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Concelho de Amarante

Um destino óbvio

Quem viaja em busca de valores culturais ou de actividades de ar livre e de comunhão com a natureza, como o golfe, a caça, a pesca, ou desportos-aventura como a escalada ou o raft, mais tarde ou mais cedo acaba por fazer de Amarante um destino óbvio. E por construir a sua leitura pessoal da cidade: o religioso, o aristocrático, o peso da serra e do rio...

Lida de uma maneira ou outra, Amarante é uma verdadeira encruzilhada: a sua história, os seus monumentos, as suas tradições. E também uma placa giratória a proporcionar a descoberta das Terras de Basto, de Trás-os-Montes, do Douro, e, um pouco mais ao longe, mas facilitada pelas novas estradas, da própria cidade do Porto.

Descobrir Amarante, a cidade e o concelho, é uma aventura que apetece viver. Se é a natureza que chama, o destino é o rio Tâmega ou são as serras da Abobobeira e do Marão, oferecendo ambas paisagens de sonho e aldeias de gente afável, acolhedora, ricas de tradições e com uma arquitectura marcada de granito e xisto. Travanca do Monte ou Carvalho de Rei, na Aboboreira; Murgido ou Covelo do Monte, no Marão. Mesmo ao lado, é o Parque Natural do Alvão que convida.


Património
Se o apelo é do espírito, então o percurso é feito na cidade, rica de património histórico e cultural. Obrigatórias são as visitas ao mosteiro e igrejas de S. Gonçalo, S. Pedro e S. Domingos, aos museus Amadeo de Souza-Cardoso e de Arte Sacra. E a descoberta dos nomes grandes do concelho, como Amadeo de Souza-Cardoso, um dos maiores expoentes da pintura moderna, ou Teixeira de Pascoaes, que emprestou o seu génio à literatura. Depois, é também imperativo ver o Românico espalhado pelo município e admirar pórticos, arcos, tímpanos e capitéis com toda a sua ornamentação. Podem distinguir-se, em Amarante, dois núcleos de Românico bem diferenciados, um em cada margem do rio. Na margem direita, existem construções mais exuberantes, de que são bons exemplos os mosteiros de Travanca e Freixo de Baixo, as igrejas de Mancelos, Real, Telões e Gatão. Na margem esquerda, com menores recursos económicos e de matéria-prima, os monumentos são mais modestos, merecendo, ainda assim, visita as igrejas de Jazente e Lufrei e o mosteiro de Gondar.


Festas e Romarias

As festas e as romarias mantêm, em Amarante, o melhor da tradição popular e encerram muitas das referências identitárias das gentes do concelho. A título de exemplo, referem-se as que se realizam em honra de S. Gonçalo, no primeiro fim de semana de Junho; da Senhora de Moreira, em Ansiães, a 1000 metros de altitude, na primeira quinzena de Agosto; da Senhora do Vau, em Gatão, a 15 do mesmo mês; da Senhora do Leite, em S. Gens, Freixo de Cima, no primeiro fim-de-semana de Setembro.

Em matéria de gastronomia, em Amarante há que estar atento às carnes, sobretudo à vitela e ao cabrito, mas também ao bacalhau que aqui ganhou nome feito à Zé da Calçada ou à Custódia. E ao vinho verde, que, no concelho, encontra condições únicas de maturação.

A doçaria, sobretudo a conventual, com origem no Convento de Santa Clara, é também uma das referências de Amarante. A oferta é variada: papos d'anjo, foguetes, brisas do Tâmega, lérias...

Por tudo isto, Amarante é, cada vez mais, um destino óbvio.

São inúmeros, em Amarante, os motivos que podem despertar o seu interesse e merecer uma visita: do património ambiental ao construído, de sítios associados à identidade e cultura locais.

in: http://www.amarante.pt/

 
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Concelho de Arouca
Locais a Visitar

Serra da Freita
Faz parte do Maciço de Gralheira, juntamente com a Serra da Arada (1057 m.) e do Arestal (830 m.), ultrapassando alguns dos seus cumes os 1000 m. de altitude. Ao longo da sua vasta extensão, para além de muitos outros atractivos, pode deparar-se com a Fecha da Mizarela, a secular capela da Sra. da Lage, o fenómeno único das Pedras Parideiras, a Portela da Anta e algumas das aldeias mais características da região, como a Castanheira, Cabreiros e Cando.(...)


Frecha da Mizarela
Queda de água no Rio Caima, com mais de 60 m. de altura. Pode ser observada de um miradouro junto ao lugar da Castanheira, no lado oposto da encosta.


Pedras Parideiras
Fenómeno de granitização único no país e raríssimo no mundo inteiro. Trata-se de um afloramento granítico que tem incrustados nódulos envolvidos por uma capa de biotite em forma de disco biconvexo os quais, por efeito da erosão, se soltam da pedra-mãe - daí a denominação de "parideiras" - Situa-se em plena Serra da Freita, nas imediações do lugar da Castanheira.


Aldeias Tradicionais
Aldeias plenas de rusticidade, carregadas de tradição e de história, perdem-se, aqui e além, no meio das paisagens deslumbrantes das serras de Arouca, constituindo um encanto para a vista e um bálsamo para o espírito.

Mosteiro de Arouca
Segundo a documentação existente, o antigo mosteiro de S. Pedro data do séc. X. No ano de 1210 o Mosteiro de Arouca é legado a D. Mafalda, por seu pai, D. Sancho I, Rei de Portugal. No entanto, o início do seu padroado ocorre apenas em 1217 ou mesmo 1220. Embora nos seus primórdios a regra adoptada no Mosteiro tenha sido a da Ordem de S. Bento, no início do séc. XII viria a ser adoptada a da Ordem de Cister, que se manteria até aos finais do séc. XIX.
Nos sécs. XV e XVI foram realizadas diversas obras de reconstrução e ampliação do Mosteiro, datando o imponente edifício, tal como vemos hoje, dos sécs. XVII e XVIII.
Os espaços mais notáveis de todo o conjunto são a Igreja, o Coro das Freiras, os Claustros, o Refeitório e a Cozinha. Merece referência especial o magnífico Museu de Arte Sacra que nele se alberga - um dos melhores, no seu género, em toda a Península Ibérica -, no qual, para além de múltiplos objectos de culto, paramentos, peças de mobiliário, manuscritos litúrgicos, se podem encontrar peças raríssimas nas artes da escultura, pintura, tapeçaria, ourivesaria, etc.
O Mosteiro de Arouca foi classificado como Monumento Nacional pelo decreto de 16-06-1910. Z.E.P., D.G. 2.ª Série, n.º 164 de 15-07-1960. Está sob a responsabilidade do Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico.

Monte da Senhora da Mó
Segundo a documentação existente, o antigo mosteiro de S. Pedro data do séc. X. No ano de 1210 o Mosteiro de Arouca é legado a D. Mafalda, por seu pai, D. Sancho I, Rei de Portugal. No entanto, o início do seu padroado ocorre apenas em 1217 ou mesmo 1220. Embora nos seus primórdios a regra adoptada no Mosteiro tenha sido a da Ordem de S. Bento, no início do séc. XII viria a ser adoptada a da Ordem de Cister, que se manteria até aos finais do séc. XIX.
Nos sécs. XV e XVI foram realizadas diversas obras de reconstrução e ampliação do Mosteiro, datando o imponente edifício, tal como vemos hoje, dos sécs. XVII e XVIII.
Os espaços mais notáveis de todo o conjunto são a Igreja, o Coro das Freiras, os Claustros, o Refeitório e a Cozinha. Merece referência especial o magnífico Museu de Arte Sacra que nele se alberga - um dos melhores, no seu género, em toda a Península Ibérica -, no qual, para além de múltiplos objectos de culto, paramentos, peças de mobiliário, manuscritos litúrgicos, se podem encontrar peças raríssimas nas artes da escultura, pintura, tapeçaria, ourivesaria, etc.
O Mosteiro de Arouca foi classificado como Monumento Nacional pelo decreto de 16-06-1910. Z.E.P., D.G. 2.ª Série, n.º 164 de 15-07-1960. Está sob a responsabilidade do Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico.


