Penedones, a Zona de Lazer de Lagoa, em São
Vicente, o Parque de Lazer de Sezelhe ou o Parque de
Campismo de Cabrito Sítios igualmente recomendáveis
para alívio do stress ou o convívio gastronómico
são o admirável espaço arborizado
junto à praia fluvial do Torrão da Veiga,
em Salto, e a praia fluvial da Barragem da Venda Nova.
E não ficará nada mal, para terminar,
referir o complemento proporcionado, no esquema da animação
nocturna, pelas adegas, bares e discotecas existentes
na vila de Montalegre, em Vilar de Perdizes e em Salto.
|
|
|
|
Concelho
de Murça
|
|
|
Percursos Turísticos numa Terra de Encanto
Castro de Palheiros
Esta é uma fortificação castreja
tipicamente celta. Estes povos entraram na Península
Ibérica no século VI a.C., trouxeram aos
povos indígenas aí existentes a técnica
do ferro e escolheram lugares altos para se instalar,
arejados e com grande visibilidade, onde fosse mais fácil
a defesa contra os seus inimigos.
São cabeços graníticos enormes, à volta
dos quais os celtas construíam muralhas altas,
dentro das quais edificavam habitações
circulares com pequenos muros de pedra, cobertos de colmo,
argila ou madeira.
Sai-se de Murça para Este, a caminho da freguesia
de Palheiros, e no ponto mais alto lá está o
Castro que se vê de todo o Concelho.
A Via Romana e a Ponte Velha Filipina
São muitos os vestígios da romanização
portuguesa. Quando chegaram ao território da Península
Ibérica, a que hoje chamamos Portugal, em finais
do século III a.C., os romanos tiveram sempre
uma estratégia de domínio e de comunicação.
Para progredir no terreno e para que as legiões
pudessem caminhar, construíram vias de acesso,
calçadas e pontes, que ligavam pontos estratégicos
do território. Por Murça passa a grande
via romana que ligava Astorga à foz do rio Douro,
atravessando o rio Tinhela e que depois da ponte que
aí construíram, se divide a caminho de
Braga ou a caminho do vale duriense.
Porca de Murça
A “Porca de Murça” é, provavelmente,
dos mais antigos vestígios da cultura indígena
e castreja. É, aliás, um porco de cobrição,
ou Berrão, em tamanho natural, a estátua
zoomórfica que encontramos no largo principal
de Murça. Terá vindo de outro local do
concelho, um castro, onde draganos e zoelae, povos pré-celticos,
se instalaram. Era normal a existência destas estátuas
rudes, simbolizando machos adorados como divindades capazes
de proteger e manter a fertilidade da espécie,
cuja celebração se fazia no masculino.
Existem algumas dezenas de Berrões em Portugal
e Espanha, e onde existem geram lendas e transformam-se
em ex-libris das terras e orgulho da cultura popular.
Monumentos da Vila de Murça
O edifício dos Paços do Concelho é um
solar do século XVII, com dois pisos e janelas
de sacada no primeiro andar, cujo telhado é interrompido
por um arco contracurvado, ao centro. Ocupa toda a ala
Norte da Praça 5 de Outubro – a Praça
Velha – onde estão os símbolos da
autonomia, do poder, e dos afectos, onde se percebe o
convívio dos moradores e a visita afectiva dos
emigrantes, que fazem da “Praça Velha” uma âncora
para fundear as saudades.
Ainda edifício da Câmara Municipal, é o
antigo Mosteiro das freiras beneditinas, cuja origem
e acção social marcou profundamente a vila
de Murça.
O Pelourinho de Murça é do século
XVI, manuelino, portanto, e não está por
acaso na Praça do Município, olhos nos
olhos com a casa da Câmara. Este marco de pedra,
com base, fuste e capitel, significava o poder e a autonomia
do povo sobre o território do concelho – uma
espécie de brasão do povo e símbolo
de liberdade.
A Igreja Matriz de Murça é uma antiga capela
de Nª Sª da Assunção. Embora
não se saiba a data da sua edificação,
foi a escolhida no século XVII para substituir
a velha igreja de Santiago, dos arredores da vila, por
esta ter deixado de reunir condições para
ser a matriz da paróquia de então.
Numa das ruas antigas de Murça, onde as sombras
dos edifícios ainda se cumprimentam no empedrado,
a Capela da Misericórdia impõe-nos o respeito
pelo tempo. Carregada de história e de monumentalidade,
lá está a velha capela onde excepcionalmente
impera Nª Sª da Conceição, que
nos cumprimenta do seu nicho, no frontispício
do século XVII, onde se percebe uma decoração
de transição, ao gosto do proto-barroco – pares
de colunas pseudo-salomónicas e pilastras decorada
com elementos vários da vegetação
vitícola e campestre, encimadas por capitéis
de anjos alados. Embora gasta pelos séculos, mantém
indeléveis as mensagens, especialmente a que se
lê no eixo da frontaria – “ Como é terrível
este lugar: esta é a casa de Deus e a porta do
Céu!”
A "Porca de Murça"
“Segundo a lenda, era no século VIII esta
povoação e seu termo assolados por grande
quantidade de ursos e javalis. Os senhores da Vila, secundados
pelo povo, fizeram tantas montarias, que extinguiram
tão danina fera ou a escorraçaram para
muito longe. Entre esta multidão de quadrúpedes,
havia uma porca (ursa) que se tinha tornado o terror
dos povos, pela sua monstruosa corpulência, pela
sua ferocidade, e por ser tão matreira, que nunca
poderia ter sido morta por caçadores.(...)"
in http://www.municipiodemurca.web.pt/
|
|
|
|
Concelho
de Peso da Régua
|
|
|
Peso da Régua desde sempre deu a conhecer ao
Mundo a grandeza dos homens que a criaram. O sacrifício,
a coragem e a paixão de um povo que esculpiu,
com mestria, um berço de prodigiosa beleza.
Chamar o País e o Mundo à razão
para que lugares como Peso da Régua deixem de
ser esquecidos no espaço e no tempo é um
desafio. Ganharão com isso todos os reguenses
e todos os que visitam Peso da Régua, querendo
admirar e tocar de perto uma paisagem e uma realidade
que enchem a alma.
Razões acrescidas terão sobretudo todos
aqueles que, dispensando o roteiro das nossas palavras,
se disponham a fazer sua a nossa casa e nela se encontram,
num comum encontro da vida.
À descoberta dos mistérios
do Vinho do Porto
Nasce do reconhecimento nacional e internacional do
valor e da qualidade incomparável do vinho generoso,
caracterizado como um fiel reflexo da nossa cultura e
da nossa personalidade como um povo. Uma história
viva que queremos partilhar com todos, uma história
que pretende revelar os aspectos mais envolventes da
forma como nos relacionamos uns com os outros, com as
coisas e com o nosso vinho.
