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Concelho de Amarante

Um destino óbvio

Quem viaja em busca de valores culturais ou de actividades de ar livre e de comunhão com a natureza, como o golfe, a caça, a pesca, ou desportos-aventura como a escalada ou o raft, mais tarde ou mais cedo acaba por fazer de Amarante um destino óbvio. E por construir a sua leitura pessoal da cidade: o religioso, o aristocrático, o peso da serra e do rio...

Lida de uma maneira ou outra, Amarante é uma verdadeira encruzilhada: a sua história, os seus monumentos, as suas tradições. E também uma placa giratória a proporcionar a descoberta das Terras de Basto, de Trás-os-Montes, do Douro, e, um pouco mais ao longe, mas facilitada pelas novas estradas, da própria cidade do Porto.

Descobrir Amarante, a cidade e o concelho, é uma aventura que apetece viver. Se é a natureza que chama, o destino é o rio Tâmega ou são as serras da Abobobeira e do Marão, oferecendo ambas paisagens de sonho e aldeias de gente afável, acolhedora, ricas de tradições e com uma arquitectura marcada de granito e xisto. Travanca do Monte ou Carvalho de Rei, na Aboboreira; Murgido ou Covelo do Monte, no Marão. Mesmo ao lado, é o Parque Natural do Alvão que convida.


Património
Se o apelo é do espírito, então o percurso é feito na cidade, rica de património histórico e cultural. Obrigatórias são as visitas ao mosteiro e igrejas de S. Gonçalo, S. Pedro e S. Domingos, aos museus Amadeo de Souza-Cardoso e de Arte Sacra. E a descoberta dos nomes grandes do concelho, como Amadeo de Souza-Cardoso, um dos maiores expoentes da pintura moderna, ou Teixeira de Pascoaes, que emprestou o seu génio à literatura. Depois, é também imperativo ver o Românico espalhado pelo município e admirar pórticos, arcos, tímpanos e capitéis com toda a sua ornamentação. Podem distinguir-se, em Amarante, dois núcleos de Românico bem diferenciados, um em cada margem do rio. Na margem direita, existem construções mais exuberantes, de que são bons exemplos os mosteiros de Travanca e Freixo de Baixo, as igrejas de Mancelos, Real, Telões e Gatão. Na margem esquerda, com menores recursos económicos e de matéria-prima, os monumentos são mais modestos, merecendo, ainda assim, visita as igrejas de Jazente e Lufrei e o mosteiro de Gondar.


Festas e Romarias

As festas e as romarias mantêm, em Amarante, o melhor da tradição popular e encerram muitas das referências identitárias das gentes do concelho. A título de exemplo, referem-se as que se realizam em honra de S. Gonçalo, no primeiro fim de semana de Junho; da Senhora de Moreira, em Ansiães, a 1000 metros de altitude, na primeira quinzena de Agosto; da Senhora do Vau, em Gatão, a 15 do mesmo mês; da Senhora do Leite, em S. Gens, Freixo de Cima, no primeiro fim-de-semana de Setembro.

Em matéria de gastronomia, em Amarante há que estar atento às carnes, sobretudo à vitela e ao cabrito, mas também ao bacalhau que aqui ganhou nome feito à Zé da Calçada ou à Custódia. E ao vinho verde, que, no concelho, encontra condições únicas de maturação.

A doçaria, sobretudo a conventual, com origem no Convento de Santa Clara, é também uma das referências de Amarante. A oferta é variada: papos d'anjo, foguetes, brisas do Tâmega, lérias...

Por tudo isto, Amarante é, cada vez mais, um destino óbvio.

São inúmeros, em Amarante, os motivos que podem despertar o seu interesse e merecer uma visita: do património ambiental ao construído, de sítios associados à identidade e cultura locais.

in: http://www.amarante.pt/

 
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Concelho de Arouca
Locais a Visitar

Serra da Freita
Faz parte do Maciço de Gralheira, juntamente com a Serra da Arada (1057 m.) e do Arestal (830 m.), ultrapassando alguns dos seus cumes os 1000 m. de altitude. Ao longo da sua vasta extensão, para além de muitos outros atractivos, pode deparar-se com a Fecha da Mizarela, a secular capela da Sra. da Lage, o fenómeno único das Pedras Parideiras, a Portela da Anta e algumas das aldeias mais características da região, como a Castanheira, Cabreiros e Cando.(...)


Frecha da Mizarela
Queda de água no Rio Caima, com mais de 60 m. de altura. Pode ser observada de um miradouro junto ao lugar da Castanheira, no lado oposto da encosta.


Pedras Parideiras
Fenómeno de granitização único no país e raríssimo no mundo inteiro. Trata-se de um afloramento granítico que tem incrustados nódulos envolvidos por uma capa de biotite em forma de disco biconvexo os quais, por efeito da erosão, se soltam da pedra-mãe - daí a denominação de "parideiras" - Situa-se em plena Serra da Freita, nas imediações do lugar da Castanheira.


Aldeias Tradicionais
Aldeias plenas de rusticidade, carregadas de tradição e de história, perdem-se, aqui e além, no meio das paisagens deslumbrantes das serras de Arouca, constituindo um encanto para a vista e um bálsamo para o espírito.

Mosteiro de Arouca
Segundo a documentação existente, o antigo mosteiro de S. Pedro data do séc. X. No ano de 1210 o Mosteiro de Arouca é legado a D. Mafalda, por seu pai, D. Sancho I, Rei de Portugal. No entanto, o início do seu padroado ocorre apenas em 1217 ou mesmo 1220. Embora nos seus primórdios a regra adoptada no Mosteiro tenha sido a da Ordem de S. Bento, no início do séc. XII viria a ser adoptada a da Ordem de Cister, que se manteria até aos finais do séc. XIX.
Nos sécs. XV e XVI foram realizadas diversas obras de reconstrução e ampliação do Mosteiro, datando o imponente edifício, tal como vemos hoje, dos sécs. XVII e XVIII.
Os espaços mais notáveis de todo o conjunto são a Igreja, o Coro das Freiras, os Claustros, o Refeitório e a Cozinha. Merece referência especial o magnífico Museu de Arte Sacra que nele se alberga - um dos melhores, no seu género, em toda a Península Ibérica -, no qual, para além de múltiplos objectos de culto, paramentos, peças de mobiliário, manuscritos litúrgicos, se podem encontrar peças raríssimas nas artes da escultura, pintura, tapeçaria, ourivesaria, etc.
O Mosteiro de Arouca foi classificado como Monumento Nacional pelo decreto de 16-06-1910. Z.E.P., D.G. 2.ª Série, n.º 164 de 15-07-1960. Está sob a responsabilidade do Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico.

Monte da Senhora da Mó
Segundo a documentação existente, o antigo mosteiro de S. Pedro data do séc. X. No ano de 1210 o Mosteiro de Arouca é legado a D. Mafalda, por seu pai, D. Sancho I, Rei de Portugal. No entanto, o início do seu padroado ocorre apenas em 1217 ou mesmo 1220. Embora nos seus primórdios a regra adoptada no Mosteiro tenha sido a da Ordem de S. Bento, no início do séc. XII viria a ser adoptada a da Ordem de Cister, que se manteria até aos finais do séc. XIX.
Nos sécs. XV e XVI foram realizadas diversas obras de reconstrução e ampliação do Mosteiro, datando o imponente edifício, tal como vemos hoje, dos sécs. XVII e XVIII.
Os espaços mais notáveis de todo o conjunto são a Igreja, o Coro das Freiras, os Claustros, o Refeitório e a Cozinha. Merece referência especial o magnífico Museu de Arte Sacra que nele se alberga - um dos melhores, no seu género, em toda a Península Ibérica -, no qual, para além de múltiplos objectos de culto, paramentos, peças de mobiliário, manuscritos litúrgicos, se podem encontrar peças raríssimas nas artes da escultura, pintura, tapeçaria, ourivesaria, etc.
O Mosteiro de Arouca foi classificado como Monumento Nacional pelo decreto de 16-06-1910. Z.E.P., D.G. 2.ª Série, n.º 164 de 15-07-1960. Está sob a responsabilidade do Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico.


Igreja de Urrô
(...)

Carreira dos Moinhos
(...)

Ponte do Rio Paiva
A conhecida ponte de Alvarenga terá começado a ser construída por volta do ano de 1770, ficando concluída em 1791. É composta por 3 arcos: o arco principal com 7 m. de vão, e dois arcos pequenos, ambos do lado direito (do lado de Alvarenga). Tem a altura de 22 m. Até à superfície da água e 4.8 m. de largura. Dista do lugar de Trancoso, em Alvarenga, 4 km.


Memorial de Santo António
(...)

Capela da Misericórdia
(...)

Pelourinho de Cabeçais
(...)

Torre dos Mouros
(...)

Trilobites
(...)

Pelourinho de Alvarenga
(...)


Calvário
(...)




 
 
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Concelho de Baião
Monumentos



1. Dólmen de Chã de Parada

(Outras designações: Anta de Chã de Parada; Dólmen da Fonte do Mel; Casa da Moura de S. João de Ovil; Casa dos Mouros)

Classificação: Monumento Nacional

Localização: Serra da Aboboreira, Freguesia de S. João de Ovil

Nota descritiva histórico – artística:

Construído durante a primeira metade do III milénio a. C., este monumento funerário pré-histórico faz parte de um conjunto de quatro outros exemplares pertencentes à denominada Necrópole megalítica da Serra da Aboboreira. A mamoa encontra-se inserta num tumuli de terra, com cerca de 25 m de diâmetro, e apresenta-se revestida por material pétreo. A câmara, de planta poligonal, é constituída por oito esteios laterais e um de cobertura, este último de consideráveis dimensões. De planta sub-rectangular, o corredor é relativamente curto, com cerca de 3,70 m de comprimento. Uma das particularidades desta mamoa reside na presença de um conjunto de pinturas nos seus esteios, todas elas executadas a vermelho, compreendendo motivos esteliformes e circulares, além de um sub-rectangular de base trapezoidal e apêndice lateral encurvado.

[ Fonte: Ministério da Cultura IPPAR, A Martins]

2. Pelourinho da Teixeira

(Outras designações: Pelourinho da Rua )


Classificação: Imóvel de Interesse Público

Localização: Freguesia da Teixeira

Este monumento assinala o antigo concelho da Teixeira ( com foral de D. Manuel de 1514), integrado no concelho de Baião, por ocasião da reforma liberal das administrações municipais..

3. Igreja de Ermelo


Classificação: Imóvel de Interesse Público

Localização: Freguesia de Ancede, Lugar de Ermelo.

Nota descritiva histórico - artística:

A Igreja Românica, de três naves, com uma belíssima janela gótica, integrava o antigo Mosteiro de Santa Maria de Ermelo, anterior à nacionalidade, do qual se destaca a Igreja Românica, de três naves, (Alguns historiadores defendem que a primeira construção seria anterior à invasão mourisca, ou seja, ainda dos tempos da dominação visigótica).

4. Casa de Penalva

(Outras designações: Solar dos Azeredos Pinto )

Classificação: Imóvel de Interesse Público

Localização: Freguesia de Ancede, Lugar de Penalva

Nota descritiva histórico – artística:

A documentação existente, estudada e divulgada pelo proprietário (AZEREDO, 1938), permite acompanhar a evolução da casa de Penalva, que constitui um bom exemplo das sucessivas campanhas arquitectónicas de que muitos edifícios foram objecto, ao longo dos séculos, conservando, no entanto, o equilíbrio e as linhas de força que mais caracterizam o imóvel (AZEVEDO, 1969, pp. 15-17).

Foi primeiro senhor de Penalva, António de Azeredo Pinto, que veio de Mesão Frio para se instalar em Baião, no primeiro quartel do século XVII, remontando a esta época as zonas mais antigas da casa (AZEREDO, 1938, p. 71; IDEM, 1914).

Assim, e partindo de um primeiro núcleo seiscentista, que corresponde às actuais zonas de serviços, a Casa de Penalva foi ampliada em 1738, construindo-se, nessa época, parte da actual fachada. As obras deste período ficaram a dever-se à iniciativa de Francisco José de Azeredo e Melo, prolongando-se, muito possivelmente até á segunda metade do século. Foi, no entanto, entre 1870 e 1871 que a planta do imóvel passou a desenhar um L, com alçado principal longo e oratório numa das extremidades. Na verdade, a capela primitiva, dedicada a Santa Bárbara e edificada em 1640, encontrava-se afastada da casa, tendo sido demolida em 1900 por ameaçar ruína. Sobreveio-lhe, apenas, o lintel da porta com uma inscrição referente à sua fundação, que passou integrar a capela edificada em 1870, no interior da casa, e que viria a ser reconstruída em 1933 (IDEM, p. 72), ganhando, então, um maior destaque no prolongamento da fachada. Esta, voltada para o jardim, desenvolve-se em dois registos, com vãos rectangulares no primeiro e janelas de guilhotina, com molduras recortadas no segundo. Destacam-se as centrais pelo lintel coroado por volutas e medalhão central. O ritmo destes vãos converge para a porta, de moldura recortada e encimada pela pedra de armas dos Azeredo e Pinto, implantado já ao nível do frontão triangular que a empena desenha. A capela, com portal e óculo quadrilobado profusamente decorados e recortados, termina num frontão triangular de lanços contracurvados, com fogaréus no prolongamento dos cunhais.

( Fonte: IPPAR, Rosário Carvalho)

5. Casa do Arcouce

Classificação: Imóvel de Interesse Público

Localização: Freguesia de Loivos do Monte, com acesso pela E.N. n.º 321

Nota descritiva histórico – artística:

Composta por volumes diferenciados que desenham um L aberto para um vasto terreiro antecedido por portal ameado, a Casa de Arcouce é bem um exemplo das diversas intervenções que os edifícios habitacionais são objecto ao longo dos séculos, e que transformam a sua arquitectura, adaptando os imóveis às necessidades dos sucessivos proprietários.

A mais antiga referência sobre a Casa remonta a 1612, sabendo-se que aqui faleceu, em 1659, António Jorge Gomes, o primeiro senhor de Arcouce de que há notícia (SILVA, 1958,p.285).

O imóvel que hoje conhecemos é, muito possivelmente, uma construção mais tardia, já do final do século XVIII ou inícios do XIX, integrando e recuperando a casa anterior. Na verdade, só a partir do nascimento de Francisco Carlos de Azeredo Pinto e Melo, em 1790, é que encontramos as famílias presentes da pedra de armas da fachada, facto que deverá indiciar uma campanha de obras de maior vulto. Em todo o caso, é difícil determinar com exactidão os trabalhos e respectiva cronologia, uma vez que a documentação apenas refere as campanhas arquitectónicas mais próximas. É o caso da capela, dedicada a Santo António e mandada erguer, em 1814, por D. Rosa Joaquina de Freitas, herdeira da propriedade, e viúva de António de Azeredo de Araújo e Melo, falecido em 1800 (IDEM, p. 286). Mais recentemente, já no século XX, Francisco Carlos de Azeredo Pinto e Melo e Leme, nascido nesta Casa a 6 de Outubro de 1900, introduziu novas alterações, recuando a capela.

A entrada principal efectua-se através da fachada que faz ângulo com o frontispício do templo, e ao qual se acede através das escadas de lanço único, com guarda de volutas. A porta é de verga recta, e ao lado abre-se uma janela de avental trabalhado. Entre ambas, o brasão da família ocupa um lugar de destaque: trata-se de um escudo esquartelado, no 1º quartel, Azeredos; no 2º, Pintos; no 3º, Araújos; e no 4º, Melos. A capela, tal como a casa, apresenta pilastras nos cunhais, encimadas por pináculos. O portal é abatido, abrindo-se na zona superior do alçado, que termina em empena, um óculo quadrilobado. Nas restantes fachadas, com vãos simétricos e de linhas rectas com aventais trabalhados ao nível do andar nobre, merece especial referência o corpo ameado, e o alçado que se abre a Norte, com varanda alpendrada sustentada por colunas torsas.

( Fonte: IPPAR, Rosário Carvalho)

6. Convento de Ancede

(Outras designações: Mosteiro de Santo André de Ancede)

Classificação: Em vias de Classificação (com Despacho de Abertura), considerado todo o conjunto que inclui a Igreja Matriz, Capela do Bom Despacho e Quinta.