Igreja de Urrô
(...)

Carreira dos Moinhos
(...)

Ponte do Rio Paiva
A conhecida ponte de Alvarenga terá começado a ser construída por volta do ano de 1770, ficando concluída em 1791. É composta por 3 arcos: o arco principal com 7 m. de vão, e dois arcos pequenos, ambos do lado direito (do lado de Alvarenga). Tem a altura de 22 m. Até à superfície da água e 4.8 m. de largura. Dista do lugar de Trancoso, em Alvarenga, 4 km.


Memorial de Santo António
(...)

Capela da Misericórdia
(...)

Pelourinho de Cabeçais
(...)

Torre dos Mouros
(...)

Trilobites
(...)

Pelourinho de Alvarenga
(...)


Calvário
(...)




 
 
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Concelho de Baião
Monumentos



1. Dólmen de Chã de Parada

(Outras designações: Anta de Chã de Parada; Dólmen da Fonte do Mel; Casa da Moura de S. João de Ovil; Casa dos Mouros)

Classificação: Monumento Nacional

Localização: Serra da Aboboreira, Freguesia de S. João de Ovil

Nota descritiva histórico – artística:

Construído durante a primeira metade do III milénio a. C., este monumento funerário pré-histórico faz parte de um conjunto de quatro outros exemplares pertencentes à denominada Necrópole megalítica da Serra da Aboboreira. A mamoa encontra-se inserta num tumuli de terra, com cerca de 25 m de diâmetro, e apresenta-se revestida por material pétreo. A câmara, de planta poligonal, é constituída por oito esteios laterais e um de cobertura, este último de consideráveis dimensões. De planta sub-rectangular, o corredor é relativamente curto, com cerca de 3,70 m de comprimento. Uma das particularidades desta mamoa reside na presença de um conjunto de pinturas nos seus esteios, todas elas executadas a vermelho, compreendendo motivos esteliformes e circulares, além de um sub-rectangular de base trapezoidal e apêndice lateral encurvado.

[ Fonte: Ministério da Cultura IPPAR, A Martins]

2. Pelourinho da Teixeira

(Outras designações: Pelourinho da Rua )


Classificação: Imóvel de Interesse Público

Localização: Freguesia da Teixeira

Este monumento assinala o antigo concelho da Teixeira ( com foral de D. Manuel de 1514), integrado no concelho de Baião, por ocasião da reforma liberal das administrações municipais..

3. Igreja de Ermelo


Classificação: Imóvel de Interesse Público

Localização: Freguesia de Ancede, Lugar de Ermelo.

Nota descritiva histórico - artística:

A Igreja Românica, de três naves, com uma belíssima janela gótica, integrava o antigo Mosteiro de Santa Maria de Ermelo, anterior à nacionalidade, do qual se destaca a Igreja Românica, de três naves, (Alguns historiadores defendem que a primeira construção seria anterior à invasão mourisca, ou seja, ainda dos tempos da dominação visigótica).

4. Casa de Penalva

(Outras designações: Solar dos Azeredos Pinto )

Classificação: Imóvel de Interesse Público

Localização: Freguesia de Ancede, Lugar de Penalva

Nota descritiva histórico – artística:

A documentação existente, estudada e divulgada pelo proprietário (AZEREDO, 1938), permite acompanhar a evolução da casa de Penalva, que constitui um bom exemplo das sucessivas campanhas arquitectónicas de que muitos edifícios foram objecto, ao longo dos séculos, conservando, no entanto, o equilíbrio e as linhas de força que mais caracterizam o imóvel (AZEVEDO, 1969, pp. 15-17).

Foi primeiro senhor de Penalva, António de Azeredo Pinto, que veio de Mesão Frio para se instalar em Baião, no primeiro quartel do século XVII, remontando a esta época as zonas mais antigas da casa (AZEREDO, 1938, p. 71; IDEM, 1914).

Assim, e partindo de um primeiro núcleo seiscentista, que corresponde às actuais zonas de serviços, a Casa de Penalva foi ampliada em 1738, construindo-se, nessa época, parte da actual fachada. As obras deste período ficaram a dever-se à iniciativa de Francisco José de Azeredo e Melo, prolongando-se, muito possivelmente até á segunda metade do século. Foi, no entanto, entre 1870 e 1871 que a planta do imóvel passou a desenhar um L, com alçado principal longo e oratório numa das extremidades. Na verdade, a capela primitiva, dedicada a Santa Bárbara e edificada em 1640, encontrava-se afastada da casa, tendo sido demolida em 1900 por ameaçar ruína. Sobreveio-lhe, apenas, o lintel da porta com uma inscrição referente à sua fundação, que passou integrar a capela edificada em 1870, no interior da casa, e que viria a ser reconstruída em 1933 (IDEM, p. 72), ganhando, então, um maior destaque no prolongamento da fachada. Esta, voltada para o jardim, desenvolve-se em dois registos, com vãos rectangulares no primeiro e janelas de guilhotina, com molduras recortadas no segundo. Destacam-se as centrais pelo lintel coroado por volutas e medalhão central. O ritmo destes vãos converge para a porta, de moldura recortada e encimada pela pedra de armas dos Azeredo e Pinto, implantado já ao nível do frontão triangular que a empena desenha. A capela, com portal e óculo quadrilobado profusamente decorados e recortados, termina num frontão triangular de lanços contracurvados, com fogaréus no prolongamento dos cunhais.

( Fonte: IPPAR, Rosário Carvalho)

5. Casa do Arcouce

Classificação: Imóvel de Interesse Público

Localização: Freguesia de Loivos do Monte, com acesso pela E.N. n.º 321

Nota descritiva histórico – artística:

Composta por volumes diferenciados que desenham um L aberto para um vasto terreiro antecedido por portal ameado, a Casa de Arcouce é bem um exemplo das diversas intervenções que os edifícios habitacionais são objecto ao longo dos séculos, e que transformam a sua arquitectura, adaptando os imóveis às necessidades dos sucessivos proprietários.

A mais antiga referência sobre a Casa remonta a 1612, sabendo-se que aqui faleceu, em 1659, António Jorge Gomes, o primeiro senhor de Arcouce de que há notícia (SILVA, 1958,p.285).

O imóvel que hoje conhecemos é, muito possivelmente, uma construção mais tardia, já do final do século XVIII ou inícios do XIX, integrando e recuperando a casa anterior. Na verdade, só a partir do nascimento de Francisco Carlos de Azeredo Pinto e Melo, em 1790, é que encontramos as famílias presentes da pedra de armas da fachada, facto que deverá indiciar uma campanha de obras de maior vulto. Em todo o caso, é difícil determinar com exactidão os trabalhos e respectiva cronologia, uma vez que a documentação apenas refere as campanhas arquitectónicas mais próximas. É o caso da capela, dedicada a Santo António e mandada erguer, em 1814, por D. Rosa Joaquina de Freitas, herdeira da propriedade, e viúva de António de Azeredo de Araújo e Melo, falecido em 1800 (IDEM, p. 286). Mais recentemente, já no século XX, Francisco Carlos de Azeredo Pinto e Melo e Leme, nascido nesta Casa a 6 de Outubro de 1900, introduziu novas alterações, recuando a capela.