Pressentimos que o melhor caminho é sempre em
frente e que devagar se vai ao longe. Mas calma, que
o vinho ensina-nos a lição de arranjar
tempo para o apreciarmos. Um porto velho ensina-nos o
exercício da paciência. “O meu amado é para
mim como um cacho de Chipre, que se acha nas vinhas de
Engade. A figueira começou a dar os primeiros
figos; as vinhas estando em flor, lançaram o seu
cheiro. Levanta-te, amiga minha, formosa minha e vem”.
Apaixonados, como no Bíblico “Cântico
dos Cânticos”. Vivos. Como os melhores vinhos
generoso, sol engarrafado. Que nos acendem as luzes da
alma em tempos desesperançados e noites de invernia.
Verta-se de uma faiscante garrafa de cristal um vinho
generoso antigo.
Como os melhores e mais antigos vinhos que retêm
e revelam os segredos da terra. Da Mãe – Natureza:
Terra e Sol. Mais a alquimia que há no tempo que
passa e no génio humano, que transforma uvas em
requintada tradição. Filho da terra e do
sol, o vinho educa-nos o gosto, liberta-nos o espírito,
ilumina-nos a inteligência. O respeito pelo tempo
que devemos dar ao tempo é uma das lições
do vinho. “Numa velha garrafa há mais de
mil anos de História”. O tempo precisa de
tempo para se apropriar da maravilha do olhar e do gosto.
A região do Douro recebeu a sua primeira demarcação
em 1756, pelas mãos do Marquês de Pombal,
adquirindo ao longo dos anos um lugar de destaque entre
as regiões. Considerada como uma das mais grandiosas
e belas paisagens vinhateiras do mundo, o Douro apresenta-se
como um anfiteatro gigante de xistos e videiras, uma
das mais prolifícas regiões produtoras
de vinhos em Portugal. Num tal cenário moldado à força
do trabalho humano, só poderia nascer um dos melhores
e mais fascinantes vinhos de toda a terra.
O Vinho do Porto nos anais da história
O Vinho do Porto foi bebido durante a batalha de Trafalgar
e saboreado por Nelson; levado pelo General Soult, foi
bebido por Napoleão e Josefina, no palácio
de Malmaison; foi bebido por Wellington antes de começar
a batalha de Waterloo e no fim para festejar tão
importante vitória; era muito apreciado por Catarina
da Rússia na sua corte. Da Casa do Canto, na freguesia
da Cumieira, foi engarrafado um vinho da pipa da Meca,
nome esse de uma criada que sorrateiramente o ia beber,
para as comemorações da prisão do
Régulo Gungunhana; Gago Coutinho e Sacadura Cabral,
na sua viagem heróica de avião para o Brasil,
levavam na sua bagagem uma preciosa garrafa deste néctar;
na Conferência dos Quatro em Munique, onde se encontraram
Chamberlain, Daladier, Hitler e Mussolini, também
se bebeu; Winston Churchill bebia-o regularmente; o famosíssimo
vinho do Porto é o único servido pessoalmente
pelos membros da família real inglesa e sempre
pelo lado esquerdo... pelo lado do coração.
Património Edificado
É na cidade do Peso da Régua que encontramos
os edifícios de instituições que
foram determinantes para desenvolvimento do concelho
e da região. São exemplo, o edifício
da Companhia Geral da Agricultura de Trás-os-Montes
e Alto Douro, fundada em 31 de Agosto de 1756 por Marquês
de Pombal, cuja função primordial foi a
demarcação das vinhas que poderiam produzir
vinho do Porto, fazendo nascer a primeira região
demarcada do mundo: a Região Demarcada do Douro;
e a Casa do Douro criada em 1932 como entidade reguladora
dos vinhos da região e que, no seu interior, podemos
admirar um tríptico de vitrais da autoria do mestre
Lino António que retratam a labuta diária
da vinha na região duriense.
Do vasto e diversificado património do concelho,
recomendamos-lhe a visita à Estação
Arqueológica da Fonte do Milho (Canelas) testemunho
da presença romana na região e classificado
como monumento nacional pelo IPPAR; o Cemitério
Paleocristão (Galafura) com sete campas cavadas
em xisto, provavelmente dos séculos VII/VIII;
o Santuário da Nossa Senhora das Candeias (Canelas);
e admire a Cruz Santa de Poiares, uma cruz de Malta,
em pau-santo revestida de ornatos com lâminas
de prata com várias figuras do século
XIII.
(...)
|
|
|
|
Concelho
de Ribeira de Pena
|
|
|
Parque Ambiental de Ribeira de Pena
O Parque Ambiental de Ribeira de Pena, localizado no
lugar do Bucheiro, à entrada da vila, vem no seguimento
de uma estratégia do Município centrada
na preservação, promoção
e divulgação dos recursos naturais e ambientais
do concelho, tentando fazer de Ribeira de Pena uma referência
no panorama do Turismo de Natureza. Nos 18 hectares do
parque podemos encontrar várias espécies
de fauna e flora, devidamente identificados, zonas arbóreas
de espécies autóctones (pinheiro bravo,
carvalho, vidoeiro, choupo, freixo, castanheiro, entre
outras), dois centros de interpretação
e uma oficina ambiental. Este parque, único no
distrito de Vila Real, põe ainda à disposição
do visitante uma área com plantas aromáticas
e medicinais de várias espécies, que oportunamente
serão secas, higienizadas e embaladas de forma
adequada e postas à disposição do
público, que as poderá adquirir a preço
simbólico.
A cultura do linho, tão característica do concelho
de Ribeira de Pena e que leva à realização de um grande
certame anual, também assume lugar de destaque no espaço do parque,
tendo uma área destinada ao seu cultivo e passível
de ser visitada.
Irão ainda ser criados vários circuitos pedonais
e equestres, estes últimos realizados com animais da raça Garrano,
espécie típica do Minho e das zonas mais elevadas do Vale do Tâmega.
Poderão ainda ser observadas várias réplicas de elementos
patrimoniais do concelho como a ponte de arame e um moinho. Este último,
movido a água, e irá dar origem à criação
de um circuito ligado ao ciclo do pão.
A par das suas valências turísticas, este projecto
apresenta uma grande componente pedagógica pelo que é objectivo
do Município a sua dinamização
junto das comunidades escolares.
Turismo - Percursos Pedestres
No actual contexto da procura de actividades
que englobem a natureza, cultura, exercício físico
e lazer, o concelho de Ribeira de Pena oferece um conjunto
de Percursos Pedestres peculiares. Pela riqueza paisagística
e pelo conjunto de edifícios arquitectónicos
carregados de história, uma das melhores formas
de conhecer o concelho é por meio desta actividade.
Aliando o exercício físico ao conhecimento
ambiental e cultural, os percursos do “Caminho
do Abade” e de “Levada de Santo Aleixo” permitem
ao caminheiro a visita a notáveis pontos de interesse,
que de outra forma, passariam despercebidos.