Localização: Freguesia de Ancede

Nota descritiva histórico – cultural:

O Convento de Santo André de Ancede, foi primeiro da Ordem de Santo Agostinho e, mais tarde, da dos Dominicanos, igualmente anterior à invasão mourisca, ou pelo menos coevo da fundação da nacionalidade - pois veio a obter Carta de Couto de D. Afonso Henriques, em 1141. A ele encontra-se anexa a actual Igreja Matriz, de três naves ( 1689), que, além do seu indiscutível valor arquitectónico, contém um precioso núcleo museológico de arte sacra, onde se incluem, para além de valiosas peças de paramentaria, uma Custódia (semelhante à que se diz ter saído das mãos de Gil Vicente), várias Cruzes Processionais e um Cofre com a cabeça do «frade santo», tudo em prata, e, ainda, pinturas inspiradas na Escola de Grão-Vasco, com relevo para o tríptico, e notáveis exemplares de estatuária religiosa.

De notar que as construções actualmente existentes correspondem ao período dominicano, depois de o mosteiro ter sido anexado, em 1560, ao Convento de S. Domingos de Lisboa e reflectem, pela sua riqueza, para além da importância cultural e religiosa o seu poder económico, derivado do extenso número de propriedades que possuíam em várias regiões do Norte do país e, sobretudo, dos lucros da venda do vinho ( O início da construção da actual Adega e dos Celeiros data de 1753).

Acrescem a este acervo patrimonial os inconfundíveis conjuntos escultóricos com verdadeiras representações cénicas da vida de Cristo, ao jeito do estilo barroco, segundo a devoção do Rosário divulgada pelos Dominicanos, na Capela do Bom Despacho (1731), erigida no Adro da mesma Igreja.

7. Igreja Paroquial de Valadares

Classificação: Em vias de classificação (com Despacho de Abertura)

Localização: Freguesia de Valadares

Nota descritiva histórico – artística:

A Igreja Românica de Valadares, antigo local de passagem dos peregrinos de Santiago integra algumas características arquitectónicas interessantes, desde o seu pórtico principal até à cachorrada de tipo românico que circunda a capela – mor, mas o que lhe confere especial motivo de interesse, são as pinturas a fresco, do séc. XV, caracterizadas pela sua raridade.

8. Casa da Cocheca

Classificação: Em Vias de Classificação (Homologado -Imóvel de Interesse Público)

Localização: Freguesia de Mesquinhata

Nota descritiva histórico – artística:

Embora o edifício actual, com um bonito alçado principal e uma imponente pedra de armas, seja uma reconstrução dos princípios do século XVIII, quando a capela (datada do Séc. XVII) foi anexada ao solar, há notícias de que a primitiva casa, com a sua quinta, esteve aforada ao Convento de Salzedas, no século XVI.

Para além da magnífica paisagem envolvente, nas proximidades do rio Douro, o belo conjunto de edifícios convida também a uma visita pela mostra permanente de artesanato, vinhos e outros produtos regionais, num agradável espaço da antiga adega.

9. Casa de Agrelos

Classificação: Em Vias de Classificação (Homologado - Imóvel de Interesse Público, incluindo Capela, terraço com balaustrada e jardim de buxo

Localização: Freguesia de Santa Cruz do Douro

Nota descritiva histórico – artística:

Implantada numa plataforma elevada em relação ao resto da propriedade, e parcialmente delimitada por uma balaustrada de granito, aberta por escadarias de acesso às cotas inferiores, a Casa de Agrelos destaca-se pela torre neoclássica que se ergue a meio de um corpo residencial setecentista.

Parece certo que existia um edifício no século XVII, ideia que se confirma pela data de 1612, inscrita no interior do imóvel, e que este foi objecto de uma remodelação e ampliação na centúria seguinte, muito possivelmente, já na segunda metade (AZEREDO, 1938, p. 117). Na verdade, os elementos decorativos que encontramos nas molduras dos vãos da fachada principal são já rocaille, e a capela exibe uma inscrição que faz remontar a sua edificação a 1764, o que ajuda a balizar a cronologia desta campanha de obras.

O corpo setecentista, baixo e de dois pisos, apresenta fachadas depuradas e pouco simétricas, à excepção da principal, com duas janelas de guilhotina de cada lado da torre. Esta, é uma edificação mais recente, datada de 1855 (segundo inscrição), e que se integra numa nova campanha, também responsável pela remodelação da capela, alguns anos mais tarde, em 1867 (de acordo com a inscrição já referida). A torre, que se ergue muito acima dos restantes volumes da casa, é o elemento de maior erudição do conjunto, denotando, no seu desenho neoclássico, a influência da arquitectura inglesa portuense. No alçado correspondente à fachada principal do imóvel, apresenta cantaria aparente, e é aberta por uma porta em arco de volta perfeita, a que se segue uma janela de guilhotina e uma outra de sacada, sendo rematada um frontão triangular em cujo tímpano se inscrevem as armas do "fidalgo cavaleiro da casa real e morgado de campello" que mandou construir a torre, ou seja, António Ferreira Cabral Paes do Amaral (AZEVEDO, 1969, p. 106). Originalmente, a propriedade pertencia à família Peixoto, tendo passado, por doação, para a posse dos Ferreira Cabrais, oriundos de Penaventosa, que aqui se instalaram no final de Setecentos (AZEREDO, 1938, p. 117).

Apesar da construção tardia, a torre da Casa de Agrelos é um exemplo da manutenção e aceitação, na arquitectura civil, de um elemento que remonta ao período medieval, mas que soube adaptar-se e integrar-se nas diferentes épocas e linguagens arquitectónicas, sendo recuperado quando existia ou sendo introduzido quando não havia vestígios conhecidos, como era o caso de Agrelos ((AZEVEDO, 1969, p. 60).

( Fonte: IPPAR, Rosário Carvalho)

 
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Concelho de Castelo de Paiva

Turismo

Visite-nos, e apaixone-se!!!
Numa visita ao longo do território paivense não faltam motivos de interesse e o sector do turismo é uma aposta a ter em conta na governação municipal.

Deste concelho se diz que é um oásis de ternura. De panorâmicas deslumbrantes, desde o Monte de S. Gens, em Sardoura, ao Monte de S. Domingos, às águas cantantes e puras do Rio Paiva, das praias fluviais, aos vinhedos das quintas, das margens do Douro, aos lugarejos típicos e preservados do nosso interior, são itinerários que dão ao visitante ar puro, descanso ao corpo e paz de espírito.

A Igreja de Real, com os seus magníficos tectos pintados e as esculturas existentes no seu adro, bem como a Capela no Monte de Stº Adrião ou o Monte de S. Domingos, com a sua capela e monumental carrilhão, onde a vista sobre o Douro é deslumbrante, merecendo obrigatória visita, são referências que marcam as potencialidades turísticas do concelho.

O território de Castelo de Paiva é recortado por abundantes rios e riachos que jorram dos alcantilados montes, fecundando o solo dos extensos vales, sendo pois, esta uma das razões que fez fixar nesta região antigas civilizações. Destacam-se, por ordem de grandiosidade, os rios Douro, Paiva, Arda e o Sardoura.



O Rio Douro, que banha cinco das nove freguesias do concelho, corre por entre ravinas alcantiladas, em paisagens de sonho e, por vezes, entre batelões e frágeis embarcações de pescadores locais, um barco rabelo surge, como que perdido nas brumas do tempo, recordando os tempos difíceis do transporte do " vinho fino " desde a Régua até aos cais de Vila Nova de Gaia.

Por iniciativa municipal e do IDTM foram construídos Cais de Acostagem nas zonas ribeirinhas do Douro, nos lugares do Castelo (Fornos), Midões (Raiva) e Concas (Pedorido), locais servidos por concorridas praias fluviais, que também existem no Paiva, em Várzea (Bairros) e Ratão (Fornos), sítios onde a tranquilidade apetece a usufruir para sempre.

Quintas senhoriais, onde se produz o melhor verde tinto do mundo, salpicam a paisagem, muitas delas contemplando o rio, agora transformado em roteiro turístico de excelência, tal o número de barcos de cruzeiro, com serviços de grande qualidade, que sulcam as suas águas.

Rio de Montanha, o Paiva, de águas puras e cristalinas, é o paraíso para pescadores e para os entusiastas da canoagem (águas bravas), é ainda possível retemperar forças, apreciar a quietude e a natureza, bem como observar lontras a nadar despreocupadamente.
Em pequenas praias fluviais, beneficiadas pela intervenção camarária e dotadas de cais de acostagem para barcos de recreio, o rio convida a um refrescante mergulho e na zona do Castelo, na confluência do Paiva com o Douro, localiza-se uma ilhota, património municipal, onde recentemente foi descoberto a estrutura de uma antiga ermida do século XV. No meio do rio, a ilha permanece de sentinela ao tráfico fluvial e desperta os jovens para a prática dos desportos náuticos ou mesmo para um animado acampamento em período estival.



Neste local, de espectacular enquadramento paisagístico, onde a edilidade paivense construiu uma funcional área de lazer, marina, balneários e piscina descoberta, barqueiros simpáticos, experientes, proporcionam agradáveis passeios em embarcações típicas e tradicionais e contam histórias de arrepiar e lendas de mouras encantadas e tesouros perdidos na profundeza do rio.

Por todo o lado, neste território que a cada momento apetece descobrir, procurado pelos amantes de todo-o-terreno, o verde destaca-se, cobre a montanha e dá-lhe vida. Em toda esta envolvência serena, a natureza, num louvor supremo, concebeu um vinho verde sublime, um dos melhores da região demarcada, evidenciando-se o ambiente vivido em torno deste sector agrícola, de extrema importância na economia do concelho.
Para além do Hotel Rural Casa de S. Pedro, com 12 quartos, um moderno hotel integrado num espaço agrícola de significativa grandeza e tranquilidade, que oferece um confortável alojamento, restauração e oportunidades de participar nas actividades rurais, o concelho tem ainda a Residencial Castelo Douro, com 18 quartos, uma estrutura hoteleira moderna e funcional, localizada bem no centro da Vila, e que assegura, também, serviço de restaurante.

 
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Concelho de Cinfães
Igreja Românica de Tarouquela
A Igreja de Tarouquela, edificada no século XII, apresenta como principal característica os trabalhos de escultura. Existe um pórtico gótico-românico de três arquivoltas lisas, correspondente a três pares de fustes cilíndricos, que arrancam de três capitéis. Em cada uma das fachadas laterais, podem ver-se diversas figuras simbólicas, tais como: cabeças de lobo, corujas, um meio corpo humano e vários mascarões expressivos.
No pórtico principal, há também um tímpano com uma flor-de-lis aberta em sulco. Na zona envolvente, encontram-se vestígios do Mosteiro e da velha casa do Mosteiro que ficavam anexos à Igreja. Foi classificada como Monumento Nacional pelo Decreto N° 34.452, de 20 de Março de 1945..

Igreja de S. Miguel de Escamarão
A Igreja de Nossa Senhora da Natividade em Escamarão, na Freguesia de Souselo - que foi na época medieval um dos mais importantes Coutos do concelho - é de remota fundação e de interessantes características arquitectónicas. Apesar de ser de pequenas dimensões, tem um grande significado histórico, nomeadamente pelas manifestações artísticas que apresenta. São de admirar, o arco cruzeiro na nave, os painéis de azulejos hispano-árabes e o retábulo-mor em talha do século XVII onde está uma imagem de Nossa Senhora da Natividade. No exterior, destaca-se o pórtico desta igreja gótico-românica e a janela gótica geminada existente na ábside que demonstra já indícios do período gótico flamejante. Foi classificada como imóvel de interesse público - Dec. N°. 37.728, de 05.10.1950.

Igreja Paroquial de S. Cristóvão de Nogueira
A Igreja Paroquial de S. Cristóvão de Nogueira apresenta também algumas características românicas. Erigida no século XIII, em estilo românico e, apesar dos restauros efectuados, ainda se conseguem encontrar vestígios da arquitectura original. Restaurada no século XVIII, todo o interior da igreja foi executado em estilo barroco. Corpo de uma só nave. Altar-mor com tribuna de talha dourada, com duas imagens. No seu interior, o arco de Triunfo é revestido a talha e em cada sopé existe o altar. O corpo da Igreja é constituído por uma torre sineira lateral construída no século XVIII.

Igreja Matriz de Cinfães
A Igreja de S. João Baptista e Matriz de Cinfães, localiza-se no núcleo mais antigo da vila. A Igreja actual em estilo barroco foi construída no século XVIII no mesmo local aonde já tinha sido erigida uma capela. É um templo vasto e magestoso de planta cruciforme sendo os topos do transepto arrematados por duas capelas. Na capela lateral, à direita, encontram-se dois sarcófagos de granito, anapigráfico, com uma estátua jacente. No exterior, junto à sacristia, existe um tímpano que se presume ser de origem visigótica.


Pelourinho de Cinfães
Situado na envolvente do Edifício dos Paços do concelho.
Classificado como Imóvel de interesse público.


Pelourinho de Nespereira
Situado no Lugar da Feira-Nespereira.
Classificado como imóvel de interesse público.

Pelourinho ou "Picota " em Enxidrô - Tendais
Fuste erguido sobre base quadrangular. Falta-lhe o remate que seria semelhante ao que encima o de Nespereira.




 
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Concelho de Espinho
DAS ORIGENS À CRIAÇÃO DO CONCELHO

A elaboração de um esboço histórico sobre Espinho, necessariamente sumário e elucidativo, leva-nos a sublinhar aqueles aspectos tidos como mais marcantes, que identifiquem as suas raízes e tracem as etapas decisivas da sua evolução, desde que surgiu como pequeno aglomerado piscatório até se transformar em povoação, capaz de atingir o estatuto de freguesia e de se expandir com força suficiente para alcançar, como concelho, uma autonomia sólida e duradoura.


As Origens

Espinho teve a sua origem num vasto areal denominado "Espinho-Mar" que, em conjunto com um povoado conhecido como "Espinho-Terra", constituía o lugar de Espinho, parte integrante da freguesia de S. Félix da Marinha, do concelho de Vila Nova de Gaia. As referências a este lugar remontam à época da integração do território no reino das Astúrias e Leão, existindo documentos (datados de 985,1055 ou 1080) em que aparece a designação de "villa" Spinu (ou Espinu), relativa a uma propriedade rural localizada a poente do monte de Seitela (perto do mar) e confrontada com o lugar de Brito (a norte) e com Anta (a sul). O vasto areal terá surgido muito depois do período de dominação romana, quando as águas do oceano recuaram por força da sedimentação de areias e da formação dunar, sendo referido como local de pesca numa carta de D. Manuel (datada de 1510), que concede os direitos da pescaria realizada "na costa do mar da foz despinho atee foz de vouga".

A utilização de locais próximos do Porto para a pesca marítima, de carácter esporádico, tornou-se mais frequente com movimentos migratórios, principalmente provenientes de Ovar, por necessidade de aproximação a mercados capazes de proporcionarem o necessário escoamento do produto, em virtude de se desconhecerem processos de conservação. A costa de Espinho, como local de trabalho de um grupo de pescadores, é citada no relato de uma revolta, em 1737, de várias colónias (em que se incluíam as de S. Jacinto, Torreira e Furadouro), como protesto a restrições ao uso de recursos florestais, ordenadas pelo administrador do pinhal da Estrumada (Ovar). Na segunda metade do séc. XVIII, esta faixa costeira foi alvo de reformulação administrativa, determinada pelo Bispo do Porto, tendo como ponto de referência uma pequena lagoa, cuja margem norte se manteve integrada no lugar de Espinho da paróquia de S. Félix da Marinha, ao passo que a margem sul transitou para a paróquia de Anta, dando origem a um novo lugar de Espinho.



