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Concelho
de Amarante
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Um destino óbvio
Quem viaja em busca de valores culturais ou de actividades de
ar livre e de comunhão com a natureza, como o golfe, a caça,
a pesca, ou desportos-aventura como a escalada ou o raft, mais
tarde ou mais cedo acaba por fazer de Amarante um destino óbvio.
E por construir a sua leitura pessoal da cidade: o religioso, o
aristocrático, o peso da serra e do rio...
Lida de uma maneira ou outra, Amarante é uma verdadeira
encruzilhada: a sua história, os seus monumentos, as suas
tradições. E também uma placa giratória
a proporcionar a descoberta das Terras de Basto, de Trás-os-Montes,
do Douro, e, um pouco mais ao longe, mas facilitada pelas novas
estradas, da própria cidade do Porto.
Descobrir Amarante, a cidade e o concelho, é uma aventura
que apetece viver. Se é a natureza que chama, o destino é o
rio Tâmega ou são as serras da Abobobeira e do Marão,
oferecendo ambas paisagens de sonho e aldeias de gente afável,
acolhedora, ricas de tradições e com uma arquitectura
marcada de granito e xisto. Travanca do Monte ou Carvalho de Rei,
na Aboboreira; Murgido ou Covelo do Monte, no Marão. Mesmo
ao lado, é o Parque Natural do Alvão que convida.
Património
Se o apelo é do espírito, então o percurso é feito
na cidade, rica de património histórico e cultural.
Obrigatórias são as visitas ao mosteiro e igrejas
de S. Gonçalo, S. Pedro e S. Domingos, aos museus Amadeo
de Souza-Cardoso e de Arte Sacra. E a descoberta dos nomes grandes
do concelho, como Amadeo de Souza-Cardoso, um dos maiores expoentes
da pintura moderna, ou Teixeira de Pascoaes, que emprestou o seu
génio à literatura. Depois, é também
imperativo ver o Românico espalhado pelo município
e admirar pórticos, arcos, tímpanos e capitéis
com toda a sua ornamentação. Podem distinguir-se,
em Amarante, dois núcleos de Românico bem diferenciados,
um em cada margem do rio. Na margem direita, existem construções
mais exuberantes, de que são bons exemplos os mosteiros
de Travanca e Freixo de Baixo, as igrejas de Mancelos, Real, Telões
e Gatão. Na margem esquerda, com menores recursos económicos
e de matéria-prima, os monumentos são mais modestos,
merecendo, ainda assim, visita as igrejas de Jazente e Lufrei e
o mosteiro de Gondar.
Festas e Romarias
As festas e as romarias mantêm, em Amarante, o melhor da
tradição popular e encerram muitas das referências
identitárias das gentes do concelho. A título de
exemplo, referem-se as que se realizam em honra de S. Gonçalo,
no primeiro fim de semana de Junho; da Senhora de Moreira, em Ansiães,
a 1000 metros de altitude, na primeira quinzena de Agosto; da Senhora
do Vau, em Gatão, a 15 do mesmo mês; da Senhora do
Leite, em S. Gens, Freixo de Cima, no primeiro fim-de-semana de
Setembro.
Em matéria de gastronomia, em Amarante há que estar
atento às carnes, sobretudo à vitela e ao cabrito,
mas também ao bacalhau que aqui ganhou nome feito à Zé da
Calçada ou à Custódia. E ao vinho verde, que,
no concelho, encontra condições únicas de
maturação.
A doçaria, sobretudo a conventual, com origem no Convento
de Santa Clara, é também uma das referências
de Amarante. A oferta é variada: papos d'anjo, foguetes,
brisas do Tâmega, lérias...
Por tudo isto, Amarante é, cada vez mais, um destino óbvio.
São inúmeros, em Amarante, os motivos que podem
despertar o seu interesse e merecer uma visita: do património
ambiental ao construído, de sítios associados à identidade
e cultura locais.
in:
http://www.amarante.pt/
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Concelho
de Arouca
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Locais
a Visitar
Serra da Freita
Faz parte do Maciço de Gralheira, juntamente com a Serra
da Arada (1057 m.) e do Arestal (830 m.), ultrapassando alguns
dos seus cumes os 1000 m. de altitude. Ao longo da sua vasta
extensão, para além de muitos outros atractivos,
pode deparar-se com a Fecha da Mizarela, a secular capela da
Sra. da Lage, o fenómeno único das Pedras Parideiras,
a Portela da Anta e algumas das aldeias mais características
da região, como a Castanheira, Cabreiros e Cando.(...)
Frecha da Mizarela
Queda de água no Rio Caima, com mais de 60 m. de altura. Pode ser observada
de um miradouro junto ao lugar da Castanheira, no lado oposto da encosta.
Pedras Parideiras
Fenómeno de granitização único no país e
raríssimo no mundo inteiro. Trata-se de um afloramento granítico
que tem incrustados nódulos envolvidos por uma capa de biotite em forma
de disco biconvexo os quais, por efeito da erosão, se soltam da pedra-mãe
- daí a denominação de "parideiras" - Situa-se
em plena Serra da Freita, nas imediações do lugar da Castanheira.
Aldeias Tradicionais
Aldeias plenas de rusticidade, carregadas de tradição
e de história, perdem-se, aqui e além, no meio
das paisagens deslumbrantes das serras de Arouca, constituindo
um encanto para a vista e um bálsamo para o espírito.
Mosteiro de Arouca
Segundo a documentação existente, o antigo mosteiro
de S. Pedro data do séc. X. No ano de 1210 o Mosteiro
de Arouca é legado a D. Mafalda, por seu pai, D. Sancho
I, Rei de Portugal. No entanto, o início do seu padroado
ocorre apenas em 1217 ou mesmo 1220. Embora nos seus primórdios
a regra adoptada no Mosteiro tenha sido a da Ordem de S. Bento,
no início do séc. XII viria a ser adoptada a da
Ordem de Cister, que se manteria até aos finais do séc.
XIX.
Nos sécs. XV e XVI foram realizadas diversas obras de
reconstrução e ampliação do Mosteiro,
datando o imponente edifício, tal como vemos hoje, dos
sécs. XVII e XVIII.
Os espaços mais notáveis de todo o conjunto são
a Igreja, o Coro das Freiras, os Claustros, o Refeitório
e a Cozinha. Merece referência especial o magnífico
Museu de Arte Sacra que nele se alberga - um dos melhores, no
seu género, em toda a Península Ibérica
-, no qual, para além de múltiplos objectos de
culto, paramentos, peças de mobiliário, manuscritos
litúrgicos, se podem encontrar peças raríssimas
nas artes da escultura, pintura, tapeçaria, ourivesaria,
etc.
O Mosteiro de Arouca foi classificado como Monumento Nacional
pelo decreto de 16-06-1910. Z.E.P., D.G. 2.ª Série,
n.º 164 de 15-07-1960. Está sob a responsabilidade
do Instituto Português do Património Arquitectónico
e Arqueológico. Monte da Senhora da Mó
Segundo a documentação existente, o antigo mosteiro
de S. Pedro data do séc. X. No ano de 1210 o Mosteiro
de Arouca é legado a D. Mafalda, por seu pai, D. Sancho
I, Rei de Portugal. No entanto, o início do seu padroado
ocorre apenas em 1217 ou mesmo 1220. Embora nos seus primórdios
a regra adoptada no Mosteiro tenha sido a da Ordem de S. Bento,
no início do séc. XII viria a ser adoptada a
da Ordem de Cister, que se manteria até aos finais do
séc. XIX.
Nos sécs. XV e XVI foram realizadas diversas obras
de reconstrução e ampliação do
Mosteiro, datando o imponente edifício, tal como vemos
hoje, dos sécs. XVII e XVIII.
Os espaços mais notáveis de todo o conjunto
são a Igreja, o Coro das Freiras, os Claustros, o Refeitório
e a Cozinha. Merece referência especial o magnífico
Museu de Arte Sacra que nele se alberga - um dos melhores,
no seu género, em toda a Península Ibérica
-, no qual, para além de múltiplos objectos de
culto, paramentos, peças de mobiliário, manuscritos
litúrgicos, se podem encontrar peças raríssimas
nas artes da escultura, pintura, tapeçaria, ourivesaria,
etc.
O Mosteiro de Arouca foi classificado como Monumento Nacional
pelo decreto de 16-06-1910. Z.E.P., D.G. 2.ª Série,
n.º 164 de 15-07-1960. Está sob a responsabilidade
do Instituto Português do Património Arquitectónico
e Arqueológico.
Igreja de Urrô
(...)
Carreira dos Moinhos
(...) Ponte do Rio Paiva
A conhecida ponte de Alvarenga terá começado
a ser construída por volta do ano de 1770, ficando concluída
em 1791. É composta por 3 arcos: o arco principal com
7 m. de vão, e dois arcos pequenos, ambos do lado direito
(do lado de Alvarenga). Tem a altura de 22 m. Até à superfície
da água e 4.8 m. de largura. Dista do lugar de Trancoso,
em Alvarenga, 4 km.
Memorial de Santo António
(...)
Capela da Misericórdia
(...)
Pelourinho de Cabeçais
(...)
Torre dos Mouros
(...)
Trilobites
(...)
Pelourinho de Alvarenga
(...)
Calvário
(...)
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Concelho
de Baião
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Monumentos
1. Dólmen de Chã de Parada (Outras designações: Anta de Chã de Parada;
Dólmen da Fonte do Mel; Casa da Moura de S. João
de Ovil; Casa dos Mouros) Classificação: Monumento Nacional Localização: Serra da Aboboreira, Freguesia de S.
João de Ovil Nota descritiva histórico – artística: Construído durante a primeira metade do III milénio
a. C., este monumento funerário pré-histórico
faz parte de um conjunto de quatro outros exemplares pertencentes à denominada
Necrópole megalítica da Serra da Aboboreira. A mamoa
encontra-se inserta num tumuli de terra, com cerca de 25 m de diâmetro,
e apresenta-se revestida por material pétreo. A câmara,
de planta poligonal, é constituída por oito esteios
laterais e um de cobertura, este último de consideráveis
dimensões. De planta sub-rectangular, o corredor é relativamente
curto, com cerca de 3,70 m de comprimento. Uma das particularidades
desta mamoa reside na presença de um conjunto de pinturas
nos seus esteios, todas elas executadas a vermelho, compreendendo
motivos esteliformes e circulares, além de um sub-rectangular
de base trapezoidal e apêndice lateral encurvado. [ Fonte: Ministério da Cultura IPPAR, A Martins] 2. Pelourinho da Teixeira (Outras designações: Pelourinho da Rua )
Classificação: Imóvel de Interesse Público Localização: Freguesia da Teixeira Este monumento assinala o antigo concelho da Teixeira ( com foral
de D. Manuel de 1514), integrado no concelho de Baião, por
ocasião da reforma liberal das administrações
municipais.. 3. Igreja de Ermelo
Classificação: Imóvel de Interesse Público Localização: Freguesia de Ancede, Lugar de Ermelo. Nota descritiva histórico - artística: A Igreja Românica, de três naves, com uma belíssima
janela gótica, integrava o antigo Mosteiro de Santa Maria
de Ermelo, anterior à nacionalidade, do qual se destaca
a Igreja Românica, de três naves, (Alguns historiadores
defendem que a primeira construção seria anterior à invasão
mourisca, ou seja, ainda dos tempos da dominação
visigótica). 4. Casa de Penalva (Outras designações: Solar dos Azeredos Pinto ) Classificação: Imóvel de Interesse Público Localização: Freguesia de Ancede, Lugar de Penalva Nota descritiva histórico – artística: A documentação existente, estudada e divulgada
pelo proprietário (AZEREDO, 1938), permite acompanhar a
evolução da casa de Penalva, que constitui um bom
exemplo das sucessivas campanhas arquitectónicas de que
muitos edifícios foram objecto, ao longo dos séculos,
conservando, no entanto, o equilíbrio e as linhas de força
que mais caracterizam o imóvel (AZEVEDO, 1969, pp. 15-17). Foi primeiro senhor de Penalva, António de Azeredo Pinto,
que veio de Mesão Frio para se instalar em Baião,
no primeiro quartel do século XVII, remontando a esta época
as zonas mais antigas da casa (AZEREDO, 1938, p. 71; IDEM, 1914). Assim, e partindo de um primeiro núcleo seiscentista,
que corresponde às actuais zonas de serviços, a Casa
de Penalva foi ampliada em 1738, construindo-se, nessa época,
parte da actual fachada. As obras deste período ficaram
a dever-se à iniciativa de Francisco José de Azeredo
e Melo, prolongando-se, muito possivelmente até á segunda
metade do século. Foi, no entanto, entre 1870 e 1871 que
a planta do imóvel passou a desenhar um L, com alçado
principal longo e oratório numa das extremidades. Na verdade,
a capela primitiva, dedicada a Santa Bárbara e edificada
em 1640, encontrava-se afastada da casa, tendo sido demolida em
1900 por ameaçar ruína. Sobreveio-lhe, apenas, o
lintel da porta com uma inscrição referente à sua
fundação, que passou integrar a capela edificada
em 1870, no interior da casa, e que viria a ser reconstruída
em 1933 (IDEM, p. 72), ganhando, então, um maior destaque
no prolongamento da fachada. Esta, voltada para o jardim, desenvolve-se
em dois registos, com vãos rectangulares no primeiro e janelas
de guilhotina, com molduras recortadas no segundo. Destacam-se
as centrais pelo lintel coroado por volutas e medalhão central.
O ritmo destes vãos converge para a porta, de moldura recortada
e encimada pela pedra de armas dos Azeredo e Pinto, implantado
já ao nível do frontão triangular que a empena
desenha. A capela, com portal e óculo quadrilobado profusamente
decorados e recortados, termina num frontão triangular de
lanços contracurvados, com fogaréus no prolongamento
dos cunhais. ( Fonte: IPPAR, Rosário Carvalho) 5. Casa do Arcouce Classificação: Imóvel de Interesse Público Localização: Freguesia de Loivos do Monte, com acesso
pela E.N. n.º 321 Nota descritiva histórico – artística: Composta por volumes diferenciados que desenham um L aberto para
um vasto terreiro antecedido por portal ameado, a Casa de Arcouce é bem
um exemplo das diversas intervenções que os edifícios
habitacionais são objecto ao longo dos séculos, e
que transformam a sua arquitectura, adaptando os imóveis às
necessidades dos sucessivos proprietários. A mais antiga referência sobre a Casa remonta a 1612, sabendo-se
que aqui faleceu, em 1659, António Jorge Gomes, o primeiro
senhor de Arcouce de que há notícia (SILVA, 1958,p.285). O imóvel que hoje conhecemos é, muito possivelmente,
uma construção mais tardia, já do final do
século XVIII ou inícios do XIX, integrando e recuperando
a casa anterior. Na verdade, só a partir do nascimento de
Francisco Carlos de Azeredo Pinto e Melo, em 1790, é que
encontramos as famílias presentes da pedra de armas da fachada,
facto que deverá indiciar uma campanha de obras de maior
vulto. Em todo o caso, é difícil determinar com exactidão
os trabalhos e respectiva cronologia, uma vez que a documentação
apenas refere as campanhas arquitectónicas mais próximas. É o
caso da capela, dedicada a Santo António e mandada erguer,
em 1814, por D. Rosa Joaquina de Freitas, herdeira da propriedade,
e viúva de António de Azeredo de Araújo e
Melo, falecido em 1800 (IDEM, p. 286). Mais recentemente, já no
século XX, Francisco Carlos de Azeredo Pinto e Melo e Leme,
nascido nesta Casa a 6 de Outubro de 1900, introduziu novas alterações,
recuando a capela. A entrada principal efectua-se através da fachada que
faz ângulo com o frontispício do templo, e ao qual
se acede através das escadas de lanço único,
com guarda de volutas. A porta é de verga recta, e ao lado
abre-se uma janela de avental trabalhado. Entre ambas, o brasão
da família ocupa um lugar de destaque: trata-se de um escudo
esquartelado, no 1º quartel, Azeredos; no 2º, Pintos;
no 3º, Araújos; e no 4º, Melos. A capela, tal
como a casa, apresenta pilastras nos cunhais, encimadas por pináculos.