O “Caminho do Abade”, mediante opção,
pode começar na Igreja Matriz de Santo Aleixo
de Além Tâmega ou na Igreja Matriz de Ribeira
de Pena (Igreja do Salvador). Ao longo deste percurso
passamos por locais emblemáticos e carregados
de história tais como, o Lugar da Sobreira, percorrendo
a Rua Camilo Castelo Branco e o antigo caminho de Friúme
muitas vezes calcorreado pelo escritor quando ali vivia
em meados do século XIX. Em Friúme, um
dos locais de paragem obrigatória para contemplação
da paisagem é a “Ilha dos Amores”,
local que sempre fez jus ao nome! Ao percorrer a margem
do Rio Tâmega salta-nos à vista uma azenha
em ruínas, testemunho dos afazeres agrícolas
ligados ao cultivo do milho. No seguimento do nosso percurso
passamos por um dos monumentos de maior interesse do
concelho de Ribeira de Pena, a Ponte de Arame que atravessa
o Rio Tâmega e que foi mandada construír
pelo Padre Albino Afonso para permitir a ligação
mais eficaz entre a Ribeira e Santo Aleixo. É uma
ponte suspensa, engenhosamente construída, que
lhe confere a particularidade de ser um monumento viário
muito importante que manteve as funções
de ligação entre a ribeira e Santo Aleixo
até ao ano de 1963. Depois de a atravessarmos
e seguindo o caminho à nossa frente passamos pelo
solar da Aldeia e o da Fecha, encerrando o percurso em
plana aldeia de Santo Aleixo.
O caminho da “Levada de Stº Aleixo” encontra
o seu nome associado à existência de um
conjunto de levadas distribuídas pelo concelho,
sendo que esta é a mais recente e a que apresenta
maior calibre e extensão. A construção
destes canais de regadio encontra-se associada ao cultivo
do milho, muito exigente em termos de regadio. È um
percurso que se caracteriza pela imponência de
paisagens fabulosas como o Vale Escuro, o Vale do rio
Beça e do rio Tâmega, as encostas montanhosas
dos concelhos de Cabeceiras de Basto, Boticas e do próprio
concelho de Ribeira de Pena e ao fundo o Alvão.
Este percurso tem início no núcleo de moinhos
da Santo Aleixo de Além-Tâmega e a par do
património natural apresenta-nos igualmente um
vasto conjunto de edifícios de valor arquitectónico
inestimável como é o caso de solares, casas
antigas de traça tradicional (muitas delas valores
representativos de uma vida e trabalho rural) como é visível
ao longo do caminho do Vale da Lança e no lugar
de Serrado.
Actualmente, é também realizado o “Percurso
pelo Rio Póio”que tem início em Cabriz
e como principais pontos de interesse a Foz da Ribeira
da Vinha, a fascinante cascata “CAI D’AlTO”,
o Poço do Inferno e o Poço Escuro. É um
percurso fascinante para quem gosta de verdadeiros desafios
uma vez que, o nível de dificuldade é bastante
elevado.
|
|
|
|
Concelho
de Santa Marta de Penaguião
|
|
|
A Concha Vinhateira
Quando subimos do rio para Norte, ou descemos das Serras
para Sul, passamos sempre a fronteira entre o xisto
e o granito, mas vamos sempre ao encontro dos montes
e dos planaltos que desenham as bacias do Douro e dos
seus afluentes. Aí, a pele da montanha de xisto é feita
de cepas, nuas ou cobertas de parras e uvas, dando à paisagem
a capacidade de ao longo do ano se comportar como camaleão
gigante, mudando de cor em cada estação.
Aqui e ali, lá estão os aglomerados de
telha vã cobrindo casinhas de cal onde a vida
se resguarda e assinala com sinais de fumo, ou, templos
de fé que ao domingo se enchem de corpos cansados
de trabalho sem horas. São os oásis onde
nascem, vivem e morrem os artífices do bordado
duriense – os homens e as mulheres que desafiam
a dureza da pedra para lhe extrair a ambrósia
dos deuses – o vinho fino do Douro, a que o mundo
chama “Vinho do Porto”.
Por dentro de cada um destes “Lobrigus” de
vida há inimagináveis relicários
de história e beleza – Santa Marta de Penaguião é um
desses paraísos, abraçada por duas serras
e dois rios que a transformam na mais bonita concha duriense.
O que Ver
Neste espaço apresentamos o que pode visitar
no Concelho de Santa Marta de Penaguião, desde
o Património Classificado passando pelos principais
Monumentos e Locais de Interesse no Concelho. Tem a
possibilidade de conhecer alguns dos Miradouros, de
onde se pode obter uma vista ampla e belíssima
de todo o Concelho e Região.
Pode também conhecer e visitar o “Forno
Cerâmico e Romano”, que é um outro
grande monumento com dois mil anos e da qual as pessoas
muito se orgulham. Bem como os Moinhos que fizeram parte
da paisagem (humanizada) do Concelho, da sua história,
e do seu património construído. Na sua
visita tem a possibilidade ainda de conhecer as Quintas
e Casas de Quintas que se podem encontrar por todo o
Concelho. Não esquecendo da mais conhecida Praia
de Fornelos que é um belíssimo espaço
de lazer e de agradável frescura.
Por fim, pode passar pelas Caves Santa Marta que são
uma autêntica referência na história,
na produção e na economia da Região
do Douro.
|
|
|
|
Concelho
de São João da Pesqueira
|
|
|
HISTORIA
DO CONCELHO
O Topónimo do Concelho derivou, certamente,
da importante "pesqueira" no
rio Douro, à qual fazem alusão documentos
antigos.
O povoamento deste território remonta a tempos
ancestrais tal como se pode verificar pelos inúmeros
vestígios arqueológicos visíveis
nos diversos castros e castelos (Castro de Paredes da
Beira, Castelo Velho, Castelos da Chã, de Reboredo,
da Fraga de Alcaria, de Chã de Trovisco, Castelo
Alto, Castelinho, Castelos de Gramejo, da Senhora do
Monte, da Cocheira, Monteiras, da Sra. Do Viso e do Vento). No período alto da Idade Média, a Vila
era acastelada, devendo-se um dos primeiros repovoamentos
a Afonso III das Astúrias, que conquistou a fortaleza
aos mouros.
O primeiro Foral que S. João da Pesqueira recebeu
remonta ao reinado de Fernando "O Magno", entre
1055 e 1065, sendo, desta forma, um dos mais antigos
do país. Posteriormente, outros monarcas concederam
forais ou confirmações, nomeadamente D.
Afonso Henriques ainda Infante, em 1110, D. Sancho I
em 1198, D. Fernando em 1376 e aquando da reorganização
dos municípios empreendida por D. Manuel I, no
ano de 1510. Sabe-se que a poderosa linhagem de D. Pedro Ramires,
rico-homem de Ribadouro, deteve terras nesta região,
tendo o couto de S. Pedro de águias ultrapassado
os limites do actual Concelho.
Soutelo do Douro, Várzea de Trevões, Paredes
da Beira, Trevões, Valongo dos Azeites e Ervedosa
do Douro foram, outrora, "Villas" e terras
importantes do " Julgado de Sanhoane de Pescarias",
apesar de Paredes e Trevões terem sido julgados
próprios. Pela sua localização geográfica
e pela sua história, o Concelho de S. João
da Pesqueira é detentor de um vasto, diversificado
e rico património natural, arqueológico
e arquitectónico, que fará as delícias
dos turistas mais atentos.