Praias

Espinho possui 8Km de praias, que desde 1830 são procuradas pelo clima ameno, areais extensos em conjunto com rochas marinhas repletas de algas em certas zonas que proporcionam a cada veraneante a possibilidade de escolher a praia da sua preferência.
O imenso mar azul que envolve a areia fina é recortado por esporões que o tornam manso em zonas propícias a banhos com o prazer e segurança de uma praia cuidadosamente vigiada, mas também exibe uma ondulação adequada à prática de desportos aquáticos, como o surf ou bodybord. Assim, o sossego de uma praia isolada contrapõe-se à acção de outra, onde, inclusive, poderá assistir a um disputado jogo de voleibol de praia ou conviver num animado bar.
Espinho possui uma praia distinguida com Bandeira azul da Europa (praia da Baía) onde, durante toda a época balnear se realizam as mais variadas actividades que visam sensibilizar veraneantes e toda a população para a necessidade de preservar o ambiente

• Praia Marbelo

Marco o inicio da frente urbana das praias de Espinho. Areal amplo onde se realizam campeonatos de andebol, futebol e voleibol de praia, um dos desportos de eleição da cidade, devido ao sucesso da dupla Miguel Maia e João Brenha. Mar picado.

Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Aluguer de guarda-sóis e toldos
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes
Surf e bodyboard


• Praia Pop

Areia branca e fina, moldada por diversas barracas.

Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Aluguer de guarda-sóis e barracas
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes


• Praia Azul

Passeio marítimo amplo, numa zona fechada ao trânsito, ideal para caminhadas. A praia reúne miúdos e graúdos no seu areal

Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Aluguer de guarda-sóis e barracas
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes

• Praia Seca

Próxima das piscinas municipais, uma das mais concorridas do País, situa-se numa zona fechada ao trânsito, perto da estação dos caminhos de ferro e do núcleo comercial de Espinho. Movimento intenso, apesar de um areal de dimensão considerável.

Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Aluguer de guarda-sóis e barracas
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes

• Praia Costa Verde


É frequentada pelo turista típico das redondezas, que todos os anos aluga uma barraca de praia à época ou a herda dos pais. Alberga a escola de surf Nortada, responsável pela boa parte da animação desportiva de Espinho.

Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Aluguer de guarda-sóis e barracas
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes
Surf e bodyboard

• Praia da Baía

Praia da zona urbana de Espinho mais procurada pelos banhistas. Limitada por dois paredões, tem excelentes condições para a prática de surf. Durante a época balnear funciona uma Ludoteca / Centro Azul que para além do empréstimo de jogos e livros, promove inúmeras iniciativas de caracter lúdico que tornam esta praia um local de lazer privilegiado.
Realizam-se ainda no mesmo local Campeonatos Europeus e Mundiais de Voleibol de Praia, de Surf e Body Board.


Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Aluguer de guarda-sóis e cadeiras
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes
Surf e bodyboard

• Praia de Silvalde

Areal extenso e com boas ondas para surf, situado no extremo sul da área urbana de Espinho, numa zona mais pobre da cidade. Localizada próximo do Campo de Golfe "Oporto Golf Club".

Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Duches
Casas de banho
Acesso para deficientes
Surf e bodyboard

• Praia de Paramos

O acesso à praia obriga a atravessar a pista aérea do Aeródromo. Um imenso areal dividido por um pontão artificial que rodeia uma capela. Encontra-se próxima do Clube de Golfe fundado em 1890.

Informações complementares:
Praia vigiada
Bar
Aluguer de guarda-sóis, toldos e barracas
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Casas de banho
Acesso para deficientes
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Concelho de Felgueiras
O Município de Felgueiras, localizado na parte superior do Vale do Sousa, abrange cerca de 116 Km2, repartidos por 32 freguesias.

É constituído por quatro centros urbanos: a Cidade de Felgueiras, a Cidade da Lixa, a Vila de Barrosas e a Vila da Longra. Verdadeiro coração da NUT Tâmega, constitui hoje uma centralidade importante no mapa de auto-estradas e itinerários principais, uma garantia sólida de afirmação das inúmeras potencialidades reais concelhias.

O património monumental do concelho é rico e diverso, sendo de realçar no presente e entre outros, o que se integra na Rota do Românico do Vale do Sousa: Mosteiro de Pombeiro, Igreja de Airães, Igreja de Sousa, Igreja de Unhão e a Igreja de S. Mamede em Vila Verde.

O Mosteiro de Pombeiro, monumento nacional classificado, é anterior à fundação da Nacionalidade e a expressão máxima das origens remotas e da riqueza cultural das terras felgueirenses.

Os bordados são uma das mais ricas tradições do concelho, que emprega cerca de 2/3 das bordadeiras nacionais. O filé ou ponto de nó, o ponto de cruz, o bordado a cheio, o richelieu e o crivo são exemplos genuínos do produto artesanal de verdadeiras mãos de fada.

Os sabores autênticos da gastronomia, a frescura e intensidade dos aromas dos vinhos e o ambiente de grande animação proporcionam momentos inesquecíveis. Dando corpo a essa riqueza, foi já constituída a “Confraria do Vinho de Felgueiras”, destinada a divulgar e defender o vinho e a gastronomia felgueirenses.

Felgueiras, com 59 000 habitantes é um dos concelhos com a população mais jovem do país e da Europa. Uma terra de excepção que aposta na valorização dos seus recursos humanos, na consolidação do campus politécnico, no desenvolvimento económico (pleno emprego e centro de negócios) e na consolidação das suas infra-estruturas.

Marcada pela invulgar capacidade empreendedora do seu povo é responsável por 50% da exportação nacional de calçado, por 1/3 do melhor Vinho Verde da Região e por um valioso património cultural. Felgueiras é um dos municípios com maior desenvolvimento do Norte do País.

 
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Concelho de Gondomar
Gondomar, o seu nome tem ressonâncias históricas. Vários achados revelam as velhas raízes da vivência humana neste local desde a pré-história. A exploração das minas de ouro nas regiões próximas e a posição estratégica do “Crasto” comprovam a permanência dos Romanos nestas terras.

Entre outras versões, a denominação “Gondomar” é atribuída ao rei visigodo “Gundemaro” que, em 610, teria aqui fundado um Couto.

Apesar de não haver vestígios dos cavaleiros visigóticos, Gondomar recebeu o primeiro foral em 1193, de D. Sancho I, que, mais tarde, foi confirmado pelo rei D. Afonso II, através das Inquirições. O Monarca “fez honra de Gondomar” a D. Soeiro Reymondo, que aqui tinha um solar.

No reinado de D. Manuel I é outorgado o segundo foral ao “Município de Gondomar”, em 1515. Também estas férteis terras foram doadas a D. Margarida de Vilhena, concedendo-lhes direitos de renda, foros, etc.

Nos séculos seguintes, o “julgado de Gondomar” não enquadrou sempre as actuais freguesias. Ao longo dos anos diversas modificações do estatuto e demarcações de algumas localidades - Melres Rio Tinto, Lomba e São Pedro da Cova - fizeram variar a forma do concelho. Se bem que fossem integradas as referidas freguesias com todas as suas potencialidades, ao concelho já pertenceram Avintes (hoje ligada à cidade de Vila Nova de Gaia) e Campanhã (freguesia do Porto, fronteiriça com os limites de Gondomar).

Data de 1868 a incorporação no concelho das freguesias de São Cosme, Valbom, Rio Tinto, Fânzeres, São Pedro da Cova, Jovim, Foz do Sousa, Covelo, Medas, Melres e Lomba. Formalmente só em 1927 a sede do concelho - São Cosme - foi confirmada como Vila de Gondomar, mediante pedido à Presidência da República.

Em 1985 foi promulgada a lei de criação da Freguesia de Baguim do Monte. Em 1991 Gondomar ascende a cidade, o mesmo acontecendo com Rio Tinto, em 1995. Mais recentemente (Janeiro de 2005), Valbom também ascende à categoria de cidade.

 
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Concelho de Lousada
O concelho de Lousada, integrado na região do Vale de Sousa, é bastante industrializado, com destaque para a indústria de confecções de vestuário, apesar de ainda manter um cariz agrícola, sobretudo no domínio nos vinhos verdes e lacticínios, com empresas agro-industriais bastante desenvolvidas.

Com uma população a rondar os 45 mil habitantes, na sua maioria jovens, distribuídos por 25 freguesias e cerca de 95km2, Lousada dista 35 km do Porto, a cujo distrito pertence, confinando com os concelhos de Penafiel, Paredes, Paços de Ferreira, Santo Tirso, Vizela, Felgueiras e Amarante.

Reúne atractivos para uma estada agradável: as estações arqueológicas, igrejas e solares majestosos, pelourinho, pontes, aqueduto e a Torre dos Mouros constituem património histórico de um Município onde as belezas naturais se afirmam por excelência, como comprova

O artesanato tem nos bordados uma importante expressão, mas a tecelagem, especialmente em linho, a piroctecnia, cestaria, tamancaria e latoaria encontram-se igualmente em actividade, numa terra onde o incomparável vinho verde e a saborosa gastronomia, nomeadamente o cabrito assado com arroz de forno, o basulaque, o pão-de-ló e os beijinhos de amor, merecem também especial relevância.
O maior andor do País, transportado na festa da Senhora da Aparecida por cerca 70 homens, constitui uma importante atracção turística, mas as romarias prolongam-se durante todo o ano, com folclore, bandas de música, grupos de bombos, gigantones, fogo-de-artifício e "vacas-de-fogo".

A singular hospitalidade do povo completa o conjunto de razões para uma visita a Lousada - terra onde as condições de bem estar têm sido valorizadas.
Se as piscinas, o auditório e a biblioteca municipais oferecem propostas de interesse, é indesmentível uma melhoria de qualidade das condições hoteleiras e de alojamento, com o turismo no espaço rural a apresentar excelentes exemplos.

As acessibilidades têm vindo a ser ampliadas, Lousada, no âmbito da Região do Vale de Sousa, reúne condições para potenciar a sua oferta turística.
Rotas do Românico, do Vinho Verde e do Gourmet, roteiros culturais e programas de animação cultural e desportiva durante o ano surgem como propostas, com destaque para o novo Complexo Desportivo e o Eurocircuito, que confirmam que viver em Lousada significa, cada vez mais, qualidade e prazer.


 
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Concelho de Maia
MONUMENTOS E LOCAIS DE INTERESSE


Igreja de Santa Maria (Nª Srª do Ó)
- Monumento Nacional desde 1884, cuja data de construção é anterior à própria nacionalidade. Esta igreja foi fundada pelos cavaleiros do Santo Sepulcro, sendo dúplice, por nele morarem cónegos e cónegas de Santo Agostinho, da ordem regrante do Santo Sepulcro. De origem românica possui duas naves com capiteis ornados com folhagens e decoram-na painéis pintados com motivos vegetalistas e animais. Destaca-se na sua frontaria o portal de quatro arquivoltas ogivadas, e, no lado norte, o portal de duas arquivoltas igualmente ogivadas, com a cruz de Malta no tímpano.

Capela Nossa Senhora da Guadalupe - Monumento eventualmente românico, reconstruído em 1633. Situa-se no Lugar do Paço em Águas Santas. A Capela tem no seu altar-mor a imagem da Virgem de Guadalupe, feita por um santeiro espanhol, a segurar o Menino num braço e no outro um bastão. O seu interior está revestido por notáveis "frescos", de origem seiscentista, alusivos à Senhora e às fases da Paixão de Cristo. De referir ainda o espaçoso coro e um orgão de tubos, construído em 1827.
A padroeira dos toureiros tem festas em sua honra no 1º Domingo de Setembro e em honra do Menino Deus no 2º Domingo de Janeiro.

Monumento às Bandas de Música - Homenagem às seculares bandas de música de Moreira e Gueifães, que representam uma das mais belas, mais ricas e mais significativas expressões da nossa cultura popular.
Maior grupo escultórico em bronze da Europa representando uma banda em plena actuação, da autoria do escultor Laureano Ribatua.
1997

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Concelho de Marco de Canaveses
O concelho de Marco de Canaveses fica situado no distrito do Porto, em plena região duriense. Os seus limites são estabelecidos pelos concelhos de Amarante (a norte), de Baião (a este), de Cinfães e Castelo de Paiva (a sul) e de Penafiel (a oeste).

Compreende uma área de 202 quilómetros quadrados, pela qual se distribuem trinta e uma freguesias: Alpendorada e Matos, Ariz, Avessadas, Banho e Carvalhosa, Constance, Favões, Folhada, Fornos, Freixo, Magrelos, Manhuncelos, Maureles, Paços de Gaiolo, Paredes de Viadores, Penha Longa, Rio de Galinhas, Rosém, Sande, Santo Isidoro, São Lourenço do Douro, São Nicolau, Soalhães, Sobretâmega, Tabuado, Torrão, Toutosa, Tuías, Várzea do Douro, Várzea da Ovelha e Aliviada, Vila Boa do Bispo e Vila Boa de Quires.

De acordo com estudos etimológicos, o primeiro elemento do topónimo principal do concelho ("Marco") terá sido atribuído a esta terra pelo facto de aqui ter existido uma marca de pedra, que assinalava a divisão das freguesias de Fornos, São Nicolau e Tuías. "Canaveses", por sua vez, deriva de "canavês", que significa "terreno onde se cultiva câneve, ou seja, cânhamo. Esta designação é, assim, alusiva à cultura de cânhamo, outrora abundante nesta região.

A julgar pelos vestígios arqueológicos encontrados no território do actual concelho de Marco de Canaveses, este foi povoado desde o período do Neolítico. Mais tarde, recebeu a presença do povo romano, que também deixou fortes marcas da sua passagem, nomeadamente as termas, o fórum, as zonas habitacionais e uma necrópole da povoação de Tongóbriga.


As raízes históricas deste concelho estão ligadas à antiga vila de Canaveses, cujo senhorio pertenceu à família de D. Gonçalo Garcia, entre 1255 e 1384. Neste ano, Canaveses foi entregue, por D. João I, a João Rodrigues Pereira. Já no século XIX, as suas terras foram integradas no município de Soalhães. Contudo, esta situação foi alterada em 1852, com a criação do concelho de Marco de Canaveses, que resultou da anexação dos concelhos de Benviver, Canaveses, Soalhães, Portocarreiro e parte dos de Gouveia e Santa Cruz de Riba Tâmega.

 

O concelho do Marco de Canaveses tem um destino e uma vocação marcados pelos dois rios que o delimitam: o Douro e o Tâmega. As albufeiras artificiais do Carrapatelo (no Douro) e do Torrão (no Tâmega) prestam-se à prática de desportos náuticos. O Parque Fluvial do Tâmega (nas freguesias de Sobretâmega e S. Nicolau), com a sua fluvina, as suas plataformas de pesca, o parque de merendas, o parque infantil e o seu circuito pedonal e de manutenção são um interessante ponto de visita e de lazer. O rio Douro, por onde circulam barcos turísticos que percorrem um dos mais impressionantes itinerários fluviais que é possível encontrar, também proporciona belíssimas paisagens e momentos de lazer, nomeadamente no cais de Bitetos (freguesia de Várzea do Douro).

As serras da Aboboreira e de Montedeiras são uma sequência quase ininterrupta de pontos de vista. A Aboboreira interessa, ainda, no plano arqueológico, ali se encontram importantes vestígios pré-históricos, nomeadamente antas e mamoas.

Na arqueologia, outro local que merece atenção e visita é a cidade romana de Tongobriga, importante povoação romana, cujo auge foi o séc. II d.C., e se situava junto da via principal romana que a partir do séc. I d.C. ligava as cidades de Bracara Augusta (Braga) a Emerita Augusta (Mérida).

Ao longo dos tempos, o Homem foi deixando outros vestígios artísticos e hoje é possível falar, por exemplo, de um importante circuito românico religioso: Vila Boa de Quires, Santo Isidoro, Sobretâmega, São Nicolau, Tabuado, Soalhães, Vila Boa do Bispo e Fandinhães e de um importante circuito românico civil: Ponto do Arco e Memorial de Alpendorada.

O barroco está também presente em igrejas como as dos mosteiros de Vila Boa do Bispo e Alpendorada e em diversas casas solarengas, das quais se destaca as Obras do Fidalgo (interessante palacete inacabado, em Vila Boa de Quires).