O portal é abatido, abrindo-se na zona superior do alçado,
que termina em empena, um óculo quadrilobado. Nas restantes
fachadas, com vãos simétricos e de linhas rectas
com aventais trabalhados ao nível do andar nobre, merece
especial referência o corpo ameado, e o alçado que
se abre a Norte, com varanda alpendrada sustentada por colunas
torsas. ( Fonte: IPPAR, Rosário Carvalho) 6. Convento de Ancede (Outras designações: Mosteiro de Santo André de
Ancede) Classificação: Em vias de Classificação
(com Despacho de Abertura), considerado todo o conjunto que inclui
a Igreja Matriz, Capela do Bom Despacho e Quinta. Localização: Freguesia de Ancede Nota descritiva histórico – cultural: O Convento de Santo André de Ancede, foi primeiro da Ordem
de Santo Agostinho e, mais tarde, da dos Dominicanos, igualmente
anterior à invasão mourisca, ou pelo menos coevo
da fundação da nacionalidade - pois veio a obter
Carta de Couto de D. Afonso Henriques, em 1141. A ele encontra-se
anexa a actual Igreja Matriz, de três naves ( 1689), que,
além do seu indiscutível valor arquitectónico,
contém um precioso núcleo museológico de arte
sacra, onde se incluem, para além de valiosas peças
de paramentaria, uma Custódia (semelhante à que se
diz ter saído das mãos de Gil Vicente), várias
Cruzes Processionais e um Cofre com a cabeça do «frade
santo», tudo em prata, e, ainda, pinturas inspiradas na Escola
de Grão-Vasco, com relevo para o tríptico, e notáveis
exemplares de estatuária religiosa. De notar que as construções actualmente existentes
correspondem ao período dominicano, depois de o mosteiro
ter sido anexado, em 1560, ao Convento de S. Domingos de Lisboa
e reflectem, pela sua riqueza, para além da importância
cultural e religiosa o seu poder económico, derivado do
extenso número de propriedades que possuíam em várias
regiões do Norte do país e, sobretudo, dos lucros
da venda do vinho ( O início da construção
da actual Adega e dos Celeiros data de 1753). Acrescem a este acervo patrimonial os inconfundíveis conjuntos
escultóricos com verdadeiras representações
cénicas da vida de Cristo, ao jeito do estilo barroco, segundo
a devoção do Rosário divulgada pelos Dominicanos,
na Capela do Bom Despacho (1731), erigida no Adro da mesma Igreja. 7. Igreja Paroquial de Valadares Classificação: Em vias de classificação
(com Despacho de Abertura) Localização: Freguesia de Valadares Nota descritiva histórico – artística: A Igreja Românica de Valadares, antigo local de passagem
dos peregrinos de Santiago integra algumas características
arquitectónicas interessantes, desde o seu pórtico
principal até à cachorrada de tipo românico
que circunda a capela – mor, mas o que lhe confere especial
motivo de interesse, são as pinturas a fresco, do séc.
XV, caracterizadas pela sua raridade. 8. Casa da Cocheca Classificação: Em Vias de Classificação
(Homologado -Imóvel de Interesse Público) Localização: Freguesia de Mesquinhata Nota descritiva histórico – artística: Embora o edifício actual, com um bonito alçado
principal e uma imponente pedra de armas, seja uma reconstrução
dos princípios do século XVIII, quando a capela (datada
do Séc. XVII) foi anexada ao solar, há notícias
de que a primitiva casa, com a sua quinta, esteve aforada ao Convento
de Salzedas, no século XVI. Para além da magnífica paisagem envolvente, nas
proximidades do rio Douro, o belo conjunto de edifícios
convida também a uma visita pela mostra permanente de artesanato,
vinhos e outros produtos regionais, num agradável espaço
da antiga adega. 9. Casa de Agrelos Classificação: Em Vias de Classificação
(Homologado - Imóvel de Interesse Público, incluindo
Capela, terraço com balaustrada e jardim de buxo Localização: Freguesia de Santa Cruz do Douro Nota descritiva histórico – artística: Implantada numa plataforma elevada em relação ao
resto da propriedade, e parcialmente delimitada por uma balaustrada
de granito, aberta por escadarias de acesso às cotas inferiores,
a Casa de Agrelos destaca-se pela torre neoclássica que
se ergue a meio de um corpo residencial setecentista. Parece certo que existia um edifício no século
XVII, ideia que se confirma pela data de 1612, inscrita no interior
do imóvel, e que este foi objecto de uma remodelação
e ampliação na centúria seguinte, muito possivelmente,
já na segunda metade (AZEREDO, 1938, p. 117). Na verdade,
os elementos decorativos que encontramos nas molduras dos vãos
da fachada principal são já rocaille, e a capela
exibe uma inscrição que faz remontar a sua edificação
a 1764, o que ajuda a balizar a cronologia desta campanha de obras. O corpo setecentista, baixo e de dois pisos, apresenta fachadas
depuradas e pouco simétricas, à excepção
da principal, com duas janelas de guilhotina de cada lado da torre.
Esta, é uma edificação mais recente, datada
de 1855 (segundo inscrição), e que se integra numa
nova campanha, também responsável pela remodelação
da capela, alguns anos mais tarde, em 1867 (de acordo com a inscrição
já referida). A torre, que se ergue muito acima dos restantes
volumes da casa, é o elemento de maior erudição
do conjunto, denotando, no seu desenho neoclássico, a influência
da arquitectura inglesa portuense. No alçado correspondente à fachada
principal do imóvel, apresenta cantaria aparente, e é aberta
por uma porta em arco de volta perfeita, a que se segue uma janela
de guilhotina e uma outra de sacada, sendo rematada um frontão
triangular em cujo tímpano se inscrevem as armas do "fidalgo
cavaleiro da casa real e morgado de campello" que mandou construir
a torre, ou seja, António Ferreira Cabral Paes do Amaral
(AZEVEDO, 1969, p. 106). Originalmente, a propriedade pertencia à família
Peixoto, tendo passado, por doação, para a posse
dos Ferreira Cabrais, oriundos de Penaventosa, que aqui se instalaram
no final de Setecentos (AZEREDO, 1938, p. 117). Apesar da construção tardia, a torre da Casa de
Agrelos é um exemplo da manutenção e aceitação,
na arquitectura civil, de um elemento que remonta ao período
medieval, mas que soube adaptar-se e integrar-se nas diferentes épocas
e linguagens arquitectónicas, sendo recuperado quando existia
ou sendo introduzido quando não havia vestígios conhecidos,
como era o caso de Agrelos ((AZEVEDO, 1969, p. 60). ( Fonte: IPPAR, Rosário Carvalho)
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Concelho
de Castelo de Paiva
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Turismo
Visite-nos, e apaixone-se!!!
Numa visita ao longo do território paivense não faltam
motivos de interesse e o sector do turismo é uma aposta a
ter em conta na governação municipal. Deste concelho se diz que é um oásis de ternura.
De panorâmicas deslumbrantes, desde o Monte de S. Gens, em
Sardoura, ao Monte de S. Domingos, às águas cantantes
e puras do Rio Paiva, das praias fluviais, aos vinhedos das quintas,
das margens do Douro, aos lugarejos típicos e preservados
do nosso interior, são itinerários que dão
ao visitante ar puro, descanso ao corpo e paz de espírito. A Igreja de Real, com os seus magníficos tectos pintados
e as esculturas existentes no seu adro, bem como a Capela no Monte
de Stº Adrião ou o Monte de S. Domingos, com a sua
capela e monumental carrilhão, onde a vista sobre o Douro é deslumbrante,
merecendo obrigatória visita, são referências
que marcam as potencialidades turísticas do concelho. O território de Castelo de Paiva é recortado por
abundantes rios e riachos que jorram dos alcantilados montes, fecundando
o solo dos extensos vales, sendo pois, esta uma das razões
que fez fixar nesta região antigas civilizações.
Destacam-se, por ordem de grandiosidade, os rios Douro, Paiva,
Arda e o Sardoura.
O Rio Douro, que banha cinco das nove freguesias do concelho,
corre por entre ravinas alcantiladas, em paisagens de sonho e,
por vezes, entre batelões e frágeis embarcações
de pescadores locais, um barco rabelo surge, como que perdido
nas brumas do tempo, recordando os tempos difíceis do
transporte do " vinho fino " desde a Régua até aos
cais de Vila Nova de Gaia. Por iniciativa municipal e do IDTM foram construídos Cais
de Acostagem nas zonas ribeirinhas do Douro, nos lugares do Castelo
(Fornos), Midões (Raiva) e Concas (Pedorido), locais servidos
por concorridas praias fluviais, que também existem no Paiva,
em Várzea (Bairros) e Ratão (Fornos), sítios
onde a tranquilidade apetece a usufruir para sempre. Quintas senhoriais, onde se produz o melhor verde tinto do mundo,
salpicam a paisagem, muitas delas contemplando o rio, agora transformado
em roteiro turístico de excelência, tal o número
de barcos de cruzeiro, com serviços de grande qualidade,
que sulcam as suas águas. Rio de Montanha, o Paiva, de águas puras e cristalinas, é o
paraíso para pescadores e para os entusiastas da canoagem
(águas bravas), é ainda possível retemperar
forças, apreciar a quietude e a natureza, bem como observar
lontras a nadar despreocupadamente.
Em pequenas praias fluviais, beneficiadas pela intervenção
camarária e dotadas de cais de acostagem para barcos de
recreio, o rio convida a um refrescante mergulho e na zona do Castelo,
na confluência do Paiva com o Douro, localiza-se uma ilhota,
património municipal, onde recentemente foi descoberto a
estrutura de uma antiga ermida do século XV. No meio do
rio, a ilha permanece de sentinela ao tráfico fluvial e
desperta os jovens para a prática dos desportos náuticos
ou mesmo para um animado acampamento em período estival.
Neste local, de espectacular enquadramento paisagístico,
onde a edilidade paivense construiu uma funcional área de
lazer, marina, balneários e piscina descoberta, barqueiros
simpáticos, experientes, proporcionam agradáveis
passeios em embarcações típicas e tradicionais
e contam histórias de arrepiar e lendas de mouras encantadas
e tesouros perdidos na profundeza do rio. Por todo o lado, neste território que a cada momento apetece
descobrir, procurado pelos amantes de todo-o-terreno, o verde destaca-se,
cobre a montanha e dá-lhe vida. Em toda esta envolvência
serena, a natureza, num louvor supremo, concebeu um vinho verde
sublime, um dos melhores da região demarcada, evidenciando-se
o ambiente vivido em torno deste sector agrícola, de extrema
importância na economia do concelho.
Para além do Hotel Rural Casa de S. Pedro, com 12 quartos,
um moderno hotel integrado num espaço agrícola de
significativa grandeza e tranquilidade, que oferece um confortável
alojamento, restauração e oportunidades de participar
nas actividades rurais, o concelho tem ainda a Residencial Castelo
Douro, com 18 quartos, uma estrutura hoteleira moderna e funcional,
localizada bem no centro da Vila, e que assegura, também,
serviço de restaurante.
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Concelho
de Cinfães
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Igreja
Românica de Tarouquela
A Igreja de Tarouquela, edificada no século XII, apresenta
como principal característica os trabalhos de escultura.
Existe um pórtico gótico-românico de três
arquivoltas lisas, correspondente a três pares de fustes
cilíndricos, que arrancam de três capitéis.
Em cada uma das fachadas laterais, podem ver-se diversas figuras
simbólicas, tais como: cabeças de lobo, corujas,
um meio corpo humano e vários mascarões expressivos.
No pórtico principal, há também um tímpano
com uma flor-de-lis aberta em sulco. Na zona envolvente, encontram-se
vestígios do Mosteiro e da velha casa do Mosteiro que
ficavam anexos à Igreja. Foi classificada como Monumento
Nacional pelo Decreto N° 34.452, de 20 de Março de
1945..
Igreja de S. Miguel de Escamarão
A Igreja de Nossa Senhora da Natividade em Escamarão,
na Freguesia de Souselo - que foi na época medieval um
dos mais importantes Coutos do concelho - é de remota
fundação e de interessantes características
arquitectónicas. Apesar de ser de pequenas dimensões,
tem um grande significado histórico, nomeadamente pelas
manifestações artísticas que apresenta.
São de admirar, o arco cruzeiro na nave, os painéis
de azulejos hispano-árabes e o retábulo-mor em
talha do século XVII onde está uma imagem de Nossa
Senhora da Natividade. No exterior, destaca-se o pórtico
desta igreja gótico-românica e a janela gótica
geminada existente na ábside que demonstra já indícios
do período gótico flamejante. Foi classificada
como imóvel de interesse público - Dec. N°.
37.728, de 05.10.1950.
Igreja Paroquial de S. Cristóvão
de Nogueira
A Igreja Paroquial de S. Cristóvão de Nogueira
apresenta também algumas características românicas.
Erigida no século XIII, em estilo românico e, apesar
dos restauros efectuados, ainda se conseguem encontrar vestígios
da arquitectura original. Restaurada no século XVIII,
todo o interior da igreja foi executado em estilo barroco. Corpo
de uma só nave. Altar-mor com tribuna de talha dourada,
com duas imagens. No seu interior, o arco de Triunfo é revestido
a talha e em cada sopé existe o altar. O corpo da Igreja é constituído
por uma torre sineira lateral construída no século
XVIII.
Igreja Matriz de Cinfães
A
Igreja de S. João Baptista e Matriz de Cinfães,
localiza-se no núcleo mais antigo da vila. A Igreja actual
em estilo barroco foi construída no século XVIII
no mesmo local aonde já tinha sido erigida uma capela. É um
templo vasto e magestoso de planta cruciforme sendo os topos
do transepto arrematados por duas capelas. Na capela lateral, à direita,
encontram-se dois sarcófagos de granito, anapigráfico,
com uma estátua jacente. No exterior, junto à sacristia,
existe um tímpano que se presume ser de origem visigótica.
Pelourinho de Cinfães
Situado na envolvente do Edifício dos Paços
do concelho.
Classificado como Imóvel de interesse público.
Pelourinho de Nespereira
Situado no Lugar da Feira-Nespereira.
Classificado como imóvel de interesse público.
Pelourinho ou "Picota " em Enxidrô -
Tendais
Fuste erguido sobre base quadrangular. Falta-lhe
o remate que seria semelhante ao que encima o de
Nespereira.
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Concelho
de Espinho
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DAS
ORIGENS À CRIAÇÃO DO CONCELHO
A elaboração de um esboço histórico
sobre Espinho, necessariamente sumário e elucidativo,
leva-nos a sublinhar aqueles aspectos tidos como mais marcantes,
que identifiquem as suas raízes e tracem as etapas decisivas
da sua evolução, desde que surgiu como pequeno
aglomerado piscatório até se transformar em povoação,
capaz de atingir o estatuto de freguesia e de se expandir com
força suficiente para alcançar, como concelho,
uma autonomia sólida e duradoura.
As Origens
Espinho teve a sua origem num vasto areal denominado "Espinho-Mar" que,
em conjunto com um povoado conhecido como "Espinho-Terra",
constituía o lugar de Espinho, parte integrante da freguesia
de S. Félix da Marinha, do concelho de Vila Nova de Gaia.
As referências a este lugar remontam à época
da integração do território no reino das
Astúrias e Leão, existindo documentos (datados
de 985,1055 ou 1080) em que aparece a designação
de "villa" Spinu (ou Espinu), relativa a uma propriedade
rural localizada a poente do monte de Seitela (perto do mar)
e confrontada com o lugar de Brito (a norte) e com Anta (a sul).
O vasto areal terá surgido muito depois do período
de dominação romana, quando as águas do
oceano recuaram por força da sedimentação
de areias e da formação dunar, sendo referido como
local de pesca numa carta de D. Manuel (datada de 1510), que
concede os direitos da pescaria realizada "na costa do mar
da foz despinho atee foz de vouga".
A utilização de locais próximos do Porto
para a pesca marítima, de carácter esporádico,
tornou-se mais frequente com movimentos migratórios, principalmente
provenientes de Ovar, por necessidade de aproximação
a mercados capazes de proporcionarem o necessário escoamento
do produto, em virtude de se desconhecerem processos de conservação.
A costa de Espinho, como local de trabalho de um grupo de pescadores, é citada
no relato de uma revolta, em 1737, de várias colónias
(em que se incluíam as de S. Jacinto, Torreira e Furadouro),
como protesto a restrições ao uso de recursos florestais,
ordenadas pelo administrador do pinhal da Estrumada (Ovar). Na
segunda metade do séc. XVIII, esta faixa costeira foi
alvo de reformulação administrativa, determinada
pelo Bispo do Porto, tendo como ponto de referência uma
pequena lagoa, cuja margem norte se manteve integrada no lugar
de Espinho da paróquia de S. Félix da Marinha,
ao passo que a margem sul transitou para a paróquia de
Anta, dando origem a um novo lugar de Espinho.
Praias
Espinho possui 8Km de praias, que desde 1830 são procuradas
pelo clima ameno, areais extensos em conjunto com rochas marinhas
repletas de algas em certas zonas que proporcionam a cada veraneante
a possibilidade de escolher a praia da sua preferência.