Património Construído
Paço Episcopal
O Paço Episcopal, erigido em 1777, pelo Bispo
D. Manuel Vasconcelos Pereira, é um edifício
vasto, de grandiosas janelas e salas, com as armas
dos Vasconcelos na fachada.(Freguesia: Trevões)
Fraga d’aia e Dólmen de Areita
A Estação Arqueológica da Fraga
d'Aia (pinturas rupestres), e o Dólmen de Areita
(nas proximidades), com outros vestígios visíveis
ao redor da antiquíssima povoação,
são a prova dessa ocupação. Este
Dólmen corresponde a um dos maiores monumentos
do género existentes na Beira Alta, sendo composto
por uma câmara poligonal, de sete esteios, e
corredor de acesso de médias dimensões. (Freguesia:
Paredes da Beira)
Palácio de Sidrô
A Quinta apalaçada de Cidrô (ou Sidrô)
pertenceu a Luís de Soveral Vassalo e Sousa,
avô do Marquês de Soveral. O Marquês
nasceu na Quinta mas o actual palácio é construção
característica da segunda metade do século
XIX. O Rei D. Manuel II (e certamente seu pai, D. Carlos)
algumas vezes convidado de honra do influente e prestigiado
Marquês, gostava de passar aqui a época
das vindimas com a embaixada real. As recepções
aparatosas com bailes de gala e lautos banquetes, faziam-se
na Casa do Cabo. (Freguesia: S. João da Pesqueira)
Igreja Paroquial de S. Bartolomeu
A Igreja Paroquial, de boa talha dourada do período
barroco, é notável pela antiguidade,
e acredita-se em local de mesquita mourisca. A raiz
do valioso templo é, seguramente, românica,
embora tenha sofrido sucessivas reconstruções. (Freguesia:
Paredes da Beira)
(entre outras propostas)
(...)
|
|
|
|
Concelho
de Tabuaço
|
|
|
A principal riqueza turística
de Tabuaço são, sem dúvida, as suas
variadas e sugestivas paisagens, que a Natureza resolveu
privilegiar. Região ainda pouco explorada a este
nível, possui muitos atractivos que proporcionam
uma visita muito interessante aos turistas.
A criação de estabelecimentos hoteleiros
de qualidade, de piscinas e praias fluviais, de parques
de campismo, de casas de espectáculos e de calendários
de animação cultural ao longo do ano, particularmente
no Verão.
O desenvolvimento do turismo de habitação é um
dos maiores trunfos de que Tabuaço dispõe,
já que possui uma grande variedade de solares
e casas senhoriais.
De particular interesse são os monumentos e vestígios
romanos que, por toda a parte, se encontram em grande
quantidade e qualidade, a culinária tradicional
e os esplêndidos vinhos, o artesanato, as festas,
feiras e romarias e as emoções da caça
e da pesca.
Património
Esta terra, velha de séculos, está repleta
de motivos de interesse. Por todo o concelho, há vestígios arqueológicos
riquíssimos. Comprovados pelas ruínas que
se mantiveram no tempo, estão os povoados fortificados
de Longa, Sabroso, Quinta dos Pinheiros, da Senhora do
Calfão, e de S. Mamede. Na Porqueira e no Cabeço
de S. João, há abrigos pré-históricos
e, em S. Domingos, há um dólmen. Da Pré-História,
restam-nos ainda o santuário rupestre do Cabeço
das Pombas, as pinturas rupestres do Lugar do Calvário,
a figura zoomórfica da Pedra do Cavalo, em Paradela,
ou a Estátua-menir do Alto da Escrita, descoberta
em Vale de Figueira e que é agora a peça
principal da exposição permanente de arqueologia
concelhia patente na Galeria Municipal de Turismo de
Tabuaço. Não devemos esquecer o recém-descoberto
Menir da Chã, em Longa, ou uma cabeça granítica
de guerreiro, em Vale de Figueira.
Do período de ocupação romana, existem
também muitos
vestígios, como o altar de S. João, a via romana de Vale de Vila
/ Sendim, entre outras que atravessam, agora apenas em pequenos troços,
o concelho de Tabuaço. Refiram-se, também, as necrópoles
de Passo Frio e de Sendim, o santuário de Santa Maria do Sabroso e de
São Pedro das Águias e os sarcófagos de S. Pedro das Águias,
de Arcos e da Seara. Curiosamente, encontram-se lagares de vinho e de azeite,
escavados na rocha, em Arcos, na Eira do Monte, em Fontelo, na Quinta de S.
Martinho e em muitos outros locais do concelho.
Em termos arquitectónicos, o tempo conservou muitos
monumentos fascinantes e valiosos. As igrejas, muitas,
com origens românicas na sua maioria,
são ricas. Como exemplos, temos as Igrejas Românicas de S. Pedro
das Águias, de Barcos e de Nossa Senhora do Sabroso. Há muitos
pelourinhos importantes como os de Arcos, Granja do Tedo, Sendim ou Valença
do Douro. As pontes romanas e românicas foram, na sua maioria, destruídas,
mas ainda podemos ver alguns exemplares, entretanto reconstruídos, em
Granja do Tedo, Távora e Santa Leocádia. Há muitas casas
solarengas, com brasão, desde o majestoso e proficuamente decorado solar
até ao singelo palacete, sóbrio mas altivo.
Mas, talvez a maior riqueza patrimonial de Tabuaço seja o seu património
natural. Paisagem sem igual, forte nos seus contrastes entre a serra e o vale,
entre os tons de verde e amarelo da vinha e os azuis da água e do céu,
as encostas de vinhedos e socalcos a perder de vista ou as amendoeiras em flor,
no início da Primavera, saúdam e fazem as maravilhas dos locais
e dos visitantes.
|
|
|
|
Concelho
de Torre de Moncorvo
|
|
|
Artesanato
Olaria
De "Oleirinhos" se terá formado o nome de Larinho, mas foram
os oleiros do Felgar que mais se distinguiram no trabalho do barro vermelho da
região fabricando utensílios domésticos ou peças
decorativas .
Cera e Velas
Em Felgueiras, no Lagar Comunitário fabricam-se anualmente mais de 2000
Kg de cera em "pães" de 30 Kg cada um. O Fabrico de velas é igualmente
importante, em termos de economia paroquial.
Tapetes de Urros
Na freguesia de Urros, mãos habilidosas de mulheres do povo tecem os apreciados
tapetes e carpetes, em pura lã de ovelha, de corres garridas e com desenhos
de inspiração espontânea de quem os tece.
Cestaria
A industria artesanal da cestaria, fixou-se em Carviçais, onde é admirada
pelas técnicas que são usadas e que se evidenciam não só pela
perfeição da obra, mas também pela rapidez
Gastronomia
Os Pratos típicos desta região são semelhantes aos de outros
concelhos transmontanos, entre os quais, a bola de carne ou a caldeirada de feijão
frade.