Qualquer igreja é capaz de nos surpreender ou então de nos emocionar, nem que seja apenas por um pormenor de talha dourada (Vila Boa do Bispo, Soalhães, Alpendorada, Manhuncelos e S. Nicolau), de azulejos (Soalhães, Vila Boa do Bispo e Vila Boa de Quires) ou uma pintura interior (frescos em Santo Isidoro, Tabuado e S. Nicolau).

No património religioso temos um edifício de reconhecido valor internacional, a Igreja de Santa Maria, obra do arquitecto Sisa Vieira. Existe ainda os castros, sobressaindo o de Arados (em Alpendorada), as sepulturas antropomórficas e os Pelourinhos de Canaveses (na freguesia de S. Nicolau), Portocarreiro (na freguesia de Vila Boa de Quires) e o de Soalhães (na freguesia de Soalhães).

Uma visita ao Marco de Canaveses não será completa se não contemplar o artesanato local. Representado pelas Bonecas de Folhelho, pela cantaria, pela cestaria, pelos chapéus de palha, pelas rendas e bordados, pela tanoaria e pela tecelagem, pode ser admirado e adquirido na Loja do Artesão, na casa de Produtos Tradicionais e Posto de Turismo de Bitetos e no Posto de Turismo da Câmara Municipal do Marco de Canaveses.

Aos nossos visitantes recomendamos que usufruam da nossa hospitalidade, alojando-se numa das casas de Turismo em Espaço Rural ou que procurem um dos nossos restaurantes para que possam experimentar a nossa gastronomia (caldo verde, anho assado com arroz de forno, verdinho e lampreia) bem como a nossa doçaria (Pão-de-ló, Pão Podre, cavacas e Fatias do Freixo e os Biscoitos da Fábrica Duriense). Recomenda-se que as iguarias sejam bem acompanhadas pelos nossos vinhos verdes. Pertencendo à Região Demarcada dos Vinhos Verdes, aqui se criou a Rota dos Vinhos do Marco de Canaveses. Seguindo uma sinalética personalizada, podemos encontrar, visitar e degustar os néctares das 21 quintas aderentes à rota.

 
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Concelho de Matosinhos
Terra de memórias e tradições
O mar à mesa, a nova arquitectura, as peregrinações, os monumentos, as recriações históricas.
Matosinhos turístico é incontornavelmente gastronomia, arquitectura contemporânea, a imensa costa marítima. Muitos são os demais encantamentos.

Da gastronomia, poder-se-á dizer que é a âncora. O peixe, o marisco, as receitas de carne do Matosinhos interior, o tom e aroma de eterno arraial são desarmantes. O Norte faz de Matosinhos o local de todas as celebrações. Vêm almoçar, jantar, e voltam para um concerto, uma conferência, para a prática de um desporto, descobrem os demais encantamentos.

Da arquitectura contemporânea, dever-se-á fatalmente falar de Álvaro Siza cujos laços a Matosinhos são fortíssimos. Desde logo ao nível das emoções: Álvaro Siza nasceu em Matosinhos, as suas primeiras memórias têm forçosamente o recorte, o aroma, os sons da sua cidade. Matosinhos foi deveras inspirador. Matosinhos guarda ciosamente as obras de Siza, as da sua juventude, ícones da arquitectura mundial, monumentos nacionais: a Casa de Chá da Boa Nova, a Piscina das Marés, construídas entre as rochas, não fossem - diria ao tempo o seu Autor - quebrar a vista da linha do mar. É o turismo de perto e que atravessa o mar para ver as obras do Mestre, mas também as de Fernando Távora, Alcino Soutinho, Souto Moura.

Venha a pé, pelo sul, junto ao mar, entre na despojada marginal de Souto Moura, olhe a lendária Praia de Matosinhos fervilhante de magia e de símbolos - génese das muitas peregrinações e festas populares. Venha por onde vier, tome-se de amores por Matosinhos.

Nesta parte, poderá visualizar algumas informações sobre o turismo de Matosinhos, nomeadamente informações sobre actividades de Lazer, Festas Feiras e Romarias, Itinerários sobre aspectos culturais e históricos do concelho, bem como informações sobre alojamento e restauração.

Localização
Matosinhos é uma das maiores cidades do distrito do Porto, localizada no norte de Portugal, no noroeste da Península Ibérica, no lado direito do rio Douro.

Situada ao lado da cidade do Porto, possui uma grande área banhada pelo Oceano Atlântico. Matosinhos é uma cidade com grande desenvolvimento industrial, que procura manter ao mesmo tempo as suas tradições populares.

Aproveitem a 100% a visita a Matosinhos

Latitude: 41º 10´ 59.1" N
Longitude: 8º 40´ 59.4" W
 
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Concelho de Paços de Ferreira
Património Classificado
Os primeiros vestígios da ocupação humana reconhecidos com segurança na área concelhia permitem delinear um quadro de sequências culturais desde formas incipientes de actividade agrária, em horizontes megalíticos bem documentados, a um papel de primordial importância durante a Idade dos Metais. Os melhores testemunhos deste passado são hoje monumentos nacionais, como o Dólmen de Lamoso e a Citânia de Sanfins, uma das mais importantes estações arqueológicas da Proto-história europeia.
A partir dos tempos da fundação da nacionalidade, a consolidação e expansão da economia encontra-se nas mãos de uma sociedade florescente, em que a terra estava repartida segundo práticas feudais. Essa vitalidade económica e social é manifesta na edificação do imponente templo românico de S. Pedro de Ferreira, que ocupa então lugar central na organização e exploração do território.


Capital do Móvel
O Concelho de Paços de Ferreira afirmou-se, durante os últimos 20 anos, como a Capital do Móvel em Portugal. Já acolheu a 1ª Bienal Internacional de Design de Mobiliário.
Paços de Ferreira é hoje o maior centro de negócios de mobiliário do país e da Galiza, centralizando-se aqui o escoamento de grande parte da produção nacional de móveis.
Com uma área de exposição instalada de cerca de 1 milhão de metros quadrados, Paços de Ferreira é o dínamo do sector do mobiliário em Portugal, contando também com uma importante actividade industrial ao nível da produção.
O próprio Instituto de Comércio Externo de Portugal considera que a indústria de mobiliário é a que mais tem contribuído para o equilíbrio das exportações e para o estancamento da crise.

O fio da História

Em Paços de Ferreira esta indústria nasceu do embrião do mobiliário escolar.
O objectivo do notável pacense Albino de Matos era introduzir em Portugal um método de ensino especial, a partir da reforma do mobiliário escolar, substituindo o que considerada mobiliário desproporcionado e anti-higiénico por novos modelos revolucionários, cujos preceitos higiénicos e pedagógicos eram prioridade.
Professor primário e emi¬nente pedagogo, revolucionou de uma forma patriótica, todos os esta¬belecimentos de ensino oficial e particular, quando em 1920 decide espalhar em Portugal este método nas escolas infantis, primárias e liceais.
Depois, vieram os Dons de Froebel, os con¬tadores, as caixas métricas popularizadas sob a designação “Albino de Matos”, as colecções de todos os sólidos e medidas várias, necessários para o ensino da geometria, o metro articulado e os entretenimentos úteis para as crianças, escrupulosamente executados segundo o sis¬tema do grande professor que os inventou.
Assim surge a Albino Matos, Sucrs, Lda., em Freamunde, e bastaram três anos para que a solução para responder ao crescente volume de pedidos foi a fusão com uma outra fábrica, tam¬bém de Freamunde, a Pereira & Barros, Lda..
Da união resultou a designação de Albino de Matos, Pereiras & Barros, Lda., a primeira indús¬tria instalada no Concelho de Paços de Ferreira, pioneira da indústria de marcenaria, que execu¬tava com perfeição o mobiliário escolar, criando nas suas instalações uma verdadeira escola de formação de operários e técnicos especializa¬dos, muitos dos quais viriam a estabelecer-se por conta própria e dar origem ao início de uma rede de empresas de mobiliário que hoje torna a Capital do Móvel, como o Concelho de maior significado na indústria nacional de mobiliário.



 
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Concelho de Paredes
Turismo



Paredes, integrado na região do Vale do Sousa, é hoje um concelho que se tem vindo a afirmar em diferentes áreas da nosso sociedade, nomeadamente o turismo.
Em termos de localização, Paredes goza de condições privilegiadas, uma vez que se encontra a escassos minutos do grande Porto. Por outro lado preserva, ainda, uma magnífica atmosfera rural.

O concelho de Paredes está inserido na Rota do Românico e na Rota dos Vinhos Verdes, reunindo um conjunto de equipamentos e meios que poderão proporcionar agradáveis momentos.


Todas as pessoas que desejem obter informações sobre o concelho devem deslocar-se à Câmara Municipal, uma vez que é neste espaço que funciona o sector de turismo.
No espaço de atendimento turístico da Câmara Municipal de Paredes pode encontrar informação sobre o património, o que fazer, o que visitar, indicações sobre o tipo de artesanato do concelho, alojamento, restauração, meios de transporte e mapas do concelho da cidade de Paredes.
O Pelouro de Turismo é, igualmente, responsável pela instrução dos processos de Classificação de Imóveis de Interesse Municipal.

Património do concelho de Paredes
O Património do concelho de Paredes é apresentado de uma forma simples e esquemática por forma a tornar-se acessível ao utilizador encaminhando-o para uma pesquisa de acordo com os objectivos e interesses.

Nesse sentido, estruturou-se o tema em dois grupos: Património Classificado subdividido pelas categorias de classificação definidas pela Lei nº 107/2001 de 8 de Setembro e Património não Classificado organizado numa abordagem individual sobre Património Arqueológico, Património Etnográfico e Património Arquitectónico.

Por fim, num grupo autónomo destaca-se o Património Natural subdividido, também, em Património Natural Classificado e Património Natural não Classificado.

Refira-se que o Património aqui difundido é o resultado do trabalho de identificação e registo patrimonial desenvolvido pelo Pelouro da Cultura. A continuidade da elaboração deste inventário, permitirá a actualização dos dados que irão enriquecer o conhecimento do património concelhio.



Monumento Nacional
Igreja de S. Pedro do Mosteiro de Cête
A fundação do Mosteiro remonta aos séculos X/XI. Foi da Ordem de S. Bento e a partir dos meados do século XVI da Ordem de S. Agostinho. Em 1758 encontravam-se, ainda, dois religiosos a assegurar a vida espiritual da...


 
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Concelho de Penafiel
UM PÉRIPLO PELO CONCELHO

Penafiel é um concelho de forte vocação e apelo turísticos. As suas manifestações de interesse perpassam vários domínios, como sejam, o seu património, a sua gastronomia, as suas paisagens naturais, as suas tradições, feiras e festividades, às quais acrescem as estruturas turísticas construídas e em construção.

A PAISAGEM NATURAL

Penafiel é um concelho de montes, vales e rios, que pode ser fruído a partir de vários pontos e lugares. Deixa-se, todavia, a sugestão de aproveitar os belos planos de água decorrentes da albufeira do Tâmega ou as encostas agrestes do Douro.

O PATRIMÓNIO

Penafiel é também um concelho onde se percebe a intensa humanização de que o seu território foi alvo, ao longo de vários milénios. Assim, podem ser apreciados vários monumentos que a arte humana ofereceu à luz do dia, desde os imemoriais tempos pré-históricos.

Aqui podem ser visitados a Anta de Santa Marta, o Menir de Luzim, gravuras rupestres e várias necrópoles.

É também neste território que pode ser visitado um dos maiores castros do Noroeste Peninsular – o Monte Mozinho (Oldrões/Galegos). Trata-se de uma cidade proto-romana, coeva do início da era, que tantos estudiosos e visitantes tem atraído para dentro dos seus limites. Integra a recentemente criada Rota dos Castros e Verracos da Fronteira Hispano-Lusa, juntamente com as Deputações de Ávila e Salamanca (Espanha) e os municípios de Miranda do Douro e Mogadouro, projecto financiado pelo Interrreg IIIA. Ali foi recentemente inaugurado o seu Centro Interpretativo, a zona de acolhimento de arqueólogos e vigilantes (apoiados pela ON, medida Cultura) e quatro modernas esculturas de outros tantos artistas. É intenção do Município continuar a beneficiar a zona de acolhimento dos visitantes.

Também merecem um especial relevo, os monumentos que integram a Rota do Românico do Vale do Sousa (apoiada pela ON – AIBT Vale do Sousa), a saber, o Mosteiro Beneditino de Paço de Sousa (onde se encontra o túmulo de Egas Moniz), a Igreja de S. Gens (Boelhe), a Igreja da Gândara (Cabeça Santa), a Igreja de S. Miguel de Entre-os-Rios (Eja), os Túmulos da Igreja de S. Pedro de Abragão, o Memorial da Ermida (Irivo) e a ponte de Espindo (entre Bustelo e Lodares/Lousada).

Também é de evidenciar o património e arquitectura rurais, existentes em vários lugares e aldeias do concelho, com especial incidência para as Aldeias Preservadas de Quintandona (Lagares) e Cabroelo (Capela), e de Entre-os-Rios, em recuperação.

Recomenda-se ainda a visita do Mosteiro Beneditino de Bustelo e o aqueduto que se ergue na sua envolvente, bem como o Santuário da Nossa Senhora da Piedade (Sameiro) e o Centro Histórico da cidade.

A GASTRONOMIA

Ninguém fica indiferente à gastronomia penafidelense, que pode ser apreciada, em todas as épocas do ano, em qualquer um dos restaurantes que se estendem pelo concelho.

Desde logo, é de salientar a Lampreia (e o Sável), iguarias celebradas através da Rota da Lampreia, promovida pelo Município todos os anos na sua época, aqui especialmente confeccionada na modalidade de arroz (à Entre-os-Rios) e à Bordalesa.

Mas também são dignos de registo e boa degustação o cabrito assado no forno e o cozido à portuguesa e, na doçaria, os bolinhos de amor, as tortas de S. Martinho, a Sopa Seca e o Pão-de-Ló de Rio de Moinhos.

Como não podia deixar de ser, o vinho verde é também rei nas mesas penafidelenses, ou não fosse este o concelho com maiores responsabilidades na sua produção e exportação.

AS TRADIÇÕES, FEIRAS E FESTIVIDADES

Durante todo o ano, temos para oferecer ao nosso visitante algumas das tradições, feiras e/ou festividades desta terra.

Logo em Janeiro poderá ser uma oportunidade para assistir ao cantar das Janeiras ou dos Reis, a que se segue, logo em Fevereiro, é a época do Serrar da Velha e do Carnaval.

Com a Primavera, chegam as festas pascais, tão enraizadas na nossa cultura, salientando-se: as Endoenças de Quinta-Feira Santa, em Entre-os-Rios (Eja), que deslumbram qualquer um pelo belo espectáculo de luz proveniente de dezenas de milhares de velas colocadas nas margens e leitos dos rios Douro e Tâmega; a Paixão do Senhor, que ocorre no dia de Sexta-Feira Santa, na cidade de Penafiel; os cortejos decorrentes das dezenas de “compassos” em todas as aldeias do concelho e, na segunda-feira de páscoa, a romaria da Senhora da Saúde, em Bustelo.

No final da Primavera, chegam as Festas do Corpo de Deus, únicas no país e no mundo por, ao longo de cerca de seiscentos anos, preservarem a matriz sacra e profana da sua procissão.

Em Agosto, é tempo de evidenciar as potencialidades económicas e agrícolas da região através de AGRIVAL que, após mais de 25 anos, atrai anualmente mais de cem mil visitantes.

Com a chegada do Outono, chegam mais festas e romarias. Destacando-se, nos finais de Outubro, a concorrida romaria de S. Simão (Urrô), tempo já para as primeiras provas do vinho novo e, ainda antes das festas natalícias, a Feira de S. Martinho, que ocorre entre os dias 10 e 20 de Novembro, e que ao longo dos séculos tem atraído dezenas de milhares de visitantes à cidade de Penafiel, para uma feira única, sobretudo pela tradição do vinho novo, da castanha, do gado e das compras para o Inverno.

AS ESTRUTURAS TURÍSTICAS

Para potenciar todo o manancial turístico que este concelho alberga, tanto os públicos como os privados estão a preparar o futuro, criando e adaptando equipamentos públicos que garantem a qualificação do território penafidelense na temática turística.