O imenso mar azul que envolve a areia fina é recortado
por esporões que o tornam manso em zonas propícias
a banhos com o prazer e segurança de uma praia cuidadosamente
vigiada, mas também exibe uma ondulação
adequada à prática de desportos aquáticos,
como o surf ou bodybord. Assim, o sossego de uma praia isolada
contrapõe-se à acção de outra, onde,
inclusive, poderá assistir a um disputado jogo de voleibol
de praia ou conviver num animado bar.
Espinho possui uma praia distinguida com Bandeira azul da Europa
(praia da Baía) onde, durante toda a época balnear
se realizam as mais variadas actividades que visam sensibilizar
veraneantes e toda a população para a necessidade
de preservar o ambiente
• Praia Marbelo
Marco o inicio da frente urbana das praias de Espinho. Areal
amplo onde se realizam campeonatos de andebol, futebol e voleibol
de praia, um dos desportos de eleição da cidade,
devido ao sucesso da dupla Miguel Maia e João Brenha.
Mar picado.
Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Aluguer de guarda-sóis e toldos
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes
Surf e bodyboard
•
Praia Pop
Areia branca e fina, moldada por diversas barracas.
Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Aluguer de guarda-sóis e barracas
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes
•
Praia Azul
Passeio marítimo amplo, numa zona fechada ao trânsito,
ideal para caminhadas. A praia reúne miúdos e graúdos
no seu areal
Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Aluguer de guarda-sóis e barracas
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes
• Praia Seca
Próxima das piscinas municipais, uma das mais concorridas
do País, situa-se numa zona fechada ao trânsito,
perto da estação dos caminhos de ferro e do núcleo
comercial de Espinho. Movimento intenso, apesar de um areal de
dimensão considerável.
Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Aluguer de guarda-sóis e barracas
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes
• Praia Costa Verde
É frequentada pelo turista típico das redondezas, que todos os
anos aluga uma barraca de praia à época ou a herda dos pais. Alberga
a escola de surf Nortada, responsável pela boa parte da animação
desportiva de Espinho.
Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Aluguer de guarda-sóis e barracas
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes
Surf e bodyboard
• Praia da Baía
Praia da zona urbana de Espinho mais procurada pelos banhistas.
Limitada por dois paredões, tem excelentes condições
para a prática de surf. Durante a época balnear
funciona uma Ludoteca / Centro Azul que para além do empréstimo
de jogos e livros, promove inúmeras iniciativas de caracter
lúdico que tornam esta praia um local de lazer privilegiado.
Realizam-se ainda no mesmo local Campeonatos Europeus e Mundiais
de Voleibol de Praia, de Surf e Body Board.
Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Aluguer de guarda-sóis e cadeiras
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes
Surf e bodyboard
• Praia de Silvalde
Areal extenso e com boas ondas para surf, situado no extremo
sul da área urbana de Espinho, numa zona mais pobre da
cidade. Localizada próximo do Campo de Golfe "Oporto
Golf Club".
Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes
Surf e bodyboard
• Praia de Paramos
O acesso à praia obriga a atravessar a pista aérea
do Aeródromo. Um imenso areal dividido por um pontão
artificial que rodeia uma capela. Encontra-se próxima
do Clube de Golfe fundado em 1890.
Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Aluguer de guarda-sóis, toldos e barracas
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes
Surf e bodyboard
(mais em breve)
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Concelho
de Felgueiras
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O
Município de Felgueiras, localizado na parte superior do
Vale do Sousa, abrange cerca de 116 Km2, repartidos por 32 freguesias.
É constituído por quatro centros urbanos: a Cidade
de Felgueiras, a Cidade da Lixa, a Vila de Barrosas e a Vila
da Longra. Verdadeiro coração da NUT Tâmega,
constitui hoje uma centralidade importante no mapa de auto-estradas
e itinerários principais, uma garantia sólida de
afirmação das inúmeras potencialidades reais
concelhias.
O património monumental do concelho é rico e diverso,
sendo de realçar no presente e entre outros, o que se
integra na Rota do Românico do Vale do Sousa: Mosteiro
de Pombeiro, Igreja de Airães, Igreja de Sousa, Igreja
de Unhão e a Igreja de S. Mamede em Vila Verde.
O Mosteiro de Pombeiro, monumento nacional classificado, é anterior à fundação
da Nacionalidade e a expressão máxima das origens
remotas e da riqueza cultural das terras felgueirenses.
Os bordados são uma das mais ricas tradições
do concelho, que emprega cerca de 2/3 das bordadeiras nacionais.
O filé ou ponto de nó, o ponto de cruz, o bordado
a cheio, o richelieu e o crivo são exemplos genuínos
do produto artesanal de verdadeiras mãos de fada.
Os sabores autênticos da gastronomia, a frescura e intensidade
dos aromas dos vinhos e o ambiente de grande animação
proporcionam momentos inesquecíveis. Dando corpo a essa
riqueza, foi já constituída a “Confraria
do Vinho de Felgueiras”, destinada a divulgar e defender
o vinho e a gastronomia felgueirenses.
Felgueiras, com 59 000 habitantes é um dos concelhos
com a população mais jovem do país e da
Europa. Uma terra de excepção que aposta na valorização
dos seus recursos humanos, na consolidação do campus
politécnico, no desenvolvimento económico (pleno
emprego e centro de negócios) e na consolidação
das suas infra-estruturas.
Marcada pela invulgar capacidade empreendedora do seu povo é responsável
por 50% da exportação nacional de calçado,
por 1/3 do melhor Vinho Verde da Região e por um valioso
património cultural. Felgueiras é um dos municípios
com maior desenvolvimento do Norte do País.
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Concelho
de Gondomar
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Gondomar,
o seu nome tem ressonâncias históricas. Vários
achados revelam as velhas raízes da vivência humana
neste local desde a pré-história. A exploração
das minas de ouro nas regiões próximas e a posição
estratégica do “Crasto” comprovam a permanência
dos Romanos nestas terras.
Entre outras versões, a denominação “Gondomar” é atribuída
ao rei visigodo “Gundemaro” que, em 610, teria aqui
fundado um Couto.
Apesar de não haver vestígios dos cavaleiros visigóticos,
Gondomar recebeu o primeiro foral em 1193, de D. Sancho I, que,
mais tarde, foi confirmado pelo rei D. Afonso II, através
das Inquirições. O Monarca “fez honra de
Gondomar” a D. Soeiro Reymondo, que aqui tinha um solar.
No reinado de D. Manuel I é outorgado o segundo foral
ao “Município de Gondomar”, em 1515. Também
estas férteis terras foram doadas a D. Margarida de Vilhena,
concedendo-lhes direitos de renda, foros, etc.
Nos séculos seguintes, o “julgado de Gondomar” não
enquadrou sempre as actuais freguesias. Ao longo dos anos diversas
modificações do estatuto e demarcações
de algumas localidades - Melres Rio Tinto, Lomba e São
Pedro da Cova - fizeram variar a forma do concelho. Se bem que
fossem integradas as referidas freguesias com todas as suas potencialidades,
ao concelho já pertenceram Avintes (hoje ligada à cidade
de Vila Nova de Gaia) e Campanhã (freguesia do Porto,
fronteiriça com os limites de Gondomar).
Data de 1868 a incorporação no concelho das freguesias
de São Cosme, Valbom, Rio Tinto, Fânzeres, São
Pedro da Cova, Jovim, Foz do Sousa, Covelo, Medas, Melres e Lomba.
Formalmente só em 1927 a sede do concelho - São
Cosme - foi confirmada como Vila de Gondomar, mediante pedido à Presidência
da República.
Em 1985 foi promulgada a lei de criação da Freguesia
de Baguim do Monte. Em 1991 Gondomar ascende a cidade, o mesmo
acontecendo com Rio Tinto, em 1995. Mais recentemente (Janeiro
de 2005), Valbom também ascende à categoria de
cidade.
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Concelho
de Lousada
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O
concelho de Lousada, integrado na região do Vale de Sousa, é bastante
industrializado, com destaque para a indústria de confecções
de vestuário, apesar de ainda manter um cariz agrícola,
sobretudo no domínio nos vinhos verdes e lacticínios,
com empresas agro-industriais bastante desenvolvidas. Com uma população a rondar os 45 mil habitantes,
na sua maioria jovens, distribuídos por 25 freguesias
e cerca de 95km2, Lousada dista 35 km do Porto, a cujo distrito
pertence, confinando com os concelhos de Penafiel, Paredes, Paços
de Ferreira, Santo Tirso, Vizela, Felgueiras e Amarante. Reúne atractivos para uma estada agradável: as
estações arqueológicas, igrejas e solares
majestosos, pelourinho, pontes, aqueduto e a Torre dos Mouros
constituem património histórico de um Município
onde as belezas naturais se afirmam por excelência, como
comprova O artesanato tem nos bordados uma importante expressão,
mas a tecelagem, especialmente em linho, a piroctecnia, cestaria,
tamancaria e latoaria encontram-se igualmente em actividade,
numa terra onde o incomparável vinho verde e a saborosa
gastronomia, nomeadamente o cabrito assado com arroz de forno,
o basulaque, o pão-de-ló e os beijinhos de amor,
merecem também especial relevância.
O maior andor do País, transportado na festa da Senhora
da Aparecida por cerca 70 homens, constitui uma importante atracção
turística, mas as romarias prolongam-se durante todo o
ano, com folclore, bandas de música, grupos de bombos,
gigantones, fogo-de-artifício e "vacas-de-fogo". A singular hospitalidade do povo completa o conjunto de razões
para uma visita a Lousada - terra onde as condições
de bem estar têm sido valorizadas.
Se as piscinas, o auditório e a biblioteca municipais
oferecem propostas de interesse, é indesmentível
uma melhoria de qualidade das condições hoteleiras
e de alojamento, com o turismo no espaço rural a apresentar
excelentes exemplos. As acessibilidades têm vindo a ser ampliadas, Lousada,
no âmbito da Região do Vale de Sousa, reúne
condições para potenciar a sua oferta turística.
Rotas do Românico, do Vinho Verde e do Gourmet, roteiros
culturais e programas de animação cultural e desportiva
durante o ano surgem como propostas, com destaque para o novo
Complexo Desportivo e o Eurocircuito, que confirmam que viver
em Lousada significa, cada vez mais, qualidade e prazer.
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Concelho
de Maia
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MONUMENTOS
E LOCAIS DE INTERESSE
Igreja de Santa Maria (Nª Srª do Ó) - Monumento
Nacional desde 1884, cuja data de construção é anterior à própria
nacionalidade. Esta igreja foi fundada pelos cavaleiros do Santo
Sepulcro, sendo dúplice, por nele morarem cónegos
e cónegas de Santo Agostinho, da ordem regrante do Santo
Sepulcro. De origem românica possui duas naves com capiteis
ornados com folhagens e decoram-na painéis pintados com
motivos vegetalistas e animais. Destaca-se na sua frontaria o
portal de quatro arquivoltas ogivadas, e, no lado norte, o portal
de duas arquivoltas igualmente ogivadas, com a cruz de Malta
no tímpano.
Capela Nossa Senhora da Guadalupe - Monumento eventualmente
românico, reconstruído em 1633. Situa-se no Lugar
do Paço em Águas Santas. A Capela tem no seu altar-mor a imagem da Virgem de Guadalupe,
feita por um santeiro espanhol, a segurar o Menino num braço
e no outro um bastão. O seu interior está revestido
por notáveis "frescos", de origem seiscentista,
alusivos à Senhora e às fases da Paixão
de Cristo.
De referir ainda o espaçoso coro e um orgão de
tubos, construído em 1827.
A padroeira dos toureiros tem festas em sua honra no 1º Domingo
de Setembro e em honra do Menino Deus no 2º Domingo de Janeiro.
Monumento às Bandas de Música -
Homenagem às
seculares bandas de música de Moreira e Gueifães,
que representam uma das mais belas, mais ricas e mais significativas
expressões da nossa cultura popular.
Maior grupo escultórico em bronze da Europa representando
uma banda em plena actuação, da autoria do escultor
Laureano Ribatua.
1997
...entre outros
in:
http://turismo.maiadigital.pt/
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Concelho
de Marco de Canaveses
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O
concelho de Marco de Canaveses fica situado no distrito do Porto,
em plena região duriense. Os seus limites são estabelecidos
pelos concelhos de Amarante (a norte), de Baião (a este),
de Cinfães e Castelo de Paiva (a sul) e de Penafiel (a oeste).
Compreende uma área de 202 quilómetros quadrados,
pela qual se distribuem trinta e uma freguesias: Alpendorada
e Matos, Ariz, Avessadas, Banho e Carvalhosa, Constance, Favões,
Folhada, Fornos, Freixo, Magrelos, Manhuncelos, Maureles, Paços
de Gaiolo, Paredes de Viadores, Penha Longa, Rio de Galinhas,
Rosém, Sande, Santo Isidoro, São Lourenço
do Douro, São Nicolau, Soalhães, Sobretâmega,
Tabuado, Torrão, Toutosa, Tuías, Várzea
do Douro, Várzea da Ovelha e Aliviada, Vila Boa do Bispo
e Vila Boa de Quires.
De acordo com estudos etimológicos, o primeiro elemento
do topónimo principal do concelho ("Marco")
terá sido atribuído a esta terra pelo facto de
aqui ter existido uma marca de pedra, que assinalava a divisão
das freguesias de Fornos, São Nicolau e Tuías. "Canaveses",
por sua vez, deriva de "canavês", que significa "terreno
onde se cultiva câneve, ou seja, cânhamo. Esta designação é,
assim, alusiva à cultura de cânhamo, outrora abundante
nesta região.
A julgar pelos vestígios arqueológicos encontrados
no território do actual concelho de Marco de Canaveses,
este foi povoado desde o período do Neolítico.
Mais tarde, recebeu a presença do povo romano, que também
deixou fortes marcas da sua passagem, nomeadamente as termas,
o fórum, as zonas habitacionais e uma necrópole
da povoação de Tongóbriga.
As raízes históricas deste concelho estão
ligadas à antiga vila de Canaveses, cujo senhorio pertenceu à família
de D. Gonçalo Garcia, entre 1255 e 1384. Neste ano, Canaveses
foi entregue, por D. João I, a João Rodrigues Pereira.
Já no século XIX, as suas terras foram integradas
no município de Soalhães. Contudo, esta situação
foi alterada em 1852, com a criação do concelho
de Marco de Canaveses, que resultou da anexação
dos concelhos de Benviver, Canaveses, Soalhães, Portocarreiro
e parte dos de Gouveia e Santa Cruz de Riba Tâmega.
O concelho do Marco de Canaveses tem um destino e uma vocação
marcados pelos dois rios que o delimitam: o Douro e o Tâmega.
As albufeiras artificiais do Carrapatelo (no Douro) e do Torrão
(no Tâmega) prestam-se à prática de desportos
náuticos. O Parque Fluvial do Tâmega (nas freguesias
de Sobretâmega e S. Nicolau), com a sua fluvina, as suas
plataformas de pesca, o parque de merendas, o parque infantil
e o seu circuito pedonal e de manutenção são
um interessante ponto de visita e de lazer. O rio Douro, por
onde circulam barcos turísticos que percorrem um dos mais
impressionantes itinerários fluviais que é possível
encontrar, também proporciona belíssimas paisagens
e momentos de lazer, nomeadamente no cais de Bitetos (freguesia
de Várzea do Douro).
As serras da Aboboreira e de Montedeiras são uma sequência
quase ininterrupta de pontos de vista. A Aboboreira interessa,
ainda, no plano arqueológico, ali se encontram importantes
vestígios pré-históricos, nomeadamente antas
e mamoas.
Na arqueologia, outro local que merece atenção
e visita é a cidade romana de Tongobriga, importante povoação
romana, cujo auge foi o séc. II d.C., e se situava junto
da via principal romana que a partir do séc. I d.C. ligava
as cidades de Bracara Augusta (Braga) a Emerita Augusta (Mérida).
Ao longo dos tempos, o Homem foi deixando outros vestígios
artísticos e hoje é possível falar, por
exemplo, de um importante circuito românico religioso:
Vila Boa de Quires, Santo Isidoro, Sobretâmega, São
Nicolau, Tabuado, Soalhães, Vila Boa do Bispo e Fandinhães
e de um importante circuito românico civil: Ponto do Arco
e Memorial de Alpendorada.
O barroco está também presente em igrejas como
as dos mosteiros de Vila Boa do Bispo e Alpendorada e em diversas
casas solarengas, das quais se destaca as Obras do Fidalgo (interessante
palacete inacabado, em Vila Boa de Quires).