Não foi nesta área que Torre de Moncorvo
se destacou, mas com a sua doçaria regional, conhecida
alem fronteiras, principalmente a afamada amêndoa
coberta.
A amêndoa coberta apresenta-se no mercado em
três tipos:
- à Bicuda branca (só açúcar)
- à Morena (açúcar com chocolate
ou canela ou só chocolate)
- à Peladinha (o grão é coberto
de uma camada muito fina de açúcar)
Existe, ainda, uma qualidade "Amara", amarga
que, dizem os entendidos, é óptima para
fazer desaparecer, quase instantaneamente, a acção
de uns "copitos a mais".
Recorde-se que este fruto possui um grande valor medicinal
(sedativo e purgativo) sobre dores de estômago
e azia, acção esta reforçada pelo
açúcar.
(...)
|
|
|
|
Concelho
de Valpaços
|
|
|
Percursos Pedestres - Vias Augustas XVII
O percurso pedestre “ Vias Augustas XVII”,
está inserido no trajecto das Vias Augustas XVII,
a rota romana tem uma extensão de 800 km e abrange
um total de 18 cidades (Portugal e Espanha). A via Augusta
XVII foi integrada numa grande Rota de Percursos Pedestres,
sob o número 117, tendo por objectivo a promoção
do património natural e cultural dos municípios
envolvidos, contribuindo desta forma para o incremento
do Desporto e Turismo de Natureza e por consequência
o desenvolvimento das comunidades rurais.
O troço que percorre o concelho de Valpaços
tem uma extensão de 19 km e atravessa as freguesias
de Friões (Mosteiró de Cima e Barracão),
Ervões (Sá), Vilarandelo (Vilarandelo),
Valpaços (Lagoas) e Possacos (Possacos).
O percurso está repleto de história, despertando
um sentimento de regresso ao passado, onde as calçadas
e pontes romanas nos convidam á evasão.
A paisagem compartimentada entre espaços agrícolas
e pequenas matas reflecte a elevada biodiversidade de
fauna e flora, onde é possível observar,
e sobretudo ouvir, uma elevada diversidade de espécies.
A aguarela de cores da paisagem está presente
ao longo de todo o ano, sendo um espaço com um
cenário de natureza ímpar.
Ficha Técnica do Percurso Pedestre das Vias Augustas
Tipo de percurso: Grande Rota por núcleos rurais
Distância a percorrer: 19654 m
Duração do percurso: Aproximadamente 6
horas
Nível de Dificuldade: Médio
Desníveis: Mediamente acentuados
Altimetria: Ponto mais alto – 808 m
Ponto mais baixo – 330 m
Especificidades: O percurso pedestre está homologado
de acordo com as normas da Federação de
Campismo e Montanhismo de Portugal. É portanto
um percurso pedestre sinalizado permitindo orientação
ao longo de todo o troço.
(...)
|
|
|
|
Concelho
de Vila Flor
|
|
|
Turismo
Declarado imóvel de interesse público,
que solicitará o interesse de qualquer visitante, é a
famosa Fonte Romana, antiga Fonte do poço. É uma
fonte quinhentista, com quatro pilares e seis colunas
jónicas que suportam uma cúpula de tijolo.
Por ordem de D. Dinis é edificada, por altura
da criação da vila, em seu redor uma cinta
de muralhas com cinco portas em arco, restando apenas
uma - a Porta sul ou Arco de D. Dinis, sendo hoje um
dos símbolos de Vila Flor, tendo sido construída, às
portas da freguesia, uma estátua em homenagem
ao mesmo Rei.
A Rua Nova é uma das ruas mais antigas de Vila
Flor, situando-se nas imediações do Arco
de D. Dinis. Foi em tempos habitada pelos judeus, onde
desenvolviam os seus negócios. Perto da Rua Nova,
encontra-se a Rua do Saco, também muito antiga,
onde podem ver-se algumas casas tradicionais. Ambas foram
alvo de intervenção recente, quer a nível
de iluminação quer do pavimento.
A Biblioteca e o Museu Municipal completam este bem,
que é a cultura. Trata-se de um exemplar raro
de habitação senhorial, actualmente transformado
em Museu Municipal, é o Solar dos Aguillares,
primeiros donatários de Vila Flor, do século
XII/XIV, com as Armas Reais na fachada principal e a
Flor de Lis na fachada poente. Este museu, nascido da
paixão de Raul de Sá Correia por tudo o
que dizia respeito à sua terra, é justo
orgulho de Vila Flor e até do distrito, estamos
em crer, pelas suas colecções de pintura,
de arqueologia e etnografia, artesanato africano, arte
sacra, numismática e medalhística. Já lá esteve
instalada a câmara municipal, a repartição
de finanças e o posto da guarda, sem nunca ter
perdido a traça inicial. O seu recheio, oferta
dos vilaflorenses ao longo dos anos, é hoje património
do povo local, para que se mantenha vivo o seu "ontem",
e as gerações vindouras saibam que Vila
Flor tem um passado que é necessário preservar.
A Igreja Matriz, dedicada a S. Bartolomeu - o padroeiro
- foi edificada em substituição de uma
anterior que em 1708 foi demolida, é essencialmente
barroca, sendo os altares colaterais em talha dourado
século XVII, trazidos da Falperra, em Braga. Possui
um painel de Manuel de Moura, pintor vilaflorense do
século XIX. No seu interior sobressai a Capela
da Senhora da Piedade, onde estão sepultados os
Condes de Sampaio - donatários de Vila Flor após
D. João I - com o respectivo brasão, existem
ainda peças de valor incalculável, algumas
delas expostas já no Vaticano. Com "uma frontaria
muito elegante e bem ornamentada", a igreja é,
no seu conjunto, "uma das mais sumptuosas do distrito".
A Igreja da Misericórdia situa-se no Largo do
Rossio. No local onde existe agora esta igreja parece
ter existido, quase desde o tempo da fundação
da vila, uma capela, construída não se
sabe ao certo quando. Sabe-se que essa capela ruiu, tendo
sido reconstruída e tendo ruído de novo
em 1882. Ao que parece, em tempos antigos, os terrenos
em que as sucessivas construções assentaram
tinham demasiada água, tornando-se pouco estáveis.
Presentemente, com a proliferação de furos
para captação, essa característica
terá desaparecido. Reconstruída e ampliada
em 1895, tem recebido benfeitorias várias e serve
o culto religioso do Concelho.
Perto do centro histórico da freguesia, encontra-se
o Largo do Rossio, onde podem ver-se alguns solares brasonados,
a Igreja da Misericórdia e ainda o poço
no centro da praça, que data de 1861 e, depois
de alguns anos “escondido” foi recolocado
em 1999, dado que o espaço teve obras de remodelação.
Casa de família de Raúl Sá Correia, é considerado
o melhor solar joanino do concelho de Vila Flor e um
dos mais belos do distrito. É uma joia arquitectónica
do Séc. XVIII, que embeleza todo o núcleo
histórico, onde se insere.