A entrada principal efectua-se através da fachada que faz ângulo com o frontispício do templo, e ao qual se acede através das escadas de lanço único, com guarda de volutas. A porta é de verga recta, e ao lado abre-se uma janela de avental trabalhado. Entre ambas, o brasão da família ocupa um lugar de destaque: trata-se de um escudo esquartelado, no 1º quartel, Azeredos; no 2º, Pintos; no 3º, Araújos; e no 4º, Melos. A capela, tal como a casa, apresenta pilastras nos cunhais, encimadas por pináculos. O portal é abatido, abrindo-se na zona superior do alçado, que termina em empena, um óculo quadrilobado. Nas restantes fachadas, com vãos simétricos e de linhas rectas com aventais trabalhados ao nível do andar nobre, merece especial referência o corpo ameado, e o alçado que se abre a Norte, com varanda alpendrada sustentada por colunas torsas.

( Fonte: IPPAR, Rosário Carvalho)

6. Convento de Ancede

(Outras designações: Mosteiro de Santo André de Ancede)

Classificação: Em vias de Classificação (com Despacho de Abertura), considerado todo o conjunto que inclui a Igreja Matriz, Capela do Bom Despacho e Quinta.

Localização: Freguesia de Ancede

Nota descritiva histórico – cultural:

O Convento de Santo André de Ancede, foi primeiro da Ordem de Santo Agostinho e, mais tarde, da dos Dominicanos, igualmente anterior à invasão mourisca, ou pelo menos coevo da fundação da nacionalidade - pois veio a obter Carta de Couto de D. Afonso Henriques, em 1141. A ele encontra-se anexa a actual Igreja Matriz, de três naves ( 1689), que, além do seu indiscutível valor arquitectónico, contém um precioso núcleo museológico de arte sacra, onde se incluem, para além de valiosas peças de paramentaria, uma Custódia (semelhante à que se diz ter saído das mãos de Gil Vicente), várias Cruzes Processionais e um Cofre com a cabeça do «frade santo», tudo em prata, e, ainda, pinturas inspiradas na Escola de Grão-Vasco, com relevo para o tríptico, e notáveis exemplares de estatuária religiosa.

De notar que as construções actualmente existentes correspondem ao período dominicano, depois de o mosteiro ter sido anexado, em 1560, ao Convento de S. Domingos de Lisboa e reflectem, pela sua riqueza, para além da importância cultural e religiosa o seu poder económico, derivado do extenso número de propriedades que possuíam em várias regiões do Norte do país e, sobretudo, dos lucros da venda do vinho ( O início da construção da actual Adega e dos Celeiros data de 1753).

Acrescem a este acervo patrimonial os inconfundíveis conjuntos escultóricos com verdadeiras representações cénicas da vida de Cristo, ao jeito do estilo barroco, segundo a devoção do Rosário divulgada pelos Dominicanos, na Capela do Bom Despacho (1731), erigida no Adro da mesma Igreja.

7. Igreja Paroquial de Valadares

Classificação: Em vias de classificação (com Despacho de Abertura)

Localização: Freguesia de Valadares

Nota descritiva histórico – artística:

A Igreja Românica de Valadares, antigo local de passagem dos peregrinos de Santiago integra algumas características arquitectónicas interessantes, desde o seu pórtico principal até à cachorrada de tipo românico que circunda a capela – mor, mas o que lhe confere especial motivo de interesse, são as pinturas a fresco, do séc. XV, caracterizadas pela sua raridade.

8. Casa da Cocheca

Classificação: Em Vias de Classificação (Homologado -Imóvel de Interesse Público)

Localização: Freguesia de Mesquinhata

Nota descritiva histórico – artística:

Embora o edifício actual, com um bonito alçado principal e uma imponente pedra de armas, seja uma reconstrução dos princípios do século XVIII, quando a capela (datada do Séc. XVII) foi anexada ao solar, há notícias de que a primitiva casa, com a sua quinta, esteve aforada ao Convento de Salzedas, no século XVI.

Para além da magnífica paisagem envolvente, nas proximidades do rio Douro, o belo conjunto de edifícios convida também a uma visita pela mostra permanente de artesanato, vinhos e outros produtos regionais, num agradável espaço da antiga adega.

9. Casa de Agrelos

Classificação: Em Vias de Classificação (Homologado - Imóvel de Interesse Público, incluindo Capela, terraço com balaustrada e jardim de buxo

Localização: Freguesia de Santa Cruz do Douro

Nota descritiva histórico – artística:

Implantada numa plataforma elevada em relação ao resto da propriedade, e parcialmente delimitada por uma balaustrada de granito, aberta por escadarias de acesso às cotas inferiores, a Casa de Agrelos destaca-se pela torre neoclássica que se ergue a meio de um corpo residencial setecentista.

Parece certo que existia um edifício no século XVII, ideia que se confirma pela data de 1612, inscrita no interior do imóvel, e que este foi objecto de uma remodelação e ampliação na centúria seguinte, muito possivelmente, já na segunda metade (AZEREDO, 1938, p. 117). Na verdade, os elementos decorativos que encontramos nas molduras dos vãos da fachada principal são já rocaille, e a capela exibe uma inscrição que faz remontar a sua edificação a 1764, o que ajuda a balizar a cronologia desta campanha de obras.

O corpo setecentista, baixo e de dois pisos, apresenta fachadas depuradas e pouco simétricas, à excepção da principal, com duas janelas de guilhotina de cada lado da torre. Esta, é uma edificação mais recente, datada de 1855 (segundo inscrição), e que se integra numa nova campanha, também responsável pela remodelação da capela, alguns anos mais tarde, em 1867 (de acordo com a inscrição já referida). A torre, que se ergue muito acima dos restantes volumes da casa, é o elemento de maior erudição do conjunto, denotando, no seu desenho neoclássico, a influência da arquitectura inglesa portuense. No alçado correspondente à fachada principal do imóvel, apresenta cantaria aparente, e é aberta por uma porta em arco de volta perfeita, a que se segue uma janela de guilhotina e uma outra de sacada, sendo rematada um frontão triangular em cujo tímpano se inscrevem as armas do "fidalgo cavaleiro da casa real e morgado de campello" que mandou construir a torre, ou seja, António Ferreira Cabral Paes do Amaral (AZEVEDO, 1969, p. 106). Originalmente, a propriedade pertencia à família Peixoto, tendo passado, por doação, para a posse dos Ferreira Cabrais, oriundos de Penaventosa, que aqui se instalaram no final de Setecentos (AZEREDO, 1938, p. 117).

Apesar da construção tardia, a torre da Casa de Agrelos é um exemplo da manutenção e aceitação, na arquitectura civil, de um elemento que remonta ao período medieval, mas que soube adaptar-se e integrar-se nas diferentes épocas e linguagens arquitectónicas, sendo recuperado quando existia ou sendo introduzido quando não havia vestígios conhecidos, como era o caso de Agrelos ((AZEVEDO, 1969, p. 60).

( Fonte: IPPAR, Rosário Carvalho)

 
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Concelho de Castelo de Paiva

Turismo

Visite-nos, e apaixone-se!!!
Numa visita ao longo do território paivense não faltam motivos de interesse e o sector do turismo é uma aposta a ter em conta na governação municipal.

Deste concelho se diz que é um oásis de ternura. De panorâmicas deslumbrantes, desde o Monte de S. Gens, em Sardoura, ao Monte de S. Domingos, às águas cantantes e puras do Rio Paiva, das praias fluviais, aos vinhedos das quintas, das margens do Douro, aos lugarejos típicos e preservados do nosso interior, são itinerários que dão ao visitante ar puro, descanso ao corpo e paz de espírito.

A Igreja de Real, com os seus magníficos tectos pintados e as esculturas existentes no seu adro, bem como a Capela no Monte de Stº Adrião ou o Monte de S. Domingos, com a sua capela e monumental carrilhão, onde a vista sobre o Douro é deslumbrante, merecendo obrigatória visita, são referências que marcam as potencialidades turísticas do concelho.