Qualquer igreja é capaz de nos surpreender ou então
de nos emocionar, nem que seja apenas por um pormenor de talha
dourada (Vila Boa do Bispo, Soalhães, Alpendorada, Manhuncelos
e S. Nicolau), de azulejos (Soalhães, Vila Boa do Bispo
e Vila Boa de Quires) ou uma pintura interior (frescos em Santo
Isidoro, Tabuado e S. Nicolau).
No património religioso temos um edifício de reconhecido
valor internacional, a Igreja de Santa Maria, obra do arquitecto
Sisa Vieira. Existe ainda os castros, sobressaindo o de Arados
(em Alpendorada), as sepulturas antropomórficas e os Pelourinhos
de Canaveses (na freguesia de S. Nicolau), Portocarreiro (na
freguesia de Vila Boa de Quires) e o de Soalhães (na freguesia
de Soalhães).
Uma visita ao Marco de Canaveses não será completa
se não contemplar o artesanato local. Representado pelas
Bonecas de Folhelho, pela cantaria, pela cestaria, pelos chapéus
de palha, pelas rendas e bordados, pela tanoaria e pela tecelagem,
pode ser admirado e adquirido na Loja do Artesão, na casa
de Produtos Tradicionais e Posto de Turismo de Bitetos e no Posto
de Turismo da Câmara Municipal do Marco de Canaveses.
Aos nossos visitantes recomendamos que usufruam da nossa hospitalidade,
alojando-se numa das casas de Turismo em Espaço Rural
ou que procurem um dos nossos restaurantes para que possam experimentar
a nossa gastronomia (caldo verde, anho assado com arroz de forno,
verdinho e lampreia) bem como a nossa doçaria (Pão-de-ló,
Pão Podre, cavacas e Fatias do Freixo e os Biscoitos da
Fábrica Duriense). Recomenda-se que as iguarias sejam
bem acompanhadas pelos nossos vinhos verdes. Pertencendo à Região
Demarcada dos Vinhos Verdes, aqui se criou a Rota dos Vinhos
do Marco de Canaveses. Seguindo uma sinalética personalizada,
podemos encontrar, visitar e degustar os néctares das
21 quintas aderentes à rota.
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Concelho
de Matosinhos
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Terra
de memórias e tradições
O mar à mesa, a nova arquitectura, as peregrinações,
os monumentos, as recriações históricas.
Matosinhos turístico é incontornavelmente gastronomia,
arquitectura contemporânea, a imensa costa marítima.
Muitos são os demais encantamentos.
Da gastronomia, poder-se-á dizer que é a âncora.
O peixe, o marisco, as receitas de carne do Matosinhos interior,
o tom e aroma de eterno arraial são desarmantes. O Norte faz
de Matosinhos o local de todas as celebrações. Vêm
almoçar, jantar, e voltam para um concerto, uma conferência,
para a prática de um desporto, descobrem os demais encantamentos.
Da arquitectura contemporânea, dever-se-á fatalmente
falar de Álvaro Siza cujos laços a Matosinhos são
fortíssimos. Desde logo ao nível das emoções: Álvaro
Siza nasceu em Matosinhos, as suas primeiras memórias têm
forçosamente o recorte, o aroma, os sons da sua cidade. Matosinhos
foi deveras inspirador. Matosinhos guarda ciosamente as obras de
Siza, as da sua juventude, ícones da arquitectura mundial,
monumentos nacionais: a Casa de Chá da Boa Nova, a Piscina
das Marés, construídas entre as rochas, não
fossem - diria ao tempo o seu Autor - quebrar a vista da linha do
mar. É o turismo de perto e que atravessa o mar para ver as
obras do Mestre, mas também as de Fernando Távora,
Alcino Soutinho, Souto Moura.
Venha a pé, pelo sul, junto ao mar, entre na despojada marginal
de Souto Moura, olhe a lendária Praia de Matosinhos fervilhante
de magia e de símbolos - génese das muitas peregrinações
e festas populares. Venha por onde vier, tome-se de amores por Matosinhos.
Nesta parte, poderá visualizar algumas informações
sobre o turismo de Matosinhos, nomeadamente informações
sobre actividades de Lazer, Festas Feiras e Romarias, Itinerários
sobre aspectos culturais e históricos do concelho, bem como
informações sobre alojamento e restauração.
Localização
Matosinhos é uma das maiores cidades do distrito do Porto,
localizada no norte de Portugal, no noroeste da Península
Ibérica, no lado direito do rio Douro.
Situada ao lado da cidade do Porto, possui uma grande área
banhada pelo Oceano Atlântico. Matosinhos é uma cidade
com grande desenvolvimento industrial, que procura manter ao mesmo
tempo as suas tradições populares.
Aproveitem a 100% a visita a Matosinhos
Latitude: 41º 10´ 59.1" N
Longitude: 8º 40´ 59.4" W
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Concelho
de Paços de Ferreira
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Património
Classificado
Os primeiros vestígios da ocupação humana reconhecidos
com segurança na área concelhia permitem delinear um
quadro de sequências culturais desde formas incipientes de
actividade agrária, em horizontes megalíticos bem documentados,
a um papel de primordial importância durante a Idade dos Metais.
Os melhores testemunhos deste passado são hoje monumentos
nacionais, como o Dólmen de Lamoso e a Citânia de Sanfins,
uma das mais importantes estações arqueológicas
da Proto-história europeia.
A partir dos tempos da fundação da nacionalidade, a
consolidação e expansão da economia encontra-se
nas mãos de uma sociedade florescente, em que a terra estava
repartida segundo práticas feudais. Essa vitalidade económica
e social é manifesta na edificação do imponente
templo românico de S. Pedro de Ferreira, que ocupa então
lugar central na organização e exploração
do território.
Capital do Móvel
O Concelho de Paços de Ferreira afirmou-se, durante os últimos
20 anos, como a Capital do Móvel em Portugal. Já acolheu
a 1ª Bienal Internacional de Design de Mobiliário.
Paços de Ferreira é hoje o maior centro de negócios
de mobiliário do país e da Galiza, centralizando-se
aqui o escoamento de grande parte da produção nacional
de móveis.
Com uma área de exposição instalada de cerca
de 1 milhão de metros quadrados, Paços de Ferreira é o
dínamo do sector do mobiliário em Portugal, contando
também com uma importante actividade industrial ao nível
da produção.
O próprio Instituto de Comércio Externo de Portugal
considera que a indústria de mobiliário é a
que mais tem contribuído para o equilíbrio das exportações
e para o estancamento da crise. O fio da História Em Paços de Ferreira esta indústria nasceu do embrião
do mobiliário escolar.
O objectivo do notável pacense Albino de Matos era introduzir
em Portugal um método de ensino especial, a partir da reforma
do mobiliário escolar, substituindo o que considerada mobiliário
desproporcionado e anti-higiénico por novos modelos revolucionários,
cujos preceitos higiénicos e pedagógicos eram prioridade.
Professor primário e emi¬nente pedagogo, revolucionou
de uma forma patriótica, todos os esta¬belecimentos
de ensino oficial e particular, quando em 1920 decide espalhar
em Portugal este método nas escolas infantis, primárias
e liceais.
Depois, vieram os Dons de Froebel, os con¬tadores, as caixas
métricas popularizadas sob a designação “Albino
de Matos”, as colecções de todos os sólidos
e medidas várias, necessários para o ensino da geometria,
o metro articulado e os entretenimentos úteis para as crianças,
escrupulosamente executados segundo o sis¬tema do grande professor
que os inventou.
Assim surge a Albino Matos, Sucrs, Lda., em Freamunde, e bastaram
três anos para que a solução para responder
ao crescente volume de pedidos foi a fusão com uma outra
fábrica, tam¬bém de Freamunde, a Pereira & Barros,
Lda..
Da união resultou a designação de Albino de
Matos, Pereiras & Barros, Lda., a primeira indús¬tria
instalada no Concelho de Paços de Ferreira, pioneira da
indústria de marcenaria, que execu¬tava com perfeição
o mobiliário escolar, criando nas suas instalações
uma verdadeira escola de formação de operários
e técnicos especializa¬dos, muitos dos quais viriam
a estabelecer-se por conta própria e dar origem ao início
de uma rede de empresas de mobiliário que hoje torna a Capital
do Móvel, como o Concelho de maior significado na indústria
nacional de mobiliário.
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Concelho
de Paredes
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Turismo
Paredes, integrado na região do Vale do Sousa, é hoje
um concelho que se tem vindo a afirmar em diferentes áreas
da nosso sociedade, nomeadamente o turismo.
Em termos de localização, Paredes goza de condições
privilegiadas, uma vez que se encontra a escassos minutos do grande
Porto. Por outro lado preserva, ainda, uma magnífica atmosfera
rural. O concelho de Paredes está inserido na Rota do Românico
e na Rota dos Vinhos Verdes, reunindo um conjunto de equipamentos
e meios que poderão proporcionar agradáveis momentos.
Todas as pessoas que desejem obter informações sobre
o concelho devem deslocar-se à Câmara Municipal, uma
vez que é neste espaço que funciona o sector de turismo.
No espaço de atendimento turístico da Câmara
Municipal de Paredes pode encontrar informação sobre
o património, o que fazer, o que visitar, indicações
sobre o tipo de artesanato do concelho, alojamento, restauração,
meios de transporte e mapas do concelho da cidade de Paredes.
O Pelouro de Turismo é, igualmente, responsável pela
instrução dos processos de Classificação
de Imóveis de Interesse Municipal.
Património do concelho de Paredes
O Património do concelho de Paredes é apresentado de
uma forma simples e esquemática por forma a tornar-se acessível
ao utilizador encaminhando-o para uma pesquisa de acordo com os
objectivos e interesses. Nesse sentido, estruturou-se o tema em dois grupos: Património
Classificado subdividido pelas categorias de classificação
definidas pela Lei nº 107/2001 de 8 de Setembro e Património
não Classificado organizado numa abordagem individual sobre
Património Arqueológico, Património Etnográfico
e Património Arquitectónico. Por fim, num grupo autónomo destaca-se o Património
Natural subdividido, também, em Património Natural
Classificado e Património Natural não Classificado. Refira-se que o Património aqui difundido é o resultado
do trabalho de identificação e registo patrimonial
desenvolvido pelo Pelouro da Cultura. A continuidade da elaboração
deste inventário, permitirá a actualização
dos dados que irão enriquecer o conhecimento do património
concelhio.
Monumento Nacional
Igreja de S. Pedro do Mosteiro de Cête
A fundação do Mosteiro remonta aos séculos
X/XI. Foi da Ordem de S. Bento e a partir dos meados do século
XVI da Ordem de S. Agostinho. Em 1758 encontravam-se, ainda, dois
religiosos a assegurar a vida espiritual da...
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Concelho
de Penafiel
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UM
PÉRIPLO PELO CONCELHO
Penafiel é um concelho de forte vocação
e apelo turísticos. As suas manifestações
de interesse perpassam vários domínios, como sejam,
o seu património, a sua gastronomia, as suas paisagens
naturais, as suas tradições, feiras e festividades, às
quais acrescem as estruturas turísticas construídas
e em construção.
A PAISAGEM NATURAL
Penafiel é um concelho de montes, vales e rios, que pode
ser fruído a partir de vários pontos e lugares.
Deixa-se, todavia, a sugestão de aproveitar os belos planos
de água decorrentes da albufeira do Tâmega ou as
encostas agrestes do Douro.
O PATRIMÓNIO
Penafiel é também um concelho onde se percebe
a intensa humanização de que o seu território
foi alvo, ao longo de vários milénios. Assim, podem
ser apreciados vários monumentos que a arte humana ofereceu à luz
do dia, desde os imemoriais tempos pré-históricos.
Aqui podem ser visitados a Anta de Santa Marta, o Menir de Luzim,
gravuras rupestres e várias necrópoles.
É também neste território que pode ser
visitado um dos maiores castros do Noroeste Peninsular – o
Monte Mozinho (Oldrões/Galegos). Trata-se de uma cidade
proto-romana, coeva do início da era, que tantos estudiosos
e visitantes tem atraído para dentro dos seus limites.
Integra a recentemente criada Rota dos Castros e Verracos da
Fronteira Hispano-Lusa, juntamente com as Deputações
de Ávila e Salamanca (Espanha) e os municípios
de Miranda do Douro e Mogadouro, projecto financiado pelo Interrreg
IIIA. Ali foi recentemente inaugurado o seu Centro Interpretativo,
a zona de acolhimento de arqueólogos e vigilantes (apoiados
pela ON, medida Cultura) e quatro modernas esculturas de outros
tantos artistas. É intenção do Município
continuar a beneficiar a zona de acolhimento dos visitantes.
Também merecem um especial relevo, os monumentos que
integram a Rota do Românico do Vale do Sousa (apoiada pela
ON – AIBT Vale do Sousa), a saber, o Mosteiro Beneditino
de Paço de Sousa (onde se encontra o túmulo de
Egas Moniz), a Igreja de S. Gens (Boelhe), a Igreja da Gândara
(Cabeça Santa), a Igreja de S. Miguel de Entre-os-Rios
(Eja), os Túmulos da Igreja de S. Pedro de Abragão,
o Memorial da Ermida (Irivo) e a ponte de Espindo (entre Bustelo
e Lodares/Lousada).
Também é de evidenciar o património e arquitectura
rurais, existentes em vários lugares e aldeias do concelho,
com especial incidência para as Aldeias Preservadas de
Quintandona (Lagares) e Cabroelo (Capela), e de Entre-os-Rios,
em recuperação.
Recomenda-se ainda a visita do Mosteiro Beneditino de Bustelo
e o aqueduto que se ergue na sua envolvente, bem como o Santuário
da Nossa Senhora da Piedade (Sameiro) e o Centro Histórico
da cidade.
A GASTRONOMIA
Ninguém fica indiferente à gastronomia penafidelense,
que pode ser apreciada, em todas as épocas do ano, em
qualquer um dos restaurantes que se estendem pelo concelho.
Desde logo, é de salientar a Lampreia (e o Sável),
iguarias celebradas através da Rota da Lampreia, promovida
pelo Município todos os anos na sua época, aqui
especialmente confeccionada na modalidade de arroz (à Entre-os-Rios)
e à Bordalesa.
Mas também são dignos de registo e boa degustação
o cabrito assado no forno e o cozido à portuguesa e, na
doçaria, os bolinhos de amor, as tortas de S. Martinho,
a Sopa Seca e o Pão-de-Ló de Rio de Moinhos.
Como não podia deixar de ser, o vinho verde é também
rei nas mesas penafidelenses, ou não fosse este o concelho
com maiores responsabilidades na sua produção e
exportação.
AS TRADIÇÕES, FEIRAS E FESTIVIDADES
Durante todo o ano, temos para oferecer ao nosso visitante algumas
das tradições, feiras e/ou festividades desta terra.
Logo em Janeiro poderá ser uma oportunidade para assistir
ao cantar das Janeiras ou dos Reis, a que se segue, logo em Fevereiro, é a época
do Serrar da Velha e do Carnaval.
Com a Primavera, chegam as festas pascais, tão enraizadas
na nossa cultura, salientando-se: as Endoenças de Quinta-Feira
Santa, em Entre-os-Rios (Eja), que deslumbram qualquer um pelo
belo espectáculo de luz proveniente de dezenas de milhares
de velas colocadas nas margens e leitos dos rios Douro e Tâmega;
a Paixão do Senhor, que ocorre no dia de Sexta-Feira Santa,
na cidade de Penafiel; os cortejos decorrentes das dezenas de “compassos” em
todas as aldeias do concelho e, na segunda-feira de páscoa,
a romaria da Senhora da Saúde, em Bustelo.
No final da Primavera, chegam as Festas do Corpo de Deus, únicas
no país e no mundo por, ao longo de cerca de seiscentos
anos, preservarem a matriz sacra e profana da sua procissão.
Em Agosto, é tempo de evidenciar as potencialidades económicas
e agrícolas da região através de AGRIVAL
que, após mais de 25 anos, atrai anualmente mais de cem
mil visitantes.
Com a chegada do Outono, chegam mais festas e romarias. Destacando-se,
nos finais de Outubro, a concorrida romaria de S. Simão
(Urrô), tempo já para as primeiras provas do vinho
novo e, ainda antes das festas natalícias, a Feira de
S. Martinho, que ocorre entre os dias 10 e 20 de Novembro, e
que ao longo dos séculos tem atraído dezenas de
milhares de visitantes à cidade de Penafiel, para uma
feira única, sobretudo pela tradição do
vinho novo, da castanha, do gado e das compras para o Inverno.
AS ESTRUTURAS TURÍSTICAS
Para potenciar todo o manancial turístico que este concelho
alberga, tanto os públicos como os privados estão
a preparar o futuro, criando e adaptando equipamentos públicos
que garantem a qualificação do território
penafidelense na temática turística.