O edifício da Câmara Municipal, construído
por volta de 1940, situa-se na Av. Marechal Carmona,
avenida principal da vila. Neste local pode ver-se o
Centro Cultural, diversas esplanadas e é ainda
um local onde muitos vilaflorenses passeiam, especialmente
nas agradáveis noites de verão.
Capela de S. Lourenço, erguida na aldeia do Arco
em honra ao santo padroeiro, S. Lourenço.
No que concerne à cultura, é de assinalar
o Centro Cultural de Vila Flor, que confere à freguesia
e ao concelho uma situação privilegiada
em termos de acolhimento de actividades culturais muito
diversificadas ao longo do ano. De salientar que nestas
instalações se pode também assistir
a sessões de cinema regulares.
A Capela de Santa Luzia foi mesquita árabe, serviu
de templo quando a Igreja Matriz Ruiu. Foi renovada em
meados do séc. XX e, mais recentemente foi alvo
de nova intervenção, quer na própria
capela, quer no bonito jardim que a rodeia. Em tempos,
no mesmo local onde se encontra a capela, funcionou uma
escola primária.
O Complexo Turístico do Peneireiro, onde está incluído
o parque de campismo, a piscina municipal, o parque de
merendas, o circuito de manutenção e um
pequeno zoo, são também pontos de referência.
Enquadrado por uma paisagem lúdica de fraguedos
e floresta, em que sobressaem os pinheiros e carvalhos,
salpicados aqui e ali pelos giestais, urze e rosmaninho,
dão-lhe um colorido e odor tão característico.
Nesta zona existe ainda a barragem do peneireiro, que
abastece de água quase todo o concelho.
No campo paisagístico há a salientar o
Monte de Nossa Senhora da Lapa, de onde se obtém
uma surpreendente panorâmica e que é o orgulho
dos vilaflorenses, já que foi palco de obras de
embelezamento recentemente. Um calcetamento condigno,
um parque de merendas, uma boa iluminação
e um parque infantil, fazem dele um local digno de visita
In Site
da Freguesia de Vila Flor
Veja ainda http://vilaflor.blogs.sapo.pt
|
|
|
|
Concelho
de Vila Nova de Foz Coa
|
|
|
Património Arquitectónico e Arqueológico
Se há Municípios com um grande acervo
de valores patrimoniais, o de Vila Nova de Foz Côa
está entre os primeiros. E se quisermos fazer
um pormenorizado inventário do seu património
arquitectónico e arqueológico, muitas páginas
seriam necessárias. Trata-se de um Concelho formado
por vários outros antigos concelhos, a que a Reforma
Liberal veio dar a sua actual configuração.
Por tal via, a extraordinária monumentalidade
dos concelhos extintos agregou-se à da sede do
concelho-nuclear - Vila Nova de Foz Côa -, constituindo
um conjunto notoriamente invulgar.
No caso das terras de Foz Côa, que estas possuem,
na sua área, os mais raros testemunhos do passado,
que têm merecido aprofundados estudos pelos mais
distintos arqueólogos, desde as centenas de gravuras
rupestres aos lugares onde tem sido possível documentar
a multi-secular presença humana. Encontram-se,
por exemplo, neste Concelho, já descobertos e
classificados, cerca de 195 "sítios" de
interesse arqueológico (v. "Carta Arqueológica
do Concelho de Vila Nova de Foz Côa", de António
N. S. Coixão - 2ª edição, da
CM - 2000).
Castelos, castros, igrejas, capelas, pelourinhos, solares,
pontes e estradas romanas, fazem só por si uma
relação que dignifica qualquer concelho.
Bastará olhar para a enumeração
que se segue, na qual se não esgotam todos os
valores do Concelho. Aqui teremos excelentes sugestões
para umas visitas a todas as freguesias, cujos naturais,
a par das riquezas que querem que apreciemos, são
suficientemente hospitaleiros para nos deixarem agradáveis
recordações.
Almendra - Ruínas de Calábria, Caliábria
ou Calábriga;
- Igreja Matriz (séc. XVI);
- Solar dos Viscondes do Banho (barroco);
- Casa dos Condes de Almendra;
- Pelourinho;
- Igreja da Misericórdia (séc. XVI).
Castelo Melhor - Castelo (do período Lionês);
- Gravuras rupestres paleolíticas da Penascosa.
Cedovim - Casa Grande (estilo barroco);
- Pelourinho;
- Capela de S. Sebastião.
Chãs
- Gravuras rupestres paleolíticas da Quinta da Barca;
Custóias - Capela de N.ª Sra. da Graça (raiz românica).
Freixo de Numão - Igreja Matriz (de raiz românica);
- Solar Da Casa Grande (barroco) com museu de Etnografia e ruínas arqueológicas;
- Capela de N.ª Sra. da Conceição (1654);
- Capela de Sto. António (1622); Santa Bárbara (capela roqueira);
- Pelourinho (1789) ex-Domus Justitiae/1601)/; ex - Domus Municipalis (barroco,
com armas de D. Maria I);
- Arquitectura rural;
- Complexo Arqueológico (Castelo Velho, povoado do Calcolítico
e Bronze);
- Prazo, ruínas neolíticas, romanas e medievais;
- Calçada romana, entre outros.
Horta - Povoado pré-histórico do Castanheiro do Vento;
- Pelourinho.
Mós - Solar dos Assecas (com pedra de armas).
Murça - Igreja Matriz;
- Bairro do Casal (arquitectura rural) com a Capela de S. João (séc.
XVII).
Muxagata - Cruzeiro (cúpula piramidal); Fonte da Concelha (séc.
XVI);
- Solar dos Donas Boto (séc. XIX);
- Igreja Matriz;
- Pelourinho e antiga casa da Câmara e Tribunal;
- Gravuras rupestres paleolítico da Ribeira de Piscos;
- Museu e ruínas da Quinta de Santa Maria.
Numão - Castelo (de raiz anterior á Nacionalidade);
- Igreja Matriz; Capelas de Sta. Eufêmia e Sta. Teresa;
- Casas judaicas;
- Sepulturas antropomórficas no Castelo;
- Inscrições rupestres romanas do Areal, Telheira e Conde (Ribeira
Teja; lagares romanos no Arnozelo.
Santa Comba - Fonte da Mó (1829);
- Arquitectura rural (séc. XVIII).
Santo Amaro - Arquitectura rural.
Sebadelhe - Solar dos Donas Boto;
- Brasão da família Sampaio e Melo;
- Capela de S. Sebastião;
- Igreja Matriz; Fonte de cima (Cúpula piramidal, séc. XVIII);
Fonte de Baixo (com brasão).
Seixas - Igreja Matriz;
- Solar dos Aguilares (barroco);
- Fonte dos cântaros;
- Castelo Velho (Bronze e Ferro).
Touça - Pelourinho;
- Casa dos Albuquerques;
- Forno comunitário da telha;
- Arquitectura rural.