Em primeiro lugar, é de realçar a beneficiação e recuperação do Parque Termal de S. Vicente, que alberga um Balneário Romano e que dispõe de uma água termal, de inegável qualidade. Um moderno equipamento de tratamento termal, de saúde e de lazer, com total respeito pela tradição e património do lugar. Juntamente com as Termas da Torre – Entre-os-Rios (Portela/Eja) em pleno funcionamento (INATEL), integram a boa oferta termal de que Penafiel tem grandes tradições.

Em segundo lugar, é de referir a recuperação da Frente Ribeirinha de Entre-os-Rios (Eja) que permitiu requalificar este belo espaço ribeirinho e dotar o local de um dos maiores cais de acostagem para barcos de grande porte, do rio Douro, através do qual poderão entrar no concelho de Penafiel e na região os inúmeros turistas que, anualmente, partem à aventura deste maravilhoso rio.

Depois, é de sublinhar a nova unidade hoteleira de grande qualidade na cidade, um hotel de quatro estrelas (Penafiel Park Hotel) situado junto ao Parque da Cidade e/ou Centro de Exposições, e que acresce, ao já anteriormente existente, Hotel (PenaHotel).

É também digna de distinção, a moderna estrutura em pleno Centro Histórico, o novo Museu Municipal (com Parque de Estacionamento subterrâneo e pequeno Auditório acoplados). Trata-se de uma obra da traça da família Távora (Fernando e Bernardo) que evoluiu a partir da recuperação do Palácio Pereira do Lago (Antigo Colégio do Carmo) e da ocupação dos espaços envolventes. Esta obra, disponibiliza salas dedicadas à etnografia penafidelense, à história da cidade, à arqueologia e a exposições temporárias.

Todos estes equipamentos somados aos espaços já referidos, nomeadamente os monumentos integrados na Rota do Românico e o Centro Interpretativo do Castro do Monte Mozinho, constituem, um motivo acrescido para visitar Penafiel!

Aguardamos pela sua visita…!

 

 
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Concelho de Porto
Património da Humanidade

O Centro Histórico do Porto constitui uma paisagem urbana de grande valor estético que testemunha um desenvolvimento urbano que remonta às épocas Romana, Medieval e dos Almadas (século XVIII). A sua ocupação humana, de acordo com o indiciado pelos vestígios arqueológicos existentes, remonta ao século VIII A.C.
A riqueza e a diversidade da arquitectura civil do Centro Histórico traduzem não só os valores culturais de épocas sucessivas: Romana, Gótica, Renascentista, Barroca, Neoclássica e Moderna como também a sua perfeita adaptação à estrutura social e geográfica da cidade, apresentando, desta forma, uma relação estável e coerente com o ambiente urbano e natural.

O tecido social e institucional da cidade garante a sua existência enquanto Centro Histórico habitado.

Tanto como cidade como realização do homem, o Centro Histórico do Porto constitui uma obra prima do génio criativo da humanidade. Interesses militares, comerciais, agrícolas e demográficos, convergiram aqui para abrigar uma população capaz de construir a cidade. O resultado é uma obra de arte única, de elevado valor estético. É um trabalho colectivo, que não foi realizado num determinado momento, mas o resultado de sucessivas contribuições. Um dos aspectos mais significativos da cidade do Porto, e em particular do seu Centro Histórico, é o seu valor panorâmico, fruto da complexidade do terreno, da articulação harmoniosa das suas ruas e do diálogo com o rio. Apesar da variedade de formas e materiais, o Centro Histórico do Porto conserva uma unidade estética visual. A cidade traduz, com êxito, uma interacção entre os ambientes social e geográfico.

O Porto oferece-nos uma valiosa lição de urbanismo. As intervenções planificadas e não planificadas dos diferentes períodos concentram-se nesta zona permitindo o estudo da concepção urbana das cidades da Europa Ocidental e Atlântico - Mediterrâneas, desde a Idade Média até à Revolução Industrial.

As ruelas tortuosas adaptadas à topografia medieval, as ruas rectilíneas e as pequenas praças da Renascença, as ruas que desembocam nos monumentos barrocos, a profusão de edifícios, aos quais foram sendo sucessivamente adicionados novos andares, e as novas construções fazem deste sítio um tecido urbano complexo.

TURISMO PORTO in www.visitporto.travel

 

 
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Concelho de Póvoa do Varzim
- História: A Cidade – Póvoa de Varzim é o nome da nossa cidade. Explicá-lo representa uma aliciante viagem às suas origens históricas ou mesmo pré-históricas pelo que sou tentado, ao iniciá-la, a recorrer à fórmula genesíaca: - No princípio...era a terra de VARAZIM, ignoto Senhor que a possuiu em tempo não menos ignoto mas com certeza posterior à romanização e lhe deu o nome.
- Poveiros ilustres: António Augusto da Rocha Peixoto; António dos Santos Graça; Caetano Vasques Calafate; Eça de Queirós; Elísio Martins da Nova; Flávio Gonçalves; Francisco Gomes de Amorim; João Martins Areias (Patrão Sérgio); José Rodrigues Maio (Cego do Maio); Manuel António Ferreira (Patrão Lagoa); Tomé de Sousa;
- Etimologia: Varzim deriva do vocábulo romano-lusitano Euracini. A transformação foi-se operando ao longo dos séculos através de uma série de fenómenos linguísticos. Segundo o investigador da história local, Viriato Barbosa, Euracini "...era o senhor ou proprietário do solo em que hoje está situada, total ou parcialmente a Póvoa de Varzim".(1)
- Tradições: A Quaresma, Páscoa e o Natal
- Artesanato: Camisolas Poveiras; Tapetes de Beiriz; Tapetes de Trapo; Ouriversaria/Prataria; Coisas do Mar; Trabalhos em Linho; Miniaturas de Embarcações.

MUSEUS

Museu Municipal de Etnografia e História

Encontra-se instalado num edifício brasonado da segunda metade do século XVIII, classificado como Imóvel de Interesse Público, conhecido por Solar dos Carneiros, e que sofreu, ao longo dos anos, várias alterações de estrutura e pormenor.
Fundado em 1937 pelo etnógrafo poveiro António dos Santos Graça (1882-1956), este é um Museu com especial valor etnográfico, possuindo uma grande colecção sobre a original Comunidade Piscatória Poveira.

Rua Visconde de Azevedo, tel. 252 616 200
Museu Municipal
Terça-feira a Domingo 10h00/12h30 – 14h30/18h00

Pólo Museológico de S. Pedro de Rates

Adequando-se ao local e ambiente, este pólo do Museu Municipal dedica-se à preservação e divulgação da história, lenda, arte e arqueologia da Igreja Românica de S. Pedro de Rates
Largo Conde D. Henrique
Tel. 252 957 034
Museu Municipal
Terça-feira a Domingo 09h30/13h00 – 14h00/17h30

Pólo Museológico da Cividade de Terroso

Este edifício dispõe de um pequeno auditório/sala de projecções e uma área de recepção onde se faz uma breve apresentação do espaço da Cividade de Terroso, uma das mais importantes estações arqueológicas da Cultura Castreja no Noroeste Peninsular.

Rua da Cividade de Terroso
Tel. 252 692 515
Museu Municipal
Terça-feira a Sábado 09h00/13h00 – 15h00/17h00


MONUMENTOS

Igreja Românica de Rates
(séc. XII/XIII - Monumento Nacional)


Este templo teve na sua origem uma capela modesta da época da Reconquista que foi reedificada nos finais do séc. XI, por iniciativa de D. Henrique e de D. Teresa. O edifício condal conhece novos voos no tempo de D. Afonso Henriques, quando se inicia a construção da actual igreja no séc. XII, tendo as obras terminado um século mais tarde. É um apreciável exemplo do estilo românico do nosso país. De construção pesada, feita de granito, tem poucas aberturas, uma delas, a rosácea, na parte superior da fachada.

Pároco de S. Pedro de Rates
Mosteiro
4570 Rates
Tel: 252 951 236

Aberto ao culto diariamente – entrada gratuita

Pelourinho e Antigos Paços do Concelho de Rates

(séc. XVI - Monumento Nacional; Séc. XVIII)
Povoado antigo, nasceu e cresceu à sombra do Mosteiro aí fundado pelo Conde D. Henrique, no ano de 1100. Renovado o foral em 1517 por D. Manuel, manteve a sua independência autárquica até à reforma administrativa de 1836, sendo então integrado no concelho da Póvoa de Varzim. A atestar o seu passado autónomo o Pelourinho (Monumento Nacional) e os Antigos paços do Concelho (1755).

Pelourinho da Póvoa / Praça do Almada

(séc. XVI - Monumento Nacional; Séc. XIX)
É constituído por uma coluna de pedra, assente sobre degraus, tendo no alto do fuste a esfera armilar, emblema do Rei D. Manuel I que renovou o foral à Póvoa de Varzim, em 1514, única peça do primitivo pelourinho erigido naquele ano e reconstruído em 1854.
Está implantado na Praça do Almada, zona nobre por excelência, circundada por um conjunto arquitectónico de elevado apuramento estético, onde ao granito que faz a marcação da fachada se acrescentam os azulejos, o ferro forjado...


Aqueduto

(séc. XVIII - Monumento Nacional)
Construção de 999 arcos que transportava a água das nascentes de Terroso para o mosteiro de Santa Clara, em Vila do Conde. Construído de 1705 a 1714, atravessa as freguesias de Beiriz e Argivai.


Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição

(séc. XVIII - Imóvel de interesse Público)
Edificada no local onde outrora o existiu o «Forte de Torrão» (já referenciado em 1685), a sua construção, que visava a defesa dos ataques de pirataria, iniciou-se no reinado de D. Pedro II, em 1701, mas só seria concluída com D. João V, em 1740. Foi baptizada com o nome de Imaculada Conceição, cuja imagem se venera numa pequena capela, de abóbada de cantaria e retábulo de talha dourada.
Possui um traçado pentagonal, compõe-se de 4 baluartes ligados pelas respectivas cortinas de muralhas.
Actualmente, é utilizado como quartel da Brigada Fiscal da G.N.R., o que condiciona a visita ao seu interior.


Igreja Matriz

(séc. XVIII - Imóvel de interesse Público)
Construção iniciada em 1743 e terminada em 1757, este é o templo mais antigo e significativo da cidade e marca a consolidação do crescimento do povoado. Esta igreja barroca ostenta, nos seus vários altares, uma talha dourada «Rocaille» impressionantemente rica.

Pároco da Matriz
Rua da Igreja, 28 – 1.º
4490-517 Póvoa de Varzim
Tel: 252 614 818

Aberto ao culto diariamente – entrada gratuita


Paços do Concelho

(séc. XVIII - Imóvel de interesse Público)
A sua construção marca na Póvoa de Varzim a esclarecida reforma urbanística do Corregedor Francisco de Almada e Mendonça.
A arcada da frontaria, desenhada em 1790/91 pelo Engenheiro francês Reinaldo Oudinot, sugere a estrutura arquitectónica e decorativa da Feitoria Inglesa do Porto. Foi inaugurado em 28 de Dezembro de 1807. Entre 1908/10 sofreu profundas obras de ampliação e decoração orientadas pelo etnólogo Rocha Peixoto e pelo pintor belga Joseph Bialman: torre e azulejamento interior e exterior do edifício.
Durante o ano de 1988, o seu interior foi totalmente beneficiado e reestruturado.

Capela de Nossa Senhora das Dores

(séc. XVIII - Imóvel de interesse Público)
Este templo de formato pentagonal e estilo barroco, ancorado a nascente do largo, data dos finais do século XVIII, embora só em 1866 tenha adquirido o aspecto actual com a conclusão das 6 pequenas capelas circundantes.
Representadas por esculturas de tamanho natural, estão aqui ilustradas seis dores de Nossa Senhora, estando a sétima no próprio altar-mor.


Aberto ao culto diariamente – entrada gratuita


Arqueologia

Cividade de Terroso (Imóvel de Interesse Público)

Situa-se numa elevação com cerca de 153 m de altitude, onde se regista um longo período de ocupação (séc. VIII a.C. – séc. III d.C.) e que forneceu já importantes elementos de estudo para a história dos povos castrejos e da implantação romana. A sua descoberta e escavação deu-se nos inícios do século XX pela mão de Rocha Peixoto e, desde 1980, vêm-se realizando trabalhos arqueológicos tendentes à sua escavação, estudo e valorização. No Museu Municipal existe um “Núcleo de Arqueologia” onde está em exposição o espólio mais significativo desta estação arqueológica.

Monte de S. Félix

Este é o ponto mais elevado da Serra de Rates, 202 m de altitude. Daí se pode admirar a poente, a planície litoral com o oceano a emoldurar o horizonte e, a nascente, a ondulada e verdejante região interior.
No sopé deste maravilhoso miradouro, encontra-se a igreja de Nossa Senhora da Saúde e, no cume, moinhos, alguns deles transformados em residência de férias, para além da capela de São Félix e da Estalagem do mesmo nome.

Campos de Masseira

Forma inteligente de aproveitamento das dunas onde, em pequenas explorações, praticando-se uma cultura intensiva, se obtêm excelentes produções hortícolas.
Na zona de Aguçadoura e Estela, os agricultores cavaram a duna até próximo do nível freático (lençol de água) - o que permite um grau de humidade mais ou menos constante ao longo do ano - e modelam o campo em forma de masseira ou gamela. Nos valados cultiva-se a vinha. Com este rebaixamento de alguns metros consegue-se uma protecção dos ventos marítimos, reforçada por sebes, de que resulta um aumento térmico. Estes dois factores aliados (humidade e temperatura) fazem com que funcionem como uma espécie de estufa.


Local de Peregrinação

Beata Alexandrina de Balasar
Alexandrina Maria da Costa é natural de Balasar, onde nasceu a 30 de Março de 1904 e aí faleceu, com fama de santidade, a 13 de Outubro de 1955. É conhecida em todo o país por “Santinha de Balasar” e a sua beatificação ocorreu em 25 de Abril de 2004.
Durante a sua vida foram muitos os “peregrinos” que, através de um contacto directo, testemunharam a sua bondade e sabedoria cristã. Na actualidade, a romagem mantém-se, agora para a Igreja Paroquial, local onde se encontra o seu túmulo, e para a casa onde viveu.


Monumentos Escultóricos

Cego do Maio

Monumento, no Passeio Alegre, inaugurado em 1909 e construído por iniciativa dos poveiros no Brasil. Homenagem ao heróico pescador José Rodrigues Maio, que viveu em 1817 a 1884. Salvou mais de uma centena de vidas em naufrágios, sendo-lhe concedido, entre outros, o mais alto galardão - o colar da Ordem da Torre e Espada - que lhe foi entregue pessoalmente pelo Rei D. Luís.


Aos mortos da I Grande Guerra (1914-18)

Actualmente localizado na Praça Marquês de Pombal, foi inaugurado na Praça do Almada, em 1933, de onde foi transferido em 1944.
Este monumento todo em granito é da autoria do Arquitecto Rogério Azevedo e foi executado por canteiros locais.


Cruzeiro da Independência

No Jardim do Mercado Municipal Dr. David Alves. Inaugurado em 1940 por iniciativa do Corpo Nacional de Escuta - Núcleo “ Cego do Maio” da Póvoa de Varzim.
É construído em granito com motivos escutistas. Foi desenhado pelo Padre Aurélio Martins de Faria, desta cidade.


Eça de Queiroz

O grande romancista português nasceu nesta cidade, em 25 de Novembro de 1845, presumivelmente na Praça do Almada, na casa que existiu antes daquela que hoje ostenta uma placa de bronze, de Teixeira Lopes, alusiva ao acontecimento.
O monumento, de autoria do escultor Mestre Leopoldo de Almeida, foi erigido em 1952, por subscrição dos poveiros no Brasil.


Elísio da Nova

Monumento no Largo do mesmo nome inaugurado em 1963. Construído por iniciativa do Clube Naval Povoense o seu autor é o Arquitecto poveiro Rui Calafate. Nele foi colocada a efígie do homenageado, em bronze, da autoria do Escultor Lagoa Henriques, oferta do Ministério da Marinha e que figura, igualmente, em todas as estações rádio-navais da marinha portuguesa.
Elísio Martins da Nova foi telegrafista do caça minas “Augusto de Castilho” tendo morrido no seu posto, em combate contra um submarino, na guerra de 1914/18. Nasceu nesta cidade em 28 de Agosto de 1896 e possuía diversas condecorações.