O território de Castelo de Paiva é recortado por abundantes rios e riachos que jorram dos alcantilados montes, fecundando o solo dos extensos vales, sendo pois, esta uma das razões que fez fixar nesta região antigas civilizações. Destacam-se, por ordem de grandiosidade, os rios Douro, Paiva, Arda e o Sardoura.



O Rio Douro, que banha cinco das nove freguesias do concelho, corre por entre ravinas alcantiladas, em paisagens de sonho e, por vezes, entre batelões e frágeis embarcações de pescadores locais, um barco rabelo surge, como que perdido nas brumas do tempo, recordando os tempos difíceis do transporte do " vinho fino " desde a Régua até aos cais de Vila Nova de Gaia.

Por iniciativa municipal e do IDTM foram construídos Cais de Acostagem nas zonas ribeirinhas do Douro, nos lugares do Castelo (Fornos), Midões (Raiva) e Concas (Pedorido), locais servidos por concorridas praias fluviais, que também existem no Paiva, em Várzea (Bairros) e Ratão (Fornos), sítios onde a tranquilidade apetece a usufruir para sempre.

Quintas senhoriais, onde se produz o melhor verde tinto do mundo, salpicam a paisagem, muitas delas contemplando o rio, agora transformado em roteiro turístico de excelência, tal o número de barcos de cruzeiro, com serviços de grande qualidade, que sulcam as suas águas.

Rio de Montanha, o Paiva, de águas puras e cristalinas, é o paraíso para pescadores e para os entusiastas da canoagem (águas bravas), é ainda possível retemperar forças, apreciar a quietude e a natureza, bem como observar lontras a nadar despreocupadamente.
Em pequenas praias fluviais, beneficiadas pela intervenção camarária e dotadas de cais de acostagem para barcos de recreio, o rio convida a um refrescante mergulho e na zona do Castelo, na confluência do Paiva com o Douro, localiza-se uma ilhota, património municipal, onde recentemente foi descoberto a estrutura de uma antiga ermida do século XV. No meio do rio, a ilha permanece de sentinela ao tráfico fluvial e desperta os jovens para a prática dos desportos náuticos ou mesmo para um animado acampamento em período estival.



Neste local, de espectacular enquadramento paisagístico, onde a edilidade paivense construiu uma funcional área de lazer, marina, balneários e piscina descoberta, barqueiros simpáticos, experientes, proporcionam agradáveis passeios em embarcações típicas e tradicionais e contam histórias de arrepiar e lendas de mouras encantadas e tesouros perdidos na profundeza do rio.

Por todo o lado, neste território que a cada momento apetece descobrir, procurado pelos amantes de todo-o-terreno, o verde destaca-se, cobre a montanha e dá-lhe vida. Em toda esta envolvência serena, a natureza, num louvor supremo, concebeu um vinho verde sublime, um dos melhores da região demarcada, evidenciando-se o ambiente vivido em torno deste sector agrícola, de extrema importância na economia do concelho.
Para além do Hotel Rural Casa de S. Pedro, com 12 quartos, um moderno hotel integrado num espaço agrícola de significativa grandeza e tranquilidade, que oferece um confortável alojamento, restauração e oportunidades de participar nas actividades rurais, o concelho tem ainda a Residencial Castelo Douro, com 18 quartos, uma estrutura hoteleira moderna e funcional, localizada bem no centro da Vila, e que assegura, também, serviço de restaurante.

 
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Concelho de Cinfães
Igreja Românica de Tarouquela
A Igreja de Tarouquela, edificada no século XII, apresenta como principal característica os trabalhos de escultura. Existe um pórtico gótico-românico de três arquivoltas lisas, correspondente a três pares de fustes cilíndricos, que arrancam de três capitéis. Em cada uma das fachadas laterais, podem ver-se diversas figuras simbólicas, tais como: cabeças de lobo, corujas, um meio corpo humano e vários mascarões expressivos.
No pórtico principal, há também um tímpano com uma flor-de-lis aberta em sulco. Na zona envolvente, encontram-se vestígios do Mosteiro e da velha casa do Mosteiro que ficavam anexos à Igreja. Foi classificada como Monumento Nacional pelo Decreto N° 34.452, de 20 de Março de 1945..

Igreja de S. Miguel de Escamarão
A Igreja de Nossa Senhora da Natividade em Escamarão, na Freguesia de Souselo - que foi na época medieval um dos mais importantes Coutos do concelho - é de remota fundação e de interessantes características arquitectónicas. Apesar de ser de pequenas dimensões, tem um grande significado histórico, nomeadamente pelas manifestações artísticas que apresenta. São de admirar, o arco cruzeiro na nave, os painéis de azulejos hispano-árabes e o retábulo-mor em talha do século XVII onde está uma imagem de Nossa Senhora da Natividade. No exterior, destaca-se o pórtico desta igreja gótico-românica e a janela gótica geminada existente na ábside que demonstra já indícios do período gótico flamejante. Foi classificada como imóvel de interesse público - Dec. N°. 37.728, de 05.10.1950.

Igreja Paroquial de S. Cristóvão de Nogueira
A Igreja Paroquial de S. Cristóvão de Nogueira apresenta também algumas características românicas. Erigida no século XIII, em estilo românico e, apesar dos restauros efectuados, ainda se conseguem encontrar vestígios da arquitectura original. Restaurada no século XVIII, todo o interior da igreja foi executado em estilo barroco. Corpo de uma só nave. Altar-mor com tribuna de talha dourada, com duas imagens. No seu interior, o arco de Triunfo é revestido a talha e em cada sopé existe o altar. O corpo da Igreja é constituído por uma torre sineira lateral construída no século XVIII.

Igreja Matriz de Cinfães
A Igreja de S. João Baptista e Matriz de Cinfães, localiza-se no núcleo mais antigo da vila. A Igreja actual em estilo barroco foi construída no século XVIII no mesmo local aonde já tinha sido erigida uma capela. É um templo vasto e magestoso de planta cruciforme sendo os topos do transepto arrematados por duas capelas. Na capela lateral, à direita, encontram-se dois sarcófagos de granito, anapigráfico, com uma estátua jacente. No exterior, junto à sacristia, existe um tímpano que se presume ser de origem visigótica.


Pelourinho de Cinfães
Situado na envolvente do Edifício dos Paços do concelho.
Classificado como Imóvel de interesse público.


Pelourinho de Nespereira
Situado no Lugar da Feira-Nespereira.
Classificado como imóvel de interesse público.

Pelourinho ou "Picota " em Enxidrô - Tendais
Fuste erguido sobre base quadrangular. Falta-lhe o remate que seria semelhante ao que encima o de Nespereira.




 
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Concelho de Espinho
DAS ORIGENS À CRIAÇÃO DO CONCELHO

A elaboração de um esboço histórico sobre Espinho, necessariamente sumário e elucidativo, leva-nos a sublinhar aqueles aspectos tidos como mais marcantes, que identifiquem as suas raízes e tracem as etapas decisivas da sua evolução, desde que surgiu como pequeno aglomerado piscatório até se transformar em povoação, capaz de atingir o estatuto de freguesia e de se expandir com força suficiente para alcançar, como concelho, uma autonomia sólida e duradoura.


As Origens

Espinho teve a sua origem num vasto areal denominado "Espinho-Mar" que, em conjunto com um povoado conhecido como "Espinho-Terra", constituía o lugar de Espinho, parte integrante da freguesia de S. Félix da Marinha, do concelho de Vila Nova de Gaia. As referências a este lugar remontam à época da integração do território no reino das Astúrias e Leão, existindo documentos (datados de 985,1055 ou 1080) em que aparece a designação de "villa" Spinu (ou Espinu), relativa a uma propriedade rural localizada a poente do monte de Seitela (perto do mar) e confrontada com o lugar de Brito (a norte) e com Anta (a sul). O vasto areal terá surgido muito depois do período de dominação romana, quando as águas do oceano recuaram por força da sedimentação de areias e da formação dunar, sendo referido como local de pesca numa carta de D. Manuel (datada de 1510), que concede os direitos da pescaria realizada "na costa do mar da foz despinho atee foz de vouga".