Vila Nova
de Foz Côa - Igreja Matriz (fachada manuelina);
- Pelourinho (manuelino);
- Caza Municipal;
- Capela de Sta. Quitéria (provável antiga sinagoga);
- Casa dos Andrades (com pedra de armas);
- Torre do Relógio, no sítio do Castelo;
- Capelas de S. Pedro e Sta. Bárbara;
- Capela de Sto. António (estilo barroco);
- Gravuras paleolíticas da Canada do Inferno;
- Gravuras paleolíticas da idade do ferro em Vale Cabrões e Vale
José Esteves.
|
|
|
|
Concelho
de Vila Pouca de Aguiar
|
|
|
Como locais de interesse turístico
são de mencionar no concelho de Vila Pouca de
Aguiar o Santuário de Nossa Senhora da Conceição,
a Barragem do Alvão e a Vila Pouca dos Pequeninos;
também de mencionar são as galerias de
Tresminas que são das mais impressionantes instalações
da indústria mineira romana; tratam-se de galerias
de grandes dimensões em forma de túneis,
que avançavam a partir da encosta do monte possibilitando
desse modo um acesso horizontal às jazidas.
A nível patrimonial destacam-se também
em Vila Pouca de Aguiar os relógios de sol e os
vários moinhos existentes por todo o concelho.
São várias as estâncias termais
aqui existentes, destacando-se a este nível as
termas de Pedras Salgadas. Inseridas num vasto parque,
equipado com várias infra-estruturas de entretenimento
e lazer e com fontes termais, com água mineral
naturalmente gaseificada, ou para tratamentos medicinais.
A vida associativa neste concelho é bastante
activa, existindo múltiplas associações
e colectividades, entre as quais três associações
de caça e pesca.
Venha conhecer as propostas turísticas
do Município de Vila Pouca de Aguiar, disponíveis
a todos aqueles que escolham a região como destino.
Percorra os trilhos naturais, conheça as Igrejas
e os Monumentos, suba ao Castelo de Aguiar, desça às
cortas do Parque Arqueológico de Tresminas…
|
|
|
|
Concelho
de Vila Real
|
|
|
Monumentos
Capela de São Brás (MN) » Vila Velha
Atribuída à época de transição
do séc. XIII para o XIV, é um pequeno templo
romântico-gótico, coevo da fundação
de Vila Real. Adossada à Igreja de São
Dinis, sofreu profundas alterações no séc.
XVIII, mas guarda ainda no interior duas arcas tumulares,
uma das quais de estilo manuelino. Na outra é tradição
que está sepultado Lourenço Viegas, o Espadeiro,
companheiro de armas de D. Afonso Henriques.
Existem
na parede fundeira, dignos de registo, frescos que representam
São Brás.
Capela da Misericórdia » Rua da Misericórdia
A sua construção iniciou-se em 20 de Março
de 1532, por ordem do Abade de Mouçós,
D. Pedro de Castro. No interior, tem quatro retábulos
nas paredes laterais, em talha barroca. Dois deles escondem
outros anteriores, de granito dourado, muito mais valiosos
devido à sua origem maneirista, rara na região.
Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe (IIP) » Lugar
da Ponte, Mouçós
Construída no séc. XV. É globalmente
românica, embora a fachada principal e o arco cruzeiro
pertençam ao gótico. Tem no interior sepulturas
datadas dos sécs. XVI e XVII, e podem apreciar-se
alguns frescos num das paredes da capela-mor. Revela
ainda vestígios mudéjares do antigo tecto,
nos caibros do coro.
Igreja de São Domingos (MN) » Avenida Carvalho
Araújo
Era a antiga igreja do convento do mesmo
nome, que foi sagrada Sé de Vila Real em 1924. É um templo
espaçoso, de três naves, construído
no séc. XV. A torre sineira foi erguida em 1742
e a capela-mor reformulada em 1753. Sofreu um grande
incêndio em 1837, tendo sido reconstruída
na década seguinte.
Capela Nova » Rua dos Combatentes da Grande Guerra
Também conhecida por Igreja dos Clérigos,
a Capela Nova é uma obra atribuída a Nicolau
Nasoni. De feições tipicamente barrocas,
exibe no interior azulejaria com representação
de cenas da vida de São Pedro e São Paulo,
sendo o retábulo da capela-mor de talha renascentista,
do início do séc. XVII. No largo fronteiro,
realiza-se entre 27 e 29 de junho de cada ano a tradicional
Feira de São Pedro, ou dos Pucarinhos (barros
pretos de Bisalhães e linhos de Agarez e Mondrões).
Igreja de São Pedro » Largo de São
Pedro
De origem barroca, A Igreja de São Pedro foi
construída em 1528 a mando de D. Pedro de Castro,
Abade de Mouçós, que nela tem sepultura.
Em 1692, Domingos Botelho da Fonseca, fidalgo da Casa
Real, que também ali jaz, manda revestir de azulejos
a capela-mor.Em 1711, a igreja é objecto de restauro.
São de notar a riqueza da talha e o tecto em caixotões.
Igreja de Constantim, incluindo as Capelas Anexas e
o Altar-Mor de Talha com Sacrário Giratório
(IIP) » Constantim
Datada de 1726, sobressai pela
sobriedade e elegância
do conjunto, enriquecido por uma capela exterior adossada à frontaria
do edifício, no lado direito. Classificada como
Imóvel de Interesse Público, abriga no
interior, em talha de madeira dourada do séc.
XVII, um sacrário rotativo com quatro esculturas
representando a prisão de Jesus Cristo, a flagelação,
calvário e ressurreição. Na capela
exterior guarda-se o crânio de São Frutuoso,
que é tradição beijar a 20 de Janeiro
e no último domingo de Julho.
Igreja de Folhadela » Folhadela
Apesar da sua
suposta origem no séc. XIII, a
igreja denuncia diversas alterações efectuadas
no séc. XVII, com a construção de
uma nova fachada principal, novas casas para as confrarias
e novo torreão sineiro. Em obras realizadas em
1999, ficaram à vista os frescos da capela-mor
e do arco cruzeiro.
Igreja de Mondrões (IIP) » Mondrões
A ligação da Igreja de Mondrões
ao Mosteiro dos Jerónimos é testemunhada
pela abóbada gótica da sua nave, assim
como pela casula pelo pluvial, paramentos dos finais
do séc. XV. A construção da fachada
principal e dos retábulos, embora já do
período barroco, foi coadjuvada pela Igreja de
Belém, conforme se prova documentalmente.
Igreja de Vila Marim » Vila Marim É a igreja mais antiga do Concelho. Foi construída
no séc. XII, em pleno românico, embora descaracterizada
no séc. XVII. Foram recentemente postos a descoberto
belos frescos (em vias de classificação)
que revestiam grande parte do seu interior, em camadas
sucessivas.
Arca Tumular Românica Anexa à Igreja do
Salvador, Paroquial de Mouçós (IIP) » Mouçós
Adossada à igreja paroquial de Mouçós,
existe uma interessante capela do séc. XV, que
contém a arca tumular do seu fundador, Abade Fernão
de Brito, monumento classificado, ricamente decorada.