Em primeiro lugar, é de realçar a beneficiação
e recuperação do Parque Termal de S. Vicente, que
alberga um Balneário Romano e que dispõe de uma água
termal, de inegável qualidade. Um moderno equipamento
de tratamento termal, de saúde e de lazer, com total respeito
pela tradição e património do lugar. Juntamente
com as Termas da Torre – Entre-os-Rios (Portela/Eja) em
pleno funcionamento (INATEL), integram a boa oferta termal de
que Penafiel tem grandes tradições.
Em segundo lugar, é de referir a recuperação
da Frente Ribeirinha de Entre-os-Rios (Eja) que permitiu requalificar
este belo espaço ribeirinho e dotar o local de um dos
maiores cais de acostagem para barcos de grande porte, do rio
Douro, através do qual poderão entrar no concelho
de Penafiel e na região os inúmeros turistas que,
anualmente, partem à aventura deste maravilhoso rio.
Depois, é de sublinhar a nova unidade hoteleira de grande
qualidade na cidade, um hotel de quatro estrelas (Penafiel Park
Hotel) situado junto ao Parque da Cidade e/ou Centro de Exposições,
e que acresce, ao já anteriormente existente, Hotel (PenaHotel).
É também digna de distinção, a moderna
estrutura em pleno Centro Histórico, o novo Museu Municipal
(com Parque de Estacionamento subterrâneo e pequeno Auditório
acoplados). Trata-se de uma obra da traça da família
Távora (Fernando e Bernardo) que evoluiu a partir da recuperação
do Palácio Pereira do Lago (Antigo Colégio do Carmo)
e da ocupação dos espaços envolventes. Esta
obra, disponibiliza salas dedicadas à etnografia penafidelense, à história
da cidade, à arqueologia e a exposições
temporárias.
Todos estes equipamentos somados aos espaços já referidos,
nomeadamente os monumentos integrados na Rota do Românico
e o Centro Interpretativo do Castro do Monte Mozinho, constituem,
um motivo acrescido para visitar Penafiel!
Aguardamos pela sua visita…!
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Concelho
de Porto
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Património
da Humanidade
O
Centro Histórico do Porto constitui uma paisagem urbana
de grande valor estético que testemunha um desenvolvimento
urbano que remonta às épocas Romana, Medieval e dos
Almadas (século XVIII). A sua ocupação humana,
de acordo com o indiciado pelos vestígios arqueológicos
existentes, remonta ao século VIII A.C.
A riqueza e a diversidade da arquitectura civil do Centro Histórico
traduzem não só os valores culturais de épocas
sucessivas: Romana, Gótica, Renascentista, Barroca, Neoclássica
e Moderna como também a sua perfeita adaptação à estrutura
social e geográfica da cidade, apresentando, desta forma,
uma relação estável e coerente com o ambiente
urbano e natural.
O tecido social e institucional da cidade garante a sua existência
enquanto Centro Histórico habitado.
Tanto como cidade como realização do homem, o Centro
Histórico do Porto constitui uma obra prima do génio
criativo da humanidade. Interesses militares, comerciais, agrícolas
e demográficos, convergiram aqui para abrigar uma população
capaz de construir a cidade. O resultado é uma obra de arte única,
de elevado valor estético. É um trabalho colectivo,
que não foi realizado num determinado momento, mas o resultado
de sucessivas contribuições. Um dos aspectos mais
significativos da cidade do Porto, e em particular do seu Centro
Histórico, é o seu valor panorâmico, fruto
da complexidade do terreno, da articulação harmoniosa
das suas ruas e do diálogo com o rio. Apesar da variedade
de formas e materiais, o Centro Histórico do Porto conserva
uma unidade estética visual. A cidade traduz, com êxito,
uma interacção entre os ambientes social e geográfico.
O Porto oferece-nos uma valiosa lição de urbanismo.
As intervenções planificadas e não planificadas
dos diferentes períodos concentram-se nesta zona permitindo
o estudo da concepção urbana das cidades da Europa
Ocidental e Atlântico - Mediterrâneas, desde a Idade
Média até à Revolução Industrial.
As ruelas tortuosas adaptadas à topografia medieval, as
ruas rectilíneas e as pequenas praças da Renascença,
as ruas que desembocam nos monumentos barrocos, a profusão
de edifícios, aos quais foram sendo sucessivamente adicionados
novos andares, e as novas construções fazem deste
sítio um tecido urbano complexo.
TURISMO PORTO in www.visitporto.travel
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Concelho
de Póvoa do Varzim
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História:
A Cidade – Póvoa de Varzim é o nome da nossa
cidade. Explicá-lo representa uma aliciante viagem às
suas origens históricas ou mesmo pré-históricas
pelo que sou tentado, ao iniciá-la, a recorrer à fórmula
genesíaca: - No princípio...era a terra de VARAZIM,
ignoto Senhor que a possuiu em tempo não menos ignoto mas
com certeza posterior à romanização e lhe deu
o nome.
- Poveiros ilustres:
António Augusto da Rocha Peixoto; António dos Santos
Graça; Caetano Vasques Calafate; Eça de Queirós;
Elísio Martins da Nova; Flávio Gonçalves; Francisco
Gomes de Amorim; João Martins Areias (Patrão Sérgio);
José Rodrigues Maio (Cego do Maio); Manuel António
Ferreira (Patrão Lagoa); Tomé de Sousa;
- Etimologia:
Varzim deriva do vocábulo romano-lusitano Euracini. A transformação
foi-se operando ao longo dos séculos através de uma
série de fenómenos linguísticos. Segundo o investigador
da história local, Viriato Barbosa, Euracini "...era
o senhor ou proprietário do solo em que hoje está situada,
total ou parcialmente a Póvoa de Varzim".(1)
- Tradições:
A Quaresma, Páscoa e o Natal
- Artesanato:
Camisolas Poveiras; Tapetes de Beiriz; Tapetes de Trapo; Ouriversaria/Prataria;
Coisas do Mar; Trabalhos em Linho; Miniaturas de Embarcações.
MUSEUS
Museu Municipal de Etnografia e História
Encontra-se instalado num edifício brasonado da segunda
metade do século XVIII, classificado como Imóvel
de Interesse Público, conhecido por Solar dos Carneiros,
e que sofreu, ao longo dos anos, várias alterações
de estrutura e pormenor.
Fundado em 1937 pelo etnógrafo poveiro António
dos Santos Graça (1882-1956), este é um Museu com
especial valor etnográfico, possuindo uma grande colecção
sobre a original Comunidade Piscatória Poveira.
Rua Visconde de Azevedo, tel. 252 616 200
Museu Municipal
Terça-feira a Domingo 10h00/12h30 – 14h30/18h00
Pólo Museológico de S. Pedro de Rates
Adequando-se ao local e ambiente, este pólo do Museu
Municipal dedica-se à preservação e divulgação
da história, lenda, arte e arqueologia da Igreja Românica
de S. Pedro de Rates
Largo Conde D. Henrique
Tel. 252 957 034
Museu Municipal
Terça-feira a Domingo 09h30/13h00 – 14h00/17h30
Pólo Museológico da Cividade de Terroso
Este edifício dispõe de um pequeno auditório/sala
de projecções e uma área de recepção
onde se faz uma breve apresentação do espaço
da Cividade de Terroso, uma das mais importantes estações
arqueológicas da Cultura Castreja no Noroeste Peninsular.
Rua da Cividade de Terroso
Tel. 252 692 515
Museu Municipal
Terça-feira a Sábado 09h00/13h00 – 15h00/17h00
MONUMENTOS
Igreja Românica de Rates
(séc. XII/XIII - Monumento Nacional)
Este templo teve na sua origem uma capela modesta da época
da Reconquista que foi reedificada nos finais do séc.
XI, por iniciativa de D. Henrique e de D. Teresa. O edifício
condal conhece novos voos no tempo de D. Afonso Henriques, quando
se inicia a construção da actual igreja no séc.
XII, tendo as obras terminado um século mais tarde. É um
apreciável exemplo do estilo românico do nosso país.
De construção pesada, feita de granito, tem poucas
aberturas, uma delas, a rosácea, na parte superior da
fachada.
Pároco de S. Pedro de Rates
Mosteiro
4570 Rates
Tel: 252 951 236
Aberto ao culto diariamente – entrada gratuita
Pelourinho e Antigos Paços do Concelho de Rates
(séc. XVI - Monumento Nacional; Séc. XVIII)
Povoado antigo, nasceu e cresceu à sombra do Mosteiro
aí fundado pelo Conde D. Henrique, no ano de 1100. Renovado
o foral em 1517 por D. Manuel, manteve a sua independência
autárquica até à reforma administrativa
de 1836, sendo então integrado no concelho da Póvoa
de Varzim. A atestar o seu passado autónomo o Pelourinho
(Monumento Nacional) e os Antigos paços do Concelho (1755).
Pelourinho da Póvoa / Praça do Almada
(séc. XVI - Monumento Nacional; Séc. XIX)
É
constituído por uma coluna de pedra, assente sobre degraus,
tendo no alto do fuste a esfera armilar, emblema do Rei D. Manuel
I que renovou o foral à Póvoa de Varzim, em 1514, única
peça do primitivo pelourinho erigido naquele ano e reconstruído
em 1854.
Está implantado na Praça do Almada, zona nobre
por excelência, circundada por um conjunto arquitectónico
de elevado apuramento estético, onde ao granito que faz
a marcação da fachada se acrescentam os azulejos,
o ferro forjado...
Aqueduto
(séc. XVIII - Monumento Nacional)
Construção de 999 arcos que transportava a água
das nascentes de Terroso para o mosteiro de Santa Clara, em Vila
do Conde. Construído de 1705 a 1714, atravessa as freguesias
de Beiriz e Argivai.
Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição
(séc. XVIII - Imóvel de interesse Público)
Edificada no local onde outrora o existiu o «Forte de Torrão» (já referenciado
em 1685), a sua construção, que visava a defesa
dos ataques de pirataria, iniciou-se no reinado de D. Pedro II,
em 1701, mas só seria concluída com D. João
V, em 1740. Foi baptizada com o nome de Imaculada Conceição,
cuja imagem se venera numa pequena capela, de abóbada
de cantaria e retábulo de talha dourada.
Possui um traçado pentagonal, compõe-se de 4 baluartes
ligados pelas respectivas cortinas de muralhas.
Actualmente, é utilizado como quartel da Brigada Fiscal
da G.N.R., o que condiciona a visita ao seu interior.
Igreja Matriz
(séc. XVIII - Imóvel de interesse Público)
Construção iniciada em 1743 e terminada em 1757,
este é o templo mais antigo e significativo da cidade
e marca a consolidação do crescimento do povoado.
Esta igreja barroca ostenta, nos seus vários altares,
uma talha dourada «Rocaille» impressionantemente
rica.
Pároco da Matriz
Rua da Igreja, 28 – 1.º
4490-517 Póvoa de Varzim
Tel: 252 614 818
Aberto ao culto diariamente – entrada gratuita
Paços do Concelho
(séc. XVIII - Imóvel de interesse Público)
A sua construção marca na Póvoa de Varzim
a esclarecida reforma urbanística do Corregedor Francisco
de Almada e Mendonça.
A arcada da frontaria, desenhada em 1790/91 pelo Engenheiro francês
Reinaldo Oudinot, sugere a estrutura arquitectónica e
decorativa da Feitoria Inglesa do Porto. Foi inaugurado em 28
de Dezembro de 1807. Entre 1908/10 sofreu profundas obras de
ampliação e decoração orientadas
pelo etnólogo Rocha Peixoto e pelo pintor belga Joseph
Bialman: torre e azulejamento interior e exterior do edifício.
Durante o ano de 1988, o seu interior foi totalmente beneficiado
e reestruturado.
Capela de Nossa Senhora das Dores
(séc. XVIII - Imóvel de interesse Público)
Este templo de formato pentagonal e estilo barroco, ancorado
a nascente do largo, data dos finais do século XVIII,
embora só em 1866 tenha adquirido o aspecto actual com
a conclusão das 6 pequenas capelas circundantes.
Representadas por esculturas de tamanho natural, estão
aqui ilustradas seis dores de Nossa Senhora, estando a sétima
no próprio altar-mor.
Aberto ao culto diariamente – entrada gratuita
Arqueologia
Cividade de Terroso (Imóvel de Interesse Público)
Situa-se numa elevação com cerca de 153 m de altitude,
onde se regista um longo período de ocupação
(séc. VIII a.C. – séc. III d.C.) e que forneceu
já importantes elementos de estudo para a história
dos povos castrejos e da implantação romana. A
sua descoberta e escavação deu-se nos inícios
do século XX pela mão de Rocha Peixoto e, desde
1980, vêm-se realizando trabalhos arqueológicos
tendentes à sua escavação, estudo e valorização.
No Museu Municipal existe um “Núcleo de Arqueologia” onde
está em exposição o espólio mais
significativo desta estação arqueológica.
Monte de S. Félix
Este é o ponto mais elevado da Serra de Rates, 202 m
de altitude. Daí se pode admirar a poente, a planície
litoral com o oceano a emoldurar o horizonte e, a nascente, a
ondulada e verdejante região interior.
No sopé deste maravilhoso miradouro, encontra-se a igreja
de Nossa Senhora da Saúde e, no cume, moinhos, alguns
deles transformados em residência de férias, para
além da capela de São Félix e da Estalagem
do mesmo nome.
Campos de Masseira
Forma inteligente de aproveitamento das dunas onde, em pequenas
explorações, praticando-se uma cultura intensiva,
se obtêm excelentes produções hortícolas.
Na zona de Aguçadoura e Estela, os agricultores cavaram
a duna até próximo do nível freático
(lençol de água) - o que permite um grau de humidade
mais ou menos constante ao longo do ano - e modelam o campo em
forma de masseira ou gamela. Nos valados cultiva-se a vinha.
Com este rebaixamento de alguns metros consegue-se uma protecção
dos ventos marítimos, reforçada por sebes, de que
resulta um aumento térmico. Estes dois factores aliados
(humidade e temperatura) fazem com que funcionem como uma espécie
de estufa.
Local de Peregrinação
Beata Alexandrina de Balasar
Alexandrina Maria da Costa é natural de Balasar, onde
nasceu a 30 de Março de 1904 e aí faleceu, com
fama de santidade, a 13 de Outubro de 1955. É conhecida
em todo o país por “Santinha de Balasar” e
a sua beatificação ocorreu em 25 de Abril de 2004.
Durante a sua vida foram muitos os “peregrinos” que,
através de um contacto directo, testemunharam a sua bondade
e sabedoria cristã. Na actualidade, a romagem mantém-se,
agora para a Igreja Paroquial, local onde se encontra o seu túmulo,
e para a casa onde viveu.
Monumentos Escultóricos
Cego do Maio
Monumento, no Passeio Alegre, inaugurado em 1909 e construído
por iniciativa dos poveiros no Brasil. Homenagem ao heróico
pescador José Rodrigues Maio, que viveu em 1817 a 1884.
Salvou mais de uma centena de vidas em naufrágios, sendo-lhe
concedido, entre outros, o mais alto galardão - o colar
da Ordem da Torre e Espada - que lhe foi entregue pessoalmente
pelo Rei D. Luís.
Aos mortos da I Grande Guerra (1914-18)
Actualmente localizado na Praça Marquês de Pombal,
foi inaugurado na Praça do Almada, em 1933, de onde foi
transferido em 1944.
Este monumento todo em granito é da autoria do Arquitecto
Rogério Azevedo e foi executado por canteiros locais.
Cruzeiro da Independência
No Jardim do Mercado Municipal Dr. David Alves. Inaugurado em
1940 por iniciativa do Corpo Nacional de Escuta - Núcleo “ Cego
do Maio” da Póvoa de Varzim.
É
construído em granito com motivos escutistas. Foi desenhado
pelo Padre Aurélio Martins de Faria, desta cidade.
Eça de Queiroz
O grande romancista português nasceu nesta cidade, em
25 de Novembro de 1845, presumivelmente na Praça do Almada,
na casa que existiu antes daquela que hoje ostenta uma placa
de bronze, de Teixeira Lopes, alusiva ao acontecimento.
O monumento, de autoria do escultor Mestre Leopoldo de Almeida,
foi erigido em 1952, por subscrição dos poveiros
no Brasil.
Elísio da Nova
Monumento no Largo do mesmo nome inaugurado em 1963. Construído
por iniciativa do Clube Naval Povoense o seu autor é o
Arquitecto poveiro Rui Calafate. Nele foi colocada a efígie
do homenageado, em bronze, da autoria do Escultor Lagoa Henriques,
oferta do Ministério da Marinha e que figura, igualmente,
em todas as estações rádio-navais da marinha
portuguesa.