Vasques Calafate

Na praceta em frente à Capitania do Porto.
Autor do projecto e da escultura, seu filho, arquitecto Rui Calafate.
Professor e jornalista poveiro, viveu de 1890 a 1963. Distinguiu-se na Campanha para a conclusão das obras do porto de pesca. Monumento construído por contribuição dos pescadores poveiros, agradecidos, em 1965.


Marco Comemorativo do Milénio

Localizado numa placa central no ponto de união entre a Avenida Mousinho de Albuquerque e o Largo das Dores. Foi inaugurado em 25 de Março de 1973, 20 anos depois da data apropriada, pois é comemorativo dos mil anos de vida documentada da nossa terra: documento datado de 26 de Março de 953 – carta de venda de “Villa de Comité” e de “Villa Qintanela” feita por Flâmula Deo-Vota ao Mosteiro de Guimarães, na qual se refere “Villa Euracini”, futura Póvoa de Varzim.


Francisco Sá Carneiro

Na Praça Luís de Camões, foi erigida uma estátua por um grupo de admiradores poveiros deste estadista que foi Primeiro Ministro de Portugal desde 03 de Janeiro de 1980 até 04 de Dezembro do mesmo ano, data em que faleceu, vitima de acidente de aviação.
O bronze é de autoria do escultor Gustavo Bastos. Inaugurou-se em 6 de Dezembro de 1981.


À s Gentes da Póvoa

Inaugurado a 15 de Setembro de 1995, este monumento da autoria do escultor Rui Anahory pretende ser a representação do concelho como um todo, uma unidade com as suas realidades específicas e distintas: por um lado, o interior, rural, e por outro, a faixa litoral de actividade piscatória.
Construído por iniciativa do Rotary Clube da Póvoa de Varzim com a colaboração da Câmara Municipal.


S. Pedro


A escultura de Armando Coelho sofreu algumas vicissitudes. Durante anos a imagem em gesso esteve no Museu Municipal, tendo a sua passagem a bronze sido orientada por Ruy Anahory. Na noite de 28 de Junho de 1996 (noitada de S. Pedro) foi, finalmente, colocada onde melhor fica expressa a ligação entre S. Pedro e os seus devotos poveiros – sobranceira ao porto de pesca.


À Peixeira

O monumento, inaugurado na noitada de S. Pedro de 1997, fica sobranceiro à linha de água da enseada, no coração da área portuária e evoca a lota do peixe, sendo protagonizado por um grupo de mulheres em plena actividade. As figuras ficam parcialmente adossadas a uma parede com a qual se fundem, passando do baixo ao pleno relevo.
Este monumento da autoria de Jaime Azinheira homenageia a mulher poveira. Ela sempre teve lugar preponderante na comunidade piscatória, desenvolvendo actividades decorrentes da pesca, como a venda do peixe e reparação das redes, para além de outras diligências do quotidiano.


Dr. David Alves

A escultura da autoria de Margarida Santos foi inaugurada a 16 de Junho de 1999. Localiza-se no centro do antigo recinto do mercado municipal, que foi por ele inaugurado em 31 de Janeiro de 1904. A Póvoa presta assim homenagem a um grande autarca que, com a sua visão arrojada, em muito contribuiu para dar uma maior projecção urbanística à cidade.

 
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Concelho de Resende
A apenas uma hora de distância do Porto, na margem Sul do rio Douro, fica o concelho de Resende. Porta de entrada no Douro vinhateiro, recentemente classificado Património da Humanidade, Resende permite desfrutar de paisagens inesquecíveis. O relevo montanhoso confere a esta região um carácter único, marcado pelo percurso do rio e pela encosta do Montemuro. As estradas e caminhos resgatam a memória de alguns dos mais belos recantos de Portugal.

Aqui é possível encontrar ainda diversos vestígios dos antigos habitantes da região, num período que remonta à pré-história. Monumentos megalíticos, belíssimas igrejas, imponentes solares, pontes e aldeias serranas fazem de Resende um testemunho de grande valor arqueológico, histórico, social. A natureza, o património, as termas de Caldas de Aregos, o artesanato, o folclore e a gastronomia constituem-se assim como os principais argumentos para uma visita.

O município de Resende é um dos maiores produtores nacionais de cereja, e esta representa mesmo uma das mais importantes fontes de rendimento da população. Uma gente hospitaleira que continua a viver da terra e do que ela oferece, à custa de muito trabalho.

Em Maio realiza-se o Festival da Cereja, numa mostra que pretende trazer os forasteiros ao concelho, apresentando-lhes o precioso fruto, sem esquecer a animação da música popular, a boa comida e os bons vinhos da região do Douro.

As Caldas de Aregos são um dos espaços termais mais reconhecidos, no Norte do país. As águas sulfúreas, bicarbonatadas, sódicas e fluoretadas que aqui se captam estão indicadas para o tratamento de doenças reumáticas, dermatoses, problemas das vias respiratórias e afecções ginecológicas. No século XII, D. Mafalda, rainha de Portugal, mandou ali construir uma Albergaria, percursora dos diversos balneários termais que se sucederam ao longo dos tempos. O actual balneário foi integralmente reconstruído na década de 1990.

Nas artes tradicionais destacam-se a olaria de barro negro, a cestaria, a chapelaria, as rendas e os bordados.



 
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Concelho de Santa Maria da Feira
Santa Maria da Feira – Um Palco de Experiências

Com uma oferta cultural diferenciadora ao longo de todo o ano, Santa Maria da Feira assume-se como um verdadeiro “Palco de Experiências”, onde o visitante é desafiado a viver em pleno o espírito dos eventos e convidado a regressar sempre que a cultura acontece.

A Viagem Medieval em Terra de Santa Maria, o Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua e a Terra dos Sonhos são três eventos culturais de referência, que potenciam a oferta turística da Região Norte.

Santa Maria da Feira tem um dos mais belos e notáveis castelos de Portugal e um centro de congressos de excelência - o Europarque - que é também palco de uma extensa e qualificada programação cultural anual.

Repletos de história e de memórias, os espaços museológicos do concelho convidam a recuar no tempo e a experienciar. É assim no Museu do Papel Terras de Santa Maria, no Museu Convento dos Lóios e no Museu de Santa Maria de Lamas. Autêntico museu vivo, o Zoo de Lourosa – Parque Ornitológico proporciona uma viagem pelo mundo selvagem das aves.

Apesar da proximidade a grandes centros urbanos, Santa Maria da Feira conserva uma tranquilidade ímpar, que convida a uma estadia mais prolongada. Nas Termas de S. Jorge, o visitante encontra o refúgio ideal para cuidar do corpo e da mente.

Ritual imperdível é a degustação da tradicional Fogaça, ex-líbris da gastronomia regional e símbolo da secular Festa das Fogaceiras, a mais emblemática festividade do concelho.

Seja bem-vindo a Santa Maria da Feira!

(...)

Museu Convento dos Lóios

O Museu Convento dos Lóios é um espaço dedicado à História do concelho de Santa Maria da Feira e da região. Reabriu as portas ao público a 26 de Junho de 2009, depois de profundas obras de remodelação e adaptação a museu municipal. Tem como missão a salvaguarda, valorização e divulgação de testemunhos e memórias do passado como herança histórica e cultural, legados a gerações futuras.

Praça Dr. Guilherme Alves Moreira
4520 Santa Maria da Feira
Telefone + [351] 256 331 070
Fax + [351] 256 365 335

Criada a 5 de Fevereiro de 1938, a Biblioteca-Museu Municipal de Vila da Feira foi inaugurada oficialmente a 20 de Janeiro de 1940, dia da Festa das Fogaceiras. Em 1992, o Museu desobriga-se da Biblioteca e é instalado no secular Convento dos Lóios.

Em 2000, com a criação da Rede Municipal de Museus de Santa Maria da Feira, o Museu Municipal adquire um novo impulso, passando a constituir um espaço de conteúdo municipal e até regional, reabilitando o nome do edifício que o acolheu, designando-se Museu Convento dos Lóios.

História do Convento dos Lóios

Os Condes Pereira obtêm autorização para fundar uma casa religiosa na Feira, depois de uma petição dirigida ao Capítulo Geral da Congregação de S. João Evangelista, realizando-se, em 1560, a cerimónia que marca o início da construção dos espaços necessários para instalação dos primeiros Frades Lóios. A 27 de Dezembro de 1566, o Santíssimo Sacramento era transladado para a nova igreja adaptada a partir da antiga ermida do Espírito Santo.

Em 1588, celebra-se com o mestre de pedraria, Jerónimo Luís, o contrato para a construção deste conjunto conventual, mas é a partir de 1618, depois de derrubada a obra velha, que se ergue a edificação em várias fases de construção desde a capela-mor, o transepto, as capelas laterais até ao cruzeiro, que recebe a primeira pedra a 30 de Junho de 1625. Três anos depois, o chafariz do claustro recebe a água que vem da fonte do castelo e se distribui pelas “officinas da casa”.

Em 1697, o convento tem três dormitórios situados a poente, nascente e sul que se desenvolvem em torno do claustro quadrado com dezasseis arcos que vão sustentar, na parte superior, janelas com varandins. Podia albergar até doze cónegos, mas sempre aqui habitaram dez elementos, até à extinção da congregação na sequência do decreto de 30 de Maio de 1834, subscrito por D. Pedro, Duque de Bragança e Joaquim António de Aguiar.

A portaria de 13 de Setembro de 1836, da Repartição dos Negócios da Fazenda, vai traçar o destino deste edifício, colocando-o à disposição da Câmara “para ali se estabelecerem as Administrações Judiciais e Administrativas” do Concelho que vão ser concretizadas em 1878, depois das obras de adaptação. A 17 de Junho, é também inaugurado o Teatro D. Fernando II, que vai ocupar o antigo refeitório dos frades e toda a ala do sul do piso térreo, convertendo-se depois em sala de cinema a funcionar até 1938, e adaptada nesta altura como conservatória do registo civil e secretaria notarial. Em 1907, no primeiro piso da ala nascente, funciona a cadeia, que aí permanece até 1944, data de construção de um edifício para o efeito.

Nos anos quarenta do séc. XX, apesar dos protestos de alguns esclarecidos feirenses, o edifício é completamente remodelado para acolher repartições públicas, conservatórias e Tribunal, mantendo-se até 1992, ano em que o antigo Convento dos Lóios recebe o Museu Municipal, iniciando-se um processo de renovação e adaptação às novas funcionalidades museológicas. A 26 de Junho de 2009, reabre ao público como um espaço dedicado à História e à Cultura do Concelho e da região, assim designado por Museu Convento dos Lóios.

Museu do Papel Terras de Santa Maria
Instalado num antigo engenho papeleiro fundado em 1822, a sua grande marca identificadora reside no facto de ser um museu manufactureiro e industrial em actividade, integrando um espaço de produção manual de papel – antigo Engenho da Lourença – e um espaço industrial – Casa da Máquina – onde se mostra o processo de fabrico em contínuo.
Rua de Riomaior, 338

4535-301 Paços de Brandão
Portugal

T + [351] 22 744 29 47
F + [351] 22 745 99 32

www.museudopapel.org

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Concelho de Santo Tirso
Debruçado sobre o rio Douro, o Porto é uma das mais antigas cidades da Europa. Nasce e desenvolve-se durante a Idade Média, a partir da margem norte do Rio Douro. Um dos aspectos mais significativos do Porto e do centro histórico é o seu enquadramento paisagístico, fruto da harmonia das suas linhas e da sua estrutura urbanística, que constituem um conjunto de rara beleza. A cidade foi classificada como Património da UNESCO em 1996.
Descobrir o Porto é ir ao encontro de muitas surpresas. Ao lado do carácter hospitaleiro e conservador há uma cidade contemporânea e criativa. As marcas deste “saber estar” sentem-se nas ruas, na arquitectura e nos monumentos, nos museus, nos espaços de lazer, nas esplanadas e nas zonas comerciais.
As características singulares do centro histórico do Porto fizeram com que a UNESCO o classificasse de "Património Cultural da Humanidade", em Dezembro de 1996. Para conhecer as etapas da classificação, a área classificada e protegida e descobrir a relação do património mundial e artístico.

ÁREA CLASSIFICADA E ÁREA DE PROTECÇÃO
A classificação teve como objecto a área do burgo medieval, limitada pelas muralhas do século XIV. Aí se localizam os mais antigos edifícios da cidade, as suas típicas ruas e alguns dos mais atractivos espaços públicos.
Dado que o desenvolvimento do Porto foi um processo acompanhado de estreitas relações com a margem esquerda do Rio Douro, a proposta de classificação inclui ainda a emblemática Ponte D. Luis I, da autoria de um discípulo de Gustavo Eiffel - Theophile Seyrig - e, o monumento que lhe fica sobranceiro, o convento Agostinho Da Serra do Pilar.
A área de protecção coincide praticamente com os antigos arrabaldes da cidade medieval, tanto do lado do Porto, como de Vila Nova de Gaia. Esta última inclui a encosta em anfiteatro, onde se implantam as caves do Vinho do Porto. Da margem norte, fazem parte a velha freguesia de Miragaia, a qualificada cintura setentrional, cuja renovação se iniciou a partir do século XVIII, o arrabalde antigo de Santo Ildefonso e a escarpa dos Guindas e das Fontainhas que, em socalcos, desce até ao Rio Douro.

1- Sé Catedral
2- Paço Episcopal
3- Igreja de S. Lourenço ou dos Grilos
4- Torre da Rua de D. Pedro Pitões
5- Ruína Medieval da Casa da Câmara (erradamente conhecida por Casa dos 24)
6- Oratório da Capela de S. Sebastião
7- Muralha Primitiva
8- Casa da Rua de D. Hugo nº5
9- Casa do beco dos Redemoínhos
10- Casa Museu de Guerra Junqueiro
11- Ccasa dos Freires de Andrade
12- Igreja de Nossa Senhora do Patrocínio (Antigo Recolhimento do Ferro)
13- Muralha Fernandina
14- Casa do Ascensor dos Guindais
15- Igreja de Santa Clara
16- Palácio dos Condes de Azevedo
17- Recolhimento da Porta do Sol (ou Recolhimento de N.ª S.ª das Dores e S. José das Meninas Desamparadas)
18- Capela dos Alfaiates ou de Nossa Senhora de Agosto
19- Edifício do Governo Civil (Antiga Casa Pia)
20- Teatro de S. João
21- Igreja da Ordem do Terço
22- Praça da Batalha
23- Monumento a D. Pedro V
24- Palácio da Batalha
25- Igreja de Santo Ildefonso
26-Igreja dos Congregados
27- Estação de S. Bento
28- Praça da Liberdade e Avenida dos Aliados
29- Monumento a D. Pedro IV
30- Câmara Municipal do Porto
31- Igreja da Trindade
32- Igreja dos Clérigos
33- Faculdade de Ciências (Antiga Academia Politécnica)
34- Igreja dos Terceiros do Carmo
35- Igreja dos Carmelitas
36- Instituto de Ciências Abel Salazar (Antiga Escola Médico-Cirúrgica)
37- Hospital de Santo António
38- Edifício da Cooperativa Árvore (Casa dos Albuquerques)
39- Passeio das Virtudes
40- Jardim da Cordoaria
41- Capela de S. José das Taipas
42- Antiga Cadeia da Relação
43- Igreja de S. Bento da Vitória
44- Edifício da Polícia Judiciária (Casa de José Monteiro de Almeida)
45- Igreja de Nossa Senhora da Vitória
46- Casa da Rua de S. Miguel, n.º 4
47- Igreja da Misericórdia
48- Casa dos Cunha Pimentéis
49- Edificio da Antiga Companhia de Seguros Douro
50- Palacete de Belomonte (Casa dos Pacheco Pereira)
52- Palácio de S. João Novo
52- Palácio de S. João Novo
53- Igreja de S. João Novo
54- Igreja de S. Pedro de Miragaia
55- Palácio das Sereias
56- Alfândega do Porto
57- Hospital de São Francisco
58- Casa de Despacho da Ordem Terceira de São Francisco
59- Igreja dos Terceiros de São Francisco
60- Igreja de S. Francisco
61- Palácio da Bolsa
62- Instituto do Vinho do Porto
63- Mercado Ferreira Borges
64- Praça do Infante D. Henrique
65- Monumento ao Infante D. Henrique
66- Igreja de S. Nicolau
67- Casa da Rua da Reboleira, n.º 55
68- Casa da Rua da Reboleira, n.º 59
69- Capela de Nossa Senhora do Ó
70- Casa do Infante (ou da Alfândega Velha)
71- Feitoria Inglesa
72- Praça e Cais da Ribeira
73- Postigo do Carvão
74- Alminhas da Ponte
75- Pilares da Ponte Pênsil
76- Ponte de Luís I
77- Casa da Companhia Velha
78- Casa dos Sousa e Silva
79- Casa dos Constantinos
80- Casa dos Maias
81- Antigo Hospital de D.Lopo
82- Praça de D. João I
83- Torre da Rua de Baixo
84- Chafariz da Rua Escura
85- Fonte da Rua das Taipas
86- Chafariz do Anjo (Largo da Sé)
87- Chafariz das Virtudes
88- Chafariz da Colher
89- Fonte da Rua de S. João (Praça da Ribeira)
90- Antigo Restaurante Comercial
91- Casa de Arte Nova (Rua Galeria de Parisn.º 28)
92- Casa Arte Nova (Rua Cândido Reisn. 75, 79)
93- Capela Nossa Senhora da Silva
94- Casa Vincent
95- Casa Reis, Filhos