A utilização de locais próximos do Porto para a pesca marítima, de carácter esporádico, tornou-se mais frequente com movimentos migratórios, principalmente provenientes de Ovar, por necessidade de aproximação a mercados capazes de proporcionarem o necessário escoamento do produto, em virtude de se desconhecerem processos de conservação. A costa de Espinho, como local de trabalho de um grupo de pescadores, é citada no relato de uma revolta, em 1737, de várias colónias (em que se incluíam as de S. Jacinto, Torreira e Furadouro), como protesto a restrições ao uso de recursos florestais, ordenadas pelo administrador do pinhal da Estrumada (Ovar). Na segunda metade do séc. XVIII, esta faixa costeira foi alvo de reformulação administrativa, determinada pelo Bispo do Porto, tendo como ponto de referência uma pequena lagoa, cuja margem norte se manteve integrada no lugar de Espinho da paróquia de S. Félix da Marinha, ao passo que a margem sul transitou para a paróquia de Anta, dando origem a um novo lugar de Espinho.



Praias

Espinho possui 8Km de praias, que desde 1830 são procuradas pelo clima ameno, areais extensos em conjunto com rochas marinhas repletas de algas em certas zonas que proporcionam a cada veraneante a possibilidade de escolher a praia da sua preferência.
O imenso mar azul que envolve a areia fina é recortado por esporões que o tornam manso em zonas propícias a banhos com o prazer e segurança de uma praia cuidadosamente vigiada, mas também exibe uma ondulação adequada à prática de desportos aquáticos, como o surf ou bodybord. Assim, o sossego de uma praia isolada contrapõe-se à acção de outra, onde, inclusive, poderá assistir a um disputado jogo de voleibol de praia ou conviver num animado bar.
Espinho possui uma praia distinguida com Bandeira azul da Europa (praia da Baía) onde, durante toda a época balnear se realizam as mais variadas actividades que visam sensibilizar veraneantes e toda a população para a necessidade de preservar o ambiente

• Praia Marbelo

Marco o inicio da frente urbana das praias de Espinho. Areal amplo onde se realizam campeonatos de andebol, futebol e voleibol de praia, um dos desportos de eleição da cidade, devido ao sucesso da dupla Miguel Maia e João Brenha. Mar picado.

Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Aluguer de guarda-sóis e toldos
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes
Surf e bodyboard


• Praia Pop

Areia branca e fina, moldada por diversas barracas.

Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Aluguer de guarda-sóis e barracas
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes


• Praia Azul

Passeio marítimo amplo, numa zona fechada ao trânsito, ideal para caminhadas. A praia reúne miúdos e graúdos no seu areal

Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Aluguer de guarda-sóis e barracas
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes

• Praia Seca

Próxima das piscinas municipais, uma das mais concorridas do País, situa-se numa zona fechada ao trânsito, perto da estação dos caminhos de ferro e do núcleo comercial de Espinho. Movimento intenso, apesar de um areal de dimensão considerável.

Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Aluguer de guarda-sóis e barracas
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes

• Praia Costa Verde


É frequentada pelo turista típico das redondezas, que todos os anos aluga uma barraca de praia à época ou a herda dos pais. Alberga a escola de surf Nortada, responsável pela boa parte da animação desportiva de Espinho.

Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Aluguer de guarda-sóis e barracas
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes
Surf e bodyboard

• Praia da Baía

Praia da zona urbana de Espinho mais procurada pelos banhistas. Limitada por dois paredões, tem excelentes condições para a prática de surf. Durante a época balnear funciona uma Ludoteca / Centro Azul que para além do empréstimo de jogos e livros, promove inúmeras iniciativas de caracter lúdico que tornam esta praia um local de lazer privilegiado.
Realizam-se ainda no mesmo local Campeonatos Europeus e Mundiais de Voleibol de Praia, de Surf e Body Board.


Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Aluguer de guarda-sóis e cadeiras
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes
Surf e bodyboard

• Praia de Silvalde

Areal extenso e com boas ondas para surf, situado no extremo sul da área urbana de Espinho, numa zona mais pobre da cidade. Localizada próximo do Campo de Golfe "Oporto Golf Club".

Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes
Surf e bodyboard

• Praia de Paramos

O acesso à praia obriga a atravessar a pista aérea do Aeródromo. Um imenso areal dividido por um pontão artificial que rodeia uma capela. Encontra-se próxima do Clube de Golfe fundado em 1890.

Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Aluguer de guarda-sóis, toldos e barracas
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes
Surf e bodyboard


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Concelho de Lousada
O concelho de Lousada, integrado na região do Vale de Sousa, é bastante industrializado, com destaque para a indústria de confecções de vestuário, apesar de ainda manter um cariz agrícola, sobretudo no domínio nos vinhos verdes e lacticínios, com empresas agro-industriais bastante desenvolvidas.

Com uma população a rondar os 45 mil habitantes, na sua maioria jovens, distribuídos por 25 freguesias e cerca de 95km2, Lousada dista 35 km do Porto, a cujo distrito pertence, confinando com os concelhos de Penafiel, Paredes, Paços de Ferreira, Santo Tirso, Vizela, Felgueiras e Amarante.

Reúne atractivos para uma estada agradável: as estações arqueológicas, igrejas e solares majestosos, pelourinho, pontes, aqueduto e a Torre dos Mouros constituem património histórico de um Município onde as belezas naturais se afirmam por excelência, como comprova

O artesanato tem nos bordados uma importante expressão, mas a tecelagem, especialmente em linho, a piroctecnia, cestaria, tamancaria e latoaria encontram-se igualmente em actividade, numa terra onde o incomparável vinho verde e a saborosa gastronomia, nomeadamente o cabrito assado com arroz de forno, o basulaque, o pão-de-ló e os beijinhos de amor, merecem também especial relevância.
O maior andor do País, transportado na festa da Senhora da Aparecida por cerca 70 homens, constitui uma importante atracção turística, mas as romarias prolongam-se durante todo o ano, com folclore, bandas de música, grupos de bombos, gigantones, fogo-de-artifício e "vacas-de-fogo".

A singular hospitalidade do povo completa o conjunto de razões para uma visita a Lousada - terra onde as condições de bem estar têm sido valorizadas.
Se as piscinas, o auditório e a biblioteca municipais oferecem propostas de interesse, é indesmentível uma melhoria de qualidade das condições hoteleiras e de alojamento, com o turismo no espaço rural a apresentar excelentes exemplos.

As acessibilidades têm vindo a ser ampliadas, Lousada, no âmbito da Região do Vale de Sousa, reúne condições para potenciar a sua oferta turística.
Rotas do Românico, do Vinho Verde e do Gourmet, roteiros culturais e programas de animação cultural e desportiva durante o ano surgem como propostas, com destaque para o novo Complexo Desportivo e o Eurocircuito, que confirmam que viver em Lousada significa, cada vez mais, qualidade e prazer.


 
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Concelho de Maia
MONUMENTOS E LOCAIS DE INTERESSE


Igreja de Santa Maria (Nª Srª do Ó)
- Monumento Nacional desde 1884, cuja data de construção é anterior à própria nacionalidade. Esta igreja foi fundada pelos cavaleiros do Santo Sepulcro, sendo dúplice, por nele morarem cónegos e cónegas de Santo Agostinho, da ordem regrante do Santo Sepulcro. De origem românica possui duas naves com capiteis ornados com folhagens e decoram-na painéis pintados com motivos vegetalistas e animais. Destaca-se na sua frontaria o portal de quatro arquivoltas ogivadas, e, no lado norte, o portal de duas arquivoltas igualmente ogivadas, com a cruz de Malta no tímpano.