Elísio Martins da Nova foi telegrafista do caça
minas “Augusto de Castilho” tendo morrido no seu
posto, em combate contra um submarino, na guerra de 1914/18.
Nasceu nesta cidade em 28 de Agosto de 1896 e possuía
diversas condecorações.
Vasques Calafate
Na praceta em frente à Capitania do Porto.
Autor do projecto e da escultura, seu filho, arquitecto Rui Calafate.
Professor e jornalista poveiro, viveu de 1890 a 1963. Distinguiu-se
na Campanha para a conclusão das obras do porto de pesca.
Monumento construído por contribuição dos
pescadores poveiros, agradecidos, em 1965.
Marco Comemorativo do Milénio
Localizado numa placa central no ponto de união entre
a Avenida Mousinho de Albuquerque e o Largo das Dores. Foi inaugurado
em 25 de Março de 1973, 20 anos depois da data apropriada,
pois é comemorativo dos mil anos de vida documentada da
nossa terra: documento datado de 26 de Março de 953 – carta
de venda de “Villa de Comité” e de “Villa
Qintanela” feita por Flâmula Deo-Vota ao Mosteiro
de Guimarães, na qual se refere “Villa Euracini”,
futura Póvoa de Varzim.
Francisco Sá Carneiro
Na Praça Luís de Camões, foi erigida uma
estátua por um grupo de admiradores poveiros deste estadista
que foi Primeiro Ministro de Portugal desde 03 de Janeiro de
1980 até 04 de Dezembro do mesmo ano, data em que faleceu,
vitima de acidente de aviação.
O bronze é de autoria do escultor Gustavo Bastos. Inaugurou-se
em 6 de Dezembro de 1981.
À
s Gentes da Póvoa
Inaugurado a 15 de Setembro de 1995, este monumento da autoria
do escultor Rui Anahory pretende ser a representação
do concelho como um todo, uma unidade com as suas realidades
específicas e distintas: por um lado, o interior, rural,
e por outro, a faixa litoral de actividade piscatória.
Construído por iniciativa do Rotary Clube da Póvoa
de Varzim com a colaboração da Câmara Municipal.
S. Pedro
A escultura de Armando Coelho sofreu algumas vicissitudes. Durante
anos a imagem em gesso esteve no Museu Municipal, tendo a sua
passagem a bronze sido orientada por Ruy Anahory. Na noite
de 28 de Junho de 1996 (noitada de S. Pedro) foi, finalmente,
colocada onde melhor fica expressa a ligação
entre S. Pedro e os seus devotos poveiros – sobranceira
ao porto de pesca.
À
Peixeira
O monumento, inaugurado na noitada de S. Pedro de 1997, fica
sobranceiro à linha de água da enseada, no coração
da área portuária e evoca a lota do peixe, sendo
protagonizado por um grupo de mulheres em plena actividade. As
figuras ficam parcialmente adossadas a uma parede com a qual
se fundem, passando do baixo ao pleno relevo.
Este monumento da autoria de Jaime Azinheira homenageia a mulher
poveira. Ela sempre teve lugar preponderante na comunidade piscatória,
desenvolvendo actividades decorrentes da pesca, como a venda
do peixe e reparação das redes, para além
de outras diligências do quotidiano.
Dr. David Alves
A escultura da autoria de Margarida Santos foi inaugurada a
16 de Junho de 1999. Localiza-se no centro do antigo recinto
do mercado municipal, que foi por ele inaugurado em 31 de Janeiro
de 1904. A Póvoa presta assim homenagem a um grande autarca
que, com a sua visão arrojada, em muito contribuiu para
dar uma maior projecção urbanística à cidade.
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Concelho
de Resende
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A
apenas uma hora de distância do Porto, na margem Sul do rio
Douro, fica o concelho de Resende. Porta de entrada no Douro vinhateiro,
recentemente classificado Património da Humanidade, Resende
permite desfrutar de paisagens inesquecíveis. O relevo montanhoso
confere a esta região um carácter único, marcado
pelo percurso do rio e pela encosta do Montemuro. As estradas e
caminhos resgatam a memória de alguns dos mais belos recantos
de Portugal.
Aqui é possível encontrar ainda diversos vestígios
dos antigos habitantes da região, num período que
remonta à pré-história. Monumentos megalíticos,
belíssimas igrejas, imponentes solares, pontes e aldeias
serranas fazem de Resende um testemunho de grande valor arqueológico,
histórico, social. A natureza, o património, as
termas de Caldas de Aregos, o artesanato, o folclore e a gastronomia
constituem-se assim como os principais argumentos para uma visita.
O município de Resende é um dos maiores produtores
nacionais de cereja, e esta representa mesmo uma das mais importantes
fontes de rendimento da população. Uma gente hospitaleira
que continua a viver da terra e do que ela oferece, à custa
de muito trabalho.
Em Maio realiza-se o Festival da Cereja, numa mostra que pretende
trazer os forasteiros ao concelho, apresentando-lhes o precioso
fruto, sem esquecer a animação da música
popular, a boa comida e os bons vinhos da região do Douro.
As Caldas de Aregos são um dos espaços termais
mais reconhecidos, no Norte do país. As águas sulfúreas,
bicarbonatadas, sódicas e fluoretadas que aqui se captam
estão indicadas para o tratamento de doenças reumáticas,
dermatoses, problemas das vias respiratórias e afecções
ginecológicas. No século XII, D. Mafalda, rainha
de Portugal, mandou ali construir uma Albergaria, percursora
dos diversos balneários termais que se sucederam ao longo
dos tempos. O actual balneário foi integralmente reconstruído
na década de 1990.
Nas artes tradicionais destacam-se a olaria de barro negro,
a cestaria, a chapelaria, as rendas e os bordados.
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Concelho
de Santa Maria da Feira
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Santa
Maria da Feira – Um Palco de Experiências
Com uma oferta cultural diferenciadora ao longo de todo o ano,
Santa Maria da Feira assume-se como um verdadeiro “Palco
de Experiências”, onde o visitante é desafiado
a viver em pleno o espírito dos eventos e convidado a regressar
sempre que a cultura acontece.
A Viagem Medieval em Terra de Santa Maria, o Imaginarius – Festival
Internacional de Teatro de Rua e a Terra dos Sonhos são
três eventos culturais de referência, que potenciam
a oferta turística da Região Norte.
Santa Maria da Feira tem um dos mais belos e notáveis
castelos de Portugal e um centro de congressos de excelência
- o Europarque - que é também palco de uma extensa
e qualificada programação cultural anual.
Repletos de história e de memórias, os espaços
museológicos do concelho convidam a recuar no tempo e
a experienciar. É assim no Museu do Papel Terras de Santa
Maria, no Museu Convento dos Lóios e no Museu de Santa
Maria de Lamas. Autêntico museu vivo, o Zoo de Lourosa – Parque
Ornitológico proporciona uma viagem pelo mundo selvagem
das aves.
Apesar da proximidade a grandes centros urbanos, Santa Maria
da Feira conserva uma tranquilidade ímpar, que convida
a uma estadia mais prolongada. Nas Termas de S. Jorge, o visitante
encontra o refúgio ideal para cuidar do corpo e da mente.
Ritual imperdível é a degustação
da tradicional Fogaça, ex-líbris da gastronomia
regional e símbolo da secular Festa das Fogaceiras, a
mais emblemática festividade do concelho.
Seja bem-vindo a Santa Maria da Feira!
(...)
Museu Convento dos Lóios
O Museu Convento dos Lóios é um espaço
dedicado à História do concelho de Santa Maria
da Feira e da região. Reabriu as portas ao público
a 26 de Junho de 2009, depois de profundas obras de remodelação
e adaptação a museu municipal. Tem como missão
a salvaguarda, valorização e divulgação
de testemunhos e memórias do passado como herança
histórica e cultural, legados a gerações
futuras.
Praça Dr. Guilherme Alves Moreira
4520 Santa Maria da
Feira
Telefone + [351] 256 331 070
Fax + [351] 256 365 335
Criada a 5 de Fevereiro de 1938, a Biblioteca-Museu
Municipal de Vila da Feira foi inaugurada oficialmente a 20 de Janeiro
de 1940, dia da Festa das Fogaceiras. Em 1992, o Museu desobriga-se
da Biblioteca e é instalado no secular Convento dos Lóios.
Em 2000, com a criação da Rede Municipal de Museus
de Santa Maria da Feira, o Museu Municipal adquire um novo impulso,
passando a constituir um espaço de conteúdo municipal
e até regional, reabilitando o nome do edifício que
o acolheu, designando-se Museu Convento dos Lóios.
História do Convento dos Lóios
Os Condes Pereira obtêm autorização para fundar
uma casa religiosa na Feira, depois de uma petição
dirigida ao Capítulo Geral da Congregação de
S. João Evangelista, realizando-se, em 1560, a cerimónia
que marca o início da construção dos espaços
necessários para instalação dos primeiros Frades
Lóios. A 27 de Dezembro de 1566, o Santíssimo Sacramento
era transladado para a nova igreja adaptada a partir da antiga ermida
do Espírito Santo.
Em 1588, celebra-se com o mestre de pedraria, Jerónimo Luís,
o contrato para a construção deste conjunto conventual,
mas é a partir de 1618, depois de derrubada a obra velha,
que se ergue a edificação em várias fases de
construção desde a capela-mor, o transepto, as capelas
laterais até ao cruzeiro, que recebe a primeira pedra a 30
de Junho de 1625. Três anos depois, o chafariz do claustro
recebe a água que vem da fonte do castelo e se distribui
pelas “officinas da casa”.
Em 1697, o convento tem três dormitórios situados
a poente, nascente e sul que se desenvolvem em torno do claustro
quadrado com dezasseis arcos que vão sustentar, na parte
superior, janelas com varandins. Podia albergar até doze
cónegos, mas sempre aqui habitaram dez elementos, até à extinção
da congregação na sequência do decreto de 30
de Maio de 1834, subscrito por D. Pedro, Duque de Bragança
e Joaquim António de Aguiar.
A portaria de 13 de Setembro de 1836, da Repartição
dos Negócios da Fazenda, vai traçar o destino deste
edifício, colocando-o à disposição da
Câmara “para ali se estabelecerem as Administrações
Judiciais e Administrativas” do Concelho que vão ser
concretizadas em 1878, depois das obras de adaptação.
A 17 de Junho, é também inaugurado o Teatro D. Fernando
II, que vai ocupar o antigo refeitório dos frades e toda
a ala do sul do piso térreo, convertendo-se depois em sala
de cinema a funcionar até 1938, e adaptada nesta altura como
conservatória do registo civil e secretaria notarial. Em
1907, no primeiro piso da ala nascente, funciona a cadeia, que aí permanece
até 1944, data de construção de um edifício
para o efeito.
Nos anos quarenta do séc. XX, apesar dos protestos de alguns
esclarecidos feirenses, o edifício é completamente
remodelado para acolher repartições públicas,
conservatórias e Tribunal, mantendo-se até 1992, ano
em que o antigo Convento dos Lóios recebe o Museu Municipal,
iniciando-se um processo de renovação e adaptação às
novas funcionalidades museológicas. A 26 de Junho de 2009,
reabre ao público como um espaço dedicado à História
e à Cultura do Concelho e da região, assim designado
por Museu Convento dos Lóios.
Museu do Papel Terras de Santa Maria
Instalado num antigo engenho papeleiro fundado em 1822, a sua grande
marca identificadora reside no facto de ser um museu manufactureiro
e industrial em actividade, integrando um espaço de produção
manual de papel – antigo Engenho da Lourença – e
um espaço industrial – Casa da Máquina – onde
se mostra o processo de fabrico em contínuo.
Rua de Riomaior, 338
4535-301 Paços de Brandão
Portugal
T + [351] 22 744 29 47
F + [351] 22 745 99 32
www.museudopapel.org
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Concelho
de Santo Tirso
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Debruçado
sobre o rio Douro, o Porto é uma das mais antigas cidades
da Europa. Nasce e desenvolve-se durante a Idade Média,
a partir da margem norte do Rio Douro. Um dos aspectos mais significativos
do Porto e do centro histórico é o seu enquadramento
paisagístico, fruto da harmonia das suas linhas e da sua
estrutura urbanística, que constituem um conjunto de rara
beleza. A cidade foi classificada como Património da UNESCO
em 1996.
Descobrir o Porto é ir ao encontro de muitas surpresas.
Ao lado do carácter hospitaleiro e conservador há uma
cidade contemporânea e criativa. As marcas deste “saber
estar” sentem-se nas ruas, na arquitectura e nos monumentos,
nos museus, nos espaços de lazer, nas esplanadas e nas
zonas comerciais.
As características singulares do centro histórico
do Porto fizeram com que a UNESCO o classificasse de "Património
Cultural da Humanidade", em Dezembro de 1996. Para conhecer
as etapas da classificação, a área classificada
e protegida e descobrir a relação do património
mundial e artístico.
ÁREA CLASSIFICADA E ÁREA DE PROTECÇÃO
A classificação teve como objecto a área do
burgo medieval, limitada pelas muralhas do século XIV. Aí se
localizam os mais antigos edifícios da cidade, as suas típicas
ruas e alguns dos mais atractivos espaços públicos.
Dado que o desenvolvimento do Porto foi um processo acompanhado
de estreitas relações com a margem esquerda do
Rio Douro, a proposta de classificação inclui ainda
a emblemática Ponte D. Luis I, da autoria de um discípulo
de Gustavo Eiffel - Theophile Seyrig - e, o monumento que lhe
fica sobranceiro, o convento Agostinho Da Serra do Pilar.
A área de protecção coincide praticamente
com os antigos arrabaldes da cidade medieval, tanto do lado do
Porto, como de Vila Nova de Gaia. Esta última inclui a
encosta em anfiteatro, onde se implantam as caves do Vinho do
Porto. Da margem norte, fazem parte a velha freguesia de Miragaia,
a qualificada cintura setentrional, cuja renovação
se iniciou a partir do século XVIII, o arrabalde antigo
de Santo Ildefonso e a escarpa dos Guindas e das Fontainhas que,
em socalcos, desce até ao Rio Douro.
1- Sé Catedral
2- Paço Episcopal
3- Igreja de S. Lourenço ou dos Grilos
4- Torre da Rua de D. Pedro Pitões
5- Ruína Medieval da Casa da Câmara (erradamente
conhecida por Casa dos 24)
6- Oratório da Capela de S. Sebastião
7- Muralha Primitiva
8- Casa da Rua de D. Hugo nº5
9- Casa do beco dos Redemoínhos
10- Casa Museu de Guerra Junqueiro
11- Ccasa dos Freires de Andrade
12- Igreja de Nossa Senhora do Patrocínio (Antigo Recolhimento
do Ferro)
13- Muralha Fernandina
14- Casa do Ascensor dos Guindais
15- Igreja de Santa Clara
16- Palácio dos Condes de Azevedo
17- Recolhimento da Porta do Sol (ou Recolhimento de N.ª S.ª das
Dores e S. José das Meninas Desamparadas)
18- Capela dos Alfaiates ou de Nossa Senhora de Agosto
19- Edifício do Governo Civil (Antiga Casa Pia)
20- Teatro de S. João
21- Igreja da Ordem do Terço
22- Praça da Batalha
23- Monumento a D. Pedro V
24- Palácio da Batalha
25- Igreja de Santo Ildefonso
26-Igreja dos Congregados
27- Estação de S. Bento
28- Praça da Liberdade e Avenida dos Aliados
29- Monumento a D. Pedro IV
30- Câmara Municipal do Porto
31- Igreja da Trindade
32- Igreja dos Clérigos
33- Faculdade de Ciências (Antiga Academia Politécnica)
34- Igreja dos Terceiros do Carmo
35- Igreja dos Carmelitas
36- Instituto de Ciências Abel Salazar (Antiga Escola Médico-Cirúrgica)
37- Hospital de Santo António
38- Edifício da Cooperativa Árvore (Casa dos Albuquerques)
39- Passeio das Virtudes
40- Jardim da Cordoaria
41- Capela de S. José das Taipas
42- Antiga Cadeia da Relação
43- Igreja de S. Bento da Vitória
44- Edifício da Polícia Judiciária (Casa
de José Monteiro de Almeida)
45- Igreja de Nossa Senhora da Vitória
46- Casa da Rua de S. Miguel, n.º 4
47- Igreja da Misericórdia
48- Casa dos Cunha Pimentéis
49- Edificio da Antiga Companhia de Seguros Douro
50- Palacete de Belomonte (Casa dos Pacheco Pereira)
52- Palácio de S. João Novo
52- Palácio de S. João Novo
53- Igreja de S. João Novo
54- Igreja de S. Pedro de Miragaia
55- Palácio das Sereias
56- Alfândega do Porto
57- Hospital de São Francisco
58- Casa de Despacho da Ordem Terceira de São Francisco
59- Igreja dos Terceiros de São Francisco
60- Igreja de S. Francisco
61- Palácio da Bolsa
62- Instituto do Vinho do Porto
63- Mercado Ferreira Borges
64- Praça do Infante D. Henrique
65- Monumento ao Infante D. Henrique
66- Igreja de S. Nicolau
67- Casa da Rua da Reboleira, n.º 55
68- Casa da Rua da Reboleira, n.º 59
69- Capela de Nossa Senhora do Ó
70- Casa do Infante (ou da Alfândega Velha)
71- Feitoria Inglesa
72- Praça e Cais da Ribeira
73- Postigo do Carvão
74- Alminhas da Ponte
75- Pilares da Ponte Pênsil
76- Ponte de Luís I
77- Casa da Companhia Velha
78- Casa dos Sousa e Silva
79- Casa dos Constantinos
80- Casa dos Maias
81- Antigo Hospital de D.Lopo
82- Praça de D. João I
83- Torre da Rua de Baixo
84- Chafariz da Rua Escura
85- Fonte da Rua das Taipas
86- Chafariz do Anjo (Largo da Sé)
87- Chafariz das Virtudes
88- Chafariz da Colher
89- Fonte da Rua de S. João (Praça da Ribeira)
90- Antigo Restaurante Comercial
91- Casa de Arte Nova (Rua Galeria de Parisn.º 28)
92- Casa Arte Nova (Rua Cândido Reisn. 75, 79)
93- Capela Nossa Senhora da Silva
94- Casa Vincent
95- Casa Reis, Filhos
Descubra muito mais em: http://www.portoturismo.pt/
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Concelho
de Valongo
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A
criação do concelho de Valongo remonta ao ano de
1836 e ocorre no contexto da reforma administrativa do País,
compreendida no reinado de D. Maria II. Contudo, a ocupação
humana desta região é muito anterior à romanização.