Descubra muito mais em: http://www.portoturismo.pt/
 
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Concelho de Valongo
A criação do concelho de Valongo remonta ao ano de 1836 e ocorre no contexto da reforma administrativa do País, compreendida no reinado de D. Maria II. Contudo, a ocupação humana desta região é muito anterior à romanização.
Atendendo às características geo-morfológicas do território do actual concelho, Valongo apresenta uma grande riqueza geológica e paleontológica – factos que têm interessado particularmente os meios universitários. A sua evolução histórica enquadra-se, com maior ou menor especificidade, no devir histórico da sua envolvente.
A pluralidade de espaços repartidos entre o vale e a serra, a abundância de água garantida pelos cursos dos Rios Leça e Ferreira e a riqueza do seu subsolo, terão facilitado a fixação de povos desde épocas remotas. Vestígios toponímicos como “Evanta”, “Monte da Mamoa”, “Mamoa do Piolho” e outros, atestam a existência de monumentos funerários inerentes à ocupação destas zonas no período Neolítico.
Uma ocupação mais tardia corresponde às civilizações castrejas da Idade do Ferro, localizadas nas Serras de Stª. Justa e Pias. Estão aí referenciados três castros: Alto do Castro; Castro de Pias e Castro de Couce. Povoados primitivos posteriormente ocupados pelos Romanos. Os materiais romanos como mós, tegulae e cerâmica são frequentes nestes castros, locais muito próximos das jazidas minerais profundamente exploradas em Valongo por este povo. É muito significativa a ocupação romana desta área. Repare-se que o próprio topónimo que a designa teve origem nas palavras latinas Vallis Longus.
Sem constituir, pelos factos conhecidos, um núcleo populacional importante do ponto de vista urbano, Valongo teria a sua importância como centro mineiro, de onde saía ouro para o Império. Estando, embora, afastado das principais vias mencionadas no Itinerário de Antonino, servia, este centro, uma rede viária cuja criação terá obedecido ao plano seguido por Augusto. Restam ainda vestígios que permitiriam a detecção de dois eixos principais que atravessariam o concelho: estrada Porto-Guimarães; estrada Alfena-Valongo-Aguiar de Sousa/Penafiel.
É também nesta altura que se inicia uma implantação habitacional de planície, mais ligada à exploração agrícola, como meio de alimentar os grupos que não trabalhavam no campo, como o exército, os administradores das minas e os servos ou operários que nelas labutavam.
Abundam os vestígios materiais desta ocupação: aras votivas e uma estela funerária, numerosos achados arqueológicos e grande quantidade de poços e galerias, respiros e cortas que se encontram na serra. Há ainda testemunhos seguros de uma necrópole de incineração.
A queda de Roma marca o fim de um ciclo histórico, mas não leva consigo os grandes contributos para sempre legados à civilização ocidental. A romanização tinha feito emergir um novo sistema económico-social, determinando uma nova organização administrativa em tempos de ocupação e usufruto do território, tendo introduzindo novas técnicas agrícolas – factores que marcarão todo o desenvolvimento da vida económica e social durante a Idade Média.
Não dispomos de dados que permitam traçar o perfil individual do concelho de Valongo nos tempos que se seguiram às invasões bárbaras. Os antecedentes onomásticos do topónimo “Luriz” apontam para uma origem germânica. Da presença muçulmana, sobrevivem topónimos como “Moirama”, “Ilhar Mourisco” e “Alfena”.
É todavia inquestionável que se assista por estes séculos, ainda que com reveses, à progressiva fixação da mancha ocupacional nas terras baixas, nos vales férteis dos Rios Ferrreira e Leça, com exploração fundeada no casal como unidade económica de base. Formam-se povoados como S. Lourenço de Asmes, Cabeda, Rua, Ferraria, Transleça e Baguim, em Ermesinde e Alfena; e Malta, Susão, Valongo de Cima, Balselhas e Vilar, em Valongo, Campo e Sobrado.
Todas estas povoações estão ligadas por uma rede viária cada vez mais densa, entroncando nos dois grandes eixos que atravessam o concelho e ligam Porto a Guimarães e Porto a Vila Real. Valongo aparece então colocado na órbita de influência de cidades tão importantes como o Porto e Guimarães.
Pelas Inquirições Gerais de 1258 sabemos que o actual concelho se repartia à data, entre o Julgado de Aguiar de Sousa – que incluía S.Martinho de Campo e Sobrado, e o Julgado da Maia, onde se incorporavam S.Vicente da Queimadela, Valongo e S.Lourenço de Asmes.
Do ponto de vista económico-social, a terra, como base da economia e do posicionamento social de cada um, constitui, neste período, o elemento primordial de sobrevivência e de poder. Na área do concelho, os grandes senhores da terra são o Rei e o Clero – particularmente o Clero Regular. As parcelas detidas pela Nobreza e outras instituições não adquirem especial relevo. Em contrapartida, o número de terras reguengas era significativo e a propriedade dos mosteiros beneditinos (fundamentalmente) tinha uma forte implantação na zona. Logo em 1062 o padroado da Igreja da Freguesia de Valongo é doado às freiras do Mosteiro de S.Bento da Avé Maria, sucedendo a esta doação muitas outras de terras privilegiadas. Com o tempo, vários outros mosteiros são detentores de propriedades e benefícios no concelho. Repartida a terra entre dois grandes possidentes – sem ter constituído, no entanto, zona patrimonial de nenhum senhor – a larga maioria da população seria constituída por camponeses e rendeiros, agentes de uma economia agro-pastoril. Todavia, é possível registar desde cedo o exercício de outras actividades, como complemento ou não da prática agrícola. Referências a moinhos chamam a atenção para a importância do aproveitamento económico dos cursos de água – actividade que conhecerá um franco desenvolvimento com a introdução do cultivo do milho graúdo a partir do final da centúria de quinhentos. Encontram-se também alusões à profissão de artífices como ferreiros, correeiros, sapateiros e outros. E à profissão de almocreve, esta particularmente favorecida pela situação geográfica de Valongo, como ponto de ligação entre o litoral e o interior.
O aparecimento de novos povoados, o alargamento progressivo do termo das povoações já existentes, a multiplicação de capelas sufragâneas e o fraccionamento da propriedade, comprova o notório crescimento demográfico desta região ao longo dos séculos. Acompanha este aumento da população um progressivo desenvolvimento de outros sectores de economia. A indústria e o comércio, assentando inicialmente em formas incipientes, adquirem uma forte expressão na economia. A indústria panificadora tradicional é disso exemplo excelente: as suas origens remontam à Baixa Idade Média, mas conhece tal desenvolvimento o fabrico de pão de trigo, que permitirá aos padeiros de Valongo alimentar toda a região envolvente e com o produto do seu trabalho, contribuir decisivamente para a construção da nova igreja, começada a edificar pelos finais do século XVIII.
No dealbar do séc. XIX, Valongo vive as vicissitudes da presença do invasor francês. Uma divisão instala-se em Valongo, transforma a igreja em cavalariça e saqueia valores a particulares e à igreja. Em 1832, o concelho é palco das Guerras Liberais – Constitucionais e Miguelistas enfrentam-se na Batalha da Ponte Ferreira. Em Ermesinde, o antigo Convento de Nª. Srª. do Bom Despacho (Stª. Rita), torna-se hospital militar das forças absolutistas e no adro da igreja são enterrados em vala comum muitos dos que pareceram no Cerco do Porto.
Contudo, num plano mais geral, recrudescem os factores de desenvolvimento que se vinham observando. É entre os finais do séc. XVIII e os inícios do séc. XX que se constróem as grandes casas de lavoura em todas as povoações cujo cariz rural permanecerá por mais tempo. Adensa-se e multiplica-se a rede viária dentro dos limites do concelho, que passa a ser servido por transportes como o carro eléctrico e o comboio. Sucede-se a abertura de estabelecimentos comerciais, com particular relevo para a principal artéria de Valongo e outros locais de Ermesinde. Os agregados populacionais alongam sucessivamente os seus termos com a chegada contínua de gentes vindas do interior.
Assiste-se também à instalação de várias indústrias. Por meados do séc. XIX, começa a exploração sistemática de ardósia (uma indústria tradicional com grandes implicações ao nível social). Extrai-se ainda do subsolo antimónio, volfrâmio e carvão.
Nos limites de Ermesinde implantam-se grandes fábricas como a “Resineira”, a “Cerâmica” – “Empresa Industrial de Ermesinde” e a “Têxtil de Sá”. Outras nascerão noutras áreas do concelho. Com maiores ou menores dimensões, adquirem relevo no concelho ramos da indústria como a Metalomecânica, a Metalúrgica, a Têxtil, a Construção Civil e Obras Públicas, a Alimentar e as Madeiras e Mobiliário.
Freguesias como Campo e Sobrado conservam um maior pendor de ruralidade. Domina o regime de minifúndio com produções tradicionais – a vinha, o milho e as forragens, a que está ligada a produção de leite. Têm surgido culturas novas como a kiwicultura e a hortifloricultura. Valongo é hoje um concelho empenhado em cumprir um desenvolvimento harmonioso e equilibrado. O crescimento económico terá que conviver com a preservação dos bens culturais e naturais. Uma dualidade que garantirá sempre a qualidade de vida.
 
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Concelho de Vila do Conde
Vila do Conde, cidade e sede de Concelho do norte litoral de Portugal, banhada pelo Atlântico e com o Rio Ave a sul, tem, nas suas origens, referências milenares. Assim, visitar Vila do Conde, é conhecer 18 kms de praias, é usufruir da ruralidade das suas freguesias, da hospitalidade das suas gentes, da beleza e imponência da sua monumentalidade e da sua história, a par das suas mais marcantes linhas contemporâneas, que a sua projecção no futuro faz destacar.

Procurando dar a conhecer um pouco sobre Vila do Conde, disponibiliza-se, nesta área, inúmera informação, para que a sua estadia nesta cidade seja proveitosa e inesquecível. Desta forma, pode obter inúmeros roteiros traçados pela cidade e freguesias, onde são dados a conhecer todos os elementos mais emblemáticos: o legado arqueológico, a riqueza da monumentalidade, a marca da arquitectura contemporânea, a variedade gastronómica, a tradição artesanal, a beleza da paisagem, a fauna e a flora, as actividades culturais, entre outros.

Preparou-se ainda uma exaustiva listagem de restauração e hotelaria, com um leque variado de opções. Entre turismo urbano, rural ou campismo, passeios a pé, de carro ou bicicleta, muitas são as opções disponíveis, para uma visita única, nesta cidade singular.

PATRIMÓNIO

Vila do Conde, cidade e concelho, é testemunho de uma imensa riqueza sob o ponto de vista patrimonial. Desde os mais remotos legados provenientes do período pré-histórico até à arquitectura contemporânea, as evidências materiais dessa vivência e dessa riqueza edificada estão constantemente a cruzar-se com quem circula pelas ruas deste concelho.

Para além da recuperação paisagística e construção de novos elementos patrimoniais, a recuperação, reabilitação e preservação do património têm sido assumidas como importantes linhas de actuação autárquica no que a esse assunto se refere, procurando fomentar a descoberta e a fruição, pelo público, desses espaços e memórias, dotando-os, em inúmeros casos, das infra-estruturas necessárias, de âmbito cientifico, cultural e recreativo, devolvendo-as à comunidade.

Assim, nesta página do sítio municipal, procurou-se reunir os principais exemplos patrimoniais vilacondenses, alertando para a sua protecção, recuperação e divulgação, o que de resto deve ser a preocupação de cada visitante, de cada cidadão, de cada munícipe.


Gastronomia

Em Vila do Conde, a gastronomia reflecte a sua situação geográfica em relação ao mar e à rica região agrícola. É particularmente apreciado o cabrito assado, a pescada à marinheiro e toda a variedade de peixes e mariscos sempre frescos.

Os doces conventuais são uma tradição secular em Vila do Conde. Os Conventos e Mosteiros foram, desde cedo, os grandes impulsionadores destas tradições, e Vila do Conde é disso exemplo, com os Mosteiros de Santa Clara ou Vairão. O Convento de Santa Clara, onde a arte de doçaria atingiu o maior esmero e perfeição, foi uma verdadeira escola. Entre diversas especialidades, destacam-se os doces de ovos.

A rosca de pão doce ou rosca de folar de Páscoa é, também, um doce tradicional de Vila do Conde, tradição que ainda hoje se encontra enraizada nas freguesias de Labruge, Mindelo, Modivas, Vila Chã e Vilar.

Na rota do Atlântico

A partir do limite norte de Vila do Conde, junto ao mar, propomos um revigorante passeio, em que parte pode ser feito a pé e o restante de carro ou bicicleta. Partindo da Travessa da Poça da Barca, e tomando a direcção do sul, entra-se, naturalmente, na Avenida Infante D. Henrique, artéria que margina o Atlântico em alargada extensão. Estamos em território caxineiro, cuja população é constituída, maioritariamente, por pescadores envolvidos na pesca artesanal local e costeira e de onde partiram muitos homens para a pesca do bacalhau, na Terra Nova. Chegados à Igreja de Nosso Senhor dos Navegantes, entremos no templo para uma visita. Desenhada pelo arquitecto sacerdote Manuel Gonçalves, é dedicada ao protector dos pescadores e marinheiros e foi construída no mesmo terreno onde se localizou a primitiva igreja, inaugurada em 1928. São daí provenientes as imagens que se encontram expostas na actual cripta. A paróquia das Caxinas, instituída em 1944, pelo Arcebispo Primaz D. António Bento Martins Júnior, celebra, em Agosto, festa grande em honra do seu padroeiro.

Voltemos novamente para junto do mar e continuemos passando pela Quinta propriedade do Engº Carvalho, proprietário da Fábrica de Mindelo, unidade fabril desactivada e que foi uma das maiores empresas de indústria têxtil da região. Ladeia esta extensão de dunas, com uma área superior a três campos de futebol, a Casa e o Bairro dos Pescadores, inaugurado, este último, em 1944 e quase irreconhecível na primitiva configuração das residências. Entramos agora na Avenida do Brasil, ainda junto ao oceano. Um conjunto de ruas perpendiculares apontam o mar e a praia, sentido em que Bento de Freitas fez caminhar a vila, entre elas, a anteriormente conhecida como rua do Bairro Balnear e que tem hoje o nome daquele vilacondense. Foi nesta rua que Sonya e Robert Delaunay fixaram residência, em 1915, e por cá estanciaram cerca de um ano. Sigamos agora pela Avenida Sacadura Cabral, local onde habitou, cerca de 50 anos, o vilacondense Joaquim Pacheco Neves. Escritor considerado, deixou publicados dezenas de títulos que se distribuem pelo conto, romance, novela, teatro. Foi um homem envolvido no progresso da sua terra, tendo ocupado, ainda muito jovem, a presidência da Câmara Municipal. Foi ele o principal mentor da construção do Cine-Teatro Neiva, casa de espectáculos inaugurada a 13 de Setembro de 1947, pela tentativa de edificação de uma creche, da Cozinha Económica, do Recreio Infantil, entre outras iniciativas. Avancemos para o centro da localidade percorrendo as Avenidas João Canavarro e 25 de Abril.