Capela Nossa Senhora da Guadalupe - Monumento eventualmente românico, reconstruído em 1633. Situa-se no Lugar do Paço em Águas Santas. A Capela tem no seu altar-mor a imagem da Virgem de Guadalupe, feita por um santeiro espanhol, a segurar o Menino num braço e no outro um bastão. O seu interior está revestido por notáveis "frescos", de origem seiscentista, alusivos à Senhora e às fases da Paixão de Cristo. De referir ainda o espaçoso coro e um orgão de tubos, construído em 1827.
A padroeira dos toureiros tem festas em sua honra no 1º Domingo de Setembro e em honra do Menino Deus no 2º Domingo de Janeiro.

Monumento às Bandas de Música - Homenagem às seculares bandas de música de Moreira e Gueifães, que representam uma das mais belas, mais ricas e mais significativas expressões da nossa cultura popular.
Maior grupo escultórico em bronze da Europa representando uma banda em plena actuação, da autoria do escultor Laureano Ribatua.
1997

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Concelho de Marco de Canaveses
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Concelho de Matosinhos
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Concelho de Paços de Ferreira
Património Classificado
Os primeiros vestígios da ocupação humana reconhecidos com segurança na área concelhia permitem delinear um quadro de sequências culturais desde formas incipientes de actividade agrária, em horizontes megalíticos bem documentados, a um papel de primordial importância durante a Idade dos Metais. Os melhores testemunhos deste passado são hoje monumentos nacionais, como o Dólmen de Lamoso e a Citânia de Sanfins, uma das mais importantes estações arqueológicas da Proto-história europeia.
A partir dos tempos da fundação da nacionalidade, a consolidação e expansão da economia encontra-se nas mãos de uma sociedade florescente, em que a terra estava repartida segundo práticas feudais. Essa vitalidade económica e social é manifesta na edificação do imponente templo românico de S. Pedro de Ferreira, que ocupa então lugar central na organização e exploração do território.


Capital do Móvel
O Concelho de Paços de Ferreira afirmou-se, durante os últimos 20 anos, como a Capital do Móvel em Portugal. Já acolheu a 1ª Bienal Internacional de Design de Mobiliário.
Paços de Ferreira é hoje o maior centro de negócios de mobiliário do país e da Galiza, centralizando-se aqui o escoamento de grande parte da produção nacional de móveis.
Com uma área de exposição instalada de cerca de 1 milhão de metros quadrados, Paços de Ferreira é o dínamo do sector do mobiliário em Portugal, contando também com uma importante actividade industrial ao nível da produção.
O próprio Instituto de Comércio Externo de Portugal considera que a indústria de mobiliário é a que mais tem contribuído para o equilíbrio das exportações e para o estancamento da crise.

O fio da História

Em Paços de Ferreira esta indústria nasceu do embrião do mobiliário escolar.
O objectivo do notável pacense Albino de Matos era introduzir em Portugal um método de ensino especial, a partir da reforma do mobiliário escolar, substituindo o que considerada mobiliário desproporcionado e anti-higiénico por novos modelos revolucionários, cujos preceitos higiénicos e pedagógicos eram prioridade.
Professor primário e emi¬nente pedagogo, revolucionou de uma forma patriótica, todos os esta¬belecimentos de ensino oficial e particular, quando em 1920 decide espalhar em Portugal este método nas escolas infantis, primárias e liceais.
Depois, vieram os Dons de Froebel, os con¬tadores, as caixas métricas popularizadas sob a designação “Albino de Matos”, as colecções de todos os sólidos e medidas várias, necessários para o ensino da geometria, o metro articulado e os entretenimentos úteis para as crianças, escrupulosamente executados segundo o sis¬tema do grande professor que os inventou.
Assim surge a Albino Matos, Sucrs, Lda., em Freamunde, e bastaram três anos para que a solução para responder ao crescente volume de pedidos foi a fusão com uma outra fábrica, tam¬bém de Freamunde, a Pereira & Barros, Lda..
Da união resultou a designação de Albino de Matos, Pereiras & Barros, Lda., a primeira indús¬tria instalada no Concelho de Paços de Ferreira, pioneira da indústria de marcenaria, que execu¬tava com perfeição o mobiliário escolar, criando nas suas instalações uma verdadeira escola de formação de operários e técnicos especializa¬dos, muitos dos quais viriam a estabelecer-se por conta própria e dar origem ao início de uma rede de empresas de mobiliário que hoje torna a Capital do Móvel, como o Concelho de maior significado na indústria nacional de mobiliário.



 
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Concelho de Paredes
Turismo



Paredes, integrado na região do Vale do Sousa, é hoje um concelho que se tem vindo a afirmar em diferentes áreas da nosso sociedade, nomeadamente o turismo.
Em termos de localização, Paredes goza de condições privilegiadas, uma vez que se encontra a escassos minutos do grande Porto. Por outro lado preserva, ainda, uma magnífica atmosfera rural.

O concelho de Paredes está inserido na Rota do Românico e na Rota dos Vinhos Verdes, reunindo um conjunto de equipamentos e meios que poderão proporcionar agradáveis momentos.


Todas as pessoas que desejem obter informações sobre o concelho devem deslocar-se à Câmara Municipal, uma vez que é neste espaço que funciona o sector de turismo.
No espaço de atendimento turístico da Câmara Municipal de Paredes pode encontrar informação sobre o património, o que fazer, o que visitar, indicações sobre o tipo de artesanato do concelho, alojamento, restauração, meios de transporte e mapas do concelho da cidade de Paredes.
O Pelouro de Turismo é, igualmente, responsável pela instrução dos processos de Classificação de Imóveis de Interesse Municipal.

Património do concelho de Paredes
O Património do concelho de Paredes é apresentado de uma forma simples e esquemática por forma a tornar-se acessível ao utilizador encaminhando-o para uma pesquisa de acordo com os objectivos e interesses.

Nesse sentido, estruturou-se o tema em dois grupos: Património Classificado subdividido pelas categorias de classificação definidas pela Lei nº 107/2001 de 8 de Setembro e Património não Classificado organizado numa abordagem individual sobre Património Arqueológico, Património Etnográfico e Património Arquitectónico.

Por fim, num grupo autónomo destaca-se o Património Natural subdividido, também, em Património Natural Classificado e Património Natural não Classificado.

Refira-se que o Património aqui difundido é o resultado do trabalho de identificação e registo patrimonial desenvolvido pelo Pelouro da Cultura. A continuidade da elaboração deste inventário, permitirá a actualização dos dados que irão enriquecer o conhecimento do património concelhio.



Monumento Nacional
Igreja de S. Pedro do Mosteiro de Cête
A fundação do Mosteiro remonta aos séculos X/XI. Foi da Ordem de S. Bento e a partir dos meados do século XVI da Ordem de S. Agostinho. Em 1758 encontravam-se, ainda, dois religiosos a assegurar a vida espiritual da...


 
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Debruçado sobre o rio Douro, o Porto é uma das mais antigas cidades da Europa. Nasce e desenvolve-se durante a Idade Média, a partir da margem norte do Rio Douro. Um dos aspectos mais significativos do Porto e do centro histórico é o seu enquadramento paisagístico, fruto da harmonia das suas linhas e da sua estrutura urbanística, que constituem um conjunto de rara beleza. A cidade foi classificada como Património da UNESCO em 1996.
Descobrir o Porto é ir ao encontro de muitas surpresas. Ao lado do carácter hospitaleiro e conservador há uma cidade contemporânea e criativa. As marcas deste “saber estar” sentem-se nas ruas, na arquitectura e nos monumentos, nos museus, nos espaços de lazer, nas esplanadas e nas zonas comerciais.
As características singulares do centro histórico do Porto fizeram com que a UNESCO o classificasse de "Património Cultural da Humanidade", em Dezembro de 1996. Para conhecer as etapas da classificação, a área classificada e protegida e descobrir a relação do património mundial e artístico.