Atendendo às características geo-morfológicas
do território do actual concelho, Valongo apresenta uma grande
riqueza geológica e paleontológica – factos que
têm interessado particularmente os meios universitários.
A sua evolução histórica enquadra-se, com maior
ou menor especificidade, no devir histórico da sua envolvente.
A pluralidade de espaços repartidos entre o vale e a serra,
a abundância de água garantida pelos cursos dos Rios
Leça e Ferreira e a riqueza do seu subsolo, terão facilitado
a fixação de povos desde épocas remotas. Vestígios
toponímicos como “Evanta”, “Monte da Mamoa”, “Mamoa
do Piolho” e outros, atestam a existência de monumentos
funerários inerentes à ocupação destas
zonas no período Neolítico.
Uma ocupação mais tardia corresponde às civilizações
castrejas da Idade do Ferro, localizadas nas Serras de Stª.
Justa e Pias. Estão aí referenciados três castros:
Alto do Castro; Castro de Pias e Castro de Couce. Povoados primitivos
posteriormente ocupados pelos Romanos. Os materiais romanos como
mós, tegulae e cerâmica são frequentes nestes
castros, locais muito próximos das jazidas minerais profundamente
exploradas em Valongo por este povo. É muito significativa
a ocupação romana desta área. Repare-se que
o próprio topónimo que a designa teve origem nas
palavras latinas Vallis Longus.
Sem constituir, pelos factos conhecidos, um núcleo populacional
importante do ponto de vista urbano, Valongo teria a sua importância
como centro mineiro, de onde saía ouro para o Império.
Estando, embora, afastado das principais vias mencionadas no Itinerário
de Antonino, servia, este centro, uma rede viária cuja criação
terá obedecido ao plano seguido por Augusto. Restam ainda
vestígios que permitiriam a detecção de dois
eixos principais que atravessariam o concelho: estrada Porto-Guimarães;
estrada Alfena-Valongo-Aguiar de Sousa/Penafiel.
É também nesta altura que se inicia uma implantação
habitacional de planície, mais ligada à exploração
agrícola, como meio de alimentar os grupos que não
trabalhavam no campo, como o exército, os administradores
das minas e os servos ou operários que nelas labutavam.
Abundam os vestígios materiais desta ocupação:
aras votivas e uma estela funerária, numerosos achados arqueológicos
e grande quantidade de poços e galerias, respiros e cortas
que se encontram na serra. Há ainda testemunhos seguros de
uma necrópole de incineração.
A queda de Roma marca o fim de um ciclo histórico, mas não
leva consigo os grandes contributos para sempre legados à civilização
ocidental. A romanização tinha feito emergir um novo
sistema económico-social, determinando uma nova organização
administrativa em tempos de ocupação e usufruto do
território, tendo introduzindo novas técnicas agrícolas – factores
que marcarão todo o desenvolvimento da vida económica
e social durante a Idade Média.
Não dispomos de dados que permitam traçar o perfil
individual do concelho de Valongo nos tempos que se seguiram às
invasões bárbaras. Os antecedentes onomásticos
do topónimo “Luriz” apontam para uma origem germânica.
Da presença muçulmana, sobrevivem topónimos
como “Moirama”, “Ilhar Mourisco” e “Alfena”.
É todavia inquestionável que se assista por estes séculos,
ainda que com reveses, à progressiva fixação
da mancha ocupacional nas terras baixas, nos vales férteis
dos Rios Ferrreira e Leça, com exploração fundeada
no casal como unidade económica de base. Formam-se povoados
como S. Lourenço de Asmes, Cabeda, Rua, Ferraria, Transleça
e Baguim, em Ermesinde e Alfena; e Malta, Susão, Valongo
de Cima, Balselhas e Vilar, em Valongo, Campo e Sobrado.
Todas estas povoações estão ligadas por uma
rede viária cada vez mais densa, entroncando nos dois grandes
eixos que atravessam o concelho e ligam Porto a Guimarães
e Porto a Vila Real. Valongo aparece então colocado na órbita
de influência de cidades tão importantes como o Porto
e Guimarães.
Pelas Inquirições Gerais de 1258 sabemos que o actual
concelho se repartia à data, entre o Julgado de Aguiar de
Sousa – que incluía S.Martinho de Campo e Sobrado, e
o Julgado da Maia, onde se incorporavam S.Vicente da Queimadela,
Valongo e S.Lourenço de Asmes.
Do ponto de vista económico-social, a terra, como base da
economia e do posicionamento social de cada um, constitui, neste
período, o elemento primordial de sobrevivência e de
poder. Na área do concelho, os grandes senhores da terra são
o Rei e o Clero – particularmente o Clero Regular. As parcelas
detidas pela Nobreza e outras instituições não
adquirem especial relevo. Em contrapartida, o número de terras
reguengas era significativo e a propriedade dos mosteiros beneditinos
(fundamentalmente) tinha uma forte implantação na zona.
Logo em 1062 o padroado da Igreja da Freguesia de Valongo é doado às
freiras do Mosteiro de S.Bento da Avé Maria, sucedendo a esta
doação muitas outras de terras privilegiadas. Com o
tempo, vários outros mosteiros são detentores de propriedades
e benefícios no concelho. Repartida a terra entre dois grandes
possidentes – sem ter constituído, no entanto, zona
patrimonial de nenhum senhor – a larga maioria da população
seria constituída por camponeses e rendeiros, agentes de uma
economia agro-pastoril. Todavia, é possível registar
desde cedo o exercício de outras actividades, como complemento
ou não da prática agrícola. Referências
a moinhos chamam a atenção para a importância
do aproveitamento económico dos cursos de água – actividade
que conhecerá um franco desenvolvimento com a introdução
do cultivo do milho graúdo a partir do final da centúria
de quinhentos. Encontram-se também alusões à profissão
de artífices como ferreiros, correeiros, sapateiros e outros.
E à profissão de almocreve, esta particularmente favorecida
pela situação geográfica de Valongo, como ponto
de ligação entre o litoral e o interior.
O aparecimento de novos povoados, o alargamento progressivo do
termo das povoações já existentes, a multiplicação
de capelas sufragâneas e o fraccionamento da propriedade, comprova
o notório crescimento demográfico desta região
ao longo dos séculos. Acompanha este aumento da população
um progressivo desenvolvimento de outros sectores de economia. A
indústria e o comércio, assentando inicialmente em
formas incipientes, adquirem uma forte expressão na economia.
A indústria panificadora tradicional é disso exemplo
excelente: as suas origens remontam à Baixa Idade Média,
mas conhece tal desenvolvimento o fabrico de pão de trigo,
que permitirá aos padeiros de Valongo alimentar toda a região
envolvente e com o produto do seu trabalho, contribuir decisivamente
para a construção da nova igreja, começada a
edificar pelos finais do século XVIII.
No dealbar do séc. XIX, Valongo vive as vicissitudes da presença
do invasor francês. Uma divisão instala-se em Valongo,
transforma a igreja em cavalariça e saqueia valores a particulares
e à igreja. Em 1832, o concelho é palco das Guerras
Liberais – Constitucionais e Miguelistas enfrentam-se na Batalha
da Ponte Ferreira. Em Ermesinde, o antigo Convento de Nª. Srª.
do Bom Despacho (Stª. Rita), torna-se hospital militar das forças
absolutistas e no adro da igreja são enterrados em vala
comum muitos dos que pareceram no Cerco do Porto.
Contudo, num plano mais geral, recrudescem os factores de desenvolvimento
que se vinham observando. É entre os finais do séc.
XVIII e os inícios do séc. XX que se constróem
as grandes casas de lavoura em todas as povoações cujo
cariz rural permanecerá por mais tempo. Adensa-se e multiplica-se
a rede viária dentro dos limites do concelho, que passa a
ser servido por transportes como o carro eléctrico e o comboio.
Sucede-se a abertura de estabelecimentos comerciais, com particular
relevo para a principal artéria de Valongo e outros locais
de Ermesinde. Os agregados populacionais alongam sucessivamente os
seus termos com a chegada contínua de gentes vindas do interior.
Assiste-se também à instalação de várias
indústrias. Por meados do séc. XIX, começa a
exploração sistemática de ardósia (uma
indústria tradicional com grandes implicações
ao nível social). Extrai-se ainda do subsolo antimónio,
volfrâmio e carvão.
Nos limites de Ermesinde implantam-se grandes fábricas como
a “Resineira”, a “Cerâmica” – “Empresa
Industrial de Ermesinde” e a “Têxtil de Sá”.
Outras nascerão noutras áreas do concelho. Com maiores
ou menores dimensões, adquirem relevo no concelho ramos da
indústria como a Metalomecânica, a Metalúrgica,
a Têxtil, a Construção Civil e Obras Públicas,
a Alimentar e as Madeiras e Mobiliário.
Freguesias como Campo e Sobrado conservam um maior pendor de ruralidade.
Domina o regime de minifúndio com produções
tradicionais – a vinha, o milho e as forragens, a que está ligada
a produção de leite. Têm surgido culturas novas
como a kiwicultura e a hortifloricultura. Valongo é hoje um
concelho empenhado em cumprir um desenvolvimento harmonioso e equilibrado.
O crescimento económico terá que conviver com a preservação
dos bens culturais e naturais. Uma dualidade que garantirá sempre
a qualidade de vida. |
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Concelho
de Vila do Conde
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Vila
do Conde, cidade e sede de Concelho do norte litoral de Portugal,
banhada pelo Atlântico e com o Rio Ave a sul, tem, nas suas
origens, referências milenares. Assim, visitar Vila do Conde, é conhecer
18 kms de praias, é usufruir da ruralidade das suas freguesias,
da hospitalidade das suas gentes, da beleza e imponência
da sua monumentalidade e da sua história, a par das suas
mais marcantes linhas contemporâneas, que a sua projecção
no futuro faz destacar.
Procurando dar a conhecer um pouco sobre Vila do Conde, disponibiliza-se,
nesta área, inúmera informação, para
que a sua estadia nesta cidade seja proveitosa e inesquecível.
Desta forma, pode obter inúmeros roteiros traçados
pela cidade e freguesias, onde são dados a conhecer todos
os elementos mais emblemáticos: o legado arqueológico,
a riqueza da monumentalidade, a marca da arquitectura contemporânea,
a variedade gastronómica, a tradição artesanal,
a beleza da paisagem, a fauna e a flora, as actividades culturais,
entre outros.
Preparou-se ainda uma exaustiva listagem de restauração
e hotelaria, com um leque variado de opções. Entre
turismo urbano, rural ou campismo, passeios a pé, de carro
ou bicicleta, muitas são as opções disponíveis,
para uma visita única, nesta cidade singular.
PATRIMÓNIO
Vila do Conde, cidade e concelho, é testemunho de uma
imensa riqueza sob o ponto de vista patrimonial. Desde os mais
remotos legados provenientes do período pré-histórico
até à arquitectura contemporânea, as evidências
materiais dessa vivência e dessa riqueza edificada estão
constantemente a cruzar-se com quem circula pelas ruas deste
concelho.
Para além da recuperação paisagística
e construção de novos elementos patrimoniais, a
recuperação, reabilitação e preservação
do património têm sido assumidas como importantes
linhas de actuação autárquica no que a esse
assunto se refere, procurando fomentar a descoberta e a fruição,
pelo público, desses espaços e memórias,
dotando-os, em inúmeros casos, das infra-estruturas necessárias,
de âmbito cientifico, cultural e recreativo, devolvendo-as à comunidade.
Assim, nesta página do sítio municipal, procurou-se
reunir os principais exemplos patrimoniais vilacondenses, alertando
para a sua protecção, recuperação
e divulgação, o que de resto deve ser a preocupação
de cada visitante, de cada cidadão, de cada munícipe.
Gastronomia
Em Vila do Conde, a gastronomia reflecte a sua situação geográfica
em relação ao mar e à rica região agrícola. É particularmente
apreciado o cabrito assado, a pescada à marinheiro e toda a variedade
de peixes e mariscos sempre frescos.
Os doces conventuais são uma tradição secular
em Vila do Conde. Os Conventos e Mosteiros foram, desde cedo, os grandes
impulsionadores destas tradições, e Vila do Conde é disso
exemplo, com os Mosteiros de Santa Clara ou Vairão. O Convento
de Santa Clara, onde a arte de doçaria atingiu o maior esmero
e perfeição, foi uma verdadeira escola. Entre diversas
especialidades, destacam-se os doces de ovos.
A rosca de pão doce ou rosca de folar de Páscoa é,
também, um doce tradicional de Vila do Conde, tradição
que ainda hoje se encontra enraizada nas freguesias de Labruge, Mindelo,
Modivas, Vila Chã e Vilar.
Na rota do Atlântico
A partir do limite norte de Vila do Conde, junto ao mar, propomos um revigorante
passeio, em que parte pode ser feito a pé e o restante de carro ou bicicleta.
Partindo da Travessa da Poça da Barca, e tomando a direcção
do sul, entra-se, naturalmente, na Avenida Infante D. Henrique, artéria
que margina o Atlântico em alargada extensão. Estamos em território
caxineiro, cuja população é constituída, maioritariamente,
por pescadores envolvidos na pesca artesanal local e costeira e de onde partiram
muitos homens para a pesca do bacalhau, na Terra Nova. Chegados à Igreja
de Nosso Senhor dos Navegantes, entremos no templo para uma visita. Desenhada
pelo arquitecto sacerdote Manuel Gonçalves, é dedicada ao protector
dos pescadores e marinheiros e foi construída no mesmo terreno onde se
localizou a primitiva igreja, inaugurada em 1928. São daí provenientes
as imagens que se encontram expostas na actual cripta. A paróquia das
Caxinas, instituída em 1944, pelo Arcebispo Primaz D. António Bento
Martins Júnior, celebra, em Agosto, festa grande em honra do seu padroeiro.
Voltemos novamente para junto do mar e continuemos passando pela Quinta propriedade
do Engº Carvalho, proprietário da Fábrica de Mindelo, unidade
fabril desactivada e que foi uma das maiores empresas de indústria têxtil
da região. Ladeia esta extensão de dunas, com uma área superior
a três campos de futebol, a Casa e o Bairro dos Pescadores, inaugurado,
este último, em 1944 e quase irreconhecível na primitiva configuração
das residências. Entramos agora na Avenida do Brasil, ainda junto ao oceano.