Casa de Mateus (MN) » Mateus
Na estrada que liga
Vila Real a Sabrosa, a Casa de Mateus, do séc. XVIII, atribuída a Nicolau Nasoni, é um
dos mais belos exemplares de arquitectura civil barroca
em Portugal. Para além da actividade cultural
que aí se desenvolve regularmente, a Casa acolhe
um valioso acervo museológico que pode ser visitado.
A capela e os jardins são também dignos
de visita.
Casa de Diogo Cão (IIP) » Avenida Carvalho
Araújo
Localizada bem no centro da cidade, é um edifício
de traça medieval, com construções
contíguas da mesma feição arquitectónica.
Nela terá nascido, segundo a tradição,
o navegador português Diogo Cão, que descobriu
a foz do Zaire no séc. XV.
Casa dos Brocas » Rua Camilo Castelo Branco
Casa
senhorial construída pelo avô de Camilo
Castelo Branco. Tem na fachada uma lápide que
evoca o escritor, mandada colocar pela Região
de Turismo da Serra do Marão.
Casa dos Marqueses de Vila Real » Av. Carvalho
Araújo
Casa onde habitou a família dos Marqueses de
Vila Real, caída em desgraça pelo seu envolvimento
na conjura contra D. João IV, em 1641. Conserva
ainda as ameias e a janela geminada de estilo manuelino.
Torre de Quintela (MN) » Quintela, Vila Marim
Oito balcões com parapeitos ameados saltam à vista
na Torre de Quintela, de estilo gótico, construída
na segunda metade do séc. XIII. Camilo Castelo
Branco faz dela, fantasiosamente, um dos cenários
do romance «O Anátema».
Fragas de Panóias (MN) » Assento,
Vale de Nogueiras
O mais famoso santuário rupestre da época
romana existente na Península Ibérica encontra-se
em Panóias, Vale de Nogueiras, tendo cerca de
dois mil anos de existência. Este conjunto de penedos
graníticos arredondados constitui um serapeum,
templo dedicado ao deus Serápis, cujo culto se
iniciou no Egipto.
Responsabilidade:
IPPAR Direcção Regional
do Porto
Casa de Ramalde | Rua Igreja de Ramalde, n.º1
4149-011
Porto
Tel. 226 197 080 | 226 179 365
Fax: 226 179 385
Mamoas de Justes » Justes
O conjunto de quatro sepulturas
megalíticas conhecido
por Mamoas de Justes foi construído há cerca
de 6 mil anos para servir de túmulo às
famílias dominantes.
Mão do Homem » Escariz, Adoufe
O único testemunho conhecido até agora
em Vila Real, da época do Bronze Final, é o
altar rupestre da Mão do Homem, constituído
por um penedo granítico em cuja superfície
superior podem ver-se diversas representações
em baixo-relevo de mãos, assim como figuras zoomórficas
e outros sinais de significado desconhecido.
Necropolis de São Miguel da Pena » São
Miguel da Pena
Na Serra do Alvão, a aldeia da Pena guarda os
vestígios de um santuário da proto-história,
cujos degraus ainda se podem ver escavados na pedra.
Partindo de uma vala circular com duas cavidades rectangulares,
o sangue das vítimas escorria por um conjunto
de sulcos para honrar o deus Reva que habitaria no Marão.
(...)
|
|
|
|
Concelho
de Vimioso
|
|
|
Não esquecer de ver em Vimioso - Torre da Atalaia (posto
de vigia ou castro neo-godo)
Trata-se de uma torre de observação de
planta circular, que controlava as fronteiras com o reino
de Leão e que se inseria no sistema defensivo
do Castelo de Vimioso. A estrutura, de cerca de 6 m de
altura, é constituída por xisto argamassado
com barro. A norte da Atalaia existe um afloramento granítico
onde se adossa a torre. A rodear a edificação
encontra-se um fosso, talvez da época romana.
Acesso: Está implantada a este da vila de Vimioso,
num cabeço com cerca de 600 m de altitude. Nas
imediações existe uma escola primária
e um bairro camarário.
Protecção: Imóvel de Interesse
Público, Dec. nº 40 361, DG 228 de 20 Outubro
1955.
(in Bragança
Net
)
(informação aqui em breve)
|
|
|
|
Concelho
de Vinhais
|
|
|
Parque Biológico de Vinhais
Toda a área envolvente é um local privilegiado
em termos de fauna, flora e de geologia, uma vez que
está inserido no Parque Natural de Montesinho.
O
PBV encontra-se a 2 km de Vinhais, a quase 1000 metros
de altitude, a vegetação aí contrasta
com a de regiões mais baixas, pois por apresentar-se
no limite meridional da serra da Coroa, tem maior pluviosidade
pelo efeito orográfico e aí os carvalhos
e pinheiros-silvestres dominam a paisagem numa mancha
quase contínua, que impossibilita vislumbrar os
verdadeiros limites do parque biológico. Caminhando
umas dezenas de metros para norte, ao longo desses 4
hectares de parque alcançamos um pequeno lago,
onde a vida fervilha com o chegar da Primavera, continuando
a caminhada somos invadidos por uma mistura de cores,
sons, aromas e até sabores para aqueles que gostam
de umas amoras ou de uns morangos silvestres e mesmo
o tacto entra em cena para quem gosta de sentir os troncos
das árvores, as pedras, a água, é uma
entrega total a uma natureza pura.
Percursos Pedestres
Via Augusta XVII
O traçado da Via XVII no Concelho de Vinhais
compreende cerca de 18 km iniciando-se no limite da Freguesia
de Agrochão passando a sul do Cabeço de
Marco, topónimo de clara alusão a um miliário.
Na aldeia de Agrochão pode-se visitar o Museu
Etnográfico Rural, e o Museu do Azeite, localizado
numa antiga unidade de produção de azeite
(lagar), onde o visitante toma conhecimento do processo
de fabricação desse condimento alimentar.
A Caminho da Ciradelha
A Caminho da Ciradelha, é um percurso pedestre
de pequena rota (PR) de âmbito paisagístico
que se alonga pelos caminhos agrícolas da freguesia
de Vinhais. Apresenta uma extensão de 9km com
altitudes compreendidas entre os 650m e os 1000m e um
nível de dificuldade médio, correspondendo
a cerca de 3:30 horas de caminhada.
Moinho do Perigo
Moinho do Perigo, é um percurso pedestre de pequena
rota (PR) de âmbito paisagístico que se
alonga pelos caminhos agrícolas da freguesia de
Vinhais. Apresenta uma extensão de 4,8km com altitudes
compreendidas entre os 610m e os 720m e um nível
de dificuldade médio, correspondendo a cerca de
2 horas de caminhada.
Fragas do Pinheiro
Fragas do Pinheiro, é um percurso pedestre de
pequena rota (PR) de âmbito paisagístico
que se alonga pelos caminhos agrícolas da freguesia
de Pinheiro Novo. Apresenta uma extensão de 12
km com altitudes compreendidas entre os 830m e os 1149m
e um nível de dificuldade médio/ alto,
correspondendo a cerca de 5:00 horas de caminhada.
(...)
|
|
|
|
|
|