ÁREA CLASSIFICADA E ÁREA DE PROTECÇÃO
A classificação teve como objecto a área do burgo medieval, limitada pelas muralhas do século XIV. Aí se localizam os mais antigos edifícios da cidade, as suas típicas ruas e alguns dos mais atractivos espaços públicos.
Dado que o desenvolvimento do Porto foi um processo acompanhado de estreitas relações com a margem esquerda do Rio Douro, a proposta de classificação inclui ainda a emblemática Ponte D. Luis I, da autoria de um discípulo de Gustavo Eiffel - Theophile Seyrig - e, o monumento que lhe fica sobranceiro, o convento Agostinho Da Serra do Pilar.
A área de protecção coincide praticamente com os antigos arrabaldes da cidade medieval, tanto do lado do Porto, como de Vila Nova de Gaia. Esta última inclui a encosta em anfiteatro, onde se implantam as caves do Vinho do Porto. Da margem norte, fazem parte a velha freguesia de Miragaia, a qualificada cintura setentrional, cuja renovação se iniciou a partir do século XVIII, o arrabalde antigo de Santo Ildefonso e a escarpa dos Guindas e das Fontainhas que, em socalcos, desce até ao Rio Douro.

1- Sé Catedral
2- Paço Episcopal
3- Igreja de S. Lourenço ou dos Grilos
4- Torre da Rua de D. Pedro Pitões
5- Ruína Medieval da Casa da Câmara (erradamente conhecida por Casa dos 24)
6- Oratório da Capela de S. Sebastião
7- Muralha Primitiva
8- Casa da Rua de D. Hugo nº5
9- Casa do beco dos Redemoínhos
10- Casa Museu de Guerra Junqueiro
11- Ccasa dos Freires de Andrade
12- Igreja de Nossa Senhora do Patrocínio (Antigo Recolhimento do Ferro)
13- Muralha Fernandina
14- Casa do Ascensor dos Guindais
15- Igreja de Santa Clara
16- Palácio dos Condes de Azevedo
17- Recolhimento da Porta do Sol (ou Recolhimento de N.ª S.ª das Dores e S. José das Meninas Desamparadas)
18- Capela dos Alfaiates ou de Nossa Senhora de Agosto
19- Edifício do Governo Civil (Antiga Casa Pia)
20- Teatro de S. João
21- Igreja da Ordem do Terço
22- Praça da Batalha
23- Monumento a D. Pedro V
24- Palácio da Batalha
25- Igreja de Santo Ildefonso
26-Igreja dos Congregados
27- Estação de S. Bento
28- Praça da Liberdade e Avenida dos Aliados
29- Monumento a D. Pedro IV
30- Câmara Municipal do Porto
31- Igreja da Trindade
32- Igreja dos Clérigos
33- Faculdade de Ciências (Antiga Academia Politécnica)
34- Igreja dos Terceiros do Carmo
35- Igreja dos Carmelitas
36- Instituto de Ciências Abel Salazar (Antiga Escola Médico-Cirúrgica)
37- Hospital de Santo António
38- Edifício da Cooperativa Árvore (Casa dos Albuquerques)
39- Passeio das Virtudes
40- Jardim da Cordoaria
41- Capela de S. José das Taipas
42- Antiga Cadeia da Relação
43- Igreja de S. Bento da Vitória
44- Edifício da Polícia Judiciária (Casa de José Monteiro de Almeida)
45- Igreja de Nossa Senhora da Vitória
46- Casa da Rua de S. Miguel, n.º 4
47- Igreja da Misericórdia
48- Casa dos Cunha Pimentéis
49- Edificio da Antiga Companhia de Seguros Douro
50- Palacete de Belomonte (Casa dos Pacheco Pereira)
52- Palácio de S. João Novo
52- Palácio de S. João Novo
53- Igreja de S. João Novo
54- Igreja de S. Pedro de Miragaia
55- Palácio das Sereias
56- Alfândega do Porto
57- Hospital de São Francisco
58- Casa de Despacho da Ordem Terceira de São Francisco
59- Igreja dos Terceiros de São Francisco
60- Igreja de S. Francisco
61- Palácio da Bolsa
62- Instituto do Vinho do Porto
63- Mercado Ferreira Borges
64- Praça do Infante D. Henrique
65- Monumento ao Infante D. Henrique
66- Igreja de S. Nicolau
67- Casa da Rua da Reboleira, n.º 55
68- Casa da Rua da Reboleira, n.º 59
69- Capela de Nossa Senhora do Ó
70- Casa do Infante (ou da Alfândega Velha)
71- Feitoria Inglesa
72- Praça e Cais da Ribeira
73- Postigo do Carvão
74- Alminhas da Ponte
75- Pilares da Ponte Pênsil
76- Ponte de Luís I
77- Casa da Companhia Velha
78- Casa dos Sousa e Silva
79- Casa dos Constantinos
80- Casa dos Maias
81- Antigo Hospital de D.Lopo
82- Praça de D. João I
83- Torre da Rua de Baixo
84- Chafariz da Rua Escura
85- Fonte da Rua das Taipas
86- Chafariz do Anjo (Largo da Sé)
87- Chafariz das Virtudes
88- Chafariz da Colher
89- Fonte da Rua de S. João (Praça da Ribeira)
90- Antigo Restaurante Comercial
91- Casa de Arte Nova (Rua Galeria de Parisn.º 28)
92- Casa Arte Nova (Rua Cândido Reisn. 75, 79)
93- Capela Nossa Senhora da Silva
94- Casa Vincent
95- Casa Reis, Filhos


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Distrito do Porto
   
AMARANTE RESENDE
AROUCA SANTA MARIA DA FEIRA
BAIÃO SANTO TIRSO
CASTELO DE PAIVA VALONGO
CINFÃES VILA DO CONDE
ESPINHO VILA NOVA DE GAIA
FELGUEIRAS  
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LOUSADA  
MAIA  
MARCO DE CANAVESES  
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PAÇOS DE FERREIRA  
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PORTO  
PÓVOA DE VARZIM  
   
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Concelho de Gaia

Vinho do Porto
O Vinho do Porto é um vinho licoroso, produzido na Região Demarcada do Douro, sob condições peculiares derivadas de factores naturais e de factores humanos. O processo de fabrico, baseado na tradição, inclui a paragem da fermentação do mosto pela adição de aguardente vínica (benefício ou aguardentação), a lotação de vinhos e o envelhecimento.

O Vinho do Porto distingue-se dos vinhos comuns pelas suas características particulares: uma enorme diversidade de tipos em que surpreende uma riqueza e intensidade de aroma incomparáveis, uma persistência muito elevada quer de aroma quer de sabor, um teor alcoólico elevado (geralmente compreendido entre os 19 e os 22% vol.), numa vasta gama de doçuras e grande diversidade de cores. Existe um conjunto de designações que possibilitam a identificação dos diferentes tipos de Vinho do Porto. A cor dos diferentes tipos de Vinho do Porto pode variar entre o retinto e o alourado-claro, sendo possíveis todas as tonalidades intermédias (tinto, tinto-alourado, alourado e alourado-claro). Os Vinhos do Porto Branco apresentam tonalidades diversas (branco pálido, branco palha e branco dourado), intimamente relacionadas com a tecnologia de produção. Quando envelhecidos em casco, durante muito anos, os vinhos brancos adquirem, por oxidação natural, uma tonalidade alourada-claro semelhante à dos vinhos tintos muito velhos. (...)