Um conjunto de ruas perpendiculares apontam o mar e a praia, sentido em que Bento
de Freitas fez caminhar a vila, entre elas, a anteriormente conhecida como rua
do Bairro Balnear e que tem hoje o nome daquele vilacondense. Foi nesta rua que
Sonya e Robert Delaunay fixaram residência, em 1915, e por cá estanciaram
cerca de um ano. Sigamos agora pela Avenida Sacadura Cabral, local onde habitou,
cerca de 50 anos, o vilacondense Joaquim Pacheco Neves. Escritor considerado,
deixou publicados dezenas de títulos que se distribuem pelo conto, romance,
novela, teatro. Foi um homem envolvido no progresso da sua terra, tendo ocupado,
ainda muito jovem, a presidência da Câmara Municipal. Foi ele o principal
mentor da construção do Cine-Teatro Neiva, casa de espectáculos
inaugurada a 13 de Setembro de 1947, pela tentativa de edificação
de uma creche, da Cozinha Económica, do Recreio Infantil, entre outras
iniciativas. Avancemos para o centro da localidade percorrendo as Avenidas João
Canavarro e 25 de Abril.
Chegamos à Praça S. João e ao Mercado
Municipal, onde todas as sextas- feiras tem lugar a concorrida
feira semanal. Seguindo no sentido norte, pela Rua 5
de Outubro, encontramos um discreto largo assinalado
pela majestade do Solar de S. Sebastião. Esta
casa adaptada para albergar o Centro de Memória
de Vila do Conde, foi propriedade da influente família
Figueiredo de Faria que a comprou, na segunda metade
do século XIX, aos descendentes dos Carneiro Rangel.
Aqui esteve instalada a Biblioteca Municipal de Vila
do Conde. Defronte, em empreitada de recuperação,
localiza-se o palácio urbano de feição
maneirista que pertenceu aos morgados de S. Bento, fundadores
da Capela dedicada ao Santo, existente na cidade. A data
da sua construção situa-se na primeira
metade do século XVII, tendo sido adquirida, em
1822, pelo ministro da rainha, José Manuel da
Costa e Silva e, posteriormente, passou por outros proprietários.
Do Largo de S. Sebastião, nome atribuído
pela localização da capela de invocação
do santo mártir, deslocada do terreno onde foi
construída a Igreja Matriz e, actualmente, instalada
no cemitério, entremos na Rua da Lapa.
Depois de passar o Aqueduto, deparamos com a grandiosa frontaria da Igreja
de Nossa Senhora da Lapa, templo de feição barroca, construído
sobre a capela de S. Bartolomeu, esta já existente na primeira metade
do século XVII. Na frontaria do templo, por cima do tímpano
destacam-se as imagens de S. Lourenço e S. Bartolomeu. O traçado
da igreja é atribuído a Nicolau Nasoni, arquitecto italiano
com vasta obra no Porto. A confraria de Nossa Senhora da Lapa mantém
o culto dos reis Magos, saindo a cavalo e trajados a rigor, em véspera
de Dia de Reis, três homens que percorrem a cidade.
Continuando no sentido nascente, procuremos a Capela
de S. Pedro, ermida de pequenas dimensões sita
no lugar de Formariz. A vila Fromarici aparece referenciada
na Carta de venda feita por Flâmula ao Mosteiro
de Guimarães, em 953, tendo sido anexada ao concelho
de Vila do Conde, que então começava a
constituir-se, na segunda metade do século XIX.
Procuremos a Avenida Capitão Carlos da Fonseca
e prossigamos no sentido poente. Entre esta artéria
e a antiga estação do caminho-de-ferro
situaram-se várias unidades fabris de real importância:
a Fábrica Rio Ave, a Portugália, a fábrica
de sabão, a Prazol, a Narfil, entre outras. Foi
também nesta zona da localidade, precisamente
na Avenida Bernardino Machado, que se construiu, em 1915,
o novo edifício da cadeia vilacondense. Esta curiosa
construção poligonal foi intervencionada
pela Câmara Municipal e acolhe, na actualidade,
o Centro de Ciência Viva. Continuemos, agora já vislumbrando
o rio e próximo à ponte rodoviária,
numa reentrância debruçada sobre o Ave admiremos
o monumento erguido em memória dos mortos da Primeira
Grande Guerra, inaugurado no ano de 1932.
Entremos agora na Avenida José Régio,
onde se localiza a casa do escritor. Nesta rua situava-se,
até aos anos 80 do século XX, grande parte
das casas comerciais e prestadoras de serviços
de Vila do Conde. Entremos na Travessa 5 de Outubro e
procuremos a Praça José Régio. A
estátua do escritor vilacondense domina o espaço
quadrilátero recentemente tornado disponível à população.
Subamos a escada que nos conduz à Casa de S. Roque,
edifício plurifuncional que acolhe uma galeria
de arte cinemática, uma livraria e uma residência
para estudantes universitários. Esta casa é hoje
propriedade municipal e pertenceu a António Mariz
Carneiro, cosmógrafo - mor do reino e autor de
dois regimentos: um da Carreira da Índia e outro
da carreira do Brasil.
Descendo a rua encontramo-nos com o rio. Estamos agora
no cais das Lavandeiras onde se perpetua, num conjunto
escultórico, a homenagem da cidade às rendilheiras.
O monumento foi inaugurado a 7 de novembro de 1993 e é da
autoria de Ilídio Fontes. Prossigamos na companhia
do Ave, admirando a requalificação da zona
ribeirinha na qual se inclui a réplica da nau
quinhentista que, acolhe uma proposta de musealização
da vida a bordo na época da Expansão Marítima.
Sigamos até à doquinha onde se espraia
a Praça D. João II, intervenção
recente, da autoria do escultor José Rodrigues
e que através de símbolos como os padrões,
as esferas, a sereia e a própria vegetação,
se procura evocar a participação desta
localidade nas aventuras navegatórias e prospectivas
em que Portugal esteve evolvido na época moderna.
Sigamos o rio até à foz dirigindo-nos para
a Avenida Marquês Sá da Bandeira.
Na sua fronteira norte, localiza-se o parque de jogos,
cuja ala sul foi requalificada há pouco tempo,
disponibilizando-se à população
o terreno anteriormente ocupado pela E.B. 2/3 Julio-Saul
Dias, dotado de equipamentos e meios para a prática
desportiva e proporcionando extensas áreas verdes.
A avenida onde agora nos encontramos fez parte do conceituado
Circuito Automóvel de Vila do Conde, onde decorriam
provas de competição nacional. Encaminhemo-nos
para a Capela de Nossa Senhora da Guia já quase
dentro do mar, velando pelos homens que nele se aventuram,
passando pelo Centro de Monitorização e
Interpretação Ambiente, equipamento instalado
na antiga Casa do Risco. Esta capela é a mais
antiga de Vila do Conde, remontando a sua primitiva construção
ao século X. Neste local, existiu um fortim de
defesa da barra, de invocação de S. Julião.
Atente-se, no seu interior, os azulejos figurados, colocados
no século XVIII e os caixotões de madeira
pintada do tecto. Contígua, a praia com o mesmo
nome, era uma das preferidas de Ruy Belo a cujo banheiro
chega mesmo a dedicar um poema. A seu lado ergue-se o
Forte de S. João Baptista, construção
do século XVII, fortaleza de defesa costeira que
hoje acolhe um hotel de charme. Destaque-se ainda, o
obelisco colocado nas imediações, em 1841,
lembrando que neste forte tentaram desembarcar as tropas
liberais comandadas por D. Pedro, mas que Sá Nogueira
não consentiu. Diz-se que, na feitura deste monumento,
foram utilizados elementos da ponte de pedra desmoronada
por uma cheia ocorrida em 1821.
Entremos na Avenida Brasil, redesenhada por Siza Vieira
no âmbito do projecto Polis e estendamos o corpo
e o espírito nestes longos areais mergulhados
em luz e no infinito.
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Concelho
de Gaia
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Vinho do Porto
O Vinho do Porto é um vinho licoroso, produzido na Região
Demarcada do Douro, sob condições peculiares derivadas
de factores naturais e de factores humanos. O processo de fabrico,
baseado na tradição, inclui a paragem da fermentação
do mosto pela adição de aguardente vínica
(benefício ou aguardentação), a lotação
de vinhos e o envelhecimento.
O Vinho do Porto distingue-se dos vinhos comuns pelas suas características
particulares: uma enorme diversidade de tipos em que surpreende
uma riqueza e intensidade de aroma incomparáveis, uma persistência
muito elevada quer de aroma quer de sabor, um teor alcoólico
elevado (geralmente compreendido entre os 19 e os 22% vol.), numa
vasta gama de doçuras e grande diversidade de cores. Existe
um conjunto de designações que possibilitam a identificação
dos diferentes tipos de Vinho do Porto. A cor dos diferentes tipos
de Vinho do Porto pode variar entre o retinto e o alourado-claro,
sendo possíveis todas as tonalidades intermédias
(tinto, tinto-alourado, alourado e alourado-claro). Os Vinhos do
Porto Branco apresentam tonalidades diversas (branco pálido,
branco palha e branco dourado), intimamente relacionadas com a
tecnologia de produção. Quando envelhecidos em casco,
durante muito anos, os vinhos brancos adquirem, por oxidação
natural, uma tonalidade alourada-claro semelhante à dos
vinhos tintos muito velhos. (...)
Património Religioso
Mosteiro da Serra do Pilar
Implantado no cimo de uma escarpa e dominando
toda a zona sobranceira ao Douro ergue-se o verdadeiro ex-libris
de Vila Nova de Gaia,
o Mosteiro da Serra do Pilar. Classificado pela Unesco como Património
Mundial desde 1996.
Frei Brás de Braga, de acordo com D João III e com
D. Fr. Baltazar Limpo, Bispo do Porto, decidiu fundar este novo
mosteiro, em 1537, para albergar os Cónegos Regrantes de
Santo Agostinho provenientes do Mosteiro de Grijó, à data
bastante degradado.
A Igreja, classificada como Monumento Nacional, realça-se
pela planta circular, coberta por uma imponente abóbada
hemisférica, rodeada por varandim e coroada por um lanternim.
No interior, salientam-se os trabalhos em talha dourada e dourada
e branca. Conserva um belo claustro, igualmente classificado como
Monumento Nacional, com abóbada circular com nervura central
apoiada em 36 colunas jónicas. Destaca-se ainda o seu "rendilhado" formado
por volutas, cartelas e pináculos. Este mosteiro maneirista é um
exemplar único em Portugal, visto que a igreja e o claustro
são de planta circular, modelo este proveniente da arquitectura
civil.
A sua localização geográfica foi crucial em
1809, aquando das invasões pelas tropas napoleónicas
e em 1832-33 enquanto base militar durante as lutas liberais. Elevado à categoria
de fortaleza foi convertido desde então em quartel de artilharia.
Do terraço fronteiriço poderá desfrutar de
excelentes vistas sobre o Rio Douro, a zona mais antiga da cidade
e os telhados das Caves do Vinho do Porto.
Largo de Aviz - Santa Marinha
4430-329 Vila Nova de Gaia
Visitas por marcação
Mosteiro de Grijó
O Mosteiro terá tido origem numa pequena igreja, fundada
no séc.X, sob a invocação de São Salvador.
A planta, de 1572, engloba a igreja, o claustro e sacristia. A
igreja foi concluída e benzida em 1626 e ocupa uma área
destacada no conjunto. De nave única com uma capela-mor,
possui ainda três capelas e um altar de cada lado.
Junto ao coro alto existe um órgão de tubos de finais
do século XVIII inícios do século XIX que
foi recentemente restaurado. No século XVIII, o seu interior
foi renovado. As artes decorativas do azulejo e da talha, características
do Barroco, preenchem o seu interior, com destaque para a capela-mor.
A fachada, que acusa influências flamengas, foi em 1998 enriquecida
com vitrais, da autoria do Mestre Júlio Resende, que representam
a Trindade e a Criação.
A sacristia é um vasto espaço quase quadrangular
com as paredes completamente revestidas a azulejo em tapete policromo.
No claustro destacam-se os painéis de azulejo, representando
os evangelistas e doutores da igreja e ao centro uma fonte do início
do século XVII. De realçar o túmulo, do séc.XIII,
de D. Rodrigo Sanches, feito em pedra ançã, classificado
como Monumento Nacional.
Lugar do Mosteiro
Grijó
Convento Corpus Christi
O Convento Corpus Christi foi construído primitivamente
junto ao rio no Séc. XIV. A Igreja conheceu uma degradação
gradual provocada pelas constantes cheias do Rio Douro, o que originou
a edificação, pelas freiras de S. Domingos, da actual
capela no séc. XVII. O mosteiro sofreu profundas alterações
nos séculos XVII e XVIII e foi extinto em 1834.
Salienta-se a riqueza e valor artístico da capela octogonal,
rematada por uma cúpula de pedra, com quatro altares laterais,
o côro-alto com o tecto formado por 49 caixotões decorados
com pinturas a óleo, e ainda o cadeiral, da primeira metade
do século XVII, com ricos trabalhos de ornamentação
nomeadamente volutas e máscaras.
Encontra-se aqui a arca tumular de Álvaro de Cernache, alferes
da bandeira da Ala dos Namorados na Batalha de Aljubarrota.
Hoje, o Convento de Corpus Christi, em local privilegiado junto
ao Cais de Gaia, é um equipamento municipal de intensa actividade
cultural.
Largo de Aljubarrota, 13
4400-012 Santa Marinha
Tel. 223 773 190 | Fax: 223 702 554
Visitas:
Galerias do Convento - 10h00 - 18h00 (Terça a Domingo)
Mosteiro de Pedroso
Mosteiro beneditino cuja fundação remonta ao século
XI. Situa-se na freguesia de Pedroso, a poucos quilómetros
do centro da cidade de Gaia.
Entre os séculos XI e XIV, assistiu-se a um engrandecimento
patrimonial deste Mosteiro, até que em pleno século
XVI o convento é extinto. A partir de 1759 a Igreja do Mosteiro
passou a servir de Matriz da Freguesia. Do românico inicial,
já perdido, restam um escudo na fachada lateral, uma pia
baptismal no interior e duas adoçadas à face interna
de corpo coberto (tipo nartex) que precede a entrada. Possui, também,
um brasão do séc. XVI e algumas imagens religiosas.
Largo do Mosteiro - Pedroso
Igreja de Santa Marinha
A Igreja de Santa Marinha, que terá sido em tempos uma
pequena ermida românica, foi alvo de restauros consecutivos
ao longo dos séculos XVII-XVIII. Em 1745 procede-se à reedificação
do corpo da igreja, cujo traço é da autoria de Nicolau
Nasoni. Está classificada de Imóvel de Interesse
Público desde 1974. Bom exemplar de arquitectura barroca é uma
igreja ampla, com bastante luz, de planta longitudinal e nave única
com lambril de azulejos em toda a área que se prolonga até à capela-mor.
O arco triunfal é sobrepojado por sanefa de talha e ladeado
por dois retábulos de talha dourada.
Na capela-mor e sobre o frontão triangular encontram-se
telas com moldura em talha, sendo a "Adoração
dos Reis Magos" a de melhor traço. Aspecto de destaque
será o retábulo joanino ricamente adornado com colunas
salomónicas, motivos vegetalistas e anjos.
A fachada principal é bastante despojada de ornamentação,
cuja torre de construção posterior data de 1894.
Largo Joaquim Magalhães
Centro Histórico
Santa Marinha
Caplea do Senhor da Pedra
A Capela do Senhor da Pedra localiza-se
num rochedo batido pelo mar, na praia de Miramar.
A sua edificação, a partir de uma planta centrada
de forma hexagonal, pela concepção arquitectónica,
poderá remontar ao século XVII, embora testemunhos
documentais apontem o século XVIII.
O seu interior possui três retábulos em talha policroma
e dourada de influência Rococó, e um púlpito
de madeira. De salientar a imagem do Senhor da Pedra - um Cristo
Crucificado.
O culto popular ao Senhor da Pedra manifesta-se através
da Romaria do Domingo da Santíssima Trindade e é considerada
uma das maiores e das mais carismáticas do concelho. No
entanto, são muitos os que visitam o local durante todo
o ano. A praia e a alameda do Senhor da Pedra são motivos
adicionais para visita e lazer.
Praia de Miramar - Gulpilhares
Capela do Bom Jesus
A Igreja do Bom Jesus de Gaia, também conhecida desde o
Séc.XIX por capela de Nª Sª da Bonança
fica situada na rua Viterbo de Campos, no Lugar do Castelo de Gaia.
Localizada numa povoação de remota antiguidade, confirmada
por escavações arqueológicas, trata-se de
uma igreja de antiga invocação, que sofreu obras
ao longo dos tempos, tendo sido alargada e ampliada várias
vezes desde a Idade-Média. A igreja compõe-se de
dois corpos simples, a que estão adossadas a sacristia a
sul e a torre sineira a norte. O corpo principal é separado
da capela-mor pelo arco triunfal, provavelmente refeito no séc.
XIX.
Rua Viterbo Campos
Lugar do Castelo
Santa Marinha
in:
Gaia Global
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