Chegamos à Praça S. João e ao Mercado Municipal, onde todas as sextas- feiras tem lugar a concorrida feira semanal. Seguindo no sentido norte, pela Rua 5 de Outubro, encontramos um discreto largo assinalado pela majestade do Solar de S. Sebastião. Esta casa adaptada para albergar o Centro de Memória de Vila do Conde, foi propriedade da influente família Figueiredo de Faria que a comprou, na segunda metade do século XIX, aos descendentes dos Carneiro Rangel. Aqui esteve instalada a Biblioteca Municipal de Vila do Conde. Defronte, em empreitada de recuperação, localiza-se o palácio urbano de feição maneirista que pertenceu aos morgados de S. Bento, fundadores da Capela dedicada ao Santo, existente na cidade. A data da sua construção situa-se na primeira metade do século XVII, tendo sido adquirida, em 1822, pelo ministro da rainha, José Manuel da Costa e Silva e, posteriormente, passou por outros proprietários. Do Largo de S. Sebastião, nome atribuído pela localização da capela de invocação do santo mártir, deslocada do terreno onde foi construída a Igreja Matriz e, actualmente, instalada no cemitério, entremos na Rua da Lapa.


Depois de passar o Aqueduto, deparamos com a grandiosa frontaria da Igreja de Nossa Senhora da Lapa, templo de feição barroca, construído sobre a capela de S. Bartolomeu, esta já existente na primeira metade do século XVII. Na frontaria do templo, por cima do tímpano destacam-se as imagens de S. Lourenço e S. Bartolomeu. O traçado da igreja é atribuído a Nicolau Nasoni, arquitecto italiano com vasta obra no Porto. A confraria de Nossa Senhora da Lapa mantém o culto dos reis Magos, saindo a cavalo e trajados a rigor, em véspera de Dia de Reis, três homens que percorrem a cidade.

Continuando no sentido nascente, procuremos a Capela de S. Pedro, ermida de pequenas dimensões sita no lugar de Formariz. A vila Fromarici aparece referenciada na Carta de venda feita por Flâmula ao Mosteiro de Guimarães, em 953, tendo sido anexada ao concelho de Vila do Conde, que então começava a constituir-se, na segunda metade do século XIX. Procuremos a Avenida Capitão Carlos da Fonseca e prossigamos no sentido poente. Entre esta artéria e a antiga estação do caminho-de-ferro situaram-se várias unidades fabris de real importância: a Fábrica Rio Ave, a Portugália, a fábrica de sabão, a Prazol, a Narfil, entre outras. Foi também nesta zona da localidade, precisamente na Avenida Bernardino Machado, que se construiu, em 1915, o novo edifício da cadeia vilacondense. Esta curiosa construção poligonal foi intervencionada pela Câmara Municipal e acolhe, na actualidade, o Centro de Ciência Viva. Continuemos, agora já vislumbrando o rio e próximo à ponte rodoviária, numa reentrância debruçada sobre o Ave admiremos o monumento erguido em memória dos mortos da Primeira Grande Guerra, inaugurado no ano de 1932.

Entremos agora na Avenida José Régio, onde se localiza a casa do escritor. Nesta rua situava-se, até aos anos 80 do século XX, grande parte das casas comerciais e prestadoras de serviços de Vila do Conde. Entremos na Travessa 5 de Outubro e procuremos a Praça José Régio. A estátua do escritor vilacondense domina o espaço quadrilátero recentemente tornado disponível à população. Subamos a escada que nos conduz à Casa de S. Roque, edifício plurifuncional que acolhe uma galeria de arte cinemática, uma livraria e uma residência para estudantes universitários. Esta casa é hoje propriedade municipal e pertenceu a António Mariz Carneiro, cosmógrafo - mor do reino e autor de dois regimentos: um da Carreira da Índia e outro da carreira do Brasil.

Descendo a rua encontramo-nos com o rio. Estamos agora no cais das Lavandeiras onde se perpetua, num conjunto escultórico, a homenagem da cidade às rendilheiras. O monumento foi inaugurado a 7 de novembro de 1993 e é da autoria de Ilídio Fontes. Prossigamos na companhia do Ave, admirando a requalificação da zona ribeirinha na qual se inclui a réplica da nau quinhentista que, acolhe uma proposta de musealização da vida a bordo na época da Expansão Marítima.

Sigamos até à doquinha onde se espraia a Praça D. João II, intervenção recente, da autoria do escultor José Rodrigues e que através de símbolos como os padrões, as esferas, a sereia e a própria vegetação, se procura evocar a participação desta localidade nas aventuras navegatórias e prospectivas em que Portugal esteve evolvido na época moderna. Sigamos o rio até à foz dirigindo-nos para a Avenida Marquês Sá da Bandeira.

Na sua fronteira norte, localiza-se o parque de jogos, cuja ala sul foi requalificada há pouco tempo, disponibilizando-se à população o terreno anteriormente ocupado pela E.B. 2/3 Julio-Saul Dias, dotado de equipamentos e meios para a prática desportiva e proporcionando extensas áreas verdes. A avenida onde agora nos encontramos fez parte do conceituado Circuito Automóvel de Vila do Conde, onde decorriam provas de competição nacional. Encaminhemo-nos para a Capela de Nossa Senhora da Guia já quase dentro do mar, velando pelos homens que nele se aventuram, passando pelo Centro de Monitorização e Interpretação Ambiente, equipamento instalado na antiga Casa do Risco. Esta capela é a mais antiga de Vila do Conde, remontando a sua primitiva construção ao século X. Neste local, existiu um fortim de defesa da barra, de invocação de S. Julião.

Atente-se, no seu interior, os azulejos figurados, colocados no século XVIII e os caixotões de madeira pintada do tecto. Contígua, a praia com o mesmo nome, era uma das preferidas de Ruy Belo a cujo banheiro chega mesmo a dedicar um poema. A seu lado ergue-se o Forte de S. João Baptista, construção do século XVII, fortaleza de defesa costeira que hoje acolhe um hotel de charme. Destaque-se ainda, o obelisco colocado nas imediações, em 1841, lembrando que neste forte tentaram desembarcar as tropas liberais comandadas por D. Pedro, mas que Sá Nogueira não consentiu. Diz-se que, na feitura deste monumento, foram utilizados elementos da ponte de pedra desmoronada por uma cheia ocorrida em 1821.

Entremos na Avenida Brasil, redesenhada por Siza Vieira no âmbito do projecto Polis e estendamos o corpo e o espírito nestes longos areais mergulhados em luz e no infinito.

 



 
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Vinho do Porto
O Vinho do Porto é um vinho licoroso, produzido na Região Demarcada do Douro, sob condições peculiares derivadas de factores naturais e de factores humanos. O processo de fabrico, baseado na tradição, inclui a paragem da fermentação do mosto pela adição de aguardente vínica (benefício ou aguardentação), a lotação de vinhos e o envelhecimento.

O Vinho do Porto distingue-se dos vinhos comuns pelas suas características particulares: uma enorme diversidade de tipos em que surpreende uma riqueza e intensidade de aroma incomparáveis, uma persistência muito elevada quer de aroma quer de sabor, um teor alcoólico elevado (geralmente compreendido entre os 19 e os 22% vol.), numa vasta gama de doçuras e grande diversidade de cores. Existe um conjunto de designações que possibilitam a identificação dos diferentes tipos de Vinho do Porto. A cor dos diferentes tipos de Vinho do Porto pode variar entre o retinto e o alourado-claro, sendo possíveis todas as tonalidades intermédias (tinto, tinto-alourado, alourado e alourado-claro). Os Vinhos do Porto Branco apresentam tonalidades diversas (branco pálido, branco palha e branco dourado), intimamente relacionadas com a tecnologia de produção. Quando envelhecidos em casco, durante muito anos, os vinhos brancos adquirem, por oxidação natural, uma tonalidade alourada-claro semelhante à dos vinhos tintos muito velhos. (...)

Património Religioso

Mosteiro da Serra do Pilar
Implantado no cimo de uma escarpa e dominando toda a zona sobranceira ao Douro ergue-se o verdadeiro ex-libris de Vila Nova de Gaia, o Mosteiro da Serra do Pilar. Classificado pela Unesco como Património Mundial desde 1996.
Frei Brás de Braga, de acordo com D João III e com D. Fr. Baltazar Limpo, Bispo do Porto, decidiu fundar este novo mosteiro, em 1537, para albergar os Cónegos Regrantes de Santo Agostinho provenientes do Mosteiro de Grijó, à data bastante degradado.
A Igreja, classificada como Monumento Nacional, realça-se pela planta circular, coberta por uma imponente abóbada hemisférica, rodeada por varandim e coroada por um lanternim.
No interior, salientam-se os trabalhos em talha dourada e dourada e branca. Conserva um belo claustro, igualmente classificado como Monumento Nacional, com abóbada circular com nervura central apoiada em 36 colunas jónicas. Destaca-se ainda o seu "rendilhado" formado por volutas, cartelas e pináculos. Este mosteiro maneirista é um exemplar único em Portugal, visto que a igreja e o claustro são de planta circular, modelo este proveniente da arquitectura civil.
A sua localização geográfica foi crucial em 1809, aquando das invasões pelas tropas napoleónicas e em 1832-33 enquanto base militar durante as lutas liberais. Elevado à categoria de fortaleza foi convertido desde então em quartel de artilharia.
Do terraço fronteiriço poderá desfrutar de excelentes vistas sobre o Rio Douro, a zona mais antiga da cidade e os telhados das Caves do Vinho do Porto.
Largo de Aviz - Santa Marinha
4430-329 Vila Nova de Gaia
Visitas por marcação

Mosteiro de Grijó
O Mosteiro terá tido origem numa pequena igreja, fundada no séc.X, sob a invocação de São Salvador. A planta, de 1572, engloba a igreja, o claustro e sacristia. A igreja foi concluída e benzida em 1626 e ocupa uma área destacada no conjunto. De nave única com uma capela-mor, possui ainda três capelas e um altar de cada lado.
Junto ao coro alto existe um órgão de tubos de finais do século XVIII inícios do século XIX que foi recentemente restaurado. No século XVIII, o seu interior foi renovado. As artes decorativas do azulejo e da talha, características do Barroco, preenchem o seu interior, com destaque para a capela-mor.
A fachada, que acusa influências flamengas, foi em 1998 enriquecida com vitrais, da autoria do Mestre Júlio Resende, que representam a Trindade e a Criação.
A sacristia é um vasto espaço quase quadrangular com as paredes completamente revestidas a azulejo em tapete policromo.
No claustro destacam-se os painéis de azulejo, representando os evangelistas e doutores da igreja e ao centro uma fonte do início do século XVII. De realçar o túmulo, do séc.XIII, de D. Rodrigo Sanches, feito em pedra ançã, classificado como Monumento Nacional.
Lugar do Mosteiro
Grijó

Convento Corpus Christi
O Convento Corpus Christi foi construído primitivamente junto ao rio no Séc. XIV. A Igreja conheceu uma degradação gradual provocada pelas constantes cheias do Rio Douro, o que originou a edificação, pelas freiras de S. Domingos, da actual capela no séc. XVII. O mosteiro sofreu profundas alterações nos séculos XVII e XVIII e foi extinto em 1834.
Salienta-se a riqueza e valor artístico da capela octogonal, rematada por uma cúpula de pedra, com quatro altares laterais, o côro-alto com o tecto formado por 49 caixotões decorados com pinturas a óleo, e ainda o cadeiral, da primeira metade do século XVII, com ricos trabalhos de ornamentação nomeadamente volutas e máscaras.
Encontra-se aqui a arca tumular de Álvaro de Cernache, alferes da bandeira da Ala dos Namorados na Batalha de Aljubarrota.
Hoje, o Convento de Corpus Christi, em local privilegiado junto ao Cais de Gaia, é um equipamento municipal de intensa actividade cultural.
Largo de Aljubarrota, 13
4400-012 Santa Marinha
Tel. 223 773 190 | Fax: 223 702 554
Visitas:
Galerias do Convento - 10h00 - 18h00 (Terça a Domingo)

Mosteiro de Pedroso
Mosteiro beneditino cuja fundação remonta ao século XI. Situa-se na freguesia de Pedroso, a poucos quilómetros do centro da cidade de Gaia.
Entre os séculos XI e XIV, assistiu-se a um engrandecimento patrimonial deste Mosteiro, até que em pleno século XVI o convento é extinto. A partir de 1759 a Igreja do Mosteiro passou a servir de Matriz da Freguesia. Do românico inicial, já perdido, restam um escudo na fachada lateral, uma pia baptismal no interior e duas adoçadas à face interna de corpo coberto (tipo nartex) que precede a entrada. Possui, também, um brasão do séc. XVI e algumas imagens religiosas.
Largo do Mosteiro - Pedroso

Igreja de Santa Marinha
A Igreja de Santa Marinha, que terá sido em tempos uma pequena ermida românica, foi alvo de restauros consecutivos ao longo dos séculos XVII-XVIII. Em 1745 procede-se à reedificação do corpo da igreja, cujo traço é da autoria de Nicolau Nasoni. Está classificada de Imóvel de Interesse Público desde 1974. Bom exemplar de arquitectura barroca é uma igreja ampla, com bastante luz, de planta longitudinal e nave única com lambril de azulejos em toda a área que se prolonga até à capela-mor. O arco triunfal é sobrepojado por sanefa de talha e ladeado por dois retábulos de talha dourada.
Na capela-mor e sobre o frontão triangular encontram-se telas com moldura em talha, sendo a "Adoração dos Reis Magos" a de melhor traço. Aspecto de destaque será o retábulo joanino ricamente adornado com colunas salomónicas, motivos vegetalistas e anjos.
A fachada principal é bastante despojada de ornamentação, cuja torre de construção posterior data de 1894.
Largo Joaquim Magalhães
Centro Histórico
Santa Marinha

Caplea do Senhor da Pedra
A Capela do Senhor da Pedra localiza-se num rochedo batido pelo mar, na praia de Miramar.
A sua edificação, a partir de uma planta centrada de forma hexagonal, pela concepção arquitectónica, poderá remontar ao século XVII, embora testemunhos documentais apontem o século XVIII.
O seu interior possui três retábulos em talha policroma e dourada de influência Rococó, e um púlpito de madeira. De salientar a imagem do Senhor da Pedra - um Cristo Crucificado.
O culto popular ao Senhor da Pedra manifesta-se através da Romaria do Domingo da Santíssima Trindade e é considerada uma das maiores e das mais carismáticas do concelho. No entanto, são muitos os que visitam o local durante todo o ano. A praia e a alameda do Senhor da Pedra são motivos adicionais para visita e lazer.
Praia de Miramar - Gulpilhares

Capela do Bom Jesus

A Igreja do Bom Jesus de Gaia, também conhecida desde o Séc.XIX por capela de Nª Sª da Bonança fica situada na rua Viterbo de Campos, no Lugar do Castelo de Gaia. Localizada numa povoação de remota antiguidade, confirmada por escavações arqueológicas, trata-se de uma igreja de antiga invocação, que sofreu obras ao longo dos tempos, tendo sido alargada e ampliada várias vezes desde a Idade-Média. A igreja compõe-se de dois corpos simples, a que estão adossadas a sacristia a sul e a torre sineira a norte. O corpo principal é separado da capela-mor pelo arco triunfal, provavelmente refeito no séc. XIX.
Rua Viterbo Campos
Lugar do Castelo
Santa Marinha

 

 

in: Gaia Global

 
 
 
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