Património Religioso

Mosteiro da Serra do Pilar
Implantado no cimo de uma escarpa e dominando toda a zona sobranceira ao Douro ergue-se o verdadeiro ex-libris de Vila Nova de Gaia, o Mosteiro da Serra do Pilar. Classificado pela Unesco como Património Mundial desde 1996.
Frei Brás de Braga, de acordo com D João III e com D. Fr. Baltazar Limpo, Bispo do Porto, decidiu fundar este novo mosteiro, em 1537, para albergar os Cónegos Regrantes de Santo Agostinho provenientes do Mosteiro de Grijó, à data bastante degradado.
A Igreja, classificada como Monumento Nacional, realça-se pela planta circular, coberta por uma imponente abóbada hemisférica, rodeada por varandim e coroada por um lanternim.
No interior, salientam-se os trabalhos em talha dourada e dourada e branca. Conserva um belo claustro, igualmente classificado como Monumento Nacional, com abóbada circular com nervura central apoiada em 36 colunas jónicas. Destaca-se ainda o seu "rendilhado" formado por volutas, cartelas e pináculos. Este mosteiro maneirista é um exemplar único em Portugal, visto que a igreja e o claustro são de planta circular, modelo este proveniente da arquitectura civil.
A sua localização geográfica foi crucial em 1809, aquando das invasões pelas tropas napoleónicas e em 1832-33 enquanto base militar durante as lutas liberais. Elevado à categoria de fortaleza foi convertido desde então em quartel de artilharia.
Do terraço fronteiriço poderá desfrutar de excelentes vistas sobre o Rio Douro, a zona mais antiga da cidade e os telhados das Caves do Vinho do Porto.
Largo de Aviz - Santa Marinha
4430-329 Vila Nova de Gaia
Visitas por marcação

Mosteiro de Grijó
O Mosteiro terá tido origem numa pequena igreja, fundada no séc.X, sob a invocação de São Salvador. A planta, de 1572, engloba a igreja, o claustro e sacristia. A igreja foi concluída e benzida em 1626 e ocupa uma área destacada no conjunto. De nave única com uma capela-mor, possui ainda três capelas e um altar de cada lado.
Junto ao coro alto existe um órgão de tubos de finais do século XVIII inícios do século XIX que foi recentemente restaurado. No século XVIII, o seu interior foi renovado. As artes decorativas do azulejo e da talha, características do Barroco, preenchem o seu interior, com destaque para a capela-mor.
A fachada, que acusa influências flamengas, foi em 1998 enriquecida com vitrais, da autoria do Mestre Júlio Resende, que representam a Trindade e a Criação.
A sacristia é um vasto espaço quase quadrangular com as paredes completamente revestidas a azulejo em tapete policromo.
No claustro destacam-se os painéis de azulejo, representando os evangelistas e doutores da igreja e ao centro uma fonte do início do século XVII. De realçar o túmulo, do séc.XIII, de D. Rodrigo Sanches, feito em pedra ançã, classificado como Monumento Nacional.
Lugar do Mosteiro
Grijó

Convento Corpus Christi
O Convento Corpus Christi foi construído primitivamente junto ao rio no Séc. XIV. A Igreja conheceu uma degradação gradual provocada pelas constantes cheias do Rio Douro, o que originou a edificação, pelas freiras de S. Domingos, da actual capela no séc. XVII. O mosteiro sofreu profundas alterações nos séculos XVII e XVIII e foi extinto em 1834.
Salienta-se a riqueza e valor artístico da capela octogonal, rematada por uma cúpula de pedra, com quatro altares laterais, o côro-alto com o tecto formado por 49 caixotões decorados com pinturas a óleo, e ainda o cadeiral, da primeira metade do século XVII, com ricos trabalhos de ornamentação nomeadamente volutas e máscaras.
Encontra-se aqui a arca tumular de Álvaro de Cernache, alferes da bandeira da Ala dos Namorados na Batalha de Aljubarrota.
Hoje, o Convento de Corpus Christi, em local privilegiado junto ao Cais de Gaia, é um equipamento municipal de intensa actividade cultural.
Largo de Aljubarrota, 13
4400-012 Santa Marinha
Tel. 223 773 190 | Fax: 223 702 554
Visitas:
Galerias do Convento - 10h00 - 18h00 (Terça a Domingo)

Mosteiro de Pedroso
Mosteiro beneditino cuja fundação remonta ao século XI. Situa-se na freguesia de Pedroso, a poucos quilómetros do centro da cidade de Gaia.
Entre os séculos XI e XIV, assistiu-se a um engrandecimento patrimonial deste Mosteiro, até que em pleno século XVI o convento é extinto. A partir de 1759 a Igreja do Mosteiro passou a servir de Matriz da Freguesia. Do românico inicial, já perdido, restam um escudo na fachada lateral, uma pia baptismal no interior e duas adoçadas à face interna de corpo coberto (tipo nartex) que precede a entrada. Possui, também, um brasão do séc. XVI e algumas imagens religiosas.
Largo do Mosteiro - Pedroso

Igreja de Santa Marinha
A Igreja de Santa Marinha, que terá sido em tempos uma pequena ermida românica, foi alvo de restauros consecutivos ao longo dos séculos XVII-XVIII. Em 1745 procede-se à reedificação do corpo da igreja, cujo traço é da autoria de Nicolau Nasoni. Está classificada de Imóvel de Interesse Público desde 1974. Bom exemplar de arquitectura barroca é uma igreja ampla, com bastante luz, de planta longitudinal e nave única com lambril de azulejos em toda a área que se prolonga até à capela-mor. O arco triunfal é sobrepojado por sanefa de talha e ladeado por dois retábulos de talha dourada.
Na capela-mor e sobre o frontão triangular encontram-se telas com moldura em talha, sendo a "Adoração dos Reis Magos" a de melhor traço. Aspecto de destaque será o retábulo joanino ricamente adornado com colunas salomónicas, motivos vegetalistas e anjos.
A fachada principal é bastante despojada de ornamentação, cuja torre de construção posterior data de 1894.
Largo Joaquim Magalhães
Centro Histórico
Santa Marinha

Caplea do Senhor da Pedra
A Capela do Senhor da Pedra localiza-se num rochedo batido pelo mar, na praia de Miramar.
A sua edificação, a partir de uma planta centrada de forma hexagonal, pela concepção arquitectónica, poderá remontar ao século XVII, embora testemunhos documentais apontem o século XVIII.
O seu interior possui três retábulos em talha policroma e dourada de influência Rococó, e um púlpito de madeira. De salientar a imagem do Senhor da Pedra - um Cristo Crucificado.
O culto popular ao Senhor da Pedra manifesta-se através da Romaria do Domingo da Santíssima Trindade e é considerada uma das maiores e das mais carismáticas do concelho. No entanto, são muitos os que visitam o local durante todo o ano. A praia e a alameda do Senhor da Pedra são motivos adicionais para visita e lazer.
Praia de Miramar - Gulpilhares

Capela do Bom Jesus

A Igreja do Bom Jesus de Gaia, também conhecida desde o Séc.XIX por capela de Nª Sª da Bonança fica situada na rua Viterbo de Campos, no Lugar do Castelo de Gaia. Localizada numa povoação de remota antiguidade, confirmada por escavações arqueológicas, trata-se de uma igreja de antiga invocação, que sofreu obras ao longo dos tempos, tendo sido alargada e ampliada várias vezes desde a Idade-Média. A igreja compõe-se de dois corpos simples, a que estão adossadas a sacristia a sul e a torre sineira a norte. O corpo principal é separado da capela-mor pelo arco triunfal, provavelmente refeito no séc. XIX.
Rua Viterbo Campos
Lugar do Castelo
Santa Marinha

 

 

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